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Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva MG

Substância ativa: Atorvastatina + Ezetimiba
Forma farmacêutica: Comprimido revestido por película 40 mg + 10 mg
Fonte: Folheto informativo oficial (INFARMED / INFOMED)

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva 10 mg + 10 mg comprimidos revestidos por película Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva 20 mg + 10 mg comprimidos revestidos por película Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva 40 mg + 10 mg comprimidos revestidos por película Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva 80 mg + 10 mg comprimidos revestidos por película

atorvastatina e ezetimiba

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento, pois contém informação importante para si. – Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente. – Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico. – Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença. – Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

1. O que é Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva

3. Como tomar Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva

4. Efeitos indesejáveis possíveis

5. Como conservar Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva e para que é utilizado

Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva é um medicamento para baixar os níveis aumentados de colesterol. Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva contém ezetimiba e atorvastatina.

Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva é um medicamento utilizado em adultos para baixar os valores de colesterol total, colesterol “mau” (colesterol das LDL) e substâncias gordas no sangue chamadas triglicéridos. Adicionalmente, Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva aumenta os valores de colesterol “bom” (colesterol das HDL).

Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva atua de duas formas para reduzir o seu colesterol. Reduz o colesterol que é absorvido no seu aparelho digestivo, assim como o colesterol que o seu organismo produz.

O colesterol é uma das várias substâncias gordas encontradas na corrente sanguínea. O seu colesterol total é constituído principalmente pelo colesterol das LDL e HDL.

O colesterol das LDL é frequentemente chamado de colesterol “mau” porque se pode acumular nas paredes das suas artérias formando placas. Eventualmente esta formação de placas pode levar a um estreitamento das artérias. Este estreitamento pode diminuir ou bloquear o fluxo de sangue para órgãos vitais tais como o coração e o cérebro. Este bloqueio do fluxo de sangue pode resultar num ataque cardíaco ou num acidente vascular cerebral (AVC). O colesterol das HDL é frequentemente chamado de colesterol “bom” porque ajuda a que o colesterol “mau” não se acumule nas artérias e protege contra doenças cardíacas.

Os triglicéridos são outra forma de gordura no seu sangue que pode aumentar o risco de doença cardíaca.

Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva é utilizado em doentes que não conseguem controlar os seus valores de colesterol apenas com dieta. Enquanto estiver a tomar este medicamento deve manter uma dieta para redução de colesterol.

Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva é utilizado, adicionalmente à dieta para redução de colesterol, se tiver: – um valor aumentado de colesterol no sangue (hipercolesterolemia primária [familiar heterozigótica e não familiar]) ou valores elevados de gordura no sangue (hiperlipidemia mista): – que não estejam bem controlados com uma estatina isoladamente; – para os quais esteja a tomar comprimidos de estatina e de ezetimiba em separado. – uma doença hereditária (hipercolesterolemia familiar homozigótica) responsável pelo aumento do valor do colesterol no sangue. Pode também receber outros tratamentos. – doença cardíaca. Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva reduz o risco de ataque cardíaco, AVC, cirurgia para aumentar o fluxo de sangue no coração, ou hospitalização por dor no peito.

Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva não o ajuda a perder peso.

2. O que precisa de saber antes de tomar Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva

Não tome Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva se – tem alergia à ezetimiba, à atorvastatina ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6), – tem ou teve uma doença que afeta o fígado, – teve qualquer teste sanguíneo anormal inexplicável para a função hepática, – é uma mulher em idade fértil e não está a utilizar contraceção adequada, – está grávida, a tentar engravidar ou está a amamentar, – usa a associação glecaprevir/pibrentasvir para o tratamento da hepatite C.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva se – teve um AVC prévio com hemorragia no cérebro ou se tem pequenas acumulações de líquido no cérebro resultantes de AVCs anteriores, – tem problemas nos rins, – a sua glândula da tiroide é pouco ativa (hipotiroidismo), – teve moinhas ou dores musculares repetidas ou sem explicação aparente, antecedentes pessoais ou familiares de problemas musculares, – teve problemas musculares anteriores durante o tratamento com outros medicamentos que diminuem os lípidos (p.e. outras “estatinas” ou “fibratos”), – consome regularmente uma grande quantidade de álcool, – tem antecedentes de doença do fígado, – tem mais de 70 anos, – o seu médico lhe disse que tem intolerância a alguns açúcares. Contacte o seu médico antes de tomar este medicamento, – se está a tomar ou nos últimos 7 dias tiver tomado um medicamento chamado ácido fusídico (um medicamento para infeções bacterianas) por via oral ou injetável. A associação de ácido fusídico e Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva pode causar problemas musculares graves (rabdomiólise). – se tem ou teve miastenia (uma doença que causa fraqueza muscular generalizada, incluindo, em alguns casos, os músculos utilizados durante a respiração) ou miastenia ocular (uma doença que causa fraqueza muscular ocular), uma vez que as estatinas podem, por vezes, agravar a doença ou levar à ocorrência de miastenia (ver secção 4).

Contacte o seu médico imediatamente se sentir dores, sensibilidade ou fraqueza musculares sem explicação aparente enquanto estiver a tomar Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva. Uma vez que, em raras situações, os problemas musculares podem ser graves, incluindo destruição muscular, originando danos nos rins. A atorvastatina é conhecida por causar problemas musculares e têm sido notificados casos de problemas musculares também com a ezetimiba.

Informe igualmente o seu médico ou farmacêutico se sentir uma fraqueza muscular constante. Podem ser necessários testes e medicamentos adicionais para diagnosticar e tratar este problema.

Antes de tomar Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva, verifique com o seu médico ou farmacêutico: – se tem insuficiência respiratória grave.

Se alguma destas situações se aplicar a si (ou se não tiver a certeza), fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva porque o seu médico irá precisar de lhe fazer uma análise ao sangue, antes e possivelmente durante o seu tratamento com Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva, de forma a determinar o seu risco de efeitos indesejáveis relacionados com os músculos. Sabe-se que o risco de desenvolver efeitos indesejáveis relacionados com os músculos, p.e. rabdomiólise, aumenta quando alguns medicamentos são tomados ao mesmo tempo (ver secção 2 “Outros medicamentos e Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva”).

Enquanto estiver a tomar este medicamento, o seu médico irá acompanhá-lo de modo a verificar se tem diabetes ou está em risco de desenvolver diabetes. É provável que esteja em risco de desenvolver diabetes se tiver níveis elevados de açúcares e gorduras no sangue, tiver excesso de peso e tensão arterial elevada.

Informe o seu médico sobre todas as suas condições médicas incluindo alergias.

A utilização simultânea de Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva e fibratos (medicamentos para baixar o colesterol) deve ser evitada, uma vez que não foi estudada a utilização combinada de Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva e fibratos.

Crianças Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva não é recomendado em crianças e adolescentes.

Outros medicamentos e Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, ou tiver tomado recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Existem alguns medicamentos que podem alterar o efeito de Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva ou podem ver alterado o seu efeito por Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva (ver secção 3). Este tipo de interação pode fazer com que um ou ambos os medicamentos sejam menos eficazes. Pode também aumentar o risco ou a gravidade dos efeitos indesejáveis, incluindo a importante condição debilitante dos músculos conhecida como “rabdomiólise” descrita na secção 4: – ciclosporina (um medicamento frequentemente utilizado em doentes submetidos a transplante de órgãos), – eritromicina, claritromicina, telitromicina, ácido fusídico**, rifampicina (medicamentos para tratar infeções bacterianas), – cetoconazol, itraconazol, voriconazol, fluconazol, posaconazol (medicamentos para tratar infeções fúngicas), – gemfibrozil, outros fibratos, ácido nicotínico, derivados, colestipol, colestiramina (medicamentos para regular os níveis dos lípidos), – alguns bloqueadores dos canais de cálcio utilizados para a angina de peito ou tensão arterial elevada, p.e. amlodipina, diltiazem, – digoxina, verapamilo, amiodarona (medicamentos para regular o seu ritmo cardíaco), – medicamentos utilizados no tratamento do HIV, p.e. ritonavir, lopinavir, atazanavir, indinavir, darunavir, a associação de tipranavir/ritonavir, etc. (medicamentos para a SIDA), alguns medicamentos utilizados no tratamento da hepatite C, p.e. telaprevir, boceprevir e a associação elbasvir/grazoprevir – daptomicina (um medicamento utilizado para tratar infeções complicadas da pele e estruturas da pele e bactérias presentes no sangue).

**Se necessitar de tomar ácido fusídico oral para tratar uma infeção bacteriana tem de parar temporariamente de tomar este medicamento. O seu médico indicar-lhe-á quando for seguro recomeçar Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva. Tomar Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva com ácido fusídico pode, em raras situações, provocar fraqueza, sensibilidade ou dores musculares (rabdomiólise). Ver mais informação sobre rabdomiólise na secção 4.

– Outros medicamentos que se sabe que interagem com Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva – contracetivos orais (medicamentos para prevenir a gravidez), – estiripentol (um medicamento anticonvulsivante para a epilepsia), – cimetidina (um medicamento utilizado na azia e úlceras pépticas), – fenazona (um analgésico), – antiácidos (medicamentos para a indigestão contendo alumínio ou magnésio), – varfarina, fenprocumona, acenocumarol ou fluindiona (medicamentos para prevenir coágulos sanguíneos), – colquicina (utilizado no tratamento da gota), – erva de São João (hipericão) (um medicamento utilizado para tratar a depressão).

Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva com alimentos e álcool Consulte a secção 3 para obter instruções de como tomar Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva. Deverá ter em consideração o seguinte:

Sumo de toranja Não deverá beber mais do que um ou dois copos pequenos de sumo de toranja por dia, uma vez que grandes quantidades de sumo de toranja podem alterar os efeitos de Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva.

Álcool Deverá evitar beber muito álcool enquanto estiver a tomar este medicamento. Para mais detalhes, consulte a secção 2 “Advertências e precauções”. Gravidez e amamentação Não tome Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva se está grávida, planeia engravidar ou pensa que está grávida. Não tome Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva se for possível engravidar, a não ser que utilize métodos contracetivos eficazes. Se engravidar durante o tratamento com Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva, pare imediatamente o tratamento e fale com o seu médico.

Não tome Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva se está a amamentar.

Ainda não foi comprovada a segurança de Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva durante a gravidez e amamentação.

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas Não se prevê que Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva interfira com a sua capacidade de conduzir ou utilizar máquinas. No entanto, deve ter-se em consideração que algumas pessoas podem sentir tonturas após a toma de Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva.

Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva contém lactose Os comprimidos de Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva contêm um açúcar chamado lactose. Se foi informado pelo seu médico que tem intolerância a alguns açúcares, contacte o seu médico

antes de tomar este medicamento.

Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva contém sódio Este medicamento contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por comprimido, ou seja, é praticamente “isento de sódio".

3. Como tomar Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva

Tome sempre este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico. O seu médico decidirá qual a dosagem do comprimido apropriada para si, dependendo do seu tratamento atual e do seu risco individual. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas. – Antes de começar a tomar Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva, deverá fazer uma dieta para reduzir o colesterol. – Deve manter a dieta para reduzir o colesterol enquanto estiver a tomar Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva.

Qual a quantidade a tomar A dose recomendada é um comprimido de Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva, por via oral, uma vez por dia.

Quando tomar Tome Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva a qualquer altura do dia. Pode ser tomado com ou sem alimentos.

Se o seu médico lhe receitou Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva juntamente com colestiramina ou com qualquer outro sequestrante dos ácidos biliares (medicamentos para baixar o colesterol), deve tomar Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva pelo menos 2 horas antes ou 4 horas depois de tomar o sequestrante dos ácidos biliares. Se tomar mais Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva do que deveria Contacte o seu médico ou farmacêutico.

Caso se tenha esquecido de tomar Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva Não tome uma dose a dobrar; no dia seguinte, retome a toma normal de Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva à hora habitual.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.

4. Efeitos indesejáveis possíveis

Como todos os medicamentos, Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

Se verificar algum dos seguintes efeitos indesejáveis ou sintomas graves, pare de tomar os seus comprimidos e fale imediatamente com o seu médico ou dirija-se às urgências do hospital mais próximo. – reação alérgica grave que causa inchaço da face, língua e garganta que pode provocar muita dificuldade em respirar – doença grave com descamação grave e inchaço da pele, formação de bolhas na pele, boca, olhos, genitais e febre; erupção na pele com manchas rosa-avermelhadas especialmente nas palmas das mãos ou nas plantas dos pés, que podem tornar-se bolhosas – fraqueza, sensibilidade, dor ou rutura muscular ou alteração vermelha-acastanhada da cor da urina e particularmente, se em simultâneo, se sentir indisposto ou com temperatura corporal elevada, pode ser devido a um colapso muscular anómalo que pode colocar a vida em risco e levar a problemas nos rins – síndrome de tipo lúpus (incluindo erupção na pele, perturbações nas articulações e efeitos a nível das células sanguíneas)

Deve consultar o seu médico o quanto antes se experienciar problemas com hematomas ou hemorragias inesperadas ou não habituais, uma vez que podem ser sugestivos de um problema do fígado.

Outros efeitos indesejáveis possíveis com Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva Frequentes: podem afetar até 1 em 10 pessoas – diarreia, – dores musculares.

Pouco frequentes: podem afetar até 1 em 100 pessoas – gripe, – depressão; dificuldade em adormecer; perturbações do sono, – tonturas; dor de cabeça; formigueiro, – batimento cardíaco baixo, – afrontamento, – falta de ar, – dor abdominal; distensão abdominal; prisão de ventre; indigestão; flatulência; evacuações frequentes; inflamação do estômago; náuseas; desconforto no estômago; dor de estômago, – acne; urticária, – dor nas articulações; dor nas costas; cãibras nas pernas; fadiga, espasmos ou fraqueza muscular; dor nos braços e pernas, – fraqueza invulgar; sensação de cansaço ou mal-estar; inchaço, sobretudo nos tornozelos (edema), – aumento em valores laboratoriais das análises sanguíneas da função hepática (transaminases) ou muscular (CK), – aumento de peso.

Raros: podem afetar até 1 em 1000 pessoas – erupção que pode ocorrer na pele ou feridas na boca (reação liquenoide a medicamentos), – lesões roxas na pele (sinais de inflamação dos vasos sanguíneos, vasculite).

Frequência desconhecida: a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis – miastenia grave (uma doença que causa fraqueza muscular generalizada, incluindo, em alguns casos, os músculos utilizados durante a respiração), – miastenia ocular (uma doença que causa fraqueza muscular ocular).

Adicionalmente, foram notificados os seguintes efeitos indesejáveis em pessoas a tomar Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva ou comprimidos de ezetimiba ou atorvastatina: – reações alérgicas incluindo inchaço da face, lábios, língua e/ou garganta, que podem causar dificuldade em respirar ou engolir (e que exigem tratamento imediato), – erupção vermelha, às vezes com lesões em forma de alvo, – problemas no fígado, – tosse, – azia, – diminuição do apetite; perda de apetite, – tensão arterial alta, – erupção na pele e prurido; reações alérgicas incluindo erupção na pele e urticária, – lesão no tendão, – pedras ou inflamação da vesícula biliar (que pode causar dor abdominal, náuseas, vómito), – inflamação do pâncreas frequentemente com dor abdominal grave, – redução na contagem de células sanguíneas, que podem causar hematomas/hemorragias (trombocitopenia), – inflamação das vias nasais; sangramento do nariz, – dor no pescoço; dor; dor no peito; dor na garganta, – aumentos e diminuições nos níveis de açúcar no sangue (se tem diabetes deve continuar a monitorizar cuidadosamente os seus níveis de açúcar no sangue), – ter pesadelos, – dormência ou formigueiro nos dedos das mãos e dos pés, – redução da sensibilidade à dor ou ao toque, – alteração no paladar; boca seca, – perda de memória, – zumbidos nos ouvidos e/ou cabeça; perda de audição, – vómito, – arrotos, – queda de cabelo, – temperatura aumentada, – testes de urina positivos para glóbulos brancos, – visão turva; distúrbios visuais, – ginecomastia (aumento das mamas em homens), Fale com o seu médico se sentir fraqueza nos braços ou pernas que piore após períodos de atividade, visão dupla ou pálpebras descaídas, dificuldade em engolir ou falta de ar.

Possíveis efeitos indesejáveis notificados com algumas estatinas – dificuldades sexuais, – depressão, – problemas respiratórios incluindo tosse persistente e/ou falta de ar ou febre, – diabetes. Isto é mais provável se tiver níveis elevados de açúcares e gorduras no sangue, tiver excesso de peso e tensão arterial elevada. O seu médico irá acompanhá-lo enquanto estiver a tomar este medicamento, – dor, sensibilidade ou fraqueza muscular constante e particularmente se, ao mesmo tempo, se sentir indisposto ou tiver temperatura elevada que pode não desaparecer após parar de tomar Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva (frequência desconhecida).

Comunicação de efeitos indesejáveis Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente ao INFARMED, I.P. através dos contactos abaixo. Ao comunicar

efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste

medicamento.

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) Ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]

5. Como conservar Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso no blister ou embalagem exterior, após VAL. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Este medicamento não necessita de condições especiais de temperatura de armazenamento.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva As substâncias ativas são ezetimiba e atorvastatina. Cada comprimido revestido por película contém 10 mg, 20 mg, 40 mg ou 80 mg de atorvastatina (na forma de atorvastatina de cálcio tri- hidratada) e 10 mg de ezetimiba.

Os outros componentes são: carbonato de cálcio; sílica coloidal anidra; croscarmelose sódica; hidroxipropilcelulose; lactose mono-hidratada; povidona; estearato de magnésio; celulose microcristalina; polissorbato 80; laurilsulfato de sódio (E487).

O revestimento por película contém: hipromelose, lactose mono-hidratada, dióxido de titânio, macrogol, talco.

Qual o aspeto de Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva e conteúdo da embalagem

Comprimidos revestidos por película em forma de cápsula, biconvexos, branco a esbranquiçado. Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva 10 mg + 10 mg comprimidos: marcados com “1T” num dos lados. Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva 10 mg + 20 mg comprimidos: marcados com “2T” num dos lados. Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva 10 mg + 40 mg comprimidos: marcados com “4T” num dos lados. Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva 10 mg + 80 mg comprimidos: marcados com “8T” num dos lados.

Tamanhos de embalagem: Embalagens de 10, 30, 90 e 100 comprimidos revestidos por película em blisters Alu/Alu.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante Titular da Autorização de Introdução no Mercado Zentiva Portugal, Lda. Miraflores Premium I Alameda Fernão Lopes, 16 A – 8º piso A 1495-190 Algés

Fabricante Delorbis Pharmaceuticals Ltd 17 Athinon Street Ergates Industrial Area 2643 Ergates Lefkosia Chipre

Este medicamento está autorizado nos Estados Membros do Espaço Económico Europeu com os seguintes nomes: Portugal: Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva Itália: Zetovar Bulgária: Зетовар 10 mg /10 mg филмирани таблетки Зетовар 20 mg /10 mg филмирани таблетки Зетовар 40 mg /10 mg филмирани таблетки Зетовар 80 mg /10 mg филмирани таблетки Países Baixos: Zetovar 10 mg/10 mg filmomhulde tabletten Zetovar 10 mg/20 mg filmomhulde tabletten Zetovar 10 mg/40 mg filmomhulde tabletten Zetovar 10 mg/80 mg filmomhulde tabletten Alemanha: Atorvastatin Ezetimib Zentiva 10 mg/10 mg Filmtaletten Atorvastatin Ezetimib Zentiva 20 mg/10 mg Filmtaletten Atorvastatin Ezetimib Zentiva 40 mg/10 mg Filmtaletten Atorvastatin Ezetimib Zentiva 80 mg/10 mg Filmtaletten Espanha: Ezetimiba/Atorvastatina Zentiva 10 mg/10 mg comprimidos recubiertos con película EFG Ezetimiba/Atorvastatina Zentiva 10 mg/20 mg comprimidos recubiertos con película EFG Ezetimiba/Atorvastatina Zentiva 10 mg/40 mg comprimidos recubiertos con película EFG Ezetimiba/Atorvastatina Zentiva 10 mg/80 mg comprimidos recubiertos con película EFG França: EZETIMIBE/ATORVASTATINE ZENTIVA 10 mg/10 mg, comprime pelliculé EZETIMIBE/ATORVASTATINE ZENTIVA 10 mg/20 mg, comprime pelliculé EZETIMIBE/ATORVASTATINE ZENTIVA 10 mg/40 mg, comprime pelliculé EZETIMIBE/ATORVASTATINE ZENTIVA 10 mg/80 mg, comprime pelliculé Irlanda: Ezetimibe/ Atorvastatin Zentiva 10 mg/10 mg film-coated tablets Ezetimibe/ Atorvastatin Zentiva 10 mg/20 mg film-coated tablets Ezetimibe/ Atorvastatin Zentiva 10 mg/40 mg film-coated tablets Ezetimibe/ Atorvastatin Zentiva 10 mg/80 mg film-coated tablets

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⚕Para profissionais — Resumo das Características do Medicamento (RCM)Ficha técnica completa: posologia, interações, contraindicações, advertências+
Informações técnicas destinadas aos profissionais de saúde (médicos e farmacêuticos). Le Resumo das Características do Medicamento (RCM) est le document officiel approuvé par l’ANSM/EMA. Il ne remplace pas la notice ni l’avis du médecin.

1. NOME DO MEDICAMENTO

Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva 10 mg + 10 mg comprimidos revestidos por película Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva 20 mg + 10 mg comprimidos revestidos por película Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva 40 mg + 10 mg comprimidos revestidos por película Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva 80 mg + 10 mg comprimidos revestidos por película

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido revestido por película contém 10 mg de ezetimiba e 10, 20, 40 ou 80 mg de atorvastatina (na forma de atorvastatina cálcio tri-hidratada).

Excipiente(s) de efeito conhecido: Cada comprimido revestido por película de 10 mg + 10 mg contém 153,83 mg de lactose (monohidratada). Cada comprimido revestido por película de 20 mg + 10 mg contém 180,79 mg de lactose (monohidratada). Cada comprimido revestido por película de 40 mg + 10 mg contém 234,71 mg de lactose (monohidratada). Cada comprimido revestido por película de 80 mg + 10 mg contém 342,55 mg de lactose (monohidratada).

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película.

Comprimido de 10 mg + 10 mg: Branco a esbranquiçado, em forma de cápsula com dimensões aproximadas 13 mm x 5 mm, biconvexo, comprimidos revestidos por película com a marcação numa das faces “1T” e plana na outra face. Comprimido de 20 mg + 10 mg: Branco a esbranquiçado, em forma de cápsula com dimensões aproximadas 15 mm x 6 mm, biconvexo, comprimidos revestidos por película com a marcação numa das faces “2T” e plana na outra face. Comprimido de 40 mg + 10 mg: Branco a esbranquiçado, em forma de cápsula com dimensões aproximadas 16 mm x 6 mm, biconvexo, comprimidos revestidos por película com a marcação numa das faces “4T” e plana na outra face. Comprimido de 80 mg + 10 mg: Branco a esbranquiçado, em forma de cápsula com dimensões aproximadas 19 mm x 8 mm, biconvexo, comprimidos revestidos por película com a marcação numa das faces “8T” e plana na outra face.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1. Indicações terapêuticas

Prevenção de Eventos Cardiovasculares Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva é indicada na redução do risco de eventos cardiovasculares (ver secção 5.1) em doentes com doença coronária (DC) e antecedentes de síndrome coronária aguda (SCA), previamente em tratamento com uma estatina ou não.

Hipercolesterolemia Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva é indicada como terapêutica adjuvante da dieta para utilização em adultos com hipercolesterolemia primária (familiar heterozigótica e não familiar) ou hiperlipidemia mista, quando for adequada a utilização de uma associação medicamentosa. - doentes não controlados de forma apropriada com uma estatina em monoterapia - doentes já em tratamento com uma estatina e ezetimiba

Hipercolesterolemia Familiar Monozigótica (HFHo) Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva é indicada como terapêutica adjuvante da dieta em doentes com HFHo. Os doentes podem também receber tratamentos adjuvantes adicionais (p.e. aferese das lipoproteínas de baixa densidade [LDL]).

4.2. Posologia e modo de administração

Posologia Hipercolesterolemia e/ou Doença Coronária (com antecedentes de SCA) O doente deverá estar a fazer uma dieta hipolipemiante adequada, devendo continuar esta dieta durante o tratamento com atorvastatina + ezetimiba.

O intervalo posológico de atorvastatina + ezetimiba é de 10 + 10 mg/dia a 80 + 10 mg/dia. A dose habitual é de 10 mg + 10 mg uma vez por dia. Ao iniciar a terapêutica ou ao fazer ajustes da dose, deve ter-se em consideração o nível de colesterol das lipoproteínas de baixa densidade (C-LDL) do doente, o risco para doença cardíaca coronária e a resposta à terapêutica hipocolesterolemiante em curso.

A dose de atorvastatina + ezetimiba deve ser individualizada com base na eficácia conhecida das diferentes dosagens de atorvastatina + ezetimiba (ver secção 5.1, tabela 4) e na resposta à terapêutica hipocolesterolemiante. Os ajustes posológicos devem ser feitos em intervalos de 4 semanas ou mais.

Hipercolesterolemia Familiar Homozigótica (HF) A dose de atorvastatina + ezetimiba em doentes com hipercolesterolemia familiar homozigótica é de 10 mg + 10 mg a 80 + 10 mg diariamente. A atorvastatina + ezetimiba pode ser usada como adjuvante de outras terapêuticas hipocolesterolemiantes (p.e. LDL-aferese) nestes doentes ou quando não estiverem disponíveis tais terapêuticas.

Administração concomitante com outros medicamentos Atorvastatina + ezetimiba deve ser administrada ≥ 2 horas antes ou ≥ 4 horas após a administração de um quelante dos ácidos biliares. Em doentes a tomar os medicamentos antivirais para a hepatite C elbasvir/grazoprevir, concomitantemente com atorvastatina + ezetimiba, a dose de atorvastatina + ezetimiba não deve exceder 20 mg + 10 mg/dia (ver secções 4.4 e 4.5).

Idosos Não é necessário qualquer ajuste posológico nos doentes idosos (ver secção 5.2).

Compromisso hepático Atorvastatina + ezetimiba deve ser utilizada com precaução em doentes com compromisso hepático (ver secções 4.4 e 5.2). Atorvastatina + ezetimiba está contraindicada em doentes com doença hepática ativa (ver secção 4.3).

Compromisso renal Não é necessário qualquer ajuste posológico nos doentes com compromisso renal (ver secção 5.2).

População pediátrica A segurança e eficácia de atorvastatina + ezetimiba em crianças não foram estabelecidas (ver secção 5.2). Não existem dados disponíveis.

Modo de administração Atorvastatina + ezetimiba destina-se à via oral. Atorvastatina + ezetimiba pode ser administrada como uma dose única a qualquer altura do dia, com ou sem alimentos.

4.3. Contraindicações

Hipersensibilidade às substâncias ativas ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1.

A terapêutica com atorvastatina + ezetimiba é contraindicada durante a gravidez e amamentação, assim como em mulheres com potencial para engravidar que não utilizem medidas contracetivas adequadas (ver secção 4.6).

Atorvastatina + ezetimiba é contraindicada em doentes com doença hepática ativa ou elevações persistentes e inexplicadas das transaminases séricas que excedam 3 vezes o limite superior da normalidade (LSN).

Atorvastatina + ezetimiba é contraindicada em doentes em tratamento com os medicamentos antivirais para a hepatite C glecaprevir/pibrentasvir.

4.4. Advertências e precauções especiais de utilização

Miastenia grave e miastenia ocular Em alguns casos, foi notificado que as estatinas induzem ou agravam miastenia grave ou miastenia ocular pré-existente (ver secção 4.8). Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva deve ser descontinuada em caso de agravamento dos sintomas. Foram notificadas recidivas quando foi (re)administrada a mesma estatina ou uma estatina diferente.

Miopatia/Rabdomiólise Na experiência pós-comercialização com ezetimiba, foram notificados casos de miopatia e rabdomiólise. A maioria dos doentes que desenvolveu rabdomiólise estava a tomar uma estatina concomitantemente com a ezetimiba. No entanto, a rabdomiólise foi notificada muito raramente com ezetimiba em monoterapia e muito raramente com ezetimiba em adição a outros fármacos que se sabe estarem associados com um aumento do risco de rabdomiólise.

Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva comprimidos contém a substância ativa atorvastatina. A atorvastatina, tal como os outros inibidores da redutase da HMG-CoA, pode em raras ocasiões afetar o músculo-esquelético e causar mialgia, miosite e miopatia que poderá progredir para rabdomiólise, uma condição potencialmente fatal caracterizada por uma elevação marcada dos níveis de creatinafosfoquinase (CPK) (> 10 vezes o LSN), mioglobinemia e mioglobinúria, que poderá originar falência renal.

Antes do tratamento Atorvastatina + ezetimiba deve ser prescrito com precaução nos doentes com fatores predisponentes para rabdomiólise. Os níveis de CPK devem ser medidos antes do início da terapêutica nas seguintes situações: - compromisso renal, - hipotiroidismo, - história pessoal ou familiar de alterações musculares hereditárias, - história prévia de toxicidade muscular devida a uma estatina ou fibrato, - história prévia de doença hepática e/ou quando quantidades substanciais de álcool são consumidas, - em idosos (idade > 70 anos), a necessidade de tal medição deve ser considerada, de acordo com a presença de outros fatores predisponentes para rabdomiólise, - situações onde poderá ocorrer um aumento nos níveis plasmáticos, tais como interações (ver secção

4.5. e populações especiais incluindo subpopulações genéticas (ver secção 5.2).

Nestas situações, dever-se-á ter em consideração o risco do tratamento em relação ao possível benefício e recomenda-se a monitorização clínica.

Se os níveis basais de CPK estiverem significativamente elevados (> 5 vezes o LSN), o tratamento não deverá ser iniciado.

Medição da creatinafosfoquinase A creatinafosfoquinase (CPK) não deverá ser medida após exercício físico intenso ou na presença de qualquer outra causa passível de aumentar os níveis de CPK, uma vez que tal torna difícil a interpretação dos resultados. Se os níveis basais de CPK estiverem significativamente elevados (> 5 vezes o LSN), estes deverão ser reavaliados após 5 a 7 dias para confirmar os resultados.

Durante o tratamento - Os doentes devem ser aconselhados a notificar de imediato qualquer dor, cãibras ou fraqueza muscular especialmente se acompanhado de mal-estar ou febre, ou se os sinais e sintomas musculares persistirem após a interrupção do tratamento com atorvastatina + ezetimiba. - Se tais sintomas ocorrerem num doente durante o tratamento com atorvastatina + ezetimiba, os seus níveis de CPK devem ser medidos. Se estes níveis estiverem significativamente elevados (> 5 vezes o LSN), o tratamento deverá ser interrompido. - Se os sintomas musculares forem graves e causarem desconforto diário, ainda que os níveis de CPK estejam elevados para ≤ 5 vezes o LSN, deverá ser considerada a interrupção do tratamento. - Se os sintomas desaparecerem e os níveis de CPK normalizarem, poderá ser considerada a reintrodução de atorvastatina + ezetimiba ou a introdução de outro medicamento contendo estatina, na dosagem mais baixa e com uma monitorização cuidadosa. - Atorvastatina + ezetimiba deve ser descontinuada se ocorrer uma elevação clinicamente significativa dos níveis de CPK (> 10 vezes o LSN) ou se for diagnosticado ou houver suspeita de rabdomiólise. - Foram notificados casos muito raros de uma miopatia necrosante imunomediada (IMNM) durante ou após o tratamento com algumas estatinas. A IMNM é caracterizada clinicamente por fraqueza muscular proximal persistente e elevação da creatina quinase sérica, que persistem apesar da interrupção do tratamento com estatinas.

Tratamento concomitante com outros medicamentos Devido ao componente atorvastatina de atorvastatina + ezetimiba, o risco de rabdomiólise está aumentado quando atorvastatina + ezetimiba é administrado concomitante com certos medicamentos que poderão aumentar as concentrações plasmáticas de atorvastatina, tais como inibidores potentes do CYP3A4 ou proteínas transportadoras (p.e. ciclosporina, telitromicina, claritromicina, delavirdina, estiripentol, cetoconazol, voriconazol, itraconazol, posaconazol e inibidores da protease do VIH incluindo ritonavir, lopinavir, atazanavir, indinavir, darunavir, tipranavir/ritonavir, etc.). O risco de miopatia pode também ser aumentado com a utilização concomitante de gemfibrozil e outros derivados do ácido fíbrico, medicamentos antivirais para o tratamento da hepatite C (VHC) (boceprevir, telaprevir, elbasvir/grazoprevir), eritromicina ou niacina. Se possível, deverão ser consideradas alternativas terapêuticas (que não interagem) em vez destes medicamentos (ver secção 4.8).

Nos casos em que a administração concomitante destes medicamentos com atorvastatina + ezetimiba é necessária, dever-se-á considerar cuidadosamente o benefício e o risco do tratamento concomitante. Nos doentes que estão a receber medicamentos que aumentam a concentração plasmática de atorvastatina, é recomendada uma dose máxima mais baixa de atorvastatina + ezetimiba. Adicionalmente, no caso dos inibidores potentes do CYP3A4, dever-se-á considerar uma dose inicial mais baixa de atorvastatina + ezetimiba e é recomendada uma monitorização clínica adequada destes doentes (ver secção 4.5).

A atorvastatina não deve ser administrada concomitantemente com ácido fusídico ou nos 7 dias após a interrupção do tratamento com ácido fusídico. Nos doentes em que a utilização de ácido fusídico sistémico é considerada essencial, o tratamento com estatinas deverá ser suspenso durante o período de duração do tratamento com ácido fusídico. Foram notificados casos de rabdomiólise (incluindo alguns casos fatais) em doentes a receber concomitantemente ácido fusídico e estatinas (ver secção 4.5). O doente deve ser aconselhado a procurar aconselhamento médico imediatamente se apresentar quaisquer sintomas de fraqueza, dor ou sensibilidade muscular.

A terapêutica com estatina pode ser reintroduzida sete dias após a última dose de ácido fusídico.

Em circunstâncias excecionais, quando é necessário um tratamento prolongado de ácido fusídico sistémico, p.e. para o tratamento de infeções graves, a necessidade de administração concomitante de atorvastatina + ezetimiba e ácido fusídico só deve ser considerada caso a caso e sob supervisão médica rigorosa.

Daptomicina O risco de miopatia e/ou rabdomiólise pode ser aumentado pela administração concomitante de inibidores da redutase da HMG-CoA (por ex. atorvastatina) e daptomicina (ver secção 4.5). Deve considerar-se suspender temporariamente atorvastatina + ezetimiba em doentes a tomar daptomicina, a não ser que os benefícios da administração concomitante superem o risco. Se não for possível evitar a administração concomitante, os níveis de CK devem ser medidos 2-3 vezes por semana e os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados quanto a sinais ou sintomas que possam representar miopatia.

Enzimas hepáticas Em ensaios clínicos controlados de administração concomitante em doentes tratados com ezetimiba e atorvastatina, observaram-se aumentos consecutivos (≥ 3 vezes o LSN) das transaminases séricas (ver secção 4.8).

Recomenda-se que sejam realizados testes de função hepática antes do início do tratamento e depois periodicamente. Os doentes que desenvolvam quaisquer sinais ou sintomas sugestivos de lesão no fígado devem realizar testes de função hepática. Os doentes que desenvolvam níveis aumentados das transaminases séricas deverão ser monitorizados até a(s) anormalidade(s) se resolver(em). Se persistir um aumento das transaminases superior a 3 vezes o LSN, é recomendado uma redução da dose ou a interrupção de atorvastatina + ezetimiba.

Atorvastatina + ezetimiba deve ser usada com precaução em doentes que consumam quantidades substanciais de álcool e/ou tenham um historial de doença hepática.

Insuficiência Hepática Devido aos efeitos desconhecidos do aumento da exposição à ezetimiba em doentes com insuficiência hepática moderada ou grave, atorvastatina + ezetimiba não é recomendada (ver secção 5.2).

Fibratos A segurança e eficácia da ezetimiba administrada com fibratos não foram estabelecidas; como tal, não é recomendada a administração concomitante de atorvastatina + ezetimiba e fibratos (ver secção 4.5).

Ciclosporina Deve ser exercida precaução quando se inicia atorvastatina + ezetimiba com ciclosporina. As concentrações de ciclosporina devem ser monitorizadas em doentes a receber atorvastatina + ezetimiba e ciclosporina (ver secção 4.5).

Anticoagulantes Se atorvastatina + ezetimiba for adicionado à varfarina, a outro anticoagulante cumarínico ou à fluindiona, o Quociente Normalizado Internacional (INR) deve ser monitorizado de forma apropriada (ver secção 4.5).

Prevenção de AVC pela redução agressiva dos níveis de colesterol (SPARCL) Numa análise post-hoc, relativa aos subtipos de AVC, em doentes sem doença cardíaca coronária (DCC), que tinham tido um AVC recente ou um acidente isquémico transitório (AIT), houve uma maior incidência de AVC hemorrágico em doentes que iniciaram atorvastatina 80 mg quando comparado com o placebo. O risco aumentado foi particularmente evidente em doentes que, à entrada do estudo, apresentavam antecedentes de AVC hemorrágico ou enfarte lacunar. Para os doentes com antecedentes de AVC hemorrágico ou enfarte lacunar, o balanço entre os riscos e os benefícios de atorvastatina 80 mg é incerto, sendo que o risco potencial de AVC hemorrágico deve ser cuidadosamente considerado antes de iniciarem o tratamento (ver secção 5.1).

Doença pulmonar intersticial Foram notificados casos excecionais de doença pulmonar intersticial com algumas estatinas, especialmente com tratamentos de longa duração (ver secção 4.8). Os sintomas observados incluem dispneia, tosse não produtiva e deterioração do estado de saúde em geral (fadiga, perda de peso e febre). Se houver suspeita de desenvolvimento de doença pulmonar intersticial, a terapêutica com estatina deve ser interrompida.

Diabetes mellitus Alguma evidência sugere que as estatinas como classe farmacológica aumentam a glicemia e, em alguns doentes, com risco elevado de desenvolvimento futuro de diabetes, podem originar níveis de hiperglicemia, onde o tratamento convencional da diabetes pode ser apropriado. No entanto, este risco é compensado pela redução do risco vascular verificado com as estatinas e, como tal, não deve ser motivo para a interrupção do tratamento. Os doentes em risco (glicemia em jejum entre 5,6 e 6,9 mmol/l [100,8 e 124,2 mg/dl], IMC > 30 kg/m2, triglicéridos aumentados, hipertensão) devem ser monitorizados quer clínica quer laboratorialmente, de acordo com as normas de orientação terapêutica nacionais.

Excipientes Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva contém lactose. Doentes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência total de lactase ou má absorção de glucose-galactose não devem tomar este medicamento.

Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva contém menos de 1 mmol (23 mg) de sódio por comprimido, ou seja, é praticamente “isento de sódio”.

4.5. Interações medicamentosas e outras formas de interação

Múltiplos mecanismos podem contribuir para potenciais interações com inibidores da redutase da HMG Co-A. Medicamentos ou produtos à base de plantas que inibem certas enzimas (p.e. CYP3A4) e/ou vias transportadoras (p.e. OATP1B) podem aumentar as concentrações plasmáticas de atorvastatina e levar a um risco aumentado de miopatia/rabdomiólise.

Consulte a informação de prescrição de todos os medicamentos usados concomitantemente para obter mais informação acerca das suas potenciais interações com a atorvastatina e/ou potenciais alterações de enzimas ou transportadores e possíveis ajustes de dose e de regimes de tratamento.

Interações farmacodinâmicas A atorvastatina é metabolizada pelo citocromo P450 3A4 (CYP3A4) e é um substrato para transportadores de captação hepática, transportador polipéptico aniónico orgânico 1B1 (OATP1B1) e 1B3 (OATP1B3). Os metabolitos da atorvastatina são substratos para OATP1B1. A atorvastatina está também identificada como substrato da proteína de múltipla resistência a fármacos 1 (MDR1) e da Proteína de Resistência do Cancro da Mama (BCRP), o que pode limitar a absorção intestinal e a excreção biliar da atorvastatina (ver secção 5.2). A administração concomitante de medicamentos que sejam inibidores do CYP3A4 ou de proteínas transportadoras poderá originar um aumento das concentrações plasmáticas de atorvastatina e um risco aumentado de miopatia. O risco também poderá estar aumentado na administração concomitante de atorvastatina + ezetimiba com outros medicamentos que têm potencial para induzir miopatia, tais como derivados do ácido fíbrico e ezetimiba (ver secção 4.4).

Interações farmacocinéticas Combinação de atorvastatina + ezetimiba Não foi observada interação farmacocinética clinicamente significativa quando a ezetimiba foi administrada concomitantemente com a atorvastatina.

Efeitos de outros medicamentos em atorvastatina + ezetimiba

Ezetimiba Antiácidos: A administração concomitante de antiácidos diminuiu a taxa de absorção de ezetimiba, mas não teve qualquer efeito na biodisponibilidade de ezetimiba. Esta diminuição na taxa de absorção não é considerada clinicamente significativa.

Colestiramina: A administração concomitante de colestiramina diminuiu a média da área sob a curva (AUC) de ezetimiba total (ezetimiba + ezetimiba glucuronido) em aproximadamente 55%. A redução adicional do colesterol das lipoproteínas de baixa densidade (C-LDL) resultante da adição de atorvastatina + ezetimiba à colestiramina pode ser diminuída por esta interação (ver secção 4.2).

Ciclosporina: Num estudo realizado em oito doentes após transplante renal, com a depuração da creatinina > 50 ml/min a receber uma dose fixa de ciclosporina, a administração de uma dose única de 10 mg de ezetimiba resultou num aumento de 3,4 vezes (intervalo de 2,3 a 7,9 vezes) da AUC média para a ezetimiba total em comparação com a população saudável, a receber a ezetimiba em monoterapia, do grupo controlo de outro estudo (n = 17). Num estudo diferente, um doente transplantado renal com insuficiência renal grave, a receber ciclosporina e outras múltiplas medicações, demonstrou uma exposição à ezetimiba total 12 vezes superior em comparação com os controlos simultâneos a receber ezetimiba em monoterapia. Num estudo cruzado de duas fases em doze indivíduos saudáveis, a administração diária de 20 mg de ezetimiba durante 8 dias com uma dose única de 100 mg de ciclosporina, no Dia 7, resultou num aumento médio de 15% da AUC da ciclosporina (num intervalo de redução de 10% a um aumento de 51%) em comparação com uma dose única de 100 mg de ciclosporina em monoterapia. Não foi realizado um estudo controlado sobre o efeito da administração concomitante de ezetimiba na exposição à ciclosporina em doentes com transplante renal. Devem ser tomadas precauções quando se inicia atorvastatina + ezetimiba com ciclosporina. Devem ser monitorizadas as concentrações de ciclosporina em doentes a receber atorvastatina + ezetimiba e ciclosporina (ver secção 4.4).

Fibratos: A administração concomitante de fenofibrato ou gemfibrozil aumentou as concentrações totais de ezetimiba, em aproximadamente 1,5 e 1,7 vezes, respetivamente. Embora estes aumentos não sejam considerados clinicamente significativos, a administração concomitante de atorvastatina + ezetimiba com fibratos não é recomendada (ver secção 4.4).

Atorvastatina

Inibidores do CYP3A4: Foi demonstrado que os inibidores potentes do CYP3A4 conduzem a um aumento acentuado das concentrações de atorvastatina (ver tabela 1 e informação específica abaixo). Deve ser evitada, se possível, a administração concomitante de inibidores potentes do CYP3A4 (p.e. ciclosporina, telitromicina, claritromicina, delavirdina, estiripentol, cetoconazol, voriconazol, itraconazol, posaconazol, alguns medicamentos antivirais usados no tratamento da hepatite C (p.e. elbasvir/grazoprevir) e inibidores da protease do VIH incluindo ritonavir, lopinavir, atazanavir, indinavir, darunavir, etc.). Nos casos em que a administração concomitante destes medicamentos com atorvastatina + ezetimiba não pode ser evitada, dever-se-á considerar uma dose inicial e máxima mais baixa de atorvastatina + ezetimiba e é recomendada uma monitorização clínica adequada destes doentes (ver tabela 1).

Inibidores moderados do CYP3A4 (p.e. eritromicina, diltiazem, verapamil e fluconazol) podem aumentar as concentrações plasmáticas de atorvastatina (ver tabela 1). Foi observado um aumento do risco de miopatia com a utilização de eritromicina em associação com estatinas. Não foram efetuados estudos de interação para avaliar os efeitos de amiodarona ou verapamil na atorvastatina. Tanto a amiodarona como o verapamil são conhecidos por inibirem a atividade do CYP3A4 e a administração concomitante com atorvastatina + ezetimiba pode resultar num aumento da exposição à atorvastatina. Assim sendo, deve ser considerada uma dose máxima mais baixa de atorvastatina + ezetimiba e recomenda-se a monitorização clínica adequada do doente quando é utilizado concomitantemente com inibidores moderados do CYP3A4. Recomenda-se uma adequada monitorização clínica após iniciar ou após o ajuste de dose do inibidor.

Inibidores da Proteína de Resistência do Cancro da Mama (BCRP): A administração concomitante de medicamentos inibidores da BCRP (p.e. elbasvir e grazoprevir) pode levar ao aumento das concentrações plasmáticas de atorvastatina e a risco aumentado de miopatia, por isso, dependendo da dose prescrita, deve ser considerado um ajuste de dose de atorvastatina. A administração concomitante de elbasvir e grazoprevir com atorvastatina aumenta 1,9 vezes as concentrações plasmáticas de atorvastatina (ver tabela 1); por isso, a dose de atorvastatina + ezetimiba não deve exceder os 20 mg + 10 mg por dia em doentes a fazer tratamento concomitante com medicamentos que contenham elbasvir ou grazoprevir (ver secções 4.2 e 4.4).

Indutores do citocromo P450 3A4: A administração concomitante de atorvastatina com indutores do citocromo P450 3A4 (p.e. efavirenz, rifampicina, erva de São João) pode originar reduções variáveis nas concentrações plasmáticas de atorvastatina. Devido ao duplo mecanismo de interação da rifampicina, (indução do citocromo P450 3A4 e inibição do transportador de captação hepático OATP1B1), é recomendada a administração concomitante de atorvastatina + ezetimiba com rifampicina, na medida em que a administração de atorvastatina com atraso após a administração da rifampicina tem sido associada a uma redução significativa nas concentrações plasmáticas de atorvastatina. O efeito da rifampicina nas concentrações de atorvastatina nos hepatócitos é, no entanto, desconhecida e caso a administração concomitante não possa ser evitada, os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados, para controlo da eficácia.

Inibidores de transporte: Os inibidores de proteínas de transporte (ex.: ciclosporina) podem aumentar a exposição sistémica da atorvastatina (ver tabela 1). Não se conhece o efeito da inibição dos transportadores de captação hepática na exposição à atorvastatina nos hepatócitos. Se a administração concomitante não puder ser evitada, recomenda-se uma redução da dose e monitorização clínica da eficácia (ver tabela 1).

Gemfibrozil / derivados do ácido fíbrico: A utilização isolada de fibratos está ocasionalmente associada a eventos musculares, incluindo a rabdomiólise. O risco destes acontecimentos pode aumentar com a utilização concomitante de derivados do ácido fíbrico e atorvastatina.

Ezetimiba: A utilização isolada de ezetimiba está associada a acontecimentos relacionados com os músculos, incluindo a rabdomiólise. O risco destes acontecimentos pode portanto estar aumentado na utilização concomitante de ezetimiba e atorvastatina. Recomenda-se uma adequada monitorização clínica destes doentes.

Colestipol: As concentrações plasmáticas de atorvastatina e dos seus metabolitos ativos foram mais baixas (em aproximadamente 25%) quando se administrou concomitantemente colestipol com atorvastatina. Contudo, os efeitos lipídicos foram superiores quando atorvastatina e colestipol foram administrados concomitantemente do que quando qualquer um dos medicamentos foi administrado isoladamente.

Ácido fusídico: O risco de miopatia, incluindo rabdomiólise, pode ser aumentado pela administração concomitante de ácido fusídico sistémico com estatinas. O mecanismo desta interação (se é farmacodinâmico, farmacocinético ou ambos) ainda é desconhecido. Foram notificados casos de rabdomiólise (incluindo alguns casos fatais) em doentes medicados com esta associação. Se for necessário o tratamento com ácido fusídico, o tratamento com atorvastatina deverá ser suspenso durante o período de duração do tratamento com ácido fusídico. Ver também secção 4.4.

Colquicina: Embora não tenham sido efetuados estudos de interação com a atorvastatina e a colquicina, foram notificados casos de miopatia com a atorvastatina administrada concomitantemente com a colquicina e, deste modo, recomenda-se precaução ao prescrever atorvastatina com a colquicina.

Daptomicina: Foram notificados casos de miopatia e/ou rabdomiólise com a administração concomitante de inibidores da redutase da HMG-CoA (por ex. atorvastatina) com a daptomicina. Considerar a suspensão temporária de atorvastatina + ezetimiba em doentes a tomar daptomicina a não ser que os benefícios da administração concomitante superem o risco. Se não for possível evitar a administração concomitante, recomenda-se uma monitorização clínica adequada (ver secção 4.4).

Boceprevir: A exposição à atorvastatina foi aumentada quando administrada com boceprevir. Quando é requerida a administração concomitante com atorvastatina + ezetimiba, deve considerar-se iniciar o tratamento com a dose mais baixa possível de atorvastatina + ezetimiba, com a titulação da dose até ao efeito clínico desejado e monitorizando simultaneamente a segurança, sem exceder a dose diária de 10/20 mg. Para os doentes que já estejam a tomar atorvastatina + ezetimiba, a dose de atorvastatina + ezetimiba não deve exceder a dose diária de 10/20 mg durante a administração concomitante com boceprevir.

Efeitos de atorvastatina + ezetimiba na farmacocinética de outros medicamentos

Ezetimiba Nos estudos pré-clínicos demonstrou-se que a ezetimiba não induz as enzimas metabolizadoras de fármacos do citocromo P450. Não se observaram interações farmacocinéticas clinicamente significativas entre a ezetimiba e os fármacos metabolizados pelos citocromos P450 1A2, 2D6, 2C8, 2C9 e 3A4, ou pela N-acetiltransferase.

Anticoagulantes: Num estudo em doze indivíduos adultos saudáveis do sexo masculino, a administração concomitante de ezetimiba (10 mg uma vez por dia) não teve efeito significativo na biodisponibilidade da varfarina e no tempo de protrombina. No entanto, houve notificações pós- comercialização de aumento do Quociente Normalizado Internacional (INR) em doentes em que a ezetimiba foi adicionada à varfarina ou à fluindiona. Se o atorvastatina + ezetimiba for adicionado à varfarina, a outro anticoagulante cumarínico ou à fluindiona, o INR deve ser monitorizado de forma apropriada (ver secção 4.4).

Atorvastatina Digoxina: Quando foram administradas concomitantemente doses múltiplas de digoxina e 10 mg de atorvastatina, as concentrações plasmáticas de digoxina no estado estacionário aumentaram ligeiramente. Doentes a tomar digoxina devem ser adequadamente monitorizados.

Contracetivos orais: A administração concomitante de atorvastatina com um contracetivo oral aumentou as concentrações plasmáticas de noretisterona e etinilestradiol.

Varfarina: Num estudo clínico em doentes a receber terapêutica crónica com varfarina, a administração concomitante de atorvastatina 80 mg por dia com varfarina causou uma ligeira diminuição, de cerca de 1,7 segundos, no tempo de protrombina durante os primeiros 4 dias de tratamento, o qual normalizou após 15 dias de tratamento com atorvastatina. Apesar de serem muito raros os casos notificados de interações clinicamente significativas com anticoagulantes, nos doentes a tomar anticoagulantes cumarínicos, o tempo de protrombina deve ser determinado antes de iniciarem o atorvastatina + ezetimiba e com a frequência necessária durante o início do tratamento, de modo a garantir que não ocorrem alterações significativas no tempo de protrombina. Depois de alcançado um tempo de protrombina estável, os tempos de protrombina podem ser monitorizados em intervalos geralmente recomendados para doentes com anticoagulantes cumarínicos. Se a dose de atorvastatina + ezetimiba for alterada ou descontinuada, o mesmo procedimento deverá ser repetido. A terapêutica com atorvastatina não foi associada a hemorragias ou a alterações no tempo de protrombina em doentes que não tomam anticoagulantes.

Tabela 1 Efeitos dos medicamentos administrados concomitantemente na farmacêutica da atorvastatina

Medicamentos administrados Atorvastatina Atorvastatina + ezetimiba concomitantemente e Regime Posológico

Dose (mg) Alteração Recomendação na AUC& clínica# Tipranavir 500 mg BID/ Ritonavir 200 mg 40 mg no dia 1, ↑ 9,4 vezes Nos casos em que a BID, 8 dias (dias 14 ao 21) 10 mg no dia 20 administração concomitante com atorvastatina + ezetimiba é necessária, não exceder Ciclosporina 5,2 mg/kg/dia, dose fixa 10 mg OD ↑ 8,7 vezes os 10+10 mg por dia de durante 28 atorvastatina + dias ezetimiba. Recomenda- se a monitorização clínica destes doentes. Lopinavir 400 mg BID/ Ritonavir 100 mg 20 mg OD ↑ 5,9 vezes Nos casos em que BID, 14 dias durante 4 administração dias concomitante com atorvastatina + ezetimiba é necessária, recomenda- se doses de manutenção mais baixas de Claritromicina 500 mg BID, 9 dias 80 mg OD ↑ 4,4 vezes atorvastatina + durante 8 ezetimiba. Recomenda- dias se a monitorização clínica destes doentes, quando as doses de atorvastatina + ezetimiba excedem 20+10 mg. Saquinavir 400 mg BID/ Ritonavir 300 mg 40 mg OD ↑ 3,9 vezes Nos casso em que a BID dos dias 5-7, aumentando para 400 mg durante 4 administração BID no dia 8), dias 5-18, 30 min após a dose dias concomitante com de atorvastatina atorvastatina + ezetimiba é necessária, recomenda- Darunavir 300 mg BID/ Ritonavir 100 10 mg OD ↑ 3,3 vezes se doses de manutenção mg BID, 9 dias durante 4 mais baixas de dias atorvastatina + Itraconazol 200 mg OD, 4 dias 40 mg SD ↑ 3,3 vezes ezetimiba. Recomenda- Fosamprenavir 700 mg BID/ Ritonavir 10 mg OD ↑ 2,5 vezes se a monitorização 100 mg BID, 14 dias durante 4 clínica destes doentes, dias quando as doses de Medicamentos administrados Atorvastatina Atorvastatina + ezetimiba concomitantemente e Regime Posológico

Dose (mg) Alteração Recomendação na AUC& clínica# Fosamprenavir 1 400 mg BID, 14 days 10 mg OD ↑ 2,3 vezes atorvastatina + ezetimiba durante 4 excedem 40+10 mg. dias Nelfinavir 1250 mg BID, 14 dias 10 mg OD ↑ 1,7 vezes^ Nenhuma recomendação durante 28 específica. dias Sumo de toranja, 240 ml OD* 40 mg SD ↑ 37% Não se recomenda a toma concomitante de grandes quantidades de sumo de toranja e atorvastatina + ezetimiba. Diltiazem 240 mg OD, 28 dias 40 mg SD ↑ 51% No início do tratamento ou após os ajustes da dose de diltiazem, recomenda-se uma adequada monitorização clínica destes doentes. Eritromicina 500 mg QID, 7 dias 10 mg SD ↑ 33%^ Recomenda-se uma dose máxima mais baixa e uma monitorização clínica destes doentes. Amlodipina 10 mg, dose única 80 mg SD ↑ 18% Nenhuma recomendação específica. Cimetidina 300 mg QID, 2 semanas 10 mg OD ↓ menos de Nenhuma recomendação durante 4 1%^ específica. semanas Suspensão de antiácidos de hidróxidos de 10 mg OD ↓ 35%^ Nenhuma recomendação magnésio e alumínio, 30 ml QID, 2 semanas durante 4 específica. semanas Efavirenz 600 mg OD, 14 dias 10 mg durante 3 ↓ 41% Nenhuma recomendação dias específica. Rifampicina 600 mg OD, 7 dias 40 mg SD ↑ 30% Se a administração (administrado concomitantemente) concomitante não pode ser evitada, recomenda-se a Rifampicina 600 mg OD, 5 dias (doses 40 mg SD ↓ 80% administração simultânea de separadas) atorvastatina + ezetimiba com rifampicina, com monitorização clínica Gemfibrozil 600 mg BID, 7 dias 40 mg SD ↑ 35% Não é recomendado.

Fenofibrato 160 mg OD, 7 dias 40 mg SD ↑ 3% Não é recomendado. Boceprevir 800 mg TID, 7 dias 40 mg SD ↑ 2,3 vezes Recomenda-se uma dose inicial mais baixa e uma monitorização clínica destes doentes. Durante a administração concomitante com boceprevir, a dose de atorvastatina + ezetimiba não Medicamentos administrados Atorvastatina Atorvastatina + ezetimiba concomitantemente e Regime Posológico

Dose (mg) Alteração Recomendação na AUC& clínica# deverá exceder a dose diária de 20+10 mg.

Elbasvir 50 mg OD/ Grazoprevir 200 mg OD, 10 mg, SD ↑ 1,94 vezes A dose de atorvastatina + 13 dias ezetimiba não deve exceder uma dose diária de 20+10 mg durante a administração concomitante com medicamentos que contêm elbasvir ou grazoprevir. Glecaprevir 400 mg OD/Pibrentasvir 120 mg 10 mg OD ↑ 8,3 vezes A administração OD, 7 dias durante 7 dias concomitante com medicamentos que contenham glecaprevir ou pibrentasvir é contraindicada (ver secção 4.3). & Os dados apresentados como alteração de x-vezes representam uma simples “razão” entre a atorvastatina administrada concomitantemente e a atorvastatina administrada em monoterapia (i.e., 1-vezes = sem alteração). Os dados apresentados como alteração na % representam a % de diferença relativamente à atorvastatina em monoterapia (i.e., 0% = sem alteração). # Ver secções 4.4 e 4.5 para significado clínico. * Contém um ou mais componentes que inibem o CYP3A4 e podem aumentar as concentrações plasmáticas de medicamentos metabolizados pelo CYP3A4. A ingestão de um copo de 240 ml de sumo de toranja também resultou numa diminuição de 20,4% da AUC para o metabolito ativo orto-hydroxi. Grandes quantidades de sumo de toranja (superior a 1,2 l por dia durante 5 dias) aumentaram a AUC de atorvastatina 2,5 vezes e a AUC dos ativos (atorvastatina e metabolitos). ^ Atividade equivalente à atorvastatina total Aumento está indicado como “↑”, diminuição como “↓” OD = uma vez por dia; SD = dose única; BID = duas vezes por dia; TID = três vezes por dia; QID = quatro vezes por dia Tabela 2 Efeito da atorvastatina na farmacocinética de medicamentos administrados concomitantemente Atorvastatina e Regime Medicamentos administrados Ezetemiba/atorvastatina Posológico concomitantemente

Medicamento/dose (mg) Alteração na Recomendação clínica AUC&

80 mg OD durante 10 dias Digoxina 0,25 mg OD, 20 dias ↑ 15% Doentes a tomar digoxina devem ser adequadamente monitorizados. 40 mg OD durante 22 dias Contracetivo oral OD, 2 meses Nenhuma recomendação -noretisterona 1 mg ↑ 28% específica. -etinilestradiol 35 μg ↑ 19% 80 mg OD durante 15 dias *Fenazona, 600 mg SD ↑ 3% Nenhuma recomendação específica. 10 mg OD durante 4 dias Fosamprenavir 1400 mg BID, 14 ↓ 27% Nenhuma recomendação dias específica. & Os dados apresentados como alteração na % representam a % de diferença relativamente à atorvastatina em monoterapia (i.e., 0% = sem alteração). * A administração concomitante de doses múltiplas de atorvastatina e fenazona demonstrou um efeito pequeno ou não detetável na depuração da fenazona. Aumento está indicado como “↑”, diminuição como “↓” OD = uma vez por dia; SD = dose única; BID = duas vezes por dia

4.6. Fertilidade, gravidez e aleitamento

Mulheres com potencial para engravidar As mulheres com potencial para engravidar devem utilizar métodos contracetivos adequados durante o tratamento (ver secção 4.3).

Gravidez A aterosclerose é um processo crónico e uma suspensão episódica dos fármacos hipolipemiantes durante a gravidez deverá ter muito pouco impacto no risco a longo prazo associado a hipercolesterolemia primária.

Atorvastatina + ezetimiba Atorvastatina + ezetimiba é contraindicada durante a gravidez (ver secção 4.3). Não há dados clínicos disponíveis sobre a utilização de atorvastatina + ezetimiba durante a gravidez. Atorvastatina + ezetimiba não deve ser utilizada em mulheres grávidas, que estejam a tentar engravidar ou que suspeitem que possam estar grávidas. O tratamento com atorvastatina + ezetimiba deve ser interrompida durante a gravidez ou até ser determinado que a mulher não está grávida (ver secção 4.3).

A administração concomitante de ezetimiba e atorvastatina em ratos fêmeas prenhes indicou um aumento relacionado com o artigo em teste na variação esquelética “ossificação reduzida do esterno” no grupo de dose alta atorvastatina + ezetimiba. Isto pode estar relacionado com a diminuição observada no peso corporal fetal. Em coelhas prenhes, foi observada uma incidência baixa de deformações esqueléticas (fusão do esterno, fusão de vértebras caudais e alteração assimétrica do esterno). Atorvastatina A segurança em mulheres grávidas não foi estabelecida. Não foram realizados ensaios clínicos controlados, com atorvastatina, em mulheres grávidas. Foram raras as notificações recebidas de anomalias congénitas após exposição intrauterina aos inibidores da redutase da HMG-CoA. Estudos realizados em animais demonstraram toxicidade reprodutiva (ver secção 5.3). O tratamento materno com atorvastatina pode reduzir os níveis fetais de mevalonato, um precursor da biossíntese do colesterol.

Ezetimiba Não há dados clínicos disponíveis sobre a utilização de ezetimiba durante a gravidez. Os estudos em animais sobre o uso de ezetimiba em monoterapia não demonstraram evidência de efeitos nefastos diretos ou indiretos na gravidez, desenvolvimento embrio-fetal, nascimento ou desenvolvimento pós- natal (ver secção 5.3).

Amamentação Atorvastatina + ezetimiba está contraindicada durante a amamentação. Devido ao potencial de reações adversas graves, as mulheres a tomar atorvastatina + ezetimiba não devem amamentar os seus lactentes. Estudos em ratos demonstraram que a ezetimiba é excretada no leite materno. Em ratos, as concentrações plasmáticas de atorvastatina e dos seus metabolitos ativos são semelhantes às do leite. Desconhece-se se os componentes ativos de atorvastatina + ezetimiba são excretados no leite materno humano (ver secção 4.3).

Fertilidade Não foram efetuados estudos de fertilidade com atorvastatina + ezetimiba.

Atorvastatina Em estudos em animais a atorvastatina não teve efeito na fertilidade masculina ou feminina.

Ezetimiba Ezetimiba não teve efeito na fertilidade de ratos machos ou fêmeas.

4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Os efeitos de atorvastatina + ezetimiba sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas são desprezáveis. Contudo, quando se conduzem veículos ou utilizam máquinas deverá ter-se em consideração que foram notificadas tonturas.

4.8. Efeitos indesejáveis

Resumo do perfil de segurança Foi avaliada a segurança da administração concomitante de ezetimiba e atorvastatina em mais de 2400 doentes, em 7 ensaios clínicos.

Lista tabelada de reações adversas As reações adversas observadas em estudos clínicos de atorvastatina + ezetimiba (ou administração concomitante de ezetimiba e atorvastatina equivalente a atorvastatina + ezetimiba) ou ezetimiba ou atorvastatina ou notificados após utilização pós-comercialização de atorvastatina + ezetimiba ou ezetimiba ou atorvastatina, encontram-se listados na tabela 3. Estas reações são apresentadas por classes de sistemas de órgãos e por frequência. As frequências são definidas como: muito frequentes (≥1/10); frequentes (≥1/100, <1/10); pouco frequentes (≥1/1000, <1/100); raros (≥1/10000, <1/1000); muito raros (<1/10000), e desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis). Tabela 3 Reações adversas Classe de sistemas de órgãos Reação adversa Frequência Infeções e infestações Pouco frequentes gripe Desconhecido nasofaringite Doenças do sangue e do sistema linfático Desconhecido trombocitopenia Doenças do sistema imunitário Desconhecido hipersensibilidade, incluindo anafilaxia, angiedema, erupção cutânea e urticária Doenças do metabolismo e da nutrição Desconhecido apetite diminuído; anorexia; hiperglicemia; hipoglicemia Perturbações do foro psiquiátrico Pouco frequentes depressão; insónia; perturbação do sono Desconhecido pesadelos Doenças do sistema nervoso Pouco frequentes tonturas; disgeusia; cefaleia; parestesia Desconhecido hipoestesia; amnésia; neuropatia periférica; miastenia grave Afeções oculares Desconhecido visão turva; perturbação visual; miastenia ocular Afeções do ouvido e do labirinto Desconhecido acufenos; défice auditivo Cardiopatias Pouco frequentes bradicardia sinusal Vasculopatias Pouco frequentes rubor quente Rara Vasculite Desconhecido hipertensão Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino Pouco frequentes dispneia Desconhecido tosse; dor faringolaríngea; epistaxe Doenças gastrointestinais Frequentes diarreia Pouco frequentes mal-estar abdominal; distensão abdominal; dor abdominal; dor no baixo-ventre; dor no abdómen superior; obstipação; dispepsia; flatulência; defecação frequente; gastrite; náuseas; mal-estar do estômago Desconhecido pancreatite; doença do refluxo gastroesofágico; eructação; vómito; boca seca Afeções hepatobiliares Desconhecido hepatite; colelitíase; colecistite; colestase; insuficiência hepática fatal e não fatal Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos Pouco frequentes acne; urticária Rara Reação liquenoide a medicamentos Desconhecido alopecia; erupção cutânea; prurido; eritema multiforme; edema angioneurótico; dermatite bolhosa incluindo eritema multiforme, síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos Frequentes mialgia Classe de sistemas de órgãos Reação adversa Frequência Pouco frequentes artralgia; dorsalgia; fadiga muscular; espasmos musculares; fraqueza muscular; dores nas extremidades Desconhecido miopatia/rabdomiólise; rutura muscular; tendinopatia, por vezes complicada devido a rutura; dor cervical; tumefação articular; miosite; síndrome de tipo lúpus; miopatia necrosante imunomediada (ver secção 4.4) Doenças dos órgãos genitais e da mama Desconhecido ginecomastia Perturbações gerais e alterações no local de administração Pouco frequentes astenia; fadiga; mal-estar geral; edema Desconhecido dor torácica; dor; edema periférico; pirexia Exames complementares de diagnóstico Pouco frequentes ALT e/ou AST aumentada; fosfatase alcalina aumentada; creatinafosfoquinase (CPK) no sangue aumentada; gama- glutamiltransferase aumentada; enzima hepática aumentada; prova da função hepática anormal; peso aumentado Desconhecido leucócitos na urina positivos

Valores laboratoriais Em ensaios clínicos controlados, a incidência de aumentos clinicamente importantes das transaminases séricas (ALT e/ou AST ≥3 X LSN, consecutivos) foi de 0,6 % para os doentes tratados com atorvastatina + ezetimiba. Estes aumentos foram geralmente assintomáticos, não associados a colestase, e regressaram aos valores iniciais de forma espontânea ou após interrupção da terapêutica (ver secção 4.4).

Foram notificados os seguintes efeitos adversos adicionais com algumas estatinas: - disfunção sexual - casos excecionais de doença pulmonar intersticial, especialmente com terapêutica de longa duração (ver secção 4.4) - diabetes mellitus: a frequência irá depender da presença ou ausência de fatores de risco (glicemia em jejum > 5,6 mmol/l [100,8 mg/dl], IMC > 30 kg/m2, triglicéridos aumentados, histórico de hipertensão)

Notificação de suspeitas de reações adversas A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas diretamente ao

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) Ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]

4.9. Sobredosagem

Atorvastatina + ezetimiba Em caso de sobredosagem, dever-se-ão adotar medidas sintomáticas e de suporte. Deverão ser efetuados testes de função hepática e os níveis séricos de CPK deverão ser monitorizados.

Ezetimiba Nos estudos clínicos, a administração de 50 mg/dia de ezetimiba a 15 indivíduos saudáveis até um período de 14 dias, ou de 40 mg/dia a 18 doentes com hiperlipidemia primária até um período de 56 dias foi, de um modo geral, bem tolerada. Foram notificados poucos casos de sobredosagem; a maioria não foi associada a experiências adversas. As experiências adversas notificadas não foram graves. Nos animais, não foi observada toxicidade após a administração oral de doses únicas de 5000 mg/kg de ezetimiba em ratos e ratinhos e de 3000 mg/kg em cães.

Atorvastatina Devido à extensa ligação da atorvastatina às proteínas plasmáticas, não se prevê que a hemodialise aumente de modo significativo a depuração de atorvastatina.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1. Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 3.7 - Aparelho cardiovascular. Antidislipidémicos, código ATC: C10BA05

Atorvastatina + ezetimiba é um medicamento hipolipemiante que inibe de modo seletivo a absorção intestinal de colesterol e esterois vegetais relacionados e que inibe a síntese endógena de colesterol.

Mecanismo de ação Atorvastatina + ezetimiba O colesterol plasmático resulta da absorção intestinal e da síntese endógena. A ezetimiba e a atorvastatina são dois compostos hipolipemiantes com mecanismos de ação complementares. Atorvastatina + ezetimiba reduz o colesterol total elevado (C-total), o C-LDL, a apolipoproteína B (Apo B), os triglicéridos (TG) e o colesterol das lipoproteínas de densidade não elevada (C-não-HDL) e aumenta o colesterol das lipoproteínas de alta densidade (C-HDL) através da dupla inibição da absorção e síntese do colesterol.

Ezetimiba A ezetimiba inibe a absorção intestinal de colesterol. A ezetimiba é ativa por via oral e possui um mecanismo de ação diferente do das outras classes de compostos hipocolesterolemiantes (p.e. estatinas, quelantes dos ácidos biliares [resinas], derivados do ácido fíbrico e estanóis vegetais). O alvo molecular da ezetimiba é o transportador esterol, Niemann-Pick C1-Like 1 (NPC1L1), que é o responsável pela absorção intestinal do colesterol e de fitoesteróis.

A ezetimiba fixa-se na bordadura em escova do intestino delgado e inibe a absorção de colesterol, conduzindo a uma diminuição do aporte de colesterol intestinal para o fígado; as estatinas diminuem a síntese hepática de colesterol e, em conjunto, estes diferentes mecanismos originam uma redução complementar do colesterol. Num estudo clínico com a duração de 2 semanas realizado em 18 doentes hipercolesterolémicos, a ezetimiba inibiu a absorção intestinal de colesterol em 54%, em comparação com o placebo. Foram realizados vários estudos pré-clínicos para determinar a seletividade da ezetimiba na inibição da absorção de colesterol. A ezetimiba inibiu a absorção de colesterol-[14C], sem qualquer efeito na absorção de triglicéridos, ácidos gordos, ácidos biliares, progesterona, etinilestradiol ou das vitaminas lipossolúveis A e D.

Atorvastatina A atorvastatina é um inibidor seletivo e competitivo da redutase da HMG-CoA, a enzima limitante responsável pela conversão da 3-hidroxi-3-metil-glutaril-coenzima A em mevalonato, um precursor de esteróis, incluindo o colesterol. No fígado, os triglicéridos e o colesterol são incorporados nas lipoproteínas de muito baixa densidade (VLDL) e libertados no plasma para suprimento dos tecidos periféricos. A lipoproteína de baixa densidade (LDL) forma-se a partir da VLDL e é principalmente catabolizada pelo recetor de alta afinidade para a LDL (recetor LDL).

A atorvastatina reduz os níveis plasmáticos de colesterol e as concentrações séricas das lipoproteínas através da inibição da redutase da HMG-CoA e, consequentemente, a biossíntese do colesterol no fígado e aumenta o número de recetores LDL hepáticos na superfície celular para aumentar a captação e o catabolismo das LDL.

A atorvastatina reduz a produção de LDL e o número de partículas LDL. A atorvastatina produz um aumento acentuado e sustentado da atividade dos recetores LDL juntamente com uma alteração benéfica na qualidade das partículas LDL circulantes. A atorvastatina é efetiva na redução do C-LDL em doentes com hipercolesterolemia familiar homozigótica, uma população que normalmente não responde a medicamentos hipolipemiantes.

Num estudo de dose-resposta, a atorvastatina demonstrou reduzir as concentrações do C-Total (30% - 46%), do C-LDL (41% - 61%), da apolipoproteína B (34% - 50%) e dos triglicéridos (14% - 33%) e simultaneamente induzir aumentos variáveis no C-HDL e na apolipoproteína A1. Estes resultados são consistentes em doentes com hipercolesterolemia familiar heterozigótica, nas formas não familiares de hipercolesterolemia e na hiperlipidemia mista, incluindo os doentes com diabetes mellitus não insulinodependente.

Eficácia e segurança clínicas

Em estudos clínicos controlados, atorvastatina + ezetimiba reduziu significativamente o C-total, o C- LDL, a Apo B e os TG, e aumentou o C-HDL em doentes com hipercolesterolemia.

Hipercolesterolemia Primária Num estudo controlado com placebo, 628 doentes com hiperlipidemia foram aleatorizados a receber placebo, ezetimiba (10 mg), atorvastatina (10 mg, 20 mg, 40 mg ou 80 mg) ou administração concomitante de ezetimiba e atorvastatina equivalente a atorvastatina + ezetimiba (10/10, 10/20, 10/40 e 10/80) durante 12 semanas.

Os doentes a receber todas as doses de atorvastatina + ezetimiba foram comparados com aqueles a receber todas as doses de atorvastatina. Atorvastatina + ezetimiba reduziu o C-total, o C-LDL, a Apo B, os TG e o C-não-HDL, e aumentou o C-HDL significativamente mais que a atorvastatina em monoterapia. (Ver Tabela 4). Tabela 4 Resposta de atorvastatina + ezetimiba em doentes com hiperlipidemia primária (% médiaa da variação a partir dos valores iniciaisb sem tratamento às 12 semanas)

Tratamento N C-total C-LDL Apo B TGa C-HDL C-não-HDL (dose diária) Dados agrupados (todas as doses de 255 -41 -56 -45 -33 +7 -52 atorvastatina + ezetimiba)c Dados agrupados (todas as doses de 248 -32 -44 -36 -24 +4 -41 atorvastatina + ezetimiba)c Ezetimiba 10 mg 65 -14 -20 -15 -5 +4 -18 Placebo 60 +4 +4 +3 -6 +4 +4 Atorvastatina + ezetimiba por dose 10/10 65 -38 -53 -43 -31 +9 -49 10/20 62 -39 -54 -44 -30 +9 -50 10/40 65 -42 -56 -45 -34 +5 -52 10/80 63 -46 -61 -50 -40 +7 -58 Atorvastatina por dose 10 mg 60 -26 -37 -28 -21 +6 -34 20 mg 60 -30 -42 -34 -23 +4 -39 40 mg 66 -32 -45 -37 -24 +4 -41 80 mg 62 -40 -54 -46 -31 +3 -51 a Para os triglicéridos, % média da variação a partir dos valores iniciais b Valores iniciais – nenhum medicamento hipolipemiante c atorvastatina + ezetimiba agrupada (10+10-80+10 mg) reduziu significativamente o C-total, o C- LDL, a Apo B, os TG, o C-não-HDL, e aumentou significativamente o C-HDL quando comparado como agrupamento de todas as doses de atorvastatina (10-80 mg)

Num estudo controlado, referente à titulação de atorvastatina vs. ezetimiba adicionada à atorvastatina em doentes com hipercolesterolemia (estudo TEMPO - Titration of Atorvastatin Versus Ezetimibe Add-On to Atorvastatin in Patients with Hypercholesterolaemia), 184 doentes, com os níveis de C- LDL ≥ 2,6 mmol/l e ≤ 4,1 mmol/l e com risco moderado de DCC, receberam atorvastatina 20 mg durante o mínimo de 4 semanas antes da aleatorização. Os doentes que não tinham níveis de C-LDL < 2,6 mmol/l foram aleatoriamente distribuídos para tomar ezetimiba administrada concomitantemente com atorvastatina (equivalente a atorvastatina + ezetimiba 20+10) ou atorvastatina 40 mg durante 6 semanas.

Atorvastatina + ezetimiba 20 mg + 10 mg foi significativamente mais efetivo do que duplicar a dose de atorvastatina para 40 mg, na redução adicional do C-total (-20% vs. -7%), C-LDL (-31% vs. -11%), Apo B (-21% vs. -8%) e C-não-HDL (-27% vs. -10%). Os resultados para o C-HDL e TG, entre os dois grupos de tratamento, não foram significativamente diferentes. Adicionalmente, um número significativamente maior de doentes a tomar atorvastatina + ezetimiba 20 mg + 10 mg atingiu níveis de C-LDL < 2,6 mmol/l, quando comparado com aqueles que tomaram atorvastatina 40 mg, 84% vs. 49%.

Num estudo controlado, referente à ezetimiba adicionada à atorvastatina vs. a titulação de atorvastatina de modo a atingir níveis alvo mais baixos de C-LDL em doentes hipercolesterolémicos (estudo EZ- PATH - The Ezetimibe Plus Atorvastatin Versus Atorvastatin Titration in Achieving Lower LDL-C Targets in Hypercholesterolaemic Patients), 556 doentes com elevado risco cardiovascular, com níveis de C-LDL ≥ 1,8 mmol/l e ≤ 4,1 mmol/l, receberam atorvastatina 40 mg durante o mínimo de 4 semanas antes da aleatorização. Os doentes que não tinham níveis de C-LDL < 1,8 mmol/l foram aleatoriamente distribuídos para tomar ezetimiba administrada concomitantemente com atorvastatina (equivalente a atorvastatina + ezetimiba 10/40) ou atorvastatina 80 mg durante 6 semanas.

Atorvastatina + ezetimiba 40 mg + 10 mg foi significativamente mais efetivo do que duplicar a dose de atorvastatina para 80 mg, na redução adicional do C-total (-17% vs. -7%), C-LDL (-27% vs. -11%), Apo B (-18% vs. -8%), TG (-12% vs. -6%) e C-não-HDL (-23% vs. -9%). Os resultados para o C- HDL, entre os dois grupos de tratamento, não foram significativamente diferentes. Adicionalmente, um número significativamente maior de doentes a tomar atorvastatina + ezetimiba 40 mg + 10 mg atingiu níveis de C-LDL < 1,8 mmol/l, quando comparado com aqueles que tomaram atorvastatina 80 mg, 74% vs. 32%.

Num estudo controlado com placebo, com a duração de 8 semanas, 308 doentes hipercolesterolemicos a tomar atorvastatina e que não atingiram o alvo de C-LDL definido pelo National Cholesterol Education Program (NCEP) (alvo de C-LDL baseado nos valores iniciais de C-LDL e no risco de DCC) foram aleatoriamente distribuídos para tomar ezetimiba 10 mg ou placebo, adicionalmente à sua terapêutica em curso com atorvastatina.

Dos doentes que no início não tinham atingido o alvo de C-LDL (~83%), significativamente mais doentes a tomar ezetimiba administrada concomitantemente com atorvastatina atingiram o alvo de C- LDL em comparação com os doentes a tomar placebo administrado concomitantemente com atorvastatina, respetivamente, 67% e 19%. A ezetimiba adicionada à terapêutica com atorvastatina reduziu o C-LDL de modo significativamente maior que o placebo adicionado à terapêutica com atorvastatina, respetivamente, 25% e 4%. A ezetimiba adicionada à terapêutica com atorvastatina também diminuiu significativamente o C-total, a Apo B e os TG, em comparação com o placebo adicionado à terapêutica com atorvastatina.

Num estudo controlado, com a duração de 12 semanas, de duas fases, 1539 doentes de alto risco cardiovascular e com níveis de C-LDL entre 2,6 e 4,1 mmol/l, a tomarem atorvastatina 10 mg diariamente, foram aleatoriamente distribuídos para tomar: atorvastatina 20 mg, rosuvastatina 10 mg, ou atorvastatina + ezetimiba 10 mg + 10 mg. Após 6 semanas de tratamento (Fase I), os doentes a tomar atorvastatina 20 mg que falharam atingir o nível de C-LDL < 2,6 mmol/l, foram alterados para atorvastatina 40 mg ou atorvastatina + ezetimiba 20 mg + 10 mg durante 6 semanas (Fase II), e doentes similares a tomar rosuvastatina 10 mg durante a Fase I foram alterados para rosuvastatina 20 mg ou atorvastatina + ezetimiba 20 mg + 10 mg. As reduções no C-LDL e as comparações entre o grupo de atorvastatina + ezetimiba e os outros grupos de tratamento estão demonstradas na tabela 5.

Tabela 5 Resposta a atorvastatina + ezetimiba* em doentes de alto risco com níveis iniciais de C-LDL entre 2,6 e 4,1 mmol/l a tomarem atorvastatina 10 mg diariamente.

Tratamento N Percentagem da variação a partir dos valores iniciais† C-total C-LDL Apo B TG‡ C-HDL C-não-HDL Fase I Alteração de atorvastatina 10 mg atorvastatina + ezetimiba 10 mg + 120 -13,5 -22,2 -11,3 -6,0 +0,6 -18,3 10 mg Atorvastatina 20 mg 480 -6,4§ -9,5§ -6,0¶ -3,9 -1,1 -8,1§ § § # Rosuvastatina 10 mg 939 -7,7 -13,0 -6,9 -1,1 +1,1 -10,6§ Fase II Alteração de atorvastatina 20 mg Atorvastatina + ezetimiba 20 mg + 124 -10,7 -17,4 -9,8 -5,9 +0,7 -15,1 10 mg Atorvastatina 40 mg 124 -3,8Þ -6,9Þ -5,4 -3,1 +1,7 -5,8Þ Alteração de rosuvatatina 10 mg Atorvastatina + ezetimiba 20 mg +10 231 -11,8 -17,1 -11,9 -10,2 +0,1 -16,2 mg Rosuvastatina 20 mg 205 -4,5Þ -7,5Þ -4,1Þ -3,2 +0,8 -6,4Þ * Administração concomitante de ezetimiba e atorvastatina equivalente a atorvastatina + ezetimiba 10 mg + 10 mg ou atorvastatina + ezetimiba 20 mg + 10 mg. † M-estimativa (baseado no método de Huber; 95% IC e valor-p foram obtidos através do ajuste de um modelo robusto de Regressão com termos para o tratamento e valores iniciais) ‡ Percentagem da média geométrica das variações a partir dos valores iniciais nos TG foram calculadas com base na on back-transformation via exponenciação do modelo baseado nas médias dos mínimos quadrados e expresso como (média geométrica – 1) multiplicado por 100 § p<0,001 vs. atorvastatina + ezetimiba 10 mg + 10 mg ¶ p<0,001 vs. atorvastatina + ezetimiba 10 mg + 10 mg # p<0,05 vs. atorvastatina + ezetimiba 10 mg + 10 mg Þ p<0,001 vs. atorvastatina + ezetimiba 20 mg + 10 mg  p<0,05 vs. atorvastatina + ezetimiba 20 mg + 10 mg

A Tabela 5 não contém dados que comparem os efeitos de atorvastatina + ezetimiba 10 mg + 10 mg ou 20 mg + 10 mgpara doses mais altas que atorvastatina 40 mg ou rosuvastatina 20 mg.

Num estudo controlado com placebo, referente à redução da isquemia miocárdica com uma redução agressiva do colesterol (estudo MIRACL), doentes com síndrome coronário agudo (enfarte do miocárdio sem ondas-Q ou angina instável) foram aleatoriamente distribuídos para tomar atorvastatina 80 mg/dia (n=1 538) ou placebo (n=1 548). O tratamento foi iniciado durante a fase aguda após admissão hospitalar e teve a duração de 16 semanas. O tratamento com atorvastatina 80 mg/dia originou uma redução de 16% (p=0,048) no risco para a ocorrência do parâmetro de avaliação primário combinado: morte por qualquer causa, enfarte do miocárdio não fatal, paragem cardíaca com reanimação ou angina de peito com evidência de isquemia do miocárdio requerendo hospitalização. Este resultado foi devido principalmente a uma redução de 26% na re-hospitalização por angina de peito com evidência de isquemia do miocárdio (p=0,018).

A atorvastatina + ezetimiba contém atorvastatina. Num estudo controlado com placebo, o Anglo- Scandinavian Cardiac Outcomes Trial Lipid-Lowering Arm (ASCOT-LLA), foi avaliado o efeito da atorvastatina 10 mg na DCC fatal e não fatal, em 10 305 doentes hipertensos, com idades compreendidas entre 40-80 anos, com níveis de C-Total ≤ 6,5 mmol/l e com pelo menos três fatores de risco cardiovascular. Os doentes foram seguidos durante uma duração média de 3,3 anos. A atorvastatina 10 mg reduziu significativamente (p<0,001) o risco relativo de: DCC fatal adicionado de EM não fatal em 36% (redução do risco absoluto = 1,1%); totalidade dos eventos cardiovasculares e procedimentos de revascularização em 20% (redução do risco absoluto = 1,9%) e eventos coronários totais em 29% (redução do risco absoluto = 1,4%).

Num estudo controlado com placebo, o Collaborative Atorvastatin Diabetes Study (CARDS), foi avaliado o efeito da atorvastatina 10 mg nos parâmetros de avaliação da doença cardiovascular (DCV) em 2 838 doentes, com idades compreendidas entre 40-75 anos, com diabetes tipo 2, um ou mais fatores de risco cardiovascular, LDL≤4,1 mmol/l e TG≤6,8 mmol/l. Os doentes foram seguidos por uma duração média de 3,9 anos. A atorvastatina 10 mg reduziu significativamente (p<0,05): a taxa de eventos cardiovasculares major em 37% (redução do risco absoluto = 3,2%); o risco de AVC em 48% (redução do risco absoluto = 1,3%) e o risco de EM em 42% (redução do risco absoluto = 1,9%).

Prevenção de Eventos Cardiovasculares Num estudo de ezetimiba + sinvastatina, multicêntrico, com distribuição aleatória, em dupla ocultação, com comparador ativo, foram incluídos 18 144 doentes até 10 dias após hospitalização por síndrome coronária aguda (SCA; seja enfarte agudo do miocárdio [EAM] ou angina instável [AI]). Todos os doentes foram aleatorizados na razão 1:1 para receber ezetimiba + sinvastatina 10/40 mg (n=9 067) ou sinvastatina 40 mg (n=9 077) e seguidos durante uma mediana de 6,0 anos.

Os doentes tinham uma média de idades de 63,6 anos; 76% eram do sexo masculino, 84% eram caucasianos, e 27% eram diabéticos. O valor médio de C-LDL na altura do evento que qualificava para o estudo foi de 80 mg/dl (2,1 mmol/l) para os doentes em terapêutica hipolipemiante (n=6 390) e 101 mg/dl (2,6 mmol/l) para aqueles sem terapêutica hipolipemiante prévia (n=11 594). 34% dos doentes estavam em tratamento com estatinas antes da hospitalização pelo evento que os qualificou para o estudo. Ao fim de um ano, o C-LDL médio dos doentes que continuaram a terapêutica foi de 53,2 mg/dl (1,4 mmol/l) para o grupo da ezetimiba/sinvastatina e 69,9 mg/dl (1,8 mmol/l) para o grupo da sinvastatina em monoterapia.

O parâmetro de avaliação primário combinado consistia em morte cardiovascular, eventos coronários major (ECM; definidos como enfarte de miocárdio não fatal, angina instável documentada que requereu hospitalização, ou qualquer procedimento de revascularização coronária que tenha ocorrido pelo menos 30 dias após a aleatorização do tratamento) e acidente vascular cerebral (AVC) não fatal. O estudo demonstrou que o tratamento com ezetimiba + sinvastatina originou um benefício adicional na redução do parâmetro de avaliação primário combinado de morte cardiovascular, eventos coronários major e AVC não fatal, em comparação com a sinvastatina isoladamente (redução do risco relativo de 6,4%, p=0,016). O parâmetro de avaliação primário ocorreu em 2 572 dos 9 067 doentes (taxa de Kaplan-Meier [KM] a 7 anos de 32,72%) no grupo de ezetimiba + sinvastatina e 2 742 dos 9 077 doentes (taxa de Kaplan-Meier [KM] a 7 anos de 34,67%) no grupo de sinvastatina isoladamente (ver figura 1 e tabela 6). É esperado que o benefício adicional seja semelhante com a administração concomitante de ezetimiba e atorvastatina. A mortalidade total não foi alterada neste grupo de alto risco.

Houve um benefício global para todos os tipos de AVC; no entanto, houve um ligeiro aumento não significativo de AVC hemorrágico no grupo de ezetimiba + sinvastatina comparativamente com a sinvastatina isoladamente. Não foi avaliado o risco de AVC hemorrágico para a ezetimiba coadministrada com estatinas de alta potência em estudos de longa duração.

O efeito do tratamento com ezetimiba + sinvastatina foi geralmente consistente com o global dos resultados em diversos subgrupos, incluindo sexo, idade, raça, história clínica de diabetes mellitus, valores lipídicos basais, terapêutica prévia com estatina, AVC prévio e hipertensão. Figura 1: Efeito de ezetimiba + sinvastatina no parâmetro de avaliação primário combinado de morte cardiovascular, eventos coronários major e AVC não fatal

Indíviduos em risco Ezetimiba + 9067 7371 6801 6375 5839 4284 3301 1906 Sinvastatina Sinvastatina 9077 7455 6799 6327 5729 4206 3284 1857

Tabela 6 Eventos cardiovasculares major por grupo de tratamento em todos os doentes aleatorizados no IMPROVE-IT

Ezetimiba + Sinvastatina Taxa de Parâmetro sinvastatina 10/40 mg* 40 mg† risco Valor p (N = 9 067) (N =9 077) (IC 95%)

n K-M %‡ n K-M%‡ Parâmetro de avaliação primário combinado (Morte cardiovascular, 0,936 (0,887; eventos coronários major e 2 572 32,72% 2 742 34,67% 0,016 0,988) AVC não fatal) Componentes do parâmetro de avaliação primário combinado e parâmetros de avaliação de eficácia selecionada (primeiras ocorrências do evento especificado a qualquer momento) Ezetimiba + Sinvastatina Taxa de Parâmetro sinvastatina 10/40 mg* 40 mg † risco Valor p (N = 9 067) (N =9 077) (IC 95%)

1,000 (0,887; Morte cardiovascular 537 6,89% 538 6,84% 0,997 1,127) Evento coronário major 0,871 (0,798; EAM não fatal 945 12,77% 1 083 14,41% 0,002 0,950) Angina instável 1,059 (0,846; documentada que 156 2,06% 148 1,92% 0,618 1,326) requereu hospitalização Revascularização 0,947 (0,886; 1 690 21,84% 1 793 23,36% 0,107 coronária após 30 dias 1,012) AVC não fatal 0,802 (0,678; 245 3,49% 305 4,24% 0,010 0,949) * 6% tiveram titulação para ezetimiba + sinvastatina 10/80 mg. † 27% tiveram titulação para sinvastatina 80 mg. ‡ Estimativa de Kaplan-Meier a 7 anos.

Hipercolesterolemia Familiar Homozigótica (HFHo) Um estudo em dupla ocultação, com distribuição aleatória, com duração de 12 semanas, foi realizado em doentes com diagnóstico clínico e/ou genotípico de HFHo. Os resultados foram analisados num subgrupo de doentes (n=36) a tomar atorvastatina 40 mg no início do tratamento. O aumento da dose de atorvastatina de 40 mg para 80 mg (n=12) produziu uma redução do C-LDL de 2% relativamente ao valor inicial com atorvastatina 40 mg. A administração concomitante de ezetimiba e atorvastatina equivalente a atorvastatina + ezetimiba (combinação de 40 mg + 10 mg e 80 mg + 10 mg, n=24), produziu uma redução de C-LDL de 19% relativamente ao valor inicial com atorvastatina 40 mg. Nos doentes a quem foi administrado ezetimiba e atorvastatina concomitantemente equivalente a atorvastatina + ezetimiba (80 mg + 10 mg, n=12), observou-se uma redução do C-LDL de 25% relativamente ao valor inicial com atorvastatina 40 mg. Após o término do estudo de 12 semanas, os doentes elegíveis (n=35), que estavam a tomar atorvastatina 40 mg inicialmente, foram designados para a administração concomitante de ezetimiba e atorvastatina equivalente a atorvastatina + ezetimiba 40 mg + 10 mg para um adicional de até 24 meses. Após, pelo menos, 4 semanas de tratamento, a dose de atorvastatina pode ser duplicada para uma dose máxima de 80 mg. No final dos 24 meses, a atorvastatina + ezetimiba (combinação de 40 mg + 10 mg e 80 mg + 10 mg) produziu uma redução do C-LDL que foi consistente com o observado no estudo de 12 semanas. A Agência Europeia de Medicamentos dispensou a obrigação de apresentação dos resultados dos estudos com atorvastatina + ezetimiba em todos os subgrupos da população pediátrica, no tratamento da hipercolesterolemia e hiperlipidemia mista (ver secção 4.2 para informação sobre utilização pediátrica).

5.2. Propriedades farmacocinéticas

Associação de atorvastatina + ezetimiba A atorvastatina + ezetimiba demonstrou ser bioequivalente à administração concomitante das doses correspondentes aos comprimidos de ezetimiba e atorvastatina.

Absorção Associação de atorvastatina + ezetimiba Os efeitos de uma refeição rica em gorduras na farmacocinética da ezetimiba e atorvastatina quando administrado na forma de comprimidos de atorvastatina + ezetimiba são comparáveis aos reportados para os comprimidos individuais.

Ezetimiba Após administração oral, a ezetimiba é rapidamente absorvida e extensivamente conjugada para formar um glucuronido fenólico farmacologicamente ativo (glucuronido de ezetimiba). A média das concentrações plasmáticas máximas (Cmáx) ocorre no período de 1 a 2 horas para o glucuronido de ezetimiba e no período de 4 a 12 horas para a ezetimiba. A biodisponibilidade absoluta da ezetimiba não pode ser determinada, uma vez que o composto é virtualmente insolúvel em meio aquoso apropriado para injeção.

A administração concomitante de alimentos (refeições ricas em gorduras ou sem gorduras) não teve qualquer efeito na biodisponibilidade oral da ezetimiba, quando administrado como comprimidos de 10 mg.

Atorvastatina A atorvastatina é rapidamente absorvida após administração oral; as concentrações plasmáticas máximas (Cmáx) ocorrem dentro de 1 a 2 horas. O grau de absorção aumenta em proporção com a dose de atorvastatina. Após a administração oral, a biodisponibilidade dos comprimidos revestidos por película de atorvastatina é de 95% a 99% quando comparada com a solução oral. A biodisponibilidade absoluta da atorvastatina é aproximadamente 12% e a disponibilidade sistémica da atividade de inibição da redutase da HMG-CoA é aproximadamente 30%. A reduzida disponibilidade sistémica é atribuída à depuração pré-sistémica na mucosa gastrointestinal e/ou ao metabolismo hepático de primeira passagem.

Distribuição Ezetimiba A ezetimiba e o glucuronido de ezetimiba ligam-se às proteínas plasmáticas humanas, respetivamente, em 99,7% e 88 a 92%.

Atorvastatina O volume médio de distribuição da atorvastatina é aproximadamente 381 l. A atorvastatina liga-se às proteínas plasmáticas em ≥ 98%.

Biotransformação Ezetimiba A ezetimiba é metabolizada principalmente no intestino delgado e no fígado através da conjugação em glucuronido (reação de fase II) com subsequente excreção biliar. Em todas as espécies estudadas foi observado um metabolismo oxidativo mínimo (reação de fase I). A ezetimiba e o glucuronido de ezetimiba são os principais compostos derivados do fármaco detetados no plasma, constituindo aproximadamente 10 a 20% e 80 a 90% do fármaco total no plasma, respetivamente. Tanto a ezetimiba como o glucuronido de ezetimiba são eliminados lentamente do plasma, evidenciando-se significativa recirculação entero-hepática. A semivida da ezetimiba e do glucuronido de ezetimiba é de aproximadamente 22 horas. Atorvastatina A atorvastatina é metabolizada pelo citocromo P450 3A4 em derivados orto- e para-hidroxilados e em vários produtos de beta-oxidação. Para além de outras vias estes produtos são ainda metabolizados por glucuronidação. In vitro, a inibição da redutase da HMG-CoA pelos metabolitos orto- e para- hidroxilados é equivalente à da atorvastatina. Cerca de 70% da atividade de inibição da redutase da HMG-CoA é atribuída aos metabolitos ativos.

Eliminação Ezetimiba Após administração oral de 14C-ezetimiba (20 mg) a seres humanos, a ezetimiba total representou aproximadamente 93% da radioatividade total no plasma. Durante um período de colheita de 10 dias, foram detetados aproximadamente 78% e 11% da radioatividade administrada, respetivamente, nas fezes e na urina. Após 48 horas, os níveis de radioatividade não eram detetáveis no plasma.

Atorvastatina A atorvastatina é principalmente eliminada na bílis após metabolismo hepático e/ou extra-hepático. O fármaco, contudo, não parece sofrer recirculação entero-hepática significativa. A semivida média de eliminação plasmática da atorvastatina no ser humano é de aproximadamente 14 horas. A semivida da atividade de inibição da redutase da HMG-CoA é aproximadamente de 20 a 30 horas, devido ao contributo dos metabolitos ativos.

A atorvastatina é um substrato para transportadores de captação hepática e transportador polipéptico aniónico orgânico 1B1 (OATP1B1) e 1B3 (OATP1B3). Os metabolitos da atorvastatina são substratos para OATP1B1. A atorvastatina está também identificada como substrato dos transportadores de efluxo da proteína de múltipla resistência a fármacos 1 (MDR1) e da Proteína de Resistência do Cancro da Mama (BCRP), o que pode limitar a absorção intestinal e a excreção biliar da atorvastatina.

População pediátrica Ezetimiba As farmacocinéticas da ezetimiba são semelhantes entre crianças ≥ 6 anos e adultos. Não existem dados farmacocinéticos disponíveis na população pediátrica < 6 anos de idade. A experiência clínica em doentes pediátricos e adolescentes inclui doentes com HFHo, HFHe, ou com sitosterolemia.

Atorvastatina Num estudo aberto, de 8 semanas, estadio de Tanner 1 (n = 15) e estadio de Tanner 2 (n = 24), doentes pediátricos (entre os 6-17 anos de idade) com hipercolesterolemia familiar heterozigótica e nível basal de C-LDL ≥ 4 mmol/l foram tratados com 5 ou 10 mg de comprimidos para mastigar ou 10 ou 20 mg de comprimidos revestidos por pelicula de atorvastatina uma vez ao dia, respetivamente. O peso corporal foi a única co-variável significativa no modelo farmacocinético da população de atorvastatina. A depuração oral aparente da atorvastatina em indivíduos pediátricos parece ser similar à dos adultos quando comparada numa escala alométrica de peso corporal. Foram observadas diminuições consistentes de C-LDL e Colesterol Total durante o intervalo de exposição à atorvastatina e o- hidroxiatorvastatina.

Idosos Ezetimiba As concentrações plasmáticas da ezetimiba total são cerca de 2 vezes superiores nos idosos (≥ 65 anos) em relação às dos jovens (18 a 45 anos). A redução do C-LDL e o perfil de segurança são comparáveis entre os indivíduos idosos e mais jovens tratados com ezetimiba.

Atorvastatina As concentrações plasmáticas de atorvastatina e dos seus metabolitos ativos são mais elevadas nos idosos saudáveis que nos adultos jovens enquanto que os efeitos lipídicos são comparáveis aos observados em populações de doentes mais jovens.

Compromisso hepático Ezetimiba Após a administração de uma dose única de 10 mg de ezetimiba, a AUC média para a ezetimiba total aumentou aproximadamente 1,7 vezes em doentes com insuficiência hepática ligeira (pontuação de 5 ou 6 na escala de Child-Pugh), em comparação com os indivíduos saudáveis. Num estudo com duração de 14 dias, com doses múltiplas (10 mg por dia) realizado em doentes com insuficiência hepática moderada (pontuação entre 7 e 9 na escala de Child-Pugh), a AUC média para a ezetimiba total aumentou aproximadamente 4 vezes no Dia 1 e no Dia 14, em comparação com os indivíduos saudáveis. Não é necessário qualquer ajuste posológico para doentes com insuficiência hepática ligeira. Devido ao desconhecimento de efeitos da exposição aumentada à ezetimiba em doentes com insuficiência hepática moderada ou grave (pontuação > 9 na escala de Child-Pugh), a ezetimiba não é recomendada nestes doentes (ver secções 4.2 e 4.4).

Atorvastatina As concentrações plasmáticas de atorvastatina e dos seus metabolitos ativos estão aumentados acentuadamente (cerca de 16 vezes na Cmáx e cerca de 11 vezes na AUC) nos doentes com doença hepática alcoólica crónica (Child-Pugh B).

Compromisso renal Ezetimiba Após a administração de uma dose única de 10 mg de ezetimiba a doentes com doença renal grave (n=8; ClCr média ≤30 ml/min/1,73 m2), a AUC média para a ezetimiba total aumentou aproximadamente 1,5 vezes, em comparação com os indivíduos saudáveis (n=9).

Um doente adicional envolvido neste estudo (transplantado renal e polimedicado, incluindo ciclosporina) apresentou uma exposição 12 vezes superior à ezetimiba total.

Atorvastatina A doença renal não tem influência nas concentrações plasmáticas ou efeitos lipídicos da atorvastatina e dos seus metabolitos ativos.

Sexo Ezetimiba As concentrações plasmáticas para a ezetimiba total são ligeiramente superiores (aproximadamente 20%) nas mulheres em relação aos homens. A redução no C-LDL e o perfil de segurança são comparáveis entre homens e mulheres tratados com ezetimiba.

Atorvastatina As concentrações de atorvastatina e dos seus metabolitos ativos nas mulheres são diferentes das registadas nos homens (mulheres: cerca de 20% mais elevadas para Cmáx e cerca de 10% mais baixas para AUC). Estas diferenças não tiveram significado clínico, não resultando em diferenças clinicamente significativas nos efeitos lipídicos entre homens e mulheres.

Polimorfismo do SLCO1B1 Atorvastatina A captação hepática de todos os inibidores da redutase da HMG-CoA, incluindo a atorvastatina, envolve o transportador OATP1B1. Em doentes com polimorfismo do SLCO1B1, existe um risco de exposição acrescida a atorvastatina, que pode levar a um aumento do risco de rabdomiólise (ver secção 4.4). Polimorfismo no gene que codifica o OATP1B1 (SLCO1B1 c.521CC) está associado a um aumento de exposição (AUC) a atorvastatina 2,4 vezes superior ao dos indivíduos sem esta variante do genótipo (c.521TT). Nestes doentes também é possível um compromisso genético da captação hepática da atorvastatina. São desconhecidas as possíveis consequências sobre a eficácia.

5.3. Dados de segurança pré-clínica

Atorvastatina + ezetimiba Em estudos com a duração de 3 meses de administração concomitante de atorvastatina e ezetimiba, efetuados em ratos e cães, os efeitos tóxicos observados foram essencialmente os normalmente associados às estatinas. Os achados histopatológicos típicos das estatinas foram limitados ao fígado. Alguns dos efeitos tóxicos foram mais pronunciados do que os observados durante o tratamento com estatinas em monoterapia. Este facto é atribuído às interações farmacocinéticas e/ou farmacodinâmicas na sequência da administração concomitante.

A administração concomitante de atorvastatina e ezetimiba em ratos fêmeas prenhas indicou um aumento relacionado com o artigo em teste na variação esquelética “ossificação reduzida do esterno” no grupo de dose alta (1.000/108,6 mg/kg) de atorvastatina + ezetimiba. Tal pode estar relacionado com a diminuição observada no peso corporal fetal. Foram observadas em coelhas prenhes uma incidência baixa de deformações esqueléticas (fusão do esterno, fusão de vértebras caudais e alteração assimétrica do esterno).

Numa série de ensaios in vivo e in vitro, a ezetimiba administrada isoladamente ou em administração concomitante com atorvastatina, não evidenciou potencial genotóxico.

Ezetimiba Os estudos de toxicidade crónica da ezetimiba realizados em animais, não identificaram quaisquer órgãos-alvo para efeitos tóxicos. Nos cães tratados durante quatro semanas com ezetimiba (≥0,03 mg/kg/dia), a concentração de colesterol na vesícula biliar aumentou entre 2,5 a 3,5 vezes. Contudo, num estudo com duração de um ano em que se administrou a cães uma dose até 300 mg/kg/dia, não se observou aumento da incidência de colelitíase ou outros efeitos hepatobiliares. Desconhece-se a relevância destes resultados para a espécie humana. Não se pode excluir um risco litogénico associado à utilização terapêutica da ezetimiba.

Os testes de carcinogenicidade a longo prazo da ezetimiba foram negativos.

A ezetimiba não teve efeito na fertilidade de ratos machos ou fêmeas, não foi teratogénico em ratos ou coelhos e não afetou o desenvolvimento pré-natal ou pós-natal. A ezetimiba atravessou a barreira placentária em ratos e coelhos fêmeas prenhes aos quais se administraram doses múltiplas de 1.000 mg/kg/dia.

Atorvastatina O potencial mutagénico e clastogénico da atorvastatina foi negativo numa bateria de 4 testes in vitro e em 1 ensaio in vivo. A atorvastatina não demonstrou ser carcinogénica em ratos mas, doses mais elevadas em ratinhos (resultando em 6 a 11 vezes a AUC0-24h, alcançada em humanos com a dose mais alta recomendada), demonstraram adenomas hepatocelulares em machos e carcinomas hepatocelulares nas fêmeas. Estudos experimentais em animais evidenciaram que os inibidores da redutase da HMG-CoA podem afetar o desenvolvimento de embriões ou fetos. Em ratos, coelhos e cães a atorvastatina não teve efeito na fertilidade e não demonstrou ser teratogénica, no entanto, quando administrada em dose materna tóxica, foi observada toxicidade fetal em ratos e coelhos. Durante a exposição da figura materna a altas doses de atorvastatina, o desenvolvimento das crias dos ratos foi atrasado e a sobrevivência pós-natal diminuída. Nos ratos, existe evidência de transferência placentária. Nos ratos, as concentrações plasmáticas de atorvastatina são similares às do leite. Não se conhece se a atorvastatina ou os seus metabolitos são excretados no leite materno.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1. Lista dos excipientes

Núcleo do comprimido Camada de ezetimiba Lactose monohidratada Croscarmelose sódica Povidona Laurilsulfato de sódio (E487) Celulose microcristalina Estearato de magnésio

Camada de atorvastatina Lactose monohidratada Celulose microcristalina Carbonato de cálcio Croscarmelose sódica Hidroxipropilcelulose Polisorbato 80 Sílica coloidal anidra Estearato de magnésio

Revestimento Hipromelose Lactose monohidratada Dióxido de titânio Macrogol Talco

6.2. Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3. Prazo de validade

30 meses.

6.4. Precauções especiais de conservação

Este medicamento não necessita de condições especiais de armazenamento.

6.5. Natureza e conteúdo do recipiente

Blister Alu/Alu. Embalagens de 10, 30, 90 e 100 comprimidos revestidos por película. É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6. Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Zentiva Portugal, Lda. Miraflores Premium I Alameda Fernão Lopes, 16 A - 8º piso A 1495-190 Algés

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva 10 mg + 10 mg comprimidos revestidos por película Nº de registo: 5897053 no INFARMED, I.P. – 30 comprimidos revestidos por película, 10 mg + 10 mg, blister de Alu-Alu

Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva 20 mg + 10 mg comprimidos revestidos por película Nº de registo: 5897061 no INFARMED, I.P. – 30 comprimidos revestidos por película, 20 mg + 10 mg, blister de Alu-Alu

Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva 40 mg + 10 mg comprimidos revestidos por película Nº de registo: 5897079 no INFARMED, I.P. - 30 comprimidos revestidos por película, 40 mg + 10 mg, blister de Alu-Alu

Atorvastatina + Ezetimiba Zentiva 80 mg + 10 mg comprimidos revestidos por película Nº de registo: 5897103 no INFARMED, I.P. - 30 comprimidos revestidos por película, 80 mg + 10 mg, blister de Alu-Alu

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: Data da última renovação:

10. DATA DE REVISÃO DO TEXTO

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Respostas geradas automaticamente a partir do folheto informativo oficial deste medicamento. Não substituem, em caso algum, o parecer do seu farmacêutico ou do seu médico. Em caso de emergência, ligue 112.