Pharmuno — Diretório de farmácias

Folhetos e RCM, preços e comparticipação, verificador de interações, posologias oficiais e horários das farmácias — tudo no mesmo lugar.

Pharmuno — Diretório de farmácias

Folhetos e RCM, preços e comparticipação, verificador de interações, posologias oficiais e horários das farmácias — tudo no mesmo lugar.

Gabapentina Ciclum 400 mg Cápsulas MG

Substância ativa: Gabapentina
Forma farmacêutica: Cápsula 400 mg
Fonte: Folheto informativo oficial (INFARMED / INFOMED)

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

Gabapentina Ciclum 100 mg cápsulas Gabapentina Ciclum 300 mg cápsulas Gabapentina Ciclum 400 mg cápsulas

Gabapentina

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento, pois contém informação importante para si. Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler. Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico. Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença. Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

1. O que é Gabapentina Ciclum e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Gabapentina Ciclum

3. Como tomar Gabapentina Ciclum

4. Efeitos indesejáveis possíveis

5. Como conservar Gabapentina Ciclum

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O QUE É GABAPENTINA CICLUM E PARA QUE É UTILIZADO

Gabapentina Ciclum pertence a um grupo de medicamentos utilizados para tratar a epilepsia e a dor neuropática periférica (dor de duração prolongada provocada por lesões nos nervos).

A substância ativa de Gabapentina Ciclum é gabapentina.

Gabapentina Ciclum é utilizada para tratar:

– Várias formas de epilepsia (crises que estão inicialmente limitadas a certas áreas do cérebro quer se alastrem, ou não, para outras áreas cerebrais). O seu médico irá prescrever-lhe Gabapentina Ciclum para ajudar a tratar a epilepsia quando o seu tratamento atual não está a controlar totalmente a sua condição. Deverá tomar Gabapentina Ciclum juntamente com o seu tratamento atual, a menos que tenha sido informado do contrário. Gabapentina Ciclum pode também ser utilizado isoladamente para tratar adultos e crianças com idade superior a 12 anos.

– Dor neuropática periférica (dor de duração prolongada provocada por lesões nos nervos). A dor neuropática periférica (que ocorre principalmente nas pernas e/ou braços) pode ser provocada por várias doenças diferentes, tais como a diabetes ou zona. A sensação de dor pode ser descrita como sensação de calor, de queimadura, latejante, descarga, punhalada, cortante, cãibra, moinha, formigueiro, dormência, picadas, etc.

2. O QUE PRECISA DE SABER ANTES DE TOMAR GABAPENTINA CICLUM

Não tome Gabapentina Ciclum – se tem alergia à gabapentina ou a qualquer outro componente deste medicamento. (indicados na secção 6).

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Gabapentina Ciclum: – se sofre de problemas renais o seu médico poderá prescrever um esquema de tratamento diferente – se estiver a fazer hemodiálise (remover as impurezas do sangue devido à falência renal), informe o seu médico caso desenvolva dores musculares e/ou fraqueza – se desenvolver sinais tais como dor de estômago persistente, enjoos e vómitos, contacte o seu médico, imediatamente uma vez que estes poderão ser sintomas de pancreatite aguda (pâncreas inflamado). – antes de tomar este medicamento, informe o seu médico se alguma vez abusou ou foi dependente de álcool, de medicamentos sujeitos a receita médica ou de drogas ilegais; pode significar que tem um risco maior de se tornar dependente de Gabapentina Ciclum. – se tem miastenia grave (uma doença que provoca fraqueza muscular) pois este medicamento pode agravar os sintomas.

Foram notificados casos de abuso e dependência com gabapentina durante a experiência pós-comercialização. Fale com o seu médico se tiver antecedentes de abuso ou dependência.

Foram notificadas erupções cutâneas graves, incluindo síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica e reação a fármaco com eosinofilia e sintomas sistémicos (DRESS) em associação com gabapentina. Pare de utilizar gabapentina e procure imediatamente aconselhamento médico se notar algum dos sintomas relacionados com estas reações cutâneas graves descritas na secção 4.

Um pequeno número de pessoas que iniciaram tratamento com antiepiléticos como a gabapentina teve pensamentos de autoagressão e suicídio. Se a qualquer momento tiver estes pensamentos deve contactar imediatamente o seu médico.

Informação importante sobre reações potencialmente graves Um pequeno número de pessoas a tomar Gabapentina Ciclum desenvolve uma reação alérgica ou reação na pele potencialmente grave, que pode resultar em problemas mais graves se não forem tratadas. É necessário que conheça os sintomas para que os possa identificar enquanto estiver a tomar Gabapentina Ciclum. Consulte a descrição destes sintomas na secção 4 deste folheto em “Contacte o seu médico imediatamente se tiver algum dos sintomas seguintes após tomar este medicamento, uma vez que podem ser graves”.

Fraqueza muscular, sensibilidade ou dor e particularmente se, em simultâneo, sentir mal-estar ou apresentar temperatura elevada que pode ser causada por uma rutura muscular anormal que pode ser fatal e levar a problemas nos rins. Também pode apresentar alteração da cor da urina e uma alteração no resultado da análise sanguínea (nomeadamente aumento da creatina fosfoquinase). Se sentir qualquer um destes sinais ou sintomas, por favor contacte o seu médico imediatamente.

Dependência Algumas pessoas podem tornar-se dependentes de Gabapentina Ciclum (uma necessidade de continuar a tomar o medicamento). Podem ter efeitos de privação quando param de utilizar Gabapentina Ciclum ou reduzem a dose (ver secção 3, "Como tomar Gabapentina Ciclum " e "Se parar de tomar Gabapentina Ciclum "). Se tiver preocupações de que possa ficar dependente de Gabapentina Ciclum, é importante que consulte o seu médico. Se notar algum dos seguintes sinais enquanto estiver a tomar Gabapentina Ciclum , pode ser um sinal de que se tornou dependente. – Sente que precisa de tomar o medicamento durante mais tempo do que o aconselhado pelo seu médico – Sente que precisa de tomar mais do que a dose recomendada – Utiliza o medicamento por outros motivos que não o pelo qual foi receitado – Fez repetidas tentativas e sem êxito de deixar ou de controlar a utilização do medicamento – Quando para de tomar o medicamento, sente-se mal e sente-se melhor quando volta a tomar o medicamento Se notar algum destes sintomas, fale com o seu médico para discutir qual será a melhor via de tratamento para si, incluindo quando é apropriado parar e como o fazer de forma segura.

Outros medicamentos e Gabapentina Ciclum Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, tiver tomado recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos.

Medicamentos que contenham opioides, tais como a morfina Se está a tomar medicamentos contendo opioides (tais como a morfina), informe o seu médico ou farmacêutico, uma vez que os opioides podem aumentar o efeito de Gabapentina Ciclum. Adicionalmente, a combinação de Gabapentina Ciclum com opioides pode causar sintomas como sonolência e/ou diminuição da frequência respiratória.

Antiácidos para a indigestão A absorção de Gabapentina Ciclum no estômago pode ser diminuída quando se toma ao mesmo tempo Gabapentina Ciclum e antiácidos contendo alumínio e magnésio. Deste modo, recomenda-se que Gabapentina Ciclum seja administrado, pelo menos, 2 horas após a administração do antiácido.

Gabapentina Ciclum: – não é esperado que interaja com outros medicamentos antiepiléticos ou com os contracetivos orais. – pode interferir com alguns exames laboratoriais. Se tiver de fazer análises à urina informe o seu médico ou hospital acerca dos medicamentos que está a tomar.

Gabapentina Ciclum com alimentos Gabapentina Ciclum pode ser administrado com ou sem alimentos.

Gravidez, amamentação e fertilidade Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Gravidez Gabapentina Ciclum não deve ser administrado durante a gravidez, a não ser que o médico lhe tenha dado informação contrária. A mulher com possibilidade de engravidar deve utilizar contraceção eficaz.

Não foram realizados estudos específicos relativos ao uso da gabapentina em mulheres grávidas, mas foi notificado um aumento do risco de malformações no feto com outros medicamentos utilizados no tratamento de crises, especialmente quando administrados em simultâneo, mais que um medicamento para o tratamento das crises. Deste modo, sempre que possível, deve tentar tomar apenas um medicamento para as crises durante a gravidez e apenas sob supervisão do seu médico. Contacte imediatamente o seu médico se está grávida, pensa estar grávida ou se planeia engravidar, enquanto está a tomar Gabapentina Ciclum. Não pare de tomar este medicamento subitamente, uma vez que pode aumentar o risco de crises epiléticas, que podem ter consequências graves para si e para o seu bebé.

Se utilizada durante a gravidez, a gabapentina pode causar sintomas de privação em lactentes recém-nascidos. Este risco pode aumentar quando a gabapentina é tomada juntamente com analgésicos opioides (medicamentos para o tratamento de dor grave).

Amamentação A substância ativa de Gabapentina Ciclum, a gabapentina, passa para o leite humano. Uma vez que se desconhece o efeito no bebé, recomenda-se que não amamente enquanto estiver a tomar Gabapentina Ciclum.

Fertilidade Os estudos com animais não revelam qualquer efeito na fertilidade. Condução de veículos e utilização de máquinas Gabapentina Ciclum pode provocar tonturas, sonolência e cansaço. Não deve conduzir, manobrar máquinas complexas ou realizar outras atividades potencialmente perigosas até saber se este medicamento afeta a sua capacidade para realizar estas atividades.

Informações importantes sobre alguns componentes de Gabapentina Ciclum As cápsulas de Gabapentina Ciclum contêm lactose (um tipo de açúcar). Se foi informado pelo seu médico que tem intolerância a alguns açúcares, contacte-o antes de tomar este medicamento.

3. COMO TOMAR GABAPENTINA CICLUM

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas. Não tome mais medicamento do que o receitado.

O seu médico irá determinar qual a dose apropriada para si.

Epilepsia, a dose recomendada é:

Adultos e adolescentes:

Tome o número de cápsulas conforme indicado. O seu médico irá geralmente aumentar a sua dose gradualmente. A dose inicial será, geralmente, entre 300 mg e 900 mg por dia. Depois, a dose pode ser aumentada conforme indicado pelo seu médico até um máximo de 3600 mg por dia, e o seu médico irá dizer-lhe que a dose deve ser administrada em 3 tomas separadas, isto é, uma de manhã, uma à tarde e uma à noite.

Crianças com idade igual ou superior a 6 anos:

A dose que será administrada à sua criança será decidida pelo médico, uma vez que é calculada com base no peso da criança. O tratamento inicia-se com uma dose inicial baixa, que é gradualmente aumentada durante um período aproximado de 3 dias. A dose habitual para o controlo da epilepsia é de 25-35 mg por kg por dia. A dose total é geralmente administrada em 3 tomas separadas, tomando a(s) cápsula(s) todos os dias, normalmente uma vez de manhã, outra à tarde e outra à noite.

Gabapentina Ciclum não é recomendado para utilização em crianças com idade inferior a 6 anos.

A dose habitual para tratar a Dor Neuropática Periférica:

Adultos Tome o número de cápsulas indicado pelo seu médico. O seu médico irá, geralmente, aumentar a sua dose gradualmente. A dose inicial será, geralmente, entre 300 mg e 900 mg por dia. Depois, a dose pode ser aumentada conforme indicado pelo seu médico até um máximo de 3600 mg por dia, e o seu médico irá dizer-lhe que a dose deve ser administrada em 3 tomas separadas, isto é, uma de manhã, uma à tarde e uma à noite.

Se tiver problemas nos rins ou estiver a fazer hemodiálise: O seu médico poderá prescrever um esquema de tratamento e/ou dose diferentes se tiver problemas nos rins ou estiver a fazer hemodiálise.

Se é um doente idoso (idade superior a 65 anos), deve tomar a dose normal de Gabapentina Ciclum, exceto se tiver problemas nos rins. O seu médico pode prescrever um intervalo entre as doses e/ou doses diferentes se tiver problemas nos rins.

Se tem a impressão que o efeito de Gabapentina Ciclum é demasiado forte ou demasiado fraco, fale com o seu médico ou farmacêutico assim que possível.

Modo e via de administração Gabapentina Ciclum destina-se a administração por via oral. Engolir as cápsulas com bastante água.

Continue a tomar Gabapentina Ciclum até o seu médico dizer que pode parar o tratamento.

Se tomar mais Gabapentina Ciclum do que deveria Doses superiores ao recomendado podem resultar num aumento de efeitos indesejáveis, incluindo perda de consciência, tonturas, visão dupla, alterações da fala, sonolência e diarreia. Contacte de imediato o seu médico ou dirija-se ao serviço de urgência do hospital mais próximo caso tome uma dose de Gabapentina Ciclum superior à prescrita pelo seu médico. Leve consigo as cápsulas que não tomou, juntamente com o blister e a cartonagem para que no hospital possam facilmente identificar qual o medicamento que tomou.

Caso se tenha esquecido de tomar Gabapentina Ciclum Se se esqueceu de tomar uma dose, tome-a logo que se lembre, a não ser que seja hora da próxima dose. Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Se parar de tomar Gabapentina Ciclum Não pare de tomar Gabapentina Ciclum nem reduza a dose subitamente. Se quiser parar de tomar Gabapentina Ciclum ou reduzir a dose, discuta esta questão primeiro com o seu médico. Ele irá dizer-lhe o que fazer. Se o seu tratamento for suspenso ou a dose reduzida, tal deverá ser feito gradualmente durante, pelo menos, 1 semana. Após interromper um tratamento a curto ou a longo prazo com Gabapentina Ciclum ou após reduzir a dose, é necessário saber que poderá ter determinados efeitos indesejáveis, os chamados efeitos de privação. Estes efeitos podem incluir convulsões, ansiedade, dificuldade em dormir, sensação de enjoo (náuseas), dor, suor, tremores, dores de cabeça, depressão, sensação anormal, tonturas e sentir um mal-estar geral habitual. Estes efeitos ocorrem geralmente no prazo de 48 horas após a suspensão de Gabapentina Ciclum ou a redução da dose. Se sentir efeitos de privação, deve contactar o seu médico. Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.

4. EFEITOS INDESEJÁVEIS POSSÍVEIS

Pare de utilizar Gabapentina Ciclum e procure imediatamente aconselhamento médico se notar algum dos seguintes sintomas: – áreas de pele avermelhadas não inchadas, em forma de alvo ou circulares no tronco, muitas vezes com bolhas no centro, descamação da pele, úlceras na boca, garganta, nariz, órgãos genitais e olhos. Estas erupções cutâneas graves podem ser antecedidas de febre e sintomas do tipo gripe (síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica). – Erupção cutânea generalizada, temperatura corporal elevada e gânglios linfáticos inchados (síndrome de DRESS ou síndrome de hipersensibilidade ao medicamento).

Como todos os medicamentos, Gabapentina Ciclum pode causar efeitos indesejáveis, no entanto estes não se manifestam em todas as pessoas.

Contacte o seu médico imediatamente se tiver algum dos sintomas seguintes após a toma deste medicamento, uma vez que podem ser graves:

– reações da pele graves que necessitem de atenção imediata, inchaço dos lábios e cara, erupção da pele e vermelhidão, e/ou queda de cabelo (estes poderão ser sintomas de uma reação alérgica grave) – dor persistente no estômago, náuseas e vómitos, uma vez que estes podem ser sintomas de pancreatite aguda (pâncreas inflamado). – Gabapentina Ciclum pode causar uma reação alérgica grave ou potencialmente fatal que pode afetar a pele ou outras partes do corpo como o fígado ou células do sangue. Poderá ter ou não uma erupção da pele quando tem este tipo de reação. Poderá necessitar de hospitalização ou parar de tomar Gabapentina Ciclum. Contacte o seu médico imediatamente se tiver algum dos seguintes sintomas: – erupção da pele – urticária – febre – gânglios inchados que não desaparecem – inchaço dos lábios e da língua – amarelecimento da pele e da parte branca dos olhos – nódoas negras ou hemorragias (sangramento) não habituais – cansaço severo ou fraqueza – dor muscular inesperada – infeções frequentes Estes sintomas podem ser os primeiros sinais de uma reação grave. Um médico deverá examiná-lo para decidir se deve continuar a tomar Gabapentina Ciclum. – Se estiver a fazer hemodiálise, informe o seu médico se sentir dores musculares e/ou fraqueza.

Outros efeitos indesejáveis incluem:

Muito frequentes (podem afetar mais do que 1 em 10 pessoas):

– Infeção viral – Sonolência, tonturas, descoordenação – Cansaço, febre

Frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas):

– Pneumonia, infeção respiratória, infeção do trato urinário, inflamação do ouvido ou outras infeções. – Número de glóbulos brancos baixo – Anorexia, aumento do apetite – Hostilidade, confusão, alterações de humor, depressão, ansiedade, nervosismo, dificuldade no pensamento – Convulsões, movimentos irregulares, dificuldade em falar, perda de memória, tremor, dificuldade em adormecer, dores de cabeça, pele sensível, diminuição da sensibilidade (dormência), dificuldade de coordenação, movimentos oculares não comuns, aumento, diminuição ou ausência de reflexos – Visão enevoada, visão dupla – Vertigens – Pressão arterial elevada, vermelhidão ou vasos sanguíneos dilatados – Dificuldade em respirar, bronquite, garganta irritada, tosse, nariz seco – Vómitos, náuseas (enjoo), problemas nos dentes, gengivas inflamadas, diarreia, dor de estômago, indigestão, obstipação, boca ou garganta seca, flatulência (gases) – Inchaço da face, nódoas negras, erupção da pele, comichão, acne – Dor nas articulações, dor muscular, dor nas costas, espasmos – Dificuldades na ereção (impotência) – Inchaço das pernas e braços, dificuldade em andar, fraqueza, dor, mal-estar, sintomas semelhantes a gripe – Diminuição do número de glóbulos brancos, aumento de peso – Lesões acidentais, fratura, abrasão

Adicionalmente, em ensaios clínicos com crianças foram notificados frequentemente comportamento agressivo e movimentos espasmódicos.

Pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas): – Reações alérgicas como urticária – Diminuição dos movimentos – Ritmo cardíaco acelerado – Inchaço, que pode afetar a cara, tronco e membros – Alterações do resultado das análises ao sangue que sugerem problemas no fígado. – Debilidade mental – Queda – Aumento dos níveis de glucose (açúcar) no sangue (maioritariamente observado em doentes diabéticos) – Agitação (estado de inquietação crónica e movimentos não intencionais e sem propósito) – Dificuldade em engolir

Efeitos indesejáveis raros

(podem afetar até 1 em cada 1000 pessoas): – Dificuldade em respirar, respiração superficial (depressão respiratória) – Perda de consciência – Diminuição dos níveis de glucose (açúcar) no sangue (maioritariamente observado em doentes diabéticos)

Desconhecido: a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis – Tornar-se dependente de Gabapentina Ciclum ("dependência do fármaco")

Após a comercialização de Gabapentina Ciclum, foram notificados os seguintes efeitos indesejáveis: – Diminuição das plaquetas (células que fazem a coagulação do sangue) – Alucinações – Movimentos anormais como contorção, movimentos espasmódicos e rigidez – Zumbido nos ouvidos – Amarelecimento da pele e olhos (icterícia), inflamação do fígado – Insuficiência renal aguda, incontinência – Aumento do tecido mamário, aumento mamário – Acontecimentos adversos após a descontinuação súbita da gabapentina (ansiedade, dificuldade em adormecer, enjoos, dor, suores), dor no peito – Destruição de fibras musculares (rabdomiólise) – Alterações nos resultados das análises de sangue (aumento da creatina fosfoquinase) – Problemas ao nível da função sexual, incluindo incapacidade para alcançar o clímax sexual ou ejaculação tardia – Níveis baixos de sódio no sangue

Desconhecido: a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis – anafilaxia (reação alérgica grave, potencialmente fatal que inclui dificuldade em respirar, inchaço dos lábios, garganta e língua e hipotensão que requer tratamento de urgência) – pensamentos suicidas – agravamento da miastenia grave (uma doença que provoca fraqueza muscular) Após interromper um tratamento a curto ou a longo prazo com Gabapentina Ciclum ou após a redução da dose, é necessário saber que poderá ter determinados efeitos indesejáveis, os chamados efeitos de privação (ver "Se parar de tomar Gabapentina Ciclum ").

Comunicação de efeitos indesejáveis Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente ao INFARMED, I.P. através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]

5. COMO CONSERVAR GABAPENTINA CICLUM

Manter fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize Gabapentina Ciclum após o prazo de validade impresso na embalagem exterior. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não conservar as cápsulas de Gabapentina Ciclum acima de 25ºC.

Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não necessita. Estas medidas irão ajudar a proteger o ambiente.

6. CONTEÚDO DA EMBALAGEM E OUTRAS INFORMAÇÕES

Qual a composição de Gabapentina Ciclum

A substância ativa é a gabapentina. Cada cápsula contém 100 mg, 300 mg ou 400 mg de gabapentina.

Os outros componentes de Gabapentina Ciclum cápsulas são: Cápsulas de 100 mg: Lactose mono-hidratada, amido de milho, talco, dióxido de titânio (E171), gelatina, óxido de ferro amarelo (E172) e indigotina (E132) e amarelo de quinoleína (E104).

Cápsulas de 300 mg e 400 mg: Lactose mono-hidratada, amido de milho, talco, dióxido de titânio (E171), gelatina, óxido de ferro amarelo (E172) e indigotina (E132). Qual o aspeto de Gabapentina Ciclum e conteúdo da embalagem

Gabapentina Ciclum 100 mg está disponível em embalagens de 20 e 60 cápsulas. Gabapentina Ciclum 300 mg e 400 mg está disponível em embalagens de 60 cápsulas.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado:

Ciclum Farma Unipessoal, Lda. Quinta da Fonte, Rua Vitor Câmara, 2 Edifício D. Amélia – Piso 1, Ala B 2770-229 Paço de Arcos Portugal

Fabricantes:

West Pharma – Produções de Especialidades Farmacêuticas, S.A. Rua João de Deus, nº11, Venda Nova, 2700-486 Amadora

Atlantic Pharma – Produções Farmacêuticas, S.A. Rua da Tapada Grande, nº 2, Abrunheira, 2710-089 Sintra Portugal

Farmalabor – Produtos Farmacêuticos, S.A. Zona Industrial de Condeixa-a-Nova, 3150-194 Condeixa Portugal

Este folheto foi revisto pela última vez em

⚕Para profissionais — Resumo das Características do Medicamento (RCM)Ficha técnica completa: posologia, interações, contraindicações, advertências+
Informações técnicas destinadas aos profissionais de saúde (médicos e farmacêuticos). Le Resumo das Características do Medicamento (RCM) est le document officiel approuvé par l’ANSM/EMA. Il ne remplace pas la notice ni l’avis du médecin.

1. NOME DO MEDICAMENTO

Gabapentina Ciclum 100 mg cápsulas Gabapentina Ciclum 300 mg cápsulas Gabapentina Ciclum 400 mg cápsulas

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada cápsula de 100 mg contém 100 mg de gabapentina. Cada cápsula de 300 mg contém 300 mg de gabapentina. Cada cápsula de 400 mg contém 400 mg de gabapentina.

Excipientes com efeito conhecido:

Cada cápsula de 100 mg contém 14,25 mg de lactose (sob a forma mono-hidratada). Cada cápsula de 300 mg contém 42,75 mg de lactose (sob a forma mono-hidratada). Cada cápsula de 400 mg contém 57 mg de lactose (sob a forma mono-hidratada).

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Cápsula Gabapentina Ciclum 100 mg cápsulas: cápsulas n.º 3, opacas de cor verde claro e marfim Gabapentina Ciclum 300 mg cápsulas: cápsulas n.º 0, opacas de cor verde escuro e branco Gabapentina Ciclum 400 mg cápsulas: cápsulas n.º 0, opacas de cor verde e branco

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1. Indicações terapêuticas

Epilepsia

Gabapentina está indicada como terapêutica adjuvante no tratamento de crises parciais com ou sem generalização secundária em adultos e crianças com idade igual ou superior a 6 anos (ver secção 5.1). Gabapentina está indicada em monoterapia no tratamento de crises parciais com ou sem generalização secundária em adultos e adolescentes com idade igual ou superior a 12 anos.

Tratamento da dor neuropática periférica

Gabapentina está indicada no tratamento da dor neuropática periférica, tal como neuropatia diabética dolorosa e neuralgia pós-herpética em adultos.

4.2. Posologia e modo de administração

Via oral.

A gabapentina pode ser administrada com ou sem alimentos e as cápsulas devem ser tomadas inteiras com uma quantidade suficiente de líquido (por exemplo, um copo de água).

Na Tabela 1 está descrito o esquema de doseamento recomendável para o início da terapêutica para adultos e adolescentes com idade igual ou superior a 12 anos de idade, para todas as indicações. As instruções posológicas para crianças com idade inferior a 12 anos são fornecidas mais à frente, nesta secção.

Tabela 1 Esquema posológico – Doseamento inicial Dia 1 Dia 2 Dia 3 300 mg uma vez por dia 300 mg duas vezes por dia 300 mg três vezes por dia

Descontinuação da gabapentina De acordo com a prática clínica corrente, se for necessário descontinuar a gabapentina, recomenda-se uma descontinuação gradual, durante um período mínimo de uma semana, independentemente da indicação.

Epilepsia

A epilepsia geralmente requer uma terapêutica de longa duração. A posologia é determinada pelo médico prescritor de acordo com a tolerância e eficácia individual.

Adultos e adolescentes:

Nos ensaios clínicos, o intervalo posológico eficaz foi de 900 a 3600 mg/dia. A terapêutica pode ser iniciada através do doseamento da dose descrita na Tabela 1, ou pela administração de 300 mg três vezes ao dia no Dia 1. Seguidamente, com base na resposta e tolerabilidade individual do doente, a dose pode ser aumentada em incrementos de 300 mg/dia, a cada 2-3 dias, até um máximo de 3600 mg/dia. Um doseamento posológico mais lento da gabapentina pode ser apropriado para alguns doentes. O tempo mínimo para se atingir a dose de 1800 mg/dia é de uma semana, para atingir 2400 mg/dia é de duas semanas no total e para atingir 3600 mg/dia é de três semanas no total. Nos ensaios clínicos abertos de longa duração foram bem toleradas posologias até 4800 mg/dia. A dose diária total deve ser dividida em três doses individuais. O tempo máximo de intervalo entre as doses não deve ser superior a 12 horas, para prevenir surtos de convulsões.

Crianças com idade igual ou superior a 6 anos:

A dose inicial deve variar entre 10 e 15 mg/kg/dia e a dose eficaz é alcançada pelo doseamento ascendente ao longo de um período de 3 dias, aproximadamente. A dose eficaz da gabapentina em crianças com idade igual ou superior a 6 anos é de 25 a 35 mg/kg/dia. Em ensaios clínicos de longa duração foram bem toleradas posologias até 50 mg/kg/dia. A dose diária total deve ser dividida em três doses individuais. O tempo máximo de intervalo entre as doses não deve ser superior a 12 horas.

Para otimizar a terapêutica com gabapentina não é necessário monitorizar a sua concentração plasmática. Além disto, a gabapentina pode ser administrada em associação com outros medicamentos antiepiléticos sem preocupação de alterações na concentração plasmática da gabapentina ou nas concentrações séricas dos outros medicamentos antiepiléticos.

Dor neuropática periférica

Adultos A terapêutica pode ser iniciada pelo doseamento da dose descrita na Tabela 1. Alternativamente, a dose inicial é de 900 mg/dia administrada em três doses diárias divididas. Seguidamente, com base na resposta e tolerabilidade individual do doente, a dose pode ser aumentada em incrementos de 300 mg/dia, a cada 2-3 dias, até um máximo de 3600 mg/dia. Um doseamento posológico mais lento da gabapentina pode ser apropriado para alguns doentes. O tempo mínimo para se atingir a dose de 1800 mg/dia é de uma semana, para atingir 2400 mg/dia é de duas semanas no total e para atingir 3600 mg/dia é de três semanas no total.

A eficácia e segurança no tratamento da dor neuropática periférica, tal como neuropatia diabética dolorosa e nevralgia pós-herpética, não foram investigados em estudos clínicos para períodos de tratamento superiores a 5 meses. Se um doente necessitar de tratamento superior a 5 meses para a dor neuropática periférica, o médico deve avaliar a condição clínica do doente e determinar a necessidade de terapêutica adicional.

Instruções para todas as indicações terapêuticas

Em doentes com mau estado global de saúde, isto é, baixo peso corporal, após transplante de órgãos, etc., o doseamento da dose deve ser mais lento, quer através da utilização de dosagens mais baixas ou intervalos superiores entre o aumento de doses. Utilização em idosos (idade superior a 65 anos) Os idosos podem necessitar de ajuste posológico devido ao declínio da função renal devido à idade (ver Tabela 2). Sonolência, edema periférico e astenia podem ser mais frequentes em doentes idosos.

Utilização em doentes com compromisso renal

Recomenda-se o ajuste posológico em doentes com disfunção da função renal, como descrito na Tabela 2, e/ou em doentes a fazer hemodiálise. As cápsulas de 100 mg de gabapentina podem ser utilizadas para seguir as recomendações posológicas em doentes com insuficiência renal.

Tabela 2 POSOLOGIA DE GABAPENTINA EM ADULTOS COM BASE NA FUNÇÃO RENAL Depuração de Creatinina Dose Diária Total a (ml/min) (mg/dia) ≥ 80 900-3600 50 – 79 600-1800 30 – 49 300-900 15 – 29 150b-600 < 15C 150b-300

a A dose diária total deve ser administrada em 3 tomas/dia. As posologias reduzidas destinam-se aos doentes com disfunção renal (depuração de creatinina <79 ml/min) b Administrar 300 mg em dias alternados. c Para doentes com depuração da creatinina <15 ml/min, a dose diária deve ser reduzida em proporção com a depuração de creatinina (por exemplo, doentes com depuração da creatinina de 7,5 ml/min devem receber metade da dose diária que os doentes com depuração da creatinina de 15 ml/min recebem).

Utilização em doentes a fazer hemodiálise

Para doentes anúricos em hemodiálise, que nunca tomaram gabapentina, recomenda-se uma dose de carga de 300 mg a 400 mg e, posteriormente, de 200 mg a 300 mg de gabapentina, após cada 4 horas de hemodiálise. Nos dias em que o doente não faz diálise, não deve haver tratamento com gabapentina.

Para doentes com disfunção renal a fazerem hemodiálise, a dose de manutenção de gabapentina deve ser baseada nas recomendações posológicas descritas na Tabela 2. Para além da dose de manutenção, recomenda-se uma dose adicional de 200 mg a 300 mg, após cada sessão de 4 horas de hemodiálise.

4.3. Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1.

4.4. Advertências e precauções especiais de utilização

Ideação e comportamento suicida Foram notificados casos de ideação e comportamento suicida em doentes tratados com medicamentos antiepiléticos, em várias indicações terapêuticas. Uma meta-análise de ensaios aleatorizados de medicamentos antiepiléticos, controlados por placebo, mostrou também um pequeno aumento do risco de ideação e comportamento suicida. Não é ainda conhecido o mecanismo que explica este risco. Foram observados casos de ideação e comportamento suicida em doentes tratados com gabapentina, durante a experiência pós-comercialização (ver secção 4.8). Os doentes (e os prestadores de cuidados aos doentes) devem ser aconselhados a contactar o médico assim que surjam sinais de ideação ou comportamento suicida.

Os doentes devem ser monitorizados quanto aos sinais de ideação e comportamento suicida, devendo ser considerada a necessidade de tratamento adequado. A descontinuação do tratamento com gabapentina deve ser considerada em caso de ideação e comportamento suicida.

Pancreatite aguda Se um doente desenvolver pancreatite aguda durante o tratamento com gabapentina, a descontinuação da gabapentina deve ser considerada (ver secção 4.8).

Convulsões Apesar de não haver evidência de crises de privação com gabapentina, a retirada súbita de anticonvulsivantes em doentes com epilepsia pode precipitar o estado de mal epiléptico (ver secção 4.2).

Tal como com outros medicamentos antiepiléticos, alguns doentes podem sofrer um aumento da frequência das crises ou desenvolver novos tipos de crise com a gabapentina.

Tal como com outros antiepiléticos, as tentativas de retirar antiepiléticos concomitantes no tratamento de doentes refratários a mais do que um antiepilético, para se fazer gabapentina em monoterapia, tem uma taxa de sucesso baixa.

A gabapentina não é considerada eficaz nas crises primárias generalizadas, tais como crises de ausência, e pode agravar estas crises em alguns doentes. Assim, a gabapentina deve ser utilizada com precaução em doentes com crises mistas incluindo crises de ausência.

O tratamento com gabapentina tem sido associado a tonturas e sonolência, que poderão aumentar a ocorrência de lesões acidentais (quedas). Após comercialização, foram notificados casos de confusão, perda de consciência e debilidade mental. Por conseguinte, os doentes devem ser aconselhados a ter cuidado até estarem familiarizados com os possíveis efeitos do medicamento. Utilização concomitante com opioides Os doentes que necessitem de tratamento concomitante com opioides devem ser cuidadosamente observados quanto a sinais de depressão do sistema nervoso central (SNC), como sonolência, sedação e depressão respiratória. Nos doentes a receber gabapentina e morfina concomitantemente, podem ocorrer aumentos nas concentrações de gabapentina. A dose de gabapentina ou opioides deve ser adequadamente reduzida (ver secção 4.5)

Utilização em idosos (mais de 65 anos de idade) Não foram realizados estudos sistemáticos com gabapentina em doentes com idade igual ou superior a 65 anos de idade. Num estudo com dupla ocultação realizado em doentes com dor neuropática ocorreu sonolência, edema periférico e astenia numa percentagem um pouco superior em doentes com idade igual ou superior a 65 anos, à notificada nos doentes mais jovens. À parte destes resultados, as investigações clínicas neste grupo etário não indicam um perfil de acontecimentos adversos diferente do observado em doentes mais jovens.

População pediátrica Os efeitos a longo prazo da terapêutica com gabapentina (mais de 36 meses) na aprendizagem, inteligência e desenvolvimento de crianças e adolescentes, não foram adequadamente estudados. Os benefícios da terapêutica prolongada devem, por isso, ser ponderados relativamente aos seus riscos potenciais.

Utilização incorreta, potencial de abuso e dependência A gabapentina pode causar dependência do fármaco, a qual pode ocorrer em doses terapêuticas. Foram notificados casos de abuso e de utilização incorreta. Os doentes com antecedentes de abuso de substâncias podem estar em maior risco de utilização incorreta, abuso e dependência de gabapentina, e a gabapentina deve ser utilizada com precaução nesses doentes. Antes de prescrever gabapentina, deve-se avaliar cuidadosamente o risco do doente de utilização incorreta, abuso ou dependência. Os doentes tratados com gabapentina devem ser monitorizados quanto a sintomas de utilização incorreta, abuso ou dependência da gabapentina, tais como o desenvolvimento de tolerância, aumento da dose e procura compulsiva de drogas.

Sintomas de privação Após a descontinuação ou a redução da dose do tratamento a curto e a longo prazo com gabapentina, foram observados sintomas de privação (ver secção 4.8). O doente deve ser informado sobre esta questão no início do tratamento. Os sintomas mais frequentemente notificados incluem ansiedade, insónia, náuseas, dores, suores, tremores, cefaleias, depressão, sensação anormal, tonturas e mal-estar. A ocorrência de sintomas de privação pode indicar dependência do fármaco. Se for necessário descontinuar ou reduzir a dose de gabapentina, recomenda-se que tal seja efetuado gradualmente durante, pelo menos, 1 semana, independentemente da indicação (ver secção 4.2).

Miastenia grave A gabapentina deve ser utilizada com precaução em doentes com miastenia grave, uma vez que foram notificados casos pós-comercialização de exacerbação de miastenia grave com gabapentina.

Reações cutâneas adversas graves (RCAG) Foram notificadas reações cutâneas adversas graves (RCAG), incluindo síndrome de Stevens-Johnson (SSJ), necrólise epidérmica tóxica (NET) e erupção medicamentosa com eosinofilia e sintomas sistémicos (DRESS), que podem pôr a vida em risco ou ser fatais, em associação com o tratamento com gabapentina. Aquando da prescrição, os doentes devem ser alertados para os sinais e sintomas e cuidadosamente monitorizados quanto a reações cutâneas. Se surgirem sinais e sintomas sugestivos destas reações, a gabapentina deve ser imediatamente descontinuada e deve ser considerado um tratamento alternativo (conforme apropriado). Se o doente tiver desenvolvido uma reação grave como SJS, NET ou DRESS com a utilização de gabapentina, o tratamento com gabapentina não deve ser reiniciado neste doente em momento algum.

Testes laboratoriais Na determinação semi-quantitativa do total de proteínas na urina pelas tiras teste, podem obter-se resultados falsos positivos. É por isso recomendado que se verifique esse resultado positivo por métodos baseados num princípio analítico diferente, tal como o método do Biureto, turbidimétrico ou dye-binding, ou utilizar estes métodos alternativos desde o início.

Tonturas, sonolência, perda de consciência, confusão e debilidade mental O tratamento com gabapentina tem sido associado a tonturas e sonolência, o que pode aumentar a ocorrência de lesões acidentais (queda) na população idosa. Tem havido notificações pós-comercialização de perda de consciência, confusão ou debilidade mental. Deste modo, os doentes devem ser aconselhados a ter cuidado com o medicamento até estarem familiarizados com os seus potenciais efeitos.

A gabapentina pode causar anafilaxia. Os sinais e sintomas em casos notificados incluem: dificuldades respiratórias, edema dos lábios, garganta e língua, e hipotensão que requer tratamento de urgência. Os doentes devem ser instruídos a descontinuar a gabapentina e a procurar assistência médica imediatamente caso notem sinais e sintomas de anafilaxia.

Utilização concomitante com opioides

Depressão respiratória A gabapentina foi associada a depressão respiratória grave. Os doentes com função respiratória comprometida, doença respiratória ou neurológica, insuficiência renal, utilização concomitante de depressores do SNC e os idosos podem estar expostos a um risco mais elevado de desenvolver esta reação adversa grave. Pode ser necessário ajustar as doses nestes doentes. As cápsulas de Gabapentina Ciclum contêm lactose. Os doentes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência de lactase de Lapp ou malabsorção de glucose-galactose não devem tomar este medicamento.

4.5. Interações medicamentosas e outras formas de interação

Existem notificações espontâneas e casos referidos na literatura de depressão respiratória e/ou sedação associados à utilização de gabapentina e opioides. Nalgumas destas comunicações, os autores consideraram particularmente preocupante a combinação de gabapentina e opioides, sobretudo nos doentes idosos.

Num estudo envolvendo voluntários saudáveis (N=12), quando uma cápsula de libertação controlada de 60 mg de morfina foi administrada 2 horas antes da administração de uma cápsula de gabapentina de 600 mg, a AUC média da gabapentina aumentou em 44%, comparativamente à gabapentina administrada sem morfina. Assim, os doentes devem ser cuidadosamente observados quanto a sinais de depressão do SNC, como sonolência, e a dose da gabapentina ou morfina deve ser adequadamente reduzida.

Não se observaram interações entre a gabapentina e fenobarbital, fenitoína, ácido valpróico ou carbamazepina.

A farmacocinética em estado estacionário da gabapentina é similar nos indivíduos saudáveis e nos doentes com epilepsia a receberem tratamento com estes medicamentos antiepiléticos.

A administração concomitante de gabapentina com contraceptivos orais contendo noretindrona e/ou etinilestradiol não afecta a farmacocinética em estado estacionário, de nenhum dos componentes.

A administração concomitante de gabapentina com antiácidos contendo alumínio e magnésio reduz a biodisponibilidade da gabapentina até 24%. Recomenda-se que a gabapentina seja administrada, pelo menos, 2 horas depois da administração do antiácido.

A excreção renal de gabapentina não é alterada pela probenecida.

Não é expectável que a ligeira redução na excreção renal da gabapentina, observada quando o fármaco é administrado concomitantemente com a cimetidina, tenha algum significado clínico.

4.6. Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez Risco relacionado com a epilepsia e com os medicamentos antiepiléticos em geral O risco de malformações congénitas é 2 a 3 vezes superior nos descendentes de grávidas medicadas com medicamentos antiepiléticos. As malformações mais frequentemente relatadas são fenda labial, malformações cardiovasculares e alterações do tubo neural. A terapêutica com vários fármacos antiepiléticos pode estar associada a um maior risco de malformações congénitas em relação à monoterapia, pelo que é importante que se opte pela monoterapia sempre que possível. Todas as mulheres com possibilidade de engravidar, ou em idade fértil, devem receber aconselhamento médico especializado e deve ser reavaliada a necessidade do tratamento antiepilético quando a mulher está a planear engravidar. A terapêutica com antiepiléticos não deve ser interrompida subitamente, uma vez que pode aumentar o risco de crises, com consequências graves para a mãe e para a criança. Foi raramente observado um atraso no desenvolvimento de crianças de mães com epilepsia. Não é possível distinguir se o atraso no desenvolvimento é causado por factores genéticos, factores sociais, pela epilepsia materna ou pela terapêutica antiepilética.

Risco relacionado com a gabapentina Não existe informação adequada sobre a utilização de gabapentina em mulheres grávidas.

Os estudos em animais revelaram toxicidade reprodutiva (ver secção 5.3). Desconhece- se o risco potencial para o ser humano. A gabapentina não deve ser utilizada durante a gravidez, a menos que o potencial benefício para a mãe se sobreponha, claramente, ao risco potencial para o feto.

Não se podem retirar conclusões definitivas sobre se a gabapentina está associada a um risco aumentado de malformações congénitas quando administrada durante a gravidez, devido à própria epilepsia e pela presença de medicamentos antiepiléticos concomitantes, durante cada uma das gravidezes notificadas.

A síndrome de privação neonatal foi notificada em recém-nascidos expostos in utero à gabapentina. A exposição concomitante à gabapentina e aos opioides durante a gravidez pode aumentar o risco de síndrome de privação neonatal. Os recém-nascidos devem ser monitorizados cuidadosamente.

Amamentação A gabapentina é excretada no leite humano. Uma vez que se desconhece o efeito no lactente deve ter-se cuidado quando a gabapentina é administrada à mãe que amamenta. A gabapentina só deve ser utilizada em mães que amamentam se os benefícios se sobrepuserem claramente aos riscos.

Fertilidade Os estudos com animais não revelam qualquer efeito na fertilidade (ver secção 5.3).

4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

A gabapentina pode ter influência ligeira ou moderada na capacidade de conduzir e de utilizar máquinas. A gabapentina atua no sistema nervoso central e pode causar sonolência, tonturas, ou outros sintomas relacionados. Mesmo que estes efeitos indesejáveis fossem, apenas, de grau ligeiro a moderado, poderiam ser potencialmente perigosos em doentes a conduzir ou operar máquinas. Este facto é especialmente verdadeiro no início do tratamento e após o aumento da dose.

4.8. Efeitos indesejáveis

As reações adversas observadas em ensaios clínicos realizados em epilepsia (como adjuvante e em monoterapia) e na dor neuropática estão descritos na lista abaixo por classe de sistema de órgãos e frequência muito frequentes (≥ 1/10); frequentes (≥ 1/100, < 1/10); pouco frequentes (≥ 1/1.000, < 1/100); raros (≥ 1/10.000, < 1/1.000); muito raros (< 1/10.000). Quando uma reação adversa foi observada com frequências diferentes em ensaios clínicos, foi classificada na frequência mais elevada.

Reações adicionais notificadas pela experiência pós-comercialização são incluídas como Frequência desconhecida (não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis), em itálico, na lista abaixo.

Os efeitos indesejáveis são apresentados por ordem decrescente de gravidade dentro de cada classe de frequência.

Sistema de Órgãos Reações adversas medicamentosas Infeções e infestações Muito frequentes infeção vírica Frequentes pneumonia, infeção respiratória, infeção do tracto urinário, infeção, otite média Doenças do sangue e do sistema linfático Frequentes leucopenia Frequência desconhecida trombocitopenia Doenças do sistema imunitário Pouco frequentes reações alérgicas (ex. urticária) Frequência desconhecida síndrome de hipersensibilidade, uma reação sistémica com uma apresentação variável que pode incluir febre, erupção cutânea, hepatite, linfoadenopatia, eosinofilia, e por vezes outros sinais e sintomas Anafilaxia Doenças do metabolismo e da nutrição Frequentes anorexia, aumento do apetite Pouco frequentes hiperglicemia (maioritariamente observada em doentes diabéticos) hipoglicemia (maioritariamente observada em doentes diabéticos) hiponatremia

Perturbações do foro psiquiátrico Frequentes hostilidade, confusão e labilidade emocional, depressão, ansiedade, nervosismo, perturbações do pensamento Pouco frequentes agitação Frequência desconhecida Alucinações, ideação suicida, dependência do fármaco Doenças do sistema nervoso Muito frequentes sonolência, tonturas, ataxia Frequentes convulsões, hipercinesia, disartria, amnésia, tremor, insónia, cefaleia, sensações tais como parestesia, hipoestesia, alterações da coordenação, nistagmo, reflexos aumentados, diminuídos ou ausentes Pouco frequentes Hipocinesia, debilidade mental Raros Perda de consciência Frequência desconhecida outras alterações do movimento (ex. coreoatetose, discinesia, distonia) Afeções oculares Frequentes alterações visuais tais como ambliopia, diplopia Afeções do ouvido e do labirinto Frequentes vertigem Frequência desconhecida acufeno Cardiopatias Pouco frequentes palpitações Vasculopatias Frequentes hipertensão, vasodilatação Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino Frequentes dispneia, bronquite, faringite, tosse, rinite Raros Depressão respiratória Doenças gastrointestinais Frequentes vómito, náuseas, anomalias dentárias, gengivite, diarreia, dor abdominal, dispepsia, obstipação, xerostomia ou garganta seca, flatulência Pouco frequentes disfagia Frequência desconhecida pancreatite Afeções hepatobiliares Frequência desconhecida hepatite, icterícia Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos Frequentes edema facial, púrpura mais frequentemente descrita como equimoses provocados por traumatismo físico, erupção cutânea, prurido, acne Frequência desconhecida síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica, angioedema, eritema multiforme, alopécia, erupção cutânea associada ao medicamento com eosinofilia e sintomas sistémicos (ver secção 4.4) Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos Frequentes artralgia, mialgia, lombalgia, espasmos Frequência desconhecida rabdomiólise, mioclonia, exacerbação de miastenia grave Doenças renais e urinárias Frequência desconhecida insuficiência renal aguda, incontinência Doenças dos órgãos genitais e da mama Frequentes impotência Frequência desconhecida hipertrofia mamária, ginecomastia, disfunção sexual (incluindo alterações da libido, perturbações da ejaculação e anorgasmia) Perturbações gerais e alterações no local de administração Muito frequentes fadiga, febre Frequentes edema periférico, alteração da marcha, astenia, dor, mal- estar geral, síndrome gripal Pouco frequentes edema generalizado, queda Frequência desconhecida reações de privação*, dor no peito. Foram relatadas mortes súbitas inexplicáveis, não tendo sido estabelecida relação causal com o tratamento com gabapentina. Exames complementares de diagnóstico Frequentes diminuição da contagem dos glóbulos brancos, aumento de peso Pouco frequentes elevação dos testes da função hepática GOT (AST), GPT (ALT) e bilirrubina Frequência desconhecida aumento da creatina fosfoquinase no sangue Lesões e intoxicações Frequentes lesões acidentais, fratura, abrasão Pouco frequentes queda *Após a descontinuação ou a redução da dose do tratamento a curto e a longo prazo com gabapentina, foram observados sintomas de privação. Os sintomas de privação podem ocorrer pouco tempo após a descontinuação ou a redução da dose, normalmente no prazo de 48 horas (ver secção 4.4).

Foram relatados casos de pancreatite aguda em doentes sob tratamento com gabapentina. A causalidade com a gabapentina não é clara (ver secção 4.4).

Foram notificados casos de miopatia com níveis elevados de creatina quinase em doentes com insuficiência renal de fase terminal a efectuar hemodiálise.

As infeções do trato respiratório, otite média, convulsões e bronquite foram relatadas apenas em ensaios clínicos em crianças. Adicionalmente, foram notificados com frequência, comportamento agressivo e hiperquinesia, em ensaios clínicos em crianças.

Notificação de suspeitas de reações adversas A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício- risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.:

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]

4.9. Sobredosagem

Com sobredoses de gabapentina até 49 g, não se observou toxicidade aguda com risco de vida. Os sintomas de sobredosagem incluíram tonturas, visão dupla, problemas de dicção, sonolência, letargia e diarreia ligeira. Todos os doentes recuperaram completamente com tratamento de suporte. A absorção reduzida da gabapentina em doses mais elevadas pode limitar a absorção do fármaco no momento da sobredosagem e, consequentemente, minimizar a toxicidade da sobredosagem. A sobredosagem de gabapentina, sobretudo se associada a outros medicamentos depressores do SNC, pode resultar em coma.

Apesar de ser possível remover a gabapentina por hemodiálise, com base em experiências anteriores, não é, geralmente, necessário. No entanto, a hemodiálise pode estar indicada em doentes com disfunção renal grave.

A dose letal oral de gabapentina não foi identificada nos ratinhos e ratos com doses tão elevadas como 8000 mg/kg. Os sinais de toxicidade aguda em animais incluíram ataxia, dificuldades respiratórias, ptose, hipoactividade ou excitação.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1. Propriedades farmacodinâmicas

Grupo Farmacoterapêutico:

2.6. Sistema nervoso central. Antiepiléticos e anticonvulsivantes.

2.10. Sistema nervoso central. Analgésicos e antipiréticos.

Código ATC: N03 AX 12

A gabapentina penetra rapidamente no cérebro e previne as convulsões numa série de modelos animais de epilepsia. A gabapentina não tem afinidade para o recetor GABAA ou GABAB, nem altera o metabolismo do GABA. Não se liga a outros recetores neurotransmissores do cérebro e não interage com os canais de sódio. A gabapentina liga- se com elevada afinidade à subunidade α2δ (alfa-2-delta) dos canais de cálcio voltagem- dependente, pelo que se sugere que a ligação à subunidade α2δ pode estar implicada nos efeitos anticonvulsivos da gabapentina nos animais. O rastreio de um painel amplo não sugere outro alvo do fármaco que não seja a subunidade α2δ.

A evidência de vários modelos pré-clínicos indicam que a atividade farmacológica da gabapentina pode ser mediada pela ligação à α2δ através de uma redução na libertação de neurotransmissores excitatórios em determinadas regiões do sistema nervoso central. Esta atividade pode estar subjacente à atividade anticonvulsiva da gabapentina. A relevância destas ações da gabapentina para os efeitos anticonvulsivos nos seres humanos ainda não foi estabelecida.

A gabapentina também mostra eficácia em vários modelos animais de dor pré- clínicos. Sugere-se que a ligação específica da gabapentina à subunidade α2δ resulta em várias ações diferentes que poderão ser responsáveis pela atividade analgésica em modelos animais. As atividades analgésicas da gabapentina podem ocorrer na espinal medula, bem como em centros encefálicos superiores, através de interações com vias de inibição descendente da dor. A relevância destas propriedades pré-clínicas para a ação clínica nos seres humanos é desconhecida.

Eficácia e segurança clínicas

Um ensaio clínico para o tratamento adjuvante de crises parciais, em indivíduos pediátricos, entre os 3 e 12 anos de idade, revelou uma diferença numérica, embora não estatisticamente significativa, na taxa de resposta de 50% em favor do grupo da gabapentina comparativamente ao grupo placebo. Adicionalmente, análises post-hoc das taxas de resposta por idades não revelaram um efeito estatisticamente significativo da idade, quer como variável contínua ou dicotómica (grupos de idade de 3-5 e 6-12 anos). Os dados desta análise post-hoc adicional estão sumariados na tabela abaixo:

Resposta (Melhoria ≥ 50%) por Tratamento e Idade População ITM* Idade Placebo Gabapentina Valor de p Idade inferior a 6 4/21 (19,0%) 4/17 (23,5%) 0,7362 anos Idade 17/99 (17,2%) 20/96 (20,8%) 0,5144 compreendida entre os 6 e 12 anos

* A população em intenção de tratar modificada foi definida como todos os doentes aleatorizados para o estudo da medicação, que também tiveram crises diárias elegíveis avaliadas durante 28 dias, durante o início do estudo e a fase de dupla-ocultação.

5.2. Propriedades farmacocinéticas

Absorção

Após administração oral, as concentrações máximas de gabapentina no plasma são observadas dentro de 2 a 3 horas. A biodisponibilidade da gabapentina (fração da dose absorvida) tende a decrescer com o aumento da dose. A biodisponibilidade absoluta de uma cápsula de 300 mg é de 60%, aproximadamente. Os alimentos, incluindo alimentos ricos em gordura, não têm efeitos clinicamente significativos na farmacocinética da gabapentina.

A farmacocinética da gabapentina não é afetada pela sua administração repetida. Apesar de, nos estudos clínicos, as concentrações plasmáticas da gabapentina terem variado entre 2 µg/ml e 20 µg/ml, estas concentrações não foram preditivas de segurança ou eficácia. A Tabela 3 apresenta os parâmetros farmacocinéticos da gabapentina.

Tabela 3 Sumário dos parâmetros farmacocinéticos médios da gabapentina (CV%) em estado estacionário após administração de 8 em 8 horas

Parâmetro 300 mg 400 mg 800 mg farmacocinético (N = 7) (N = 14) (N = 14) Média CV% Média CV% Média CV% Cmáx (µg/ml) 4,02 (24) 5,74 (38) 8,71 (29) tmáx (horas) 2,7 (18) 2,1 (54) 1,6 (76) T1/2 (horas) 5,2 (12) 10,8 (89) 10,6 (41) AUC (0-8) 24,8 (24) 34,5 (34) 51,4 (27) (µg.h/ml) ND ND 47,2 (25) 34,4 (37) Ae% (%) Cmáx = Concentração plasmática máxima em estado estacionário tmáx = Tempo para Cmáx T1/2 = Semivida de eliminação AUC (0-8) = Área sob a curva da concentração plasmática-tempo em estado estacionário desde o tempo 0 até 8 horas após a dose Ae% = Percentagem da dose excretada na urina sob a forma inalterada desde o tempo 0 até 8 horas após a dose ND = não disponível

Distribuição

A gabapentina não se liga às proteínas plasmáticas e tem um volume de distribuição de 57,7 litros. Em doentes com epilepsia, as concentrações de gabapentina no líquido cefalo-raquidiano (LCR) são cerca de 20% das correspondentes concentrações plasmáticas mínimas em estado estacionário. A gabapentina está presente no leite materno das mulheres que amamentam.

Metabolismo

Não existe evidência de metabolismo da gabapentina em humanos. A gabapentina não induz as enzimas oxidases hepáticas de função mista responsáveis pelo metabolismo dos fármacos.

Eliminação

A gabapentina é eliminada somente por excreção renal sob a forma inalterada. A semi- vida de eliminação da gabapentina é independente da dose e tem uma duração média de 5 a 7 horas.

Em doentes idosos e em doentes com disfunção renal, a depuração plasmática da gabapentina está reduzida. A constante de eliminação, a depuração plasmática e a depuração renal da gabapentina são directamente proporcionais à depuração da creatinina. A gabapentina é removida do plasma por hemodiálise. Recomenda-se o ajuste da posologia em doentes com compromisso da função renal ou em doentes a fazer hemodiálise (ver secção 4.2).

A farmacocinética da gabapentina em crianças foi determinada em 50 indivíduos saudáveis com idades compreendidas entre 1 mês e 12 anos. De um modo geral, as concentrações plasmáticas da gabapentina em crianças > 5 anos de idade são semelhantes às obtidas em adultos quando a dose foi calculada em mg/kg. Num estudo farmacocinético em 24 indivíduos pediátricos saudáveis com idades compreendidas entre 1 mês e 48 meses, uma exposição aproximadamente 30% inferior (AUC), Cmax inferior e maior depuração por peso corporal foram observadas em comparação com os dados disponíveis em crianças com mais de 5 anos.

Linearidade/Não-linearidade

A biodisponibilidade da gabapentina (fração da dose absorvida) diminui com o aumento da dose, o que origina a não-lineariedade dos parâmetros farmacocinéticos, que incluem o parâmetro da biodisponibilidade (F) por exemplo, Ae%, CL/F, Vd/F. Os parâmetros farmacocinéticos de eliminação (parâmetros farmacocinéticos que não incluam o F, como a CLr e o T1/2) são melhor descritos por uma farmacocinética linear. As concentrações plasmáticas da gabapentina, no estado estacionário são previsíveis a partir dos dados de administração única.

5.3. Dados de segurança pré-clínica

Carcinogénese Durante 2 anos, adicionou-se 200, 600 e 2000 mg/kg/dia de gabapentina à dieta de ratinhos, e 250, 1000 e 2000 mg/kg/dia de gabapentina à dieta de ratos. Observou-se um aumento estatisticamente significativo, na incidência de tumores de células acinares pancreáticas apenas nos ratos machos e com a dose mais elevada. As concentrações plasmáticas máximas nos ratos com 2000 mg/kg/dia são 10 vezes superiores às concentrações plasmáticas nos humanos que receberam 3600 mg/dia. Os tumores de células acinares pancreáticas nos ratos machos são de baixo grau de malignidade, não afetaram a sobrevivência, não metastizaram nem invadiram os tecidos vizinhos e foram semelhantes aos observados nos controlos concorrentes. A importância dos tumores de células acinares pancreáticas nos ratos machos para o risco carcinogénico em humanos não está esclarecida.

Mutagénese

A gabapentina não demonstrou ter potencial genotóxico. A gabapentina não foi mutagénica nos testes habituais in vitro em bactérias ou células de mamíferos. A gabapentina não induziu aberrações cromossómicas estruturais em células de mamíferos in vitro ou in vivo, nem induziu a formação de micronúcleos na medula óssea de hamsters.

Diminuição da fertilidade

Não se observaram efeitos adversos na fertilidade ou reprodução, em ratos com doses até 2000 mg/kg (aproximadamente cinco vezes a dose diária máxima humana, com base em mg/m2 da área de superfície corporal).

Teratogénese

Comparativamente com os controlos, a gabapentina não aumentou a incidência de malformações nas crias do ratinho, rato, ou coelho com doses até 50, 30 e 25 vezes, respetivamente, a dose humana diária de 3600 mg (quatro, cinco ou oito vezes, respetivamente, a dose diária humana com base em mg/m2).

Nos roedores, a gabapentina atrasou a ossificação do crânio, vértebras, membros anteriores e posteriores, o que é indicativo de atraso do crescimento fetal. Estes efeitos ocorreram quando as ratinhas grávidas receberam doses orais de 1000 ou 3000 mg/kg/dia, durante a organogénese e em ratos fêmea com 500, 1000, ou 2000 mg/kg antes e durante o acasalamento e ao longo da gestação. Estas doses equivalem a, aproximadamente, 1 a 5 vezes a dose humana de 3600 mg, com base em mg/m2.

Não se observaram efeitos nas ratinhas grávidas com 500 mg/kg/dia (aproximadamente ½ da dose humana diária com base em mg/m2).

Observaram-se aumentos na incidência de hidroureter e/ou hidronefrose nos ratos com 2000 mg/kg/dia num estudo da fertilidade e reprodução geral, com 1500 mg/kg/dia num estudo de teratologia, e com 500, 1000 e 2000 mg/kg/dia num estudo péri e pós-natal. A importância destes resultados não é conhecida, mas têm sido associados a atrasos do desenvolvimento. Estas doses são também, aproximadamente, 1 a 5 vezes a dose humana de 3600 mg com base em mg/m2.

Num estudo de teratologia no coelho, um aumento na incidência de perda fetal pós- implantação ocorreu com doses de 60, 300 e 1500 mg/kg/dia, durante a organogénese. Estas doses correspondem a, aproximadamente, ¼ a 8 vezes a dose humana diária de 3600 mg, com base em mg/m2.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1. Lista dos excipientes

Cápsulas de 100 mg (verde claro e marfim): Lactose mono-hidratada Amido de milho Talco Dióxido de titânio (E171) Gelatina Óxido de ferro amarelo (E172) Indigotina (E132) Amarelo de quinoleína (E104)

Cápsulas de 300 mg (verde escuro e branco): Lactose mono-hidratada Amido de milho Talco Dióxido de titânio (E171) Gelatina Óxido de ferro amarelo (E172) Indigotina (E132)

Cápsulas de 400 mg (verde e branco): Lactose mono-hidratada Amido de milho Talco Dióxido de titânio (E171) Gelatina Óxido de ferro amarelo (E172) Indigotina (E132)

6.2. Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3. Prazo de validade

4 anos

6.4. Precauções especiais de conservação

Não conservar acima dos 25ºC.

6.5. Natureza e conteúdo do recipiente

Gabapentina Ciclum é acondicionada em blisters de PVC + PVDC/Al.

Cada embalagem de Gabapentina Ciclum contém: 100 mg - 20 ou 60 cápsulas 300 mg e 400 mg - 60 cápsulas É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6. Precauções especiais de eliminação

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Ciclum Farma Unipessoal, Lda. Quinta da Fonte, Rua Vitor Câmara, 2 Edifício D. Amélia – Piso 1, Ala B 2770-229 Paço de Arcos Portugal

8. NÚMEROS DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

N.º de registo: 3849197 - 20 cápsulas, 100 mg, blisters de PVC + PVDC/Al N.º de registo: 3849296 - 60 cápsulas, 100 mg, blisters de PVC + PVDC/Al N.º de registo: 3849395 - 60 cápsulas, 300 mg, blisters de PVC + PVDC/Al N.º de registo: 3849494 - 60 cápsulas, 400 mg, blisters de PVC + PVDC/Al

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 19 fevereiro 2002 Data da última renovação: 09 de novembro de 2009

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

Farmácias nas principais cidades — ver a lista

Todas as 1.310 cidades ›

Farmácias por distrito — ver a lista completa
Assistente Pharmuno
Respostas geradas automaticamente a partir do folheto informativo oficial deste medicamento. Não substituem, em caso algum, o parecer do seu farmacêutico ou do seu médico. Em caso de emergência, ligue 112.