Sertralina Sandoz 100 mg Comprimidos revestidos MG
Folheto informativo: Informação para o doente
Sertralina Sandoz 50 mg comprimidos revestidos por película Sertralina Sandoz 100 mg comprimidos revestidos por película
sertralina
Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois contém informação importante para si. – Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente. – Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico. – Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença. – Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.
O que contém este folheto:
1. O que é Sertralina Sandoz e para que é utilizado
2. O que precisa de saber antes de tomar Sertralina Sandoz
3. Como tomar Sertralina Sandoz
4. Efeitos indesejáveis possíveis
5. Como conservar Sertralina Sandoz
6. Conteúdo da embalagem e outras informações.
1. O que é Sertralina Sandoz e para que é utilizado
Sertralina Sandoz contém a substância ativa sertralina. A sertralina pertence a um grupo de medicamentos denominados Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina (ISRSs); estes medicamentos são utilizados para tratar a depressão e/ou perturbações de ansiedade.
Sertralina Sandoz pode ser utilizado para tratar: • Depressão e prevenção da recorrência da depressão (em adultos). • Perturbação de ansiedade social (em adultos). • Perturbação de stress pós-traumático (PTSD) (em adultos). • Perturbação de pânico (em adultos). • Perturbação obsessiva-compulsiva (POC) (em adultos e crianças e adolescentes com 6-17 anos de idade).
A depressão é uma condição clínica com sintomas como sentimento de tristeza, incapacidade de dormir corretamente ou de apreciar a vida como costumava.
A POC e a perturbação de pânico são doenças associadas a ansiedade com sintomas como sentimento de constante incómodo por ideias persistentes (obsessões) que o levam a desempenhar rituais repetitivos (compulsões).
A PTSD é uma condição que pode ocorrer após uma experiência emocional muito traumática e apresenta alguns sintomas que são similares a depressão e ansiedade. A perturbação de ansiedade social (fobia social) é uma doença associada à ansiedade. É caracterizada por sensações de ansiedade intensa ou nervosismo em situações sociais (por exemplo: falar com estranhos, falar à frente de grupos de pessoas, comer ou beber à frente de outros ou receio de poder comportar-se de maneira embaraçosa).
O seu médico decidiu que este medicamento é indicado para tratar a sua doença. Deve consultar o seu médico caso tenha dúvidas quanto ao motivo da prescrição de Sertralina Sandoz.
2. O que precisa de saber antes de tomar Sertralina Sandoz
Não tome Sertralina Sandoz • Se tem alergia à sertralina ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6). • Se está a tomar, ou tomou, medicamentos denominados inibidores da monoaminoxidase (IMAOs como a selegilina e moclobemida) ou medicamentos semelhantes aos IMAOs (como a linezolida). Se parar o tratamento com Sertralina Sandoz, deve esperar, pelo menos, uma semana antes de iniciar o tratamento com um IMAO. Após parar o tratamento com um IMAO, deve esperar, pelo menos, 2 semanas antes de iniciar o tratamento com Sertralina Sandoz. • Se está a tomar outro medicamento denominado pimozida (um medicamento para tratamento de perturbações mentais como a psicose).
Advertências e precauções
Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Sertralina Sandoz. Os medicamentos nem sempre são adequados para todas as pessoas. Informe o seu médico antes de tomar Sertralina Sandoz caso sofra, ou tenha sofrido no passado, de qualquer uma das seguintes condições:
• Se tem epilepsia (convulsão) ou antecedentes de crises epiléticas. Caso tenha uma convulsão (crise epilética), contacte o seu médico imediatamente. • Se sofreu de doença maníaca depressiva (doença bipolar) ou esquizofrenia. Caso tenha um episódio maníaco, contacte o seu médico imediatamente. • Se tem, ou teve anteriormente, pensamentos de autoagressão ou de suicídio (ver abaixo “Pensamentos suicidas e agravamento da depressão ou perturbação da ansiedade”). • Se tem síndrome serotoninérgica. Em casos raros, esta síndrome pode ocorrer quando toma certos medicamentos ao mesmo tempo que Sertralina Sandoz. (Para sintomas, ver secção 4. “Efeitos indesejáveis possíveis”). O seu médico deve tê-lo informado se sofreu desta condição no passado. • Se tem um baixo nível de sódio no sangue, uma vez que pode ser resultado do tratamento com Sertralina Sandoz. Também deverá informar o seu médico caso esteja a tomar certos medicamentos para a hipertensão, uma vez que estes medicamentos também podem alterar os níveis de sódio no sangue. • Se for idoso, uma vez que pode ter um risco aumentado de ter um baixo nível de sódio no sangue (ver acima). • Se tem doença hepática; o seu médico poderá decidir que deve tomar uma dose mais baixa de Sertralina Sandoz. • Se tem diabetes; os seus níveis de glicose podem ser alterados devido a Sertralina Sandoz e os seus medicamentos para a diabetes podem necessitar de ajuste posológico. • Se sofre de perturbações hemorrágicas ou se está a tomar medicamentos que aumentem a fluidez do sangue (ex.: ácido acetilsalicílico (aspirina) ou varfarina) ou que possam aumentar o risco de hemorragia, ou se está grávida (ver secção “Gravidez”). • Se for uma criança ou adolescente com idade inferior a 18 anos. Sertralina Sandoz deve apenas ser utilizado para tratar crianças e adolescentes com idades entre os 6-17 anos, que sofram de perturbação obsessiva compulsiva (POC). Se estiver a ser tratado para esta perturbação, o seu médico irá querer monitorizá-lo de perto (ver abaixo “Crianças e adolescentes”). • Se estiver a fazer terapia eletroconvulsiva (TEC). • Se tiver problemas com os seus olhos, como certos tipos de glaucoma (aumento da pressão no olho). • Se foi informado que tem uma anomalia no seu traçado cardíaco detetada após um eletrocardiograma (ECG), conhecida como prolongamento do intervalo QT. • Se tem uma doença de coração, níveis baixos de potássio ou níveis baixos de magnésio, antecedentes familiares de prolongamento do intervalo QT, frequência cardíaca baixa e utilização concomitante de medicamentos que prolongam o intervalo QT.
Medicamentos como Sertralina Sandoz (também denominados ISRSs/ISRNs) podem causar sintomas de disfunção sexual (ver secção 4). Em alguns casos, estes sintomas continuaram após a interrupção do tratamento.
Acatisia/inquietude A utilização de Sertralina Sandoz tem sido associada a uma instabilidade perturbadora e necessidade de se mover, muitas vezes acompanhada por uma incapacidade de estar ou permanecer quieto (acatisia). A probabilidade de ocorrência é maior nas primeiras semanas de tratamento. O aumento da dose pode ser prejudicial, por isso, se desenvolver estes sintomas, deve falar com o seu médico.
Reações de privação Os efeitos indesejáveis devidos à interrupção do tratamento (reações de privação) são frequentes, sobretudo se for interrompido abruptamente (ver secção 3 "Se parar de tomar Sertralina Sandoz" e secção 4. "Efeitos indesejáveis possíveis"). O risco de reações de privação depende da duração do tratamento, da dose e da taxa de redução da dose. Em regra, tais sintomas são, geralmente, ligeiros a moderados. No entanto, podem ser graves em alguns doentes. Ocorrem habitualmente nos primeiros dias após a interrupção do tratamento. De um modo geral, tais sintomas desaparecem por si e no prazo de 2 semanas. Em alguns doentes podem durar mais tempo (2-3 meses ou mais). Aquando da interrupção do tratamento com Sertralina Sandoz, é recomendada a redução gradual da dose durante um período de algumas semanas ou meses e deverá sempre discutir a melhor maneira de parar o tratamento com o seu médico.
Pensamentos relacionados com o suicídio e agravamento da sua depressão ou perturbação da ansiedade: Se se encontra deprimido e/ou tem perturbações de ansiedade pode, por vezes, pensar em auto agredir- se ou suicidar-se. Estes pensamentos podem aumentar no início do tratamento com antidepressivos, pois estes medicamentos demoram cerca de duas semanas a fazerem-se sentir mas, por vezes, pode demorar mais tempo.
Poderá estar mais predisposto a ter este tipo de pensamentos nas seguintes situações: • Se tem antecedentes de ter pensamentos sobre suicidar-se ou auto agredir-se. • Se é um jovem adulto. A informação proveniente de ensaios clínicos revelou um maior risco de comportamento suicida em indivíduos adultos com menos de 25 anos de idade com problemas psiquiátricos tratados com antidepressivos. Se em qualquer momento tiver pensamentos de autoagressão ou suicídio deverá contactar o seu médico ou dirigir-se imediatamente ao hospital. Poderá ser útil para si contar a uma pessoa próxima de si, ou a um familiar, que se encontra deprimido, ou que tem perturbações de ansiedade, e dar-lhes este folheto a ler. Poderá também solicitar-lhes que o informem caso verifiquem um agravamento do seu estado de depressão ou ansiedade, ou se ficarem preocupados com alterações no seu comportamento. Crianças e adolescentes Sertralina Sandoz não deve, normalmente, ser utilizada em crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos, exceto no caso de doentes com Perturbação Obsessiva-Compulsiva (POC). Doentes com idade inferior a 18 anos apresentam um risco acrescido de efeitos indesejáveis tais como, tentativa de suicídio, pensamentos de autoagressão ou suicídio (ideação suicida) e hostilidade (predominantemente agressividade, comportamento de oposição e cólera), quando tomam medicamentos desta classe. Apesar disso, o médico poderá prescrever Sertralina Sandoz para doentes com idade inferior a 18 anos quando decida que tal é necessário. Se o seu médico lhe prescreveu Sertralina Sandoz e tem menos de 18 anos e quiser discutir esta questão, volte a contactá-lo. Deverá informar o seu médico se algum dos sintomas acima mencionados se desenvolver ou piorar enquanto estiver a tomar Sertralina Sandoz. Não foram ainda demonstrados os efeitos de segurança de Sertralina Sandoz a longo prazo, no que respeita ao crescimento, à maturação e aprendizagem (desenvolvimento cognitivo) e desenvolvimento comportamental neste grupo etário.
Outros medicamentos e Sertralina Sandoz Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos.
Alguns medicamentos podem afetar o modo como Sertralina Sandoz atua, ou Sertralina Sandoz pode reduzir a eficácia de outros medicamentos tomados ao mesmo tempo.
Tomar Sertralina Sandoz com os seguintes medicamentos pode causar efeitos indesejáveis graves • Medicamentos denominados inibidores da monoamino-oxidase (IMAOs) como a moclobemida (para tratar a depressão), selegilina (para tratar a doença de Parkinson), o antibiótico linezolida e azul de metileno (para tratar os níveis elevados de metahemoglobina no sangue). Não utilize Sertralina Sandoz com estes medicamentos. • Medicamentos para tratar perturbações mentais como a psicose (pimozida). Não utilize Sertralina Sandoz com pimozida.
Informe o seu médico se estiver a tomar algum dos seguintes medicamentos • Medicamentos que contenham anfetaminas (utilizados no tratamento da perturbação de défice de atenção/hiperatividade (ADHD), narcolepsia e obesidade). • Produtos medicinais que contenham hipericão (Hipericum perforatum). Os efeitos do hipericão podem prolongar-se por 1-2 semanas. • Produtos que contenham o aminoácido triptofano. • Medicamentos para tratar a dor de forte intensidade (opioides, por exemplo tramadol, fentanilo e buprenorfina). • Medicamentos utilizados em anestesia ou para tratar a dor crónica (fentanilo, mivacúrio e suxametónio). • Medicamentos para tratar enxaquecas (por exemplo sumatriptano). • Medicamentos para aumentar a fluidez do sangue (varfarina). • Medicamentos para o tratamento da dor/artrite (anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) como o ibuprofeno, ácido acetilsalicílico (aspirina)). • Sedativos (diazepam). • Diuréticos. • Medicamentos para tratar a epilepsia (fenitoína, carbamazepina e fenobarbital). • Medicamentos para tratar a diabetes (tolbutamida). • Medicamentos para tratar o excesso de ácido no estômago, úlceras e azia (cimetidina, lansoprazol, pantoprazol, rabeprazol, omeprazol). • Medicamentos para tratar a mania e depressão (lítio). • Medicamentos usados para prevenir náuseas e vómitos após uma cirurgia ou quimioterapia (aprepitant). • Outros medicamentos para tratar a depressão (como amitriptilina, nortriptilina, nefazodona, fluoxetina, fluvoxamina). • Medicamentos para tratar esquizofrenia e outras perturbações mentais (como perfenazina, levomepromazina e olanzapina). • Medicamentos utilizados para tratar a hipertensão arterial, dor no peito ou regular a frequência ou ritmo cardíaco (como o diltiazem, verapamilo, flecainida, propafenona). • Medicamentos utilizados para tratar infeções bacterianas (tais como a rifampicina, claritromicina, eritromicina, telitromicina). • Medicamentos utilizados para tratar infeções fúngicas (como o cetoconazol, itraconazol, posaconazol, voriconazol, fluconazol). • Medicamentos utilizados no tratamento de VIH/SIDA e Hepatite C (inibidores de protease como ritonavir, telaprevir). • Medicamentos conhecidos por aumentarem o risco de alterações na atividade elétrica do coração (por exemplo, alguns antipsicóticos e antibióticos). • Metamizol, um medicamento utilizado para tratar a dor e a febre.
Sertralina Sandoz com alimentos, bebidas e álcool Sertralina Sandoz comprimidos pode ser tomado com ou sem alimentos.
Deve ser evitado o álcool enquanto estiver a tomar Sertralina Sandoz.
Sertralina Sandoz não deve ser tomado em associação com sumo de toranja, uma vez que pode aumentar a quantidade de Sertralina Sandoz no seu organismo.
Gravidez, amamentação e fertilidade Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.
Gravidez A segurança de sertralina não foi estabelecida na mulher grávida. Sertralina Sandoz apenas lhe deve ser administrada enquanto estiver grávida se o seu médico considerar que o benefício para si excede quaisquer riscos possíveis para o bebé em desenvolvimento. Certifique-se que a sua parteira e/ou médico sabem que está a tomar Sertralina Sandoz. Quando tomado durante a gravidez, especialmente nos últimos 3 meses de gravidez, medicamentos como Sertralina Sandoz podem aumentar o risco de uma condição grave em bebés, chamada hipertensão pulmonar persistente do recém-nascido (HPPRN), fazendo o bebé respirar mais rápido e parecer azulado. Estes sintomas geralmente começam durante as primeiras 24 horas após o nascimento do bebé. Se isto acontecer ao seu bebé deverá contactar imediatamente a sua parteira e/ou médico.
O seu bebé recém-nascido pode também ter outras condições que geralmente começam durante as primeiras 24 horas após o nascimento. Os sintomas incluem: • dificuldade em respirar • pele azulada, ou estar muito quente ou muito frio • lábios azuis • vómitos, ou dificuldade de alimentação • estar muito cansado, não conseguir dormir ou chorar muito • músculos rígidos ou flexíveis • tremores, nervosismo ou convulsões • reações reflexas aumentadas • irritabilidade • baixos níveis de açúcar.
Se o seu bebé tem algum destes sintomas quando nasce, ou se estiver preocupada com a saúde do seu bebé, contacte o seu médico ou parteira, que serão capazes de aconselhá-la.
Se tomar Sertralina Sandoz perto do final da gravidez, pode haver um risco aumentado de hemorragia vaginal intensa logo após o nascimento, especialmente se tiver antecedentes de distúrbios hemorrágicos. O seu médico ou parteira devem estar cientes de que está a tomar Sertralina Sandoz
para que a possam aconselhar.
Amamentação Existe evidência de que sertralina passa para o leite materno. Sertralina Sandoz apenas deve ser utilizado por mulheres a amamentar caso o seu médico considere que o benefício excede quaisquer riscos possíveis para o bebé.
Fertilidade Alguns medicamentos como Sertralina Sandoz podem reduzir a qualidade do esperma em estudos com animais. Teoricamente, isso poderia afetar a fertilidade, mas o impacto sobre a fertilidade humana ainda não foi observado.
Condução de veículos e utilização de máquinas Os medicamentos psicotrópicos como Sertralina Sandoz podem influenciar a sua capacidade para conduzir veículos e utilizar máquinas. Portanto, não deve conduzir veículos ou utilizar máquinas até que saiba como este medicamento afeta a sua capacidade para desempenhar estas atividades.
Sertralina Sandoz contém sódio Este medicamento contém menos de 1 mmol de sódio (23 mg) por comprimido, ou seja, é praticamente “isento de sódio”.
3. Como tomar Sertralina Sandoz
Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico. Sertralina Sandoz comprimidos pode ser tomado com ou sem alimentos. O comprimido pode ser dividido em doses iguais.
Tome o seu medicamento uma vez por dia, de manhã ou à noite.
Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.
A dose recomendada é: Adultos Depressão e perturbação obsessiva-compulsiva: A dose de 50 mg/dia é normalmente eficaz na depressão e POC. A dose diária pode ser aumentada em incrementos de 50 mg durante, no mínimo uma semana, a um período de algumas semanas. A dose máxima recomendada é 200 mg/dia. Perturbação de pânico, perturbação de ansiedade social e perturbação de stress pós- traumático: Na perturbação de pânico, perturbação de ansiedade social e perturbação de stress pós- traumático, o tratamento deve ser iniciado com a dose de 25 mg/dia e, após uma semana, aumentado para 50 mg/dia. A dose diária pode ser aumentada em incrementos de 50 mg durante um período de algumas semanas. A dose máxima recomendada é 200 mg/dia.
Utilização em crianças e adolescentes Sertralina Sandoz deve apenas ser utilizado para tratar crianças e adolescentes que sofram de POC com idade compreendida entre 6-17 anos.
Perturbação obsessiva-compulsiva: Crianças entre 6 e 12 anos de idade: a dose inicial recomendada é de 25 mg/dia. Após uma semana, o seu médico pode aumentar a dose para 50 mg/dia. A dose máxima é de 200 mg/dia. Adolescentes entre 13 e 17 anos de idade: a dose inicial recomendada é de 50 mg/dia. A dose máxima é de 200 mg/dia.
Caso tenha problemas de fígado ou rins, informe o seu médico e siga os seus conselhos.
O seu médico irá dizer-lhe durante quanto tempo deverá tomar este medicamento. Isto dependerá da natureza da sua doença e do modo como responde ao tratamento. Poderão decorrer várias semanas até que os seus sintomas comecem a melhorar. O tratamento da depressão geralmente continua durante 6 meses após a melhoria.
Se tomar mais Sertralina Sandoz do que deveria Se acidentalmente tomar mais Sertralina Sandoz do que deveria, contacte o seu médico imediatamente ou dirija-se à urgência hospitalar mais próxima. Leve sempre a embalagem do medicamento consigo, quer ainda tenha medicamento ou não.
Os sintomas de sobredosagem podem incluir sonolência, náuseas e vómitos, aceleração dos batimentos cardíacos, tremores, agitação, tonturas e, em casos raros, inconsciência.
Caso se tenha esquecido de tomar Sertralina Sandoz Caso se tenha esquecido de tomar uma dose, não tome a dose esquecida. Tome a próxima dose à hora habitual. Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.
Se parar de tomar Sertralina Sandoz Não pare de tomar Sertralina Sandoz a menos que o seu médico o indique. O seu médico irá querer reduzir a sua dose de Sertralina Sandoz durante várias semanas antes de interromper a toma deste medicamento. Se interromper abruptamente a toma deste medicamento pode sofrer efeitos indesejáveis como tonturas, dormência, perturbações do sono, agitação ou ansiedade, dor de cabeça, enjoos, indisposição e tremores. Se sentir algum destes efeitos indesejáveis, ou quaisquer outros efeitos indesejáveis enquanto interrompe a toma de Sertralina Sandoz fale com o seu médico.
Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.
4. Efeitos indesejáveis possíveis
Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se manifestem em todas as pessoas. O efeito indesejável mais frequente é náusea. Os efeitos indesejáveis dependem da dose e normalmente desaparecem ou diminuem com a continuação do tratamento.
Informe o seu médico imediatamente: Se sentir algum dos sintomas seguintes após a toma deste medicamento, estes sintomas podem ser graves. • Se desenvolver uma reação cutânea grave que cause bolhas (eritema multiforme), (isto pode afetar a boca e a língua). Estes podem ser sinais de uma situação conhecida como síndrome de Stevens-Johnson, ou Necrólise Epidérmica Tóxica (NET). O seu médico irá parar o seu tratamento nestes casos. • Reação alérgica ou alergia, que podem incluir sintomas como uma erupção cutânea com comichão, dificuldade em respirar, pieira, inchaço das pálpebras, cara ou lábios. • Se sentir agitação, confusão, diarreia, temperatura e tensão altas, transpiração excessiva e batimentos cardíacos acelerados. Estes são sintomas da Síndrome Serotoninérgica. Em casos raros, esta síndrome pode ocorrer enquanto estiver a tomar certos medicamentos ao mesmo tempo que Sertralina Sandoz. O seu médico pode querer parar o seu tratamento. • Se desenvolver olhos e pele amarelos, o que pode significar danos no fígado. • Se sentir sintomas depressivos com ideias de autoagressão ou suicidas (ideação suicida). • Se começar a ter sentimentos de inquietação e não for capaz de se sentar ou permanecer quieto após a toma de Sertralina Sandoz. Deve informar o seu médico se começar a sentir-se inquieto. • Se tiver convulsões. • Se tiver um episódio maníaco (ver secção 2 "Advertências e Precauções").
Os efeitos indesejáveis seguintes foram observados em ensaios clínicos realizados com adultos.
Efeitos indesejáveis muito frequentes (podem afetar mais de 1 em 10 pessoas):
Insónia, tonturas, sonolência, dor de cabeça, diarreia, enjoo, boca seca, falência ejaculatória, fadiga.
Efeitos indesejáveis frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas):
• constipação, dor de garganta, corrimento nasal, aumento do apetite, diminuição do apetite • depressão, sensação estranha, pesadelos, ansiedade, agitação, nervosismo, diminuição do interesse sexual, ranger os dentes • tremor, problemas no movimento muscular (como movimentos excessivos, músculos tensos, dificuldade em andar e rigidez, espasmos e movimentos involuntários dos músculos)* • dormência e formigueiro, tremor, tensão muscular, alteração do paladar, falta de atenção • perturbações visuais, zumbido nos ouvidos • palpitações, afrontamentos, bocejo • dores abdominais, vómitos, prisão de ventre, mal-estar do estômago, gases • erupção cutânea, aumento da transpiração • disfunção eréctil, irregularidades menstruais • dor nas articulações, dor nas costas, dor muscular • mal-estar, dor no peito, fraqueza, febre • aumento de peso • lesão
Efeitos indesejáveis pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas):
• gastroenterite, infeção do ouvido • tumor • hipersensibilidade, alergia sazonal • baixos níveis de hormonas da tiroide, • ideação suicida, comportamento suicida*, perturbação psicótica, pensamentos anómalos, falta de cuidados, alucinação, agressão, humor eufórico, paranoia • amnésia, diminuição da sensação, contrações musculares involuntárias, desmaios, movimentos excessivos, enxaqueca, convulsões, tonturas ao levantar, alteração da coordenação, alteração do discurso • pupilas dilatadas • dor no ouvido • batimentos cardíacos acelerados, problemas de coração • problemas hemorrágicos (como sangramento do estômago)*, tensão alta, rubor, sangue na urina • falta de ar, sangramento do nariz, dificuldades respiratórias, possíveis sibilos • fezes escuras, afeções nos dentes, inflamação do esófago, afeções na língua, hemorroidas, aumento da salivação, dificuldade em engolir, arrotos, alterações na língua • inchaço dos olhos, urticária, perda de cabelo, prurido, manchas roxas na pele, problemas de pele com bolhas, pele seca, edema facial, suores frios • osteoartrite, contrações musculares, cãibras musculares*, fraqueza muscular • aumento da frequência de urinar, problemas a urinar, incapacidade de urinar, incontinência urinária, aumento da micção, necessidade de urinar durante a noite • disfunção sexual, sangramento vaginal excessivo, hemorragia vaginal, disfunção sexual feminina • inchaço das pernas, arrepios, dificuldade em andar, sede • aumento dos níveis de enzimas hepáticas, diminuição do peso. Foram notificados casos de ideação e comportamento suicida durante o tratamento com sertralina ou pouco depois da interrupção do tratamento (ver secção 2).
Efeitos indesejáveis raros (podem afetar até 1 em 1000 pessoas):
• diverticulite, glândulas linfáticas inchadas, diminuição das plaquetas*, diminuição dos glóbulos brancos* • reação alérgica grave • problemas endócrinos* • níveis elevados de colesterol, problemas em controlar os níveis de açúcar no sangue (diabetes), baixo nível de açúcar no sangue, aumento do nível de açúcar no sangue*, baixos níveis de sal no sangue* • sintomas físicos devido a stress ou emoções, pesadelos*, dependência de substâncias, sonambulismo, ejaculação precoce • coma, movimentos alterados, dificuldades na movimentação, aumento da sensibilidade, dor de cabeça súbita e grave (que pode ser sinal de uma condição grave, conhecida como Síndrome de Vasoconstrição Cerebral Reversível (SVCR))*, perturbações sensoriais • manchas nos campos visuais, glaucoma, visão dupla, dor nos olhos provocada pela luz, sangue no olho, pupilas de tamanho desigual*, visão anormal*, problemas lacrimais • ataque cardíaco, vertigens, desmaios ou desconforto no peito que podem ser sinais de alterações na atividade elétrica (observada no eletrocardiograma) ou ritmo anormal do coração*, batimentos cardíacos lentos • má circulação sanguínea nos braços e pernas • respiração rápida, cicatrização progressiva do tecido pulmonar (Doença Pulmonar Intersticial)*, aperto na garganta, dificuldade em falar, respiração lenta, soluços • ulceração da boca, pancreatite*, sangue nas fezes, ulceração da língua, feridas na boca, • alterações da função hepática, problemas graves na função hepática*, amarelecimento da pele e dos olhos (icterícia)* • reação da pele ao sol*, edema da pele*, alteração da textura do cabelo, alteração do odor da pele, erupção folicular • degradação do tecido muscular*, problemas ósseos • hesitação urinária, diminuição da micção • corrimento mamário, secura vaginal, corrimento genital, dor e vermelhidão do pénis e do prepúcio, aumento mamário*, ereção prolongada • hérnia, tolerância ao fármaco diminuída • aumento do nível de colesterol, análises laboratoriais anormais*, alteração do sémen, problemas de coagulação* • procedimento de relaxamento dos vasos sanguíneos.
Frequência desconhecida (a frequência não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis): • maxilar preso* • enurese noturna* • perda parcial da visão • inflamação do cólon (que causa diarreia) * • hemorragia vaginal intensa pouco depois do nascimento (hemorragia pós-parto), ver Gravidez na secção 2 para mais informação • fraqueza muscular e dor muscular intensa, que pode ser um sinal de doença semelhante à deficiência múltipla de acil- coenzima A desidrogenase (“MADD”)*
* Efeitos indesejáveis notificados após a comercialização.
Efeitos indesejáveis adicionais em crianças e adolescentes
Em ensaios clínicos com crianças e adolescentes, os efeitos indesejáveis foram geralmente semelhantes aos adultos (ver acima). Os efeitos indesejáveis mais comuns em crianças e adolescentes foram dor de cabeça, insónia, diarreia e indisposição.
Sintomas que podem ocorrer quando o tratamento é interrompido Se parar de tomar este medicamento subitamente pode sentir efeitos indesejáveis, tais como tonturas, dormência, perturbações do sono, agitação ou ansiedade, dores de cabeça, sensação de enjoo, mal- estar e agitação (ver secção 3 "Se parar de tomar Sertralina Sandoz").
Foi observado um risco aumentado de fraturas ósseas em doentes que tomam este tipo de medicamentos.
Comunicação de efeitos indesejáveis Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente ao INFARMED, I.P. através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.
Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]
5. Como conservar Sertralina Sandoz
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.
Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem exterior e blister, após EXP. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.
Este medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.
Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.
6. Conteúdo da embalagem e outras informações
Qual a composição de Sertralina Sandoz
– A substância ativa é a sertralina. Cada comprimido revestido por película contém 50 mg de sertralina (na forma de cloridrato). Cada comprimido revestido por película contém 100 mg de sertralina (na forma de cloridrato).
– Os outros componentes são celulose microcristalina, hidrogenofosfato de cálcio di-hidratado, hidroxipropilcelulose, carboximetilamido sódico (Tipo A), estearato de magnésio, hipromelose, talco, dióxido de titânio (E171).
Qual o aspeto de Sertralina Sandoz e conteúdo da embalagem
Sertralina Sandoz 50 mg Comprimidos revestidos por película: Comprimido revestido por película branco, em forma de cápsula, com ranhura, com a impressão “SE ǀ 50” de um lado.
Sertralina Sandoz 100 mg Comprimidos revestidos por película: Comprimido revestido por película branco, em forma de cápsula, com ranhura, com a impressão “SE ǀ 100” de um lado.
Sertralina Sandoz está disponível em blisters contendo 10, 14, 15, 20, 28, 30, 50, 50×1, 60, 98 e 100 comprimidos revestidos por película ou em frascos contendo 30, 50, 100, 250, 300 e 500 comprimidos revestidos por película.
É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.
Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante Titular da Autorização de Introdução no Mercado Sandoz Farmacêutica, Lda. Quinta da Fonte, Rua dos Malhões, n.º 5 Edifício Q56 D. Pedro I, Piso 0 2770-071 Paço de Arcos Portugal Fabricante Lek Pharmaceuticals d.d. Verovskova 57 1526 Ljubljana Eslovénia
Lek Pharmaceuticals d.d. Trimlini 2 D, 9220 Lendava Eslovénia
Salutas Pharma GmbH, Barleben, Otto-von-Guericke-Allee, 1 D-39179 Barleben Alemanha
Lek S.A. ul. Domaniewska, 50 C 02 – 672 Warszawa Polónia
Lek S.A. ul. Podlipie 16 95-010 Strykow Polónia
Este medicamento encontra-se autorizado nos Estados Membros do Espaço Económico Europeu (EEE) com os seguintes nomes: Dinamarca Sertralin “Hexal” Finlândia Sertralin HEXAL 50 mg tabletti, kalvopäällysteinen Sertralin HEXAL 100 mg tabletti, kalvopäällysteinen Noruega Sertralin HEXAL 50 mg filmdrasjerte tabletter Sertralin HEXAL 100 mg filmdrasjerte tabletter Portugal Sertralina Sandoz República Checa Sertivan Suécia Sertralin Hexal 50 mg filmdragerad tablett Sertralin Hexal 100 mg filmdragerad tablett
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⚕Para profissionais — Resumo das Características do Medicamento (RCM)Ficha técnica completa: posologia, interações, contraindicações, advertências+
1. NOME DO MEDICAMENTO
Sertralina Sandoz 50 mg comprimidos revestidos por película Sertralina Sandoz 100 mg comprimidos revestidos por película
2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA
Sertralina Sandoz 50 mg comprimidos revestidos por película Cada comprimido revestido por película contém 50 mg de sertralina (na forma de cloridrato). Excipiente(s) com efeito conhecido: Cada comprimido contém 0,79 mg (0,034 mmol) de sódio.
Sertralina Sandoz 100 mg comprimidos revestidos por película Cada comprimido revestido por película contém 100 mg de sertralina (na forma de cloridrato). Excipiente(s) com efeito conhecido: Cada comprimido contém 1,58 mg (0,069 mmol) de sódio.
Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.
3. FORMA FARMACÊUTICA
Comprimido revestido por película
Sertralina Sandoz 50 mg Comprimidos revestidos por película: Comprimidos revestidos por película brancos, em forma de cápsula, ranhurados, com a impressão “SE | 50” de um lado. O comprimido pode ser dividido em doses iguais.
Sertralina Sandoz 100 mg Comprimidos revestidos por película: Comprimidos revestidos por película brancos, em forma de cápsula, ranhurados, com a impressão “SE | 100” de um lado. O comprimido pode ser dividido em doses iguais.
4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS
4.1. Indicações terapêuticas
Sertralina está indicada para o tratamento de: Episódios depressivos major. Prevenção de recorrência de episódios depressivos major. Perturbação de pânico, com ou sem agorafobia. Perturbação Obsessiva-Compulsiva (POC) em adultos e doentes pediátricos com 6-17 anos de idade. Perturbação de ansiedade social. Perturbação de Stress Pós-Traumático (PTSD).
4.2. Posologia e modo de administração
Posologia
Tratamento inicial Depressão e POC O tratamento com sertralina deve ser iniciado com uma dose de 50 mg/dia.
Perturbação de Pânico, PTSD e Perturbação de Ansiedade Social O tratamento deve ser iniciado com uma dose de 25 mg/dia. Após uma semana, a dose deverá ser aumentada para 50 mg, uma vez ao dia. Este regime posológico tem demonstrado reduzir a frequência dos reações adversas precoces emergentes do tratamento, característicos da perturbação de pânico.
Titulação Depressão, POC, Perturbação de Pânico, Perturbação de Ansiedade Social e PTSD Os doentes que não respondam a uma dose de 50 mg poderão beneficiar de aumentos da dose. As alterações na dose devem ser efetuadas em incrementos de 50 mg com intervalos de, pelo menos, uma semana, até à dose máxima de 200 mg/dia. Alterações na dose não devem ser efetuadas mais que uma vez por semana, tendo em conta as 24 horas de semivida de eliminação da sertralina.
O início do efeito terapêutico pode ser observado dentro de sete dias. No entanto, são habitualmente necessários períodos mais longos para que se demonstre resposta terapêutica, especialmente na POC.
Manutenção A dose durante a terapêutica prolongada deve manter-se no mais baixo nível eficaz, com ajustes subsequentes consoante a resposta terapêutica.
Depressão O tratamento prolongado pode também ser apropriado na prevenção da recorrência de episódios depressivos major (EDM). Na maioria dos casos, a dose recomendada na prevenção da recorrência de EDM é igual à utilizada durante o episódio corrente. Os doentes com depressão devem ser tratados por um período de tempo suficiente, de pelo menos 6 meses, para assegurar que estão livres de sintomas.
Perturbação de pânico e POC Deve-se avaliar regularmente o tratamento continuado na perturbação de pânico e POC, uma vez que não se demonstrou a prevenção de recaídas nestas perturbações.
Idosos A dose deve ser ajustada com precaução nos idosos, uma vez que estes apresentam um risco maior de hiponatrémia (ver secção 4.4).
Compromisso hepático A utilização da sertralina em doentes com doença hepática deve ser feita com precaução. Em doentes com compromisso hepático, deve ser considerada a utilização de uma dose menor ou menos frequente (ver secção 4.4). A sertralina não deve ser utilizada nos casos de compromisso hepático grave uma vez que não estão disponíveis dados clínicos (ver secção 4.4).
Compromisso renal Não é necessário ajuste de dose em doentes com compromisso renal (ser secção 4.4).
População pediátrica Crianças e adolescentes com perturbação obsessiva compulsiva
13-17 anos: inicialmente 50 mg, uma vez ao dia. 6-12 anos: inicialmente 25 mg, uma vez ao dia. A dose pode ser aumentada para 50 mg, uma vez ao dia, após uma semana.
As doses subsequentes podem ser aumentadas, nos casos em que resposta é inferior ao desejado, em incrementos de 50 mg durante algumas semanas, conforme necessário. A dose máxima é de 200 mg por dia. No entanto, quando ocorrem aumentos em relação à dose de 50 mg deve ter-se em consideração o peso corporal geralmente inferior nas crianças em comparação com os adultos. As alterações da dose não devem ocorrer em intervalos inferiores a uma semana.
Não foi demonstrada eficácia em doentes pediátricos com depressão major.
Não estão disponíveis dados relativos a crianças com idade inferior a 6 anos (ver secção 4.4).
Modo de administração
A sertralina deve ser administrada em toma única diária de manhã ou à noite. Os comprimidos de sertralina podem ser administrados com ou sem alimentos.
Sintomas de privação observados na descontinuação da sertralina A descontinuação abrupta deve ser evitada. Quando se interrompe o tratamento com sertralina, a dose deve ser gradualmente reduzida ao longo de um período de, pelo menos, uma a duas semanas, a fim de reduzir o risco de reações de privação (ver secções 4.4 e 4.8). Caso ocorram sintomas intoleráveis após uma diminuição da dose ou descontinuação do tratamento, poderá considerar-se retomar a dose prescrita anteriormente. Subsequentemente, o médico pode continuar a diminuir a dose, mas a um ritmo mais lento.
4.3. Contraindicações
Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer dos excipientes mencionados na secção 6.1.
A administração concomitante de inibidores da monoaminoxidase (IMAOs) está contraindicada, devido ao risco de síndrome serotoninérgica que inclui sintomas como agitação, tremor e hipertermia. O tratamento com sertralina não deve ser iniciado no período de, pelo menos, 14 dias após descontinuação do tratamento com um IMAO irreversível. A sertralina deve ser descontinuada, pelo menos, 7 dias antes do início do tratamento com um IMAO irreversível (ver secção 4.5).
A administração concomitante da pimozida é contraindicada (ver secção 4.5).
4.4. Advertências e precauções especiais de utilização
Síndrome Serotoninérgica (SS) ou Síndrome Maligna dos Neurolépticos (SMN) O desenvolvimento de síndromes potencialmente fatais como a Síndrome Serotoninérgica (SS) ou Síndrome Maligna dos Neurolépticos (SMN) foi notificado com ISRSs, incluindo o tratamento com sertralina. O risco de SS ou NMS com ISRSs é aumentado com a utilização concomitante de outros medicamentos serotoninérgicos (incluindo outros antidepressivos serotoninérgicos, anfetaminas, triptanos), com medicamentos que comprometam o metabolismo da serotonina (incluindo IMAOs, por exemplo, azul de metileno), antipsicóticos e outros antagonistas da dopamina assim como com opióides (por exemplo, buprenorfina). Os doentes devem ser monitorizados para o aparecimento de sinais e sintomas de SS ou SMN (ver secção 4.3).
Mudança do tratamento iniciado com inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS), antidepressivos ou medicamentos para o tratamento da POC A experiência referente a ensaios controlados é limitada no que se refere à ocasião considerada ótima para mudar o tratamento com ISRSs, antidepressivos ou medicamentos para o tratamento da POC para a sertralina. Deverá efetuar-se uma avaliação médica cuidada e prudente aquando desta mudança de tratamento, particularmente no caso de fármacos de ação prolongada, como a fluoxetina.
Outros medicamentos serotoninérgicos ex. triptofano, fenfluramina e agonistas 5-HT A coadministração de sertralina e outras substâncias ativas que aumentam os efeitos da neurotransmissão serotoninérgica, tais como anfetaminas, triptofano ou fenfluramina ou agonistas 5-HT, ou o produto medicinal à base de hipericão (Hypericum perforatum), deve ser efetuada com precaução e evitada sempre que possível, atendendo ao potencial desenvolvimento de interações farmacodinâmicas. Prolongamento do intervalo QTc/Torsade de Pointes (TdP) Foram notificados casos de prolongamento do intervalo QTc e Torsade de Pointes (TdP) durante a utilização pós-comercialização de sertralina. A maioria das notificações ocorreu em doentes com outros fatores de risco para prolongamento do intervalo QTc /TdP. O efeito no prolongamento do intervalo QTc foi confirmado num estudo do QTc em voluntários saudáveis, com uma razão exposição-resposta positiva estatisticamente significativa. Consequentemente a sertralina deverá ser utilizada com precaução em doentes com fatores de risco adicionais para prolongamento do intervalo QTc como por exemplo, doença cardíaca, hipocaliemia ou hipomagnesemia, antecedentes familiares de prolongamento do intervalo QTc, bradicardia e utilização concomitante de medicamentos que prolongam o intervalo QTc (ver secções 4.5 e 5.1)..
Ativação de hipomania ou mania Foram notificados sintomas maníacos/hipomaníacos emergentes numa pequena proporção de doentes tratados com medicamentos antidepressivos e para o tratamento da POC, incluindo a sertralina. Assim, a sertralina deve ser utilizada com precaução em doentes com história de mania/hipomania. É necessário cuidadoso seguimento do doente pelo médico. A sertralina deverá ser descontinuada nos doentes que entrem numa fase maníaca.
Esquizofrenia Os sintomas psicóticos podem ser agravados em doentes esquizofrénicos.
Crises epiléticas Podem ocorrer crises epiléticas com o tratamento com sertralina: a sertralina deve ser evitada em doentes com epilepsia instável e os doentes com epilepsia controlada devem ser cuidadosamente monitorizados. A sertralina deverá ser descontinuada em qualquer doente que desenvolva crises epiléticas.
Suicídio/ideação suicida/tentativa de suicídio ou agravamento da situação clínica A depressão está associada a um aumento do risco de ideação suicida, autoagressividade e suicídio (pensamentos/comportamentos relacionados com suicídio). O risco prevalece até que ocorra remissão significativa dos sintomas. Como durante as primeiras semanas, ou mais, de tratamento pode não se verificar qualquer melhoria, os doentes deverão ter uma vigilância mais rigorosa até que essa melhoria ocorra. De acordo com a experiência clínica geral, o risco de suicídio pode estar aumentado nas fases iniciais da recuperação.
Outros distúrbios psiquiátricos para os quais a sertralina é prescrita podem estar associados ao aumento do risco de ideação/comportamentos relacionados com o suicídio. Adicionalmente, estas condições podem ser comórbidas com os distúrbios depressivos major. Consequentemente, deverão ser tomadas as mesmas precauções que aquando do tratamento de doentes com distúrbios depressivos major e durante o tratamento de doentes com outras doenças psiquiátricas. Os doentes com história de pensamentos/comportamentos relacionados com suicídio, que apresentem um grau significativo destes sintomas antes do início do tratamento, apresentam também um maior risco de ideação suicida ou de tentativa de suicídio, devendo, por este motivo, ser cuidadosamente monitorizados durante o tratamento. Uma meta-análise de ensaios clínicos controlados com placebo em adultos com distúrbios psiquiátricos demonstrou um aumento do risco de comportamentos relacionados com o suicídio em doentes com menos de 25 anos a tomar antidepressivos, comparativamente aos doentes a tomar placebo.
A terapêutica medicamentosa deverá ser acompanhada de uma monitorização rigorosa, em particular nos doentes de maior risco, especialmente na fase inicial do tratamento ou na sequência de alterações posológicas. Os doentes, e os prestadores de cuidados de saúde, devem ser alertados para a necessidade de monitorização relativamente a qualquer agravamento da sua situação clínica, pensamentos/comportamentos relacionados com o suicido e para procurar assistência médica imediatamente caso estes ocorram.
Disfunção sexual Os inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS)/ inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (ISRNs) podem causar sintomas de disfunção sexual (ver secção 4.8). Foram notificados casos de disfunção sexual de longa duração, em que os sintomas persistiram apesar da descontinuação do ISRS/ ISRN.
População pediátrica A sertralina não deve ser utilizada no tratamento de crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos, exceto nos casos de doentes com perturbação obsessiva-compulsiva com 6-17 anos de idade. Foram observados com maior frequência comportamentos relacionados com o suicídio (tentativa de suicídio e ideação suicida) e hostilidade (predominantemente agressão, comportamento de oposição e cólera) em ensaios clínicos com crianças e adolescentes tratados com antidepressivos, em comparação com os que se encontravam a tomar placebo. Se, não obstante, com base na necessidade clínica, a decisão de tratamento for tomada, o doente deve ser rigorosamente monitorizado em relação ao aparecimento de sintomas suicidas.
Adicionalmente, apenas estão disponíveis evidências clínicas limitadas referentes a dados de segurança a longo prazo em crianças e adolescentes, incluindo efeitos no crescimento, na maturação sexual e no desenvolvimento cognitivo e comportamental.
Após a comercialização foram notificados alguns casos de atraso no crescimento e na puberdade. A relevância clínica e causalidade não são ainda claras (ver dados de segurança pré-clínica correspondentes na secção 5.3).
Os médicos devem monitorizar os doentes pediátricos em tratamento prolongado para alterações no crescimento e desenvolvimento.
Alterações hemorrágicas/hemorragia Foram notificados casos de alterações hemorrágicas associadas à utilização de ISRSs, incluindo hemorragias cutâneas (equimoses e púrpura) e outros acontecimentos hemorrágicos como hemorragias gastrointestinais ou ginecológicas, incluindo hemorragias fatais.
Recomenda-se precaução aos doentes a tomar ISRSs, em particular em uso concomitante com medicamentos que tenham efeito na função plaquetária (ex. anticoagulantes, antipsicóticos atípicos e fenotiazidas, a maioria dos antidepressivos tricíclicos, ácido acetilsalicílico e anti- inflamatórios não esteroides (AINEs)), assim como em doentes com história de alterações hemorrágicas (ver secção 4.5).
Hiponatremia Pode ocorrer hiponatremia como resultado do tratamento com ISRSs ou ISRNs, incluindo sertralina. Em muitos casos, a hiponatremia aparenta ser o resultado de uma síndrome de secreção inadequada de hormona antidiurética (SIHAD). Foram notificados casos de níveis séricos de sódio inferiores a 110 mmol/l.
Os doentes idosos podem apresentar um risco acrescido de desenvolvimento de hiponatremia com ISRSs e ISRNs. Doentes em tratamento com diuréticos ou que estejam com depleção do volume também podem apresentar risco acrescido (ver Utilização no idoso na secção 4.4). Deve ser considerada a descontinuação da sertralina e instituição da intervenção médica adequada nos doentes com hiponatremia sintomática. Os sinais e sintomas de hiponatremia incluem cefaleia, dificuldades de concentração, compromisso da memória, confusão, fraqueza e instabilidade, o que pode levar a quedas. Os sinais e sintomas associados a casos mais graves e/ou agudos incluíram alucinações, síncope, convulsões, coma, paragem respiratória e morte.
Sintomas de privação observados na descontinuação do tratamento com sertralina Os sintomas de privação são comuns quando o tratamento é interrompido, sobretudo se for interrompido abruptamente (ver secção 4.8). Em ensaios clínicos, entre os doentes tratados com sertralina, a incidência de reações de privação notificadas foi de 23% nos que interromperam o tratamento com sertralina comparado aos 12% nos que continuaram a tomar sertralina.
O risco de sintomas de privação pode estar dependente de vários fatores, incluindo a duração e dose do tratamento e a taxa de redução da dose. As reações notificadas com maior frequência foram tonturas, distúrbios sensoriais (incluindo parestesia), distúrbios do sono (incluindo insónia e sonhos intensos), agitação ou ansiedade, náuseas e/ou vómitos, tremor e cefaleia. Estes sintomas são, geralmente, ligeiros a moderados; contudo, em alguns doentes podem ser de intensidade grave. Ocorrem, normalmente, nos primeiros dias após a descontinuação do tratamento, contudo houve notificações muito raras destes sintomas em doentes que falharam uma dose inadvertidamente. Estes sintomas são, geralmente, limitados e normalmente resolvem-se em 2 semanas, podendo ser prolongados (2-3 meses ou mais) em alguns indivíduos. Portanto, aquando da descontinuação do tratamento, é recomendada a diminuição gradual da sertralina por um período de algumas semanas ou meses, conforme as necessidades do doente (ver secção 4.2). Acatísia/instabilidade psicomotora A utilização de sertralina tem sido associada a desenvolvimento de acatísia, caracterizado por uma instabilidade desagradável subjetiva ou perturbadora e necessidade de agitar, muitas vezes acompanhada por uma incapacidade de sentar ou permanecer quieto. A probabilidade de ocorrência é maior nas primeiras semanas de tratamento. O aumento da dose pode ser prejudicial nos doentes que desenvolvem estes sintomas.
Compromisso hepático A sertralina é extensivamente metabolizada pelo fígado. Um estudo farmacocinético de doses múltiplas em doentes com cirrose hepática ligeira, estável, demonstrou um prolongamento da semivida de eliminação e uma AUC e Cmax aproximadamente três vezes superior em comparação com indivíduos saudáveis. Não foram observadas diferenças significativas na ligação às proteínas plasmáticas entre os dois grupos. A utilização da sertralina em doentes com doença hepática deve ser feita com precaução. Em doentes com disfunção hepática, deve ser considerada a utilização de uma dose menor ou menos frequente. A sertralina não deve ser utilizada em doentes com disfunção hepática grave (ver secção 4.2).
Compromisso renal A sertralina é extensivamente metabolizada, sendo a excreção da substância ativa inalterada na urina uma via menor de eliminação. Em estudos de doentes com disfunção renal ligeira a moderada (depuração da creatinina 30-60 ml/min), ou moderada a grave (depuração da creatinina 10-29 ml/min) os parâmetros farmacocinéticos de doses múltiplas (AUC0-24 ou Cmax) não foram significativamente diferentes quando comparados com os grupos de controlo. Não é necessário qualquer ajuste na dose de sertralina a administrar em função do grau de disfunção renal.
Utilização no idoso Mais de 700 doentes idosos (> 65 anos) participaram em ensaios clínicos O padrão e a incidência de reações adversas nos idosos foram semelhantes aos dos doentes mais jovens.
Os ISRSs e os ISRNs, incluindo sertralina foram, contudo, associados a casos de hiponatremia clinicamente significativa em doentes idosos, que poderão apresentar um risco acrescido para este acontecimento adverso (ver Hiponatremia na secção 4.4).
Diabetes Em doentes com diabetes, o tratamento com ISRSs pode alterar o controlo glicémico. As doses de insulina e/ou medicamentos hipoglicemiantes orais poderão necessitar de ajuste posológico.
Terapia electroconvulsiva (TEC) Não existem estudos clínicos que estabeleçam os riscos ou os benefícios da utilização combinada de TEC e sertralina.
Sumo de toranja A administração de sertralina com sumo de toranja não é recomendada (ver secção 4.5). Interferência com testes de rastreio na urina Têm sido notificados casos de resultados falsos-positivos em testes de rastreio na urina por imunoensaio para as benzodiazepinas em doentes a tomar sertralina. Isto deve-se à falta de especificidade dos testes de rastreio. Podem ser esperados resultados falsos-positivos durante vários dias após a descontinuação do tratamento com sertralina. Os testes confirmatórios, tais como cromatografia gasosa /espetrometria de massa, irão distinguir a sertralina das benzodiazepinas.
Glaucoma de ângulo fechado Os ISRS, incluindo a sertralina, podem ter um efeito no tamanho da pupila resultando em midríase. Este efeito midriático tem o potencial de reduzir o ângulo do olho, resultando num aumento da pressão intraocular e em glaucoma de ângulo fechado, sobretudo em doentes com predisposição. Portanto, a sertralina deve ser utilizada com precaução em doentes com glaucoma de ângulo fechado ou história de glaucoma.
Sertralina Sandoz contém sódio Este medicamento contém menos de 1 mmol de sódio (23 mg) por comprimido, ou seja, é praticamente “isento de sódio”.
4.5. Interações medicamentosas e outras formas de interação
Contraindicados
Inibidores da Monoaminoxidase IMAO irreversíveis não seletivos (selegilina) A sertralina não deve ser utilizada em tratamento concomitante com IMAOs irreversíveis como a selegilina. O tratamento com sertralina não deve ser iniciado no período de, pelo menos, 14 dias após a descontinuação do tratamento com um IMAO irreversível. A sertralina deve ser descontinuada, pelo menos, 7 dias antes do início do tratamento com um IMAO irreversível (ver secção 4.3).
Inibidor seletivo da MAO-A (moclobemida) Devido ao risco de síndrome serotoninérgica, a sertralina não deve ser utilizada concomitante um IMAO seletivo, como a moclobemida. Após o tratamento com um IMAO reversível, pode ser feito um período de descontinuação inferior a 14 dias antes do início do tratamento com sertralina. Recomenda-se a descontinuação da sertralina, pelo menos, 7 dias antes do início do tratamento com um IMAO reversível (ver secção 4.3).
IMAO reversível não seletivo (linezolida) O antibiótico linezolida é um IMAO reversível e não seletivo fraco e não deve ser administrado a doentes tratados com sertralina (ver secção 4.3). Foram notificadas reações adversas graves em doentes que tinham descontinuado um IMAO (por exemplo, o azul de metileno) recentemente e iniciado o tratamento com sertralina, ou em tratamento recente com sertralina descontinuada antes do início do tratamento com IMAO. Estas reações incluíram tremor, mioclonia, diaforese, náusea, vómitos, rubor, tonturas e hipertermia com características semelhantes às da síndrome maligna dos neurolépticos, ataques epiléticos e morte.
Pimozida Foi demonstrado aumento dos níveis de pimozida, de aproximadamente 35%, num estudo de utilização deste fármaco em dose baixa única (2 mg). Este aumento não foi associado a alterações no ECG. No entanto, dada o estreito índice terapêutico da pimozida e uma vez que o mecanismo desta interação é desconhecido, a administração concomitante de sertralina e pimozida é contraindicada (ver secção 4.3).
A coadministração com a sertralina não é recomendada
Depressores do SNC e álcool Em indivíduos saudáveis, a coadministração de sertralina na dose diária de 200 mg não potenciou os efeitos do álcool, carbamazepina, haloperidol ou fenitoína, sobre o desempenho cognitivo e psicomotor; contudo, não é recomendada a administração concomitante de sertralina e álcool.
Outros medicamentos serotononinérgicos Ver secção 4.4.
É recomendada precaução com opioides [por exemplo fentanilo (utilizado em anestesia geral ou no tratamento da dor crónica), buprenorfina], assim como com outros medicamentos serotoninérgicos (incluindo outros antidepressivos serotoninérgicos, anfetaminas, triptanos).
Precauções especiais
Medicamentos que prolongam o intervalo QT O risco de prolongamento do QTc e/ou arritmias ventriculares (por exemplo, TdP) pode ser aumentado com a utilização concomitante de outros medicamentos que prolongam o intervalo QTc (por exemplo, alguns antipsicóticos e antibióticos) (ver secção 4.4 e 5.1).
Lítio Num ensaio clínico controlado com placebo, efetuado em voluntários saudáveis, a coadministração de sertralina e lítio não alterou a farmacocinética do lítio, embora tenha resultado num aumento do tremor relativamente ao placebo, indicando, assim, a existência de uma possível interação farmacodinâmica. Os doentes devem ser adequadamente monitorizados aquando da coadministração de sertralina e lítio.
Fenitoína Um ensaio clínico controlado com placebo, efetuado em voluntários saudáveis, sugeriu que a administração crónica de 200 mg/dia de sertralina não causa inibição clinicamente importante no metabolismo da fenitoína. No entanto, como algumas notificações resultaram de elevada exposição à fenitoína em doentes a utilizar sertralina, recomenda-se a monitorização das concentrações plasmáticas de fenitoína após o início da terapêutica com sertralina, com ajustes adequados da dose de fenitoína. Além disso, a administração concomitante de fenitoína pode provocar uma redução dos níveis plasmáticos de sertralina. Não se pode excluir que outros indutores do CYP3A4, por exemplo, fenobarbital, carbamazepina, hipericão, rifampicina, possam causar a redução dos níveis plasmáticos de sertralina.
Triptanos Durante o período de pós-comercialização foram notificados casos raros de fraqueza, hiperreflexia, descoordenação, confusão, ansiedade e agitação após a administração de sertralina e sumatriptano. Os sintomas da síndrome serotoninérgica também podem ocorrer com outros medicamentos da mesma classe (triptanos). Se a terapêutica concomitante de sertralina e triptanos é clinicamente necessária, aconselha-se a observação adequada do doente (ver secção 4.4).
Varfarina A coadministração de sertralina, na dose diária de 200 mg, com varfarina, resultou num pequeno, mas estatisticamente significativo, aumento no tempo de protrombina, o que pode em alguns casos raros desequilibrar o valor de INR. Assim, o tempo de protrombina deve ser cuidadosamente monitorizado quando se inicia ou interrompe a terapêutica com a sertralina.
Outras interações medicamentosas, digoxina, atenolol, cimetidina A coadministração com cimetidina causou uma diminuição substancial na depuração da sertralina. Desconhece-se o significado clínico destas alterações. A sertralina não teve efeito na atividade bloqueadora beta-adrenérgica do atenolol. Não se observaram interações da sertralina, na dose diária de 200 mg, com a digoxina.
Medicamentos que afetam a função plaquetária O risco de hemorragia pode ser aumentado quando medicamentos com efeito na função plaquetária (ex.: AINEs, ácido acetilsalicílico e ticlopidina), ou outros medicamentos que possam aumentar o risco de hemorragia, são administrados concomitantemente com ISRSs, incluindo sertralina (ver secção 4.4).
Bloqueadores neuromusculares Os ISRSs podem reduzir a atividade da colinesterase plasmática, causando um prolongamento da ação de bloqueio neuromuscular do mivacúrio ou outros bloqueadores neuromusculares.
Medicamentos metabolizados pelo citocromo P450 A sertralina pode atuar como um inibidor ligeiro a moderado de CYP 2D6. A administração crónica com 50 mg diários de sertralina mostrou um aumento moderado (média 23%-37%) dos níveis plasmáticos de desipramina (um marcador da atividade da isoenzima CYP 2D6) no estado estacionário. Podem ocorrer interações clinicamente significativas com outros substratos da CYP 2D6 que tenham um índice terapêutico estreito, tal como antiarrítmicos de classe 1C como a propafenona e a flecainida, ATCs e antipsicóticos típicos, sobretudo com doses elevadas de sertralina.
A sertralina não atua como inibidor da CYP 3A4, CYP 2C9, CYP 2C19, e CYP 1A2 em grau clinicamente significativo. Tal foi confirmado por estudos de interação in vivo com substratos da CYP 3A4 (cortisol endógeno, carbamazepina, terfenadina, alprazolam), substrato diazepam da CYP 2C19 e substratos da CYP 2C9, tolbutamida, glibenclamida e fenitoína. Estudos in vitro indicam que a sertralina tem pouco, ou nenhum, potencial para inibir a CYP 1A2.
A ingestão diária de três copos de sumo de toranja aumentou os níveis plasmáticos de sertralina em aproximadamente 100% num estudo cruzado em oito indivíduos japoneses saudáveis. Portanto, a ingestão de sumo de toranja deve ser evitada durante o tratamento com sertralina (ver secção 4.4).
Com base no estudo de interação com o sumo de toranja, não pode excluir-se que a administração concomitante de sertralina e inibidores potentes do CYP3A4, por exemplo, inibidores de protease, cetoconazol, itraconazol, posaconazol, voriconazol, claritromicina, telitromicina e nefazodona, resulte em aumentos ainda maiores na exposição à sertralina. Isto também diz respeito inibidores moderados do CYP3A4, por exemplo, aprepitant, eritromicina, fluconazol, verapamil e diltiazem. A ingestão de inibidores potentes do CYP3A4 deve ser evitada durante o tratamento com sertralina.
Os níveis plasmáticos de sertralina são aumentados em cerca de 50% nos metabolizadores CYP 2C19 fracos comparativamente aos metabolizadores rápidos (ver secção 5.2). A interação com inibidores potentes do CYP 2C19, por exemplo, omeprazol, lansoprazol, pantoprazol, rabeprazol, fluoxetina, fluvoxamina, não pode ser excluída.
A administração concomitante de sertralina e metamizol, que é um indutor de enzimas metabolizadoras incluindo CYP2B6 e CYP3A4 pode causar uma redução nas concentrações plasmáticas de sertralina com potencial redução na eficácia clínica. Assim, aconselha-se precaução quando o metamizol e a sertralina são administrados concomitantemente; a resposta clínica e/ou os níveis dos fármacosdevem ser monitorizados adequadamente.
4.6. Fertilidade, gravidez e aleitamento
Gravidez Não existem estudos bem controlados na mulher grávida. Contudo, uma quantidade substancial de dados não revelou evidência de indução de malformações congénitas provocadas pela sertralina. Os estudos em animais revelaram evidência de efeitos na reprodução, provavelmente devido a toxicidade materna causada pela ação farmacodinâmica do composto e/ou ação farmacodinâmica direta do composto no feto (ver 5.3). Têm sido notificados sintomas compatíveis com as reações de privação em alguns recém- nascidos, cujas mães estiveram medicadas com sertralina durante a gravidez. Este fenómeno foi igualmente observado com outros antidepressivos ISRSs. A sertralina não é recomendada durante a gravidez, a menos que a condição clínica da mulher pressuponha um benefício do tratamento superior ao risco potencial.
Os recém-nascidos devem ser observados caso a utilização de sertralina se mantenha nas fases finais da gravidez, em particular no terceiro trimestre. Os seguintes sintomas podem ocorrer nos recém-nascidos após utilização materna de sertralina nas fases finais da gravidez: dificuldade respiratória, cianose, apneia, crises epiléticas, temperatura instável, dificuldades de alimentação, vómito, hipoglicemia, hipertonia, hipotonia, hiperreflexia, tremor, nervosismo, irritabilidade, letargia, choro constante, sonolência e dificuldade em adormecer. Estes sintomas podem ser devidos a efeitos serotoninérgicos ou sintomas de privação. Na maioria dos casos as complicações começaram imediatamente ou pouco depois (<24 horas) do parto.
Os dados epidemiológicos têm sugerido que o uso de ISRS durante a gravidez, especialmente no final da gravidez, pode aumentar o risco de hipertensão pulmonar persistente do recém- nascido (HPP). O risco observado foi de aproximadamente 5 casos por 1.000 gestações. Na população em geral ocorrem1 a 2 casos de HPP por 1000 gestações.
Os dados observacionais indicam um risco aumentado (menos de 2 vezes) de hemorragia pós- parto após exposição a ISRS/IRSN no mês anterior ao nascimento (ver secções 4.4, 4.8).
Amamentação Os dados publicados relativamente aos níveis de sertralina no leite materno revelam a excreção de pequenas quantidades de sertralina e do seu metabolito N-desmetilsertralina no leite. De um modo geral, foram encontrados níveis séricos negligenciáveis ou indetetáveis em bebés, com exceção de um bebé com níveis séricos de cerca de 50% do nível materno (mas sem um efeito considerável na saúde deste bebé). Até à data, não foram notificados efeitos adversos na saúde de bebés amamentados por mulheres que utilizem sertralina, contudo o risco não pode ser excluído. A utilização em mulheres a amamentar não é recomendado exceto se, de acordo com a decisão do médico, o benefício for superior ao risco.
Fertilidade Os dados em animais não demonstraram um efeito da sertralina nos parâmetros de fertilidade (ver secção 5.3). Notificações de casos humanos com alguns ISRSs têm demonstrado que um efeito na qualidade do esperma é reversível. Até à data não foi observado impacto na fertilidade humana.
4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas
Os estudos clínicos farmacológicos demonstraram que a sertralina não afeta o desempenho psicomotor. Contudo, como os medicamentos psicotrópicos podem afetar as capacidades mentais e físicas necessárias para a realização de tarefas potencialmente perigosas, como seja a condução ou o uso de máquinas, os doentes devem ser avisados dessa possibilidade.
4.8. Efeitos indesejáveis
O efeito indesejável mais frequente é náusea. No tratamento da perturbação de ansiedade social, ocorreu disfunção sexual (falência ejaculatória) em 14% dos homens a tomar sertralina vs 0% com placebo. Estes efeitos indesejáveis são dependentes da dose e são, frequentemente, de natureza transitória com a continuação do tratamento.
O perfil de efeitos secundários frequentemente observado em ensaios clínicos em dupla ocultação, controlados com placebo, em doentes com POC, perturbação de pânico, PTSD e perturbação de ansiedade social foi semelhante ao observado em ensaios clínicos efetuados em doentes com depressão.
As reações adversas listadas na Tabela 1 foram observadas a partir da experiência pós- comercialização (frequência desconhecida) e ensaios clínicos controlados com placebo (compreendendo um total de 2542 doentes no grupo da sertralina e 2145 no grupo placebo) na depressão, POC, perturbação de pânico, PTSD e perturbação de ansiedade social. Algumas das reações adversas listadas abaixo podem diminuir em intensidade e frequência com a continuação do tratamento e não levam, geralmente, à cessação do tratamento.
Lista tabelada das reações adversas Frequência de reações adversas observadas em ensaios clínicos controlados com placebo na depressão, POC, perturbação de pânico, PTSD e perturbação de ansiedade social. Análise conjunta e experiência pós-comercialização (frequência desconhecida). Muito frequentes (> 1/10) Frequentes (≥ 1/100 até < 1/10) Pouco frequentes (≥ 1/1.000 até < 1/100) Raros (≥ 1/10.000 até < 1/1.000) Muito raros (< 1/10.000) Desconhecido (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis).
Sistemas de Muito Frequentes Pouco Raros Frequência classe de Frequentes Frequentes desconhecida órgãos Infeções e Faringite, Gastrenterite, Diverticulite§ infestações infeção do otite média trato respiratório superior, rinite Sistemas de Muito Frequentes Pouco Raros Frequência classe de Frequentes Frequentes desconhecida órgãos Neoplasias Neoplasia benignas, malignas (incl. quistos e polipos) Doenças do Linfoadenopat sangue e do ia, sistema leucopenia*§, linfático trombocitopen ia Doenças do Hipersensibilid Reação sistema ade, alergia anafilactoide, imunitário sasonal Doenças Hipotiroidismo Hiperprolactin endócrinas * emia*§, síndrome de secreção inadequada de hormona antidiurética* Doenças do Diminuição Diabetes metabolismo e do apetite, mellitus*, da nutrição aumento do Hipercolestero apetite* lemia, hipoglicemia* , hiponatremia* § , hiperglicémia* §
Doenças Insónia Depressão*, Ideação/compo Perturbação de Psiquiátricas despersonaliz rtamento conversão*§, ação, suicida, paroniria*§, pesadelos, perturbação dependência ansiedade*, psicótica*, farmacológica agitação*, alucinação*, , nervosismo, agressão*, sonambulismo Sistemas de Muito Frequentes Pouco Raros Frequência classe de Frequentes Frequentes desconhecida órgãos diminuição euforia, apatia, , ejaculação da líbido*, pensamentos precoce bruxismo anómalos, paranoia,
Doenças do Tonturas, Parestesia*, Convulsões*, Coma*, Sistema sonolência, tremor, contrações coreoatetose, Nervoso cefaleia hipertonia, musculares discinésia, disgeusia, involuntárias*, hiperestesia, perturbação alterações da perturbação da atenção, coordenação, sensorial perturbações hipercinesia, do amnésia, Acatísia e movimento hipoestesia*, instabilidade (incluindo perturbação da psicomotora sintomas fala, tonturas (ver secção extrapiramid posturais, 4.4) ais como síncope, Espasmos hipercinesia, enxaqueca* cerebrovascul hipertonia, ares (incluindo distonia, Síndrome de bruxismo ou Vasoconstriçã alteração da o Cerebral marcha). Reversível e síndrome de Call-Fleming) *§ , foram também relatados sinais e sintomas associados à síndrome serotoninérgic a* ou síndrome maligna dos neurolépticos: em alguns casos Sistemas de Muito Frequentes Pouco Raros Frequência classe de Frequentes Frequentes desconhecida órgãos associados à utilização concomitante de medicamentos serotoninérgic os, incluindo agitação, confusão, diaforese, diarreia, febre, hipertensão, rigidez e § taquicardia .
Afeções Perturbações Midríase* Glaucoma, Maculopatia oculares visuais* distúrbio lacrimal, escotomas, diplopia, fotofobia, hifema*§, visão alterada§, pupilas desiguais*§
Afeções do Acufenos* Otalgia ouvido e do larbirinto Cardiopatias Palpitações* Taquicardia, Enfarte do cardiopatia miocárdio, bradicardia, prolongament o do QTc Torsade de pointes (ver secções 4.4, 4.5 e 5.1)*§, Sistemas de Muito Frequentes Pouco Raros Frequência classe de Frequentes Frequentes desconhecida órgãos Vasculopatias Afrontament Hipertensão*, Isquémia os* rubor, periférica, Hematúria*, alterações hemorrágicas (tais como hemorragia gastrointestinal )* Doenças Bocejar* Broncospasmo Laringospasm respiratórias, *, dispneia, o, torácicas e do epistaxe* hiperventilaçã mediastino o, doença pulmonar intersticial *§, hipoventilação , estridor*§, disfonia, soluços Doenças Diarreia, Dor Melena, Pancreatite*§, Colite gastrointestina náuseas, abdominal* afeções dos hematoquezia, microscópica is xerostomia vómitos*, dentes, estomatite, obstipação* esofagite, ulceração da dispepsia, glossite, língua, flatulência disfagia, ulceração da hemorroidas, boca hipersecreção salivar, afeções da língua, eructação Doenças Alteração da hepatobiliares função hepática, Aconteciment os hepáticos graves (incluindo hepatite, icterícia e Sistemas de Muito Frequentes Pouco Raros Frequência classe de Frequentes Frequentes desconhecida órgãos insuficiência hepática) Afeções dos Erupção Dermatite, Dermatite tecidos cutânea*, edema bolhosa, cutâneos e hiperidrose periorbital*, erupção subcutâneos edema facial, folicular, púrpura*, alteração da alopécia*, textura do suores frios, cabelo, odor pele seca, cutâneo urticária*, alterado, prurido Notificações raras de reações cutâneas adversas graves (SCAR): ex. Síndrome de Stevens- Johnson* e necrólise epidérmica*§. Angioedema, fotossensibilid ade§, reação cutânea*§ Afeções Dores nas Cãibras Afeções Trismo* musculoesque costas, musculares, ósseas, Doença *§ léticas e dos artralgia, osteoartrite, rabdomiólise semelhante à tecidos mialgia fraqueza deficiência conjuntivos muscular, múltipla de espasmos acil-coenzima musculares. A desidrogenase (“MADD”) * Doenças Noctúria, Oligúria, renais e retenção hesitação urinárias urinária*, urinária* Sistemas de Muito Frequentes Pouco Raros Frequência classe de Frequentes Frequentes desconhecida órgãos poliúria, polaquiúria, afeções da micção, incontinência urinária* Doenças dos Falência Disfunção Menorragia, vulvovaginite Hemorragia órgãos ejaculatória erétil, hemorragia atrófica, pós-parto genitais e da irregularidad vaginal, balano- mama es menstruais disfunção postite*, sexual, corrimento disfunção genital, sexual priapismo*, feminina, galactorreia*, ginecomastia* Perturbações Fadiga * Dor Edema Hérnia, gerais e torácica*, periférico, diminuição da alterações no mal-estar*, arrepios, sede, tolerância ao local de pirexia*, alterações na fármaco, administração astenia* marcha* Exames Aumento do Aumento da Alterações no complementar peso* alanina sémen, es de aminotransfera aumento do diagnóstico rase*, aumento colesterol da aspartato sérico*, aminotransfera Alterações dos se*, resultados diminuição do laboratoriais peso* clínicos, alteração da função plaquetária*§ Lesão e Lesões envenenament o Procedimento Procedimento s cirúrgicos e de médicos vasodilatação Sistemas de Muito Frequentes Pouco Raros Frequência classe de Frequentes Frequentes desconhecida órgãos * RAM identificadas pós-introdução no mercado § Frequência da RAM representada pelo limite superior estimado com intervalo de confiança 95% utilizando “A regra dos 3”.
Sintomas de privação observados na descontinuação do tratamento com sertralina A descontinuação do tratamento com sertralina (sobretudo quando abrupto) leva frequentemente a sintomas de privação. As reações notificadas com maior frequência são tonturas, perturbações sensoriais (incluindo parestesia), perturbações do sono (incluindo insónia e sonhos intensos), agitação ou ansiedade, náuseas e/ou vómitos, tremor e cefaleia. Estes sintomas são, geralmente, ligeiros a moderados; contudo, em alguns doentes podem ser de intensidade grave e/ou prolongados. Portanto, quando já não é necessário o tratamento com sertralina, a descontinuação do tratamento deve ser efetuada através da diminuição gradual da dose (ver secções 4.2 e 4.4).
Idosos Os ISRSs ou ISRNs incluindo a sertralina foram associados a casos clinicamente significativos de hiponatremia em doentes idosos, que podem apresentar maior risco para este acontecimento adverso (ver secção 4.4).
População pediátrica Em mais de 600 doentes tratados com sertralina, o perfil geral de reações adversas foi, globalmente similar ao observado em estudos com adultos. As reações adversas seguintes foram notificadas em ensaios clínicos controlados (n=281 doentes tratados com sertralina):
Muito frequentes (≥1/10): cefaleia (22%), insónia (21%), diarreia (11%), náuseas (15%). Frequentes (≥1/100 a <1/10): dor torácica, mania, pirexia, vómitos, anorexia, labilidade emocional, agressão, agitação, nervosismo, perturbações na atenção, tonturas, hipercinesia, enxaqueca, sonolência, tremor, perturbações visuais, xerostomia, dispepsia, pesadelos, cansaço, incontinência urinária, erupção cutânea, acne, epistaxe, flatulência. Pouco frequentes (≥1/1000 to <1/100): prolongamento do intervalo QT no ECG (ver secções 4.4, 4.5 e 5.1), tentativa de suicídio, convulsões, sintomas extrapiramidais, parestesia, depressão, alucinação, púrpura, hiperventilação, anemia, alteração da função hepática, aumento da alanina aminotransferase, cistite, herpes simplex, otite externa, otalgia, dor ocular, midríase, indisposição, hematúria, erupção cutânea pustular, rinite, lesões, diminuição do peso, espasmos musculares, sonhos anómalos, apatia, albuminúria, polaquiúria, poliúria, dor na mama, alterações menstruais, alopécia, dermatite, afeções da pele, odor cutâneo alterado, urticária, bruxismo, afrontamentos. Frequência desconhecida: enurese.
Efeitos de classe Os estudos epidemiológicos, principalmente realizados em pacientes com idade igual ou superior a 50 anos, evidenciam um aumento do risco de fraturas ósseas em doentes a receber ISRS e ATC. O mecanismo que leva a esse risco é desconhecido.
Notificação de suspeitas de reações adversas A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.:
Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]
4.9. Sobredosagem
Toxicidade A sertralina tem uma margem de segurança dependente da população de doentes e/ou medicação. Foram reportados casos de morte envolvendo sobredosagem com sertralina em monoterapia ou em associação com outros medicamentos e/ou álcool. Portanto, qualquer sobredosagem deve ser tratada rapidamente.
Sintomas Os sintomas de sobredosagem incluem efeitos secundários mediados pela serotonina, tais como sonolência, alterações gastrintestinais (por exemplo, náuseas e vómitos), taquicardia, tremor, agitação e tonturas. Embora com menor frequência, foram notificados casos de coma.
Após sobredosagem com sertralina, foram notificados casos de prolongamento do QTc/Torsades de Pointes; recomenda-se, por isso, uma monitorização do ECG em todas as ingestões de sobredosagem de sertralina (ver secções 4.4, 4.5 e 5.1).
Tratamento Não existem antídotos específicos para a sertralina. Recomenda-se estabelecer e manter uma via aérea, se necessário, e assegurar uma adequada oxigenação e ventilação, se necessário. O carvão ativado, o qual pode ser utilizado com um catártico, pode ser tanto ou mais eficaz que a lavagem gástrica e deverá ser considerado no tratamento da sobredosagem. A indução da emese não é recomendada. Recomenda-se a monitorização dos sinais vitais e cardíacos (por exemplo, ECG), bem como medidas gerais sintomáticas e de suporte. Devido ao grande volume de distribuição da sertralina, a diurese forçada, a diálise, a hemoperfusão e a transfusão de substituição não deverão trazer benefício.
5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS
5.1. Propriedades farmacodinâmicas
Grupo farmacoterapêutico: 2.9.3 - Sistema Nervoso Central. Psicofármacos. Antidepressivos. Código ATC: N06A B06
Mecanismo de ação A sertralina é um inibidor potente e específico da recaptação neuronal da serotonina (5-HT) in vitro, o que resulta na potenciação dos efeitos 5-HT em animais. Tem, somente, um efeito muito fraco na recaptação neuronal da noradrenalina e dopamina. Em doses clínicas a sertralina bloqueia a recaptação da serotonina a nível das plaquetas humanas. Nos animais, a sertralina é destituída de atividade estimulante, sedativa ou anticolinérgica, bem como de cardiotoxicidade. Em estudos controlados com voluntários saudáveis, a sertralina não causou sedação e não interferiu com o desempenho psicomotor. De acordo com a sua inibição seletiva da recaptação da 5-HT, a sertralina não reforça a atividade catecolaminérgica. A sertralina não tem nenhuma afinidade para os recetores muscarínicos (colinérgicos), serotoninérgicos, dopaminérgicos, adrenérgicos, histaminérgicos, GABA ou benzodiazepínicos. A administração crónica de sertralina em animais associa-se a uma hiporegulação dos recetores cerebrais da noradrenalina, tal como se observa com outros medicamentos clinicamente eficazes para tratamento da depressão e da POC.
A sertralina não revelou qualquer potencial de abuso. Num estudo aleatorizado, comparativo, em dupla ocultação e controlado com placebo, em que se avaliou a probalidade de desenvolvimento de abuso com a sertralina, alprazolam e d-anfetamina no ser humano, a sertralina não produziu efeitos subjetivos positivos indicativos de potencial de abuso. Pelo contrário, o alprazolam e a d-anfetamina foram classificados com valores significativamente superiores ao placebo no que concerne às medidas de apetência pelo fármaco, euforia e potencial de abuso. A sertralina não produziu a estimulação nem a ansiedade associadas à d- anfetamina, nem a sedação ou a disfunção psicomotora associadas ao alprazolam. A sertralina não funciona como reforço positivo no macaco rhesus treinado para autoadministração de cocaína, nem substitui, como estímulo descriminativo, a d-anfetamina ou o fenobarbital no macaco rhesus.
Eficácia e segurança clínica Depressão Major Um estudo que envolveu doentes com depressão que responderam no final de uma fase de tratamento aberto inicial de 8 semanas com sertralina 50-200 mg/dia. Estes doentes (n = 295) foram aleatorizados para seguimento durante 44 semanas com sertralina 50-200 mg/dia, em dupla ocultação, ou placebo. Foi observadada uma menor taxa de recaída, estatisticamente significativa, nos doentes a tomar sertralina comparativamente aos que tomavam placebo. A dose média para os doentes que terminaram o estudo foi de 70 mg / dia. A % de doentes que respondem (definida como aqueles doentes que não sofreram recaída) para os braços sertralina e placebo foi 83,4% e 60,8%, respetivamente.
Perturbação de Stress Pós-traumático (PTSD) Os dados combinados de 3 estudos na PTSD, na população em geral, demonstrou uma menor taxa de resposta em indivíduos do sexo masculino comparativamente aos do sexo feminino. Nos dois ensaios positivos na população em geral, as taxas de resposta do sexo masculino e feminino tratados com sertralina vs placebo foram similares (sexo feminino: 57,2% vs 34,5%; sexo masculino: 53,9% vs 38,2%). O número total de doentes do sexo masculino e feminino dos ensaios na população em geral foi de 184 e 430, respetivamente, pelo que os resultados nos indivíduos do sexo feminino são mais robustos e os indivíduos do sexo masculino foram associados a outras variáveis baseline (maior abuso de substâncias, maior duração, origem do trauma, etc.) que foram correlacionadas com diminuição do efeito.
Electrofisiologia cardíaca Num estudo completo do intervalo QTc, conduzido em exposições supraterapêuticas no estado estacionário em voluntários saudáveis (tratados com 400 mg/dia, o dobro da dose diária recomendada), o limite superior da IC de 90% de ambos os lados pelo tempo correspondente menos a diferença de média quadrática de QTcF entre sertralina e placebo (11,666 ms) foi maior que o limiar predefinido de 10 ms no tempo pós dose de 4 horas. A análise exposição- resposta indicou uma relação ligeiramente positiva entre QTcF e concentrações plasmáticas de sertralina [0,036 ms/(ng/mL); p<0,0001]. Com base no model de resposta-exposição, o limiar para o prolongamento clinicamente relevante do intervalo QTvF (isto é, para o IC 90% previsto exceder 10 mseg) é pelo menos 2,6 vezes superior à Cmax média (86 ng/ml) seguido da maior dose recomendada de sertralina (200 mg/dia) (ver secções 4.4, 4.5, 4.8 e 4.9).
POC pediátrica A segurança e eficácia da sertralina (50-200 mg/dia) foram examinadas no tratamento, em ambulatório, de crianças (6-12 anos de idade) e adolescentes (13-17 anos de idade) não- deprimidos com perturbação obsessiva compulsiva (POC). Após uma semana de placebo em ocultação, os doentes foram aleatorizados para doze semanas de tratamento com dose flexível de sertralina ou placebo. As crianças (6-12 anos) iniciaram o tratamento com a dose de 25 mg. Os doentes aleatorizados para a sertralina apresentaram uma melhoria significativamente superior do que aqueles aleatorizados para o placebo nas escalas Children’s Yale-Brown Obsessive Compulsive Scale CY-BOCS (p=0,005), NIMH Global Obsessive Compulsive Scale (p=0,019) e CGI Improvement (p=0,002). Na CY-BOCs os valores médios iniciais e a alteração em relação aos valores iniciais para o grupo placebo foram 22,25 ± 6,15 e -3,4 ± 0,82, respetivamente, enquanto que para o grupo da sertralina os valores médios iniciais e a alteração em relação aos valores iniciais para o grupo placebo foram 23,36 ± 4,56 e -6,8 ± 0,87, respetivamente. Adicionalmente, foi observada uma tendência para uma melhoria superior no grupo da sertralina do que no grupo placebo na escala CGI Severity (p=0,089). Os doentes que respondem, definidos como os doentes com uma diminuição de 25%, ou superior, na CY-BOCs (a medida primária de eficácia) desde a baseline até ao endpoint, representaram 53% dos doentes tratados com sertralina, comparativamente a 37% dos doentes tratados com placebo (p=0,03).
Não existem dados de segurança e eficácia em utilização prolongada para esta população pediátrica.
Não estão disponíveis dados relativos a crianças com idade inferior a 6 anos.
5.2. Propriedades farmacocinéticas
Absorção No ser humano, após dose oral única diária, de 50 a 200 mg durante 14 dias, as concentrações plasmáticas máximas de sertralina ocorrem cerca de 4,5 a 8,4 horas após a administração do medicamento. Os alimentos não alteram, de forma significativa, a biodisponibilidade dos comprimidos de sertralina.
Distribuição Aproximadamente 98% do medicamento circulante está ligado às proteínas plasmáticas.
Biotransformação A sertralina sofre extenso metabolismo hepático de primeira passagem. Com base em dados clínicos e in vitro, pode-se concluir que a sertralina é metabolizada por múltiplas vias incluindo CYP 3A4, CYP 2C19 (ver secção 4.5) e CYP 2B6. A sertralina e o seu principal metabolito desmetil-sertralina são também substratos da glicoproteína-P in vitro.
Eliminação A semivida média da sertralina é, aproximadamente, 26 horas (22-36 horas). Consistente com a semivida de eliminação terminal, existe uma acumulação de aproximadamente duas vezes até se obterem as concentrações no estado estacionário, o qual é atingido após uma semana de doses únicas diárias. A semivida da N-desmetilsertralina é de 62 a 104 horas. A sertralina e a N-desmetilsertralina são ambas extensivamente metabolizadas no ser humano e os metabolitos resultantes são excretados nas fezes e na urina em partes iguais. Apenas uma pequena quantidade (<0,2%) de sertralina inalterada é excretada na urina.
Linearidade/não linearidade A sertralina apresenta uma farmacocinética proporcional à dose no intervalo entre 50 mg e 200 mg.
Farmacocinética em grupos específicos de doentes Doentes pediátricos com POC A farmacocinética da sertralina foi estudada em 29 doentes pediátricos com 6-12 anos de idade e 32 adolescentes com 13-17 anos de idade. Foi efetuada a titulação gradual para uma dose diária de 200 mg em 32 dias, quer com uma dose inicial de 25 mg e incrementos graduais, quer com uma dose inicial de 50 mg ou incrementos. Os esquemas posológicos de 25 mg e 50 mg foram igualmente tolerados. No estado estacionário para a dose de 200 mg, os níveis plasmáticos de sertralina no grupo 6-12 anos de idade foram, aproximadamente, 35% superiores comparativamente ao grupo 13-17 anos de idade, e 21% superior comparativamente ao grupo adulto de referência. Não foram observadas diferenças significativas entre rapazes e raparigas relativamente à depuração. Nas crianças, é recomendada uma dose inicial baixa e incrementos graduais de 25 mg, sobretudo naquelas com baixo peso corporal. Nos adolescentes a administração pode ser semelhante à dos adultos.
Adolescentes e idosos O perfil farmacocinético nos adolescentes ou nos idosos não é significativamente diferente do observado nos adultos com idades entre os 18 e 65 anos.
Compromisso hepático Em doentes com dano hepático, a semivida da sertralina é prolongada e a AUC encontra-se aumentada em três vezes (ver secções 4.2 e 4.4).
Compromisso renal Em doentes com compromisso renal moderado a grave, não foi observada acumulação significativa de sertralina.
Farmacogenómica Os níveis plasmáticos de sertralina foram 50% superiores nos metabolizadores fracos do CYP 2C19 comparativamente aos metabolizadores extensivos. O significado clínico não é claro, e os doentes requerem titulação da dose com base na resposta clínica.
5.3. Dados de segurança pré-clínica
Os dados não clínicos não revelam riscos especiais para o ser humano, segundo estudos convencionais de farmacologia de segurança, toxicidade de dose repetida, genotoxicidade e carcinogenicidade. Os estudos de toxidade reprodutiva em animais não revelaram evidência de teratogenicidade ou efeitos adversos na fertilidade masculina. A fetotoxicidade observada estaria provavelmente relacionada com toxicidade materna. A sobrevivência pós-natal e o peso corporal de crias diminuíram apenas durante os primeiros dias após o nascimento. Foi verificado que a mortalidade pós-natal inicial era devida a exposição in-utero após o dia 15 da gravidez. Os atrasos no desenvolvimento pós-natal observados em crias de fêmeas tratadas foram provavelmente devidos a efeitos nas fêmeas e portanto não relevantes para risco humano.
Os dados em animais roedores e não roedores não revelam efeitos sobre a fertilidade.
Estudos em animais juvenis Foi realizado um estudo toxicológico juvenil em ratos, em que foi administrada sertralina por via oral, a ratos macho e fêmea nos Dias 21 a 56 pós-natais (em doses de 10, 40, ou 80 mg/kg/dia), seguido por uma fase de recuperação sem medicação até ao Dia 196 pós-natal. Ocorreram atrasos na maturação sexual dos machos e das fêmeas em diferentes doses (machos na dose de 80 mg/kg e nas fêmeas com dose ≥10 mg/kg), mas apesar destes resultados, a sertralina não teve qualquer efeito em nenhum dos parâmetros reprodutivos dos machos ou das fêmeas que foram avaliados. Adicionalmente, nos Dias 21 a 56 pós-natais, observou-se desidratação, rinorreia e uma diminuição do valor médio do peso corporal ganho. Todos os efeitos anteriormente mencionados, atribuídos à sertralina, foram revertidos nalgum ponto durante a fase de recuperação sem medicação do estudo. A relevância clínica dos efeitos observados em ratos aos quais foi administrada sertralina não foi estabelecida.
6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS
6.1. Lista dos excipientes
Núcleo celulose microcristalina, hidrogenofosfato de cálcio di-hidratado, hidroxipropilcelulose, carboximetilamido sódico (Tipo A), estearato de magnésio.
Revestimento hipromelose, talco, dióxido de titânio (E 171).
6.2. Incompatibilidades
Não aplicável.
6.3. Prazo de validade
2 anos
6.4. Precauções especiais de conservação
Este medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.
6.5. Natureza e conteúdo do recipiente
Blister (Al/PVC) Apresentações: 10, 14, 15, 20, 28, 30, 50, 50x1, 60, 98, 100.
Frasco de polietileno com tampa de rosca e sistema selante (polietileno) Apresentações: 30, 50, 100, 250, 300, 500. É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.
6.6. Precauções especiais de eliminação e manuseamento
Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.
7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
Sandoz Farmacêutica Lda. Quinta da Fonte, Rua dos Malhões, n.º 5 Edifício Q56 D. Pedro I, Piso 0 2770-071 Paço de Arcos Portugal
8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
SERTRALINA SANDOZ 50 mg COMPRIMIDOS REVESTIDOS
N. º de registo nº 5246988 - 10 comprimidos revestidos, 50 mg, blister Alu/PVC N. º de registo nº 5313788 - 14 comprimidos revestidos, 50 mg, blister Alu/PVC N. º de registo nº 5313887 - 28 comprimidos revestidos, 50 mg, blister Alu/PVC N. º de registo nº 5247085 - 30 comprimidos revestidos, 50 mg, blister Alu/PVC N. º de registo nº 5247184 - 60 comprimidos revestidos, 50 mg, blister Alu/PVC
SERTRALINA SANDOZ 100 mg COMPRIMIDOS REVESTIDOS
N. º de registo nº 5247283 - 10 comprimidos revestidos, 100 mg, blister Alu/PVC N. º de registo nº 5313986 - 14 comprimidos revestidos, 100 mg, blister Alu/PVC N. º de registo nº 5314083 - 28 comprimidos revestidos, 100 mg, blister Alu/PVC N. º de registo nº 5247382 - 30 comprimidos revestidos, 100 mg, blister Alu/PVC N. º de registo nº 5247481- 60 comprimidos revestidos, 100 mg, blister Alu/PVC
9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO
DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
08 de novembro de 2004.
