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Lacosamida Alter MG

Substância ativa: Lacosamida
Forma farmacêutica: Comprimido revestido por película 50 mg
Fonte: Folheto informativo oficial (INFARMED / INFOMED)

APROVADO EM 19-07-2024 INFARMED Folheto informativo: Informação para o doente

Lacosamida Alter 50 mg comprimidos revestidos por película Lacosamida Alter 100 mg comprimidos revestidos por película Lacosamida Alter 150 mg comprimidos revestidos por película Lacosamida Alter 200 mg comprimidos revestidos por película lacosamida

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento, pois contém informação importante para si. • Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente. • Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico. • Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença. • Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados nestefolheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

1. O que é Lacosamida Alter e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Lacosamida Alter

3. Como tomar Lacosamida Alter

4. Efeitos indesejáveis possíveis

5. Como conservar Lacosamida Alter

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Lacosamida Alter e para que é utilizado

O que é Lacosamida Alter

Lacosamida Alter contém lacosamida que pertence a um grupo de medicamentos chamados “medicamentosantiepiléticos”. Estes medicamentos são utilizados para tratar a epilepsia. Este medicamento foi-lhe prescrito para reduzir o seu número de crises (convulsões).

Para que é que Lacosamida Alter é utilizado

Lacosamida Alter é utilizado: isolado ou em associação com outros antiepiléticos em adultos, adolescentes e crianças com idade igual ou superior a 2 anos para tratar um certo tipo de epilepsia caracterizada pela ocorrência de crise de início parcial com ou sem generalização secundária. Neste tipo de epilepsia, as crises afetam primeiro apenas um dos lados do seu cérebro. Porém, podem posteriormente estender-se a áreas maiores em ambos os lados do seu cérebro; em associação com outros antiepiléticos em adultos, adolescentes e crianças com idade igual ou superior a 4 anos para tratar as crises tónico-clónicas primárias generalizadas (grandes ataques epiléticos, incluindo perda de consciência) em doentes com epilepsia generalizada idiopática (o tipo de epilepsia que se pensa ter uma causa genética). APROVADO EM 19-07-2024 INFARMED

2. O que precisa de saber antes de tomar Lacosamida Alter

Não tome Lacosamida Alter • se tem alergia à lacosamida ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6). Caso não tenha a certeza de ser alérgico, consulte o seu médico. • se tiver um determinado tipo de doença ao nível do batimento cardíaco chamada bloqueio auriculoventricular de 2º ou 3º grau.

Não tome Lacosamida Alter se alguma das situações anteriores se aplicar a si. Se não tiver a certeza, fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico antes de tomar Lacosamida Alter se: • tem pensamentos de autoagressão ou suicídio. Um pequeno número de pessoas que iniciaramtratamento com medicamentos antiepiléticos como a lacosamida teve pensamentos de autoagressão ou suicídio. Se a qualquer momento tiver estes pensamentos, contacte imediatamente o seu médico. • tem um problema cardíaco que afeta o batimento do coração e tem frequentemente um batimento cardíaco particularmente lento, rápido ou irregular (nomeadamente, bloqueio AV, fibrilhação auricular e flutter auricular). • tem uma doença cardíaca grave, como insuficiência cardíaca, ou se já teve um enfarte. • sente tonturas frequentemente ou cai com frequência. Lacosamida Alter pode causar tonturas, que podem aumentar o risco de acidente ou queda. Isto significa que deve ter precaução acrescida até estar familiarizado com os efeitos deste medicamento. Se alguma das situações anteriores se aplicar a si (ou se não tiver a certeza), fale com o seu médico oufarmacêutico antes de tomar Lacosamida Alter. Se está a tomar Lacosamida Alter, fale com o seu médico se sentir um tipo novo de crise ou o agravamento de crises existentes. Se está a tomar Lacosamida Alter e está a ter sintomas de ritmo cardíaco anómalo (como pulso fraco, rápido ou irregular, palpitações, falta de ar, sensação de atordoamento, desmaio), procure aconselhamento médico imediato (ver secção 4).

Crianças

Lacosamida Alter não é recomendado para crianças com menos de 2 anos de idade com epilepsia caracterizada pela ocorrência de crises de início parcial e não é recomendado para crianças com menos de 4 anos deidade com crises tónico-clónicas primárias generalizadas. Isto porque ainda se desconhece se será eficaz e seguro para as crianças nesta faixa etária.

Outros medicamentos e Lacosamida Alter

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, tiver tomado recentemente, ou se vier atomar outros medicamentos.

Em particular, diga ao seu médico ou farmacêutico se está a tomar um dos seguintes medicamentos que afetam o coração, uma vez que Lacosamida Alter também pode afetar o seu coração: APROVADO EM 19-07-2024 INFARMED • Medicamentos para tratar problemas cardíacos; • Medicamentos que podem aumentar o “intervalo PR” num exame ao coração (ECG ou eletrocardiograma), tais como medicamentos para a epilepsia ou para a dor chamados carbamazepina, lamotrigina ou pregabalina; • Medicamentos utilizados para tratar determinados tipos de irregularidades do ritmo cardíaco ou insuficiência cardíaca. Se alguma das situações anteriores se aplicar a si (ou se não tiver a certeza), fale com o seu médico oufarmacêutico antes de tomar Lacosamida Alter.

Além disso, informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar algum dos seguintes medicamentos, uma vez que podem aumentar ou diminuir o efeito de Lacosamida Alter no seu corpo: • Medicamentos para tratar infeções fúngicas como fluconazol, itraconazol ou cetoconazol; • Medicamentos para o VIH como ritonavir; • Medicamentos para tratar infeções bacterianas como claritromicina ou rifampicina; • Uma planta medicinal chamada Erva de São João, utilizada para tratar a ansiedade ligeira e a depressão. Se alguma das situações anteriores se aplicar a si (ou se não tiver a certeza), fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Lacosamida Alter.

Lacosamida Alter com álcool

Como medida de precaução, não deve ingerir Lacosamida Alter e álcool.

Gravidez e amamentação

As mulheres férteis devem discutir o uso de contracetivos com o médico.

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Se está grávida, não é recomendado tomar Lacosamida Alter, uma vez que os efeitos na gravidez e no feto sãodesconhecidos. Não é recomendado amamentar o seu bebé enquanto estiver a tomar Lacosamida Alter, pois o Lacosamida Alter passa para o leite materno. Aconselhe-se imediatamente com o seu médico caso engravide ou esteja a pensar engravidar. O seu médico irá ajudá-la a decidir se deve ou não tomar Lacosamida Alter.

Não interrompa o tratamento sem falar primeiro com o seu médico, uma vez que tal pode fazer com que tenha mais crises (convulsões). Um agravamento da sua doença também pode prejudicar o seu bebé.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Não conduza veículos motorizados ou bicicletas, nem utilize ferramentas ou máquinas até saber que efeitos este medicamento tem em si, uma vez que Lacosamida Alter pode causar tonturas ou visão turva. APROVADO EM 19-07-2024 INFARMED

3. Como tomar Lacosamida Alter

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas. Outra(s) forma(s) deste medicamento pode(m) ser mais adequada(s) para crianças; pergunte ao seu médico ou farmacêutico.

Tomar Lacosamida Alter • Tome Lacosamida Alter duas vezes por dia, com aproximadamente 12 horas de intervalo. • Tente tomá-lo aproximadamente às mesmas horas, todos os dias. • Engula o comprimido de Lacosamida Alter com um copo de água. • Pode tomar Lacosamida Alter com ou sem alimentos.

Normalmente, começará por tomar uma dose baixa diariamente e o seu médico irá aumentá- la lentamente, ao longo de várias semanas. Quando atingir a dose que funciona para si, chamada “dose de manutenção”, irá tomar a mesma quantidade todos os dias. Lacosamida Alter é usado em tratamentos prolongados. Deve continuar a tomar Lacosamida Alter até que o seu médico lhe diga para parar.

Quanto tomar São indicadas abaixo as doses de Lacosamida Alter normalmente recomendadas para diferentes grupos etários e pesos. O seu médico pode prescrever uma dose diferente, caso sofra de problemas nos rins ou no fígado.

Adolescentes e crianças com peso igual ou superior a 50 kg e adultos Quando Lacosamida Alter é tomado isoladamente – A dose inicial habitual de Lacosamida Alter é de 50 mg duas vezes por dia. – O seu médico também pode prescrever uma dose inicial de 100 mg de Lacosamida Alter duas vezes por dia. – O seu médico pode aumentar a dose que toma duas vezes por dia em 50 mg a cada semana, atéatingir uma dose de manutenção entre 100 mg e 300 mg duas vezes por dia.

Quando Lacosamida Alter é tomado com outros medicamentos antiepiléticos – A dose inicial habitual de Lacosamida Alter é de 50 mg duas vezes por dia. – O seu médico pode aumentar a dose que toma duas vezes por dia em 50 mg a cada semana, até atingir uma dose de manutenção entre 100 mg e 200 mg duas vezes por dia. – Se o seu peso for igual ou superior a 50 kg, o seu médico pode decidir iniciar o tratamento com Lacosamida Alter através de uma dose de “carga” única de 200 mg. Deve depois iniciar a sua dosede manutenção 12 horas mais tarde.

Crianças e adolescentes com peso inferior a 50 kg – No tratamento de crise de início parcial: tenha em atenção que Lacosamida Alter não é recomendado para crianças com menos de 2 anos de idade. – No tratamento de crises tónico-clónicas primárias generalizadas: tenha em atenção que Lacosamida Alter nãoé recomendado para crianças com menos de 4 anos de idade. – A dose depende do seu peso corporal. Normalmente iniciam o tratamento com o xarope e APROVADO EM 19-07-2024 INFARMED só passam para os comprimidos se forem capazes de tomar comprimidos e se for obtida a dose correta através das diferentes dosagens dos comprimidos. O médico irá prescrever a formulação mais adequada.

Se tomar mais Lacosamida Alter do que deveria Contacte imediatamente o seu médico se tomou mais Lacosamida Alter do que deveria. Não tente conduzir.Pode sentir: • tonturas; • enjoos (náuseas, vómitos); • crises (convulsões), problemas do ritmo cardíaco, tais como um batimento lento, rápido ou irregular, coma ou diminuição da pressão arterial com batimentos cardíacos rápidos e sudorese.

Caso se tenha esquecido de tomar Lacosamida Alter • Se se esqueceu de tomar uma dose até 6 horas após a hora habitual, tome-a assim que se lembrar. • Se se esqueceu de tomar uma dose mais de 6 horas após a hora habitual, não tome o comprimidoesquecido. Tome Lacosamida Alter à hora seguinte a que normalmente tomaria. • Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Se parar de tomar Lacosamida Alter • Não pare de tomar Lacosamida Alter sem consultar o seu médico, pois a sua epilepsia pode reaparecer ou agravar-se. • Caso o seu médico decida interromper o seu tratamento com Lacosamida Alter, ele irá dizer-lhe como devereduzir a dose progressivamente. Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.

4. Efeitos indesejáveis possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

A incidência de reações adversas ao nível do sistema nervoso central, tais como tonturas, pode ser superior após a administração de uma dose de “carga” única.

Fale com o seu médico ou farmacêutico se sentir algum dos seguintes efeitos:

Muito frequentes: pode afetar mais de 1 em 10 pessoas • Dor de cabeça; • Tonturas ou enjoos (náuseas); • Visão dupla (diplopia).

Frequentes: pode afetar até 1 em 10 pessoas • Contrações breves de um músculo ou grupo de músculos (crises mioclónicas); • Dificuldade em coordenar os movimentos ou andar; • Dificuldade em manter o equilíbrio, tremor, formigueiro (parestesia) ou espasmos APROVADO EM 19-07-2024 INFARMED musculares, cair facilmente e ficar com nódoas negras; • Problemas de memória e dificuldade de pensamento ou em encontrar as palavras certas, confusão; • Movimentos rápidos e descontrolados dos olhos (nistagmo), visão turva; • Sensação “estar a andar à roda” (vertigem), sensação de embriaguez; • Vómitos, boca seca, obstipação, indigestão, acumulação excessiva de gases no estômago ou nos intestinos, diarreia; • Diminuição da capacidade de sentir ou da sensibilidade, dificuldade em articular palavras, distúrbios da atenção; • Ruídos no ouvido tais como zumbidos, sons de campainhas ou assobios; • Irritabilidade, dificuldade em dormir, depressão; • Sonolência, cansaço ou fraqueza (astenia); • Comichão, erupção cutânea.

Pouco frequentes: pode afetar até 1 em 100 pessoas • Diminuição do número de batimentos cardíacos, palpitações, pulsação irregular ou outras alterações na atividade elétrica do coração (alterações da condução cardíaca); • Sensação exagerada de bem-estar, ver e/ou ouvir coisas que não são reais; • Reação alérgica pela toma do medicamento, urticária; • As análises ao sangue podem indicar alteração da função hepática, lesão hepática; • Pensamentos relacionados com suicídio ou magoar-se a si mesmo, tentativa de suicídio: faleimediatamente com o seu médico; • Sentir-se zangado ou agitado; • Pensamentos anómalos ou perda de sentido da realidade; • Reação alérgica grave a qual causa inchaço da face, garganta, mãos, pés, tornozelos ou parte debaixo das pernas; • Desmaio; • Movimentos involuntários anormais (discinesia).

Desconhecidos: a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis • Pulso anormalmente rápido (taquiarritmia ventricular); • Ter a garganta inflamada, temperatura elevada e contrair mais infeções do que o habitual. As análises ao sangue podem indicar uma diminuição grave de um tipo específico de glóbulos brancos (agranulocitose); • Uma reação cutânea grave, a qual pode incluir temperatura elevada e outros sintomas gripais, erupção na face, erupção extensa, gânglios inchados (nódulos linfáticos aumentados). As análises ao sangue podem indicar aumento das enzimas hepáticas e de um tipo de glóbulos brancos (eosinofilia); • Uma erupção extensa com bolhas e descamação da pele, principalmente em redor da boca, nariz, olhos e órgãos genitais (síndrome de Stevens-Johnson) e uma forma mais grave que provoca descamação da pele em mais de 30% da superfície do corpo (necrólise epidérmica tóxica); • Convulsões.

Efeitos indesejáveis adicionais nas crianças

Os efeitos indesejáveis adicionais em crianças foram febre (pirexia), corrimento nasal (nasofaringite), garganta inchada (faringite), comer menos do que o habitual (diminuição do APROVADO EM 19-07-2024 INFARMED apetite), alterações no comportamento, agir de forma fora do normal (comportamento anormal) e falta de energia (letargia). Sentir-se com sono (sonolência) é um efeito indesejável muito frequente em crianças e pode afetar mais de 1 em 10 crianças.

Comunicação de efeitos indesejáveis Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente ao INFARMED, I.P. através dos contactos abaixo. Ao comunicar

efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste

medicamento.

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente)

Ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa Av. do Brasil, 53 1749-004 Lisboa Tel.: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800 222 444 (gratuita) E-mail: [email protected]

5. Como conservar Lacosamida Alter

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem e no blister após EXP. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Lacosamida Alter A substância ativa é a lacosamida. Cada comprimido de Lacosamida Alter 50 mg contém 50 mg de lacosamida. Cada comprimido de Lacosamida Alter 100 mg contém 100 mg de lacosamida. Cada comprimido de Lacosamida Alter 150 mg contém 150 mg de lacosamida. Cada comprimido de Lacosamida Alter 200 mg contém 200 mg de lacosamida.

Os outros componentes são: Núcleo: Celulose microcristalina, hidroxipropilcelulose, hidroxipropilcelulose (pouco substituída) LH-11, celulose microcristalina silicificada, crospovidona, estearato de magnésio APROVADO EM 19-07-2024 INFARMED

Revestimento: álcool polivinílico parcialmente hidrolisado (E1203), dióxido de titânio (E171), macrogol 4000 (E1521), talco (E553b), corantes*. * Os corantes são: laca de alumínio de indigotina (E132) – 200 mg óxido de ferro vermelho (E172) – 50 mg, 100 mg, 150 mg óxido de ferro amarelo (E172) – 100 mg, 150 mg,

Qual o aspeto de Lacosamida Alter e conteúdo da embalagem

Lacosamida Alter 50 mg comprimidos revestidos por película Comprimidos revestidos por película rosados, redondos, biconvexos, não ranhurados.

Lacosamida Alter 100 mg comprimidos revestidos por película Comprimidos revestidos por película amarelo escuros, oblongos, com uma ranhura numa das faces. A ranhura do comprimido não se destina à sua divisão.

Lacosamida Alter 150 mg comprimidos revestidos por película Comprimidos revestidos por película de cor salmão, redondos, biconvexos, não ranhurados.

Lacosamida Alter 200 mg comprimidos revestidos por película Comprimidos revestidos por película azuis, redondos, biconvexos, não ranhurados.

Embalagens contendo 14 ou 56 comprimidos revestidos por película.

É possívelque não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

ALTER, S.A. Estrada Marco do Grilo Zemouto APROVADO EM 19-07-2024 INFARMED 2830 Coina Portugal

Fabricante

Laboratorios Alter, S.A.

C/ Mateo Inurria 30

28036 Madrid Espanha

Este folheto foi revisto pela última vez em { MM/AAAA }.

⚕Para profissionais — Resumo das Características do Medicamento (RCM)Ficha técnica completa: posologia, interações, contraindicações, advertências+
Informações técnicas destinadas aos profissionais de saúde (médicos e farmacêuticos). Le Resumo das Características do Medicamento (RCM) est le document officiel approuvé par l’ANSM/EMA. Il ne remplace pas la notice ni l’avis du médecin.

19-07-2024

1. NOME DO MEDICAMENTO

Lacosamida Alter 50 mg comprimidos revestidos por película Lacosamida Alter 100 mg comprimidos revestidos por película Lacosamida Alter 150 mg comprimidos revestidos por película Lacosamida Alter 200 mg comprimidos revestidos por película

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Lacosamida Alter 50 mg comprimidos revestidos por película Cada comprimido revestido por película contém 50 mg de lacosamida.

Lacosamida Alter 100 mg comprimidos revestidos por película Cada comprimido revestido por película contém 100 mg de lacosamida.

Lacosamida Alter 150 mg comprimidos revestidos por película Cada comprimido revestido por película contém 150 mg de lacosamida.

Lacosamida Alter 200 mg comprimidos revestidos por película Cada comprimido revestido por película contém 200 mg de lacosamida.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película

Lacosamida Alter 50 mg comprimidos revestidos por película Comprimidos revestidos por película rosados, redondos, biconvexos, não ranhurados.

Lacosamida Alter 100 mg comprimidos revestidos por película Comprimidos revestidos por película amarelo escuros, oblongos, com uma ranhura numa das faces. A ranhura do comprimido não se destina à sua divisão.

Lacosamida Alter 150 mg comprimidos revestidos por película Comprimidos revestidos por película de cor salmão, redondos, biconvexos, não ranhurados.

Lacosamida Alter 200 mg comprimidos revestidos por película Comprimidos revestidos por película azuis, redondos, biconvexos, não ranhurados.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1. Indicações terapêuticas

Lacosamida é indicado como monoterapia no tratamento de crises de início parcial com ou sem generalização secundária em adultos, adolescentes e crianças a partir de 2 anos de idade com epilepsia.

Lacosamida é indicado como terapêutica adjuvante: • no tratamento de crises de início parcial com ou sem generalização secundária em 19-07-2024

adultos,adolescentes e crianças a partir de 2 anos de idade com epilepsia; • no tratamento de crises tónico-clónicas primárias generalizadas em adultos, adolescentes e crianças a partir dos 4 anos de idade com epilepsia generalizada idiopática.

4.2. Posologia e modo de administração

Posologia

O médico deve prescrever a formulação e a dosagem mais adequadas de acordo com o peso e a dose. A posologia recomendada para adultos, adolescentes e crianças a partir de 2 anos de idade está resumida na tabela seguinte. A lacosamida deve ser tomada duas vezes por dia, com cerca de 12 horas de intervalo. Em caso de esquecimento de uma dose, o doente deve ser instruído a tomar a dose esquecida imediatamente, e depois tomar a dose seguinte de lacosamida à hora habitual. Se o doente se der conta da dose esquecida a menos de 6 horas da próxima toma, deverá ser instruído a esperar para tomar a próxima dose de lacosamida à hora habitual. Os doentes não devem tomar uma dose a dobrar.

Adolescentes e crianças com peso igual ou superior a 50 kg e adultos

Dose inicial Titulação Dose máxima recomendada (passos increm entais)

Monoterapia: 50 mg duas vezes por 50 mg duas Monoterapia: até 300 mg duas vezes por dia (100 mg/dia) ou 100 mg duas vezes por dia dia (600 mg/dia) vezes por dia (200 mg/dia) (100 mg/dia) em intervalos Terapêutica adjuvante: até 200 mg duas Terapêutica adjuvante: 50 mg semanais vezes por dia (400 mg/dia) duas vezes por dia (100 mg/dia)

Dosagem inicial alternativa* (se aplicável): Dose de carga única de 200 mg seguida de 100 mg duas vezes por dia (200 mg/dia)

*Uma dose de carga pode ser iniciada em doentes em situações em que o médico determine que a rápida obtenção da concentração plasmática de lacosamida em estado estacionário e do efeito terapêutico é justificada. Deve ser administrada sob supervisão médica com consideração do potencial de aumento da incidência de arritmia cardíaca grave e de reações adversas do sistema nervoso central (ver secção 4.8). A administração de uma dose de carga não foi estudada em condições agudas tais como o estado de mal epilético. 19-07-2024 Crianças a partir de 2 anos de idade e adolescentes com peso inferior a 50 kg*

Dose inicial Titulação Dose máximarecomendada (passosincrem entais) Monoterapia e Terapêutica 1 mg/kg duas Monoterapia: adjuvante: vezes por dia - até 6 mg/kg duas vezes por dia 1 mg/kg duas vezes por dia (2 mg/kg/dia) (12 mg/kg/dia) em doentes ≥ 10 kg a (2 mg/kg/dia) em intervalos < 40 kg semanais - até 5 mg/kg duas vezes por dia (10 mg/kg/dia) em doentes ≥ 40 kg a < 50 kg

Terapêutica adjuvante: - até 6 mg/kg duas vezes por dia (12 mg/kg/dia) em doentes ≥ 10 kg a < 20 kg - até 5 mg/kg duas vezes por dia (10 mg/kg/dia) em doentes ≥ 20 kg a < 30 kg - até 4 mg/kg duas vezes por dia (8 mg/kg/dia) em doentes ≥ 30 kg a < 50 kg

* Crianças com peso inferior a 50 kg devem, preferencialmente, iniciar o tratamento com Lacosamida 10 mg/ml xarope.

Adolescentes e crianças com peso igual ou superior a 50 kg e adultos

Monoterapia (no tratamento de crises de início parcial) A dose inicial recomendada é de 50 mg duas vezes por dia (100 mg/dia), a qual deve ser aumentada para uma dose terapêutica inicial de 100 mg duas vezes por dia (200 mg/dia) após uma semana. O tratamento com lacosamida também pode ser iniciado com a dose de 100 mg duas vezes por dia (200 mg/dia) com base na avaliação do médico necessária para a redução das crises em relação às potenciais reações adversas. Dependendo da resposta clínica e da tolerabilidade, a dose de manutenção pode ser ainda aumentada em intervalos semanais em 50 mg duas vezes por dia (100 mg/dia), até uma dose diária máxima recomendada de 300 mg duas vezes ao dia (600 mg/dia). Em doentes que alcançaram uma dose superior a 200 mg duas vezes por dia (400 mg/dia) e que necessitam de um medicamento antiepilético adicional, a posologia recomendada para a terapêutica adjuvante indicada abaixo é a que deve ser administrada.

Terapêutica adjuvante (no tratamento de crises de início parcial ou no tratamento de crises tónico- clónicas primárias generalizadas) A dose inicial recomendada é de 50 mg duas vezes por dia (100 mg/dia), a qual deverá 19-07-2024 ser aumentada para uma dose terapêutica inicial de 100 mg duas vezes por dia (200 mg/dia), após uma semana. Dependendo da resposta clínica e da tolerabilidade, a dose de manutenção pode ainda ser aumentada em intervalos semanais em 50 mg duas vezes por dia (100 mg/dia), até uma dose diária máxima recomendada de 200 mg duas vezes por dia (400 mg/dia).

Crianças a partir de 2 anos de idade e adolescentes com peso inferior a 50 kg

A dose é determinada com base no peso corporal. Por conseguinte, recomenda-se que o tratamento seja iniciado com o xarope, mudando-se depois para os comprimidos, se desejado. Ao prescrever o xarope, a dose deve ser expressa em volume (ml) e não em peso (mg). Monoterapia (no tratamento de crises de início parcial) A dose inicial recomendada é de 1 mg/kg duas vezes por dia (2 mg/kg/dia), a qual deve ser aumentada para uma dose terapêutica inicial de 2 mg/kg duas vezes por dia (4 mg/kg/dia), após uma semana. Dependendo da resposta e da tolerabilidade, a dose de manutenção pode ser ainda aumentada em 1 mg/kg duas vezes por dia (2 mg/kg/dia) a cada semana. A dose deve ser aumentada gradualmente até ser obtida a resposta ideal. Deve ser utilizada a dose eficaz mais baixa. Em crianças com peso entre 10 kg e inferior a 40 kg, recomenda-se uma dose máxima de até 6 mg/kg duas vezes por dia (12 mg/kg/dia). Em crianças com peso entre 40 e inferior a 50 kg, recomenda-se uma dose máxima de 5 mg/kg duas vezes por dia (10 mg/kg/dia).

Terapêutica adjuvante (no tratamento de crises tónico-clónicas primárias generalizadas a partir dos 4anos de idade ou no tratamento de crises de início parcial a partir de 2 anos de idade) A dose inicial recomendada é de 1 mg/kg duas vezes por dia (2 mg/kg/dia), a qual deve ser aumentada para uma dose terapêutica inicial de 2 mg/kg duas vezes por dia (4 mg/kg/dia), após uma semana. Dependendo da resposta e da tolerabilidade, a dose de manutenção pode ser ainda aumentada em 1 mg/kg duas vezes por dia (2 mg/kg/dia) a cada semana. A dose deve ser gradualmente ajustada até ser obtida a resposta ideal. Deve ser utilizada a dose eficaz mais baixa. Devido a uma maior depuração em relação aos adultos, em crianças com peso entre 10 kg e inferior a 20 kg, recomenda-se uma dose máxima de até 6 mg/kg duas vezes por dia (12 mg/kg/dia). Em crianças com peso entre 20 e inferior a 30 kg, recomenda-se uma dose máxima de 5 mg/kg duas vezes por dia (10 mg/kg/dia) e em crianças com peso entre 30 e inferior a 50 kg, recomenda-se uma dose máxima de 4 mg/kg duas vezes por dia (8 mg/kg/dia), embora em estudos abertos (ver secções 4.8 e 5.2), uma dose até 6 mg/kg duas vezes por dia (12 mg/kg/dia) tenha sido utilizada por um pequeno número de crianças deste último grupo.

Início do tratamento com lacosamida com uma dose de carga (monoterapia inicial ou conversão para monoterapia no tratamento de crises de início parcial ou terapêutica adjuvante no tratamento de crises de início parcial ou terapêutica adjuvante no tratamento de crises tónico-clónicas primárias generalizadas) Em adolescentes e crianças com peso igual ou superior a 50 kg e adultos, o tratamento com lacosamida pode também ser iniciado com uma dose de carga única de 200 mg, seguida aproximadamente 12 horas mais tarde, de uma dose de 100 mg duas vezes por 19-07-2024 dia (200 mg/dia) como terapêutica de manutenção. Devem ser instituídos ajustes de dose subsequentes de acordo com a resposta clínica e a tolerabilidade, tal como descrito acima. A dose de carga pode ser iniciada em doentes nos quais o médico pretende que seja rapidamente alcançado o estado estacionário para a concentração plasmática de lacosamida e assegurados os efeitos terapêuticos. Deve ser administrada sob vigilância clínica com especial precaução em relação ao potencial para aumentar a incidência de arritmia cardíaca grave e reações adversas ao nível do sistema nervoso central (ver secção 4.8). A administração de uma dose de carga nas situações agudas não foi estudada, tais como durante o estado de mal epilético.

Descontinuação Caso seja necessário descontinuar o tratamento com lacosamida, recomenda-se que a dose seja diminuída de forma gradual, com decréscimos semanais de 4 mg/kg/dia (para doentes com um peso corporal inferior a 50 kg) ou 200 mg/dia (para doentes com um peso corporal igual ou superior a 50 kg), para os doentes que tenham atingido uma dose de lacosamida ≥ 6 mg/kg/dia ou ≥ 300 mg/dia, respetivamente. Pode ser considerada uma descontinuação mais lenta, com decréscimos semanais de 2 mg/kg/dia ou 100 mg/dia, caso tal seja considerado clinicamente necessário. Em doentes que desenvolvam arritmia cardíaca grave, deverá ser realizada uma avaliação clínica de benefício/risco e, se necessário, a lacosamida deverá ser descontinuada.

Populações especiais

Idosos (acima de 65 anos) Não é necessária redução de dose em doentes idosos. Deve ser tida em conta a redução da depuração renal associada à idade com aumento dos níveis AUC, em doentes idosos (ver parágrafo “Compromisso renal” em seguida e secção 5.2). Os dados clínicos para a utilização de lacosamida em doentes idosos com epilepsia, em particular de doses superiores a 400 mg/dia, são limitados (ver secções 4.4, 4.8 e 5.1).

Compromisso renal Não é necessário qualquer ajuste de dose em doentes adultos e pediátricos com compromisso renal ligeiro a moderado (CLcr> 30 ml/min). Nos doentes pediátricos com peso igual ou superior a 50 kg e nos doentes adultos com compromisso renal ligeiro a moderado, pode ser administrada uma dose de carga de 200 mg, contudo deve ser realizada uma titulação adicional e cuidada da dose (> 200 mg diários). Nos doentes pediátricos com peso igual ou superior a 50 kg e nos doentes adultos com compromisso renal grave (CLcr ≤ 30 ml/min) ou com insuficiência renal terminal, recomenda-se uma dose máxima de 250 mg/dia e a titulação da dose deve realizada com precaução. Se uma dose de cargase encontrar indicada, deve ser administrada uma terapêutica com uma dose inicial de 100 mg seguida de 50 mg duas vezes por dia durante a primeira semana. Nos doentes pediátricos com peso inferiora 50 kg com compromisso renal grave (CLcr ≤ 30 ml/min) ou com doença renal terminal, recomenda-se uma redução de 25% da dose máxima. Em todos os doentes hemodialisados, recomenda-se um suplemento de até 50% da dose diária dividida, imediatamente a seguir a cada tratamento de hemodiálise. O tratamento de doentes com doença renal terminal deve ser feito com precaução dada a experiência clínica limitada e a acumulação do metabolito (sem atividade farmacológica conhecida). 19-07-2024 Compromisso hepático É recomendada uma dose máxima de 300 mg/dia em doentes pediátricos com peso igual ou superior a 50 kg e em doentes adultos com compromisso hepático ligeiro a moderado. A titulação da dose deve ser efetuada com precaução, considerando a existência de compromisso renal. Em adolescentes e adultos com peso igual ou superior a 50 kg, pode ser considerada uma dose de carga de 200 mg mas deve ser realizada uma titulação adicional e cuidada da dose (> 200 mg diários). Com base nos dados obtidos em adultos, nos doentes pediátricos com peso inferior a 50 kg com compromisso hepático ligeiro a moderado deve ser aplicada uma redução de 25% da dose máxima. A farmacocinética da lacosamida não foi estudada em doentes com compromisso hepático grave (ver secção 5.2). A lacosamida apenas deve ser administrada a doentes adultos e pediátricos com insuficiência hepática grave quando se espera que os benefícios terapêuticos esperados superem o potencial risco. Pode ser necessário ajustar a dose enquanto se observa cuidadosamente a atividade da doença e potenciais efeitos indesejáveis no doente.

População pediátrica

A lacosamida não é recomendada para utilização em crianças com idade inferior a 4 anos no tratamento de crises tónico-clónicas primárias generalizadas e com idade inferior a 2 anos no tratamento de crises de início parcial, uma vez que existem dados limitados sobre a segurança eeficácia nestes grupos etários, respetivamente.

Dose de carga A administração de uma dose de carga não foi estudada em crianças. Não se recomenda a utilização deuma dose de carga em adolescentes e crianças com peso inferior a 50 kg.

Modo de administração

Os comprimidos revestidos por película de lacosamida destinam-se a administração oral. A lacosamida pode ser tomada com ou sem alimentos.

4.3. Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1. Existência de bloqueio auriculoventricular (AV) de segundo ou terceiro grau.

4.4. Advertências e precauções especiais de utilização

Ideação e comportamento suicida

Foram notificados casos de ideação e comportamento suicida em doentes tratados com medicamentos antiepiléticos em várias indicações terapêuticas. Uma meta-análise de estudos clínicos aleatorizados de medicamentos antiepiléticos controlados com placebo mostrou também um pequeno aumento do risco de ideação e comportamento suicida. O mecanismo que explica este risco não é conhecido e os dados disponíveis não excluem a possibilidade de um aumento do risco associado à lacosamida. 19-07-2024 Assim, os doentes devem ser monitorizados quanto a sinais de ideação e comportamento suicida, devendo ser considerada a necessidade de tratamento adequado. Os doentes (e os prestadores de cuidados aos doentes) devem ser aconselhados a contactar o médico caso surjam sinais de ideação e comportamento suicidas (ver secção 4.8).

Ritmo e condução cardíaca

Foi observado prolongamento do intervalo PR relacionado com a dose em ensaios clínicos com a lacosamida. A lacosamida deve ser utilizada com precaução em doentes com condições pró-arrítmicas subjacentes, tais como doentes com problemas de condução cardíaca conhecidos ou doença cardíaca grave (por ex., isquemia/enfarte do miocárdio, insuficiência cardíaca, doença cardíaca estrutural ou patologias cardíacas dos canais de sódio), ou doentes tratados com medicamentos que afetem a condução cardíaca, incluindo antiarrítmicos e medicamentos antiepiléticos bloqueadores dos canais desódio (ver secção 4.5), assim como em doentes idosos. Nestes doentes, deve considerar-se a realização de um ECG antes de um aumento da dose de lacosamida acima de 400 mg/dia e após a lacosamida ser titulada no sentido de alcançar o estadoestacionário. Nos estudos clínicos controlados por placebo da lacosamida em doentes epiléticos, não foi notificada fibrilhação ou flutter auricular; contudo, ambos foram notificados em estudos abertos de epilepsia e na experiência pós-comercialização.

Na experiência pós-comercialização, foram notificados bloqueios AV (incluindo bloqueios AV de segundo grau ou superiores). Foi notificada taquiarritmia ventricular em doentes com condições pró- arrítmicas. Em casos raros, estes acontecimentos levaram a assístole, paragem cardíaca e morte, em doentes com condições pró-arrítmicas subjacentes.

Os doentes devem ser alertados dos sintomas de arritmia cardíaca (p. ex. pulso fraco, rápido ou irregular, palpitações, falta de ar, sensação de atordoamento, desmaio). Deverá ser recomendado aos doentes procurar aconselhamento médico imediato, caso ocorra algum destes sintomas.

Tonturas

O tratamento com lacosamida tem sido associado a tonturas, o que pode aumentar a ocorrência de lesões acidentais ou quedas. Assim, os doentes devem ser advertidos para tomarem precauções até que estejam familiarizados com os potenciais efeitos deste medicamento (ver secção 4.8).

Potencial para novo aparecimento ou agravamento das crises mioclónicas

Foram notificados casos de novo aparecimento ou agravamento das crises mioclónicas em doentes adultos e pediátricos com crises tónico-clónicas primárias generalizadas (CTCPG), em particular durante a titulação. Em doentes com mais do que um tipo de crise, o benefício observado do controlo de um tipo de crise deve ser ponderado frente a qualquer agravamento observado noutro tipo de crise.

Potencial para agravamento eletroclínico em síndromes epiléticas pediátricas específicas 19-07-2024

A segurança e a eficácia da lacosamida em doentes pediátricos com síndromes epiléticas em quepossam coexistir crises focais e generalizadas não foram determinadas.

4.5. Interações medicamentosas e outras formas de interação

A lacosamida deve ser usada com precaução em doentes tratados com medicamentos associados ao aumento do intervalo PR (incluindo medicamentos antiepiléticos bloqueadores dos canais de sódio) assim como em doentes tratados com antiarrítmicos. No entanto, em estudos clínicos, a análise de subgrupo não demonstrou uma magnitude aumentada no prolongamento do intervalo PR em doentes com administração concomitante de carbamazepina ou lamotrigina.

Dados in vitro

Os dados disponíveis sugerem que a lacosamida possui um potencial de interação baixo. Estudos in vitro indicam que as enzimas CYP1A2, CYP2B6 e CYP2C9 não são induzidas e que os CYP1A1, CYP1A2, CYP2A6, CYP2B6, CYP 2C8, CYP 2C9, CYP 2D6 e CYP 2E1 não são inibidos pela lacosamida, nas concentrações plasmáticas observadas durante os estudos clínicos. Um estudo in vitroindicou que a lacosamida não é transportada por glicoproteína-P no intestino. Dados in vitro demonstram que o CYP2C9, CYP2C19 e CYP3A4 têm a capacidade de catalisar a formação do metabolito O-desmetil.

Dados in vivo

A lacosamida não inibe nem induz os CYP2C19 e CYP3A4 numa extensão clinicamente relevante. A lacosamida não afetou a AUC do midazolam (metabolizado pelo CYP3A4, após toma de lacosamida 200 mg duas vezes ao dia) mas a Cmax do midazolam foi ligeiramente aumentada (30%). A lacosamida não afetou a farmacocinética do omeprazol (metabolizado pelo CYP2C19 e CYP3A4, após toma de lacosamida 300 mg duas vezes ao dia). O omeprazol, inibidor do CYP2C19, (40 mg uma vez por dia) não originou um aumento clinicamente significativo da exposição da lacosamida. Deste modo, é pouco provável que inibidores moderados do CYP2C19 afetem numa extensão clinicamente relevante a exposição sistémica à lacosamida. É recomendada precaução no tratamento concomitante com inibidores fortes do CYP2C9 (ex. fluconazol) e CYP3A4 (ex. itraconazol, cetoconazol, ritonavir, claritromicina), o que pode originar um aumento da exposição sistémica à lacosamida. Tais interações não foram estabelecidas in vivo mas foram possivelmente baseadas nos dados in vitro.

A exposição sistémica da lacosamida pode ser moderadamente reduzida por indutores enzimáticos fortes, como a rifampicina ou o hipericão (Hypericumperfuratum), pelo que o início e fim de tratamento com estes indutores devam ser efetuados com precaução.

Medicamentos antiepiléticos

Em estudos de interação, a lacosamida não influenciou significativamente as 19-07-2024 concentrações plasmáticas da carbamazepina nem do ácido valpróico. As concentrações plasmáticas da lacosamida não foram afetadas pela carbamazepina ou ácido valpróico. Análises farmacocinéticas populacionais em diferentes grupos etários demonstraram que o tratamento concomitante com outros medicamentos antiepiléticos indutores enzimáticos (carbamazepina, fenitoína, fenobarbital, em várias doses) reduziu a exposição sistémica geral da lacosamida em 25% em adultos e 17% em doentes pediátricos.

Contracetivos orais

Num estudo de interação não ocorreram interações clinicamente significativas entre a lacosamida e os contracetivos orais etinilestradiol e levonorgestrel. As concentrações de progesterona não foram afetadas com a administração concomitante dos dois medicamentos.

Outros

Estudos de interação demonstraram que a lacosamida não interfere com a farmacocinética da digoxina. Não houve interação clinicamente significativa entre a lacosamida e a metformina. A coadministração de varfarina com lacosamida não resulta numa alteração clinicamente significativa da farmacocinética e farmacodinâmica da varfarina.

Apesar de não se encontrarem disponíveis dados farmacocinéticos relacionados com a interação dalacosamida com o álcool, o efeito farmacodinâmico não pode ser excluído. A lacosamida tem um perfil de ligação às proteínas inferior a 15%, pelo que são consideradas pouco prováveis interações de competição pelo recetor proteico, com outros medicamentos.

4.6. Fertilidade, gravidez e aleitamento

Mulheres com potencial para engravidar

Os médicos devem discutir o planeamento familiar e a contraceção com as mulheres com potencialpara engravidar a tomar lacosamida (ver Gravidez). Se uma mulher decidir engravidar, o uso de lacosamida deve ser cuidadosamente reavaliado.

Gravidez Risco relacionado com a epilepsia e medicamentos antiepiléticos, em geral Para todos os medicamentos antiepiléticos, foi observado que na descendência de mulheres com epilepsia, tratadas, a prevalência de malformações é duas a três vezes superior à prevalência observada na população em geral (aproximadamente 3%). Na população tratada, foi observado um aumento das malformações associado à politerapia, no entanto, a extensão de responsabilidade atribuída ao tratamento e/ou doença não foi elucidativa. O tratamento antiepilético efetivo não pode ser interrompido uma vez que o agravamento da patologiaé prejudicial para ambos, mãe e feto. 19-07-2024 Risco associado à lacosamida A quantidade de dados sobre a utilização de lacosamida em mulheres grávidas, é limitada ou inexistente. Estudos em animais não revelaram qualquer efeito teratogénico em ratos ou coelhos, mas foi observada embriotoxicidade em ratos e coelhos, em doses tóxicas maternas (ver secção 5.3). Desconhece-se o risco potencial para o ser humano. Como medida de precaução, é preferível evitar a utilização de lacosamida durante a gravidez a menos que tal seja claramente necessário (se o benefício para a mãe for claramente superior ao risco potencial para o feto). Se a mulher decidir engravidar, a utilização deste medicamento deve ser cuidadosamente reavaliada.

Amamentação

A lacosamida é excretada no leite materno em seres humanos. Não pode ser excluído qualquer risco para os recém-nascidos/lactentes. Recomenda-se que o aleitamento seja interrompido durante o tratamento com lacosamida.

Fertilidade

Não foram observadas reações adversas na fertilidade masculina ou feminina ou na reprodução em ratos nas doses que produzem exposições plasmáticas (AUC) até aproximadamente 2 vezes a AUC plasmática em seres humanos na dose máxima recomendada para o Homem.

4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

A lacosamida tem uma influência ligeira a moderada sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas. O tratamento com lacosamida foi associado a tonturas e visão turva. Assim sendo, os doentes deverão ser aconselhados a não conduzir nem utilizar máquinas potencialmente perigosas antes de estarem familiarizados com os efeitos da lacosamida na sua capacidade para desempenhar estas atividades.

4.8. Efeitos indesejáveis

Resumo do perfil de segurança

Com base na análise de estudos clínicos efetuados contra placebo em terapêuticas adjuvantes, em 1308 doentes com crises de início parcial, foi notificada pelo menos 1 reação adversa, num total de 61,9% de doentes aleatorizados para lacosamida e 35,2% de doentes aleatorizados para placebo. Os efeitos indesejáveis notificados mais frequentemente (≥ 10%) no tratamento com lacosamida foram tonturas, cefaleias, náuseas e diplopia. São geralmente de intensidade ligeira a moderada. Alguns dos efeitos notificados eram relacionados com a dose, podendo ser minimizados com a redução da mesma. A incidência e a gravidade de efeitos indesejáveis associados ao sistema nervoso central (SNC) e gastrointestinal (GI) geralmente decresceram ao longo do tempo. A taxa de interrupção de tratamento associada a reações adversas foi de 12,2% em doentes aleatorizados para lacosamida e 1,6% em doentes aleatorizados para placebo, em todos estes estudos clínicos controlados. A reação adversa mais frequente, associada 19-07-2024 à interrupção do tratamento com lacosamida foram as tonturas. A incidência de reações adversas ao nível do SNC tais como tonturas, pode ser superior após aadministração de uma dose de carga.

Com base na análise dos dados provenientes de um estudo clínico de não inferioridade em monoterapia comparando a lacosamida com a carbamazepina de libertação controlada (CR), as reações adversas notificadas mais frequentemente (≥ 10%) para a lacosamida foram cefaleias e tonturas. A taxa de descontinuação devido a reações adversas foi de 10,6% para doentes tratados com lacosamida e 15,6% para doentes tratados com carbamazepina CR.

O perfil de segurança da lacosamida notificado num estudo realizado em doentes com idade igual ou superior a 4 anos com epilepsia generalizada idiopática com crises tónico-clónicas primárias generalizadas (CTCPG) foi consistente com o perfil de segurança notificado nos estudos clínicos controlados por placebo agrupados sobre crises de início parcial. As reações adversas adicionais notificadas nos doentes com CTCPG foram epilepsia mioclónica (2,5% no grupo da lacosamida e 0% no grupo do placebo) e ataxia (3,3% no grupo da lacosamida e 0% no grupo do placebo). As reações adversas notificadas com mais frequência foram tonturas e sonolência. As reações adversas mais frequentes que resultaram em descontinuação da terapêutica com lacosamida foram as tonturas e a ideação suicida. A taxa de descontinuação devida a reações adversas foi de 9,1% no grupo da lacosamida e de 4,1% no grupo do placebo.

Tabela com lista de reações adversas

A tabela seguinte apresenta as frequências das reações adversas notificadas durante os estudos clínicos e na experiência de pós-comercialização. As frequências definem-se em muito frequentes (≥ 1/10), frequentes (≥ 1/100 a < 1/10), pouco frequentes (≥ 1/1000 a < 1/100) e desconhecidos (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis). Os efeitos indesejáveis são apresentados por ordem decrescente de gravidade dentro de cada classe de frequência.

Classes de sistemas Muito Frequentes Pouco frequentes Desconhecidos de órgãos frequentes Doenças do sangue Agranulocitose(1 e do sistema ) linfático Doenças do sistema Hipersensibilidade ao Reação adversa imunitário medicamento(1) com eosinofilia e sintomas sistémicos (DRESS)(1,2) Perturbações do Depressão Agressividade foro psiquiátrico Estado Agitação(1) Humor confusional eufórico(1) 19-07-2024 Insónia(1) Perturbação psicótica(1) Tentativa de suicídio(1) Ideação suicida Alucinações(1) Doenças do sistema Tonturas Crises Síncope(2) Convulsão nervoso Cefaleias mioclónicas(3) Coordenação anómala Ataxia Discinesia Perturbações no equilíbrio Perturbações da memória Perturbação cognitiva Sonolência Tremor Nistagmo Hipoestesia Disartria Perturbações na atenção Parestesia Afeções oculares Diplopia Visão turva Afeções do ouvido Vertigens e do labirinto Acufenos Cardiopatias Bloqueio Taquiarritmia ve auriculoventricular(1,2) e ntricular(1) bradicardia(1,2) Fibrilhação auricular(1,2) Flutter auricular(1,2) Doenças Náuseas Vómitos gastrointestinais Obstipação Flatulência Dispepsia Xerostomia Diarreia Afeções Testes da função hepatobiliares hepática alterados(2) Aumento das enzimas hepáticas(> 2x ULN)(1) Afeções dos tecidos Prurido Angioedema(1) Síndrome de cutâneos e Erupção Urticária(1) Stevens- subcutâneos cutânea (1) Johnson(1) Necrólise epidérmica tóxica(1) Afeções Espasmos musculosqueléticas musculares e dos tecidos conjuntivos 19-07-2024 Perturbações gerais Alterações da e alterações no marcha local de Astenia Fadiga administração Irritabilidade Sensação de embriaguez

Complicações de Queda intervenções Laceração relacionadas com cutânea lesões e Contusão intoxicações

(1) Reações adversas relatadas durante a experiência pós-comercialização. (2) Ver Descrição das reações adversas selecionadas. (3) Notificado em estudos de CTCPG.

Descrição das reações adversas selecionadas

A administração de lacosamida está associada ao aumento do intervalo PR relacionado com a dose. Podem ocorrer efeitos indesejáveis relacionados com o aumento do intervalo PR (ex.: bloqueio auriculoventricular, síncope, bradicardia). Em estudos clínicos para terapêutica adjuvante com doentes epiléticos, a taxa de incidência associada à notificação de bloqueio auriculoventricular de primeiro grau é pouco frequente, 0,7%, 0%, 0,5% e 0% para a lacosamida 200 mg, 400 mg, 600 mg ou placebo, respetivamente. Não foram observados bloqueios auriculoventriculares de 2º grau ou superior nestes estudos. Contudo, durante a experiência pós-comercialização foram descritos casos de bloqueio auriculoventricular de 2º e 3º grau associados ao tratamento com lacosamida. No estudo clínico de monoterapia, comparando a lacosamida com a carbamazepina CR, a extensão do aumento no intervalo PR foi comparável entre a lacosamida e a carbamazepina.

A taxa de incidência associada à síncope notificada para um conjunto de estudos clínicos para terapêutica adjuvante é pouco frequente, não diferindo entre os doentes epiléticos (n=944) tratados com lacosamida (0,1%) e os doentes epiléticos (n=364) tratados com placebo (0,3%). No estudo clínico para a monoterapia que comparou a lacosamida com a carbamazepina CR, foi notificada a ocorrência de síncope em 7/444 (1,6%) doentes tratados com lacosamida e em 1/442 (0,2%) doentes tratados com carbamazepina CR.

A fibrilhação ou o flutter auricular não foram notificados em estudos clínicos de curto prazo; contudo, ambos foram notificados em estudos abertos de epilepsia e na experiência pós-comercialização.

Anomalias nas análises laboratoriais Foram observadas anomalias nos testes da função hepática em estudos clínicos controlados por placebo com lacosamida em doentes adultos com crises de início parcial, que estavam a tomar 1 a 3 medicamentos antiepiléticos concomitantes. Aumentos da ALT a ≥ 3x ULN 19-07-2024 ocorreramem 0,7% (7/935) dos doentes a tomar Lacosamida e em 0% (0/356) dos doentes a tomar placebo.

Reações de hipersensibilidade multiorgânicas Foram descritas reações de hipersensibilidade multiorgânicas (também conhecidas como reação adversa com eosinofilia e sintomas sistémicos, DRESS) em doentes tratados com alguns medicamentos antiepiléticos. Estas reações têm uma expressão variável mas tipicamente apresentam febre e erupção cutânea e podem ser associadas com o envolvimento de diferentes sistemas de órgãos. Se houver suspeita de reação de hipersensibilidade multiorgânica, a lacosamida deve ser descontinuada.

População pediátrica

O perfil de segurança da lacosamida em estudos clínicos controlados por placebo (255 doentes com idade a partir de 1 mês até menos de 4 anos e 343 doentes com idade a partir de 4 anos até menos de 17 anos) e em estudos clínicos abertos (847 doentes com idade a partir de 1 mês e até idade igual ou inferior a 18 anos) na terapêutica adjuvante em doentes pediátricos com crises de início parcial foi consistente com o perfil de segurança observado em adultos. Uma vez que os dados disponíveis em doentes pediátricos com menos de 2 anos de idade são limitados, a lacosamida não se encontra indicada nesta faixa etária.

As reações adversas adicionais observadas na população pediátrica foram pirexia, nasofaringite, faringite, diminuição do apetite, comportamento anormal e letargia. Foi relatada sonolência com mais frequência na população pediátrica (≥ 1/10) em comparação com a população adulta (≥ 1/100 a <1/10).

População idosa

No estudo para a monoterapia que comparou a lacosamida com a carbamazepina CR, os tipos de reações adversas relacionadas com a lacosamida em doentes idosos (idade ≥ 65 anos) aparentam ser semelhantes aos observados em doentes com idade inferior a 65 anos. No entanto, foi relatado um aumento da incidência de quedas, diarreia e tremor superior (diferença ≥ 5%) em doentes idosos quando comparados com doentes adultos mais jovens. A reação adversa associada a efeitos cardíacos notificada mais frequentemente em doentes idosos quando comparados com a população adulta mais jovem foi bloqueio AV de primeiro grau. Isto foi notificado com a lacosamida em 4,8% (3/62) dos doentes idosos quando comparados com 1,6% (6/382) dos doentes adultos mais jovens. A taxa de descontinuação devido às reações adversas observadas com a lacosamida foi de 21,0% (13/62) nos doentes idosos em relação a 9,2% (35/382) nos doentes adultos mais jovens. Estas diferenças entre doentes idosos e doentes adultos mais jovens foram semelhantes às observadas no grupo comparador ativo.

Notificação de suspeitas de reações adversas A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.:

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram 19-07-2024 (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos:

Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. do Brasil, 53 1749-004 Lisboa Tel.: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800 222 444 (gratuita) E-mail: [email protected]

4.9. Sobredosagem

Sintomas

Os sintomas observados após uma sobredosagem acidental ou intencional de lacosamida estãoassociados principalmente ao SNC e ao sistema gastrointestinal.

Os tipos de reações adversas experimentados por doentes expostos a doses acima de 400 mg até 800 mg não foram clinicamente diferentes dos efeitos adversos dos doentes aos quais foramadministradas as doses recomendadas de lacosamida.

As reações notificadas após ingestão de mais de 800 mg são tonturas, náuseas, vómitos, crises (convulsões tónico-clónicas generalizadas, estado epilético). Foram também observados distúrbios da condução cardíaca, choque e coma. Foram notificadas mortes em doentes após uma ingestão de sobredosagem única aguda de vários gramas de lacosamida.

Tratamento

Não existe antídoto específico para a sobredosagem com lacosamida. O tratamento de uma sobredosagem com lacosamida deve englobar medidas gerais de suporte e pode incluir hemodiálise, senecessário (ver secção 5.2).

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1. Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: antiepiléticos, outros antiepiléticos. código ATC: N03AX18.

Mecanismo de ação

A substância ativa, lacosamida (R-2-acetamido-N-benzil-3-metoxipropionamida) é um aminoácidofuncionalizado. O mecanismo de ação exato pelo qual a lacosamida exerce o seu efeito antiepilético em seres humanos ainda não está completamente caracterizado. Estudos eletrofisiológicos in vitro revelaram que a lacosamida aumenta seletivamente a inativação lenta dos canais de sódio dependentes da voltagem, resultando na estabilização das membranas neuronais hiperexcitáveis. 19-07-2024

Efeitos farmacodinâmicos

A lacosamida demonstrou induzir proteção contra convulsões num largo número de modelos animais de crises parciais e primariamente generalizadas, atrasando a ocorrência de crises provocadas. Em estudos não-clínicos, a lacosamida em associação com levetiracetam, carbamazepina, fenitoína, valproato, lamotrigina, topiramato ou gabapentina revelou efeitos anticonvulsivantes sinérgicos ou aditivos.

Eficácia e segurança clínicas (crises de início parcial) População adulta

Monoterapia A eficácia da lacosamida em monoterapia foi demonstrada num ensaio clínico aleatorizado, controlado com placebo, de comparação por não inferioridade com a carbamazepina CR em 886 doentes com idade igual ou superior a 16 anos com diagnóstico recente de epilepsia. Os doentes tinham de apresentar crises com início parcial com ou sem generalização secundária não provocadas. Os doentes foram aleatorizados para carbamazepina CR ou lacosamida, dispensados em comprimidos, na proporção de 1:1. A dose baseou-se na dose-resposta e variou de 400 até 1200 mg/dia para a carbamazepina CR e de 200 até 600 mg/dia para a lacosamida. A duração do tratamento atingiu as 121 semanas dependendo da resposta. As taxas estimadas para 6 meses de ausência de crises foram 89,8% para doentes tratados com lacosamida e 91,1% para doentes tratados com carbamazepina CR utilizando o método de análise de sobrevivência de Kaplan-Meier. A diferença absoluta ajustada entre tratamentos foi -1,3% (95% CI: - 5,5; 2,8). As taxas estimadas para 12 meses de ausência de crises de Kaplan-Meier foram 77,8% para os doentes tratados com lacosamida e 82,7% para doentes tratados com carbamazepina CR. As taxas de 6 meses de ausência de crises em doentes idosos com idade igual ou superior a 65 anos (62 doentes com lacosamida, 57 doentes com carbamazepina CR) foram semelhantes entre ambos os grupos de tratamento. As taxas foram igualmente semelhantes às observadas para a população em geral. Em doentes idosos, a dose de manutenção de lacosamida foi de 200 mg/dia em 55 doentes (88,7%), 400 mg/dia em 6 doentes (9,7%) e a dose foi aumentada acima de 400 mg/dia em 1 doente (1,6%).

Conversão para monoterapia A eficácia e segurança da lacosamida na conversão para monoterapia foram estudadas num estudo anterior, multicêntrico, de dupla ocultação, aleatorizado. Neste estudo foram aleatorizados 425 doentes com idade entre 16 e 70 anos com crises não controladas com início parcial sob tratamento com doses estáveis de um ou dois medicamentos disponíveis no mercado para a conversão para monoterapia com lacosamida (tanto 400 mg/dia ou 300 mg/dia na proporção de 3:1). Em doentes sob terapêutica que completaram a titulação e iniciaram a suspensão dos medicamentos antiepiléticos (284 e 99 respetivamente), a monoterapia foi mantida em 71,5% e 70,7% dos doentes respetivamente para 57-105 dias (média de 71 dias), para além do período de observação estimado de 70 dias.

Terapêutica adjuvante A eficácia da lacosamida como terapêutica adjuvante nas doses recomendadas 19-07-2024 (200 mg/dia, 400 mg/dia) foi estabelecida em 3 estudos multicêntricos, aleatorizados, controlados com placebo com duração de 12 semanas. A lacosamida na dose de 600 mg/dia também revelou ser eficaz como terapêutica adjuvante em estudos controlados, embora com eficácia semelhante a 400 mg/dia, sendo os doentes menos capazes de tolerar esta dose devido a efeitos indesejáveis ao nível do SNC e do sistema gastrointestinal. Assim, não é recomendada a dose de 600 mg/dia. A dose máxima recomendada é de 400 mg/dia. Estes estudos, envolvendo 1308 doentes com um historial de aproximadamente 23 anos de crises de início parcial, foram desenhados para avaliar a eficácia e segurança da lacosamida, quando administrada concomitantemente com 1-3 medicamentos antiepiléticos, em doentes com crises de início parcial não controladas, com ou sem generalização secundária. A proporção de doentes com uma redução de 50% na frequência de crises foide 23%, 34% e 40% para placebo, lacosamida 200 mg/dia e lacosamida 400 mg/dia, respetivamente.

A farmacocinética e segurança de uma dose de carga única de lacosamida por via intravenosa foram estabelecidas durante a realização de um estudo multicêntrico aberto, delineado para avaliar a segurança e a tolerabilidade da iniciação rápida da lacosamida através de uma dose de carga única por via intravenosa (incluindo 200 mg) seguidos de doses orais duas vezes ao dia (equivalentes à dose por via intravenosa) como terapêutica complementar em doentes adultos com idades compreendidas entre 16 e 60 anos com crises de início parcial.

População pediátrica As crises de início parcial têm uma fisiopatologia e expressão clínica semelhantes nas crianças a partir de 2 anos de idade e nos adultos. A eficácia da lacosamida em crianças com idade igual ou superior a 2 anos foi extrapolada a partir dos dados obtidos com adolescentes e adultos com crises de início parcial, esperando-se uma resposta semelhante uma vez estabelecidas as adaptações da dose pediátrica (ver secção 4.2), e a segurança foi demonstrada (ver secção 4.8). A eficácia suportada pelo princípio da extrapolação acima descrito foi confirmada através de um estudo clínico de dupla ocultação, aleatorizado, controlado por placebo. O estudo consistiu num período de situação basal de 8 semanas seguido de um período de titulação de 6 semanas. Doentes elegíveis num regime de dose estável de 1 até ≤3 medicamentos antiepiléticos, que ainda experienciaram pelos menos 2 crises de início parcial durante 4 semanas antes da seleção, com uma fase livre de crises não superior a 21 dias no período de 8 semanas antes de entrar no período de situação basal, foram aleatorizados para receber placebo (n=172) ou lacosamida (n=171).

A posologia foi iniciada numa dose de 2 mg/kg/dia em participantes com um peso inferior a 50 kg, ou 100 mg/dia em participantes com peso de 50 kg ou superior em duas doses divididas. Durante o período de titulação, as doses de lacosamida foram ajustadas em incrementos de 1 ou 2 mg/kg/dia emparticipantes com um peso menor do que 50 kg, ou 50 ou 100 mg/dia em participantes com peso de 50 kg ou superior, em intervalos semanais, para atingir o intervalo da dose-alvo do período demanutenção. Os participantes teriam de atingir a dose alvo mínima para a sua categoria de peso corporal nos últimos 3 dias de período de titulação para serem elegíveis a entrar no período de manutenção de 10 semanas. Os participantes deveriam permanecer numa dose estável de lacosamida durante o período de manutenção ou seriam retirados e inseridos no período de diminuição com ocultação. 19-07-2024 Foi observada uma redução estatisticamente significativa (p=0,0003) e clinicamente relevante na frequência de crises de início parcial por 28 dias desde a situação basal até ao período de manutenção entre o grupo de lacosamida e o grupo do placebo. A redução em percentagem acima do placebo com base na análise de covariância foi de 31,72% (95% IC: 16,342; 44,277). No geral, a proporção de participantes com uma redução da frequência de crises de início parcial de pelo menos 50% por 28 dias desde a situação basal até ao período de manutenção foi de 52,9% no grupo de lacosamida em comparação com 33,3% no grupo do placebo. A qualidade de vida avaliada pelo Inventário Pediátrico de Qualidade de Vida indicou que os participantes em ambos os grupos de lacosamida e de placebo tiveram uma semelhante e estável qualidade de vida relacionada com a saúde durante todo o período de tratamento.

Eficácia e segurança clínicas (crises tónico-clónicas primárias generalizadas)

A eficácia da lacosamida como terapêutica adjuvante em doentes com idade igual ou superior a 4 anos de idade com epilepsia generalizada idiopática com crises tónico- clónicas primárias generalizadas (CTCPG) foi estabelecida num estudo clínico multicêntrico, com dupla ocultação, aleatorizado, controlado com placebo, de grupos paralelos com 24 semanas de duração. O estudo consistiu num período basal histórico de 12 semanas, um período basal prospetivo de 4 semanas e um período de tratamento de 24 semanas (que incluiu um período de titulação de 6 semanas e um período de manutenção de 18 semanas). Os doentes elegíveis a tomar uma dose estável de 1 a 3 antiepiléticos com, pelo menos, 3 CTCPG documentadas durante o período basal combinado de 16 semanas, foram aleatorizados segundo um rácio 1:1 para receber lacosamida ou placebo (doentes no conjunto de análise completo: lacosamida n=118, placebo n=121; destes, 8 doentes no grupo etário dos ≥ 4 a < 12 anos e 16 doentes no grupo etário dos ≥ 12 a < 18 anos foram tratados com LCM e 9 e 16 doentes, respetivamente, com placebo). Os doentes foram titulados de forma crescente até à dose-alvo do período de manutenção de 12 mg/kg/dia nos doentes com peso inferior a 30 kg, de 8 mg/kg/dia nos doentes com peso desde os 30 kg a menos de 50 kg ou de 400 mg/dia para os doentes com peso igual ou superior a 50 kg. 19-07-2024

Variável da PlaceboN=121 Lacosamida eficáciaParâmetro N=118 Tempo até à segunda CTCPG Mediana (dias) 77,0 - IC de 95% 49,0; 128,0 - Lacosamida – Placebo Razão de risco 0,540 IC de 95% 0,377; 0,774 Valor p < 0,001 Ausência de crises Estimativa de Kaplan- 17,2 31,3 Meier estratificada (%) IC de 95% 10,4; 24,0 22,8; 39,9 Lacosamida – 14,1 Placebo IC de 95% 3,2; 25,1 Valor p 0,011

Nota: para o grupo da lacosamida, a mediana do tempo até à segunda CTCPG não pôde ser estimada pelos métodos de Kaplan-Meier porque > 50% dos doentes não tiveram uma segunda CTCPG até aoDia 166.

Os resultados no subgrupo pediátrico foram consistentes com os resultados da população global quanto aos parâmetros de avaliação da eficácia primários, secundários e outros.

5.2. Propriedades farmacocinéticas

Absorção

A lacosamida é rápida e completamente absorvida após administração oral. A biodisponibilidade oral dos comprimidos de lacosamida é aproximadamente 100%. Após administração oral, a concentração plasmática de lacosamida inalterada aumenta rapidamente, atingindo a Cmax 0,5 a 4 horas depois. Lacosamida comprimidos e xarope são bioequivalentes. A extensão de absorção não é alterada pelosalimentos.

Distribuição

O volume de distribuição é aproximadamente 0,6 l/kg. A lacosamida liga-se em menos de 15% àsproteínas plasmáticas.

Biotransformação

95% da dose é excretada pela urina, sob a forma de lacosamida e metabolitos. O metabolismo dalacosamida ainda não foi completamente caracterizado. 19-07-2024 Os principais compostos excretados pela urina são a lacosamida inalterada (aproximadamente 40% dadose) e o seu metabolito O-desmetil, em menos de 30%. A fração polar que se propõe ser constituída por derivados da serina representou aproximadamente 20% na urina, mas foi detetada apenas em quantidades reduzidas (0 - 2%) no plasma humano de alguns voluntários. Quantidades reduzidas (0,5 - 2%) de metabolitos adicionaisforam encontradas na urina. Dados in vitro demostram que o CYP2C9, CYP2C19 e o CYP3A4 têm a capacidade de catalisar a formação do metabolito O-desmetil, mas a principal isoenzima catalisadora não foi ainda confirmada in vivo. Não foi identificada diferença clinicamente significativa na exposição da lacosamida, quando comparadas as farmacocinéticas em metabolizadores fortes (EMs, com CYP2C19 funcionais) e em metabolizadores fracos (PMs, sem CYP2C19 funcionais). Um estudo de interação com o omeprazol (inibidor do CYP2C19) demonstrou não existirem alterações clinicamente significativas nas concentrações plasmáticas da lacosamida, indicando uma importância mínima para esta via. A concentração plasmática do metabolito O-desmetil-lacosamida é aproximadamente 15% da concentração plasmática da lacosamida. Este metabolito principal não possui atividade farmacológica conhecida.

Eliminação

A lacosamida é primariamente eliminada da circulação sistémica por excreção renal e biotransformação. Após administração oral e intravenosa de lacosamida marcada radioativamente, foi recuperado na urina cerca de 95% do composto radioativo administrado e menos de 0,5% nas fezes. O tempo de semi vida de eliminação da lacosamida é aproximadamente 13 horas. A farmacocinética é proporcional à dose e constante ao longo do tempo, com baixa variabilidade intra e interindividual. Após administração duas vezes ao dia, as concentrações plasmáticas em equilíbrio são atingidas em 3 dias. A concentração plasmática aumenta de acordo com um fator de acumulação de aproximadamente 2.

Uma dose de carga única de 200 mg permite aproximar as concentrações em estado estacionário para níveis comparáveis à administração de 100 mg duas vezes ao dia, por via oral.

Farmacocinética em grupos de doentes especiais

Género Os estudos clínicos indicam que o género não possui influência clinicamente significativa sobre a concentração plasmática de lacosamida.

Compromisso renal A AUC da lacosamida sofreu um aumento de aproximadamente 30% em doentes com compromisso renal ligeiro e moderado e 60% no grave, assim como em doentes com doença renal terminal sob hemodiálise, comparativamente com indivíduos saudáveis, enquanto que a Cmax não foi afetada. A lacosamida é eficazmente removida do plasma por hemodiálise. Após um tratamento de 4 horas de hemodiálise a AUC da lacosamida é reduzida em aproximadamente 50%. Deste modo, recomenda-seum suplemento da dose após hemodiálise (ver secção 4.2). A exposição do metabolito O-desmetil foi aumentada várias vezes em doentes com 19-07-2024 compromisso renal moderado e grave. Na ausência de hemodiálise, em doentes com doença renal terminal, os níveis aumentaram e mantiveram o aumento durante as 24 horas de amostragem. Desconhece-se se a exposição aumentada ao metabolito, na doença renal terminal poderia estar na base do efeito, mas não foi identificada qualquer atividade farmacológica associada ao metabolito.

Compromisso hepático Doentes com compromisso hepático moderado (Child-Pugh B) revelaram concentrações plasmáticas de lacosamida mais elevadas (aproximadamente 50% mais altas que AUCnorm). O aumento de exposição dever-se-á parcialmente à diminuição da função renal nestes doentes. Estima-se que a redução da depuração não-renal nos doentes do estudo é responsável pelo aumento de 20% da AUC da lacosamida. A farmacocinética da lacosamida não foi estudada no compromisso hepático grave (ver secção 4.2).

Idosos (acima de 65 anos) Num estudo em idosos, incluindo 4 doentes, homens e mulheres, > 75 anos de idade, a AUC registada foi aumentada em 30% e 50% face a homens mais novos, respetivamente. Este resultado deve-se parcialmente à baixa massa corporal. A diferença de massa corporal normalizada é de 26 e 23%, respetivamente. Foi também observada uma variabilidade aumentada na exposição. Neste estudo, a depuração renal da lacosamida foi ligeiramente reduzida em idosos. Não se considera necessária uma redução de dose, salvo se indicada em casos de função renal comprometida (ver secção 4.2).

População pediátrica O perfil farmacocinético da lacosamida foi determinado numa análise farmacocinética populacional utilizandoescassos dados de concentração plasmática, obtidos através de seis estudos clínicos aleatorizados controlados por placebo e cinco estudos abertos em 1655 doentes adultos e pediátricos com epilepsia, com idades compreendidas entre 1 mês e os 17 anos. Três destes estudos foram realizados em adultos, 7 em doentes pediátricos e 1 numa população mista. As doses de lacosamida administradas variaram entre 2 e 17,8 mg/kg/dia em duas tomas diárias, não excedendo 600 mg/dia. A depuração plasmática típica foi estimada em 0,46 l/h, 0,81 l/h, 1,03 l/h e 1,34 l/h para doentes pediátricos com peso de 10 kg, 20 kg, 30 kg e 50 kg, respetivamente. Em comparação, a depuração plasmática estimada em doentes adultos (70 kg de peso corporal) foi de 1,74 l/h. A análise farmacocinética populacional utilizando amostras farmacocinéticas escassas do estudo de CTCPG revelou uma exposição semelhante em doentes com CTCPG e em doentes com crises de início parcial.

5.3. Dados de segurança pré-clínica

Nos estudos de toxicidade, as concentrações plasmáticas de lacosamida obtidas foram similares ou apenas marginalmente mais elevadas que as observadas nos doentes, o que determina margens baixas ou inexistentes para a exposição humana.

Um estudo de segurança farmacológico com administração intravenosa de lacosamida em cães anestesiados revelou aumentos transitórios no intervalo PR, na duração do complexo QRS e redução da pressão arterial, provavelmente devidos à ação 19-07-2024 cardiodepressora. Estas alterações transitórias começaram no mesmo intervalo de concentrações verificado após a administração da dose máxima recomendada. Para doses intravenosas de 15-60 mg/kg, em cães anestesiados e macacos Cynomolgus, foi observado atraso da condução auricular e ventricular, bloqueio auriculoventricular e dissociação auriculoventricular.

Em estudos de toxicidade de dose repetida, foram observadas alterações hepáticas ligeiras em ratos, com início a níveis de exposição 3 vezes superiores à exposição clínica. Estas alterações incluíram aumento de peso do órgão, hipertrofia dos hepatócitos, aumento das concentrações plasmáticas das enzimas hepáticas e aumento do colesterol total e triglicerídeos. Não foi observada qualquer outra alteração histopatológica, além da hipertrofia dos hepatócitos.

Em estudos de toxicidade reprodutiva e de desenvolvimento, em roedores e coelhos, não foram observados efeitos teratogénicos mas verificou-se aumento no número de nados-mortos e mortes de crias durante o periparto, assim como uma ligeira redução do número de crias vivas por ninhada e da sua massa corporal, para doses maternas tóxicas em ratos, correspondentes a níveis de exposição sistémica semelhantes aos esperados durante a exposição clínica. Os dados sobre o potencial embriofetotóxico e teratogénico da lacosamida são insuficientes uma vez que não foi possível testar níveis mais elevados de exposição em animais, devido à toxicidade materna. Estudos em ratos revelaram que a lacosamida e /ou os seus metabolitos atravessam a placenta. Em ratos e cães juvenis, os tipos de toxicidade não diferem qualitativamente dos observados em animais adultos. Em ratos juvenis, foi observada uma redução do peso corporal a níveis de exposição sistémica semelhantes à exposição clínica esperada. Em cães juvenis, começaram a ser observados sinais clínicos transitórios e relacionados com a dose ao nível do sistema nervoso central a níveis de exposição sistémica abaixo da exposição clínica esperada.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1. Lista dos excipientes

Núcleo: • celulo se microcristalina • hidro xipropilcelulose • hidro xipropilcelulose (pouco substituída) LH-11 • celulo se microcristalina silicificada • crosp ovidona • estear ato de magnésio 19-07-2024 Revestimento: • álcool polivinílico parcialmente hidrolisado (E1203) • dióxi do de titânio (E171) • macro gol 4000 (E1521) • talco (E553b) • óxido de ferro vermelho (E172) – 50 mg, 100 mg, 150 mg • óxido de ferro amarelo (E172) – 100 mg, 150 mg • laca de alumínio de indigotina (E132) – 200 mg,

6.2. Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3. Prazo de validade

3 anos.

6.4. Precauções especiais de conservação

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

6.5. Natureza e conteúdo do recipiente

Embalagens blister de PVC/PVDC-Alu contendo 14 ou 56 comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6. Precauções especiais de eliminação

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigênciaslocais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

ALTER, S.A. Estrada Marco do Grilo Zemouto 2830 Coina Portugal 19-07-2024

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Registo nº xxxxxxx, no INFARMED, I.P. – 14 comprimidos, 50 mg, blisters de PVC/PVDC-Alu Registo nº xxxxxxx, no INFARMED, I.P. – 56 comprimidos, 50 mg, blisters de PVC/PVDC-Alu

Registo nº xxxxxxx, no INFARMED, I.P. – 14 comprimidos, 100 mg, blisters de PVC/PVDC-Alu Registo nº xxxxxxx, no INFARMED, I.P. – 56 comprimidos, 100 mg, blisters de PVC/PVDC-Alu

Registo nº xxxxxxx, no INFARMED, I.P. – 14 comprimidos, 150 mg, blisters de PVC/PVDC-Alu Registo nº xxxxxxx, no INFARMED, I.P. – 56 comprimidos, 150 mg, blisters de PVC/PVDC-Alu

Registo nº xxxxxxx, no INFARMED, I.P. – 14 comprimidos, 200 mg, blisters de PVC/PVDC-Alu Registo nº xxxxxxx, no INFARMED, I.P. – 56 comprimidos, 200 mg, blisters de PVC/PVDC-Alu

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA

AUTORIZAÇÃO DEINTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização:

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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