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Valsartan + Hidroclorotiazida Teva MG

Substância ativa: Valsartan + Hidroclorotiazida
Forma farmacêutica: Comprimido revestido por película 160 mg + 25 mg
Fonte: Folheto informativo oficial (INFARMED / INFOMED)

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Valsartan + Hidroclorotiazida Teva 80 mg + 12,5 mg comprimidos revestidos por película Valsartan + Hidroclorotiazida Teva 160 mg + 25 mg comprimidos revestidos por película

valsartan+hidroclorotiazida

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento, pois contém informação importante para si. – Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente. – Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico. – Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença. – Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto

1. O que é Valsartan + Hidroclorotiazida Teva e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Valsartan + Hidroclorotiazida Teva

3. Como tomar Valsartan + Hidroclorotiazida Teva

4. Efeitos indesejáveis possíveis

5. Como conservar Valsartan + Hidroclorotiazida Teva

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Valsartan + Hidroclorotiazida Teva e para que é utilizado

Valsartan + Hidroclorotiazida Teva comprimidos revestidos por película contém duas substâncias ativas denominadas valsartan e hidroclorotiazida. Ambas as substâncias ajudam a controlar a pressão arterial elevada (hipertensão).

Valsartan pertence a uma classe de medicamentos conhecidos como “antagonistas dos recetores da angiotensina II” que ajudam a controlar a pressão arterial elevada. A angiotensina II é uma substância produzida pelo organismo que provoca constrição dos vasos sanguíneos, induzindo assim um aumento da pressão arterial. Valsartan atua bloqueando o efeito da angiotensina II. Consequentemente, os vasos sanguíneos dilatam e a pressão arterial diminui.

Hidroclorotiazida pertence a um grupo de medicamentos denominados diuréticos tiazídicos (igualmente conhecidos como “comprimidos para a retenção de líquidos”). A Hidroclorotiazida aumenta o fluxo de urina, o que também reduz a pressão arterial.

Valsartan + Hidroclorotiazida Teva é utilizado no tratamento da pressão arterial elevada quando esta não está adequadamente controlada com uma substância em monoterapia.

A pressão arterial elevada aumenta a sobrecarga do coração e artérias. Se não for tratada, pode provocar lesões nos vasos sanguíneos do cérebro, coração e rins podendo dar origem a um acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca ou insuficiência renal. A pressão arterial elevada aumenta o risco de ataques de coração. A redução da pressão arterial para valores normais reduz o risco de desenvolvimento destas patologias.

2. O que precisa de saber antes de tomar Valsartan + Hidroclorotiazida Teva

Não tome Valsartan + Hidroclorotiazida Teva:

– se tem alergia ao valsartan, hidroclorotiazida, derivados de sulfonamida (substâncias quimicamente relacionadas com hidroclorotiazida) ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6). – se estiver grávida de mais de 3 meses (também é melhor evitar tomar Valsartan + Hidroclorotiazida Teva no início da gravidez – ver secção “Gravidez e amamentação”). – se sofrer de doença hepática grave, destruição dos ductos biliares dentro do fígado (cirrose biliar) que conduz à acumulação de bílis no fígado (colestase). – se sofrer de doença renal grave. – se for incapaz de produzir urina (anúria). – se estiver a ser tratado com um rim artificial. – se os níveis de potássio ou sódio no sangue forem mais baixos do que o normal, ou se o nível de cálcio no sangue for superior ao normal apesar de tratamento. se tiver gota. – se tem diabetes ou compromisso da função renal e está a ser tratado com um medicamento para reduzir a pressão arterial que contém aliscireno.

Se algum destes casos se aplicar a si, consulte o seu médico e não tome Valsartan + Hidroclorotiazida Teva.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Valsartan + Hidroclorotiazida

– se estiver a tomar medicamentos poupadores de potássio, suplementos de potássio ou substitutos salinos que contenham potássio ou outros medicamentos que aumentem a quantidade de potássio no sangue tais como heparina. O seu médico pode ter necessidade de verificar o nível de potássio no seu sangue. – se tiver níveis baixos de potássio no sangue. – se tiver diarreia ou vómitos graves. – se estiver a tomar doses elevadas de diuréticos (comprimidos para a retenção de líquidos). – se sofrer de doença cardíaca grave. – se sofre de insuficiência cardíaca ou se sofreu um ataque cardíaco. Siga as instruções do seu médico cuidadosamente para a dose inicial. O seu médico também pode verificar a sua função renal. – se sofrer de estreitamento da artéria renal. – se tiver sido submetido recentemente a transplante renal. – se sofrer de hiperaldosteronismo. Trata-se de uma doença em que as glândulas suprarrenais produzem a hormona aldosterona em excesso. Se isto se aplicar a si, o uso de Valsartan + Hidroclorotiazida Teva não é recomendado. – se sofrer de doença renal ou hepática. – se sofreu inchaço da língua e no rosto originado por uma reação alérgica chamada angioedema quando tomou outro medicamento (incluindo inibidores da ECA), informe o seu médico. Se estes sintomas ocorrem quando você estiver a tomar Valsartan + Hidroclorotiazida Teva, pare de tomar Valsartan + Hidroclorotiazida Teva imediatamente e nunca mais volte a tomar. Ver também a secção 4. "Efeitos indesejáveis possíveis". – se tiver febre, erupção na pele e dor nas articulações, que possam ser sintomas de lúpus eritematoso sistémico (LES, uma doença autoimune). – se tiver diabetes, gota, níveis elevados de colesterol ou triglicéridos no sangue. – se tiver tido reações alérgicas com outros fármacos para redução da pressão arterial desta classe (antagonistas do recetor da angiotensina II) ou se tiver alergia ou asma. – se sofreu uma diminuição da visão ou dor nos olhos. Estes podem ser sintomas de acumulação de líquido na camada vascular do olho (efusão coroidal) ou um aumento da pressão no seu olho e pode acontecer dentro de horas a semanas apos tomar Valsartan + Hidroclorotiazida Teva. Isto pode levar à perda de visão permanente, se não for tratada. Se anteriormente teve alergia à penicilina ou sulfonamida pode estar em maior risco de desenvolver esta. – se está a tomar algum dos seguintes medicamentos para tratar a tensão arterial elevada: o – um inibidor da ECA (por exemplo enalapril, lisinopril, ramipril), em particular se tiver problemas nos rins relacionados com diabetes. o – aliscireno. – caso tenha tido cancro da pele ou se desenvolver uma lesão cutânea inesperada durante o tratamento. O tratamento com hidroclorotiazida, no caso particular da utilização de doses elevadas a longo prazo, pode aumentar o risco de alguns tipos de cancro da pele e do lábio (cancro da pele não-melanoma). Proteja a sua pele contra a exposição solar e a radiação ultravioleta, enquanto estiver a tomar Valsartan + Hidroclorotiazida Teva – se já teve problemas respiratórios ou pulmonares (incluindo inflamação ou líquido nos pulmões) após a toma de hidroclorotiazida. Se desenvolver qualquer falta de ar grave ou dificuldade em respirar após tomar Valsartan + Hidroclorotiazida Teva, procure assistência médica imediatamente.

O seu médico pode verificar a sua função renal, pressão arterial e a quantidade de eletrólitos (por exemplo, o potássio) no seu sangue em intervalos regulares.

Ver também a informação sob o título “Não tome Valsartan + Hidroclorotiazida Teva".

Valsartan + Hidroclorotiazida Teva pode provocar aumento da sensibilidade da pele ao sol.

Tem que informar o seu médico se pensa que está (ou pode vir a estar) grávida. Valsartan + Hidroclorotiazida Teva não é recomendado no início da gravidez e não pode ser tomado se tiver mais de 3 meses de gravidez porque pode causar lesões graves no seu bebé se for utilizado naquela fase (ver secção “Gravidez e amamentação”).

Fale com o seu médico se sentir dor abdominal, náuseas, vómitos ou diarreia após tomar Valsartan + Hidroclorotiazida Teva. O seu médico decidirá sobre a continuação do tratamento. Não deixe de tomar Valsartan + Hidroclorotiazida Teva por iniciativa própria.

Crianças e adolescentes Não se recomenda a utilização de Valsartan + Hidroclorotiazida Teva em crianças e adolescentes (com idade inferior a 18 anos).

Outros medicamentos e Valsartan + Hidroclorotiazida Teva

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, tiver tomado recentemente ou se vier a tomar outros medicamentos.

O efeito do tratamento pode ser influenciado se Valsartan + Hidroclorotiazida Teva for tomado com determinados medicamentos. Pode ser necessário alterar a dose, tomar outras precauções, ou, nalguns casos, interromper o tratamento com um dos medicamentos. Esta situação aplica aos seguintes medicamentos: – lítio, um medicamento utilizado no tratamento de certos tipos de doenças psiquiátricas. – medicamentos ou substâncias que podem aumentar a quantidade de potássio no seu sangue. Estes incluem suplementos com potássio ou substitutos de sal contendo potássio, medicamentos poupadores de potássio e heparina. – medicamentos que possam reduzir a quantidade de potássio no seu sangue, tais como diuréticos (comprimidos para a retenção de líquidos), corticosteroides, laxantes, ACTH (uma hormona), carbenoxolona, anfotericina, penicilina G, ácido salicílico e derivados. – alguns antibióticos (grupo da rifampicina), um medicamento utilizado no transplante de órgãos para evitar a rejeição do órgão (ciclosporina) ou um medicamento anti-retroviral utilizado para tratar a infeção por VIH/SIDA (ritonavir). Estas substâncias podem aumentar o efeito do Valsartan + Hidroclorotiazida. – medicamentos que podem induzir “torsade de pointes” (batimento cardíaco irregular), tais como antiarrítmicos (medicamentos utilizados para tratar problemas do coração) e alguns antipsicóticos. – medicamentos que podem reduzir a quantidade de sódio no seu sangue, tais como antidepressivos, antipsicóticos e antiepiléticos. – medicamentos para tratamento da gota, tais como alopurinol, probenecida, sulfimpirazona. – suplementos de vitamina D e cálcio. – medicamentos para tratamento da diabetes (medicamentos orais como a metformina ou insulinas). – outros medicamentos utilizados para baixar a pressão arterial, incluindo metildopa, inibidores da ECA (tais como enalapril, lisinopril, etc.) ou aliscireno (ver também informações sob os títulos “Não tome Valsartan + Hidroclorotiazida Teva:” e “Advertências e precauções”). – medicamentos que aumentem a pressão arterial, tais como noradenalina ou adrenalina. – digoxina ou outros glicósidos digitálicos (medicamentos utilizados no tratamento de problemas de coração). – medicamentos que aumentem os níveis de açúcar no sangue, tais como diazóxido ou bloqueadores beta. – medicamentos citotóxicos (utilizados no tratamento de cancro), tais como metotrexato ou ciclofosfamida. – medicamentos para as dores, tais como anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), incluindo inibidores da cicloxigenase 2 (inibidores COX-2) e ácido acetilsalicílico > 3 g. – medicamentos relaxantes musculares tais como tubocurarina. – medicamentos anticolinérgicos (medicamentos utilizados no tratamento de uma variedade de doenças tais como cólicas gastrointestinais, espasmos da bexiga, asma, doença do movimento, espasmos musculares, doença de Parkinson e como auxiliar de anestesia), como a atropina ou biperideno. – amantadina (medicamento utilizado para tratar a doença de Parkinson e também utilizado para prevenir algumas doenças provocadas por vírus). – colestiramina e colestipol (medicamentos utilizados para tratamento de níveis elevados de gorduras no sangue). – ciclosporina, um medicamento usado para transplante de órgãos para evitar a rejeição de órgãos. – álcool, comprimidos para dormir e anestésicos (medicamentos com efeito no sono ou efeito analgésico utilizado, por exemplo, durante a cirurgia) – meios de contraste iodado (agentes utilizados para exames de imagens).

Valsartan + Hidroclorotiazida Teva com alimentos, bebidas e álcool

Pode tomar Valsartan + Hidroclorotiazida Teva com ou sem alimentos. Evite beber bebidas alcoólicas enquanto não tiver falado com o seu médico. O álcool pode fazer com que a pressão arterial baixe mais ou pode aumentar o risco de ficar tonto ou desmaiar. Gravidez e amamentação

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Gravidez • Tem que informar o seu médico se pensa que está (ou pode vir a estar) grávida. Normalmente o seu médico irá aconselhá-la a interromper o tratamento com Valsartan + Hidroclorotiazida Teva antes de engravidar ou assim que você saiba que está grávida e irá aconselhá-la a tomar outro medicamento para substituição de Valsartan + Hidroclorotiazida Teva. Valsartan + Hidroclorotiazida Teva não é recomendado no início da gravidez e não pode ser tomado se tiver mais de 3 meses de gravidez porque pode causar lesões graves no seu bebé se for utilizado depois do terceiro mês de gravidez.

Amamentação • Informe o seu médico caso se encontre a amamentar ou se vai começar a amamentar Valsartan + Hidroclorotiazida Teva não é recomendado para mães que estão a amamentar e o seu médico poderá escolher outro tratamento para si se desejar amamentar, especialmente se o seu bebé for recém-nascido ou for prematuro.

Condução de veículos e utilização de máquinas Antes de conduzir um veículo, utilizar ferramentas ou máquinas ou desempenhar outras tarefas que requeiram concentração, certifique-se de que sabe como reage aos efeitos de Valsartan + Hidroclorotiazida Teva. Tal como com outros medicamentos utilizados no tratamento da pressão arterial elevada, Valsartan + Hidroclorotiazida Teva pode, em casos raros, provocar tonturas e afetar a capacidade de concentração.

Valsartan + Hidroclorotiazida Teva contém sódio Este medicamento contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por comprimido revestido por película, ou seja, é praticamente “isento de sódio”.

[80 mg/12,5 mg]Valsartan + Hidroclorotiazida Teva contém amarelo-sol FCF

Valsartan + Hidroclorotiazida 80 mg + 12,5 mg contém amarelo-sol FCF e pode causar reações alérgicas.

3. Como tomar Valsartan + Hidroclorotiazida Teva

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico. Isto contribuirá para obter os melhores resultados e diminuir o risco de efeitos indesejáveis. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Frequentemente, os doentes com pressão arterial alta não notam quaisquer sinais deste problema. Muitos sentem-se perfeitamente normais. Torna-se assim fundamental que cumpra o calendário de consultas com o seu médico, mesmo quando se sente bem.

O seu médico dir-lhe-á exatamente quantos comprimidos de Valsartan + Hidroclorotiazida Teva deve tomar. Dependendo da sua resposta ao tratamento, o seu médico poderá receitar uma dose mais elevada ou mais baixa. – A dose recomendada de Valsartan + Hidroclorotiazida Teva é de um comprimido por dia. – Não altere a dose nem deixe de tomar os comprimidos sem consultar o seu médico. – O medicamento deve ser sempre tomado à mesma hora todos os dias, geralmente de manhã. – Pode tomar Valsartan + Hidroclorotiazida Teva com ou sem alimentos. – Engula os comprimidos com um copo de água.

Se tomar mais Valsartan + Hidroclorotiazida Teva do que deveria

Se sentir tonturas graves e/ou desmaio, deite-se e contacte imediatamente o seu médico. Se acidentalmente tomou demasiados comprimidos, contacte o seu médico, farmacêutico ou hospital.

Caso se tenha esquecido de tomar Valsartan + Hidroclorotiazida Teva

Caso se tenha esquecido de tomar uma dose tome-a assim que se lembrar. No entanto, se estiver quase na hora de tomar a dose seguinte, não tome a dose que se esqueceu. Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Se parar de tomar Valsartan + Hidroclorotiazida Teva

Interromper o tratamento com Valsartan + Hidroclorotiazida Teva pode agravar a sua pressão arterial alta. Não deixe de tomar o medicamento a menos que seja o seu médico a dizer-lhe que o faça.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.

4. Efeitos indesejáveis possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, no entanto estes não se manifestam em todas as pessoas.

Alguns sintomas podem ser graves e requerem assistência médica imediata:

– Deve consultar imediatamente o seu médico se tiver sintomas de angioedema como, por exemplo: – inchaço da face, língua ou faringe. – dificuldade em engolir. – erupção na pele e dificuldades em respirar. – Diminuição da visão ou dor nos olhos devido à tensão elevada (possíveis sinais de acumulação de líquido na camada vascular do olho (efusão coroidal) ou de glaucoma agudo de ângulo fechado)

Estes efeitos indesejáveis são muito raros ou de frequência desconhecida (frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis)

– doença grave de pele que causa erupções na pele, vermelhidão, vesículas nos lábios, olhos ou boca, descamação da pele, febre (necrólise epidérmica tóxica) – febre, dor de garganta, infeções mais frequentes (agranulocitose) – insuficiência respiratória aguda (os sinais incluem falta de ar grave, febre, fraqueza e confusão). Estes efeitos indesejáveis são muito raros (podem afetar até 1 em 10.000 pessoas)

Se tiver algum destes sintomas, pare de tomar Valsartan + Hidroclorotiazida Teva e contacte o seu médico imediatamente (ver também a secção 2. "Advertências e precauções").

Outros efeitos indesejáveis incluem:

Pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas) – tosse. – pressão arterial baixa. – sensação de cabeça oca. – desidratação (com sintomas de sede, boca e língua seca, micção pouco frequente, urina de coloração escura, pele seca). – dor muscular. – cansaço. – formigueiro ou dormência. – perturbação da visão. – ruídos (ex. sibilos, zumbidos) nos ouvidos.

Muito raros (podem afetar até 1 em 10.000 pessoas) – tonturas. – diarreia. – dor nas articulações.

Desconhecidos (não é possível estimar uma frequência a partir dos dados disponíveis) – dificuldade em respirar. – redução acentuada do fluxo urinário. – nível baixo de sódio no sangue (por vezes origina cansaço, confusão, contrações musculares e/ou, convulsões em casos graves). – nível baixo de potássio no sangue (por vezes com fraqueza muscular, cãibras, arritmias cardíacas). – nível baixo de glóbulos brancos no sangue (com sintomas como febre, infeções da pele, inflamação da garganta ou úlceras na boca devidas a infeções, fraqueza). – aumento do nível de bilirrubina no sangue (que pode, em casos graves, provocar pele e olhos amarelos). – aumento do nível de ureia e de creatinina no sangue (que pode ser sugestivo de função renal alterada). – aumento do nível de ácido úrico no sangue (que pode, em casos graves, provocar gota). – síncope (desmaio).

Os seguintes efeitos indesejáveis comunicados com produtos contendo valsartan ou hidroclorotiazida isoladamente:

Valsartan

Pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas) – sensação de andar à roda. – dor abdominal. Muito raros(podem afetar até 1 em 10.000 pessoas): – Angioedema intestinal: um inchaço do intestino que apresenta sintomas como dor abdominal, náuseas, vómitos e diarreia

Desconhecidos (não é possível estimar uma frequência a partir dos dados disponíveis) – empolamento da pele (sinal de dermatite bolhosa) – erupção na pele com ou sem comichão associados a alguns dos seguintes sinais ou sintomas: febre, dor articular, dor muscular, nódulos linfáticos inchados e/ou sintomas semelhantes aos da gripe. – erupção na pele, manchas vermelho-arroxeadas, febre, comichão (sinais de inflamação dos vasos sanguíneos). – diminuição do nível de plaquetas no sangue (acompanhada por vezes de hemorragias ou hematomas anormais). – aumento do nível de potássio no sangue (por vezes com espasmos musculares, ritmo cardíaco anormal). – reações alérgicas (com sintomas como erupção na pele, comichão, urticária, dificuldade em respirar ou engolir, tonturas). – inchaço sobretudo da face e garganta, erupção na pele, comichão. – elevação dos valores da função hepática. – diminuição do nível de hemoglobina e diminuição da percentagem de glóbulos vermelhos no sangue (que podem ambos, em casos raros, provocar anemia). – insuficiência renal – nível baixo de sódio no sangue (por vezes origina cansaço, confusão, contrações musculares e/ou, convulsões em casos graves).

Hidroclorotiazida

Muito frequentes (podem afetar mais de 1 em 10 pessoas) – níveis baixos de potássio no sangue – aumento dos lípidos no sangue

Frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas) – níveis baixos de sódio no sangue – níveis baixos de magnésio no sangue – níveis elevados de ácido úrico no sangue – erupção na pele com comichão e outras formas de erupção na pele – perda de apetite – náuseas ligeiras e vómitos. – tonturas, sensação de desmaio ao levantar-se. – incapacidade de atingir ou manter uma ereção.

Raros (podem afetar até 1 em 1000 pessoas) – inchaço e vesículas na pele (devidas a aumento da sensibilidade ao sol). – níveis elevados de cálcio no sangue – níveis elevados de açúcar no sangue – açúcar na urina – agravamento do estado metabólico do diabético – prisão de ventre, diarreia, desconforto no estômago ou intestinos, doenças do fígado que podem ocorrer em conjunto com a pele e olhos amarelos (pele ou olhos amarelados) – batimentos cardíacos irregulares. – dor de cabeça. – perturbações do sono. – humor triste (depressão). – níveis baixos de plaquetas do sangue (por vezes com hemorragia ou nódoas negras debaixo da pele). – tonturas – formigueiro ou dormência – distúrbios de visão

Muito raros (podem afetar até 1 em 10.000 pessoas) – inflamação dos vasos sanguíneos com sintomas como erupção na pele, manchas vermelho arroxeadas, febre (vasculite). – erupção da pele, comichão ou vermelhidão da pele, dificuldade em respirar ou engolir, tonturas (reações de hipersensibilidade). – erupção facial, dores nas articulações, doença muscular, febre (lúpus eritematoso cutâneo). – dor intensa na região superior do abdómen (pancreatite) – dificuldade em respirar com febre, tosse, sibilos, falta de ar (dificuldade respiratória incluindo pneumonite e edema pulmonar). – pele pálida, cansaço, falta de ar, urina escura (anemia hemolítica) – febre, dor de garganta ou úlceras na boca devido a infeções (leucopenia) – confusão, cansaço, tremor e espasmo muscular, respiração rápida (alcalose hipoclorémica) – falta ou níveis baixos de diferentes células sanguíneas

Desconhecidos (não é possível estimar uma frequência a partir dos dados disponíveis) – fraqueza, nódoas negras e infeções frequentes (anemia aplástica) – grave diminuição da diurese (possíveis sinais de doença renal ou insuficiência renal) – erupção da pele, pele vermelha, bolhas nos lábios, olhos ou boca, descamação da pele, febre (possíveis sinais de eritema multiforme) – espasmo muscular – febre (pirexia) – fraqueza (astenia) – cancro da pele e do lábio (cancro da pele não-melanoma)

Comunicação de efeitos indesejáveisSe tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente ao INFARMED, I.P. através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]

5. Como conservar Valsartan + Hidroclorotiazida Teva

– Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças. – Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem e blister após EXP. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado. – Não conservar acima de 30ºC. – Não utilize Valsartan + Hidroclorotiazida Teva se verificar que a embalagem se encontra danificada ou apresenta sinais visíveis de adulteração. – Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Valsartan + Hidroclorotiazida Teva

As substâncias ativas são o valsartan e a hidroclorotiazida. Cada comprimido contém 80 mg +160 mg de valsartan e 12,5 mg + 25 mg de hidroclorotiazida. Os outros componentes são: sílica coloidal anidra, carboximetilamido sódico (tipo A), crospovidona, celulose microcristalina, amido de milho e estearato de magnésio. O revestimento contém [80 mg + 12,5 mg]: hipromelose, macrogol 8000, talco, dióxido de titânio (E171), amarelo-sol FCF, óxido de ferro vermelho (E172). [160 mg + 25 mg]: hipromelose, macrogol 8000, talco, dióxido de titânio (E171), óxido de ferro vermelho (E172), óxido de ferro preto (E172), óxido de ferro amarelo (E172).

Qual o aspeto de Valsartan + Hidroclorotiazida Teva e conteúdo da embalagem

80 mg + 12,5 mg Comprimidos revestidos por película redondos e de cor rosa, com impressão "93" numa face e "7428" na outra face do comprimido.

160 mg + 25 mg Comprimidos revestidos por película redondos e de cor castanha, com impressão "93" numa face e "7430" na outra face do comprimido.

O produto está disponível nas apresentações* de 1, 14, 15, 28, 30, 50, 56, 60, 84, 90, 98 e 100 comprimidos. * É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado Teva Pharma – Produtos Farmacêuticos, Lda. Lagoas Park, Edifício 5-A, Piso 2 2740-245 Porto Salvo; Portugal

Fabricante Pharmachemie B.V., Swensweg 5, Postbus 552, 2003 RN Haarlem, Países Baixos

TEVA Pharmaceutical Works Private Limited Company, Pallagi út 13, 4042 Debrecen, Hungria

TEVA Czech Industries s.r.o, Ostravská 29, č.p. 305, 747 70 Opava –Komárov, República Checa

Teva Operations Poland Sp. z o.o., Mogilska 80 Str., 31-546 Kraków, Polónia

Este medicamento está autorizado nos Estados-Membros no Espaço Económico Europeu com os nomes seguintes:

Dinamarca Valsartan/ Hydrochlorothiazide Teva Áustria Valsartan/HCT ratiopharm 80 mg/12,5 mg Filmtabletten Valsartan/HCT ratiopharm 160 mg/25 mg Filmtabletten Grécia Valsartan/HCTZ Teva 80/12,5 mg Εpικaλυµµένa µe λeptό υµένιο dιsκίa Valsartan/HCTZ Teva 160/25 mg Εpικaλυµµένa µe λeptό υµένιο dιsκίa Espanha Valsartán/Hidroclorotiazida Teva 80 mg/12,5 mg comprimidos recubiertos con película EFG Valsartán/Hidroclorotiazida Teva 160 mg/25 mg comprimidos recubiertos con película EFG Hungria Valsartan/HCTZ Teva 80 mg /12,5 mg filmtabletta Valsartan/HCTZ Teva 160 mg/25 mg filmtabletta Irlanda Valsartan/HCTZ Teva 80 mg/12.5 mg Film-coated Tablets Valsartan/HCTZ Teva 160 mg/25 mg Film-coated Tablets Malta Valsartan/HCTZ Teva 80 mg/12.5 mg Film-coated Tablets Valsartan/HCTZ Teva 160 mg/25 mg Film-coated Tablets Noruega Valsartan/ Hydrochlorothiazide Teva 80 mg/12,5 mg tabletter, filmdrasjerte Valsartan/Hydrochlorothiazide Teva 160 mg/25 mg tabletter, filmdrasjerte Polónia Co-Bespres Portugal Valsartan + Hidroclorotiazida Teva Eslovénia CoValsartan Teva 80 mg /12,5 mg filmsko obložene tablete CoValsartan Teva 160 mg /25 mg filmsko obložene tablete

Este folheto foi revisto pela última vez janeiro de 2025.

Outras fontes de informação

<A última informação aprovada sobre este medicamento está disponível através da digitalização [o código QR] [outro código de barras bidimensional (2D)] [Comunicação de campo próximo (NFC)] incluída no <FI> <embalagem exterior> com um smarthphone/dispositivo. A mesma informação está também disponível no seguinte URL: [URL a ser incluído] <e no site do <INFARMED, I.P >>

⚕Para profissionais — Resumo das Características do Medicamento (RCM)Ficha técnica completa: posologia, interações, contraindicações, advertências+
Informações técnicas destinadas aos profissionais de saúde (médicos e farmacêuticos). Le Resumo das Características do Medicamento (RCM) est le document officiel approuvé par l’ANSM/EMA. Il ne remplace pas la notice ni l’avis du médecin.

1. NOME DO MEDICAMENTO

Valsartan + Hidroclorotiazida Teva 80 mg + 12,5 mg comprimidos revestidos por película Valsartan + Hidroclorotiazida Teva 160 mg + 25 mg comprimidos revestidos por película

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido contém 80 mg de valsartan e 12,5 mg de hidroclorotiazida. Cada comprimido contém 160 mg de valsartan e 25 mg de hidroclorotiazida.

Excipiente com efeito conhecido: [80 mg/12,5 mg]: Contém 0,029 mg de corante amarelo-sol FCF. Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película.

[80 mg / 12,5 mg]: comprimido revestido por película redondo e de cor rosa, com impressão "93" numa face e "7428" na outra face do comprimido.

[160 mg/25 mg]: comprimido revestido por película redondo e de cor castanha, com impressão "93" numa face e "7430" na outra face do comprimido.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1. Indicações terapêuticas

Tratamento da hipertensão essencial em adultos.

A associação de dose fixa de Valsartan + Hidroclorotiazida está indicada em doentes cuja pressão arterial não esteja adequadamente controlada com valsartan ou hidroclorotiazida em monoterapia.

4.2. Posologia e modo de administração

Posologia A dose recomendada de Valsartan + Hidroclorotiazida Teva 80 mg + 12,5 mg ou 160 mg + 25 mg é de um comprimido revestido por película por dia. É recomendada a titulação da dose com os componentes individuais. Em cada caso, a titulação da dose dos componentes individuais para a dose seguinte deve ser acompanhada de modo a reduzir o risco de hipotensão e outros acontecimentos adversos.

Quando for clinicamente apropriado, pode ser considerada a mudança direta da monoterapia para a associação de dose fixa em doentes cuja pressão arterial não esteja adequadamente controlada com valsartan ou hidroclorotiazida em monoterapia, desde que a sequência recomendada de titulação de dose dos componentes individuais seja seguida.

A resposta clínica a Valsartan + Hidroclorotiazida Teva deve ser avaliada após o início da terapêutica e se a pressão arterial se mantiver descontrolada, a dose pode ser aumentada através do aumento de qualquer um dos componentes até à dose máxima de valsartan + hidroclorotiazida 320 mg + 25 mg.

O efeito anti-hipertensor está substancialmente presente no espaço de 2 semanas. Na maior parte dos doentes, os efeitos máximos são observados no período de 4 semanas. No entanto, alguns doentes, podem necessitar de um tratamento de 4-8 semanas. Isto deve ser tido em consideração durante a titulação de dose.

Populações especiais

Compromisso renal Não é necessário proceder a um ajuste posológico em doentes com compromisso renal ligeiro a moderado (Taxa de Filtração Glomerular (TFG) ≥30 ml/min). Devido ao componente hidroclorotiazida, Valsartan + Hidroclorotiazida Teva é contraindicado em doentes com compromisso renal grave (TFG < 30 ml/min) e anúria (ver secções 4.3, 4.4 e 5.2).

Compromisso hepático Em doentes com compromisso hepático ligeiro a moderado sem colestase a dose de valsartan não deverá exceder os 80 mg (ver secção 4.4). Não é necessário ajuste de dose da hidroclorotiazida em doentes com compromisso hepático ligeiro a moderado. Devido ao componente valsartan, Valsartan + Hidroclorotiazida Teva está contraindicado em doentes com compromisso hepático grave ou com cirrose biliar e colestase (ver secções 4.3, 4.4 e 5.2).

Idosos Não é necessário ajuste posológico nos pacientes idosos.

População pediátrica A segurança e eficácia de Valsartan + Hidroclorotiazida Teva em crianças com idades inferiores a 18 anos não foram ainda estabelecidas.

Modo de administração Valsartan + Hidroclorotiazida Teva pode ser tomado com ou sem alimentos e deve ser administrado com água.

4.3. Contraindicações

− Hipersensibilidade às substâncias ativas, a outros medicamentos derivados das sulfonamidas ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1. − Segundo e terceiro trimestres de gravidez (ver secções 4.4 e 4.6). − Compromisso hepático grave, cirrose biliar e colestase. − Compromisso renal grave (depuração da creatinina <30 ml/min), anúria. − Hipocaliemia refractária, hiponatremia, hipercalcemia e hiperuricemia sintomática. - O uso concomitante de Valsartan + Hidroclorotiazida Teva com medicamentos contendo aliscireno em doentes com diabetes mellitus ou compromisso renal (TFG < 60 ml/min/1,73m2) (ver secções 4.5 e 5.1).

4.4. Advertências e precauções especiais de utilização

Alterações dos eletrólitos séricos

Valsartan Não é recomendada a utilização concomitante com suplementos de potássio, diuréticos poupadores de potássio, substitutos do sal contendo potássio ou outros fármacos que possam aumentar os níveis de potássio (heparina, etc.). A monitorização de potássio deve ser realizada apropriadamente.

Hidroclorotiazida Foi notificada hipocaliemia sob tratamento com diuréticos tiazídicos, incluindo hidroclorotiazida. Recomenda-se a monitorização frequente do potássio sérico.

O tratamento com diuréticos tiazídicos, incluindo a hidroclorotiazida, tem sido associado a hiponatremia e alcalose hipoclorémica. As tiazidas, incluindo a hidroclorotiazida, aumentam a excreção urinária de magnésio, podendo provocar hipomagnesemia. A excreção de cálcio é reduzida pelos diuréticos tiazídicos. Este efeito pode resultar em hipercalcemia.

Tal como para qualquer doente a receber terapêutica com diuréticos, deve ser efetuada a determinação periódica dos eletrólitos séricos em intervalos apropriados.

Doentes com depleção de sódio e/ou do volume

Os doentes tratados com diuréticos tiazídicos, incluindo a hidroclorotiazida, devem ser observados para sinais clínicos de desequilíbrio de fluídos ou de eletrólitos.

Nos doentes com depleção grave de sódio e/ou do volume, tais como doentes tratados com doses elevadas de diuréticos, pode ocorrer hipotensão sintomática em casos raros após o início da terapêutica com Valsartan + Hidroclorotiazida Teva. A depleção de sódio e/ou do volume deve ser corrigida antes de iniciar o tratamento com Valsartan + Hidroclorotiazida Teva.

Doentes com insuficiência cardíaca crónica grave ou outras situações com estimulação do sistema renina-angiotensina-aldosterona Em doentes cuja função renal possa depender da atividade do sistema renina-angiotensina- aldosterona (por ex. doentes com insuficiência cardíaca congestiva grave), o tratamento com inibidores da enzima de conversão da angiotensina (ECA) tem sido associado a oligúria e/ou azotemia progressiva e, em casos raros, a insuficiência renal aguda e/ou morte. A avaliação de doentes com insuficiência cardíaca ou após enfarte do miocárdio deve incluir sempre a avaliação da função renal. A utilização de Valsartan + Hidroclorotiazida Teva em doentes com insuficiência cardíaca crónica grave não foi estabelecida.

Não é, consequentemente, possível excluir que a inibição do sistema renina-angiotensina-aldosterona ou a utilização de Valsartan + Hidroclorotiazida Teva possa encontrar-se associada a um compromisso da função renal. Valsartan + Hidroclorotiazida Teva não deve ser utilizado nestes doentes.

Estenose da artéria renal Valsartan + Hidroclorotiazida Teva não deve ser usado no tratamento da hipertensão em doentes com estenose da artéria renal unilateral ou bilateral, ou estenose arterial de rim solitário, uma vez que a ureia no sangue e a creatinina sérica podem aumentar nestes doentes. Hiperaldosteronismo primário Doentes com hiperaldosteronismo primário não devem ser tratados com Valsartan + Hidroclorotiazida Teva dado que o seu sistema renina-angiotensina não está ativado.

Estenose aórtica e da válvula mitral, cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva Tal como com todos os outros vasodilatadores, está indicado uma precaução especial nos doentes que sofram de estenose aórtica ou mitral ou de cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva (HOCM).

Compromisso renal Não é necessário proceder a ajuste posológico nos doentes com compromisso renal com depuração de creatinina ≥30 ml/min (ver secção 4.2). Recomenda-se a monitorização periódica do potássio sérico, dos níveis de creatinina e de ácido úrico quando Valsartan + Hidroclorotiazida Teva é usado em doentes com compromisso renal.

Transplante renal

Não há experiência sobre o uso seguro de Valsartan + Hidroclorotiazida Teva em doentes com transplante renal recente.

Compromisso hepático Em doentes com compromisso hepático ligeiro a moderado sem colestase, Valsartan + Hidroclorotiazida Teva deve ser usado com precaução (ver secção 4.2 e 5.2). As tiazidas devem ser utilizadas com precaução em doentes com compromisso da função hepática ou doença hepática progressiva, uma vez que alterações ligeiras no equilíbrio de fluídos e de eletrólitos pode precipitar coma hepático.

História de angioedema Foi notificado angioedema em doentes tratados com valsartan, incluindo edema da laringe e da glote, provocando obstrução das vias aéreas e/ou edema da face, lábios, faringe, e/ou língua; alguns destes doentes experimentaram angioedema anteriormente com outros medicamentos incluindo inibidores da ECA. Valsartan + Hidroclortiazida Teva deve ser interrompido imediatamente em doentes que desenvolvam angioedema e o Valsartan + Hidroclorotiazida Teva não deve ser readministrado (ver secção 4.8).

Angioedema intestinal Foi notificado angioedema intestinal em doentes tratados com antagonistas dos recetores da angiotensina II, incluindo valsartan (ver secção 4.8). Estes doentes apresentaram dor abdominal, náuseas, vómitos e diarreia. Os sintomas resolveram após a descontinuação dos antagonistas dos recetores da angiotensina II. Se for diagnosticado angioedema intestinal, Valsartan + Hidroclorotiazida Teva deve ser descontinuado e iniciada monitorização apropriada até à resolução completa dos sintomas.

Lúpus eritematoso sistémico Tem sido descrito que os diuréticos tiazídicos, incluindo a hidroclorotiazida, exacerbam ou ativam o lúpus eritematoso sistémico.

Outras alterações metabólicas Os diuréticos tiazídicos, incluindo a hidroclorotiazida, podem alterar a tolerância à glucose e aumentar os níveis séricos de colesterol, triglicéridos e ácido úrico. Em doentes diabéticos pode ser necessário ajuste posológico de insulina ou dos fármacos hipoglicémicos orais.

As tiazidas podem reduzir a excreção urinária de cálcio e provocar um aumento ligeiro e intermitente do cálcio sérico na ausência de distúrbios conhecidos no metabolismo do cálcio. Uma marcada hipercalcemia pode ser evidência de hiperparatiroidismo subjacente. A terapêutica com tiazidas deve ser interrompida antes de se efetuarem testes à função paratiroideia.

Fotossensibilidade Foram notificados casos de reação de fotossensibilidade com diuréticos tiazídicos (ver secção 4.8). Se ocorrerem reações de fotossensibilidade durante a terapêutica recomenda-se a interrupção do tratamento. Se for considerado essencial retomar a administração de um diurético, recomenda-se proteger as áreas expostas ao sol ou a utilização de UVA artificiais.

Gravidez Os Antagonistas dos Recetores da Angiotensina II (ARAII) não devem ser iniciados durante a gravidez. A não ser em situações em que a manutenção da terapêutica com ARAII seja considerada essencial, nas doentes que planeiem engravidar o tratamento deve ser alterado para anti- hipertensores cujo perfil de segurança durante a gravidez esteja estabelecido. Quando é diagnosticada a gravidez, o tratamento com ARA II deve ser interrompido imediatamente e, se apropriado, deverá ser iniciada terapêutica alternativa (ver secção 4.3. e 4.6.).

Gerais Deve ter-se cuidado em doentes que tenham demonstrado anteriormente hipersensibilidade a outros antagonistas dos recetores da angiotensina II. As reações de hipersensibilidade à hidroclorotiazida são mais frequentes em doentes com alergia e asma.

Efusão coroidal, miopia aguda e glaucoma secundário agudo de ângulo fechado A hidroclorotiazida, uma sulfonamida, tem sido associada a uma reação idiossincrática, resultando em miopia aguda transitória e glaucoma agudo de ângulo fechado. Os sintomas incluem uma efusão coroidal com perda do campo visual, diminuição aguda da acuidade visual ou dor ocular e tipicamente ocorrem horas a semanas após o início do tratamento. Quando não tratado, o glaucoma agudo de ângulo fechado pode levar a perda permanente da visão. O tratamento primário consiste em suspender a hidroclorotiazida o mais rapidamente possível. Poderá ser necessário considerar tratamento médico ou cirúrgico imediato se a pressão intraocular permanecer incontrolada. Os fatores de risco para o desenvolvimento de glaucoma agudo de ângulo fechado podem incluir história de alergia às sulfonamidas ou à penicilina.

Duplo bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) Existe evidência de que o uso concomitante de inibidores da ECA, antagonistas dos recetores da angiotensina II ou aliscireno aumenta o risco de hipotensão, hipercaliemia e função renal diminuída (incluindo insuficiência renal aguda). O duplo bloqueio do SRAA através do uso combinado de inibidores da ECA, antagonistas dos recetores da angiotensina II ou aliscireno, é portanto, não recomendado (ver secções 4.5 e 5.1). Se a terapêutica de duplo bloqueio for considerada absolutamente necessária, esta só deverá ser utilizada sob a supervisão de um especialista e sujeita a uma monitorização frequente e apertada da função renal, eletrólitos e pressão arterial. Os inibidores da ECA e os antagonistas dos recetores da angiotensina II não devem ser utilizados concomitantemente em doentes com nefropatia diabética.

Cancro da pele não-melanoma

Em dois estudos epidemiológicos baseados no registo nacional de cancro da Dinamarca foi observado um aumento do risco de cancro da pele não-melanoma (NMSC) [carcinoma basocelular (BCC) e carcinoma espinocelular (SCC)] com uma dose cumulativa crescente de exposição a hidroclorotiazida (HCTZ). A atividade fotossensibilizadora da HCTZ pode atuar como mecanismo para o NMSC. Os doentes em tratamento com HCTZ devem ser informados do risco de NMSC e aconselhados a observar regularmente a sua pele. Quaisquer novas lesões da pele suspeitas devem ser imediatamente comunicadas ao médico. Os doentes devem ser aconselhados a tomar medidas preventivas tais como limitação da exposição à luz solar e à radiação ultravioleta e, em caso de exposição, a utilização de proteção adequada com vista a minimizar o risco de cancro da pele. As lesões cutâneas suspeitas devem ser rapidamente examinadas, nomeadamente através de exames histológicos de biópsias. A utilização de HCTZ também poderá ter que ser reavaliada em doentes com antecedentes de NMSC (ver também secção 4.8).

Toxicidade respiratória aguda Foram notificados casos muito raros graves de toxicidade respiratória aguda, incluindo síndrome da insuficiência respiratória aguda (ARDS), após a toma de hidroclorotiazida. O edema pulmonar desenvolve-se tipicamente no espaço de minutos ou horas após a toma de hidroclorotiazida. No início, os sintomas incluem dispneia, febre, deterioração pulmonar e hipotensão. Em caso de suspeita de diagnóstico de ARDS, Valsartan + Hidroclorotiazida Teva deve ser retirado e deve ser administrado o tratamento adequado. A hidroclorotiazida não deve ser administrada a doentes que tenham apresentado anteriormente ARDS após a toma de hidroclorotiazida.

Excipientes

Sódio Este medicamento contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por comprimido revestido por película, ou seja, é praticamente “isento de sódio.

[80 mg/12,5 mg] Este medicamento contém o corante amarelo-sol FCF: pode causar reações alérgicas.

4.5. Interações medicamentosas e outras formas de interação

Interações relacionadas tanto com valsartan como com hidroclorotiazida

Utilização concomitante não recomendada

Lítio Foram relatados aumentos reversíveis das concentrações séricas do lítio e da toxicidade durante a administração concomitante de lítio com inibidores da ECA, antagonistas dos receptores II da angiotensina ou tiazidas, incluindo hidroclorotiazida. Considerando que a depuração do lítio é reduzida pelas tiazidas, o risco de toxicidade com lítio pode presumivelmente estar aumentado com Valsartan + Hidroclorotiazida. Caso esta associação seja necessária, recomenda-se a monitorização cuidadosa dos níveis séricos de lítio. Utilização concomitante que requer precaução

Outros fármacos anti-hipertensores Valsartan + Hidroclorotiazida Teva pode aumentar os efeitos de outros fármacos com propriedades anti-hipertensoras (por exemplo guanetidina, metildopa, vasodilatadores, IECAs, Antagonistas dos recetores da angiotensina, bloqueadores beta, bloqueadores dos canais de cálcio e inibidores diretos da renina [IDR]).

Aminas pressoras (p. ex. noradrenalina, adrenalina) Possível redução de resposta às aminas pressoras. O significado clínico deste efeito é deconhecido e não suficiente para impedir a sua utilização.

Medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), incluindo inibidores seletivos da COX- 2, ácido acetilsalicílico (>3 g/dia), e AINEs não seletivos Os AINEs podem atenuar o efeito anti-hipertensor tanto dos antagonistas da angiotensina II como da hidroclorotiazida quando administrados simultaneamente. Adicionalmente, a utilização concomitante de Valsartan + Hidroclorotiazida Teva e AINEs pode levar a um agravamento da função renal e a um aumento no potássio sérico. Assim, recomenda-se a monitorização da função renal no início do tratamento, bem como a hidratação adequada do doente.

Interações relacionadas com valsartan

Bloqueio duplo do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) com ARAs, IECAs ou aliscireno Os dados de ensaios clínicos têm demonstrado que o duplo bloqueio do sistema renina- angiotensina-aldosterona (SRAA) através do uso combinado de inibidores da ECA, antagonistas dos recetores da angiotensina II ou aliscireno está associado a uma maior frequência de acontecimentos adversos, tais como hipotensão, hipercaliemia e função renal diminuída (incluindo insuficiência renal aguda) em comparação com o uso de um único fármaco com ação no SRAA (ver secções 4.3, 4.4 e 5.1).

Utilização concomitante não recomendada

Diuréticos poupadores de potássio, suplementos de potássio, substitutos de sal contendo potássio e outras substâncias podem aumentar os níveis de potássio Se se considerar necessário utilizar um medicamento que afeta os níveis de potássio em associação com valsartan, aconselha-se a monitorização dos níveis plasmáticos de potássio.

Transportadores Dados in vitro indicam que o valsartan é um substrato do transportador hepático de captação OATP1B1/OATP1B3 e do transportador de efluxo hepático MRP2. A relevância clínica deste resultado é desconhecida. A administração concomitante de inibidores dos transportadores de captação (por ex. rifampicina, ciclosporina) ou do transportador de efluxo (por ex. ritonavir) pode aumentar a exposição sistémica ao valsartan. Quando se iniciar ou terminar o tratamento concomitante com os referidos fármacos recomenda-se precaução.

Sem interações Nos estudos de interações medicamentosas com valsartan, não foram observadas quaisquer interações clinicamente significativas com valsartan ou com qualquer uma das seguintes substâncias: cimetidina, varfarina, furosemida, digoxina, atenolol, indometacina, hidroclorotiazida, amlodipina, glibenclamida. Digoxina e indometacina podem interagir com o componente hidroclorotiazida de Valsartan + Hidroclorotiazida Teva (ver interações relacionadas com hidroclorotiazida).

Interações relacionadas com hidroclorotiazida

Utilização concomitante que requer precaução

Medicamentos que afetam o nível de potássio sérico O efeito hipocaliémico da hidroclorotiazida pode ser aumentado pela administração concomitante de diuréticos caliuréticos, corticosteroides, laxantes, ACTH, anfotericina, carbenoxolona, penicilina G, ácido salicílico e derivados. Se estes medicamentos forem prescritos juntamente com a associação hidroclorotiazida-valsartan é aconselhável a monitorização dos níveis plasmáticos de potássio (ver secção 4.4).

Medicamentos que possam induzir torsades de pointes Devido ao risco de hipocaliemia, a hidroclorotiazida deve ser administrada com precaução quando associada a medicamentos indutores de “torsade de pointes”, especialmente antiarrítmicos de classe Ia e Classe III e alguns antipsicóticos.

Medicamentos que afetam os níveis séricos de sódio O efeito hiponatrémico dos diuréticos pode ser intensificado pela administração concomitante de fármacos tais como, antidepressivos, antipsicóticos, antiepiléticos, etc. É recomendada precaução na administração a longo prazo destes fármacos.

Glicosidos digitálicos Podem ocorrer, como efeitos indesejáveis hipocaliemia ou hipomagnesemia induzidas pelas tiazidas, favorecendo o aparecimento de arritmias cardíacas induzidas pelos digitálicos (ver secção 4.4).

Sais de cálcio e vitamina D A administração de diuréticos tiazídicos, incluindo a hidroclorotiazida, com vitamina D ou com sais de cálcio pode potenciar o aumento do cálcio sérico. A utilização concomitante de diuréticos tipo tiazida com sais de cálcio pode causar hipercalcemia em doentes predispostos para hipercalcemia (por ex. hiperparatiroidismo, neoplasias ou condições medicadas com vitamina D) por aumento da reabsorção tubular de cálcio.

Fármacos antidiabéticos (fármacos orais e insulina) As tiazidas podem alterar a tolerância à glicose. Pode ser necessário ajuste posológico do medicamento antidiabético.

A metformina deve ser utilizada com precaução devido ao risco de acidose láctica induzida por possível insuficiência renal funcional relacionada com a hidroclorotiazida.

Bloqueadores beta e diazóxido O uso concomitante de diuréticos tiazídicos, incluindo a hidroclorotiazida, com bloqueadores beta, pode aumentar o risco de hiperglicemia. Os diuréticos tiazídicos, incluindo a hidroclorotiazida, podem aumentar o efeito hiperglicémico do diazóxido. Medicamentos usados no tratamento da gota (probenecida, sulfimpirazona e alopurinol) Pode ser necessário o ajuste posológico das medicações uricosúricas uma vez que a hidroclorotiazida pode elevar o nível de ácido úrico sérico. Pode ser necessário o aumento da dosagem de probenecida ou da sulfimpirazona. A administração concomitante de diuréticos tiazídicos, incluindo a hidroclorotiazida, pode aumentar a incidência de reações de hipersensibilidade ao alopurinol.

Fármacos anticolinérgicos e outros medicamentos que afetam a motilidade gástrica A biodisponibilidade dos diuréticos de tipo tiazídico pode ser aumentada por fármacos anticolinérgicos (por ex. atropina, biperideno), aparentemente devido a uma redução da motilidade gastrointestinal e da taxa de esvaziamento gástrico. Em oposição, antecipa-se que medicamentos procinéticos, tais como cisaprida, possam diminuir a biodisponibilidade dos diuréticos do tipo tiazida.

Amantadina As tiazidas, incluindo a hidroclorotiazida, podem aumentar o risco de efeitos adversos causados pela amantadina.

Resinas de troca iónica A absorção dos diuréticos tiazídicos, incluindo a hidroclorotiazida, é diminuída pela colesteramina e colestipol. Isto pode resultar em efeitos sub-terapêuticos dos diuréticos tiazidicos. Contudo, espaçar a administração de hidroclorotiazida e resina de forma que a administração de hidroclorotiazida seja pelo menos 4 horas antes ou 4 a 6 horas após a administração de resinas irá potencialmente minimizar a interação.

Fármacos citotóxicos As tiazidas, incluindo a hidroclorotiazida, podem reduzir a excreção renal de fármacos citotóxicos (p. ex. ciclofosfamida, metotrexato) e potenciar os seus efeitos mielosupressores.

Relaxantes musculares esqueléticos não-despolarizantes (p. ex. tubocurarina) As tiazidas, incluindo a hidroclorotiazida, potenciam a ação dos relaxantes musculoesqueléticos, tais como, derivados do curare.

Ciclosporina O tratamento concomitante com ciclosporina pode aumentar o risco de hiperuricemia e de complicações tipo gota.

Álcool, barbitúricos ou narcóticos A administração concomitante de diuréticos tiazídicos com substância que também têm um efeito redutor da pressão arterial (p. ex. por redução da atividade simpática do sistema nervoso central ou atividade vasodilatadora direta) pode potenciar a hipotensão ortostática.

Metildopa Existiram notificações isoladas de anemia hemolítica em doentes a receber tratamento concomitante de metildopa e hidroclorotiazida.

Meios iodados de contraste Em caso de desidratação induzida por diuréticos, existe risco acrescido de insuficiência renal aguda especialmente com doses altas do produto iodado. Os doentes devem ser rehidratados antes da administração.

4.6. Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez Valsartan A utilização de Antagonistas dos Recetores da Angiotensina II (ARAIIs) não é recomendada durante o primeiro trimestre de gravidez (ver secção 4.4). A utilização de ARAIIs é contraindicada durante o segundo e terceiro trimestres de gravidez (ver secção 4.3 e 4.4.)

A evidência epidemiológica relativa ao risco de teratogenicidade após a exposição aos inibidores da ECA durante o 1º trimestre de gravidez não é conclusiva; contudo, não é possível excluir um ligeiro aumento do risco. Enquanto não existem dados de estudos epidemiológicos controlados relativos ao risco associado aos antagonistas dos recetores da angiotensina II (ARA II), os riscos para esta classe de fármacos poderão ser semelhantes. A não ser que a manutenção do tratamento com ARA II seja considerada essencial, nas doentes que planeiem engravidar a medicação deve ser substituída por terapêuticas anti-hipertensoras alternativas cujo perfil de segurança durante a gravidez esteja estabelecido. Quando é diagnosticada a gravidez, o tratamento com ARA deve ser interrompido imediatamente e, se apropriado, deverá ser iniciada terapêutica alternativa.

A exposição a ARA II durante o segundo e terceiro trimestres de gravidez está reconhecidamente associada à indução de toxicidade fetal em humanos (diminuição da função renal, oligohidrâmnio, atraso na ossificação do crânio) e toxicidade neonatal (insuficiência renal, hipotensão, hipercaliemia) (ver também a secção 5.3.).

No caso de a exposição a ARA II ter ocorrido a partir do segundo trimestre de gravidez, recomenda- se a monitorização ultrassonográfica da função renal e dos ossos do crânio.

Lactentes cujas mães estiveram expostas a ARA II devem ser cuidadosamente observados no sentido de diagnosticar hipotensão (ver também as secções 4.3. e 4.4.).

Hidroclorotiazida

A experiência decorrente da administração da hidroclorotiazida durante a gravidez, particularmente durante o primeiro trimestre, é limitada. Os estudos em animais são insuficientes. A hidroclorotiazida atravessa a barreira placentária. Com base no mecanismo de ação farmacológico da hidroclorotiazida, a sua administração durante o segundo e o terceiro trimestres pode comprometer a perfusão fetoplacentária e pode causar efeitos fetais e neonatais tais como icterícia, distúrbios no equilíbrio eletrolítico e trombocitopenia.

Amamentação Não existe informação relativa à utilização de valsartan durante a amamentação. Hidroclorotiazida é excretada no leite materno. Assim, não se recomenda o uso de Valsartan + Hidroclorotiazida Teva durante o aleitamento. Dá-se preferência a tratamentos alternativos com perfis de segurança melhor estabelecidos durante o aleitamento, especialmente durante a amamentação de um recém-nascido ou de um lactente pré-termo.

4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não foram realizados estudos sobre os efeitos de Valsartan + Hidroclorotiazida Teva sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas. Durante a condução de veículos ou utilização de máquinas, deverá ter-se em consideração a possibilidade de ocorrência de tonturas ou cansaço.

4.8. Efeitos indesejáveis

As reações adversas medicamentosas notificadas nos ensaios clínicos e nos resultados laboratoriais que ocorrem mais frequentemente com valsartan mais hidroclorotiazida do que com placebo e provenientes de notificações individuais pós-comercialização são apresentadas abaixo de acordo com as classes de sistemas de órgãos. Reações adversas medicamentosas que se sabe ocorrerem com cada componente administrado individualmente, mas que não foram observadas nos ensaios clínicos, podem ocorrer durante o tratamento com valsartan/ hidroclorotiazida.

As reações adversas medicamentosas são apresentadas por frequência, primeiro a mais frequentes, utilizando a seguinte convenção: muito frequentes (≥ 1/10); frequentes (≥ 1/100 a < 1/10); pouco frequentes (≥ 1/1.000 a < 1/100); raros (≥ 1/10.000 a < 1/1.000); muito raros (< 1/10.000); desconhecido (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis). Os efeitos indesejáveis medicamentosos são apresentados por ordem decrescente de gravidade dentro de cada classe de frequência.

Tabela 1. Frequência de reações adversas com valsartan/hidroclorotiazida.

Doenças do metabolismo e da nutrição Pouco frequentes: Desidratação

Doenças do sistema nervoso Pouco frequentes: Parestesia Muito raros: Tonturas Desconhecido: Síncope

Afeções oculares Pouco frequentes: Alterações da visão

Afeções do ouvido e do labirinto Pouco frequentes: Acufenos

Vasculopatias Pouco frequentes: Hipotensão

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino Pouco frequentes: Tosse Desconhecido: Edema pulmonar não cardiogénico

Doenças gastrointestinais Muito raros: Diarreia

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos Pouco frequentes: Mialgia Muito raros: Artralgia

Doenças renais e urinárias Desconhecido: Deterioração da função renal

Perturbações gerais e alterações no local de administração Pouco frequentes: Fadiga

Exames complementares de diagnóstico Desconhecido: Aumento do ácido úrico sérico, aumento da bilirrubina sérica e creatinina sérica, hipocaliemia, hiponatremia, aumento da ureia plasmática, neutropenia

Informação adicional sobre os componentes individuais

As reações adversas anteriormente descritos com um dos componentes individuais podem ser potenciais efeitos indesejáveis com Valsartan + Hidroclorotiazida Teva mesmo se não observados nos ensaios clínicos com este medicamento ou no período após comercialização.

Tabela 2. Frequência de reações adversas com valsartan

Doenças do sangue e do sistema linfático Desconhecido: Redução da hemoglobina, redução do hematócrito, trombocitopenia

Doenças do sistema imunitário Desconhecido: Outras reações de hipersensibilidade/alérgicas incluindo doença do soro

Doenças do metabolismo e da nutrição Desconhecido: Aumento do potássio sérico, hiponatremia

Afeções do ouvido e do labirinto Pouco frequentes: Vertigens

Vasculopatias Desconhecido: Vasculite

Doenças gastrointestinais Pouco frequentes: Dor abdominal Muito raros: Angioedema intestinal

Afeções hepatobiliares Desconhecido: Aumento dos valores da função hepática

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneas Desconhecido: Angioedema, dermatite bolhosa, erupção cutânea, prurido

Doenças renais e urinárias Desconhecido: Insuficiência renal

Tabela 3. Frequência de reações adversas com hidroclorotiazida

A hidroclorotiazida é prescrita há muitos anos, frequentemente em doses mais elevadas do que as administradas em Valsartan + Hidroclorotiazida Teva. As reações adversas seguintes foram notificadas em doentes tratados em monoterapia com diuréticos tiazídicos incluindo a hidroclorotiazida:

Neoplasias benignas, malignas e não especificadas (incluindo quistos e pólipos) Desconhecida: Cancro da pele não-melanoma (carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular)

Doenças do sangue e do sistema linfático Raros: Trombocitopenia por vezes com púrpura Muito raros: Agranulocitose, leucopenia, anemia hemolítica, falência da medula óssea Desconhecidos: Anemia aplástica

Doenças do sistema imunitário Muito raros: Reações de hipersensibilidade

Doenças do metabolismo e da nutrição Muito frequentes: hipocaliemia, lipídos no sangue aumentados (principalmente em doses mais elevadas) Frequentes: hiponatremia, hipomagnesemia, hiperuricemia Raros: hipercalcemia, hiperglicemia, glicosúria e agravamento de estado metabólico do diabético Muito raro: alcalose hipoclorémica

Doenças do foro psiquiátrico Raros: Depressão, perturbações do sono

Doenças do sistema nervoso Raros: Cefaleias, tonturas, parestesias

Afeções oculares Raros: diminuição da visão Desconhecidos: Efusão coroidal, miopia aguda, glaucoma agudo de ângulo fechado

Cardiopatias Raros: Arritmias cardíacas

Vasculopatias Frequentes: Hipotensão ortostática

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino Muito raros: Dificuldades respiratórias incluindo pneumonite e edema pulmonar, síndrome da insuficiência respiratória aguda (ARDS) (ver secção 4.4)

Doenças gastrointestinais Frequentes: Perda de apetite, náuseas ligeiras e vómitos Raros: Obstipação, desconforto gastrointestinal, diarreia Muito raros: Pancreatite

Afeções hepatobiliares Raros: Colestase intrahepática ou icterícia

Doenças renais e urinárias Desconhecidos: disfunção renal, insuficiência renal aguda

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneas Frequentes: Urticária e outras formas de erupção cutânea Raros: Fotossensibilização Muito raros: Vasculite necrotizante, necrólise epidérmica tóxica, reações do tipo lúpus eritematoso cutâneo, reativação do lúpus eritematoso cutâneo Desconhecidos: eritema multiforme Perturbações gerais e alterações no local de administração Desconhecidos: pirexia, astenia

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos Desconhecidos: espasmos musculares

Doenças dos órgãos genitais e da mama Frequentes: Impotência

Descrição de reações adversas selecionadas Cancro da pele não-melanoma: Com base nos dados disponíveis de estudos epidemiológicos observou-se uma associação entre a HCTZ e o NMSC, dependente da dose cumulativa (ver também secções 4.4 e 5.1).

Notificação de suspeitas de reações adversas A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas através do INFARMED, I.P.

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]

4.9. Sobredosagem

Sintomas Uma sobredosagem com valsartan pode resultar em hipotensão acentuada, que poderá levar a um nível deprimido de consciência, colapso circulatório e/ou choque. Adicionalmente, poderão ocorrer os seguintes sinais e sintomas devido a sobredosagem com o componente hidroclorotiazida: náuseas, sonolência, hipovolemia e alterações eletrolíticas associadas a arritmias cardíacas e espasmos musculares.

Tratamento As medidas terapêuticas dependem do tempo de ingestão, assim como do tipo e gravidade dos sintomas, sendo de primordial importância a estabilização das condições circulatórias.

Se ocorrer hipotensão, o doente deve ser colocado em decúbito devendo proceder-se rapidamente à suplementação de sal e do volume.

Valsartan não pode ser eliminado por hemodiálise, devido à sua forte ligação às proteínas plasmáticas; em contrapartida, é possível depurar a hidroclorotiazida através de diálise.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1. Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 3.4.1.1. Aparelho cardiovascular. Anti-hipertensores. Diuréticos. Tiazidas e análogos; 3.4.2.2. Aparelho cardiovascular. Anti-hipertensores. Modificadores do eixo renina angiotensina. Antagonistas dos recetores da angiotensina. Valsartan + Hidroclorotiazida; Código ATC: C09D A03

Valsartan/hidroclorotiazida

[80mg/12,5mg] Num ensaio sob dupla ocultação, aleatorizado, controlado com ativo em doentes não controlados adequadamente com 12,5 mg de hidroclorotiazida, observaram-se reduções significativamente maiores da PA sistólica/diastólica média com a associação de valsartan/hidroclorotiazida 80/12,5 mg (14,9/11,3 mmHg) comparativamente com hidroclorotiazida 12,5 mg (5,2/2,9 mmHg) e hidroclorotiazida 25 mg (6,8/5,7 mmHg). Além disso, uma percentagem significativamente maior de doentes respondeu (PA diastólica <90 mmHg ou redução ≥10 mmHg) a valsartan/ hidroclorotiazida 80/12,5 mg (60%) comparativamente com hidroclorotiazida 12,5 mg (25%) e hidroclorotiazida 25 mg (27%).

Num ensaio sob dupla ocultação, aleatorizado, controlado com ativo em doentes não controlados adequadamente com valsartan 80 mg, observaram-se reduções significativamente maiores da PA sistólica/diastólica média com a associação de valsartan/ hidroclorotiazida 80/12,5 mg (9,8/8,2 mmHg) comparativamente com valsartan 80 mg (3,9/5,1 mmHg) e valsartan 160 mg (6,5/6,2 mmHg). Além disso, uma percentagem significativamente maior de doentes respondeu (PA diastólica <90 mmHg ou redução ≥10 mmHg) a valsartan/ hidroclorotiazida 80/12,5 mg (51%) comparativamente com valsartan 80 mg (36%) e valsartan 160 mg (37%).

Num ensaio sob dupla ocultação, aleatorizado, controlado com placebo, com desenho fatorial comparando associações de várias doses de valsartan/ hidroclorotiazida com os componentes respetivos, observaram-se reduções significativamente maiores da PA sistólica/diastólica média com a associação de valsartan/hidroclorotiazida 80/12,5 mg (16,5/11,8 mmHg) comparativamente com placebo (1,9/4,1 mmHg) e com hidroclorotiazida 12,5 mg (7,3/7,2 mmHg) e valsartan 80 mg (8,8/8,6 mmHg). Além disso, uma percentagem significativamente maior de doentes respondeu (PA diastólica <90 mmHg ou redução ≥10 mmHg) a valsartan/ hidroclorotiazida 80/12,5 mg (64%) comparativamente com placebo (29%) e hidroclorotiazida (41%).

[160mg/25mg] Num ensaio sob dupla ocultação, aleatorizado, controlado com ativo em doentes não controlados adequadamente com 12,5 mg de hidroclorotiazida, observaram-se reduções significativamente maiores da PA sistólica/diastólica média com a associação de valsartan/hidroclorotiazida 160/12,5 mg (12,4/7,5 mmHg) comparativamente com hidroclorotiazida 25 mg (5,6/2,1 mmHg). Além disso, uma percentagem significativamente maior de doentes respondeu (PA diastólica <140/90 mmHg ou redução PAS ≥20 mmHg ou redução da PAD ≥10 mmHg) com valsartan/ hidroclorotiazida 160/12,5 mg (50%) comparativamente com hidroclorotiazida 25 mg (25%).

Num ensaio sob dupla ocultação, aleatorizado, controlado com ativo em doentes não controlados adequadamente com valsartan 160 mg, observaram-se reduções significativamente maiores da PA sistólica/diastólica média com a associação de valsartan/ hidroclorotiazida 160/25 mg (14,6/11,9 mmHg) e valsartan/ hidroclorotiazida 160/12,5 mg (12,4/10,4 mmHg) comparativamente com valsartan 160 mg (8,7/8,8 mmHg). A diferença na redução da PA entre o 160/25 mg e doses 160/12,5 mg também atingiu significância estatística. Além disso, uma percentagem significativamente superior de doentes respondeu (PA diastólica <90 mmHg ou redução ≥ 10 mmHg) a valsartan / hidroclorotiazida 160/25 mg (68%) e 160/12,5 mg (62%) comparativamente com valsartan 160 mg (49 %).

Num ensaio sob dupla ocultação, aleatorizado, controlado com placebo, com desenho fatorial comparando associações de várias doses de valsartan/ hidroclorotiazida com os componentes respetivos, observaram-se reduções significativamente maiores da PA sistólica/diastólica média com a associação de valsartan/hidroclorotiazida 160/12,5 mg (17,8/13,5 mmHg) e 160/25 mg (22,5/15,3 mmHg) comparativamente com placebo (1,9/4,1 mmHg) e as respetivas monoterapias, isto é: hidroclorotiazida 12,5 mg (7,3/7,2 mmHg), hidroclorotiazida 25 mg (12,7/9,3 mmHg) e valsartan 160 mg (12,1/9,4 mmHg), Além disso, uma percentagem significativamente superior de doentes respondeu (PA diastólica <90 mmHg ou redução ≥ 10 mmHg) a valsartan/hidroclorotiazida 160/25 mg (81%) e valsartan/hidroclorotiazida 160/12,5 mg (76%) em comparação com placebo (29%) e as respetivas monoterapias, ou seja, a hidroclorotiazida 12,5 mg (41%), hidroclorotiazida 25 mg (54%), e 160 mg de valsartan (59%).

Registaram-se reduções no potássio sérico dependentes da dose em estudos clínicos controlados com valsartan + hidroclorotiazida. A redução no potássio sérico ocorreu mais frequentemente em doentes que receberam 25 mg de hidroclorotiazida do que nos que receberam 12,5 mg de hidroclorotiazida. Em ensaios clínicos controlados com valsartan/ hidroclorotiazida o efeito da hidroclorotiazida na descida do potássio foi atenuado pelo efeito poupador de potássio do valsartan.

Os efeitos benéficos do valsartan em associação com a hidroclorotiazida na mortalidade e morbilidade cardiovasculares são desconhecidos atualmente.

Estudos epidemiológicos demonstraram que o tratamento prolongado com hidroclorotiazida reduz o risco de mortalidade e morbilidade cardiovascular.

Valsartan

Valsartan é um antagonista dos recetores da angiotensina II (Ang II) oralmente ativo e específico. Atua de forma seletiva no subtipo de recetores AT1, responsável pelas ações conhecidas da angiotensina II. O aumento dos níveis plasmáticos de Ang II após o bloqueio do recetor AT1 com valsartan pode estimular o recetor AT2 não bloqueado, que parece contrabalançar o efeito do recetor AT1. O valsartan não apresenta qualquer atividade agonista parcial no recetor AT1 e apresenta uma afinidade muito maior para o recetor AT1 (cerca de 20.000 vezes superior) que para o recetor AT2. O valsartan não se liga a, nem bloqueia, outros recetores hormonais ou canais iónicos reconhecidamente importantes na regulação cardiovascular.

Valsartan não inibe a ECA (também conhecida como cininase II) que converte a Ang I em Ang II e degrada a bradiquinina. Dado não haver qualquer efeito sobre a ECA e não haver potenciação de bradiquinina ou da substância P, é pouco provável que os antagonistas da angiotensina II sejam associados a tosse. Em ensaios clínicos onde o valsartan foi comparado com um inibidor da ECA, a incidência da tosse seca foi significativamente menos (P<0,05) nos doentes tratados com valsartan do que nos doentes tratados com um inibidor de ECA (2,6% versus 7,9% respetivamente). Num estudo clínico realizado em doentes com história de tosse seca durante o tratamento com inibidor da ECA, ocorreu tosse em 19,5% dos indivíduos tratados com valsartan e em 19,0% dos tratados com um diurético tiazídico, comparativamente a 68,5% nos indivíduos tratados com um inibidor da ECA (P <0,05). A administração de valsartan a doentes com resultados de hipertensão provoca uma redução da pressão arterial sem afetar a frequência cardíaca. Na maioria dos doentes, após a administração de uma dose oral única, o início da atividade anti-hipertensora ocorre no intervalo de 2 horas, atingindo-se a redução máxima da pressão arterial no intervalo de 4-6 horas. O efeito anti- hipertensor persiste ao longo de 24 horas após a dosagem. Durante a administração reiterada, a redução máxima da pressão arterial com qualquer das doses é, geralmente, obtida em 2–4 semanas, sendo mantida durante o tratamento prolongado. Quando em associação com hidroclorotiazida obtém-se uma redução adicional significativa na pressão arterial.

A retirada abrupta de valsartan não foi associada a hipertensão rebound ou a outros acontecimentos clínicos adversos.

Em doentes hipertensos com diabetes tipo 2 e microalbuminúria, o valsartan demonstrou diminuir a excreção urinária de albumina. O estudo MARVAL (Micro Albuminuria Reduction with Valsartan) avaliou a redução na excreção urinária de albumina (UAE) com valsartan (80-160 mg/uma vez por dia) versus amlodipina (5-10 mg/uma vez por dia), em 332 doentes com diabetes tipo 2 (idade média: 58 anos; 265 homens) com microalbuminúria (valsartan: 58 μg/min; amlodipina: 55,4 μg/min), pressão arterial normal ou alta e com função renal conservada (creatinina plasmática <120 μmol/l). Às 24 semanas, a UAE baixou (p<0,001) em 42% (-24,2 μg/min; 95% IC: –40,4 a –19,1) com valsartan e cerca de 3% (–1,7 μg/min; 95% IC: –5,6 a 14,9) com amlodipina apesar de taxas semelhantes de redução da pressão arterial em ambos os grupos. O estudo DROP (valsartan/hidroclorotiazida Reduction of Proteinuria) analisou mais aprofundadamente a eficácia de valsartan na redução de UAE em 391 doentes hipertensos (PA=150/88 mmHg) com diabetes tipo 2, albuminúria (média=102 μg/min; 20-700 μg/min) e função renal conservada (creatinina sérica média = 80 μmol/l). Os doentes foram aleatorizados para uma de 3 doses de valsartan (160, 320 e 640 mg/por dia) e tratados durante 30 semanas. A finalidade do estudo foi determinar a dose ótima de valsartan para reduzir a UAE em doentes hipertensos com diabetes tipo 2. Às 30 semanas, a alteração percentual na UAE foi significativamente reduzida em 36% a partir da linha basal com valsartan 160 mg (95%IC: 22 a 47%), e 44% com valsartan 320 mg (95%IC: 31 a 54%). Concluiu-se que 160-320 mg de valsartan produziu reduções clinicamente significativas na UAE em doentes hipertensos com diabetes tipo 2.

Outro: Duplo bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) Dois grandes estudos aleatorizados e controlados (ONTARGET (“ONgoing Telmisartan Alone and in combination with Ramipril Global Endpoint Trial”) e VA NEPHRON-D (“The Veterans Affairs Nephropathy in Diabetes”)) têm examinado o uso da associação de um inibidor da ECA com um antagonista dos recetores da angiotensina II.

O estudo ONTARGET foi realizado em doentes com história de doença cardiovascular ou cerebrovascular, ou diabetes mellitus tipo 2 acompanhada de evidência de lesão de órgão-alvo. O estudo VA NEPHRON-D foi conduzido em doentes com diabetes mellitus tipo 2 e nefropatia diabética.

Estes estudos não mostraram nenhum efeito benéfico significativo nos resultados renais e/ou cardiovasculares e mortalidade, enquanto foi observado um risco aumentado de hipercaliemia, insuficiência renal aguda e/ou hipotensão, em comparação com monoterapia. Dadas as suas propriedades farmacodinâmicas semelhantes, estes resultados são também relevantes para outros inibidores da ECA e antagonistas dos recetores da angiotensina II.

Os inibidores da ECA e os antagonistas dos recetores da angiotensina II não devem assim, ser utilizados concomitantemente em doentes com nefropatia diabética. O estudo ALTITUDE (“Aliskiren Trial in Type 2 Diabetes Using Cardiovascular and Renal Disease Endpoints”) foi concebido para testar o benefício da adição de aliscireno a uma terapêutica padrão com um inibidor da ECA ou um antagonista dos recetores da angiotensina II em doentes com diabetes mellitus tipo 2 e doença renal crónica, doença cardiovascular ou ambas. O estudo terminou precocemente devido a um risco aumentado de resultados adversos. A morte cardiovascular e o acidente vascular cerebral foram ambos numericamente mais frequentes no grupo tratado com aliscireno, do que no grupo tratado com placebo e os acontecimentos adversos e acontecimentos adversos graves de interesse (hipercaliemia, hipotensão e disfunção renal) foram mais frequentemente notificados no grupo tratado com aliscireno que no grupo tratado com placebo.

Hidroclorotiazida

O local de ação dos diuréticos tiazídicos reside, principalmente, no túbulo contornado distal renal. Foi demonstrado que existe um recetor de elevada afinidade no córtex renal, como local de ligação principal para a ação diurética da tiazida e inibição do transporte de NaCl no túbulo contornado distal. O mecanismo de ação das tiazidas processa-se por inibição do cotransporte de Na+Cl-, talvez competindo para o local de ligação do Cl-, afetando assim os mecanismos de reabsorção dos eletrólitos: diretamente por aumento da excreção de sódio e cloretos numa quantidade aproximadamente idêntica e, indiretamente, pela redução do volume plasmático por esta ação diurética, com aumentos consequentes da atividade da renina plasmática, secreção de aldosterona e perda urinária de potássio, e uma diminuição do potássio sérico. A ligação renina-aldosterona é mediada pela angiotensina II, pelo que com administração concomitante de valsartan, a redução do potássio sérico é menos acentuada, conforme constatado com hidroclorotiazida em monoterapia.

Cancro da pele não-melanoma Com base nos dados disponíveis de estudos epidemiológicos, observou-se uma associação entre a HCTZ e o NMSC, dependente da dose cumulativa. Um estudo incluiu uma população constituída por 71 533 casos de BCC e por 8 629 casos de SCC, em 1 430 833 e 172 462 controlos, respetivamente, da população em estudo. Uma utilização elevada de HCTZ (≥50 000 mg cumulativos) foi associada a uma taxa de probabilidade (OR) ajustada de 1,29 (95 % IC: 1,23-1,35) para BCC e 3,98 (95 % IC: 3,68-4,31) para SCC. Observou-se uma clara relação da resposta à dose cumulativa para BCC e SCC. Outro estudo revelou uma possível associação entre o carcinoma espinocelular (SCC) do lábio e a exposição à HCTZ: 633 casos de SCC do lábio foram identificados em 63 067 controlos da população, com base numa estratégia de amostragem em função do risco (risk-set sampling strategy)5. Foi demonstrada uma associação dose-resposta com uma taxa de probabilidade (OR) ajustada de 2,1 (95 % IC: 1,7-2,6), aumentando OR para 3,9 (95 % IC: 3,0-4,9) para uma utilização elevada (25 000 mg HCTZ) e para OR de 7,7 (95 % IC: 5,7-10,5) para a dose cumulativa mais elevada (aprox.100 000 mg HCTZ) (ver também secção 4.4).

5.2. Propriedades farmacocinéticas

Valsartan/hidroclorotiazida A disponibilidade sistémica de hidroclorotiazida sofre uma redução de cerca de 30%, quando administrada concomitantemente com valsartan. A cinética de valsartan não é afetada, de modo acentuado, pela administração concomitante de hidroclorotiazida. Esta interação observada não tem impacto no uso combinado de valsartan e hidroclorotiazida, uma vez que os ensaios clínicos demonstraram um efeito anti-hipertensor evidente, superior ao obtido com qualquer dos fármacos administrados em monoterapia, ou com o placebo.

Valsartan Absorção Após a administração oral de valsartan isoladamente, o pico das concentrações plasmáticas de valsartan é atingido em 2–4 horas. A biodisponibilidade média absoluta é de 23%. A alimentação diminui a exposição (conforme medida pela AUC) ao valsartan em cerca de 40% e a concentração plasmática máxima (Cmáx) em cerca de 50%, embora a partir das 8 h, as concentrações plasmáticas de valsartan após administração sejam semelhantes para os grupos alimentados e em jejum. Esta redução na AUC não é, contudo, acompanhada por uma redução clinicamente significativa no efeito terapêutico e o valsartan pode, por conseguinte, ser administrado com ou sem ingestão de alimentos.

Distribuição O volume de distribuição de valsartan no estado estacionário após administração intravenosa é de cerca de 17 litros indicando que o valsartan não se distribui nos tecidos de forma extensa. O valsartan apresenta uma elevada taxa de ligação às proteínas séricas (94-97%), principalmente à albumina sérica.

Biotransformação O valsartan não é extensamente biotransformado na medida em que apenas cerca de 20% da dose é recuperada como metabolitos. Foi identificado um hidroximetabolito no plasma em baixas concentrações (menos do que 10% da AUC de valsartan). Este metabolito é farmacologicamente inativo.

Eliminação O valsartan apresenta uma cinética de degradação multiexponencial (t½α <1 h e t½ß cerca de 9 h). O valsartan é eliminado principalmente nas fezes (cerca de 83% da dose) e na urina (cerca de 13% da dose), principalmente sob a forma de composto inalterado. Após administração intravenosa, a depuração plasmática de valsartan é de cerca de 2 l/h e a sua depuração renal é de 0,62 l/h (cerca de 30% da depuração total). A semivida de valsartan é de 6 horas.

Hidroclorotiazida

Absorção A absorção de hidroclorotiazida, após a administração de uma dose oral, é rápida (tmax de aproximadamente 2 horas). O aumento da AUC média é linear e proporcional à dose nos intervalos terapêuticos. O efeito dos alimentos na absorção de hidroclorotiazida, se algum, possui pouco significado clínico. A biodisponibilidade absoluta da hidroclorotiazida é de 70% após administração oral.

Distribuição O volume de distribuição aparente é 4-8 l/kg.

A hidroclorotiazida em circulação está ligada a proteínas séricas (40-70%), principalmente à albumina sérica. A hidroclorotiazida também se acumula nos eritrócitos, aproximadamente em 3 vezes o nível plasmático.

Eliminação A hidroclorotiazida é eliminada predominantemente como substância inalterada. A hidroclorotiazida é eliminada do plasma, com uma semivida média de 6 a 15 horas na fase de eliminação terminal. Não há alterações na cinética de hidroclorotiazida em doses repetidas, e acumulação mínima com a administração única diária. Mais de 95% da dose absorvida é excretada na urina sob a forma de composto inalterado. A depuração renal é composta por filtração passiva e secreção ativa para o túbulo renal.

Populações especiais

IdososNalguns indivíduos idosos foi observada uma exposição sistémica a valsartan ligeiramente mais elevada do que nos indivíduos jovens; esta diferença não foi, contudo, considerada clinicamente significativa.

Dados limitados sugerem que a depuração sistémica da hidroclorotiazida sofre uma redução tanto na população idosa saudável como nos idosos hipertensos, quando comparados com voluntários saudáveis jovens.

Compromisso renal Na dose recomendada de Valsartan + Hidroclorotiazida Teva não é necessário proceder a ajuste posológico em doentes com uma Taxa de Filtração Glomerular (TFG) de 30–70 ml/min.

Nos doentes com compromisso renal grave (TFG <30 ml/min) e nos doentes submetidos a diálise, não existem disponíveis dados relativos a Valsartan + Hidroclorotiazida Teva. O valsartan apresenta uma forte ligação às proteínas plasmáticas, não sendo possível proceder à sua remoção por diálise, enquanto que a depuração da hidroclorotiazida será atingida por diálise.

Na presença de compromisso renal, os níveis plasmáticos de pico médios e valores de AUC de hidroclorotiazida estão aumentados e a taxa de excreção urinária é reduzida. Em doentes com compromisso renal ligeiro a moderado, foi observado um aumento de 3 vezes na AUC da hidroclorotiazida. Em doentes com compromisso renal grave foi observado um aumento de 8 vezes na AUC. A hidroclorotiazida está contraindicada em doentes com compromisso renal grave (ver secção 4.3).

Compromisso hepático Num estudo farmacocinético realizado em doentes com compromisso hepático ligeiro (n=6) a moderado (n=5), a exposição a valsartan sofreu um aumento de aproximadamente 2-vezes quando comparada com voluntários saudáveis (ver secções 4.2 e 4.4). Não existem dados disponíveis sobre o uso de valsartan em doentes com compromisso hepático grave (ver secção 4.3). A doença hepática não afeta significativamente a farmacocinética da hidroclorotiazida.

5.3. Dados de segurança pré-clínica

A toxicidade potencial da associação valsartan-hidroclorotiazida após a administração oral foi investigada no rato e saguim, em estudos com uma duração máxima até seis meses. Não se obtiveram quaisquer dados passíveis de excluir o uso de doses terapêuticas no homem.

As alterações produzidas pela associação nos estudos de toxicidade crónica deverão ter sido causadas pelo componente valsartan. O rim constitui o órgão alvo da toxicologia, sendo a reação mais acentuada no saguim do que no rato. A associação produziu lesões renais (nefropatia com basofilia tubular, aumentos da ureia plasmática, da creatinina plasmática e do potássio sérico, aumentos do volume urinário e dos eletrólitos urinários a partir de 30 mg/kg/dia de valsartan + 9 mg/kg/dia de hidroclorotiazida no rato e 10 + 3 mg/kg/dia no saguim), provavelmente devido a alteração da hemodinâmica renal. No rato, estas doses correspondem respetivamente a 0,9 e 3,5 vezes a dose máxima recomendada em humanos (MRHD) de valsartan e hidroclorotiazida numa base de mg/m2. No saguim estas doses representam respetivamente 0,3 e 1,2 vezes a dose máxima recomendada em humanos (MRHD) de valsartan e hidroclorotiazida numa base de mg/m2. (Os cálculos assumem uma dose oral de 320 mg/dia de valsartan em associação com 25 mg/dia de hidroclorotiazida e um doente de 60 kg).

Doses altas da associação valsartan-hidroclorotiazida provocaram descida nos índices de glóbulos vermelhos (número de glóbulos vermelhos, hemoglobina, hematócrito, de 100 + 31 mg/kg/dia em ratos e 30 + 9 mg/kg/dia em saguins). No rato estas doses representam respetivamente, 3,0 e 12 vezes a dose máxima recomendada em humanos (MRHD) de valsartan e hidroclorotiazida numa base de mg/m2. Em saguins, estas doses representam, respetivamente, 0,9 e 3,5 vezes a dose máxima recomendada em humanos (MRHD) de valsartan e hidroclorotiazida numa base de mg/m2. (Os cálculos pressupõem uma dose oral de 320 mg/dia de valsartan em associação com 25 mg/dia de hidroclorotiazida e um doente de 60 kg).

Em saguins, observou-se lesão da mucosa gástrica (desde 30 + 9 mg/kg/dia). No rim a associação também provocou hiperplasia das arteríolas aferentes (a 600 + 188 mg/kg/dia em ratos e desde 30 + 9 mg/kg/dia em saguins). No saguim, as doses representam respetivamente, 0,9 e 3,5 vezes a dose máxima recomendada em humanos (MRHD) de valsartan e hidroclorotiazida numa base de mg/m2. No rato, estas doses representam respetivamente, 18 e 73 vezes a dose máxima recomendada em humanos (MRHD) de valsartan e hidroclorotiazida numa base de mg/m2. (Os cálculos pressupõem uma dose oral de 320 mg/dia de valsartan em associação com 25 mg/dia de hidroclorotiazida e um doente de 60 kg).

Os efeitos acima mencionados parecem dever-se aos efeitos farmacológicos de doses elevadas de valsartan (bloqueio da inibição, induzida pela angiotensina II, da libertação de renina, com estimulação das células produtoras de renina) ocorrendo igualmente com inibidores da ECA. Estes resultados não se revestem, aparentemente, de relevância para o uso de doses terapêuticas de valsartan em humanos.

A associação valsartan + hidroclorotiazida não foi testada quanto a mutagenicidade, quebra de cromossomas ou carcinogenicidade, dado não existirem indícios de interação entre as duas substâncias. Estes testes foram, contudo, realizados separadamente com valsartan e hidroclorotiazida, não se observando quaisquer sinais de mutagenicidade, quebra de cromossomas ou carcinogenicidade.

Nos ratos, doses tóxicas a nível materno (600 mg/kg/dia) durante os últimos dias de gestação e aleitamento levaram a menor sobrevivência, menos aumento de peso e atraso no desenvolvimento (descolamento do pavilhão da orelha e abertura do canal auricular) das crias (ver secção 4.6). Estas doses em ratos (600 mg/kg/dia) foram aproximadamente 18 vezes a dose máxima recomendada para o ser humano numa base de mg/m2 (os cálculos pressupõem uma dose oral de 320 mg/dia e um doente de 60 kg). Efeitos semelhantes foram observados com valsartan/hidroclorotiazida em ratos e coelhos. Em estudos de desenvolvimento embrio-fetal (Segmento II) com valsartan/hidroclorotiazida em ratos e coelhos, não se observou evidência de teratogenecidade, no entanto, observou-se fetotoxicidade associada a toxicidade materna.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1. Lista dos excipientes

Núcleo Sílica coloidal anidra Carboximetilamido sódico (Tipo A) Crospovidona Celulose microcristalina Amido de milho Estearato de magnésio

Revestimento [80 mg / 12,5 mg] Hipromelose Macrogol 8000 Talco Dióxido de titânio (E171) Amarelo-sol FCF Óxido de ferro vermelho (E172)

[160 mg/25mg] Hipromelose Macrogol 8000 Talco Dióxido de titânio (E171) Óxido de ferro vermelho (E172) Óxido de ferro amarelo (E172) Óxido de ferro preto (E172)

6.2. Incompatibilidades

Não aplicável

6.3. Prazo de validade

3 anos.

6.4. Precauções especiais de conservação

Não conservar acima de 30°C.

6.5. Natureza e conteúdo do recipiente

Embalagens blister transparentes de PVC/PE/PVdC – Alumínio

Apresentações: 1, 14, 15, 28, 30, 50, 56, 60, 84, 90, 98 e 100 comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6. Precauções especiais de eliminação

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Teva Pharma – Produtos Farmacêuticos, Lda. Lagoas Park, Edifício 5A, Piso 2 2740-245 Porto Salvo

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

N.º de registo: 5148416 – 14 comprimidos revestidos por película, 80 mg + 12,5 mg, blister de PVC/PE/PVdC-Alu N.º de registo: 5148424 – 28 comprimidos revestidos por película, 80 mg + 12,5 mg, blister de PVC/PE/PVdC-Alu N.º de registo: 5148432 – 56 comprimidos revestidos por película, 80 mg + 12,5 mg, blister de PVC/PE/PVdC-Alu

N.º de registo: 5148440 – 14 comprimidos revestidos por película, 160 mg + 25 mg, blister de PVC/PE/PVdC-Alu N.º de registo: 5148457 – 28 comprimidos revestidos por película, 160 mg + 25 mg, blister de PVC/PE/PVdC-Alu N.º de registo: 5148465 – 56 comprimidos revestidos por película, 160 mg + 25 mg, blister de PVC/PE/PVdC-Alu

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 17 de março de 2014 Data da última renovação: 15 de Novembro de 2016

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

Janeiro de 2025

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Respostas geradas automaticamente a partir do folheto informativo oficial deste medicamento. Não substituem, em caso algum, o parecer do seu farmacêutico ou do seu médico. Em caso de emergência, ligue 112.