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Folhetos e RCM, preços e comparticipação, verificador de interações, posologias oficiais e horários das farmácias — tudo no mesmo lugar.

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Dolostop

Substância ativa: Paracetamol
Forma farmacêutica: Solução oral 500 mg/10 ml
Fonte: Folheto informativo oficial (INFARMED / INFOMED)

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Dolostop 500 mg solução oral Paracetamol

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois contém informação importante para si. Tome este medicamento exatamente como está descrito neste folheto, ou de acordo com as indicações do seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. – Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente. – Caso precise de esclarecimentos ou conselhos, consulte o seu farmacêutico. – Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Ver secção 4. – Se não se sentir melhor, se piorar ou se a sua febre persistir após 3 dias ou se a sua dor persistir após 5 dias, tem de consultar um médico.

O que contém este folheto:

1. O que é Dolostop e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Dolostop

3. Como tomar Dolostop

4. Efeitos indesejáveis possíveis

5. Como conservar Dolostop

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Dolostop e para que é utilizado

Dolostop contém paracetamol. O paracetamol é eficaz na redução da dor e da febre.

É utilizado para o alívio de curta duração da dor leve a moderada, tal como dor de cabeça, dor de dentes, dor muscular (espasmos) ou dor nas costas (lombalgias), e para reduzir a febre, em adultos e crianças que pesam mais de 33 kg (aproximadamente 10 – 12 anos).

2. O que precisa de saber antes de tomar Dolostop

Não tome Dolostop – Se tem alergia ao paracetamol ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicado na secção 6).

Advertências e precauções

Fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro antes de tomar este medicamento.

– Não tome mais medicamento do que o que se encontra recomendado na secção “3. Como tomar Dolostop”. – Não tome este medicamento juntamente com outros medicamentos que contenham paracetamol, tais como medicamentos contra a gripe e a constipação, dado que doses elevadas podem causar lesões no fígado. Não tome mais do que um medicamento que contenha paracetamol sem falar com o seu médico. – Os alcoólicos crónicos não devem tomar mais do que 2 g de paracetamol em 24 horas. – Doentes com doença renal, hepática, cardíaca ou pulmonar e doentes com anemia (diminuição da hemoglobina no sangue, seja devido a uma baixa contagem de glóbulos vermelhos ou não), bem como doentes com desnutrição crónica ou desidratação, devem falar com o seu médico

antes de tomar este medicamento.

– Se estiver a tomar medicamentos utilizados para tratar a epilepsia, fale com o seu médico antes de tomar este medicamento, porque quando estes medicamentos são utilizados ao mesmo tempo, a sua eficácia diminui enquanto a toxicidade hepática do paracetamol aumenta, especialmente nos tratamentos que utilizam doses elevadas de paracetamol. – Doentes asmáticos sensíveis ao ácido acetilsalicílico devem falar com o seu médico antes de tomar este medicamento.

Durante o tratamento com Dolostop, informe imediatamente o seu médico se: – Sofre de doenças graves, incluindo insuficiência renal grave ou sépsis (quando as bactérias e as suas toxinas circulam no sangue causando lesões nos órgãos), ou se sofre de malnutrição, alcoolismo crónico ou se também estiver a tomar flucloxacilina (um antibiótico). Foi notificada uma doença grave chamada acidose metabólica (uma anomalia no sangue e nos fluidos) em doentes nestas situações quando o paracetamol é utilizado em doses regulares durante um período prolongado ou quando o paracetamol é tomado em conjunto com a flucloxacilina. Os sintomas de acidose metabólica podem incluir: dificuldades respiratórias graves, com respiração rápida e profunda, sonolência, náuseas e vómitos.

Crianças e adolescentes Para utilização em crianças e adolescentes com idade inferior a 10 – 12 anos, fale com o seu médico ou farmacêutico, pois poderá haver outros medicamentos disponíveis com formas de dosagem mais adequadas a estes doentes.

Outros medicamentos e Dolostop Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, ou tiver tomado recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos, em particular, se está a tomar algum dos seguintes medicamentos, porque pode ser necessário alterar a dose de alguns deles ou interromper o tratamento: – Medicamentos utilizados para prevenir coágulos sanguíneos: anticoagulantes orais (acenocumarol, varfarina). – Medicamentos utilizados para tratar a epilepsia: medicamentos antiepiléticos (lamotrigina, fenitoína ou outras hidantoínas, fenobarbital, metilfenobarbital, primidona, carbamazepina). – Medicamentos utilizados para tratar a tuberculose (isoniazida, rifampicina). – Medicamentos utilizados para tratar a depressão e convulsões: barbitúricos (utilizados como hipnóticos, sedativos e anticonvulsivantes). – Medicamentos utilizados para reduzir os níveis de colesterol no sangue (colestiramina). – Medicamentos utilizados para aumentar a produção de urina (diuréticos da ansa, tais como os do grupo da furosemida). – Medicamentos utilizados para tratar a gota (probenecida e sulfinpirazona). – Medicamentos utilizados para prevenir náuseas e vómitos: metoclopramida e domperidona. – Medicamentos utilizados para tratar a pressão arterial elevada (hipertensão) e o ritmo cardíaco anormal (arritmias cardíacas): propranolol. – Flucloxacilina (antibiótico), devido a um risco grave de anomalias no sangue e fluidos (chamada acidose metabólica) que deve ter tratamento urgente (ver secção 2). Não utilize com outros analgésicos (medicamentos que reduzem a dor) sem falar com o seu médico.

Como regra geral para qualquer medicamento, informe sempre o seu médico ou farmacêutico se estiver sob tratamento com outro medicamento. Em caso de tratamento com anticoagulantes orais, este medicamento pode ser administrado ocasionalmente como analgésico de escolha.

Interferência com testes laboratoriais Se vai fazer algum teste laboratorial (incluindo ao sangue, urina ou outros testes), informe o seu médico que está a tomar este medicamento, uma vez que pode alterar os resultados.

O paracetamol pode causar alterações nos testes do ácido úrico e da glucose.

Dolostop com alimentos, bebidas e álcool A utilização de paracetamol em doentes que consomem álcool regularmente (três ou mais bebidas alcoólicas por dia – cerveja, vinho, bebidas espirituosas) pode causar lesões no fígado.

Tomar este medicamento com comida não afeta a sua eficácia.

Gravidez, amamentação e fertilidade Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento. A utilização de medicamentos durante a gravidez pode ser perigosa para o embrião ou para o feto e deve ser acompanhada pelo seu médico. Se necessário, Dolostop pode ser tomado durante a gravidez. Deve tomar a dose mais baixa possível para aliviar a dor e/ou diminuir a febre e a duração da terapêutica deve ser limitada ao menor período de tempo possível. Contacte o seu médico se a dor e/ou febre não diminuírem ou se precisar de tomar o medicamento com mais frequência. O paracetamol passa para o leite materno, e por isso as mulheres que estão a amamentar devem falar com o médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento. Ver também informação sobre o propilenoglicol abaixo nesta secção.

Condução de veículos e utilização de máquinas Devido ao facto de este medicamento conter propilenoglicol, especialmente em crianças e adolescentes, a capacidade de conduzir e utilizar máquinas, incluindo atividades como ciclismo ou andar de skate, pode ser afetada.

Dolostop contém sorbitol (E-420), propilenoglicol (E-1520), sulfitos, glucose e etanol Este medicamento contém 2000 mg de sorbitol em cada saqueta. O sorbitol é uma fonte de frutose. Se o seu médico lhe disse que tem (ou o seu filho tem) uma intolerância a alguns açúcares ou se foi diagnosticado com intolerância hereditária à frutose (IHF), uma doença genética rara em que a pessoa não consegue digerir a frutose, fale com o seu médico antes de você (ou o seu filho) tomar ou receber este medicamento. O sorbitol pode causar desconforto gastrointestinal e ter um efeito laxante ligeiro.

Este medicamento contém 2500 mg de propilenoglicol por saqueta. Se está grávida ou a amamentar, não tome este medicamento a menos que recomendado pelo seu médico. O seu médico poderá realizar verificações adicionais enquanto estiver a tomar este medicamento. Se sofre de uma doença de fígado ou rins, não tome este medicamento a menos que recomendado pelo seu médico. O seu médico poderá realizar verificações adicionais enquanto estiver a tomar este medicamento. Este medicamento pode causar reações alérgicas graves e broncospasmo (sensação repentina de asfixia), porque contém caramelo de sulfito de amónia. Este medicamento contém glucose (maltodextrina de batata). Se foi informado pelo seu médico que tem intolerância a alguns açúcares, contacte-o antes de tomar este medicamento.

Este medicamento contém até 18,2 mg de álcool (etanol) em cada saqueta. A quantidade em ml deste medicamento é equivalente a menos de 0,5 ml de cerveja ou 0,2 ml de vinho. A pequena quantidade de álcool neste medicamento não terá quaisquer efeitos percetíveis.

3. Como tomar Dolostop

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico. Fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro se tiver dúvidas.

A dose recomendada é:

Adultos: Tome 1 saqueta (500 mg de paracetamol) a cada 4 – 6 horas, conforme necessário. Se necessário, podem ser tomadas 2 saquetas a cada 8 horas. Não tome mais de 3 g (6 saquetas) em 24 horas. As doses devem ser distribuídas com intervalos de pelo menos 4 horas.

Tome sempre a menor dose eficaz.

A utilização deste medicamento está dependente do início da dor ou da febre. O tratamento deve ser descontinuado à medida que os sintomas desaparecem.

Evite tomar doses diárias elevadas de paracetamol por longos períodos de tempo, pois aumenta o risco de efeitos adversos, tais como lesões hepáticas.

Se a dor persistir durante mais de 5 dias, ou a febre durante mais de 3 dias, ou caso estas piorem, ou caso surjam outros sintomas, pare de tomar o medicamento e fale com o seu médico. Em caso de dor de garganta, não tome o medicamento durante mais de 2 dias sem falar com o seu médico.

Insuficiência renal: Estes doentes devem falar com o seu médico antes de tomar este medicamento. Tomar até 1 saqueta por dose. Dependendo da situação, o médico indicará se as doses devem ser tomadas com intervalos de, pelo menos, 6 ou 8 horas.

Insuficiência hepática: Estes doentes devem falar com o seu médico antes de tomar este medicamento. Deve tomar a quantidade de medicamento prescrito pelo médico com um intervalo mínimo de 8 horas entre as doses. Não deve tomar mais de 2 g de paracetamol (4 saquetas) em 24 horas, distribuídos em várias doses.

Crianças e adolescentes: A dose diária de paracetamol é aproximadamente 60 mg/kg/dia, que pode ser dividida em 4 ou 6 doses diárias, isto é, 15 mg/kg a cada 6 horas ou 10 mg/kg a cada 4 horas.

É essencial seguir a posologia definida com base no peso. A relação do peso da criança com a idade é apenas informativa.

– Crianças com peso entre 33 kg e 42 kg (aproximadamente 10 – 12 anos): 1 saqueta por dose, com intervalos de 6 horas, até 4 saquetas por dia. – Crianças e adolescentes com peso entre 42 kg e 50 kg (aproximadamente 12 – 14 anos): 1 saqueta por dose, com intervalos de 4 – 6 horas, conforme necessário, até 5 saquetas por dia. – Adolescentes com idade superior a 15 anos e mais de 50 kg de peso corporal podem seguir a

posologia para adultos.

Não administrar a crianças ou adolescentes durante mais de 3 dias sem avaliação do seu estado clínico.

Não administrar a crianças com peso inferior a 33 kg (aproximadamente 10 – 12 anos). Para este grupo de doentes recomenda-se a utilização de medicamentos com formas de dosagem mais apropriadas.

Modo de administração Este medicamento é tomado por via oral.

O conteúdo da saqueta pode ser tomado diretamente, ou diluído num líquido, de preferência água.

Utilize completamente o conteúdo da saqueta após a abertura.

Se tomar mais Dolostop do que deveria Informe imediatamente o seu médico ou farmacêutico. Em caso de sobredosagem ou ingestão acidental, dirija-se imediatamente ao hospital, indicando o medicamento e a quantidade ingerida.

Os sintomas de sobredosagem podem incluir tonturas, vómitos, perda de apetite, amarelecimento da pele e olhos (icterícia) e dor abdominal.

Se tomou uma sobredose, deve dirigir-se imediatamente ao hospital, mesmo que não tenha nenhum sintoma, uma vez que, geralmente, estes não ocorrem até 3 dias após a sobredosagem, mesmo em casos de intoxicação grave.

O tratamento de uma sobredosagem é mais eficaz se for iniciado até 4 horas após a ingestão do medicamento.

Os doentes em tratamento com barbitúricos ou alcoólicos crónicos podem ser mais suscetíveis à toxicidade de uma sobredose de paracetamol.

Caso se tenha esquecido de tomar Dolostop Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

4. Efeitos indesejáveis possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

Efeitos indesejáveis raros, que afetam até 1 em 1.000 pessoas, incluem: mal-estar, pressão arterial baixa (hipotensão) e níveis elevados de transaminases sanguíneas.

Efeitos indesejáveis muito raros, que afetam até 1 em cada 10.000 pessoas, incluem: doenças renais, urina turva, dermatite alérgica (erupção cutânea), icterícia (amarelecimento da pele), alterações sanguíneas (agranulocitose, leucopenia, neutropenia, anemia hemolítica), hipoglicemia (baixo nível de açúcar no sangue) e reações cutâneas graves.

Efeitos indesejáveis de frequência desconhecida (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis): Uma doença grave que pode tornar o sangue mais ácido (chamada acidose metabólica) em doentes com doença grave que utilizam paracetamol (ver secção 2).

O paracetamol pode causar lesões no fígado se tomado em doses elevadas ou em tratamentos prolongados.

Comunicação de efeitos indesejáveis Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente ao INFARMED, I.P. através dos contactos abaixo. Ao comunicar

efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste

medicamento. Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]

5. Como conservar Dolostop

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Conservar a temperatura inferior a 30ºC.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado. Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Dolostop – A substância ativa é o paracetamol. Cada saqueta contém 500 mg de paracetamol. Os outros componentes são: propilenoglicol (E1520), macrogol 400, povidona K12, sorbitol (E420), caramelo de sulfito de amónia (E150-d) (contém maltodextrina de milho), masking SC274292 (contém sucralose (E955), maltodextrina (batata) e glicirrizinato de amónio), neo- hesperidina di-hidrochalcone (E959), essência de laranja (contém etanol), ácido cítrico mono- hidratado (para ajuste do pH) e água purificada.

Qual o aspeto de Dolostop e conteúdo da embalagem Solução oral de cor castanha, embalada em saquetas de dose única. Cada embalagem contém 10 ou 20 saquetas de alumínio (poliéster/alumínio/polietileno, poliéster e polietileno) seladas a quente. É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado PharmaKERN Portugal – Produtos Farmacêuticos, Sociedade Unipessoal, Lda. Av. do Forte, n.º 3, Edif. Suécia I, Piso 0, salas 1.04 e 1.29 2794-038 Carnaxide Portugal

Fabricante Kern Pharma, S.L. Venus, 72 – Pol. Ind. Colón II 08228 Terrassa – Barcelona Espanha

Este medicamento encontra-se autorizado nos Estados Membros do Espaço Económico Europeu (EEE) com os seguintes nomes: Espanha Dolostop 500 mg solución oral

Este folheto foi revisto pela última vez em

⚕Para profissionais — Resumo das Características do Medicamento (RCM)Ficha técnica completa: posologia, interações, contraindicações, advertências+
Informações técnicas destinadas aos profissionais de saúde (médicos e farmacêuticos). Le Resumo das Características do Medicamento (RCM) est le document officiel approuvé par l’ANSM/EMA. Il ne remplace pas la notice ni l’avis du médecin.

1. NOME DO MEDICAMENTO

Dolostop 500 mg solução oral Dolostop 1 g solução oral

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Dolostop 500 mg solução oral: Cada saqueta (10 ml de solução) contém 500 mg de paracetamol. Excipiente(s) com efeito conhecido: 2 g de sorbitol (E-420), 2,5 g de propilenoglicol (E-1520), até 2,352 mg de caramelo de sulfito de amónia e até 18,2 mg de etanol.

Dolostop 1 g solução oral: Cada saqueta (10 ml de solução) contém 1 g de paracetamol. Excipiente(s) com efeito conhecido: 2 g de sorbitol (E-420), 2,5 g de propilenoglicol (E-1520), até 2,352 mg de caramelo de sulfito de amónia e até 18,2 mg de etanol.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1

3. FORMA FARMACÊUTICA

Solução oral.

Solução de cor castanha.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1. Indicações terapêuticas

Alívio sintomático de curta duração da dor leve a moderada e da febre.

Dolostop 500 mg solução oral: é indicado em adultos e crianças com peso superior a 33 kg (aproximadamente 10 - 12 anos).

Dolostop 1 g solução oral: é indicado em adultos e adolescentes com idade superior a 15 anos e peso superior a 50 kg.

4.2. Posologia e modo de administração

Posologia

Adultos: A dose recomendada é 500 mg – 1 g de paracetamol (1 saqueta) a cada 4 – 6 horas, conforme necessário, dependendo da severidade dos sintomas. Não exceder 3 g de paracetamol em 24 horas, em qualquer circunstância. As doses devem ser separadas por intervalos de, pelo menos, 4 horas.

Doses elevadas de paracetamol por prolongados períodos de tempo devem ser evitadas, pois aumentam o risco de lesões no fígado.

Se a dor persistir durante mais de 5 dias, ou a febre durante mais de 3 dias, ou caso se agravem ou surjam sintomas, o estado clínico deve ser avaliado.

Em caso de dor de garganta, não administrar durante mais de 2 dias sem avaliar o estado clínico.

Insuficiência/compromissorenal: Em caso de insuficiência renal, a dose deve ser reduzida, de acordo com a taxa de filtração glomerular, conforme se segue:

Filtração glomerular DOSE 10–50 ml/min 500 mg com intervalos de 6 horas

< 10 ml/min 500 mg com intervalos de 8 horas

Insuficiência/compromisso hepático: Em caso de insuficiência hepática, não exceder 2 g/24 horas (2 saquetas de 1 g ou 4 saquetas de 500 mg), com um intervalo mínimo de 8 horas entre as doses (ver secção 4.4, “Advertências e precauções especiais de utilização”).

População pediátrica: Devido à gravidade da toxicidade hepática e morte em crianças que receberam doses excessivas de paracetamol, o medicamento deve ser doseado de acordo com o peso e utilizando dispositivos de medição calibrados. Os pais devem ser advertidos de que o risco de sobredose e lesões hepáticas graves aumenta quando é administrado concomitantemente mais do que um medicamento contendo paracetamol.

A dose diária recomendada de paracetamol é aproximadamente 60 mg/kg/dia, a qual pode ser dividida em 4 ou 6 doses diárias, isto é, 15 mg/kg cada 6 horas ou 10 mg/kg cada 4 horas.

Crianças com peso entre 33 kg e 42 kg (aproximadamente 10 - 12 anos): 500 mg de paracetamol por dose, com intervalos de 6 horas, até ao máximo de 4 saquetas por dia. Crianças com peso entre 43 kg e 50 kg (aproximadamente 12 - 15 anos): 500 mg de paracetamol por dose, com intervalos de 4 - 6 horas, conforme necessário, até ao máximo de 5 saquetas (2 500 mg) por dia. Adolescentes com idade superior a 15 anos e peso superior a 50 kg podem seguir as indicações da posologia para adultos.

Não administrar em crianças ou adolescentes, durante mais de 3 dias, sem avaliação do seu estado clínico.

Modo de administração Este medicamento administra-se por via oral.

O conteúdo da saqueta pode ser tomado diretamente ou diluído em líquido, preferencialmente água.

Quando o paracetamol é tomado juntamente com alimentos, o seu tempo de absorção aumenta, dado que os alimentos reduzem a motilidade e o trânsito intestinal. Para o alívio rápido da dor, o medicamento deve ser tomado sem alimentos, especialmente alimentos com elevado teor de hidratos de carbono.

4.3. Contraindicações

Hipersensibilidade ao paracetamol ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1.

4.4. Advertências e precauções especiais de utilização

- Paracetamol deve ser administrado com precaução, evitando tratamentos prolongados em doentes com anemia, doenças cardíacas ou pulmonares, ou insuficiência hepática e renal graves. (No último caso, a utilização ocasional é aceitável, mas a administração prolongada de doses elevadas pode aumentar o risco de efeitos adversos). - A utilização de paracetamol em doentes que consomem regularmente álcool (3 ou mais bebidas alcoólicas por dia – cerveja, vinho, bebidas espirituosas) pode causar lesões no fígado. - No caso de alcoólicos crónicos não se deve administrar mais do que 2 g/dia de paracetamol (2 saquetas), dividida em várias doses. - O paracetamol deve ser administrado com precaução em doentes desidratados ou cronicamente desnutridos. - Aconselha-se precaução em doentes asmáticos sensíveis ao ácido acetilsalicílico, uma vez que existem notificações de reações broncoespásticas leves com paracetamol (reação cruzada) nestes doentes. Em alguns casos pode causar reações graves, apesar de apenas se conhecer a sua ocorrência numa minoria destes doentes, especialmente se forem administradas doses elevadas de paracetamol. - A automedicação com paracetamol dever ser limitada quando existe um tratamento com anticonvulsivantes, porque a utilização concomitante dos dois medicamentos aumenta a toxicidade hepática e diminui a biodisponibilidade do paracetamol, especialmente em caso de tratamento com doses elevadas de paracetamol. - Os doentes devem ser informados de que devem evitar tomar este medicamento com outros contendo paracetamol, tais como medicamentos para o tratamento ou prevenção da gripe. Caso utilizem outro medicamento contendo paracetamol, não devem exceder a dose máxima de 3 g de paracetamol por dia, tendo em conta a quantidade total de paracetamol presente em todos os medicamentos utilizados pelo mol presente em todos os medicamentos utilizados pelo doente. - A utilização concomitante de mais do que um medicamento contendo paracetamol pode causar intoxicação (ver secção 4.9). - A toxicidade associada ao paracetamol pode ocorrer por ingestão de uma sobredose única ou por ingestão de várias sobredoses de paracetamol. Foram notificados casos de toxicidade hepática com doses diárias inferiores a 4 g. - Foram notificados casos de acidose metabólica com hiato aniónico aumentado (HAGMA – High Anion Gap Metabolic Acidosis) devido a acidose piroglutâmica em doentes com doença grave, como compromisso grave da função renal e sépsis ou malnutrição e outras fontes de deficiência de glutationa (por exemplo, alcoolismo crónico) que foram tratados com paracetamol na dose terapêutica durante um período prolongado ou com uma combinação de paracetamol e flucloxacilina. Em caso de suspeita de HAGMA devido a acidose piroglutâmica, recomenda-se a descontinuação imediata do paracetamol e monitorização cuidadosa. A medição da 5-oxoprolina urinária poderá ser útil para identificar a acidose piroglutâmica como causa subjacente de HAGMA em doentes com múltiplos fatores de risco.

Advertências sobre excipientes Estes medicamentos contêm glucose. Doentes com problemas raros de malabsorção de glucose- galactose, não devem tomar estes medicamentos. Estes medicamentos podem causar reações alérgicas graves e broncospasmos porque contêm caramelo de sulfito de amónia.

Estes medicamentos contêm sorbitol (E-420). Deve-se ter em consideração o efeito aditivo da administração concomitante de produtos contendo sorbitol (ou frutose) e a ingestão de sorbitol (ou frutose) na dieta. O conteúdo em sorbitol nos medicamentos administrados por via oral pode afetar a biodisponibilidade de outros medicamentos administrados concomitantemente por via oral. Os doentes com intolerância hereditária à frutose (IHF) não devem tomar estes medicamentos.

Este medicamento contém propilenoglicol (E-1520). Embora o propilenoglicol não tenha demonstrado causar toxicidade reprodutiva ou no desenvolvimento em animais ou humanos, pode alcançar o feto e foi encontrado no leite. Como consequência, a administração de propilenoglicol a doentes grávidas ou a amamentar deve ser considerada numa base caso a caso. É necessária monitorização médica em doentes com funções renal ou hepática comprometidas, porque têm sido notificados vários acontecimentos adversos atribuídos ao propilenoglicol, tais como disfunção renal (necrose tubular aguda), insuficiência renal aguda e disfunção hepática.

Este medicamento contém até 18,2 mg de álcool (etanol) em cada saqueta. A quantidade em ml deste medicamento é equivalente a menos de 0,5 ml de cerveja ou 0,2 ml de vinho. A pequena quantidade de álcool neste medicamento não terá quaisquer efeitos percetíveis.

Interferência com testes laboratoriais

O paracetamol pode causar alterações nos testes do ácido úrico e da glucose.

4.5. Interações medicamentosas e outras formas de interação

O paracetamol é altamente metabolizado no fígado e, portanto, pode interagir com outros medicamentos que utilizam as mesmas vias metabólicas ou que são capazes de atuar em inibir ou induzir essas vias. Alguns dos seus metabolitos são tóxicos para o fígado e, por conseguinte, a coadministração com potentes inibidores enzimáticos (rifampicina, alguns anticonvulsivantes, etc.) pode levar a reações de toxicidade hepática, em particular quando são utilizadas doses elevadas de paracetamol.

Interações potencialmente significativas podem incluir:

- Etanol: pode aumentar a toxicidade do paracetamol, possivelmente por indução da produção de produtos hepatotóxicos derivados do paracetamol, pelo fígado. - Anticoagulantes orais (acenocumarol, varfarina): pode aumentar o efeito anticoagulante por inibição da síntese hepática de fatores de coagulação. No entanto, uma vez que esta interação parece ser de pouca relevância clínica na maioria dos doentes, o tratamento analgésico alternativo com salicilatos é considerado quando se utiliza terapia anticoagulante. Contudo, a dose e a duração do tratamento deve ser a ntudo, a dose e a duração do tratamento deve ser a menor possível, com monitorização regular do INR. - Anticonvulsivantes (fenitoína, fenobarbital, metilfenobarbital, primidona): pode não só diminuir a biodisponibilidade do paracetamol, mas também aumentar a toxicidade hepática de uma sobredose, devido ao metabolismo hepático induzido. - Diuréticos da ansa: os efeitos dos diuréticos podem ser diminuídos, pois o paracetamol pode reduzir a excreção renal de prostaglandinas e a atividade da renina plasmática. - Isoniazida: pode diminuir a depuração do paracetamol, possivelmente aumentando a sua ação e/ou toxicidade, inibindo o seu metabolismo hepático. - Lamotrigina: pode diminuir a biodisponibilidade da lamotrigina, possivelmente reduzindo o seu efeito, por indução do seu metabolismo hepático. - Metoclopramida e domperidona: pode aumentar a absorção de paracetamol no intestino delgado, devido ao efeito que estes medicamentos têm no esvaziamento gástrico. - Probenecida: pode aumentar a semivida plasmática do paracetamol, reduzindo assim a degradação e a excreção urinária dos seus metabolitos. - Propranolol: pode aumentar os níveis plasmáticos de paracetamol, possivelmente inibindo seu metabolismo hepático. - Resinas de permuta iónica (colestiramina): pode diminuir a absorção de paracetamol, possivelmente inibindo o seu efeito, à medida que o paracetamol se liga ao intestino. - O uso concomitante de paracetamol com flucloxacilina deve ser feito com precaução, dado que a administração conjunta tem sido associada a acidose metabólica com hiato aniónico aumentado devido a acidose piroglutâmica, especialmente em doentes com fatores de risco (ver secção 4.4).

4.6. Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez Os dados epidemiológicos sobre doses terapêuticas orais de paracetamol não indicam que estas causem efeitos indesejáveis em mulheres grávidas, fetos ou recém-nascidos. Estudos de reprodução não mostram malformações ou efeitos tóxicos no feto. Os estudos epidemiológicos sobre o desenvolvimento neurológico de crianças expostas ao paracetamol no útero não apresentaram resultados conclusivos. Quando clinicamente necessário, o paracetamol pode ser tomado durante a gravidez, contudo, deve ser administrado na dose efetiva mais baixa durante o menor período efetiva mais baixa durante o menor período de tempo e frequência possíveis. Ver também secção 4.4 relativamente ao excipiente propilenoglicol.

Amamentação Embora tenham sido medidas no leite materno concentrações máximas de 10 a 15 µg/ml (de 66,2 a 99,3 µmol/l), 1 a 2 horas após a mãe ter tomado uma dose única de 650 mg, nem o paracetamol nem os seus metabolitos foram detetados na urina dos bebés. A semivida no leite materno é de 1,35 a 3,5 horas. Não houve notificação de efeitos adversos em crianças. O paracetamol pode ser utilizado em mulheres que amamentam se a dose recomendada não for excedida. Deve ter-se atenção em caso de utilização prolongada. Ver também secção 4.4 relativamente ao excipiente propilenoglicol.

Fertilidade Estudos de toxicidade crónica em animais mostram que doses elevadas de paracetamol causam atrofia testicular e inibição da espermatogénese nos machos; não se conhece a importância desta informação em termos da utilização em seres humanos.

4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Os efeitos de paracetamol sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas são nulos ou desprezáveis.

Devido ao conteúdo em propilenoglicol (ver secção 4.4), este medicamento pode afetar a capacidade de conduzir e utilizar máquinas, particularmente em crianças e adolescentes.

4.8. Efeitos indesejáveis

a. Relatório do perfil de segurança

As reações adversas mais comuns notificadas durante a utilização de paracetamol são toxicidade hepática, toxicidade renal, alterações na contagem sanguínea, hipoglicemia e dermatite alérgica.

b. Lista tabelada de reações adversas

Frequência Classes de sistemas de Reação adversa órgãos Raros a Vasculopatias: Hipotensão. (≥ 1/10.000 Afeções hepatobiliares: Transaminases do fígado elevadas. < 1/1.000) Perturbações gerais e alterações no Mal-estar. local de administração:

Muito raros (< Doenças do sangue e do sistema Trombocitopenia, agranulocitose, 1/10.000) linfático: leucopenia, neutropenia, anemia hemolítica.

Doenças do metabolismo e da Hipoglicemia. nutrição: Afeções hepatobiliares: Toxicidade hepática (icterícia) Doenças renais e urinárias: Piúria estéril (urina turva), efeitos adversos renais (ver secção 4.4. "Advertências e precauções especiais de utilização").

Perturbações gerais e alterações no Reações de local de administração: hipersensibilidade, variando de erupção cutânea menor a urticária e choque anafilático.

Afeções dos tecidos cutâneos e Reações cutâneas graves. subcutâneos: Desconhecida (a Doenças do metabolismo e da Acidose metabólica com hiato frequência não pode ser nutrição aniónico aumentado. calculada a partir dos dados disponíveis)

Descrição de reações adversas selecionadas

Acidose metabólica com hiato aniónico aumentado Foram observados casos de acidose metabólica com hiato aniónico aumentado devido a acidose piroglutâmica em doentes com fatores de risco utilizando paracetamol (ver secção 4.4). Pode ocorrer acidose piroglutâmica como consequência dos níveis baixos de glutationa nestes doentes.

Notificação de suspeita de reações adversas A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefíciorisco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.:

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]

4.9. Sobredosagem

Os sintomas de uma sobredosagem incluem tonturas, vómitos, perda de apetite, icterícia, dor abdominal e insuficiência renal e hepática. Caso seja ingerida uma sobredose, o paciente deve ser tratado rapidamente num hospital, mesmo que não haja sintomas ou sinais significativos porque, embora estes possam causar a morte, geralmente não ocorrem imediatamente após a ingestão, mas após o terceiro dia. A necrose hepática pode levar à morte. Também pode ocorrer insuficiência renal aguda.

A sobredosagem com paracetamol é avaliada em quatro etapas, que têm início no momento em que a sobredose é ingerida:

ETAPA I (12 – 24 horas): náuseas, vómitos, diaforese e anorexia;

ETAPA II (24 – 48 horas): melhoria clínica; os níveis de AST, ALT, bilirrubina e protrombina começam a aumentar;

ETAPA III (72 – 96 horas): pico da toxicidade hepática; podem ocorrer valores de AST de 20.000; e

ETAPA IV (78 dias): recuperação. Pode ocorrer toxicidade hepática. A dose tóxica mínima (em uma dose) é superior a 6 g em adultos e mais de 100 mg/kg de peso corporal em crianças. Doses superiores a 20 - 25 g são potencialmente fatais. Os sintomas da toxicidade hepática incluem náuseas, vómitos, anorexia, mal-estar, diaforese, dor abdominal e diarreia. Se uma for ingerida dose superior a 150 mg/kg ou se a quantidade ingerida não puder ser determinada, obtenha uma amostra sérica de paracetamol 4 horas após a ingestão. Se houver toxicidade hepática, realize um teste de função hepática e repita- o em epática, realize um teste de função hepática e repita-o em intervalos de 24 horas. A insuficiência hepática pode levar à encefalopatia, coma e morte.

Os níveis plasmáticos de paracetamol superiores a 300 µg/ml encontrados 4 horas após a ingestão foram associados com lesões no fígado em 90% dos pacientes. Isto começa a ocorrer quando os níveis plasmáticos de paracetamol às 4 horas são superiores a 120 µg/ml ou superiores a 30 µg/ml, 12 horas após a ingestão.

A ingestão crónica de doses superiores a 4 g/dia pode levar à toxicidade transitória do fígado. Os rins podem sofrer necrose tubular e o miocárdio pode ser lesionado.

Tratamento: em todos os casos, use aspiração gástrica e lavagem, preferencialmente até 4 horas após a ingestão.

Existe um antídoto específico para a toxicidade causada pelo paracetamol: Nacetilcisteína, que pode ser administrada por via intravenosa ou oral.

Via intravenosa: A dose recomendada é de 300 mg/kg de N-acetilcisteína (equivalente a 1,5 ml/kg de solução aquosa a 20%, pH: 6,5), administrada por IV, durante um período de 20 horas e 15 minutos, de acordo com as seguintes indicações: II) Adultos

Dose inicial: 150 mg/kg (equivalente a 0,75 ml/kg de solução aquosa a 20% de Nacetilcisteína; pH: 6.5), administrada lentamente por via intravenosa ou diluída em 200 ml de dextrose a 5% durante 15 minutos.

Dose de manutenção: Inicialmente, administrar 50 mg/kg (equivalente a 0,25 ml/kg de solução aquosa a 20% de N- acetilcisteína; pH: 6.5) em 500 ml de dextrose a 5% em infusão lenta durante 4 horas. Depois administrar 100 mg/kg (equivalente a 0,50 ml/kg de solução aquosa a 20% de N- acetilcisteína; pH: 6.5) em 1.000 ml de dextrose a 5% em infusão lenta durante 16 horas.

II) Crianças

O volume da solução de dextrose a 5% para perfusão deve ser ajustado com base na idade e peso da criança, a fim de prevenir a congestão vascular pulmonar.

O antídoto é mais eficaz se administrado até 8 horas após a intoxicação. A sua eficácia diminui progressivamente a partir da oitava hora, e torna-se ineficaz a partir de 15 horas após a intoxicação. A administração da solução aquosa a 20% de N-acetilcisteína pode ser interrompida quando os resultados das análises ao sangue mostram níveis sanguíneos de paracetamol inferiores a 200 µg/ml.

Efeitos adversos de N-acetilcisteína IV: em casos excecionais, têm sido notificadas erupções cutâneas e anafilaxia, geralmente durante o período entre 15 minutos e 1 hora após o início da perfusão.

Via oral: O antídoto da N-acetilcisteína deve ser administrado até 10 horas após a sobredosagem.

A dose recomendada de antídoto para adultos é: - uma dose inicial de 140 mg/kg de peso corporal - 17 doses de 70 mg/kg de peso corporal, uma vez a cada 4 horas

Cada dose deve ser diluída para 5% com cola, sumo de uva, sumo de laranja ou água, antes da administração, devido ao seu sabor desagradável e às suas propriedades irritantes ou esclerosantes. Se a dose for vomitada uma hora após a sua administração, deve ser repetida.

Se necessário, o antídoto (diluído em água) pode ser administrado por intubação duodenal.

5. PROPRIEDADE FARMACOLÓGICAS

5.1. Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 2.10 Sistema nervoso central. Analgésicos e antipiréticos. Código ATC: N02BE01

O paracetamol é um medicamento analgésico que também tem propriedades antipiréticas.

O mecanismo exato de ação do paracetamol não é conhecido, embora seja conhecido por atuar no sistema nervoso central e, em menor grau, por bloquear a geração de impulsos de dor ao nível periférico.

Pensa-se que o paracetamol aumenta o limiar da dor, inibindo a síntese de prostaglandinas, bloqueando a ciclooxigenase no sistema nervoso central (especificamente, COX-3). No entanto, o paracetamol não inibe significativamente a ciclooxigenase nos tecidos periféricos. O paracetamol estimula a atividade das vias serotoninérgicas descendentes, que bloqueiam a transmissão de sinais nociceptivos dos tecidos periféricos para a medula espinhal. A este respeito, alguns dados experimentais indicam que, quando administrados intraspinalmente, os antagonistas de vários subtipos de recetores istrados intraspinalmente, os antagonistas de vários subtipos de recetores serotoninérgicos são capazes de cancelar o efeito antinociceptivo do paracetamol.

A ação antipirética está relacionada com a inibição da síntese de PGE1 no hipotálamo, órgão que coordena a termorregulação.

5.2. Propriedades farmacocinéticas

Absorção A biodisponibilidade oral do paracetamol é de 75 – 85%. É absorvido extensa e rapidamente; as concentrações plasmáticas máximas são atingidas dentro de 0,5 a 2 horas, de acordo com a forma farmacêutica. A taxa e a extensão da absorção retal dependem da composição da base do supositório.

Distribuição

A taxa de ligação às proteínas plasmáticas é de 10%. O tempo para alcançar o efeito máximo é de 1 a 3 horas e a duração da ação é de 3 a 4 horas.

Metabolismo e Biotransformação

O metabolismo do paracetamol passa por um efeito de primeira passagem no fígado, seguido por uma cinética linear. No entanto, essa linearidade desaparece quando são administradas doses superiores a 2 g. O paracetamol é metabolizado principalmente no fígado (90 - 95%). As doses elevadas podem saturar os mecanismos habituais de metabolização hepática, o que faz com que eles usem caminhos metabólicos alternativos, dando origem a metabolitos tóxicos para o fígado e possivelmente para os rins, devido à depleção de glutationa.

Eliminação

A semivida de eliminação é de 1,53 horas. (A qual aumenta no caso de uma sobredosagem e em doentes com insuficiência hepática, idosos e crianças). O medicamento é principalmente eliminado na urina na forma de conjugado com ácido glucurónico e em menor quantidade com ácido sulfúrico e cisteína. Menos de 5% são excretados inalterados.

Alterações fisiopatológicas: Insuficiência renal: em caso de insuficiência renal grave (depuração da creatinina inferior a 10 ml/min), a eliminação do paracetamol e seus metabolitos é adiada. Idosos: a capacidade de conjugar permanece inalterada. Foi descrito um aumento na semivida de eliminação do paracetamol.

5.3. Dados de segurança pré-clínica

Em doses terapêuticas, o paracetamol não tem efeitos tóxicos e apenas causa necrose hepática centrolobular com doses muito elevadas em animais e em seres humanos. Além disso, em doses muito elevadas, o paracetamol provoca metahemoglobinemia e hemólise oxidativa em cães, gatos e muito raramente em humanos.

Estudos de toxicidade crónica, subcrónica e aguda, realizados em ratos e ratinhos, mostraram lesões gastrointestinais, alterações na contagem sanguínea, degeneração hepática e do parênquima renal, incluindo necrose. Por um lado, as causas dessas mudanças foram atribuídas ao mecanismo de ação e, por outro lado, ao metabolismo do paracetamol. Também foi demonstrado em seres humanos, que os metabolitos parecem causar os efeitos tóxicos e as correspondentes alterações nos órgãos. Além disso, foram descritos casos muito raros de hepatite crónica agressiva reversível os muito raros de hepatite crónica agressiva reversível durante a utilização prolongada (por exemplo, 1 ano), com doses terapêuticas. Em caso de doses subtóxicas, os sinais de intoxicação podem aparecer até 3 semanas após o tratamento. Portanto, o paracetamol não deve ser tomado por longos períodos de tempo, nem em doses elevadas. Pesquisas adicionais não mostraram evidência de risco genotóxico significativo do paracetamol em doses terapêuticas, isto é, doses não tóxicas. Estudos de longo prazo em ratos e ratinhos não mostraram evidência de tumores com doses não hepatotóxicas de paracetamol.

Não estão disponíveis dados pré-clínicos resultantes de estudos convencionais, que utilizem as normas atualmente aceites, de toxicidade reprodutiva e do desenvolvimento.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1. Lista dos excipientes

Propilenoglicol (E1520) Macrogol Povidona Sorbitol líquido (não cristalizável) (E420) Caramelo de sulfito de amónia (E150-d) Masking SC274292, contém: Sucralose Maltodextrina (batata) Glicirrizinato de amónio Neohesperidina di-hidrochalcone Essência de laranja (contém etanol) Ácido cítrico mono-hidratado (para ajuste do pH) Água purificada

6.2. Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3. Prazo de validade

30 meses

6.4. Precauções especiais de conservação

Conservar a temperatura inferior a 30 ºC.

6.5. Natureza e conteúdo do recipiente

Saquetas de alumínio (poliéster/alumínio/polietileno, poliéster e polietileno) seladas a quente. Dolostop 500 mg: Disponível em embalagens contendo 10 ou 20 saquetas com 10 ml de solução. Dolostop 1 g: Disponível em embalagens contendo 10 saquetas com 10 ml de solução.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6. Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

PharmaKERN Portugal - Produtos Farmacêuticos, Sociedade Unipessoal, Lda. Av. do Forte, n.º 3, Edif. Suécia I, Piso 0, salas 1.04 e 1.29 2794-038 Carnaxide Portugal

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

N.º de registo: 5745534 - 10 saquetas contendo 10 ml de solução oral (500 mg), saquetas de alumínio N.º de registo: 5745542 - 20 saquetas contendo 10 ml de solução oral (500 mg), saquetas de alumínio N.º de registo: 5745526 - 10 saquetas contendo 10 ml de solução oral (1 g), saquetas de alumínio

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 23 de março de 2018 Data da última renovação:

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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Respostas geradas automaticamente a partir do folheto informativo oficial deste medicamento. Não substituem, em caso algum, o parecer do seu farmacêutico ou do seu médico. Em caso de emergência, ligue 112.