Cefoxitina Labesfal MG
APROVADO EM 05-11-2008 INFARMED FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR CEFOXITINA LABESFAL, 500 mg/2 ml, pó e solvente para solução injectável (IM); CEFOXITINA LABESFAL, 1000mg/2 ml, pó e solvente para solução injectável (IM); CEFOXITINA LABESFAL, 500mg/5 ml, pó e solvente para solução injectável (IV); CEFOXITINA LABESFAL, 1000mg/10 ml, pó e solvente para solução injectável (IV); Cefoxitina sódica
Leia atentamente este folheto antes de tomar este medicamento. -Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler. -Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico. -Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas. -Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico
Neste folheto: 1-O que é Cefoxitina Labesfal e para que é utilizado 2-Antes de tomar Cefoxitina Labesfal 3-Como tomar Cefoxitina Labesfal 4-Efeitos secundários possíveis 5-Como conservar Cefoxitina Labesfal 6-Outras informações
1-O que é Cefoxitina Labesfal e para que é utilizado O nome deste medicamento é Cefoxitina Labesfal e apresenta-se em pó e solvente para solução injectável para administração por via intramuscular (IM) ou para administração por via intravenosa (IV). Grupo Farmacoterapeutico: 1.1.2.2. – Medicamentos Anti-infecciosos. Antibacterianos. Cefalosporinas. Cefalosporinas de 2ª geração. Indicações Terapêuticas: CEFOXITINA LABESFAL é um antibiótico bactericida semi-sintético de largo espectro. Pertence ao grupo das cefalosporinas de 2ª geração indicada para o tratamento de infecções provocadas por microorganismos sensíveis, nomeadamente em caso de: -Infecções do tracto respiratório; -Infecções do tracto genital feminino; -Infecções do tracto urinário, incluindo gonorreia não complicada; -Infecções osteo-articulares; -Infecções da pele e tecidos moles. CEFOXITINA LABESFAL está ainda indicada na prevenção de certas infecções pós- operatórias, em doentes a submeter a intervenções cirúrgicas em que se registe contaminação ou em que ela seja possível ou sempre que a ocorrência de infecção pós-operatória seja especialmente perigosa. APROVADO EM 05-11-2008 INFARMED 2-Antes de tomar Cefoxitina Labesfal Não tome CEFOXITINA LABESFAL: -se tem alergia (hipersensibilidade) conhecida a cefalosporinas ou a penicilinas; -se tem alergia (hipersensibilidade) à cefoxitina ou a qualquer outro componente de Cefoxitina Labesfal; Tome especial cuidado com CEFOXITINA LABESFAL: -Antes do início do tratamento com cefoxitina deve ser efectuado um inquérito cuidadoso para apurar reacções anteriores de hipersensibilidade a antibióticos beta- lactâmicos. A cefoxitina deve ser administrada com cuidado a doentes alérgicos à penicilina. Em caso de aparecimento de reacções de hipersensibilidade os pacientes deverão interromper a terapêutica e contactar o médico assistente ao primeiro sinal de rash, urticária, ou outros sinais de reacção cutânea bem como dificuldade em respirar, deglutir ou inchaço indicativo de angioedema (edema dos lábios, da língua, da face, rouquidão). -Os antibióticos devem ser administrados com prudência a indivíduos com história de doenças gastro-intestinais, particularmente colite. -É importante considerar o diagnóstico de colite pseudomembranosa em doentes que apresentem diarreia associada à utilização de um antibiótico. Se bem que diversos estudos sugiram que uma toxina produzida pelo Clostridium difficile seja a causa primária daquela colite, não são de excluir outros factores causais. -A dose diária total deve ser reduzida quando se administra cefoxitina a doentes com diminuição do débito urinário, transitório ou persistente, devido a insuficiência renal (ver posologia e modo de administração), pelo facto de poderem ocorrer concentrações séricas de antibiótico elevadas e prolongadas com as doses usuais. -Recomendações para recém-nascidos: Quando se trata de recém-nascidos não devem ser utilizadas soluções contendo agentes conservantes para administração do antibiótico ou para lavagem dos sistemas de infusão ou dos cateteres. Tem-se demonstrado que o álcool benzílico, frequentemente utilizado como conservante na água e soro fisiológico injectáveis, está associado com fenómenos de toxicidade em recém-nascidos. Não se dispõe de dados sobre a toxicidade de outros conservantes neste grupo etário. Por esta razão qualquer solvente utilizado na preparação da cefoxitina destinada a recém-nascidos deve estar isenta de conservantes. -As soluções de lidocaína, para administração intramuscular, não devem ser utilizadas no caso de perturbações na condução cardíaca ou em caso de insuficiência cardíaca aguda descompensada Ao tomar CEFOXITINA LABESFAL com outros medicamentos: Informe o seu médico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica. Fármacos nefrotóxicos: a administração concomitante de cefalosporinas e aminoglicósidos, colistina, polimixina B ou vancomicina aumenta o risco de nefrotoxicidade associada a estes agentes nefrotóxicos. Probenecide: a administração concomitante de probenecide inibe a secreção tubular da cefoxitina, resultando em concentrações séricas de cefoxitina superiores e mais prolongadas. Contraceptivos hormonais: a administração de cefalosporinas pode causar uma baixa transitória das concentrações plasmáticas de estrogénios e gestagénios; a eficácia APROVADO EM 05-11-2008 INFARMED dos contraceptivos é portanto incerta, recomendando-se a utilização de um método anticoncepcional adicional. Interferências com testes laboratoriais: -Pode ocorrer uma reacção falsamente positiva para a glicose na urina, com a utilização de substâncias redutoras, mas não com a utilização de métodos específicos da glucose-oxidase. -Utilizando a técnica de Jaffe, podem ocorrer valores de creatinina no soro, falsamente elevados se a concentração sérica de cefoxitina exceder 100µg/ml. -As colheitas de sangue para determinação de creatinina não devem ser feitas antes de 2 horas após a administração do antibiótico. -Concentrações elevadas de cefoxitina na urina podem interferir com os doseamentos de 17-hidroxi-corticosteróides pela reacção de Porta-Silber e produzir falsos aumentos, de grau modesto, nos seus níveis. Gravidez e aleitamento: A utilização de cefoxitina durante a gravidez requer que os potenciais benefícios sejam comparados com os riscos eventuais. Os estudos realizados em animais sobre os efeitos na reprodução e efeitos teratogénicos, não evidenciaram quaisquer alterações na fertilidade e no desenvolvimento fetal. Não há estudos controlados com cefoxitina na mulher grávida. A cefoxitina é excretada no leite materno. Condução de veículos e utilização de máquinas: Não foram observados efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas
3-Como tomar Cefoxitina Labesfal Tomar Cefoxitina Labesfal sempre de acordo com as indicações do médico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas. A dose habitual é: Adultos: A posologia para os adultos é de 1 a 2 g de CEFOXITINA LABESFAL de 8 em 8 horas. Dose usual para Adultos Tipo de infecção Dose Frequência de Dose total diária administração Não complicada 1g de 8 em 8 horas, 3 g ocasionalmente de 6 (4 g) em 6 horas Moderadamente grave 2 g de 8 em 8 horas, 6 g ou grave ocasionalmente de 6 (8 g) em 6 horas APROVADO EM 05-11-2008 INFARMED Infecções geralmente 3g de 6 em 6 horas 12 g necessitando de (2 g) (de 4 em 4 horas) antibióticos em doses elevadas
Em adultos com insuficiência renal pode-se administrar uma dose inicial de impregnação de 1 a 2 g. Após esta dose devem ser seguidas as recomendações para doses de manutenção: Depuração da creatinina Dose Frequência de administração (ml/min.)
50 – 30 1-2g de 8 em 8 horas ou de 12 em 12 horas 29 – 10 1-2g de 12 em 12 horas ou de 24 em 24 horas 9-5 0,5 – 1 g de 12 em 12 horas ou de 24 em 24 horas <5 0,5 – 1 g de 24 em 24 horas ou de 48 em 48 horas Nos doentes em hemodiálise, a dose de impregnação de 1 a 2 g deve ser administrada após cada hemodiálise e a dose de manutenção deve ser administrada como está indicado no quadro anterior Infecções não complicadas do tracto urinário Nas infecções não complicadas do tracto urinário devido a organismos sensíveis, foi demonstrado que é eficaz a administração intramuscular de 1 g, duas vezes por dia, durante 10 dias. Gonorreia não complicada Para tratamento com dose única, da gonorreia não complicada, incluindo a causada por estirpes produtoras de penicilinase, a dose recomendada é de 2 g de cefoxitina por via intramuscular administrada com 1 g de probenecide por via oral (ao mesmo tempo ou até 1 hora antes). Recém-nascidos (incluindo prematuros) e crianças: Dose (mg/kg) Frequência de administração Prematuros (com peso 20-40 12 em 12 horas superior a 1500g) 0-1semana 20-40 12 em 12 horas Lactentes 1-4 20-40 8 em 8 horas semanas Crianças 20-40 6 em 6 horas ou de 8 em 8horas APROVADO EM 05-11-2008 INFARMED Não é aconselhável a administração IM em recém nascidos e em lactentes até aos 3 meses de vida. A cefoxitina não é recomendada para o tratamento de meningites. Nas crianças com insuficiência renal a posologia deverá ser reduzida tal como se indicou para os adultos.
Posologia preventiva:
Para fins profilácticos em cirurgia, são recomendadas as seguintes doses: Cirurgia geral: Adultos – 2 g por via intramuscular ou intravenosa 1/2 a 1 hora antes da incisão inicial. Em seguida, 2 g de 6 em 6 horas. Recém-nascidos e crianças – Nas crianças e recém-nascidos podem ser administradas doses de 30-40 mg/kg 1/2 a 1 hora antes da incisão inicial. Posteriormente, no caso das crianças, 30-40mg/Kg de 6 em 6 horas e no caso dos recém-nascidos de 8 em 8 horas a 12-12 horas. Obstetrícia e ginecologia: Doentes submetidos a cesarianas – Administrar por via intravenosa uma primeira dose de 2 g após laqueação do cordão. Para fins profilácticos em cirurgia ginecológica, tem sido eficaz uma dose única de 2 g por via intravenosa ou intramuscular, 1/2 a 1 hora antes da intervenção cirúrgica. Para intervenções prolongadas ou altamente contaminadas podem ser administrados 2 g de 6 em 6 horas. Geralmente o tratamento profiláctico não se deve estender para além das 24 horas após a cirurgia. A duração da terapêutica com CEFOXITINA LABESFAL depende do tipo de infecção. Modo e via de administração: Administração intravenosa Dissolver a cefoxitina em água esterilizada para injecção: 1 g é solúvel em 2 ml. Embora a cefoxitina seja muito solúvel, é preferível para administração intravenosa adicionar 10ml de água esterilizada para injecção, ao frasco de 1g ou 2g. Agitar para dissolver e então retirar o conteúdo do frasco para a seringa. No caso de injecção intravenosa directa, a cefoxitina deve ser injectada lentamente na veia durante 3 a 5 minutos ou pode ser administrada através do tubo de borracha do sistema quando o doente estiver a receber outras soluções parentéricas. A cefoxitina pode ser administrada em infusão intravenosa intermitente quando têm de ser dadas grandes quantidades de líquidos. Contudo, durante a infusão da solução contendo cefoxitina, pode ser aconselhável suspender temporariamente a administração de qualquer outra solução no mesmo sítio (utilizando um sistema apropriado para infusão intravenosa). A solução de cefoxitina pode também ser administrada em infusão intravenosa contínua. Administração por via intramuscular Dissolver 1g de cefoxitina em 2 ml de água esterilizada para injecção, ou em solução de cloridrato de lidocaína a 0,5 ou a 1% (sem epinefrina). Para a apresentação de 0,5 g utilizar metade do volume de solvente recomendado para a de 1 g. A cefoxitina deve ser administrada por injecção intramuscular profunda numa grande massa muscular. Evitar injectar num vaso sanguíneo. Nota: Alguns doentes podem ser alérgicos à lidocaína. APROVADO EM 05-11-2008 INFARMED
Preparação da solução Na tabela seguinte indicam-se as quantidades de solvente que é necessário adicionar para preparar a solução de cefoxitina. Quantidade de solvente a Concentração média Dose adicionar (ml)* aproximada (mg/ml) IV IM 1g 2 400 1g 10 95 2g 10 ou 20 180 ou 95 1g (frasco p/ infusão) 50 a 100 20 a 10 2g (frasco p/ infusão) 50 a 100 40 a 20 * Agitar para dissolver e deixar em repouso até que a solução clarifique.
Instruções de utilização e manipulação quando se adiciona CEFOXITINA LABESFAL a uma das seguintes soluções: Pode-se adicionar uma solução de cefoxitina em água esterilizada para injecção às seguintes soluções: -solução de cloreto de sódio a 0,9% (soro fisiológico); -solução de glicose a 5 ou a 10%; -solução de glicose a 5% com solução de cloreto de sódio a 0,9%; -glicose a 5% com solução de bicarbonato de sódio a 0,02%; -ringer com lactato; -glicose a 5% em ringer com lactato; -levulose a 5% ou 10% em água; -levulose a 10% em solução salina; -bicarbonato de sódio a 5%; -solução de lactato de sódio a M/6; -insulina em soro fisiológico; -insulina em levulose a 10%; -heparina 100 unidades/ml e 0,1 unidades/ml; -manitol 2,5 e 5%; -manitol 10%. A cefoxitina é química e visualmente compatível com aminoglicósidos como a amicacina, gentamicina, canamicina e tobramicina, quando misturados em 200 ml de solução de cloreto de sódio a 0,9% ou de glicose a 5% em água. Se tomar mais CEFOXITINA LABESFAL do que deveria: Não estão descritos casos de sobredosagem com a CEFOXITINA LABESFAL para administração parentérica. A cefoxitina é removida por hemodiálise, mas não é removida por diálise peritoneal Caso se tenha esquecido de tomar CEFOXITINA LABESFAL: Em caso de omissão de uma dose, tomar o medicamento assim que possível; não fazê-lo caso esteja próxima a hora da dose seguinte. Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar. APROVADO EM 05-11-2008 INFARMED
4- Efeitos secundários possíveis Como todos os medicamentos, Cefoxitina Labesfal pode causar efeitos secundários, no entanto estes não se manifestam em todas as pessoas. Se ocorrer alguma sensação ou sintoma invulgar deve consultar imediatamente o seu médico. A cefoxitina é geralmente bem tolerada. Os efeitos colaterais raramente impõem a suspensão do tratamento e têm sido habitualmente ligeiros e transitórios. Os efeitos secundários mais frequentes foram reacções locais após injecção intravenosa ou intramuscular. Pode ainda ocorrer: -Perturbações gerais e alteração no local de administração: Raras (> 1/10000, <1/1000) – Tromboflebite com a administração intravenosa; dor e endurecimento após a administração intramuscular; -Doenças do sistema imunitário: Reacções de hipersensibilidade: Muito raros (<1/10000, incluindo comunicações isoladas) – exantema, incluindo dermatite exfoliativa e necrólise epidérmica tóxica; Raras (> 1/10000, <1/1000) – anafilaxia, nefrite intersticial e angioedema. Foram ainda referidos casos de urticária, prurido e febre. -Cardiopatias: Muito raros (<1/10000, incluindo comunicações isoladas) – hipotensão; -Doenças gastrointestinais: Muito raros (<1/10000, incluindo comunicações isoladas) –pode ocorrer durante ou após o tratamento diarreia, incluindo colite pseudomembranosa; náuseas e vómitos. -Doenças do sangue e do sistema linfático – Muito raros (<1/10000, incluindo comunicações isoladas) – eosinofilia, anemia, incluindo anemia hemolítica; alguns indivíduos, particularmente os que apresentam azotémia, podem desenvolver testes de Coombs positivos durante a terapêutica com CEFOXITINA LABESFAL; Raras (> 1/10000, <1/1000) – leucopenia, incluindo granulocitopenia, trombocitopenia e depressão da medula óssea. -Afecções músculo-esquelética e dos tecidos conjuntivos: Muito raros (<1/10000, incluindo comunicações isoladas) – agravamento de miastenias gravis; -Afecções hepatobiliares: Muito raros (<1/10000, incluindo comunicações isoladas) – elevações transitórias da AST, da ALT, da LDH sérica e da fosfatase alcalina sérica e icterícia. -Doenças renais e urinárias: foi referida raramente insuficiência renal aguda Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.
5-Como conservar Cefoxitina Labesfal A CEFOXITINA LABESFAL no estado sólido deve ser conservada a temperatura inferior a 25ºC. Tanto no estado seco como em solução, o produto tende a escurecer, o que depende das condições de armazenagem. A potência do produto não é, porém, afectada. Não utilize Cefoxitina Labesfal se verificar a existência de sinais visíveis de deterioração. APROVADO EM 05-11-2008 INFARMED
Manter fora do alcance e da vista das crianças. Validade: Não utilize Cefoxitina Labesfal após o prazo de validade impresso na embalagem. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado. Após reconstituição, a solução é estável durante 24 horas à temperatura de 25 ºC. Decorrido este intervalo de tempo, se não forem utilizadas, as soluções devem ser rejeitadas. Não congelar. Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não necessita. Estas medidas irão ajudar a proteger o ambiente.
6-Outras informações Qual a composição de Cefoxitina Labesfal A CEFOXITINA LABESFAL tem 4 apresentações diferentes: -CEFOXITINA LABESFAL, 500mg/2 ml, pó e solvente para solução injectável (IM) Por frasco: 500mg de Cefoxitina (sob a forma de Cefoxitina sódica) Solventes: Cloridrato de lidocaína (10mg) e água para injectáveis q.b.p. para 2ml -CEFOXITINA LABESFAL, 1000mg/2 ml, pó e solvente para solução injectável (IM) Por frasco: 1000mg de Cefoxitina (sob a forma de Cefoxitina sódica) Solventes: Cloridrato de lidocaína (20mg) e água para injectáveis q.b.p. para 2ml -CEFOXITINA LABESFAL, 500mg/5 ml, pó e solvente para solução injectável (IV) Por frasco: 500mg de Cefoxitina (sob a forma de Cefoxitina sódica) Solventes: Água para injectáveis (5ml) -CEFOXITINA LABESFAL, 1000mg/10 ml, pó e solvente para solução injectável (IV) Por frasco: 1000mg de Cefoxitina (sob a forma de Cefoxitina sódica) Solventes: Água para injectáveis (10ml) Qual o aspecto de Cefoxitina Labesfal e conteúdo da embalagem Frascos para injectáveis de vidro com tampa de silicone e cápsula de alumínio inviolável. Todos os solventes são acondicionados em ampolas de vidro. O solvente água para preparações injectáveis (10 ml) é acondicionado em ampolas de vidro ou polietileno. Titular de autorização de introdução no mercado e Fabricante: LABESFAL – Laboratório Almiro, S.A. 3465-051 Campo de Besteiros – Portugal LABESFAL – Laboratório Almiro S.A. Zona Industrial do Lagedo 3465-157 Santiago de Besteiros Portugal APROVADO EM 05-11-2008 INFARMED Este folheto foi aprovado pela última vez em
⚕Para profissionais — Resumo das Características do Medicamento (RCM)Ficha técnica completa: posologia, interações, contraindicações, advertências+
05-11-2008
1. Nome do medicamento:
CEFOXITINA LABESFAL, 500 mg/2 ml, pó e solvente para solução injectável (IM); CEFOXITINA LABESFAL, 1000mg/2 ml, pó e solvente para solução injectável (IM); CEFOXITINA LABESFAL, 500mg/5 ml, pó e solvente para solução injectável (IV); CEFOXITINA LABESFAL, 1000mg/10 ml, pó e solvente para solução injectável (IV);
2. Composição qualitativa e quantitativa:
CEFOXITINA LABESFAL, 500mg/2 ml, pó e solvente para solução injectável (IM) Por frasco: 500mg de Cefoxitina (sob a forma de Cefoxitina sódica) Lista completa de excipientes, ver secção 6.1. CEFOXITINA LABESFAL, 1000mg/2 ml, pó e solvente para solução injectável (IM) Por frasco: 1000mg de Cefoxitina (sob a forma de Cefoxitina sódica) Lista completa de excipientes, ver secção 6.1. CEFOXITINA LABESFAL, 500mg/5 ml, pó e solvente para solução injectável (IV) Por frasco: 500mg de Cefoxitina (sob a forma de Cefoxitina sódica) Lista completa de excipientes, ver secção 6.1. CEFOXITINA LABESFAL, 1000mg/10 ml, pó e solvente para solução injectável (IV) Por frasco: 1000mg de Cefoxitina (sob a forma de Cefoxitina sódica) Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.
3. Forma farmacêutica:
Pó e solvente para solução injectável
4. Informações clínicas:
4.1. Indicações terapêuticas:
A CEFOXITINA LABESFAL está indicada no tratamento das seguintes infecções (quando provocadas por microorganismos sensíveis – ver 5.1 Propriedades farmacodinâmicas): -Infecções do tracto respiratório; -Infecções do tracto genital feminino; -Infecções do tracto urinário, incluindo gonorreia não complicada; -Infecções osteo-articulares; -Infecções da pele e tecidos moles. A CEFOXITINA LABESFAL está indicada na prevenção de certas infecções pós- operatórias, em doentes a submeter a intervenções cirúrgicas em que se registe contaminação ou em que ela seja possível ou sempre que a ocorrência de infecção pós-operatória seja especialmente perigosa.
4.2. Posologia e modo de administração:
05-11-2008 POSOLOGIA Adultos: A posologia para os adultos é de 1 a 2 g de CEFOXITINA LABESFAL de 8 em 8 horas. Dose usual para Adultos Tipo de infecção Dose Frequência de Dose total diária administração Não complicada 1g de 8 em 8 horas, 3 g ocasionalmente de 6 (4 g) em 6 horas Moderadamente grave 2 g de 8 em 8 horas, 6 g ou grave ocasionalmente de 6 (8 g) em 6 horas Infecções geralmente 3 g de 6 em 6 horas 12 g necessitando de (2 g) (de 4 em 4 horas) antibióticos em doses elevadas
Em adultos com insuficiência renal pode-se administrar uma dose inicial de impregnação de 1 a 2 g. Após esta dose devem ser seguidas as recomendações para doses de manutenção: Depuração da creatinina Dose Frequência de administração (ml/min.)
50 - 30 1-2g de 8 em 8 horas ou de 12 em 12 horas 29 - 10 1-2g de 12 em 12 horas ou de 24 em 24 horas 9-5 0,5 - 1 g de 12 em 12 horas ou de 24 em 24 horas <5 0,5 - 1 g de 24 em 24 horas ou de 48 em 48 horas Nos doentes em hemodiálise, a dose de impregnação de 1 a 2 g deve ser administrada após cada hemodiálise e a dose de manutenção deve ser administrada como está indicado no quadro anterior Infecções não complicadas do tracto urinário Nas infecções não complicadas do tracto urinário devido a organismos sensíveis, foi demonstrado que é eficaz a administração intramuscular de 1 g, duas vezes por dia, durante 10 dias. Gonorreia não complicada Para tratamento com dose única, da gonorreia não complicada, incluindo a causada por estirpes produtoras de penicilinase, a dose recomendada é de 2 g de cefoxitina 05-11-2008 por via intramuscular administrada com 1 g de Probenecide por via oral (ao mesmo tempo ou até 1 hora antes).
Recém-nascidos (incluindo prematuros) e crianças: Dose (mg/kg) Frequência de administração Prematuros (com peso 20-40 12 em 12 horas superior a 1500g) 0-1semana 20-40 12 em 12 horas Lactentes 1-4 20-40 8 Em 8 horas semanas Crianças 20-40 6 em 6 horas ou de 8 em 8horas Não é aconselhável a administração IM em recém nascidos e em lactentes até aos 3 meses de vida. A cefoxitina não é recomendada para o tratamento de meningites. Nas crianças com insuficiência renal a posologia deverá ser reduzida tal como se indicou para os adultos. Posologia preventiva: Para fins profilácticos em cirurgia, são recomendadas as seguintes doses: Cirurgia geral: Adultos – 2 g por via intramuscular ou intravenosa 1/2 a 1 hora antes da incisão inicial. Em seguida, 2 g de 6 em 6 horas. Recém-nascidos e crianças – Nas crianças e recém-nascidos podem ser administradas doses de 30-40 mg/kg 1/2 a 1 hora antes da incisão inicial. Posteriormente, no caso das crianças, 30-40mg/kg de 6 em 6 horas e no caso dos recém-nascidos de 8 em 8 horas a 12-12 horas. Obstetrícia e ginecologia: Doentes submetidos a cesarianas – Administrar por via intravenosa uma primeira dose de 2 g após laqueação do cordão. Para fins profilácticos em cirurgia ginecológica, tem sido eficaz uma dose única de 2 g por via intravenosa ou intramuscular, 1/2 a 1 hora antes da intervenção cirúrgica. Para intervenções prolongadas ou altamente contaminadas podem ser administrados 2 g de 6 em 6 horas. Geralmente o tratamento profiláctico não se deve estender para além das 24 horas após a cirurgia. A duração da terapêutica com CEFOXITINA LABESFAL depende do tipo de infecção. Modo de Administração Recomendações para recém-nascidos: Quando se trata de recém-nascidos não devem ser utilizadas soluções contendo agentes conservantes para administração do antibiótico ou para lavagem dos sistemas de infusão ou dos cateteres. Tem-se demonstrado que o álcool benzílico, frequentemente utilizado como conservante na água e soro fisiológico injectáveis, está associado com fenómenos de toxicidade em recém-nascidos. 05-11-2008 Não se dispõe de dados sobre a toxicidade de outros conservantes neste grupo etário. Por esta razão qualquer solvente utilizado na preparação da cefoxitina destinada a recém-nascidos deve estar isenta de conservantes. Administração intravenosa Dissolver a cefoxitina em água esterilizada para injecção: 1 g é solúvel em 2 ml. Embora a cefoxitina seja muito solúvel, é preferível para administração intravenosa adicionar 10ml de água esterilizada para injecção, ao frasco de 1g ou 2g. Agitar para dissolver e então retirar o conteúdo do frasco para a seringa. No caso de injecção intravenosa directa, a cefoxitina deve ser injectada lentamente na veia durante 3 a 5 minutos ou pode ser administrada através do tubo de borracha do sistema quando o doente estiver a receber outras soluções parentéricas. A cefoxitina pode ser administrada em infusão intravenosa intermitente quando têm de ser dadas grandes quantidades de líquidos. Contudo, durante a infusão da solução contendo cefoxitina, pode ser aconselhável suspender temporariamente a administração de qualquer outra solução no mesmo sítio (utilizando um sistema apropriado para infusão intravenosa). A solução de cefoxitina pode também ser administrada em infusão intravenosa contínua. Administração por via intramuscular Dissolver 1g de cefoxitina em 2 ml de água esterilizada para injecção, ou em solução de cloridrato de lidocaína a 0,5 ou a 1% (sem epinefrina). Para a apresentação de 0,5 g utilizar metade do volume de solvente recomendado para a de 1 g. A cefoxitina deve ser administrada por injecção intramuscular profunda numa grande massa muscular. Evitar injectar num vaso sanguíneo. Nota: Alguns doentes podem ser alérgicos à lidocaína. Preparação da solução Na tabela seguinte indicam-se as quantidades de solvente que é necessário adicionar para preparar a solução de cefoxitina. Quantidade de solvente a Concentração média Dose adicionar (ml) * aproximada (mg/ml) IV IM 1g 2 400 1g 10 95 2g 10 ou 20 180 ou 95 1g (frasco p/ infusão) 50 a 100 20 a 10 2g (frasco p/ infusão) 50 a 100 40 a 20 * Agitar para dissolver e deixar em repouso até que a solução clarifique.
4.3. Contra-indicações:
A cefoxitina está contra-indicada em indivíduos que mostram hipersensibilidade à cefoxitina ou a qualquer um dos excipientes. Na ausência de dados clínicos, a cefoxitina não deve ser administrada a doentes que tenham mostrado hipersensibilidade às cefalosporinas. 05-11-2008 As soluções de lidocaína, para administração intramuscular, não devem ser utilizadas no caso de perturbações na condução cardíaca ou em caso de insuficiência cardíaca aguda descompensada
4.4. Advertências e precauções especiais de utilização:
Há alguma evidência clínica e laboratorial de alergia cruzada (parcial) entre as cefamicinas e outros antibióticos beta-lactâmicos, penicilinas e cefalosporinas. Foram descritas reacções graves (incluindo anafilaxia) com muitos dos antibióticos beta- lactâmicos. Antes do início do tratamento com cefoxitina deve ser efectuado um inquérito cuidadoso para apurar reacções anteriores de hipersensibilidade a antibióticos beta- lactâmicos. A cefoxitina deve ser administrada com cuidado a doentes alérgicos à penicilina. Deve haver cuidado na administração de antibióticos a todo o doente que tenha evidenciado qualquer forma de alergia, particularmente a medicamentos. Se ocorrer reacção alérgica com a cefoxitina deve-se suspender a sua administração. Foi referida colite pseudo-membranosa com praticamente todos os antibióticos. Esta colite pode ir desde muito ligeira a muito grave, colocando a vida em risco. Por isso, os antibióticos devem ser administrados com prudência a indivíduos com história de doenças gastro-intestinais, particularmente colite. É importante considerar o diagnóstico de colite pseudomembranosa em doentes que apresentem diarreia associada à utilização de um antibiótico. Se bem que diversos estudos sugiram que uma toxina produzida pelo Clostridium difficile seja a causa primária daquela colite, não são de excluir outros factores causais. A dose diária total deve ser reduzida quando se administra cefoxitina a doentes com diminuição do débito urinário, transitório ou persistente, devido a insuficiência renal (ver posologia e modo de administração de acordo com a depuração da creatinina ou da creatininemia), pelo facto de poderem ocorrer concentrações séricas de antibiótico elevadas e prolongadas com as doses usuais.
4.5. Interacções medicamentosas e outras formas de interacção:
Deve informar o seu médico se toma outra medicação. Fármacos nefrotóxicos: a administração concomitante de cefalosporinas e aminoglicósidos, colistina, polimixina B ou vancomicina aumenta o risco de nefrotoxicidade associada a estes agentes nefrotóxicos. Probenecide: a administração concomitante de probenecide inibe a secreção tubular da cefoxitina, resultando em concentrações séricas de cefoxitina superiores e mais prolongadas. Contraceptivos hormonais: a administração de cefalosporinas pode causar uma baixa transitória das concentrações plasmáticas de estrogénios e gestagénios; a eficácia dos contraceptivos é portanto incerta, recomendando-se a utilização de um método anticoncepcional adicional. Interferências com testes laboratoriais: Pode ocorrer uma reacção falsamente positiva para a glicose na urina, com a utilização de substâncias redutoras, mas não com a utilização de métodos específicos da glucose-oxidase. Utilizando a técnica de Jaffe, podem ocorrer valores de creatinina no soro, falsamente elevados se a concentração sérica de cefoxitina exceder 100 µg/ml. 05-11-2008 As colheitas de sangue para determinação de creatinina não devem ser feitas antes de 2 horas após a administração do antibiótico. Concentrações elevadas de cefoxitina na urina podem interferir com os doseamentos de 17-hidroxi-corticosteróides pela reacção de Porta-Silber e produzir falsos aumentos, de grau modesto, nos seus níveis.
4.6. Gravidez e Aleitamento:
A utilização de cefoxitina durante a gravidez requer que os potenciais benefícios sejam comparados com os riscos eventuais. Os estudos realizados em animais sobre os efeitos na reprodução e efeitos teratogénicos, não evidenciaram quaisquer alterações na fertilidade e no desenvolvimento fetal. Não há estudos controlados com cefoxitina na mulher grávida. A cefoxitina é excretada no leite materno.
4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas:
Não foram observados efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas.
4.8. Efeitos indesejáveis:
Se ocorrer alguma sensação ou sintoma invulgar deve consultar imediatamente o seu médico. A cefoxitina é geralmente bem tolerada. Os efeitos colaterais raramente impõem a suspensão do tratamento e têm sido habitualmente ligeiros e transitórios. Os efeitos secundários mais frequentes foram reacções locais após injecção intravenosa ou intramuscular. Pode ainda ocorrer: -“<Muito frequentes (≥1/10)>, <Frequentes (≥1/100, <1/10)> , <Pouco frequentes (≥1/1,000, <1/100)> , <Raros (≥1/10,000, <1/1,000)> , <Muito raros (<1/10,000), desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis)>” -Perturbações gerais e alteração no local de administração: Raras - Tromboflebite com a administração intravenosa; dor e endurecimento após a administração intramuscular; -Doenças do sistema imunitário – Reacções de hipersensibilidade: Muito raros – exantema, incluindo dermatite exfoliativa e necrólise epidérmica tóxica; Raras– anafilaxia, nefrite intersticial e angioedema. Foram ainda referidos casos de urticária, prurido e febre. -Cardiopatias – Muito raros – hipotensão; -Doenças gastrointestinais – Muito raros – pode ocorrer durante ou após o tratamento diarreia, incluindo colite pseudomembranosa; náuseas e vómitos. -Doenças do sangue e do sistema linfático – Muito raros – eosinofilia, anemia, incluindo anemia hemolítica; alguns indivíduos, particularmente os que apresentam azotémia, podem desenvolver testes de Coombs positivos durante a terapêutica com CEFOXITINA LABESFAL; Raras – leucopenia, incluindo granulocitopenia, trombocitopenia e depressão da medula óssea. -Afecções músculo-esquelética e dos tecidos conjuntivos: Muito raros – agravamento de miastenias gravis; -Afecções hepatobiliares: Muito raros – elevações transitórias da AST, da ALT, da LDH sérica e da fosfatase alcalina sérica e icterícia. 05-11-2008 -Doenças renais e urinárias: foi referida raramente insuficiência renal aguda.
4.9. Sobredosagem:
Não estão descritos casos de sobredosagem com CEFOXITINA LABESFAL para administração parentérica. A Cefoxitina é removida de uma forma eficaz por hemodiálise, mas não é removida na diálise peritoneal.
5. Propriedades farmacológicas:
5.1. Propriedades farmacodinâmicas:
Grupo farmacoterapêutico: 1.1.2.2 - Medicamentos Anti-infecciosos. Antibacterianos. Cefalosporinas. Cefalosporinas de 2ª geração. Código ATC: J01DC01 CEFOXITINA LABESFAL é um antibiótico bactericida semi-sintético de largo espectro para administração parentérica. Esta nova classe de antibióticos beta-lactâmicos, as cefamicinas, é caracterizado por um núcleo 7 α-metoxi-β-lactâmico. O grupo metoxi é responsável pela propriedade de resistência à degradação pelas beta-lactamases bacterianas (penicilinases e cefalosporinases). As cadeias laterais são responsáveis por algumas das acções antibacterianas específicas e outras propriedades. Quimicamente, a cefoxitina sódica é (6R,7S)-3-carbamoiloximetil-7-metoxi-8-oxo-7- [2-(2-tienil)acetamido]-5-tia-1-azabiciclo [4.2.0]octeno-2 carboxilato de sódio com a seguinte fórmula estrutural:
A estrutura molecular única da cefoxitina confere-lhe um elevado grau de resistência às beta-lactamases que são os principais responsáveis pela resistência bacteriana às penicilinas e cefalosporinas. Assim, uma grande percentagem de bacilos gram- negativos produtores de beta-lactamases e resistentes às penicilinas e cefalosporinas, é sensível a cefoxitina. Além disso, uma grande percentagem de cocos gram-positivos e gram-negativos produtores de penicilinases e penicilino- resistentes, é sensível a cefoxitina. Mecanismo de Acção: A CEFOXITINA LABESFAL, é um antibiótico bactericida semi-sintético de largo espectro para administração parentérica. É activo contra bactérias patogénicas gram-positivas e gram-negativas, tanto aeróbias como anaeróbias. Inibe a síntese do mucopéptido da parede da célula bacteriana. 05-11-2008 A análise das experiências clínicas com este antibiótico revelou uma alta correlação entre os resultados dos testes de sensibilidade “in vitro” para cefoxitina, a sua eficácia bacteriológica no homem, bem como a sua eficácia clínica. A cefoxitina é activa contra os seguintes microorganismos (“in vitro”): BACTÉRIAS AERÓBIAS Cocos gram-positivos, nomeadamente: -Estafilococos (incluindo estirpes coagulase positivas, coagulase negativas e produtoras de penicilinase); -Estreptococos beta-hemolíticos do grupo A (Streptococcus pyogenes); estreptococos beta-hemolíticos do grupo B (Streptococcus agalatiae); Streptococcus pneumoniae (Diplococcus pneumoniae). Outros estreptococos (excepto os do grupo D, incluindo os enterococos de que a maioria das estirpes é resistente, por exemplo Streptococcus faecalis). Cocos gram-negativos, nomeadamente: -Neisseria gonorrhoeae (incluindo estirpes produtoras de penicilinase); Neisseria meningitidis. Bacilos gram-negativos (anaeróbios facultativos), incluindo: -Escherischia coli; Klebsiella pneumoniae; Klebsiella spp; Proteus mirabilis; proteus indol positivos – Proteus vulgaris, Proteus rettgeri, Proteus morganii, Haemophilus influenzae, Serratia marscescens, Providencia spp, Salmonella e Shigella spp. BACTÉRIAS ANAERÓBIAS Cocos gram-positivos incluindo: -Peptococcus spp; Peptostreptococcus spp; Streptococcus microaerofílicos. Bacilos gram-positivos incluindo: -Clostridium perfringens; Clostridium spp; Eubacterium spp; Propionibacterium acnes. Cocos gram-negativos incluindo: -Vellonella spp. Bacilos gram-negativos, nomeadamente: -Bacteroides fragilis; Bacteroides melaninogenicus; Bacteroides spp (incluindo estirpes tanto penicilino-sensíveis como penicilino-resistentes); Fusobacterium spp. A cefoxitina é activa contra algumas estirpes das seguintes bactérias: -Acinetobacter calcoaceticus var. anitratum (Herellea vaginicola); -Acinetobacter calcoaceticus var. Iwoffi (Mima polymorpha); -Alcaligenes faecalis; Citrobacter spp e Flavobacterium spp; Enterobacter spp. Resistência A cefoxitina não é activa contra Pseudomonas spp, a maioria das estirpes de enterococos e muitas estirpes de Enterobacter cloacae, e estafilococos resistentes à meticilina e Listeria monocytogenes.
5.2. Propriedades farmacocinéticas:
05-11-2008 A cefoxitina não é absorvida no tracto gastro-intestinal; é administrada parentalmente sob a forma de sal sódico. Após administração de 1 g por via intramuscular, foram referidos picos plasmáticos até 30 µg/ml aos 20 a 30 minutos, enquanto que concentrações de 125 - 72 e 25 µg/ml foram atingidas após administração intravenosa de 1 g aos 3 - 30 e 120 minutos, respectivamente. A cefoxitina liga-se em cerca de 70% às proteínas plasmáticas. Tem uma semi-vida plasmática de 45 a 60 minutos, a qual é prolongada na insuficiência renal. A cefoxitina é largamente distribuída no organismo, mas tem normalmente uma pequena penetração no fluído cerebro-espinal, mesmo quando as meninges estão inflamadas. A cefoxitina atravessa a placenta e é detectada no leite materno. São atingidas concentrações relativamente elevadas na bílis. A maior parte da dose é excretada inalterada pelos rins, sendo cerca de 2% metabolizada a descarbamilcefoxitina, a qual é virtualmente inactiva. A cefoxitina é excretada na urina por filtração glomerular e secreção tubular e cerca de 85% da dose é eliminada em 6 horas; o probenecide prolonga esta excreção. Após administração intramuscular de 1 g, os picos de concentrações na urina são normalmente superiores a 3 mg/ml. A cefoxitina é removida por hemodiálise.
5.3. Dados de segurança pré-clínica
Não foram realizados estudos a longo termo em animais com a cefoxitina para avaliar o potencial carcinogénico e mutagénico. Estudos em ratos revelaram que a cefoxitina por via intravenosa na dose de 400mg/kg (aproximadamente três vezes a dose máxima recomendada em humanos não apresenta efeitos sobre a fertilidade. Estudos de reprodução em ratos e murganhos revelaram que a cefoxitina por via parentérica numa dose 1-7,5 vezes a dose máxima recomendada em humanos não apresenta efeitos nocivos no feto.
6. Informações farmacêuticas:
6.1. Lista dos excipientes:
Pó e solvente para solução injectável IV 500mg Solvente: Água para preparações injectáveis. Pó e solvente para solução injectável IV 1g Solvente: Água para preparações injectáveis. Pó e solvente para solução injectável IM 500mg Solvente: Cloridrato de lidocaína e água para preparações injectáveis. Pó e solvente para solução injectável IM 1g Solvente: Cloridrato de lidocaína e água para preparações injectáveis.
6.2. - Incompatibilidades:
Não referidas. 05-11-2008
6.3. - Prazo de validade:
2 anos Após reconstituição, a solução mantém-se estável durante 24 horas à temperatura de 25ºC. Decorrido este intervalo de tempo, se não forem utilizadas, as soluções devem ser rejeitadas. Não congelar.
6.4. - Precauções especiais de conservação:
A cefoxitina no estado sólido deve ser conservada a temperatura inferior a 25º C. Tanto no estado seco como em solução o produto tende a escurecer, o que depende das condições de armazenagem. A potência do produto não é, porém afectada. Condições de conservação do medicamento reconstituído, ver secção 6.3.
6.5. - Natureza e conteúdo do recipiente:
Frascos para injectáveis de vidro com tampa de silicone e cápsula de alumínio inviolável. Todos os solventes são acondicionados em ampolas de vidro. O solvente água para preparações injectáveis (10 ml) é acondicionado em ampolas de vidro ou polietileno. É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.
6.6. - Precauções especiais de eliminação e manuseamento:
Pode-se adicionar uma solução de cefoxitina em água esterilizada para injecção às seguintes soluções: -solução de cloreto de sódio a 0,9% (soro fisiológico); -solução de glicose a 5 ou a 10%; -solução de glicose a 5% com solução de cloreto de sódio a 0,9%; -glicose a 5% com solução de bicarbonato de sódio a 0,02%; -ringer com lactato; -glicose a 5% em ringer com lactato; -levulose a 5% ou 10% em água; -levulose a 10% em solução salina; -bicarbonato de sódio a 5%; -solução de lactato de sódio a M/6; -insulina em soro fisiológico; -insulina em levulose a 10%; -heparina 100 unidades/ml e 0,1 unidades/ml; -manitol 2,5 e 5%; -manitol 10%. A cefoxitina é química e visualmente compatível com aminoglicósidos como a amicacina, gentamicina, canamicina e tobramicina, quando misturados em 200 ml de solução de cloreto de sódio a 0,9% ou de glicose a 5% em água.
7. Titular da autorização de introdução no mercado:
LABESFAL – Laboratórios Almiro, S.A. 3465-051 Campo de Besteiros – Portugal
8. Números da autorização de introdução no mercado.
05-11-2008
2254399 - 1 unidade de pó e solvente para solução injectável IM, , 500 mg/2 ml, 1 frasco para injectáveis de vidro e 1 ampola de vidro com 2 ml de solvente 4605796 - 4 unidades de pó e solvente para solução injectável IM, 500 mg/2 ml, 4 frascos para injectáveis de vidro e 4 ampolas de vidro com 2 ml de solvente 4605895 - 5 unidades de pó e solvente para solução injectável IM, 500 mg/2 ml, 5 frascos para injectáveis de vidro e 5 ampolas de vidro com 2 ml de solvente 2254191 - 1 unidade de pó e solvente para solução injectável IV, 500 mg/5 ml, 1 frasco para injectáveis de vidro e 1 ampola de vidro com 5 ml de solvente 4605994 - 4 unidades de pó e solvente para solução injectável IV, 500 mg/5 ml, 4 frascos para injectáveis de vidro e 4 ampolas de vidro com 5 ml de solvente 4606091 - 5 unidades de pó e solvente para solução injectável IV, 500 mg/5 ml, 5 frascos para injectáveis de vidro e 5 ampolas de vidro com 5 ml de solvente 2254498 - 1 unidade de pó e solvente para solução injectável IM, 1000 mg/2 ml,1 frasco para injectáveis de vidro e 1 ampola de vidro com 2 ml de solvente 4606190 - 4 unidades de pó e solvente para solução injectável IM, 1000 mg/2 ml, 4 frascos para injectáveis de vidro e 4 ampolas de vidro com 2 ml de solvente 4606299 - 5 unidades de pó e solvente para solução injectável IM, 1000 mg/2 ml, 5 frascos para injectáveis de vidro e 5 ampolas de vidro com 2 ml de solvente 2254290 - 1 unidade de pó e solvente para solução injectável IV, 1000 mg/10 ml, 1 frasco para injectáveis de vidro e 1 ampola de vidro com 10 ml de solvente 4606398 - 4 unidades de pó e solvente para solução injectável IV, 1000 mg/10 ml, 4 frascos para injectáveis de vidro e 4 ampolas de vidro com 10 ml de solvente 4606497 - 5 unidades de pó e solvente para solução injectável IV, 1000 mg/10 ml, 5 frascos para injectáveis de vidro e 5 ampolas de vidro com 10 ml de solvente 5127766 - 50 unidades de pó e solvente para solução injectável IV, 1000 mg/10 ml, 50 frascos para injectáveis de vidro e 50 ampolas de vidro com 10 ml de solvente (embalagem hospitalar) 5155072 - 50 unidades de pó e solvente para solução injectável IV, 1000 mg/10 ml, 50 frascos para injectáveis de vidro e 50 ampolas de polietileno com 10 ml de solvente (embalagem hospitalar)
9-Data da primeira autorização/renovação da autorização de introdução no mercado. Data da primeira autorização: 22 de Novembro de 1994 Data da última renovação: 22 Novembro 2004 05-11-2008
