Pirfenidona Teva MG
APROVADO EM 19-04-2024 INFARMED
FOLHETO INFORMATIVO APROVADO EM 19-04-2024 INFARMED Folheto informativo: Informação para o utilizador Pirfenidona Teva 267 mg comprimidos revestidos por película Pirfenidona Teva 801 mg comprimidos revestidos por película pirfenidona Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento, pois contém informação importante para si. • Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente. • Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico. • Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença. • Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4. O que contém este folheto:
1. O que é Pirfenidona Teva e para que é utilizado
2. O que precisa de saber antes de tomar Pirfenidona Teva
3. Como tomar Pirfenidona Teva
4. Efeitos indesejáveis possíveis
5. Como conservar Pirfenidona Teva
6. Conteúdo da embalagem e outras informações
1. O que é Pirfenidona Teva e para que é utilizado
Pirfenidona Teva contém a substância ativa pirfenidona e é utilizado para o tratamento da fibrose pulmonar idiopática (FPI) em adultos. A FPI é uma patologia na qual os tecidos nos seus pulmões incham e ficam com cicatrizes ao longo do tempo, o que dificulta respirar profundamente. Os pulmões têm, assim, dificuldade em funcionar de forma adequada. Pirfenidona Teva ajuda a reduzir as cicatrizes e o inchaço nos pulmões e ajuda-o a respirar melhor.
2. O que precisa de saber antes de tomar Pirfenidona Teva
Não tome Pirfenidona Teva • Se tem alergia à pirfenidona ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6) • Se teve anteriormente angioedema com a pirfenidona, incluindo sintomas como inchaço do rosto, lábios e/ou língua que podem estar associados a dificuldade em respirar ou pieira • Se está a tomar um medicamento chamado fluvoxamina (utilizado para o tratamento da depressão e da perturbação obsessivo-compulsiva [POC]) •Se sofre de doença no fígado grave ou em fase terminal • Se sofre de doença nos rins grave ou em fase terminal que requeira diálise. Se alguma das situações acima referidas o afetar, não tome Pirfenidona Teva. Se tiver dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.
Advertências e precauções
Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Pirfenidona Teva APROVADO EM 19-04-2024 INFARMED • Pode ficar mais sensível à luz do sol (reação de fotossensibilidade) quando tomar Pirfenidona Teva. Evite o sol (incluindo lâmpadas solares) enquanto toma Pirfenidona Teva. Use protetor solar diariamente e tape os braços, pernas e cabeça para reduzir a exposição à luz do sol (ver secção 4: Efeitos indesejáveis possíveis). • Não deve tomar outros medicamentos, como os antibióticos da classe das tetraciclinas (como a doxiciclina), que o podem tornar mais sensível à luz do sol. • Deve informar o seu médico se sofre de problemas de rins. • Deve informar o seu médico se sofre de problemas no fígado ligeiros a moderados. • Deve deixar de fumar antes e durante o tratamento com Pirfenidona Teva. O consumo de tabaco pode reduzir o efeito de Pirfenidona Teva. • Pirfenidona Teva pode causar tonturas e cansaço. Certifique-se de que não participa em atividades onde tem de estar alerta e ter coordenação. • Pirfenidona Teva pode causar perda de peso. O seu médico vigiará o seu peso enquanto tomar este medicamento. • Foi notificada a ocorrência de síndrome de Stevens-Johnson e de necrólise epidérmica tóxica e reação medicamentosa com eosinofilia e sintomas sistémicos (DRESS) associadas ao tratamento com pirfenidona. Pare de utilizar Pirfenidona Teva e procure assistência médica imediatamente se tiver qualquer um dos sintomas associados a estas reações cutâneas graves, descritos na secção 4. A pirfenidona pode causar problemas graves de fígado e alguns casos têm sido fatais. Terá de realizar uma análise ao sangue antes de começar a tomar Pirfenidona Teva e mensalmente durante os 6 primeiros meses e, posteriormente, a cada 3 meses enquanto toma este medicamento, para confirmar que o fígado está a funcionar corretamente. Estas análises regulares ao sangue são importantes e devem ser realizadas enquanto estiver a tomar Pirfenidona Teva. Crianças e adolescentes Não administre Pirfenidona Teva a crianças e adolescentes com menos de 18 anos de idade. Outros medicamentos e Pirfenidona Teva Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, tiver tomado recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos. Isto é especialmente importante se estiver a tomar os medicamentos indicados de seguida, dado que podem alterar o efeito de Pirfenidona Teva. Medicamentos que podem aumentar os efeitos indesejáveis de Pirfenidona Teva: • Enoxacina (um tipo de antibiótico) • Ciprofloxacina (um tipo de antibiótico) • Amiodarona (utilizada para o tratamento de alguns tipos de doença cardíaca) • Propafenona (utilizada para o tratamento de alguns tipos de doença cardíaca) • Fluvoxamina (utilizada para o tratamento da depressão e perturbação obsessivo- compulsiva [POC]). Medicamentos que podem reduzir o funcionamento correto de Pirfenidona Teva: • Omeprazol (utilizado no tratamento de estados como indigestão, doença de refluxo gastroesofágico) • Rifampicina (um tipo de antibiótico). Pirfenidona Teva com alimentos e bebidas APROVADO EM 19-04-2024 INFARMED Não beba sumo de toranja enquanto tomar este medicamento. A toranja pode impedir Pirfenidona Teva de funcionar corretamente. Gravidez e amamentação Como medida de precaução, é preferível evitar a utilização de Pirfenidona Teva se está grávida, se planeia engravidar ou se pensa que pode estar grávida, pois os potenciais riscos para o feto são desconhecidos. Se está a amamentar ou planeia amamentar, fale com o seu médico ou farmacêutico
antes de tomar Pirfenidona Teva. Como não se sabe se Pirfenidona Teva passa para
o leite materno, o seu médico discutirá consigo os riscos e benefícios inerentes à toma deste medicamento durante o período de amamentação, se o decidir fazer. Condução de veículos e utilização de máquinas Não conduza nem utilize máquinas caso sinta tonturas ou cansaço depois de tomar Pirfenidona Teva. Pirfenidona Teva contém sódio Pirfenidona Teva contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por comprimido, ou seja, é praticamente “isento de sódio”.
3. Como tomar Pirfenidona Teva
O tratamento com Pirfenidona Teva deve ser iniciado e supervisionado por um médico especialista com experiência no diagnóstico e tratamento da FPI. Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas. O medicamento é habitualmente administrado em doses crescentes, conforme indicado de seguida: • nos 7 primeiros dias, tome uma dose de 267 mg (1 comprimido amarelo), 3 vezes por dia com alimentos (um total de 801 mg/dia) • do dia 8 ao 14, tome uma dose de 534 mg (2 comprimidos amarelos), 3 vezes por dia com alimentos (um total de 1.602 mg/dia) • a partir do dia 15 (manutenção), tome uma dose de 801 mg (3 comprimidos amarelos ou 1 comprimido roxo), 3 vezes por dia com alimentos (um total de 2.403 mg/dia). A dose diária de manutenção recomendada de Pirfenidona Teva é de 801 mg (3 comprimidos amarelos ou 1 roxo), três vezes por dia, com alimentos, perfazendo um total de 2.403 mg/dia. Engula os comprimidos inteiros com um copo de água, durante ou depois de uma refeição, para diminuir o risco de efeitos indesejáveis, como náuseas (sensação de enjoo) e tonturas. Se os sintomas continuarem, consulte o seu médico. Redução da dose devido a efeitos indesejáveis O seu médico poderá reduzir a dose se ocorrerem determinados efeitos indesejáveis, tais como problemas do estômago, quaisquer reações na pele à luz solar ou lâmpadas solares, ou alterações significativas nos níveis das enzimas do fígado. APROVADO EM 19-04-2024 INFARMED
Se tomar mais Pirfenidona Teva do que deveria Contacte imediatamente o seu médico, farmacêutico ou o serviço de urgências do hospital mais próximo se tomou mais comprimidos do que deveria e leve o medicamento consigo. Caso se tenha esquecido de tomar Pirfenidona Teva Caso se tenha esquecido de uma dose, tome-a logo que se lembre. Não tome uma dose a dobrar para compensar um comprimido que se esqueceu de tomar. Cada dose deve ser separada por, pelo menos, 3 horas. Não tome mais comprimidos por dia do que a dose diária prescrita. Se parar de tomar Pirfenidona Teva Em algumas situações, o seu médico pode aconselhá-lo a parar de tomar Pirfenidona Teva. Se, por algum motivo, tiver de deixar de tomar Pirfenidona Teva durante mais de 14 dias consecutivos, o seu médico reiniciará o seu tratamento com uma dose de 267 mg 3 vezes por dia, aumentando gradualmente para uma dose de 801 mg 3 vezes por dia. Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.
4. Efeitos indesejáveis possíveis
Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se manifestem em todas as pessoas. Deixe de tomar Pirfenidona Teva e peça assistência médica imediatamente se notar algum dos seguintes sinais ou sintoma • Se sofrer de inchaço do rosto, lábios e/ou língua, comichão, urticária, dificuldade em respirar ou pieira, ou sensação de desmaio, que são sinais de angioedema, reação alérgica grave ou anafilaxia. • Olhos ou a pele amarelados, ou a urina escura, potencialmente acompanhados por prurido da pele, dor na região superior direita da sua barriga (abdómen), perda de apetite, hemorragias ou nódoas negras mais frequentemente que o normal, ou se sentir cansaço. Estes podem ser sinais de função hepática anormal e podem indicar lesão hepática, que é um efeito indesejável pouco frequente de Pirfenidona Teva. • Manchas avermelhadas planas ou circulares no tronco, geralmente com bolhas centrais, descamação da pele, úlceras na boca, na garganta, no nariz, nos genitais e nos olhos. Estas reações na pele cutâneas graves podem ser antecedidas de febre e sintomas gripais (Síndrome de Stevens-Johnson ou de necrólise epidérmica tóxica). • Erupção cutânea generalizada, temperatura corporal elevada e gânglios linfáticos aumentados (Síndrome de DRESS ou síndrome de hipersensibilidade medicamentosa). Outros efeitos indesejáveis podem incluir Informe o seu médico se tiver quaisquer efeitos indesejáveis.
Efeitos indesejáveis muito frequentes (podem afetar mais de 1 pessoa em cada 10
pessoas): APROVADO EM 19-04-2024 INFARMED • infeções da garganta ou das vias respiratórias passando para os pulmões e/ou sinusite • sensação de enjoo (náuseas) • problemas de estômago, como refluxo ácido, vómitos e sensação de prisão de ventre • diarreia • indigestão ou indisposição do estômago • perda de peso • apetite diminuído • dificuldade em dormir • cansaço • tonturas • dores de cabeça • falta de ar • tosse • articulações doridas/dores articulares.
Efeitos indesejáveis frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas):
• infeções da bexiga • sonolência • mudanças do paladar • afrontamentos • problemas de estômago, como sensação de inchaço, dor e desconforto abdominais, azia e gases • as análises ao sangue podem mostrar níveis aumentados das enzimas do fígado • reações na pele depois de ter estado ao sol ou de ter utilizado lâmpadas solares • problemas da pele, como comichão, vermelhidão, secura e erupção da pele • dor muscular • sensação de fraqueza ou falta de energia • dores no peito • queimadura solar.
Efeitos indesejáveis pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas):
• níveis baixos de sódio no sangue. Estes podem causar dor de cabeça, tonturas, confusão, fraqueza, cãibras musculares ou náuseas e vómitos • as análises ao sangue podem mostrar uma diminuição dos glóbulos brancos. Comunicação de efeitos indesejáveis Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente através ao INFARMED, I.P através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento. Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected] APROVADO EM 19-04-2024 INFARMED
5. Como conservar Pirfenidona Teva
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças. Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso no rótulo do frasco, blister e embalagem exterior após EXP. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado. O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação. Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.
6. Conteúdo da embalagem e outras informações
Qual a composição de Pirfenidona Teva 267 mg comprimido A substância ativa é pirfenidona. Cada comprimido revestido por película contém 267 mg de pirfenidona. Os outros componentes são sílica coloidal anidra, celulose microcristalina, croscarmelose sódica, povidona e estearato de magnésio. A película de revestimento consiste em álcool polivinílico parcialmente hidrolisado (E1203), dióxido de titânio (E171), macrogol 3350 (E1521), talco (E553b), óxido de ferro amarelo (E172) e óxido de ferro preto (E172). 801 mg comprimido A substância ativa é pirfenidona. Cada comprimido revestido por película contém 801 mg de pirfenidona. Os outros componentes são sílica coloidal anidra, celulose microcristalina, croscarmelose sódica, povidona e estearato de magnésio. A película de revestimento consiste em álcool polivinílico parcialmente hidrolisado (E1203), dióxido de titânio (E171), macrogol 3350 (E1521), talco (E553b), óxido de ferro amarelo (E172), óxido de ferro preto (E172) e óxido de ferro vermelho (E172). Qual o aspeto de Pirfenidona Teva e conteúdo da embalagem Pirfenidona Teva 267 mg comprimidos revestidos por película são de cor amarela, ovais, 12,9 x 5,9 mm aproximadamente, com a gravação 3610 num dos lados e T no outro lado. As embalagens dos frascos contêm um frasco contendo 63 comprimidos ou três frascos contendo cada um 84 comprimidos (252 comprimidos no total). A embalagem blister contém 63 ou 252 comprimidos revestidos por película. A embalagem blister de dose unitária perfurada contém 63×1 ou 252×1 comprimidos revestidos por película. As tiras de blisters de 267 mg são marcadas com os seguintes símbolos e nomes abreviados do dia como um lembrete para tomar uma dose três vezes ao dia: Pirfenidona Teva 801 mg comprimidos revestidos por película são de cor roxa, ovais, 20,1 x 9,3 mm aproximadamente, com a gravação 3611 num dos lados e T no outro APROVADO EM 19-04-2024 INFARMED lado. As embalagens dos frascos contêm um frasco contendo 84 comprimidos ou três frascos contendo cada um 84 comprimidos (252 comprimidos no total). A embalagem blister contém 84 comprimidos revestidos por película e a embalagem múltipla contém 252 (3×84) comprimidos revestidos por película. A embalagem blister de dose unitária perfurada contém 84×1 comprimidos revestidos por película e a embalagem múltipla contém 252 (3x84x1) comprimidos revestidos por película. As tiras de blisters de 801 mg são marcadas com símbolos e nomes abreviados do dia como um lembrete para tomar uma dose três vezes ao dia: Símbolo do nascer do sol (nascer do sol; dose da manhã) símbolo do sol (sol; dose do meio-dia) e símbolo da lua (lua; dose do final da tarde). Seg. Ter. Qua. Qui. Sex. Sáb. Dom. É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações. Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante Teva Pharma – Produtos Farmacêuticos, Lda. Lagoas Park, Edifício 5-A – Piso 2 2740-245 Porto Salvo Portugal Fabricante Actavis Ltd. BLB016, Bulebel Industrial Estate Zejtun ZTN 3000 Malta Este medicamento encontra-se autorizado nos Estados-Membros do Espaço Económico Europeu (EEE) sob as seguintes designações: Áustria Pirfenidon Actavis 267 mg Filmtabletten Pirfenidon Actavis 801 mg Filmtabletten Bélgica Pirfenidone Teva 267 mg filmomhulde tabletten, comprimés pelliculés, Filmtabletten Pirfenidone Teva 801 mg filmomhulde tabletten, comprimés pelliculés, Filmtabletten Bulgária Пирфенидон Тева 267 mg филмирани таблетки Pirfenidone Teva 267 mg film-coated tablets Пирфенидон Тева 801 mg филмирани таблетки Pirfenidone Teva 801 mg film-coated tablets Dinamarca Pirfenidon Teva Eslováquia Pirfenidone Teva 267 mg filmom obalené tablety Pirfenidone Teva 801 mg filmom obalené tablety Eslovénia Pirfenidon Teva 267 mg filmsko obložene tablete Pirfenidon Teva 801 mg filmsko obložene tablete Estónia Pirfenidone Teva Grécia Pirfenidone/Teva França PIRFENIDONE TEVA 267 mg, comprimé pelliculé PIRFENIDONE TEVA 801 mg, comprimé pelliculé Hungria Pirfenidon Teva 267 mg filmom obložene tablete APROVADO EM 19-04-2024 INFARMED Pirfenidon Teva 801 mg filmom obložene tablete Irlanda Pirfenidone Teva 267 mg film-coated tablets Pirfenidone Teva 801 mg film-coated tablets Islândia Pirfenidon Teva Letónia Pirfenidone Teva 801 mg apvalkotās tabletes Lituânia Pirfenidone Teva 267 mg plėvele dengtos tabletės Pirfenidone Teva 801 mg plėvele dengtos tabletės Noruega Pirfenidon Teva Portugal Pirfenidona Teva República Checa Pirfenidone Teva Suíça Pirfenidon Teva Este folheto foi revisto pela última vez em
⚕Para profissionais — Resumo das Características do Medicamento (RCM)Ficha técnica completa: posologia, interações, contraindicações, advertências+
19-04-2024
19-04-2024
1. NOME DO MEDICAMENTO
Pirfenidona Teva 267 mg comprimidos revestidos por película Pirfenidona Teva 801 mg comprimidos revestidos por película
2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA
Cada comprimido revestido por película contém 267 mg de pirfenidona. Cada comprimido revestido por película contém 801 mg de pirfenidona. Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.
3. FORMA FARMACÊUTICA
Comprimido revestido por película (comprimido) Pirfenidona Teva 267 mg comprimidos revestidos por película são de cor amarela, ovais, 12,9 x 5,9 mm aproximadamente, com a gravação 3610 num dos lados e T no outro lado. Pirfenidona Teva 801 mg comprimidos revestidos por película são de cor roxa, ovais, 20,1 x 9,3 mm aproximadamente, com a gravação 3611 num dos lados e T no outro lado.
4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS
4.1. Indicações terapêuticas
Pirfenidona Teva é indicado em adultos para o tratamento da fibrose pulmonar idiopática (FPI). Posologia e modo de administração O tratamento com Pirfenidona Teva deve ser iniciado e supervisionado por médicos especialistas com experiência no diagnóstico e tratamento da FPI.
4.2. Posologia
Adultos Após o início do tratamento, a dose deve ser ajustada até à dose diária recomendada de 2403 mg/dia ao longo de um período de 14 dias, conforme indicado abaixo: Dias 1 a 7: a dose de 267 mg administrada três vezes por dia (801 mg/dia) Dias 8 a 14: a dose de 534 mg administrada três vezes por dia (1602 mg/dia) A partir do dia 15: a dose de 801 mg administrada três vezes por dia (2403 mg/dia) A dose diária de manutenção recomendada de Pirfenidona Teva é 801 mg, três vezes por dia, com alimentos, até perfazer um total de 2403 mg/dia. 19-04-2024
As doses superiores a 2403 mg/dia não são recomendadas para nenhum doente (ver secção 4.9). Os doentes que falhem 14 dias consecutivos ou mais do tratamento com Pirfenidona Teva devem reiniciar a terapêutica, submetendo-se ao regime de ajuste inicial de 2 semanas, até voltarem a atingir a dose diária recomendada. Nos casos de interrupção do tratamento inferiores a 14 dias consecutivos, a dose pode ser retomada na dose diária recomendada anterior, sem ajuste. Ajustes da dose e outras considerações para uma utilização segura Reações gastrointestinais: Relativamente aos doentes com intolerância à terapêutica devido a efeitos gastrointestinais indesejáveis, os doentes devem ser recordados da necessidade de ingerirem o medicamento com alimentos. No caso de persistência dos sintomas, a dose de pirfenidona pode ser reduzida para 267 mg - 534 mg, duas a três vezes por dia com alimentos, com novo aumento até à dose diária recomendada, em função da tolerância. Se os sintomas continuarem, os doentes podem ser instruídos a interromperem o tratamento durante uma a duas semanas para permitir a resolução dos sintomas. Reação de fotossensibilidade ou erupção cutânea: Os doentes com uma erupção cutânea ou reação de fotossensibilidade ligeira a moderada devem ser recordados para utilizarem diariamente um protetor solar e evitarem a exposição ao sol (ver secção 4.4). A dose de pirfenidona pode ser reduzida para 801 mg por dia (267 mg três vezes por dia). No caso de persistência da erupção cutânea depois de decorridos 7 dias, Pirfenidona Teva deve ser interrompido durante 15 dias, com novo aumento até à dose diária recomendada, da mesma maneira que no período de aumento da dose. Os doentes com erupção cutânea ou reação de fotossensibilidade graves devem ser instruídos a interromper a toma e consultar um médico (ver secção 4.4). Após a resolução da erupção cutânea, Pirfenidona Teva pode ser reintroduzido e novamente ajustado até à dose diária recomendada, mediante critério do médico. Função hepática: Na eventualidade de elevação significativa da alanina e/ou aspartato aminotransferases (ALT/AST), com ou sem elevação da bilirrubina, a dose de pirfenidona deve ser ajustada ou o tratamento interrompido de acordo com as orientações incluídas na secção 4.4. Populações especiais Idosos Não é necessário qualquer ajuste da dose nos doentes com idade igual ou superior a 65 anos (ver secção 5.2). Compromisso hepático Não é necessário qualquer ajuste da dose nos doentes com compromisso hepático ligeiro a moderado (ou seja, classe A e B de Child-Pugh). Contudo, dado que os níveis plasmáticos de pirfenidona podem sofrer um aumento em alguns indivíduos com compromisso hepático ligeiro a moderado, Pirfenidona Teva deve ser utilizado com precaução no tratamento desta população. O tratamento com Pirfenidona Teva não deve ser utilizado em doentes com insuficiência hepática grave ou doença hepática terminal (ver secções 4.3, 4.4 e 5.2). 19-04-2024
Compromisso renal Não é necessário qualquer ajuste da dose nos doentes com compromisso renal ligeiro. Pirfenidona Teva deve ser utilizado com precaução nos doentes com compromisso renal moderado (ClCr 30-50 ml/min). A terapêutica com Pirfenidona Teva não deve ser utilizada em doentes com compromisso renal grave (ClCr <30 ml/min) ou doença renal em fase terminal que implique diálise (ver secções 4.3 e 5.2). População pediátrica Não existe utilização relevante de Pirfenidona Teva na população pediátrica para a indicação de FPI. Modo de administração Pirfenidona Teva destina-se a utilização oral. Os comprimidos devem ser engolidos inteiros com água e tomados com alimentos, para reduzir a possibilidade de náuseas e tonturas (ver secções 4.8 e 5.2).
4.3. Contraindicações
Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1. Historial de angioedema com pirfenidona (ver secção 4.4). Uso concomitante de fluvoxamina (ver secção 4.5). Compromisso hepático grave ou doença hepática em fase terminal (ver secções 4.2 e 4.4). Compromisso renal grave (ClCr <30 ml/min) ou doença renal em fase terminal que requeira diálise (ver secções 4.2 e 5.2).
4.4. Advertências e precauções especiais de utilização
Função hepática Foi notificado, frequentemente, aumento das transaminases em doentes tratados com pirfenidona. Os testes de função hepática (ALT, AST e bilirrubina) devem ser realizados antes do início do tratamento com pirfenidona e, subsequentemente, a intervalos mensais durante os 6 primeiros meses e, posteriormente, a cada 3 meses (ver secção 4.8). Se um doente apresentar uma elevação da aminotransferase >3 e <5 x LSN sem elevação da bilirrubina e sem sintomas ou sinais de lesão hepática induzida por fármacos, após o início da terapêutica com pirfenidona, outras causas devem ser excluídas e o doente monitorizado de perto. Deve ser considerada a descontinuação de outros medicamentos associados a toxicidade hepática. Se for clinicamente adequado, a dose de pirfenidona deve ser reduzida ou a toma interrompida. Depois de os testes da função hepática regressarem aos limites normais, pirfenidona pode ser ajustado de novo para a dose diária recomendada, se tolerada. Lesão hepática induzida por fármacos 19-04-2024
Elevações de ALT e AST associaram-se pouco frequentemente a aumentos concomitantes de bilirrubina. Na fase de pós-comercialização foram notificados casos graves de lesão hepática induzida por fármacos, incluindo casos isolados com desfecho fatal (ver secção 4.8). Adicionalmente à monitorização regular recomendada dos testes da função hepática, deve ser realizada imediatamente uma avaliação clínica e avaliação dos testes à função hepática em doentes que reportem sintomas que possam indicar lesão hepática, incluindo fadiga, anorexia, desconforto na região superior direita do abdómen, urina escura, ou icterícia. Se um doente apresentar uma elevação da aminotransferase >3 e <5 x LSN, acompanhada de hiperbilirrubinemia ou sinais clínicos ou sintomas indicativos de lesão hepática, pirfenidona deve ser interrompido permanentemente e o doente não deve ser novamente submetido ao tratamento. Se um doente apresentar uma elevação da aminotransferase para ≥5 x LSN, a pirfenidona deve ser permanentemente interrompida e o doente não deve ser novamente submetido ao tratamento. Compromisso hepático Nos indivíduos com compromisso hepático moderado (ou seja, classe B de Child- Pugh), a exposição à pirfenidona aumentou 60 %. A pirfenidona deve ser utilizado com precaução nos doentes com compromisso hepático ligeiro a moderado preexistente (ou seja, classe A e B de Child-Pugh), dado o potencial de aumento da exposição à pirfenidona. Os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados para deteção de sinais de toxicidade, em especial se estiverem a tomar concomitantemente um inibidor conhecido da CYP1A2 (ver secções 4.5 e 5.2). Pirfenidona não foi estudado em indivíduos com compromisso hepático grave e não pode ser administrado a esses doentes (ver secção 4.3). Reação de fotossensibilidade e erupção cutânea A exposição à luz direta do sol (incluindo lâmpadas solares) deve ser evitada ou minimizada durante o tratamento com pirfenidona. Os doentes devem ser instruídos no sentido de utilizarem diariamente um protetor solar, vestirem roupa que confira proteção contra a exposição solar e evitarem outros medicamentos conhecidos por causarem fotossensibilidade. Os doentes devem ser instruídos a comunicar ao seu médico sintomas de reação de fotossensibilidade ou erupção cutânea. As reações de fotossensibilidade graves são raras. Podem ser necessários ajustes da dose ou interrupção temporária do tratamento nos casos ligeiros a graves de reação de fotossensibilidade ou erupção cutânea (ver secção 4.2). Reações cutâneas graves No período pós-comercialização, foi notificada a ocorrência de síndrome de Stevens- Johnson (SSJ) e de necrólise epidérmica tóxica (NET) e reação medicamentosa com eosinofilia e sintomas sistémicos (DRESS), as quais podem colocar a vida em risco ou ser fatais, associadas ao tratamento com pirfenidona. Caso surjam sinais e sintomas sugestivos destas reações, a pirfenidona deve ser imediatamente suspensa. Se o doente tiver desenvolvido SSJ, NET ou DRESS com a utilização de pirfenidona, 19-04-2024
o tratamento com pirfenidona não pode ser reiniciado e deve ser permanentemente descontinuado. Angioedema/Anafilaxia Foram notificados casos de angioedema (alguns graves) tais como inchaço do rosto, lábios e/ou língua que podem estar associados a dificuldade em respirar ou pieira, relacionados com a utilização de pirfenidona pós-comercialização. Também foram notificadas reações anafiláticas. Por conseguinte, os doentes que desenvolvam sinais ou sintomas de angioedema ou de reações alérgicas graves após a administração de pirfenidona devem descontinuar imediatamente o tratamento. Os doentes com angioedema ou reações alérgicas graves devem ser tratados de acordo com o padrão de cuidados. A pirfenidona não pode ser utilizado em doentes com um historial de angioedema ou hipersensibilidade devido a pirfenidona (ver secção 4.3). Tonturas Foram notificadas tonturas nos doentes a tomar pirfenidona. Por conseguinte, os doentes devem saber como reagem a este medicamento antes de iniciarem atividades que requeiram alerta mental ou coordenação (ver secção 4.7). Em estudos clínicos, a maioria dos doentes com tonturas descreveu um único evento, sendo que, na sua maioria, estes eventos desapareceram após um período mediano de 22 dias. Caso as tonturas não melhorem ou sofram, inclusivamente, um agravamento, pode justificar-se um ajuste da dose ou até interrupção da toma de pirfenidona. Fadiga Foi notificada fadiga nos doentes a tomar pirfenidona. Por conseguinte, os doentes devem saber como reagem a este medicamento antes de iniciarem atividades que requeiram alerta mental ou coordenação (ver secção 4.7). Perda de peso Foi notificada perda de peso em doentes tratados com pirfenidona (ver secção 4.8). Os médicos devem vigiar o peso dos doentes e, quando adequado, encorajá-los a aumentarem a ingestão calórica se a perda de peso for considerada clinicamente significativa. Hiponatremia Foi notificada hiponatremia em doentes tratados com pirfenidona (ver secção 4.8). Como os sintomas de hiponatremia podem ser subtis e camuflados pela presença de morbilidades concomitantes, recomenda-se a monitorização regular dos parâmetros laboratoriais relevantes, especialmente na presença de sinais evocativos e sintomas tais como náuseas, cefaleias ou tonturas. Excipiente Sódio 19-04-2024
Este medicamento contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por comprimido revestido, ou seja, é praticamente “isento de sódio”.
4.5. Interações medicamentosas e outras formas de interação
Cerca de 70-80 % da pirfenidona é metabolizada via CYP1A2, com menores contribuições de outras isoenzimas CYP, incluindo CYP2C9, 2C19, 2D6 e 2E1. O consumo de sumo de toranja está associado a uma inibição da CYP1A2, devendo ser evitado durante o tratamento com a pirfenidona. Fluvoxamina e inibidores da CYP1A2 Num estudo de Fase 1, a administração concomitante de pirfenidona e fluvoxamina (um forte inibidor da CYP1A2 com efeitos inibidores noutras isoenzimas CYP [CYP2C9, 2C19 e 2D6]) resultou num aumento de 4 vezes da exposição à pirfenidona em não-fumadores. A pirfenidona é contraindicada em doentes com o uso concomitante de fluvoxamina (ver secção 4.3). A fluvoxamina deve ser interrompida antes do início da terapêutica com pirfenidona e evitada durante a terapêutica com Pirfenidona Teva, devido a uma depuração reduzida da pirfenidona. Durante o tratamento com a pirfenidona, é aconselhável evitar outras terapêuticas que sejam inibidoras da CYP1A2 e de uma ou mais isoenzimas CYP diferentes, envolvidas no metabolismo da pirfenidona (por exemplo, CYP2C9, 2C19 e 2D6). Extrapolações in vitro e in vivo indicam que os inibidores fortes e seletivos da CYP1A2 (por exemplo, enoxacina) têm o potencial de aumentar a exposição à pirfenidona em cerca de 2 a 4 vezes. Se o uso concomitante de pirfenidona com um inibidor forte e seletivo da CYP1A2 não puder ser evitado, a dose de pirfenidona deve ser reduzida para 801 mg por dia (267 mg, três vezes por dia). Os doentes devem ser monitorizados rigorosamente para o surgimento de reações adversas associadas à terapêutica com pirfenidona. Descontinuar a pirfenidona se necessário (ver secções 4.2 e 4.4). A administração concomitante de pirfenidona e de 750 mg de ciprofloxacina (um inibidor moderado da CYP1A2) aumentou a exposição à pirfenidona em 81 %. Se a administração de ciprofloxacina, na dose de 750 mg duas vezes ao dia, não puder ser evitada, a dose de pirfenidona deve ser reduzida para 1602 mg por dia (534 mg, três vezes por dia). A pirfenidona deve ser utilizado com precaução quando a ciprofloxacina é utilizada na dose de 250 mg ou 500 mg uma ou duas vezes ao dia. A pirfenidona deve ser utilizado com precaução em doentes a receber tratamento com outros inibidores moderados da CYP1A2 (por exemplo, amiodarona, propafenona). Devem ser tomadas precauções especiais no caso da utilização concomitante de inibidores da CYP1A2 com inibidores potentes de uma ou mais isoenzimas CYP diferentes envolvidas no metabolismo da pirfenidona tais como a CYP2C9 (p.ex. 19-04-2024
amiodarona, fluconazol), 2C19 (p.ex. cloranfenicol) e 2D6 (p.ex. fluoxetina, paroxetina). Consumo de tabaco e indutores da CYP1A2 Um estudo de interação de Fase 1 avaliou o efeito do consumo de tabaco (indutor da CYP1A2) na farmacocinética de pirfenidona. Nos fumadores, a exposição à pirfenidona correspondeu a 50 % da observada nos não-fumadores. O tabaco tem o potencial para induzir a produção enzimática hepática e, como tal, o aumento da depuração do medicamento e a diminuição da exposição. Com base na relação observada entre o consumo de tabaco e o potencial de indução da CYP1A2, a utilização concomitante de indutores fortes da CYP1A2, incluindo o tabaco, deve ser evitada durante a terapêutica com pirfenidonaa. Os doentes devem ser encorajados a interromperem a utilização de indutores fortes da CYP1A2 e a deixarem de fumar antes e durante o tratamento com a pirfenidona. No caso dos indutores moderados da CYP1A2 (por exemplo, omeprazol), a utilização concomitante pode, teoricamente, resultar numa diminuição dos níveis plasmáticos da pirfenidona. A administração concomitante de medicamentos que funcionam como potentes indutores da CYP1A2 e das outras isoenzimas CYP envolvidas no metabolismo da pirfenidona (por exemplo, rifampicina) pode resultar numa redução significativa dos níveis plasmáticos da pirfenidona. Estes medicamentos devem, sempre que possível, ser evitados.
4.6. Fertilidade, gravidez e aleitamento
Gravidez Não existem dados disponíveis sobre a utilização de pirfenidona em mulheres grávidas. Nos animais, a transferência placentária da pirfenidona e/ou respetivos metabolitos ocorre com potencial para a acumulação da pirfenidona e/ou respetivos metabolitos no líquido amniótico. Em doses altas (≥1000 mg/kg/dia), os ratos exibiram um prolongamento da gestação e redução da viabilidade fetal. Como medida de precaução, é preferível evitar a utilização de pirfenidona durante a gravidez. Amamentação Desconhece-se se a pirfenidona ou respetivos metabolitos são excretados no leite humano. Os dados farmacocinéticos disponíveis em animais mostraram excreção de pirfenidona e/ou respetivos metabolitos no leite, com potencial para a acumulação da pirfenidona e/ou respetivos metabolitos no leite (ver secção 5.3). Não se pode excluir um risco para o lactente. Tem que ser tomada uma decisão sobre a descontinuação da amamentação ou a descontinuação da terapêutica com pirfenidona tendo em conta o benefício da amamentação para a criança e o benefício da terapêutica com pirfenidona para a mãe. 19-04-2024
Fertilidade Não se observaram efeitos adversos a nível da fertilidade em estudos pré-clínicos (ver secção 5.3).
4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas
A pirfenidona pode causar tonturas e fadiga, que podem ter influência moderada na capacidade de conduzir e utilizar máquinas, por isso, os doentes devem ter cuidado ao conduzir ou utilizar máquinas se tiverem estes sintomas.
4.8. Efeitos indesejáveis
Sumário do perfil de segurança As reações adversas mais frequentes durante a experiência de estudos clínicos com pirfenidona numa dose de 2403 mg/dia, em comparação com placebo foram, respetivamente, náuseas (32,4 % versus 12,2 %), erupção cutânea (26,2 % versus 7,7 %), diarreia (18,8 % versus 14,4%), fadiga (18,5% versus 10,4 %), dispepsia (16,1 % versus 5,0 %), apetite diminuído (20,7% versus 8,0%), cefaleia (10,1% versus 7,7%) e reação de fotossensibilidade (9,3 % versus 1,1 %). Lista tabular de reações adversas A segurança de pirfenidona foi avaliada em estudos clínicos que incluíram 1650 voluntários e doentes. Foram estudados mais de 170 doentes em estudos abertos durante mais de cinco anos e alguns até 10 anos. A Tabela 1 mostra as reações adversas notificadas com uma frequência ≥2 % em 623 doentes a receber pirfenidona na dose recomendada de 2403 mg/dia, em três estudos principais de Fase 3 agrupados. As reações adversas obtidas da experiência pós-comercialização são também apresentadas na Tabela 1. As reações adversas são apresentadas por classes de sistemas de órgãos (CSO) e, dentro de cada grupo de frequência [muito frequentes (≥1/10), frequentes (≥1/100, <1/10), pouco frequentes (≥1/1.000, <1/100), raras (≥1/10.000, <1/1.000), desconhecidas (não podem ser calculadas a partir dos dados disponíveis)], as reações adversas são apresentadas por ordem de gravidade decrescente. Tabela 1 Reações adversas por classes de sistemas de órgãos (CSO) e frequência da base de dados MedDRA Infeções e infestações Muito frequentes Infeção do trato respiratório superior Frequentes Infeção do trato urinário Doenças do sangue e do sistema linfático Pouco frequentes Agranulocitose1 Doenças do sistema imunitário Pouco frequentes Angioedema1 Desconhecidas Anafilaxia1 19-04-2024
Doenças do metabolismo e da nutrição Muito frequentes Diminuição de peso; apetite reduzido Pouco frequentes Hiponatremia1 Perturbações do foro psiquiátrico Muito frequentes Insónia Doenças do sistema nervoso Muito frequentes Cefaleia; tonturas Frequentes Sonolência; disgeusia; letargia Vasculopatias Frequentes Afrontamentos Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino Muito frequentes Dispneia; tosse Frequentes Tosse produtiva Doenças gastrointestinais Muito frequentes Dispepsia; náuseas; diarreia; doença de refluxo gastroesofágico; vómitos; Frequentes b ti ã abdominal; desconforto abdominal; dor abdominal; dor Distensão abdominal superior; desconforto na zona do estômago; gastrite; fl t lê i Afeções hepatobiliares Frequentes Aumento da ALT; aumento da AST; aumento da Pouco frequentes Aumento l t da iltbilirrubina f total sérica em combinação com aumentos da ALT e da AST1 Lesão hepática induzida por fármacos2 Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos Muito frequentes Erupção cutânea Frequentes Reação de fotossensibilidade; prurido; eritema; pele seca; exantema eritematoso; exantema macular; exantema com prurido Desconhecidas Síndrome de Stevens-Johnson1; necrólise epidérmica tóxica1 ; reação medicamentosa com eosinofilia e sintomas sistémicos (DRESS)1 Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos Muito frequentes Artralgia Frequentes Mialgia Perturbações gerais e alterações no local de administração Muito frequentes Fadiga Frequentes Astenia; dor torácica não-cardíaca Complicações de intervenções relacionadas com lesões e intoxicações Frequentes Queimadura solar Identificados através de vigilância pós-comercialização (ver secção 4.4) 19-04-2024
Foram identificados, através da vigilância pós-comercialização, casos graves de lesão hepática induzida por fármacos, incluindo notificações com desfecho fatal (ver secções 4.3, 4.4)
A análise ajustada à exposição de ensaios clínicos agrupados de FPI confirmou que o perfil de segurança e tolerabilidade da pirfenidona em doentes com FPI com doença grave (n=366) é consistente com o estabelecido em doentes com FPI com doença não grave (n=942). Descrição de reações adversas selecionadas Apetite reduzido No decurso dos ensaios clínicos principais, os casos de apetite reduzido foram facilmente geridos e, em geral, não estiveram associados a sequelas significativas. Pouco frequentemente, casos de apetite reduzido foram associados a perda de peso significativa e precisaram de intervenção médica. Notificação de suspeitas de reações adversas A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício- risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.: Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 3 73 Linha do medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]
4.9. Sobredosagem
A experiência clínica de sobredosagem é limitada. Múltiplas doses de pirfenidona, até uma dose total de 4806 mg/dia, foram administradas sob a forma de seis cápsulas de 267 mg, três vezes por dia, a voluntários adultos saudáveis, ao longo de um período de aumento da dose de 12 dias. As reações adversas foram ligeiras, transitórias e consistentes com as reações adversas notificadas com mais frequência para a pirfenidona. Na eventualidade de suspeita de sobredosagem, devem ser fornecidos cuidados médicos de suporte, incluindo monitorização dos sinais vitais e observação cuidadosa do estado clínico do doente.
5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS
5.1. Propriedades farmacodinâmicas
19-04-2024
Grupo farmacoterapêutico: 16.3 – Imunomoduladores, Imunossupressores, outros imunossupressores, código ATC: L04AX05. O mecanismo de ação da pirfenidona ainda não se encontra totalmente definido. Contudo, os dados existentes sugerem que a pirfenidona exerce propriedades antifibróticas e anti-inflamatórias, numa diversidade de sistemas in vitro e modelos animais de fibrose pulmonar (fibrose induzida por bleomicina e transplante). A FPI é uma doença pulmonar fibrótica e inflamatória crónica, afetada pela síntese e libertação de citoquinas pró-inflamatórias, incluindo o fator de necrose tumoral alfa (TNF-α) e a interleucina-1–beta (IL-1β) e pirfenidona tem demonstrado reduzir a acumulação de células inflamatórias em resposta a vários estímulos. A pirfenidona atenua a proliferação dos fibroblastos, a produção das proteínas e citoquinas associadas à fibrose e o aumento da biossíntese e acumulação da matriz extracelular em resposta às citoquinas fatores de crescimento, como o fator transformador de crescimento beta (TGF-β) e o fator de crescimento derivado das plaquetas (PDGF). Eficácia clínica A eficácia clínica de pirfenidona foi estudada em quatro estudos de Fase 3, multicêntricos, aleatorizados, em dupla ocultação e controlados por placebo, em doentes com FPI. Três dos estudos de Fase 3 (PIPF-004, PIPF-006 e PIPF-016) foram multinacionais e um (SP3) foi realizado no Japão. O PIPF-004 e o PIPF-006 compararam o tratamento com pirfenidona 2.403 mg/dia ao placebo. Os estudos foram praticamente idênticos em termos de desenho, com poucas exceções, incluindo um grupo de dose intermédia (1.197 mg/dia) no PIPF- 004. Em ambos os estudos, o tratamento foi administrado três vezes por dia, por um período mínimo de 72 semanas. O parâmetro primário de avaliação final nos dois estudos foi a alteração da Capacidade Vital Forçada (FVC) percentual prevista, desde o nível inicial até à Semana 72. Na população combinada dos estudos PIPF-004 e PIPF-006 tratada com a dose de 2403 mg/dia, abrangendo um total de 692 doentes, a mediana da FVC percentual prevista no início do estudo foi de 73,9% no grupo de pirfenidona e de 72,0% no grupo de placebo (intervalo: 50-123% e 48-138%, respetivamente), e a mediana da Capacidade de Difusão de Monóxido de Carbono (DLCO) percentual prevista no início do estudo foi de 45,1% no grupo de pirfenidona e 45,6% no grupo de placebo (intervalo: 25-81% e 21-94%, respetivamente). No estudo PIPF-004, 2,4% no grupo de pirfenidona e 2,1% no grupo de placebo tinham uma FVC percentual prevista inferior a 50% e/ou uma DLCO percentual prevista inferior a 35% no início do estudo. No estudo PIPF-006, 1,0% no grupo de pirfenidona e 1,4% no grupo de placebo tinham uma FVC percentual prevista inferior a 50% e/ou uma DLCO percentual prevista inferior a 35% no início do estudo. No estudo PIPF-004, a diminuição da FVC percentual prevista desde o nível inicial até à Semana 72 do tratamento sofreu uma redução significativa nos doentes a receber pirfenidona (N=174), em comparação com os doentes a receber placebo (N=174; p=0,001, ANCOVA). O tratamento com pirfenidona também reduziu significativamente a diminuição da FVC percentual prevista, desde o nível inicial até 19-04-2024
às Semanas 24 (p=0,014), 36 (p <0,001), 48 (p<0,001) e 60 (p<0,001). Na Semana 72, observou-se uma diminuição da FVC percentual prevista relativamente ao nível inicial ≥10 % (um limiar indicativo do risco de mortalidade na FPI) em 20 % dos doentes a receber pirfenidona, em comparação com 35 % a receber placebo (Tabela 2). Tabela 2 Avaliação da alteração por categoria desde o nível inicial até à semana 72, da FVC percentual prevista, no estudo PIPF-004 Pirfenidona Placebo 2.403 mg/dia (N = 174) (N = 174) Redução ≥10% ou morte 35 (20%) 60 (34%) ou transplante de pulmão Redução inferior a 10% 97 (56%) 90 (52%) Sem redução (alteração da 42 (24%) 24 (14%) FVC >0%) Apesar de não se ter constatado qualquer diferença entre os doentes a receber pirfenidona e os que receberam placebo, em termos de alteração da distância percorrida durante o teste da marcha de seis minutos (6MWT), entre o nível inicial e a Semana 72, pelo modelo de ANCOVA pré-especificado, numa análise ad hoc, 37 % dos doentes a receber pirfenidona mostraram uma diminuição ≥50 m da distância no 6MWT, em comparação com 47 % dos doentes a receber placebo no PIPF-004. No estudo PIPF-006, o tratamento com pirfenidona (N=171) não reduziu a diminuição da FVC percentual prevista, desde o nível inicial até à Semana 72, em comparação com placebo (N=173; p=0,501). Contudo, o tratamento com pirfenidona reduziu a diminuição da FVC percentual prevista, desde o nível inicial até às Semanas 24 (p<0,001), 36 (p=0,011) e 48 (p=0,005). Na Semana 72, observou-se uma diminuição da FVC ≥10 % em 23 % dos doentes a receber pirfenidona e em 27 % dos que receberam placebo (Tabela 3). Tabela 3 Avaliação da alteração por categoria desde o nível inicial até à semana 72, da FVC percentual prevista, no estudo PIPF-006 Pirfenidona Placebo 2.403 mg/dia (N = 173) (N = 171) Redução ≥10% ou morte 39 (23%) 46 (27%) ou transplante de pulmão Redução inferior a 10% 88 (52%) 89 (51%) Sem redução (alteração da 44 (26%) 38 (22%) FVC >0%) A diminuição da distância no 6MWT, desde o nível inicial até à Semana 72, sofreu uma redução significativa em comparação com placebo no estudo PIPF-006 (p<0,001, ANCOVA). Além disso, numa análise ad hoc, 33 % dos doentes a receber pirfenidona mostraram uma diminuição ≥50 m da distância no 6MWT, em comparação com 47 % dos doentes a receber placebo no PIPF-006. 19-04-2024
Numa análise agregada da sobrevida no PIPF-004 e PIPF-006, a taxa de mortalidade no grupo de pirfenidona 2.403 mg/dia foi de 7,8 %, em comparação com 9,8 % com placebo (HR de 0,77 [IC 95 %, 0,47 a 1,28]). O PIPF-016 comparou o tratamento com pirfenidona 2.403 mg/dia com placebo. O tratamento foi administrado três vezes por dia durante 52 semanas. O parâmetro primário de avaliação final foi a alteração da FVC percentual prevista, desde o nível inicial até à Semana 52. Num total de 555 doentes, a FVC e a DLCO percentuais previstas médias no nível inicial foram de 68% (gama: 48–91%) e 42% (gama: 27– 170%), respetivamente. Dois por cento dos doentes tiveram uma FVC percentual prevista inferior a 50% e 21% dos doentes tiveram uma DLCO percentual prevista inferior a 35% no nível inicial. No estudo PIPF-016, a diminuição da FVC percentual prevista desde o nível inicial até à Semana 52 do tratamento sofreu uma redução significativa nos doentes a receber pirfenidona (N=278), em comparação com os doentes a receber placebo (N=277; p<0,000001, ANCOVA). O tratamento com pirfenidona também reduziu significativamente a diminuição da FVC percentual prevista, desde o nível inicial até às Semanas 13 (p <0,000001), 26 (p<0,000001) e 39 (p=0,000002). Na Semana 52, observou-se uma diminuição da FVC percentual prevista relativamente ao nível inicial ≥10 % ou morte em 17 % dos doentes a receber pirfenidona, em comparação com 32 % a receber placebo (Tabela 4). Tabela 4 Avaliação da alteração por categoria desde o nível inicial até à Semana 52, da FVC percentual prevista, no estudo PIPF-016 Pirfenidona Placebo 2.403 mg/dia (N = 277) (N = 278) Redução ≥10% ou morte 46 (17%) 88 (32%) ou transplante de pulmão Redução inferior a 10% 169 (61%) 162 (58%) Sem redução (alteração da 63 (23%) 27 (10%) FVC >0%) A diminuição da distância percorrida durante o 6MWT, entre o nível inicial e a Semana 52, sofreu uma redução significativa nos doentes a receber pirfenidona em comparação com os doentes a receber placebo no PIPF-016 (p=0,036, ANCOVA); 26% dos doentes a receber pirfenidona mostraram uma diminuição ≥50 m da distância no 6MWT em comparação com 36% dos doentes a receber placebo. Numa análise agregada pré-especificada dos estudos PIPF-016, PIPF-004 e PIPF-006 no Mês 12, a mortalidade por todas as causas foi significativamente inferior no grupo de pirfenidona 2.403 mg/dia (3,5%, 22 de 623 doentes) em comparação com o placebo (6,7%, 42 de 624 doentes), resultando numa redução de 48% do risco de mortalidade por todas as causas nos primeiros 12 meses (HR de 0,52 [IC de 95%, 0,31-0,87], p=0,0107, teste log-rank). O estudo (SP3) nos doentes japoneses comparou pirfenidona 1800 mg/dia (comparável com 2403 mg/dia nas populações norte-americana e europeia do PIPF- 004/006, numa base ponderal normalizada) com placebo (N=110, N=109, respetivamente). O tratamento com a pirfenidona reduziu significativamente a diminuição média da capacidade vital (CV) na Semana 52 (o parâmetro primário de 19-04-2024
avaliação final), em comparação com placebo (-0,09±0,02 versus -0,16±0,02, respetivamente, p=0,042). Doentes com FPI com insuficiência respiratória grave Em análises conjuntas post-hoc dos estudos PIPF-004, PIPF-006 e PIPF-016, na população com FPI grave (n=170) com FVC < 50% no início do estudo e/ou DLCO < 35% no início do estudo, o declínio anual da FVC em doentes a receber pirfenidona (n=90), comparado com doentes a receber placebo (n=80), foi de -150,9 ml e - 277,6 ml, respetivamente. No estudo MA29957, um ensaio clínico com 52 semanas de Fase IIb de suporte, multicêntrico, aleatorizado, em dupla ocultação, controlado por placebo em doentes com FPI com insuficiência respiratória grave (DLCO < 40% do previsto) e com alto risco de hipertensão pulmonar de grau 3, 89 doentes tratados com pirfenidona em monoterapia tiveram um declínio na FVC semelhante ao dos doentes tratados com pirfenidona na análise post-hoc dos ensaios de fase 3 combinados PIPF-004, PIPF- 006, e PF016. População pediátrica A Agência Europeia de Medicamentos dispensou a obrigação de apresentação dos resultados dos estudos com o medicamento de referência contendo pirfenidona em todos os subgrupos da população pediátrica na FPI (ver secção 4.2 para informação sobre utilização pediátrica).
5.2. Propriedades farmacocinéticas
Absorção A administração de pirfenidona cápsulas com alimentos resulta numa redução substancial da Cmax (de 50 %) e num efeito mais pequeno na AUC, em comparação com o estado de jejum. Após a administração oral de uma dose única de 801 mg a voluntários adultos saudáveis mais velhos (50 a 66 anos de idade) na presença de alimentos, a taxa de absorção da pirfenidona sofreu um abrandamento, ao passo que a AUC com alimentos correspondeu aproximadamente a 80-85 % da AUC observada no estado de jejum. Foi demonstrada bioequivalência no estado de jejum quando se comparou o comprimido de 801 mg com três cápsulas de 267 mg. Na presença de alimentos, o comprimido de 801 mg cumpriu os critérios de bioequivalência com base nas medições da AUC comparativamente às cápsulas, enquanto os intervalos de confiança a 90% para a Cmax (108,26% - 125,60%) excederam ligeiramente os valores superiores do limite de bioequivalência padrão (IC a 90%: 80,00% - 125,00%). O efeito dos alimentos na AUC oral da pirfenidona foi consistente entre a formulação em comprimido e em cápsula. Comparativamente com o estado de jejum, a administração com alimentos de qualquer uma das formulações reduziu a Cmax de pirfenidona, tendo pirfenidona comprimidos reduzido a Cmax ligeiramente menos (em 40%) do que pirfenidona cápsulas (em 50%). Observou-se uma incidência reduzida das reações adversas (náuseas e tonturas) nos indivíduos alimentados, em comparação com o grupo em jejum. Por conseguinte, recomenda-se a administração de Pirfenidona Teva com alimentos, para reduzir a incidência de náuseas e tonturas. A biodisponibilidade absoluta da pirfenidona não foi determinada nos seres humanos. 19-04-2024
Distribuição A pirfenidona liga-se às proteínas plasmáticas humanas, sobretudo à albumina sérica. A ligação média global variou entre 50 % e 58 % nas concentrações observadas nos estudos clínicos (1 a 100 µg/ml). O volume de distribuição médio oral aparente em estado estacionário é de cerca de 70 L, o que aponta para uma distribuição modesta da pirfenidona nos tecidos. Biotransformação Aproximadamente 70-80 % da pirfenidona é metabolizada via CYP1A2, com menores contribuições de outras isoenzimas CYP, incluindo CYP2C9, 2C19, 2D6 e 2E1. Dados in vitro indicam alguma atividade clinicamente relevante do principal metabolito (5- carboxi-pirfenidona), em concentrações acima do pico de concentrações plasmáticas em doentes com FPI. Este facto pode tornar-se clinicamente relevante em doentes com compromisso renal moderado, nos quais a exposição plasmática à 5-carboxi- pirfenidona está aumentada. Eliminação A depuração oral da pirfenidona parece ser modestamente saturável. Num estudo de doses múltiplas e determinação da dose em adultos saudáveis mais velhos que receberam doses que variaram de 267 mg a 1.335 mg, três vezes por dia, a depuração média diminuiu cerca de 25 %, acima de uma dose de 801 mg três vezes por dia. Após a administração de uma dose única de pirfenidona a adultos saudáveis mais velhos, a semivida de eliminação terminal aparente média foi de cerca de 2,4 horas. Cerca de 80 % de uma dose de pirfenidona administrada por via oral é depurada na urina no espaço de 24 horas da administração. A maioria da pirfenidona é excretada sob a forma do metabolito 5-carboxipirfenidona (>95 % recuperado), sendo que menos de 1 % da pirfenidona é excretado inalterado na urina. Populações especiais Compromisso hepático As farmacocinéticas da pirfenidona e do metabolito 5-carboxi-pirfenidona foram comparadas em doentes com compromisso hepático moderado (classe B de Child- Pugh) e em indivíduos com função hepática normal. Os resultados mostraram que ocorreu um aumento médio de 60 % da exposição à pirfenidona, após uma dose única de 801 mg de pirfenidona (3 cápsulas de 267 mg), nos doentes com compromisso hepático moderado. A pirfenidona deve ser utilizada com precaução nos doentes com compromisso hepático ligeiro a moderado, devendo os doentes ser cuidadosamente monitorizados quanto aos sinais de toxicidade, em especial se estiverem a tomar concomitantemente um inibidor conhecido da CYP1A2 (ver secções 4.2 e 4.4). A pirfenidona é contraindicado no compromisso hepático grave e doença hepática em fase terminal (ver secções 4.2 e 4.3). Compromisso renal Em comparação com os indivíduos com função renal normal, não se observaram diferenças clinicamente relevantes a nível da farmacocinética da pirfenidona em doentes com compromisso renal ligeiro a grave. A substância original é predominantemente metabolizada em 5-carboxi-pirfenidona. A média (DP) da AUC0- ∞ da 5-carboxi-pirfenidona foi significativamente maior no grupo com compromisso 19-04-2024
renal moderado (p = 0,009) e grave (p < 0,0001) em relação ao grupo com função renal normal; 100 (26,3) mg•h/L e 168 (67,4) mg•h/L em comparação com 28,7 (4,99) mg•h/L respetivamente.
Grupo com AUC 0-oo (mg•h/L) Compromisso Pirfenidona 5-Carboxi-Pirfenidona Renal Valores estatísticos Média (DP) 42,6 (17,9) 28,7 (4,99) Normal Mediana (25º-75º) 42,0 (33,1-55,6) 30,8 (24,1-32,1) n=6
Média (DP) 59,1 (21,5) 49,3a (14,6) Ligeiro Mediana (25º-75º) 51,6 (43,7-80,3) 43,0 (38,8-56,8) n=6
Média (DP) 63,5 (19,5) 100b(26,3) Moderado Mediana (25º-75º) 66,7 (47,7-76,7) 96,3 (75,2-123) n=6
Média (DP) 46,7 (10,9) 168 c (67,4) Grave Mediana (25º-75º) 49,4 (40,7-55,8) 150 (123-248) n=6
AUC 0-∞ = área sob a curva de concentração-tempo de zero a infinito. a Valor de p versus Normal = 1,00 (comparação de pares de Bonferroni) b Valor de p versus Normal = 0,009 (comparação de pares de Bonferroni) c Valor de p versus Normal < 0,0001 (comparação de pares de Bonferroni) A exposição à 5-carboxi-pirfenidona aumenta 3,5 vezes ou mais em doentes com compromisso renal moderado. Não pode ser excluída atividade farmacodinâmica clinicamente relevante do metabolito em doentes com compromisso renal moderado. Não é necessário qualquer ajuste da dose nos doentes com compromisso renal ligeiro que estão a receber pirfenidona. A pirfenidona deve ser utilizada com precaução nos doentes com compromisso renal moderado. A utilização de pirfenidona é contraindicada em doentes com compromisso renal grave (ClCr <30 ml/min) ou doença renal em fase terminal que implique diálise (ver secções 4.2 e 4.3). 19-04-2024
As análises farmacocinéticas da população de 4 estudos em indivíduos saudáveis ou doentes com compromisso renal e de um estudo em doentes com FPI não mostraram qualquer efeito clinicamente relevante da idade, sexo ou tamanho corporal na farmacocinética da pirfenidona.
5.3. Dados de segurança pré-clínica
Os dados não clínicos não revelam riscos especiais para o ser humano, segundo estudos convencionais de farmacologia de segurança, toxicidade de dose repetida, genotoxicidade e potencial carcinogénico. Em estudos de toxicidade de dose repetida, observaram-se aumentos do peso do fígado em ratinhos, ratos e cães. Esses aumentos foram muitas vezes acompanhados por uma hipertrofia centrolobular hepática. Observou-se reversibilidade após a interrupção do tratamento. Verificou-se ainda um aumento da incidência de tumores hepáticos nos estudos de carcinogenicidade realizados em ratos e ratinhos. Estes resultados hepáticos são consistentes com uma indução das enzimas microssómicas hepáticas, um efeito que não foi observado nos doentes a receber pirfenidona. Estes resultados não são considerados relevantes para os seres humanos. Observou-se um aumento estatisticamente significativo dos tumores uterinos em ratos do sexo feminino que receberam 1.500 mg/kg/dia, 37 vezes a dose humana de 2.403 mg/dia. Os resultados de estudos mecanísticos indicam que a ocorrência de tumores uterinos está provavelmente relacionada com um desequilíbrio crónico da hormona sexual mediado pela dopamina, que envolve um mecanismo endócrino específico da espécie no rato que não está presente nos seres humanos. Os estudos de toxicologia reprodutiva não demonstraram a ocorrência de efeitos adversos a nível da fertilidade masculina ou feminina ou do desenvolvimento pós- natal das crias em ratos, nem se obtiveram provas de teratogenicidade nos ratos (1.000 mg/kg/dia) ou coelhos (300 mg/kg/dia). Nos animais, a transferência placentária da pirfenidona e/ou respetivos metabolitos ocorre com potencial para a acumulação da pirfenidona e/ou respetivos metabolitos no líquido amniótico. Em doses altas (≥450 mg/kg/dia), os ratos exibiram um prolongamento do ciclo do estro e uma incidência elevada de ciclos irregulares. Em doses altas (≥1.000 mg/kg/dia), os ratos exibiram um prolongamento da gestação e redução da viabilidade fetal. Estudos em ratos durante a lactação indicam que a pirfenidona e/ou respetivos metabolitos são excretados no leite com potencial para acumulação da pirfenidona e/ou respetivos metabolitos no leite. A pirfenidona não revelou qualquer indicação de atividade mutagénica ou genotóxica numa bateria padrão de testes e, quando testada sob exposição aos raios UV, não foi mutagénica. Quando testada sob exposição aos raios UV, a pirfenidona foi positiva num ensaio fotoclastogénico nas células pulmonares do hamster chinês. Observou-se fototoxicidade e irritação em cobaias após a administração oral da pirfenidona e com exposição a luz UVA/UVB. A gravidade das lesões fototóxicas foi minimizada através da aplicação de um protetor solar.
6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS
19-04-2024
6.1. Lista dos excipientes
Núcleo do comprimido: Sílica coloidal anidra Celulose microcristalina Croscarmelose sódica Povidona Estearato de magnésio Película de revestimento: Álcool polivinílico parcialmente hidrolisado (E1203) Dióxido de titânio (E171) Macrogol (E1521) Talco (E553b) 267 mg Óxido de ferro amarelo (E172) Óxido de ferro preto (E172) 801 mg Óxido de ferro amarelo (E172), Óxido de ferro preto (E172) Óxido de ferro vermelho (E172)
6.2. Incompatibilidades
Não aplicável.
6.3. Prazo de validade
4 anos
6.4. Precauções especiais de conservação
O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.
6.5. Natureza e conteúdo do recipiente
Polietileno de alta densidade (HPDE) frasco com tampa resistente a crianças 267 mg 63 e 252 (3 frascos de 84) comprimidos revestidos por película. 801 mg 84 e 252 (3 frascos de 84) comprimidos revestidos por película. Folha de PVC/PCTFE/PVC e folha de alumínio para cobertura dos blisters 267 mg 63 e 252 comprimidos revestidos por película em blisters ou 63x1 e 252x1 comprimidos revestidos por película em dose unitária perfurada. 801 mg 84 e embalagem múltipla contendo 252 (3 packs de 84) comprimidos revestidos por película em blisters ou 84x1 e embalagem múltipla contendo 252 (3 packs de 84x1) comprimidos revestidos por película em dose unitária perfurada. 19-04-2024
É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.
6.6. Precauções especiais de eliminação
Não existem requisitos especiais.
7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
Teva Pharma – Produtos Farmacêuticos, Lda. Lagoas Park, Edifício 5-A – Piso 2 2740-245 Porto Salvo Portugal
8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE
INTRODUÇÃO NO MERCADO
