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Rabeprazol Sandoz MG

Substância ativa: Rabeprazol
Forma farmacêutica: Comprimido gastrorresistente 20 mg
Fonte: Folheto informativo oficial (INFARMED / INFOMED)

APROVADO EM 06-11-2022 INFARMED Folheto informativo: Informação para o utilizador Rabeprazol Sandoz 10 mg Comprimidos gastrorresistentes Rabeprazol Sandoz 20 mg Comprimidos gastrorresistentes rabeprazol sódico Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois contém informação importante para si. – Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente. – Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico. – Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento podes ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença. – Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não mencionados neste folheto, fale como seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4. O que contém este folheto:

1. O que é Rabeprazol Sandoz e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Rabeprazol Sandoz

3. Como tomar Rabeprazol Sandoz

4. Efeitos indesejáveis possíveis

5. Como conservar Rabeprazol Sandoz

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Rabeprazol Sandoz e para que é utilizado

O rabeprazol pertencente a um grupo dos medicamentos denominados “inibidores da bomba de protões”. Estes medicamentos reduzem a produção de ácido no seu estômago. Rabeprazol Sandoz é utilizado para tratar as seguintes condições em adultos: – úlceras no intestino (também chamadas de úlcera duodenal) – úlceras no estômago (também chamadas de úlcera gástrica benigna) – alívio dos sintomas de azia causada por doença do refluxo gastroesofágico sintomática erosiva ou ulcerativa (DRGE), que também é chamada de esofagite de refluxo – tratamento a longo prazo da DRGE para prevenir que volte a ocorrer – alívio dos sintomas da DRGE moderada a muito grave (DRGE sintomática) tais como azia e regurgitação ácida – aumento grave da secreção de ácido no estômago (síndrome de Zollinger- Ellison) – tratamento de infeções causadas por uma bactéria chamada Helicobacter pylori (H. pylori) quando administrado em combinação com terapêutica antibiótica

2. O que precisa de saber antes de tomar Rabeprazol Sandoz

Não tome Rabeprazol Sandoz – se tem alergia ao rabeprazol ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6) APROVADO EM 06-11-2022 INFARMED – se está grávida ou se pensa estar grávida – se está a amamentar. Não utilize Rabeprazol Sandoz se alguma das situações acima referidas se aplicar a si. Se tiver dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico antes de utilizar Rabeprazol Sandoz.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Rabeprazol Sandoz: – Se tem alergia a outros inibidores da bomba de protões ou "benzimidazóis substituídos". – Se tem um tumor no estômago. – Se estiver em tratamento de longa duração (mais de um ano) é necessário consultar o seu médico em intervalos regulares. – Se tem ou teve problemas de fígado, deve informar o seu médico. O seu médico poderá verificar a sua função hepática, com maior frequência. – Se está a tomar atazanavir (um medicamento utilizado para tratar o VIH) com estes comprimidos não é recomendado (ver secção 2). – Se tem reservas corporais reduzidas ou fatores de risco de redução da vitamina B12 e recebe tratamento a longo prazo com rabeprazol sódico. Tal como com todos os agentes bloqueadores de ácido, o rabeprazol sódico pode levar à redução da absorção da vitamina B12. – Se está previsto fazer uma análise específica ao sangue (Cromogranina A). – Se alguma vez teve uma reação cutânea após tratamento com um medicamento semelhante a Rabeprazol Sandoz que reduz o ácido no estômago. – Se tiver uma erupção na pele, especialmente em áreas expostas ao sol, informe o seu médico o mais rapidamente possível, já que pode precisar de parar o seu tratamento com Rabeprazol Sandoz. Lembre-se também de mencionar quaisquer outros efeitos nefastos como dor nas articulações. – Durante a toma de rabeprazol, pode ocorrer inflamação no seu rim. Os sinais e sintomas podem incluir diminuição do volume de urina ou sangue na sua urina e/ou reações de hipersensibilidade, tais como febre, erupção e rigidez articular. Deve reportar esses sinais ao seu médico assistente. Se tiver diarreia grave (aquosa ou sanguinolenta) com sintomas tais como febre, dor ou sensibilidade abdominal, pare de tomar Rabeprazol Sandoz e consulte imediatamente um médico. Tomar um inibidor da bomba de protões como o Rabeprazol Sandoz, especialmente durante um período superior a um ano, pode aumentar ligeiramente o seu risco de fraturas da anca, punho e coluna vertebral. Informe o seu médico se tiver osteoporose ou se estiver a tomar corticosteroides (os quais podem aumentar o risco de osteoporose). Crianças Rabeprazol Sandoz não deve ser utilizado em crianças. Outros medicamentos e Rabeprazol Sandoz Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, tiver tomado recentemente ou se vier a tomar outros medicamentos. Fale com seu médico antes de tomar estes comprimidos, se já estiver a tomar: APROVADO EM 06-11-2022 INFARMED – cetoconazol ou itraconazol (medicamentos usados para tratar infeções fúngicas) – a sua dose poderá ter de ser ajustada – atazanavir (um medicamento utilizado para tratar o VIH) – Rabeprazol Sandoz pode diminuir a quantidade deste tipo de medicamento no sangue e, por conseguinte, não devem ser tomados em simultâneo. – metotrexato (um medicamento quimioterápico utilizado em doses elevadas no tratamento do cancro) – se estiver a tomar uma dose elevada de metotrexato, o seu médico pode interromper temporariamente o seu tratamento com Rabeprazol Sandoz Se não tem a certeza se alguma das situações acima se aplica a si, fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Rabeprazol Sandoz. Gravidez e amamentação Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento. Não tome estes comprimidos se estiver grávida ou a amamentar. Condução de veículos e utilização de máquinas Geralmente, Rabeprazol Sandoz não afeta a capacidade de conduzir ou de utilizar máquinas. Contudo, este medicamento pode causar sonolência em alguns doentes. Se sentir este efeito indesejável não deve conduzir ou utilizar máquinas. Rabeprazol Sandoz contém sódio Este medicamento contém menos do que 1 mmol de sódio (23 mg) por comprimido gastrorresistente, ou seja, é praticamente "isento de sódio".

3. Como tomar Rabeprazol Sandoz

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas. Se está a tomar Rabeprazol Sandoz, uma vez por dia, tome o comprimido antes de comer pela manhã. Engula os comprimidos inteiros. Não esmague nem mastigue os comprimidos Úlceras no intestino (úlcera duodenal) A dose habitual é de 20 mg uma vez por dia no período da manhã por 4 semanas. O seu médico pode decidir prolongar o tratamento por mais 4 semanas. Úlceras no estômago A dose habitual é de 20 mg uma vez por dia no período da manhã, durante 6 semanas. O seu médico pode decidir prolongar o tratamento por mais 6 semanas. Doença do refluxo gastroesofágico ulcerativa ou erosiva (DRGE) A dose habitual é de 20 mg uma vez por dia, durante 4-8 semanas. Tratamento a longo prazo da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) A dose de manutenção habitual é de 10 mg ou 20 mg uma vez por dia. Se está em tratamento a longo prazo deve consultar o seu médico periodicamente para rever os seus comprimidos e sintomas. APROVADO EM 06-11-2022 INFARMED Alivio dos sintomas da doença do refluxo gastroesofágico moderada a muito grave (DRGE) A dose habitual é de 10 mg uma vez por dia, durante 4 semanas. Se os seus sintomas não melhorarem dentro de 4 semanas, consulte o seu médico. Após este tratamento inicial de quatro semanas, se os seus sintomas regressarem, o médico pode então dizer-lhe para tomar um comprimido de 10 mg, quando necessário, de forma a controlar os seus sintomas. Aumento grave da secreção de ácido no estômago (síndrome de Zollinger-Ellison) A dose inicial habitual é de 60 mg uma vez por dia. A dose pode ser então ajustada pelo seu médico, dependendo de como reage ao tratamento. Podem-lhe ser administradas doses até 60 mg duas vezes por dia. O seu médico dir-lhe-á quantos comprimidos tomar, quando tomá-los e durante quanto tempo. Tratamento de infeções causadas por H. pylori quando administrado em combinação com a terapêutica antibiótica A dose habitual é de 20 mg duas vezes por dia em combinação com dois antibióticos. A combinação recomendada é: Rabeprazol Sandoz 20 mg + 500 mg de claritromicina + amoxicilina 1 g, em conjunto, duas vezes por dia, durante 7 dias. Compromisso renal e hepático Não é necessário ajuste da dose. Utilização em crianças Estes comprimidos não devem ser dados a crianças. Se tomar mais Rabeprazol Sandoz do que deveria Se tomar acidentalmente mais comprimidos do que a dose prescrita, contacte o seu médico ou as urgências do hospital mais próximo. Leve consigo este folheto, quaisquer comprimidos que ainda tenha e o recipiente ao médico ou para o hospital de forma que se saiba que comprimidos foram tomados. Caso se tenha esquecido de tomar Rabeprazol Sandoz É importante tomar o medicamento todos os dias uma vez que um tratamento regular é mais eficaz. No entanto, se se esquecer de tomar uma ou mais doses, tome outra, logo que se lembrar e continue como prescrito. Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar. Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico. Se parar de tomar Rabeprazol Sandoz O alívio dos sintomas ocorrerá normalmente antes da cura completa da úlcera. É importante que não pare o tratamento antes que o seu médico lhe diga para o fazer.

4. Efeitos indesejáveis possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

Efeitos indesejáveis graves

APROVADO EM 06-11-2022 INFARMED Deve contactar o seu médico imediatamente se notar qualquer um dos seguintes

efeitos indesejáveis graves (pode ser uma reação alérgica):

Efeitos indesejáveis graves raros (podem afetar até 1 em 1000 pessoas)

• inchaço da face, lábios, língua e garganta que pode causar dificuldades em respirar, falar ou engolir, uma queda acentuada na tensão arterial, palidez, desmaio ou colapso

Efeitos indesejáveis graves muito raros (podem afetar até 1 em 10000 pessoas)

• bolhas na pele e / ou nas membranas mucosas dos lábios, olhos, boca, fossas nasais ou genitais (síndrome de Stevens-Johnson) ou descamação da pele (necrólise epidérmica tóxica) Outros efeitos indesejáveis possíveis:

Efeitos indesejáveis frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas) são:

• dor de cabeça, tontura • incapacidade de dormir • tosse, dor de garganta, nariz a pingar e entupido • diarreia, vómitos, enjoos, dores no estômago, prisão de ventre, gases (flatulência) • dores não específicas, dores nas costas • infeção • fraqueza, sintomas gripais • pólipos benignos no estômago

Efeitos indesejáveis pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas) são:

• nervosismo, sonolência • tosse com catarro, dor no peito e febre • sensação de pressão ou dor nas bochechas e na testa • indigestão, boca seca, arrotos • erupção cutânea, vermelhidão da pele • dor muscular, cãibras nas pernas, dor nas articulações • infeção do trato urinário • dor torácica, calafrios, febre • aumento das enzimas hepáticas • fratura nas ancas, punho ou coluna

Efeitos indesejáveis raros (podem afetar até 1 em 1000 pessoas) são:

• doenças do sangue que podem levar a infeções frequentes, hemorragias ou contusões mais facilmente do que o normal ou cansaço • perda de apetite (anorexia) • perturbações da visão • gastrite, que pode causar dor de estômago e náuseas • feridas na boca • alterações do paladar • doença do fígado (hepatite), que pode fazer a sua pele ou o branco dos olhos ficarem amarelos (icterícia) • insuficiência hepática levando a danos cerebrais em doentes que já tiveram doença de fígado • comichão e bolhas na pele: estes geralmente desaparecem quando se pára o tratamento • suores APROVADO EM 06-11-2022 INFARMED • problemas renais que podem causar um aumento ou uma diminuição no volume de urina • aumento de peso • depressão • hipersensibilidade (incluindo reações alérgicas) Desconhecidos (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis) • baixos níveis de sódio no sangue • baixos níveis de magnésio no sangue* • confusão • aumento do volume mamário nos homens • inchaço dos tornozelos, pés ou dedos • erupção cutânea, possivelmente com dor nas articulações • inflamação no intestino (levando a diarreia) *Se estiver a tomar Rabeprazol Sandoz há mais de três meses é possível que os níveis de magnésio no sangue possam cair. Os níveis baixos de magnésio podem ser vistos como fadiga, contrações musculares involuntárias, desorientação, convulsões, tonturas, aumento do ritmo cardíaco. Se tiver algum destes sintomas, informe o seu médico imediatamente. Os níveis baixos de magnésio podem também conduzir a uma redução nos níveis de potássio ou de cálcio no sangue. O seu médico pode decidir realizar análises regulares ao sangue para monitorizar os seus níveis de magnésio. Comunicação de efeitos indesejáveis Se algum dos efeitos indesejáveis se agravar ou se detetar quaisquer efeitos indesejáveis não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente ao INFARMED, I.P. através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento. Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]

5. Como conservar Rabeprazol Sandoz

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças. Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso no blister dos comprimidos e na embalagem exterior, após EXP. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado. Não conservar acima 25ºC. Conservar na embalagem de origem de forma a proteger da humidade. APROVADO EM 06-11-2022 INFARMED Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Rabeprazol Sandoz A substância ativa é o rabeprazol sódico. Cada comprimido gastrorresistente de 10 mg contém 10 mg de rabeprazol sódico Cada comprimido gastrorresistente de 20 mg contém 20 mg de rabeprazol sódico Os outros componentes são: Núcleo do comprimido: hidróxido de cálcio, manitol, hidroxipropilcelulose (baixa substituição) e estearil fumarato de sódio. Revestimento 1: hipromelose, talco. Revestimento gastrorresistente 2 (10 mg): ftalato de hipromelose, sebacato dibutílico, óxido de ferro amarelo (E172), óxido de ferro vermelho (E172) e dióxido de titânio (E171). Revestimento gastrorresistente 2 (20 mg): ftalato de hipromelose, sebacato dibutílico, óxido de ferro amarelo (E172), e dióxido de titânio (E171). Qual o aspeto de Rabeprazol Sandoz e conteúdo da embalagem Rabeprazol Sandoz 10 mg são comprimidos gastrorresistentes, revestidos por película, cor-de-rosa, redondos e biconvexos. Rabeprazol Sandoz 20 mg são comprimidos gastrorresistentes, revestidos por película, amarelos, redondos e biconvexos. Blisters de Alu/Alu com exsicante: 5, 7, 10, 14, 15, 20, 25, 28, 30, 37, 50, 56, 60, 75, 90, 98, 100 e 120 comprimidos gastrorresistentes.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações. Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante Titular da Autorização de Introdução no Mercado Sandoz Farmacêutica Lda. Avenida Professor Doutor Cavaco Silva, n.º 10E Taguspark 2740-255 Porto Salvo Portugal Fabricantes Lek Pharmaceuticals d.d. Verovškova 57 1526 Ljubljana Eslovenia Salutas Pharma GmbH APROVADO EM 06-11-2022 INFARMED Otto-von-Guericke-Allee 1 39179 Barleben Alemanha Lek S.A. ul. Domaniewska 50 C 02-672 Warszawa Polónia Lek Pharmaceuticals d.d. Trimlini 2D 9220 Lendava Eslovenia

Este folheto foi revisto pela última vez em 11/2022

⚕Para profissionais — Resumo das Características do Medicamento (RCM)Ficha técnica completa: posologia, interações, contraindicações, advertências+
Informações técnicas destinadas aos profissionais de saúde (médicos e farmacêuticos). Le Resumo das Características do Medicamento (RCM) est le document officiel approuvé par l’ANSM/EMA. Il ne remplace pas la notice ni l’avis du médecin.

06-11-2022

1. NOME DO MEDICAMENTO

Rabeprazol Sandoz 10 mg Comprimidos gastrorresistentes Rabeprazol Sandoz 20 mg Comprimidos gastrorresistentes

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Rabeprazol Sandoz 10 mg Cada comprimido gastrorresistente contém 10 mg de rabeprazol sódico Excipiente(s) com efeito conhecido Cada comprimido gastrorresistente contém 0,71 mg de sódio (0,03 mmol). Rabeprazol Sandoz 20 mg Cada comprimido gastrorresistente contém 20 mg de rabeprazol sódico Excipiente(s) com efeito conhecido Cada comprimido gastrorresistente contém 1,42 mg de sódio (0,06 mmol). Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido gastrorresistente. Rabeprazol Sandoz 10 mg: Comprimido gastrorresistente, revestido por película, redondo, cor-de-rosa e biconvexo. Rabeprazol Sandoz 20 mg: Comprimido gastrorresistente, revestido por película, redondo, amarelo e biconvexo.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1. Indicações terapêuticas

Rabeprazol Sandoz está indicado para o tratamento da: - Úlcera duodenal ativa; - Úlcera gástrica benigna ativa; - Doença de refluxo gastroesofágico sintomática erosiva ou ulcerativa (DRGE); - Tratamento prolongado da doença de refluxo gastroesofágico (manutenção DRGE). - Tratamento sintomático da doença de refluxo gastroesofágico moderado a muito grave (DRGE sintomático). - Síndrome Zollinger-Ellison - Em associação com regimes terapêuticos antibacterianos apropriados para a erradicação do Helicobacter pylori em doentes com úlcera péptica. Ver secção 4.2.

4.2. Posologia e modo de administração

Posologia 06-11-2022

Adultos/Idosos Úlcera duodenal ativa e úlcera gástrica benigna ativa: A dose oral recomendada tanto para a úlcera duodenal ativa como para a úlcera gástrica benigna ativa é de 20 mg, uma vez por dia, de manhã. A maior parte dos doentes com úlcera duodenal ativa curam-se em quatro semanas. Contudo alguns doentes podem precisar de mais quatro semanas de tratamento para obter a cura. A maioria dos doentes com úlcera gástrica benigna ativa curam-se em seis semanas. No entanto, também alguns doentes podem precisar de mais seis semanas para obterem a cura. Doença de refluxo gastroesofágico ulcerativa ou erosiva (DRGE): a dose oral recomendada para esta situação é de 20 mg uma vez por dia, durante quatro a oito semanas. Tratamento prolongado da doença de refluxo gastroesofágico (manutenção DRGE): Para tratamento prolongado, pode-se usar Rabeprazol Sandoz numa dose de manutenção de 20 mg ou 10 mg, uma vez por dia dependendo da resposta do doente. Tratamento sintomático da doença de refluxo gastroesofágico moderado a muito grave (DRGE sintomático): 10 mg uma vez por dia em doentes sem esofagite. Se o controlo dos sintomas não tiver sido conseguido após 4 semanas, devem-se fazer exames complementares de diagnóstico ao doente. Uma vez que os sintomas tenham desaparecido, pode-se conseguir o controlo de sintomas subsequentes utilizando um outro regime de 10 mg diariamente, quando necessário. Síndrome Zollinger-Ellison: A dose inicial recomendada para adultos é de 60 mg, uma vez por dia. A dose pode ser ajustada até 120 mg por dia com base nas necessidades do doente. Podem ser administradas doses únicas diárias até 100 mg. A dose de 120 mg pode implicar doses divididas de 60 mg duas vezes por dia. O tratamento deve continuar enquanto for clinicamente indicado. Erradicação do H. pylori: Doentes com infeção pelo H. pylori devem ser tratados com uma terapêutica de erradicação. Recomenda-se administrar durante 7 dias a seguinte associação: - 20 mg de Rabeprazol Sandoz duas vezes por dia + 500 mg de claritromicina duas vezes por dia e 1 g de amoxicilina duas vezes por dia. Insuficiência renal e hepática Não é necessário ajuste da dose para doentes com insuficiência renal ou hepática. Ver secção 4.4. Advertências e precauções especiais de utilização para a utilização de Rabeprazol Sandoz no tratamento de doentes com insuficiência hepática grave. População pediátrica Rabeprazol Sandoz não é recomendado para utilização em crianças, uma vez que não há experiência da sua utilização neste grupo etário. Modo de administração Para indicações que requerem tratamento uma vez por dia, Rabeprazol Sandoz deve ser tomado de manhã, antes de comer; embora nem a hora nem a ingestão de 06-11-2022 alimentos tenham demonstrado qualquer efeito na atividade do rabeprazol sódico, este regime facilitará a adesão ao tratamento. Os doentes devem ser avisados que os comprimidos de Rabeprazol Sandoz não devem ser mastigados nem partidos, devendo ser engolidos inteiros.

4.3. Contraindicações

Rabeprazol Sandoz está contraindicado em doentes com hipersensibilidade conhecida à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1. Rabeprazol Sandoz está contraindicado na gravidez e durante o aleitamento.

4.4. Advertências e precauções especiais de utilização

A resposta sintomática à terapêutica com rabeprazol sódico não exclui a presença de malignidade gástrica ou esofágica; por esta razão deve-se excluir a possibilidade de malignidade antes do tratamento com Rabeprazol Sandoz. Os doentes com tratamento prolongado (particularmente os tratados durante mais de um ano) devem ser mantidos sob vigilância regular. O risco de reações de hipersensibilidade cruzada com outros inibidores da bomba de protões ou benzimidazóis substituídos não pode ser excluído. Os doentes devem ser avisados que os comprimidos de Rabeprazol Sandoz não devem ser mastigados nem partidos, devendo ser engolidos inteiros. Houve relatos pós-comercialização de discrasias sanguíneas (trombocitopenia e neutropenia). Na maioria dos casos em que uma etiologia alternativa não pode ser identificada, os eventos foram simples e resolvidos com a descontinuação do rabeprazol. Foram observadas anomalias das enzimas hepáticas em ensaios clínicos e também foram relatadas desde a autorização de introdução no mercado. Na maioria dos casos em que uma alternativa etiológica não pode ser identificada, os eventos foram simples e resolvidos com a descontinuação do rabeprazol. Não foi observada evidência de problemas significativos de segurança, relacionados com o medicamento num estudo de doentes com insuficiência hepática ligeira a moderada em relação a controlos normais quanto à idade e sexo. No entanto, como não existem dados clínicos sobre o uso de Rabeprazol Sandoz no tratamento de doentes com insuficiência hepática grave, aconselha-se o médico a ter cuidado quando se inicia o tratamento com Rabeprazol Sandoz nestes doentes. A coadministração de atazanavir com Rabeprazol Sandoz não é recomendada (ver secção 4.5). O tratamento com inibidores da bomba de protões, incluindo Rabeprazol Sandoz, pode, possivelmente, aumentar o risco de infeções gastrointestinais, tais como Salmonella, Campylobacter e Clostridium difficile (ver secção 5.1). Os inibidores da bomba de protões, especialmente se usados em doses elevadas e durante muito tempo (> 1 ano), podem aumentar modestamente o risco de fratura no punho, anca e coluna vertebral, principalmente em idosos ou em presença de 06-11-2022 outros fatores de risco reconhecidos. Estudos observacionais sugerem que os inibidores da bomba de protões podem aumentar o risco total de fratura em 10- 40%. Parte desse aumento pode ser devido a outros fatores de risco. Doentes com risco de osteoporose devem receber cuidados de acordo com as diretrizes clínicas atuais e devem ter uma ingestão adequada de vitamina D e cálcio. Hipomagnesemia Tem sido reportada hipomagnesemia grave em doentes tratados com inibidores da bomba de protões (IBPs) como o rabeprazol sódico durante, pelo menos, três meses, e na maioria dos casos durante um ano. Podem ocorrer manifestações graves de hipomagnesemia, tais como fadiga, tetania, delírio, convulsões, tonturas e arritmia ventricular, mas podem começar insidiosamente e serem negligenciadas. Em doentes mais afetados, a hipomagnesemia melhora após a reposição de magnésio e a suspensão do IBP. Para os doentes que se espera que façam um tratamento prolongado ou que tomam IBPs com medicamentos ou fármacos que podem causar hipomagnesemia (por exemplo, diuréticos), os profissionais de saúde devem considerar a medição dos níveis de magnésio antes de iniciar o tratamento com IBP e periodicamente durante o tratamento. Uso concomitante de Rabeprazol com Metotrexato A literatura sugere que o uso concomitante de outros IBPs com metotrexato (principalmente em doses elevadas; ver informação de prescrição de metotrexato) pode aumentar e prolongar os níveis séricos de metotrexato e/ou dos seus metabolitos, levando possivelmente à toxicidade do metotrexato. Em alguns doentes pode ser considerada a interrupção temporária do IBP na administração de doses elevadas de metotrexato. Influência na absorção da vitamina B12 O rabeprazol sódico, tal como todos os medicamentos bloqueadores de ácido, pode reduzir a absorção da vitamina B12 (cianocobalamina) devido a hipocloridria ou acloridria. Isto deve ser tido em consideração em doentes com reservas corporais reduzidas ou fatores de risco para absorção reduzida da vitamina B12 na terapêutica a longo prazo ou se forem observados os respetivos sintomas clínicos. Lúpus eritematoso cutâneo subagudo (LECS) Os inibidores da bomba de protões estão associados a casos muito pouco frequentes de LECS. Se ocorrerem lesões, especialmente em áreas da pele expostas ao sol, e se acompanhadas por artralgia, o doente deve procurar ajuda médica imediatamente, e o profissional de saúde deve considerar a interrupção do tratamento com Rabeprazol Sandoz. LECS após tratamento prévio com um inibidor da bomba de protões pode aumentar o risco de LECS com outros inibidores da bomba de protões. Compromisso renal Em doentes que tomam rabeprazol foi observada nefrite tubulointersticial aguda (TIN) que pode ocorrer em qualquer altura durante a terapêutica com rabeprazol (ver secção 4.8). A nefrite tubulointersticial aguda pode progredir até à insuficiência renal. O rabeprazol deve ser descontinuado em caso de suspeita de TIN e deve ser imediatamente iniciado o tratamento adequado. Interferência com testes laboratoriais 06-11-2022 Um nível aumentado de Cromogranina A (CgA) pode interferir com as análises para pesquisa de tumores neuroendócrinos. Para evitar essa interferência, o tratamento com Rabeprazol Sandoz deve ser interrompido durante pelo menos 5 dias antes das medições de CgA (ver secção 5.1). Se os níveis de CgA e gastrina não tiverem regressado ao intervalo de referência após a medição inicial, as medições devem ser repetidas 14 dias após a cessação do tratamento com o inibidor da bomba de protões. População pediátrica Rabeprazol Sandoz não é recomendado para utilização em crianças, visto que não há experiência da sua utilização neste grupo. Rabeprazol Sandoz contém sódio Este medicamento contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por comprimido gastrorresistente, ou seja, é praticamente “isento de sódio”.

4.5. Interações medicamentosas e outras formas de interação

O rabeprazol sódico produz uma inibição profunda e de longa duração da secreção gástrica ácida. Pode ocorrer interação com compostos cuja absorção é dependente do pH. A coadministração de rabeprazol sódico com cetoconazol ou itraconazol pode resultar num decréscimo significativo nos níveis plasmáticos dos antifúngicos. Por isso, os doentes podem precisar de ser monitorizados para determinar se o ajuste da dose é necessário, quando o cetoconazol ou itraconazol são tomados concomitantemente com Rabeprazol Sandoz. Em ensaios clínicos, foram administrados antiácidos concomitantemente com rabeprazol e, num estudo específico de interação fármaco-fármaco, não se observou interação com antiácidos líquidos. A coadministração de atazanavir 300 mg / ritonavir 100 mg com omeprazol (40 mg uma vez por dia) ou atazanavir 400 mg com lansoprazol (60 mg uma vez por dia) a voluntários saudáveis resultou numa redução substancial da exposição ao atazanavir. A absorção de atazanavir é dependente do pH. Apesar de não estar estudado, são esperados resultados semelhantes com outros inibidores da bomba de protões. Assim, os IBPs, incluindo rabeprazol, não devem ser coadministrados com atazanavir (ver secção 4.4). Metotrexato Notificações de casos, estudos farmacocinéticos populacionais publicados e análises retrospetivas sugerem que a administração concomitante de IBPs e metotrexato (principalmente em doses elevadas; ver informação de prescrição de metotrexato) pode elevar e prolongar os níveis séricos de metotrexato e/ou do seu metabolito hidroximetotrexato. No entanto, não foram realizados estudos formais de interação medicamentosa entre o metotrexato e IBPs.

4.6. Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez Não existem dados sobre a segurança de rabeprazol na gravidez humana. Estudos de reprodução efetuados em ratos e coelhos não revelaram diminuição da fertilidade ou dano fetal provocados pelo rabeprazol sódico, embora nos ratos ocorra uma baixa 06-11-2022 transferência feto-placentária. Rabeprazol Sandoz está contraindicado durante a gravidez. Amamentação Não se sabe se o rabeprazol sódico é excretado através do leite materno humano. Não foram efetuados estudos em mulheres a amamentar. No entanto o rabeprazol sódico é excretado através de secreções mamárias do rato fêmea. Por esta razão Rabeprazol Sandoz não deve ser administrado durante o aleitamento.

4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Com base nas propriedades farmacodinâmicas e no perfil de efeitos indesejáveis, não é provável que Rabeprazol Sandoz afete a capacidade de conduzir ou de trabalhar com máquinas. Se, contudo, a sonolência afetar o estado de vigília, será de evitar a condução de veículos ou o manejo de máquinas complexas.

4.8. Efeitos indesejáveis

Os efeitos indesejáveis mais frequentemente relatados durante ensaios clínicos controlados com rabeprazol foram: cefaleias, diarreia, dor abdominal, astenia, flatulência, erupção cutânea e boca seca. A maioria dos efeitos indesejáveis durante os ensaios clínicos foram de gravidade ligeira ou moderada e de natureza passageira. Os seguintes efeitos indesejáveis foram registados a partir de ensaios clínicos e de experiências pós-comercialização. As frequências são definidas como: frequentes (≥1/100, <1/10), pouco frequentes (≥1/1000, <1/100) e raros (≥1/10000, <1/1000), muito raros (<1/10000) e desconhecido (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis).

Infeções e infestações Frequentes: infeção Doenças do sangue e do sistema linfático Raros: neutropenia, leucopenia, trombocitopenia, leucocitose Doenças do sistema imunitário Raros: hipersensibilidade1,2 Doenças do metabolismo e da nutrição Raros: anorexia Desconhecido: hiponatremia, hipomagnesemia (ver secção 4.4) Perturbações do foro psiquiátrico Frequentes: insónia Pouco frequentes: nervosismo Raros: depressão Desconhecido: confusão Doenças do sistema nervoso Frequentes: cefaleia, tonturas Pouco frequentes: sonolência 06-11-2022

Afeções oculares Raros: perturbações visuais Vasculopatias Desconhecido: edema periférico Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino: Frequentes: tosse, faringite, rinite Pouco frequentes: bronquite, sinusite Doenças gastrointestinais Frequentes: diarreia, vómitos, náuseas, dor abdominal, obstipação, flatulência, pólipos de glândulas fúndicas (benignos) Pouco frequentes: dispepsia, xerostomia, eructação Raros: gastrite, estomatite, alteração do paladar Desconhecido: colite microscópica Afeções hepatobiliares Raras: hepatite, icterícia, encefalopatia hepática3 Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos Pouco frequentes: erupção cutânea, eritema2 Raros: prurido, sudação, reações bolhosas2 Muito raros: eritema multiforme, síndrome de Stevens-Johnson (SJS), necrólise epidérmica tóxica (NET) Desconhecido: Lúpus eritematoso cutâneo subagudo (ver secção 4.4) Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos Frequentes: dores não específicas, dores de costas Pouco frequentes: mialgia, cãibras nas pernas, artralgia, fraturas na anca, punho ou coluna vertebral (ver secção 4.4) Doenças renais e urinárias Pouco frequentes: infeção do trato urinário Raras: nefrite tubulointersticial (com possível progressão para insuficiência renal) Doenças dos órgãos genitais e da mama Desconhecido: ginecomastia Perturbações gerais e alterações no local de administração: Frequentes: astenia, doença do tipo gripal Pouco frequentes: dor torácica, calafrios, pirexia Exames complementares de diagnóstico Pouco frequentes: aumento das enzimas hepáticas3 Raros: aumento de peso 1 Inclui inchaço da face, hipotensão e dispneia. 2 Eritema, reações bolhosas e reações de hipersensibilidade geralmente resolveram- se após a interrupção do tratamento. 06-11-2022 3 Foram descritos casos raros de encefalopatia hepática em doentes com cirrose subjacente. No tratamento de doentes com disfunções hepáticas graves o prescritor é aconselhado a ter cuidado quando tais doentes iniciam um primeiro tratamento com Rabeprazol Sandoz (ver secção 4.4). Notificação de suspeitas de reações adversas A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício- risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos, Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]

4.9. Sobredosagem

Até à data a experiência com sobredosagem deliberada ou acidental é limitada. A exposição máxima estabelecida não excedeu 60 mg duas vezes por dia, ou 160 mg uma vez por dia. Os efeitos são geralmente mínimos, representativos do perfil de efeitos adversos conhecidos e reversíveis sem qualquer intervenção médica. Não se conhece nenhum antídoto específico. O rabeprazol sódico liga-se a proteínas em grande proporção e, por isso, não é prontamente dialisável. Como em qualquer caso de sobredosagem, o tratamento deve ser sintomático e devem usar-se medidas gerais de suporte.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1. Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: Aparelho digestivo e metabolismo, fármacos para a úlcera péptica e doença de refluxo gastroesofágico (DRGE), inibidores da bomba de protões, código ATC: A02BC04 Mecanismo de ação O rabeprazol sódico pertence à classe de substâncias antissecretórias, os benzimidazóis substituídos, que não apresentam propriedades anticolinérgicas ou antagonista H2 da histamina, mas suprimem a secreção gástrica ácida através da inibição específica da enzima H+/K+ –ATPase (a bomba de protões ou de ácido). O efeito está relacionado com a dose e conduz à inibição da secreção tanto basal como estimulada de ácido, independentemente do estímulo. Estudos em animais indicam que após a administração o rabeprazol sódico desaparece rapidamente tanto do plasma como da mucosa gástrica. Como uma base fraca, o rabeprazol é rapidamente absorvido após a administração de qualquer dose, concentrando-se no meio ácido das células parietais. O rabeprazol é convertido na forma ativa de sulfenamida 06-11-2022 através de protonação, reagindo posteriormente com as cisteínas disponíveis na bomba de protões. Atividade antissecretória Após administração oral de uma dose de 20 mg de rabeprazol sódico o início do efeito antissecretório ocorre dentro de uma hora, com o efeito máximo dentro de duas a quatro horas. A inibição da secreção ácida basal e estimulada por alimentos 23 horas após a primeira dose de rabeprazol sódico é de 69% e 82% respetivamente e a duração da inibição prolonga-se por 48 horas. O efeito inibidor de rabeprazol sódico na secreção de ácido aumenta ligeiramente com a posologia repetida de uma toma diária, atingindo uma inibição estável após três dias. Quando o medicamento é suspenso, a atividade secretora normaliza no período de 2 a 3 dias. A diminuição da acidez gástrica por qualquer motivo, incluindo inibidores da bomba de protões tal como o rabeprazol, aumenta a quantidade de bactérias normalmente presente no trato gastrointestinal. O tratamento com os inibidores da bomba de protões, incluindo Rabeprazol Sandoz pode, possivelmente, aumentar o risco de infeções gastrointestinais causadas por Salmonella, Campylobacter e Clostridium difficile. Efeitos na gastrina sérica Em estudos clínicos, os doentes foram tratados com 10 ou 20 mg de rabeprazol sódico uma vez por dia, por um período de 43 meses. Os níveis de gastrina sérica aumentaram durante as primeiras 2 a 8 semanas, refletindo os efeitos inibidores na secreção ácida e permaneceram estáveis enquanto prosseguiu o tratamento. Os valores de gastrina voltaram aos níveis de antes do tratamento, geralmente dentro de 1 a 2 semanas após a interrupção do tratamento. Amostras por biópsia gástrica humana do antro e do fundo de mais de 500 doentes tratados com rabeprazol ou com tratamento de comparação até 8 semanas não mostraram alterações da histologia das células ECL, do grau de gastrite, da incidência de gastrite atrófica, de metaplasia intestinal ou da prevalência de infeção por Helicobacter pylori. Em mais de 250 doentes seguidos durante mais de 36 meses de tratamento contínuo, não se observou alteração significativa nos valores apresentados inicialmente. Outros efeitos Não se detetaram até à data efeitos sistémicos do rabeprazol sódico no sistema nervoso central, nos sistemas cardiovascular e respiratório. O rabeprazol sódico, administrado por via oral em doses de 20 mg durante 2 semanas, não teve efeito na função da tiroide, no metabolismo dos glúcidos, ou nos níveis circulantes da hormona paratiroide, cortisol, estrogénio, testosterona, prolactina, colecistoquinina, secretina, glucagon, hormona folículo-estimulante (FSH), hormona luteinizante (LH), renina, aldosterona ou somatotrofina. Estudos realizados com indivíduos saudáveis mostraram que rabeprazol sódico não tem interações clinicamente significativas com a amoxicilina. O rabeprazol não influencia adversamente as concentrações plasmáticas de amoxicilina ou claritromicina quando administradas em associação para combater a infeção gastrointestinal superior por H.pylori. 06-11-2022 Durante o tratamento com medicamentos antissecretores, a gastrina sérica aumenta em resposta à diminuição da secreção ácida. Além disso, a CgA aumenta devido à redução da acidez gástrica. O nível aumentado de CgA pode interferir com as análises para pesquisa de tumores neuroendócrinos. Os dados disponíveis publicados sugerem que os inibidores da bomba de protões (IBPs) devem ser descontinuados entre 5 dias e 2 semanas antes das medições de CgA. Isto destina-se a permitir que os níveis de CgA que possam estar falsamente aumentados na sequência do tratamento com IBP regressem ao intervalo de referência.

5.2. Propriedades farmacocinéticas

Absorção Rabeprazol Sandoz é um comprimido de revestimento entérico (gastrorresistente) de rabeprazol sódico. Esta forma farmacêutica é necessária porque o rabeprazol é ácido-lábil. Portanto, a absorção do rabeprazol sódico começa somente depois do comprimido sair do estômago. A absorção é rápida, ocorrendo os níveis plasmáticos máximos de rabeprazol aproximadamente 3,5 horas após uma dose de 20 mg. As concentrações máximas plasmáticas (Cmax) de rabeprazol e a AUC são lineares no intervalo de doses de 10 mg a 40 mg. A biodisponibilidade absoluta de uma dose oral de 20 mg (comparada com a administração intravenosa) é de cerca de 52%, devido em grande parte ao metabolismo pré-sistémico. Adicionalmente a biodisponibilidade não parece aumentar com uma administração repetida. Em indivíduos saudáveis a semivida plasmática é aproximadamente de uma hora (variação entre 0,7 e 1,5 horas), e a depuração corporal total estima-se em 283 ± 98 ml/min. Não houve interação clinicamente relevante com a comida. Nem os alimentos nem a hora da administração do tratamento afetam a absorção de rabeprazol sódico. Distribuição O rabeprazol liga-se em cerca de 97% às proteínas plasmáticas humanas. Biotransformação e eliminação O rabeprazol sódico, assim como outros membros da classe dos inibidores da bomba de protões (IBP) é metabolizado através do sistema metabolizante do fármaco a nível hepático do citocromo P450 (CYP450). Testes in vitro com microssomas de fígado humano comprovaram que rabeprazol sódico é metabolizado pelas isoenzimas do (CYP450) (CYP2C19 e CYP3A4). Nestes estudos, com as concentrações plasmáticas humanas esperadas, o rabeprazol nem induziu nem inibiu o CYP3A4; e embora os estudos in vitro nem sempre tenham valor preditivo da situação in vivo, estas informações indicam que não se espera nenhuma interação entre o rabeprazol e a ciclosporina. Nos seres humanos, os metabolitos principais são o tioéter (M1) e o ácido carboxílico (M 6); os metabolitos menores, observados em níveis mais baixos, são a sulfona (M2), o desmetil-tioéter (M4) e o conjugado com o ácido mercaptúrico (M5). Apenas o metabolito desmetil (M3) tem uma pequena atividade antissecretória, mas não se encontra presente no plasma. Após uma dose oral única de 20 mg de rabeprazol sódico marcado com 14C não houve excreção na urina do medicamento inalterado. Aproximadamente 90% da dose foi eliminada na urina principalmente sob a forma de dois metabolitos: um conjugado do ácido mercaptúrico (M5) e um ácido carboxílico (M6), e ainda dois metabolitos desconhecidos. A restante dose foi recuperada nas fezes. 06-11-2022

Género Ajustado à massa corporal e altura, não há diferenças significativas quanto ao género em parâmetros farmacocinéticos após a administração duma dose única de 20 mg de rabeprazol. Disfunção renal Em doentes com insuficiência renal terminal estável que exige hemodiálise de manutenção (depuração da creatinina menor que ou igual a 5 ml/min/1,73 m2), a eliminação do rabeprazol sódico foi muito semelhante à dos voluntários saudáveis. A AUC e a Cmax nestes doentes foram cerca de 35% inferiores às de voluntários saudáveis. A semivida média do rabeprazol foi de 0,82 horas em voluntários saudáveis, de 0,95 horas em doentes durante a hemodiálise e de 3,6 horas após diálise. A depuração do medicamento em doentes com doença renal que exigia hemodiálise de manutenção foi aproximadamente duas vezes maior do que em voluntários saudáveis. Disfunção hepática Após a administração duma dose única de 20 mg de rabeprazol a doentes com insuficiência hepática ligeira a moderada crónica a AUC duplicou e a semivida de rabeprazol aumentou 2 a 3 vezes em comparação com voluntários saudáveis. No entanto, após a administração duma dose diária de 20 mg durante 7 dias a AUC aumentou apenas 1,5 vezes e a Cmax 1,2 vezes. A semivida de rabeprazol em doentes com insuficiência hepática foi de 12,3 horas comparada com 2,1 horas em voluntários saudáveis. A resposta farmacodinâmica (controlo do pH gástrico) nos dois grupos foi clinicamente comparável. Idosos A eliminação de rabeprazol diminuiu ligeiramente nos idosos. Administrando uma dose diária de 20 mg de rabeprazol sódico durante 7 dias, a AUC duplicou aproximadamente, o Cmax aumentou 60% e o t½ aumentou aproximadamente 30% em comparação com voluntários saudáveis jovens. No entanto, não houve evidência de acumulação do rabeprazol. Polimorfismo CYP2C19 Após a administração duma dose diária de 20 mg de rabeprazol durante 7 dias, a AUC e o t½ foram aproximadamente 1,9 e 1,6 vezes maiores nos metabolizadores CYP2C19 lentos do que nos metabolizadores rápidos, tendo a Cmax aumentado somente 40%.

5.3. Dados de segurança pré-clínica

Observaram-se efeitos pré-clínicos somente com exposições que excediam bastante a exposição máxima no homem, o que exclui preocupações com a segurança no homem face aos dados obtidos no animal. Estudos de mutagenicidade não foram conclusivos. Testes feitos na linha de células de linfoma do rato foram positivos, mas os testes de micronúcleos in vivo e testes de reparação ADN in vivo e in vitro foram negativos. Estudos de carcinogenicidade não revelaram risco especial para o homem.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

06-11-2022

6.1. Lista dos excipientes

Núcleo do comprimido: Hidróxido de cálcio Manitol Hidroxipropilcelulose (baixa substituição) Estearil fumarato de sódio Revestimento1: Hipromelose Talco Revestimento gastrorresistente 2 (10 mg): Ftalato de hipromelose: Sebacato dibutílico Óxido de ferro amarelo (E172) Óxido de ferro vermelho (E172) Dióxido de titânio (E171) Revestimento gastrorresistente 2 (20 mg): Ftalato de hipromelose: Sebacato dibutílico Óxido de ferro amarelo (E172) Dióxido de titânio (E171)

6.2. Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3. Prazo de validade

3 anos.

6.4. Precauções especiais de conservação

Não conservar acima de 25ºC. Conservar na embalagem de origem de forma a proteger da humidade.

6.5. Natureza e conteúdo do recipiente

Blisters de Alumínio-Alumínio com exsicante: 5, 7, 10, 14, 15, 20, 25, 28, 30, 37, 50, 56, 60, 75, 90, 98, 100 e 120 comprimidos gastrorresistentes. É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6. Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Sandoz Farmacêutica Lda. 06-11-2022 Avenida Professor Doutor Cavaco Silva, n.º 10E Taguspark 2740-255 Porto Salvo Portugal

8. NÚMEROS DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Rabeprazol Sandoz 10 mg: N.º de registo: 5313721 – 14 comprimidos revestidos, 10 mg, blister de Alu/Alu N.º de registo: 5313739 – 56 comprimidos revestidos, 10 mg, blister de Alu/Alu Rabeprazol Sandoz 20 mg: N.º de registo: 5313747 – 14 comprimidos revestidos, 20 mg, blister de Alu/Alu N.º de registo: 5313754 – 56 comprimidos revestidos, 20 mg, blister de Alu/Alu

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO Data da primeira autorização: 13.07.2010 Data da última renovação:

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

6 de novembro de 2022

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Respostas geradas automaticamente a partir do folheto informativo oficial deste medicamento. Não substituem, em caso algum, o parecer do seu farmacêutico ou do seu médico. Em caso de emergência, ligue 112.