Mirtazapina Sandoz MG
Folheto informativo: Informação para o doente
Mirtazapina Sandoz 15 mg comprimidos orodispersíveis Mirtazapina Sandoz 30 mg comprimidos orodispersíveis Mirtazapina Sandoz 45 mg comprimidos orodispersíveis mirtazapina
Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois contém informação importante para si. • Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente. • Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico. • Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença. • Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.
O que contém este folheto:
1. O que é Mirtazapina Sandoz e para que é utilizado
2. O que precisa de saber antes de tomar Mirtazapina Sandoz
3. Como tomar Mirtazapina Sandoz
4. Efeitos indesejáveis possíveis
5. Como conservar Mirtazapina Sandoz
6. Conteúdo da embalagem e outras informações
1. O que é Mirtazapina Sandoz e para que é utilizado
Mirtazapina Sandoz pertence ao grupo de medicamentos conhecidos como antidepressivos. Mirtazapina Sandoz é utilizado para tratar a doença depressiva em adultos. Mirtazapina Sandoz levará entre 1 a 2 semanas antes de começar a funcionar. Após 2 a 4 semanas poderá começar a sentir-se melhor. Deve conversar com o seu médico se não se sentir melhor ou se se sentir pior após 2 a 4 semanas. Estão disponíveis mais informações na secção 3 sob o título " Quando poderá sentir sinais de melhoria".
2. O que precisa de saber antes de tomar Mirtazapina Sandoz
Não tome ou informe o seu médico antes de tomar Mirtazapina Sandoz • se tem alergia à mirtazapina ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6). Se for o caso, deve falar com o seu médico imediatamente
antes de tomar Mirtazapina Sandoz.
• se estiver a tomar ou tiver recentemente tomado (nas duas últimas semanas) medicamentos chamados inibidores da monoaminoxidase (IMAO). • se já desenvolveu uma erupção cutânea grave ou descamação da pele, aparecimento de bolhas e/ou feridas na boca depois de tomar Mirtazapina Sandoz ou outro(s) medicamento(s).
Advertências e precauções
Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Mirtazapina Sandoz.
Crianças e adolescentes Mirtazapina Sandoz não deve ser normalmente utilizado no tratamento de crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos uma vez que a eficácia não foi demonstrada. Importa igualmente assinalar que os doentes com idade inferior a 18 anos correm maior risco de sofrerem efeitos indesejáveis, tais como tentativa de suicídio, ideação suicida e hostilidade (predominantemente agressividade, comportamento de oposição e cólera) quando tomam medicamentos desta classe. Apesar disso, o médico poderá prescrever Mirtazapina Sandoz para doentes com idade inferior a 18 anos quando decida que tal é necessário. Se o seu médico prescreveu Mirtazapina Sandoz, para um doente com idade inferior a 18 anos e gostaria de discutir esta questão, queira voltar a contactá-lo. Deverá informar o seu médico se algum dos sintomas acima mencionados se desenvolver ou piorar quando doentes com menos de 18 anos estejam a tomar Mirtazapina Sandoz. Assinala-se igualmente que não foram ainda demonstrados os efeitos de segurança a longo prazo no que respeita ao crescimento, à maturação e ao desenvolvimento cognitivo e comportamental do Mirtazapina Sandoz neste grupo etário. Além disso, tem sido observado um ganho de peso significativo nesta faixa etária com mais frequência quando tratados com Mirtazapina Sandoz em comparação com adultos.
Pensamentos relacionados com o suicídio e agravamento da sua depressão Se se encontra deprimido poderá por vezes pensar em se auto-agredir ou até suicidar. Estes pensamentos podem aumentar no início do tratamento com antidepressivos, pois estes medicamentos necessitam de tempo para atuarem, normalmente demoram cerca de duas semanas, mas por vezes pode demorar mais tempo. Poderá estar mais predisposto a ter este tipo de pensamentos nas seguintes situações: • se teve anteriormente pensamentos acerca de se suicidar ou se auto-agredir. • se é um jovem adulto. A informação proveniente de estudos clínicos revelou um maior risco de comportamento suicida em indivíduos adultos com menos de 25 anos com problemas psiquiátricos tratados com antidepressivos. → Se em qualquer momento vier a ter pensamentos no sentido de autoagressão ou suicídio deverá contactar o seu médico ou dirigir-se imediatamente ao hospital.
Poderá ser útil para si comunicar que se encontra deprimido a uma pessoa próxima de si ou a um familiar e dar-lhes este folheto a ler. Poderá também solicitar-lhes que o informem caso verifiquem um agravamento do seu estado de depressão, ou se ficarem preocupados com alterações no seu comportamento.
Também deverá ter especial cuidado com Mirtazapina Sandoz • se tem ou alguma vez já teve alguma as seguintes situações. → Informe o seu médico acerca das seguintes situações antes de tomar Mirtazapina Sandoz, se não o tiver feito previamente. -convulsões (epilepsia). Se surgirem convulsões ou as convulsões se tornarem mais frequentes, pare de tomar Mirtazapina Sandoz e contacte o seu médico imediatamente; -doença do fígado, incluindo icterícia. Se ocorrer icterícia, pare de tomar Mirtazapina Sandoz e contacte o seu médico imediatamente; -doença renal; -doença cardíaca ou tensão arterial baixa; -esquizofrenia. Se sintomas psicóticos, tais como pensamentos paranoides, se tornarem mais frequentes ou graves, contacte o seu médico imediatamente; -doença maníaco-depressiva (períodos alternados de sentimentos de exaltação e/ou hiperatividade e de humor deprimido). Se se começar a sentir eufórico ou hiperativo, pare de tomar Mirtazapina Sandoz e contacte o seu médico imediatamente; -diabetes (poderá ser necessário ajustar a sua dose de insulina ou de outro medicamento antidiabético); -doenças dos olhos, tal como aumento da pressão intraocular (glaucoma); -dificuldades em urinar (micção), que pode ser causado por um aumento da próstata; – certos tipos de doenças cardíacas que podem alterar o seu ritmo cardíaco, ataque cardíaco recente, insuficiência cardíaca, ou se tomar certos medicamentos que podem afetar o ritmo cardíaco. • se surgirem sinais de infeção, tais como febre alta sem causa aparente, dor de garganta ou úlceras da boca. → Pare de tomar Mirtazapina Sandoz e contacte o seu médico imediatamente para fazer um exame ao sangue. Em casos raros, estes sintomas podem ser sinais de perturbações na produção de células sanguíneas na medula óssea. Embora raros, estes sintomas aparecem mais frequentemente após 4-6 semanas de tratamento. • se é um idoso. Poderá ter maior sensibilidade aos efeitos indesejáveis dos antidepressivos. • foram relatadas reações cutâneas graves, incluindo síndrome de Stevens-Johnson (SSJ), necrólise epidérmica tóxica (TEN) e reação medicamentosa com eosinofilia e sintomas sistémicos (DRESS), com a utilização de Mirtazapina Sandoz. Interrompa a utilização e procure assistência médica imediatamente se notar algum dos sintomas descritos na secção 4 em relação a estas reações cutâneas graves. • se alguma vez tiver desenvolvido reações cutâneas graves, o tratamento com Mirtazapina Sandoz não deve ser reiniciado.
Outros medicamentos e Mirtazapina Sandoz Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente ou se vier a tomar outros medicamentos.
Não tome Mirtazapina Sandoz simultaneamente com os seguintes medicamentos: • inibidores da monoaminoxidase (inibidores da MAO). Também, não tome Mirtazapina Sandoz nas duas semanas após ter terminado o tratamento com inibidores da MAO. Se parar de tomar Mirtazapina Sandoz, não tome inibidores da MAO durante as próximas duas semanas também. A moclobemida, tranilcipromina (ambos antidepressivos) e a selegilina (usada no tratamento da doença de Parkinson) são exemplos de inibidores da MAO.
Tome cuidado enquanto estiver a tomar Mirtazapina Sandoz em associação com: • antidepressivos, tais como ISRS, venlafaxina e L-triptofano e triptanos (usados para o tratamento da enxaqueca), tramadol (um analgésico), linezolida (um antibiótico), lítio (usado no tratamento de algumas doenças do foro psiquiátrico), azul de metileno (utilizado para o tratamento de níveis elevados de metahemoglobina no sangue) e preparações à base de erva de S. João – Hypericum perforatum (uma erva para a depressão). Em casos muito raros, a toma de Mirtazapina Sandoz isolada ou combinada com estes medicamentos pode originar a chamada síndrome serotoninérgica. Alguns dos sintomas desta síndrome são: febre sem causa aparente, suores, aumento da frequência cardíaca, diarreia, contrações musculares (incontroláveis), tremores, reflexos alterados, agitação, alterações de humor e perda de consciência. Se surgir uma combinação destes sintomas, consulte o seu médico imediatamente. • o antidepressivo nefazodona. Este medicamento pode aumentar a quantidade de Mirtazapina Sandoz no seu sangue. Informe o seu médico se estiver a tomar este medicamento. Poderá ser necessário diminuir a dose de Mirtazapina Sandoz ou, quando parar o tratamento com nefazodona, aumentar novamente a dose de Mirtazapina Sandoz. • medicamentos para o tratamento da ansiedade ou das insónias, como por exemplo, as benzodiazepinas; • medicamentos para a esquizofrenia, como por exemplo, a olanzapina; • medicamentos para as alergias, como por exemplo, a cetirizina; • medicamentos para as dores fortes, como por exemplo, a morfina. Em combinação com estes medicamentos, Mirtazapina Sandoz pode aumentar a sonolência causada por estes medicamentos. • medicamentos para as infeções; medicamentos para o tratamento de infeções bacterianas (tal como a eritromicina), medicamentos usados para o tratamento de infeções fúngicas (tal como o cetoconazol) e medicamentos usados no tratamento do VIH/SIDA) (tal como os inibidores da protease do VIH) e medicamentos para úlceras no estômago (tais como a cimetidina). Quando tomados em associação com Mirtazapina Sandoz, estes medicamentos podem aumentar a quantidade de Mirtazapina Sandoz no seu sangue. Informe o seu médico se estiver a tomar algum destes medicamentos. Poderá ser necessário diminuir a dose de Mirtazapina Sandoz ou, quando parar o tratamento com estes medicamentos, aumentar novamente a dose de Mirtazapina Sandoz. • medicamentos para a epilepsia, tais como a carbamazepina e a fenitoína; medicamentos para a tuberculose, tal como a rifampicina. Quando tomados em associação com Mirtazapina Sandoz, estes medicamentos podem diminuir a quantidade de Mirtazapina Sandoz no seu sangue. Informe o seu médico se estiver a tomar algum destes medicamentos. Poderá ser necessário aumentar a dose de Mirtazapina Sandoz ou, quando parar o tratamento com estes medicamentos, reduzir novamente a dose de Mirtazapina Sandoz. • medicamentos anticoagulantes, tal como a varfarina. Mirtazapina Sandoz pode aumentar os efeitos da varfarina no sangue. Informe o seu médico se estiver a tomar este medicamento. Em caso de associação é aconselhável que o médico monitorize cuidadosamente os seus parâmetros sanguíneos. • medicamentos que possam afetar o ritmo cardíaco, como alguns antibióticos e alguns antipsicóticos.
Mirtazapina Sandoz com alimentos e álcool: Poderá sentir-se sonolento se beber álcool enquanto estiver a tomar Mirtazapina Sandoz. É aconselhado a não ingerir qualquer bebida alcoólica. Pode tomar Mirtazapina Sandoz com ou sem alimentos.
Gravidez e amamentação Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento. Dados limitados com a administração de Mirtazapina Sandoz não indicaram um risco aumentado quando usado por mulheres grávidas. Contudo, deverá ter-se precaução quando utilizado durante a gravidez. Se utilizar Mirtazapina Sandoz até ao parto, ou pouco antes do parto, o seu bebé deve ser supervisionado relativamente a possíveis reações adversas. Quando tomado durante a gravidez, os medicamentos similares (ISRS) podem aumentar o risco de uma doença grave em bebés, chamada hipertensão pulmonar persistente do recém-nascido (HPPRN), o que faz o bebé respirar mais rápido e ficar com um tom azulado. Estes sintomas geralmente começam nas primeiras 24 horas após o nascimento do bebé. Se isso acontecer com o seu bebé, deve contactar o seu obstetra e / ou o seu médico imediatamente.
Condução de veículos e utilização de máquinas Mirtazapina Sandoz pode afetar a sua concentração ou vigília. Verifique se as suas capacidades não se encontram afetadas antes de conduzir veículos ou de manusear máquinas. Se o seu médico receitou Mirtazapina Sandoz para um doente com menos de 18 anos certifique-se que a concentração e a vigília não são afetadas antes da participação no tráfego (por exemplo, de bicicleta).
Mirtazapina Sandoz contém aspartamo, álcool benzílico, sulfitos e sódio:
Comprimidos orodispersíveis de 15 mg: Este medicamento contém 3 mg de aspartamo em cada comprimido orodispersível. O aspartamo é uma fonte de fenilalanina. Pode ser prejudicial se tiver fenilcetonúria (PKU), uma doença genética rara em que a fenilalanina se acumula, porque o seu organismo não a consegue remover adequadamente. Este medicamento contém 0,047 mg de álcool benzílico em cada comprimido orodispersível. O álcool benzílico pode causar reações alérgicas. Consulte o seu médico ou farmacêutico se está grávida ou a amamentar ou se tiver uma doença de fígado ou rins. Isto porque podem acumular-se grandes quantidades de álcool benzílico no seu corpo e pode causar efeitos indesejáveis (“acidose metabólica”).
Comprimidos orodispersíveis de 30 mg: Este medicamento contém 6 mg de aspartamo em cada comprimido orodispersível. O aspartamo é uma fonte de fenilalanina. Pode ser prejudicial se tiver fenilcetonúria (PKU), uma doença genética rara em que a fenilalanina se acumula porque o seu organismo não a consegue remover adequadamente. Este medicamento contém 0,093 mg de álcool benzílico em cada comprimido orodispersível. O álcool benzílico pode causar reações alérgicas. Consulte o seu médico ou farmacêutico se está grávida ou a amamentar ou se tiver uma doença de fígado ou rins. Isto porque podem acumular-se grandes quantidades de álcool benzílico no seu corpo e pode causar efeitos indesejáveis (“acidose metabólica”).
Comprimidos orodispersíveis de 45 mg: Este medicamento contém 9 mg de aspartame em cada comprimido orodispersível. O aspartame é uma fonte de fenilalanina. Pode ser prejudicial se tiver fenilcetonúria (PKU), uma doença genética rara em que a fenilalanina se acumula porque o seu organismo não a consegue remover adequadamente. Este medicamento contém 0,14 mg de álcool benzílico em cada comprimido orodispersível. O álcool benzílico pode causar reações alérgicas. Consulte o seu médico ou farmacêutico se está grávida ou a amamentar ou se tiver uma doença de fígado ou rins. Isto porque podem acumular-se grandes quantidades de álcool benzílico no seu corpo e pode causar efeitos indesejáveis (“acidose metabólica”).
Este medicamento contém uma pequena quantidade de sulfitos. Pode causar, raramente, reações alérgicas (hipersensibilidade) graves e broncospasmo.
Este medicamento contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por comprimido orodispersível, ou seja, é praticamente “isento de sódio”.
3. Como tomar Mirtazapina Sandoz
Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.
Qual a dose a tomar A dose inicial recomendada é de 15 ou 30 mg por dia. Após alguns dias de tratamento, o seu médico poderá aconselhá-lo a aumentar a dose até à dose que será melhor para si (entre 15 e 45 mg por dia). A dose é, normalmente, a mesma para todas as idades. Contudo, se for um idoso ou se tiver uma doença renal ou hepática, o seu médico poderá ajustar a sua dose.
Quando tomar Mirtazapina Sandoz → Tome Mirtazapina Sandoz todos os dias e à mesma hora. De preferência, deverá tomar Mirtazapina Sandoz numa toma única antes de se deitar. No entanto, o seu médico poderá sugerir que divida a sua dose de Mirtazapina Sandoz – uma de manhã e outra à noite antes de se deitar. A dose mais elevada deverá ser tomada antes de se deitar. Tome os comprimidos orodispersíveis do seguinte modo: Tome os comprimidos oralmente.
1. Não esmague o comprimido orodispersível
Para evitar o esmagamento do comprimido orodispersível, não pressione o alvéolo do comprimido (Figura A).
Fig. A
2. Retire um alvéolo com o comprimido
Cada blister contém alvéolos com comprimidos, os quais se encontram separados por um picotado. Retire um alvéolo com o comprimido, rasgando-o pelo picotado (Figura 1).
Fig. 1
3. Retire a folha de alumínio
Retire a folha de alumínio cuidadosamente, começando no canto indicado pela seta (Figuras 2 e 3).
Fig. 2
Fig. 3
4. Retire o comprimido orodispersível
Retire o comprimido orodispersível com as mãos secas e coloque-o sobre a língua (Figura 4).
Fig. 4
O comprimido dissolver-se-á rapidamente e poderá ser engolido sem água.
Quando poderá sentir sinais de melhoria Habitualmente, Mirtazapina Sandoz começará a exercer efeitos após 1 a 2 semanas do tratamento e após 2 a 4 semanas poderá começar a sentir-se melhor. É importante que, durante as primeiras semanas do tratamento, fale com o seu médico sobre os efeitos de Mirtazapina Sandoz: → Nas 2 a 4 semanas após ter iniciado o tratamento com Mirtazapina Sandoz, fale com o seu médico sobre como este medicamento o afetou. Se ainda não se sentir melhor, o seu médico poderá prescrever uma dose maior. Neste caso, fale novamente com o seu médico após mais 2 a 4 semanas. Normalmente, é necessário tomar Mirtazapina Sandoz até que os seus sintomas da depressão tenham desaparecido por 4 a 6 meses.
Se tomar mais Mirtazapina Sandoz do que deveria → Caso tenha tomado, ou alguém tenha tomado mais Mirtazapina Sandoz do que deveria, chame um médico imediatamente. Os efeitos mais frequentes de sobredosagem com Mirtazapina Sandoz (sem outros medicamentos ou álcool) são sonolência, desorientação e aumento da frequência cardíaca. Os sintomas de uma possível sobredosagem podem incluir alterações no seu ritmo cardíaco (batimento cardíaco irregular) e/ou desmaio, que podem ser sintomas de uma condição potencialmente fatal conhecida como Torsades de Pointes.
Caso se tenha esquecido de tomar Mirtazapina Sandoz Se é suposto tomar a sua dose uma vez por dia • Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar. Tome a próxima dose à hora habitual.
Se é suposto tomar a sua dose duas vezes por dia • se se esqueceu de tomar a sua dose da manhã, simplesmente tome-a juntamente com a dose da noite. • se se esqueceu de tomar a dose da noite, não a tome com a dose da manhã seguinte; esqueça esta dose e continue o tratamento com as suas doses normais de manhã e ao deitar; • se se esqueceu de ambas as doses, não deve tentar compensar as doses esquecidas. Esqueça estas duas doses e no dia seguinte deve continuar o tratamento com as suas doses normais, de manhã e ao deitar.
Se parar de tomar Mirtazapina Sandoz → Apenas interrompa o tratamento com Mirtazapina Sandoz com o conhecimento do seu médico. Se parar de tomar demasiado cedo, a sua depressão poderá voltar. Uma vez que se sinta melhor, fale com o seu médico. O seu médico decidirá quando poderá parar o seu tratamento. Não pare de tomar Mirtazapina Sandoz subitamente, mesmo que a sua depressão tenha desaparecido. Se parar de tomar Mirtazapina Sandoz subitamente, poderá sentir-se doente, com tonturas, agitado(a) ou ansioso(a) e ter dores de cabeça. Estes sintomas podem ser evitados se a interrupção do tratamento for gradual. O seu médico irá dizer-lhe como diminuir gradualmente a dose.
Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.
4. Efeitos indesejáveis possíveis
Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se manifestem em todas as pessoas.
Interrompa a utilização de mirtazapina e consulte o seu médico ou procure assistência médica imediatamente caso desenvolva um dos seguintes efeitos secundários graves:
Pouco frequentes (podem afetar até 1 em cada 100 pessoas): • sensação de exaltação ou “euforia” (mania)
Raros (podem afetar até 1 em cada 1000 pessoas): • coloração amarela da pele ou olhos; isto poderá sugerir perturbações na função hepática (icterícia)
Desconhecidos (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis): • sinais de infeção, tais como febre alta e repentina sem causa aparente, dor de garganta ou úlceras da boca (agranulocitose). Em casos raros, a mirtazapina pode causar perturbações na produção de células sanguíneas (depressão da medula óssea). Algumas pessoas tornam-se menos resistentes às infeções porque a mirtazapina pode causar uma diminuição temporária dos glóbulos brancos (granulocitopenia). Em casos raros, a mirtazapina, também pode provocar a falta de glóbulos vermelhos e brancos do sangue, bem como plaquetas do sangue (anemia aplástica), uma escassez de plaquetas (trombocitopenia) ou um aumento do número de glóbulos brancos do sangue (eosinofilia). • crises epiléticas (convulsões) • uma combinação de sintomas tais como: febre inexplicável, suores, aumento da frequência cardíaca, diarreia, contrações musculares (incontroláveis), tremores, reflexos alterados, agitação, alterações de humor, perda de consciência e salivação aumentada. Em casos muito raros, estes sintomas podem ser sinais de síndrome serotoninérgica. • pensamentos de autoagressão ou suicídio • áreas de pele avermelhadas no tronco, que se manifestam como máculas em forma de alvo ou circulares, muitas vezes com bolhas no centro, descamação da pele, úlceras na boca, garganta, nariz, órgãos genitais e olhos. Estas erupções cutâneas graves podem ser antecedidas de febre e sintomas semelhantes à gripe (síndrome de Stevens- Johnson, necrólise epidérmica tóxica). • erupção na pele generalizada, temperatura corporal elevada e gânglios linfáticos aumentados (síndrome de DRESS ou síndrome de hipersensibilidade a medicamentos).
Outros efeitos indesejáveis possíveis com mirtazapina são:
Muito frequentes (podem afetar mais de 1 em cada 10 pessoas): • aumento do apetite e aumento de peso • sonolência • dores de cabeça • boca seca
Frequentes (podem afetar até 1 em cada 10 pessoas): • letargia • tonturas • falta de firmeza ou tremores • náuseas • diarreia • vómitos • prisão de ventre (obstipação) • erupção na pele (exantema) • dor nas articulações (artralgia) ou nos músculos (mialgia) • dor nas costas • tonturas ou sensação de desmaio quando se levanta de repente (hipotensão ortostática) • sensação de inchaço (principalmente nos tornozelos e pés) como resultado de uma retenção de fluidos (edema) • cansaço • sonhos vividos • confusão • ansiedade • insónias
Pouco frequentes (podem afetar até 1 em cada 100 pessoas): • sensação anormal na pele, por exemplo, ardor, formigueiro, picadas ou comichão (parestesia) • pernas irrequietas • desmaios (síncope) • sensação de boca dormente (hipoestesia oral) • tensão arterial baixa • pesadelos • agitação • alucinações • desejo constante em se mover
Raros (podem afetar até 1 em cada 1000 pessoas): • contrações musculares repentinas (mioclonias) • agressividade • dor abdominal e náuseas; isto pode sugerir inflamação do pâncreas (pancreatite)
Desconhecidos (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis): • sensações anormais na boca (parestesia oral) • inchaço na boca (edema da boca) • inchaço em todo o corpo (edema generalizado) • inchaço localizado • hiponatremia • secreção inapropriada de hormona antidiurética • reações cutâneas graves (dermatite bolhosa, eritema multiforme) • sonambulismo • distúrbio da fala • aumento dos níveis sanguíneos de creatinina quinase • dificuldade em urinar (retenção urinária) • dor, rigidez e/ou fraqueza muscular, escurecimento ou descoloração da urina (rabdomiólise) • níveis aumentados da hormona prolactina no sangue (e sintomas relacionados, como corrimento leitoso nos mamilos e inchaço do tecido mamário em homens)
Efeitos indesejáveis adicionais em crianças e adolescentes
Em crianças menores de 18 anos os seguintes eventos indesejáveis foram observados frequentemente em ensaios clínicos: aumento de peso significativo, urticária e aumento dos triglicéridos no sangue.
Comunicação de efeitos indesejáveis
Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente ao INFARMED I.P. através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento. Portugal Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]
5. Como conservar Mirtazapina Sandoz
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.
Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem exterior e no blister, após “EXP”. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.
Não conservar acima de 30ºC. Conservar na embalagem de origem para proteger da humidade.
Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.
6. Conteúdo da embalagem e outras informações
Qual a composição de Mirtazapina Sandoz
– A substância ativa é mirtazapina. Cada comprimido orodispersível contém 15 mg, 30 mg ou 45 mg de mirtazapina, respetivamente. – Os outros componentes são: manitol (E421), povidona K30, crospovidona, sílica coloidal anidra, aspartamo (E951), estearato de cálcio, aroma de laranja (maltodextrina, aromatizantes naturais e artificiais, dl-alfa-tocoferol, álcool benzílico, sódio) e aroma de hortelã-pimenta (maltodextrina, aromatizantes naturais, dextrina, sulfitos).
Qual o aspeto de Mirtazapina Sandoz e conteúdo da embalagem
Comprimidos orodispersíveis: comprimidos brancos a esbranquiçados, redondos, achatados, com os bordos biselados e lisos de ambos os lados. Blisters de Alumínio/Alumínio, contendo 6, 10, 14, 18, 20, 28, 30, 30 (dose unitária), 48, 50, 56, 60, 84 90, 96, 100, 100 (dose unitária) comprimidos orodispersíveis
É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.
Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante
Titular da Autorização de Introdução no Mercado: Sandoz Farmacêutica Lda Avenida Professor Doutor Cavaco Silva, nº10E Taguspark 2740-255 Porto Salvo Portugal
Fabricante:
Lek Pharmaceuticals d.d. Verovśkova 57 1526 Ljubljana Eslovénia
Salutas Pharma GmbH Otto-von-Guericke-Allee 1 D-39179 Barleben Alemanha
Sandoz GmbH Biochemiestrasse 10 A-6250 Kundl Áustria
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⚕Para profissionais — Resumo das Características do Medicamento (RCM)Ficha técnica completa: posologia, interações, contraindicações, advertências+
1. NOME DO MEDICAMENTO
Mirtazapina Sandoz 15 mg comprimidos orodispersíveis Mirtazapina Sandoz 30 mg comprimidos orodispersíveis Mirtazapina Sandoz 45 mg comprimidos orodispersíveis
2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA
Mirtazapina Sandoz 15 mg: Cada comprimido orodispersível contém 15 mg de mirtazapina.
Excipientes com efeito conhecido Cada comprimido orodispersível contém 3 mg de aspartame (E951) e 15 nanogramas de sulfitos e 0,047 mg de álcool benzílico.
Mirtazapina Sandoz 30 mg: Cada comprimido orodispersível contém 30 mg de mirtazapina.
Excipientes com efeito conhecido Cada comprimido orodispersível contém 6 mg de aspartame (E951) e 30 nanogramas de sulfitos e 0,093 mg de álcool benzílico.
Mirtazapina Sandoz 45 mg Cada comprimido orodispersível contém 45 mg de mirtazapina. Excipientes com efeito conhecido: 9 mg de aspartame (E951) e 45 nanogramas de sulfitos e 0,14 mg de álcool benzílico.
Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.
3. FORMA FARMACÊUTICA
Comprimido orodispersível.
Comprimidos brancos a esbranquiçados, redondos, achatados, com os bordos biselados e lisos de ambos os lados.
4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS
4.1. Indicações terapêuticas
Mirtazapina Sandoz está indicada em adultos para o tratamento de episódios de depressão major.
4.2. Posologia e modo de administração
Posologia
Adultos A dose diária eficaz situa-se, habitualmente, entre 15 e 45 mg; a dose inicial é de 15 ou 30 mg. A mirtazapina começa a exercer o seu efeito, geralmente, após 1-2 semanas de tratamento. O tratamento com uma dose adequada deverá resultar numa resposta positiva dentro de 2- 4 semanas. No caso de a resposta ser insuficiente, a dose pode ser aumentada até à dose máxima. Se não ocorrer resposta ao fim de 2-4 semanas adicionais, o tratamento deverá ser interrompido.
Os doentes com depressão deverão ser tratados por um período suficiente de pelo menos 6 meses para garantir a ausência de sintomas.
Recomenda-se a interrupção gradual do tratamento com mirtazapina para evitar os sintomas de privação (ver secção 4.4).
Idosos A dose recomendada é a mesma que para os adultos. Em doentes idosos, um aumento da dose deverá ser realizado sob apertada vigilância, de modo a obter-se uma resposta satisfatória e segura.
Compromisso renal A depuração da mirtazapina pode estar diminuída em doentes com compromisso renal moderado a grave (depuração da creatinina <40 ml/min). Este facto deve ser tido em consideração quando se prescreve Mirtazapina Sandoz a este grupo de doentes (ver secção 4.4).
Compromisso hepático A depuração da mirtazapina pode estar diminuída em doentes com compromisso hepático. Este facto deve ser tido em consideração quando se prescreve Mirtazapina Sandoz a este grupo de doentes, particularmente, doentes com compromisso hepático grave, na medida em que a mirtazapina ainda não foi investigada em doentes com compromisso hepático grave. (ver secção 4.4).
População pediátrica Mirtazapina Sandoz não deve ser utilizado em crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos já que a eficácia não foi demonstrada em dois ensaios clínicos de curto prazo (ver secção 5.1) e por questões de segurança (ver secções 4.4, 4.8 e 5.1).
Modo de administração Mirtazapina Sandoz tem uma semivida de eliminação de 20-40 horas, pelo que é adequado para uma toma única diária. Preferencialmente, deve ser tomado numa toma única à noite, antes de deitar. Mirtazapina Sandoz pode também ser administrada em duas doses divididas (uma de manhã e outra ao deitar, a dose mais elevada deverá ser tomada à noite). Os comprimidos devem ser administrados por via oral. O comprimido desintegrar-se-á rapidamente e pode ser engolido sem água.
4.3. Contraindicações
Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1. Uso concomitante de mirtazapina e inibidores da monoaminoxidase (IMAO) (ver secção 4.5).
4.4. Advertências e precauções especiais de utilização
População pediátrica Mirtazapina Sandoz não deve ser utilizada no tratamento de crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos. Foram observados com maior frequência comportamentos relacionados com o suicídio (tentativa de suicídio e ideação suicida) e hostilidade (predominantemente agressividade, comportamento de oposição e cólera) em ensaios clínicos com crianças e adolescentes que se encontravam a tomar antidepressivos, em comparação com os que se encontravam a tomar placebo. Se, não obstante, com base na necessidade clínica, a decisão de tratamento for tomada, o doente deve ser rigorosamente monitorizado em relação ao aparecimento de sintomas suicidas. Adicionalmente, não estão disponíveis dados de seguranças a longo prazo em crianças e adolescentes no que se refere ao crescimento, à maturação e ao desenvolvimento cognitivo e comportamental.
Reações cutâneas adversas graves Foram relatadas reações cutâneas adversas graves (RCAG), incluindo síndrome de Stevens-Johnson (SSJ), necrólise epidérmica tóxica (NET), reação medicamentosa com eosinofilia e sintomas sistémicos (DRESS), dermatite bolhosa e eritema multiforme, que podem ser potencialmente fatais ou fatais, em associação com tratamento com Mirtazapina Sandoz. Se surgirem sinais e sintomas sugestivos destas reações, a terapêutica com Mirtazapina Sandoz deve ser imediatamente interrompida. Caso o doente tenha desenvolvido uma destas reações devido à utilização de Mirtazapina Sandoz, o tratamento com Mirtazapina Sandoz não deve ser reiniciado nesse doente em momento algum.
Suicídio/ideação suicida/agravamento da situação clínica A depressão está associada ao aumento do risco de ideação suicida, autoagressividade e suicídio (pensamentos/comportamentos relacionados com o suicídio). O risco prevalece até que ocorra remissão significativa dos sintomas. Como durante as primeiras semanas ou mais de tratamento pode não se verificar qualquer melhoria, os doentes deverão ter uma vigilância mais rigorosa até que essa melhoria ocorra. De acordo com a prática clínica, em geral o risco de suicídio pode aumentar nas fases iniciais da recuperação. Os doentes com história de pensamentos/comportamentos relacionados com o suicídio, que apresentem um grau significativo destes sintomas antes do início do tratamento, apresentam também um maior risco de ideação suicida ou de tentativa de suicídio, devendo por isso ser cuidadosamente monitorizados durante o tratamento. Uma meta-análise de estudos clínicos controlados com placebo em adultos com distúrbios psiquiátricos demonstrou um aumento do risco de comportamentos relacionados com o suicido em doentes com menos de 25 anos a tomar antidepressivos comparativamente aos doentes a tomar placebo. A terapêutica medicamentosa deverá ser acompanhada de uma monitorização rigorosa em particular nos doentes de maior risco especialmente na fase inicial do tratamento ou na sequência de alterações posológicas. Os doentes, e os prestadores de cuidados de saúde, devem ser alertados para a necessidade de monitorização relativamente a qualquer agravamento da sua situação clínica, pensamentos/comportamentos relacionados com o suicídio e para procurar assistência médica imediatamente caso estes ocorram. No que diz respeito à possibilidade de suicídio, em particular no início do tratamento, apenas deverá ser dada ao doente uma quantidade limitada, compatível com uma boa gestão do doente, a fim de reduzir o risco de sobredosagem, de comprimidos orodispersíveis de Mirtazapina Sandoz.
Depressão da medula óssea Têm sido referidos casos de depressão da medula óssea, geralmente sob a forma de granulocitopenia ou agranulocitose, durante o tratamento com mirtazapina. Nos estudos clínicos com mirtazapina, a agranulocitose reversível tem sido referida como uma ocorrência rara. No período pós-comercialização de mirtazapina, foram notificados casos muito raros de agranulocitose, na maioria reversíveis, mas em alguns casos fatais. A maioria dos casos fatais é relativa a doentes com idade superior a 65 anos. O médico deverá estar em alerta para sintomas tais como febre, dores de garganta, estomatite ou outros sinais de infeção; quando algum destes sintomas ocorrer, o tratamento deverá ser suspenso e deve realizar-se um hemograma completo.
Icterícia O tratamento deverá ser descontinuado se ocorrer icterícia.
Condições que requerem supervisão É necessária uma administração cuidada, assim como uma monitorização apertada e regular, em doentes com: − epilepsia e síndrome orgânico cerebral: embora a experiência clínica indique que raramente ocorrem convulsões epiléticas durante o tratamento com mirtazapina, assim como com outros antidepressivos, o tratamento com Mirtazapina Sandoz deverá ser iniciado com cautela em doentes com história de convulsões. O tratamento deverá ser descontinuado em qualquer doente que desenvolva convulsões ou quando ocorra um aumento na frequência das convulsões. − compromisso hepático: após uma dose oral única de 15 mg de mirtazapina, a depuração desta está diminuída em 35 %, aproximadamente, nos doentes com compromisso hepático ligeiro a moderado comparativamente a indivíduos com a função hepática normal. A concentração plasmática média de mirtazapina está aumentada em cerca de 55%. − compromisso renal: após uma dose oral única de 15 mg de mirtazapina, a depuração da mirtazapina está diminuída em cerca de 30 % e 50 %, respetivamente, em doentes com compromisso renal moderado (depuração da creatinina <40 ml/min) e grave (depuração da creatinina ≤ 10 ml/min), comparativamente a indivíduos normais. A concentração plasmática média da mirtazapina aumentou em cerca de 55 % e 115 %, respetivamente. Não foram encontradas diferenças significativas em doentes com compromisso renal ligeiro (depuração da creatinina <80 ml/min) comparativamente ao grupo controlo. − doenças cardíacas, tais como perturbações da condução, angina de peito e enfarte do miocárdio recente, onde devem ser tomadas as precauções habituais e os medicamentos concomitantes administrados cuidadosamente. − hipotensão. − diabetes mellitus: em doentes com diabetes, os antidepressivos podem alterar o controlo glicémico. Pode ser necessário ajustar a dose de insulina e/ou antidiabéticos orais e recomenda-se uma monitorização apertada.
Tal como com outros antidepressivos, deve ter-se em conta o seguinte: −Pode ocorrer o agravamento dos sintomas psicóticos quando os antidepressivos são administrados a doentes com esquizofrenia ou com outras perturbações psicóticas; os pensamentos paranoides podem ser intensificados. − O tratamento da fase depressiva de uma psicose maníaco-depressiva pode desencadear uma fase de mania. Doentes com história de mania/hipomania devem ser cuidadosamente monitorizados. O tratamento com mirtazapina deverá ser descontinuado em qualquer doente que entre em fase de mania. − Embora Mirtazapina Sandoz não provoque dependência, a experiência pós- comercialização mostra que a uma interrupção abrupta do tratamento após administração prolongada pode, por vezes, causar sintomas de privação. A maioria das reações de privação é ligeira e autolimitada. Entre os vários sintomas de privação notificados, os mais frequentemente referidos foram as tonturas, agitação, ansiedade, cefaleias e náuseas. Embora tenham sido notificados como sintomas de privação, deve ter-se em atenção que estes sintomas podem estar relacionados com a doença subjacente. Tal como descrito na secção 4.2, recomenda-se a descontinuação gradual do tratamento com mirtazapina. − Deve tomar-se cuidado com os doentes com alterações na micção como na hipertrofia prostática e em doentes com glaucoma de ângulo estreito agudo e aumento da pressão intraocular (embora não se esperem problemas devido à muito fraca atividade anticolinérgica de Mirtazapina Sandoz). − Acatisia/agitação psicomotora: O uso de antidepressivos tem sido associado ao desenvolvimento de acatisia, caracterizada por uma agitação subjetiva desagradável ou aflitiva e pela necessidade de movimentação acompanhada frequentemente pela incapacidade de sentar ou ficar imóvel. Em doentes que desenvolvem estes sintomas, o aumento da dose pode ser prejudicial. - Durante a utilização pós-comercialização de mirtazapina foram notificados casos de prolongamento do intervalo QT, Torsades de Pointes, taquicardia ventricular e morte súbita. A maioria dos relatos estiveram associados com sobredosagem ou em doentes com outros fatores de risco para prolongamento do intervalo QT, incluindo o uso concomitante de medicamentos que prolongam QTc (ver secção 4.5 e secção 4.9). Devem ser tomadas precauções quando Mirtazapina Sandoz é prescrita a doentes com doença cardiovascular conhecida ou com história familiar de prolongamento do intervalo QT e que utilizem concomitante outros medicamentos que se supõe prolongarem o intervalo QT.
Hiponatremia Tem sido notificada muito raramente hiponatremia com o uso de mirtazapina, provavelmente, devido à secreção inapropriada de hormona antidiurética (SIADH). Deverá ser tida precaução em doentes de risco, tais como idosos ou doentes concomitantemente tratados com medicamentos que se conheça que podem causar hiponatremia.
Síndrome serotoninérgica Interação com fármacos serotoninérgicos: a administração concomitante de inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS) com outros fármacos serotoninérgicos (ver secção 4.5) pode conduzir ao desenvolvimento da síndrome serotoninérgica. Os sintomas da síndrome serotoninérgica podem ser hipertermia, rigidez, mioclonias, instabilidade autonómica com possíveis flutuações rápidas dos sinais vitais, alterações do estado mental incluindo confusão, irritabilidade e agitação extrema progredindo para delírio e coma. Recomenda-se precaução e é necessária monitorização clínica apertada quando estas substâncias ativas são combinadas com mirtazapina. O tratamento com mirtazapina deverá ser descontinuado se ocorrerem tais eventos e deve ser iniciado tratamento sintomático de suporte. A experiência pós-comercialização indica que a síndrome serotoninérgica ocorre muito raramente em doentes tratados apenas com Mirtazapina Sandoz (ver secção 4.8).
Idosos Os idosos são frequentemente mais sensíveis, especialmente no que diz respeito aos efeitos indesejáveis dos antidepressivos. Durante a investigação clínica com mirtazapina, os efeitos indesejáveis não foram mais frequentemente notificados nos idosos do que nos outros grupos etários.
Mirtazapina Sandoz contém aspartame, álcool benzílico, sulfitos e sódio
Comprimidos orodispersíveis de 15 mg: Este medicamento contém 3 mg de aspartamo em cada comprimido orodispersível. O aspartame é uma fonte de fenilalanina. Pode ser prejudicial em doentes com fenilcetonúria.
Este medicamento contém 0,047 mg de álcool benzílico em cada comprimido orodispersível. O álcool benzílico pode causar reações alérgicas. Grandes volumes devem ser utilizados com precaução e apenas se necessário, especialmente em indivíduos com compromisso hepático e renal devido ao risco de acumulação e toxicidade (acidose metabólica). O álcool benzílico tem sido associado com o risco de efeitos secundários graves incluindo problemas de respiração (chamado “síndrome de gasping”) em crianças pequenas.
Comprimidos orodispersíveis de 30 mg: Este medicamento contém 6 mg de aspartame em cada comprimido orodispersível. O aspartame é uma fonte de fenilalanina. Pode ser prejudicial em doentes com fenilcetonúria.
Este medicamento contém 0,093 mg de álcool benzílico em cada comprimido orodispersível. O álcool benzílico pode causar reações alérgicas. Grandes volumes devem ser utilizados com precaução e apenas se necessário, especialmente em indivíduos com compromisso hepático e renal devido ao risco de acumulação e toxicidade (acidose metabólica). O álcool benzílico tem sido associado com o risco de efeitos secundários graves incluindo problemas de respiração (chamado “síndrome de gasping”) em crianças pequenas.
Comprimidos orodispersíveis de 45 mg: Este medicamento contém 9 mg de aspartame em cada comprimido orodispersível. O aspartame é uma fonte de fenilalanina. Pode ser prejudicial em doentes com fenilcetonúria.
Este medicamento contém 0,14 mg de álcool benzílico em cada comprimido orodispersível. O álcool benzílico pode causar reações alérgicas. Grandes volumes devem ser utilizados com precaução e apenas se necessário, especialmente em indivíduos com compromisso hepático e renal devido ao risco de acumulação e toxicidade (acidose metabólica). O álcool benzílico tem sido associado com o risco de efeitos secundários graves incluindo problemas de respiração (chamado “síndrome de gasping”) em crianças pequenas.
Este medicamento contém como constituinte do excipiente aroma de hortelã-pimenta, uma pequena quantidade de sulfitos. Pode causar, raramente, reações de hipersensibilidade graves e broncospasmo. Este medicamento contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por comprimido orodispersível, ou seja, é praticamente “isento de sódio”.
4.5. Interações medicamentosas e outras formas de interação
Interações farmacodinâmicas − A mirtazapina não deve ser administrada concomitantemente com inibidores da MAO ou nas duas semanas seguintes à descontinuação da terapêutica com inibidores da MAO. Da mesma maneira, deve-se esperar cerca de duas semanas antes dos doentes tratados com mirtazapina sejam tratados com inibidores da MAO (ver secção 4.3) Adicionalmente, tal como com os ISRS, a coadministração de outras substâncias ativas serotoninérgicas (L-triptofano, triptanos, tramadol, linezolida, azul de metileno, ISRS, venlafaxina, lítio e preparações à base de erva de S. João - Hypericum perforatum (Hipericão) pode levar a uma incidência de efeitos associados à serotonina (síndrome serotoninérgica: ver secção 4.4). Deverá ser aconselhada precaução e é necessária uma monitorização clínica apertada quando estas substâncias ativas são administradas em combinação com a mirtazapina. − A mirtazapina pode aumentar as propriedades sedativas das benzodiazepinas e outros sedativos (particularmente, a maior parte dos antipsicóticos, antagonistas dos recetores H1 da histamina, opióides). Devem ser tomadas medidas de precaução quando estes medicamentos forem prescritos juntamente com a mirtazapina. − A mirtazapina pode aumentar a ação depressora do álcool sobre o SNC. Os doentes deverão, portanto, ser aconselhados a não ingerir bebidas alcoólicas enquanto tomam mirtazapina. − Em indivíduos medicados com varfarina, a toma de 30 mg mirtazapina, uma vez por dia, provocou um pequeno, mas estatisticamente significativo, aumento da razão normalizada internacional (INR). Como para doses mais elevadas de mirtazapina não pode ser excluído um efeito mais pronunciado, é aconselhável a monitorização dos valores da INR em caso de tratamento concomitante de varfarina e mirtazapina. - O risco de prolongamento do intervalo QT e / ou arritmias ventriculares (por exemplo, Torsade de Pointes) pode ser aumentado com o uso concomitante de medicamentos que prolongam o intervalo QT (por exemplo, alguns antipsicóticos e antibióticos).
Interações farmacocinéticas
− A carbamazepina e a fenitoína, indutores do CYP3A4, aumentaram a depuração da mirtazapina para o dobro, resultando num decréscimo das concentrações plasmáticas de mirtazapina de 60 e 45 %, respetivamente. Quando a carbamazepina ou qualquer outro indutor do metabolismo hepático (tal como a rifampicina) for adicionado à terapêutica com mirtazapina, pode ser necessário o aumento da dose de mirtazapina. Se o tratamento com quaisquer destes medicamentos for interrompido, pode ser necessária a redução da dose de mirtazapina. − A administração concomitante de cetoconazol, um potente inibidor do CYP3A4, aumentou os picos das concentrações plasmáticas e a AUC da mirtazapina em cerca de 40 % e 50 %, respetivamente. − Quando é administrada a cimetidina (um inibidor fraco do CYP1A2, CYP2D6 e CYP3A4) com a mirtazapina, a concentração plasmática média da mirtazapina pode aumentar mais de 50 %. Devem ser tomadas medidas de precaução e a dose pode ser diminuída quando se coadministra a mirtazapina com inibidores potentes do CYP3A4, inibidores da protease do VIH, antifúngicos azóis, eritromicina, cimetidina e nefazodona. − Os estudos de interação não indicaram qualquer efeito farmacocinético relevante na administração concomitante de mirtazapina com paroxetina, amitriptilina, risperidona ou lítio.
População pediátrica Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
4.6. Fertilidade, gravidez e aleitamento
Gravidez Dados limitados sobre a utilização de mirtazapina em mulheres grávidas não indicaram um risco aumentado de malformações congénitas. Os estudos em animais não revelaram quaisquer efeitos teratogénicos com relevância clínica, contudo tem sido observada toxicidade no desenvolvimento (ver secção 5.3). Dados epidemiológicos sugeriram que a utilização de ISRS durante a gravidez, em especial na fase final, pode aumentar o risco de hipertensão pulmonar persistente no recém-nascido (HPPN). Embora não existam estudos relativos à relação entre a HPPN e o tratamento com mirtazapina, este risco potencial não pode ser excluído, tendo em consideração o mecanismo de ação relacionado (aumento nas concentrações da serotonina).
A prescrição a mulheres grávidas deverá ser feita cautelosamente. Se Mirtazapina Sandoz for utilizado até ao nascimento ou até perto deste, é recomendada a monitorização pós- natal do recém-nascido para considerar possíveis efeitos de descontinuação.
Amamentação Estudos em animais e dados humanos limitados têm revelado que a mirtazapina é excretada no leite materno apenas em quantidades muito pequenas. A decisão sobre a continuação/descontinuação do aleitamento ou a continuação/descontinuação da terapêutica com Mirtazapina Sandoz deve ser tomada tendo em consideração o benefício do aleitamento para o lactente e o benefício da terapêutica com Mirtazapina Sandoz para a mulher.
Fertilidade Estudos não-clínicos de toxicidade reprodutiva em animais não mostraram qualquer efeito sobre a fertilidade.
4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas
Os efeitos de Mirtazapina Sandoz sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas são reduzidos ou moderados. Mirtazapina Sandoz pode prejudicar a capacidade de concentração e a vigília (particularmente na fase inicial do tratamento). Os doentes devem evitar o desempenho de tarefas potencialmente perigosas que requeiram vigília e concentração, tais como condução de veículos motorizados ou manuseamento de máquinas, em qualquer altura quando afetados.
4.8. Efeitos indesejáveis
Os doentes deprimidos referem um número de sintomas que estão associados à própria doença em si. Consequentemente, é, por vezes, muito difícil diferenciar se os sintomas se devem à própria doença ou ao tratamento com Mirtazapina Sandoz. As reações adversas mais frequentemente notificadas, que ocorreram em mais de 5 % dos doentes tratados com mirtazapina em ensaios clínicos aleatorizados e controlados com placebo (ver abaixo) foram: sonolência, sedação, boca seca, peso aumentado, aumento do apetite, tonturas e fadiga.
Foram notificadas reações cutâneas adversas graves (RCAG), incluindo síndrome de Stevens-Johnson (SSJ), necrólise epidérmica tóxica (NET), reação medicamentosa com eosinofilia e sintomas sistémicos (DRESS), dermatite bolhosa e eritema multiforme, associadas ao tratamento com Mirtazapina Sandoz (ver secção 4.4). Tabela de RAM Todos os ensaios aleatorizados e controlados por placebo com doentes (incluindo indicações para além da perturbação depressiva major), foram avaliados no que se refere às reações adversas de mirtazapina. A meta-análise considerou 20-ensaios, com uma duração de tratamento planeada até 12-semanas, com 1501 doentes (134 pessoas-ano) a receber doses até 60 mg de mirtazapina e 850 doentes (79 pessoas-ano) a receber placebo. Foram excluídas as fases de extensão destes ensaios para manter a comparação com o placebo. A tabela 1 mostra a incidência das reações adversas agrupadas, que ocorreram com uma frequência estatisticamente significativa maior durante o tratamento com mirtazapina em comparação com o placebo durante os ensaios clínicos, assim como as reações adversas por notificação espontânea. A frequência das reações adversas por notificação espontânea é baseada na taxa de notificação destes eventos durante os ensaios clínicos. A frequência das reações adversas por notificação espontânea para as quais não se verificou nenhum caso com a mirtazapina nos ensaios clínicos aleatorizados e controlados com placebo, foi classificada como “desconhecida”.
Tabela 1. Reações adversas de Mirtazapina Sandoz
Frequentes Pouco Desconhecido (não Classes de Muito Raros frequentes pode ser calculada sistemas de frequentes (≥1/10000 órgãos (≥1/100 a (≥1/1000 a a <1/1000) a partir dos dados (1/10) <1/10) <1/100) disponíveis)
Doenças do Depressão da sangue e do medula óssea sistema linfático (granulocitopenia, agranulocitose, anemia aplástica e trombocitopenia), Eosinofilia
Doenças Secreção endócrinas inapropriada de hormona antidiurética, hiperprolactinemia (e os sintomas relacionados galactorreia e ginecomastia) Doenças do Aumento do Hiponatremia metabolismo e apetite1, peso da nutrição aumentado1 2 Perturbações do Sonhos Pesadelos , Agressivid Ideação suicida6, foro psiquiátrico anormais, mania, ade comportamento confusão, agitação2, suicida6, ansiedade2,5, alucinações, sonambulismo insónia3,5 agitação psicomotora (incluindo acatisia, hipercinesia) Doenças do Sonolência1,4 Letargia1, Parestesia2, Mioclonia Convulsões (crises), sistema nervoso , sedação1,4, tonturas, pernas síndroma cefaleias2 tremores irrequietas, serotoninérgica, síncope parestesia oral, disartria Vasculopatias Hipotensão Hipotensão2 ortostática
Doenças Boca seca Náuseas3, Hipoestesia oral Pancreatite Edema da boca, gastrointestinais diarreia2, salivação aumentada vómitos2, obstipação1 Afeções Elevação hepatobiliares na atividade das transamina ses séricas Afeções dos Exantema2 Síndrome de tecidos cutâneos Stevens-Johnson, e subcutâneos dermatite bolhosa, eritema multiforme, necrólise epidérmica tóxica, reação medicamentosa com eosinofilia e sintomas sistémicos (DRESS) Afeções Artralgia, Rabdomiólise musculosqueléti mialgia, cas e dos tecidos dorsalgia1 conjuntivos Doenças renais e Retenção urinária urinárias Perturbações Edema Edema generalizado, gerais e periférico1, edema localizado alterações no fadiga local de administração Exames Creatina quinase complementares aumentada de diagnóstico
1 Nos ensaios clínicos este evento ocorreram com uma frequência estatisticamente significativa maior durante o tratamento com mirtazapina do que com o placebo. 2 Nos ensaios clínicos estes eventos ocorrerem mais frequentemente durante o tratamento com placebo do que com mirtazapina, contudo, esta diferença não foi estatisticamente significativa. 3 Nos ensaios clínicos estes eventos ocorrerem uma frequência estatisticamente significava maior durante o tratamento com placebo do que com mirtazapina. 4 A redução da dose geralmente não leva a menos sonolência/sedação mas pode pôr em perigo a eficácia antidepressiva. 5 Sob tratamento antidepressivo em geral, a ansiedade e a insónia (que podem ser sintomas de depressão) podem-se desenvolver ou agravar. Com mirtazapina, foram notificados casos de desenvolvimento ou agravamento de ansiedade e insónia. 6 Foram notificados casos de ideação/comportamento suicida durante o tratamento com mirtazapina ou imediatamente após a sua descontinuação (ver secção 4.4).
Em pesquisas laboratoriais durante os ensaios clínicos, foram observados aumentos transitórios das transaminases e da gamaglutamiltransferase (contudo, não foram notificados efeitos adversos associados a mirtazapina com uma frequência maior estatisticamente significativa em comparação com o placebo).
População pediátrica Os seguintes eventos adversos foram observados comumente nos ensaios clínicos em crianças: aumento de peso, urticária e hipertrigliceridemia (ver também secção 5.1).
Notificação de suspeitas de reações adversas A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.:
Portugal Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]
4.9. Sobredosagem
A experiência atual referente à sobredosagem com apenas mirtazapina indica que os sintomas são, geralmente, ligeiros. Foi notificada depressão do sistema nervoso central com desorientação e sedação prolongada, simultaneamente com taquicardia e hiper ou hipotensão ligeira. No entanto, existe uma possibilidade de evoluções mais graves (incluindo morte) em doses muito mais elevadas do que a dose terapêutica, especialmente se existe sobredosagem misturada com outros medicamentos. Nestes casos, foram também relatados prolongamento do intervalo QT e Torsade de Pointes.
Os casos de sobredosagem devem receber terapêutica sintomática apropriada e suporte das funções vitais. A monitorização de ECG deve ser realizada. A utilização de carvão ativado e a lavagem gástrica deve também ser considerada.
População pediátrica As ações apropriadas descritas para adultos devem ser tomadas em caso de sobredosagem em pediatria.
5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS
5.1. Propriedades farmacodinâmicas
Grupo farmacoterapêutico: 2.9.3 – Sistema Nervoso Central. Psicofármacos. Antidepressores, código ATC: N06AX11
Mecanismo de ação/ efeitos farmacodinâmicos A mirtazapina é um antagonista 2 pré-sináptico ativo a nível central, que aumenta a neurotransmissão noradrenérgica e serotoninérgica. O aumento da neurotransmissão serotoninérgica é especificamente mediado pelos recetores 5-HT1, uma vez que os recetores 5-HT2 e 5-HT3 são bloqueados pela mirtazapina. Ambos os enantiómeros da mirtazapina contribuem, presumivelmente, para a atividade antidepressora, o enantiómero S(+) através do bloqueio dos recetores 2 e 5-HT2 e o enantiómero R(-) através do bloqueio dos recetores 5-HT3.
Eficácia e segurança clínicas A atividade antagonista nos recetores histamínicos H1 da mirtazapina está associada às suas propriedades sedativas. Praticamente não possui atividade anticolinérgica e, em doses terapêuticas, tem apenas efeitos limitados (por exemplo, hipotensão ortostática) sobre o sistema cardiovascular.
População pediátrica Dois ensaios randomizados, controlados com placebo, duplamente cegos em crianças com idade entre 7 e 18 anos com transtorno depressivo maior (n = 259) com uma dose flexível para as primeiras 4 semanas (mirtazapina 15-45mg), seguido de uma dose fixa (15 , 30 ou 45 mg de mirtazapina) por mais 4 semanas não demonstraram diferenças significativas entre a mirtazapina e o placebo no parâmetro de avaliação primário e em todos os parâmetros de avaliação secundários. Um ganho de peso significativo (≥ 7%) foi observado em 48,8% dos indivíduos tratados com mirtazapina em comparação com 5,7% no grupo placebo. Urticária (11,8% vs. 6,8%) e hipertrigliceridemia (2,9% vs. 0%) foram também frequentemente observados.
5.2. Propriedades farmacocinéticas
Absorção Após administração oral de Mirtazapina Sandoz, a substância ativa mirtazapina é bem e rapidamente absorvida (biodisponibilidade ≈ 50 %), atingindo os picos de concentração plasmática após aproximadamente duas horas. A ingestão de alimentos não tem influência na farmacocinética da mirtazapina.
Distribuição A ligação da mirtazapina às proteínas plasmáticas é de, aproximadamente, 85 %.
Biotransformação As principais vias de biotransformação são a desmetilação e a oxidação, seguidas de conjugação. Os dados in vitro a partir de microssomas de fígado humano, indicam que as enzimas do citocromo P450 CYP2D6 e CYP1A2 estão envolvidas na formação do metabolito 8-hidroxi de mirtazapina, enquanto que o CYP3A4 é considerado responsável pela formação dos metabolitos N-desmetil e N-óxido . O metabolito desmetil é farmacologicamente ativo e parece ter o mesmo perfil farmacocinético do composto original.
Eliminação A mirtazapina é extensamente metabolizada e eliminada através da urina e fezes em alguns dias. A semivida média de eliminação é de 20-40 horas; semividas mais longas, até 65 horas, foram ocasionalmente referidas e semividas mais curtas foram observadas em jovens do sexo masculino.
A semivida de eliminação é suficiente para justificar uma dose única diária. O estado de equilíbrio é atingido ao fim de 3-4 dias, após os quais não existe mais acumulação.
Linearidade/não linearidade A mirtazapina exibe uma farmacocinética linear dentro do intervalo de dose recomendada.
Populações especiais A depuração da mirtazapina pode diminuir devido a compromisso renal ou hepático.
5.3. Dados de segurança pré-clínica
Os dados não clínicos não revelam riscos especiais para o ser humano, segundo estudos convencionais de farmacologia de segurança, toxicidade de dose repetida, genotoxicidade, potencial carcinogénico, toxicidade reprodutiva e desenvolvimento. Nos estudos de toxicidade reprodutiva em ratos e coelhos não foram observados efeitos teratogénicos. A uma exposição sistémica duas vezes superior à exposição terapêutica humana máxima, verificou-se um aumento da perda pós-implantação, decréscimo no peso dos recém-nascidos e redução da sobrevivência durante os primeiros três dias de lactação nos ratos. A mirtazapina não se revelou genotóxica numa série de testes de mutação genética e alterações cromossómicas e do ADN. Os tumores da glândula tiroideia detetados num estudo de carcinogenicidade em ratos e as neoplasias hepatocelulares detetadas num estudo de carcinogenicidade em murganhos são considerados como sendo específicos destas espécies e respostas não genotóxicas associadas ao tratamento a longo prazo com doses elevadas de indutores das enzimas hepáticas.
6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS
6.1. Lista dos excipientes
Manitol (E421) Povidona K30 Crospovidona Sílica coloidal anidra Aspartame (E951) Estearato de cálcio Aroma laranja (maltodextrina, aromatizantes naturais e artificiais, dl-alfa-tocoferol, álcool benzílico, sódio) Aroma hortelã-pimenta (maltodextrina, aromatizantes naturais, dextrina, sulfitos).
6.2. Incompatibilidades
Não aplicável.
6.3. Prazo de validade
3 anos.
6.4. Precauções especiais de conservação
Não conservar acima de 30ºC. Conservar na embalagem de origem para proteger da humidade.
6.5. Natureza e conteúdo do recipiente
Blisters de Alumínio/Alumínio, contendo 6, 10, 14, 18, 20, 28, 30, 30 (dose unitária), 48, 50, 56, 60, 84 90, 96, 100, 100 (dose unitária) comprimidos orodispersíveis É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.
6.6. Precauções especiais de eliminação e manuseamento
Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.
7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
Sandoz Farmacêutica Lda. Avenida Professor Doutor Cavaco Silva, n.º10 E Taguspark 2740-255 Porto Salvo Portugal
8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
Mirtazapina Sandoz 15 mg comprimidos orodispersíveis:
Nº de registo:5053012 - 6 comprimidos, 15 mg, blister de Al/Al Nº de registo:5096961 - 20 comprimidos, 15 mg, blister de Al/Al Nº de registo:5053020 - 30 comprimidos, 15 mg, blister de Al/Al Nº de registo:5053038 - 30 comprimidos, 15 mg, blister de Al/Al Nº de registo:5096979 - 60 comprimidos, 15 mg, blister de Al/Al.
Mirtazapina Sandoz 30 mg comprimidos orodispersíveis:
Nº de registo:5053046 - 30 comprimidos, 30 mg, blister de Al/Al Nº de registo:5053053 - 30 comprimidos, 30 mg, blister de Al/Al Nº de registo: 5097001 - 60 comprimidos, 30 mg, blister de Al/Al.
Mirtazapina Sandoz 45 mg comprimidos orodispersíveis: Nº de registo: 5053061 - 30 comprimidos, 45 mg, blister de Al/Al Nº de registo: 5053079 - 30 comprimidos, 45 mg, blister de Al/Al Nº de registo: 5097019 - 60 comprimidos, 45 mg, blister de Al/Al.
9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO
DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
Data da primeira autorização: 20 de setembro de 2007. Data da última renovação: 15 de novembro de 2016.
