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Sitagliptina Anova MG

Substância ativa: Sitagliptina
Forma farmacêutica: Comprimido revestido por película 100 mg
Fonte: Folheto informativo oficial (INFARMED / INFOMED)

APROVADO EM 17-05-2024 INFARMED Folheto informativo: Informação para o doente Sitagliptina Anova 25 mg comprimidos revestidos por película Sitagliptina Anova 50 mg comprimidos revestidos por película Sitagliptina Anova 100 mg comprimidos revestidos por película sitagliptina Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento, pois contém informação importante para si. – Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente. – Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. – Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença. – Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4. O que contém este folheto

1. O que é Sitagliptina Anova e para que é utilizada

2. O que precisa de saber antes de tomar Sitagliptina Anova

3. Como tomar Sitagliptina Anova

4. Efeitos indesejáveis possíveis

5. Como conservar Sitagliptina Anova

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Sitagliptina Anova e para que é utilizada

Sitagliptina Anova contém a substância ativa sitagliptina que é um membro de uma classe de medicamentos denominados inibidores da DPP-4 (inibidores da dipeptidil peptidase-4) que baixa os níveis de açúcar no sangue em doentes adultos com diabetes mellitus tipo 2. Este medicamento ajuda a aumentar os níveis de insulina produzida após uma refeição e diminui a quantidade de açúcar produzida pelo organismo. O seu médico receitou este medicamento para ajudar a baixar o seu açúcar no sangue, que é muito alto devido à diabetes tipo 2. Este medicamento pode ser tomado isoladamente ou em associação com outros medicamentos que baixam o açúcar no sangue (insulina, metformina, sulfonilureias ou glitazonas), e que poderá já estar a tomar para a diabetes, em conjunto com um plano alimentar e de exercício físico.

O que é a diabetes tipo 2?

A diabetes tipo 2 é uma doença em que o organismo não produz insulina suficiente, e mesmo a que o seu organismo produz não funciona tão bem como deveria. O seu organismo pode também produzir demasiado açúcar. Quando isto acontece, o açúcar (glucose) do sangue aumenta. Isto pode originar problemas médicos graves como doença de coração, doença de rins, cegueira e amputação.

2. O que precisa de saber antes de tomar Sitagliptina Anova

APROVADO EM 17-05-2024 INFARMED Não tome Sitagliptina Anova – se tem alergia à sitagliptina ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6).

Advertências e precauções

Foram comunicados casos de inflamação do pâncreas (pancreatite) em doentes a tomar Sitagliptina Anova (ver secção 4). Se tiver formação de bolhas na pele, pode ser um sinal de uma situação chamada penfigoide bolhoso. O seu médico pode pedir-lhe para parar de tomar Sitagliptina Anova. Informe o seu médico se tem ou já teve: uma doença do pâncreas (tal como pancreatite) cálculos biliares, dependência do álcool ou valores muito altos de triglicéridos (um tipo de gordura) no seu sangue. Estas situações médicas podem aumentar a sua probabilidade de ter pancreatite (ver secção 4). diabetes tipo 1 cetoacidose diabética (uma complicação da diabetes caracterizada por elevados níveis de açúcar no sangue, rápida perda de peso, náuseas ou vómitos) quaisquer problemas de rins atuais ou passados uma reação alérgica ao Sitagliptina Anova (ver secção 4) É pouco provável que este medicamento cause níveis baixos de açúcar no sangue porque não atua quando o nível de açúcar no sangue é baixo. No entanto, quando este medicamento é usado em associação com uma sulfonilureia ou com insulina, podem ocorrer níveis baixos de açúcar no sangue (hipoglicemia). O seu médico pode reduzir a dose da sua sulfonilureia ou insulina. Crianças e adolescentes Crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos não devem utilizar este medicamento. Não é eficaz em crianças e adolescentes com idades entre os 10 e os 17 anos. Não se sabe se este medicamento é seguro e eficaz quando utilizado em crianças com menos de 10 anos. Outros medicamentos e Sitagliptina Anova Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, tiver tomado recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos. Em particular, informe o seu médico se está a tomar digoxina (um medicamento utilizado no tratamento dos batimentos cardíacos irregulares e outros problemas de coração). Os valores de digoxina no sangue podem ter de ser verificados se estiver a tomar Sitagliptina Anova. Gravidez e amamentação Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento. Não deve tomar este medicamento durante a gravidez. Não se sabe se este medicamento passa para o leite materno. Não deve tomar este medicamento se estiver a amamentar ou planear amamentar. APROVADO EM 17-05-2024 INFARMED Condução de veículos e utilização de máquinas Os efeitos deste medicamento sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas são nulos ou desprezáveis. No entanto, foram comunicadas tonturas e sonolência, que podem afetar a sua capacidade para conduzir e utilizar máquinas. A administração deste medicamento em associação com medicamentos denominados sulfonilureias ou com insulina pode provocar hipoglicemia, podendo afetar a sua capacidade de conduzir e utilizar máquinas ou trabalhar sem uma base de apoio seguro. Sitagliptina Anova contém sódio Este medicamento contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por comprimido revestido por película, ou seja, é praticamente “isento de sódio”.

3. Como tomar Sitagliptina Anova

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas. A dose habitual recomendada é: um comprimido revestido por película de 100 mg uma vez por dia por via oral Se tem problemas nos rins, o seu médico pode receitar-lhe doses mais baixas (tais como 25 mg ou 50 mg). Pode tomar este medicamento com ou sem alimentos e bebidas. O seu médico poderá receitar-lhe este medicamento em monoterapia ou com outros medicamentos que baixam o açúcar no sangue. A dieta e o exercício físico podem ajudar o seu organismo a usar melhor o açúcar do sangue. É importante que faça uma dieta continuada e exercício físico recomendado pelo seu médico enquanto tomar Sitagliptina Anova. Se tomar mais Sitagliptina Anova do que deveria Se tomar este medicamento mais do que o receitado, contacte o seu médico imediatamente. Caso se tenha esquecido de tomar Sitagliptina Anova Se se esquecer de uma dose, tome-a assim que se lembrar. Se não se lembrar até à altura de tomar a próxima dose, esqueça a dose que não tomou e retome o esquema habitual. Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar. Se parar de tomar Sitagliptina Anova Continue a tomar este medicamento durante o tempo indicado pelo seu médico, para que possa continuar a ajudar a controlar o seu açúcar no sangue. Não deve parar de tomar este medicamento sem falar com o seu médico primeiro. Caso ainda tenha APROVADO EM 17-05-2024 INFARMED dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico. Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.

4. Efeitos indesejáveis possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se manifestem em todas as pessoas. PARE de tomar Sitagliptina Anova e contacte um médico imediatamente se sentir algum dos seguintes efeitos indesejáveis graves: Dor grave e persistente no abdómen (área do estômago) que pode atingir as suas costas com ou sem náuseas e vómitos, uma vez que estes podem ser sinais de pâncreas inflamado (pancreatite). Se tiver uma reação alérgica grave (frequência desconhecida), incluindo erupção na pele, urticária, bolhas na pele/descamação da pele e inchaço da face, lábios, língua e garganta, podendo causar dificuldade em respirar ou engolir, pare de tomar este medicamento e contacte o seu médico imediatamente. O seu médico pode receitar- lhe um medicamento para tratar a reação alérgica e um medicamento diferente para a diabetes. Alguns doentes apresentaram os seguintes efeitos indesejáveis após a adição da sitagliptina à metformina: Frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas): açúcar baixo no sangue, náuseas, gases intestinais, vómitos Pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas): dor no estômago, diarreia, prisão de ventre, sonolência Alguns doentes apresentaram diferentes tipos de mal-estar no estômago quando iniciaram a associação de sitagliptina e metformina (frequência comum). Alguns doentes apresentaram os seguintes efeitos indesejáveis enquanto tomavam sitagliptina em associação com uma sulfonilureia e metformina: Muito frequentes (podem afetar mais do que 1 em 10 pessoas): açúcar baixo no sangue Frequentes: prisão de ventre Alguns doentes apresentaram os seguintes efeitos indesejáveis enquanto tomavam sitagliptina e pioglitazona: Frequentes: gases intestinais (flatulência), inchaço das mãos ou das pernas Alguns doentes apresentaram os seguintes efeitos indesejáveis enquanto tomavam sitagliptina em associação com pioglitazona e metformina: Frequentes: inchaço das mãos ou das pernas Alguns doentes apresentaram os seguintes efeitos indesejáveis enquanto tomavam sitagliptina em associação com insulina (com ou sem metformina): Frequentes: gripe Pouco frequentes: boca seca APROVADO EM 17-05-2024 INFARMED Alguns doentes apresentaram os seguintes efeitos indesejáveis enquanto tomavam sitagliptina isoladamente em estudos clínicos ou durante a utilização pós-aprovação isoladamente e/ou com outros medicamentos para a diabetes: Frequentes: açúcar baixo no sangue, dor de cabeça, infeção das vias respiratórias superiores, irritação ou corrimento nasal e garganta irritada, osteoartrite, dor nos braços ou pernas Pouco frequentes: tonturas, prisão de ventre, comichão Rara: número reduzido de plaquetas Frequência desconhecida: problemas renais (por vezes a necessitar de diálise), vómitos; dor nas articulações, dor muscular, dor nas costas, doença intersticial dos pulmões, penfigoide bolhoso (um tipo de bolhas na pele) Comunicação de efeitos indesejáveis Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente ao INFARMED, I.P. através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento. Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]

5. Como conservar Sitagliptina Anova

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças. Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso no blister e na embalagem exterior após EXP. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado. O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação. Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Sitagliptina Anova Sitagliptina Anova 25 mg: A substância ativa é a sitagliptina. Cada comprimido revestido por película contém cloridrato de sitagliptina mono-hidratado, equivalente a 25 mg de sitagliptina. Sitagliptina Anova 50 mg: APROVADO EM 17-05-2024 INFARMED A substância ativa é a sitagliptina. Cada comprimido revestido por película contém cloridrato de sitagliptina mono-hidratado equivalente a 50 mg de sitagliptina. Sitagliptina Anova 100 mg: A substância ativa é a sitagliptina. Cada comprimido revestido por película contém cloridrato de sitagliptina mono-hidratado equivalente a 100 mg de sitagliptina. Os outros componentes são: No núcleo do comprimido: celulose microcristalina, croscarmelose sódica, sílica coloidal anidra, hidrogenofosfato de cálcio e estearato de magnésio. O revestimento do comprimido contém: álcool polivinílico, macrogol, talco (E553b), dióxido de titânio (E171), óxido de ferro vermelho (E172) e óxido de ferro amarelo (E172). Qual o aspeto de Sitagliptina Anova e conteúdo da embalagem Sitagliptina Anova 25 mg: comprimidos revestidos por película redondos e biconvexos, de cor rosa, com "M" numa face e "SL1" na outra face. Sitagliptina Anova 50 mg: comprimidos revestidos por película redondos e biconvexos, castanhos claros, com "M" numa face e "SL2" na outra face. Sitagliptina Anova 100 mg: comprimidos revestidos por película redondos e biconvexos, castanhos, com "M" numa face e "SL3" na outra face. Os comprimidos estão disponíveis em blisters (OPA/Alumínio/PVC//Alumínio) em embalagens exteriores de cartão com 14, 28, 30, 56, 60, 84, 90 comprimidos. É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações. Titular da Autorização de Introdução no Mercado Laboratórios Anova – Produtos Farmacêuticos, Lda. Av. D. João II, Edifício Atlantis, N.º 44C – 7.3 e 7.4 1990-095 – Lisboa Portugal Fabricante McDermott Laboratories Limited T/A Gerard Laboratories T/A Mylan Dublin Unit 35/36 Baldoyle Industrial Estate, Grange Road, Dublin 13, Irlanda Medis International as Prumyslova 961/16, Bolatice, 747 23, República Checa Mylan Hungary Kft Mylan utca 1, Komárom, H-2900, Hungria Este medicamento encontra-se autorizado nos Estados Membros do Espaço Económico Europeu (EEE) com os seguintes nomes: Dinamarca Jaglix Croácia Jaglix 25 mg filmom obložene tablete, Jaglix 50 mg filmom obložene tablete, Jaglix 100 mg filmom obložene tablete Hungria Jaglix 100 mg filmtabletta Portugal Sitagliptina Anova Roménia Jaglix 100 mg comprimate filmate Este folheto foi revisto pela última vez em

⚕Para profissionais — Resumo das Características do Medicamento (RCM)Ficha técnica completa: posologia, interações, contraindicações, advertências+
Informações técnicas destinadas aos profissionais de saúde (médicos e farmacêuticos). Le Resumo das Características do Medicamento (RCM) est le document officiel approuvé par l’ANSM/EMA. Il ne remplace pas la notice ni l’avis du médecin.

17-05-2024

1. NOME DO MEDICAMENTO

Sitagliptina Anova 25 mg comprimidos revestidos por película Sitagliptina Anova 50 mg comprimidos revestidos por película Sitagliptina Anova 100 mg comprimidos revestidos por película

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido contém cloridrato de sitagliptina mono-hidratado, equivalente a 25 mg de sitagliptina. Cada comprimido contém cloridrato de sitagliptina mono-hidratado, equivalente a 50 mg de sitagliptina. Cada comprimido contém cloridrato de sitagliptina mono-hidratado, equivalente a 100 mg de sitagliptina. Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película. Comprimido revestido por película redondo e biconvexo, de cor rosa, com "M" numa face e "SL1" na outra face, e com 6,2 mm em diâmetro. Comprimido revestido por película redondo e biconvexo, castanho claro, com "M" numa face e "SL2" na outra face, e com 8,1 mm em diâmetro. Comprimido revestido por película redondo e biconvexo, castanho, com "M" numa face e "SL3" na outra face, e com 10,1 mm em diâmetro.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1. Indicações terapêuticas

Em doentes adultos com diabetes mellitus tipo 2, Sitagliptina Anova está indicado para melhorar o controlo da glicemia: Em monoterapia: em doentes não controlados de forma adequada pela dieta e o exercício isoladamente e para os quais a administração de metformina é inapropriada devido a contraindicações ou intolerância. Em terapêutica oral dupla em associação com: metformina quando a dieta e o exercício, associados a metformina em monoterapia, não proporcionam um adequado controlo da glicemia. 17-05-2024 uma sulfonilureia quando a dieta e o exercício, associados a uma dose máxima tolerada de sulfonilureia em monoterapia, não proporcionam um adequado controlo da glicemia e quando a metformina é inapropriada devido a contraindicação ou intolerância. um agonista do recetor gama ativado pelo proliferador de peroxissoma (PPARγ) (i.e. uma tiazolidinediona) quando a utilização do agonista do PPARγ é apropriada e a dieta e o exercício associados ao agonista do PPARγ isoladamente não proporcionam um adequado controlo da glicemia. Em terapêutica oral tripla em associação com: uma sulfonilureia e metformina quando a dieta e o exercício, associados a uma terapêutica dupla com estes medicamentos, não proporcionam o adequado controlo da glicemia. um agonista do PPARγ e a metformina quando a utilização do agonista do PPARγ é apropriada e quando a dieta e o exercício, associados a uma terapêutica dupla com estes medicamentos, não proporcionam um adequado controlo da glicemia. Sitagliptina Anova está também indicado como terapêutica adjuvante à insulina (com ou sem metformina) quando a dieta e o exercício, associados a uma dose estável de insulina, não proporcionam um adequado controlo da glicemia.

4.2. Posologia e modo de administração

Posologia A dose é de 100 mg de sitagliptina uma vez por dia. Quando é utilizada em associação com a metformina e/ou com um agonista do PPARγ, a dose da metformina e/ou do agonista do PPARγ deve ser mantida e Sitagliptina Anova deve ser administrado concomitantemente. Nos casos em que Sitagliptina Anova é utilizado em associação com uma sulfonilureia ou com insulina, deve considerar-se a utilização de uma dose mais baixa da sulfonilureia ou da insulina para reduzir o risco de hipoglicemia (ver secção 4.4.). Se for esquecida uma dose de Sitagliptina Anova, deverá ser tomada assim que o doente se lembrar. Não se deve tomar uma dose dupla no mesmo dia. Populações especiais Compromisso renal Quando se considerar a utilização de sitagliptina em associação com outro medicamento antidiabético, devem ser verificadas as condições para utilização em doentes com compromisso renal. Para doentes com compromisso renal ligeiro (Taxa de Filtração Glomerular [TFG] ≥ 60 a < 90 ml/min), não é necessário qualquer ajuste da dose. Para doentes com compromisso renal moderado (TFG ≥ 45 a < 60 ml/min), não é necessário qualquer ajuste da dose. 17-05-2024 Para doentes com compromisso renal moderado (TFG ≥ 30 a < 45 ml/min), a dose de Sitagliptina Anova é 50 mg uma vez por dia. Para doentes com compromisso renal grave (TFG ≥ 15 a < 30 ml/min) ou com doença renal de fase terminal (TFG < 15 ml/min), incluindo os doentes a necessitar de hemodiálise ou diálise peritoneal, a dose de Sitagliptina Anova é de 25 mg uma vez por dia. O tratamento pode ser administrado independentemente do momento da diálise. Uma vez que existe um ajuste da dosagem com base na função renal, é recomendada a avaliação da função renal antes do início do tratamento com Sitagliptina Anova e periodicamente a partir daí. Compromisso hepático Não são necessários ajustes da dose em doentes com compromisso hepático ligeiro a moderado. Sitagliptina Anova não foi estudado em doentes com compromisso hepático grave e deve ser exercida precaução (ver secção 5.2). No entanto, como a sitagliptina é eliminada principalmente por via renal, não é expectável que o compromisso hepático grave afete a farmacocinética da sitagliptina. Idosos Não é necessário qualquer ajuste da dose baseado na idade. População pediátrica A sitagliptina não deve ser usada em crianças e adolescentes dos 10 aos 17 anos de idade devido a eficácia insuficiente. Os dados atualmente disponíveis estão descritos nas secções 4.8, 5.1 e 5.2. A sitagliptina não foi estudada em doentes pediátricos com menos de 10 anos de idade. Modo de administração Sitagliptina Anova pode ser tomado com ou sem alimentos.

4.3. Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1.

4.4. Advertências e precauções especiais de utilização

Geral Sitagliptina Anova não deve ser usado em doentes com diabetes tipo 1 ou para o tratamento da cetoacidose diabética. Pancreatite aguda A utilização de inibidores da DPP-4 tem sido associada com o risco de desenvolver pancreatite aguda. Os doentes devem ser informados dos sintomas característicos da pancreatite aguda: dor abdominal grave, persistente. Tem-se observado a resolução da pancreatite após a interrupção da sitagliptina (com ou sem tratamento de suporte), mas foram notificados casos muito raros de pancreatite hemorrágica ou 17-05-2024 necrosante e/ou morte. Se se suspeitar de pancreatite, Sitagliptina Anova e outros medicamentos potencialmente suspeitos devem ser interrompidos; se for confirmada pancreatite aguda, Sitagliptina Anova não deve ser reiniciado. Deve ser usada precaução em doentes com história de pancreatite. Hipoglicemia quando usado em associação com outros medicamentos anti- hiperglicémicos Nos ensaios clínicos com Sitagliptina Anova usado em monoterapia e como parte de uma terapêutica de associação com medicamentos que não provocam, reconhecidamente, hipoglicemia (ou seja, metformina e/ou um agonista do PPARγ), as taxas de hipoglicemia notificadas com sitagliptina, foram semelhantes às taxas dos doentes a tomar placebo. Foi observada hipoglicemia quando a sitagliptina foi utilizada em associação com insulina ou com uma sulfonilureia. Assim, para reduzir o risco de hipoglicemia, dever-se-á considerar a utilização de uma dose mais baixa da sulfonilureia ou da insulina (ver secção 4.2). Compromisso renal A sitagliptina é excretada por via renal. Para atingir concentrações plasmáticas de sitagliptina idênticas às dos doentes com função renal normal, são recomendadas doses mais baixas em doentes com TFG < 45 ml/min, assim como em doentes com doença renal de fase terminal a necessitar de hemodiálise ou diálise peritoneal (ver secções 4.2 e 5.2). Quando se considerar a utilização de sitagliptina em associação com outro medicamento antidiabético, devem ser verificadas as condições para utilização em doentes com compromisso renal. Reações de hipersensibilidade Na pós-comercialização foram notificadas reações de hipersensibilidade graves em doentes tratados com sitagliptina. Estas reações incluem anafilaxia, angiedema e situações cutâneas exfoliativas, incluindo síndrome de Stevens-Johnson. O aparecimento destas reações ocorreu nos primeiros 3 meses após o início do tratamento, com algumas notificações após a primeira dose. Se se suspeitar de reação de hipersensibilidade, a Sitagliptina Anova deve ser interrompido. Outras causas potenciais para o acontecimento devem ser avaliadas e um tratamento alternativo para a diabetes deve ser iniciado. Penfigoide bolhoso Tem havido notificações na pós-comercialização de penfigoide bolhoso em doentes a tomar inibidores da DPP-4 incluindo sitagliptina. Se se suspeitar de penfigoide bolhoso, a Sitagliptina Anova deve ser descontinuado. Este medicamento contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por comprimido, ou seja, é praticamente “isento de sódio”.

4.5. Interações medicamentosas e outras formas de interação

Efeitos de outros medicamentos na sitagliptina Os dados clínicos a seguir descritos sugerem que é baixo o risco de interações clinicamente significativas com medicamentos coadministrados. 17-05-2024 Estudos in vitro indicaram que a principal enzima responsável pelo limitado metabolismo da sitagliptina é o CYP3A4, com contribuição do CYP2C8. Em doentes com função renal normal, o metabolismo, incluindo pelo CYP3A4, desempenha apenas um pequeno papel na clearance da sitagliptina. O metabolismo pode desempenhar uma função mais significativa na eliminação da sitagliptina em caso de compromisso renal grave ou doença renal de fase terminal. Por esta razão, é possível que os inibidores potentes do CYP3A4 (i.e., cetoconazol, itraconazol, ritonavir, claritromicina) possam alterar a farmacocinética da sitagliptina em doentes com compromisso renal grave ou doença renal de fase terminal. Os efeitos dos inibidores potentes do CYP3A4 em caso de compromisso renal não foram avaliados num estudo clínico. Os estudos in vitro sobre o transporte demonstraram que a sitagliptina é um substrato para a glicoproteína-p e para o transportador aniónico orgânico-3 (OAT3). O transporte da sitagliptina mediado pelo OAT3 foi inibido in vitro pela probenecida, apesar do risco de interações com significado clínico se considerar baixo. A administração concomitante de inibidores do OAT3 não foi avaliada in vivo. Metformina: A administração concomitante de doses múltiplas de 1.000 mg de metformina duas vezes por dia, com 50 mg de sitagliptina, não alterou significativamente a farmacocinética da sitagliptina em doentes com diabetes tipo 2. Ciclosporina: Foi realizado um estudo para avaliar o efeito da ciclosporina, um inibidor potente da glicoproteína-p, na farmacocinética da sitagliptina. A administração concomitante de uma dose oral única de 100 mg de sitagliptina e de uma dose oral única de 600 mg de ciclosporina aumentou a AUC e a Cmáx da sitagliptina em, aproximadamente, 29% e 68%, respetivamente. Estas alterações na farmacocinética da sitagliptina não foram consideradas clinicamente significativas. A clearance renal da sitagliptina não foi alterada de forma significativa. Logo, não serão de esperar interações significativas com outros inibidores da glicoproteína-p. Efeitos da sitagliptina noutros medicamentos Digoxina: A sitagliptina teve um pequeno efeito nas concentrações plasmáticas de digoxina. Após a administração diária de 0,25 mg de digoxina concomitantemente com 100 mg de sitagliptina durante 10 dias, a AUC plasmática da digoxina foi aumentada, em média, em cerca de 11% e a Cmáx plasmática, em média, em cerca de 18%. Não é recomendado qualquer ajuste da dose da digoxina. No entanto, os doentes com risco de toxicidade de digoxina devem ser monitorizados quando sitagliptina e digoxina são administradas concomitantemente. Os estudos in vitro sugerem que a sitagliptina não inibe nem induz as isoenzimas do CYP450. Nos estudos clínicos, a sitagliptina não alterou de forma significativa a farmacocinética da metformina, gliburida, sinvastatina, rosiglitazona, varfarina ou dos contracetivos orais, evidenciando in vivo uma baixa propensão para causar interações com substratos do CYP3A4, CYP2C8, CYP2C9 e transportador catiónico orgânico (OCT). A sitagliptina pode ser um fraco inibidor da glicoproteína-p in vivo.

4.6. Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez Não existem dados suficientes sobre a utilização de sitagliptina em mulheres grávidas. Os estudos em animais revelaram toxicidade reprodutiva com doses 17-05-2024 elevadas (ver secção 5.3). Desconhece-se o risco potencial para o ser humano. Devido à ausência de dados no ser humano, Sitagliptina Anova não deve ser utilizado durante a gravidez. Amamentação Desconhece-se se a sitagliptina é excretada no leite humano. Os estudos em animais revelaram a excreção de sitagliptina no leite. Sitagliptina Anova não deve ser utilizado durante a amamentação. Fertilidade Os dados em animais não sugerem um efeito do tratamento com sitagliptina na fertilidade dos machos e das fêmeas. Os dados disponíveis no ser humano são escassos.

4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Os efeitos de Sitagliptina Anova sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas são nulos ou desprezáveis. No entanto, a conduzir ou a utilizar máquinas deve tomar-se em consideração que foram notificadas tonturas e sonolência. Além disso, os doentes devem ser alertados para o risco de hipoglicemia quando Sitagliptina Anova é utilizado em associação com a sulfonilureia ou com a insulina.

4.8. Efeitos indesejáveis

Resumo do perfil de segurança Foram notificadas reações adversas graves, incluindo pancreatite e reações de hipersensibilidade. Foi notificada hipoglicemia em associação com a sulfonilureia (4,7%-13,8%) e insulina (9,6%) (ver secção 4.4). Lista tabelada de reações adversas As reações adversas são indicadas a seguir (Tabela 1) por classes de sistemas de órgãos e frequência. As frequências são definidas como: muito frequentes (≥ 1/10); frequentes (≥ 1/100, < 1/10); pouco frequentes (≥ 1/1.000, < 1/100); raras (≥ 1/10.000, < 1/1.000); muito raras (< 1/10.000) e desconhecidas (não podem ser calculadas a partir dos dados disponíveis). Tabela 1. Frequência de reações adversas identificadas em estudos clínicos controlados com placebo da sitagliptina em monoterapia e experiência pós- comercialização Reação adversa Frequência da reação adversa Doenças do sangue e do sistema linfático trombocitopenia Rara Doenças do sistema imunitário reações de hipersensibilidade incluindo respostas Frequência desconhecida anafiláticas respostas *, † Doenças do metabolismo e da nutrição hipoglicemia† Frequente 17-05-2024 Reação adversa Frequência da reação adversa Doenças do sistema nervoso cefaleias Frequente tonturas Pouco frequentes Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino doença pulmonar intersticial* Frequência desconhecida Doenças gastrointestinais obstipação Pouco frequente vómitos* Frequência desconhecida pancreatite aguda*, †, ‡ Frequência desconhecida pancreatite necrosante e hemorrágica fatal e não-fatal*, † Frequência desconhecida Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos prurido* , Pouco frequente angiedema* † , Frequência desconhecida erupção cutânea* † Frequência desconhecida urticária*, † Frequência desconhecida vasculite cutânea*, † Frequência desconhecida situações cutâneas exfoliativas incluindo síndrome de Frequência desconhecida Stevens-Johnson* † , penfigoide bolhoso∗ Frequência desconhecida Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos artralgia* Frequência desconhecida mialgia* Frequência desconhecida dorsalgia* Frequência desconhecida artropatia* Frequência desconhecida Doenças renais e urinárias função renal insuficiente* Frequência desconhecida insuficiência renal aguda* Frequência desconhecida *Reações adversas que foram identificadas através da vigilância pós- comercialização. † Ver secção 4.4. ‡ Ver em baixo Estudo de Segurança Cardiovascular TECOS. Descrição das reações adversas selecionadas Adicionalmente às experiências adversas relacionadas com o fármaco descritas acima, experiências adversas notificadas independentemente da relação causal com a medicação e que ocorreram em pelo menos 5% e mais frequentemente em doentes tratados com sitagliptina, incluíram infeções do trato respiratório superior e nasofaringite. Experiências adversas adicionais reportadas independentemente da relação causal com a medicação que ocorreram mais frequentemente em doentes tratados com sitagliptina (não atingindo o nível 5%, mas que ocorreram com uma incidência superior a > 0,5% com a sitagliptina do que com o grupo controlo) incluíram osteoartrite e dor nas extremidades. Algumas reações adversas foram observadas mais frequentemente em estudos de associação de sitagliptina com outros medicamentos antidiabéticos do que em estudos com sitagliptina em monoterapia. Estes incluíram hipoglicemia (muito frequente com a associação de sulfonilureia e metformina), gripe (frequente com insulina [com ou sem metformina]), náuseas e vómitos (frequente com metformina), 17-05-2024 flatulência (frequente com metformina ou pioglitazona), obstipação (frequente com a associação de sulfonilureia e metformina), edema periférico (frequente com pioglitazona ou com a associação de pioglitazona e metformina), sonolência e diarreia (pouco frequente com a metformina) e boca seca (pouco frequente com insulina [com ou sem metformina]). População pediátrica O perfil das reações adversas nos ensaios clínicos com sitagliptina em doentes pediátricos com diabetes mellitus tipo 2 e com idade dos 10 aos 17 anos, foi comparável ao observado em adultos. Estudo de Segurança Cardiovascular TECOS O Ensaio para Avaliar os Resultados Cardiovasculares com Sitagliptina “Trial Evaluating Cardiovascular Outcomes with Sitagliptin (TECOS)” incluiu 7.332 doentes num braço que recebeu sitagliptina, 100 mg por dia (ou 50 mg por dia, se os valores iniciais da taxa 2 de filtração glomerular estimada fossem ≥ 30 e < 50 ml/min/1,73 m ), e 7.339 doentes num braço que recebeu placebo, numa análise por intenção-de-tratar. Ambos os tratamentos foram adicionados ao tratamento convencional utilizado em cada região participante para atingir os valores-alvo de HbA1c e para controlo dos fatores de risco CV. A incidência global dos acontecimentos adversos graves em doentes a receber sitagliptina foi idêntica à dos doentes a receber placebo. Na análise da população por intenção-de-tratar, entre os doentes a utilizar insulina e/ou uma sulfonilureia no início do tratamento, a incidência de hipoglicemia grave foi de 2,7% em doentes que receberam sitagliptina e 2,5% em doentes que receberam placebo; entre os doentes que não estavam a utilizar insulina e/ou uma sulfonilureia inicialmente, a incidência de hipoglicemia grave foi de 1,0% em doentes que receberam sitagliptina e 0,7% em doentes que receberam placebo. A incidência dos acontecimentos de pancreatite confirmados por adjudicação foi de 0,3% em doentes que receberam sitagliptina e 0,2% em doentes que receberam placebo. Notificação de suspeitas de reações adversas A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.: Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]

4.9. Sobredosagem

Durante os ensaios clínicos controlados em indivíduos saudáveis, foram administradas doses únicas de sitagliptina até 800 mg. Num estudo com uma dose 17-05-2024 de 800 mg de sitagliptina, foram observados aumentos mínimos do intervalo QTc, os quais não foram considerados relevantes do ponto de vista clínico. Não há experiência com doses acima de 800 mg em estudos clínicos. Em estudos de doses múltiplas de Fase I, não houve reações adversas clínicas relacionadas com a dose observadas com a sitagliptina, quando foram administradas doses até 600 mg por dia durante períodos até 10 dias e de 400 mg por dia durante períodos até 28 dias. Em caso de sobredosagem, é razoável aplicar as medidas de suporte habituais, por ex., remoção do material não absorvido do trato gastrointestinal, fazer a monitorização clínica (incluindo a realização de um eletrocardiograma) e instituir terapêutica de suporte, se necessário. A sitagliptina é moderadamente dialisável. Em estudos clínicos, aproximadamente 13,5% da dose foi removida durante uma sessão de hemodiálise de 3 a 4 horas. Poderá ser considerado o prolongamento da hemodiálise, se clinicamente apropriado. Não se sabe se a sitagliptina é dialisável por diálise peritoneal.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1. Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 8.4.2 Hormonas e medicamentos usados no tratamento das doenças endócrinas; insulinas, antidiabéticos e glucagon; outros antidiabéticos; código ATC: A10BH01. Mecanismo de ação Sitagliptina Anova é um membro de uma classe de fármacos anti-hiperglicémicos orais denominados inibidores da dipeptidil peptidase 4 (DPP-4). A melhoria do controlo da glicemia observado com este medicamento pode ser mediada através do aumento dos níveis de hormonas incretinas ativas. As hormonas incretinas, incluindo o peptídeo-1 semelhante ao glucagon (GLP-1) e o polipeptídeo insulinotrópico dependente da glucose (GIP), são libertadas pelo intestino ao longo do dia e os seus níveis aumentam em resposta a uma refeição. As incretinas fazem parte de um sistema endógeno envolvido na regulação fisiológica da homeostase da glucose. Quando as concentrações de glucose sanguínea são normais ou elevadas, o GLP-1 e o GIP aumentam a síntese e libertação de insulina a partir de células beta do pâncreas por mecanismos de sinalização intracelular que envolvem o AMP cíclico. O tratamento com GLP-1 ou com inibidores do DPP-4 em modelos animais de diabetes tipo 2 demonstrou melhorar a capacidade de resposta das células beta à glucose e estimular a biossíntese e libertação de insulina. Com níveis de insulina mais elevados, aumenta a utilização de glucose pelos tecidos. Além disso, o GLP-1 diminui a secreção de glucagon a partir das células alfa do pâncreas. Concentrações mais reduzidas de glucagon, em conjunto com níveis mais elevados de insulina, levam à diminuição da produção de glucose hepática, contribuindo para a diminuição dos níveis de glicemia. Os efeitos do GLP-1 e do GIP são dependentes da glucose pelo que, quando as concentrações de glucose sanguínea são baixas, não se observam estimulação da libertação de insulina nem supressão da secreção de glucagon pelo GLP-1. Tanto em relação ao GLP-1 como ao GIP, a estimulação da libertação de insulina aumenta quando os níveis de glucose se elevam acima das concentrações normais. Além disso, o GLP-1 não compromete a resposta normal do glucagon à hipoglicemia. A atividade do GLP-1 e do GIP é limitada pela enzima DPP- 17-05-2024 4, que hidrolisa rapidamente as hormonas incretinas para produzir produtos inativos. A sitagliptina evita a hidrólise das hormonas incretinas pelo DPP-4, aumentando assim as concentrações plasmáticas das formas ativas de GLP-1 e de GIP. Através do aumento dos níveis de incretina ativa, a sitagliptina aumenta a libertação de insulina e diminui os níveis de glucagon de modo dependente da glucose. Nos doentes com diabetes tipo 2 com hiperglicemia, estas alterações nos níveis de insulina e de glucagon levam a uma diminuição da hemoglobina A1c (HbA1c) e diminuem as concentrações de glucose em jejum e pós-prandial. O mecanismo dependente da glucose da sitagliptina difere do mecanismo das sulfonilureias, que aumentam a secreção da insulina mesmo quando os níveis de glucose são baixos, podendo provocar hipoglicemia em doentes com diabetes tipo 2 e em indivíduos saudáveis. A sitagliptina é um inibidor potente e altamente específico da enzima DPP-4 e não inibe as enzimas aparentadas, DPP-8 ou DPP-9 em concentrações terapêuticas. Num estudo de dois dias em indivíduos saudáveis, a sitagliptina isoladamente aumentou as concentrações do GLP-1 ativo, enquanto a metformina isoladamente aumentou as concentrações do GLP-1 total e ativo de igual forma. A administração concomitante de sitagliptina e metformina teve um efeito aditivo nas concentrações do GLP-1 ativo. A sitagliptina, mas não a metformina, aumentou as concentrações do GIP ativo. Eficácia e segurança clínicas No global, a sitagliptina melhorou o controlo da glicemia quando administrada em monoterapia ou num tratamento de associação em doentes adultos com diabetes tipo 2 (ver Tabela 2). Realizaram-se dois estudos para avaliar a eficácia e segurança da monoterapia com sitagliptina. O tratamento com 100 mg de sitagliptina uma vez por dia em monoterapia proporcionou melhorias significativas nos níveis da HbA1c, da glucose plasmática em jejum (GPJ) e da glucose pós-prandial às 2 horas (PPG 2 horas), em comparação com o placebo nos dois estudos, respetivamente com a duração de 18 e 24 semanas. Foi observada uma melhoria dos marcadores substitutos da função das células beta, incluindo o HOMA-β (Avaliação do modelo homeostático-β), o rácio entre proinsulina e insulina, e as determinações da capacidade de resposta das células beta através do "teste de tolerância após refeições padrão frequentes". A incidência observada de hipoglicemia em doentes tratados com sitagliptina foi semelhante à do placebo. O peso corporal não aumentou em relação ao valor inicial com a terapêutica com sitagliptina em qualquer um dos estudos, em comparação com uma pequena redução registada em doentes aos quais foi administrado placebo. A sitagliptina 100 mg uma vez por dia proporcionou melhorias significativas dos níveis de glicemia em comparação com o placebo nos dois estudos de 24 semanas em que a sitagliptina foi utilizada como terapêutica adjuvante, respetivamente, em associação com metformina e em associação com pioglitazona. A alteração do peso corporal em relação ao valor inicial foi semelhante nos doentes tratados com sitagliptina em comparação com o placebo. Nestes estudos, foi referida uma incidência de hipoglicemia semelhante nos doentes tratados com sitagliptina ou com placebo. Foi desenhado um estudo controlado com placebo, com a duração de 24 semanas, para avaliar a eficácia e segurança da sitagliptina (100 mg uma vez por dia) adicionada a glimepirida em monoterapia ou a glimepirida em associação com 17-05-2024 metformina. A adição de sitagliptina a glimepirida em monoterapia ou a glimepirida e metformina proporcionou melhorias significativas nos níveis da glicemia. Nos doentes tratados com sitagliptina registou-se um discreto aumento do peso corporal em comparação com os que receberam placebo. Foi desenhado um estudo controlado com placebo, com a duração de 26 semanas, para avaliar a eficácia e segurança da sitagliptina (100 mg uma vez por dia) adicionada à associação de pioglitazona e metformina. A adição de sitagliptina à pioglitazona e metformina proporcionou melhorias significativas nos parâmetros glicémicos. A variação do peso relativamente aos valores iniciais foi idêntica para os doentes tratados com sitagliptina comparativamente ao placebo. A incidência de hipoglicemia foi também semelhante em doentes tratados com sitagliptina ou placebo. Um estudo, controlado com placebo, com a duração de 24 semanas, foi desenhado para avaliar a eficácia e segurança da sitagliptina (100 mg uma vez por dia) adicionada à insulina (numa dose estável durante pelo menos 10 semanas) com ou sem metformina (pelo menos 1.500 mg). Em doentes a utilizar insulina pré- misturada a dose média diária foi de 70,9 U/dia. Em doentes a usar insulina não pré- misturada (de ação intermédia ou lenta), a dose média diária foi de 44,3 U/dia. A adição de sitagliptina à insulina resultou em melhorias significativas nos parâmetros glicémicos. Não houve alteração significativa no peso corporal em ambos os grupos em relação aos valores iniciais. Num estudo fatorial, controlado com placebo, com a duração de 24 semanas, de uma terapêutica inicial, a sitagliptina 50 mg duas vezes por dia em associação com a metformina (500 mg ou 1.000 mg duas vezes por dia) proporcionou melhoria significativa dos níveis de glicemia em comparação com qualquer um dos fármacos em monoterapia. A redução do peso corporal registada com a associação de sitagliptina e metformina foi semelhante à observada com metformina isoladamente ou com placebo; não se registou qualquer alteração em relação ao valor inicial nos doentes tratados com sitagliptina em monoterapia. A incidência de hipoglicemia foi semelhante em todos os grupos de tratamento. Tabela 2. Resultados da HbA1c nos estudos controlados com placebo em monoterapia e com terapêutica combinada* Valor Variação Média em Variação corrigida Média com Estudo Basal relação aos Placebo da HbA Médio da valores basais da (%) † 1c HbA1c (%) HbA1c (%)† (IC 95%) Estudos em monoterapia Sitagliptina 100 mg uma vez -0,6‡ por dia§ 8,0 -0,5 (-0,8, -0,4) (N=193) Sitagliptina 100 mg uma vez -0,8‡ por dia || 8,0 -0,6 (-1,0, -0,6) (N=229) Estudos com Terapêutica Combinada 17-05-2024 Valor Variação Média em Variação corrigida Média com Estudo Basal relação aos Placebo da HbA Médio da valores basais da (%) † 1c HbA1c (%) HbA1c (%)† (IC 95%) Sitagliptina 100 mg uma vez por dia adicionada a -0,7‡ terapêutica || em curso com 8,0 -0,7 (-0,8, -0,5) metformina (N=453) Sitagliptina 100 mg uma vez por dia adicionada a -0,7‡ terapêutica || em curso com 8,1 -0,9 (-0,9, -0,5) pioglitazona (N=163) Sitagliptina 100 mg uma vez por dia adicionada a -0,6‡ terapêutica|| em curso com 8,4 -0,3 (-0,8, -0,3) glimepirida (N=102) Sitagliptina 100 mg uma vez por dia adicionada a -0,9‡ terapêutica em curso || com 8,3 -0,6 (-1,1, -0,7) glimepirida + metformina (N=115) Sitagliptina 100 mg uma vez por dia adicionada a -0,7‡ terapêutica em curso com 8,8 -1,2 (-1,0, -0,5) pioglitazona + metformina# (N=152) Terapêutica Inicial (duas vezes por dia) ||: Sitagliptina 50 mg + 8,8 -1,4 -1,6‡ metformina (-1,8, -1,3) 500 mg (N=183) Terapêutica Inicial (duas vezes por dia) ||: Sitagliptina 50 mg + 8,8 -1,9 -2,1‡ metformina (-2,3, -1,8) 1.000 mg (N=178) Sitagliptina 100 mg uma vez por dia adicionada a terapêutica em curso com 8,7 -0,6¶ -0,6‡, ¶ insulina (-0,7, -0,4) (+/- metformina)|| (N=305) * População Tratada Todos os Doentes (uma análise por intenção-de-tratar). † Médias dos mínimos quadrados ajustadas para a situação da terapêutica anti- hiperglicémica anterior e valor basal. 17-05-2024 ‡ p < 0,001 em comparação com placebo ou com placebo + tratamento combinado. §|| (%) da HbA1c na semana 18. (%) da HbA1c na semana 24. # (%) da HbA1c na semana 26. ¶ Médias dos mínimos quadrados ajustadas para utilização da metformina na Visita 1 (sim/não), utilização da insulina na Visita 1 (pré-misturada vs. não pré-misturada [de ação intermédia ou ação lenta]) e valor inicial. Tratamento por estrato (utilização de metformina e insulina) de interação quando não significativas (p > 0,10). Um estudo controlado por ativo (metformina), com duração de 24 semanas, foi desenhado para avaliar a eficácia e a segurança da administração de 100 mg de sitagliptina uma vez por dia (N=528), em comparação com a administração de metformina (N=522) em doentes com controlo glicémico inadequado, a fazerem dieta e exercício físico, e que não estavam sob terapêutica anti-hiperglicémica (sem terapêutica há, pelo menos, 4 meses). A dose média de metformina foi de, aproximadamente, 1.900 mg por dia. A redução da HbA1c desde os valores iniciais médios de 7,2 % foi de -0,43% para a sitagliptina e de -0,57% para a metformina (por Análise de Protocolo). Nos doentes tratados com sitagliptina, a incidência global de reações adversas gastrointestinais relacionadas com o fármaco foi de 2,7% comparativamente com 12,6% nos doentes tratados com metformina. A incidência de hipoglicemia não foi significativamente diferente entre os grupos de tratamento (sitagliptina, 1,3%; metformina, 1,9%). Em ambos os grupos, observou-se uma redução do peso corporal comparativamente aos valores iniciais (sitagliptina, - 0,6 kg; metformina -1,9 kg). Num estudo que comparou a eficácia e segurança da adição de sitagliptina 100 mg uma vez por dia ou de glipizida (uma sulfonilureia) em doentes com controlo inadequado da glicemia em tratamento com metformina em monoterapia, a sitagliptina foi semelhante à glipizida na redução da HbA1c. A dose média de glipizida usada no grupo comparador foi de 10 mg por dia com, aproximadamente, 40% dos doentes a necessitar de uma dose de glipizida 5 mg/dia ao longo do estudo. No entanto, houve mais descontinuações no grupo da sitagliptina devido a falta de eficácia, do que no grupo da glipizida. Os doentes tratados com sitagliptina apresentaram uma diminuição média do peso corporal, significativa em relação ao valor inicial, em comparação com os doentes tratados com glipizida que apresentaram um ganho de peso significativo (-1,5 vs +1,1 kg). Neste estudo, o rácio entre proinsulina e insulina, um marcador da eficiência da síntese e libertação de insulina, melhorou com o tratamento com sitagliptina e deteriorou-se com o tratamento com glipizida. A incidência de hipoglicemia no grupo de sitagliptina (4,9%) foi significativamente mais baixa do que a do grupo da glipizida (32,0%). Um estudo com a duração de 24 semanas, controlado por placebo, que envolveu 660 doentes foi desenhado para avaliar a segurança e a eficácia poupadora de insulina da sitagliptina (100 mg por dia) adicionada à insulina glargina, com ou sem metformina (pelo menos 1.500 mg) durante a intensificação da terapêutica com insulina. O valor inicial de HBA1c foi de 8,74% e o valor inicial da dose de insulina foi de 37 UI/dia. Os doentes foram instruídos para titular a sua dose de insulina glargina com base nos valores da glucose em jejum obtidos nas tiras de teste. Na Semana 24, o aumento na dose diária da insulina foi de 19 UI/dia em doentes tratados com sitagliptina e 24 UI/dia em doentes tratados com placebo. A redução na HBA1c para doentes tratados com sitagliptina e insulina (com ou sem metformina) foi de -1,31% em comparação com -0,87% para doentes tratados com 17-05-2024 placebo e insulina (com ou sem metformina), uma diferença de -0,45% [95% IC: - 0,60, -0,29]. A incidência de hipoglicemia foi de 25,2% para doentes tratados com sitagliptina e insulina (com ou sem metformina) e de 36,8% para doentes tratados com placebo e insulina (com ou sem metformina). A diferença foi devida essencialmente a uma maior percentagem de doentes no grupo do placebo que sofreu 3 ou mais episódios de hipoglicemia (9,4 vs. 19,1%). Não houve diferença na incidência de hipoglicemia grave. Foi realizado um estudo em doentes com compromisso renal moderado a grave que comparou a sitagliptina a 25 mg ou 50 mg, uma vez por dia, com a glipizida 2,5 a 20 mg/dia. Este estudo incluiu 423 doentes com compromisso renal crónico (taxa de filtração glomerular estimada < 50 ml/min). Após 54 semanas, a redução média na HbA1c a partir dos valores iniciais foi de -0,76% com a sitagliptina e -0,64% com a glipizida (Análise Por Protocolo). Neste estudo, o perfil de eficácia e segurança da sitagliptina a 25 mg ou 50 mg, uma vez por dia, foi geralmente idêntico ao observado nos outros estudos em monoterapia em doentes com função renal normal. A incidência de hipoglicemia no grupo da sitagliptina (6,2%) foi significativamente inferior à observada no grupo da glipizida (17,0%). Houve também uma diferença significativa entre os grupos relativamente à alteração do peso corporal a partir dos valores iniciais (sitagliptina -0,6 kg; glipizida +1,2 kg). Foi realizado outro estudo que comparou a sitagliptina a 25 mg, uma vez por dia, com a glipizida 2,5 a 20 mg/dia, em 129 doentes com doença renal de fase terminal em diálise. Após 54 semanas, a diminuição média da HbA1c a partir dos valores iniciais foi de -0,72% com a sitagliptina e -0,87% com a glipizida. Neste estudo, o perfil de eficácia e segurança da sitagliptina a 25 mg, uma vez por dia, foi geralmente idêntico ao observado nos outros estudos em monoterapia em doentes com função renal normal. A incidência de hipoglicemia não foi significativamente diferente entre os grupos de tratamento (sitagliptina, 6,3%; glipizida, 10,8%). Num outro estudo realizado em 91 doentes com diabetes tipo 2 e compromisso renal crónico (clearance da creatinina < 50 ml/min), a segurança e tolerabilidade do tratamento com sitagliptina a 25 mg ou 50 mg, uma vez por dia, foram geralmente idênticas ao placebo. Para além disso, após 12 semanas, as reduções médias da HbA1c (sitagliptina -0,59%; placebo -0,18%) e GPJ (sitagliptina -25,5 mg/dl; placebo -3,0 mg/dl) foram geralmente idênticas às observadas nos estudos em monoterapia em doentes com função renal normal (ver secção 5.2). O TECOS foi um estudo aleatorizado, realizado em 14.671 doentes incluídos na análise da população por intenção-de-tratar com valores de HbA1c ≥ 6,5 a 8,0% e doença cardiovascular (CV) estabelecida, em que 7.332 receberam 100 mg de sitagliptina diariamente (ou 50 mg diariamente, se os valores iniciais 2 da taxa de filtração glomerular estimada fossem ≥ 30 e < 50 ml/min/1,73 m ) e 7.339 receberam placebo adicionalmente ao tratamento convencional utilizado em cada região participante para atingir os valores-alvo de HbA1c e para controlo dos fatores de risco CV. Doentes com taxa de filtração glomerular estimada < 30 ml/min/1,73 m2 não foram incluídos neste estudo. A população em estudo incluiu 2.004 doentes com idade ≥ 75 anos e 3.324 doentes2 com compromisso renal (taxa de filtração glomerular estimada < 60 ml/min/1,73 m ). 17-05-2024 Durante o decurso do estudo, a diferença média global estimada (desvio padrão) na HbA1c entre os grupos sitagliptina e placebo foi de 0,29% (0,01), 95% IC (-0,32; - 0,27); p < 0,001. O parâmetro de avaliação final cardiovascular primário foi um composto da primeira ocorrência de morte cardiovascular, enfarte do miocárdio não fatal, acidente vascular cerebral não fatal ou internamento por angina instável. Os parâmetros de avaliação final cardiovasculares secundários incluíram a primeira ocorrência de morte cardiovascular, enfarte do miocárdio não fatal ou acidente vascular cerebral não fatal; primeira ocorrência dos componentes individuais do composto primário; mortalidade por qualquer causa; e internamentos por insuficiência cardíaca congestiva. Após um acompanhamento mediano de 3 anos, sitagliptina, quando adicionado ao tratamento convencional, não aumentou o risco de acontecimentos adversos cardiovasculares major ou o risco de internamento por insuficiência cardíaca em comparação com o tratamento convencional sem sitagliptina, em doentes com diabetes tipo 2 (Tabela 3). Tabela 3. Taxas dos Resultados Cardiovasculares Compostos e Resultados Secundários Principais Sitagliptina 100 mg Placebo N (%) Taxa de N (%) Taxa de Taxa de Valor- incidência incidência risco p† por 100 por 100 (95% doentes- doentes- IC) anos* anos* Análise da População por Intenção-de-Tratar Número de doentes 7.332 7.339 0,98 < 0,001 Parâmetro de 839 4,1 851 4,2 (0,89 – Avaliação final (11,4) (11,6) 1,08) Primário Composto (Morte cardiovascular, enfarte do miocárdio não fatal, acidente vascular cerebral não fatal, ou internamento por angina instável) Parâmetro de 745 3,6 746 3,6 0,99 < 0,001 Avaliação final (10,2) (10,2) (0,89 – Secundário 1,10) Composto (morte cardiovascular, enfarte do miocárdio não fatal ou acidente vascular cerebral não fatal) Resultados Secundários 17-05-2024 Morte 380 1,7 366 1,7 1,03 0,711 cardiovascular (5,2) (5,0) (0,89 - 1,19) Enfarte do 300 1,4 316 1,5 0,95 0,487 miocárdio (fatal e (4,1) (4,3) (0,81 – não fatal) 1,11) AVC (fatal e não 178 0,8 183 0,9 0,97 0,760 fatal) (2,4) (2,5) (0,79 – 1,19) Internamento por 116 0,5 129 0,6 0,90 0,419 angina instável (1,6) (1,8) (0,70 – 1,16) Mortalidade por 547 2,5 537 2,5 1,01 0,875 qualquer causa (7,5) (7,3) (0,90 – 1,14) Internamento por 228 1,1 229 1,1 1,00 0,983 insuficiência (3,1) (3,1) (0,83 – cardíaca 1,20) congestiva‡ * A taxa de incidência por 100 doentes-anos é calculada como 100 × (número total de doentes com n.º de acontecimentos ≥ 1 durante o período elegível de exposição pelo seguimento do total doentes-anos). † Com base num modelo Cox estratificado por região. Para o parâmetro de avaliação final composto os valores-p correspondem a um teste de não-inferioridade, pretendendo demostrar que a taxa de risco é inferior a 1,3. Para todos os outros parâmetros de avaliação final, os valores-p correspondem a um teste de diferenças entre as taxas de risco. ‡ A análise dos internamentos por insuficiência cardíaca foi ajustada para antecedentes de insuficiência cardíaca basal. População pediátrica Foi realizado um estudo de 54 semanas com dupla ocultação para avaliar a eficácia e segurança da sitagliptina 100 mg administrada uma vez por dia em doentes pediátricos (10 aos 17 anos de idade) com diabetes tipo 2 que não estivessem a fazer terapêutica anti-hiperglicémica há pelo menos 12 semanas (com HbA1c 6,5% a 10%) ou que estivessem a fazer uma dose estável de insulina há pelo menos 12 semanas (com HbA1c 7% a 10%). Os doentes foram aleatorizados para sitagliptina 100 mg uma vez por dia ou para placebo durante 20 semanas. A média da HbA1c basal foi 7,5%. O tratamento com sitagliptina 100 mg não proporcionou melhorias significativas na HbA1c às 20 semanas. A redução da HbA1c em doentes tratados com sitagliptina (N=95) foi 0,0% em comparação com 0,2% em doentes tratados com placebo (N=95), uma diferença de -0,2% (95% IC: -0,7, 0,3). Ver secção 4.2.

5.2. Propriedades farmacocinéticas

Absorção Após a administração de uma dose oral de 100 mg a indivíduos saudáveis, a sitagliptina foi rapidamente absorvida, com os picos de concentrações plasmáticas (mediana do Tmáx) a ocorrerem entre 1 a 4 horas após a administração, a AUC plasmática média da sitagliptina foi de 8,52 µM•h, a Cmáx foi de 950 nM. A 17-05-2024 biodisponibilidade absoluta da sitagliptina é, aproximadamente, 87%. Uma vez que a administração concomitante de uma refeição rica em gorduras com sitagliptina não teve qualquer efeito na farmacocinética, Sitagliptina Anova pode ser administrado com ou sem alimentos. A AUC plasmática da sitagliptina aumentou proporcionalmente à dose. Não foi estabelecida proporcionalidade com a dose para a Cmáx e para a C24h (Cmáx moderadamente superior ao valor proporcional à dose, e C24h moderadamente inferior ao valor proporcional à dose). Distribuição O volume médio de distribuição no estado estacionário após a administração de uma dose intravenosa única de 100 mg de sitagliptina a indivíduos saudáveis é, aproximadamente, 198 litros. A fração de sitagliptina que se liga de modo reversível às proteínas plasmáticas é baixa (38%). Biotransformação A sitagliptina é primariamente eliminada inalterada na urina e o metabolismo é uma via de menor importância. Aproximadamente 79% da sitagliptina é excretada inalterada na urina. Após a administração de uma dose oral de sitagliptina [14C], aproximadamente 16% da radioatividade foi excretada como metabolitos de sitagliptina. Seis metabolitos foram detetados em níveis residuais e não se prevê que contribuam para a atividade inibidora plasmática do DPP-4 pela sitagliptina. Os estudos in vitro indicaram que a principal enzima responsável pelo limitado metabolismo da sitagliptina foi o CYP3A4, com contribuição do CYP2C8. Os dados in vitro demonstraram que a sitagliptina não é um inibidor das isoenzimas CYP3A4, 2C8, 2C9, 2D6, 1A2, 2C19 ou 2B6, e que não é um indutor do CYP3A4 e do CYP1A2. Eliminação Após a administração oral de uma dose de sitagliptina [14C] a indivíduos saudáveis, aproximadamente 100% da radioatividade administrada foi eliminada nas fezes (13%) ou na urina (87%) no prazo de uma semana após a administração. A semivida terminal (t1/2) aparente após a administração de uma dose oral de 100 mg de sitagliptina foi, aproximadamente, 12,4 horas. A acumulação de sitagliptina é mínima com doses múltiplas. A clearance renal foi, aproximadamente, 350 ml/min. A eliminação da sitagliptina ocorre primariamente por excreção renal e envolve secreção tubular ativa. A sitagliptina é um substrato do transportador aniónico orgânico humano-3 (hOAT- 3), que pode estar envolvido na eliminação renal da sitagliptina. Não foi estabelecida a relevância clínica do hOAT-3 no transporte da sitagliptina. A sitagliptina também é um substrato da glicoproteína-p, que pode estar também envolvida na mediação da eliminação renal de sitagliptina. No entanto, a ciclosporina, um inibidor da glicoproteína-p, não reduziu a clearance renal da sitagliptina. A sitagliptina não é um substrato para os transportadores OCT2, OAT1 ou PEPT1/2. In vitro, a sitagliptina não inibiu o transporte mediado pelo OAT3 (IC50=160 µM) ou pela glicoproteína-p (até 250 µM) em concentrações plasmáticas relevantes a nível terapêutico. Num estudo clínico, a sitagliptina teve um pequeno efeito nas concentrações plasmáticas 17-05-2024 de digoxina, indicando que a sitagliptina pode ser um fraco inibidor da glicoproteína- p. Características dos doentes O perfil farmacocinético da sitagliptina foi geralmente semelhante em indivíduos saudáveis e em doentes com diabetes tipo 2. Compromisso renal Foi realizado um estudo aberto, com dose única, para avaliar a farmacocinética de uma dose reduzida de sitagliptina (50 mg) em doentes com vários graus de compromisso renal crónico, em comparação com indivíduos controlo saudáveis normais. O estudo incluiu doentes com compromisso renal ligeiro, moderado e grave, assim como doentes com doença renal terminal submetidos a hemodiálise. Adicionalmente, os efeitos do compromisso renal na farmacocinética da sitagliptina em doentes com diabetes tipo 2 e compromisso renal ligeiro, moderado e grave (incluindo doença renal terminal) foram avaliados utilizando uma análise farmacocinética da população. Em comparação com os indivíduos de controlo saudáveis, a AUC plasmática da sitagliptina aumentou cerca de 1,2 vezes e 1,6 vezes em doentes com compromisso renal ligeiro (TFG ≥ 60 a < 90 ml/min) e doentes com compromisso renal moderado (TFG ≥ 45 a < 60 ml/min), respetivamente. Uma vez que, aumentos desta magnitude não são clinicamente relevantes, não é necessário ajuste posológico nestes doentes. A AUC plasmática da sitagliptina aumentou cerca de 2 vezes em doentes com compromisso renal moderado (TFG ≥ 30 a < 45 ml/min), e cerca de 4 vezes em doentes com compromisso renal grave (TFG < 30 ml/min), incluindo doentes com doença renal de fase terminal, submetidos a hemodiálise. A sitagliptina foi moderadamente removida por hemodiálise (13,5% durante uma sessão de hemodiálise de 3 a 4 horas, iniciada 4 horas após a administração). Para atingir concentrações plasmáticas de sitagliptina idênticas às dos doentes com função renal normal, são recomendadas doses mais baixas em doentes com TFG < 45 ml/min (ver secção 4.2). Compromisso hepático Não é necessário qualquer ajuste da dose de Sitagliptina Anova em doentes com compromisso hepático ligeiro ou moderado (pontuação ≤ 9 na escala de Child-Pugh). Não existe experiência clínica em doentes com compromisso hepático grave (pontuação > 9 na escala de Child-Pugh). Contudo, dado que a sitagliptina é principalmente eliminada por via renal, não se prevê que o compromisso hepático grave afete a farmacocinética da sitagliptina. Idosos Não é necessário ajuste da dose em função da idade. A idade não teve um impacto clinicamente significativo na farmacocinética da sitagliptina com base na análise farmacocinética da população a partir dos dados de Fase I e Fase II. Os idosos (65 a 80 anos) apresentaram concentrações plasmáticas de sitagliptina, aproximadamente, 19% superiores às dos indivíduos mais novos. População pediátrica A farmacocinética da sitagliptina (dose única de 50 mg, 100 mg ou 200 mg) foi estudada em doentes pediátricos (10 aos 17 anos de idade) com diabetes tipo 2. 17-05-2024 Nesta população, a AUC com ajuste de dose da sitagliptina em plasma, foi aproximadamente 18% inferior em comparação com doentes adultos com diabetes tipo 2 para uma dosagem de 100 mg. Não se considera haver uma diferença clínica significativa em comparação com doentes adultos com base na relação plana Farmacocinética/Farmacodinâmica entre a dosagem de 50 mg e 100 mg. Não foram realizados estudos com sitagliptina em doentes pediátricos com idade < 10 anos. Outras características dos doentes Não é necessário qualquer ajuste da dose em função do sexo, raça ou IMC (índice de massa corporal). Estas características não tiveram efeito clinicamente significativo na farmacocinética da sitagliptina com base numa análise composta dos dados farmacocinéticos de Fase I e numa análise farmacocinética da população a partir dos dados de Fase I e Fase II.

5.3. Dados de segurança pré-clínica

Foram observadas toxicidade renal e hepática em roedores com valores de exposição sistémica 58 vezes superiores ao nível de exposição humana, tendo-se verificado que o nível de exposição sem efeito é 19 vezes superior ao nível de exposição humana. Foram observadas anomalias nos dentes incisivos de ratos com níveis de exposição 67 vezes superiores ao nível de exposição clínico; o nível de exposição sem este efeito foi 58 vezes superior, com base num estudo em ratos com duração de 14 semanas. Desconhece-se a relevância destas observações para os seres humanos. Foram observados em cães sinais físicos transitórios relacionados com o tratamento, alguns dos quais sugerem toxicidade neural, tais como respiração de boca aberta, salivação, emese espumosa branca, ataxia, tremores, atividade diminuída e/ou postura arqueada, com níveis de exposição aproximadamente 23 vezes superiores ao nível de exposição clínico. Além disso, a análise histológica revelou degeneração muito ligeira a ligeira do músculo esquelético em doses que resultaram em níveis de exposição sistémica, aproximadamente, 23 vezes superiores ao nível de exposição humano. Para estas observações, o nível de exposição sem efeito foi 6 vezes superior ao nível de exposição clínico. A sitagliptina não demonstrou ser genotóxica em estudos pré-clínicos. A sitagliptina não foi carcinogénica em ratinhos. Nos ratos registou-se uma maior incidência de adenomas e carcinomas hepáticos com níveis de exposição sistémica 58 vezes superiores ao nível de exposição humano. Uma vez que a hepatotoxicidade revelou estar correlacionada com a indução de neoplasia hepática em ratos, este aumento da incidência de tumores hepáticos em ratos foi provavelmente secundária a toxicidade hepática crónica com esta dose elevada. Devido à elevada margem de segurança (19 vezes para este nível sem efeito), estas alterações neoplásicas não são consideradas relevantes para os seres humanos. Não foram observados efeitos adversos na fertilidade em ratos macho e fêmea aos quais se administrou sitagliptina antes e no período de acasalamento. A sitagliptina não demonstrou quaisquer efeitos adversos num estudo de desenvolvimento pré/pós-natal em ratos. Os estudos de toxicidade reprodutiva revelaram um ligeiro aumento da incidência relacionada com o tratamento de malformações das costelas fetais (costelas ausentes, hipoplásicas e onduladas) nas crias de ratos com níveis de exposição 17-05-2024 sistémica mais de 29 vezes superiores aos níveis de exposição em humanos. Foi observada toxicidade materna nos coelhos com níveis de exposição mais de 29 vezes superiores aos níveis de exposição em humanos. Devido às elevadas margens de segurança, estas observações não sugerem um risco relevante para a reprodução humana. A sitagliptina é secretada em quantidades consideráveis no leite de ratos lactantes (rácio leite/plasma: 4:1).

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1. Lista dos excipientes

Núcleo do comprimido celulose microcristalina croscarmelose sódica sílica coloidal anidra hidrogenofosfato de cálcio estearato de magnésio Revestimento de película álcool polivinílico macrogol 3350 talco (E553b) dióxido de titânio (E171) óxido de ferro vermelho (E172) óxido de ferro vermelho (E172)

6.2. Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3. Prazo de validade

2 anos

6.4. Precauções especiais de conservação

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

6.5. Natureza e conteúdo do recipiente

Blisters de OPA/alumínio/PVC//alumínio numa embalagem exterior em cartão com Para 25 mg: 14, 28, 30, 56, 60, 84, 90 comprimidos revestidos por película Para 50 mg: 14, 28, 30, 56, 60, 84, 90 comprimidos revestidos por película Para 100 mg: 14, 28, 30, 56, 60, 84, 90 comprimidos revestidos por película É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6. Precauções especiais de eliminação

17-05-2024 Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Laboratórios Anova - Produtos Farmacêuticos, Lda. Av. D. João II, Edifício Atlantis, N.º 44C - 7.3 e 7.4 1990-095 - Lisboa

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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