Triticum OD
Folheto informativo: Informação para o utilizador
Triticum OD 150 mg comprimidos de libertação prolongada Triticum OD 300 mg comprimidos de libertação prolongada cloridrato de trazodona
Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois contém informação importante para si. -Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente. -Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico. -Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outras pessoas. O medicamento pode ser-lhes prejudicial, mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença. – Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.
O que contém este folheto:
1. O que é Triticum OD e para que é utilizado
2. O que precisa de saber antes de tomar Triticum OD
3. Como tomar Triticum OD
4. Efeitos indesejáveis possíveis
5. Como conservar Triticum OD
6. Conteúdo da embalagem e outras informações
1. O que é Triticum OD e para que é utilizado
Este medicamento pertence ao grupo farmacoterapêutico: 2.9.3 – Sistema Nervoso Central. Psicofármacos. Antidepressores
O Triticum OD está indicado no tratamento da depressão
2. O que precisa saber antes de tomar Triticum OD
Não tome Triticum OD Se tem alergia (hipersensibilidade) à substância ativa ou a qualquer dos outros componentes deste medicamento (indicados na secção 6). Se tem idade inferior a 18 anos. Trazodona não deve ser utilizada durante a fase de recuperação de enfarte agudo do miocárdio, na intoxicação por álcool ou hipnóticos. Triticum é normalmente contraindicado durante a gravidez e aleitamento
Advertências e precauções
Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Triticum OD
Interferência com análises de urina Se for efetuada uma pesquisa de drogas na sua urina utilizando uma técnica específica (imunoensaios), enquanto estiver a tomar Triticum OD, pode surgir um resultado falso-positivo para a anfetamina. Esta situação deve-se a uma interferência analítica entre um metabolito da trazodona e um derivado de anfetamina (ecstasy). Neste caso, consulte o seu médico e peça uma análise de confirmação usando outras técnicas (espectrometria de massa ou cromatografia líquida-espectrometria de massa), com as quais essa interferência não se verifica.
Crianças e adolescentes Utilização em crianças e adolescentes menores de 18 anos A trazodona não deve ser usada em crianças e adolescentes de idade inferior a 18 anos. Além disso, deve ter-se em atenção que, quando usado em adolescentes menores de 18 anos, este grupo de medicamentos pode aumentar o risco de efeitos indesejáveis tais como tentativa de suicídio, ideação suicida e hostilidade (essencialmente agressividade, comportamento conflituoso e raiva). Além disso, não está disponível informação de segurança a longo prazo em crianças e adolescentes relativamente ao crescimento, maturação e desenvolvimento cognitivo e comportamental. Suicídio/ideação suicida/agravamento da situação clínica A depressão está associada ao aumento do risco de ideação suicida, autoagressividade e suicídio (eventos relacionados com suicídio). O risco prevalece até que ocorra remissão significativa dos sintomas. Como durante as primeiras semanas ou mais de tratamento, pode não se verificar qualquer melhoria, os doentes deverão ter uma vigilância mais rigorosa até que essa melhoria ocorra. De acordo com a prática clínica, em geral o risco de suicídio pode aumentar nas fases iniciais da recuperação.
Os doentes com história de pensamentos/comportamentos relacionados com o suicídio, que apresentem um grau significativo destes sintomas antes do início do tratamento, apresentam também um maior risco de ideação suicida ou de tentativa de suicídio, devendo por este motivo ser cuidadosamente monitorizados durante o tratamento. Uma meta-análise de estudos clínicos controlados com placebo em adultos com distúrbios psiquiátricos demonstrou um aumento do risco de comportamentos relacionados com o suicídio em doentes com menos de 25 anos a tomar antidepressivos comparativamente aos doentes a tomar placebo. A terapêutica medicamentosa deverá ser acompanhada de uma monitorização rigorosa em particular nos doentes de maior risco especialmente na fase inicial do tratamento ou na sequência de alterações posológicas.
Os doentes (e os prestadores de cuidados de saúde) devem ser alertados para a necessidade de monitorização relativamente a qualquer agravamento da sua situação clínica, pensamentos/comportamentos relacionados com o suicídio e alterações invulgares no comportamento e para procurar assistência médica imediatamente caso estes ocorram.
Consulte o seu médico antes de tomar Triticum OD, em caso de: – Epilepsia; evitar especialmente aumentos ou diminuições repentinas da dosagem – Doentes com insuficiência hepática ou renal, particularmente se forem graves – Doentes com problemas cardiovasculares, tais como angina pectoris, distúrbios de condução ou bloqueios AV de diferente grau, enfarte do miocárdio recente – Hipertiroidismo – Perturbação da micção, como hipertrofia da próstata, embora não se prevejam problemas dado que o efeito anticolinérgico da trazodona é mínimo – Glaucoma de ângulo fechado agudo, aumento da pressão intraocular, embora não se preveja grandes alterações devido ao efeito anticolinérgico mínimo da trazodona
Se ocorrer icterícia no doente, a terapêutica com trazodona deve ser suspensa. A administração de antidepressivos em doentes com esquizofrenia ou com outras perturbações psicóticas pode resultar num possível agravamento dos sintomas psicóticos. Pode ocorrer intensificação de pensamentos paranoicos. Durante a terapêutica com trazodona, uma fase depressiva pode passar de uma psicose maníaco-depressiva a uma fase maníaca. Neste caso, o tratamento com trazodona deve ser suspenso.
Foram descritas interações em termos de síndrome serotoninérgica/síndrome neuroléptica maligna, no caso da utilização concomitante de outras substâncias de atuação serotoninérgica, tais como outros antidepressivos (p. ex. antidepressivos tricíclicos, ISRSs, IRSNs e inibidores da MAO) e neurolépticos. Foram notificadas síndromes neurolépticas malignas com desfecho fatal em casos de administração concomitante com neurolépticos, em relação aos quais esta síndrome constitui uma possível reação medicamentosa secundária. (ver secção 2 “Ao tomar Triticum OD com outros medicamentos” e secção 4 para obter mais informações).
Uma vez que a agranulocitose pode ela própria manifestar-se clinicamente através de sintomas semelhantes aos da gripe, dor de garganta e febre, nestes casos é aconselhável efetuar exames hematológicos.
Os doentes idosos podem mais frequentemente experimentarem hipotensão ortostática, sonolência e outros efeitos anticolinérgicos da trazodona. Atenção cuidadosa deve ser dada ao potencial para estes efeitos adversos com a administração de medicação concomitante, com outros psicotrópicos ou antihipertensivos ou na presença de fatores de risco como morbilidade, que podem agravar essas reações. É recomendado que o paciente/cuidador seja informado do potencial para essas reações e monitorizar de perto tais efeitos após o início da terapêutica, antes e depois do aumento da dosagem.
Recomenda-se a seguir à terapêutica com trazodona, principalmente depois de um período prolongado de tratamento, uma redução gradual da dose até à suspensão completa, de forma a minimizar a ocorrência de sintomas de abstinência caracterizados por náusea, dores de cabeça e indisposição.
Não existem evidências de que o cloridrato de trazodona possui qualquer propriedade aditiva.
Muito raramente foram notificados como acontece com outros medicamentos antidepressivos, casos de prolongamento do intervalo QT com trazodona. Recomenda-se precaução quando se prescreve trazodona com medicamentos conhecidos por induzirem prolongamento do intervalo QT. A trazodona deve ser usada com precaução em doentes com doença cardiovascular conhecida, incluindo as associadas ao prolongamento do intervalo QT.
Os inibidores potentes do CYP3A4 podem originar aumentos dos níveis séricos da trazodona. (ver secção 2 “Outros medicamentos e Triticum OD).
Tal como acontece com outros medicamentos com atividade alfa-adrenolítica, a trazodona tem sido associada, a casos muito raros de priapismo. Esta situação clínica pode ser tratada com uma injeção intracavernosa de um agente alfa-adrenérgico, como a adrenalina ou o metaraminol. No entanto, existem casos de priapismo induzido pela trazodona que necessitaram de intervenção cirúrgica ou conduziram a disfunção sexual permanente. Os doentes que desenvolvem esta suspeita de reação secundária devem suspender imediatamente o tratamento com trazodona.
Outros medicamentos e Triticum OD Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.
Gerais: Os efeitos sedativos dos antipsicóticos, hipnóticos, sedativos ansiolíticos e medicamentos anti-histamínicos podem ser intensificados; nestes casos, recomenda- se a redução da dosagem. O metabolismo dos antidepressivos é acelerado pelos contracetivos orais, fenitoína, carbamazepina e barbitúricos devido aos efeitos hepáticos. O metabolismo dos antidepressivos é inibido pela cimetidina e outros antipsicóticos.
Informe o seu médico se estiver a tomar algum dos seguintes medicamentos:
Inibidores de CYP3A4: Incluem a eritromicina, cetoconazol, itraconazol, ritonavir, indinavir e nefazodona. Estes medicamentos aumentam os efeitos indesejáveis do Triticum OD. Por esta razão, o uso concomitante deve ser evitado sempre que possível, ou pelo menos deve considerar-se a administração de uma dose mais baixa.
Carbamazepina: A administração conjunta com carbamazepina resulta na redução das concentrações plasmáticas de Triticum OD. Por esta razão, os doentes a tomar Triticum OD em associação com carbamazepina devem ser cuidadosamente monitorizados.
Antidepressivos tricíclicos: Deve-se evitar a administração concomitante devido ao risco de interação. A síndrome serotoninérgica e os efeitos indesejáveis cardiovasculares devem ser acautelados.
Fluoxetina: Foram notificados casos raros de níveis plasmáticos elevados de trazodona e efeitos indesejáveis quando a trazodona foi combinada com fluoxetina. Não se pode excluir uma interação farmacodinâmica (síndrome serotoninérgica).
Inibidores da monoamina oxidase: Ocasionalmente foram notificadas possíveis interações com inibidores da monoamina oxidase. Apesar de alguns médicos prescreverem em simultâneo os dois medicamentos, não se recomenda o uso de trazodona concomitantemente com inibidores da MAO, ou no período de duas semanas da descontinuação destas substâncias. Também não se recomenda a administração de inibidores da MAO no período de uma semana da descontinuação do tratamento com trazodona.
Fenotiazinas: A coadministração com clorpromazina, flufenazina, levomepromazina, perfenazina pode originar hipotensão ortostática grave.
Anestésicos/relaxantes musculares: Triticum OD pode intensificar os efeitos dos relaxantes musculares e dos anestésicos voláteis, pelo que deve ter-se precaução no caso de utilização concomitante.
Levodopa: Os antidepressivos podem acelerar o metabolismo da levodopa.
Anticoagulantes e/ou antiplaquetários (para diminuir a coagulação do sangue)
A coagulação do sangue pode ser alterada com risco de hemorragia.
Outros O uso concomitante de Triticum OD com fármacos conhecidos por prolongarem o intervalo QT, pode aumentar o risco de arritmias ventriculares, incluindo “torsade de pointes”. Deverá ter-se precaução quando estes fármacos são administrados concomitantemente com trazodona.
Dado que a trazodona é apenas um inibidor muito fraco da recaptação da noradrenalina e não altera a resposta da tensão arterial à tiramina, é improvável a interferência com a ação hipotensiva de compostos do tipo da guanetidina. No entanto, estudos realizados em animais sugerem que a trazodona pode inibir a maioria das ações agudas da clonidina. Apesar de não terem sido relatadas interações, deve ser considerada a possibilidade de potenciação no caso de outros tipos de fármacos anti-hipertensores.
Os efeitos indesejáveis podem ser mais frequentes quando trazodona é administrada juntamente com preparações que contêm Hypericum perforatum.
A utilização concomitante de Triticum OD com varfarina pode resultar em alterações no tempo de protrombina.
O uso concomitante de trazodona com digoxina ou fenitoína pode resultar em níveis séricos elevados destas substâncias.
A utilização de medicamentos que contêm álcool etílico pode causar resultados positivos em testes antidoping, relativamente a limites afixados por algumas associações desportivas.
Triticum OD com alimentos, bebidas e álcool O medicamento deve ser administrado de preferência com o estômago vazio. Álcool: A trazodona intensifica os efeitos sedativos do álcool, pelo que este deve ser evitado durante a terapêutica com trazodona.
Gravidez e amamentação Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos.
Os dados em animais e num número limitado (inferior a 200) de gravidezes expostas não indicam efeitos indesejáveis da trazodona sobre a gravidez ou na saúde do feto/recém-nascido. De qualquer modo, não estão disponíveis outros dados epidemiológicos relevantes.
Quando a trazodona é usada até à altura do parto, deve-se monitorizar os recém- nascidos devido à ocorrência de sintomas de abstinência.
A possibilidade da trazodona ser excretada no leite também deve ser tida em consideração em mães lactantes.
Portanto, o uso de Triticum OD durante a gravidez e o aleitamento deve ser limitado a casos específicos e apenas após o médico ter avaliado a relação risco-benefício.
Condução de veículos e utilização de máquinas A trazodona tem um efeito mínimo ou moderado na capacidade de condução e utilização de máquinas. Os doentes devem ser advertidos dos riscos de conduzir ou utilizar máquinas até terem a certeza de que não são afetados por sonolência, sedação, tonturas, estados de confusão ou visão enevoada.
3. Como tomar Triticum OD
Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.
O uso do medicamento é limitado a doentes adultos.
Os comprimidos são divisíveis para permitir uma posologia progressiva com doses fracionadas segundo a gravidade da doença, do peso, da idade e do estado geral do doente.
A dose inicial de 150 mg/dia pode ser aumentada 75 mg/dia (meio comprimido de 150 mg) cada três dias (ex: de 225 mg/dia no quarto dia de tratamento) até um máximo de 300 mg/dia. Em alguns casos, a dose inicial pode ser reduzida para 75 mg/dia (meio comprimido de 150 mg), com um aumento progressivo de 75 mg/dia (meio comprimido de 150 mg) cada três dias, até um máximo de 300 mg/dia.
Os comprimidos devem ser tomados com o estômago vazio com um copo de água, sempre uma vez por dia, à noite ou antes de deitar. Os comprimidos não devem ser trincados ou mastigados para garantir uma libertação prolongada.
Idosos: Nos doentes muito idosos ou fragilizados, a dose inicial é de 75 mg/dia, administrada numa dose única à noite. Esta pode ser aumentada, como descrito acima, sob supervisão, de acordo com a tolerância e a eficácia.
Utilização em crianças e adolescentes
O Triticum OD não é recomendado em crianças ou adolescentes menores de 18 anos.
Insuficiência hepática: O Triticum OD é sujeito a um metabolismo hepático extenso e também tem sido associado a hepatotoxicidade. (ver "Precauções de utilização" e "Efeitos indesejáveis"). Por isso, deve ter-se cuidado quando este medicamento é prescrito a doentes com disfunção hepática, particularmente em casos de insuficiência hepática grave. A monitorização periódica da função hepática pode ser considerada.
Insuficiência renal: Normalmente, não é necessário ajustar a dose, mas deve-se ter cuidado quando este medicamento é prescrito a doentes com disfunção renal grave, (ver "Precauções de utilização").
Se tomar mais Triticum OD do que deveria As reações de sobredosagem notificadas com mais frequência incluem sonolência, tonturas, náusea e vómitos. Em casos mais graves, foram notificados coma, taquicardia, hipotensão, convulsões e falha respiratória As características cardíacas podem incluir bradicardia, prolongamento QT e “torsade de pointes”. Os sintomas podem aparecer até às 24 horas ou mais após a sobredosagem. As sobredosagens de trazodona em combinação com outros antidepressivos podem causar síndrome serotoninérgica.
Em caso de ingestão acidental de uma dose excessiva de Triticum OD, contacte imediatamente o seu médico ou dirija-se ao hospital mais próximo. Leve este folheto informativo consigo.
No caso de sobredosagem, deve ser usado carvão ativado ou fazer-se uma lavagem gástrica, com correção dos eletrólitos heméticos. Não existe qualquer antídoto específico.
Caso se tenha esquecido de tomar Triticum OD Se for omitida a administração de uma ou mais doses, o tratamento deve continuar. Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.
Se parar de tomar Triticum OD A interrupção do tratamento deve ser feita de acordo com indicação médica. Geralmente não são necessárias precauções especiais para a suspensão do tratamento. Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico
4. Efeitos indesejáveis possíveis
Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se manifestem em todas as pessoas.
Como todos os medicamentos, Triticum OD pode causar efeitos indesejáveis, no entanto, estes não se manifestam em todas as pessoas. Foram relatados casos de ideação suicida e comportamentos suicidas durante a terapêutica com trazodona ou pouco depois da descontinuação do tratamento.
Os seguintes sintomas, alguns dos quais frequentemente relatados em casos de depressão não tratada, também foram observados em doentes a receber terapêutica com trazodona: – Discrasias sanguíneas (incluindo agranulocitose, trombocitopenia, eosinofilia, leucopenia e anemia) – Reações alérgicas – Síndrome de secreção inadequada da hormona antidiurética – Diminuição dos níveis de sódio no sangue, perda de peso, anorexia e aumento do apetite – Ideação suicida ou comportamento suicida, estado de confusão, insónia, desorientação, mania, ansiedade, nervosismo, agitação (muito ocasionalmente exacerbação para delírio), ilusão, agressividade, alucinações, pesadelos, diminuição da libido e síndrome de abstinência – Síndrome serotoninérgica, convulsão, síndrome neuroléptica maligna, tontura, vertigem, dor de cabeça, sonolência, inquietação, atenção diminuída, tremor, visão enevoada, perturbações da memória, mioclonia, afasia expressiva, parestesia, distonia e paladar alterado – Arritmias cardíacas (incluindo “torsade de pointes”, palpitações, contrações ventriculares prematuras, batimentos duplos ventriculares (couplets), taquicardia ventricular), bradicardia, taquicardia e anomalias no eletrocardiograma (prolongamento do intervalo QT). – Hipotensão ortostática, hipertensão e síncope – Congestão nasal e dispneia – Náusea, vómitos, boca seca, obstipação, diarreia, dispepsia, dor no estômago, gastroenterite, aumento da salivação e íleo paralítico – Anomalias da função hepática (incluindo icterícia e lesão hepatocelular) colestase intra-hepática – Exantema cutâneo, prurido e hiperhidrose – Dores nos membros, dor lombar, mialgia e artralgia – Dificuldades na micção, tais como incontinência urinária (perda de urina) ou retenção urinária (incapacidade em urinar) – Priapismo – Fraqueza, edema, sintomas tipo gripe, fadiga, dor torácica e febre – Enzimas hepáticas elevadas
Comunicação de efeitos indesejáveis Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente ao INFARMED, I.P. através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.
Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) e-mail: [email protected]
5. Como conservar Triticum OD
Este medicamento não necessita de precauções especiais de conservação Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças. Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso no blister e na embalagem exterior após "VAL" (abreviatura utilizada para prazo de validade). O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado. Não utilize este medicamento se verificar sinais visíveis de deterioração.
Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos de que já não utiliza. Estas medidas irão ajudar a proteger o ambiente.
6. Conteúdo da embalagem e outras informações
Qual a composição de Triticum OD
Triticum OD 150 mg comprimidos de libertação prolongada A substância ativa é o cloridrato de trazodona (150 mg)
Os outros componentes são: Núcleo Contramid granulado (amido de milho modificado pré gelatinizado), hipromelose, silica colidal anidra e estearil fumarato de sódio
Revestimento Opadry II amarelo (Polivinilalcool hidrolisado, Dióxido de titânio, Macrogol/PEG 3350, Talco, Óxido de ferro amarelo, Óxido de ferro vermelho)
Triticum OD 300 mg comprimidos de libertação prolongada A substância ativa é o cloridrato de trazodona (300 mg)
Núcleo Contramid granulado (amido de milho modificado pré gelatinizado), hipromelose, silica colidal anidra e estearil fumarato de sódio
Revestimento Opadry II rosa (Polivinilalcool hidrolisado, Dióxido de titânio, Macrogol/PEG 3350, Talco, Óxido de ferro amarelo, Óxido de ferro vermelho)
Qual o aspeto do Triticum OD e conteúdo da embalagem Embalagens de 10, 14, 20, 28 e 30 comprimidos de libertação prolongada, acondicionados em blisters de PVC-PVDC/Aluminío.
Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante
Angelini Pharma Portugal, Unipessoal Lda Rua João Chagas, nº 53 – 3º Piso 1499-040 Cruz Quebrada – Dafundo
Fabricante
ACRAF – Aziende Chimique Riunite Angelini Francesco S.p.A. Via Vecchia del Pinocchio 22 60131 Ancona Itália
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⚕Para profissionais — Resumo das Características do Medicamento (RCM)Ficha técnica completa: posologia, interações, contraindicações, advertências+
1. NOME DO MEDICAMENTO
Triticum OD 150 mg comprimidos de libertação prolongada Triticum OD 300 mg comprimidos de libertação prolongada
2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA
Cada comprimido de libertação prolongada contém 150 mg de Cloridrato de trazodona (correspondendo a 136,6 mg de trazodona) como substância ativa. Cada comprimido de libertação prolongada contém 300 mg de Cloridrato de trazodona (correspondendo a 273,2 mg de trazodona) como substância ativa.
Lista completa de excipientes, ver secção 6.1
3. FORMA FARMACÊUTICA
Comprimidos de libertação prolongada Os comprimidos dosagem de 150 mg são bege – amarelos e ranhurados em ambas as faces. Os comprimidos da dosagem de 300 mg são bege – alaranjado e ranhurados em ambas as faces.
4. INFORMAÇÕES CLIÍNICAS
4.1. Indicações terapêuticas
Tratamento da depressão.
4.2. Posologia e modo de administração
A administração do medicamento é indicada somente a doentes adultos.
Os comprimidos são divisíveis para permitir uma posologia progressiva com doses fracionadas, consoante a gravidade da doença, o peso, a idade e o estado geral do doente.
A dose inicial de 150 mg/dia pode ser aumentada 75 mg/dia (meio comprimido de 150 mg) cada três dias (ex: de 225 mg/dia no quarto dia de tratamento) até um máximo de 300 mg/dia.
Em alguns casos, a dose inicial pode ser reduzida para 75 mg/dia (meio comprimido de 150 mg), com um aumento progressivo de 75 mg/dia (meio comprimido de 150 mg) cada três dias, até um máximo de 300 mg/dia.
Os comprimidos devem ser tomados com o estômago vazio com um copo de água, sempre uma vez por dia, à noite, ou antes, de deitar. Os comprimidos não devem ser trincados ou mastigados para garantir uma libertação prolongada. Idosos: Nos doentes muito idosos ou fragilizados, a dose inicial é de 75 mg/dia, administrada numa dose única à noite (ver secção 4.4). Esta pode ser progressivamente aumentada, como acima descrito, sob supervisão, de acordo com a tolerância e a eficácia. População pediátrica Não se recomenda a utilização de trazodona em crianças com idade inferior a 18 anos devido à falta de dados sobre segurança.
Insuficiência hepática: A trazodona é sujeita a um metabolismo hepático extenso (ver secção 5.2) e também tem sido associada a hepatotoxicidade (ver secções 4.4 e 4.8). Por isso, deve ter-se cuidado quando este medicamento é prescrito a doentes com disfunção hepática, particularmente em casos de insuficiência hepática grave. A monitorização periódica da função hepática pode ser considerada.
Insuficiência renal: Normalmente, não é necessário ajustar a dose, mas deve ter-se cuidado quando este medicamento é prescrito a doentes com insuficiência renal grave (ver também secções 4.4 e 5.2).
4.3. Contraindicações
* Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1. * Contraindicado em indivíduos de idade inferior a 18 anos * Trazodona não deve ser utilizada em casos de intoxicação por álcool ou hipnóticos. * Trazodona não deve ser utilizada durante a fase de recuperação de enfarte agudo do miocárdio.
4.4. Advertências e precauções especiais de utilização
Utilização em crianças e adolescentes de idade inferior a 18 anos A trazodona não deve ser administrada em crianças e adolescentes de idade inferior a 18 anos. Foram observados, com mais frequência, comportamento suicida (tentativa de suicídio, ideação suicida) e hostilidade (essencialmente agressividade, comportamento conflituoso e raiva) em estudos clínicos realizados em crianças e adolescentes tratados com antidepressivos, comparativamente com o placebo. Além disso, não está disponível informação de segurança a longo prazo em crianças e adolescentes relativamente ao crescimento, maturação e desenvolvimento cognitivo e comportamental. *Suicídio/ideação suicida/agravamento da situação clínica
A depressão está associada ao aumento do risco de ideação suicida, autoagressividade e suicídio (pensamentos/comportamentos relacionados com o suicídio). O risco prevalece até que ocorra remissão significativa dos sintomas. Como durante as primeiras semanas ou mais de tratamento pode não se verificar qualquer melhoria, os doentes deverão ter uma vigilância mais rigorosa até que essa melhoria ocorra. De acordo com a prática clínica, em geral o risco de suicídio pode aumentar nas fases iniciais da recuperação. Os doentes com história de pensamentos/comportamentos relacionados com o suicídio, que apresentem um grau significativo destes sintomas antes do início do tratamento, apresentam também um maior risco de ideação suicida ou de tentativa de suicídio, devendo por este motivo ser cuidadosamente monitorizados durante o tratamento. Uma meta-análise de estudos clínicos controlados com placebo em adultos com distúrbios psiquiátricos demonstrou um aumento do risco de comportamentos relacionados com o suicídio em doentes com menos de 25 anos a tomar antidepressivos comparativamente com os doentes a tomar placebo. A terapêutica medicamentosa deverá ser acompanhada de uma monitorização rigorosa em particular nos doentes de maior risco especialmente na fase inicial do tratamento ou na sequência de alterações posológicas.
Os doentes, (e os prestadores de cuidados de saúde), devem ser alertados para a necessidade de monitorização relativamente a qualquer agravamento da sua situação clínica, pensamentos/comportamentos relacionados com o suicídio e alterações invulgares no comportamento e para procurar assistência médica imediatamente caso estes ocorram.
De forma a minimizar o potencial risco de tentativas de suicídio, particularmente no início da terapêutica, em cada ocasião devem apenas ser prescritas quantidades restritas de trazodona.
Recomenda-se que se adote uma dosagem cuidadosa e uma monitorização regular em doentes com as seguintes condições: * Epilepsia, evitar especialmente aumentos ou diminuições repentinas da dosagem * Doentes com insuficiência hepática ou renal, particularmente se forem graves * Doentes com problemas cardiovasculares, tais como angina pectoris, distúrbios de condução ou bloqueios AV de diferente grau, enfarte do miocárdio recente. * Hipertiroidismo * Perturbação da micção, como hipertrofia da próstata, embora não se prevejam problemas dado que o efeito anticolinérgico da trazodona é mínimo * Glaucoma de ângulo fechado agudo, aumento da pressão intraocular, embora não se preveja grandes alterações devido ao efeito anticolinérgico mínimo da trazodona
Se ocorrer icterícia no doente, a terapêutica com trazodona deve ser suspensa.
A administração de antidepressivos em doentes com esquizofrenia ou com outras perturbações psicóticas pode resultar num possível agravamento dos sintomas psicóticos. Pode ocorrer intensificação de pensamentos paranoicos. Durante a terapêutica com trazodona, uma fase depressiva pode passar de uma psicose maníaco-depressiva a uma fase maníaca. Neste caso, o tratamento com trazodona deve ser suspenso.
Foram descritas interações em termos de síndrome serotoninérgica/síndrome neuroléptica maligna, no caso da utilização concomitante de outras substâncias de atuação serotoninérgica, tais como outros antidepressivos (p. ex. antidepressivos tricíclicos, ISRSs, IRSNs e inibidores da MAO) e neurolépticos. Foram notificadas síndromes neurolépticas malignas com desfecho fatal em casos de administração concomitante com neurolépticos, em relação aos quais esta síndrome é conhecida como uma possível reação adversa medicamentosa (Ver secções 4.5 e 4.8 para mais informações). Uma vez que a agranulocitose pode ela própria manifestar-se clinicamente através de sintomas semelhantes aos da gripe, dor de garganta e febre, nestes casos é aconselhável efetuar exames hematológicos.
Recomenda-se precaução nos doentes que tomam agentes serotoninérgicos, como a trazodona, concomitantemente com agentes anticoagulantes e/ou antiplaquetários, e nos doentes com uma tendência de hemorragia conhecida.
Os doentes idosos podem mais frequentemente experimentarem hipotensão ortostática, sonolência e outros efeitos anticolinérgicos da trazodona. Atenção cuidadosa deve ser dada ao potencial para estes efeitos adversos com a administração de medicação concomitante, com outros psicotrópicos ou antihipertensivos ou na presença de fatores de risco como morbilidade, que podem agravar essas reações. É recomendado que o paciente/cuidador seja informado do potencial para essas reações e monitorizar de perto tais efeitos após o início da terapêutica, antes e depois do aumento da dosagem.
Recomenda-se a seguir à terapêutica com trazodona, principalmente depois de um período prolongado de tratamento, uma redução gradual da dose até à suspensão completa, de forma a minimizar a ocorrência de sintomas de abstinência caracterizados por náusea, dores de cabeça e indisposição.
Não existem evidências de que o cloridrato de trazodona possui qualquer propriedade aditiva.
Muito raramente foram notificados, como acontece com outros medicamentos antidepressivos, casos de prolongamento do intervalo QT com trazodona. Recomenda-se precaução quando se prescreve trazodona com medicamentos conhecidos por induzirem prolongamento do intervalo QT. A trazodona deve ser usada com precaução em doentes com doença cardiovascular conhecida, incluindo as associadas ao prolongamento do intervalo QT.
Os inibidores potentes do CYP3A4 podem originar aumentos dos níveis séricos da trazodona. (ver secção 4.5).
Tal como acontece com outros medicamentos com atividade alfa-adrenolítica, a trazodona tem sido associada, a casos muito raros, de priapismo. Esta situação clinica pode ser tratada com uma injeção intracavernosa de um agente alfa- adrenérgico, como a adrenalina ou o metaraminol. No entanto, existem casos de priapismo induzido pela trazodona que necessitaram de intervenção cirúrgica ou conduziram a disfunção sexual permanente. Os doentes que desenvolvem esta suspeita de reação adversa devem suspender imediatamente o tratamento com trazodona.
Interferência com análises de urina Quando são utilizados imunoensaios para a pesquisa de drogas na urina, uma reatividade cruzada do metabolito da trazodona, meta-clorofenilpiperazina (m-CPP), com o derivado estruturalmente semelhante, metilenedioximetanfetamina (MDMA, ecstasy), pode causar resultados falso- positivos para a anfetamina. Nestes casos, recomenda-se não tomar decisões com base apenas nos “pressupostos resultados positivos” obtidos na pesquisa com imunoensaios devendo ser realizada uma análise de confirmação por técnicas de espectrometria de massa (MS), ou, alternativamente, por cromatografia líquida-espectrometria de massa (LC- MS / MS).
4.5. Interações medicamentosas e outras formas de interação
Gerais: Os efeitos sedativos dos antipsicóticos, hipnóticos, sedativos ansiolíticos e medicamentos anti-histamínicos podem ser intensificados; nestes casos, recomenda- se a redução da dosagem. O metabolismo dos antidepressivos é acelerado pelos contracetivos orais, fenitoína, carbamazepina e barbitúricos devido aos efeitos hepáticos. O metabolismo dos antidepressivos é inibido pela cimetidina e outros antipsicóticos. Inibidores de CYP3A4: Estudos in vitro sobre o metabolismo de trazodona sugerem um potencial risco de interação quando a trazodona é administrada com inibidores do CYP3A4, como a eritromicina, cetoconazol, itraconazol, ritonavir e indinavir e nefazodona. Os inibidores do CYP3A4 podem provocar um substancial aumento nas concentrações plasmáticas da trazodona. Confirmou-se através de estudos in vivo realizados em voluntários saudáveis que uma dose de 200 mg de ritonavir 2 vezes/dia aumentou os níveis plasmáticos da trazodona para mais do dobro, provocando náuseas, síncope e hipotensão. Se se administrar a trazodona com um potente inibidor do CYP3A4, deve-se considerar uma dose mais baixa da primeira. No entanto, deve-se evitar a administração concomitante da trazodona com um potente inibidor do CYP3A4.
Carbamazepina: A administração conjunta resulta na redução das concentrações plasmáticas de trazodona. O uso concomitante de 400 mg/dia de carbamazepina originou uma diminuição das concentrações plasmáticas da trazodona e do seu metabolito ativo m- clorofenilpiperazina de 76 % e 60 %, respetivamente. Os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados, para avaliar a eventual necessidade de um aumento da dose de trazodona. Antidepressivos tricíclicos: Deve-se evitar a administração concomitante devido ao risco de interação. A síndrome serotoninérgica e os efeitos secundários cardiovasculares devem ser acautelados.
Fluoxetina: Foram notificados casos raros de níveis plasmáticos elevados de trazodona e efeitos adversos quando a trazodona foi associada à fluoxetina, um inibidor do CYP1A2/2D6. O mecanismo subjacente a uma interação farmacocinética não está totalmente compreendido. Não se pode excluir uma interação farmacodinâmica (síndrome serotoninérgica).
Inibidores da monoamina oxidase: Ocasionalmente foram notificadas possíveis interações com inibidores da monoamina oxidase. Apesar de alguns médicos prescreverem simultâneamente os dois medicamentos, não se recomenda o uso de trazodona concomitantemente com inibidores da MAO, ou no período de duas semanas da descontinuação destas substâncias. Também não se recomenda a administração de inibidores da MAO no período de uma semana da descontinuação do tratamento com trazodona.
Fenotiazinas: Foi observada hipotensão ortostática grave em caso de utilização concomitante de fenotiazinas, como p. ex. clorpromazina, flufenazina, levomepromazina, perfenazina.
Anestésicos/relaxantes musculares: O cloridrato de trazodona pode intensificar os efeitos dos relaxantes musculares e dos anestésicos voláteis, pelo que deve ter-se precaução.
Álcool: A trazodona intensifica os efeitos sedativos do álcool, pelo que deve ser evitado durante a terapêutica com trazodona. Levodopa: Os antidepressivos podem acelerar o metabolismo da levodopa.
Anticoagulantes orais e/ou antiplaquetários:
Foram reportados casos raros de alterações nas funções anticoagulantes (valores laboratoriais e/ou sinais e sintomas clínicos) com aumento de hemorragia.
Outros: O uso concomitante de trazodona com fármacos conhecidos por prolongarem o intervalo QT, pode aumentar o risco de arritmias ventriculares, incluindo “torsade de pointes”. Deverá ter-se precaução quando estes fármacos são administrados concomitantemente com trazodona.
Dado que a trazodona é apenas um inibidor muito fraco da recaptação da noradrenalina e não altera a resposta da tensão arterial à tiramina, é improvável a interferência com a ação hipotensiva de compostos do tipo da guanetidina. No entanto, estudos realizados em animais de laboratório sugerem que a trazodona pode inibir a maioria das ações agudas da clonidina. Apesar de não terem sido relatadas interações, deve ser considerada a possibilidade de potenciação no caso de outros tipos de fármacos anti-hipertensores.
Os efeitos indesejáveis podem ser mais frequentes quando trazodona é administrada juntamente com preparações que contêm Hypericum perforatum.
Tem havido notificações de alterações no tempo de protrombina em doentes a fazerem tratamento concomitante com trazodona e varfarina.
O uso concomitante de trazodona com digoxina ou fenitoína pode resultar em níveis séricos elevados destas substâncias. A monitorização dos níveis séricos deve ser considerada nesses doentes.
4.6. Fertilidade, gravidez e aleitamento
Gravidez: Os dados sobre um número limitado (< 200) de gravidezes expostas não indicam efeitos adversos da trazodona sobre a gravidez ou na saúde do feto/recém-nascido. Até ao momento, não estão disponíveis outros dados epidemiológicos relevantes. Os estudos com animais não revelaram efeitos nocivos diretos ou indiretos na gravidez, no desenvolvimento embrionário/fetal, no parto ou no desenvolvimento pós-natal com doses terapêuticas (ver secção 5.3). Deve ter-se precaução quando se prescreve este medicamento a mulheres grávidas. Quando a trazodona é usada até à altura do parto, deve-se monitorizar os recém- nascidos devido à ocorrência de sintomas de abstinência.
Amamentação Dados limitados revelam que a excreção de trazodona no leito humano é baixa, mas os níveis de metabolito ativo não são conhecidos. Devido à escassez de dados, a decisão de continuar/descontinuar o aleitamento ou a terapêutica com trazodona deve ser feita tendo em consideração o benefício do aleitamento para a criança e o benefício da terapêutica com trazodona para a mulher.
4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas
A trazodona tem um efeito mínimo ou moderado na capacidade de condução e utilização de máquinas. Os doentes devem ser advertidos contra os riscos de conduzir ou utilizar máquinas até terem a certeza de que não são afetados por sonolência, sedação, tonturas, estados de confusão ou visão enevoada.
4.8. Efeitos indesejáveis
Foram reportados casos de ideação suicida e comportamentos suicidas durante a terapêutica com trazodona ou pouco depois da descontinuação do tratamento (ver secção 4.4).
Os seguintes sintomas, alguns dos quais frequentemente reportados em casos de depressão não tratada, também foram observados em doentes a receber terapêutica com trazodona.
Classe de Sistema de Frequência desconhecida (não é possível calcular a órgãos segundo a partir dos dados disponíveis) convenção MEdDRA Doenças do sangue e do Discrasias sanguíneas (incluindo agranulocitose, sistema linfático trombocitopenia, eosinofilia, leucopenia e anemia) Doenças do sistema Reações alérgicas imunitário Doenças endócrinas Síndrome de secreção inadequada da hormona antidiurética Doenças do Hiponatremia, perda de peso, anorexia, aumento do metabolismo e da apetite nutrição Perturbações do foro Ideação suicida ou comportamento suicida, estado de psiquiátrico confusão, insónia, desorientação, mania, ansiedade, nervosismo, agitação (muito ocasionalmente exacerbação para delírio), ilusão, agressividade, alucinações, pesadelos, diminuição da libido, síndrome de abstinência Doenças do sistema Síndrome serotoninérgica, convulsão, síndrome nervoso neuroléptica maligna, tontura, vertigem, dor de cabeça, sonolência, inquietação, atenção diminuída, tremor, visão enevoada, perturbações da memória, mioclonia, afasia expressiva, parestesia, distonia, paladar alterado Cardiopatias Arritmias cardíacas (incluindo torsade de pointes, Classe de Sistema de Frequência desconhecida (não é possível calcular a órgãos segundo a partir dos dados disponíveis) convenção MEdDRA palpitações, contrações ventriculares prematuras, batimentos duplos ventriculares (couplets), taquicardia ventricular), bradicardia, taquicardia, anomalias no eletrocardiograma (prolongamento do intervalo QT). Vasculopatias Hipotensão ortostática, hipertensão, síncope Doenças respiratórias, Congestão nasal, dispneia torácicas e do mediastino Doenças Náusea, vómitos, boca seca, obstipação, diarreia, gastrointestinais dispepsia, dor no estômago, gastroenterite, aumento da salivação, íleo paralítico Doenças hepatobiliares Anomalias da função hepática (incluindo icterícia e lesão hepatocelular), colestase intra-hepática Afeções dos tecidos Exantema cutâneo, prurido, hiperhidrose cutâneos e subcutâneos Afeções músculo- Dores nos membros, dor lombar, mialgia, artralgia esqueléticas e dos tecidos conjuntivos Doenças renais e Perturbação da micção, incontinência urinária, retenção urinárias urinária Doenças dos órgãos Priapismo genitais e da mama Perturbações gerais e Fraqueza, edema, sintomas tipo gripe, fadiga, dor alterações no local de torácica, febre administração Exames Enzimas hepáticas elevadas complementares de diagnóstico
Notificação de suspeitas de reações adversas A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício- risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.:
Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) e-mail: [email protected]
4.9. Sobredosagem
Características da toxicidade As reações de sobredosagem notificadas com mais frequência incluem sonolência, tonturas, náusea e vómitos. Em casos mais graves, foram notificados coma, taquicardia, hipotensão, convulsões e falha respiratória As características cardíacas podem incluir bradicardia, prolongamento QT e “torsade de pointes”. Os sintomas podem aparecer até às 24 horas ou mais após a sobredosagem.
As sobredosagens de trazodona em combinação com outros antidepressivos podem causar síndrome serotoninérgica. Tratamento Não existe antídoto específico para a trazodona. Deve considerar-se a utilização de carvão ativado em adultos que ingeriram mais de 1 g de trazodona, ou em crianças que tenham ingerido mais de 150 mg de trazodona no período de 1 hora da admissão. Em alternativa, nos adultos, pode considerar-se a lavagem gástrica no período de 1 hora da ingestão de uma sobredosagem potencialmente fatal. Vigie durante pelo menos 6 horas após a ingestão (ou 12 horas se tiver sido administrada uma preparação de libertação prolongada). Monitorize a tensão arterial, pulso e a Escala de Coma de Glasgow (ECG). Monitorize a saturação de oxigénio se a GCS for reduzida. Nos doentes sintomáticos deve monitorizar-se a função cardíaca.
As convulsões de curta duração não requerem tratamento. Controle as convulsões frequentes ou as prolongadas com diazepam intravenoso (0,1-0,3 mg/kg de peso corporal) ou lorazepam (4 mg num adulto e 0,05 mg/kg numa criança). Se estas medidas não controlarem os ataques, pode ser útil a administração de uma perfusão intravenosa de fenitoína. Administrar oxigénio e repor o equilíbrio ácido-base e quaisquer perturbações metabólicas, conforme necessário.
Em caso de hipotensão e sedação excessiva, o tratamento deve ser sintomático e de suporte. Se a hipotensão grave persistir, considere o uso de agentes inotrópicos como p. ex. a dopamina ou a dobutamina.
5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS
5.1. Propriedades farmacodinâmicas
Grupo farmacoterapêutico: 2.9.3 - Sistema Nervoso Central. Psicofármacos. Antidepressores Código ATC: N06AX05
Trazodona é um derivado do triazolopyridine, eficaz no tratamento de perturbações depressivas, incluindo a depressão associada com distúrbios de ansiedade e do sono e caracterizado por uma curta latência de ação (cerca de uma semana).
A trazodona é um inibidor da recaptação da serotonina e um antagonista dos recetores 5-HT2, cuja ativação é frequentemente associada à insônia, ansiedade, agitação psicomotora e alterações na função sexual. Ao contrário de outras substâncias psicotrópicas, trazodona não é contraindicada no glaucoma e nos distúrbios do sistema urinário, não apresenta efeitos extrapiramidais e não potencia a transmissão adrenérgica; desprovida de atividade anticolinérgica, trazodona não tem os efeitos típicos dos antidepressivos tricíclicos na função cardíaca.
5.2. Propriedades farmacocinéticas
A seguinte tabela apresenta os parâmetros farmacocinéticos da trazodona de libertação prolongada após uma única administração de 75 mg, 150 mg e 300 mg, e após administração repetida de 300 mg (uma vez por dia até ao estado de equilibrio). A dose de 75 mg corresponde a metade do comprimido de 150 mg.
300 mg 75 mg 150 mg 300 mg (dose (dose única) (dose única) (dose única) repetida) Cmax.ss* Cmax* 294 (71,4) 531 (143) 1179 (583) (ng/mL) 1812 (620) (ng/mL) AUC0-∞ 8.658 16.388 30.983 AUCss* 29.131 (h.ng/mL) (2.833) (5.419) (12.522) (h.ng/mL) (9.931)
Tmax ** 8,00 (2,00- 6,00 (2,00- 7,00 (2,00- Tmáx ** 8,00 (3,00- (h) 30,0) 30,0) 14,0) (h) 16,0)
* média (desvio padrão); ** mediana (intervalo) Cmax = concentração plasmática máxima, Cmax.ss = concentração plasmática máxima em estado de equilibrio; ASC0-∞ = área sob a curva do tempo 0 extrapolado ao infinito; AUCss = área sob a curva no estado de equilíbrio; Tmax = tempo para atingir a concentração máxima
Estudos in vitro em microsomas de fígado humano mostram que a trazodone é maioritariamente metabolizada pelo citocromo P4503A4 (CYP3A4). Após a primeira administração, a semivida da trazodona de libertação prolongada de trazodona, situa-se entre as 10 e 13 horas.
5.3. Dados de segurança pré-clínica
Estudos realizados em animais não evidenciaram qualquer efeito teratogénico direto. Os ensaios toxicológicos em diversas espécies animais demonstraram que a trazodona é bem tolerada e não possui qualquer ação teratogénica ou mutagénica. A DL50 do produto administrado “per os” varia entre 560-690 mg/kg em função da espécie animal em causa.
6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS
6.1. Lista dos excipientes
Comprimidos de libertação prolongada de 150 mg: Núcleo Contramid granulado (amido de milho modificado pré gelatinizado) Hipromelose Silica colidal anidra Estearil fumarato de sódio Revestimento Opadry II amarelo (Polivinilalcool hidrolisado, Dióxido de titânio, Macrogol/PEG 3350, Talco, Óxido de ferro amarelo, Óxido de ferro vermelho)
Comprimidos de libertação prolongada de 300 mg: Núcleo Contramid granulado (amido de milho modificado pré gelatinizado) Hipromelose Silica colidal anidra Estearil fumarato de sódio Revestimento Opadry II rosa (Polivinilalcool hidrolisado, Dióxido de titânio, Macrogol/PEG 3350, Talco, Óxido de ferro amarelo, Óxido de ferro vermelho)
6.2. Incompatibilidades
Não aplicável.
6.3. Prazo de validade
4 anos.
6.4. Precauções especiais de conservação
Este produto não necessita de cuidados especiais de conservação
6.5. Natureza e conteúdo do recipiente
Triticum OD, 150 mg: Embalagens de 10, 14, 20, 28, 30 comprimidos de libertação prolongada doseados a 150 mg acondicionados em blisters de PVC-PVDC/Alumínio. Triticum OD, 300 mg: Embalagens de 10, 14, 20, 28, 30 comprimidos de libertação prolongada doseados a 300 mg acondicionados em blisters de PVC-PVDC/Alumínio.
É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.
6.6. Precauções especiais de eliminação e manuseamento
Os produtos não utilizados ou os resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.
7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
Angelini Pharma Portugal, Unipessoal Lda Rua João Chagas, nº 53 – 3º Piso 1499-040 Cruz Quebrada - Dafundo
8. NÚMERO (S) DE AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
Nº de registo: 5474622 - 10 comprimidos de libertação prolongada, 150 mg, blisters de PVC-PVDC/Alumínio Nº de registo: 5474630 - 14 comprimidos de libertação prolongada, 150 mg, blisters de PVC-PVDC/Alumínio Nº de registo: 5474648 - 20 comprimidos de libertação prolongada, 150 mg, blisters de PVC-PVDC/Alumínio Nº de registo: 5474655 - 28 comprimidos de libertação prolongada, 150 mg, blisters de PVC-PVDC/Alumínio Nº de registo: 5474655- 30 comprimidos de libertação prolongada, 150 mg, blisters de PVC-PVDC/Alumínio
Nº de registo: 5474671 - 10 comprimidos de libertação prolongada, 300 mg, blisters de PVC-PVDC/Alumínio Nº de registo: 5474705 - 14 comprimidos de libertação prolongada, 300 mg, blisters de PVC-PVDC/Alumínio Nº de registo: 5474713- 20 comprimidos de libertação prolongada, 300 mg, blisters de PVC-PVDC/Alumínio Nº de registo: 5474721 - 28 comprimidos de libertação prolongada, 300 mg, blisters de PVC-PVDC/Alumínio Nº de registo: 5474739 - 30 comprimidos de libertação prolongada, 300 mg, blisters de PVC-PVDC/Alumínio
9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO / RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE
INTRODUÇÃO NO MERCADO
Data da primeira autorização: 31 agosto 2012
