Amantadina Renata MG
FOLHETO INFORMATIVO
1 Folheto informativo: Informação para o utilizador
Amantadina Renata 100 mg Cápsulas Cloridrato de amantadina
O nome do seu medicamento é Amantadina Renata que será referido como amantadina ao longo deste documento.
Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois contém informação importante para si. – Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente. – Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico. – Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença. – Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.
O que contém este folheto
1. O que é a amantadina e para que é utilizada
2. O que precisa de saber antes de tomar amantadina
3. Como tomar amantadina
4. Efeitos indesejáveis
5. Como conservar amantadina
6. Conteúdo da embalagem e outras informações
1. O que é a amantadina e para que é utilizada
A amantadina é um medicamento dopaminérgico, o que significa que pode aumentar os níveis de determinados químicos que transmitem impulsos no sistema nervoso, incluindo o cérebro.
A amantadina é utilizada para tratar a doença de Parkinson, melhorando o controlo muscular, reduzindo a rigidez, o tremor e o arrastamento, e melhorando a mobilidade.
2. O que precisa de saber antes de tomar amantadina
Não tome amantadina: • se tem alergia ao cloridrato de amantadina ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6) • se sofrer de um distúrbio convulsivo (epilepsia), que não possa ser tratado adequadamente • se tiver uma doença mental grave, na qual o controlo sobre o seu próprio comportamento e ações está perturbado (psicose).
Se alguma das situações acima descritas se aplica a si, ou se tiver dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar amantadina.
Advertências e precauções
Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar amantadina se: • tiver distúrbio convulsivo (epilepsia) • se teve pensamentos suicidas ou de automutilação • se sofrer de alguma doença hepática ou renal • tiver antecedentes de doença que envolva o coração e os vasos sanguíneos • tem atualmente problemas cardíacos ou insuficiência cardíaca (problemas cardíacos que causam falta de ar ou inchaço do tornozelo) • se tem ou teve uma úlcera no estômago • tem ou teve problemas de pele recorrentes (eczema) • tem pressão arterial baixa
2 • se tiver alguma doença mental, por exemplo, esquizofrenia ou demência • tem determinadas perturbações hormonais • se tiver aumento da pressão ocular não tratado (glaucoma).
Informe o seu médico se você ou a sua família/prestador de cuidados repararem que está a desenvolver impulsos ou desejos de se comportar de formas invulgares para si e se não conseguir resistir ao impulso, motivação ou tentação de realizar determinadas atividades que possam o possam prejudicar a si ou a terceiros. Estes são designados por distúrbios do controlo de impulsos e podem incluir comportamentos como a dependência do jogo, comer ou gastar demasiado, um desejo sexual anormalmente elevado ou um aumento dos pensamentos ou sentimentos sexuais. O seu médico pode precisar de ajustar ou parar a sua dose de amantadina.
Se ocorrer visão turva ou outros problemas visuais, contacte imediatamente um oftalmologista.
Se quiser parar de tomar este medicamento, contacte primeiro o seu médico. Pode ser necessário reduzir a utilização deste medicamento lentamente para evitar efeitos indesejáveis e não agravar os sintomas de Parkinson (ver também a secção 3 “Se parar de tomar este medicamento”).
Crianças Este medicamento não é adequado para utilização em crianças.
Outros medicamentos e amantadina Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, tiver tomado recentemente ou se vier a tomar outros medicamentos.
Informe especialmente o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar algum dos seguintes medicamentos, pois podem interferir com a amantadina: • anticolinérgicos – (utilizados para tratar a doença de Parkinson) como a prociclidina • anti-espasmódicos – (utilizados para tratar espasmos do estômago ou cãibras) como a hioscina • levodopa – utilizada para tratar a doença de Parkinson • antipsicóticos – (utilizados para melhorar os pensamentos, sentimentos e comportamentos quando estes são perturbados em determinadas condições médicas), tais como, cloropromazina, haloperidol • diuréticos (comprimidos para a água) – (utilizados para aliviar a retenção de água e reduzir a pressão arterial elevada) tais como hidroclorotiazida, amilorida ou triamtereno.
Amantadina com álcool O álcool pode aumentar os efeitos indesejáveis deste medicamento. Por conseguinte, não deve consumir álcool durante o tratamento com este medicamento.
Gravidez, amamentação e fertilidade Se está grávida, a tentar engravidar ou a amamentar, fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento. Se puder engravidar, deve usar um método de contraceção fiável durante o tratamento e durante 5 dias após a última dose deste medicamento. Se engravidar durante o tratamento com este medicamento, deve informar o seu médico. O seu médico irá determinar se pode tomar este medicamento. A substância ativa da amantadina é excretada no leite materno, o que pode afetar o bebé. Por conseguinte, não deve amamentar enquanto estiver a tomar este medicamento.
Condução de veículos e utilização de máquinas Tomar amantadina pode tornar a sua visão turva ou causar tonturas, confusão ou dificuldade de concentração e afetar a sua capacidade de reação. Se for afetado, não deve conduzir ou utilizar máquinas até o efeito desaparecer.
3 A amantadina contém lactose Este medicamento contém lactose (um tipo de açúcar). Se foi informado pelo seu médico que tem intolerância a alguns açúcares, contacte-o antes de tomar este medicamento.
3. Como tomar amantadina
Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.
A dose é determinada individualmente pelo médico. Tem de seguir exatamente a dose prescrita. Isto dá-lhe os melhores resultados e reduz o risco de efeitos indesejáveis.
Engula as cápsulas inteiras com um copo de água. Tome este medicamento após uma refeição, de preferência de manhã. No caso de duas tomas por dia, uma dose também deve ser tomada à tarde após uma refeição.
A dose recomendada é:
Tome 1 cápsula (100 mg) por dia no início do tratamento. Após pelo menos uma semana, o seu médico irá aumentar para 2 cápsulas por dia (200 mg) (1 cápsula duas vezes por dia).
Utilização em doentes com idade igual ou superior a 65 anos Os doentes idosos são particularmente sensíveis aos efeitos deste medicamento. O seu médico irá dar- lhe instruções especiais, se necessário. Em idosos sem disfunção renal, recomenda-se uma dose de manutenção não superior a 100 mg por dia (1 cápsula).
Utilização em doentes com insuficiência da função renal Os doentes com insuficiência da função renal requerem, normalmente, uma dose de manutenção mais baixa. Isto pode ser conseguido prolongando o período entre duas tomas de 100 mg deste medicamento (1 cápsula), dependendo da gravidade da doença renal. O seu médico irá dar-lhe instruções especiais, se necessário. Se já estiver a tomar este medicamento para o tratamento da doença de Parkinson e durante o seu tratamento, se verificar que os rins estão comprometidos, o seu médico ajustará a dose de manutenção dependendo da gravidade da doença renal.
Utilização em crianças Esta medicação não é adequada para utilização em crianças.
Se tomar mais amantadina do que deveria Se tomar acidentalmente demasiadas cápsulas ou alguém tomar qualquer um dos seus medicamentos, deve informar o seu médico imediatamente ou contactar o serviço de urgência mais próximo. Mostre ao médico quaisquer medicamentos restantes ou a embalagem vazia.
Podem ocorrer os seguintes sintomas se você ou outra pessoa tiver tomado demasiado deste medicamento: aumento dos reflexos (hiperreflexia), agitação física, ataques, certos tipos de espasmos (espasmos torsionais), distúrbios no tónus muscular, agressão/hostilidade, diminuição da consciência e coma, pupilas dilatadas, paragem cardíaca, morte cardíaca súbita, confusão, desorientação, perceção de imagens que não existem (alucinações visuais), aumento da pressão arterial (hipertensão), hiperventilação, dificuldade em respirar, aumento da frequência cardíaca, arritmia cardíaca, náuseas, vómitos, boca seca, obstipação, diminuição da micção (retenção urinária).
Caso se tenha esquecido de tomar amantadina Não se preocupe. Se se esquecer de uma dose, tome outra assim que se lembrar, a menos que esteja quase na altura da sua próxima dose (por exemplo, no prazo de 2 a 3 horas). Depois, continuar como antes. Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.
4 Se parar de tomar amantadina Não pare de tomar amantadina de repente, pois os seus sintomas podem piorar. Se quiser parar de tomar amantadina, pergunte ao seu médico que lhe dirá como reduzir a dose gradualmente. A interrupção súbita do tratamento pode agravar a sua doença, causar uma alteração no seu estado mental (por exemplo, confusão ou desorientação) ou levar a uma condição potencialmente fatal (semelhante à síndrome neuroléptica maligna), que requer atenção médica imediata. A Síndrome Neuroléptica Maligna é uma doença grave, que se pode manifestar como rigidez muscular, vontade forte de se mexer, febre alta, suores, salivação, diminuição da consciência. Informe imediatamente o seu médico se tiver rigidez muscular e um aumento da temperatura ou febre após interrupção súbita do tratamento com este medicamento, uma vez que estes sintomas podem indicar tal condição (ver também a secção 2 “O que precisa de saber antes de tomar amantadina”).
Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.
4. Efeitos indesejáveis possíveis
Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se manifestem em todas as pessoas. Estes efeitos são frequentemente ligeiros e podem desaparecer após alguns dias de tratamento. Se forem graves ou durarem mais do que alguns dias, informe o seu médico ou farmacêutico.
Alguns efeitos secundários podem ser graves. Se sentir algum dos efeitos indesejáveis listados abaixo, contacte o seu médico imediatamente:
Efeitos indesejáveis pouco frequentes (que afetam menos de 1 pessoa em cada 100):
• perceções de coisas que não existem (alucinações) • sentir-se em baixo (depressão) • ansiedade • balbuciar ou gaguejar (disartria) • problemas de coordenação (ataxia).
Efeitos indesejáveis raros (que afetam menos de 1 pessoa em 1000):
• confusão grave ou desorientação; • doença mental grave na qual o controlo sobre o próprio comportamento e ações está perturbado (psicose) • distúrbio do movimento (discinesia) • convulsões (convulsões) • anomalias da córnea (lesão da córnea), retenção de líquidos na córnea (edema da córnea), acuidade visual comprometida • erupção cutânea • retenção de urina na bexiga devido à incapacidade de esvaziar a bexiga adequadamente (retenção urinária) • incapacidade de controlar a urina (incontinência).
Efeitos indesejáveis muito raros (que afetam menos de 1 pessoa em cada 10.000):
• uma doença grave que pode manifestar-se como rigidez muscular, vontade forte de mexer, febre alta, transpiração, salivação, nível de consciência comprometido (sintomas semelhantes à síndrome neuroléptica maligna) • insuficiência cardíaca • aumento da suscetibilidade a infeções (com sintomas como febre, garganta inflamada, bolhas na boca) devido a uma contagem reduzida de glóbulos brancos (leucopenia).
5 Desconhecida (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis): • perturbação mental aguda com sintomas como falta de atenção, confusão, problemas de memória, delírios (delírio) • excitação excessiva que se manifesta por ter muita energia (mania) ou uma forma mais leve dela (hipomania) • queda acentuada da temperatura corporal (hipotermia).
Outros efeitos indesejáveis:
Efeitos indesejáveis frequentes (que afetam menos de 1 pessoa em cada 10):
• retenção de líquidos nas pernas • perturbação da atenção • descoloração reticulada e com manchas na pele, especialmente nos braços e pernas (livedo reticular)
Efeitos indesejáveis pouco frequentes (que afetam menos de 1 pessoa em cada 100):
• agitação (agitação) • nervosismo • melhoria do humor • tonturas • sensação de desmaio • dor de cabeça • insónias • pesadelos • sonolência (letargia) • visão turva • fibrilhação auricular (palpitações) • queda na pressão arterial devido, por exemplo, a levantar-se rapidamente de uma posição sentada ou deitada, por vezes acompanhada por tonturas (hipotensão ortostática) • boca seca • diminuição do apetite • sudação excessiva • náuseas • vómitos • prisão de ventre (obstrução).
Efeitos indesejáveis raros (que afetam menos de 1 pessoa em 1000):
• tremor • diarreia.
Efeitos indesejáveis muito raros (que afetam menos de 1 pessoa em cada 10.000):
• aumento das enzimas hepáticas • hipersensibilidade à luz ou luz solar (reação de fotossensibilidade).
Desconhecida (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis): • Instigação de se comportar de forma pouco habitual – forte impulso para jogar de forma excessiva, interesse sexual alterado ou aumentado, compras ou gastos excessivos incontroláveis, binge eating (comer grandes quantidades de alimentos num curto período de tempo) ou comer compulsivamente (comer mais alimentos do que o normal e mais do que é necessário para satisfazer a sua fome).
Se algum dos efeitos indesejáveis se agravar ou se detetar quaisquer efeitos indesejáveis não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.
6 Comunicação de efeitos indesejáveis Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente através INFARMED, I.P. através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.
Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]
5. Como conservar amantadina
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.
Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso no blister e/ou embalagem exterior após VAL. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.
Não conservar acima de 30 °C.
Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.
6. Conteúdo da embalagem e outras informações
Qual a composição de amantadina A substância ativa é o cloridrato de amantadina. Cada cápsula contém 100 mg de cloridrato de amantadina. Os outros componentes são lactose mono-hidratada, povidona e estearato de magnésio. O invólucro da cápsula contém: gelatina, óxido de ferro negro (E172), óxido de ferro vermelho (E172) e dióxido de titânio (E171). A tinta de impressão da cápsula contém: goma-laca, óxido de ferro negro (E172) e hidróxido de potássio (E525).
Qual o aspeto de cápsulas de amantadina e conteúdo da embalagem Amantadina é uma cápsula de gelatina dura (tamanho “4”, 14 mm), com tampa rosa cavernoso com a impressão “RENATA” a preto e corpo rosa cavernoso com a impressão “AMCL” a preto contendo pó cristalino branco.
Amantadina está disponível em embalagens de blister contendo 12, 14, 24, 28 e 56 cápsulas.
É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.
Titular da Autorização de Introdução no Mercado Renata Pharmaceuticals (Ireland) Limited 12 Crowe Street, Dundalk, Co. Louth, Irlanda, A91 NN29
Fabricante Alterno Labs d.o.o., Brnčičeva ulica 29, Ljubljana-Črnuče, 1231, Eslovénia.
7 Este medicamento encontra-se autorizado nos Estados Membros do Espaço Económico Europeu (EEE) com os seguintes nomes: Irlanda Amantadina Renata Renata 100 mg Capsules, hard Malta Amantadina Renata Renata 100 mg Capsules, hard Espanha Amantadina Renata 100 mg Cápsulas duras Países Baixos Amantadine Renata 100 mg Capsules, hard Dinamarca Parkadin Finlândia Parkadin 100 mg kapselit, kovat Noruega Parkadin Suécia Amantadine Renata Pharmaceuticals 100 mg hårda kapslar Portugal Amantadina Renata
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⚕Para profissionais — Resumo das Características do Medicamento (RCM)Ficha técnica completa: posologia, interações, contraindicações, advertências+
1. NOME DO MEDICAMENTO
Amantadina Renata 100 mg Cápsulas.
2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA
Cada cápsula contém 100 mg de cloridrato de amantadina.
Excipiente(s) com efeito conhecido Cada cápsula também contém 15,20 mg de lactose mono-hidratada. Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.
3. FORMA FARMACÊUTICA
Cápsula.
Cápsula de gelatina dura (tamanho “4”, 14 mm), com tampa rosa cavernoso com a impressão “RENATA” a preto e corpo rosa cavernoso com a impressão “AMCL” a preto contendo pó cristalino branco.
4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS
4.1. Indicações terapêuticas
Tratamento sintomático da doença de Parkinson A amantadina pode ser administrada em monoterapia no início do tratamento para a doença de Parkinson ou em associação com a levodopa.
4.2. Posologia e modo de administração
Posologia Dose inicial: 100 mg uma vez por dia após uma refeição, de preferência de manhã. Dose de manutenção: 100 mg duas vezes por dia após as refeições.
O intervalo de tempo entre a dose inicial e a dose de manutenção deve ser de pelo menos 7 dias. Em casos individuais, a dose pode ser ainda mais aumentada com base no quadro clínico. Recomenda-se que o faça gradualmente em intervalos de pelo menos 1 semana. A administração não deve ser interrompida abruptamente (ver secção 4.4).
Tratamento combinado: Se amantadina for adicionada ao tratamento existente para Parkinson, deve ser iniciada a dose mais baixa possível e a dose deve ser titulada cuidadosa e lentamente.
Populações especiais
População pediátrica A amantadina não é indicada para utilização em crianças.
Idosos (65 anos ou mais) As concentrações plasmáticas de amantadina são influenciadas pela função renal. Nos idosos, a semivida de eliminação é mais longa e a depuração renal é menor do que nos doentes mais jovens. Por conseguinte, recomenda-se uma dose de manutenção não superior a 100 mg por dia em doentes idosos sem doença renal. Se o doente tiver insuficiência renal, o intervalo posológico deve ser ajustado (ver abaixo “Doentes com insuficiência renal”).
Doentes com insuficiência renal A depuração é significativamente reduzida em doentes com insuficiência renal, resultando em concentrações plasmáticas aumentadas de amantadina. Nestes doentes, a dosagem deve ser ajustada
2 com precaução, prolongando o intervalo posológico de acordo com a depuração de creatinina (ver Tabela 1), após uma dose de carga no dia 1 do tratamento.
Se a doença de Parkinson for diagnosticada num doente que já tenha função renal comprometida (com ou sem hemodiálise), o tratamento deve ser iniciado com uma dose de carga de 100 mg/dia no dia 1 do tratamento. Após a dose inicial, o intervalo posológico deve ser seguido de acordo com a depuração de creatinina (ver Tabela 1).
Se for observada função renal reduzida em doentes com doença de Parkinson que já estejam a receber a dose de manutenção de amantadina (100 mg duas vezes por dia), o intervalo posológico pode ser alterado imediatamente para o regime posológico baseado na depuração da creatinina (ver Tabela 1), sem uma dose de carga.
Tabela 1. Intervalo posológico de 100 mg com base na depuração de creatina
Depuração de creatinina Intervalo posológico (ml/min/1,73 m2) 100 mg <15 7 dias 15-25 3 dias 25-35 2 dias 35-75 1 dia >75 12 horas
É desejável a monitorização dos níveis plasmáticos. Recomenda-se monitorização cuidadosa do doente (ver secções 4.4 e 5.2 “Características dos doentes”).
Modo de administração Para utilização por via oral As cápsulas devem ser tomadas com alimentos para evitar indisposição gástrica.
4.3. Contraindicações
- Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1. - Epilepsia refratária. - Psicoses.
4.4. Advertências e precauções especiais de utilização
Foi relatado que os doentes com epilepsia com convulsões pré-existente podem desenvolver um aumento na frequência de convulsões motoras fortes durante o tratamento com amantadina. Uma redução da dose pode minimizar este risco. Estes doentes devem ser cuidadosamente monitorizados. A amantadina está contraindicada na epilepsia refratária.
Devido à gravidade dos efeitos indesejáveis da sobredosagem, deve ter-se precaução ao prescrever a amantadina a doentes com risco aumentado de comportamento suicida. Deve ser prescrita a estes doentes a menor quantidade possível consistente com um bom tratamento do doente.
Pode ocorrer edema periférico durante o tratamento com amantadina, provavelmente devido a distúrbios vasculares locais. Isto deve ser tido em consideração em doentes com antecedentes de insuficiência cardíaca.
É necessária especial precaução para doentes que sofram de, ou que sofreram de, eczema recorrente, ulceração gástrica ou doenças cardiovasculares.
3 A amantadina deve ser utilizada com precaução em doentes com insuficiência hepática ou renal. Em caso de insuficiência renal, a dose deve ser ajustada em conformidade e, idealmente, as concentrações plasmáticas de amantadina devem ser monitorizadas. Uma vez que apenas pequenas quantidades de amantadina são removidas por hemodiálise, a dose deve ser ajustada com precisão em doentes com insuficiência renal para evitar efeitos indesejáveis (ver secções 4.2 e 4.9).
É necessário cuidado em doentes com hipotensão e arritmias cardíacas e doenças endócrinas relacionados com a dopamina.
Uma vez que a amantadina tem efeitos anticolinérgicos, a amantadina não deve ser administrada a doentes com glaucoma de ângulo estreito não tratado.
Pode ocorrer um aumento das alucinações, confusão e pesadelos. Nestes casos, a amantadina deve ser administrada com precaução. As alucinações, confusão e pesadelos são mais frequentes quando a amantadina é coadministrada com agentes anticolinérgicos ou quando o doente tem uma perturbação do foro psiquiátrico subjacente.
Foram relatados alguns casos de Síndrome Maligna dos Neurolépticos (SMN) em doentes de Parkinson a tomar amantadina, tanto durante a utilização como algum tempo após a interrupção da amantadina. Não é clara uma relação causal com a utilização de amantadina.
Se ocorrer visão turva ou outros problemas de visão, deve ser consultado um oftalmologista para excluir edema da córnea. Se for diagnosticado edema da córnea, o tratamento com amantadina deve ser descontinuado.
Descontinuação do tratamento O tratamento com amantadina não deve ser interrompido abruptamente. A descontinuação do tratamento com amantadina pode resultar no agravamento dos sintomas da doença de Parkinson, em sintomas semelhantes à Síndrome Maligna dos Neurolépticos (SMN) (ver também acima), catatonia, bem como uma manifestação cognitiva (por exemplo, confusão, desorientação, deterioração do estado mental, delírio).
Distúrbios do controlo de impulsos Os doentes devem ser monitorizados regularmente quanto ao desenvolvimento de distúrbios do controlo de impulsos. Os doentes e prestadores de cuidados devem estar cientes de que o comportamento dos doentes tratados com medicação com um efeito dopaminérgico, incluindo a amantadina, pode desenvolver sintomas de distúrbio do controlo de impulsos, incluindo dependência do jogo, aumento da libido, hipersexualidade, gastos compulsivos ou comportamentos de vício em compras, comer em excesso e compulsão alimentar. Deve ser considerada uma redução da dose ou desmame gradual e interrupção do tratamento se estes sintomas se desenvolverem.
Excipientes A amantadina contém lactose. Doentes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência total de lactase ou malabsorção de glucose-galactose não devem tomar este medicamento.
4.5. Interações medicamentosas e outras formas de interação
A administração concomitante de amantadina e anticolinérgicos ou levodopa pode aumentar a confusão, alucinações, pesadelos, desconforto gastrointestinal ou outros efeitos anticolinérgicos indesejáveis, tais como, perturbação de acomodação, boca seca e retenção urinária. Isto deve ser tido em consideração com a utilização concomitante.
Em casos isolados, foi notificada descompensação psicológica em doentes concomitantemente tratados com amantadina e antipsicóticos ou levodopa. Por conseguinte, a utilização concomitante não é recomendada.
4 A administração concomitante de amantadina e medicamentos ou substâncias (por exemplo, álcool) que atuam no sistema nervoso central pode resultar em toxicidade adicional para o sistema nervoso central. Recomenda-se monitorização cuidadosa (ver secção 4.9).
Houve notificações isoladas de uma suspeita de interação entre a amantadina e os diuréticos de combinação (hidroclorotiazida + diuréticos poupadores de potássio). Um ou ambos os componentes aparentemente reduzem a depuração da amantadina, levando a concentrações plasmáticas mais elevadas e a efeitos tóxicos (confusão, alucinações, ataxia, mioclonia). Por conseguinte, a utilização concomitante não é recomendada.
4.6. Fertilidade, gravidez e aleitamento
Gravidez e mulheres com potencial para engravidar Não existem dados suficientes sobre a utilização de amantadina durante a gravidez. Observações em seres humanos indicaram que a substância pode ser prejudicial para a gravidez (incluindo abortos espontâneos, gravidez molar, defeitos cardíacos). Os estudos em animais revelaram toxicidade reprodutiva (ver secção 5.3). As mulheres com potencial para engravidar devem utilizar métodos contracetivos eficazes durante o tratamento e durante 5 dias após a última dose de amantadina. A amantadina não deve ser utilizada durante a gravidez, exceto se estritamente necessário. Pode ser considerada a monitorização detalhada por ecografia após a exposição durante o primeiro trimestre.
Amamentação A amantadina passa para o leite materno. Foram relatados efeitos indesejáveis em lactentes amamentados. As mães a amamentar não devem tomar amantadina.
Fertilidade Não existem dados suficientes sobre fertilidade para estimar qualquer risco potencial para os seres humanos (ver secção 5.3).
4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas
Os doentes a tomar amantadina devem ser alertados de que podem ocorrer tonturas, perturbações visuais e outros sintomas do sistema nervoso central (ver secção 4.8) e que a capacidade de reação do doente pode estar comprometida. A amantadina pode, portanto, afetar a capacidade de conduzir e utilizar máquinas.
4.8. Efeitos indesejáveis
Os efeitos indesejáveis da amantadina são muitas vezes ligeiros e transitórios, aparecendo habitualmente nos primeiros 2 a 4 dias de tratamento e desaparecendo frequentemente 24 a 48 horas após a descontinuação. Não foi demonstrada uma relação direta entre a dose e a incidência de efeitos indesejáveis, embora pareça haver uma tendência para efeitos indesejáveis mais frequentes (que afetam particularmente o SNC) com doses crescentes.
Lista de reações adversas Os efeitos indesejáveis relatados durante ensaios clínicos, utilização pós-comercialização e na literatura estão listados de acordo com as classes de sistemas e órgãos MedDRA. Dentro de cada classe de sistema/órgão, os efeitos indesejáveis estão listados por frequência, os mais frequentes primeiro, utilizando a seguinte distribuição: muito frequentes (≥1/10), frequentes (≥1/100, <1/10), pouco frequentes (≥1/1000, <1/100), raros (≥1/10 000, <1/1000), muito raros (<1/10 000), desconhecida (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis). Os efeitos indesejáveis são apresentados por ordem decrescente de gravidade dentro de cada grupo de frequência.
Doenças do sangue e do sistema linfático Muito raros: Leucopenia. Doenças do metabolismo e da nutrição
5 Frequentes: Diminuição do apetite. Perturbações do foro psiquiátrico: Frequentes: Depressão, ansiedade, melhoria do humor, agitação, nervosismo, insónias, alucinações, pesadelos, perturbação da atenção. Raros: Estado de confusão, desorientação, distúrbio psicótico. Desconhecida: Distúrbios do controlo dos impulsos1: delírio, hipomania, mania. Doenças do sistema nervoso Frequentes: Tonturas, sensação de vertigens, dor de cabeça, letargia, ataxia, disartria. Raros: Tremor, discinesia, convulsões. Muito raros: Sintomas semelhantes à sSíndrome Maligna dos Neurolépticos (SMN) (ver secção 4.4). Afecções oculares Pouco Visão turva. frequentes: Raros: Lesões corneanas, por exemplo, turvação pontilhada subepitelial que pode dever- se a ceratite pontilhada superficial, edema epitelial da córnea e acuidade visual marcadamente reduzida. Doenças cardíacas Frequentes: Palpitações. Muito raros: Insuficiência cardíaca. Vasculopatias Frequentes: Hipotensão ortostática. Doenças gastrointestinais Frequentes: Boca seca, náuseas, vómitos, obstipação. Raros: Diarreia. Afecções dos tecidos cutâneos e subcutâneos Muito Livedo reticular frequentes: Frequentes: Hiperidrose. Raros: Erupção cutânea. Muito raros: Reação de fotossensibilidade. Doenças renais e urinárias Raros: Retenção urinária, incontinência urinária. Perturbações gerais e alterações no local de administração Muito Edema periférico. frequentes: Desconhecida: Hipotermia. Exames complementares de diagnóstico Muito raros: Aumento reversível das enzimas hepáticas.
Efeitos indesejáveis adicionais notificados durante a utilização pós-comercialização e na literatura (frequência de ocorrência desconhecida) 1 Distúrbios do controlo de impulsos A dependência do jogo, o aumento da libido, a hipersexualidade, os gastos compulsivos ou o comportamento de vício em compras, comer em excesso e compulsão alimentar podem ocorrer em doentes tratados com medicamentos com efeitos dopaminérgicos, incluindo amantadina (ver secção 4.4).
Notificação de suspeitas de reações adversas A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas através INFARMED, I.P.:
Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos:
6 Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]
4.9. Sobredosagem
A sobredosagem (sobredosagem aguda devido a múltiplas doses máximas recomendadas ou sobreexposição devido a doses elevadas em idosos e/ou em doentes com insuficiência renal) com amantadina pode ter consequências fatais (ver secção 4.4).
Sintomas Os distúrbios neuromusculares e sintomas de psicose aguda são características importantes do intoxicação aguda por amantadina.
Perturbações do foro psiquiátrico Confusão, desorientação, delírio, alucinações visuais, agressão/hostilidade.
Doenças do sistema nervoso Hiperreflexia, inquietação motora, convulsões, sintomas extrapiramidais (espasmos torsionais, assumindo uma postura distónica), mioclonia, diminuição do nível de consciência e coma.
Afecções oculares Pupilas dilatadas.
Cardiopatias Foi notificada paragem cardíaca e morte cardíaca súbita. Taquicardia sinusal, arritmia. Foi descrita a ectopia ventricular, fibrilhação ventricular e torsade de pointes.
Vasculopatias Hipertensão.
Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino Hiperventilação, edema pulmonar, dificuldades respiratórias incluindo “síndrome de dificuldade respiratória adulta”.
Sistema gastrointestinal Náuseas, vómitos, boca seca, obstipação.
Doenças renais e urinárias Retenção de urina, disfunção renal, incluindo um aumento dos BUN e diminuição da depuração de creatinina.
Intoxicação combinada Os efeitos indesejáveis periféricos e centrais dos medicamentos anticolinérgicos são aumentados pela utilização concomitante de amantadina. Podem ocorrer reações psicóticas agudas, que podem ser idênticas às causadas por intoxicação por atropina, se forem utilizadas doses elevadas de anticolinérgicos. Se forem tomados concomitantemente álcool ou substâncias com efeito estimulante no sistema nervoso central, os sintomas de intoxicação aguda com amantadina podem ser agravados ou ajustados.
Tratamento
Não existe um antídoto específico.
7 - Remoção e/ou inativação da(s) substância(s) responsável(eis) pela intoxicação: indutor de vómito e/ou aspiração ou lavagem gástrica, carvão ativado, laxante salino, se considerado apropriado. Uma vez que a amantadina é amplamente excretada inalterada na urina, estimular a função excretória do rim pode ser eficaz na sua remoção da circulação sanguínea. Tornar a urina mais ácida promove a excreção de amantadina na urina. A hemodiálise não remove quantidades significativas de amantadina; em doentes com insuficiência renal, após tomar 300 mg, apenas 7 a 15 mg foram removidos durante uma hemodiálise de 4 horas. - Monitorizar a pressão arterial, pulsação, ECG, respiração e temperatura corporal, e tratar possíveis hipotensão e arritmias cardíacas, conforme necessário. É necessária precaução ao administrar componentes adrenérgicos em casos de arritmia cardíaca e hipotensão, uma vez que o estado clínico pode deteriorar-se devido à propriedade arritmogénica dos componentes adrenérgicos. - Convulsões e agitação motora excessiva: administrar anticonvulsivos como diazepam por via intravenosa, paraldeído por via intramuscular ou retal, ou fenobarbital por via intramuscular. - Foram notificados sintomas psicóticos agudos, delírio, postura distónica, manifestações mioclónicas: fisostigmina por perfusão intravenosa lenta (doses de 1 mg em adultos e 0,5 mg em crianças) com administração repetida de acordo com a resposta inicial e a subsequente necessidade. - Retenção urinária: a bexiga deve ser cateterizada; um cateter interno pode permanecer no local durante o tempo necessário.
5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS
5.1. Propriedades farmacodinâmicas
Grupo farmacoterapêutico: Derivados de adamantano, agente dopaminérgico. Código ATC: N04BB01.
Acredita-se que a amantadina atua ao melhorar a libertação de dopamina dos neurónios centrais e ao retardar a sua recaptação nas vesículas sinápticas. Além disso, pode ter alguma atividade anticolinérgica. Quando administrada isoladamente ou em associação com outros medicamentos, a amantadina melhora os principais sinais e sintomas da doença de Parkinson. O efeito ocorre geralmente dois a cinco dias após o início do tratamento. Em particular, tem um efeito positivo na acinesia, rigidez e tremor. Com a continuação do tratamento, a amantadina perde a sua eficácia após um período de tempo mais longo ou mais curto.
5.2. Propriedades farmacocinéticas
Absorção A amantadina é absorvida lentamente, mas quase completamente. São alcançados níveis plasmáticos máximos de aproximadamente 250 ng/ml ou 500 ng/ml, respetivamente, 3 a 4 horas, após uma única administração de 100 mg ou 200 mg de amantadina. Após administração repetida de 25, 100 ou 150 mg duas vezes por dia, as concentrações plasmáticas em estado estacionário de 110, 302 ou 588 ng/ml, respetivamente, são alcançadas no prazo de 3 dias.
Distribuição In vitro, 67% da amantadina liga-se às proteínas plasmáticas. Uma parte substancial da amantadina está ligada aos glóbulos vermelhos. A concentração de amantadina nos eritrócitos em voluntários saudáveis é 2,66 vezes a concentração plasmática. O volume aparente de distribuição (VD) é de 5 a 10 l/kg, sugerindo uma forte ligação tecidular. A Vd diminui com o aumento das doses. A concentração de amantadina no pulmão, coração, rim, fígado e baço é mais elevada do que no sangue. A amantadina acumula-se nas secreções nasais após várias horas. A amantadina atravessa a barreira hematoencefálica. A proporção média de líquido cefalorraquidiano (LCR) para o total sérico de amantadina é de aproximadamente 0,76.
8 Biotransformação A amantadina é metabolizada em menor extensão e foram identificados oito metabolitos da amantadina. O principal metabolito, o metabolito N-acetil, corresponde a 5-15% da dose administrada. A atividade farmacológica dos metabolitos é desconhecida.
Eliminação A amantadina é eliminada em jovens adultos saudáveis com uma semivida de eliminação plasmática média de 15 horas (10 a 31 horas). A semivida de eliminação da amantadina no tecido cerebral (6,5 dias) é muito mais longa do que a do sangue. A depuração plasmática total é aproximadamente igual à depuração renal (250 ml/min). A depuração renal da amantadina é muito mais elevada do que a depuração da creatinina, sugerindo secreção tubular renal. O pH da urina tem uma grande influência na taxa de eliminação. Aumentar o pH da urina pode levar a uma diminuição significativa na taxa de eliminação da amantadina.
Linearidade/não linearidade A amantadina apresenta uma farmacocinética proporcional à dose num intervalo de dose de 100 a 200 mg.
Características em populações especiais de doentes
Doentes idosos Em comparação com dados de jovens adultos saudáveis, a semivida é duplicada e a depuração renal é reduzida. A taxa de depuração renal em relação à depuração da creatinina é inferior nos idosos do que nos jovens. Em geral, a secreção tubular é mais reduzida do que a filtração glomerular nos idosos. Em doentes idosos com insuficiência renal, a administração repetida de 100 mg por dia durante 14 dias resultou em concentrações plasmáticas no intervalo tóxico.
Doentes com insuficiência renal Uma vez que a amantadina é excretada principalmente pelos rins, pode ocorrer acumulação de amantadina em doentes com função renal comprometida, levando a efeitos indesejáveis graves. Uma depuração de creatinina inferior a 40 ml/min [1,73 m2] causa uma semivida três a cinco vezes mais longa e uma depuração total e renal cinco vezes inferior. A eliminação renal é dominante, mesmo em caso de insuficiência renal. Os doentes idosos ou os doentes com insuficiência renal devem receber uma dose reduzida adequada. A concentração plasmática de amantadina a atingir não deve exceder um máximo de 300 ng/ml.
Doentes em hemodiálise A hemodiálise remove pouco amantadina; esta ineficácia pode estar relacionada com a sua forte ligação tecidular. Menos de 5% de uma dose é removida durante 4 horas de hemodiálise. A semivida média atinge as 24 horas de diálise.
Doentes com insuficiência da função hepática Desconhece-se a influência da função hepática comprometida na farmacocinética da amantadina. Apenas uma pequena porção de amantadina sofre metabolismo hepático (ver “Biotransformação” na secção 5.2).
Efeito nutricional Os alimentos não têm qualquer influência importante na farmacocinética da amantadina.
Etnia Desconhece-se se a farmacocinética da amantadina é controlada por fatores genéticos.
5.3. Dados de segurança pré-clínica
Amantadina Renata apresentou um baixo nível de toxicidade aguda em vários estudos em animais. Foram realizados estudos de toxicidade oral subcrónica em ratos, cães e macacos. Não houve
9 evidência de toxicidade específica. Estudos de toxicidade crónica realizados em ratos e cães durante até dois anos não demonstraram toxicidade específica.
Estudos in vitro e in vivo demonstraram que a amantadina não é mutagénica. Não foram realizados estudos de carcinogenicidade. Não foi encontrada evidência de efeito carcinogénico num estudo de toxicidade oral de 2 anos em ratos. No entanto, o número de animais por grupo de dose neste estudo não foi suficiente para avaliar totalmente o potencial carcinogénico.
Em estudos de embriotoxicidade em ratazanas, ratinhos e coelhos, apenas foram observados efeitos embriofetais e malformações em ratazanas. Houve um aumento de edema, posicionamento incorreto das pernas posteriores, anomalias ósseas (costelas omissas, aplasia da vértebra caudal). A dose mais baixa em que ocorreram efeitos em ratos foi 15 vezes superior à dose máxima humana. A sua relevância para os humanos é desconhecida. Embora os efeitos no potencial para engravidar não tenham sido suficientemente estudados, existem evidências de compromisso do potencial para engravidar em ratos em doses iguais aquelas onde foi observada toxicidade reprodutiva.
6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS
6.1. Lista dos excipientes
Pó da cápsula Lactose mono-hidratada Povidona Estearato de magnésio
Invólucro da cápsula Gelatina Óxido de ferro negro (E172) Óxido de ferro vermelho (E172) Dióxido de titânio (E171)
Tinta de impressão Goma-laca Óxido de ferro negro (E172) Hidróxido de potássio (E525)
6.2. Incompatibilidades
Não aplicável.
6.3. Prazo de validade
4 anos
6.4. Precauções especiais de conservação
Não conservar acima de 30 °C.
6.5. Natureza e conteúdo do recipiente
Cápsulas blister de Alu–PVC/PVdC contendo 12(1 x 12 tiras blister), 14 (1 x 14 tiras blister), 24(2 x 12 tiras blister), 28 (2 x 14 tiras blister) e 56 (4 x 14 tiras blister).
É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.
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6.6. Precauções especiais de eliminação e manuseamento
Não existem requisitos especiais.
Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.
7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
Renata Pharmaceuticals (Ireland) Limited 12 Crowe Street Dundalk Co. Louth Irlanda A91 NN29
8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
<[A ser completado nacionalmente]>
9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE
INTRODUÇÃO NO MERCADO
<[A ser completado nacionalmente]>
10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO
<[A ser completado nacionalmente]>
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