Amlodipina Teva MG
Folheto informativo: Informação para o doente
Amlodipina Bravet 5 mg comprimidos Amlodipina Bravet 10 mg comprimidos amlodipina
Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento, pois contém informação importante para si. – Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente. – Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico. – Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença. – Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Ver secção 4.
O que contém este folheto:
1. O que é Amlodipina Bravet e para que é utilizado
2. O que precisa de saber antes de tomar Amlodipina Bravet
3. Como tomar Amlodipina Bravet
4. Efeitos indesejáveis possíveis
5. Como conservar Amlodipina Bravet
6. Conteúdo da embalagem e outras informações
1. O que é Amlodipina Bravet e para que é utilizado
Amlodipina Bravet contém a substância ativa amlodipina, que pertence a um grupo de medicamentos designados antagonistas do cálcio.
Amlodipina Bravet é utilizado para tratar a pressão arterial alta (hipertensão) ou um tipo de dor no peito chamada angina; uma forma rara desta angina é a angina de Prinzmetal ou angina variante.
Nos doentes com pressão arterial alta, este medicamento atua relaxando os vasos sanguíneos, para permitir ao sangue circular mais facilmente. Nos doentes com angina, Amlodipina Bravet atua melhorando o transporte do sangue para o músculo cardíaco, que recebe mais oxigénio; como resultado, a dor no peito é evitada. Este medicamento não provoca alívio imediato da dor no peito causada pela angina.
2. O que precisa de saber antes de tomar Amlodipina Bravet
Não tome Amlodipina Bravet – se tem alergia (hipersensibilidade) à amlodipina ou a qualquer outro componente deste medicamento, indicados na secção 6, ou a quaisquer outros antagonistas de cálcio. Os sintomas podem incluir comichão, vermelhidão da pele ou dificuldade em respirar. – se tem pressão arterial baixa grave (hipotensão). – se tem estreitamento da válvula aórtica (estenose aórtica) ou choque cardiogénico (uma condição clínica onde o seu coração é incapaz de fornecer sangue ao resto do seu corpo). – se sofre de insuficiência cardíaca após um ataque cardíaco.
Advertências e precauções
Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Amlodipina Bravet . Deve informar o seu médico se tem ou teve alguma das seguintes situações: – Ataque cardíaco recente – Insuficiência cardíaca
1 – Aumento grave da pressão arterial (crise hipertensiva) – Doença hepática – Se é idoso e a sua dose necessita de ser aumentada.
Crianças e adolescentes Amlodipina Bravet não foi estudado em crianças idade inferior a 6 anos de idade. Amlodipina Bravet apenas deve ser utilizado para a hipertensão em crianças e adolescentes dos 6 aos 17 anos de idade (ver secção 3).
Para mais informações, fale com o seu médico.
Outros medicamentos e Amlodipina Bravet Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.
Amlodipina Bravet pode afetar ou ser afetado por outros medicamentos, tais como: – cetoconazol, itraconazol (medicamentos antifúngicos) – ritonavir, indinavir, nelfinavir (também designados de inibidores, utilizados no tratamento do VIH) – rifampicina, eritromicina, claritromicina (antibióticos) – hipericão (St. Palavra de João) – verapamilo, diltiazem (medicamentos para o coração) – dantroleno (perfusão para alterações graves da temperatura corporal) – tacrolímus, sirolímus, temsirolímus e everolímus (medicamentos utilizados para alterar a forma como o seu sistema imunitário funciona) – sinvastatina (medicamento para baixar o colesterol) – ciclosporina (um imunossupressor)
Amlodipina Bravet pode baixar ainda mais a sua pressão arterial se já estiver a tomar outros medicamentos para tratar a pressão arterial elevada.
Amlodipina Bravet com alimentos e bebidas Pessoas que estejam a tomar Amlodipina Bravet não devem consumir sumo de toranja e toranja. Isto porque a toranja e o sumo de toranja podem levar a um aumento dos níveis de substância ativa, amlodipina, no sangue, o que pode causar um efeito imprevisível de diminuição da pressão arterial de Amlodipina Bravet .
Gravidez e amamentação Gravidez A segurança da amlodipina na gravidez não foi estabelecida. Se pensa que pode estar grávida ou planeia engravidar, deve informar o seu médico antes de tomar Amlodipina Bravet .
Amamentação Foi demonstrado que a amlodipina é excretada para o leite materno em pequenas quantidades. Se estiver a amamentar ou prestes a iniciar a amamentação, deve informar o seu médico antes de tomar Amlodipina Bravet .
Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.
Condução de veículos e utilização de máquinas Amlodipina Bravet pode afetar a sua capacidade de conduzir ou utilizar máquinas. Se os comprimidos o fazem sentir enjoado, com tonturas ou cansado, ou provocam dores de cabeça, não conduza nem utilize máquinas e fale com o seu médico imediatamente.
Amlodipina Bravet contém sódio
2 Este medicamento contém menos de 1 mmol de sódio (23 mg) por comprimido, ou seja, é praticamente "isento de sódio".
3. Como tomar Amlodipina Bravet
Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.
A dose inicial recomendada é Amlodipina Bravet 5 mg uma vez por dia. A dose pode ser aumentada para Amlodipina Bravet 10 mg uma vez por dia.
Este medicamento pode ser tomado antes ou depois de alimentos e bebidas. Deve tomar este medicamento todos os dias à mesma hora com um copo de água. Não tome Amlodipina Bravet com sumo de toranja.
Utilização em crianças e adolescentes Para crianças e adolescentes (6-17 anos de idade), a dose inicial habitual recomendada é de 2,5 mg por dia. A dose máxima recomendada é de 5 mg por dia.
Os comprimidos de Amlodipina Bravet 5 mg podem ser divididos em metades iguais para se obter uma dose de 2,5 mg.
É importante que tome sempre os comprimidos. Não espere até que os seus comprimidos acabem para consultar o seu médico.
Se tomar mais Amlodipina Bravet do que deveria Tomar demasiados comprimidos pode provocar uma descida da pressão arterial até níveis perigosamente baixos. Pode sentir-se tonto, confuso, a desmaiar ou fraco. Se a diminuição da sua pressão arterial for suficientemente grave, pode entrar em choque. A sua pele pode ficar fria e húmida e pode perder a consciência. Procure assistência médica imediata se tomar demasiados comprimidos de Amlodipina Bravet .
O excesso de líquido pode acumular-se nos pulmões (edema pulmonar), provocando falta de ar que poderá desenvolver-se até 24-48 horas após a ingestão.
Caso se tenha esquecido de tomar Amlodipina Bravet Não se preocupe. Caso se tenha esquecido de tomar um comprimido, esqueça essa dose. Tome a próxima dose à hora certa. Não tome uma dose a dobrar para compensar a dose que se esqueceu de tomar.
Se parar de tomar Amlodipina Bravet O seu médico irá informá-lo durante quanto tempo deverá tomar este medicamento. A sua situação pode piorar se parar de tomar este medicamento antes do tempo aconselhado.
Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.
4. Efeitos indesejáveis possíveis
Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se manifestem em todas as pessoas.
Consulte imediatamente o seu médico se sentir algum dos seguintes efeitos indesejáveis depois de tomar este medicamento.
3 – Pieira súbita, dor no peito, falta de ar ou dificuldade em respirar – Inchaço das pálpebras, face ou lábios – Inchaço da língua e da garganta que pode provocar grande dificuldade em respirar – Reações cutâneas graves, incluindo erupção cutânea intensa, urticária, vermelhidão da pele ao longo de todo o seu corpo, comichão intensa, bolhas, descamação e inchaço da pele, inflamação das membranas mucosas (Síndrome de Stevens Johnson, necrólise epidérmica tóxica) ou outras reações alérgicas – Ataque cardíaco, batimentos cardíacos alterados – Inflamação do pâncreas que pode causar dor abdominal grave e nas costas acompanhada de sensação de mal-estar
Foi notificado o seguinte efeito indesejável muito frequente. Se isto lhe causar problemas ou se durar mais de uma semana, deve contactar o seu médico.
Muito frequente: pode afetar mais de 1 em 10 pessoas – Edema (retenção de líquidos)
Foram comunicados os seguintes efeitos indesejáveis frequentes. Se algum destes efeitos lhe causar problemas ou se durar mais de uma semana, deve contactar o seu médico.
Frequentes: podem afetar até 1 em 10 pessoas – Dor de cabeça, tonturas, sonolência (especialmente no início do tratamento) – Palpitações (ter consciência do seu batimento cardíaco), rubor – Dor abdominal, sensação de mal-estar (náuseas) – Alteração dos hábitos intestinais, diarreia, prisão de ventre, indigestão – Cansaço, fraqueza – Perturbações da visão, visão dupla – Cãibras musculares – Inchaço dos tornozelos
Outros efeitos indesejáveis que foram comunicados estão incluídos na seguinte lista. Se algum destes efeitos se agravar ou se detetar quaisquer efeitos indesejáveis não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.
Pouco frequentes: podem afetar até 1 em 100 pessoas – Alterações de humor, ansiedade, depressão, insónias – Tremores, alterações do paladar, desmaio – Sensação de formigueiro ou adormecimento nos membros; diminuição da sensação de dor – Zumbido nos ouvidos – Pressão arterial baixa – Espirros/corrimento nasal provocado por uma inflamação do revestimento do nariz (rinite) – Tosse – Boca seca, vómitos – Queda de cabelo, aumento da transpiração, comichão na pele, manchas vermelhas na pele, alteração da cor da pele – Alterações ao urinar, aumento da necessidade de urinar à noite, aumento do número de vezes que urina – Incapacidade de obter uma ereção; desconforto ou aumento das mamas nos homens – Dor, má disposição – Dor muscular ou nas articulações, dor nas costas – Aumento ou diminuição de peso
Raros: podem afetar até 1 em 1000 pessoas – Confusão
Muito raros: podem afetar até 1 em 10 000 pessoas
4 – Diminuição do número de glóbulos brancos, diminuição do número de plaquetas, o que pode resultar num aumento invulgar de nódoas negras ou hemorragias – Excesso de açúcar no sangue (hiperglicemia) – Alteração dos nervos que pode causar fraqueza muscular, formigueiro ou dormência – Inchaço das gengivas, sangramento das gengivas – Distensão abdominal (gastrite) – Alteração da função do fígado, inflamação do fígado (hepatite), amarelecimento da pele (icterícia), aumento das enzimas do fígado, que poderão ter efeito sobre alguns exames médicos – Aumento da tensão muscular – Inflamação dos vasos sanguíneos, geralmente com erupções cutâneas – Sensibilidade à luz – Distúrbios que combinam rigidez, tremor e/ou distúrbios do movimento
Desconhecido: a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis – Tremores, postura rígida, rosto inexpressivo, movimentos lentos e marcha desequilibrada com arrastamento dos pés
Comunicação de efeitos indesejáveis Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente ao INFARMED, I.P. através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.
Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]
5. Como conservar Amlodipina Bravet
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.
Não tome este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem exterior e no blister, ou no rótulo do frasco, após “EXP”. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.
O medicamento não necessita de qualquer temperatura especial de conservação.
Conservar na embalagem de origem para proteger da luz.
Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.
6. Conteúdo da embalagem e outras informações
Qual a composição de Amlodipina Bravet
– A substância ativa é a amlodipina. Cada comprimido contém besilato de amlodipina equivalente a 5 mg ou 10 mg de amlodipina. – Os outros componentes são hidrogenofosfato de cálcio, celulose microcristalina 102, carboximetilamido sódico (Tipo A) e estearato de magnésio.
5 Qual o aspeto de Amlodipina Bravet e conteúdo da embalagem
Amlodipina Bravet de 5 mg comprimidos são comprimidos, brancos a quase brancos, redondos (com aproximadamente 7,50 mm de diâmetro), com gravação "TV" e "5" numa face e uma linha de quebra na outra face. Os comprimidos de Amlodipina Bravet 10 mg são brancos a quase brancos, redondos (com aproximadamente 9,50 mm de diâmetro), com gravação "TV" e "10" numa face e uma linha de quebra na outra face.
Amlodipina Bravet está disponível em blisters contendo 14, 20, 28, 30, 50, 56, 60, 90, 98, 100, 120 comprimidos e frascos contendo 100, 120, 200, 250 comprimidos.
É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.
Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante
Teva Pharma – Produtos Farmacêuticos, Lda. Lagoas Park – Edifício 5-A, Piso 2 2740-245 Porto Salvo – Portugal
Fabricante
Teva Gyógyszergyár Zrt. Pallagi, ut 13 4042 Debrecen – Hungria
Este medicamento encontra-se autorizado nos Estados Membros do Espaço Económico Europeu com os seguintes nomes:
Áustria Amlodipin ratiopharm GmbH 5 mg – Tabletten Amlodipin ratiopharm GmbH 10 mg – Tabletten Alemanha Amlodipin-ratiopharm 5 mg Tabletten Amlodipin-ratiopharm 10 mg Tabletten Bélgica Amlodipine Teva 5 mg tabletten/comprimés/Tabletten Amlodipine Teva 10 mg tabletten/comprimés/Tabletten
Bulgária Амловаск 5 mg таблетки Amlovask 5 mg tablets Амловаск 10 mg таблетки Amlovask 10 mg tablets Chéquia Amlodipin Teva Croácia Vilpin 5 mg tablete Vilpin 10 mg tablete
Dinamarca Amlodipin Teva B.V. Eslováquia Amlodipine Teva 5 mg Amlodipine Teva 10 mg Espanha Amlodipino Teva-ratiopharm 5 mg comprimidos EFG Amlodipino Teva-ratiopharm 10 mg comprimidos EFG Estónia Amlodipine Teva Finlândia Amlodipine ratiopharm 5 mg tabletti Amlodipine ratiopharm 10 mg tabletti Hungria Amlodipin Teva GmbH 5 mg tabletta Amlodipin Teva GmbH 10 mg tabletta Irlanda Amlodipine Teva GmbH5 mg tablets Amlodipine Teva GmbH10 mg tablets Islândia Amló Itália Amlodipina Bravet
6 Noruega Amlodipin Teva B.V. Países Baixos Amlodipine (als besilaat) Teva 5 mg, tabletten Amlodipine (als besilaat) Teva 10 mg, tabletten Portugal Amlodipina Bravet Suécia Amlodipin Teva B.V.
Este folheto foi revisto pela última vez emjulho 2026.
[A preencher a nível nacional]
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⚕Para profissionais — Resumo das Características do Medicamento (RCM)Ficha técnica completa: posologia, interações, contraindicações, advertências+
1. NOME DO MEDICAMENTO
Amlodipina Bravet 5 mg comprimidos Amlodipina Bravet 10 mg comprimidos
2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA
Amlodipina Bravet 5 mg comprimidos Cada comprimido contém besilato de amlodipina equivalente a 5 mg de amlodipina. Amlodipina Bravet 10 mg comprimidos Cada comprimido contém besilato de amlodipina equivalente a 10 mg de amlodipina.
Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.
3. FORMA FARMACÊUTICA
Comprimido
Amlodipina Bravet 5 mg comprimidos Comprimidos brancos a quase brancos, redondos (com aproximadamente 7,5 mm de diâmetro), com gravação "TV" e "5" numa face e uma linha de quebra na outra face. Amlodipina Bravet 10 mg comprimidos de Comprimidos brancos a quase brancos, redondos (com aproximadamente 9,5 mm de diâmetro), com gravação "TV" e "10" numa face e uma linha de quebra na outra face.
O comprimido pode ser dividido em doses iguais.
4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS
4.1. Indicações terapêuticas
Hipertensão. Angina de peito crónica estável. Angina vasoespástica (de Prinzmetal).
4.2. Posologia e modo de administração
Posologia
Adultos Tanto para a hipertensão como para a angina, a dose inicial habitual é de 5 mg uma vez por dia, que pode ser aumentada para uma dose máxima de 10 mg, dependendo da resposta individual de cada doente.
Nos doentes hipertensos, Amlodipina Bravet tem sido utilizado em associação com um diurético tiazídico, bloqueador alfa, bloqueador beta ou um inibidor da enzima de conversão da angiotensina. Na angina, Amlodipina Bravet pode ser utilizado em monoterapia ou em associação com outros medicamentos antianginosos nos doentes com angina refratária aos nitratos e/ou a doses adequadas de beta bloqueadores.
Não é necessário ajuste posológico de Amlodipina Bravet após a administração concomitante de diuréticos tiazídicos, beta bloqueadores e inibidores da enzima conversora da angiotensina.
1 Populações especiais Doentes idosos Amlodipina Bravet é igualmente bem tolerado quando utilizado em doses equivalentes em doentes idosos ou em doentes mais jovens. São recomendados regimes posológicos normais nos idosos, mas aconselha-se precaução em caso de aumento da dose (ver secções 4.4 e 5.2).
Doentes com insuficiência hepática Não foram estabelecidas recomendações posológicas em doentes com insuficiência hepática ligeira a moderada; por conseguinte, a seleção da dose deve ser cuidadosa e deverá iniciar-se com o limite inferior do intervalo posológico (ver secções 4.4 e 5.2). A farmacocinética da amlodipina na insuficiência hepática grave não foi estudada. A amlodipina deve ser iniciada com a dose mais baixa e titulada gradualmente em doentes com insuficiência hepática grave.
Doentes com insuficiência renal As alterações nas concentrações plasmáticas de amlodipina não estão correlacionadas com o grau de insuficiência renal, pelo que se recomenda a posologia normal. A amlodipina não é dialisável.
População pediátrica
Crianças e adolescentes dos 6 anos aos 17 anos de idade com hipertensão. A dose oral anti-hipertensora recomendada em doentes pediátricos com idades entre os 6-17 anos é de 2,5 mg, uma vez por dia, como dose inicial, sendo titulada gradualmente para 5 mg uma vez ao dia, se o objetivo da pressão arterial não for alcançado após 4 semanas. Não foram estudadas doses superiores a 5 mg por dia em doentes pediátricos (ver secções 5.1 e 5.2).
Crianças com idade inferior a 6 anos Não existem dados disponíveis.
Modo de administração
Comprimido para administração oral.
4.3. Contraindicações
A amlodipina está contraindicada em doentes com:
• hipersensibilidade aos derivados dihidropiridínicos, à amlodipina ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1. • hipotensão grave. • choque (incluindo choque cardiogénico). • obstrução do escoamento do ventrículo esquerdo (por exemplo, estenose aórtica de alto grau). • insuficiência cardíaca hemodinamicamente instável após enfarte agudo do miocárdio.
4.4. Advertências e precauções especiais de utilização
A segurança e eficácia da amlodipina em crises hipertensivas não foram estabelecidas.
Doentes com insuficiência cardíaca Os doentes com insuficiência cardíaca devem ser tratados com precaução. Num estudo a longo prazo, controlado com placebo, em doentes com insuficiência cardíaca grave (classe III e IV da NYHA), foi notificado um aumento de incidência de edema pulmonar no grupo de doentes tratados com amlodipina, comparativamente ao grupo com placebo (ver secção 5.1). Os bloqueadores dos canais de cálcio, incluindo a amlodipina, devem ser utilizados com precaução em doentes com insuficiência cardíaca congestiva, uma vez que poderão aumentar o risco de futuros eventos cardiovasculares e mortalidade.
2 Doentes com insuficiência hepática A semivida da amlodipina é prolongada e os valores de AUC são mais elevados em doentes com função hepática alterada; não foram estabelecidas recomendações posológicas. Por conseguinte, a amlodipina deve ser iniciada com o limite inferior do intervalo posológico e recomenda-se precaução quer no início do tratamento, quer no aumento da dose. Poderá ser necessária uma titulação gradual da dose, bem como uma monitorização cuidadosa em doentes com insuficiência hepática grave.
Doentes idosos Em idosos, recomenda-se precaução em caso de aumento da dose (ver secções 4.2 e 5.2).
Doentes com insuficiência renal A amlodipina pode ser usada nestes doentes em doses habituais. As alterações nas concentrações plasmáticas da amlodipina não estão correlacionadas com o grau de insuficiência renal. A amlodipina não é dialisável.
Sódio Este medicamento contém menos de 1 mmol de sódio (23 mg) por comprimido, ou seja, é praticamente "isento de sódio".
4.5. Interações medicamentosas e outras formas de interação
Efeitos de outros medicamentos na amlodipina
Inibidores do CYP3A4
O uso concomitante de amlodipina com inibidores do CYP3A4 fortes ou moderados (inibidores da protease, antifúngicos azól, macrólidos como a eritromicina ou claritromicina, verapamilo ou diltiazem) pode originar aumentos significativos na exposição à amlodipina, resultando num risco aumentado de hipotensão. A tradução clínica destas variações farmacocinéticas pode ser mais acentuada em idosos. Assim, poderá ser necessária a monitorização clínica e o ajuste da dose.
Indutores do CYP3A4
Com a coadministração de indutores conhecidos do CYP3A4, a concentração plasmática da amlodipina pode variar. Assim, a pressão arterial deve ser monitorizada e deve ser considerada a regulação da dose durante e após medicação concomitante; em particular, com indutores fortes do CYP3A4 (p. ex., rifampicina, hipericão).
Não se recomenda a administração de amlodipina com toranja ou sumo de toranja, uma vez que a biodisponibilidade pode estar aumentada em alguns doentes, resultando num aumento dos efeitos de redução da pressão sanguínea.
Dantroleno (perfusão) Em animais, foi observada fibrilhação ventricular letal e colapso cardiovascular em associação com hipercalemia após administração de verapamilo e dantroleno por via intravenosa. Devido ao risco de hipercalemia, recomenda-se evitar a coadministração de bloqueadores dos canais de cálcio, como a amlodipina, em doentes suscetíveis à hipertermia maligna e no tratamento da hipertermia maligna.
Efeitos da amlodipina sobre outros medicamentos Os efeitos da amlodipina na diminuição da pressão arterial potenciam os efeitos de outros medicamentos com propriedades anti-hipertensoras.
Tacrolímus
Quando coadministrado com amlodipina, existe um risco de aumento da concentração sanguínea de tacrolímus, mas o mecanismo farmacocinético desta interação não é completamente conhecido. De
3 modo a evitar a toxicidade do tacrolímus, a administração de amlodipina em doentes tratados com tacrolímus necessita de monitorização dos níveis sanguíneos de tacrolímus e um ajuste na dosagem do tacrolímus.
Inibidores do alvo mecanístico da rapamicina (mTOR) Os inibidores do mTOR, como sirolímus, temsirolímus e everolímus, são substratos do CYP3A. A amlodipina é um inibidor fraco do CYP3A. Com o uso concomitante de inibidores do mTOR, a amlodipina pode aumentar a exposição dos inibidores do mTOR.
Ciclosporina
Não foram realizados estudos de interação com ciclosporina e amlodipina em voluntários saudáveis ou outra população, com exceção de doentes transplantados renais, onde foram observados aumentos variáveis da concentração mínima da ciclosporina (média de 0% - 40%). Os níveis de ciclosporina devem ser monitorizados com precaução nos doentes com transplante renal a tomar amlodipina e, se necessário, a dose de ciclosporina deve ser reduzida.
Sinvastatina
A coadministração de múltiplas doses de 10 mg de amlodipina com 80 mg de sinvastatina resultou num aumento de 77% da exposição à sinvastatina em comparação com a sinvastatina em monoterapia. Nos doentes a tomar amlodipina, a dose de sinvastatina deve ser limitada a 20 mg por dia.
Em estudos clínicos de interação, a amlodipina não influenciou a farmacocinética da atorvastatina, digoxina ou varfarina.
4.6. Fertilidade, gravidez e aleitamento
Gravidez A segurança da amlodipina na gravidez humana não foi estabelecida.
Em estudos em animais, foi observada toxicidade reprodutiva em doses elevadas (ver secção 5.3).
A utilização na gravidez apenas é recomendada quando não existir uma alternativa mais segura e quando a própria doença possui maior risco para a mãe e para o feto.
Amamentação A amlodipina é excretada no leite humano. A proporção da dose materna recebida pelo lactente foi calculada com uma amplitude interquartil de 3–7%, com um máximo de 15%. O efeito da amlodipina em lactentes é desconhecido. Tem de ser tomada uma decisão sobre a descontinuação da amamentação ou a descontinuação/abstenção da terapêutica com amlodipina tendo em conta o benefício da amamentação para a criança e o benefício da terapêutica com amlodipina para a mulher.
Fertilidade Foram notificadas alterações bioquímicas reversíveis na cabeça dos espermatozoides em alguns doentes tratados com bloqueadores dos canais de cálcio. Os dados clínicos são insuficientes relativamente ao efeito potencial da amlodipina na fertilidade. Num estudo efetuado em ratos, foram observados efeitos adversos na fertilidade masculina (ver secção 5.3).
4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas
Os efeitos da amlodipina sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas são reduzidos ou moderados. Em doentes a tomar amlodipina com sintomas de tonturas, dor de cabeça, fadiga ou náuseas, a capacidade de reação pode ficar alterada. É recomendada precaução, especialmente no início do tratamento.
4.8. Efeitos indesejáveis
4 Resumo do perfil de segurança As reações adversas mais frequentemente notificadas durante o tratamento são sonolência, tonturas, cefaleias, palpitações, rubor, dor abdominal, náuseas, inchaço do tornozelo, edema e fadiga.
Lista tabelada de reações adversas As seguintes reações adversas foram observadas e notificadas durante o tratamento com amlodipina com as seguintes frequências: Muito frequentes (≥1/10); frequentes (≥1/100 a <1/10); pouco frequentes (≥1/1000 a <1/100); raros (≥1/10 000 a <1/1000); muito raros (<1/10 000); desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis).
As reações adversas são apresentadas por ordem decrescente de gravidade dentro de cada classe de frequência.
Classes de sistemas de órgãos Frequência Reações adversas Doenças do sangue e do sistema Muito raros Leucocitopenia, trombocitopenia linfático Doenças do sistema imunitário Muito raros Reações alérgicas Doenças do metabolismo e da nutrição Muito raros Hiperglicemia Pouco Depressão, alterações de humor (incluindo Perturbações do foro psiquiátrico frequentes ansiedade), insónias Raros Confusão Sonolência, tonturas, cefaleias Doenças do sistema nervoso Frequentes (especialmente no início do tratamento) Pouco Tremores, disgeusia, síncope, hipoestesia, frequentes parestesia Hipertonia, neuropatia periférica Muito raros Desconhecido Afeção extrapiramidal Afeções oculares Frequentes Perturbação visual (incluindo diplopia) Afeções do ouvido e do labirinto Pouco Acufenos frequentes Cardiopatias Frequentes Palpitações Pouco Arritmia (incluindo bradicardia, frequentes taquicardia ventricular e fibrilhação auricular) Muito raros Enfarte do miocárdio Vasculopatias Frequentes Rubor Pouco Hipotensão frequentes Muito raros Vasculite Doenças respiratórias, torácicas e do Frequentes Dispneia mediastino Pouco Tosse, rinite frequentes Dor abdominal, náuseas, dispepsia, Doenças gastrointestinais Frequentes alteração dos hábitos intestinais (incluindo diarreia e obstipação) Pouco Vómitos, boca seca frequentes Muito raros Pancreatite, gastrite, hiperplasia gengival Afeções hepatobiliares Muito raros Hepatite, icterícia, aumento das enzimas hepáticas* Alopecia, púrpura, alteração da cor da Afeções dos tecidos cutâneos e Pouco pele, hiperidrose, prurido, erupção subcutâneos frequentes cutânea, exantema, urticária
5 Angioedema, eritema multiforme, Muito raros dermatite esfoliativa, síndrome de Stevens-Johnson, edema de Quincke, fotossensibilidade Desconhecido Necrólise epidérmica tóxica Afeções musculosqueléticas e dos tecidos Frequentes Tumefação dos tornozelos, cãibras conjuntivos musculares Pouco Artralgia, mialgia, dorsalgia frequentes Doenças renais e urinárias Pouco Perturbação da micção, nictúria, aumento frequentes da frequência urinária Doenças dos órgãos genitais e da mama Pouco Impotência, ginecomastia frequentes Perturbações gerais e alterações no local Muito Edema de administração frequentes
Frequentes Fadiga, astenia Pouco Dor torácica, dor, mal-estar geral frequentes Exames complementares de diagnóstico Pouco Aumento de peso, diminuição de peso frequentes *maioritariamente consistente com colestase
Notificação de suspeitas de reações adversas A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas diretamente ao
Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]
4.9. Sobredosagem
No ser humano, a experiência com sobredosagem intencional é limitada.
Sintomas Os dados disponíveis sugerem que a sobredosagem pode resultar em vasodilatação periférica excessiva e possivelmente taquicardia reflexa. Foi notificada hipotensão sistémica clinicamente significativa e possivelmente prolongada, incluindo até choque com desfecho fatal.
Foi notificado, raramente, edema pulmonar não cardiogénico como consequência de sobredosagem com amlodipina, que pode manifestar-se com um início retardado (24-48 horas após a ingestão) e requerer suporte ventilatório. As medidas de reanimação precoces (incluindo sobrecarga de líquidos) para manter a perfusão e o débito cardíaco podem ser fatores precipitantes.
Tratamento
6 Uma hipotensão clinicamente significativa resultante da sobredosagem com amlodipina exige suporte cardiovascular ativo, incluindo a monitorização frequente da função cardíaca e respiratória, a elevação dos braços e das pernas e a monitorização do volume dos líquidos circulantes e do débito urinário.
Um vasoconstritor pode ser útil para restabelecer o tónus vascular e a pressão arterial, desde que não haja contraindicação para a sua utilização. O gluconato de cálcio intravenoso pode ser benéfico para reverter os efeitos do bloqueio dos canais do cálcio.
A lavagem gástrica também pode ser útil em alguns casos. Em voluntários saudáveis, a utilização de carvão até 2 horas após a administração de 10 mg de amlodipina demonstrou reduzir a taxa de absorção da amlodipina.
Uma vez que a ligação da amlodipina às proteínas plasmáticas é elevada, é provável que a diálise não seja benéfica.
5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS
5.1. Propriedades farmacodinâmicas
Grupo farmacoterapêutico: 3.4.3. - Aparelho cardiovascular, Anti-hipertensores, Bloqueadores da entrada do cálcio. 3.5.1 - Aparelho cardiovascular, Vasodilatadores, Antianginosos. Código ATC: C08CA01.
A amlodipina é um inibidor do fluxo iónico do cálcio do grupo das dihidropiridinas (bloqueador dos canais lentos do cálcio ou antagonista dos iões de cálcio) que inibe o fluxo transmembranar de iões de cálcio no músculo cardíaco e músculo vascular liso.
O mecanismo da ação anti-hipertensora da amlodipina resulta do efeito relaxante direto no músculo liso vascular. O mecanismo exato através do qual a amlodipina alivia a angina de peito não foi totalmente determinado; contudo, a amlodipina reduz a carga isquémica total através dos dois mecanismos seguintes:
1) A amlodipina dilata as arteríolas periféricas e, assim, reduz a resistência periférica total (pós-carga) contra a qual o coração funciona. Uma vez que a frequência cardíaca se mantém estável, esta redução de carga do coração reduz o consumo de energia e as necessidades de oxigénio do miocárdio.
2. O mecanismo de ação da amlodipina também provavelmente envolve dilatação das artérias
coronárias principais e arteríolas coronárias, tanto em regiões normais como nas regiões isquémicas. Esta dilatação aumenta a quantidade de oxigénio fornecida ao miocárdio em doentes com espasmo das artérias coronárias (angina de Prinzmetal ou angina variante).
Em doentes com hipertensão, a administração uma vez por dia de amlodipina proporciona uma redução clinicamente significativas da pressão arterial, quer na posição supina, quer na posição de pé, que persiste ao longo do intervalo de 24 horas. Devido ao início da ação lento, a hipotensão aguda não é uma característica da administração de amlodipina.
Em doentes com angina, a administração uma vez por dia de amlodipina aumenta o tempo de exercício total, o tempo de aparecimento da angina e o tempo de ocorrência de uma depressão no intervalo ST de 1 mm, e diminui quer a frequência do ataque de angina de peito, quer a administração de comprimidos de trinitrato de glicerilo.
A amlodipina não foi associada a quaisquer efeitos metabólicos adversos ou alterações nos lípidos plasmáticos e é adequada para utilização em doentes com asma, diabetes e gota.
Utilização em doentes com doença coronária (DC)
7 A eficácia da amlodipina na prevenção de eventos clínicos em doentes com doença coronária (DC) foi avaliada num estudo independente, multicêntrico, aleatorizado, de dupla ocultação, controlado por placebo com 1997 doentes; Comparison of Amlodipine vs. Enalapril to Limit Occurrences of Thrombosis (CAMELOT). Destes doentes, 663 foram tratados com amlodipina 5-10 mg, 673 doentes foram tratados com enalapril 10-20 mg e 655 doentes foram tratados com placebo, além do tratamento padrão com estatinas, bloqueadores beta, diuréticos e aspirina, durante 2 anos. Os principais resultados de eficácia são apresentados na Tabela 1. Os resultados indicam que o tratamento com amlodipina esteve associado a um menor número de hospitalizações por angina e procedimentos de revascularização em doentes com DC.
Tabela 1. Incidência de resultados clínicos significativos no CAMELOT
Taxas de eventos cardiovasculares, Amlodipina vs. Placebo No. (%) Taxa de risco Resultados Amlodipina Placebo Enalapril Valor P (IC 95%) Parâmetro de avaliação primário Eventos adversos 110 (16,6) 151 (23,1) 136 (20,2) 0,69 (0,54-0,88) 0,003 cardiovasculares Componentes individuais Revascularização coronária 78 (11,8) 103 (15,7) 95 (14,1) 0,73 (0,54-0,98) 0,03 Hospitalização por angina 51 (7,7) 84 (12,8) 86 (12,8) 0,58 (0,41-0,82) 0,002 EM não fatal 14 (2,1) 19 (2,9) 11 (1,6) 0,73 (0,37-1,46) 0,37 AVC ou AIT 6 (0,9) 12 (1,8) 8 (1,2) 0,50 (0,19-1,32) 0,15 Morte cardiovascular 5 (0,8) 2 (0,3) 5 (0,7) 2,46 (0,48-12,7) 0,27 Hospitalização por ICC 3 (0.5) 5 (0,8) 4 (0,6) 0,59 (0,14-2,47) 0,46 Paragem cardíaca com 0 4 (0,6) 1 (0,1) NA 0,04 ressuscitação Nova ocorrência de doença 5 (0,8) 2 (0,3) 8 (1,2) 2,6 (0,50-13,4) 0,24 vascular periférica Abreviaturas: ICC, insuficiência cardíaca congestiva; IC, intervalo de confiança; EM, enfarte do miocárdio; AIT, ataque isquémico transitório.
Utilização em doentes com insuficiência cardíaca Estudos hemodinâmicos e estudos clínicos controlados baseados na capacidade de exercício de doentes com insuficiência cardíaca de Classe II-IV da NYHA mostraram que a amlodipina não levou ao agravamento clínico, tal como foi avaliado pela capacidade de exercício, pela fração de ejeção ventricular esquerda e sintomatologia clínica.
Um estudo controlado com placebo (PRAISE) concebido para avaliar doentes com insuficiência cardíaca de Classe III-IV da NYHA a receber digoxina, diuréticos e inibidores da ECA demostrou que a amlodipina não aumentou o risco de mortalidade ou risco combinado de mortalidade e morbilidade em doentes com insuficiência cardíaca.
Num estudo de seguimento, de longo prazo, controlado por placebo (PRAISE-2) com amlodipina em doentes com insuficiência cardíaca das classes III e IV da NYHA, sem sintomas clínicos ou resultados objetivos sugestivos de doença isquémica subjacente, em doses estáveis de inibidores da ECA, digitálicos e diuréticos, a amlodipina não teve efeito na mortalidade cardiovascular total. Nesta mesma população, a amlodipina foi associada a um aumento das notificações de edema pulmonar.
Tratamento para prevenção de enfarte do miocárdio (ALLHAT) Foi realizado um estudo de morbimortalidade randomizado, em dupla ocultação intitulado Antihypertensive and Lipid-Lowering Treatment to Prevent Heart Attack Trial (ALLHAT) para 8 comparar terapêuticas mais recentes: amlodipina 2,5-10 mg/d (bloqueador dos canais de cálcio) ou lisinopril 10-40 mg/d (inibidor da ECA) como tratamentos de primeira linha relativamente a um diurético tiazídico, clortalidona 12,5-25 mg/d na hipertensão leve a moderada.
Um total de 33 357 doentes hipertensos com idade igual ou superior a 55 anos foram aleatorizados e seguidos durante uma média de 4,9 anos. Os doentes tinham pelo menos um fator de risco adicional de DC, incluindo: enfarte do miocárdio prévio ou acidente vascular cerebral (> 6 meses antes do recrutamento) ou outra doença cardiovascular DC aterosclerótica documentada (no total 51,5%), diabetes tipo 2 (36,1%), C-HDL < 35 mg/dl (11,6%), hipertrofia ventricular esquerda diagnosticada por eletrocardiograma ou ecocardiografia (20,9%), hábitos tabágicos atuais (21,9%).
O parâmetro de avaliação primário consistiu num composto de DC fatal ou enfarte do miocárdio não fatal. Não houve diferença significativa no parâmetro de avaliação primário entre a terapêutica com amlodipina e a terapêutica com clortalidona: RR 0,98 IC 95% (0,90-1,07) p=0,65. Entre os parâmetros de avaliação secundários, a incidência de insuficiência cardíaca (componente de um combinado composto de parâmetros cardiovasculares) foi significativamente mais elevado no grupo da amlodipina em comparação com o grupo da clortalidona (10,2% vs. 7,7%, RR 1,38, IC 95% [1,25-1,52] p<0,001). No entanto, não houve diferença significativa na mortalidade por todas as causas entre a terapêutica baseada na amlodipina e a terapêutica baseada em clortalidona. RR 0,96 IC 95% [0,89-1,02] p=0,20.
Utilização em crianças (com idade igual ou superior a 6 anos) Num estudo envolvendo 268 crianças com idades entre 6-17 anos com, predominantemente, hipertensão secundária, a comparação de uma dose de 2,5 mg e 5,0 mg de amlodipina com placebo demostrou que ambas as doses reduziram significativamente a pressão arterial sistólica do que o placebo. A diferença entre as duas doses não foi estatisticamente significativa.
Não foram estudados os efeitos a longo prazo da amlodipina sobre o crescimento, puberdade e desenvolvimento geral. Também não foi estabelecida a eficácia a longo prazo da amlodipina no tratamento na infância para reduzir a morbilidade e mortalidade cardiovasculares na idade adulta.
5.2. Propriedades farmacocinéticas
Absorção, distribuição, ligação às proteínas plasmáticas Após a administração oral de doses terapêuticas, a amlodipina é bem absorvida com picos séricos entre 6-12 horas após a administração. A biodisponibilidade absoluta varia entre 64 e 80%. O volume de distribuição é de aproximadamente 21 l/kg. Estudos in vitro demonstraram que aproximadamente 97,5% da amlodipina em circulação se encontra ligada às proteínas plasmáticas.
A biodisponibilidade da amlodipina não é afetada pela ingestão de alimentos.
Biotransformação/eliminação A semivida de eliminação plasmática terminal é de cerca de 35-50 horas e é consistente com a administração uma vez ao dia. A amlodipina é predominantemente metabolizada pelo fígado em metabolitos inativos, sendo que 10% é excretada na urina na forma do composto original e 60% é excretada na forma de metabolitos.
Insuficiência hepática Os dados clínicos disponíveis sobre a administração de amlodipina em doentes com insuficiência hepática são muito limitados. Doentes com insuficiência hepática tiveram uma depuração da amlodipina reduzida, resultando numa semivida mais prolongada e num aumento na AUC de aproximadamente 40-60%.
População idosa O tempo necessário para atingir as concentrações plasmáticas máximas de amlodipina é semelhante nos idosos e nos indivíduos mais jovens. A depuração da amlodipina tende a ser mais reduzida nos doentes idosos, o que provoca o aumento na AUC e na semivida de eliminação terminal. Os aumentos 9 na AUC e na semivida de eliminação em doentes com insuficiência cardíaca congestiva foram os esperados para o grupo etário estudado.
População pediátrica Foi realizado um estudo de farmacocinética populacional em 74 crianças hipertensas com idades compreendidas entre 1 e 17 anos (com 34 doentes com idades entre os 6 e os 12 anos e 28 doentes com idades entre os 13 e os 17 anos) a receber amlodipina entre 1,25 e 20 mg administrada uma ou duas vezes por dia. Em crianças dos 6 aos 12 anos e em adolescentes dos 13 aos 17 anos de idade, a depuração oral típica (CL/F) foi de 22,5 e 27,4 l/h, respetivamente, no sexo masculino e de 16,4 e 21,3 l/h, respetivamente, no sexo feminino. Foi observada uma grande variabilidade na exposição entre indivíduos. Os dados notificados em crianças com menos de 6 anos são limitados.
5.3. Dados de segurança pré-clínica
Toxicologia reprodutiva Em estudos de reprodução em ratos e ratinhos demonstraram parto tardio, trabalho de parto prolongado e diminuição da sobrevivência das crias com doses aproximadamente 50 vezes superiores à dose máxima recomendada para humanos com base em mg/kg.
Alterações na fertilidade Não se observou qualquer efeito na fertilidade dos ratos tratados com amlodipina (64 dias antes do acasalamento para os machos e 14 dias para as fêmeas) em doses até 10 mg/kg/dia (8 vezes* a dose humana máxima recomendada de 10 mg numa base de mg/m2). Noutro estudo em ratos no qual os ratos machos foram tratados com besilato de amlodipina durante 30 dias com uma dose comparável à dose humana baseada em mg/kg, verificou-se uma diminuição da hormona folículoestimulante e testosterona no plasma, bem como diminuições na densidade de espermatozoides e no número de espermátides maduras e células de Sertoli.
Carcinogénese, mutagénese Ratos e ratinhos tratados com amlodipina na dieta, durante dois anos, em concentrações calculadas para se obter níveis doses diárias de 0,5, 1,25 e 2,5 mg/kg/dia, não demostraram evidência de carcinogenicidade. A dose mais elevada (para ratinhos, semelhante a, e para ratos o dobro* da dose clínica máxima recomendada de 10 mg numa base de mg/m2) foi próxima da dose máxima tolerada para ratinhos, mas não para ratos.
Os estudos de mutagenicidade não revelaram efeitos relacionados com o fármaco, quer a nível dos genes, quer do cromossoma.
*Com base num peso do doente de 50 kg
6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS
6.1. Lista dos excipientes
Hidrogenofosfato de cálcio Celulose microcristalina 102 Carboximetilamido sódico (Tipo A) Estearato de magnésio
6.2. Incompatibilidades
Não aplicável.
6.3. Prazo de validade
10 2 anos.
6.4. Precauções especiais de conservação
O medicamento não necessita de qualquer temperatura especial de conservação. Conservar na embalagem de origem para proteger da luz.
6.5. Natureza e conteúdo do recipiente
Blisters (PVC/PVdC/Alu), embalagens de 14, 20, 28, 30, 50, 56, 60, 90, 98, 100 ou 120 comprimidos, e 50x1 comprimidos em blisters perfurados de dose unitária (embalagem hospitalar). Frasco de HDPE com fecho PE resistente à abertura por crianças contendo 100, 120, 200 ou 250 comprimidos.
É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.
6.6. Precauções especiais de eliminação
Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.
7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
Teva Pharma - Produtos Farmacêuticos, Lda. Lagoas Park - Edifício 5-A, Piso 2 2740-245 Porto Salvo – Portugal
8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
N.º de registo: 5920350 – 56 comprimidos, 5 mg, blister PVC/PVdC/Alu N.º de registo: 5920343 – 56 comprimidos, 10 mg, blister PVC/PVdC/Alu
9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE
INTRODUÇÃO NO MERCADO
Data da primeira autorização: 23 dezembro 2025 Data da renovação:
10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO
Agosto de 2026
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