Valaciclovir toLife MG
APROVADO EM 01-08-2023 INFARMED Folheto informativo: Informação para o utilizador Valaciclovir toLife 250 mg comprimidos revestidos por película Valaciclovir toLife 500 mg comprimidos revestidos por película Valaciclovir toLife 1000 mg comprimidos revestidos por película Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois contém informação importante para si. – Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente. – Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. – Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença. – Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Ver secção 4. O que contém este folheto:
1. O que é Valaciclovir toLife e para que é utilizado
2. O que precisa de saber antes de tomar Valaciclovir toLife
3. Como tomar Valaciclovir toLife
4. Efeitos indesejáveis possíveis
5. Como conservar Valaciclovir toLife
6. Conteúdo da embalagem e outras informações
1. O que é Valaciclovir toLife e para que é utilizado
Valaciclovir toLife pertence a um grupo de medicamentos designados de antivirais. Funciona ao matar ou impedir o crescimento de vírus como o herpes simplex (VHS), varicela zoster (VVZ) e citomegalovirus (CMV). Valaciclovir toLife pode ser utilizado para: – tratamento de herpes zoster – zona (em adultos). – tratamento de infeções por VHS da pele e herpes genital (em adultos e adolescentes com mais de 12 anos de idade). Também pode ser utilizado para ajudar a prevenir o reaparecimento destas infeções. – tratamento de herpes labial (em adultos e adolescentes com mais de 12 anos de idade). – prevenção de infeções por citomegalovírus (CMV) após o transplante de órgãos (em adultos e adolescentes com mais de 12 anos de idade). – tratamento e prevenção de infeções por VHS do olho que continuam a reaparecer (em adultos e adolescentes com mais de 12 anos de idade).
2. O que precisa de saber antes de tomar Valaciclovir toLife
Não tome Valaciclovir toLife – Se tem alergia ao valaciclovir, aciclovir ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6). APROVADO EM 01-08-2023 INFARMED Não tome Valaciclovir toLife se a situação acima se aplica a si. Se não tiver a certeza, fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Valaciclovir toLife.
Advertências e precauções
Fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro antes de tomar Valaciclovir toLife se: – tem problemas renais – tem problemas hepáticos – tem mais de 65 anos de idade – o seu sistema imunitário estiver enfraquecido Se não tiver a certeza se as situações acima se aplicam a si, fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Valaciclovir toLife. Previna a transmissão de herpes genital a outros Se estiver a tomar Valaciclovir toLife para tratar ou prevenir o herpes genital, ou se tiver tido herpes genital no passado, deve praticar sexo seguro, incluindo o uso de preservativos. Isto é importante para prevenir que transmita a infeção a outros. Não deve ter relações sexuais se tiver pústulas ou bolhas genitais. Outros medicamentos e Valaciclovir toLife Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, ou tiver tomado recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos. Isto inclui medicamentos obtidos sem receita médica e/ou medicamentos à base de plantas. Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar outros medicamentos que afetam os rins. Estes incluem: aminoglicosídeos, organoplatinas, meios de contraste iodados, metotrexato, pentamidina, foscarnet, ciclosporina, tacrolimus, cimetidina e probenecida. Informe sempre o seu médico ou farmacêutico sobre outros medicamentos se estiver a tomar Valaciclovir toLife para o tratamento de herpes zoster (zona) ou após um transplante de órgãos. Gravidez e amamentação Valaciclovir toLife não é normalmente recomendado durante a gravidez. Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o seu médico antes de tomar este medicamento. O seu médico irá decidir sobre o benefício para si contra o risco para o seu bebé de tomar Valaciclovir toLife durante a gravidez ou a amamentação. Condução de veículos e utilização de máquinas Valaciclovir toLife pode causar efeitos indesejáveis que afetam a sua capacidade para conduzir. Não conduza ou opere máquinas a não ser que tenha a certeza que não é afetado.
3. Como tomar Valaciclovir toLife
Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas. APROVADO EM 01-08-2023 INFARMED A dose que deve tomar vai depender do motivo que levou o seu médico a prescrever-lhe Valaciclovir toLife. O seu médico irá discutir este assunto consigo. Para o tratamento de zona – A dose habitual é de 1000 mg (um comprimido de 1000 mg ou dois comprimidos de 500 mg), três vezes ao dia. – Deve tomar Valaciclovir toLife durante sete dias. Para o tratamento de herpes labial – A dose habitual é de 2000 mg (dois comprimidos de 1000 mg ou quatro comprimidos de 500 mg), duas vezes por dia. – A segunda dose deve ser tomada 12 horas (não antes de 6 horas) depois da primeira dose. – Deve tomar Valaciclovir toLife durante apenas um dia (duas doses). Para o tratamento de infeções por VHS da pele e herpes genital – A dose habitual é de 500 mg (1 comprimido de 500 mg ou 2 comprimidos de 250 mg) duas vezes ao dia. – Para o primeiro episódio de infeção deve tomar Valaciclovir toLife durante 5 dias ou até 10 dias se o seu médico assim o indicar. Para infeções recorrentes a duração do tratamento é normalmente 3-5 dias. Para prevenir o reaparecimento de infeções por VHS depois de as ter tido pela primeira vez – A dose habitual é de 1 comprimido de 500 mg uma vez por dia. – Algumas pessoas com recorrências frequentes podem beneficiar da toma de 1 comprimido de 250 mg duas vezes por dia. Deve tomar Valaciclovir toLife até que o seu médico lhe diga para parar. Para prevenir que seja infetado por CMV (Citomegalovírus) – A dose habitual é de 2000 mg (2 comprimidos de 1000 mg ou 4 comprimidos de 500 mg), quatro vezes ao dia. – Deve tomar cada dose com cerca de 6 horas de intervalo. – Irá começar a tomar Valaciclovir toLife assim que for possível após a cirurgia. – Deverá tomar Valaciclovir toLife durante aproximadamente 90 dias após a cirurgia, até que o seu médico lhe diga para parar. O seu médico poderá ajustar a dose de Valaciclovir toLife se: – tiver mais do que 65 anos de idade – tiver um sistema imunitário enfraquecido – tiver problemas renais Fale com o seu médico antes de tomar Valaciclovir toLife se alguma das condições acima descritas se aplica a si. Ao tomar este medicamento – Tome este medicamento por via oral. – Engula os comprimidos inteiros com um copo de água. – Tome Valaciclovir toLife à mesma hora a cada dia. – Tome Valaciclovir toLife de acordo com as instruções do seu médico ou farmacêutico. APROVADO EM 01-08-2023 INFARMED Se tem mais de 65 anos ou problemas renais É muito importante que enquanto tomar Valaciclovir toLife beba água regularmente durante o dia. Isto irá ajudar a reduzir os efeitos indesejáveis que podem afetar o rim ou o sistema nervoso. O seu médico irá acompanhá-lo de perto para detetar sinais destes efeitos indesejáveis. Os efeitos indesejáveis do sistema nervoso podem incluir sensação de confusão ou agitação, ou sensação pouco habitual de sono ou letargia. Se tomar mais Valaciclovir toLife do que deveria Valaciclovir toLife não é normalmente perigoso, exceto se tomar demasiado durante vários dias. Se tomar demasiados comprimidos, poderá sentir-se indisposto com náuseas, vómitos, ter problemas renais, ficar confuso, agitado, sentir-se menos alerta, ver coisas que não estão lá ou ficar inconsciente. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tomar demasiado Valaciclovir toLife. Leve a embalagem do medicamento consigo. Caso se tenha esquecido de tomar Valaciclovir toLife – Se se esqueceu de tomar Valaciclovir toLife, tome-o assim que se lembrar. Contudo, se já for quase altura de tomar a próxima dose, não tome a dose esquecida. – Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.
4. Efeitos indesejáveis possíveis
Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se manifestem em todas as pessoas. Os efeitos indesejáveis abaixo podem ocorrer com este medicamento: Problemas a que necessita estar atento: – reações alérgicas graves (anafilaxia). Estas são raras em pessoas a tomar valaciclovir. Os sintomas desenvolvem-se rapidamente e incluem: – vermelhidão da cara, erupção da pele com comichão – inchaço dos lábios, face, pescoço e garganta, provocando dificuldade em respirar (angioedema) – queda da pressão sanguínea, provocando colapso. Se tiver uma reação alérgica, pare de tomar Valaciclovir toLife e consulte um médico imediatamente. Muito frequentes (podem afetar mais de 1 em cada 10 pessoas): – dor de cabeça Frequentes (podem afetar até 1 em cada 10 pessoas) – sentir-se enjoado – tonturas/vertigens – vómitos – diarreia – reação da pele após exposição à luz solar (fotossensibilidade) – erupção da pele – comichão (prurido) APROVADO EM 01-08-2023 INFARMED Pouco frequentes (podem afetar até 1 em cada 100 pessoas) – sensação de confusão – ver ou ouvir coisas que não são reais (alucinações) – sentir-se muito sonolento – tremores – sentir-se agitado Estes efeitos indesejáveis do sistema nervoso ocorrem normalmente em pessoas com problemas renais, em idosos ou em doentes sujeitos a transplante de órgãos a tomar doses elevadas de 8 g ou mais de valaciclovir por dia. Estes doentes normalmente recuperam quando a toma de valaciclovir é interrompida ou a dose é reduzida. Outros efeitos indesejáveis pouco frequentes: – dificuldade em respirar (dispneia) – mal-estar do estômago – erupção da pele, por vezes com comichão (urticária) – dores na parte inferior das costas (dor nos rins) – sangue na urina (hematúria)
Efeitos indesejáveis pouco frequentes que podem surgir em análises ao sangue:
– redução do número de glóbulos brancos (leucopenia) – redução do número de plaquetas no sangue, que são células que ajudam o sangue a coagular (trombocitopenia) – aumento de substâncias produzidas pelo fígado. Raros (podem afetar até 1 em cada 1000 pessoas) – pouca estabilidade ao andar (desequilíbrio) e falta de coordenação (ataxia) – discurso lento e fraca articulação das palavras (disartria) – crises epiléticas (convulsões) – estado mental alterado (encefalopatia) – inconsciência (coma) – pensamentos confusos ou perturbadores (delírio) Estes efeitos indesejáveis do sistema nervoso ocorrem normalmente em pessoas com problemas renais, em idosos ou em doentes sujeitos a transplante de órgãos a tomar doses elevadas de 8 g ou mais de valaciclovir por dia. Estes doentes normalmente recuperam quando a toma de valaciclovir é interrompida ou a dose é reduzida. Outros efeitos indesejáveis raros: – problemas renais em que se passa a produzir pouca ou nenhuma urina. Desconhecidos (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis) – inflamação dos rins (nefrite tubulointersticial) Comunicação de efeitos indesejáveis Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente ao INFARMED, I.P. através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento. APROVADO EM 01-08-2023 INFARMED Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]
5. Como conservar Valaciclovir toLife
Conservar a temperatura inferior a 30ºC.
Conservar na embalagem de origem.
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças. Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem exterior, após “Val”. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado. Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.
6. Conteúdo da embalagem e outras informações
Qual a composição de Valaciclovir toLife A substância ativa é valaciclovir. Cada comprimido contém 250 mg de valaciclovir (sob a forma de cloridrato de valaciclovir). Cada comprimido contém 500 mg de valaciclovir (sob a forma de cloridrato de valaciclovir). Cada comprimido contém 1000 mg de valaciclovir (sob a forma de cloridrato de valaciclovir). Os outros componentes são: Núcleo do comprimido: povidona K 90, amido pré-gelificado, crospovidona, sílica coloidal anidra e estearato de magnésio. Revestimento: Valaciclovir toLife 250 mg: Opadry OY-S-28861 (dióxido de titânio (E171), hipromelose 6 cps, hipromelose 3 cps e macrogol 400). Valaciclovir toLife 500 mg: Opadry OY-S-28861 (dióxido de titânio (E171), hipromelose 6 cps, hipromelose 3 cps e macrogol 400). Valaciclovir toLife 1000 mg: Opadry YS-1-18043 (dióxido de titânio (E171), hipromelose 6 cps, hipromelose 3 cps, macrogol 400 e polissorbato 80). Qual o aspeto de Valaciclovir toLife e conteúdo da embalagem Os comprimidos revestidos por película de Valaciclovir toLife 250 mg são oblongos, de cor branca, fornecidos em embalagens “blister” de PVC/PE/PVdC/PE/PVC-Alu. APROVADO EM 01-08-2023 INFARMED Os comprimidos revestidos por película de Valaciclovir toLife 500 mg e 1000 mg são oblongos, de cor branca, fornecidos em embalagens “blister” de PVC/PVdC/PVC-Alu. Valaciclovir toLife 250 mg: embalagens de 10 e 60 comprimidos revestidos por película Valaciclovir toLife 500 mg: embalagens de 10, 24 e 60 comprimidos revestidos por película Valaciclovir toLife 1000 mg: embalagens de 10, 21 e 60 comprimidos revestidos por película É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações. Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante Titular da Autorização de Introdução no Mercado Towa Pharmaceutical, S.A. Avenida do Forte, 3, Edif. Suécia IV, Piso 0, 2794-093 Carnaxide Portugal
Fabricante: Atlantic Pharma – Produções Farmacêuticas, S.A. Rua da Tapada Grande, n.º 2 Abrunheira 2710-089 Sintra Portugal Este folheto foi revisto pela última vez em
⚕Para profissionais — Resumo das Características do Medicamento (RCM)Ficha técnica completa: posologia, interações, contraindicações, advertências+
01-08-2023
1. NOME DO MEDICAMENTO
Valaciclovir toLife 250 mg comprimidos revestidos por película Valaciclovir toLife 500 mg comprimidos revestidos por película Valaciclovir toLife 1000 mg comprimidos revestidos por película
2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA
Cada comprimido contém 250 mg de valaciclovir, sob a forma de cloridrato. Cada comprimido contém 500 mg de valaciclovir, sob a forma de cloridrato. Cada comprimido contém 1000 mg de valaciclovir, sob a forma de cloridrato. Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.
3. FORMA FARMACÊUTICA
Comprimido revestido por película. Comprimidos oblongos, de cor branca, revestidos por película.
4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS
4.1. Indicações terapêuticas
Infeções pelo Vírus Varicela-Zoster (VVZ) – herpes zoster Valaciclovir toLife está indicado para o tratamento do herpes zoster (zona) e zoster oftálmico em adultos imunocompetentes (ver secção 4.4). Valaciclovir toLife está indicado para o tratamento do herpes zoster em adultos com imunossupressão ligeira ou moderada (ver secção 4.4). Infeções pelo Vírus Herpes simplex (VHS) Valaciclovir toLife está indicado para o tratamento e supressão de infeções por VHS da pele e mucosas, incluindo: tratamento do primeiro episódio de herpes genital em adultos e adolescentes imunocompetentes e em adultos imunocomprometidos tratamento de recorrências de herpes genital em adultos e adolescentes imunocompetentes e em adultos imunocomprometidos supressão do herpes genital recorrente em adultos e adolescentes imunocompetentes e em adultos imunocomprometidos para o tratamento e supressão de infeções oculares recorrentes por VHS em adultos e adolescentes imunocompetentes e em adultos imunocomprometidos (ver secção 4.4). Não foram conduzidos estudos clínicos em doentes infetados com VHS imunocomprometidos por outras causas que não a infeção por VIH (ver secção 5.1). 01-08-2023 Infeções por Citomegalovírus (CMV) Valaciclovir toLife está indicado na profilaxia da infeção e doença por CMV após o transplante de órgãos sólidos em adultos e adolescentes (ver secção 4.4).
4.2. Posologia e modo de administração
Infeções por Vírus Varicela-Zoster (VVZ) – herpes zoster e zoster oftálmico Os doentes devem ser aconselhados a iniciar o tratamento tão breve quanto possível após diagnóstico de infeção por herpes zoster. Não existem dados sobre o tratamento iniciado em período superior a 72 horas do início do aparecimento de erupções cutâneas provocadas pelo zoster. Adultos imunocompetentes A dose recomendada de Valaciclovir toLife em doentes imunocompetentes, é de 1000 mg três vezes por dia, durante sete dias (3000 mg de dose diária total). Esta dose deverá ser reduzida de acordo com a depuração da creatinina (ver abaixo em Compromisso Renal). Adultos imunocomprometidos A dose recomendada de Valaciclovir toLife em doentes imunocomprometidos, é de 1000 mg três vezes por dia, durante pelo menos sete dias (3000 mg de dose diária total) e durante 2 dias após incrustação das lesões. Esta dose deverá ser reduzida de acordo com a depuração da creatinina (ver abaixo em Compromisso Renal). O tratamento antiviral é sugerido a doentes imunocomprometidos que, apresentem vesículas, uma semana depois do início da formação destas, ou em qualquer altura antes da completa formação de crosta nas lesões. Tratamento de infeções por Vírus Herpes simplex (VHS) em adultos e adolescentes (≥12 anos) Adultos e adolescentes (≥12 anos) imunocompetentes A dose recomendada de Valaciclovir toLife é de 500 mg duas vezes por dia (1000 mg de dose diária total). Esta dose deverá ser reduzida de acordo com a depuração da creatinina (ver abaixo em Compromisso Renal). Para episódios recorrentes, o tratamento deverá durar 3 a 5 dias. Para os primeiros episódios, que podem ser mais graves, o tratamento poderá ter de ser prolongado até 10 dias. A toma deve iniciar-se o mais cedo possível. Para episódios recorrentes de herpes simplex, o início do tratamento deve ser, idealmente, durante o período prodrómico ou imediatamente após o aparecimento dos primeiros sinais ou sintomas. Valaciclovir toLife pode prevenir o desenvolvimento de lesões quando tomado aos primeiros sinais e sintomas de uma recorrência de infeção por VHS. Herpes labial Para o herpes labial, 2000 mg de valaciclovir duas vezes por dia durante 1 dia é um tratamento eficaz para adultos e adolescentes. A segunda dose deve ser tomada cerca de 12h (nunca antes de 6h) após a primeira dose. Esta dose deve ser reduzida de acordo com a depuração da creatinina (ver abaixo em Compromisso Renal). Quando este regime posológico é utilizado, o tratamento não deve exceder 1 dia, pois foi demonstrado que, para além desse período, não há qualquer benefício clínico adicional. A terapêutica deve ser iniciada logo aos primeiros sintomas do herpes labial (ex.º formigueiro, comichão ou ardor). 01-08-2023 Adultos imunocomprometidos Para o tratamento de VHS em adultos imunocomprometidos, a dose é de 1000 mg duas vezes por dia durante pelo menos 5 dias, após avaliação da gravidade do quadro clínico e do estado imunológico do doente. Nos primeiros episódios, que podem ser mais graves, o tratamento poderá ter de ser prolongado até 10 dias. A toma deve ser iniciada tão cedo quanto possível. Esta dose deve ser reduzida de acordo com a depuração de creatinina (ver abaixo em Compromisso Renal). Para obtenção do máximo benefício clínico, o tratamento deve ser iniciado dentro de 48 horas. É aconselhável uma monitorização apertada da evolução das lesões. Supressão de recorrências de infeções por Vírus Herpes simplex (VHS) em adultos e adolescentes (≥12 anos) Adultos e adolescentes (≥12 anos) imunocompetentes A dose recomendada de Valaciclovir toLife é de 500 mg uma vez por dia. Alguns doentes com recorrências muito frequentes (≥10/ano na ausência de terapêutica) podem obter um benefício adicional com a divisão da toma da dose diária (250 mg duas vezes por dia). Esta dose deve ser reduzida de acordo com a depuração de creatinina (ver abaixo em Compromisso Renal). O tratamento deve ser reavaliado após 6 a 12 meses de terapêutica. Adultos imunocomprometidos A dose recomendada de Valaciclovir toLife é de 500 mg duas vezes por dia. Esta dose deve ser reduzida de acordo com a depuração de creatinina (ver abaixo em Compromisso Renal). O tratamento deve ser reavaliado após 6 a 12 meses de terapêutica. Profilaxia de infeções e doença por Citomegalovírus (CMV) em adultos e adolescentes (≥12 anos) A dose de Valaciclovir toLife é de 2000 mg 4 vezes por dia, a ser iniciada tão cedo quanto possível após o transplante. Esta dose deve ser reduzida de acordo com a depuração de creatinina (ver abaixo em Compromisso Renal). A duração do tratamento é normalmente de 90 dias, mas poderá necessitar de ser prolongada em doentes de risco elevado. Populações especiais Crianças A eficácia do valaciclovir em crianças com menos de 12 anos de idade não foi avaliada. Idosos Deve ser considerada a possibilidade dos idosos sofrerem de compromisso (ou disfunção) renal, pelo que a dose deve ser adequadamente ajustada (ver abaixo em Compromisso Renal). Deve ser mantida uma hidratação adequada. Compromisso Renal Aconselha-se precaução na administração de Valaciclovir toLife a doentes com a função renal comprometida. Deve ser mantida uma hidratação adequada. A dose de Valaciclovir toLife deve ser reduzida em doentes com a função renal comprometida, como descrito na tabela 1 abaixo. 01-08-2023 Em doentes sujeitos a hemodiálise intermitente, a dose de Valaciclovir toLife deve ser administrada após o final da sessão de hemodiálise. A depuração de creatinina deve ser monitorizada frequentemente, especialmente durante períodos de rápida alteração da função renal, como por exemplo imediatamente após transplante ou enxerto renal. A dose de Valaciclovir toLife deve ser adequadamente ajustada. Compromisso Hepático Estudos com uma dose de 1000 mg de valaciclovir em doentes adultos demonstraram que não é necessária alteração da dose em doentes com cirrose ligeira ou moderada (manutenção da função de síntese hepática). Dados farmacocinéticos em doentes adultos com cirrose avançada, (insuficiência da função de síntese hepática e evidência de derivação porto-sistémica) não indicam necessidade de ajuste da dose; no entanto, a experiência clínica é limitada. Para doses mais elevadas (≥4000 mg/dia) ver secção 4.4. Tabela 1: Ajustes de dose para compromisso renal Depuração da Indicação Terapêutica Creatinina Dose de Valaciclovir a) (mL/min) Infeções por Vírus Varicela-Zoster (VVZ) Tratamento do herpes zoster (zona)≥ 501000 mg três vezes por dia em adultos imunocompetentes e30 a 491000 mg duas vezes por imunocomprometidos 10 a 29 dia 10 1000 mg uma vez por dia 500 mg uma vez por dia Infeções por Vírus Herpes Simplex (VHS) Tratamento de infeções por VHS - adultos e adolescentes imunocompetentes <≥ 30 30500 mg duas vezes por dia 500 mg uma vez por dia ≥ 301000 mg duas vezes por - adultos imunocomprometidos < 30 dia 1000 mg uma vez por dia Tratamento de herpes labial em adultos e≥50 2000 mg duas vezes adolescentes imunocompetentes (regime30 a 49 durante um dia alternativo de 1 dia) 10 a 29 1000 mg duas vezes <10 durante um dia 500 mg duas vezes durante um dia 500 mg dose única Supressão de infeções por VHS - adultos e adolescentes imunocompetentes <≥ 30 30500 mg uma vez por dia b) 250 mg uma vez por dia - adultos imunocomprometidos ≥ 30 500 mg duas vezes por dia < 30 500 mg uma vez por dia Infeções por Citomegalovírus (CMV) 01-08-2023 Profilaxia de CMV em adultos e adolescentes≥ 752000 mg quatro vezes por recetores de transplantes de órgãos sólidos 50 a < 75 dia 25 a < 50 1500 mg quatro vezes por 10 a < 25 dia < 10 ou em 1500 mg três vezes por dia diálise 1500 mg duas vezes por dia 1500 mg uma vez por dia a) Para doentes em hemodiálise intermitente, a dose deve ser dada após as sessões de diálise, no próprio dia. b) Para a supressão de VHS em doentes imunocompetentes com historial de ≥10 recorrências/ano, podem ser obtidos melhores resultados com 250 mg duas vezes por dia.
4.3. Contraindicações
Hipersensibilidade a valaciclovir ou a aciclovir, ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1.
4.4. Advertências e precauções especiais de utilização
Estado de hidratação Deve assegurar-se uma ingestão adequada de fluidos nos doentes em risco de desidratação, particularmente nos idosos. Utilização em doentes com compromisso renal e em idosos O aciclovir é eliminado por depuração renal, pelo que a dose de valaciclovir deve ser reduzida nos doentes com compromisso renal (ver secção 4.2). É provável que os idosos tenham a sua função renal diminuída pelo que se deve considerar uma redução da dose nesta população de doentes. Tanto os doentes idosos como os doentes com compromisso renal apresentam um risco acrescido de desenvolver efeitos indesejáveis neurológicos e devem ser cuidadosamente monitorizados quanto a sinais e sintomas destes efeitos. Nos casos relatados, estes efeitos foram geralmente reversíveis após suspensão do tratamento (ver secção 4.8). Utilização de doses elevadas de valaciclovir no compromisso hepático e transplante hepático Não existem dados disponíveis sobre a utilização de doses mais elevadas de valaciclovir (≥ 4000 mg/dia) em doentes com doença hepática. Não foram realizados estudos específicos com valaciclovir no transplante hepático, pelo que se aconselha precaução na administração de doses diárias mais elevadas que 4000 mg a esses doentes. Utilização no tratamento do zoster A resposta clínica deve ser monitorizada de perto, especialmente em doentes imunocomprometidos. A terapêutica antiviral intravenosa deve ser considerada, quando a resposta à terapêutica oral for considerada insuficiente. Doentes com herpes zoster com complicações, isto é, com envolvimento visceral, zoster disseminado, neuropatias motoras, encefalite e complicações cerebrovasculares, devem ser tratados com terapêutica antiviral intravenosa. 01-08-2023 Adicionalmente, doentes imunocomprometidos com zoster oftálmico ou doentes com elevado risco de disseminação da doença e envolvimento orgânico visceral devem ser tratados com terapêutica antiviral intravenosa. Transmissão do herpes genital Os doentes devem ser aconselhados a evitar a prática de relações sexuais quando apresentam sintomas, mesmo que já tenha sido iniciado o tratamento antiviral. Durante o tratamento de supressão com agentes antivirais, a frequência de propagação do vírus é significativamente reduzida. Contudo, existe ainda risco de transmissão. Assim, adicionalmente à terapêutica com valaciclovir, é recomendado que os doentes adiram a práticas sexuais mais seguras. Utilização nas infeções oculares por HSV A resposta clínica deve ser monitorizada de perto nestes doentes. Deve ser considerada a terapêutica antiviral intravenosa quando a resposta à terapêutica oral não for considerada suficiente. Utilização em infeções por CMV Dados de eficácia de valaciclovir em doentes sujeitos a transplante (aproximadamente 200), com risco elevado de doença por CMV (por exemplo, dador CMV-positivo/recetor CMV-negativo ou utilização de terapêutica de indução de globulina antitimocítica), indicam que o valaciclovir só deve ser usado nestes doentes quando as preocupações de segurança excluírem o uso de valganciclovir ou ganciclovir. Doses elevadas de valaciclovir, como as necessárias para a profilaxia de CMV, podem resultar em efeitos adversos mais frequentes, incluindo perturbações do SNC, do que aqueles observados para doses mais baixas administradas para outras indicações (ver secção 4.8). Os doentes devem ser atentamente monitorizados para alterações da função renal com os consequentes ajustes de dose (ver secção 4.2).
4.5. Interações medicamentosas e outras formas de interação
A combinação de valaciclovir com medicamentos nefrotóxicos deve ser feita com cuidado, especialmente em doentes com função renal comprometida, assegurando a monitorização regular da função renal. Isto aplica-se à administração concomitante com aminoglicosídeos, organoplatinas, meios de contraste iodados, metotrexato, pentamidina, foscarnet, ciclosporina e tacrolimus. O aciclovir é eliminado na urina, principalmente sob a forma inalterada, por secreção tubular ativa renal. Após a administração de 1000 mg de valaciclovir, a cimetidina e a probenecida reduziram a depuração renal do aciclovir e aumentaram a AUC do aciclovir em 25% e 45%, respetivamente, por inibição da secreção renal ativa do aciclovir. A cimetidina e a probenecida tomadas em conjunto com valaciclovir aumentam a AUC do aciclovir em cerca de 65%. Outros medicamentos (por exemplo o tenofovir) administrados concomitantemente, que compitam pela secreção tubular ativa ou a inibam, podem aumentar as concentrações do aciclovir por este mecanismo. De forma similar, a administração de valaciclovir pode aumentar as concentrações plasmáticas de outras substâncias administradas concomitantemente. Em doentes a receber exposições mais elevadas de aciclovir a partir do valaciclovir (por exemplo, doses para tratamento de zoster ou profilaxia de CMV), aconselha-se 01-08-2023 precaução durante a administração concomitante de medicamentos que inibam a secreção tubular renal ativa. Foram demonstrados aumentos na AUC plasmática de aciclovir e do metabolito inativo do micofenolato de mofetil, um agente imunossupressor usado em doentes sujeitos a transplante, quando estes fármacos são coadministrados. Não foram observadas alterações nas concentrações máximas ou nas AUCs, aquando da coadministração de valaciclovir e micofenolato de mofetil a voluntários saudáveis. A experiência clínica com o uso desta combinação terapêutica é limitada.
4.6. Fertilidade, gravidez e aleitamento
Gravidez Dados limitados sobre o uso de valaciclovir na gravidez e dados, em quantidade moderada, sobre o uso de aciclovir na gravidez estão disponíveis a partir de registos realizados em mulheres grávidas (que documentaram a conclusão da gravidez, em mulheres expostas a valaciclovir ou a aciclovir - o metabolito ativo do valaciclovir - oral ou intravenoso); 111 e 1246 resultados (29 e 756 exposições durante o primeiro trimestre de gravidez, respetivamente)) e a experiência pós-comercialização, indicaram não existir malformações ou toxicidade fetal ou do recém-nascido. Estudos em animais não mostram toxicidade reprodutiva associada ao valaciclovir (ver secção 5.3). O valaciclovir só deve ser usado durante a gravidez se os potenciais benefícios da terapêutica ultrapassarem os potenciais riscos. Amamentação O aciclovir, o principal metabolito do valaciclovir, é excretado no leite materno. Contudo, em doses terapêuticas, do valaciclovir, não se prevê a ocorrência de efeitos no recém-nascido ou no lactente em amamentação, dado que a dose ingerida pela criança é inferior a 2% da dose terapêutica de aciclovir intravenoso, para o tratamento de herpes neonatal (ver secção 5.2). O valaciclovir deve ser usado com precaução durante a amamentação e apenas quando clinicamente indicado. Fertilidade O valaciclovir administrado por via oral não afetou a fertilidade em ratos. Com doses elevadas de aciclovir administradas por via parentérica, observou-se atrofia testicular e aspermatogénese em ratos e cães. Não foram efetuados estudos de fertilidade humana com valaciclovir, mas não foram notificadas alterações à contagem de espermatozoides, motilidade ou morfologia em 20 doentes, após 6 meses de tratamento diário com 400 a 1000 mg de aciclovir.
4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas
Não foram efetuados estudos sobre a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas. O estado clínico do doente e o perfil de reações adversas de valaciclovir devem estar presentes quando se considera a capacidade do doente em conduzir e utilizar máquinas. Adicionalmente, não pode ser previsível um efeito prejudicial sob estas atividades a partir da farmacologia da substância ativa.
4.8. Efeitos indesejáveis
As reações adversas (RAs) mais comummente notificadas em pelo menos uma indicação, em doentes tratados com valaciclovir em ensaios clínicos, foram dor de 01-08-2023 cabeça e náuseas. As RAs mais graves como púrpura trombocitopénica trombótica/síndrome urémico hemolítico, insuficiência renal aguda e perturbações neurológicas serão discutidas em maior detalhe noutras secções deste documento. Os efeitos indesejáveis estão listados por classe de sistemas de órgão e frequência. As categorias de frequências utilizadas para classificação dos efeitos adversos são: Muito frequentes ≥1/10, Frequentes ≥1/100 a <1/10, Pouco frequentes ≥1/1.000 a <1/100, Raros ≥1/10.000 a <1/1.000, Muito raros <1/10.000 Desconhecidos a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis. Os resultados obtidos dos ensaios clínicos foram utilizados para determinar as categorias de frequências das RAs se existiu, nos ensaios, evidência de uma associação com valaciclovir. Para as RAs identificadas na experiência pós-comercialização, mas não observados em ensaios clínicos, o valor mais conservador da estimativa de ponto (“regra de três”) tem sido usado para atribuir a categoria de frequência de RA. Para as RAs identificadas como associadas à experiência pós-comercialização com valaciclovir, e observadas em ensaios clínicos, a incidência de estudo tem sido usada para atribuir a categoria de frequência de RA. A base de dados de ensaios clínicos de segurança é baseada em 5855 indivíduos expostos ao valaciclovir em ensaios clínicos que abrangem múltiplas indicações (tratamento de herpes zoster, tratamento/supressão de herpes genital e tratamento de herpes labial). Dados de ensaios clínicos Doenças do sistema nervoso Muito frequentes: cefaleia Doenças gastrointestinais Frequentes: náuseas Dados de pós-comercialização Doenças do sangue e do sistema linfático Pouco frequentes: leucopenia, trombocitopenia A ocorrência de leucopenia é principalmente relatada em doentes imunocomprometidos. Doenças do sistema imunitário Raros: anafilaxia Doenças do sistema nervoso e Perturbações do foro psiquiátrico Frequentes: tonturas Pouco frequentes: confusão, alucinações, alteração da consciência, agitação, tremor Raros: ataxia, disartria, convulsões, encefalopatia, coma, sintomas psicóticos, delírio. 01-08-2023 As perturbações neurológicas, por vezes graves, podem estar relacionadas com encefalopatia e incluem confusão, agitação, convulsões, alucinações e coma. Estes acontecimentos são geralmente reversíveis e normalmente vistos em doentes com compromisso renal ou outros fatores predisponentes (ver secção 4.4). Nos doentes sujeitos a transplantes de órgãos a receberem doses elevadas (8000 mg por dia) de valaciclovir para a profilaxia de CMV, as reações neurológicas ocorreram mais frequentemente, quando comparadas com dosagens inferiores usadas para outras indicações. Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino Pouco frequentes: dispneia Doenças gastrointestinais Frequentes: vómito, diarreia Pouco frequentes: desconforto abdominal Afeções hepatobiliares Pouco frequentes: aumentos reversíveis dos valores dos testes da função hepática (por exemplo, bilirrubina e enzimas hepáticas séricas) Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos Frequentes: erupção cutânea incluindo fotossensibilidade, prurido Pouco frequentes: urticária Raros: angioedema Doenças renais e urinárias Pouco frequentes: cólica renal, hematúria (frequentemente associada com outras situações renais). Raros: compromisso renal, insuficiência renal aguda (em particular nos idosos ou em doentes com compromisso renal, em que as doses utilizadas excedem as doses recomendadas). Desconhecidos: nefrite tubulointersticial Cólica renal pode estar associada a insuficiência renal. Foi também notificada a precipitação intratubular de cristais de aciclovir no rim. Deve ser assegurada uma hidratação adequada durante o tratamento (ver secção 4.4). Informação adicional para populações especiais: Foram relatados casos de insuficiência renal, anemia hemolítica microangiopática e trombocitopenia (por vezes em associação) em doentes adultos gravemente imunocomprometidos, particularmente no caso de infeção por VIH avançada, a receberem doses elevadas (8000 mg por dia) de valaciclovir durante períodos prolongados em ensaios clínicos. Estes efeitos foram também observados em doentes não tratados com valaciclovir, com as mesmas condições subjacentes ou concomitantes. Notificação de suspeitas de reações adversas A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício- risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.: 01-08-2023 Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]
4.9. Sobredosagem
Sintomas e Sinais: Insuficiência renal aguda e sintomas neurológicos, incluindo confusão, alucinações, agitação, alteração da consciência e coma, foram notificados em doentes a receberem doses excessivas de valaciclovir. Podem também ocorrer náuseas e vómitos. É necessário agir com precaução para impedir sobredosagens inadvertidas. Muitos dos casos notificados envolvem doentes com a função renal comprometida e doentes idosos a receberem doses excessivas repetidas, devido à falta de ajustes de dose apropriados. Tratamento: Os doentes devem ser cuidadosamente observados quanto a sinais de toxicidade. A hemodiálise potencia significativamente a remoção sanguínea do aciclovir, pelo que poderá ser considerada como tratamento opcional em caso de sobredosagem sintomática.
5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS
5.1. Propriedades farmacodinâmicas
Antivíricos para uso sistémico Grupo farmacoterapêutico: 1.3.2 - Medicamentos anti-infecciosos. Antivíricos. Outros Antivíricos, código ATC: J05AB11 Mecanismo de ação O valaciclovir, fármaco antivírico, é o éster L-valina de aciclovir. O aciclovir é um análogo do nucleósido purina (guanina). O valaciclovir é rápida e quase completamente convertido em aciclovir e valina no homem, provavelmente pela enzima valaciclovir hidrolase. O aciclovir é um inibidor específico do vírus herpes com uma atividade in vitro contra os vírus Herpes simplex (VHS) tipo 1 e 2, varicela zoster (VVZ), citomegalovírus (CMV), Epstein-Barr (VEB), e vírus Herpes humano 6 (VHH-6). O aciclovir inibe a síntese de ADN do vírus herpes após ter sido fosforilado para a forma ativa de trifosfato. A primeira fase da fosforilação requer a atividade de uma enzima específica do vírus. No caso do VHS, VVZ e VEB esta enzima é a timidina quinase vírica (TK), presente 01-08-2023 apenas nas células infetadas pelo vírus. A seletividade é mantida no CMV com a fosforilação, pelo menos em parte, sendo mediada pelo gene da fosfotransferase, codificado por UL97. Esta necessidade de ativação do aciclovir por uma enzima específica do vírus explica em grande parte a sua seletividade. O processo de fosforilação é completado (conversão de mono a trifosfato) por quinases celulares. O aciclovir trifosfato inibe competitivamente a ADN polimerase do vírus e a incorporação deste análogo de nucleosido obriga à terminação da cadeia, impedindo a síntese do ADN vírico e bloqueando assim a replicação vírica. Efeitos farmacodinâmicos A resistência ao aciclovir deve-se normalmente a uma deficiência fenotípica da timidina quinase, o que resulta num vírus com desvantagem no hospedeiro natural. A sensibilidade reduzida ao aciclovir tem sido descrita como resultado de alterações subtis tanto na timidina quinase como na ADN polimerase do vírus. A virulência destas variantes assemelha-se à do vírus selvagem. A monitorização de isolados clínicos de VHS e VVZ de doentes sob terapêutica ou profilaxia com aciclovir revelou que os vírus com sensibilidade reduzida ao aciclovir em doentes imunocompetentes são de ocorrência rara, e que se encontram, com pouca frequência, em alguns indivíduos gravemente imunocomprometidos, como por exemplo, doentes submetidos a transplantes de medula óssea ou órgãos, doentes sujeitos a quimioterapia para doenças malignas e indivíduos infetados com o Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH). Estudos Clínicos Infeção por Vírus Varicela Zoster O valaciclovir acelera a resolução da dor: reduz a duração e a proporção de doentes com dor associada ao zoster, o que inclui nevralgia aguda e, em doentes com mais de 50 anos, também a nevralgia pós-herpética. O valaciclovir reduz o risco de complicações oculares do zoster oftálmico. A terapêutica intravenosa é geralmente considerada como terapêutica padrão para o tratamento do zoster em doentes imunocomprometidos; contudo, dados limitados indicam haver benefício clínico do valaciclovir no tratamento de infeções por VVZ (herpes zoster) em determinados doentes imunocomprometidos, incluindo aqueles com neoplasias de órgãos sólidos, HIV, doenças autoimunes, linfoma, leucemia e transplantes de células estaminais. Infeção por Vírus Herpes Simplex Para infeções oculares por VHS, valaciclovir deve ser administrado de acordo com as diretrizes de tratamento aplicáveis. Foram realizados estudos de tratamento e supressão do herpes genital com valaciclovir em doentes coinfetados com HIV/VHS com uma contagem média de CD4 >100 células/mm3. Para a supressão de recorrências sintomáticas, o regime posológico 500 mg de valaciclovir, duas vezes por dia, foi superior a 1000 mg, uma vez por dia. Relativamente à duração dos episódios de herpes, valaciclovir 1000 mg, duas vezes por dia, para o tratamento de recorrências foi comparável a 200 mg de 01-08-2023 aciclovir, cinco vezes por dia. O valaciclovir não foi estudado em doentes com deficiência imunitária grave. A eficácia do valaciclovir no tratamento de outras infeções da pele por VHS tem sido documentada. O valaciclovir mostrou eficácia no tratamento do herpes labial, mucosite devido a quimio ou radioterapia, reativação do VHS a partir de reaparecimento facial, e herpes gladiatorum. Com base na experiência histórica com aciclovir, o valaciclovir parece ser tão eficaz como o aciclovir no tratamento do eritrema multiforme, eczema herpético e panarício herpético. O valaciclovir demonstrou reduzir o risco de transmissão de herpes genital em adultos imunocompententes quando tomado como terapêutica de supressão e combinado com práticas sexuais mais seguras. Foi realizado um ensaio duplamente cego controlado contra placebo com 1484 casais heterossexuais de adultos imunocompetentes discordantes quanto à infeção por VHS-2. Os resultados demonstraram redução significativa no risco de transmissão: 75% (aquisição de VHS-2 sintomático), 50% (seroconversão VHS-2), e 48% (aquisição VHS-2 total) com valaciclovir quando comparado com placebo. Entre os participantes incluídos num subestudo de propagação (dispersão) do vírus (aparecimento da lesão à superfície da pele e dispersão do vírus), o valaciclovir reduziu significativamente a propagação (dispersão) em 73% quando comparado com placebo (ver secção 4.4 para informação adicional sobre a redução da transmissão). Infeção por Citomegalovírus (ver secção 4.4) A profilaxia do CMV com valaciclovir em doentes sujeitos a transplantes de órgãos sólidos (rim, coração) reduz a ocorrência de rejeição de excertos aguda, infeções oportunistas e outras infeções por vírus herpes (VHS, VVZ). Não existem estudos comparativos diretos versus valganciclovir para definir uma gestão terapêutica ótima de doentes sujeitos a transplantes de órgãos sólidos.
5.2. Propriedades farmacocinéticas
Absorção O valaciclovir é um pró-farmaco do aciclovir. A biodisponibilidade do aciclovir a partir do valaciclovir é cerca de 3,3 a 5,5 vezes maior do que o historicamente observado para o aciclovir oral. Após administração oral, o valaciclovir é bem absorvido e rápida e quase completamente convertido em aciclovir e valina. Esta conversão é provavelmente mediada pela valaciclovir hidrolase, uma enzima isolada do fígado humano. A biodisponibilidade do aciclovir, partindo de 1000 mg de valaciclovir é de 54% e não é reduzida pelos alimentos. A farmacocinética do valaciclovir não é proporcional à dose. A taxa e extensão da absorção diminui com o aumento da dose, resultando num aumento abaixo do que o proporcionalmente esperado da Cmax ao longo do espectro da dose terapêutica e numa biodisponibilidade reduzida em doses acima dos 500 mg. As estimativas dos parâmetros farmacocinéticos de aciclovir após doses únicas de 250 mg até 2000 mg de valaciclovir em voluntários saudáveis com função renal normal, estão descritas na tabela abaixo. 01-08-2023 Parâmetros 250 mg 500 mg 1000 mg 2000 mg farmacocinéticos do (N=15) (N=15) (N=15) (N=8) Aciclovir Cmax microgramas/mL 2,20 0,38 3,37 0,95 5,20 1,92 8,30 1,43 Tmax horas (h) 0,75 (0,75– 1,0 (0,75– 2.0 (0,75– 2,0 (1,5– 1,5) 2,5) 3,0) 3,0) AUC h.microgramas/ 5,50 0,82 11,1 1,75 18,9 4,51 29,5 6,36 mL Cmax = concentração máxima; Tmax = tempo até concentração máxima; AUC = área sob a curva concentração-tempo. Os valores de Cmax e AUC refletem a médiadesvio padrão. Os valores de Tmax refletem a mediana e o intervalo de valores. As concentrações plasmáticas máximas de valaciclovir na forma inalterada são de apenas 4% dos níveis máximos de aciclovir, ocorrendo em média 30 a 100 minutos após a administração da dose, e são iguais ou inferiores ao limite de quantificação, 3h depois da administração. Os perfis farmacocinéticos do valaciclovir e do aciclovir são semelhantes após dose única e doses repetidas. O herpes zoster, herpes simplex e a infeção por VIH não alteram significativamente a farmacocinética do valaciclovir e do acliclovir após a administração oral de valaciclovir, quando comparada à de adultos saudáveis. As concentrações máximas de aciclovir em indíviduos transplantados, a receber 2000 mg de valaciclovir 4 vezes por dia, são semelhantes ou superiores às de voluntários saudáveis a receber a mesma dose. As áreas sob a curva (AUCs) diárias estimadas são apreciavelmente maiores. Distribuição A ligação do valaciclovir às proteínas plasmáticas é muito baixa (15%). A penetração no LCR, determinada pelo rácio LCR/plasma AUC, é independente da função renal e foi cerca de 25% para o aciclovir e para o metabolito 8-OH-ACV, e cerca de 2,5% para o metabolito CMMG. Biotransformação Após administração oral, o valaciclovir é convertido em aciclovir e L-valina por metabolismo de 1ª passagem intestinal e/ou hepático. O aciclovir é convertido, em pequena extensão, nos metabolitos 9(carboximetoxi)metilguanina (CMMG) pelas álcool e aldeído desidrogenases e 8-hidroxi-aciclovir (8-OH-ACV) pela aldeído oxidase. Aproximadamente 88% das exposições plasmáticas totais combinadas são atribuíveis ao aciclovir, 11% ao CMMG e 1% ao 8-OH-ACV. Nem o valaciclovir nem o aciclovir são metabolizados pelas enzimas do citocromo P450. Eliminação O valaciclovir é eliminado na urina principalmente sob a forma de aciclovir (mais de 80% da dose recuperada) e de 9-carboximetoximetilguanina (CMMG) (cerca de 14 % da dose recuperada), um metabolito do aciclovir. O metabolito 8-OH-ACV é detetado apenas em pequenas quantidades na urina (<2% da dose recuperada). Da dose de valaciclovir administrada, menos de 1% é recuperada na urina sob a forma inalterada. Em doentes com função renal normal, a semivida de eliminação plasmática do aciclovir após dose única ou múltipla de valaciclovir é de aproximadamente 3 horas. Populações especiais 01-08-2023 Compromisso renal A eliminação do aciclovir está correlacionada com a função renal, e a exposição ao aciclovir aumentará com o aumento do grau do compromisso renal. Em doentes com doença renal de fase terminal, o tempo de semivida de eliminação médio do aciclovir, após administração de valaciclovir, é de aproximadamente 14 horas, por comparação com as 3h necessárias para função renal normal (ver secção 4.2). A exposição ao aciclovir e aos seus metabolitos CMMG e 8-OH-ACV no plasma e no líquido cefalorraquidiano (LCR) foi avaliada no estado estacionário após a administração de doses múltiplas, de valaciclovir a 6 voluntários com função renal normal (depuração média de creatinina 111 ml/min, num intervalo de 91-144 ml/min) a receberem 2000 mg a cada 6 horas e a 3 voluntários com compromisso renal grave (depuração média de creatinina 26 ml/min, num intervalo de 17-31 ml/min) a receberem 1500 mg a cada 12 horas. No plasma, bem como no LCR, as concentrações de aciclovir, CMMG e 8-OH-ACV foram em média de 2, 4 e 5-6 vezes mais elevadas, respetivamente, no compromisso renal grave quando comparadas à função renal normal. Compromisso hepático Os dados farmacocinéticos indicam que o compromisso da função hepática diminui a taxa de conversão do valaciclovir em aciclovir mas não a extensão dessa conversão. A semivida do aciclovir não é afetada. Grávidas Um estudo sobre a farmacocinética do valaciclovir e aciclovir durante o final da gravidez indica que a gravidez não afeta as características farmacocinéticas de valaciclovir. Passagem para o leite materno Após a administração oral de uma dose de 500 mg de valaciclovir, a concentração máxima de aciclovir (Cmax) no leite materno varia de 0,5 a 2,3 vezes as concentrações séricas correspondentes de aciclovir maternas. A mediana da concentração de aciclovir no leite materno foi de 2,24 microgramas/ml (9,95 micromoles/L). Uma dosagem materna de valaciclovir de 500 mg, duas vezes por dia, provoca ao lactente em amamentação a exposição a uma dose diária oral de cerca de 0,61 mg/kg/dia. A semivida de eliminação do aciclovir do leite materno foi similar à plasmática. Não foi detetado valaciclovir não metabolizado no soro materno, no leite materno ou na urina do lactente.
5.3. Dados de segurança pré-clínica
Dados não clínicos não revelaram nenhum perigo especial para humanos com base em estudos convencionais de segurança farmacológica, toxicidade de dose repetida, genotoxicidade e potencial carcinogénico. O valaciclovir, administrado por via oral, não teve efeito na fertilidade do rato macho ou fêmea. O valaciclovir não revelou efeitos teratogénicos no rato e no coelho. O valaciclovir é metabolizado quase na totalidade em aciclovir. A administração subcutânea de aciclovir em testes internacionalmente aceites, não originou efeitos teratogénicos no rato e no coelho. Em estudos adicionais efetuados no rato, observaram-se anomalias 01-08-2023 fetais e toxicidade materna, com doses subcutâneas que originaram níveis plasmáticos de 100 micrograma/ml (>10 vezes mais elevado do que uma dose única de 2000 mg administrada a humanos com função renal normal).
6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS
6.1. Lista dos excipientes
Núcleo do comprimido: Povidona K 90 Amido pré-gelificado Crospovidona Sílica coloidal anidra Estearato de magnésio Revestimento: Valaciclovir toLife 250 mg: Opadry OY-S-28861 Dióxido de Titânio (E171) Hipromelose 6 cps Hipromelose 3 cps Macrogol 400 Valaciclovir toLife 500 mg: Opadry OY-S-28861 Dióxido de Titânio (E171) Hipromelose 6 cps Hipromelose 3 cps Macrogol 400 Valaciclovir toLife 1000 mg: Opadry YS-1-18043 Dióxido de Titânio (E171) Hipromelose 6 cps Hipromelose 3 cps Macrogol 400 Polissorbato 80
6.2. Incompatibilidades
Não aplicável.
6.3. Prazo de validade
Valaciclovir toLife 250 mg 3 anos. Valaciclovir toLife 500 mg 4 anos. Valaciclovir toLife 1000 mg 4 anos.
6.4. Precauções especiais de conservação
01-08-2023 Conservar a temperatura inferior a 30ºC. Conservar na embalagem de origem.
6.5. Natureza e conteúdo do recipiente
Valaciclovir toLife 250 mg: Blisters de PVC/PE/PVdC/PE/PVC-Alu. Valaciclovir toLife 500 mg e 1000 mg: Blisters de PVC/PVdC/PVC-Alu. Valaciclovir toLife 250 mg: embalagens de 10 e 60 comprimidos. Valaciclovir toLife 500 mg: embalagens de 10, 24 e 60 comprimidos. Valaciclovir toLife 1000 mg: embalagens de 10, 21 e 60 comprimidos. É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.
6.6. Precauções especiais de eliminação e manuseamento
Não existem requisitos especiais. Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.
7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
Towa Pharmaceutical, S.A. Avenida do Forte, 3, Edif. Suécia IV, Piso 0, 2794-093 Carnaxide Portugal
8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
N.º de registo: 5206321 – 10 comprimidos revestidos por película, 250 mg, blisters de PVC/PE/PVdC/PE/PVC-Alu N.º de registo: 5206339 – 60 comprimidos revestidos por película, 250 mg, blisters de PVC/PE/PVdC/PE/PVC-Alu N.º de registo: 5206347 – 10 comprimidos revestidos por película, 500 mg, blisters de PVC/PVdC/PVC-Alu N.º de registo: 5206354 – 24 comprimidos revestidos por película, 500 mg, blisters de PVC/PVdC/PVC-Alu N.º de registo: 5206362 – 60 comprimidos revestidos por película, 500 mg, blisters de PVC/PVdC/PVC-Alu N.º de registo: 5206370 – 10 comprimidos revestidos por película, 1000 mg, blisters de PVC/PVdC/PVC-Alu N.º de registo: 5206404 – 21 comprimidos revestidos por película, 1000 mg, blisters de PVC/PVdC/PVC-Alu N.º de registo: 5206412 – 60 comprimidos revestidos por película, 1000 mg, blisters de PVC/PVdC/PVC-Alu 01-08-2023
9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/ RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE
INTRODUÇÃO NO MERCADO Data da primeira autorização: 29 de maio de 2009 Data da última renovação: 23 de março de 2016
