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Mirtazapina Aurovitas MG

Substância ativa: Mirtazapina
Forma farmacêutica: Comprimido orodispersível 45 mg
Fonte: Folheto informativo oficial (INFARMED / INFOMED)

APROVADO EM 20-09-2021 INFARMED

Folheto informativo: Informação para o doente Mirtazapina Aurovitas 15 mg comprimidos orodispersíveis Mirtazapina Aurovitas 30 mg comprimidos orodispersíveis Mirtazapina Aurovitas 45 mg comprimidos orodispersíveis Mirtazapina Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois contém informação importante para si. Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente. Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico. Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença. Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4. O que contém este folheto:

O que é Mirtazapina Aurovitas e para que é utilizado

O que precisa de saber antes de tomar Mirtazapina Aurovitas

Como tomar Mirtazapina Aurovitas

Efeitos indesejáveis possíveis

Como conservar Mirtazapina Aurovitas

Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Mirtazapina Aurovitas e para que é utilizado

Mirtazapina Aurovitas pertence ao grupo de medicamentos conhecidos como antidepressores. Mirtazapina Aurovitas trata a doença depressiva em adultos. Mirtazapina Aurovitas levará 1 a 2 semanas antes de exercer efeito. Após 2 a 4 semanas poderá começar a sentir-se melhor. Deverá falar com o seu médico se não se sentir melhor ou se se sentir pior após 2 a 4 semanas de tratamento. Poderá consultar mais informação na secção 3 “Quando poderá sentir sinais de melhoria”.

2. O que precisa de saber antes de tomar Mirtazapina Aurovitas

Não tome – OU – informe o seu médico antes de tomar Mirtazapina Aurovitas: se tem alergia à mirtazapina ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6). Se for o caso, deve falar com o seu médico imediatamente antes de tomar Mirtazapina Aurovitas. se estiver a tomar ou tiver recentemente tomado (nas duas últimas semanas) medicamentos chamados inibidores da monoaminoxidase (IMAO). se já desenvolveu uma erupção cutânea grave ou descamação da pele, aparecimento de bolhas e/ou feridas na boca depois de tomar mirtazapina ou outro(s) medicamento(s). Tome especial cuidado com mirtazapina: Foram relatadas reações cutâneas graves, incluindo síndrome de Stevens-Johnson (SSJ), necrólise epidérmica tóxica (TEN) e reação medicamentosa com eosinofilia e sintomas sistémicos (DRESS), com a utilização de mirtazapina. Interrompa a utilização e procure assistência médica imediatamente se notar algum dos sintomas descritos na secção 4 em relação a estas reações cutâneas graves. Se alguma vez tiver desenvolvido reações cutâneas graves, o tratamento com mirtazapina não deve ser reiniciado.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Mirtazapina Aurovitas. APROVADO EM 20-09-2021 INFARMED

– Se está a tomar medicamentos que contêm buprenorfina. A utilização destes medicamentos juntamente com Mirtazapina Aurovitas pode causar síndrome serotoninérgica, uma condição potencialmente fatal (ver «Outros medicamentos e Mirtazapina Aurovitas»). Crianças e adolescentes Mirtazapina Aurovitas não deve ser normalmente utilizado no tratamento de crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos devido à eficácia não ter sido demonstrada. Importa igualmente assinalar que os doentes com idade inferior a 18 anos correm maior risco de sofrerem efeitos indesejáveis, tais como tentativa de suicídio, ideação suicida e hostilidade (predominantemente agressividade, comportamento de oposição e cólera) quando tomam medicamentos desta classe. Apesar disso, o médico poderá prescrever Mirtazapina Aurovitas, para doentes com idade inferior a 18 anos quando decida que tal é necessário. Se o seu médico prescreveu Mirtazapina Aurovitas, para um doente com idade inferior a 18 anos e gostaria de discutir esta questão, queira voltar a contactá-lo. Deverá informar o seu médico se algum dos sintomas acima mencionados se desenvolver ou piorar quando doentes com menos de 18 anos estejam a tomar Mirtazapina Aurovitas. Assinala-se igualmente que não foram ainda demonstrados os efeitos de segurança a longo prazo no que respeita ao crescimento, à maturação e ao desenvolvimento cognitivo e comportamental de Mirtazapina Aurovitas neste grupo etário. Adicionalmente, tem sido observado com mais frequência um ganho de peso significativo nesta faixa etária, quando tratados com Mirtazapina Aurovitas, comparativamente com os adultos. Pensamentos relacionados com o suicídio e agravamento da sua depressão Se se encontra deprimido poderá por vezes pensar em se auto agredir ou até suicidar. Estes pensamentos podem aumentar no início do tratamento com antidepressivos, pois estes medicamentos necessitam de tempo para atuarem. Normalmente os efeitos terapêuticos demoram cerca de duas semanas a fazerem-se sentir mas por vezes pode demorar mais tempo. Poderá estar mais predisposto a ter este tipo de pensamentos nas seguintes situações: se tem antecedentes de ter pensamentos acerca de se suicidar ou se auto agredir. se é um jovem adulto. A informação proveniente de estudos clínicos revelou um maior risco de comportamento de suicídio em indivíduos adultos com menos de 25 anos com problemas psiquiátricos tratados com antidepressivos. → Se em qualquer momento vier a ter pensamentos no sentido de autoagressão ou suicídio deverá contactar o seu médico ou dirigir-se imediatamente ao hospital. Poderá ser útil para si comunicar a uma pessoa próxima de si ou a um familiar que se encontra deprimido e dar-lhes este folheto a ler. Poderá também solicitar-lhes que o informem caso verifiquem um agravamento do seu estado de depressão, ou se ficarem preocupados com alterações no seu comportamento. Também deverá ter especial cuidado com Mirtazapina Aurovitas se tem ou alguma vez já teve alguma as seguintes situações: → Fale com o seu médico acerca das seguintes situações antes de tomar Mirtazapina Aurovitas, se não o tiver feito previamente. – convulsões (epilepsia). Se desenvolver convulsões ou as convulsões se tornarem mais frequentes, pare de tomar Mirtazapina Aurovitas e contacte o seu médico imediatamente; – doença do fígado, incluindo icterícia. Se ocorrer icterícia, pare de tomar Mirtazapina Aurovitas e contacte o seu médico imediatamente; – doença renal; – doença cardíaca ou hipotensão; – esquizofrenia. Se sintomas psicóticos, tais como pensamentos paranoides, se tornarem mais frequentes ou graves, contacte o seu médico imediatamente; – doença maníaco-depressiva (períodos alternados de sentimentos de exaltação e/ou hiperatividade e de humor deprimido). Se começar a sentir-se eufórico ou hiperativo, pare de tomar Mirtazapina Aurovitas e contacte o seu médico imediatamente; APROVADO EM 20-09-2021 INFARMED

– diabetes (poderá ser necessário ajustar a sua dose de insulina ou de outro medicamento antidiabético); – doenças dos olhos, tal como aumento da pressão intraocular (glaucoma); – dificuldades em urinar (micção), que pode ser causado por um aumento da próstata. – alguns tipos de doenças cardíacas que possam alterar o seu ritmo cardíaco, um ataque cardíaco recente, insuficiência cardíaca, ou a toma de certos medicamentos que possam afetar o ritmo cardíaco. se surgirem sinais de infeção, tais como febre alta sem causa aparente, dor de garganta ou úlceras da boca. → Pare de tomar Mirtazapina Aurovitas e contacte o seu médico imediatamente para fazer um exame ao sangue. Em casos raros, estes sintomas podem ser sinais de perturbações na produção de células sanguíneas na medula óssea. Embora raros, estes sintomas aparecem mais frequentemente após 4-6 semanas de tratamento. se é um doente idoso. Poderá ter maior sensibilidade aos efeitos indesejáveis dos antidepressores. Outros medicamentos e Mirtazapina Aurovitas Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, ou tiver tomado recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos. Não tome Mirtazapina Aurovitas simultaneamente com: inibidores da monoaminoxidase (IMAO). Também, não tome Mirtazapina Aurovitas nas duas semanas após ter terminado o tratamento com IMAO. Se parar de tomar Mirtazapina Aurovitas, não tome IMAO durante as duas semanas seguintes. A moclobemida, tranilcipromina (ambos antidepressores) e a selegilina (usada no tratamento da doença de Parkinson) são exemplos de inibidores da monoaminoxidase (IMAO). Tome cuidado enquanto estiver a tomar Mirtazapina Aurovitas em associação com: antidepressivos, tais como ISRS, venlafaxina e L-triptofano ou triptanos (usados para o tratamento da enxaqueca), tramadol (um analgésico), linezolida (um antibiótico), lítio (usado no tratamento de algumas doenças do foro psiquiátrico), azul de metileno (usado no tratamento de níveis elevados de metahemoglobina no sangue) e preparações à base de hipericão – Hypericum perforatum (uma planta para a depressão). Em casos muito raros, a toma de Mirtazapina Aurovitas isolada ou combinada com estes medicamentos pode originar a chamada síndrome serotoninérgica. Alguns dos sintomas desta síndrome são: febre sem causa aparente, suores, aumento da frequência cardíaca, diarreia, contrações musculares (incontroláveis), tremores, reflexos alterados, agitação, alterações de humor e perda de consciência. Se surgir uma combinação destes sintomas, consulte o seu médico imediatamente. o antidepressor nefazodona. Este medicamento pode aumentar a quantidade de Mirtazapina Aurovitas no seu sangue. Informe o seu médico se estiver a tomar este medicamento. Poderá ser necessário diminuir a dose de Mirtazapina Aurovitas ou, quando parar o tratamento com nefazodona, aumentar novamente a dose de Mirtazapina Aurovitas. medicamentos para o tratamento da ansiedade ou das insónias, como por exemplo, as benzodiazepinas. medicamentos para a esquizofrenia, como por exemplo, a olanzapina. medicamentos para as alergias, como por exemplo, a cetirizina. medicamentos para as dores fortes, como por exemplo, a morfina. Em combinação com estes medicamentos, Mirtazapina Aurovitas pode aumentar a sonolência causada por estes medicamentos. medicamentos para as infeções; medicamentos para o tratamento de infeções bacterianas (tal como a eritromicina), medicamentos usados para o tratamento de infeções fúngicas (tal como o cetoconazol) e medicamentos usados no tratamento do VIH/SIDA) (tal como os inibidores da protease do VIH) e medicamentos para úlceras no estômago (tal como a cimetidina). APROVADO EM 20-09-2021 INFARMED

Quando tomados em associação com Mirtazapina Aurovitas, estes medicamentos podem aumentar a quantidade de Mirtazapina Aurovitas no seu sangue. Informe o seu médico se estiver a tomar algum destes medicamentos. Poderá ser necessário diminuir a dose de Mirtazapina Aurovitas ou, quando parar o tratamento com estes medicamentos, aumentar novamente a dose de Mirtazapina Aurovitas. medicamentos para a epilepsia, tais como a carbamazepina e a fenitoína; medicamentos para a tuberculose, tal como a rifampicina. Quando tomados em associação com Mirtazapina Aurovitas, estes medicamentos podem diminuir a quantidade de Mirtazapina Aurovitas no seu sangue. Informe o seu médico se estiver a tomar algum destes medicamentos. Poderá ser necessário aumentar a dose de Mirtazapina Aurovitas ou, quando parar o tratamento com estes medicamentos, reduzir novamente a dose de Mirtazapina Aurovitas. medicamentos anticoagulantes, tal como a varfarina. Mirtazapina Aurovitas pode aumentar os efeitos da varfarina no sangue. Informe o seu médico se estiver a tomar este medicamento. Em caso de associação é aconselhável que o médico monitorize cuidadosamente os seus parâmetros sanguíneos. medicamentos que podem afetar o ritmo cardíaco, tais como alguns antibióticos e alguns antipsicóticos. Alguns medicamentos podem aumentar os efeitos indesejáveis de Mirtazapina Aurovitas e podem, por vezes, provocar reações muito graves. Não tome nenhum outro medicamento enquanto estiver a tomar Mirtazapina Aurovitas sem falar primeiro com o seu médico, especialmente: – medicamentos que contêm buprenorfina. Estes medicamentos podem interagir com Mirtazapina Aurovitas e poderá experienciar sintomas tais como contrações rítmicas involuntárias dos músculos, incluindo os músculos que controlam o movimento dos olhos, agitação, alucinações, coma, transpiração excessiva, tremor, exagero de reflexos, aumento da tensão muscular, temperatura corporal acima de 38°C. Contacte o seu médico se experienciar estes sintomas. Mirtazapina Aurovitas com alimentos e álcool Poderá sentir-se sonolento se beber álcool enquanto estiver a tomar Mirtazapina Aurovitas. É aconselhado a não ingerir qualquer bebida alcoólica. Pode tomar Mirtazapina Aurovitas com ou sem comida. Gravidez e amamentação Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento. Dados limitados com a administração de Mirtazapina Aurovitas não indicaram um risco aumentado quando usado por mulheres grávidas. Contudo, deverá ter-se precaução quando utilizado durante a gravidez. Se estiver a utilizar Mirtazapina Aurovitas até ao nascimento ou perto deste, o seu bebé deverá ser supervisionado relativamente a possíveis efeitos adversos. Quando tomados durante a gravidez, medicamentos semelhantes (ISRS) podem aumentar o risco de ocorrer uma situação grave em bebés, chamada hipertensão pulmonar persistente do recém-nascido (HPPRN), que faz o bebé respirar mais depressa e ter uma cor azulada. Estes sintomas começam habitualmente durante as primeiras 24 horas após o nascimento do bebé. Se isto acontecer ao seu bebé deverá contactar imediatamente o seu ginecologista/obstetra e/ou o seu médico assistente Condução de veículos e utilização de máquinas Mirtazapina Aurovitas pode afetar a sua concentração ou vigília. Verifique se as suas capacidades não se encontram afetadas antes de conduzir veículos ou de manusear máquinas. Se o seu médico receitou Mirtazapina Aurovitas para um doente com idade inferior a 18 anos certifique-se que a concentração e o estado de alerta não se encontram afetados antes de conduzir um veículo (por exemplo, uma bicicleta). APROVADO EM 20-09-2021 INFARMED

Mirtazapina Aurovitas contém aspartamo. Mirtazapina Aurovitas 15 mg comprimidos orodispersíveis: Este medicamento contém 3 mg de aspartamo em cada comprimido. Mirtazapina Aurovitas contém aspartamo. Mirtazapina Aurovitas 30 mg comprimidos orodispersíveis: Este medicamento contém 6 mg de aspartamo em cada comprimido. Mirtazapina Aurovitas contém aspartamo. Mirtazapina Aurovitas 45 mg comprimidos orodispersíveis: Este medicamento contém 9 mg de aspartamo em cada comprimido. O aspartamo é uma fonte de fenilalanina. Pode ser prejudicial se tiver fenilcetonúria (PKU), uma doença genética rara em que a fenilalanina se acumula porque o seu organismo não a consegue remover adequadamente.

3. Como tomar Mirtazapina Aurovitas

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas. Qual a dose a tomar A dose inicial recomendada é 15 mg ou 30 mg por dia. Após alguns dias de tratamento, o seu médico poderá aconselhá-lo a aumentar a dose até à dose que é melhor para si (entre 15 mg e 45 mg por dia). A dose é, normalmente, a mesma para todas as idades. Contudo, se for um idoso ou se tiver uma doença renal ou hepática, o seu médico poderá ajustar a sua dose. Quando tomar Mirtazapina Aurovitas → Tome Mirtazapina Aurovitas todos os dias e sempre à mesma hora. De preferência, deverá tomar Mirtazapina Aurovitas numa toma única antes de se deitar. No entanto, o seu médico poderá sugerir que divida a sua dose de Mirtazapina Aurovitas – uma de manhã e outra à noite antes de se deitar. A dose mais elevada deverá ser tomada antes de se deitar. Tome os comprimidos orodispersíveis do seguinte modo: Tome os comprimidos oralmente.

1. Não quebre o comprimido orodispersível

Para evitar a quebra do comprimido orodispersível, não pressione o alvéolo do comprimido (Figura A).

Fig. A

2. Retire um alvéolo com o comprimido

Cada blister contém seis alvéolos com comprimidos, os quais se encontram separados por um picotado. Retire um alvéolo com o comprimido, rasgando-o pelo picotado (Figura 1).

Fig. 1 APROVADO EM 20-09-2021 INFARMED

3. Retire a folha de alumínio

Retire a folha de alumínio cuidadosamente, começando no canto indicado pela seta (Figuras 2 e 3).

Fig. 2

Fig. 3

4. Retire o comprimido orodispersível

Retire o comprimido orodispersível com as mãos secas e coloque-o sobre a língua (Figura 4).

Fig. 4 O comprimido dissolver-se-á rapidamente e poderá ser engolido sem água. Quando poderá sentir sinais de melhoria Habitualmente, Mirtazapina Aurovitas começará a exercer efeitos após 1 a 2 semanas do tratamento e após 2 a 4 semanas poderá começar a sentir-se melhor. É importante que, durante as primeiras semanas do tratamento, fale com o seu médico sobre os efeitos de Mirtazapina Aurovitas: → Nas 2 a 4 semanas após ter iniciado o tratamento com Mirtazapina Aurovitas, fale com o seu médico sobre como este medicamento o afetou. Se ainda não se sentir melhor, o seu médico poderá prescrever uma dose maior. Neste caso, fale novamente com o seu médico após novas 2 a 4 semanas. Normalmente, é necessário tomar Mirtazapina Aurovitas até que os seus sintomas da depressão tenham desaparecido por 4 a 6 meses. Se tomar mais Mirtazapina Aurovitas do que deveria Caso tenha tomado, ou alguém tenha tomado mais Mirtazapina Aurovitas do que deveria, chame um médico imediatamente. Os efeitos mais frequentes de sobredosagem com Mirtazapina Aurovitas (sem outros medicamentos ou álcool) são sonolência, desorientação e aumento da frequência cardíaca. Os sintomas de uma possível sobredosagem podem incluir alterações no seu ritmo cardíaco (ritmo cardíaco rápido, irregular) e/ou desmaios, que podem ser os sintomas de uma condição ameaçadora de vida conhecida como Torsades de Pointes. Caso se tenha esquecido de tomar Mirtazapina Aurovitas Se é suposto tomar a sua dose uma vez por dia Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar. Tome a próxima dose à hora habitual. APROVADO EM 20-09-2021 INFARMED

Se é suposto tomar a sua dose duas vezes por dia se se esqueceu de tomar a sua dose da manhã, simplesmente tome-a juntamente com a dose da noite; se se esqueceu de tomar a dose da noite, não a tome com a dose da manhã seguinte; esqueça esta dose e continue o tratamento com as suas doses normais de manhã e ao deitar; se se esqueceu de ambas as doses, não deve tentar compensar as doses esquecidas; Esqueça estas duas doses e no dia seguinte deve continuar o tratamento com as suas doses normais, de manhã e ao deitar. Se parar de tomar Mirtazapina Aurovitas → Apenas interrompa o tratamento com Mirtazapina Aurovitas com o conhecimento do seu médico. Se parar de tomar demasiado cedo, a sua depressão poderá voltar. Uma vez que se sinta melhor, fale com o seu médico. O seu médico decidirá quando poderá parar o seu tratamento. Não pare de tomar Mirtazapina Aurovitas subitamente, mesmo que a sua depressão tenha desaparecido. Se parar de tomar Mirtazapina Aurovitas subitamente, poderá sentir-se doente, com tonturas, ansioso(a) ou agitado(a) e ter dores de cabeça. Estes sintomas podem ser evitados se a interrupção do tratamento for gradual. O seu médico irá dizer-lhe como diminuir gradualmente a dose. Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.

4. Efeitos indesejáveis possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se manifestem em todas as pessoas. Se sentir qualquer um dos seguintes efeitos indesejáveis graves, pare de tomar mirtazapina e informe o seu médico imediatamente. Pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas): sensação de exaltação ou muito emotivo(a) (mania). Raros (podem afetar até 1 em 1.000 pessoas): coloração amarela nos olhos ou na pele, isto poderá sugerir perturbações na função do fígado (icterícia). Desconhecidos (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis): sinais de infeção, tais como febre alta e repentina sem causa aparente, dor de garganta ou úlceras da boca (agranulocitose). Em casos raros, a mirtazapina pode causar perturbações na produção de células sanguíneas (depressão da medula óssea). Algumas pessoas poderão ficar menos resistentes às infeções porque a mirtazapina pode causar uma diminuição temporária do número de glóbulos brancos do sangue (granulocitopenia). Em casos raros, a mirtazapina pode causar também a diminuição do número de glóbulos vermelhos e brancos, assim como de plaquetas (anemia aplástica), diminuição do número de plaquetas (trombocitopenia) ou aumento do número de glóbulos brancos do sangue (eosinofilia); ataques epiléticos (convulsões); uma combinação de sintomas tais como: febre inexplicável, suores, aumento da frequência cardíaca, diarreia, contrações musculares (incontroláveis), tremores, reflexos alterados, agitação, alterações de humor, perda de consciência e salivação aumentada. Em casos muito raros, estes sintomas podem ser sinais de síndrome serotoninérgica; pensamentos no sentido de autoagressão ou suicídio; APROVADO EM 20-09-2021 INFARMED

áreas de pele avermelhadas no tronco, que se manifestam como máculas em forma de alvo ou circulares, muitas vezes com bolhas no centro, descamação da pele, úlceras na boca, garganta, nariz, órgãos genitais e olhos. Estas erupções cutâneas graves podem ser antecedidas de febre e sintomas semelhantes à gripe (síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica). erupção na pele generalizada, temperatura corporal elevada e gânglios linfáticos aumentados (síndrome de DRESS ou síndrome de hipersensibilidade a medicamentos). Outros efeitos indesejáveis possíveis com mirtazapina são: Muito Frequentes (podem afetar mais de 1 em 10 pessoas): aumento do apetite e aumento de peso; inércia ou sonolência; dores de cabeça; boca seca. Frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas): letargia; tonturas; falta de firmeza ou tremores; náuseas; diarreia; vómitos; prisão de ventre (obstipação); erupção cutânea (exantema); dor nas articulações (artralgia) ou nos músculos (mialgia); dor nas costas; tonturas ou sensação de desmaio quando se levanta de repente (hipotensão ortostática); sensação de inchaço (principalmente nos tornozelos e pés) como resultado de uma retenção de fluidos (edema); cansaço; sonhos vividos; confusão; ansiedade; insónias; problemas de memória que, na maioria dos casos, se resolveram quando o tratamento foi interrompido. Pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas): sensação anormal na pele, por exemplo, ardor, formigueiro, picadas ou comichão (parestesias); pernas inquietas; desmaios (síncope); sensação de boca dormente (hipoestesia oral); pressão arterial baixa; pesadelos; agitação; alucinações; desejo constante em se mover. Raros (podem afetar até 1 em 1.000 pessoas): contrações musculares repentinas (mioclonias); agressão; dor abdominal e náuseas: isto pode sugerir inflamação do pâncreas (pancreatite). Desconhecidos (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis): sensações anormais na boca (parestesia oral); inchaço na boca (edema da boca); inchaço em todo o corpo (edema generalizado); APROVADO EM 20-09-2021 INFARMED

inchaço localizado; hiponatremia; secreção inapropriada de hormona antidiurética; reações cutâneas graves (dermatite bolhosa, eritema multiforme); andar enquanto dorme (sonambulismo); alteração do discurso; níveis aumentados de creatinaquinase no sangue; dificuldade em urinar (retenção urinária) dor, rigidez e/ou fraqueza muscular, escurecimento ou alteração de cor da urina (rabdomiólise). níveis aumentados da hormona prolactina na sangue (hiperprolactinemia, incluindo sintomas de aumento mamário e/ou corrimento mamilar leitoso) ereção dolorosa e prolongada do pénis

Efeitos indesejáveis adicionais em crianças e adolescentes

Foram observados frequentemente os seguintes acontecimentos adversos em ensaios clínicos em crianças com idade inferior a 18 anos: ganho de peso significativo, erupção na pele com comichão (urticária) e aumento de triglicéridos no sangue. Comunicação de efeitos indesejáveis Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente ao INFARMED, I.P. através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento. Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]

5. Como conservar Mirtazapina Aurovitas

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças. Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso no blister e na embalagem exterior após “EXP”. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado. O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação. Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Mirtazapina Aurovitas A substância ativa é a mirtazapina. Cada comprimido orodispersível contém 15 mg, 30 mg ou 45 mg de mirtazapina. APROVADO EM 20-09-2021 INFARMED

Os outros ingredientes são: crospovidona (tipo B), manitol, celulose microcristalina, aspartamo, sílica coloidal anidra, estearato de magnésio, aroma de guaraná morango [maltodextrina, propilenoglicol, aromas artificiais, ácido acético] e aroma de hortelã- pimenta [aromas artificiais, amido de milho]. Qual o aspeto de Mirtazapina Aurovitas e conteúdo da embalagem Comprimido orodispersível. Mirtazapina Aurovitas 15 mg comprimidos orodispersíveis: Comprimidos orodispersíveis redondos, brancos, com “36” gravado em relevo numa das faces do comprimido e “A” na outra face, com um rebordo circular gravado em relevo. Mirtazapina Aurovitas 30 mg comprimidos orodispersíveis: Comprimidos orodispersíveis redondos, brancos, com “37” gravado em relevo numa das faces do comprimido e “A” na outra face, com um rebordo circular gravado em relevo. Mirtazapina Aurovitas 45 mg comprimidos orodispersíveis: Comprimidos orodispersíveis redondos, brancos, com “38” gravado em relevo numa das faces do comprimido e “A” na outra face, com um rebordo circular gravado em relevo. Blister de dose unitária perfurada em Poliamida/Alumínio/PVC/ Papel/ Poliéster-Alumínio. Apresentação: 15 mg: 6 e 30 comprimidos orodispersíveis. 30 mg e 45 mg: 30 comprimidos orodispersíveis. É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações. Titular da Autorização de Introdução no Mercado Generis Farmacêutica, S.A. Rua João de Deus, 19 2700-487 Amadora Portugal Fabricantes APL Swift Services (Malta) Limited HF26, Hal Far Industrial Estate, Hal Far, Birzebbugia, BBG 3000, Malta ou Generis Farmacêutica, S.A. Rua João de Deus, 19 2700-487 Amadora Portugal Este medicamento encontra-se autorizado nos Estados Membros do Espaço Económico Europeu (EEE) com as seguintes denominações: República Checa Mirtazapin Aurovitas Malta Mirtazapine Aurobindo 15 mg/ 30 mg/ 45 mg orodispersible tablets Polónia Mirtazapine Aurovitas Espanha Mirtazapina Aurovitas Spain 15 mg/ 30 mg/ 45 mg comprimidos bucodispersables EFG Portugal Mirtazapina Aurovitas Este folheto foi revisto pela última vez em APROVADO EM 20-09-2021 INFARMED

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Informações técnicas destinadas aos profissionais de saúde (médicos e farmacêuticos). Le Resumo das Características do Medicamento (RCM) est le document officiel approuvé par l’ANSM/EMA. Il ne remplace pas la notice ni l’avis du médecin.

20-09-2021

1. NOME DO MEDICAMENTO

Mirtazapina Aurovitas 15 mg comprimidos orodispersíveis Mirtazapina Aurovitas 30 mg comprimidos orodispersíveis Mirtazapina Aurovitas 45 mg comprimidos orodispersíveis

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido orodispersível de Mirtazapina Aurovitas 15 mg contém 15 mg de mirtazapina. Cada comprimido orodispersível de Mirtazapina Aurovitas 30 mg contém 30 mg de mirtazapina. Cada comprimido orodispersível de Mirtazapina Aurovitas 45 mg contém 45 mg de mirtazapina. Excipientes com efeito conhecido: Cada comprimido orodispersível de Mirtazapina Aurovitas 15 mg contém 3 mg de aspartamo. Cada comprimido orodispersível de Mirtazapina Aurovitas 30 mg contém 6 mg de aspartamo. Cada comprimido orodispersível de Mirtazapina Aurovitas 45 mg contém 9 mg de aspartamo. Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido orodispersível Mirtazapina Aurovitas 15 mg comprimidos orodispersíveis: Comprimidos orodispersíveis redondos, brancos, com “36” gravado em relevo numa das faces do comprimido e “A” na outra face, com um rebordo circular gravado em relevo.

Mirtazapina Aurovitas 30 mg comprimidos orodispersíveis: Comprimidos orodispersíveis redondos, brancos, com “37” gravado em relevo numa das faces do comprimido e “A” na outra face, com um rebordo circular gravado em relevo.

Mirtazapina Aurovitas 45 mg comprimidos orodispersíveis: Comprimidos orodispersíveis redondos, brancos, com “38” gravado em relevo numa das faces do comprimido e “A” na outra face, com um rebordo circular gravado em relevo.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1. Indicações terapêuticas

A mirtazapina está indicada em adultos para o tratamento de episódios de depressão major. 20-09-2021

4.2. Posologia e modo de administração

Posologia Adultos A dose diária eficaz situa-se, habitualmente, entre 15 e 45 mg; a dose inicial é de 15 ou 30 mg. A mirtazapina começa a exercer o seu efeito, geralmente, após 1-2 semanas de tratamento. O tratamento com uma dose adequada deverá resultar numa resposta positiva dentro de 2-4 semanas. No caso da resposta ser insuficiente, a dose pode ser aumentada até à dose máxima. Se não ocorrer resposta ao fim de 2-4 semanas adicionais, o tratamento deverá ser interrompido. Os doentes com depressão deverão ser tratados por um período suficiente de pelo menos 6 meses para garantir a ausência de sintomas. Recomenda-se a interrupção gradual do tratamento com mirtazapina para evitar os sintomas de privação (ver secção 4.4). População idosa A dose recomendada é a mesma que para os adultos. Em doentes idosos, um aumento da dose deverá ser realizado sob apertada vigilância, de modo a obter-se uma resposta satisfatória e segura. Compromisso renal A depuração da mirtazapina pode estar diminuída em doentes com compromisso renal moderado a grave (depuração da creatinina <40 ml/min). Este facto deve ser tido em consideração quando se prescreve Mirtazapina Aurovitas a este grupo de doentes (ver secção 4.4). Compromisso hepático A depuração da mirtazapina pode estar diminuída em doentes com compromisso hepático. Este facto deve ser tido em consideração quando se prescreve Mirtazapina Aurovitas a este grupo de doentes, particularmente, doentes com compromisso hepático grave, na medida em que a mirtazapina ainda não foi investigada em doentes com compromisso hepático grave. (ver secção 4.4). População pediátrica A Mirtazapina Aurovitas não deve ser utilizada em crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos visto a eficácia não ter sido demonstrada em dois ensaios clínicos de curta duração (ver secção 5.1) e devido a questões de segurança (ver secções 4.4, 4.8 e 5.1). Modo de administração A mirtazapina tem uma semivida de eliminação de 20-40 horas, pelo que Mirtazapina Aurovitas é adequada para uma toma única diária. Preferencialmente, deve ser tomada numa toma única à noite, antes de deitar. A Mirtazapina Aurovitas pode também ser administrada em duas doses divididas (uma de manhã e outra ao deitar, a dose mais elevada deverá ser tomada à noite). Os comprimidos devem ser administrados por via oral. O comprimido desintegrar-se-á rapidamente e pode ser engolido sem água.

4.3. Contraindicações

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Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1. Uso concomitante de mirtazapina e inibidores da monoaminoxidase (IMAO) (ver secção 4.5).

4.4. Advertências e precauções especiais de utilização

População pediátrica A Mirtazapina Aurovitas não deve ser utilizada no tratamento de crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos. Foram observados com maior frequência comportamentos relacionados com o suicídio (tentativa de suicídio e ideação suicida) e hostilidade (predominantemente agressão, comportamento de oposição e cólera) em ensaios clínicos com crianças e adolescentes que se encontravam a tomar antidepressores, em comparação com os que se encontravam a tomar placebo. Se, não obstante, com base na necessidade clínica, a decisão de tratamento for tomada, o doente deve ser rigorosamente monitorizado em relação ao aparecimento de sintomas suicidas. Adicionalmente, não estão disponíveis dados de seguranças a longo prazo em crianças e adolescentes no que se refere ao crescimento, à maturação e ao desenvolvimento cognitivo e comportamental. Suicídio/ideação suicida ou agravamento da situação clínica A depressão está associada ao aumento do risco de ideação suicida, autoagressividade e suicídio (pensamentos/comportamentos relacionados com o suicídio). O risco prevalece até que ocorra remissão significativa dos sintomas. Como durante as primeiras semanas ou mais de tratamento pode não se verificar qualquer melhoria, os doentes deverão ter uma vigilância mais rigorosa até que essa melhoria ocorra. De acordo com a prática clínica, em geral, o risco de suicídio pode aumentar nas fases iniciais da recuperação. Os doentes com história de pensamentos/comportamentos relacionados com o suicídio, que apresentem um grau significativo destes sintomas antes do início do tratamento, apresentam também um maior risco de ideação suicida ou de tentativa de suicídio, devendo por isso ser cuidadosamente monitorizados durante o tratamento. Uma meta- análise de estudos clínicos controlados com placebo em adultos com distúrbios psiquiátricos demonstrou um aumento do risco de comportamentos relacionados com o suicido em doentes com menos de 25 anos a tomar antidepressivos comparativamente aos doentes a tomar placebo. A terapêutica com antidepressivos deverá ser acompanhada de uma monitorização rigorosa em particular nos doentes de maior risco especialmente na fase inicial do tratamento ou na sequência de alterações posológicas. Os doentes, e os prestadores de cuidados de saúde, devem ser alertados para a necessidade de monitorização relativamente a qualquer agravamento da sua situação clínica, pensamentos/comportamentos relacionados com o suicídio e para procurar assistência médica imediatamente caso estes ocorram. No que diz respeito à possibilidade de suicídio, em particular no início do tratamento, apenas deverá ser dada ao doente uma quantidade mínima de comprimidos orodispersíveis Mirtazapina Aurovitas que permita o adequado acompanhamento do doente, de forma a reduzir o risco de sobredosagem. Depressão da medula óssea Têm sido referidos casos de depressão da medula óssea, geralmente sob a forma de granulocitopenia ou agranulocitose, durante o tratamento com mirtazapina. Nos estudos clínicos com mirtazapina, a agranulocitose reversível tem sido referida como uma ocorrência rara. No período pós-comercialização de mirtazapina, foram notificados casos muito raros de agranulocitose, na maioria reversíveis mas em alguns casos fatais. A maioria dos casos fatais é relativa a doentes com idade superior a 65 anos. O médico 20-09-2021

deverá estar em alerta para sintomas tais como febre, dores de garganta, estomatite ou outros sinais de infeção; quando algum destes sintomas ocorrer, o tratamento deverá ser suspenso e deve realizar-se um hemograma completo. Icterícia O tratamento deverá ser descontinuado se ocorrer icterícia. Condições que requerem supervisão É necessária uma administração cuidada, assim como uma monitorização apertada e regular, em doentes com: - epilepsia e síndrome orgânico cerebral: embora a experiência clínica indique que raramente ocorrem convulsões epiléticas durante o tratamento com mirtazapina, assim como com outros antidepressores, o tratamento com Mirtazapina Aurovitas deverá ser iniciado com cautela em doentes com história de convulsões. O tratamento deverá ser descontinuado em qualquer doente que desenvolva convulsões ou quando ocorra um aumento na frequência das convulsões. - compromisso hepático: após uma dose oral única de 15 mg de mirtazapina, a depuração da mirtazapina está diminuída em 35 %, aproximadamente, nos doentes com compromisso hepático ligeiro a moderado comparativamente a indivíduos com a função hepática normal. A concentração plasmática média de mirtazapina está aumentada em cerca de 55%. - compromisso renal: após uma dose oral única de 15 mg de mirtazapina, a depuração da mirtazapina está diminuída em cerca de 30% e 50%, respetivamente, em doentes com compromisso renal moderado (depuração da creatinina <40 ml/min) e grave (depuração da creatinina ≤ 10 ml/min), comparativamente a indivíduos normais. A concentração plasmática média da mirtazapina aumentou em cerca de 55% e 115%, respetivamente. Não foram encontradas diferenças significativas em doentes com compromisso renal ligeiro (depuração da creatinina <80 ml/min) comparativamente ao grupo controlo. - doenças cardíacas, tais como perturbações da condução, angina de peito e enfarte do miocárdio recente, onde devem ser tomadas as precauções habituais e os medicamentos concomitantes administrados cuidadosamente. - hipotensão. - diabetes mellitus: em doentes com diabetes, os antidepressores podem alterar o controlo glicémico. Pode ser necessário ajustar a dose de insulina e/ou antidiabéticos orais e recomenda-se uma monitorização apertada. Tal como com outros antidepressivos deve ter-se em conta o seguinte: - Pode ocorrer o agravamento dos sintomas psicóticos quando os antidepressores são administrados a doentes com esquizofrenia ou com outras perturbações psicóticas; os pensamentos paranoides podem ser intensificados. - O tratamento da fase depressiva de uma afeção bipolar pode desencadear uma fase de mania. Doentes com história de mania/hipomania devem ser cuidadosamente monitorizados. O tratamento com mirtazapina deverá ser interrompido em qualquer doente que entre em fase de mania. - Embora Mirtazapina Aurovitas não provoque dependência, a experiência pós- comercialização mostra que a uma interrupção abrupta do tratamento após administração prolongada pode, por vezes, causar sintomas de privação. A maioria das reações de privação é ligeira e autolimitada. Entre os vários sintomas de privação notificados, os mais frequentemente referidos foram as tonturas, agitação, ansiedade, cefaleias e náuseas. Embora tenham sido notificados como sintomas de privação, deve ter-se em atenção que estes sintomas podem estar relacionados com a doença subjacente. Tal como descrito na secção 4.2, recomenda-se a interrupção gradual do tratamento com mirtazapina. - Deve ser tido cuidado com os doentes com alterações na micção como na hipertrofia prostática e em doentes com glaucoma de ângulo estreito agudo e aumento da pressão 20-09-2021

intraocular (embora não se esperem problemas devido à muito fraca atividade anticolinérgica de mirtazapina). - Acatisia/agitação psicomotora: O uso de antidepressores tem sido associado ao desenvolvimento de acatisia, caracterizada por uma agitação subjetiva desagradável ou aflitiva e pela necessidade de movimentação acompanhada frequentemente pela incapacidade de sentar ou ficar imóvel. Estes sintomas são mais prováveis de ocorrer nas primeiras semanas de tratamento. Em doentes que desenvolvem estes sintomas, o aumento da dose pode ser prejudicial. - Foram notificados casos de prolongamento do intervalo QT, Torsades de Pointes, taquicardia ventricular, e morte súbita, durante o período de pós-comercialização de mirtazapina. A maioria das notificações ocorreram associadas a sobredosagem ou em doentes com outros fatores de risco para o prolongamento do intervalo QT, incluindo o uso concomitante de medicamentos que prolongam o intervalo QTc (ver secção 4.5 e secção 4.9). Deve ser tida precaução quando a Mirtazapina Aurovitas é prescrita em doentes com doença cardiovascular conhecida ou com história familiar de prolongamento do intervalo QT, e na utilização concomitante com outros fármacos que se pensa prolongarem o intervalo QTc. Hiponatremia Tem sido notificada muito raramente hiponatremia com o uso de mirtazapina, provavelmente, devido à secreção inapropriada de hormona antidiurética (SIADH). Deverá ser tida precaução em doentes de risco, tais como idosos ou doentes concomitantemente tratados com medicamentos que se conheça que podem causar hiponatremia. Síndrome serotoninérgica A ocorrência de síndrome serotoninérgica em doentes a tomar ISRSs concomitantemente com medicamentos serotoninérgicos foi raramente notificada. A combinação de sintomas, tais como, agitação, rigidez, tremor, mioclonia, hipertermia, alterações no estado mental incluindo confusão, irritabilidade e agitação extrema progredindo para delírio e coma, instabilidade autonómica com possíveis flutuações rápidas dos sinais vitais, anomalias neuromusculares e/ou sintomas gastrointestinais, pode indicar o desenvolvimento desta condição. Se isto ocorrer, o tratamento com o SSRI e o medicamento serotoninérgico deve ser descontinuado de imediato e deve ser iniciado o tratamento sintomático. A experiência pós-comercialização indica que a síndrome serotoninérgica ocorre muito raramente em doentes tratados apenas com mirtazapina (ver secção 4.8). A administração concomitante de agentes serotoninérgicos, tais como inibidores da MAO, inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS), inibidores da recaptação da serotonina e norepinefrina (IRSN) ou antidepressivos tricíclicos, e de medicamentos que contêm buprenorfina pode resultar em síndrome serotoninérgica, uma condição potencialmente fatal (ver secção 4.5). Caso o tratamento concomitante com medicamentos que contêm buprenorfina seja clinicamente justificado, aconselha-se a observação cuidadosa do doente, especialmente durante o início do tratamento e o aumento da dose. Em caso de suspeita de síndrome serotoninérgica, deve ser considerada a redução da dose ou a descontinuação da terapêutica em função da gravidade dos sintomas. 20-09-2021

População idosa A população idosa é frequentemente mais sensível, especialmente no que diz respeito aos efeitos indesejáveis dos antidepressores. Durante a investigação clínica com mirtazapina, os efeitos indesejáveis não foram mais frequentemente notificados nos doentes idosos do que nos outros grupos etários. Reações cutâneas adversas graves Foram relatadas reações cutâneas adversas graves (RCAG), incluindo síndrome de Stevens-Johnson (SSJ), necrólise epidérmica tóxica (NET), reação medicamentosa com eosinofilia e sintomas sistémicos (DRESS), dermatite bolhosa e eritema multiforme, que podem ser potencialmente fatais ou fatais, em associação com tratamento com mirtazapina. Se surgirem sinais e sintomas sugestivos destas reações, a terapêutica com mirtazapina deve ser imediatamente interrompida. Caso o doente tenha desenvolvido uma destas reações devido à utilização de mirtazapina, o tratamento com mirtazapina não deve ser reiniciado nesse doente em momento algum. Aspartamo Mirtazapina Aurovitas contém aspartamo, uma fonte de fenilalanina. Cada comprimido de 15 mg, 30 mg e 45 mg de mirtazapina contém 3 mg, 6 mg e 9 mg de fenilalanina, respetivamente. Esta situação pode ser prejudicial em doentes com fenilcetonúria.

4.5. Interações medicamentosas e outras formas de interação

Interações farmacodinâmicas A mirtazapina não deve ser administrada concomitantemente com inibidores da MAO ou nas duas semanas seguintes à cessação da terapêutica com inibidores da MAO. De maneira contrária, deve-se esperar cerca de duas semanas antes dos doentes tratados com mirtazapina sejam tratados com inibidores da MAO (ver secção 4.3). Adicionalmente, tal como com os ISRS, a coadministração de outras substâncias ativas serotoninérgicas (L-triptofano, triptanos, tramadol, linezolida, azul de metileno, ISRS, venlafaxina, lítio e preparações à base de hipericão - Hypericum perforatum) podem levar a uma incidência de efeitos associados à serotonina (síndrome serotoninérgica: ver secção 4.4). Deverá ser aconselhada precaução e é necessária uma monitorização clínica apertada quando estas substâncias ativas são administradas em combinação com a mirtazapina. A mirtazapina pode aumentar as propriedades sedativas das benzodiazepinas e outros sedativos (particularmente, a maior parte dos antipsicóticos, antagonistas dos recetores H1 da histamina, opioides). Devem ser tomadas medidas de precaução quando estes medicamentos forem prescritos juntamente com a mirtazapina. A mirtazapina pode aumentar a ação depressora do álcool sobre o SNC. Os doentes deverão, portanto, ser aconselhados a não ingerir bebidas alcoólicas enquanto tomam mirtazapina. Em indivíduos medicados com varfarina, a toma de 30 mg de mirtazapina, uma vez por dia, provocou um pequeno, mas estatisticamente significativo, aumento da razão normalizada internacional (INR). Como para doses mais elevadas de mirtazapina não pode ser excluído um efeito mais pronunciado, é aconselhável a monitorização dos valores da INR em caso de tratamento concomitante de varfarina e mirtazapina. O risco de prolongamento do intervalo QT e/ou de arritmias ventriculares (por exemplo, Torsades de Pointes) pode ser aumentado com a utilização concomitante de fármacos que prolongam o 20-09-2021

intervalo QTc (por exemplo, alguns antipsicóticos e antibióticos). Medicamentos que contêm buprenorfina Mirtazapina Aurovitas deve ser utilizado com precaução quando administrado concomitantemente com medicamentos que contêm buprenorfina, pois o risco de síndrome serotoninérgica, uma condição potencialmente fatal, é acrescido (ver secção 4.4). Interações farmacocinéticas A carbamazepina e a fenitoína, indutores do CYP3A4, aumentaram a depuração da mirtazapina para o dobro, resultando num decréscimo das concentrações plasmáticas de mirtazapina de 60 e 45%, respetivamente. Quando a carbamazepina ou qualquer outro indutor do metabolismo hepático (tal como a rifampicina) for adicionado à terapêutica com mirtazapina, pode ser necessário o aumento da dose de mirtazapina. Se o tratamento com quaisquer destes fármacos for interrompido, pode ser necessária a redução da dose de mirtazapina. A administração concomitante de cetoconazol, um potente inibidor do CYP3A4, aumentou os picos das concentrações plasmáticas e a AUC da mirtazapina em cerca de 40% e 50%, respetivamente. Quando é administrada a cimetidina (um inibidor fraco do CYP1A2, CYP2D6 e CYP3A4) com a mirtazapina, a concentração plasmática média da mirtazapina pode aumentar mais de 50 %. Devem ser tomadas medidas de precaução e a dose pode ser diminuída quando se administra concomitantemente a mirtazapina com inibidores potentes do CYP3A4, inibidores da protease do VIH, antifúngicos azóis, eritromicina, cimetidina ou nefazodona. Os estudos de interação não indicaram qualquer efeito farmacocinético relevante na administração concomitante de mirtazapina com paroxetina, amitriptilina, risperidona e lítio. População pediátrica Os estudos de interação só foram realizados em adultos.

4.6. Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez Dados limitados sobre a utilização de mirtazapina em mulheres grávidas não indicam um risco aumentado de malformações congénitas. Os estudos em animais não revelaram quaisquer efeitos teratogénicos com relevância clínica, contudo tem sido observada toxicidade no desenvolvimento (ver secção 5.3). Os dados epidemiológicos têm sugerido que a utilização ISRS durante a gravidez, particularmente na fase final, pode aumentar o risco de hipertensão pulmonar persistente no recém-nascido (HPPRN). Embora não tenham sido efetuados estudos que investiguem a associação de HPPRN com o tratamento com mirtazapina, este risco potencial não pode ser excluído, tendo em consideração o mecanismo de ação relacionado (aumento das concentrações de serotonina). A prescrição a mulheres grávidas deverá ser feita cautelosamente. Se Mirtazapina Aurovitas for utilizada até ao nascimento ou até perto deste, é recomendada a monitorização pós-natal do recém-nascido para considerar possíveis efeitos de privação. Amamentação Estudos em animais e dados humanos limitados têm revelado que a mirtazapina é excretada no leite materno apenas em quantidades muito pequenas. A decisão sobre a continuação/suspensão do aleitamento ou a continuação/suspensão da terapêutica com Mirtazapina Aurovitas deve ser tomada tendo em consideração o benefício do aleitamento para o lactente e o benefício da terapêutica com Mirtazapina Aurovitas para a mulher. 20-09-2021

Fertilidade Os estudos não clínicos de toxicidade reprodutiva em animais não demonstraram qualquer efeito na fertilidade.

4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Os efeitos de Mirtazapina Aurovitas sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas são reduzidos ou moderados. A Mirtazapina Aurovitas pode prejudicar a capacidade de concentração e a vigília (particularmente na fase inicial do tratamento). Os doentes devem evitar o desempenho de tarefas potencialmente perigosas que requeiram vigília e concentração, tais como condução de veículos motorizados ou manuseamento de máquinas, em qualquer altura quando afetados.

4.8. Efeitos indesejáveis

Resumo do perfil de segurança Foram notificadas reações cutâneas adversas graves (RCAG), incluindo síndrome de Stevens-Johnson (SSJ), necrólise epidérmica tóxica (NET), reação medicamentosa com eosinofilia e sintomas sistémicos (DRESS), dermatite bolhosa e eritema multiforme, associadas ao tratamento com mirtazapina (ver secção 4.4). Os doentes deprimidos referem um número de sintomas que estão associados à própria doença em si. Consequentemente é, por vezes, muito difícil diferenciar se os sintomas se devem à própria doença ou ao tratamento com Mirtazapina Aurovitas. As reações adversas mais frequentemente notificadas, que ocorreram em mais de 5% dos doentes tratados com mirtazapina em ensaios clínicos aleatorizados e controlados com placebo (ver abaixo) foram: sonolência, sedação, xerostomia, aumento de peso, aumento do apetite, tonturas e fadiga. Todos os ensaios aleatorizados e controlados por placebo com doentes (incluindo indicações para além da perturbação depressiva major) foram avaliados no que se refere às reações adversas de mirtazapina. A meta-análise considerou 20 ensaios, com uma duração de tratamento planeada até 12 semanas, com 1501 doentes (134 pessoas-ano) a receber doses até 60 mg de mirtazapina e 850 doentes (79 pessoas-ano) a receber placebo. Foram excluídas as fases de extensão destes ensaios para manter a comparabilidade com o placebo. A tabela 1 mostra a incidência das reações adversas agrupadas, que ocorreram com uma frequência estatisticamente significativa maior durante o tratamento com mirtazapina em comparação com o placebo durante os ensaios clínicos, assim como as reações adversas por notificação espontânea. A frequência das reações adversas por notificação espontânea é baseada na taxa de notificação destes eventos durante os ensaios clínicos. A frequência das reações adversas por notificação espontânea para as quais não se verificou nenhum caso com a mirtazapina nos ensaios clínicos aleatorizados e controlados com placebo, foi classificada como “desconhecida”. Tabela 1. Reações adversas de Mirtazapina Aurovitas Frequência desconhecida Classes de Muito Frequentes Pouco Raros (não pode ser sistemas de frequentes (≥1/10) (≥1/100, frequentes (≥1/1000, (≥1/10000, calculada a órgãos <1/10) <1/100) <1/1000) partir dos dados disponíveis) 20-09-2021

Depressão da medula óssea Doenças do (granulocitopen sangue e do ia, sistema agranulocitose, linfático anemia aplástica, trombocitopeni a) Eosinofilia Secreção inadequada de hormona Doenças antidiurética endócrinas Hiperprolactine mia (e sintomas relacionados galactorreia e ginecomastia) Doenças do Aumento peso1 do Hiponatremia metabolismo Aumento de e da nutrição apetite1 Sonhos Pesadelos2 Agressão Ideação anormais Mania suicida6 Confusão Agitação2 Comportament Doenças do Ansiedade2,5 Alucinaçõe o suicida6 foro Insónia3,5 s Sonambulismo psiquiátrico Agitação psicomotora (incl. acatisia, hipercinésia) Sonolência1,4 Letargia1 Parestesia2 Mioclonias Convulsões Doenças do Sedação1,4 Cefaleia2 Tonturas Tremores Pernas irrequietas (crises) Síndrome sistema Amnésia7 Síncope serotoninérgica nervoso Parestesia oral Disartria Hipotensão Hipotensão2 Vasculopatias ortostática Xerostomia Náuseas3 Hipoestesia Pancreatite Edema da boca Doenças Diarreia2 oral Salivação gastrointesti Vómitos2 aumentada nais Obstipação1 Afeções Elevação hepatobiliare das s transamina ses séricas 20-09-2021

Exantema2 Síndrome de Stevens- Johnson Dermatite bolhosa Eritema Afeções dos multiforme tecidos Necrólise cutâneos e epidérmica subcutâneos tóxica Reação medicamentosa com eosinofilia e sintomas sistémicos (DRESS) Afeções Artralgia Rabdomiólise musculosquel Mialgia éticas e dos Dorsalgia1 tecidos conjuntivos Afeções Retenção renais e urinária urinárias Doenças dos -Priapismo órgãos genitais e da mama Perturbações Edema Edema gerais e periférico1 generalizado alterações no Fadiga Edema local de localizado administraçã o Exames Creatinina complementa quinase res de aumentada diagnóstico 1 Nos ensaios clínicos estes eventos ocorreram com uma frequência estatisticamente significava maior durante o tratamento com mirtazapina do que com o placebo. 2 Nos ensaios clínicos estes eventos ocorreram mais frequentemente durante o tratamento com placebo do que com mirtazapina, contudo, esta diferença não foi estatisticamente significativa. 3 Nos ensaios clínicos estes eventos ocorreram com uma frequência estatisticamente significava maior durante o tratamento com placebo do que com mirtazapina. 4 N.B. A redução da dose geralmente não leva a menos sonolência/sedação mas pode pôr em perigo a eficácia antidepressora. 5 Sob tratamento antidepressor em geral, a ansiedade e a insónia (que podem ser sintomas de depressão) podem-se desenvolver ou agravar. Com mirtazapina, foram notificados casos de desenvolvimento ou agravamento de ansiedade e insónia. 6 Foram notificados casos de ideação/comportamento suicida durante o tratamento com mirtazapina ou imediatamente após a sua interrupção (ver secção 4.4). 7 Na maioria dos casos, os doentes recuperaram após a interrupção do medicamento. 20-09-2021

Em pesquisas laboratoriais durante os ensaios clínicos, foram observados aumentos transitórios das transaminases e da gamaglutamiltransferase (contudo, não foram notificados efeitos adversos associados a Mirtazapina com uma frequência maior estatisticamente significativa em comparação com o placebo). População pediátrica Foram observados frequentemente os seguintes acontecimentos adversos em ensaios clínicos com crianças: ganho de peso, urticária e hipertrigliceridemia. (ver também a secção 5.1). Notificação de suspeitas de reações adversas A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.: Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]

4.9. Sobredosagem

A experiência atual referente à sobredosagem com apenas mirtazapina indica que os sintomas são, geralmente, ligeiros. Foi notificada depressão do sistema nervoso central com desorientação e sedação prolongada, simultaneamente com taquicardia e hiper ou hipotensão ligeira. No entanto, existe uma possibilidade de evoluções mais graves (incluindo morte) em doses muito mais elevadas do que a dose terapêutica, especialmente se existe sobredosagem misturada com outros medicamentos. Nestes casos, foram também notificados casos de prolongamento do intervalo QT e Torsades de Pointes. Os casos de sobredosagem devem receber terapêutica sintomática apropriada e suporte das funções vitais. Deve ser realizada monitorização eletrocardiográfica (ECG). A utilização de carvão ativado e a lavagem gástrica deve também ser considerada. População pediátrica As ações apropriadas, conforme descrito para os adultos, devem ser tidas em consideração em caso de sobredosagem em pediatria.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1. Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 2.9.3 – Sistema Nervoso Central. Psicofármacos. Antidepressores, código ATC: N06AX11 Mecanismo de ação/ efeitos farmacodinâmicos A mirtazapina é um antagonista α2 pré-sináptico ativo a nível central, que aumenta a neurotransmissão noradrenérgica e serotoninérgica. O aumento da neurotransmissão serotoninérgica é especificamente mediado pelos recetores 5-HT1, uma vez que os recetores 5-HT2 e 5-HT3 são bloqueados pela mirtazapina. Ambos os enantiómeros da 20-09-2021

mirtazapina contribuem, presumivelmente, para a atividade antidepressora, o enantiómero S (+) através do bloqueio dos recetores α2 e 5-HT2 e o enantiómero R (-) através do bloqueio dos recetores 5-HT3. Eficácia e segurança clínicas A atividade antagonista nos recetores histamínicos H1 da mirtazapina está associada às suas propriedades sedativas. Praticamente não possui atividade anticolinérgica e, em doses terapêuticas, têm apenas efeitos limitados (por exemplo, hipotensão ortostática) sobre o sistema cardiovascular. O efeito de mirtazapina no intervalo QTc foi avaliado num ensaio clínico aleatorizado, controlado por placebo e moxifloxacina, envolvendo 54 voluntários saudáveis, usando uma dose habitual de 45 mg e uma dose supra-terapêutica de 75 mg. O modelo linear e- max sugeriu que o prolongamento dos intervalos QTc permaneceu abaixo do limite de prolongamento considerado clinicamente significativo (ver secção 4.4). População pediátrica Dois estudos clínicos aleatorizados, em dupla-ocultação, controlados com placebo, em crianças com idades compreendidas entre os 7 e 18 anos e com perturbação depressiva major (n=259) utilizando uma dose flexível para as primeiras 4 semanas (15-45 mg de mirtazapina), seguida de uma dose fixa (15, 30 ou 45 mg de mirtazapina) para as outras 4 semanas, falharam em demonstrar diferenças significativas entre a mirtazapina e placebo nos parâmetros de avaliação primários e em todos os secundários. Foi observado ganho de peso significativo ( ≥ 7%), em 48,8% dos indivíduos tratados com mirtazapina quando comparado com 5,7% no braço placebo. Foram também frequentemente observadas urticária (11,8% vs 6,8%) e hipertrigliceridemia (2,9% vs 0%).

5.2. Propriedades farmacocinéticas

Absorção Após administração oral de mirtazapina, a substância ativa mirtazapina é bem e rapidamente absorvida (biodisponibilidade ≈ 50%), atingindo os picos de concentração plasmática após aproximadamente duas horas. Os alimentos não interferem com a farmacocinética da mirtazapina. Distribuição A ligação da mirtazapina às proteínas plasmáticas é de, aproximadamente, 85 %. Biotransformação As principais vias de biotransformação são a desmetilação e a oxidação, seguidas de conjugação. Os resultados in vitro de ensaios com células microssomais hepáticas humanas indicam que as enzimas CYP1A2 e CYP2D6 do citocromo P450 estão envolvidas na formação do metabolito 8-hidroxilado da mirtazapina, enquanto o CYP3A4 é considerado o responsável pela formação dos metabolitos N-desmetilado e N-óxido. O metabolito desmetilado é farmacologicamente ativo e parece ter o mesmo perfil farmacocinético do composto de origem. Eliminação A mirtazapina é extensivamente metabolizada e eliminada pelas vias urinária e fecal, em poucos dias. A semivida média de eliminação é de 20-40 horas; semividas mais longas, até 65 horas, foram ocasionalmente referidas e semividas mais curtas foram observadas em jovens do sexo masculino. A semivida de eliminação é suficiente para justificar uma dose única diária. O estado estacionário é atingido ao fim de 3-4 dias, após os quais não existe mais acumulação. 20-09-2021

Linearidade/não linearidade A mirtazapina demonstra uma farmacocinética linear dentro do intervalo de dose recomendado. Populações especiais A depuração da mirtazapina pode diminuir devido a compromisso renal ou compromisso hepático.

5.3. Dados de segurança pré-clínica

Os dados não-clínicos não revelam riscos especiais para o ser humano, segundo estudos convencionais de farmacologia de segurança, toxicidade de dose repetida, genotoxicidade, potencial carcinogénico, toxicidade para a reprodução e desenvolvimento. Nos estudos de toxicidade reprodutiva em ratos e coelhos não foram observados efeitos teratogénicos. A uma exposição sistémica duas vezes superior à exposição terapêutica humana máxima, verificou-se um aumento da perda pós-implantação, decréscimo no peso dos recém-nascidos e redução da sobrevivência durante os primeiros trás dias de lactação nos ratos. A mirtazapina não se revelou genotóxica numa série de testes de mutação genética e alterações cromossómicas e do ADN. Os tumores da glândula tiroideia detetados num estudo de carcinogenicidade em ratos e as neoplasias hepatocelulares detetadas num estudo de carcinogenicidade em murganhos são considerados como sendo específicos destas espécies e respostas não genotóxicas associadas ao tratamento a longo prazo com doses elevadas de indutores das enzimas hepáticas.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1. Lista dos excipientes

Crospovidona (tipo B) Manitol Celulose microcristalina Aspartamo Sílica coloidal anidra Estearato de magnésio Aroma de guaraná morango [maltodextrina, propilenoglicol, aromas artificiais, ácido acético] Aroma de hortelã-pimenta [aromas artificiais, amido de milho]

6.2. Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3. Prazo de validade

3 anos.

6.4. Precauções especiais de conservação

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

6.5. Natureza e conteúdo do recipiente

Blister de dose unitária perfurada em Poliamida/Alumínio/PVC/ Papel/ Poliéster-Alumínio. 20-09-2021

Apresentação: 15 mg: 6 e 30 comprimidos orodispersíveis. 30 mg e 45 mg: 30 comprimidos orodispersíveis. É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6. Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Generis Farmacêutica, S.A. Rua João de Deus, 19 2700-487 Amadora Portugal

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Registado no Infarmed I.P. com o nº: 5711403, blister 6 unidades, 15 mg Registado no Infarmed I.P. com o nº: 5711411, blister 30 unidades, 15 mg Registado no Infarmed I.P. com o nº: 5711429, blister 30 unidades, 30 mg Registado no Infarmed I.P. com o nº: 5711437, blister 30 unidades, 45 mg

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DE AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO 23 de março de 2017

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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Respostas geradas automaticamente a partir do folheto informativo oficial deste medicamento. Não substituem, em caso algum, o parecer do seu farmacêutico ou do seu médico. Em caso de emergência, ligue 112.