Demax
Folheto informativo: Informação para o doente
Demax 1 mg/g pomada oftálmica dexametasona
Leia com atenção todo este folheto antes de começar a utilizar este medicamento pois contém informação importante para si. – Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente. – Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico. – Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença. – Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico.Ver secção 4.
O que contém este folheto:
1. O que é Demax e para que é utilizado
2. O que precisa de saber antes de utilizar Demax
3. Como utilizar Demax
4. Efeitos indesejáveis
5. Como conservar Demax
6. Conteúdo da embalagem e outras informações
1. O que é Demax e para que é utilizado
Demax pertence a um grupo de fármacos chamados corticosteroides. Ajuda a prevenir ou reduzir a inflamação ocular.
Demax é utilizado para o tratamento de condições alérgicas e inflamatórias externas não infeciosas do olho, incluindo inflamação pós-operatória.
2. O que precisa de saber antes de utilizar Demax
Não utilize Demax • se tem alergia à dexametasona ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6). • se tem ou suspeita ter: – infeções oculares bacterianas agudas e não tratadas; – herpes simples da córnea (herpes ocular causado por um vírus), varicela/zona ou outras infeções virais do olho; – infeções fúngicas do olho ou infeções parasitárias não tratadas do olho; – infeções oculares causadas por micobactérias (tuberculose ocular, por exemplo).
Advertências e precauções
Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de utilizar Demax.
• Utilize Demax apenas para o(s) seu(s) olho(s). • Se já tem glaucoma ou pressão elevada no(s) olho(s), é necessário monitorizar regularmente a pressão intraocular enquanto utiliza Demax. Consulte o seu médico. • Se utilizar Demax durante um longo período de tempo, pode: – ter um aumento da pressão no(s) olho(s). Deve verificar regularmente a sua pressão intraocular enquanto estiver a utilizar Demax. Este medicamento não está aprovado para utilização em crianças. O risco de aumento da pressão intraocular e/ou formação de cataratas devido ao uso de corticosteroides é maior em doentes predispostos (por exemplo, diabéticos). – desenvolver cataratas (turvação da lente natural do olho). Se utilizar Demax durante um longo período de tempo, deve consultar o seu médico regularmente. – desenvolver síndrome de Cushing devido à passagem do medicamento para a corrente sanguínea. Fale com o seu médico se sentir inchaço e distensão abdominal, especialmente no tronco e no rosto, uma vez que estes são normalmente os primeiros sinais de uma síndrome chamada síndrome de Cushing. Após a interrupção de um tratamento prolongado ou intensivo com Demax, pode ocorrer supressão da função das glândulas supra-renais. Fale com o seu médico antes de interromper o tratamento por si próprio. Estes riscos são particularmente importantes em crianças e em doentes tratados com os medicamentos ritonavir ou cobicistate. • Se os sintomas se agravarem ou regressarem repentinamente, consulte o seu médico. Pode tornar-se mais suscetível a infecções oculares com a utilização deste medicamento. • Se tiver uma infeção, o seu médico irá prescrever outro medicamento para tratar essa infeção. • Se já teve ou está a ser tratado para infeções por herpes ocular, a utilização de Demax pode agravar a infeção. Os seus olhos devem ser examinados regularmente pelo seu médico. • Os corticosteroides podem atrasar a cicatrização de lesões oculares. Os anti-inflamatórios não esteroides tópicos (AINEs) também são conhecidos por atrasar a cicatrização. Se utilizar AINEs e corticosteroides tópicos ao mesmo tempo, pode aumentar a possibilidade de problemas com o processo de cicatrização. • Consulte o seu médico antes de utilizar este medicamento se tiver doenças que provoquem o adelgaçamento dos tecidos oculares. • Não se recomenda a utilização de lentes de contacto durante o tratamento de uma infeção ou inflamação ocular, uma vez que pode agravar a sua condição.
Outros medicamentos e Demax Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, tiver tomado recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos.
Não se esqueça de informar o seu médico se estiver a utilizar AINEs tópicos. A utilização simultânea de esteroides tópicos e AINEs tópicos pode aumentar a probabilidade de problemas de cicatrização da córnea.
Informe o seu médico se estiver a tomar ritonavir ou cobicistate, pois estes podem aumentar a quantidade de dexametasona no sangue.
Gravidez, amamentação e fertilidade Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.
Demax não está recomendado durante a gravidez e a amamentação.
Condução de veículos e utilização de máquinas É possível que a visão fique turva durante um curto período de tempo imediatamente após a aplicação de Demax. Não deve conduzir ou utilizar máquinas até que a sua visão melhore.
Demax contém para-hidroxibenzoatos Este medicamento contém para-hidroxibenzoato de metilo e para-hidroxibenzoato de propilo (como conservantes), que podem causar reações alérgicas (possivelmente retardadas). Demax contém lanolina Este medicamento contém lanolina, que pode causar reações cutâneas locais (por exemplo dermatite de contacto).
3. Como utilizar Demax
Utilize este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.
Utilizar Demax apenas para os olhos.
A dose recomendada é: aplicar uma pequena quantidade de pomada (uma tira com cerca de 1,5 cm de comprimento) no saco conjuntival do(s) olho(s) afetado(s), uma a quatro vezes por dia. A duração do tratamento fica ao critério do seu médico.
Instruções de utilização
1. Tenha consigo a bisnaga de Demax e um espelho.
2. Lave as suas mãos
3. Desenrosque a tampa.
4. Segure a bisnaga entre o o dedo indicador e o polegar.
5. Incline a cabeça para trás e puxe a pálpebra inferior para baixo. Desta forma, forma-se
uma “bolsa” entre a pálpebra e o olho. A tira de pomada deverá ser colocada exatamente neste local (Fig. 1).
6. Coloque a extremidade da bisnaga perto do olho. Utilize o espelho se necessário.
7. Tenha cuidado para não tocar no olho, nas pálpebras ou noutras superfícies com a
extremidade da bisnaga, para evitar contaminar o medicamento.
8. Aperte suavemente a bisnaga até sair uma tira de Demax (Fig. 2).
9. Depois de colocar Demax, solte a pálpebra e pestaneje várias vezes para garantir que o
medicamento cobriu toda a superfície do olho.
10. Pressione com um dedo no canto interno da pálpebra durante 2 minutos. Isto ajuda a
diminuir a absorção de Demax para o organismo.
11. Se precisar de utilizar a pomada em ambos os olhos, repita todos os passos anteriores
também para o outro olho.
12. Feche bem a bisnaga imediatamente após a utilização e insira-a na embalagem.
Caso Demax não tenha entrado no olho, tente novamente.
Se utilizar mais Demax do que deveria Enxaguar bem os olhos com água.
Se estiver a utilizar outros medicamentos para os olhos, aguarde pelo menos 5 minutos entre cada aplicação. As pomadas oftálmicas devem ser aplicadas em último lugar. Caso se tenha esquecido de utilizar Demax Continuar com a dose seguinte como planeado. Se for altura da próxima dose, continue com o seu esquema habitual. Não utilize uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de utilizar.
Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.
4. Efeitos indesejáveis possíveis
Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se manifestem em todas as pessoas.
Foram observados os seguintes efeitos indesejáveis com a utilização de Demax:
Efeitos indesejáveis frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas)
Efeitos relacionados com os olhos: desconforto no olho.
Efeitos indesejáveis pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas)
Efeitos relacionados com os olhos: inflamação da superfície do olho, olho seco, manchas na córnea (estrutura transparente na parte da frente do olho), sensibilidade à luz, visão turva, sensação invulgar no olho, lacrimejo excessivo, crostas na pálpebra, comichão no olho, irritação ou vermelhidão no olho.
Efeitos gerais: mau sabor.
As reacções adversas adicionais identificadas a partir da experiência pós-comercialização incluem as seguintes. As frequências não podem ser calculadas a partir dos dados disponíveis.
Efeitos relacionados com os olhos: aumento da pressão intraocular, ulceração da córnea,
glaucoma, visão reduzida, lesão da córnea, pálpebra descaída, dor no olho, dilatação da pupila.
Efeitos relacionados com perturbações hormonais: aumento dos pêlos no corpo (especialmente nas mulheres), fraqueza muscular e perda de massa muscular, estrias roxas na pele, tensão arterial alta, menstruação irregular ou ausente, alterações nos níveis de proteínas e de cálcio no organismo, atraso do crescimento em crianças e adolescentes, inchaço e aumento de peso no tronco e no rosto (síndrome de Cushing), insuficiência supra-renal.
Efeitos gerais: alergia, tonturas, dores de cabeça.
Comunicação de efeitos indesejáveis Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente ao INFARMED, I.P.:
Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) e-mail: [email protected] Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.
5. Como conservar Demax
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.
Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na bisnaga e na embalagem exterior. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.
A bisnaga deve ser descartada 28 dias após a primeira abertura para evitar possíveis infecções. Após esse período, utilize uma nova bisnaga.
O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação. Manter a bisnaga bem fechada.
Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.
6. Conteúdo da embalagem e outras informações
Qual a composição de Demax – A substância ativa é a dexametasona. Cada grama da pomada oftálmica contém 1 mg de dexametasona. – Os outros excipientes são: para-hidroxibenzoato de metilo (E218), para-hidroxibenzoato de propilo (E216), lanolina líquida anidra e parafina branca.
Qual o aspeto de Demax e conteúdo da embalagem
Demax é uma pomada homogénea, branca a amarelo-pálida apresentada numa bisnaga de 3,5 g com cânula e tampa de plástico.
Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante
Titular da Autorização de Introdução no Mercado: DAVI II – Farmacêutica, S.A. Estrada Consiglieri Pedroso, 69 B – Queluz de Baixo 2730-055 Barcarena Portugal
Fabricante: Balkanpharma-Razgrad AD 68, Aprilsko Vastanie Blvd., 7200 Razgrad Bulgária
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⚕Para profissionais — Resumo das Características do Medicamento (RCM)Ficha técnica completa: posologia, interações, contraindicações, advertências+
1. NOME DO MEDICAMENTO
Demax 1 mg/g pomada oftálmica
2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA
1 g de pomada contém 1 mg de dexametasona.
Excipiente(s) com efeito conhecido: 1 g da pomada contém 0,5 mg de para-hidroxibenzoato de metilo, 0,1 mg de para-hidroxibenzoato de propilo e 30 mg de lanolina (ver secção 4.4). Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.
3. FORMA FARMACÊUTICA
Pomada oftálmica. Pomada homogénea, branca a amarelo-pálido.
4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS
4.1. Indicações terapêuticas
Tratamento de condições alérgicas e inflamatórias não infeciosas da conjuntiva, da córnea e do segmento anterior do olho, incluindo inflamação pós-operatória, que respondem a esteroides.
4.2. Posologia e modo de administração
Posologia
Utilização em adolescentes e adultos, incluindo doentes idosos Aplicar uma pequena quantidade de pomada (uma tira com cerca de 1,5 cm de comprimento) no saco conjuntival do(s) olho(s) afetado(s), uma a quatro vezes por dia. Quando se observar uma melhoria, a dose pode ser gradualmente reduzida para uma vez por dia, durante vários dias.
O tratamento não deve ser suspenso prematuramente ( ver secção 4.4).
Recomenda-se a monitorização regular da pressão intraocular .
A pomada oftálmica pode ser utilizada à noite, antes de deitar, como complemento do colírio Demax utilizado durante o dia.
Após a administração do medicamento, recomenda-se fechar a pálpebra cuidadosamente. Isto pode reduzir a absorção sistémica dos medicamentos aplicados no olho, e desta forma, reduzir os efeitos indesejáveis sistémicos.
Em casos de aplicação concomitante com outro produto oftálmico, o intervalo entre a administração dos dois medicamentos deve ser de, pelo menos, 5 minutos. As pomadas oftálmicas devem ser aplicadas em último lugar.
Populações especiais População Pediátrica A eficácia e segurança de Demax não foram estabelecidas na população pediátrica.
Idosos Não foram observadas diferenças na eficácia ou segurança entre doentes idosos e jovens.
Utilização em doentes com compromisso da função hepática ou renal Não foram realizados estudos com Demax em doentes com compromisso hepático ou renal. Devido à baixa absorção sistémica da dexametasona após aplicação oftálmica do medicamento, não é necessário qualquer ajuste de dose especial.
Modo de administração Para uso oftálmico.
Deve-se ter cuidado para não tocar com a extremidade da bisnaga nas pálpebras, nas áreas circundantes ou noutras superfícies, a fim de evitar uma possível contaminação da extremidade e da pomada.
4.3. Contraindicações
• Hipersensibilidade à dexametasona ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1. • Infeções bacterianas agudas não tratadas. • Queratite por herpes simples. • Infeções virais oculares como vacínia, varicela. • Doenças fúngicas das estruturas oculares ou infeções parasitárias não tratadas do olho. • Infeções micobacterianas do olho.
4.4. Advertências e precauções especiais de utilização
• A utilização prolongada de corticosteroides oftálmicos pode aumentar a tensão intraocular e/ou glaucoma, causando lesão do nervo ótico, acuidade visual diminuída e defeitos do campo visual, bem como a formação de cataratas subcapsulares posteriores. Recomenda- se a monitorização frequente da pressão intraocular em doentes submetidos a tratamentos oftálmicos de longa duração com corticosteroides, especialmente em doentes com glaucoma. Isto é particularmente importante em doentes pediátricos, uma vez que o risco de hipertensão ocular induzida por esteroides pode ser maior em crianças e pode ocorrer mais cedo do que a resposta aos esteroides em adultos. Demax não está aprovada para utilização em doentes pediátricos. • O risco de aumento da pressão intraocular induzida por corticosteroides e/ou formação de cataratas é maior em doentes predispostos (por exemplo, com diabetes). • Se Demax for utilizada em doentes com glaucoma, o tratamento deve ser limitado a duas semanas, exceto se se justificar um tratamento mais prolongado. A pressão intraocular deve ser monitorizada regularmente. • Em doentes predispostos, incluindo crianças e doentes tratados com inibidores do CYP3A4 (incluindo ritonavir e cobicistate), após tratamento intensivo ou contínuo a longo prazo, é possível a ocorrência de síndrome de Cushing e/ou insuficiência supra-renal relacionadas com a absorção sistémica de dexametasona aplicada topicamente. Nestes casos, o tratamento deverá ser descontinuado através da redução gradual da dose. • Os corticosteroides podem reduzir a resistência e desencadear infeções bacterianas, virais, fúngicas ou parasitárias oculares e mascarar os sinais clínicos de infeção. Deve suspeitar- se de infeções fúngicas em doentes com úlceras persistentes da córnea. Se ocorrer uma infeção fúngica, o tratamento com corticosteroides deve ser descontinuado. • O tratamento não deve ser suspenso prematuramente, uma vez que a descontinuação abrupta do tratamento com esteroides oftálmicos, em doses elevadas, é suscetível de causar uma nova inflamação do olho. • Os corticosteroides oftálmicos podem atrasar a cicatrização de uma lesão da córnea. Os AINEs tópicos também são conhecidos por atrasar a cicatrização. A utilização concomitante de AINEs tópicos e esteroides oftálmicos pode aumentar a possibilidade de problemas com o processo de cicatrização (ver secção 4.5). • Em doenças que causam adelgaçamento da córnea ou esclerótica, a utilização de esteroides oftálmicos pode provocar perfurações. • Perturbações visuais podem ser reportadas com o uso de corticosteroides sistémicos e tópicos. Caso um doente apresente sintomas como visão turva ou outras perturbações visuais, deve-se considerar o encaminhamento para um oftalmologista para avaliação das possíveis causas, que podem incluir catarata, glaucoma ou doenças raras, como a coriorretinopatia serosa central (CSCR), relatadas após o uso de corticosteroides sistémicos e tópicos. • A utilização de lentes de contacto não é recomendada durante o tratamento de uma infeção ou inflamação do olho. Se os doentes puderem utilizar lentes de contacto, devem ser instruídos a retirar as lentes antes de aplicar Demax pomada oftálmica e a esperar pelo menos 15 minutos antes de as voltar a colocar. • Este produto contém para-hidroxibenzoato de metilo e para-hidroxibenzoato de propilo (como conservantes), os quais podem causar reações alérgicas (possivelmente retardadas). • Este produto contém lanolina, a qual pode causar reações cutâneas locais (por exemplo dermatite de contacto).
4.5. Interações medicamentosas e outras formas de interação
Não foram realizados estudos de interação farmacológica.
A utilização concomitante de esteroides oftálmicos e de AINEs tópicos pode aumentar o potencial para problemas de cicatrização da córnea.
Os inibidores do CYP3A4 (incluindo ritonavir e cobicistate) podem reduzir a depuração de dexametasona, resultando num aumento dos efeitos e apoplexia supra-renal/síndrome de Cushing. A coadministração deve ser evitada, a menos que o benefício seja superior ao risco acrescido de efeitos indesejáveis sistémicos dos corticosteroides, caso em que os doentes devem ser monitorizados quanto aos efeitos dos corticosteroides sistémicos. Foram notificadas interações após a administração sistémica de dexametasona. A sua absorção sistémica após aplicação oftálmica ocular é tão baixa que o risco de interações é mínimo.
4.6. Fertilidade, gravidez e aleitamento
Fertilidade Não foram realizados estudos para avaliar o efeito da dexametasona oftálmica na fertilidade. Não existem dados clínicos suficientes para avaliar o efeito da dexametasona na fertilidade masculina ou feminina. Em estudos realizados em ratos injetados com gonadotrofina coriónica humana (hCG), a dexametasona não provocou efeitos indesejáveis na fertilidade.
Gravidez Não existem estudos adequados ou bem controlados que avaliem a pomada oftalmológica contendo dexametasona após uso oftálmico em mulheres grávidas. A utilização prolongada ou repetida de corticosteroides durante a gravidez está associada a um risco acrescido de atraso no crescimento intrauterino. As crianças nascidas de mães que receberam doses significativas de corticosteroides durante a gravidez devem ser monitorizadas atentamente para sinais de hipoadrenalismo (ver secção 4.4). Estudos em animais mostraram toxicidade reprodutiva após administração sistémica. A aplicação oftálmica de dexametasona 0,1% também resultou em anomalias fetais em coelhos (ver secção 5.3). A utilização de Demax não está recomendada durante a gravidez.
Amamentação Os corticosteroides administrados por via sistémica são excretados no leite materno em quantidades que podem afetar o lactente. Desconhece-se se Demax é excretada no leite humano. É improvável que a quantidade de dexametasona, após administração oftálmica do medicamento à mãe, seja detetada no leite materno ou cause efeitos clínicos ao lactente. Não se pode excluir o risco para o lactente. Deve ser tomada uma decisão sobre a interrupção da amamentação ou a interrupção/abstenção da terapêutica com Demax, tendo em conta o benefício da amamentação para a criança e o benefício do tratamento para a mulher.
4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas
Os efeitos de Demax sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas são nulos ou desprezáveis. Visão turva temporária ou outras perturbações visuais podem afetar a capacidade de conduzir e utilizar máquinas. Se a visão ficar turva, o doente deve esperar que a sua visão melhore antes de conduzir e utilizar máquinas.
4.8. Efeitos indesejáveis
Resumo do perfil de segurança Nos ensaios clínicos, a reação adversa mais frequentemente notificada foi desconforto ocular.
Lista tabelada de reações adversas As seguintes reações adversas são listadas de acordo com as seguintes categorias: muito frequentes (≥ 1/10), frequentes (≥ 1/100, < 1/10), pouco frequentes (≥ 1/1000, < 1/100), raros (1/10 000, <1/1000), muito raros (<1/10 000) e desconhecida (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis). Dentro de cada categoria de frequências, as reações adversas são apresentadas por ordem decrescente de gravidade.
Classe de sistema de órgãos Termo preferido do MedDRA Doenças do sistema nervoso Pouco frequente: Disgeusia Afeções oculares Frequente: Desconforto ocular Pouco frequente: Queratite, conjuntivite, olho seco, presença de coloração da córnea por corante vital, fotofobia, visão turva, prurido do olho, sensação de um corpo estranho no olho, hipersecreção lacrimal, sensação anormal no olho, formação de crostas no bordo da pálpebra, irritação no olho, hiperemia ocular.
As reações adversas adicionais identificadas a partir da experiência pós-comercialização incluem as seguintes. As frequências não podem ser calculadas a partir dos dados disponíveis. Dentro de cada categoria de frequências, as reações adversas são apresentadas por ordem decrescente de gravidade.
Classe de sistema de órgãos Termo preferido do MedDRA Doenças do sistema imunitário Desconhecida: Hipersensibilidade Doenças endócrinas Desconhecida: Síndrome de Cushing, insuficiência supra-renal (ver secção 4.4) Doenças do sistema nervoso Desconhecida: Tonturas, cefaleia Afeções oculares Desconhecida: Glaucoma, queratite ulcerativa, tensão intraocular aumentada, acuidade visual diminuída, erosão da córnea, ptose palpebral, dor ocular, midríase
Descrição das reações adversas selecionadas A utilização prolongada de corticosteroides oftálmicos pode levar a uma tensão intraocular aumentada com lesão do nervo ótico, acuidade visual diminuída e defeitos do campo visual, e formação de cataratas subcapsulares posteriores (ver secção 4.4).
Devido à presença de um corticosteroide na sua composição, em doenças que causam adelgaçamento da córnea ou esclerótica, existe um risco acrescido de perfuração, principalmente após tratamento prolongado (ver secção 4.4).
Os corticosteroides podem reduzir a resistência e desencadear o desenvolvimento de infeções (ver secção 4.4)
Foram notificados casos muito raros de calcificação da córnea associados à utilização de colírios contendo fosfato em alguns doentes com lesões significativas da córnea.
Notificação de suspeitas de reações adversas A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.:
Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) e-mail: [email protected]
4.9. Sobredosagem
Em caso de sobredosagem ocular com Demax, esta pode ser removida do(s) olho(s) ao lavar com água.
Devido às caraterísticas deste medicamento, não são esperados efeitos tóxicos em caso de sobredosagem ocular local ou em caso de ingestão acidental de todo o conteúdo da bisnaga.
5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS
5.1. Propriedades farmacodinâmicas
Grupo farmacoterapêutico: Grupo 15.2.1 – Medicamento usado em afeções oculares. Anti-inflamatório. Corticosteroides, código ATC: S01BA01
Mecanismo de ação Não se conhece o mecanismo exato da ação anti-inflamatória da dexametasona. Inibe múltiplas citocinas inflamatórias e produz múltiplos efeitos glucocorticoides e mineralocorticoides. Efeitos farmacodinâmicos A dexametasona é um glucocorticoide sintético com um forte efeito anti-inflamatório. É um dos corticosteroides mais potentes, com uma atividade anti-inflamatória relativa superior à da prednisolona e da hidrocortisona.
Eficácia e segurança clínicas A segurança e a eficácia do colírio/pomada oftálmica de dexametasona foram estabelecidas em ensaios clínicos em adultos, na literatura publicada e na monitorização pós-comercialização.
População pediátrica A segurança e a eficácia da pomada oftálmica de dexametasona não foram estudadas em crianças. No entanto, em geral, a dexametasona é considerada segura para utilização em crianças.
5.2. Propriedades farmacocinéticas
Absorção Após administração oftálmica, a dexametasona pode ser detetada no fluido intraocular após 30 minutos e atinge valores máximos entre os minutos 90 e 120, com uma concentração média de 31 ng/ml. Foram observadas concentrações baixas, mas ainda detetáveis, no fluido intraocular após 12 horas. A biodisponibilidade oral da dexametasona em doentes e indivíduos saudáveis é na ordem dos 70-80%.
Distribuição Após administração intravenosa, o volume que é distribuído num estado estacionário é de 0,58 l/kg. In vitro, não se observou qualquer alteração na ligação às proteínas plasmáticas humanas em concentrações de dexametasona de 0,04 a 4 μg/ml, com um valor médio de ligação às proteínas de 77,4%.
Biotransformação Aproximadamente 60% da dose é recuperada na urina sob a forma de 6- β -hidroxidexametasona e até 10% é recuperada sob a forma de 6- β -hidroxi-20-dihidrodexametasona.
Eliminação Após administração intravenosa, a depuração sistémica é de 0,125 l/h/kg. Após administração oral, 2,6% do fármaco inalterado foi recuperado na urina, enquanto que até 70% da dose foi recuperada sob a forma de metabolitos identificados. Após a administração sistémica, a semivida plasmática foi indicada como sendo de 3-4 horas, mas verificou-se que era ligeiramente mais longa nos homens. Esta diferença observada não está relacionada com alterações na depuração sistémica, mas sim com diferenças no volume de distribuição e no peso humano.
Linearidade/não linearidade Foi observada uma farmacocinética linear após a administração oral de doses entre 0,5 e 1,5 mg, em que a AUC foi menos do que proporcional à dose oral.
Relação(ões) farmacocinética/farmacodinâmica A relação farmacocinética-farmacodinâmica após aplicação oftálmica ainda não foi estabelecida.
Farmacocinética em populações especiais A farmacocinética da dexametasona sistémica em doentes com compromisso renal não diferiu significativamente em comparação com os doentes sem compromisso renal. A farmacocinética pediátrica variou entre os grupos etários, mas não foram observadas grandes diferenças.
5.3. Dados de segurança pré-clínica
Potencial mutagénico e cancerígeno As observações efetuadas até à data não indiciam propriedades genotóxicas dos glucocorticoides clinicamente relevantes.
Toxicidade na reprodução Nas experiências realizadas em animais, os corticosteroides demonstraram causar reabsorções fetais e fendas palatinas. Em coelhos, os corticosteroides causaram reabsorções fetais e diversas malformações envolvendo a cabeça, ouvidos, membros e palato.
Adicionalmente, foram notificadas inibição do crescimento intrauterino e alterações no desenvolvimento funcional do sistema nervoso central.
6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS
6.1. Lista dos excipientes
Para-hidroxibenzoato de metilo (E218) Para-hidroxibenzoato de propilo (E216) Lanolina líquida anidra Parafina branca
6.2. Incompatibilidades
Não aplicável.
6.3. Prazo de validade
2 anos Após a primeira abertura: 28 dias
6.4. Precauções especiais de conservação
O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.Manter a bisnaga bem fechada.
6.5. Natureza e conteúdo do recipiente
Bisnaga de alumínio com cânula e tampa de plástico.
Apresentação: 1 bisnaga de 3,5 g.
6.6. Precauções especiais de eliminação
Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.
7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
DAVI II - Farmacêutica, S.A. Estrada Consiglieri Pedroso, 69 B - Queluz de Baixo 2730-055 Barcarena Portugal
8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
Registo nº XXXXXXX no INFARMED, I.P – 1 bisnaga de 3,5 g
9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE
INTRODUÇÃO NO MERCADO
Data da primeira autorização:
