Duloxetina Teva MG
FOLHETO INFORMATIVO Folheto informativo: Informação para o doente
Duloxetina Teva 60 mg cápsulas gastrorresistentes duloxetina
Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento, pois contém informação importante para si. – Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente. – Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico. – Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença. – Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.
O que contém este folheto:
1. O que é Duloxetina Teva e para que é utilizado
2. O que precisa de saber antes de tomar Duloxetina Teva
3. Como tomar Duloxetina Teva
4. Efeitos indesejáveis possíveis
5. Como conservar Duloxetina Teva
6. Conteúdo da embalagem e outras informações
1. O que é Duloxetina Teva e para que é utilizado
Duloxetina Teva contém a substância ativa duloxetina. Duloxetina Teva aumenta os níveis de serotonina e noradrenalina no sistema nervoso.
Duloxetina Teva é utilizada em adultos para tratar: • depressão • perturbação da ansiedade generalizada (sentimento crónico de ansiedade ou nervosismo) • dor neuropática do diabético (geralmente descrita como ardente, cortante, penetrante, aguda ou dolorosa ou semelhante a um choque elétrico. Pode ocorrer perda de sensibilidade na área afetada ou sensações em que o toque, o calor, o frio ou a pressão podem causar dor)
Na maioria das pessoas com depressão ou ansiedade, Duloxetina Teva começa a fazer efeito duas semanas após o início do tratamento, mas pode levar 2-4 semanas até se sentir melhor. Se não se sentir melhor ou piorar após este período, tem de consultar o médico. O seu médico pode continuar a dar-lhe Duloxetina Teva mesmo quando se sentir melhor, de modo a evitar que a depressão ou a ansiedade voltem.
Na maioria das pessoas com dor neuropática do diabético, pode levar algumas semanas até se sentir melhor. Fale com o seu médico se não se sentir melhor após 2 meses.
2. O que precisa de saber antes de tomar Duloxetina Teva
Não tome Duloxetina Teva se: • tem alergia à duloxetina ou a qualquer outro componente deste medicamento (listados na secção 6) • tiver doença de fígado • tiver doença nos rins, grave • está a tomar ou tomou nos últimos 14 dias um outro medicamento chamado inibidor da monoamina oxidase (IMAO) (ver “Outros medicamentos e Duloxetina Teva”) • estiver a tomar fluvoxamina, habitualmente utilizada para tratar a depressão, ciprofloxacina ou enoxacina, habitualmente utilizadas para tratar algumas infeções • estiver a tomar outros medicamentos contendo duloxetina (ver “Outros medicamentos e Duloxetina Teva”)
Fale com o seu médico se sofrer de tensão arterial alta ou doença cardíaca. O seu médico informá-lo-á se deve ou não tomar Duloxetina Teva.
Advertências e precauções
Duloxetina Teva pode não ser adequada para si devido às razões abaixo indicadas. Fale com o seu médico antes de tomar Duloxetina Teva se: • estiver a tomar medicamentos para a depressão (ver “Outros medicamentos e Duloxetina Teva”) • estiver a fazer um tratamento à base de plantas contendo Hipericão (Hypericum perforatum) • tiver doença nos rins • tiver história de episódios convulsivos (convulsões) • tiver tido mania • tiver doença bipolar • tiver problemas oculares tais como alguns tipos de glaucoma (pressão ocular elevada) • tiver história de hemorragias (tendência para desenvolver nódoas negras), especialmente se estiver grávida ou a amamentar (ver Gravidez e amamentação) • estiver em risco de ter baixos níveis de sódio (por exemplo, se estiver a tomar diuréticos, especialmente se for idoso) • estiver atualmente a ser tratado com outro medicamento que possa causar danos no fígado • estiver a tomar outros medicamentos que contenham duloxetina (ver “Outros medicamentos e Duloxetina Teva”)
Duloxetina Teva pode causar uma sensação de agitação ou incapacidade de se manter sentado ou quieto. Deve informar o seu médico no caso de isto acontecer consigo. Se tiver sinais e sintomas de agitação, alucinações, perda de coordenação, batimento cardíaco acelerado, aumento da temperatura corporal, alterações rápidas na tensão arterial, reflexos hiperativos, diarreia, coma, náuseas, vómitos, pois poderá estar a sofrer de síndrome da serotonina. Na sua forma mais grave, a síndrome da serotonina pode assemelhar-se a síndrome maligna dos neurolépticos (SMN). Os sinais e sintomas de SMN poderão incluir uma combinação de febre, batimento cardíaco acelerado, suores, rigidez muscular grave, confusão, aumento das enzimas musculares (determinado por uma análise ao sangue). Medicamentos como a Duloxetina Teva (também chamados ISRSs/ISRNs) podem causar sintomas de disfunção sexual (ver secção 4). Em alguns casos, estes sintomas continuaram depois de terminar o tratamento. Pensamentos suicidas e agravamento da sua depressão ou ansiedade Se estiver deprimido ou tiver perturbações de ansiedade pode ter algumas vezes pensamentos de automutilação ou de suicídio. Estes podem aumentar quando começa a tomar antidepressivos pela primeira vez, dado que estes medicamentos levam todos algum tempo a fazer efeito, habitualmente duas semanas, às vezes mais. Terá mais probabilidades de vir a pensar assim se: • já tiver tido anteriormente pensamentos suicidas ou de automutilação • for um jovem adulto. Informações de ensaios clínicos demonstraram um aumento do risco de comportamentos suicidas em adultos com idade inferior a 25 anos, com doenças psiquiátricas tratados com um antidepressivo
Se nalguma ocasião tiver tido pensamentos de automutilação ou de suicídio, contacte o seu médico ou dirija-se imediatamente ao hospital.
Pode achar útil contar a um parente ou a um amigo próximo que se sente deprimido ou que sofre de ansiedade e pedir-lhes para ler este folheto informativo. Pode pedir-lhes para lhe dizerem se a sua depressão ou ansiedade está a piorar ou se estão preocupados com alterações no seu comportamento.
Crianças e adolescentes com menos de 18 anos de idade Duloxetina Teva não deve ser utilizada por crianças e adolescentes com menos de 18 anos de idade. Também deve saber que os doentes com menos de 18 anos têm um risco acrescido de
efeitos indesejáveis, tais como tentativa de suicídio, ideias de suicídio e hostilidade
(predominantemente agressividade, comportamentos de oposição e cólera) quando tomam este tipo de medicamentos. Apesar disto, o seu médico pode prescrever Duloxetina Teva a doentes com menos de 18 anos de idade, quando decidir que é o melhor para o doente. Se o seu médico prescreveu Duloxetina Teva a um doente com menos de 18 anos de idade e quiser discutir isto, por favor volte a falar com o seu médico. Deve informar o seu médico se algum dos sintomas atrás referidos se vier a desenvolver ou a agravar quando doentes com menos de 18 anos de idade estiverem a tomar Duloxetina Teva. Além disso, a segurança a longo prazo relativa aos
efeitos sobre o crescimento, desenvolvimento da maturidade, desenvolvimento cognitivo e
comportamental de duloxetina neste grupo etário, ainda não foi demonstrada. Outros medicamentos e Duloxetina Teva Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, tiver tomado recentemente ou se vier a tomar outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.
O componente ativo de Duloxetina Teva, a duloxetina, é utilizado noutros medicamentos para outras doenças: • dor neuropática do diabético, depressão, ansiedade e incontinência urinária.
Não deve tomar mais do que um destes medicamentos ao mesmo tempo. Consulte o seu médico no caso de estar a tomar outros medicamentos que contenham duloxetina.
O seu médico deve decidir se pode tomar Duloxetina Teva com outros medicamentos. Não comece ou pare de tomar qualquer medicamento, incluindo os que comprou sem receita médica e outros de origem natural, antes de consultar o seu médico.
Também deve informar o seu médico se estiver a tomar algum dos medicamentos seguintes:
Inibidores da monoamina oxidase (IMAO): Não deve tomar Duloxetina Teva se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente (nos últimos 14 dias), outros antidepressivos, denominados Inibidores da monoamina oxidase (IMAOs). Exemplos de IMAOs incluem moclobemida (um antidepressivo) e linezolida (um antibiótico). A utilização de um IMAO juntamente com muitos medicamentos sujeitos a receita médica, incluindo Duloxetina Teva, pode causar efeitos indesejáveis graves ou até mesmo colocar a vida em perigo. Deve esperar pelo menos 14 dias após ter parado de tomar um IMAO antes de começar a tomar Duloxetina Teva. Deve esperar também pelo menos 5 dias após ter parado Duloxetina Teva antes de começar a tomar um IMAO. Medicamentos que podem causar sonolência: Estes poderão incluir medicamentos receitados pelo seu médico, incluindo benzodiazepinas, medicamentos fortes para as dores, antipsicóticos, fenobarbital e anti-histamínicos.
Medicamentos que aumentam os níveis de serotonina: Triptanos, tramadol, buprenorfina, triptofano, inibidores seletivos da recaptação da serotonina ISRSs (tais como a paroxetina e a fluoxetina), ISRNs (tais como a venlafaxina), antidepressivos tricíclicos (tais como a clomipramina e amitriptilina), petidina, hipericão e IMAOs (tais como a moclobemida e a linezolida). Estes medicamentos aumentam o risco de efeitos indesejáveis; se tiver algum sintoma pouco comum quando estiver a tomar algum destes medicamentos juntamente com Duloxetina Teva, deve consultar o seu médico.
Anticoagulantes orais ou antiagregantes plaquetários: Medicamentos que aumentam a fluidez do sangue ou que evitam a coagulação do sangue. Estes medicamentos podem aumentar o risco de hemorragia.
Duloxetina Teva com alimentos, bebidas e álcool Deve ter cuidado se beber álcool quando estiver a ser tratado com Duloxetina Teva. Gravidez e amamentação Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento. • Informe o seu médico se ficar grávida ou se estiver a pensar engravidar, enquanto estiver a tomar Duloxetina Teva. Só deve tomar Duloxetina Teva depois de discutir com o seu médico os potenciais benefícios e os potenciais riscos para o bebé.
• Certifique-se que a sua parteira e/ou médico sabem que está a tomar Duloxetina Teva. Quando tomados durante a gravidez, medicamentos semelhantes (ISRSs) podem aumentar o risco de uma situação grave nos bebés chamada hipertensão pulmonar persistente do recém-nascido (HPPN), que faz com que o bebé respire mais rapidamente e que pareça “azulado”. Estes sintomas começam habitualmente durante as primeiras 24 horas após o nascimento. Se isto acontecer ao seu bebé deverá contactar a sua parteira e/ou o seu médico imediatamente.
• Se tomar Duloxetina Teva próximo do final da gravidez, o seu bebé pode ter alguns sintomas quando nascer. Estes começam habitualmente à nascença ou dentro de alguns dias após o nascimento. Estes sintomas podem incluir músculos flácidos, tremores, nervosismo, não se alimentar adequadamente, problemas em respirar e convulsões. Se o seu bebé tiver algum destes sintomas quando nascer ou se ficar preocupada com a saúde do seu bebé, deve aconselhar-se com o seu médico ou parteira. • Se tomar Duloxetina Teva próximo do final da gravidez pode existir um risco aumentado de hemorragia vaginal abundante pouco depois do parto, em especial se tiver história de doenças hemorrágicas. O seu médico ou especialista em enfermagem de saúde materna e obstétrica devem ter conhecimento de que está a tomar Duloxetina Teva, para que a possam aconselhar. Os dados disponíveis sobre o uso de duloxetina durante os primeiros três meses de gravidez não mostram um risco aumentado de defeitos congénitos em geral na criança. Se Duloxetina Teva for tomado durante a segunda metade da gravidez, pode haver um risco aumentado de que o bebé nasça prematuramente (mais 6 bebés prematuros por cada 100 mulheres que tomarem Duloxetina Teva na segunda metade da gravidez), principalmente entre as semanas 35 e 36 de gravidez. • Informe o seu médico se estiver a amamentar. Não se recomenda o uso de Duloxetina Teva enquanto estiver a amamentar. Deve consultar o seu médico ou farmacêutico.
Condução de veículos e utilização de máquinas Duloxetina Teva pode fazê-lo sentir-se com sono ou tonto. Não conduza nem utilize ferramentas ou máquinas antes de saber o efeito que Duloxetina Teva tem em si.
Duloxetina Teva contém sacarose Duloxetina Teva contém sacarose. Se foi informado pelo seu médico que tem intolerância a alguns açúcares, contacte-o antes de tomar este medicamento.
3. Como tomar Duloxetina Teva
Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.
Depressão e dor neuropática do diabético: A dose habitual de Duloxetina Teva é 60 mg uma vez ao dia, mas o seu médico pode receitar-lhe a dose que for mais indicada para si.
Perturbação da ansiedade generalizada: A dose inicial habitual de Duloxetina Teva é 30 mg uma vez por dia após a qual a maioria dos doentes passará a fazer 60 mg uma vez por dia, mas o seu médico receitar-lhe-á a dose que for mais indicada para si. A dose pode ser ajustada até 120 mg por dia com base na sua resposta à Duloxetina Teva.
Duloxetina Teva é para uso oral. Deve engolir a cápsula inteira com água. Duloxetina Teva pode ser tomada com ou sem alimentos.
Para não se esquecer de tomar Duloxetina Teva, tome-a sempre todos os dias à mesma hora.
Fale com o seu médico, para saber durante quanto tempo deve tomar Duloxetina Teva. Não deixe de tomar Duloxetina Teva nem altere a dose sem falar com o seu médico. É importante tratar a sua doença adequadamente para o ajudar a melhorar. Se não se tratar, a sua doença pode não desaparecer, pode agravar-se e ser mais difícil de tratar.
Se tomar mais Duloxetina Teva do que deveria Avise imediatamente o seu médico ou farmacêutico se tiver tomado mais do que a quantidade de Duloxetina Teva indicada pelo seu médico. Os sintomas de sobredosagem incluem sonolência, coma, síndrome da serotonina (uma reação rara que pode causar sentimentos de grande felicidade, sonolência, inépcia, agitação, sensação de estar embriagado, febre, sudação ou músculos rígidos), desmaios, vómitos e batimentos cardíacos rápidos.
Caso se tenha esquecido de tomar Duloxetina Teva Se se esquecer de tomar uma dose, tome-a assim que se lembrar. No entanto, se estiver na altura da próxima dose, não tome a dose que se esqueceu e tome apenas a dose habitual. Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar. Não tome mais do que o total da dose diária de Duloxetina Teva que lhe foi receitada. Se parar de tomar Duloxetina Teva NÃO deixe de tomar as cápsulas sem o conselho do seu médico, mesmo que se sinta melhor. Se o seu médico achar que já não precisa de Duloxetina Teva, pedir-lhe-á para reduzir a dose durante pelo menos, 2 semanas antes de interromper completamente o tratamento.
Alguns doentes que pararam subitamente de tomar duloxetina tiveram os seguintes sintomas: • tonturas, sensação de formigueiro, como agulhas e alfinetes ou sensação de choques elétricos (especialmente na cabeça), distúrbios do sono (sonhos fortes, pesadelos, insónia), fadiga, sonolência, sentir-se inquieto ou agitado, sentir-se ansioso, enjoos (náuseas) ou estar enjoado (vómitos), estremecimento (tremores), dores de cabeça, dores nos músculos, sentir-se agitado, diarreia, sudação excessiva ou vertigens.
Estes sintomas habitualmente não são graves e desaparecem dentro de alguns dias, mas se tiver sintomas que lhe causem problemas, deve consultar o seu médico.
Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.
4. Efeitos indesejáveis possíveis
Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se manifestam em todas as pessoas. Estes efeitos são normalmente ligeiros a moderados e desaparecem em poucas semanas.
Efeitos indesejáveis muito frequentes (podem afetar mais do que 1 em cada 10 pessoas)
• dores de cabeça, sonolência • sentir-se enjoado (náuseas), boca seca
Efeitos indesejáveis frequentes (podem afetar até 1 em cada 10 pessoas)
• falta de apetite • problemas em dormir, sentir-se agitado, diminuição do desejo sexual, ansiedade, ausência ou dificuldade em atingir o orgasmo, sonhos anormais • tonturas, sentir-se lento, tremores, dormência, incluindo picadas ou sensação de formigueiro na pele • visão turva • acufenos (perceção de sons dentro do ouvido quando não há sons exteriores) • sentir o coração a bater no peito, • aumento da tensão arterial, rubor • aumento dos bocejos • prisão de ventre, diarreia, dores de estômago, sentir-se enjoado (vómitos), azia ou indigestão, gases • aumento da sudação, erupção na pele (com comichão) • dor muscular, espasmo muscular • dor ao urinar, urinar com frequência • problema em conseguir uma ereção, alterações da ejaculação • quedas (mais comuns nos idosos), fadiga • perda de peso
Crianças e adolescentes com menos de 18 anos de idade com depressão tratadas com este medicamento tiveram perda de peso ao tomar este medicamento pela primeira vez. O peso aumentou até igualar as crianças e adolescentes da mesma idade e sexo, após seis meses de tratamento.
Efeitos indesejáveis pouco frequentes (pode afetar até 1 em cada 100 pessoas)
• inflamação da garganta que causa voz rouca • pensamentos suicidas, dificuldade em dormir, ranger ou cerrar os dentes, sentir-se desorientado, falta de motivação • movimentos súbitos e involuntários dos músculos ou contrações musculares, sensação de inquietação ou incapacidade de se manter sentado ou quieto, sentir-se nervoso, dificuldade de concentração, alterações do paladar, dificuldade em controlar os movimentos, p. ex. falta de coordenação ou movimentos involuntários dos músculos, síndrome das pernas inquietas, pouca qualidade do sono • pupilas dilatadas (a parte escura no centro do olho), problemas de visão • sensação de tonturas ou “cabeça a andar à roda” (vertigens), dores de ouvidos • ritmo cardíaco rápido e/ou irregular • desmaios, tonturas, sensação de “cabeça vazia” ou desmaios quando está em pé, dedos das mãos ou dos pés frios • aperto na garganta, hemorragias nasais • vomitar sangue, sangue nas fezes ou fezes pretas, gastroenterite, soluços, dificuldade em engolir • inflamação do fígado que pode causar dor abdominal e coloração amarelada da pele e da parte branca dos olhos • suores noturnos, urticária, suores frios, sensibilidade à luz solar, tendência acrescida para nódoas negras • contração muscular, rigidez muscular • dificuldade ou incapacidade em urinar, dificuldade em começar a urinar, necessidade de urinar durante a noite, necessidade de urinar mais do que o normal, diminuição do fluxo urinário • hemorragias vaginais anormais, períodos menstruais anormais, incluindo períodos abundantes, dolorosos, irregulares ou prolongados, períodos pouco abundantes ou falhas no período menstrual não habituais, dor nos testículos ou no escroto. • dor no peito, sentir frio, sede, arrepios, sentir calor, marcha anormal • aumento de peso • duloxetina pode provocar efeitos dos quais pode não estar consciente, tais como, aumento das enzimas hepáticas ou dos níveis de potássio no sangue, creatinina fosfoquinase, açúcar ou colesterol no sangue.
Efeitos indesejáveis raros (podem afetar até 1 em cada 1.000 pessoas)
• reações alérgicas graves que podem causar dificuldade em respirar ou tonturas com inchaço da língua ou dos lábios, reações alérgicas • diminuição da atividade da glândula tiroide, que pode causar cansaço ou aumento de peso • desidratação, níveis baixos de sódio no sangue (principalmente nos idosos; os sintomas podem incluir sentir-se tonto, fraco, confuso, ensonado ou muito cansado ou sentir-se ou ficar enjoado, sintomas mais graves são os desmaios, convulsões ou quedas), síndrome de secreção inapropriada da hormona antidiurética (SIHAD) • comportamento suicida, mania (hiperatividade, pensamentos rápidos e diminuição da necessidade de dormir), alucinações, agressão e raiva • “síndrome da serotonina” (uma reação rara que pode causar sentimentos de euforia, sonolência, descoordenação, agitação, sensação de estar embriagado, febre, sudação ou rigidez muscular), convulsões • pressão aumentada no olho (glaucoma) • tosse, sibilos e falta de ar, que podem ser acompanhados por temperatura elevada • inflamação da boca, perder sangue vivo nas fazes, mau hálito, inflamação do intestino grosso (levando a diarreia) • falência hepática, coloração amarelada da pele e da parte branca dos olhos (icterícia) • síndrome de Stevens-Johnson (doença grave com “bolhas” na pele, boca, olhos e genitais), reação alérgica grave que causa inchaço da face ou da garganta (angioedema) • contração do maxilar • odor anormal da urina • sintomas de menopausa, produção anormal de leite no homem ou na mulher • Hemorragia vaginal abundante pouco depois do parto (hemorragia pós-parto)
Efeitos indesejáveis muito raros (podem afetar até 1 em cada 10.000 pessoas)
• inflamação dos vasos sanguíneos na pele (vasculite cutânea)
Frequência desconhecida (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis) • sinais e sintomas de uma condição chamada “cardiomiopatia de stress” que poderá incluir dor no peito, falta de ar, tonturas, desmaio, batimento cardíaco irregular.
Comunicação de efeitos indesejáveis Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente ao INFARMED, I.P. através dos contactos abaixo. Ao comunicar
efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste
medicamento.
Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]
5. Como conservar Duloxetina Teva
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.
Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem exterior, rótulo e blister após “EXP”. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.
Não conservar acima de 25°C.
Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.
6. Conteúdo da embalagem e outras informações
Qual a composição de Duloxetina Teva
A substância ativa é duloxetina. Cada cápsula contém cloridrato de duloxetina equivalente a 60 mg de duloxetina.
Os outros componentes são: Conteúdo da cápsula: esferas de açúcar (sacarose, amido de milho), ftalato de hipromelose, hipromelose, citrato de trietilo, hidroxipropilcelulose, talco.
Invólucro da cápsula 60 mg: hipromelose (E464), dióxido de titânio (E171), óxido de ferro preto (E172), tinta de impressão.
Tinta de impressão contém: shellac, propilenoglicol, solução de amónia concentrada, óxido de ferro preto (E172), hidróxido de potássio.
Qual o aspeto de Duloxetina Teva e conteúdo da embalagem Duloxetina Teva é uma cápsula gastrorresistente. Cada cápsula de Duloxetina Teva contém esferas de cloridrato de duloxetina com um revestimento que as protege do ácido do estômago.
Duloxetina Teva está disponível em duas dosagens: 30 mg e 60 mg.
As cápsulas de 60 mg têm um corpo cinzento opaco impresso com ‘DLX 60’ e uma cabeça branca opaca impressa com ‘DLX 60’, comprimento 20 mm.
Duloxetina Teva 60 mg está disponível em: – Frascos de plástico (HDPE) com tampa com rosca contendo um exsicante (sílica gel) em embalagem de 100 cápsulas. – Blisters (OPA/Alumínio /PVC-Alumínio) em embalagens de 14, 28, 30, 56, 98 e 100 cápsulas.
É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações. Titular da Autorização de Introdução no Mercado Teva Pharma – Produtos Farmacêuticos, Lda Lagoas Park, Edifício 5-A, Piso 2, 2740-245 Porto Salvo, Portugal
Fabricantes Balkanpharma-Dupnitsa AD 3 Samokovsko Shosse Str. Dupnitsa 2600 Bulgária
Este medicamento encontra-se autorizado nos Estados Membros do Espaço Económico Europeu (EEE) com os seguintes nomes:
SE – Duloxetine Teva B.V. DE – Duloxetin AbZ 30/60 mg magensaftresistente Hartkapseln ES – Duloxetina Teva-ratio 30 mg cápsulas duras gastrorresistentes EFG PT – Duloxetina Teva
Para quaisquer informações sobre este medicamento, queira contactar o representante local do Titular da Autorização de Introdução no Mercado: Este folheto foi revisto pela última vez em fevereiro 2025. Código QR e URL
Outras fontes de informação
<A última informação aprovada [adicionar o tipo de informação, por exemplo informação do produto, material educacional, vídeo, etc.] sobre este medicamento está disponível através da digitalização [o código QR] [outro código de barras bidimensional (2D)] [Comunicação de campo próximo (NFC)] incluída no <FI> <embalagem exterior> com um smarthphone/dispositivo. A mesma informação está também disponível no seguinte URL: [URL a ser incluído] <e no site do <INFARMED, I.P >>
Apenas URL
<Outras fontes de informação>
<As informações mais recentes aprovadas sobre este medicamento estão disponíveis no seguinte URL: [URL a ser incluído] <e no site do <INFARMED, I.P >>
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⚕Para profissionais — Resumo das Características do Medicamento (RCM)Ficha técnica completa: posologia, interações, contraindicações, advertências+
30-09-2024
30-09-2024
1. NOME DO MEDICAMENTO
Duloxetina Teva 30 mg cápsulas gastrorresistentes Duloxetina Teva 60 mg cápsulas gastrorresistentes
2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA
Cada cápsula contém cloridrato de duloxetina equivalente a 30 mg de duloxetina. Cada cápsula contém cloridrato de duloxetina equivalente a 60 mg de duloxetina.
Excipiente com efeito conhecido Cada cápsula de 30 mg contém 101 mg de sacarose. Excipiente com efeito conhecido Cada cápsula de 60 mg contém 201 mg de sacarose.
3. FORMA FARMACÊUTICA
Cápsula gastrorresistente.
As cápsulas de 30 mg têm um corpo cinzento opaco impresso com ‘DLX 30’ e uma cabeça azul opaca impressa com ‘DLX 30’, comprimento 18 mm. As cápsulas de 60 mg têm um corpo cinzento opaco impresso com ‘DLX 60’ e uma cabeça branca opaca impressa com ‘DLX 60’, comprimento 20 mm.
4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS
4.1. Indicações terapêuticas
Tratamento da perturbação depressiva major. Tratamento da dor neuropática periférica do diabético. Tratamento da perturbação da ansiedade generalizada.
Duloxetina Teva é indicada em adultos. Para mais informações, ver secção 5.1.
4.2. Posologia e modo de administração
Posologia
Perturbação depressiva major A posologia inicial e de manutenção recomendada é 60 mg uma vez por dia, com ou sem alimento. Em ensaios clínicos foi avaliada a segurança de doses superiores a 60 mg, uma vez por dia, até uma dose máxima de 120 mg por dia. Contudo, não existe evidência clínica que sugira que os doentes que não respondem à dose inicial recomendada possam beneficiar de uma titulação de dose superior.
A resposta terapêutica é habitualmente obtida após 2-4 semanas de tratamento. 30-09-2024
Após consolidação da resposta antidepressiva, deve continuar-se o tratamento durante vários meses, de modo a evitar a recaída. Em doentes que respondem à duloxetina e com história de episódios recorrentes de depressão major, pode considerar-se outro tratamento a longo prazo com uma dose de 60 a 120 mg/dia.
Perturbação da ansiedade generalizada A dose inicial recomendada nos doentes com perturbação da ansiedade generalizada é 30 mg uma vez por dia com ou sem alimentos. Em doentes com resposta insuficiente, a dose deverá ser aumentada para 60 mg, a dose habitual de manutenção na maioria dos doentes.
Em doentes com perturbação depressiva major comórbida, a dose inicial e a dose de manutenção é 60 mg uma vez por dia (ver também a posologia recomendada acima).
Doses até 120 mg por dia demonstraram ser eficazes e foram avaliadas do ponto de vista da segurança em ensaios clínicos. Em doentes com resposta insuficiente aos 60 mg, pode portanto ser considerado um aumento da dose até aos 90 mg ou 120 mg. O aumento da dose deve ser feito com base na resposta clínica e na tolerabilidade.
Após consolidação da resposta, recomenda-se a continuação do tratamento durante vários meses, de forma a evitar as recaídas.
Dor neuropática periférica do diabético A posologia inicial e de manutenção recomendada é 60 mg por dia independentemente das refeições. Em ensaios clínicos, doses superiores a 60 mg uma vez por dia até uma dose máxima de 120 mg por dia administradas em doses divididas uniformemente, foram avaliadas relativamente à segurança. As concentrações de duloxetina no plasma mostraram uma grande variabilidade entre indivíduos (ver secção 5.2). Assim, alguns doentes que não responderam à dose de 60 mg poderão beneficiar de uma dose mais alta.
A resposta ao tratamento deve ser avaliada após dois meses. Em doentes com uma resposta inicial inadequada, é pouco provável que haja uma resposta após este período de tempo.
O benefício terapêutico deve ser regularmente reavaliado (pelo menos cada três meses) (ver secção 5.1).
Populações especiais
Idosos Não se recomenda ajuste posológico em doentes idosos apenas com base na idade. No entanto, tal como com qualquer medicamento, o tratamento de idosos deve ser feito com precaução, especialmente com duloxetina 120 mg por dia na perturbação depressiva major ou na perturbação da ansiedade generalizada, para a qual existem dados limitados (ver secções 4.4 e 5.2).
Compromisso hepático Duloxetina Teva não pode ser utilizada em doentes com doença hepática que resulte em compromisso hepático (ver secções 4.3 e 5.2). 30-09-2024
Compromisso renal Não é necessário ajuste posológico em doentes com insuficiência renal ligeira ou moderada (depuração da creatinina 30 a 80 ml/min). Duloxetina Teva não pode ser utilizada em doentes com compromisso renal grave (depuração da creatinina < 30 ml/min; ver secção 4.3).
População pediátrica Duloxetina Teva não deve ser utilizada em crianças e adolescentes com menos de 18 anos de idade no tratamento da perturbação depressiva major, devido a preocupações com a segurança e eficácia (ver secções 4.4, 4.8 e 5.1). A segurança e eficácia da duloxetina no tratamento da ansiedade generalizada em doentes pediátricos com idade entre os 7-17 anos não foram ainda estabelecidas. Os dados disponíveis atualmente estão descritos nas secções 4.8, 5.1 e 5.2.
A segurança e a eficácia da duloxetina no tratamento da dor neuropática periférica do diabético não foram estudadas. Não existem dados disponíveis.
Interrupção do tratamento Uma interrupção repentina deve ser evitada. Quando se interromper o tratamento com Duloxetina Teva, deve reduzir-se gradualmente a dose, durante pelo menos uma ou duas semanas, de modo a reduzir o risco de reações de privação (ver secções 4.4 e 4.8). No caso de ocorrerem sintomas intoleráveis após uma diminuição da dose ou após interrupção do tratamento, deve considerar-se a readministração da dose anteriormente prescrita. Subsequentemente, o médico pode continuar a diminuir a dose duma forma mais gradual.
Modo de administração Via oral. As cápsulas devem ser engolidas inteiras.
4.3. Contraindicações
Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1.
Duloxetina Teva não deve ser utilizada em combinação com inibidores da monoamina oxidase (IMAO) não seletivos irreversíveis (ver secção 4.5).
Doença hepática resultante em compromisso hepático (ver secção 5.2).
Duloxetina Teva não deve ser usada em combinação com fluvoxamina, ciprofloxacina ou enoxacina (inibidores potentes do CYP1A2), dado que esta combinação resulta em elevadas concentrações plasmáticas de duloxetina (ver secção 4.5).
Compromisso renal grave (depuração da creatinina < 30 ml/min) (ver secção 4.4).
Em doentes com hipertensão não controlada, iniciar o tratamento com Duloxetina Teva está contraindicado, uma vez que poderá expor os doentes a um risco potencial de crise hipertensiva (ver secções 4.4 e 4.8). 30-09-2024
4.4. Advertências e precauções especiais de utilização
Mania e convulsões Duloxetina Teva deve ser usada com precaução em doentes com história de mania ou diagnóstico de doença bipolar e/ou episódios convulsivos.
Midríase Foi notificada midríase em associação com a duloxetina; por esta razão, recomenda-se precaução quando se prescreve Duloxetina Teva a doentes com pressão intraocular aumentada ou em risco de glaucoma agudo de ângulo fechado.
Tensão arterial e ritmo cardíaco Nalguns doentes a duloxetina tem sido associada a um aumento da tensão arterial e a hipertensão clinicamente significativa. Este facto pode ser devido ao efeito noradrenérgico da duloxetina. Têm sido notificadas crises hipertensivas com duloxetina, principalmente em doentes com hipertensão pré-existente. Assim, em doentes com história de hipertensão e/ou outras doenças cardíacas, recomenda-se que a tensão arterial seja monitorizada especialmente durante o primeiro mês de tratamento. A duloxetina deve ser utilizada com precaução em doentes cuja situação possa estar comprometida por um aumento do ritmo cardíaco ou por um aumento da tensão arterial. Deve-se também ter precaução quando se utiliza duloxetina com medicamentos que possam afetar o seu metabolismo (ver secção 4.5). Em doentes que tenham um aumento sustentado da tensão arterial durante o tratamento com duloxetina, deve considerar-se uma redução da dose ou a interrupção gradual da dose (ver secção 4.8). Em doentes com hipertensão não controlada, não se deverá iniciar o tratamento com duloxetina (ver secção 4.3).
Compromisso renal Em doentes com compromisso renal grave em hemodiálise (depuração da creatinina < 30 ml/min), verificou-se um aumento das concentrações plasmáticas de duloxetina. Para doentes com compromisso renal grave ver secção 4.3. Para informações em doentes com insuficiência renal ligeira a moderada ver secção 4.2.
Síndrome da serotonina/Síndrome maligna dos neurolépticos Tal como com outros medicamentos serotoninérgicos, a síndrome da serotonina ou a síndrome maligna dos neurolépticos (SMN), uma situação clínica com risco de vida, pode ocorrer durante o tratamento com duloxetina, particularmente na utilização concomitante com outros medicamentos serotoninérgicos (incluindo ISRSs, ISRNs, antidepressivos tricíclicos ou triptanos), com medicamentos que afetam o metabolismo da serotonina, tais como IMAOs ou com antipsicóticos ou outros antagonistas da dopamina que podem afetar os sistemas de neurotransmissão serotoninérgicos (ver secções 4.3 e 4.5).
Os sintomas da síndrome da serotonina podem incluir alterações do estado mental (por ex., agitação, alucinações, coma), instabilidade autonómica (por ex., taquicardia, pressão arterial lábil, hipertermia), aberrações neuromusculares (por ex., hiperreflexia, descoordenação motora) e/ou sintomas gastrointestinais (por ex., náuseas, vómitos, diarreia). A síndrome da serotonina na sua forma mais grave pode assemelhar-se à SMN, que inclui hipertermia, rigidez muscular, níveis elevados de creatina quinase sérica, instabilidade autonómica com possível flutuação rápida dos sinais vitais e alterações do estado mental. 30-09-2024
Se o tratamento concomitante com duloxetina e outros medicamentos serotoninérgicos/neurolépticos que podem afetar os sistemas de neurotransmissão serotoninérgicos e/ou dopaminérgicos for clinicamente justificado, aconselha-se uma observação cuidadosa do doente, particularmente no início do tratamento e no aumento da dose.
Hipericão A frequência de reações adversas pode aumentar durante a utilização concomitante de Duloxetina Teva com preparações à base de plantas que possuam na sua composição hipericão (Hypericum perforatum).
Suicídio Perturbação Depressiva Major e Perturbação da Ansiedade Generalizada: A depressão está associada a um risco acrescido de pensamentos suicidas, automutilação e suicídio (acontecimentos relacionados com suicídio). Este risco persiste até ocorrer uma remissão significativa dos sintomas. Dado que pode não ocorrer uma melhoria durante as primeiras semanas ou mais de tratamento, os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados até que essa melhoria ocorra. É do conhecimento clínico geral que o risco de suicídio pode aumentar nos primeiros tempos da recuperação.
Outras condições psiquiátricas para as quais Duloxetina Teva é prescrita podem também estar associadas a um risco aumentado de acontecimentos relacionados com suicídio. Além disso, estas condições podem ser comórbidas com perturbação depressiva major. As mesmas precauções observadas quando se tratam doentes com perturbação depressiva major devem por isso ser tidas em conta quando se tratarem doentes com outras perturbações psiquiátricas.
Doentes com história de acontecimentos relacionados com suicídio ou doentes que mostram um grau significativo de ideação suicida antes de começarem o tratamento correm maior risco de terem ideação suicida ou comportamento suicida, devendo por isso receber uma monitorização cuidadosa durante o tratamento. Uma meta-análise de ensaios clínicos controlados com placebo efetuados em doenças psiquiátricas com medicamentos antidepressivos mostrou um pequeno aumento do risco de comportamento suicida com antidepressivos, comparado com placebo em doentes com idade inferior a 25 anos.
Foram notificados casos de ideação suicida e comportamentos suicidas durante a terapêutica com duloxetina ou logo após interrupção do tratamento (ver secção 4.8).
Deve fazer-se uma estreita supervisão dos doentes, em particular daqueles com maior risco, devendo estes ser acompanhados durante a terapêutica com o medicamento, especialmente no início do tratamento e após alterações da dose. Os doentes (e todos os que lhes prestam cuidados) devem ser avisados sobre a necessidade de vigiar qualquer agravamento da situação clínica, comportamento ou pensamentos suicidas e alterações de comportamento pouco habituais e aconselhados a procurar imediatamente a ajuda do médico se estes sintomas aparecerem.
Dor neuropática periférica do diabético: Tal como com outros medicamentos com uma ação farmacológica semelhante (antidepressivos), foram notificados casos isolados de comportamentos suicidas e ideação suicida durante a terapêutica com duloxetina ou logo após interrupção do tratamento. Acerca dos fatores de risco de suicídio durante a depressão, ver acima. Os médicos 30-09-2024
devem encorajar os seus doentes a comunicarem quaisquer pensamentos ou sentimentos perturbadores que possam ter em qualquer momento do tratamento.
Utilização em crianças e adolescentes com menos de 18 anos de idade Duloxetina Teva não deve ser utilizada no tratamento de crianças e adolescentes com menos de 18 anos de idade. Comportamentos relacionados com suicídio (tentativas de suicídio e ideação suicida) e hostilidade (predominantemente agressão, comportamentos de oposição e cólera) foram observados com maior frequência em ensaios clínicos entre crianças e adolescentes tratados com antidepressivos comparativamente aos tratados com placebo. Se, apesar de tudo, com base na necessidade clínica for tomada a decisão de tratamento, o doente deve ser cuidadosamente vigiado para o aparecimento de sintomas de suicídio (ver secção 5.1). Além disso, não existem dados de segurança a longo prazo em crianças e adolescentes relativos ao crescimento, desenvolvimento da maturidade, desenvolvimento cognitivo e comportamental (ver secção 4.8).
Hemorragia Foram notificados casos de hemorragias anormais, tais como equimoses, púrpura e hemorragia gastrointestinal com inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRSs) e inibidores seletivos da recaptação da serotonina/noradrenalina (ISRNs), incluindo duloxetina. A duloxetina pode aumentar o risco de hemorragia pós-parto (ver secção 4.6). Recomenda-se precaução em doentes a tomar anticoagulantes e/ou medicamentos que afetam a função plaquetária (por ex., anti-inflamatórios não esteroides (AINE) ou ácido acetilsalicílico (ASA)) e em doentes com tendência hemorrágica conhecida.
Hiponatremia Foi notificada hiponatremia quando se administrou Duloxetina Teva, incluindo casos com níveis de sódio sérico inferiores a 110 mmol/l. A hiponatremia pode ser devida a uma síndrome de secreção inapropriada da hormona antidiurética (SIADH). A maioria dos casos de hiponatremia foram notificados em doentes idosos, especialmente quando associados a uma história recente ou situação de predisposição para uma alteração do equilíbrio de fluidos. É necessária precaução em doentes com risco elevado de hiponatremia, tais como doentes idosos, com cirrose ou desidratados ou doentes tratados com diuréticos.
Interrupção do tratamento São frequentes sintomas de privação quando o tratamento é interrompido, particularmente se for interrompido abruptamente (ver secção 4.8). Em ensaios clínicos, após a interrupção abrupta do tratamento, ocorreram acontecimentos adversos em aproximadamente 45% dos doentes tratados com duloxetina e 23% dos doentes tratados com placebo. O risco de sintomas de privação verificados com inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRSs) e inibidores seletivos da recaptação da noradrenalina (ISRNs) pode estar dependente de vários fatores, incluindo a duração do tratamento, a dose administrada e o grau de redução da dose. As reações mais frequentemente comunicadas estão listadas na secção 4.8. Geralmente estes sintomas são ligeiros a moderados, no entanto, em alguns doentes, podem ser graves em intensidade. Estes ocorrem habitualmente nos primeiros dias da interrupção do tratamento, mas ocorreram notificações muito raras destes sintomas em doentes que inadvertidamente se esqueceram de tomar uma dose. Estes sintomas são geralmente auto limitativos e resolvem-se habitualmente em duas semanas, embora se possam prolongar nalguns doentes (2-3 meses ou mais). Assim, quando se interromper o tratamento, aconselha-se 30-09-2024
que a dose de duloxetina seja gradualmente reduzida, durante pelo menos duas semanas, de acordo com as necessidades do doente (ver secção 4.2).
Idosos Os dados sobre a utilização de 120 mg de duloxetina em doentes idosos com episódios depressivos major e com perturbação da ansiedade generalizada são limitados. Assim, aconselha- se a ter precaução ao tratar doentes idosos com a dose máxima (ver secções 4.2 e 5.2).
Acatisia/agitação psicomotora O tratamento com duloxetina tem estado associado ao aparecimento de acatisia, caracterizada por uma agitação desagradável subjetiva ou perturbadora e por uma necessidade de se mexer com frequência acompanhada por uma incapacidade de se sentar ou manter quieto. Estes sintomas são mais suscetíveis de acontecerem durante as primeiras semanas de tratamento. Nos doentes que desenvolverem estes sintomas, pode ser prejudicial um aumento da dose.
Medicamentos que contêm duloxetina A duloxetina é usada sob marcas diferentes em várias indicações (tratamento da dor neuropática do diabético, perturbação depressiva major, perturbação da ansiedade generalizada e incontinência urinária de stress). O uso concomitante destes medicamentos deve ser evitado.
Hepatite/elevação das enzimas hepáticas Foram notificados com duloxetina casos de lesões hepáticas, incluindo elevações graves das enzimas hepáticas (> 10 vezes superiores ao limite normal), hepatite e icterícia (ver secção 4.8). Muitos deles ocorreram durante os primeiros meses de tratamento. O padrão de lesões hepáticas foi predominantemente hepatocelular. A duloxetina deve ser usada com precaução em doentes tratados ou a tomarem outros medicamentos que estejam associados a lesões hepáticas.
Disfunção sexual Os inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRSs) e inibidores seletivos da recaptação da serotonina/noradrenalina (ISRNs) podem causar sintomas de disfunção sexual (ver secção 4.8). Foram notificados casos de disfunção sexual prolongada nos quais os sintomas permaneceram, apesar da interrupção do tratamento com ISRSs/ISRN.
Excipientes Sacarose Doentes com problemas hereditários raros de intolerância à frutose, malabsorção de glucose- galactose ou insuficiência de sacarase-isomaltase, não devem tomar este medicamento.
4.5. Interações medicamentosas e outras formas de interação
Inibidores da monoamina oxidase (IMAOs) Devido ao risco de síndrome da serotonina, a duloxetina não deve ser usada em combinação com inibidores da monoaminoxidase não seletivos irreversíveis (IMAOs) ou, pelo menos, nos 14 dias após a interrupção do tratamento com um IMAO. Dada a semivida da duloxetina, devem passar pelo menos 5 dias após a interrupção do tratamento com Duloxetina Teva, antes de começar o tratamento com um IMAO (ver secção 4.3). 30-09-2024
Não se recomenda o uso concomitante de Duloxetina Teva com IMAOs seletivos reversíveis, como a moclobemida (ver secção 4.4). O antibiótico linezolida é um IMAO reversível não seletivo e não deve ser administrado a doentes tratados com Duloxetina Teva (ver secção 4.4).
Inibidores do CYP1A2 Uma vez que o CYP1A2 está envolvido no metabolismo da duloxetina, o uso concomitante de duloxetina com inibidores potentes do CYP1A2 pode resultar num aumento das concentrações da duloxetina. A fluvoxamina (100 mg uma vez por dia), um potente inibidor do CYP1A2, diminuiu a depuração plasmática aparente da duloxetina em cerca de 77% e aumentou 6 vezes a AUC0-t. Assim, não se deve administrar Duloxetina Teva em combinação com inibidores potentes do CYP1A2, tais como a fluvoxamina (ver secção 4.3).
Medicamentos que atuam no Sistema Nervoso Central (SNC) O risco da utilização de duloxetina em combinação com outros medicamentos ativos no SNC não foi sistematicamente avaliado, com exceção dos casos descritos nesta secção. Consequentemente, recomenda-se precaução na administração simultânea de Duloxetina Teva com outros medicamentos ou substâncias que atuem a nível central, incluindo álcool e sedativos (p.e. benzodiazepinas, morfinomiméticos, antipsicóticos, fenobarbital, anti-histamínicos sedativos).
Agentes serotoninérgicos Em casos raros, foi notificada a síndrome da serotonina em doentes a tomar ISRSs/ISRNs concomitantemente com agentes serotoninérgicos. Recomenda-se precaução ao utilizar concomitantemente Duloxetina Teva com agentes serotoninérgicos tais como os ISRSs, ISRNs, antidepressivos tricíclicos tais como a clomipramina ou a amitriptilina, IMAOs, tais como a moclobemida ou linezolida, hipericão (Hypericum perforatum) ou triptanos, tramadol, petidina e triptofano (ver secção 4.4).
Efeitos da duloxetina sobre outros medicamentos
Medicamentos metabolizados pelo CYP1A2 A farmacocinética da teofilina, um substrato do CYP1A2, não foi significativamente afetada pela administração concomitante da duloxetina (60 mg duas vezes por dia).
Medicamentos metabolizados pelo CYP2D6 A duloxetina é um inibidor moderado do CYP2D6. Quando se administrou uma dose de 60 mg de duloxetina duas vezes por dia com uma dose única de desipramina, um substrato do CYP2D6, a AUC da desipramina aumentou 3 vezes. A coadministração de duloxetina (40 mg duas vezes por dia) aumentou em 71%, a AUC no estado estacionário da tolterodina (2 mg duas vezes por dia), mas não afetou a farmacocinética do seu metabolito ativo 5-hidroxil, não sendo por isso necessário ajuste posológico. Recomenda-se precaução nos casos em que se verifique a administração concomitante de Duloxetina Teva com medicamentos predominantemente metabolizados pelo CYP2D6 (risperidona e antidepressivos tricíclicos, tais como, a nortriptilina, amitriptilina e imipramina), particularmente se tiverem uma estreita margem terapêutica (tais como a flecainida, a propafenona e o metoprolol).
Contracetivos orais e outros agentes esteroides Resultados de estudos in vitro demonstraram que a duloxetina não induz a atividade catalítica do CYP3A. Não foram efetuados estudos in vivo específicos de interação com outros medicamentos. 30-09-2024
Anticoagulantes e antiplaquetários Deve ter-se cuidado quando se administra duloxetina em combinação com anticoagulantes ou antiplaquetários devido a um possível risco aumentado de hemorragia, atribuível a uma interação farmacodinâmica. Além disso, foram notificados aumentos nos valores de INR quando se coadministrou duloxetina a doentes tratados com varfarina. No entanto, em voluntários saudáveis, a administração concomitante de duloxetina com varfarina em condições de estado de equilíbrio, como parte de um estudo de farmacologia clínica, não resultou numa alteração clinicamente significativa do INR inicial ou na farmacocinética da R-varfarina ou S-varfarina.
Efeitos de outros medicamentos na duloxetina Antiácidos e antagonistas H2 A coadministração de duloxetina com antiácidos que incluam na sua composição alumínio e magnésio ou a coadministração de duloxetina com famotidina não exerceu qualquer efeito significativo na taxa ou na extensão da absorção da duloxetina após a administração de uma dose oral de 40 mg.
Indutores do CYP1A2 Análises populacionais de farmacocinética demonstraram que os fumadores possuem concentrações de duloxetina no plasma quase 50% inferiores às dos não fumadores.
4.6. Fertilidade, gravidez e aleitamento
Gravidez Estudos em animais demonstraram toxicidade reprodutiva em níveis de exposição sistémica (AUC) de duloxetina mais baixos do que a exposição clínica máxima (ver secção 5.3).
Dois grandes estudos observacionais não sugerem um risco geral aumentado de malformação congênita maior (um dos EUA incluindo 2.500 expostos à duloxetina durante o primeiro trimestre e um da UE incluindo 1.500 expostos à duloxetina durante o primeiro trimestre). A análise de malformações específicas, como malformações cardíacas, mostra resultados inconclusivos. No estudo da UE, a exposição materna à duloxetina durante o final da gravidez (em qualquer momento da idade gestacional de 20 semanas até o parto) foi associada a um risco aumentado de parto prematuro (menos de 2 vezes, correspondendo a aproximadamente 6 partos prematuros adicionais por 100 mulheres tratada com duloxetina no final da gravidez). A maioria ocorreu entre 35 e 36 semanas de gestação. Essa associação não foi observada no estudo norte-americano. Os dados observacionais dos EUA forneceram evidências de um risco aumentado (menos de 2 vezes) de hemorragia pós-parto após exposição à duloxetina no mês anterior ao nascimento.
Dados epidemiológicos sugerem que o uso de inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRSs) na gravidez, particularmente na parte final, pode aumentar o risco de hipertensão pulmonar persistente nos recém-nascidos (HPPN). Embora não existam estudos relativos à relação entre a HPPN e o tratamento com inibidores da recaptação da serotonina/noradrenalina, este risco potencial não pode ser excluído para o tratamento com duloxetina, tendo em consideração o mecanismo de ação relacionado (inibição da recaptação da serotonina). 30-09-2024
Tal como com outros medicamentos serotoninérgicos, podem ocorrer sintomas de privação nos recém-nascidos, após a recente interrupção de duloxetina pela mãe. Os sintomas de privação observados com duloxetina podem incluir hipotonia, tremores, nervosismo, dificuldades na alimentação, dificuldade respiratória e convulsões. A maioria dos casos têm ocorrido, quer na altura do nascimento, quer nos primeiros dias de vida.
Duloxetina Teva só deve ser usada na gravidez, se os benefícios potenciais justificarem os riscos potenciais para o feto. As doentes devem ser avisadas para avisarem o seu médico se ficarem grávidas ou se pretenderem vir a engravidar, durante o tratamento com duloxetina.
Amamentação Com base num estudo de 6 doentes lactantes, as quais não amamentaram as suas crianças, a duloxetina é muito pouco excretada no leite materno. A dose diária estimada na criança, numa base de mg/kg é, aproximadamente 0,14% da dose materna (ver secção 5.2). Dado que a segurança da duloxetina não foi estudada em crianças não se recomenda o uso de Duloxetina Teva durante o aleitamento.
Fertilidade A duloxetina não teve efeitos na fertilidade masculina e os efeitos no sexo feminino foram apenas evidentes em doses que causaram toxicidade materna.
4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas
Não foram estudados os efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas. Duloxetina pode estar associado a sedação e tonturas. Os doentes devem ser aconselhados a evitar tarefas potencialmente perigosas, como conduzir ou utilizar máquinas no caso de sentirem sedação ou tonturas.
4.8. Efeitos indesejáveis
Resumo do perfil de segurança As reações adversas mais frequentemente notificadas em doentes tratados com duloxetina foram náuseas, cefaleias, xerostomia, sonolência e tonturas. No entanto, a maioria das reações adversas frequentes foram ligeiras a moderadas, começaram pouco após o início do tratamento e a maioria teve tendência a diminuir mesmo com a continuação da terapêutica.
Tabela resumo das reações adversas A Tabela 1 apresenta as reações adversas observadas em notificações espontâneas e em ensaios clínicos controlados com placebo.
Tabela 1: Reações adversas Frequência calculada: Muito frequente (≥ 1/10), frequente (≥ 1/100 a < 1/10), pouco frequente (≥ 1/1.000 a < 1/100), raro (≥ 1/10.000 a < 1/1.000), muito raro (< 1/10.000), desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis).
Os efeitos indesejáveis são apresentados por ordem decrescente de gravidade dentro de cada classe de frequência. 30-09-2024
Muito Frequentes Pouco Raros Muito raros Desconhecido frequentes frequentes Infeções e infestações Laringite Doenças do sistema imunitário Reações anafiláticas Perturbação de hipersensibili dade Doenças endócrinas Hipotiroidism o Doenças do metabolismo e da nutrição Diminuição do Hiperglicemia Desidratação apetite (notificada Hiponatremia especialmente em SIADH6 doentes diabéticos) Perturbações do foro psiquiátrico Insónia Ideação suicida5,7 Comportamen Agitação Perturbações do to suicida5,7 Diminuição da sono Mania libido Bruxismo Alucinações Ansiedade Desorientação Agressão e Anomalias do Apatia raiva4 orgasmo Sonhos estranhos Doenças do sistema nervoso Cefaleias Tonturas Mioclonias Síndrome Sonolência Letargia Acatísia7 serotoninérgic Tremor Nervosismo o6 Parestesia Perturbações da Convulsões1 atenção Agitação Disgeusia psicomotora6 Disquinésia Sintomas Síndrome das extrapiramidai pernas inquietas s6 Perturbações do sono Afeções oculares Visão turva Midríase Glaucoma Afeções visuais Afeções do ouvido e do labirinto Acufeno1 Vertigens Dor auricular Cardiopatias 30-09-2024
Palpitações Taquicardia Cardiomiopatia Arritmia de stress supraventricular, (cardiomiopatia principalmente de Takotsubo) fibrilhação auricular Vasculopatias Aumento da Síncope2 Crises tensão arterial3 Hipertensão3,7 hipertensivas3 Rubor Hipotensão ,6 ortostática2 Extremidades frias Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino Bocejos Aperto na garganta Doença Epistaxis pulmonar intersticial10 Pneumonia eosinofílica6 Doenças gastrointestinais Náuseas Obstipação Hemorragia Estomatite Xerostomia Diarreia gastrointestinal7 Hematoquésia Dor abdominal Gastroenterite Halitose Vómitos Eructação Colite Dispepsia Gastrite microscópica9 Flatulência Disfagia Afeções hepatobiliares Hepatite3 Insuficiência Aumento das hepática6 enzimas hepáticas Icterícia6 (ALT, AST, fosfatase alcalina) Lesão hepática aguda Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos Hiperidrose Sudação noturna Síndrome de Vasculite Erupção cutânea Urticária Stevens- cutânea Dermatite de Johnson6 contacto Edema Suores frios angioneurótic Reações de o6 fotossensibilidade Aumento da tendência para equimoses Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos Dor Rigidez muscular Trismo musculosquelética Contrações Espasmo musculares muscular 30-09-2024
Doenças renais e urinárias Disúria Retenção urinária Odor anormal Polaquiúria Hesitação urinária da urina Nictúria Poliúria Diminuição do fluxo urinário Doenças dos órgãos genitais e da mama Disfunção erétil Hemorragia Sintomas da Distúrbios de ginecológica menopausa ejaculação Distúrbios Galactorreia Atrasos na menstruais Hiperprolactin ejaculação Disfunção sexual emia Dor testicular Hemorragia pós parto Perturbações gerais e alterações no local de administração Quedas8 Dor torácica7 Fadiga Sensação de desconforto Sensação de frio Sede Arrepios Mal-estar geral Sensação de calor Alterações da marcha Exames complementares de diagnóstico Perda de peso Aumento de peso Hipercolester Aumento da olemia creatinafosfoquinase no sangue Aumento de potássio no sangue
1 Casos de convulsões e casos de acufenos também têm sido notificados após a interrupção do tratamento. 2 Casos de hipotensão ortostática e síncope foram notificados especialmente no início do tratamento. 3 Ver a secção 4.4. 4 Casos de agressão e raiva têm sido notificados particularmente no início do tratamento ou após a interrupção do tratamento. 5 Casos de ideação suicida e comportamentos suicidas durante a terapêutica com duloxetina ou logo após a interrupção do tratamento (ver secção 4.4). 6 Frequência estimada de reações adversas notificadas em vigilância de pós-comercialização; não observadas em estudos clínicos controlados com placebo. 7 Não difere estatisticamente do placebo. 8 Quedas foram mais frequentes nos idosos (≥ 65 anos de idade). 9 Frequência estimada com base nos dados de todos os ensaios clínicos. 30-09-2024
10 Frequência estimada com base nos ensaios clínicos controlados por placebo.
Descrição de reações adversas selecionadas A interrupção da duloxetina (particularmente quando abrupta) leva habitualmente a sintomas de privação. Tonturas, distúrbios sensoriais (incluindo parestesia ou sensação de choques elétricos, especialmente na cabeça), distúrbios do sono (incluindo insónia e sonhos intensos), fadiga, sonolência, agitação ou ansiedade, náuseas e/ou vómitos, tremor, cefaleias, mialgia, irritabilidade, diarreia, hiperidrose e vertigens são as reações mais frequentemente comunicadas.
Geralmente no caso dos ISRSs e dos ISRNs, estes acontecimentos são ligeiros a moderados e auto limitativos, no entanto, nalguns doentes, podem ser graves e/ou prolongados. Aconselha-se por isso, uma interrupção gradual através duma redução da dose, quando o tratamento com duloxetina já não for necessário (ver secções 4.2 e 4.4).
Na semana 12 da fase aguda em três ensaios clínicos com duloxetina em doentes com dor neuropática do diabético, observaram-se pequenos aumentos, mas estatisticamente significativos, da glicemia em jejum, nos doentes tratados com duloxetina. Os valores de HbA1c foram estáveis tanto nos doentes tratados com duloxetina como nos doentes tratados com placebo. Na fase de extensão destes ensaios, a qual durou até às 52 semanas, verificou-se um aumento nos valores de HbA1c tanto no grupo a tomar duloxetina como no grupo de cuidados de rotina, mas a média de aumento foi 0,3% superior nos doentes tratados com duloxetina. Verificou-se também um ligeiro aumento da glicemia em jejum e no colesterol total nos doentes tratados com duloxetina enquanto estes testes laboratoriais mostravam uma ligeira diminuição no grupo de cuidados de rotina.
O intervalo QT corrigido dos doentes tratados com duloxetina não difere do observado na população de doentes tratados com placebo. Não se observaram diferenças clinicamente significativas nas medições QT, PR, QRS ou QTcB entre doentes tratados com duloxetina e doentes tratados com placebo.
População pediátrica Um total de 509 doentes com idades entre os 7 e os 17 anos com perturbação depressiva major e 241 doentes pediátricos com idades entre os 7 e os 17 anos com ansiedade generalizada foram tratados com duloxetina em estudos clínicos. De um modo geral, o perfil de reações adversas de duloxetina em crianças e adolescentes foi similar ao do verificado em adultos.
Um total de 467 doentes pediátricos inicialmente aleatorizados para duloxetina em estudos clínicos, tiveram, às 10 semanas, uma diminuição média no peso de 0,1 kg, comparado com um aumento médio de 0,9 kg nos 353 doentes tratados com placebo. Subsequentemente, ao longo do período de extensão de 4 a 6 meses, os doentes, em média, tenderam a recuperar o percentil de peso esperado no início do estudo, com base em dados da população da mesma idade e do mesmo género.
Em estudos até 9 meses de duração, em doentes pediátricos tratados com duloxetina, observou-se uma diminuição média geral de 1% no percentil da altura (diminuição de 2% em crianças (7-11 anos) e um aumento de 0,3% em adolescentes (12-17 anos)) (ver secção 4.4).
Notificação de suspeitas de reações adversas 30-09-2024
A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.:
Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]
4.9. Sobredosagem
Foram notificados casos de sobredosagem com duloxetina tomada isoladamente ou em combinação com outros medicamentos, com doses de duloxetina de 5400 mg. Ocorreram algumas mortes, principalmente com sobredosagens mistas, mas também com duloxetina tomada isoladamente numa dose aproximada de 1000 mg. Os sinais e sintomas de sobredosagem (com duloxetina tomada isoladamente ou em combinação com outros medicamentos) incluíram sonolência, coma, síndrome da serotonina, convulsões, vómitos e taquicardia.
Não é conhecido nenhum antídoto específico para a duloxetina, mas se surgir síndrome da serotonina, deve considerar-se um tratamento específico (como por exemplo, ciproheptadina e/ou controlo da temperatura). Deve ser libertada uma via aérea. Recomenda-se a monitorização da função cardíaca e dos sinais vitais, juntamente com a adoção de medidas de suporte adequadas e terapêutica sintomática. Pode ser conveniente realizar uma lavagem gástrica se esta for feita logo após a ingestão ou em doentes ainda sintomáticos. O uso de carvão ativado pode revelar-se útil para limitar a absorção. Dado que a duloxetina tem um grande volume de distribuição, é pouco provável que seja benéfico recorrer a diurese forçada, hemodiálise e hemoperfusão.
5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS
5.1. Propriedades farmacodinâmicas
Grupo farmacoterapêutico: 2.9.3 Antidepressores, Outros antidepressores. Código ATC: N06AX21.
Mecanismo de ação A duloxetina é um inibidor combinado da recaptação da serotonina (5-HT) e da noradrenalina (NA). Inibe fracamente a recaptação da dopamina e não tem afinidade significativa para os recetores histaminérgicos, dopaminérgicos, colinérgicos e adrenérgicos. A duloxetina, dependendo da dose, aumenta os níveis extracelulares da serotonina e noradrenalina em várias áreas do cérebro de animais.
Efeitos farmacodinâmicos 30-09-2024
A duloxetina normalizou o limiar da dor em vários modelos pré-clínicos de dor neuropática e inflamatória e atenuou o comportamento da dor num modelo de dor persistente. Pensa-se que a ação inibitória da dor pela duloxetina é um resultado da potenciação das vias descendentes inibitórias da dor no sistema nervoso central.
Eficácia e segurança clínicas Perturbação depressiva major A duloxetina foi estudada num programa clínico que envolveu 3158 doentes (1285 doentes-ano de exposição) os quais estavam de acordo com os critérios da escala de depressão major DSM-IV. A eficácia da duloxetina na dose recomendada de 60 mg uma vez por dia ficou demonstrada em três dos três ensaios randomizados, em dupla ocultação, controlados por placebo, efetuados com dose fixa em adultos em ambulatório com depressão major. De um modo geral, a eficácia da duloxetina ficou demonstrada em doses diárias entre 60 e 120 mg num total de cinco dos sete ensaios randomizados, em dupla ocultação, controlados por placebo, efetuados com dose fixa em adultos em ambulatório com depressão major.
A duloxetina demonstrou uma superioridade estatística sobre o placebo de acordo com a pontuação total dos 17 critérios da escala de avaliação da depressão de Hamilton (HAM-D) (incluindo tanto os sintomas emocionais como somáticos da depressão). As taxas de resposta e de remissão foram também estatisticamente superiores com a duloxetina quando comparadas com placebo. Apenas uma pequena percentagem de doentes incluídos nos ensaios clínicos fundamentais tiveram depressão grave (valor basal HAM-D>25).
Num estudo de prevenção de recaídas, os doentes que responderam a 12 semanas de tratamento com duloxetina 60 mg em fase aberta uma vez por dia, foram randomizados para duloxetina 60 mg uma vez por dia ou para placebo, durante mais 6 meses. A duloxetina 60 mg uma vez por dia mostrou uma superioridade estatisticamente significativa quando comparado com placebo (p=0,004) no parâmetro de avaliação principal: prevenção da recaída da depressão, medido pelo tempo até à recaída. A incidência da recaída durante os 6 meses do período de seguimento em dupla ocultação foi 17% e 29% para a duloxetina e para o placebo, respetivamente.
Durante um tratamento de 52 semanas, em dupla ocultação, controlado com placebo, doentes com PDM recorrente tratados com duloxetina, tiveram um período sem sintomas significativamente mais prolongado (p<0,001) comparativamente com doentes aleatorizados para placebo. Todos os doentes tinham respondido anteriormente à duloxetina durante um tratamento aberto com duloxetina (28 a 34 semanas) numa dose de 60 a 120 mg/dia. Durante a fase de tratamento de 52 semanas em dupla ocultação, controlada com placebo, 14,4% dos doentes tratados com duloxetina e 33,1% dos doentes tratados com placebo tiveram um reaparecimento dos seus sintomas depressivos (p<0,001).
O efeito de duloxetina 60 mg uma vez por dia nos doentes idosos com depressão (≥ 65 anos) foi especificamente examinado num estudo que mostrou uma diferença estatisticamente significativa na redução da pontuação da escala do HAMD 17 nos doentes tratados com duloxetina comparativamente com doentes tratados com placebo. A tolerância da duloxetina 60 mg uma vez por dia em doentes idosos foi comparável à que se verificou em jovens adultos. No entanto, dado que não existem dados de doentes idosos expostos a uma dose máxima (120 mg por dia), recomenda-se precaução no tratamento desta população de doentes. 30-09-2024
Perturbação da ansiedade generalizada A duloxetina mostrou uma superioridade estatisticamente significativa em relação ao placebo em cinco de cinco estudos, incluindo quatro em fase aguda, aleatorizados, duplamente cegos, controlados com placebo e um estudo de prevenção das recaídas em doentes adultos com perturbação da ansiedade generalizada.
A duloxetina mostrou uma superioridade estatisticamente significativa sobre o placebo, medido em relação à melhoria pela classificação total da escala de Ansiedade de Hamilton (HAM-A) e pelo nível de perturbação do funcionamento global da escala de Disfuncionalidade de Sheehan (SDS). As taxas de resposta e de remissão também foram mais elevadas com a duloxetina comparativamente ao placebo. A duloxetina mostrou resultados de eficácia comparáveis à venlafaxina em termos de melhorias na classificação total da escala HAM-A.
Num estudo aberto de prevenção das recaídas, doentes a responderem a um tratamento agudo de 6 meses com duloxetina, foram aleatorizados quer para duloxetina quer para placebo para mais 6 meses. A duloxetina 60 mg a 120 mg uma vez por dia, mostrou uma superioridade estatisticamente significativa em comparação com placebo (p<0,001) na prevenção das recaídas, medida pelo tempo até à recaída. A incidência da recaída durante o período de 6 meses de seguimento duplamente cego foi 14% para a duloxetina e 42% para o placebo. A eficácia de duloxetina 30-120 mg (posologia flexível) uma vez por dia em doentes idosos (> 65 anos) com perturbação de ansiedade generalizada, foi avaliada num estudo que mostrou uma melhoria estatisticamente significativa na classificação total da escala HAM-A para os doentes tratados com duloxetina em comparação com doentes tratados com placebo. A eficácia e segurança de duloxetina 30-120 mg uma vez por dia em doentes idosos com perturbação de ansiedade generalizada foi semelhante à que se observou em estudos com doentes adultos mais jovens. No entanto, os dados sobre doentes idosos expostos a uma dose máxima (120 mg por dia) são limitados, e, por isso, recomenda-se precaução ao utilizar esta dose na população idosa.
Dor neuropática periférica do diabético A eficácia da duloxetina no tratamento da dor neuropática do diabético foi estabelecida em 2 ensaios de doses fixas, de 12 semanas de duração, randomizados, duplamente cegos controlados com placebo em adultos (22 a 88 anos) com dor neuropática do diabético pelo menos há seis meses. Os doentes cujo diagnóstico estivesse de acordo com os critérios de diagnóstico de distúrbios depressivos major foram excluídos destes ensaios. A principal medição de resultados foi a média semanal da dor média em 24 horas, recolhida num diário do doente com uma escala de Likert de 11 pontos.
Em ambos os estudos, a duloxetina 60 mg, administrada uma vez por dia e duas vezes por dia, reduziu significativamente a dor quando comparada com placebo. O efeito nalguns doentes verificou-se, aparentemente, na primeira semana de tratamento. A diferença na média de melhoras entre os dois braços ativos de tratamento não foi significativa. Pelo menos 30% de redução da dor foi relatada em aproximadamente 65% de doentes tratados com duloxetina versus 40% de doentes tratados com placebo. Os números correspondentes para, pelo menos, 50% de redução da dor foram 50% e 26%, respetivamente. As percentagens de respostas clínicas (50% ou mais de melhoria na dor) foram analisadas de acordo com o facto de o doente ter ou não demonstrado sonolência durante o tratamento. Para os doentes que não tiveram sonolência, observou-se uma resposta clínica em 47% dos doentes tratados com duloxetina e em 27% de doentes tratados com placebo. As percentagens de respostas clínicas em doentes que tiveram 30-09-2024
sonolência foram de 60% para a duloxetina e 30% para o placebo. Os doentes que não tiveram uma redução da dor de 30% em 60 dias de tratamento provavelmente não iriam melhorar com o prolongamento do tratamento.
Num estudo aberto de longa duração, não controlado, a redução da dor em doentes que responderam a 8 semanas de tratamento agudo com duloxetina 60 mg uma vez por dia foi mantida durante mais 6 meses, de acordo com a avaliação do parâmetro “dor média das 24 horas” do Brief Pain Inventory (BPI).
População pediátrica A duloxetina não foi estudada em doentes com menos de 7 anos de idade.
Foram efetuados dois estudos clínicos duplamente cegos, paralelos, aleatorizados em 800 doentes pediátricos com idades entre os 7 e os 17 anos com perturbação depressiva major (ver secção 4.2). Estes dois estudos incluíram uma fase aguda de 10 semanas controlada com placebo e um braço de controlo ativo (fluoxetina) seguida dum período de extensão de 6 meses de tratamento ativo. Nem a duloxetina (30-120 mg) nem o controlo ativo (fluoxetina 20-40 mg) se separaram estatisticamente do placebo, do início do estudo até ao final, na classificação total da escala Children’s Depression Rating Scale Revised (CDSR-R). A interrupção devido a acontecimentos adversos foi mais elevada em doentes a tomarem duloxetina comparativamente com os doentes tratados com fluoxetina, na sua maioria devido a náuseas. Durante as 10 semanas de tratamento agudo, foram notificados comportamentos suicidas (duloxetina 0/333 [0%], fluoxetina 2/225 [0,9%], placebo 1/220 [0,5%]. Durante as 36 semanas do estudo, 6 de 333 doentes inicialmente aleatorizados para duloxetina e 3 de 225 doentes inicialmente aleatorizados para fluoxetina, tiveram comportamento suicida (incidência de exposição ajustada 0,039 acontecimentos por doente por ano para duloxetina e 0,026 para fluoxetina). Além disso, um doente que mudou de placebo para duloxetina teve comportamento suicida enquanto tomava duloxetina.
Foi efetuado um estudo clínico duplamente cego, aleatorizado, controlado com placebo, em 272 doentes com idade 7-17 anos com ansiedade generalizada. O estudo incluiu uma fase aguda de 10 semanas controlada com placebo, seguida por um período de extensão do tratamento de 18 semanas. Foi utilizado um regime posológico flexível neste estudo, de modo a permitir um aumento progressivo lento da dose de 30 mg uma vez por dia para doses mais elevadas (máximo de 120 mg uma vez por dia). O tratamento com duloxetina mostrou uma melhoria superior estatisticamente significativa nos sintomas de GAD, medida pelo código de gravidade PARS para a GAD (diferença média entre duloxetina e placebo de 2,7 pontos [95% IC 1,3-4,0] após 10 semanas de tratamento. A manutenção do efeito não foi avaliada. Não houve diferenças estatisticamente significativas na descontinuação devida a acontecimentos adversos, entre os grupos tratados com duloxetina e placebo durante as 10 semanas da fase aguda de tratamento. Dois doentes que passaram de placebo para duloxetina após a fase aguda, tiveram comportamentos suicidas quando tomaram duloxetina durante a fase de extensão. Não foi estabelecida uma conclusão acerca do rácio risco/benefício global para este grupo etário (ver também secções 4.2 e 4.8).
Um único estudo foi realizado em doentes pediátricos com síndrome de fibromialgia primária juvenil (JPFS), no qual o grupo tratado com duloxetina não se separou do grupo com placebo para a medida de eficácia primária. Portanto, não há evidência de eficácia nesta população de doentes pediátricos. O estudo paralelo randomizado, duplo-cego, controlado por placebo da 30-09-2024
duloxetina foi conduzido em 184 adolescentes com idade entre 13 e 18 anos (idade média de 15,53 anos) com JPFS. O estudo incluiu um período duplo-cego de 13 semanas em que os doentes foram randomizados para receber 30 mg / 60 mg de duloxetina ou placebo diariamente. A duloxetina não mostrou eficácia na redução da dor, conforme medido pela medida de desfecho primário do endpoint médio de pontuação de dor do Brief Pain Inventory (BPI): a alteração média dos mínimos quadrados (LS) da linha de base na pontuação de dor média de BPI em 13 semanas foi -0,97 no grupo de placebo , em comparação com -1,62 no grupo de 30/60 mg de duloxetina (p = 0,052). Os resultados de segurança deste estudo foram consistentes com o perfil de segurança conhecido da duloxetina.
A Agência Europeia de Medicamentos dispensou a obrigação de submissão dos resultados de estudos com duloxetina em todos os subgrupos de população pediátrica na perturbação depressiva major, dor neuropática do diabético, perturbação da ansiedade generalizada (ver secção 4.2 para informações sobre o uso pediátrico).
5.2. Propriedades farmacocinéticas
A duloxetina é administrada como enantiómero único. A duloxetina é amplamente metabolizada por enzimas oxidativas (CYP1A2 e o polimórfico CYP2D6), seguida por conjugação. A farmacocinética da duloxetina demonstrou uma grande variabilidade interindividual (geralmente 50-60%), em parte devido à idade, sexo, condição de fumador e estado do metabolizador CYP2D6.
Absorção A duloxetina é bem absorvida após administração oral sendo a Cmáx atingida 6 horas após a administração. A biodisponibilidade oral absoluta da duloxetina variou entre 32% e 80% (média de 50%). Os alimentos podem aumentar de 6 para 10 horas o tempo médio necessário para atingir a concentração máxima, o que faz diminuir marginalmente a extensão da absorção (em aproximadamente 11%). Estas alterações não têm qualquer significado clínico.
Distribuição A duloxetina liga-se em aproximadamente 96% às proteínas plasmáticas humanas. A duloxetina liga-se à albumina e à glicoproteína alfa-1 ácida. A ligação da duloxetina a estas proteínas não é afetada pelo compromisso renal ou hepático.
Biotransformação A duloxetina é amplamente metabolizada e os seus metabolitos são excretados principalmente na urina. Quer o citocromo P450-2D6 quer o 1A2 catalisam a formação dos dois principais metabolitos, através da glucoronoconjugação a 4-hidroxi-duloxetina e da sulfatoconjugação a 5- hidroxi 6-metóxi-duloxetina. Estudos in vitro permitiram concluir que os metabolitos circulantes da duloxetina são farmacologicamente inativos. A farmacocinética da duloxetina nos doentes que são metabolizadores fracos relativamente ao CYP2D6, não foi especificamente investigada. Dados escassos sugerem que, nestes doentes, os níveis plasmáticos de duloxetina são mais elevados.
Eliminação 30-09-2024
A semivida de eliminação da duloxetina, varia entre 8 a 17 horas (média de 12 horas). Após uma dose intravenosa a depuração plasmática da duloxetina varia entre 22 l/h e 46 l/h (média 36 l/h). Após uma dose oral, a taxa aparente de depuração plasmática da duloxetina varia entre 33 e 261 l/h (média de 101 l/h).
Populações especiais Género Foram identificadas diferenças farmacocinéticas entre homens e mulheres (aparentemente, a depuração plasmática é 50% mais baixa nas mulheres). Com base na variação da depuração, as diferenças farmacocinéticas com base no género não justificam a recomendação de utilização de uma dose mais baixa nas mulheres.
Idade Foram identificadas diferenças no perfil farmacocinético entre mulheres jovens e mulheres idosas (≥ 65 anos) (a AUC aumenta em cerca de 25% e a semivida é cerca de 25% superior no grupo das idosas); no entanto a magnitude destas alterações não é significativa para justificar ajustes posológicos. Como recomendação geral, aconselha-se precaução ao tratar doentes idosos (ver secções 4.2 e 4.4).
Compromisso renal Em doentes com compromisso renal terminal, submetidos a diálise, os valores de Cmáx e AUC foram 2 vezes superiores aos valores encontrados em indivíduos saudáveis. Os dados de farmacocinética da duloxetina são poucos nas doentes com compromisso renal ligeiro ou moderado.
Compromisso hepático A doença hepática moderada (Classe B de Child Pugh) afetou a farmacocinética da duloxetina. Comparando com indivíduos saudáveis, a depuração plasmática aparente da duloxetina foi 79% mais baixa, a semivida terminal aparente foi 2,3 vezes mais longa e a AUC foi 3,7 vezes mais elevada em doentes com doença hepática moderada. A farmacocinética da duloxetina e dos seus metabolitos não foi estudada em doentes com insuficiência hepática ligeira ou grave.
Mulheres a amamentar A disposição da duloxetina foi estudada em 6 mulheres a amamentar, com pelo menos 12 semanas de pós-parto. A duloxetina é detetada no leite materno e as concentrações no leite materno no estado de equilíbrio são cerca de um quarto das encontradas no plasma. A quantidade de duloxetina no leite materno é aproximadamente de 7 µg/dia numa terapêutica de 40 mg duas vezes por dia. A amamentação não influenciou a farmacocinética da duloxetina.
População pediátrica A farmacocinética da duloxetina em doentes pediátricos com idades entre os 7 e os 17 anos com perturbação depressiva major após um regime posológico de administração oral de 20 a 120 mg uma vez por dia foi caracterizada utilizando dados de uma análise duma população modelo de 3 estudos. As concentrações plasmáticas no estado de equilíbrio de duloxetina previstas no modelo em doentes pediátricos estiveram maioritariamente dentro do intervalo de níveis de concentração observados em adultos.
5.3. Dados de segurança pré-clínica
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A duloxetina não demonstrou genotoxicidade na bateria de testes realizados e não demonstrou carcinogenicidade em ratos. Num estudo de carcinogenicidade em ratos, na ausência de outras alterações histopatológicas, observaram-se células multinucleadas no fígado. Desconhece-se qual o seu mecanismo e a sua relevância clínica. Em ratos fêmea que receberam duloxetina durante 2 anos, verificou-se um aumento da incidência de adenomas e carcinomas hepatocelulares apenas no grupo que recebeu a dose mais elevada (144 mg/kg/dia), mas estes efeitos foram considerados secundários à indução das enzimas microssómicas hepáticas. A relevância para o ser humano destes dados obtidos em ratos é desconhecida. Em ratos fêmea nas quais se administrou duloxetina (45 mg/kg/dia), antes e durante o acasalamento e no início da gravidez, verificou-se uma diminuição do consumo de alimentos e do peso corporal, alterações do ciclo menstrual, diminuição das taxas de nascimento, menor tempo de sobrevivência da prole e retardamento do desenvolvimento da prole em níveis de exposição estimados como estando no máximo da exposição clínica (AUC). Num estudo de embriotoxicidade no coelho, observou-se uma incidência mais elevada de malformações cardiovasculares e do esqueleto em níveis de exposição sistémica inferiores à exposição clínica máxima (AUC). Não se observaram malformações num outro ensaio que testava uma dose mais elevada de um diferente sal de duloxetina. Num estudo de toxicidade pré/pós-natal no rato, a duloxetina induziu efeitos comportamentais adversos na prole em níveis de exposição abaixo da exposição clínica máxima (AUC).
Estudos em ratos jovens revelaram efeitos transitórios no neurocomportamento, bem como uma diminuição significativa no peso corporal e consumo de alimentos; indução da enzima hepática e vacuolização hepatocelular a 45 mg/kg/dia. O perfil de toxicidade geral da duloxetina em ratos jovens foi semelhante ao dos ratos adultos. O nível que não causa efeitos adversos foi de 20 mg/kg/dia.
6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS
6.1. Lista dos excipientes
Conteúdo da cápsula Esferas de açúcar (sacarose, amido de milho) Ftalato de hipromelose Hipromelose Citrato de trietilo Hidroxipropilcelulose Talco
Invólucro da cápsula 30 mg Hipromelose (E464) Dióxido de titânio (E171) Azul brilhante (E133) Óxido de ferro preto (E172) Tinta de impressão
60 mg 30-09-2024
Hipromelose (E464) Dióxido de titânio (E171) Óxido de ferro preto (E172) Tinta de impressão
Tinta de impressão contém Shellac Propilenoglicol Solução de amónia concentrada Óxido de ferro preto (E172) Hidróxido de potássio
6.2. Incompatibilidades
Não aplicável.
6.3. Prazo de validade
2 anos
6.4. Precauções especiais de conservação
Não conservar acima de 25°C.
6.5. Natureza e conteúdo do recipiente
Frascos de HDPE com tampa com rosca contendo um exsicante de sílica gel: - 100 cápsulas
Blisters OPA/Alumínio/PVC-Alumínio - 30 mg: 7, 14, 28, 30, 56, 98 and 100 cápsulas - 60 mg: 14, 28, 30, 56, 98 and 100 cápsulas
É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.
6.6. Precauções especiais de eliminação
Não existem requisitos especiais.
7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
Teva Pharma - Produtos Farmacêuticos, Lda Lagoas Park, Edifício 5-A, Piso 2, 2740-245 Porto Salvo, Portugal 30-09-2024
8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
5779319 – 30mg OP28 5779327 – 60mg OP28
9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE
INTRODUÇÃO NO MERCADO
Data da primeira autorização: 30 outubro 2019 Data da última renovação: 22 março 2024
10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO
08-2024
