Rimactán
APROVADO EM 10-04-2023 INFARMED Folheto informativo: Informação para o doente
Rimactán 300 mg cápsulas
Rifampicina
Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento, pois contém informação importante para si. – Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente. – Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico. – Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença. – Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.
O que contém este folheto:
1. O que é Rimactán e para que é utilizado
2. O que precisa de saber antes de tomar Rimactán
3. Como tomar Rimactán
4. Efeitos indesejáveis possíveis
5. Como conservar Rimactán
6. Conteúdo da embalagem e outras informações
1. O que é Rimactán e para que é utilizado
Rimactán contém rifampicina que pertence a um grupo de antibióticos denominados rifamicinas. Atua impedindo o crescimento de bactérias que causam infeções.
Rimactán está indicado para o tratamento de infeções tais como:
– Tuberculose em todas as suas formas (em associação com outros medicamentos tuberculostáticos). – Infeções não micobacterianas: outras infeções que não a tuberculose para as quais o seu médico considera apropriado prescrever Rimactán. Deverá tomar Rimactán em associação com outros antibióticos. – Brucelose. Utilizado em associação com uma tetraciclina.
Rimactán está também indicado na prevenção de: – Meningite meningocócica: apenas poderá tomar Rimactán se tiver estado em contacto direto com doentes com meningite meningocócica (em casa, no infantário, na escola, em alojamentos coletivos) e se ainda não tiver desenvolvido a doença. Rimactán não deverá ser utilizado para o tratamento da meningite meningocócica.
Este tratamento deverá seguir as recomendações oficiais para o tratamento da tuberculose, mais especificamente as da Organização Mundial de Saúde (OMS).
2. O que precisa de saber antes de tomar Rimactán
Não tome Rimactán: APROVADO EM 10-04-2023 INFARMED – se tem alergia à rifampicina ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6), – se tem antecedentes de doença hepática causada pelo uso de medicamentos ou hepatite aguda de qualquer origem ou se tem a pele amarela (icterícia), – se sofre de porfiria (um grupo de doenças caracterizadas por sensibilidade à luz, lesões na pele, anemia, psicose e dor abdominal aguda), – se está a tomar voriconazol (um medicamento utilizado para tratar infeções fúngicas) ou inibidores da protease, exceto ritonavir, (medicamentos para o tratamento da infeção pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH) causador da SIDA), – se tem compromisso renal grave.
Advertências e precauções
Fale com o seu médico ou farmacêutico ou enfermeiro antes de tomar Rimactán: – poderá ocorrer resistência bacteriana. Para evitar resistência no tratamento de infeções, deverá utilizar Rimactán em associação com outros antibióticos/medicamentos quimioterápicos. – se sofrer complicações graves, tais como alterações nas células sanguíneas, pequenas manchas roxas na pele, falta de ar e ataques de asma, choque e insuficiência renal, febre ou outras reações cutâneas, o seu médico irá interromper o tratamento. – se sofrer de doença hepática crónica, se for alcoólico ou se estiver desnutrido. O seu médico pode reduzir a sua dose de rifampicina, – se utilizar contracetivos hormonais, uma vez que a eficácia dos contracetivos hormonais pode ser reduzida e terá de utilizar métodos contracetivos adicionais, – em bebés prematuros e recém-nascidos. Será utilizado apenas em emergências e com precauções especiais, uma vez que o seu sistema enzimático hepático não está totalmente desenvolvido. – Rimactán não está recomendado em crianças com menos de 6 anos de idade devido ao risco de aspiração, – não deve tomar rifampicina e pirazinamida em simultâneo para o tratamento de infeções de tuberculose latente, devido ao risco de lesões hepáticas graves, – pode ocorrer uma reação medicamentosa grave com eosinofilia e sintomas sistémicos (DRESS) durante o tratamento (ver secção 4. Efeitos indesejáveis possíveis). Se tiver sintomas precoces de hipersensibilidade à rifampicina, tais como febre, linfadenopatia (inchaço dos gânglios linfáticos) ou alterações biológicas (eosinofilia; aumento num certo grupo de glóbulos brancos, doenças hepáticas), com ou sem erupção cutânea, contacte imediatamente o seu médico. A rifampicina deverá ser interrompida se não for possível estabelecer outra fonte para estes sintomas, – se tiver uma erupção cutânea bolhosa grave e generalizada, bolhas ou descamação na pele e sinais de gripe e febre (síndrome de Stevens-Johnson), mal-estar, febre, arrepios e dores musculares (necrólise epidérmica tóxica) ou uma erupção cutânea vermelha e escamosa com nódulos sob a pele e bolhas (pustulose exantematosa generalizada aguda), consulte o seu médico o mais rapidamente possível, pois o tratamento com rifampicina deve ser interrompido, – se for diabético. O tratamento com rifampicina pode dificultar o tratamento de doentes diabéticos, – uma descoloração (amarela, laranja, vermelha, castanha) dos seus dentes, urina, suor, expetoração, lágrimas e fezes sem significado clínico. Pode também causar uma pigmentação permanente das lentes de contacto macias, APROVADO EM 10-04-2023 INFARMED – a rifampicina pode competir com vários medicamentos ao nível da absorção e da alteração bioquímica/metabólica e, consequentemente, pode diminuir a exposição, segurança e eficácia destes medicamentos (ver "Outros medicamentos e Rimactán"), – se tiver um problema com hemorragias ou tendência para desenvolver hematomas facilmente. A rifampicina pode causar coagulopatia dependente da vitamina K (isto significa que pode diminuir a capacidade de coagulação do sangue) e hemorragia grave (ver a secção " Efeitos indesejáveis possíveis"). – se estiver a tomar outros antibióticos ao mesmo tempo.
No início do tratamento e com o tratamento prolongado, são recomendadas análises clínicas regulares ao número de células sanguíneas e à função hepática.
Outros medicamentos e Rimactán: Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, tiver tomado recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos.
A rifampicina aumenta a eliminação de muitos medicamentos do organismo de forma que pode causar uma diminuição da atividade destes medicamentos. Estes medicamentos incluem: – medicamentos para o tratamento da epilepsia: por exemplo, fenitoína, fenobarbital, – medicamentos para controlar o seu batimento cardíaco (para arritmias cardíacas): por exemplo, disopiramida, mexiletina, quinidina, propafenona, tocainida, – medicamentos para outros problemas cardíacos: por exemplo, betabloqueadores, losartan e amlodipina (para tratar a tensão arterial elevada), medicamentos chamados bloqueadores dos canais de cálcio tais como diltiazem, nifedipina ou verapamilo, glicosídeos cardíacos tais como digoxina (para tratar a insuficiência cardíaca), – medicamentos para o tratamento de problemas de coagulação do sangue: varfarina, – medicamentos para o tratamento de doenças mentais: por exemplo, haloperidol ou aripiprazol, – medicamentos para o tratamento de infeções fúngicas: por exemplo fluconazol, itraconazol, cetoconazol, voriconazol, – medicamentos para a infeção por VIH: por exemplo saquinavir, indinavir, efavirenz, amprenavir, nelfinavir, atazanavir, – medicamentos antivirais para o tratamento da hepatite C, por exemplo, daclatasvir, simeprevir, sofosbuvir, telaprevir, velpatasvir, voxilaprevir, – alguns antibióticos: por exemplo, cloranfenicol, claritromicina, dapsona, doxiciclina, fluoroquinolonas, telitromicina, – medicamentos utilizados como anestésicos, por exemplo, tiopental, – corticosteroides, – medicamentos utilizados para evitar a rejeição de transplantes: por exemplo ciclosporina, tacrolímus, sirolímus, – contracetivos hormonais sistémicos (incluindo estrogénios e progestagénios), – outros medicamentos para o tratamento de infeções: dapsona (para o tratamento da lepra e/ou do paludismo) e quinina (para o tratamento do paludismo), – medicamentos para o tratamento da diabetes: por exemplo, clorpropamida, tolbutamida, sulfonilureias, rosiglitazona, – medicamentos para o tratamento da depressão: por exemplo amitriptilina, nortriptilina – medicamentos para o tratamento de ansiedade e/ou insónia: por exemplo, diazepam, benzodiazepinas, zopiclona, zolpidem, – medicamentos para a dor, analgésicos opióides (oxicodona, morfina), APROVADO EM 10-04-2023 INFARMED – medicamentos para tratar níveis elevados de colesterol: por exemplo, clofibrato, estatinas, por exemplo, sinvastatina, – medicamentos para o tratamento de vómitos, por exemplo, ondansetron – medicamentos para o tratamento do cancro: por exemplo, irinotecano, – medicamentos para o tratamento de doenças degenerativas dos nervos como a esclerose lateral amiotrófica: por exemplo, riluzol, – medicamentos com atividade estrogénica e antiestrogénica, por exemplo, tamoxifeno, toremifeno, – medicamentos antivirais para o tratamento da hepatite C (daclatasvir, simeprevir, sofosbuvir, telaprevir, velpatasvir, voxilaprevir), – outros medicamentos: levotiroxina (para o tratamento do hipotiroidismo), metadona, teofilina (para o tratamento da asma), praziquantel (para o tratamento de parasitas helmintos) e gestrinona (para o tratamento de problemas hormonais).
Se toma algum destes medicamentos, o seu médico poderá ter necessidade de alterar a sua dose.
Se estiver a tomar contracetivos hormonais sistémicos, deverá utilizar outro método contracetivo não hormonal durante o tratamento com rifampicina.
O uso concomitante de cetoconazol e rifampicina diminui os níveis séricos de ambos os medicamentos.
O uso concomitante de rifampicina e enalapril diminui a atividade do enalapril. O seu médico poderá ter de alterar a dose se a sua condição clínica o permitir.
Quando a atovaquona e a rifampicina são utilizadas em simultâneo, ocorre uma diminuição das concentrações de atovaquona e um aumento das concentrações de rifampicina.
Não deve tomar rifampicina com ácido para-aminosalicílico (um medicamento utilizado para tratar a tuberculose) uma vez que reduz os níveis sanguíneos de rifampicina, pelo que é aconselhável manter um intervalo de 8 horas entre a toma destes medicamentos.
Os antiácidos reduzem a absorção da rifampicina, pelo que se deve tomar a dose diária pelo menos uma hora antes da toma de antiácidos.
O uso concomitante de rifampicina e halotano ou isoniazida aumenta o potencial de toxicidade hepática. Não deve utilizar rifampicina juntamente com halotano. Se estiver a ser tratado com rifampicina e isoniazida, o seu médico irá monitorizar periodicamente a sua função hepática (ver a secção "Advertências e Precauções").
O uso concomitante com um grupo de medicamentos antirretrovirais: inibidores não-nucleosídeos da transcriptase reversa, tais como a etravirina, nevirapina ou qualquer inibidor da protease (sozinho ou em associação com um antirretroviral chamado ritonavir), não é recomendado.
O uso concomitante com maraviroc, outro medicamento antirretroviral, também não é recomendado; é necessário um ajuste da dose se clinicamente justificado.
O uso concomitante de rifampicina com outros antibióticos que causam coagulopatia dependente da vitamina K (diminuição da capacidade de coagulação do sangue), como a cefazolina (ou outras cefalosporinas no mesmo grupo), deve ser evitado, uma vez que pode causar perturbações graves APROVADO EM 10-04-2023 INFARMED na coagulação (quando o sangue perde a sua fluidez, tornando-se um gel e formando um coágulo) que pode levar à morte (especialmente com doses elevadas).
Não deve tomar rifampicina com a associação de saquinavir + ritonavir (medicamentos antirretrovirais). Rimactán modifica o resultado de algumas análises laboratoriais, como por exemplo: – a determinação de folato e vitamina B12 no sangue, – o teste de bromossulfaleína, – níveis de bilirrubina no sangue, – pode dificultar a eliminação do contraste utilizado ao examinar a sua vesícula biliar. Assim, se necessário, irá realizar estes exames de manhã e antes de tomar a sua dose de Rimactán.
Os doentes submetidos a tratamento com rifampicina comunicaram resultados falsamente positivos para a presença de opiáceos na urina quando testados com um exame chamado KIMS (Kinetic Interaction of Microparticles in Solution). Por este motivo, nestes doentes, é recomendável utilizar outras técnicas, tais como a cromatografia gasosa e a espectrometria de massa.
Rimactán com alimentos, bebidas e álcool A absorção de Rimactán é afetada pelos alimentos. Assim, para assegurar uma absorção adequada, deve tomar Rimactán com o estômago vazio, por exemplo:
pelo menos 30 minutos antes de uma refeição ou pelo menos 2 horas após uma refeição.
Gravidez, amamentação e fertilidade Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.
Gravidez A rifampicina só deve ser utilizada em mulheres grávidas ou em idade fértil quando os potenciais benefícios justificarem os potenciais riscos para o feto. Quando a rifampicina é administrada durante as últimas semanas de gravidez, pode causar hemorragias pós parto na mãe e no recém- nascido para quem é prescrito tratamento com vitamina K1.
Amamentação A rifampicina é excretada do leite. Por conseguinte, as doentes em tratamento com rifampicina não devem amamentar exceto se o seu médico acreditar que o benefício para a doente supera os potenciais riscos para o bebé.
Condução de veículos e utilização de máquinas A influência da rifampicina sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas é reduzida a moderada. A rifampicina pode causar certos efeitos indesejáveis que podem interferir com a capacidade de conduzir e de utilizar máquinas. Se sentir estes efeitos indesejáveis (falta de ar, náuseas, vómitos, fraqueza muscular), não deve conduzir ou utilizar máquinas.
Rimactán contém lactose. Se foi informado pelo seu médico que tem intolerância a alguns açúcares, contacte-o antes de tomar este medicamento. APROVADO EM 10-04-2023 INFARMED
3. Como tomar Rimactán
Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.
O seu médico irá explicar a sua dose diária e a duração do seu tratamento. Não interrompa o seu tratamento precocemente. A dose é individual e pode ser modificada pelo seu médico com base na sua resposta ao tratamento.
Se achar que a ação de Rimactán é demasiado forte ou demasiado fraca, informe o seu médico ou farmacêutico. Deverá tomar Rimactán com o estômago vazio, meia hora antes de uma refeição, com um copo de água.
Tuberculose Os antibióticos atualmente utilizados em associação com rifampicina para a tuberculose são isoniazida, pirazinamida, etambutol e estreptomicina. O seu médico irá explicar a associação certa de antibióticos e a dose que deve tomar de cada antibiótico. A dose recomendada é: – utilização em adultos e adolescentes 10 mg/kg por dia com uma dose máxima de 600 mg, para adultos e adolescentes com peso superior a 40 kg as doses habituais são: • Peso inferior a 50 kg: 450 mg de rifampicina por dia (utilizar solução oral de rifampicina) • Peso superior a 50 kg: 600 mg de rifampicina por dia (2 cápsulas de Rimactán), – crianças e bebés com mais de 3 meses de idade: 15 (10-20) mg/kg de peso corporal de rifampicina por dia, a dose máxima diária de rifampicina é de 600 mg (2 cápsulas de Rimactán por dia). Poderá ser necessária uma redução da dose para 10 mg/kg/dia no caso de crianças com peso anormal. Nas infeções graves, como meningite, pode ser utilizada uma dose mais elevada, tal como 20 mg/kg/dia.
Em crianças com peso inferior a 15 kg, existem outras apresentações mais apropriadas de rifampicina (suspensão).
Prevenção da meningite meningocócica Nota: a rifampicina não deverá ser utilizada para o tratamento da meningite meningocócica. A dose recomendada é: – Adultos e adolescentes (a partir dos 12 anos de idade): 600 mg (2 cápsulas de Rimactán) de 12 em 12 horas durante 2 dias. – Crianças ≥ 1 mês de idade: 10 mg/kg de 12 em 12 horas durante 2 dias. Dose máxima de 600 mg/12 horas. – Crianças ≤ 1 mês de idade: 5 mg/kg de 12 em 12 horas durante 2 dias.
Não deve continuar a tomar Rimactán se tiver a doença.
Brucelose A dose recomendada de Rimactán em adultos é de 900 mg de rifampicina por dia (3 cápsulas de Rimactán 300 mg por dia) numa única dose, de manhã, com o estômago vazio. Rimactán 300 mg cápsulas deve ser tomado em associação com uma tetraciclina, como a doxiciclina. A duração do tratamento deve ser de cerca de 45 dias. APROVADO EM 10-04-2023 INFARMED
Infeções não-micobacterianas A dose recomendada de Rimactán é: – Adultos: 600-1200 mg (2 a 4 cápsulas de Rimactán 300 mg) por dia, divididos em 2 doses. O seu médico irá explicar a associação de antibióticos com os quais deve tomar Rimactán 300 mg cápsulas. O seu médico irá indicar-lhe a duração do seu tratamento. Utilização em crianças e adolescentes Tuberculose Crianças ≤ 3 meses: não existem dados suficientes para estabelecer uma recomendação para crianças com menos de três meses de idade.
Brucelose e infeções não-micobacterianas Não existem dados suficientes para uma recomendação posológica em crianças e adolescentes
Se tomar mais Rimactán do que deveria Os sintomas de sobredosagem são: cor castanha-avermelhada ou laranja na pele, expetoração, lágrimas, suor e fezes, náuseas, vómitos, dores abdominais, inflamação do fígado, icterícia (pele amarelada), sonolência, confusão e convulsões.
Caso se tenha esquecido de tomar Rimactán Se se esquecer de uma dose, tome-a assim que se lembrar. No entanto, se estiver quase na hora da sua próxima dose, não tome a dose esquecida e tome a sua próxima dose à hora habitual. Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.
Se parar de tomar Rimactán Continue o seu tratamento de acordo com as instruções do seu médico. Não pare de tomar este medicamento, mesmo que se sinta melhor. Se parar de tomar este medicamento demasiado cedo, a sua infeção pode voltar. As bactérias podem mesmo tornar-se resistentes ao tratamento.
Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.
4. Efeitos indesejáveis possíveis
Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se manifestem em todas as pessoas.
Efeitos indesejáveis graves:
Se tiver algum dos seguintes sintomas de uma reação alérgica grave, pare de tomar este medicamento e informe imediatamente o seu médico ou dirija-se ao hospital mais próximo: A rifampicina deve ser imediatamente interrompida se surgirem reações de hipersensibilidade grave, tais como trombocitopenia, púrpura, anemia hemolítica, falta de ar e ataques de asma, choque ou insuficiência renal, pois estas são reações adversas que a rifampicina pode causar, em casos excecionais. Os doentes que desenvolvem estas reações não devem voltar a ser tratados com rifampicina. A rifampicina deve ser interrompida se houver outros sinais de hipersensibilidade, tais como febre ou reações cutâneas. Por uma questão de segurança, o tratamento com rifampicina não deve ser continuado ou retomado. APROVADO EM 10-04-2023 INFARMED
Outros efeitos indesejáveis
Efeitos indesejáveis frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas):
– trombocitopenia (número reduzido de plaquetas), com ou sem manchas vermelhas na pele formadas por pequenas hemorragias subcutâneas (purpura), – náuseas, vómitos, – elevação do nível de bilirrubina no sangue, elevação do nível de aspartato aminotransferase, elevação do nível de alanina aminotransferase.
Efeitos indesejáveis pouco frequentes (podem afetar até 1 em cada 100 pessoas):
– leucopenia (diminuição do número de glóbulos brancos), – diarreia.
Efeitos indesejáveis raros (podem afetar até 1 em 1000 pessoas):
– icterícia, síndrome hepatorrenal.
Frequência desconhecida (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis): – colite pseudomembranosa (inflamação grave do intestino que pode ocorrer após tratamento com antibióticos), – gripe, dores de cabeça, tonturas, – coagulação intravascular disseminada (problemas de coagulação nos vasos sanguíneos de modo geral), eosinofilia (aumento num determinado grupo de glóbulos brancos), agranulocitose (diminuição num tipo de glóbulos brancos, granulócitos), anemia hemolítica (diminuição do número de glóbulos vermelhos causado pela sua desnutrição), perturbações da coagulação dependentes da vitamina K, – reação anafilática (reação alérgica grave com sofrimento respiratório e mesmo perda de consciência), – insuficiência suprarrenal (compromisso da função das glândulas suprarrenais em doentes com compromisso renal), – anorexia, – psicose (estado mental que consiste numa perda de contacto com a realidade), – hemorragia cerebral e morte, nos casos em que após o aparecimento de púrpura (manchas violeta na pele), o tratamento com rifampicina tenha sido continuado ou retomado, – alteração na cor das lágrimas, – choque (síndrome da insuficiência cardiocirculatória), rubor (vermelhidão da pele), vasculite (inflamação dos vasos sanguíneos), hemorragia grave, – falta de ar (sufocamento ou dificuldade em respirar), pieira (sons durante a respiração), alteração da cor da expetoração, – doença gastrointestinal, desconforto abdominal, descoloração dos dentes (que pode ser permanente), – hepatite (inflamação do fígado), hiperbilirrubinemia (elevação do nível de bilirrubina no sangue), colestase (redução do fluxo biliar), – eritema multiforme, – reações cutâneas graves tais como pustulose exantematosa generalizada aguda (erupção cutânea vermelha, escamosa com nódulos sob a pele e bolhas), síndrome de Stevens- Johnson (erupção cutânea generalizada com bolhas e descamação da pele, particularmente à volta da boca, nariz, olhos e genitais), e necrólise epidérmica tóxica (erupção generalizada com bolhas e descamação da pele, particularmente à volta da boca, nariz, olhos e genitais, causando descamação generalizada da pele (mais de 30% da superfície APROVADO EM 10-04-2023 INFARMED corporal), reação medicamentosa com eosinofilia e sintomas sistémicos (DRESS) (ver secção 4. 4), sintomas semelhantes aos da gripe com erupção cutânea, febre, glândulas inchadas e análises sanguíneas anormais tais como aumento de leucócitos (eosinofilia) e enzimas hepáticas elevadas (ver secção 2. Advertências e Precauções.), – reações cutâneas, prurido, erupção cutânea com comichão, urticária, dermatite alérgica, lesões cutâneas com bolhas (pênfigo), – alteração da cor do suor, – fraqueza muscular, miopatia (desordem muscular), – dores nos ossos, – lesão renal aguda geralmente devida à morte de células renais (necrose tubular renal) ou inflamação dos rins (nefrite tubulointersticial), – cromatúria (urina de cor anormal), – hemorragia pós-parto, hemorragia fetal-materna, descoloração do leite materno, – perturbações na menstruação, – porfiria, – edema (inchaço da pele devido à acumulação de líquidos), – diminuição da tensão arterial, – aumento do nível de creatinina no sangue, – aumento das enzimas hepáticas.
Comunicação de efeitos indesejáveis Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente ao INFARMED, I.P. através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.
Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]
5. Como conservar Rimactán
Não conservar acima de 30ºC.
Blisters: Conservar na embalagem de origem.
Recipiente: Manter o recipiente bem fechado.
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.
Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso no recipiente, após EXP. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado. APROVADO EM 10-04-2023 INFARMED Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.
6. Conteúdo da embalagem e outras informações
Qual a composição de Rimactán – A substância ativa é a rifampicina. Cada cápsula contém 300 mg de rifampicina. – Os outros componentes são:
conteúdo da cápsula: lactose e estearato de cálcio;
invólucro da cápsula: gelatina, dióxido de titânio (E171), óxido de ferro vermelho (E172), óxido de ferro amarelo (E172) e óxido de ferro negro (E172); tinta da cápsula: goma-laca Shellac~45% (20% esterificada), propilenoglicol (E1520), óxido de ferro negro (E172) e hidróxido de amónio 28%.
Qual o aspeto de Rimactán e conteúdo da embalagem Cápsula n.º 1 opaca em duas cores; a parte inferior é castanha-avermelhada e a parte superior é castanha.
Rimactán 300 mg cápsulas é acondicionado em caixas de cartão contendo blisters de AL/PVC/PE/PVDC de 10 e 60 cápsulas ou recipientes de 50 cápsulas.
É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.
Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante
Titular da Autorização de Introdução no Mercado Sandoz Farmacêutica, Lda Avenida Professor Doutor Cavaco Silva 10E TagusPark 2740-255 Porto Salvo Portugal
Fabricante Sandoz GmbH Biochemiestrasse 10 6250 Kundl Áustria
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⚕Para profissionais — Resumo das Características do Medicamento (RCM)Ficha técnica completa: posologia, interações, contraindicações, advertências+
10-04-2023
1. NOME DO MEDICAMENTO
Rimactán 300 mg cápsulas
2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA
Cada cápsula contém 300 mg de rifampicina.
Excipiente com efeito conhecido: Cada cápsula contém 50 mg de lactose.
Lista completa de excipientes ver secção 6.1.
3. FORMA FARMACÊUTICA
Cápsula. Cápsula n.º 1 opaca em duas cores; a parte inferior é castanha-avermelhada e a parte superior é castanha.
4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS
4.1. Indicações terapêuticas
Tuberculose (em todas as suas formas) em adultos, adolescentes, crianças e bebés com, pelo menos, 3 meses de idade:
A duração do tratamento, bem como a escolha dos medicamentos antituberculosos no regime, será determinada de acordo com as recomendações oficiais para o tratamento da tuberculose ativa e da tuberculose latente.
Brucelose em adultos Em associação com uma tetraciclina, tal como a doxiciclina.
Profilaxia da meningite meningocócica em adultos e população pediátrica em contacto próximo Tratamento de portadores assintomáticos de Neisseria meningitidis para eliminar os meningococos da nasofaringe. Será dada especial atenção aos primeiros sintomas de infeção manifesta, uma vez que os germes se podem tornar rapidamente resistentes. Rimactán não deverá ser utilizado para o tratamento da meningite meningocócica (ver secção 4.4).
Infeções não-micobacterianas em adultos 10-04-2023 Tratamento de infeções não-micobacterianas causadas por microrganismos sensíveis à rifampicina resistentes ao tratamento com um antibiótico de primeira linha: A rifampicina deve ser utilizada em associação com outros antibióticos sensíveis indicados para as infeções, para prevenir o desenvolvimento de resistência se o diagnóstico de tuberculose e lepra tiver sido previamente excluído.
As recomendações oficiais relativas ao uso adequado de agentes antibacterianos devem ser tomadas em consideração.
4.2. Posologia e modo de administração
Tuberculose (em todas as suas formas) Adultos e adolescentes: 10 mg/kg/dia numa dose única não superior a 600 mg/dia, para adultos e adolescentes, com peso superior a 40 quilos, a dose habitual é de: - Peso inferior a 50 kg: Rimactán 450 mg por dia. - Peso igual ou superior a 50 kg: Rimactán 600 mg por dia. Lactentes com idade igual ou superior a 3 meses e crianças: 10-20 mg/kg por dia. No caso de meningite tuberculosa, deverá ser utilizado o intervalo de dose mais elevado, e no caso de desnutrição grave, deverá ser utilizado o intervalo de dose mais baixo. Dose diária máxima: 600 mg.
Para informações sobre a duração do tratamento e tratamento de associação, consultar as recomendações da OMS.
Brucelose Rimactán: 900 mg por dia, numa dose única, tomados de manhã com o estômago vazio. Doxiciclina: 200 mg por dia, uma vez por dia ao jantar. A duração do tratamento deve ser de cerca de 45 dias.
Prevenção da meningite meningocócica Adultos: 600 mg de 12 em 12 horas durante 2 dias. Lactentes (≥ 1 mês de idade), crianças e adolescentes: 10 mg/kg de 12 em 12 horas durante 2 dias: dose máxima de 600 mg/dose. Recém-nascidos (< 1 mês de idade): 5 mg/kg de 12 em 12 horas durante 2 dias. O tratamento profilático deve ser iniciado logo que possível.
Infeções não-micobacterianas Em associação com outros antibióticos/agentes quimioterápicos. Adultos: 600-1200 mg por dia, divididos em duas doses.
Posologia em situações especiais
Idosos Deverá ter-se em consideração uma possível insuficiência hepática.
Compromisso renal 10-04-2023 Para doentes com compromisso da função renal que têm uma função hepática normal, é desnecessária uma redução na dose diária para uma dose inferior a 600 mg. Não é necessário ajuste da dose durante a diálise (ver secção 5.2). Compromisso hepático Em doentes com função hepática comprometida não se deve exceder uma dose diária de 8 mg/kg. (ver secções 4.4 e 5.2).
População pediátrica A segurança e eficácia da rifampicina não foram estabelecidas: • Na tuberculose, em crianças com idade inferior a 3 meses. • Na brucelose e nas infeções não-micobacterianas, em crianças com idade inferior a 18 anos.
Modo de administração
Rimactán é administrado por via oral. Rimactán deve ser tomado com o estômago vazio, meia hora antes de uma refeição, com um copo de água, para assegurar uma absorção ótima.
As cápsulas de 300 mg de rifampicina não permitem alcançar a dose recomendada apropriada para doentes pediátricos com peso inferior a 15 kg. Para crianças com peso inferior a 15 kg e crianças que não conseguem engolir as cápsulas, existem outras apresentações mais adequadas no mercado
4.3. Contraindicações
- Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1. - Icterícia. - Utilização concomitante com saquinavir + ritonavir (ver secção 4.5).
4.4. Advertências e precauções especiais de utilização
A rifampicina deverá ser administrada sob a supervisão de um pneumologista ou outro médico qualificado.
A rifampicina deve ser imediatamente interrompida se surgirem reações de hipersensibilidade grave, tais como trombocitopenia, púrpura, anemia hemolítica, falta de ar e ataques de asma, choque ou insuficiência renal, pois estas são reações adversas que a rifampicina pode causar, em casos excecionais. Os doentes que desenvolvem estas reações não devem voltar a ser tratados com rifampicina.
A rifampicina deve ser interrompida se houver outros sinais de hipersensibilidade, tais como febre ou reações cutâneas. Por uma questão de segurança, o tratamento com rifampicina não deve ser continuado ou retomado. 10-04-2023 Durante o tratamento intermitente com rifampicina (menos de 2 ou 3 vezes por semana), a possibilidade do doente desenvolver uma reacção de tipo imunitário, incluindo anafilaxia (ver secção 4.8), requer uma monitorização cuidadosa do doente. Os doentes devem ser alertados para a necessidade de não interromper o tratamento.
Foram notificadas reações graves de hipersensibilidade sistémica, incluindo casos fatais, tais como reação medicamentosa com eosinofilia e sintomas sistémicos (DRESS), ou pustulose exantemática generalizada aguda (PEGA), durante o tratamento com medicamentos antituberculosos que podem ser fatais ou potencialmente fatais, com uma frequência desconhecida. (Ver secção 4.8).
Foram notificadas reações cutâneas bolhosas graves com a rifampicina, tais como a síndrome de Stevens-Johnson (SJS), necrólise epidérmica tóxica (NET) e a pustulose exantemática generalizada aguda (PEGA). O tratamento com rifampicina deve ser imediatamente interrompido na presença de sintomas ou sinais de PEGA, SJS ou NET (por exemplo, erupção cutânea progressiva frequentemente acompanhada de bolhas ou lesões nas mucosas).
Caso ocorram tais sinais ou sintomas, o doente deve ser aconselhado a contactar imediatamente o seu médico.
É importante notar que as primeiras manifestações de hipersensibilidade, tais como febre, linfadenopatia ou anomalias biológicas (incluindo eosinofilia e afeções hepáticas), podem ocorrer mesmo quando não existem indícios de erupção cutânea. Se estes sinais ou sintomas ocorrerem, o doente deve ser aconselhado a contactar imediatamente o seu médico.
A rifampicina deve ser interrompida se não for possível estabelecer uma etiologia alternativa para os sinais e sintomas.
A maioria destas reações ocorreu entre 2 dias e 2 meses após o início do tratamento. O tempo para o início pode variar em função do estado do doente.
Todos os doentes com tuberculose devem fazer testes de função hepática antes do tratamento.
Os doentes adultos tratados com rifampicina devem ter medições iniciais de enzimas hepáticas, bilirrubina, creatinina sérica, hemograma completo e contagem de plaquetas (ou estimativa).
As medições iniciais são desnecessárias para a população pediátrica, exceto se houver outra complicação ou suspeita clínica de outra complicação.
A rifampicina só deverá ser administrada a doentes com insuficiência hepática se necessário, com cautela e sob supervisão médica. 10-04-2023 Nestes doentes, são recomendadas doses mais baixas de rifampicina e monitorização cuidadosa da função hepática, especialmente da alanina aminotransferase sérica (ALT) e aspartato aminotransferase sérica (AST), antes do tratamento, semanalmente durante duas semanas, e depois de duas em duas semanas durante as seis semanas seguintes. Se ocorrerem sinais ou sintomas de lesão hepatocelular, o tratamento com rifampicina deve ser interrompido.
A rifampicina também deverá ser descontinuada se ocorrerem alterações clinicamente significativas na função hepática. Deve ser considerada a necessidade de outras formas de tratamento antituberculoso e de um regime posológico diferente. O doente deve ser urgentemente encaminhado para um especialista para tratar a tuberculose. Se a rifampicina for administrada novamente após a função hepática ter voltado ao normal, esta deverá ser monitorizada diariamente.
Em doentes com insuficiência hepática, idade avançada, doentes desnutridos, e possivelmente crianças com menos de dois anos, aconselha-se uma precaução especial ao prescrever um regime de tratamento em que a isoniazida é utilizada em simultâneo com a rifampicina.
Se não houver evidência de doença hepática prévia e a função hepática for normal antes do tratamento, os testes de função hepática só serão repetidos se se desenvolver febre, vómitos, icterícia ou deterioração do estado do doente.
Durante o tratamento, o seguimento deve ser feito pelo menos uma vez por mês, e o doente deve ser questionado especificamente sobre os sintomas associados a reações adversas.
Em alguns casos, poderá ocorrer hiperbilirrubinemia durante os primeiros dias de tratamento. Isto resulta de um mecanismo celular competitivo entre a rifampicina e a bilirrubina nas vias excretoras hepáticas. Por conseguinte, deve ter-se presente que um valor isolado mostrando uma elevação moderada na bilirrubina e/ou transaminases séricas por si só não é normalmente uma razão para interromper o tratamento. Ainda assim, a decisão de interromper o tratamento deve ser tomada depois de analisar a evolução dos valores dos testes em análises sucessivas e a situação clínica do doente.
A rifampicina tem propriedades de indução enzimática que podem aumentar o metabolismo de certos substratos endógenos, tais como hormonas suprarrenais, hormonas da tiroide e vitamina D. Alguns relatórios têm associado a administração de rifampicina com a exacerbação de porfiria resultante da indução do ácido delta amino levulínico sintetase. A rifampicina pode causar coagulopatia dependente da vitamina K e hemorragia grave (ver secção 4.8). Recomenda-se que o aparecimento de coagulopatia em doentes com um risco especial de hemorragia seja controlado. A administração de suplementos de vitamina K deve ser considerada, quando apropriado (deficiência de vitamina K, hipoprotrombinemia). 10-04-2023 A rifampicina pode causar descoloração (amarela, laranja, vermelha, castanha) dos dentes, urina, suor, expetoração, lágrimas e fezes sem significado clínico e o doente deve ser prevenido. Pode também causar uma pigmentação permanente das lentes de contacto macias.
Se necessário, todos os doentes com alterações devem ser submetidos a exames de seguimento, incluindo análises laboratoriais. Devem ser tomadas precauções em caso de insuficiência renal com doses > 600 mg/dia.
Contraceção Para evitar qualquer possibilidade de gravidez durante o tratamento com rifampicina, devem ser utilizados métodos contracetivos não hormonais (ver secção 4.5). Advertência. Para evitar o desenvolvimento de bactérias resistentes, a rifampicina deve ser sempre associada a outros antibióticos/quimioterapêuticos, quando utilizada no tratamento de infeções.
Rimactán contém lactose Doentes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência total de lactase ou malabsorção de glucose-galactose não devem tomar este medicamento.
4.5. Interações medicamentosas e outras formas de interação
Efeitos da rifampicina sobre outros medicamentos A rifampicina é um indutor, bem caracterizado e potente, de enzimas metabolizadoras de fármacos e transportadores. As enzimas e transportadores alegadamente afetados pela rifampicina incluem citocromos P450 (CYP) 1A2, 2B6, 2C8, 2C9, 2C19 e 3A4, UDP- glucuronosiltransferases (UGT), sulfotransferases, carboxilesterases, e transportadores, incluindo a glicoproteína-P (P-gp) e a proteína 2 associada à resistência a múltiplos fármacos (MRP2). A maioria dos fármacos são substratos para uma ou mais destas enzimas ou vias de transporte, sendo que estas vias podem ser induzidas pela rifampicina simultaneamente. Assim, a rifampicina pode acelerar o metabolismo e diminuir a atividade de certos fármacos coadministrados ou aumentar a atividade de um pró-fármaco coadministrado (onde a ativação metabólica é necessária) e tem o potencial de prolongar interações medicamentosas clinicamente relevantes com muitos fármacos e classes de medicamentos. De forma a manter níveis terapêuticos sanguíneos ótimos, pode ser necessário ajustar as doses dos fármacos, no início e no fim da administração concomitante com rifampicina. Alguns exemplos de medicamentos ou grupos de medicamentos afetados pela rifampicina: - antiarrítmicos (por exemplo, disopiramida, mexiletina, quinidina, propafenona, tocainida), - medicamentos antiepiléticos (por exemplo, fenitoína), - antagonistas hormonais (antiestrogénios, por exemplo tamoxifeno, toremifeno, gestinona), - antipsicóticos (por exemplo, haloperidol, aripiprazol), - anticoagulantes (por exemplo, cumarinas), - antifúngicos (por exemplo fluconazol, itraconazol, cetoconazol, voriconazol), - antivirais (por exemplo saquinavir, indinavir, efavirenz, amprenavir, nelfinavir, atazanavir, lopinavir, nevirapina), 10-04-2023 - barbitúricos, - betabloqueadores (por exemplo, bisoprololol, propanololol), - ansiolíticos e hipnóticos (por exemplo, diazepam, benzodiazepinas, zolpicolona, zolpidem), - bloqueadores dos canais de cálcio (por exemplo, diltiazem, nifedipina, verapamilo, nimodipina, isradipina, nicardipina, nisoldipina), - antibióticos: (por exemplo, cloranfenicol, claritromicina, dapsona, doxiciclina, fluoroquinolonas, telitromicina), - corticosteroides, - glicosídeos cardíacos (digitoxina, digoxina), - clofibrato, - contracetivos hormonais sistémicos, - estrogénio, - antidiabéticos (por exemplo, clorpropamida, tolbutamida, sulfonilureias, rosiglitazona), - agentes imunossupressores (por exemplo ciclosporina, sirolímus, tacrolímus), - irinotecano, - hormona da tiroide (por exemplo, levotiroxina), - losartan, - analgésicos (por exemplo, metadona, analgésicos narcóticos), - praziquantel, - progestinas, - quinino, - riluzol, - antagonistas seletivos dos recetores 5HT3 (por exemplo, ondansetron) - estatinas metabolizadas por CYP3A4 (por exemplo, sinvastatina), - teofilina, - antidepressivos tricíclicos (por exemplo amitriptilina, nortriptilina), - citotóxicos (por exemplo, imatinib), - diuréticos (por exemplo, eplerenona), - amlodipina.
A rifampicina reduz a exposição sistémica a contracetivos orais e a progestagénios. As doentes que utilizam contracetivos hormonais sistémicos devem ser aconselhadas a substituir estes medicamentos por métodos contracetivos não hormonais durante o tratamento com rifampicina. Pode tornar-se mais difícil controlar a diabetes.
A utilização simultânea de tratamentos com medicamentos antivirais (por exemplo, daclatasvir, simeprevir, sofosbuvir, telaprevir) contra a hepatite C e a rifampicina deve ser evitada.
As concentrações de morfina no plasma podem ser reduzidas pela rifampicina. O efeito analgésico da morfina deve ser monitorizado e as doses de morfina ajustadas durante e após o tratamento com rifampicina.
Outras interações 10-04-2023
Quando a atovaquona e a rifampicina são utilizadas em simultâneo, ocorre uma diminuição das concentrações de atovaquona e um aumento das concentrações de rifampicina.
O uso concomitante de cetoconazol e rifampicina diminui os níveis séricos de ambos os medicamentos.
O uso concomitante de rifampicina e enalapril diminui as concentrações de enalaprilato, o metabolito ativo do enalapril. Se o estado clínico do doente o indicar, a dose deve ser ajustada. A administração concomitante de antiácidos pode reduzir a absorção de rifampicina. Por este motivo, a dose diária de rifampicina deve ser administrada pelo menos uma hora antes da administração de antiácidos.
A administração concomitante de rifampicina com a associação de saquinavir + ritonavir aumenta o potencial de hepatotoxicidade. O uso concomitante de rifampicina com a associação de saquinavir + ritonavir é contraindicado (ver secção 4.3).
O uso concomitante de rifampicina com outros antibióticos causadores de coagulopatia dependente de vitamina K, como cefazolina (ou outras cefalosporinas com cadeia lateral de N- metiltiotetrazol) devem ser evitados, pois pode levar a distúrbios de coagulação graves, que podem resultar em desfecho fatal (especialmente com doses elevadas).
O uso concomitante de rifampicina e halotano ou isoniazida aumenta o potencial de hepatotoxicidade. A administração concomitante de rifampicina com halotano deve ser evitada. A função hepática deve ser cuidadosamente monitorizada nos doentes que recebem rifampicina e isoniazida.
Se o ácido p-aminosalicílico e a rifampicina forem incluídos no tratamento, deve haver um intervalo mínimo de 8 horas entre a toma destes medicamentos para assegurar uma concentração sanguínea adequada.
Interferência com testes laboratoriais e de diagnóstico Os níveis terapêuticos de rifampicina alteram a aferição microbiológica do folato e da vitamina B12 no soro. Por conseguinte, devem considerar-se métodos alternativos. Foram referidos aumentos transitórios da BSP e da bilirrubina sérica.
A rifampicina pode alterar a excreção biliar dos meios de contraste durante um exame radiográfico da vesícula biliar, devido à competição pela excreção biliar. Por conseguinte, estes testes devem ser feitos de manhã antes da administração de rifampicina.
4.6. Fertilidade, gravidez e aleitamento
Gravidez 10-04-2023 A rifampicina revelou ter efeitos teratogénicos em animais em doses elevadas (ver secção 5.3). Não existem estudos controlados com rifampicina em mulheres grávidas. Embora tenha sido reportado que a rifampicina atravessa a barreira placentária e aparece no sangue do cordão umbilical, o efeito da rifampicina sozinha ou em associação com outros medicamentos antituberculosos no feto não é conhecido. Assim, a rifampicina só deve ser utilizada em mulheres grávidas ou em idade fértil quando os potenciais benefícios para a doente superarem os potenciais riscos para o feto. Quando a rifampicina é administrada durante as últimas semanas de gravidez, pode causar hemorragias pós-parto na mãe e no recém-nascido para os quais é indicado o tratamento com vitamina K1.
Amamentação A rifampicina é excretada no leite materno. As doentes em tratamento com rifampicina não devem amamentar exceto se o seu médico considerar que o benefício para a doente supera os potenciais riscos para o bebé.
4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas
Não foram realizados estudos sobre os efeitos na capacidade de conduzir e utilizar máquinas.
4.8. Efeitos indesejáveis
As reações adversas podem ocorrer nas seguintes frequências: Muito frequentes: ≥1/10 Frequentes: ≥1/100, <1/10 Pouco frequentes: ≥1/1000, <1/100 Raros: ≥1/10000, <1/1000 Muito raros: < 1/10000 Frequência desconhecida (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis).
Infeções e infestações Frequência desconhecida: Colite pseudomembranosa, gripe* *Os episódios de febre, calafrios, dores de cabeça e tonturas surgem mais frequentemente do 3º ao 6º mês de tratamento. A frequência varia, mas pode ocorrer em até 50% dos doentes que recebem regimes terapêuticos uma vez por semana a uma dose de 25 mg/kg ou superior de rifampicina.
Doenças do sangue e do sistema linfático Frequentes: Trombocitopenia*, Pouco frequentes: Leucopenia. Frequência desconhecida: Coagulação intravascular disseminada, eosinofilia, agranulocitose, anemia hemolítica, distúrbios de coagulação dependentes da vitamina K. *Com ou sem púrpura (associada normalmente à terapêutica intermitente), mas reversível
Doenças do sistema imunitário 10-04-2023 Frequência desconhecida: Reação anafilática.
Doenças endócrinas Frequência desconhecida: Insuficiência adrenal* *Foram observados casos de insuficiência adrenal em doentes com compromisso da função adrenal.
Doenças do metabolismo e da nutrição Frequência desconhecida: Anorexia.
Perturbações do foro psiquiátrico Frequência desconhecida: Psicose.
Doenças do sistema nervoso Frequência desconhecida: Foram descritos casos de hemorragia cerebral e morte quando a administração de rifampicina foi prosseguida ou retomada após o aparecimento de púrpura.
Afeções oculares Frequência desconhecida: Descoloração da lágrima.
Vasculopatias Frequência desconhecida: Choque, rubor.
Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino Frequência desconhecida: Dispneia, pieira, alteração da cor da expetoração.
Doenças gastrointestinais Frequentes: Náuseas, vómitos. Pouco frequentes: Diarreia. Frequência desconhecida: Dor abdominal, descoloração da saliva, alteração da cor dos dentes (que pode ser permanente).
Afeções hepatobiliares Raros: Icterícia, síndrome hepatorrenal. Frequência desconhecida: Hepatite, hiperbilirrubinemia (ver secção 4.4).
Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos Frequência desconhecida: Eritema multiforme, incluindo síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica, reação medicamentosa com eosinofilia e sintomas sistémicos (DRESS) e pustulose exantemática generalizada aguda (AGEP) (ver secção 4.4), reações cutâneas, prurido, erupções cutâneas, urticária, dermatite alérgica, pênfigo, alteração da cor do suor. 10-04-2023 Afeções musculoesqueléticas e dos tecidos conjuntivos Frequência desconhecida: Fraqueza muscular, miopatia, dor óssea.
Doenças renais e urinárias Frequência desconhecida: Lesão renal aguda geralmente devida à necrose tubular renal ou nefrite tubulointersticial, cromatúria.
Situações na gravidez, no puerpério e perinatais Frequência desconhecida: Hemorragia pós-parto, hemorragia fetal-materna, descoloração do leite materno.
Doenças dos órgãos genitais e da mama Frequência desconhecida: Perturbações na menstruação.
Afeções congénitas, familiares e genéticas Frequência desconhecida: Porfíria (ver secção 4.4).
Perturbações gerais e alterações no local de administração Frequência desconhecida: Edema.
Exames complementares de diagnóstico Frequentes: Elevação do nível de bilirrubina no sangue, elevação do nível de aspartato aminotransferase (AST), elevação do nível de alanina aminotransferase (ALT). Frequência desconhecida: Diminuição da tensão arterial, aumento da creatinina no sangue, aumento das enzimas hepáticas
Notificação de suspeitas de reações adversas A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.:
Portugal Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected] 10-04-2023
4.9. Sobredosagem
Sinais e sintomas: É provável que logo após a ingestão ocorram náuseas, vómitos, dores abdominais, prurido, cefaleias e letargia progressiva. Pode ocorrer perda de consciência em caso de doença hepática grave. Pode também ocorrer um aumento transitório das enzimas hepáticas e/ou bilirrubina. A pele, urina, suor, saliva, lágrimas e fezes terão uma cor vermelho acastanhada ou laranja de intensidade proporcional à quantidade ingerida. Também foi detetado edema facial ou periorbital em doentes pediátricos. Reportaram-se hipotensão, taquicardia sinusal, arritmias ventriculares, convulsões, e paragem cardíaca em alguns casos fatais. Não foi estabelecida uma dose mínima letal ou tóxica. No entanto, foram notificadas sobredosagens graves não fatais com doses entre 9 e 12 g de rifampicina em adultos. Foram notificados casos de sobredosagem fatal no intervalo de 14 a 60 g. Alguns casos fatais e não fatais estão relacionados com a ingestão de álcool ou com um historial de abuso de álcool. Foram notificados casos de sobredosagens não fatais em doentes pediátricos com idades compreendidas entre 1 e 4 anos com uma ou duas doses de 100 mg/kg.
Tratamento Devem ser instituídas medidas de apoio adequadas e tratamento sintomático. Podem ocorrer náuseas e vómitos, pelo que a lavagem gástrica é preferível à indução de emese. Após a evacuação do conteúdo gástrico, a instilação no estômago de uma suspensão de carvão ativado pode ajudar a absorver o medicamento que persiste no trato gastrointestinal. Poderá ser necessário tratamento antiemético para controlar as náuseas graves e o vómito. A ativação da diurese (com entrada e saída controladas) facilita a excreção do fármaco. A hemodiálise poderá ser útil em alguns doentes.
5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS
5.1. Propriedades farmacodinâmicas
Grupo farmacoterapêutico:1.1.12- Antituberculosos. Antimicobacterianos, medicamentos para o tratamento da tuberculose, antibióticos. Rifampicina. Código ATC: J04AB02
Mecanismo de ação A rifampicina é um antibiótico do grupo da rifamicina que tem um efeito bactericida, tanto in vitro como in vivo sobre a Mycobacterium tuberculosis. Demonstra uma atividade variável contra outras espécies atípicas de Mycobacterium. O seu espectro de ação também inclui M. leprae e outras bactérias gram-positivas e gram-negativas.
As concentrações inibitórias mínimas (mg/ml) in vitro são:
Mycobacterium tuberculosis 0,005- 0,2 Staphylococcus aureus 0,008- 0,015 10-04-2023 Neisseria meningitidis 0,015- 1,0 Haemophilus influenza 0,5- 64 Legionella pneumophila 0,015- 0,03 Mycobacterium leprae (almofada 0,3 plantar de rato)
In vivo, não só exerce o seu efeito bactericida sobre os microrganismos nos espaços extracelulares, como também nos intracelulares. A rifampicina tem um poderoso efeito esterilizante.
A rifampicina inibe a RNA polimerase dependente do ADN de estirpes bacterianas sensíveis sem afetar os sistemas enzimáticos dos mamíferos.
Devido ao rápido aparecimento de resistência à rifampicina, esta não deve ser utilizada como monoterapia no tratamento de infeções manifestas. As bactérias resistentes à rifampicina não têm resistência cruzada com outros antibióticos, exceto os derivados da rifampicina.
A prevalência de resistência pode variar geograficamente e ao longo do tempo para espécies selecionadas. Recomenda-se que esteja disponível informação sobre resistência local, particularmente no tratamento de infeções graves.
Sensibilidade microbiológica Concentrações de rifampicina de 0,005 a 0,2 µ/ml inibem o crescimento da M. tuberculosis in vitro. A rifampicina aumenta a atividade in vitro da estreptomicina e isoniazida para a M. tuberculosis mas não a atividade do etambutol.
Foram observadas as seguintes taxas de resistência em novos casos de tuberculose pulmonar (nunca em doentes tratados) na Europa Central e Oriental (dados de acordo com o projeto de vigilância ECDC, 2012):
Resistência Agente Rifampicina 3,0% (intervalo 0-19,1%)
Tuberculose extrapulmonar A OMS, IUATLD e vários comités nacionais, tais como a American Thoracic Society, recomendam o tratamento da tuberculose extrapulmonar com quimioterapia de curta duração, embora os ensaios realizados com a tuberculose extrapulmonar e pulmonar não tenham sido os mesmos. 10-04-2023
5.2. Propriedades farmacodinâmicas
Absorção
A rifampicina é rápida e completamente absorvida. Após uma dose única de 600 mg de rifampicina administrada com o estômago vazio, o pico das concentrações plasmáticas de aproximadamente 10 µg/ml é atingido cerca de 2 horas após a administração. Os alimentos podem afetar negativamente a absorção da rifampicina.
Distribuição
O volume de distribuição aparente é de 1,6 l/kg em adultos e 1,1 l/kg em crianças. A ligação às proteínas séricas é de 84%-91%.
A rifampicina é rapidamente disseminada em fluidos e tecidos corporais, incluindo tecido ósseo. Em caso de inflamação das meninges, atravessa a barreira hematoencefálica, mas as concentrações de líquido cefalorraquidiano podem estar acima do MIC para Mycobacterium tuberculosis por um período até dois meses com tratamento contínuo de 600 mg/dia por via oral.
A rifampicina atravessa a barreira placentária do ser humano e é excretada no leite materno. No entanto, a criança não receberá mais de 1% da dose terapêutica habitual.
Biotransformação
A rifampicina é metabolizada no fígado no seu metabolito principal, 25-O-desacetílico rifampicina, que é microbiologicamente ativa, e tal como a rifampicina, sofre circulação enterohepática.
A rifampicina induz o seu metabolismo.
Eliminação
A semivida de eliminação plasmática da rifampicina aumenta quando a dose é aumentada: 2,5 h, 3-4 h e 5 h após uma dose única de 300 mg, 600 mg e 900 mg, respetivamente.
Em poucos dias de administração diária contínua, a biodisponibilidade da rifampicina diminui, com valores de semivida de 1-2 h após doses repetidas de 600 mg.
Devido ao efeito indutor das enzimas hepáticas, a rifampicina acelera o seu próprio metabolismo. A sua eliminação sistémica é de aproximadamente 6 l/h após a primeira dose e 9 l/h após doses repetidas.
Embora a maior parte do fármaco seja eliminada pela bílis, 80% da quantidade excretada corresponde ao metabolito desacetilado. A rifampicina também é detetada na urina. Numa gama de doses de 150 a 900 mg, 4 a 18% da dose é eliminada não metabolizada na urina, uma percentagem que varia dependendo da dose. 10-04-2023
Populações especiais Idosos Nos doentes idosos, a depuração renal é reduzida, mas como uma grande quantidade da substância ativa é metabolizada no fígado, as concentrações plasmáticas são semelhantes às dos doentes mais jovens.
Compromisso renal. Em caso de compromisso renal, a semivida de eliminação é prolongada com doses superiores a 600 mg/dia (ver secção 4.2). A rifampicina é eliminada por diálise peritoneal ou hemodiálise (ver secção 4.2). Por conseguinte, recomenda-se que o fármaco não seja administrado até que o período de diálise esteja concluído.
Compromisso hepático. Em doentes com disfunção hepática grave, as concentrações plasmáticas aumentam e prolongam a semivida (ver secção 4.2).
5.3. Dados de segurança pré-clínica
Os dados não clínicos não revelam riscos especiais para o ser humano, segundo estudos convencionais de toxicidade de dose repetida. As evidências de potencial carcinogénico da rifampicina em animais são limitadas. Um ano após o tratamento com rifampicina em quantidades equivalentes a 2-10 vezes as doses clínicas máximas, foi observado um aumento de tumores em estirpes suscetíveis ao desenvolvimento de hepatomas, em ratos fêmea. Em ratinhos de outras estirpes tratados durante 1 ano e em ratos tratados durante 2 anos, não foi estabelecido qualquer aumento significativo na incidência de qualquer tumor. Estudos com diferentes espécies de mamíferos e bactérias não estabeleceram evidências de que a rifampicina tenha um efeito mutagénico. Em doses diárias de 150 a 250 mg/kg, a rifampicina demonstrou ter um efeito teratogénico em ratinhos e ratos, em que houve um aumento nos casos de espinha bífida e fenda palatina. Em coelhos, não existe efeito teratogénico. Nestas três espécies animais, os efeitos embriotóxicos não específicos ocorrem após doses >150 mg/kg, equivalente a 15 a 25 vezes a dose em humanos.
6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS
6.1. Lista dos excipientes
Conteúdo da cápsula Lactose Estearato de cálcio
Invólucro da cápsula Gelatina 10-04-2023 Dióxido de titânio (E171) Óxido de ferro vermelho (E172) Óxido de ferro amarelo (E172) Óxido de ferro negro (E172)
Tinta da cápsula (tinta preta) Goma-laca Shellac~45% (20% esterificada) Propilenoglicol (E1520) Óxido de ferro negro (E172) Hidróxido de amónio 28%
6.2. Incompatibilidades
Não aplicável
6.3. Prazo de validade
4 anos
6.4. Precauções especiais de conservação
Não conservar acima de 30ºC.
Blisters: Conservar na embalagem de origem. Recipiente: Manter o recipiente bem fechado.
6.5. Natureza e conteúdo do recipiente
Blisters de Al/PVC/PE/PVDC de 10 ou 60 cápsulas. Recipientes de PP com 50 cápsulas.
É possível quer não sejam comercializadas todas as apresentações.
6.6. Precauções especiais de eliminação e manuseamento
Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.
7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
Sandoz Farmacêutica, Lda. Avenida Professor Doutor Cavaco Silva, n.º 10E Taguspark 2740-255 Porto Salvo Portugal 10-04-2023
8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE
INTRODUÇÃO NO MERCADO
Data da primeira autorização:
