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Lenovan MG

Substância ativa: Levofloxacina
Forma farmacêutica: Comprimido revestido por película 250 mg
Fonte: Folheto informativo oficial (INFARMED / INFOMED)

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Lenovan 250 mg comprimidos revestidos por película Lenovan 500 mg comprimidos revestidos por película

Levofloxacina

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois contém informação importante para si. Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente. Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico. Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença. Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico.

O que contém este folheto:

1. O que é Lenovan e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Lenovan

3. Como tomar Lenovan

4. Efeitos indesejáveis possíveis

5. Como conservar Lenovan

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Lenovan e para que é utilizado

O nome do medicamento é Lenovan revestidos por película. Os comprimidos de Lenovan contêm uma substância chamada levofloxacina. Esta pertence a um grupo de medicamentos designados de antibióticos. A levofloxacina é um antibiótico da família das quinolonas. Funciona ao atacar as bactérias responsáveis pela infeção no seu organismo.

Os comprimidos de Lenovan podem ser utilizados no tratamento de infeções: dos seios nasais dos pulmões, em pessoas com dificuldades respiratórias de longa duração ou pneumonia do trato urinário, incluindo os rins e a bexiga da próstata, caso tenha uma infeção prolongada da pele e por baixo da pele, incluindo músculos. É frequentemente designado como “tecidos moles”

Em algumas situações especiais, o Lenovan comprimidos pode ser usado para diminuir a possibilidade de contrair uma doença pulmonar chamada antraz ou o agravamento da doença depois de exposto à bactéria causadora do antraz.

2. O que precisa de saber antes de tomar Lenovan

Não tome Lenovan se: – tem alergia (hipersensibilidade) à levofloxacina, a qualquer outro antibiótico da família das quinolonas tal como moxifloxacina, ciprofloxacina ou ofloxacina, ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6). Sinais de reação alérgica incluem: erupção cutânea, problemas em respirar ou em deglutir, inchaço dos lábios, da face, da garganta ou da língua – teve alguma vez epilepsia – tiver tido problemas de tendões tais como tendinite que tenham sido relacionados com o tratamento com um antibiótico da família das quinolonas. Um tendão é um ligamento que liga o músculo ao esqueleto – é criança ou adolescente em crescimento – estiver grávida, se pensa que pode estar grávida ou que poderá vir a engravidar – estiver a amamentar

Não tome este medicamento se qualquer destas situações se aplica a si. Caso não tenha a certeza, fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Lenovan.

Advertências e precauções

Antes de tomar este medicamento

Não deverá tomar medicamentos antibacterianos com quinolonas / fluoroquinolonas, incluindo Lenovan, caso tenha tido quaisquer reações adversas graves no passado quando tomou uma quinolona ou fluoroquinolona. Neste caso, deverá informar o seu médico assim que possível.

Ao tomar este medicamento Podem ocorrer raramente dor e edema nas articulações e inflamação ou rutura de tendão. O risco aumenta se for idoso (tiver mais de 60 anos de idade), se tiver recebido um transplante de órgão, se sofrer de problemas nos rins ou se estiver a ser tratado com corticosteroides. Poderá ocorrer inflamação e rutura do tendão nas primeiras 48 horas de tratamento, e até mesmo vários meses após parar a tratamento com Lenovan. Ao primeiro sinal de dor ou inflamação de um tendão (por exemplo, no tornozelo, punho, cotovelo, ombro ou joelho), pare de tomar Lenovan, contacte o seu médico e repouse a área com dor. Evite qualquer exercício desnecessário pois pode aumentar o risco de rutura de um tendão.

Em casos raros, poderá ter sintomas de lesão do nervo (neuropatia), tais como dor, ardor, formigueiro, dormência e/ou fraqueza, especialmente nos pés e pernas ou mãos e braços. Se isto acontecer, pare de tomar Lenovan e informe o seu médico imediatamente, a fim de evitar o desenvolvimento de uma condição potencialmente irreversível. Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Lenovan se: – tem 60 anos de idade ou mais – está a utilizar corticosteroides, designados por vezes de esteroides (ver secção “Outros medicamentos e Lenovan”) – alguma vez teve um ataque (convulsão) – teve alguma lesão no seu cérebro devido a um AVC ou outra lesão cerebral – caso lhe tenha sido diagnosticado dilatação de um grande vaso sanguíneo (aneurisma aórtico ou aneurisma de um vaso sanguíneo periférico de grande calibre). – se sofreu anteriormente um episódio de dissecção aórtica (uma rutura da parede da aorta). – se tiver sido diagnosticado com vazamento de válvulas cardíacas (regurgitação da válvula cardíaca). – se existem antecedentes na sua família de aneurisma aórtico ou dissecção aórtica ou de doença congénita das válvulas cardíacas, ou outros fatores de risco ou predisposição (por ex., doenças do tecido conjuntivo, tais como síndrome de Marfan ou síndrome de Ehlers-Danlos, síndrome de Turner, síndrome de Sjögren [uma doença inflamatória autoimune], ou doenças vasculares, tais como arterite de Takayasu, arterite de células gigantes, doença de Behçet, hipertensão ou aterosclerose conhecida, artrite reumatoide [uma doença das articulações] ou endocardite [uma infeção do coração]). – tem problemas renais – tem algo conhecido como “deficiência de glucose – 6 – fosfatase desidrogenase”. Existe maior probabilidade de ocorrência de problemas graves com o seu sangue enquanto estiver a tomar este medicamento – alguma vez teve problemas mentais – alguma vez teve problemas cardíacos: deve ter-se especial cuidado quando se utiliza este tipo de medicamentos, se nasceu com ou se tem história familiar de intervalo QT prolongado (ver no ECG, eletrocardiograma), tem um desequilíbrio de sais no sangue (especialmente níveis baixos de potássio ou magnésio no sangue), tem um ritmo cardíaco muito lento (denominado “bradicardia”), tem coração fraco (insuficiência cardíaca), tem história de ataque cardíaco (enfarte do miocárdio), é do sexo feminino ou idoso ou está a tomar outros medicamentos que provocam alterações anormais no ECG (ver secção “Outros medicamentos e Lenovan”) – é diabético – alguma vez teve problemas no fígado – tem miastenia gravis

– Se sentir uma dor súbita e forte no abdómen, no peito ou nas costas, que podem ser sintomas de aneurisma e disseção da aorta, procure de imediato um serviço de emergência médica. O risco pode aumentar se estiver a receber tratamento com corticosteroides sistémicos.

– Se começar a sentir um aparecimento rápido de falta de ar, especialmente quando se deita na cama, ou se notar um inchaço dos tornozelos, pés ou abdómen, ou um novo aparecimento de palpitações cardíacas (sensação de batimento cardíaco rápido ou irregular), deve informar imediatamente um médico.

Efeitos indesejáveis graves, prolongados, incapacitantes e potencialmente irreversíveis

Os medicamentos antibacterianos com fluoroquinolonas / quinolonas, incluindo Lenovan, foram associados a efeitos indesejáveis muito raros, mas graves, alguns deles de longa duração (que persistem meses ou anos), incapacitantes ou potencialmente irreversíveis. Isto inclui dor nos tendões, músculos e articulações nos membros superiores e inferiores, dificuldade em andar, sensações anómalas, tais como sensação de picada, formigueiro, cócegas, dormência ou ardor (parestesia), distúrbios sensoriais, incluindo diminuição da visão, paladar e olfato e audição, depressão, diminuição da memória, cansaço intenso e distúrbios do sono graves.

Se sentir algum destes efeitos indesejáveis após tomar Lenovan, contacte o seu médico imediatamente antes de continuar com o tratamento. Você e o seu médico irão decidir se deverá continuar com o tratamento, tendo também em consideração um antibiótico de outra classe.

Outros medicamentos e Lenovan Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, ou tiver tomado recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos. Isto porque o Lenovan pode afetar o modo como os outros medicamentos atuam. Além disso, outros medicamentos podem afetar o modo como o Lenovan atua.

Em particular, informe o seu médico se estiver a tomar os seguintes medicamentos. Isto porque pode aumentar a possibilidade de ter efeitos indesejáveis, quando tomados com Lenovan: – Corticosteroides, designados por vezes de esteroides – utilizados em inflamações. Poderá ocorrer com maior facilidade inflamação e/ou rutura dos seus tendões. – Varfarina – utilizada para fluidificar o sangue. Poderá ter com maior facilidade uma hemorragia (perda de sangue). O seu médico poderá ter de realizar testes sanguíneos para verificar como coagula o seu sangue. – Teofilina – utilizada para problemas respiratórios. Poderá ter com maior facilidade uma convulsão se tomá-la com Lenovan. – Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) – utilizados na dor e em situações de inflamação tais como aspirina, ibuprofeno, fenbufeno, cetoprofeno e indometacina. Poderá ter com maior facilidade uma convulsão ao tomá-los com Lenovan. – Ciclosporina – utilizada após transplante de órgãos. Poderá ter os efeitos indesejáveis da ciclosporina com maior facilidade. – Medicamentos conhecidos por afetar o batimento cardíaco. Estes incluem medicamentos utilizados em situações anormais de ritmo cardíaco (antiarritmícos tais como quinidina, hidroquinidina, disopiramida, sotalol, dofetilida, ibutilida e amiodarona), em depressão (antidepressivos tricíclicos tais como a amitriptilina e imipramina), para desordens psiquiátricas (antipsicóticos) e para infeções bacterianas (antibióticos “macrólidos” tais como eritromicina, azitromicina e claritromicina). – Probenecide – utilizado na gota e cimetidina – utilizada em úlceras e acidez gástrica. Deverão ser tidas precauções especiais quando se tomar qualquer destes medicamentos em simultâneo com Lenovan. Se tem problemas renais, o seu médico poderá ter de lhe reduzir a dose. Não tome os comprimidos de Lenovan ao mesmo tempo com os seguintes medicamentos. Isto porque pode afetar o modo como os comprimidos de Lenovan atuam: – Comprimidos com ferro (para a anemia), suplementos com zinco, antiácidos contendo magnésio ou alumínio (para a azia ou acidez gástrica), didanosina ou sucralfato (para úlceras estomacais). Ver secção 3 “Se já estiver a tomar comprimidos com ferro, suplementos com zinco, antiácidos, didanosina ou sucralfato” a seguir descrita. Testes de urina para opiáceos Os testes à urina podem resultar em “falsos-positivos” para alguns medicamentos utilizados no tratamento da dor forte designados “opiáceos” em indivíduos a tomar Lenovan Se o seu médico lhe prescrever análises à urina, informe-o de que está a tomar Lenovan.

Testes de tuberculose Este medicamento pode provocar resultados “falsos-negativos” em alguns testes laboratoriais para pesquisa da bactéria que causa tuberculose.

Gravidez e amamentação Não tome este medicamento se: – está grávida, a planear engravidar ou pensa que está grávida – está a amamentar ou planeia amamentar

Condução de veículos e utilização de máquinas Poderá vir a ter efeitos indesejáveis ao tomar este medicamento, incluindo sentir-se tonto, sonolento, com vertigens ou alterações na sua visão. Alguns destes efeitos indesejáveis podem afetar a sua capacidade de concentração e velocidade de reação. Caso isto aconteça, não conduza ou realize qualquer trabalho que requeira um elevado nível de atenção.

Lenovan contém estearil fumarato de sódio. Este medicamento contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por comprimido, ou seja, é praticamente “isento de sódio”.

3. Como tomar Lenovan

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Tomar este medicamento – Tome este medicamento por via oral – Engula o comprimido inteiro com um copo de água – Os comprimidos devem ser tomados durante as refeições ou em qualquer altura entre as refeições Proteja a sua pele da luz solar Proteja-se do contacto direto com a luz solar enquanto estiver a tomar este medicamento e até 2 dias após parar de o tomar. Isto porque a sua pele estará muito mais sensível ao sol e pode queimar, picar ou ficar em bolhas, caso não tome as seguintes precauções: – Assegure-se de que usa um protetor solar de elevada proteção – Utilize sempre um chapéu e roupas que cubram os seus braços e pernas – Não frequente solários

Se já estiver a tomar comprimidos com ferro, suplementos com zinco, antiácidos, didanosina ou sucralfato – Não tome estes medicamentos em simultâneo com Lenovan. Tome-os pelo menos 2 horas antes ou depois dos comprimidos de Lenovan.

Quanto tomar Lenovan – O seu médico irá decidir quantos comprimidos de Lenovan deverá tomar – A dose dependerá do tipo de infeção que tenha e onde se localiza no seu corpo – A duração do tratamento dependerá da gravidade da sua infeção – Se acha que o efeito do medicamento é demasiado forte ou demasiado fraco, não altere por si a dose, pergunte ao seu médico

Adultos e idosos Infeções dos seios nasais – 2 comprimidos de Lenovan 250 mg, uma vez por dia – Ou, 1 comprimido de Lenovan 500 mg, uma vez por dia

Infeções pulmonares, em indivíduos com dificuldades respiratórias de longa duração – 2 comprimidos de Lenovan 250 mg, uma vez por dia – Ou, 1 comprimido de Lenovan 500 mg, uma vez por dia

Pneumonia – 2 comprimidos de Lenovan 250 mg, uma ou duas vezes por dia – Ou, 1 comprimido de Lenovan 500 mg, uma ou duas vezes por dia

Infeções do trato urinário, incluindo rins ou bexiga – 1 ou 2 comprimidos de Lenovan 250 mg, por dia – Ou, ½ ou 1 comprimido de Lenovan 500 mg, por dia

Infeções na próstata – 2 comprimidos de Lenovan 250 mg, uma vez por dia – Ou, 1 comprimido de Lenovan 500 mg, uma vez por dia

Infeções na pele e por baixo da pele, incluindo músculos – 2 comprimidos de Lenovan 250 mg, uma ou duas vezes por dia – Ou, 1 comprimido de Lenovan 500 mg, uma ou duas vezes por dia Adultos e idosos com problemas renais O seu médico pode necessitar de lhe dar uma dose mais baixa.

Utilização em crianças e adolescentes Este medicamento não deve ser dado a crianças ou adolescentes. Se tomar mais Lenovan do que deveria Se tomou acidentalmente mais comprimidos do que deveria, informe o seu médico ou procure aconselhamento médico imediatamente. Leve a embalagem deste medicamento consigo. Isto para que o médico saiba o que tomou. Poderão ocorrer os seguintes

efeitos: convulsões, sentir-se confuso, tonto, com menos consciência, com tremores e

problemas cardíacos – conduzindo a batimentos cardíacos irregulares e também sentir- se enjoado (náuseas) ou com sensação de ardor no estômago.

Caso se tenha esquecido de tomar Lenovan Caso se tenha esquecido de tomar uma dose, tome-a assim que se lembrar, a não ser que esteja quase na hora da toma seguinte. Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Se parar de tomar Lenovan Não pare de tomar Lenovan apenas porque se sente melhor. É importante que complete o tratamento conforme o médico lhe prescreveu. Se parar de tomar os comprimidos demasiado cedo, a infeção pode voltar, o seu estado pode agravar-se ou a bactéria pode tornar-se resistente ao medicamento.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.

4. Efeitos indesejáveis possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se manifestem em todas as pessoas. Estes efeitos são normalmente ligeiros a moderados e desaparecem frequentemente após um espaço curto de tempo.

Pare de tomar Lenovan e consulte o seu médico ou dirija-se a um hospital imediatamente caso sinta o seguinte efeito indesejável:

Muito raros (podem afetar até 1 em cada 10,000 pessoas) – Se tiver uma reação alérgica. Os sinais podem incluir: erupção cutânea, problemas em respirar ou em deglutir, inchaço dos lábios, da face, garganta ou língua

Pare de tomar Lenovan e consulte o seu médico imediatamente caso sinta algum dos seguintes efeitos indesejáveis graves – pode necessitar de tratamento médico urgente:

Raros (podem afetar até 1 em cada 1,000 pessoas) – Diarreia aquosa que possa ter vestígios de sangue, possivelmente acompanhada de espasmos no estômago e temperatura elevada. Estes podem ser sinais de problemas intestinais graves – Dor ou inflamação nos tendões ou ligamentos, que podem dar origem a rutura. O tendão de Aquiles é afetado com mais frequência – Espasmos (convulsões)

Muito raros (podem afetar até 1 em cada 10,000 pessoas) – Ardor, formigueiro, dor ou entorpecimento. Estes podem ser sinais de algo chamado de “neuropatia”

Outros: – Erupção cutânea grave que pode incluir bolhas ou descamação da pele ao redor dos seus lábios, olhos, boca, nariz e órgãos genitais – Perda de apetite, pele e olhos a ficarem com coloração amarela, urina com coloração escura, comichão, barriga (abdómen) sensível à dor. Estes podem ser sinais de problemas no fígado que podem incluir insuficiência hepática fatal

Se ocorrer uma diminuição da visão ou se se verificarem quaisquer efeitos a nível ocular enquanto toma Lenovan, deve consultar imediatamente um oftalmologista.

Informe o seu médico se algum dos seguintes efeitos indesejáveis se tornar grave ou se mantenha por mais do que alguns dias:

Frequentes (podem afetar até 1 em cada 10 pessoas) – Problemas de sono – Dores de cabeça, tonturas – Sentir-se enjoado (náuseas, vómitos) e diarreia – Aumento nos níveis de algumas enzimas do fígado no seu sangue

Pouco frequentes (podem afetar até 1 em cada 100 pessoas) – Alterações no número de outras bactérias ou fungos, infeção por fungos denominada Candida, que podem necessitar de tratamento – Alterações no número de glóbulos brancos em alguns resultados de análises ao sangue (leucopenia, eosinofilia) – Sentir-se em stress (ansiedade), sentir-se confuso, sentir-se nervoso, sentir-se ensonado, com tremores, sensação de andar à roda (vertigens) – Respiração ofegante (dispneia) – Alterações de paladar, perda de apetite, distúrbios no estômago ou indigestão (dispepsia), dor na área do estômago, sentir-se inchado (flatulência) ou obstipação – Comichão e erupção cutânea, comichão grave ou picadas (designada de urticária), transpirar em demasia (hiperhidrose) – Dor nas articulações ou dores musculares – Testes ao sangue podem revelar resultados invulgares devido a problemas no fígado (aumento da bilirrubina) ou nos rins (aumento da creatinina) – Fraqueza geral Raros (podem afetar até 1 em cada 1,000 pessoas) – Nódoas negras e hemorragia fácil devido a uma diminuição no número de plaquetas sanguíneas (trombocitopenia) – Diminuição do número de glóbulos brancos (neutropenia) – Resposta imunitária exagerada (hipersensibilidade) – Diminuição dos níveis de açúcar no sangue (hipoglicemia). Isto é importante em indivíduos com diabetes – Ouvir ou ver coisas que não estão presentes (alucinações, paranoia), alterações na opinião e nos pensamentos (reações psicóticas) com o risco de ter pensamentos ou ações suicidas – Sentir-se depressivo, com problemas mentais, sentir-se inquieto (agitado), sonhos anormais ou pesadelos – Formigueiro nas mãos e nos pés (parestesia) – Problemas com a audição (zumbido nos ouvidos) ou com a visão (visão turva) – Batimento cardíaco invulgarmente acelerado (taquicardia) ou pressão arterial baixa (hipotensão) – Fraqueza muscular. Isto é importante em indivíduos com Miastenia Gravis (uma doença rara do sistema nervoso) – Alterações no funcionamento dos seus rins e ocasionalmente, falência renal que podem dever-se a uma reação alérgica renal designada de nefrite intersticial – Febre

Outros efeitos indesejáveis incluem: – Diminuição do número de glóbulos vermelhos no sangue (anemia): isto pode tornar a pele pálida ou amarela devido a anomalias dos glóbulos vermelhos e diminuição, no geral, de todos os tipos de células sanguíneas (pancitopenia) – Febre, garganta inflamada e um sentimento geral de mau estar que não desaparece. Isto pode dever-se a uma diminuição do número de glóbulos brancos (agranulocitose) – Perda de circulação (reação do tipo choque anafilático) – Aumento dos níveis de açúcar no sangue (hiperglicemia) ou diminuição dos níveis de glucose no sangue conduzindo a uma situação de coma (coma hipoglicémico). Isto é importante em indivíduos com diabetes – Alterações no cheiro, perda do cheiro ou paladar (parosmia, anosmia, ageusia) – Problemas em se movimentar e em andar (discinésia, desordens extrapiramidais) – Perda temporária de consciência ou postura (síncope) – Perda temporária de visão – Comprometimento ou perda da audição – Ritmo cardíaco invulgarmente acelerado, ritmo cardíaco irregular possivelmente fatal incluindo paragem cardíaca, alteração do ritmo cardíaco (chamado “prolongamento do intervalo QT”, verificado no ECG, eletrocardiograma) – Dificuldade em respirar ou pieira (broncoespasmo) – Reações alérgicas nos pulmões – Pancreatite – Inflamação do fígado (hepatite) – Sensibilidade da pele ao sol e à luz ultravioleta aumentada (fotossensibilidade) – Inflamação nos seus vasos sanguíneos que transportam o sangue no seu corpo devido a reações alérgicas (vasculite) – Inflamação da boca (estomatite) – Rutura e destruição muscular (rabdomiólise) – Vermelhidão e inchaço das articulações (artrite) – Dor, incluindo dor nas costas, peito e nas extremidades – Ataques de porfíria em indivíduos que já a têm (uma doença metabólica muito rara) – Dor de cabeça persistente com ou sem visão turva (hipertensão intracraniana benigna)

Casos muito raros de reações adversas medicamentosas prolongadas (que persistem meses ou anos) ou permanentes, tais como inflamações dos tendões, rutura de tendão, dor nas articulações, dor nos membros, dificuldade em andar, sensações anormais, tais como picadas, formigueiro, cócegas, ardor, dormência ou dor (neuropatia), depressão, fadiga, distúrbios do sono, diminuição da memória, bem como diminuição da audição, visão, paladar e olfato, foram associados à administração de antibióticos com quinolonas e fluoroquinolonas, em alguns casos independentemente de fatores de risco preexistentes.

Foram notificados casos de alargamento e enfraquecimento da parede da aorta ou de rutura na parede da aorta (aneurismas e disseções), que podem romper e ser fatais, e de vazamento de válvulas cardíacas em doentes tratados com fluoroquinolonas. Ver também a secção 2.

Comunicação de efeitos indesejáveis Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico ou enfermeiro. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente ao INFARMED, I.P. através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.

Portugal Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]

5. Como conservar Lenovan

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação. Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem exterior, após VAL. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado. Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Lenovan A substância ativa é levofloxacina. Cada comprimido de Lenovan 250 mg contém 256,23 mg de levofloxacina hemi-hidratada equivalente a 250 mg de levofloxacina e cada comprimido de Lenovan 500 mg contém 512,46 mg de levofloxacina hemi- hidratada equivalente a 500 mg de levofloxacina. Os outros componentes são: celulose microcristalina 101, crospovidona XL, estearil fumarato de sódio, hipromelose e Opadry 03B27148 Beije (composto por: dióxido de titânio (E171), hipromelose 6 cps, macrogol 400, óxido de ferro amarelo (E172), Óxido de ferro vermelho (E172), Óxido de ferro negro (E172) e talco).

Qual o aspeto de Lenovan e conteúdo da embalagem Os comprimidos de Lenovan 250 mg possuem ranhura, são oblongos, com núcleo de coloração amarelada e revestimento rosado. Os comprimidos de Lenovan 500 mg possuem ranhura, são oblongos e com núcleo de coloração amarelada e revestimento rosado. Lenovan apresenta-se em embalagens de 3 (250mg), 7, 10 e 50 comprimidos. É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Van Pharma B.V. Groeneweg 2D 2718 AA Zoetermeer Netherlands

Fabricante

Medinfar Manufacturing, S.A. Parque Industrial Armando Martins Tavares Rua Outeiro da Armada, 5, Condeixa-a-Nova 3150-194 Sebal Portugal

Este folheto foi revisto pela última vez em

⚕Para profissionais — Resumo das Características do Medicamento (RCM)Ficha técnica completa: posologia, interações, contraindicações, advertências+
Informações técnicas destinadas aos profissionais de saúde (médicos e farmacêuticos). Le Resumo das Características do Medicamento (RCM) est le document officiel approuvé par l’ANSM/EMA. Il ne remplace pas la notice ni l’avis du médecin.

1. NOME DO MEDICAMENTO

Lenovan 250 mg comprimidos revestidos por película Lenovan 500 mg comprimidos revestidos por película

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido revestido por película de Lenovan contém 250 mg de levofloxacina na forma de levofloxacina hemi-hidratada.

Cada comprimido revestido por película de Lenovan contém 500 mg de levofloxacina na forma de levofloxacina hemi-hidratada.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película.

Comprimidos com ranhura, oblongos, núcleo de coloração amarelada e revestimento rosado.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1. Indicações terapêuticas

Lenovan está indicado em adultos para o tratamento das seguintes infeções (ver secções

4.4. e 5.1):

- Sinusite aguda bacteriana - Exacerbação aguda da doença pulmonar obstrutiva crónica, incluindo bronquite - Pneumonia adquirida na comunidade - Infeções cutâneas e dos tecidos moles complicadas - Cistite não complicada (ver secção 4.4) Nas infeções previamente indicadas, Lenovan deve ser usado apenas quando é considerado inadequado o uso de outros agentes antibacterianos normalmente recomendados para o tratamento destas infeções. - Pielonefrite aguda e infeções do trato urinário complicadas (ver secção 4.4) - Prostatite bacteriana crónica - Antraz por inalação: profilaxia pós-exposição e tratamento curativo (ver secção 4.4) Lenovan pode também ser utilizado para completar o tratamento em doentes que mostraram melhorias durante um tratamento inicial com levofloxacina intravenosa. Devem ser consideradas as diretrizes oficiais sobre a utilização apropriada de agentes antibacterianos.

4.2. Posologia e modo de administração

Os comprimidos de Lenovan são administrados uma ou duas vezes por dia. A posologia depende do tipo e gravidade da infeção e da suscetibilidade do presumível patogéneo causal.

Os comprimidos de Lenovan podem também ser utilizados para completar o tratamento em doentes que mostraram melhorias durante um tratamento inicial com levofloxacina intravenosa; devido à bioequivalência das formas oral e parentérica, pode utilizar-se a mesma posologia.

Posologia

As seguintes recomendações de dose podem ser utilizadas para o Lenovan:

Posologia em doentes com função renal normal (depuração da creatinina > 50 ml/min)

Indicação Regime posológico diário Duração do tratamento (de acordo com a gravidade) (de acordo com a gravidade Sinusite aguda bacteriana 500 mg uma vez por dia 10 - 14 dias Exacerbação aguda da 500 mg uma vez por dia 7 - 10 dias doença pulmonar obstrutiva crónica, incluindo bronquite Pneumonia adquirida na 500 mg uma ou duas vezes por dia 7 - 14 dias comunidade Pielonefrite aguda 500 mg uma vez por dia 7 - 10 dias Infeções do trato urinário 500 mg uma vez por dia 7 – 14 dias complicadas Cistite não complicada 250 mg uma vez por dia 3 dias Prostatite bacteriana 500 mg uma vez por dia 28 dias crónica Infeções cutâneas e dos 500 mg uma ou duas vezes por dia 7 - 14 dias tecidos moles complicadas Antraz por inalação 500 mg uma vez por dia 8 semanas

Populações especiais

Compromisso da função renal (depuração da creatinina £ 50 ml/min)

Posologia Depuração da 250 mg/24 h 500 mg/24 h 500 mg/12 h creatinina primeira dose: 250 primeira dose: 500 primeira dose: 500 mg mg mg 50 - 20 ml/min em seguida: em seguida: em seguida: 125 mg/24 h 250 mg/24 h 250 mg/12 h 19 - 10 ml/min em seguida: em seguida: em seguida: 125 mg/48 h 125 mg/24 h 125 mg/12 h < 10 ml/min em seguida: em seguida: em seguida: (incluindo 125 mg/48 h 125 mg/24 h 125 mg/24 h hemodiálise e DPAC)1 1 Não são necessárias doses adicionais após hemodiálise ou diálise peritoneal ambulatória contínua (DPAC).

Compromisso da função hepática

Não é necessário ajuste da dose dado que a levofloxacina não é metabolizada em quantidade relevante pelo fígado e é principalmente excretada pelos rins.

População idosa

Não é necessário ajuste da dose em idosos, exceto o que se impuser em face da função renal (ver secção 4.4 “Tendinites e rutura de tendões” e “Prolongamento do intervalo QT”).

População pediátrica

Lenovan está contraindicado em crianças e adolescentes em crescimento (ver secção 4.3).

Modo de administração

Os comprimidos de Lenovan devem ser engolidos inteiros e com uma quantidade suficiente de líquido. Podem ser divididos pela ranhura para adaptar a dose. Os comprimidos podem ser tomados durante ou entre refeições. Os comprimidos de Lenovan devem ser tomados pelo menos 2 horas antes ou após a administração de sais de ferro, sais de zinco, antiácidos com magnésio ou alumínio, didanosina (apenas formulações de didanosina com alumínio ou magnésio e com um tampão) e sucralfato, dado que pode ocorrer uma redução da absorção (ver secção 4.5).

4.3. Contraindicações

Os comprimidos de levofloxacina não devem ser usados:

- em doentes com hipersensibilidade à levofloxacina, outras quinolonas ou a qualquer dos excipientes mencionados na secção 6.1, - em doentes com epilepsia, - em doentes com história de distúrbios tendinosos relacionados com a administração de fluoroquinolonas, - em crianças ou adolescentes em crescimento, - durante a gravidez, - em mulheres que amamentam.

4.4. Advertências e precauções especiais de utilização

O uso de levofloxacina deverá ser evitada em doentes que tenham tido reações adversas graves no passado ao utilizar medicamentos que contêm quinolona ou fluoroquinolona (ver secção 4.8). O tratamento destes doentes com levofloxacina só deverá ser iniciado na ausência de opções de tratamento alternativas e após uma avaliação cuidadosa do benefício/risco (ver também secção 4.3).

Reações adversas medicamentosas graves, prolongadas, incapacitantes e potencialmente irreversíveis Foram notificados casos muito raros de reações adversas medicamentosas graves prolongadas (que persistem meses ou anos), incapacitantes e potencialmente irreversíveis que afetam sistemas de órgãos diferentes, por vezes múltiplos (musculoesquelético, nervoso, psiquiátrico e sensorial) em doentes tratados quinolonas e fluoroquinolonas, independentemente da sua idade e de fatores de risco preexistentes. A levofloxacina deve ser descontinuada imediatamente aos primeiros sinais ou sintomas de qualquer reação adversa grave e os doentes deverão ser aconselhados a contactar o seu médico para aconselhamento.

Aneurisma e dissecção da aorta, e regurgitação/insuficiência da válvula cardíaca Estudos epidemiológicos relatam um aumento do risco de aneurisma e dissecção da aorta, particularmente nos doentes idosos, e de regurgitação da válvula mitral e aórtica após a toma de fluoroquinolonas. Foram notificados casos de aneurisma e dissecção da aorta, por vezes complicados por rutura (incluindo casos fatais), e de regurgitação/insuficiência de qualquer uma das válvulas cardíacas em doentes que receberam fluoroquinolonas (ver secção 4.8).

Portanto, as fluoroquinolonas devem ser utilizadas apenas após avaliação cuidadosa do benefício-risco e após consideração de outras opções terapêuticas em doentes com história familiar positiva de aneurisma ou doença congénita das válvulas cardíacas, ou em doentes diagnosticados com aneurisma aórtico pré-existente e/ou dissecção aórtica ou doença das válvulas cardíacas, ou na presença de outros fatores de risco ou condições predisponentes: - para ambos aneurisma e dissecção da aorta e regurgitação/insuficiência da válvula cardíaca (por ex., doenças do tecido conjuntivo, tais como síndrome de Marfan ou síndrome de Ehlers-Danlos, síndrome de Turner, doença de Behçet, hipertensão, artrite reumatoide) ou adicionalmente - para aneurisma e dissecção da aorta (por ex., vasculopatias, tais como arterite de Takayasu ou arterite de células gigantes, ou aterosclerose conhecida, ou síndrome de Sjögren) ou adicionalmente - para regurgitação/insuficiência da válvula cardíaca (por ex., endocardite infeciosa).

O risco de aneurisma e dissecção da aorta, e a sua rutura, pode também estar aumentado em doentes tratados concomitantemente com corticosteroides sistémicos.

Em caso de dor súbita abdominal, no peito ou nas costas, os doentes devem ser aconselhados a consultar imediatamente um médico num serviço de emergência.

Os doentes devem ser aconselhados a procurar cuidados médicos imediatos em caso de dispneia aguda, novo aparecimento de palpitações cardíacas ou desenvolvimento de edema do abdómen ou das extremidades inferiores. Os S. aureus resistentes à meticilina (SARM) muito provavelmente possuem corresistência às fluoroquinolonas, incluindo à levofloxacina. Deste modo, a levofloxacina não está recomendada para o tratamento de infeções suspeitas ou conhecidas por SARM, a não ser que os resultados laboratoriais confirmem a suscetibilidade do micro-organismo à levofloxacina (e os agentes antibacterianos geralmente recomendados para o tratamento de infeções por SARM sejam considerados inadequados).

A levofloxacina pode ser utilizada no tratamento da sinusite aguda bacteriana e na exacerbação aguda da bronquite crónica, quando estas infeções foram diagnosticadas adequadamente.

A resistência da E. coli – o patogéneo mais frequentemente envolvido nas infeções do trato urinário - às fluoroquinolonas varia na União Europeia. Os prescritores devem considerar a prevalência local da resistência da E. coli às fluoroquinolonas.

Antraz por inalação: a utilização no Homem é baseada em dados de sensibilidade in vitro do Bacillus anthracis e em dados experimentais em animais conjuntamente com dados limitados em humanos. Os clínicos devem seguir os documentos consensuais nacionais e/ou internacionais referentes ao tratamento do antraz.

Tendinite e rutura de tendão

Poderá ocorrer tendinite e rutura de tendão (entre outros, mas especialmente, o tendão de Aquiles), por vezes bilateral, logo nas 48 horas após o início do tratamento com quinolonas e fluoroquinolonas e a sua ocorrência foi notificada até vários meses após a descontinuação do tratamento em doentes que estejam a receber doses diárias de 1000 mg de levofloxacina. O risco de tendinite e rutura de tendão é maior em doentes mais idosos, doentes com compromisso renal, doentes com transplantes de órgãos sólidos e doentes tratados concomitantemente com corticosteroides. Portanto, deve ser evitada a utilização concomitante de corticosteroides. Ao primeiro sinal de tendinite (por exemplo, edema doloroso, inflamação), deverá ser descontinuado o tratamento com levofloxacina e considerado um tratamento alternativo. O(s) membro(s) afetado(s) deverá(ão) ser devidamente tratado(s) (por exemplo, por imobilização). Não deverão ser utilizados corticosteroides se ocorrerem sinais de tendinopatia.

Doença associada com o Clostridium difficile

A ocorrência de diarreia, particularmente se for grave, persistente e/ou sanguinolenta, durante ou após o tratamento com levofloxacina, pode ser sintomática de doença associada ao Clostridium difficile (DACD). A DACD pode variar em termos de gravidade desde ligeira até potencialmente fatal, sendo a forma mais grave a colite pseudomembranosa (ver secção 4.8). É, portanto, importante considerar este diagnóstico em doentes que desenvolveram diarreia grave durante ou após o tratamento com levofloxacina. Se se suspeitar ou confirmar a DACD, a levofloxacina deve ser interrompida imediatamente e deve ser iniciado tratamento apropriado, o quanto antes. Nesta situação clínica, os produtos inibidores do peristaltismo estão contraindicados. Doentes predispostos a convulsões

As quinolonas podem diminuir o limiar convulsivo e desencadear crises convulsivas. A levofloxacina está contraindicada em doentes com história de epilepsia (ver secção 4.3) e, como outras quinolonas, deve ser usada com extrema precaução em doentes predispostos a convulsões ou com tratamento concomitante com substâncias ativas que baixam o limiar de convulsão cerebral, tais como a teofilina (ver secção 4.5). No caso de crises convulsivas (ver secção 4.8), o tratamento com levofloxacina deverá ser descontinuado.

Doentes com deficiência da G-6-fosfato desidrogenase

Doentes com deficiência latente ou existente da atividade da glucose-6-fosfato- desidrogenase podem ser suscetíveis a reações hemolíticas quando tratados com agentes antibacterianos da classe das quinolonas. Assim se a levofloxacina tiver que ser utilizada nestes doentes, a potencial ocorrência de hemólise deverá ser monitorizada.

Doentes com compromisso da função renal

Dado que a levofloxacina é excretada principalmente pelos rins, a dose de Lenovan deve ser ajustada em doentes com compromisso da função renal (ver secção 4.2).

Reações de hipersensibilidade A levofloxacina pode provocar reações de hipersensibilidade graves ou potencialmente fatais (por ex. de angioedema a choque anafilático), ocasionalmente após a dose inicial (ver secção 4.8). Os doentes devem descontinuar o tratamento imediatamente e contactar o seu médico ou um médico de urgência, que iniciará medidas de emergência adequadas.

Reações bolhosas graves

Têm sido notificados casos de reações bolhosas graves, como a síndrome de Stevens- Johnson ou necrólise epidérmica tóxica, com a utilização de levofloxacina (ver secção 4.8). Caso ocorram reações cutâneas e/ou das mucosas, os doentes devem ser aconselhados a contactar o seu médico imediatamente, antes de continuar o tratamento.

Alterações dos níveis de glucose sérica Tal como com todas as quinolonas, têm sido notificados distúrbios dos níveis de glucose no sangue, incluindo hipoglicemia e hiperglicemia, normalmente em diabéticos tratados simultaneamente com agentes hipoglicemiantes orais (por ex., glibenclamida) ou com insulina. Têm sido também notificados casos de coma hipoglicémico. Nos doentes diabéticos recomenda-se uma monitorização cuidadosa dos níveis de glucose no sangue (ver secção 4.8).

Prevenção de fotossensibilização

Tem sido notificada fotossensibilização com a levofloxacina (ver secção 4.8). Recomenda-se que os doentes não se devem expor desnecessariamente a luz solar forte ou a raios UV artificiais (por ex., lâmpada de raios solares, solário), durante o tratamento e nas 48 horas após a descontinuação do tratamento, a fim de evitar fotossensibilização.

Doentes tratados com antagonistas da vitamina K

Devido ao possível aumento dos testes de coagulação (TP/INR) e/ou de hemorragia em doentes tratados com levofloxacina em associação com antagonistas da vitamina K (por ex. varfarina), os testes de coagulação devem ser monitorizados quando estes medicamentos são tomados concomitantemente (ver secção 4.5).

Reações psicóticas

Têm sido observadas reações psicóticas em doentes tratados com quinolonas, incluindo levofloxacina. Em casos muito raros, estas progrediram para ideação suicida e comportamento autodestrutivo – algumas vezes apenas após uma toma única de levofloxacina (ver secção 4.8). No caso de o doente desenvolver estas reações, a levofloxacina deve ser descontinuada e deverão ser instituídas medidas apropriadas. Recomenda-se precaução se a levofloxacina for para ser usada em doentes psicóticos ou em doentes com antecedentes de doença psiquiátrica.

Prolongamento do intervalo QT

Deve-se ter precaução quando se usam fluoroquinolonas, incluindo a levofloxacina, em doentes com fatores de risco conhecidos por prolongarem o intervalo QT, tais como, por exemplo: - síndroma congénito de QT longo; - uso concomitante de medicamentos conhecidos por prolongarem o intervalo QT (ex. antiarritmícos de classe IA e III, antidepressores triciclícos, macrólidos e antipsicóticos); - desequilíbrio eletrolítico não corrigido (ex. hipocaliemia, hipomagnesemia); - doença cardíaca (ex. insuficiência cardíaca, enfarte do miocárdio, bradicardia). Doentes idosos e mulheres podem ser mais sensíveis aos medicamentos que prolongam o intervalo QT. Deste modo, deve ter-se cuidado com a utilização de fluoroquinolonas, incluindo levofloxacina, nestas populações. (Ver secções 4.2 Idosos, 4.5, 4.8 e 4.9).

Neuropatia periférica

Foram notificados casos de polineuropatia sensorial ou sensorio motora que resultaram em parestesias, hipoestesias, disestesias ou fraqueza em doentes aos quais foram administradas quinolonas, incluindo fluoroquinolonas. Os doentes em tratamento com levofloxacina devem ser aconselhados a informar previamente o seu médico antes de continuar o tratamento no caso de desenvolverem sintomas de neuropatia tais como dor, sensação de ardor, formigueiro, adormecimento ou fraqueza de modo a prevenir o desenvolvimento de uma situação potencialmente irreversível (ver secção 4.8)..

Afeções hepatobiliares

Têm sido notificados casos de necrose hepática até insuficiência hepática fatal, com levofloxacina, principalmente em doentes com doenças subjacentes, como por ex. sepsis (ver secção 4.8). Os doentes devem ser aconselhados a parar o tratamento e contactar o seu médico assistente caso desenvolvam sinais e sintomas de doença hepática, tais como anorexia, icterícia, urina escura, prurido ou abdómen sensível à dor.

Exacerbação de miastenia gravis

As fluoroquinolonas, incluindo a levofloxacina, têm atividade de bloqueio neuromuscular e podem exacerbar a fraqueza muscular em doentes com miastenia gravis. Têm sido associadas reações adversas graves, incluindo mortes e necessidade de suporte respiratório com o uso de fluoroquinolonas em doentes com miastenia gravis; assim, a levofloxacina não é recomendada em doentes com antecedentes de miastenia gravis.

Alterações da visão

Se ocorrer uma diminuição da visão ou se se verificarem quaisquer efeitos a nível ocular deve ser consultado imediatamente um oftalmologista (ver secções 4.7 e 4.8).

Superinfeção

O uso de levofloxacina, principalmente se prolongado, pode resultar em crescimento excessivo de organismos não suscetíveis. Se a superinfeção ocorrer durante o tratamento, devem ser tomadas medidas apropriadas.

Interferência com testes laboratoriais

Em doentes tratados com levofloxacina, a determinação de opiáceos na urina pode originar resultados falsos-positivos. Poderá ser necessário confirmar a presença de opiáceos através de métodos mais específicos. A levofloxacina pode inibir o crescimento de Mycobacterium tuberculosis e, portanto, dar origem a resultados falsos-negativos no diagnóstico bacteriológico da tuberculose.

Lenovan contém estearil fumarato de sódio. Este medicamento contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por comprimido, ou seja, é praticamente “isento de sódio”.

4.5. Interações medicamentosas e outras formas de interação

Efeitos de outros medicamentos no Lenovan

Sais de ferro, sais de zinco, antiácidos contendo magnésio ou alumínio, didanosina

A absorção de levofloxacina é reduzida significativamente quando se administram sais de ferro ou antiácidos contendo magnésio ou alumínio, ou didanosina (apenas formulações de didanosina com alumínio ou magnésio e com um tampão) concomitantemente com comprimidos de Lenovan. A administração concomitante de fluoroquinolonas com multivitaminas que contenham zinco parece diminuir a sua absorção oral. Recomenda-se que preparações contendo catiões bivalentes ou trivalentes tais como sais de ferro, sais de zinco ou antiácidos contendo magnésio ou alumínio, ou didanosina (apenas formulações de didanosina com alumínio ou magnésio e com um tampão) não sejam tomadas nas 2 horas que seguem ou precedem a administração de comprimidos de Lenovan (ver secção 4.2). Os sais de cálcio têm um efeito mínimo na absorção oral da levofloxacina.

Sucralfato

A biodisponibilidade dos comprimidos de Lenovan é reduzida significativamente quando administrados em conjunto com sucralfato. Se o doente deve tomar tanto o sucralfato como o Lenovan, é melhor administrar o sucralfato 2 horas após a administração do comprimido de Lenovan (ver secção 4.2).

Teofilina, fenbufeno ou medicamentos anti-inflamatórios não esteroides similares

Não foram encontradas interações farmacocinéticas da levofloxacina com a teofilina num estudo clínico. Contudo, pode ocorrer uma diminuição pronunciada do limiar de convulsão cerebral quando as quinolonas são dadas concomitantemente com teofilina, anti-inflamatórios não esteroides ou outros agentes que diminuem o limiar convulsivo. As concentrações de levofloxacina são cerca de 13% mais elevadas na presença de fenbufeno do que em administração isolada.

Probenecida e cimetidina

A probenecida e a cimetidina tiveram um efeito estatisticamente significativo na eliminação da levofloxacina. A depuração renal da levofloxacina foi reduzida pela cimetidina (24%) e pela probenecida (34%). Isto deve-se ao facto de que ambos os medicamentos são capazes de bloquear a secreção tubular renal da levofloxacina. Contudo, é improvável que nas doses testadas no estudo, estas diferenças farmacocinéticas estatisticamente significativas tenham relevância clínica. Deve-se ter especial cuidado quando a levofloxacina é coadministrada com medicamentos que afetam a secreção tubular renal tais como a probenecida e a cimetidina, especialmente em doentes com compromisso da função renal.

Outra informação relevante

Estudos de farmacologia clínica demonstraram que a farmacocinética da levofloxacina não foi afetada de maneira clinicamente relevante quando a levofloxacina foi administrada em conjunto com os seguintes medicamentos: carbonato de cálcio, digoxina, glibenclamida, ranitidina.

Efeitos do Lenovan noutros medicamentos

Ciclosporina

A semivida da ciclosporina aumentou em 33% quando coadministrada com a levofloxacina.

Antagonistas da vitamina K

Em doentes tratados com levofloxacina em associação com antagonistas da vitamina K (por ex., varfarina), foi notificado um aumento dos testes de coagulação (TP/INR) e/ou de hemorragia, que podem ser graves. Por conseguinte, os testes de coagulação devem ser monitorizados nos doentes tratados com antagonistas da vitamina K (ver secção 4.4).

Medicamentos conhecidos por prolongarem o intervalo QT

A levofloxacina, tal como outras fluoroquinolonas, deve ser usada com precaução em doentes a fazer tratamento com medicamentos conhecidos por prolongarem o intervalo QT (ex. antiarritmícos de classe IA e III, antidepressores triciclícos, macrólidos e antipsicóticos) (ver secção 4.4 Prolongamento do intervalo QT).

Outra informação relevante

Num estudo de interação farmacocinética, a levofloxacina não afetou a farmacocinética da teofilina (um substrato para o CYP1A2), indicando que a levofloxacina não é um inibidor do CYP1A2.

Outras formas de interação

Alimentos Não há interação clinicamente relevante com os alimentos. Os comprimidos de Lenovan podem, portanto, ser tomados sem ter em conta a ingestão de alimentos.

4.6. Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

Os dados sobre a utilização de levofloxacina em mulheres grávidas são limitados. Estudos em animais não mostraram efeitos prejudiciais diretos ou indiretos no que diz respeito a toxicidade reprodutiva (ver secção 5.3). Contudo, na ausência de dados em seres humanos e devido aos dados experimentais que sugerem risco de lesões, causadas pelas fluoroquinolonas, das cartilagens de organismos em crescimento, a levofloxacina não deve ser usada em mulheres grávidas (ver secções

4.3. e 5.3).

Amamentação

Lenovan está contraindicado em mulheres que amamentam. Não existe informação suficiente relativa à excreção da levofloxacina no leite humano; no entanto, outras fluoroquinolonas são excretadas no leite materno. Na ausência de dados em seres humanos e devido aos dados experimentais que sugerem risco de lesões, causadas pelas fluoroquinolonas, das cartilagens articulares de organismos em crescimento, a levofloxacina não deve ser usada em mulheres que amamentam (ver secções 4.3 e 5.3).

Fertilidade

A levofloxacina não teve efeito na fertilidade ou no desempenho reprodutivo em ratos.

4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Alguns efeitos indesejáveis (por ex., tonturas/vertigens, sonolência, perturbações visuais) podem afetar a capacidade do doente para se concentrar e reagir, podendo, deste modo, constituir um risco nas situações em que essas capacidades têm importância especial (por ex. conduzir um automóvel ou utilizar máquinas).

4.8. Efeitos indesejáveis

A informação dada abaixo baseia-se em dados de estudos clínicos em mais de 8300 doentes e em extensa experiência pós-comercialização.

As frequências são definidas segundo a seguinte convenção: muito frequentes (≥1/10), frequentes (≥1/100, <1/10), pouco frequentes (≥1/1000, ≤1/100), raros (≥1/10000, ≤1/1000), muito raros (≤1/10000), desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis). Dentro de cada grupo de frequência, os efeitos indesejáveis apresentam-se por ordem decrescente de gravidade.

Classe de sistemas Frequentes Pouco Raros Desconhecido (não de órgãos (≥1/100 a frequentes (≥1/10,000 a pode ser calculado <1/10) (≥1/1,000 a <1/1,000) a partir dos dados <1/100) disponíveis) Infeções e Infeções infestações fúngicas incluindo infeção por Candida Resistência patogénica Doenças do Leucopenia Trombocitopenia Pancitopenia sangue e do Eosinofilia Neutropenia Agranulocitose sistema linfático Anemia hemolítica

Doenças do Angioedema Choque sistema imunitário Hipersensibilidad anafiláticoa e Choque (ver secção 4.4) anafilactóidea (ver secção 4.4) Doenças do Anorexia Hipoglicemia Hiperglicemia metabolismo e da particularmente Coma nutrição em diabéticos hipoglicémico (ver secção 4.4) (ver secção 4.4) Classe de sistemas Frequentes Pouco Raros Desconhecido (não de órgãos (≥1/100 a frequentes (≥1/10,000 a pode ser calculado <1/10) (≥1/1,000 a <1/1,000) a partir dos dados <1/100) disponíveis) Perturbações do Insónia Ansiedade Reações Reações psicóticas foro psiquiátrico* Estado psicóticas (com com confusional por ex. comportamentos Nervosismo alucinações, autodestrutivos, paranoia) tais como ideação Depressão ou comportamento Agitação suicida Sonhos anormais (ver secção 4.4) Pesadelos Doenças do Cefaleias Sonolência Convulsão (ver Neuropatia sistema nervoso* Tonturas Tremor secções 4.3 e 4.4) periférica sensorial Disguesia Parestesias (ver secção 4.4) Neuropatia periférica sensorial motora (ver secção 4.4) Parosmia incluindo anosmia Discinesia Desordens extrapiramidais Ageusia Síncope Hipertensão intracraniana benigna Afeções oculares* Distúrbios visuais Perda transitória de tais como visão visão (ver secção turva (ver secção 4.4) 4.4) Afeções do ouvido Vertigens Zumbidos Perda de audição e do labirinto* Distúrbio da audição Classe de sistemas Frequentes Pouco Raros Desconhecido (não de órgãos (≥1/100 a frequentes (≥1/10,000 a pode ser calculado <1/10) (≥1/1,000 a <1/1,000) a partir dos dados <1/100) disponíveis) Cardiopatias** Taquicardia Taquicardia Palpitação ventricular, que pode resultar em paragem cardíaca Arritmia ventricular e torsade de pointes (notificado predominantement e em doentes com fatores de risco de prolongamento do intervalo QT), eletrocardiograma com intervalo QT prolongado (ver secções 4.4 e 4.9) Vasculopatias** Aplicável Hipotensão apenas à formulação iv: Flebite Doenças Dispneia Broncoespasmo respiratórias, Pneumonite torácicas e do alérgica mediastino

Doenças Diarreia Dor Diarreia – diarreia gastrointestinais Vómitos abdominal sanguinolenta que, Náusea Dispepsia em casos muito Flatulência raros, pode ser Obstipação indicativa de enterocolite, incluindo colite pseudomembranos a (ver secção 4.4) Pancreatite Classe de sistemas Frequentes Pouco Raros Desconhecido (não de órgãos (≥1/100 a frequentes (≥1/10,000 a pode ser calculado <1/10) (≥1/1,000 a <1/1,000) a partir dos dados <1/100) disponíveis) Afeções Aumento Aumento da Icterícia e dano hepatobiliares das enzimas bilirubina hepático grave, hepáticas sérica incluindo casos de (ALT/AST, insuficiência fosfatase hepática aguda alcalina, fatal, GGT) principalmente em doentes com doenças subjacentes graves (ver secção 4.4) Hepatite Afeções dos Erupção Necrólise tecidos cutâneos e cutânea epidérmica tóxica subcutâneos b Prurido Síndrome Urticária Stevens-Johnson Hiperhidros Eritema e multiforme Reação de fotosensibilidade (ver secção 4.4) Vasculite leucocitoclástica Estomatite Afeções Artralgia Alterações nos Rabdomiólise musculosquelética Mialgia tendões (ver Rutura de tendões s e dos tecidos secções 4.3 e 4.4) (por ex. tendão de conjuntivos* incluindo Aquiles) (ver tendinite (por ex. secções 4.3 e 4.4) Tendão de Rutura de Aquiles) ligamentos Fraqueza Rutura muscular muscular que Artrite pode ser de especial importância em doentes com miastenia gravis (ver secção 4.4 ) Doenças renais e Aumento da Insuficiência urinárias creatinina renal aguda (ex. sérica devido a nefrite intersticial) Classe de sistemas Frequentes Pouco Raros Desconhecido (não de órgãos (≥1/100 a frequentes (≥1/10,000 a pode ser calculado <1/10) (≥1/1,000 a <1/1,000) a partir dos dados <1/100) disponíveis) Perturbações Aplicável Astenia Pirexia Dor (incluindo dor gerais e alterações apenas à nas costas, peito e no local de formulação extremidades) administração* iv: Reação no local de perfusão (dor, vermelhidão ) a Reações anafiláticas e anafilactóides podem por vezes ocorrer mesmo após a primeira dose b Reações mucocutâneas podem por vezes ocorrer mesmo após a primeira dose *Foram notificados casos muito raros de reações adversas medicamentosas graves, prolongadas (que persistem meses ou anos), incapacitantes e potencialmente irreversíveis, que afetam várias, por vezes múltiplas, classes de sistemas de órgãos e sentidos (incluindo reações como tendinite, rutura de tendão, artralgia, dor nas extremidades, perturbações da marcha, neuropatias associadas a parestesia, depressão, fadiga, perda de memória, distúrbios do sono e diminuição da audição, visão, paladar e olfato) , em associação com o uso de quinolonas e fluoroquinolonas, em alguns casos independentemente de fatores de risco preexistentes (ver Secção 4.4).

** Foram notificados casos de aneurisma e dissecção da aorta, por vezes complicados por rutura (incluindo casos fatais), e de regurgitação/insuficiência de qualquer uma das válvulas cardíacas em doentes que receberam fluoroquinolonas (ver secção 4.4).

Outros efeitos indesejáveis que têm sido associados à administração de fluoroquinolonas incluem: ataques de porfíria em doentes com porfiria.

Notificação de suspeitas de reações adversas A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.: Portugal Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]

4.9. Sobredosagem

De acordo com estudos de toxicidade em animais ou estudos de farmacologia clínica realizados com doses supra terapêuticas, os sinais mais importantes que podem ser esperados após sobredosagem aguda de comprimidos de Lenovan são sintomas do sistema nervoso central tais como confusão, tonturas, perturbações da consciência e convulsões, aumento do intervalo QT, assim como reações gastrointestinais, tais como náuseas e erosões da mucosa.

Têm sido observados, em experiência pós-comercialização, efeitos no SNC que incluem estado confusional, convulsões, alucinações e tremores.

No caso de sobredosagem, deve ser implementado tratamento sintomático. Deve ser utilizada monitorização com ECG devido à possibilidade do prolongamento do intervalo QT. Podem ser usados antiácidos para proteção da mucosa gástrica. A hemodiálise, incluindo diálise peritoneal e DPAC não são eficazes na remoção de levofloxacina do organismo. Não existe antídoto específico.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1. Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 1.1.10 – Medicamentos anti-infeciosos. Antibacterianos. Quinolonas. Código ATC: J01MA12

Levofloxacina é um agente antibacteriano sintético da classe das fluoroquinolonas e é o enantiómero S (-) da substância ativa racémica ofloxacina.

Mecanismo de ação

Como agente antibacteriano fluoroquinolona, a levofloxacina atua no complexo girase ADN-ADN e na topoisomerase IV.

Relação PK/PD

O grau de atividade bactericida de levofloxacina depende da razão entre a concentração sérica máxima (Cmax) ou da área sob a curva (AUC) e a concentração inibitória mínima (CIM).

Mecanismo de resistência

A resistência à levofloxacina é adquirida através de um processo gradual de mutações no local alvo em ambas as topoisomerases tipo II, ADN girase e topoisomerase IV. Outros mecanismos de resistência, tais como, barreiras de permeabilidade (frequente na Pseudomonas aeruginosa) e mecanismos de efluxo podem também afetar a sensibilidade à levofloxacina. Existe uma resistência cruzada entre a levofloxacina e outras fluoroquinolonas. Devido ao mecanismo de ação, normalmente não existe resistência cruzada entre a levofloxacina e outras classes de agentes antibacterianos.

Limites de suscetibilidade

Os limites de CIM recomendados pela EUCAST (European Committee on Antimicrobial Susceptibility Testing) para a levofloxacina, separando os organismos sensíveis dos com sensibilidade intermédia e os organismos com sensibilidade intermédia dos organismos resistentes, estão apresentados na tabela seguinte, para os testes CIM (mg/l). Limites de CIM clínicos da EUCAST para levofloxacina (versão 2.0, 2012-01-01)

Agente patogénico Sensível Resistente Enterobacteriacae ≤1 mg/l >2 mg/l Pseudomonas spp. ≤1 mg/l >2 mg/l Acinetobacter spp. ≤1 mg/l >2 mg/l Staphylococcus spp. ≤1 mg/l >2 mg/l S. pneumoniae1 ≤2 mg/l >2 mg/l Streptococcus A, B, C, G ≤1 mg/l >2 mg/l H. influenzae2, 3 ≤1 mg/l >1 mg/l M. catarrhalis3 ≤1 mg/l >1 mg/l Limites para espécies não ≤1 mg/l >2 mg/l comuns4 1 Os limites estão relacionados com doses terapêuticas elevadas. 2 Uma resistência de nível baixo às fluoroquinolonas (CIM da ciprofloxacina de 0.12-0.5 mg/l) pode ocorrer, mas não existe evidência de que esta tenha importância clínica nas infeções do trato respiratório com H. influenzae 3 Estirpes com valores de CIM superiores aos limites de suscetibilidade são muito raros ou ainda não foram notificados. A identificação e os testes de sensibilidade antimicrobiana em qualquer isolado devem ser repetidos e se o resultado for confirmado, o isolado deve ser enviado para um laboratório de referência. Até que haja evidências sobre a resposta clínica para isolados confirmados com CIM acima do atual limite de resistência, estes devem ser notificados como resistentes. 4 Os limites de suscetibilidade aplicam-se a uma dose oral de 500 mg x 1 a 500 mg x 2, e a uma dose intravenosa de 500 mg x 1 a 500 mg x 2

A prevalência da resistência pode variar geograficamente e ao longo do tempo para espécies selecionadas, e é desejável informação local sobre a resistência, particularmente no tratamento de infeções graves. Quando necessário, deve procurar-se ajuda de um especialista quando a prevalência de resistência local é tal, que a utilidade do agente em pelo menos alguns tipos de infeções é questionável.

Espécies frequentemente sensíveis

Bactérias aeróbias Gram-positivas Bacillus anthracis Staphylococcus aureus sensíveis à meticilina Staphylococcus saprophyticus Streptococci, grupo C e G Streptococcus agalactiae Streptococcus pneumoniae Streptococcus pyogenes

Bactérias aeróbias Gram-negativas Eikenella corrodens Haemophilus influenzae Haemophilus para-influenzae Klebsiella oxytoca Moraxella catarrhalis Pasteurella multocida Proteus vulgaris Providencia rettgeri

Bactérias anaeróbias Peptostreptococcus

Outras Chlamydophila pneumoniae Chlamydophila psittaci Chlamydia trachomatis Legionella pneumophila Mycoplasma pneumoniae Mycoplasma hominis Ureaplasma urealyticum

Espécies para as quais a resistência adquirida pode ser um problema

Bactérias aeróbias Gram-positivas Enterococcus faecalis Staphylococcus aureus resistentes à meticilina# Staphylococcus spp coagulase negativo

Bactérias aeróbias Gram-negativas Acinetobacter baumannii Citrobacter freundii Enterobacter aerogenes Enterobacter cloacae Escherichia coli Klebsiella pneumoniae Morganella morganii Proteus mirabilis Providencia stuartii Pseudomonas aeruginosa Serratia marcescens

Bactérias anaeróbias Bacteroides fragilis Espécies com resistência intrínseca

Bactérias aeróbias Gram-positivas Enterococcus faecium

# Os S. aureus resistentes à meticilina muito provavelmente possuem corresistência às fluoroquinolonas, incluindo a levofloxacina.

5.2. Propriedades farmacocinéticas

Absorção

A levofloxacina administrada oralmente é rápida e quase completamente absorvida, alcançando-se concentrações plasmáticas máximas dentro de 1-2 h. A biodisponibilidade absoluta é de 99-100%.

Os alimentos têm pouco efeito sobre a absorção da levofloxacina.

O estado estacionário é alcançado em 48 horas, seguindo uma posologia de 500 mg uma a duas vezes por dia.

Distribuição

Aproximadamente 30 a 40% da levofloxacina liga-se às proteínas séricas.

O volume médio de distribuição da levofloxacina é aproximadamente de 100 l após doses únicas e repetidas de 500 mg, indicando uma ampla distribuição pelos tecidos corporais.

Penetração nos tecidos e fluidos corporais

A levofloxacina penentra na mucosa brônquica, no fluido de revestimento epitelial, nos macrófagos alveolares, no tecido pulmonar, na pele (fluido de flitenas), no tecido prostático e na urina. No entanto, apresenta fraca penetração no fluido cefalorraquidiano.

Biotransformação

A metabolização da levofloxacina é pouco extensa, sendo os metabolitos a levofloxacina desmetilada e a levofloxacina N-óxido. Estes metabolitos representam <5% da dose e são excretados na urina. A levofloxacina é estereoquimicamente estável e não sofre inversão quiral.

Eliminação Após administração oral e intravenosa, a levofloxacina é eliminada do plasma de forma relativamente lenta (t1/2: 6-8 h). A excreção é predominantemente por via renal (>85% da dose administrada). A depuração corporal total aparente média da levofloxacina, após uma dose única de 500 mg, é de 175 +/-29.2 ml/min.

Não existem diferenças relevantes na farmacocinética da levofloxacina após administração intravenosa e oral, o que sugere que as vias oral e intravenosa são intermutáveis.

Linearidade

A levofloxacina obedece a uma farmacocinética linear num intervalo de 50 a 1000 mg.

Populações especiais

Indivíduos com compromisso da função renal

A farmacocinética da levofloxacina é afetada pelo compromisso renal. Com a diminuição da função renal, a eliminação e a depuração estão diminuídas e as semividas de eliminação aumentadas, como se mostra na tabela abaixo:

Farmacocinética no compromisso renal, seguindo uma dose oral única de 500 mg

Clcr [ml/min] < 20 20 - 49 50 - 80 ClR [ml/min] 13 26 57 t1/2 [h] 35 27 9

Indivíduos idosos

Não existem diferenças significativas na farmacocinética da levofloxacina entre indivíduos jovens e idosos, exceto as que estiverem associadas com diferenças na depuração da creatinina.

Diferença entre géneros

Análises separadas para indivíduos do sexo masculino ou feminino mostraram diferenças pequenas ou marginais na farmacocinética da levofloxacina. Não existe evidência de que estas diferenças entre géneros sejam clinicamente relevantes.

5.3. Dados de segurança pré-clínica

Os dados não clínicos não revelam riscos especiais para o ser humano, segundo estudos convencionais de toxicidade de dose única, toxicidade de dose repetida, potencial carcinogénico e toxicidade reprodutiva e desenvolvimento.

A levofloxacina não teve efeito na fertilidade ou no desempenho reprodutivo em ratos, e seu único efeito nos fetos foi uma maturação retardada como resultado de toxicidade maternal.

A levofloxacina não induziu mutações genéticas em células bacterianas ou de mamíferos, mas induziu aberrações cromossómicas nas células pulmonares do hamster chinês, in vitro. Estes efeitos podem ser atribuídos à inibição da topoisomerase II. Testes in vivo (micronúcleo, trocas de cromatídeos irmãos, síntese não programada de ADN, testes letais dominantes) não mostraram qualquer potencial genotóxico.

Estudos em ratos mostraram que a levofloxacina apenas apresenta atividade fototóxica em doses muito elevadas. A levofloxacina não mostrou qualquer potencial genotóxico num ensaio de fotomutagenicidade e reduziu o desenvolvimento tumoral num estudo de fotocarcinogénese.

Tal como com outras fluoroquinolonas, a levofloxacina mostrou efeitos na cartilagem (vesículas e cavidades) em ratos e cães. Estes resultados foram mais marcados em animais jovens.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1. Lista dos excipientes

Celulose microcristalina 101, crospovidona XL, estearil fumarato de sódio, hipromelose e Opadry 03B27148 Beije (composto por: dióxido de titânio (E171), hipromelose 6 cps, macrogol 400, óxido de ferro amarelo (E172), Óxido de ferro vermelho (E172), Óxido de ferro negro (E172) e talco).

6.2. Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3. Prazo de validade

3 anos.

6.4. Precauções especiais de conservação

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

6.5. Natureza e conteúdo do recipiente

Os comprimidos revestidos por película são acondicionados em blister de PVC/Alumínio. 250 mg: embalagens de 3, 7, 10 e 50 comprimidos. 500 mg: embalagens de 7, 10 e 50 comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6. Precauções especiais de eliminação

Não são requeridas instruções especiais de utilização e manipulação.

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Van Pharma B.V. Groeneweg 2D 2718 AA Zoetermeer Netherlands

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

N.º de registo: 5589593 - 3 comprimidos revestidos por película, 250 mg, blister de PVC/Alu N.º de registo: 5589692 - 7 comprimidos revestidos por película, 250 mg, blister de PVC/Alu N.º de registo: 5589791 - 10 comprimidos revestidos por película, 250 mg, blister de PVC/Alu N.º de registo: 5589890 - 50 comprimidos revestidos por película, 250 mg, blister de PVC/Alu

N.º de registo: 5589999 - 7 comprimidos revestidos por película, 500 mg, blister de PVC/Alu N.º de registo: 5590096 - 10 comprimidos revestidos por película, 500 mg, blister de PVC/Alu N.º de registo: 5590195 - 50 comprimidos revestidos por película, 500 mg, blister de PVC/Alu

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 28 de setembro de 2005 Data da última renovação: 28 de dezembro de 2015

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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Respostas geradas automaticamente a partir do folheto informativo oficial deste medicamento. Não substituem, em caso algum, o parecer do seu farmacêutico ou do seu médico. Em caso de emergência, ligue 112.