Finogi MG
Folheto informativo: Informação para o utilizador
FINOGI 1000 mg pó para solução injetável ou para perfusão FINOGI 2000 mg pó para solução injetável ou para perfusão flucloxacilina
Leia com atenção todo este folheto antes de lhe ser administrado este medicamento, pois contém informação importante para si. – Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente. – Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. – Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode ser- lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença. – Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Ver secção 4.
O que contém este folheto:
1. O que é FINOGI e para que é utilizado
2. O que precisa de saber antes de lhe ser administrado FINOGI
3. Como lhe é administrado FINOGI
4. Efeitos indesejáveis possíveis
5. Como conservar FINOGI
6. Conteúdo da embalagem e outras informações
1. O que é FINOGI e para que é utilizado
FINOGI é um antibiótico pertencente a uma classe de antibióticos chamados penicilinas resistentes às betalactamases. A substância ativa é a flucloxacilina. A flucloxacilina atua eliminando as bactérias que causam a infeção. Apenas funciona em estirpes específicas de bactérias.
FINOGI é utilizado para tratar infeções tais como: – Infeções da pele e dos tecidos moles, tais como abcesso, celulite (inflamação dos tecidos abaixo da pele), queimaduras infetadas, dermatite pustulosa (impetigo). – Infeções do trato respiratório superior, tais como dor de garganta (faringite, amigdalite), inflamação dos seios perinasais (sinusite). – Infeções do trato respiratório inferior, tais como pneumonia, abcesso pulmonar, broncopneumonia. – Infeções dos ossos e articulações, tais como infeções do osso e da medula óssea (osteomielite), artrite. – Inflamação do revestimento do coração e das suas válvulas (endocardite).
FINOGI também é utilizado para prevenir infeções que ocorrem durante as cirurgias ao coração e aos pulmões (prótese de válvula, prótese de artéria) e em cirurgias ao osso, articulações e músculos (cirurgia ortopédica), devido ao potencial patogénico dominante dos estafilococos durante estes procedimentos cirúrgicos.
2. O que precisa de saber antes de lhe ser administrado FINOGI
Não lhe deve ser administrado FINOGI – Se tem alergia à flucloxacilina ou a outros antibióticos betalactâmicos (por ex., penicilinas, cefalosporinas). – Se tem história prévia de problemas de fígado por tomar flucloxacilina. – Para administração ocular ou subconjuntival (nos olhos). – No canal raquidiano que contém a medula espinal.
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Advertências e precauções
Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de receber FINOGI. – Se tiver problemas renais. – Se tiver problemas hepáticos. – Se estiver a tomar ou se for tomar paracetamol. – Se já tiver tido uma erupção na pele ou inchaço na face ou pescoço ao tomar um antibiótico. – Se estiver a fazer uma dieta de controlo do sódio. – Se a pele do seu bebé recém-nascido ficar amarela (icterícia). – Se tiver dores de estômago e diarreia, que pode conter sangue e muco. – Se tiver 50 anos de idade ou mais. – Se tiver quaisquer problemas de saúde graves.
Existe o risco de desenvolver uma anomalia no sangue e fluidos (acidose metabólica com hiato aniónico aumentado) que ocorre quando há um aumento da acidez do plasma, quando a flucloxacilina é usada juntamente com o paracetamol, em particular em determinados grupos de doentes em risco, por ex., doentes com a função renal gravemente comprometida, sépsis ou malnutrição, especialmente quando são utilizadas as doses diárias máximas de paracetamol. A acidose metabólica com hiato aniónico aumentado é uma doença grave que necessita de tratamento urgente.
A utilização de flucloxacilina, especialmente em doses elevadas, pode diminuir os níveis de potássio no sangue (hipocaliemia). O seu médico poderá avaliar os seus níveis de potássio com regularidade durante o tratamento com doses mais elevadas de flucloxacilina.
Outros medicamentos e FINOGI Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, tiver tomado recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica, particularmente: – Metotrexato (utilizado para tratar algumas doenças autoimunes), que pode reduzir a eliminação da flucloxacilina (aumento do risco de toxicidade). – Probenecida e sulfimpirazona (utilizadas no tratamento da gota), fenilbutazona, oxifembutazona e indometacina (agentes antirreumáticos) e ácido acetilsalicílico (analgésico) pois estes podem interferir com a forma como o corpo elimina a flucloxacilina – Voriconazol (utilizado contra infeções fúngicas). – Medicamentos para prevenir coágulos sanguíneos (por ex., varfarina), visto que, em casos raros, foi descrita uma INR (razão internacional normalizada) alterada (geralmente mais baixa) em doentes a tomar varfarina e flucloxacilina concomitantemente.
Outros antibióticos tais como o cloranfenicol, eritromicina e tetraciclinas (utilizados para tratar algumas infeções) pois podem afetar a ação da flucloxacillina.
Gravidez, amamentação e fertilidade Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.
FINOGI apenas deve ser utilizado durante a gravidez se for considerado essencial pelo médico. A flucloxacilina passa para o leite materno portanto fale com o seu médico antes de receber FINOGI.
Condução de veículos e utilização de máquinas FINOGI não parece interferir com a capacidade de condução e utilização de máquinas.
FINOGI contém sódio. Cada frasco contendo 1000 mg de pó para solução injetável ou para perfusão contém 2,2 mmol de sódio (51 mg) (principal componente de sal de cozinha/sal de mesa). Isto é equivalente a 2,55% da ingestão diária máxima de sódio recomendada na dieta para um adulto.
Cada frasco contendo 2000 mg de pó para solução injetável ou para perfusão contém 4,4 mmol de sódio (102 mg) (principal componente de sal de cozinha/sal de mesa). Isto é equivalente a 5,1% da ingestão diária máxima de sódio recomendada na dieta para um adulto.
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3. Como lhe é administrado FINOGI
O seu médico irá decidir a dose e duração do tratamento. Tal depende da gravidade e tipo de infeção que tiver.
O seu médico ou enfermeiro irá administrar-lhe este medicamento por injeção no músculo (intramuscular) ou injeção na veia (intravenosa). FINOGI não deve ser administrado nos olhos.
Adultos e adolescentes com idade igual ou superior a 12 anos: 1000 mg – 4000 mg/dia administrados em três a quatro doses fracionadas. Em infeções graves: podem ser administrados até 8000 mg diariamente, em 4 perfusões (durante 20-30 minutos). Nenhuma dose individual, por injeção ou por perfusão, deverá exceder 2000 mg. Dose diária máxima: 12 000 mg. Em infeção do coração (endocardite): 2000 mg de flucloxacilina de 6 em 6 horas, aumentando para 2000 mg de 4 em 4 horas em doentes que pesem >85 kg. Para prevenir infeções após uma operação, a dose habitual é 2000 mg antes da operação quando lhe é administrado o anestésico. Isto é seguido de 2000 mg de 6 em 6 h durante 24 horas em casos de cirurgia vascular ou ortopédica e durante 48 h em casos de cirurgia cardíaca ou coronária.
Crianças com idade inferior a 12 anos: Em infeções ligeiras a moderadas: 25-50 mg por kg de peso corporal em 24 horas. Isto será administrado em três ou quatro doses fracionadas. Em infeções graves: Até 100 mg por kg de peso corporal em 24 horas. Isto será administrado em três ou quatro doses fracionadas por dia. Em infeções do coração (endocardite): 200 mg/kg/24 horas de flucloxacilina administrados em três a quatro doses fracionadas. Nenhuma dose individual, por injeção ou por perfusão, deverá exceder 33 mg por kg de peso corporal.
Prematuros, neonatos, lactentes e crianças pequenas A flucloxacilina deve ser administrada a prematuros e a neonatos apenas após uma avaliação rigorosa de benefício-risco devido à possibilidade de desencadear kernicterus (lesão cerebral rara). Os prematuros e neonatos, assim como as crianças pequenas, geralmente recebem de 25 mg a 50 mg/kg/24 horas, divididos em três a quatro doses iguais. A dose diária pode ser aumentada até um máximo de 100 mg/kg/24 horas.
Doentes com problemas renais graves Se tiver problemas renais, poderá receber uma dose inferior apenas duas ou três vezes por dia, dependendo da sua função renal.
Se lhe for administrado mais FINOGI do que deveria Como este medicamento é normalmente administrado por um enfermeiro ou por um médico é pouco provável que lhe seja administrada uma dose demasiado elevada, mas se achar que lhe foi administrado mais FINOGI do que deveria, informe o seu médico ou enfermeiro imediatamente. Os sinais podem ser náuseas, vómitos e diarreia.
Caso se tenha esquecido de receber FINOGI Como este medicamento é normalmente administrado por um enfermeiro ou por um médico é pouco provável que não lhe seja dada uma dose, mas caso tenha alguma dúvida consulte o seu médico ou enfermeiro.
Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.
4. Efeitos indesejáveis possíveis
3 Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se manifestem em todas as pessoas.
Se notar algum dos seguintes efeitos indesejáveis graves, pare de utilizar FINOGI e contacte o seu médico imediatamente: – Diarreia prolongada e grave, que pode ter sangue ou muco, acompanhada de dor no estômago e febre. Isto pode ser “colite pseudomembranosa”. – Respiração sibilante repentina, inchaço dos lábios, língua e garganta ou corpo, erupção cutânea, desmaios ou dificuldade para engolir (reação alérgica grave). – Vermelhidão da pele com bolhas ou descamação. Também podem surgir bolhas graves e hemorragia nos lábios, olhos, boca, nariz e genitais. Isto pode ser "síndrome de Stevens-Johnson" ou "necrólise epidérmica tóxica". Estes efeitos são muito raros e afetam menos de 1 em 10 000 pessoas.
Outros efeitos indesejáveis incluem:
Frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas): – Distúrbios gastrointestinais ligeiros.
Pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas): – Erupção na pele, comichão na pele. – Manchas vermelhas ou roxas na pele causadas por hemorragias por baixo da pele.
Muito raros (podem afetar até 1 em 10 000 pessoas): – Diminuição anómala do número de alguns tipos de glóbulos brancos no sangue (neutropenia), que pode originar um aumento do risco de contrair infeções. – Hemorragia ou nódoas negras pouco habituais, provocadas por uma redução no número de plaquetas no sangue (trombocitopenia). – Aumento anómalo do número de certos tipos de glóbulos brancos (eosinofilia). Os sintomas incluem perda de peso, suores noturnos e febre. – Destruição anómala dos glóbulos vermelhos (anemia hemolítica). Os sintomas incluem cansaço, palidez, amarelecimento da pele, fraqueza, tonturas, falta de ar e batimentos cardíacos acelerados. – Convulsões com doses elevadas de flucloxacilina em doentes com insuficiência renal. – Erupção cutânea, que pode formar bolhas e que se assemelham a pequenos alvos com manchas escuras, rodeados por uma área mais esbatida, com um anel mais escuro nos bordos (eritema multiforme). – Inflamação do fígado (hepatite), icterícia (amarelecimento da pele e do branco dos olhos). – Alterações aos resultados dos testes da função do fígado. – Dor nas articulações e dor muscular. – Problemas nos rins. – Febre. – Anomalia no sangue e fluidos (acidose metabólica com hiato aniónico aumentado) que ocorre quando há um aumento da acidez do plasma, quando a flucloxacilina é utilizada concomitantemente com o paracetamol, geralmente na presença de fatores de risco (ver secção 2).
Desconhecidos (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis): – Reações cutâneas graves. Erupção cutânea avermelhada escamosa com bolhas e pequenos altos sob a pele (pustulose exantematosa). Contacte imediatamente o médico se tiver qualquer um destes sintomas. – Inflamação dos vasos sanguíneos (flebite). – Níveis baixos de potássio no sangue (hipocaliemia), que podem causar fraqueza muscular, contrações musculares ou alterações do ritmo cardíaco.
Comunicação de efeitos indesejáveis Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Também poderá comunicar efeitos
4 indesejáveis diretamente ao INFARMED, I.P. através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.
Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]
5. Como conservar FINOGI
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.
Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na caixa, após VAL. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.
Este medicamento não necessita de quaisquer condições especiais de conservação.
Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.
6. Conteúdo da embalagem e outras informações
Qual a composição de FINOGI A substância ativa é a flucloxacilina. Cada frasco para injetáveis contém 1000 mg de flucloxacilina sob a forma sódio mono hidratado de flucloxacilina. Cada frasco para injetáveis contém 2000 mg de flucloxacilina sob a forma sódio mono hidratado de flucloxacilina.
Qual o aspeto de FINOGI e conteúdo da embalagem O medicamento é acondicionado em frascos para injetáveis de vidro transparente tipo III, selados com rolhas de borracha de clorobutilo tipo I e cápsulas de alumínio com selo flip-off colorido. FINOGI 1000 mg pó para solução injetável ou para perfusão Frasco para injetáveis com capacidade nominal de 20 ml. Apresentações: embalagens com 1, 10 ou 25 frascos para injetáveis.
FINOGI 2000 mg pó para solução injetável ou para perfusão Frasco para injetáveis com capacidade nominal de 50 ml. Apresentações: embalagens com 1 ou 10 frascos para injetáveis.
É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.
Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante
Titular da Autorização de Introdução no Mercado Medochemie Ltd. 1-10 Konstantinoupoleos Street 3011 Limassol Chipre
5 Fabricante Medochemie Ltd. (Fab. Factory B) 48 Iapetou street, Agios Athanassios Industrial Area 4101 Agios Athanassios, Limassol Chipre
Este medicamento encontra-se autorizado nos Estados Membros do Espaço Económico Europeu (EEE) com os seguintes nomes:
Países Baixos Finogi 1 g en 2 g poeder voor oplossing voor injectie/infusie Chipre FINOGI 1g and 2g κόνις για ενέσιμο διάλυμα/διάλυμα προς έγχυση Républica Checa KORYXA 2 g prášek pro injekční/infuzní roztok Roménia FINOGI 1g și 2g pulbere pentru soluție injectabilă/perfuzabilă Croácia Finogi 1 g prašak za otopinu za injekciju/infuziju Estónia FINOGI 1 g and 2 g powder for solution for injection/infusion Eslovénia KORYVANT 1g in 2g prašek za raztopino za injiciranje/infundiranje Portugal FINOGI 1000 mg e 2000 mg pó para solução injetável ou para perfusão Malta FINOGI 1g powder for solution for injection/infusion
Este folheto foi revisto pela última vez em
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A informação que se segue destina-se apenas aos profissionais de saúde:
Via intramuscular Adicionar 4 ml de diluente ao frasco para injetáveis de 1000 mg, conforme indicado na tabela abaixo. Adicionar 4 ml de diluente ao frasco para injetáveis de 2000 mg, conforme indicado na tabela abaixo.
Via intravenosa FINOGI pode ser adicionado aos seguintes diluentes: • Água para preparações injetáveis, • Solução injetável de cloreto de sódio 9 mg/ml (0,9%), • Solução de glucose 50 mg/ml (5%), • Solução injetável de cloreto de sódio 1,8 mg/ml (0,18%) com glucose 40 mg/ml (4%), • Solução de Hartmann.
Para injeção intravenosa: Dissolver 1000 mg com 20 ml de uma das soluções acima indicadas. Dissolver 2000 mg com 40 ml de uma das soluções acima indicadas. Administrar por injeção intravenosa lenta.
Para perfusão intravenosa: FINOGI pode também ser adicionado lentamente a soluções para perfusão ou administrado por injeção, após diluição apropriada, no intervalo de concentrações de 5 mg/ml a 40 mg/ml, utilizando os diluentes especificados
A solução deve ser utilizada imediatamente após a reconstituição. Via de Soluções para perfusão / solventes administração Volume Tipo I.M. FINOGI 1000 mg 4 ml Água para preparações injetáveis FINOGI 2000 mg 4 ml Solução de lidocaína 10 mg/ml (1%) I.V. Água para preparações injetáveis, FINOGI 1000 mg 20 ml Solução injetável de cloreto de sódio 9 mg/ml FINOGI 2000 mg 40 ml (0,9%), 6 Solução de glucose 50 mg/ml (5%), Solução injetável de cloreto de sódio 1,8 mg/ml (0,18%) com glucose 40 mg/ml (4%), PERFUSION I.V. Volume Água para preparações injetáveis, FINOGI 1000 mg correspondente Solução injetável de cloreto de sódio 9 mg/ml FINOGI 2000 mg a uma (0,9%), concentração Solução de glucose 50 mg/ml (5%), de 5 mg/ml a Solução injetável de cloreto de sódio 1,8 mg/ml 40 mg/ml. (0,18%) com glucose 40 mg/ml (4%), Solução de Hartmann. Não administrar por via parentérica mais de 2000 mg de uma só vez em adultos ou mais de 33 mg/kg de uma só vez em crianças. 1 Do ponto de vista microbiológico, o medicamento deve ser utilizado imediatamente.
Solução para injeção intramuscular: A estabilidade química e física em utilização foi demonstrada durante 2 horas no frigorífico (2–8 °C).
Solução para injeção intravenosa: A estabilidade química e física em utilização foi demonstrada durante 4 horas à temperatura ambiente (25 °C) e durante 24 horas no frigorífico (2–8 °C).
Solução para perfusão intravenosa: A estabilidade química e física em utilização foi demonstrada durante 2 horas à temperatura ambiente (25 °C) e durante 24 horas no frigorífico (2–8 °C).
A estabilidade química e física em utilização foi demonstrada durante 2 horas a 2–8 °C quando diluída até uma concentração final de 5 mg/ml a 40 mg/ml com solução de Hartmann.
Do ponto de vista microbiológico, exceto se o método de reconstituição/diluição excluir o risco de contaminação microbiológica, o medicamento deve ser utilizado imediatamente. Caso não seja utilizado imediatamente, os tempos e condições de conservação em utilização são da responsabilidade do utilizador.
Aspeto da solução: solução límpida, incolor ou amarelo-pálido, praticamente isenta de partículas. Devem ser utilizadas apenas soluções límpidas praticamente isentas de partículas.
Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.
Incompatibilidades A flucloxacilina não deve ser misturada com derivados do sangue ou outros fluidos proteicos (por ex., hidrolisados de proteína) ou com emulsões lipídicas intravenosas.
Se a flucloxacilina for prescrita em simultâneo com um aminoglicosídeo, os dois antibióticos não devem ser misturados na mesma seringa, frasco para injetáveis para administração intravenosa ou sistema de perfusão; pode ocorrer precipitação.
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⚕Para profissionais — Resumo das Características do Medicamento (RCM)Ficha técnica completa: posologia, interações, contraindicações, advertências+
1. NOME DO MEDICAMENTO
FINOGI 1000 mg pó para solução injetável ou para perfusão FINOGI 2000 mg pó para solução injetável ou para perfusão
2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA
Cada frasco para injetáveis contém 1000 mg de flucloxacilina sob a forma sódio mono hidratado de flucloxacilina. Cada frasco para injetáveis contém 2000 mg de flucloxacilina sob a forma sódio mono hidratado de flucloxacilina.
Cada frasco contendo 1000 mg de pó para solução injetável ou para perfusão contém 2,2 mmol de sódio (51 mg). Cada frasco contendo 2000 mg de pó para solução injetável ou para perfusão contém 4,4 mmol de sódio (102 mg).
3. FORMA FARMACÊUTICA
Pó para solução injetável ou para perfusão Pó branco a quase branco.
4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS
4.1. Indicações terapêuticas
FINOGI está indicado para o tratamento das seguintes infeções devido a estafilococos produtores de betalactamases e outros organismos Gram-positivos sensíveis, tais como estreptococos (ver secções
4.2. e 5.1):
• Infeções da pele e dos tecidos moles, tais como abcessos, celulite, queimaduras infetadas, impetigo. • Infeções do trato respiratório superior, tais como faringite, amigdalite, sinusite. • Infeções do trato respiratório inferior, tais como pneumonia, broncopneumonia, abcesso pulmonar. • Infeções dos ossos e das articulações, tais como osteomielite e artrite. • Endocardite. • Profilaxia em cirurgia cardiovascular (prótese de válvula, prótese de artéria) e em cirurgia ortopédica (artroplastia, osteossíntese e atrotomia).
As orientações oficiais acerca do uso apropriado de agentes antibacterianos devem ser tidas em consideração.
4.2. Posologia e modo de administração
Posologia A posologia depende da idade, peso e função renal do doente, assim como da gravidade e natureza da infeção.
Adultos e adolescentes com idade igual ou superior a 12 anos
1 Uma dose diária total de 1000 mg a 4000 mg, administrada em três a quatro doses fracionadas, por injeção intravenosa ou intramuscular.
Em caso de infeção grave: até 8000 mg por dia administrados em quatro perfusões (de cerca de 20 a 30 min). Cada injeção por bólus ou perfusão não deve exceder os 2000 mg.
A dose máxima de 12 000 mg por dia não deve ser excedida.
Em profilaxia cirúrgica: 2000 mg I.V. (bólus ou perfusão) aquando da indução da anestesia, a serem repetidos de 6 em 6 h durante 24 h em casos de cirurgia vascular e ortopédica e durante 48 h em casos de cirurgia cardíaca ou coronária.
Staphylococcus aureus sensível a meticilina. Endocardite: 2000 mg de flucloxacilina de 6 em 6 h, aumentando para 2000 mg de 4 em 4 h em doentes que pesem >85 kg.
População pediátrica Crianças com idade inferior a 12 anos Em infeções ligeiras a moderadas: De 25 a 50 mg/kg/24 horas administrados em três a quatro doses fracionadas igualmente divididas por injeção I.V. ou I.M.
Em infeções graves: Até 100 mg/kg/24 horas administrados em três a quatro doses fracionadas. Cada injeção por bólus ou perfusão não deve exceder os 33 mg/kg.
Staphylococcus aureus sensível a meticilina. Endocardite: 200 mg/kg/24 horas de flucloxacilina administrados em três a quatro doses fracionadas.
Prematuros, neonatos, lactentes e crianças pequenas Devido à possível indução de kernicterus, a flucloxacilina deve ser utilizada em prematuros e neonatos apenas após uma avaliação de benefício-risco rigorosa (ver secção 4.4).
Os prematuros e neonatos, assim como os lactentes e crianças pequenas, são geralmente tratados com de 25 mg a 50 mg/kg/24 horas administrados em três a quatro doses fracionadas igualmente divididas. A dose diária pode ser aumentada até um máximo de 100 mg/kg/24 horas.
Compromisso renal Em doentes com insuficiência renal, a excreção de flucloxacilina está diminuída. Contudo, em caso de insuficiência renal grave (com depuração da creatinina <10 ml/min.) é recomendada a redução da dose ou deve ser considerado um prolongamento do intervalo entre doses. A dose máxima recomendada em adultos é de 1000 mg de 8 em 8 ou de 12 em 12 horas (em doentes anúricos, a dose máxima é de 1000 mg de 12 em 12 horas).
A flucloxacilina não é removida significativamente por diálise e, deste modo, não é necessário administrar uma dose adicional, quer durante quer no final do período de diálise.
Compromisso hepático Não é necessária a redução da dose em doentes com a função hepática reduzida.
Modo de administração A terapêutica parentérica é indicada se a via oral for considerada impraticável ou inadequada, como no caso de diarreia grave ou vómitos, e particularmente no tratamento urgente de infeção grave.
FINOGI é administrado por injeção intravenosa ou intramuscular, ou em perfusão. A injeção ou perfusão intravenosa deve ser realizada lentamente.
Para instruções sobre a preparação da solução, ver secção 6.6.
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4.3. Contraindicações
Hipersensibilidade à substância ativa. Doentes com história de hipersensibilidade a antibióticos betalactâmicos (por ex., penicilinas, cefalosporinas). Doentes com história prévia de icterícia ou disfunção hepática associada à flucloxacilina. Administração ocular ou subconjuntival. Administração intratecal.
4.4. Advertências e precauções especiais de utilização
Antes de se iniciar a terapêutica com flucloxacilina, deverá ser cuidadosamente investigada a ocorrência prévia de reações de hipersensibilidade a betalactâmicos. Estão documentados casos de sensibilidade cruzada entre penicilinas e cefalosporinas.
Foram notificados casos de reações de hipersensibilidade graves e ocasionalmente fatais (anafilaxia) em doentes tratados com antibióticos betalactâmicos. Embora a anafilaxia seja mais frequente após a terapêutica por via parentérica, ocorreu também em doentes a fazer terapêutica oral. Estas reações ocorrem com maior probabilidade em doentes com história de hipersensibilidade aos betalactâmicos. Se ocorrer uma reação alérgica, a administração de flucloxacilina deve ser interrompida e deve ser instituída a terapêutica apropriada. Reações anafilactoides graves podem exigir tratamento imediato de emergência com adrenalina. Pode ser também necessário oxigénio, esteroides intravenosos e ventilação assistida, incluindo entubação.
A ocorrência, no início do tratamento, de um quadro febril associado a eritema generalizado na presença de pústulas pode ser um sintoma de pustulose exantematosa aguda generalizada (PEAG) (ver secção 4.8). Em caso de diagnóstico de PEAG, deverá interromper-se o tratamento com flucloxacilina, sendo contraindicada qualquer administração subsequente de flucloxacilina.
A flucloxacilina deve ser utilizada com precaução em doentes com evidência de disfunção hepática, em doentes com idade ≥50 anos e em doentes com doença grave subjacente. Nestes doentes os problemas hepáticos podem ser graves e, em situações muito raras, foram mesmo notificadas mortes (ver secção 4.8).
As soluções de flucloxacilina reconstituídas com anestésicos locais (lidocaína) não devem ser administradas por via intravenosa (ver secção 6.6).
A dose deve ser ajustada em caso de disfunção renal (ver secção 4.2).
É essencial uma precaução especial nos recém-nascidos, devido ao risco de hiperbilirrubinemia. Estudos demonstraram que, em doses elevadas após administração parentérica, a flucloxacilina pode deslocar a bilirrubina dos locais de ligação às proteínas plasmáticas, podendo desta forma predispor para uma situação de kernicterus num bebé com icterícia. Adicionalmente, é essencial uma precaução especial nos recém-nascidos, devido ao potencial para concentrações séricas elevadas de flucloxacilina, que resultam de uma velocidade de excreção renal reduzida.
No caso de tratamentos prolongados (por ex., osteomielite, endocardite), recomenda-se uma monitorização regular do hemograma e das funções hepática e renal.
A colite pseudomembranosa pode ocorrer enquanto se tomam antibióticos. Em caso de se desenvolver colite pseudomembranosa, o tratamento com flucloxacilina deve ser interrompido e deve ser iniciada terapêutica adequada, tal como a administração oral de vancomicina.
3 A utilização prolongada pode, ocasionalmente, resultar no crescimento exagerado de organismos não sensíveis.
Recomenda-se precaução durante a administração concomitante de flucloxacilina e paracetamol, devido ao maior risco de acidose metabólica com hiato aniónico aumentado (HAGMA - High anion gap metabolic acidosis). Os doentes têm risco elevado de HAGMA, particularmente os que apresentam um compromisso grave da função renal, sepsia ou malnutrição, especialmente quando são utilizadas as doses diárias máximas de paracetamol.
Após a coadministração de flucloxacilina e paracetamol, recomenda-se uma monitorização atenta, a fim de detetar o aparecimento de desequilíbrios ácido-base, nomeadamente HAGMA, incluindo a pesquisa de 5-oxoprolina na urina.
Caso a flucloxacilina continue a ser administrada após a interrupção do paracetamol, é aconselhável assegurar que não existem sinais de HAGMA, dado que existe a possibilidade do quadro clínico de HAGMA ser mantido pela flucloxacilina (ver secção 4.5).
Recomenda-se precaução especial relativamente a lesões hepáticas induzidas por medicamentos em doentes com o haplótipo HLA-B * 5701; de facto, a frequência destas perturbações está atualmente a aumentar em doentes infetados pelo VIH, que podem também apresentar risco aumentado devido à exposição à flucloxacilina (ver secção 5.1).
Pode ocorrer hipocaliemia (potencialmente fatal) com a utilização de flucloxacilina, especialmente em doses elevadas. A hipocaliemia causada pela flucloxacilina pode ser resistente à suplementação com potássio. Recomenda-se a medição regular dos níveis de potássio durante a terapêutica com doses mais elevadas de flucloxacilina. É igualmente necessário ter atenção a este risco aquando da associação da flucloxacilina a diuréticos indutores de hipocaliemia ou quando estão presentes outros fatores de risco para o desenvolvimento de hipocaliemia (por ex., malnutrição, disfunção tubular renal).
Cada frasco contendo 1000 mg de pó para solução injetável ou para perfusão contém 2,2 mmol de sódio (51 mg), equivalente a 2,55% da ingestão diária máxima recomendada pela OMS de 2000 mg de sódio para um adulto.
Cada frasco contendo 2000 mg de pó para solução injetável ou para perfusão contém 4,4 mmol de sódio (102 mg), equivalente a 5,1% da ingestão diária máxima recomendada pela OMS de 2000 mg de sódio para um adulto.
4.5. Interações medicamentosas e outras formas de interação
A probenecida, fenilbutazona, oxifembutazona, ácido acetilsalicílico, indometacina e sulfimpirazona diminuem a secreção tubular renal de flucloxacilina. A administração concomitante de probenecida atrasa a excreção renal de flucloxacilina.
Os medicamentos bacteriostáticos (cloranfenicol, eritromicinas e tetraciclinas) podem interferir com a ação bactericida da flucloxacilina.
Com o metotrexato poderá ocorrer uma redução da excreção de flucloxacilina (aumento do risco de toxicidade).
A utilização concomitante de flucloxacilina e paracetamol deve ser feita com precaução, dado que a toma conjunta foi associada a acidose metabólica com hiato aniónico aumentado, especialmente em doentes com fatores de risco (ver secção 4.4).
4 A flucloxacilina pode influenciar o resultado do teste de Guthrie (falso positivo). As colheitas sanguíneas devem ser feitas antes da administração da flucloxacilina.
As penicilinas podem produzir resultados falsos positivos no teste de antiglobulina direto (teste de Coombs), resultados falsamente elevados de glucose urinária com o teste de sulfato de cobre e resultados falsamente elevados de proteína urinária, mas o teste enzimático de glucose (por ex., Clinistix) e teste de azul de bromofenol (por ex., Multistix ou Albustix) não são afetados.
Foi notificado que a flucloxacilina (indutor do CYP450) reduz significativamente as concentrações plasmáticas de voriconazol. Se a administração concomitante de flucloxacilina e voriconazol não puder ser evitada, monitorizar a potencial perda de eficácia do voriconazol (p. ex., através da monitorização terapêutica de medicamentos); poderá ser necessário aumentar a dose de voriconazol.
Em casos raros, foi descrita uma razão internacional normalizada (INR, International Normalised Ratio) alterada (geralmente mais baixa) em doentes a tomar varfarina após o início da terapêutica com flucloxacilina. Desta forma, por precaução, é recomentada a monitorização do tempo de protrombina ou da INR no início, durante e após o fim do tratamento com flucloxacilina.
4.6. Fertilidade, gravidez e aleitamento
Fertilidade Não existem dados sobre a fertilidade em seres humanos, mas os dados disponíveis em animais não revelam riscos identificáveis.
Gravidez A informação disponível sobre a utilização de flucloxacilina na gravidez humana é limitada. Estudos em animais com flucloxacilina demonstraram a não existência de efeitos teratogénicos. Flucloxacilina só deve ser utilizado durante a gravidez se os potenciais benefícios se sobrepuserem aos possíveis riscos associados ao tratamento.
Amamentação A flucloxacilina pode ser administrada durante o período de amamentação. É possível detetar quantidades vestigiais de penicilina no leite humano, com potencial para reações de hipersensibilidade (por exemplo, erupções cutâneas medicamentosas) no recém-nascido amamentado ou alterações agudas na flora intestinal em lactentes recém-nascidos, resultando em diarreia.
4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas
Não existem dados sobre o efeito deste medicamento na capacidade de conduzir e utilizar máquinas.
4.8. Efeitos indesejáveis
Foi utilizada a seguinte convenção para a classificação de frequências: Muito frequentes (≥1/10), frequentes (≥1/100, <1/10), pouco frequentes (1/1 000, <1/100), raros (≥1/10 000, <1/1 000), muito raros (<1/10 000), desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis)
A menos que haja informação em contrário, a frequência de ocorrência dos efeitos indesejáveis resulta da informação proveniente de relatórios após a introdução no mercado ao longo de mais de 30 anos.
Classes de muito frequentes pouco raro muito raros desconheci sistemas de frequent frequent s do órgãos es es Doenças do neutropenia sangue e do (incluindo sistema linfático agranulocitose)1,
5 Classes de muito frequentes pouco raro muito raros desconheci sistemas de frequent frequent s do órgãos es es trombocitopenia1 eosinofilia, anemia hemolítica Doenças do choque sistema anafilático imunitário (apenas com a administração oral) (ver secção 4.4), edema angioneurótico2 Doenças do acidose hipocaliemi metabolismo e metabólica com a da nutrição hiato aniónico aumentado9 Doenças do em doentes com sistema nervoso insuficiência renal, podem ocorrer distúrbios neurológicos com convulsões com a administração I.V. de doses elevadas. Doenças distúrbios colite gastrointestinais gastrointestin pseudomembrano ais menores3 sa4 Afeções hepatite e hepatobiliares icterícia colestática (ver secção 4.4)5, alteração dos valores das análises laboratoriais de função hepática6
Afeções dos erupção eritema pustulose tecidos cutâneos cutânea, multiforme, exantemato e subcutâneos urticária, síndrome de sa aguda púrpura3 Stevens-Johnson, generalizad necrólise a (ver epidérmica tóxica secção 4.4) Afeções artralgia7, musculosquelétic mialgia7 as e dos tecidos conjuntivos Doenças renais nefrite e urinárias intersticial8
6 Classes de muito frequentes pouco raro muito raros desconheci sistemas de frequent frequent s do órgãos es es Perturbações por vezes, flebite gerais e desenvolve-se alterações no febre mais de 48 local de horas após o administração início do tratamento.
1 Estes acontecimentos são reversíveis quando o tratamento é interrompido. 2 Se ocorrer alguma reação de hipersensibilidade, o tratamento deve ser interrompido. 3 A incidência desses acontecimentos adversos (AA) foi calculada a partir de estudos clínicos envolvendo um total de, aproximadamente, 929 doentes adultos e pediátricos a tomar flucloxacilina. 4 Se se desenvolver colite pseudomembranosa, o tratamento com flucloxacilina deve ser interrompido e deve ser iniciada terapêutica adequada, p. ex., deve iniciar-se a administração oral de vancomicina. 5 A hepatite e a icterícia colestática podem ocorrer tardiamente até dois meses após o tratamento. Em alguns casos, o curso foi prolongado e durou vários meses. Os acontecimentos hepáticos podem ser graves e, em circunstâncias muito raras, foram notificadas mortes. A maioria das notificações de mortes ocorreu em doentes com idade >50 anos e em doentes com doença subjacente grave. Há evidências de que o risco de lesão hepática induzida por flucloxacilina é maior em pessoas portadoras do alelo HLA-B*5701. Apesar desta forte associação, apenas 1 em 500-1000 portadores desenvolverá lesão hepática. Consequentemente, o valor preditivo positivo do teste do alelo HLA-B*5701 para lesão hepática é muito baixo (0,12%) e o rastreio de rotina deste alelo não é recomendado. 6 Reversível quando o tratamento é interrompido. 7 Por vezes, desenvolve-se mais de 48 horas após o início do tratamento. 8 Isto é reversível quando o tratamento é interrompido. 9 Experiência após a introdução no mercado: casos muito raros de acidose metabólica de elevação do hiato aniónico, quando a flucloxacilina é utilizada concomitantemente com paracetamol, geralmente na presença de fatores de risco (ver secção 4.4).
Notificação de suspeitas de reações adversas A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas diretamente ao
Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) e-mail: [email protected]
4.9. Sobredosagem
Podem observar-se efeitos gastrointestinais tais como náuseas, vómitos e diarreia, que podem levar a perturbações eletrolíticas e dos fluidos, devendo ser instituída terapêutica sintomática.
Em caso de perturbações neurológicas com convulsões, o tratamento sintomático é essencial (reidratação e diazepam).
7 A flucloxacilina não é eliminada da circulação sanguínea por hemodiálise.
5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS
5.1. Propriedades farmacodinâmicas
Grupo farmacoterapêutico: 1.1.1.3 – Medicamentos anti-infeciosos. Antibacterianos. Penicilinas. Isoxazolilpenicilinas, código ATC: J01CF05.
A flucloxacilina é uma penicilina semissintética (antibiótico betalactâmico; isoxazolilpenicilina) de estreito espetro de atividade principalmente contra organismos Gram-positivos, incluindo estirpes produtoras de betalactamases.
Mecanismo de ação A flucloxacilina inibe uma ou mais enzimas (também referidas como proteínas de ligação à penicilina, PLP) da via biossintética do peptidoglicano bacteriano, que é um componente estrutural essencial da parede celular bacteriana. A inibição da síntese de peptidoglicano resulta no enfraquecimento da parede celular, que é geralmente seguido por lise celular e morte.
Relação farmacocinética/farmacodinâmica O tempo acima da concentração inibitória mínima (T>CIM) é considerado como sendo o principal determinante da eficácia para a flucloxacilina.
Mecanismo de resistência A resistência a isoxazolilpenicilinas (também chamada resistência à meticilina) é causada pelo facto de as bactérias produzirem uma proteína de ligação à penicilina alterada. A resistência cruzada pode ocorrer no grupo de betalactâmicos com outras penicilinas e cefalosporinas. Os estafilococos resistentes à meticilina têm geralmente uma baixa sensibilidade aos antibióticos betalactâmicos.
Atividade antimicrobiana A flucloxacilina é ativa contra estirpes positivas e negativas para β-lactamases de Staphylococcus aureus e outros cocos Gram-positivos aeróbios, com a exceção de Enterococcus faecalis. Os anaeróbios ou bacilos Gram-negativos são moderada a totalmente resistentes. As enterobactérias são totalmente resistentes à flucloxacilina, bem como os estafilococos resistentes à meticilina.
Pontos de corte para testes de suscetibilidade: Foram estabelecidos, pelo European Committee on Antimicrobial Susceptibility Testing (EUCAST), critérios de interpretação para os limites da concentração inibitória mínima (CIM) dos testes de sensibilidade para a flucloxacilina, que estão listado aqui: https://www.ema.europa.eu/documents/other/minimum-inhibitory-concentration-mic- breakpoints_en.xlsx
Risco de lesão hepática Há evidências de que o risco de lesão hepática induzida por flucloxacilina é maior em pessoas portadoras do alelo HLA-B*5701. Apesar desta forte associação, apenas 1 em 500-1000 portadores desenvolverá lesão hepática. Consequentemente, o valor preditivo positivo do teste do alelo HLA- B*5701 para lesão hepática é muito baixo (0,12%) e o rastreio de rotina deste alelo não é recomendado.
5.2. Propriedades farmacocinéticas
Absorção Após a administração intramuscular de 500 mg de flucloxacilina, são alcançadas concentrações plasmáticas máximas de 16 μg/ml ao fim de 30 minutos.
8 Numa perfusão de 20 minutos de 2000 mg de flucloxacilina, as concentrações plasmáticas máximas de cerca de 244 μg/ml ± 34,7 μg/ml são atingidas 15 minutos após o início da perfusão. As concentrações plasmáticas máximas dependem da duração e da velocidade da perfusão.
Distribuição Ligação às proteínas: a taxa de ligação às proteínas séricas é de 95%. A flucloxacilina difunde-se facilmente na maioria dos tecidos. Passagem das meninges: apenas uma pequena proporção de flucloxacilina difunde-se para o líquido cefalorraquidiano em pessoas cujas meninges não estão inflamadas. Passagem para o leite materno: a flucloxacilina é excretada em pequena quantidade no leite materno.
Biotransformação Em pessoas sem patologia, aproximadamente 10% da flucloxacilina administrada é metabolizada, dando origem a ácido peniciloico. A semivida de eliminação da flucloxacilina é cerca de 53 minutos.
Eliminação A excreção ocorre principalmente através dos rins. Sessenta e cinco por cento da dose administrada oralmente é excretada na urina na forma ativa inalterada em 8 horas. Uma pequena parte da dose administrada é excretada na bílis. A excreção de flucloxacilina é mais lenta nos casos de insuficiência renal.
População pediátrica A depuração de flucloxacilina é consideravelmente mais lenta nos neonatos quando comparada com a dos adultos e tem sido notificada nos neonatos uma semivida média de eliminação de, aproximadamente, quatro horas e meia. Deve ser tido especial cuidado durante a administração de flucloxacilina ao recém-nascido (ver secção 4.4). As crianças mais pequenas (<6 meses) atingem concentrações plasmáticas superiores de flucloxacilina do que as crianças mais velhas, quando administrada a mesma dose.
Doentes com compromisso renal Nos doentes com compromisso renal grave, a semivida de eliminação da flucloxacilina aumenta para valores entre 135-173 min. É necessário modificar a posologia se a disfunção renal for grave, quando a depuração de creatinina é <10 ml/min. (ver secção 4.2).
Doentes com compromisso hepático Considera-se pouco provável que a doença hepática influencie a farmacocinética da flucloxacilina, já que o antibiótico é principalmente depurado pela via renal.
5.3. Dados de segurança pré-clínica
Não existem dados pré-clínicos relevantes para o médico prescritor que já não estejam descritos noutras secções do Resumo de Características do Medicamento.
6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS
6.1. Lista dos excipientes
Não existentes.
6.2. Incompatibilidades
A flucloxacilina não deve ser misturada com derivados do sangue ou outros fluidos proteicos (por ex., hidrolisados de proteína) ou com emulsões lipídicas intravenosas.
9 Se a flucloxacilina for prescrita em simultâneo com um aminoglicosídeo, os dois antibióticos não devem ser misturados na mesma seringa, frasco para injetáveis para administração intravenosa ou sistema de perfusão; pode ocorrer precipitação.
Este medicamento não pode ser misturado com outros medicamentos, exceto os mencionados na secção 6.6
6.3. Prazo de validade
Produto não aberto:
24 meses
Após a reconstituição/diluição:
Solução para injeção intramuscular: A estabilidade química e física em utilização foi demonstrada durante 2 horas no frigorífico (2–8 °C).
Solução para injeção intravenosa: A estabilidade química e física em utilização foi demonstrada durante 4 horas à temperatura ambiente (25 °C) e durante 24 horas no frigorífico (2–8 °C).
Solução para perfusão intravenosa: A estabilidade química e física em utilização foi demonstrada durante 2 horas à temperatura ambiente (25 °C) e durante 24 horas no frigorífico (2–8 °C).
A estabilidade química e física em utilização foi demonstrada durante 2 horas a 2–8 °C quando diluída até uma concentração final de 5 mg/ml a 40 mg/ml com solução de Hartmann.
Do ponto de vista microbiológico, exceto se o método de reconstituição/diluição excluir o risco de contaminação microbiológica, o medicamento deve ser utilizado imediatamente. Caso não seja utilizado imediatamente, os tempos e condições de conservação em utilização são da responsabilidade do utilizador.
6.4. Precauções especiais de conservação
O medicamento não necessita de quaisquer condições especiais de conservação.
6.5. Natureza e conteúdo do recipiente
O medicamento é acondicionado em frascos para injetáveis de vidro transparente tipo III, fechados com rolhas de borracha clorobutílica tipo I e selados com cápsulas de alumínio tipo flip-off coloridas. FINOGI 1000 mg pó para solução injetável ou para perfusão O frasco tem uma capacidade nominal de 20 ml. Tamanhos das embalagens: 1, 10 e 25 frascos.
FINOGI 2000 mg pó para solução injetável ou para perfusão O frasco tem uma capacidade nominal de 50 ml. Tamanhos das embalagens: 1 e 10 frascos.
É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.
6.6. Precauções especiais de eliminação e manuseamento
Via intramuscular
10 Adicionar 4 ml de diluente ao frasco para injetáveis de 1000 mg, conforme indicado na tabela abaixo. Adicionar 4 ml de diluente ao frasco para injetáveis de 2000 mg, conforme indicado na tabela abaixo.
Via intravenosa FINOGI pode ser adicionado aos seguintes diluentes: • Água para preparações injetáveis, • Solução injetável de cloreto de sódio 9 mg/ml (0,9%), • Solução de glucose 50 mg/ml (5%), • Solução injetável de cloreto de sódio 1,8 mg/ml (0,18%) com glucose 40 mg/ml (4%), • Solução de Hartmann.
Para injeção intravenosa: Dissolver 1000 mg com 20 ml de diluente. Dissolver 2000 mg com 40 ml de diluente. Administrar por injeção intravenosa lenta.
Para perfusão intravenosa: FINOGI pode também ser adicionado lentamente a soluções para perfusão ou administrado por injeção, após diluição apropriada, no intervalo de concentrações de 5 mg/ml a 40 mg/ml, utilizando os diluentes especificados.
A solução deve ser utilizada imediatamente após a reconstituição.
Via de Soluções para perfusão / solventes administração Volume Tipo I.M. FINOGI 1000 mg 4 ml Água para preparações injetáveis, FINOGI 2000 mg 4 ml Solução de lidocaína 10 mg/ml (1%) I.V. Água para preparações injetáveis, FINOGI 1000 mg 20 ml Solução injetável de cloreto de sódio 9 mg/ml FINOGI 2000 mg 40 ml (0,9%), Solução de glucose 50 mg/ml (5%), Solução injetável de cloreto de sódio 1,8 mg/ml (0,18%) com glucose 40 mg/ml (4%), PERFUSION I.V. Volume Água para preparações injetáveis, FINOGI 1000 mg correspondente Solução injetável de cloreto de sódio 9 mg/ml FINOGI 2000 mg a uma (0,9%), concentração Solução de glucose 50 mg/ml (5%), de 5 mg/ml a Solução injetável de cloreto de sódio 1,8 mg/ml 40 mg/ml. (0,18%) com glucose 40 mg/ml (4%), Solução de Hartmann. Não administrar por via parentérica mais de 2000 mg de uma só vez em adultos ou mais de 33 mg/kg de uma só vez em crianças. 1 Do ponto de vista microbiológico, o medicamento deve ser utilizado imediatamente.
Aspeto da solução: solução límpida, incolor ou amarelo-pálido, praticamente isenta de partículas. Devem ser utilizadas apenas soluções límpidas praticamente isentas de partículas.
Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.
7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
11 Medochemie Ltd. 1-10 Konstantinoupoleos Street 3011 Limassol Chipre
8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
Nº de registo: XXXXXXX - FINOGI 1000 mg pó para solução injetável ou para perfusão, 10 frascos para injetáveis Nº de registo: XXXXXXX - FINOGI 2000 mg pó para solução injetável ou para perfusão, 10 frascos para injetáveis
9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE
INTRODUÇÃO NO MERCADO
Data da primeira autorização:
10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO
12
