Risperidona Ratiopharm 2 mg Comprimidos MG
APROVADO EM 28-07-2023 INFARMED
Folheto informativo: Informação para o doente Risperidona ratiopharm 1 mg comprimidos revestidos por película Risperidona ratiopharm 2 mg comprimidos revestidos por película Risperidona ratiopharm 3 mg comprimidos revestidos por película Risperidona Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois contém informação importante para si. Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente. Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico. Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença. Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4. O que contém este folheto:
1. O que é Risperidona ratiopharm e para que é utilizado
2. O que precisa de saber antes de tomar Risperidona ratiopharm
3. Como tomar Risperidona ratiopharm
4. Efeitos secundários possíveis
5. Como conservar Risperidona ratiopharm
6. Contéudo da embalagem e outras informações
1. O que é Risperidona ratiopharm e para que é utilizado
Risperidona ratiopharm pertence a um grupo de medicamentos chamados antipsicóticos. Risperidona ratiopharm é utilizado para tratar: Esquizofrenia, em que pode ver, ouvir ou sentir coisas que não existem, acreditar em coisas que não são verdade, ter uma desconfiança fora do habitual ou confuso; Mania, em que se pode sentir muito excitado, eufórico, agitado, entusiástico ou hiperativo. Mania ocorre numa doença denominada “doença bipolar”; Tratamento de curta duração (até 6 semanas) da agressividade persistente em pessoas com demência do tipo Alzheimer, que causam dano a si próprio ou aos outros. Tratamentos alternativos (não farmacológicos) devem ser tentados antes; Tratamento de curta duração (até 6 semanas) de agressividade persistente em crianças com atraso intelectual (com mais de 5 anos de idade) e adolescentes com alterações de conduta. Risperidona ratiopharm pode ajudar a aliviar os sintomas da sua doença ou prevenir que os sintomas se voltem a manifestar.
2. O que precisa saber antes de tomar Risperidona ratiopharm
Não tome Risperidona ratiopharm APROVADO EM 28-07-2023 INFARMED
Se tem alergia à risperidona ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6). Se não tem a certeza que tal se aplique a si, fale com o seu médico ou farmacêutico,
antes de tomar Risperidona ratiopharm.
Advertências e precauções
Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Risperidona ratiopharm se: Tem problemas de coração. Os exemplos incluem batimentos irregulares cardíacos ou se tem predisposição para pressão arterial baixa ou se está a tomar medicamentos para baixar a pressão arterial. Risperidona ratiopharm pode provocar diminuição da pressão arterial. A sua dose pode ter de ser ajustada. Tem algum fator que favoreça a ocorrência de acidentes cerebrovasculares, tais como pressão arterial elevada, perturbações da circulação ou alterações da circulação cerebral; – Alguma vez teve um episódio de movimentos involuntários e ritmados da língua, boca ou face; – Tem ou alguma teve uma perturbação caracterizada por febre, rigidez muscular grave, sudação ou diminuição dos níveis de consciência (uma perturbação chamada “Síndrome neuroléptica maligna”); Tem doença de Parkinson ou demência; Teve conhecimento que teve no passado níveis baixos de glóbulos brancos (que podem ou não ter sido causados por outros medicamentos); – É diabético; – Tem epilepsia; – É homem e alguma vez teve ereção prolongada ou dolorosa; – Tem problemas em controlar a sua temperatura corporal ou excesso de calor; – Tem problemas renais; – Tem problemas de fígado; – Tem níveis anormalmente elevados da hormona prolactina no sangue ou se tem um tumor possivelmente dependente da prolactina; – Se você ou alguém na sua família tem antecedentes (história) de coágulos no sangue, uma vez que este tipo de medicamentos estão associados à formação de coágulos sanguíneos. Se não tem a certeza que tal se aplique a si, fale com o seu médico ou farmacêutico,
antes de tomar Risperidona ratiopharm.
Uma vez que um número perigosamente baixo de um determinado tipo de glóbulos brancos, necessários para combater as infeções, foi muito raramente observado em doentes a tomar Risperidona, o seu médico poderá verificar a contagem de glóbulos brancos no seu sangue. Risperidona ratiopharm pode causar aumento de peso. Aumento de peso significativo pode prejudicar a sua saúde. O seu médico deve medir regularmente o seu peso corporal. Observou-se a ocorrência de diabetes mellitus ou um agravamento de diabetes mellitus pré-exitentes em doentes a tomar Risperidona ratiopharm, o seu médico deve verificar se há sinais de níveis elevados de açúcar no sangue. Em doentes com diabetes mellitus pré-existente, a glicose no sangue deve ser monitorizada regularmente. APROVADO EM 28-07-2023 INFARMED
A Risperidona aumenta frequentemente os níveis de uma hormona designada de prolactina. Isto pode causar efeitos indesejáveis tais como: perturbações menstruais ou problemas de fertilidade nas mulheres, inchaço da mama no homem (ver secção 4 Efeitos secundários possíveis). Se tais efeitos indesejáveis ocorrerem, recomenda- se uma avaliação dos níveis da prolactina. Durante uma operação ao olho devido a turvação do cristalino (cataratas), a pupila (a esfera preta no meio do olho) pode não aumentar de tamanho conforme necessário. Além disso, a íris (a parte colorida do olho) pode tornar-se flácida durante a cirurgia e levar a lesão no olho. Se está a planear submeter-se uma operação aos olhos, certifique-se que informa o seu médico de que está a tomar este medicamento Doentes idosos com demência Em doentes idosos com demência, existe um risco aumentado de acidente cerebrovascular. Não deve tomar risperidona se sofre de demência provocada por acidente cerebrovascular. Durante o tratamento com risperidona deve consultar o seu médico com frequência. O tratamento médico deve ser interrompido de imediato se notar, ou se o prestador de cuidados notar, alterações súbitas do estado de consciência, fraqueza repentina, perda de sensibilidade na face, braços ou pernas, especialmente de um dos lados do corpo e alterações da fala, mesmo que por um curto período de tempo. Estes podem ser sinais de acidente cerebrovascular. A Risperidona ratiopharm quando é tomada isoladamente ou associada com a furosemida, pode aumentar o risco de acidente cerebrovascular ou morte em doentes idosos com demência Crianças e Adolescentes
Antes de iniciar o tratamento para alterações de conduta, devem ser despistadas
outras causas de comportamento agressivo. Se durante o tratamento com risperidona ocorrer cansaço, uma alteração no tempo de administração pode melhorar as dificuldades de atenção.
Antes de iniciar o tratamento o seu peso, ou o peso da criança, pode ser medido e
monitorizado regularmente durante o tratamento. Num estudo pequeno e inconclusivo observou-se um aumento da altura em crianças que tomam risperidona, mas desconhece-se se trata de um efeito da substância activa ou devido a outra razão. Outros medicamentos e Risperidona ratiopharm Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar/utilizar, tiver tomado/usado recentemente ou se vier a tomar/usar quaisquer outros medicamentos. É especialmente importante que fale com o seu médico ou farmacêutico se está a tomar um dos seguintes medicamentos: Medicamentos que atuam no seu cérebro, tal como medicamentos para o ajudar a ficar mais calmo (benzodiazepinas) ou alguns medicamentos para a dor (opióides), medicamentos para as alergias (antihistamínicos), uma vez que a risperidona pode aumentar a sedação provocada por estes medicamentos; Medicamentos que podem alterar a atividade elétrica do coração, tais como medicamentos para a malária, para problemas de ritmo cardíaco, para as alergias APROVADO EM 28-07-2023 INFARMED
(antihistamínicos), alguns antidepressivos ou outros medicamentos para problemas mentais; Medicamentos que provocam a diminuição do batimento do coração; Medicamentos que causam a diminuição do potássio no sangue (tais como alguns diuréticos); Medicamentos para o tratamento da pressão arterial elevada. Risperidona ratiopharm pode diminuir a tensão arterial; Medicamentos para a doença de Parkinson (tais como levodopa); Diuréticos, usados para tratar problemas de coração e inchaço de partes do corpo devido à acumulação de líquidos (tais como furosemida ou clorotiazida). Risperidona ratiopharm tomado isolado ou com a furosemida pode provocar um aumento do risco de acidente cerebrovascular e morte em idosos com demência. Os seguintes medicamentos podem reduzir o efeito da risperidona: Rifampicina (um medicamento para tratar algumas infeções); Carbamazepina, fenitoina (medicamentos para a epilepsia); Fenobarbital Se iniciar ou parar de tomar estes medicamentos, pode necessitar de uma dose diferente de risperidona. Os seguintes medicamentos podem aumentar o efeito da risperidona: Quinidina (usada para algumas doenças de coração); Antidepressivos tais como paroxetina, fluoxetina, antidepressivos tricíclicos; Medicamentos chamados beta bloqueantes (utilizados para tratar a pressão arterial elevada); Fenotiazinas (utilizadas para o tratamento de psicoses ou para acalmar); Cimetidina, ranitidina (bloqueadores da acidez do estômago); Itraconazol e cetoconazol (medicamentos para o tratamento de infeções fúngicas); Certos medicamentos utilizados no tratamento da infeção pelo VIH/SIDA, tais como ritonavir – Verapamilo, medicamento utilizado no tratamento da tensão arterial elevada e/ou ritmo cardíaco anormal Sertralina e fluvoxamina, medicamentos utilizados no tratamento da depressão e outras perturbações psiquiátricas. Se iniciar ou parar de tomar estes medicamentos, pode necessitar de uma dose diferente de risperidona. Se não tem a certeza que tal se aplique a si, antes de tomar Risperidona ratiopharm, fale com o seu médico ou farmacêutico. Risperidona ratiopharm com álcool Deve evitar beber álcool enquanto estiver a tomar Risperidona ratiopharm. Gravidez, aleitamento e fertilidade Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Risperidona ratiopharm. O seu médico decidirá se poderá tomar este medicamento. Os seguintes sintomas podem ocorrer em recém-nascidos cujas mães utilizaram Risperidona ratiopharm no terceiro trimestre (últimos três meses de gravidez): tremor, fraqueza e/ou rigidez muscular, sonolência, agitação, problemas APROVADO EM 28-07-2023 INFARMED
respiratórios e dificuldade em alimentar-se. Se o seu bebé desenvolver qualquer um destes sintomas, contacte o seu médico. Risperidona pode aumentar os níveis de uma hormona chamada “prolactina” que pode ter impacto na fertilidade (ver secção 4 Efeitos secundários possíveis). Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento. Condução de veículos e utilização de máquinas Podem ocorrer tonturas, cansaço e problemas de visão durante o tratamento com Risperidona ratiopharm. Não conduza ou utilize máquinas sem falar com o seu médico. Risperidona ratiopharm contém lactose. Se for informado pelo seu médico que tem intolerância a algum açúcar, contacte-o
antes de tomar este medicamento.
3. Como tomar Risperidona ratiopharm
Tome Risperidona ratiopharm sempre de acordo com as indicações do médico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas. A dose recomendada é a seguinte: Para o tratamento da esquizofrenia Adultos A dose inicial habitual é de 2mg por dia, podendo esta ser aumentada para 4mg no segundo dia. A sua dose pode depois ser ajustada pelo seu médico, dependendo da forma como responde ao tratamento. A maioria das pessoas sente-se melhor com uma dose diária de 4 a 6mg. A dose diária pode tomar-se numa única toma ou ser dividida em duas tomas. O seu médico indicar-lhe-á o que é melhor para si. Idosos A sua dose inicial será normalmente 0,5mg, duas vezes por dia. A sua dose pode ser gradualmente aumentada pelo seu médico para 1 mg a 2 mg, duas vezes por dia. O seu médico indicar-lhe-á o que é melhor para si. Para o tratamento da mania Adultos A sua dose inicial será normalmente 2 mg, uma vez por dia. A sua dose pode depois ser ajustada gradualmente pelo seu médico, dependendo da sua resposta ao tratamento. A maioria das pessoas sente-se melhor com uma dose de 1 a 6mg, uma vez dia. Idosos A sua dose inicial será normalmente 0,5 mg, duas vezes por dia. APROVADO EM 28-07-2023 INFARMED
A sua dose pode depois ser ajustada gradualmente pelo seu médico, de 1 a 2mg, duas vezes por dia, dependendo da sua resposta ao tratamento. Para o tratamento da agressividade persistente de doentes com demência do tipo Alzheimer Adultos (incluindo idosos) A sua dose inicial será normalmente 0,25 mg, duas vezes por dia. A sua dose pode depois ser ajustada gradualmente pelo seu médico, dependendo da sua resposta ao tratamento. A maioria das pessoas sente-se melhor com uma dose de 0.5mg, duas vezes ao dia. Alguns doentes podem necessitar de 1mg, duas vezes ao dia. Tratamento em doente com demência do tipo Alzheimer não deve ser superior a 6 semanas. Utilização em crianças e adolescentes Crianças e adolescentes com menos de 18 anos não devem ser tratados para a esquizofrenia ou mania com Risperidona ratiopharm. Para o tratamento das alterações da conduta A dose dependerá do peso da sua criança. Crianças com peso inferior a 50 kg A dose inicial será normalmente 0,25 mg, uma vez por dia. A dose pode ser aumentada, em dias alternados, em incrementos de 0,25mg por dia. A dose de manutenção é 0,25mg a 0,75mg, uma vez ao dia. Crianças com peso igual ou superior a 50 kg A sua dose inicial será normalmente 0,5 mg, uma vez por dia. A dose pode ser aumentada, em dias alternados, em incrementos de 0,50mg por dia. A dose de manutenção é 0,50mg a 1,5mg, uma vez ao dia. A duração do tratamento de doentes com alterações da conduta não deve ser superior a 6 semanas. Crianças com menos de 5 anos não devem ser tratados para as alterações da conduta com Risperidona ratiopharm. Doentes com problemas renais ou hepáticos Independentemente da doença a tratar, todas as doses iniciais e doses seguintes de risperidona devem ser diminuídas para metade. Nestes doentes, os aumentos de dose devem ser mais lentos. A risperidona deve ser utilizada com precaução nestes doentes. Método de administração Para uso oral. Tome o seu comprimido com um copo de água. Pode tomar este medicamento com ou sem alimentos. Os comprimidos podem ser dividos em metades iguais. APROVADO EM 28-07-2023 INFARMED
Se tomar mais Risperidona ratiopharm do que deveriConsulte um médico imediatamente. Leve consigo a embalagem do medicamento. Em caso de sobredosagem, poderá sentir-se sonolento ou cansado, ou apresentar movimentos corporais anormais, problemas em manter-se de pé e em andar, tonturas causadas pela pressão arterial baixa e batimentos cardíacos anormais ou desmaio. Caso se tenha esquecido de tomar Risperidona ratiopharm Caso se tenha esquecido de uma dose, tome-a assim que se lembrar. No entanto, se for quase hora de tomar a próxima dose, não tome a dose em falta e continue o tratamento como habitual. Se falhar duas ou mais doses, contacte o seu médico. Não tome uma dose a dobrar) para compensar uma dose que se esqueceu de tomar. Se parar de tomar Risperidona ratiopharm Não deve parar de tomar este medicamento a não ser que o seu médico assim o aconselhe, pois os seus sintomas podem reaparecer. Se o seu médico decidir terminar o tratamento, a dose deve ser diminuída gradualmente durante alguns dias. Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.
4. Efeitos secundários possíveis
Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários, no entanto estes não se manifestam em todas as pessoas. Fale com o seu médico de imediato se: tiver coágulos sanguíneos nas veias, especialmente nas pernas (sintomas incluem inchaço, dor e vermelhidão na perna), que se podem deslocar pelos vasos sanguíneos até aos pulmões causando dor no peito e dificuldade em respirar. Se detetar algum destes sintomas, procure aconselhamento médico de imediato. tiver demência e sentir uma mudança repentina no seu estado mental ou fraqueza súbita ou dormência da face, braços ou pernas, especialmente num dos lados, ou fala arrastada mesmo por um curto período de tempo. Estes podem ser sinais de um acidente vascular cerebral. tiver febre, rigidez muscular grave, sudação ou diminuição dos níveis de consciência (uma perturbação chamada “Síndroma maligna dos neurolépticos”). Pode ser necessário tratamento médico imediato. é um homem e teve ereção prolongada e dolorosa. Isto é chamado de priapismo. Pode ser necessário tratamento médico imediato tiver movimentos involuntários e ritmados da língua, boca ou face. A suspensão da risperidona pode ser necessária. tiver uma reação alérgica caracterizada por febre, inchaço da boca, face, lábios ou língua, falta de ar, comichão, erupção na pele ou diminuição da tensão arterial Os seguintes efeitos secundários podem ocorrer. Muito frequente (pode afetar mais do que 1 doente em 10) Dificuldade em adormecer ou permanecer a dormir. Parkinsonismo. Esta condição pode incluir movimentos lentos e descontrolados, sensação de rigidez ou tensão dos músculos (tornando os seus movimentos APROVADO EM 28-07-2023 INFARMED
bruscos), e por vezes até uma sensação de “congelamento” dos movimentos e depois recomeço. Outros sinais de parkinsonismo incluem andar arrastado e lento, tremor em repouso, aumento da saliva e/ou babar-se, e perda de expressão facial. Sentir-se sonolento ou menos alerta Dores de cabeça. Frequentes (pode afectar 1 em 10 doentes): Níveis aumentados de uma hormona chamada “prolactina” detetada numa análise ao sangue (que pode ou não causar sintomas). Os sintomas resultantes de níveis elevados de prolactina são pouco frequentes, estes podem incluir nos homens inchaço das mamas, dificuldade em atingir ou manter uma ereção, diminuição do desejo sexual ou outra disfunção sexual. Nas mulheres pode incluir desconforto das mamas, corrimento de leite das mamas, ausência de períodos menstruais, outros problemas com o seu ciclo menstrual ou problemas de fertilidade. Pneumonia, infecção do tórax (bronquite), sintomas comuns de constipação, infecção sinusal, infecção do trato urinário, infecção no ouvido, sensação de gripe. Aumento de peso, aumento do apetite, diminuição do apetite Distúrbios do sono, irritabilidade, depressão, ansiedade, inquietação Distonia: Esta condição envolve contrações musculares involuntárias lentas ou sustentadas. Embora possa envolver qualquer parte do corpo (e pode originar uma postura anormal), a distonia envolve com frequência os músculos da face, incluindo movimentos anormais dos olhos, boca, língua ou maxilar. Tonturas Discinesia: Esta condição envolve movimentos involuntários dos músculos e pode incluir movimentos repetitivos, espasmódicos ou retorcidos. Tremores Visão turva, infeção dos olhos ou “olho vermelho» Frequência cardíaca rápida, tensão arterial elevada, dificuldade em respirar Dor de garganta, tosse, sangramento do nariz, nariz entupido Dor abdominal, desconforto abdominal vómitos, náuseas, obstipação, diarreia, indigestão, boca seca, dor de dentes Erupção na pele e vermelhidão da pele Espasmos musculares, dor nos ossos ou músculos, dor nas costas, dor nas articulações Incontinência (perda de controlo da urina) Inchaço do corpo, braços ou pernas, febre, dor no peito, fraqueza, fadiga (cansaço), dor Quedas Pouco frequentes (pode afetar 1 em 100 doentes) Infeção das vias respiratórias, infeção da bexiga, infeção dos olhos, amigdalite, Infeção fúngica das unhas, infeção da pele, uma infeção confinada a uma única área da pele ou parte do corpo, infeção viral, inflamação da pele causada por ácaros Diminuição de um tipo de glóbulos brancos que ajudam a proteger contra infeções, diminuição da contagem dos glóbulos brancos, diminuição das plaquetas (células do sangue que ajudam a parar uma hemorragia), anemia, diminuição dos glóbulos vermelhos, aumento de eosinófilos (um tipo de glóbulos brancos) no sangue Reação alérgica Hipersensibilidade dos olhos à luz, olho seco, aumento das lágrimas, vermelhidão dos olhos Sensação de rotação (vertigens), zumbidos nos ouvidos, dor de ouvidos APROVADO EM 28-07-2023 INFARMED
Fibrilhação auricular (ritmo anormal do coração), uma interrupção da condução entre as regiões superior e inferior do coração, condução elétrica anormal do coração, prolongamento do intervalo QT do coração, batimentos lentos do coração, traçado elétrico anormal do coração (eletrocardiograma ou ECG), um sentimento de vibração e batimentos no peito (palpitações). Tensão arterial baixa, tensão arterial baixa ao levantar-se (consequentemente, algumas pessoas ao tomar Risperidona ratiopharm podem ter sensação de desmaio, tonturas, ou desmaiar quando se levantam, ou sentam repentinamente), rubor Pneumonia causada por inalação de comida, congestão do pulmão, obstrução das vias respiratórias, ruídos pulmonares crepitantes, sibilos (pieira), distúrbio da voz, distúrbios das vias respiratórias Infeção do estômago ou do intestino, incontinência fecal, fezes muito duras, dificuldade em engolir, excessiva passagem de gás ou flatulência Urticária (erupção da pele com comichão), comichão, perda de cabelo, espessamento da pele, eczema, pele seca, descoloração da pele, acne, descamação e comichão do couro cabeludo ou pele, distúrbio da pele, lesão da pele Aumento da CPK (creatina fosfoquinase) no seu sangue, uma enzima que é por vezes libertada com a rutura do músculo, Postura anormal, rigidez das articulações, inchaço das articulações, fraqueza muscular, dor no pescoço Aumento da passagem de urina, incapacidade em urinar, dor ao urinar Disfunção eréctil, problemas de ejaculação Perda de períodos menstruais, ausência de períodos menstruais ou outros problemas com o seu ciclo (mulheres) Desenvolvimento das mamas nos homens, corrimento de leite das mamas, disfunção sexual, dor nas mamas, desconforto das mamas, corrimento vaginal Inchaço da face, boca, olhos ou lábios Arrepios, aumento da temperatura corporal Alteração da forma de andar Sentir sede, sentir-se mal, desconforto no peito, sensação de mal-estar, desconforto Aumento das transaminases do fígado no sangue, aumento da Gama-GT (uma enzima do fígado chamada gamaglutamiltranspeptidase) no seu sangue, aumento das enzimas do fígado no seu sangue Dor relacionada com o procedimento. Raros (pode afetar 1 em 1.000 doentes): Infeção Secreção inapropriada de uma hormona que controla o volume de urina Presença de açúcar na urina, baixos níveis de açúcar no sangue, níveis elevados de triglicerídeos (uma gordura) no sangue Falta de emoções, incapacidade de atingir o orgasmo Síndrome maligna dos neurolépticos (confusão, redução ou perda de consciência, febre alta e rigidez muscular grave) Problemas dos vasos sanguíneos no cérebro Coma devido a diabetes não controlada Tremor da cabeça Glaucoma (aumento da pressão dentro do globo ocular), problemas com o movimento dos olhos, rotação dos olhos, crostas nas margens das pálpebras Problemas oculares durante a cirurgia às cataratas. Durante uma cirurgia às cataratas, pode surgir uma condição chamada Síndrome de Íris Flácida Intraoperatória se estiver a tomar ou tiver tomado Risperidona. Se necessitar de uma cirurgia às cataratas, certifiquese de que informa o seu médico de que está a tomar ou que tomou este medicamento. APROVADO EM 28-07-2023 INFARMED
Número perigosamente baixo de um tipo de glóbulos brancos, necessários para combater as infeções no seu sangue Reação alérgica grave, caracterizada por febre, inchaço da boca, face, lábios ou língua, falta de ar, comichão, erupção da pele e, por vezes, diminuição da tensão arterial Ingestão perigosamente excessiva de água Batimento cardíaco irregular Coágulos sanguíneos nas pernas, coágulos sanguíneos nos pulmões Dificuldade em respirar durante o sono (apneia do sono), respiração rápida e superficial Inflamação do pâncreas, bloqueio nos intestinos Inchaço da língua, lábios com fissuras, erupção na pele relacionada com o fármaco Caspa Rutura das fibras musculares e dor nos músculos (rabdomiólise) Atraso dos períodos menstruais, aumento das glândulas da mama, aumento do volume das mamas, descarga das mamas Aumento da insulina (uma hormona que controla os níveis de açúcar no sangue) no seu sangue Priapismo (uma ereção prolongada do pénis que requer tratamento cirúrgico) Endurecimento da pele Temperatura corporal muito baixa, diminuição da temperatura corporal, sensação de frio nos braços e pernas Sintomas de privação de fármacos Pele e olhos com cor amarelada (icterícia). Muito raros (pode afectar até 1 doentes em 10.000): Complicações que podem colocar a vida em risco devido a diabetes não controlada Reação alérgica grave com inchaço que pode envolver a garganta e causar dificuldade em respirar Falta de movimento do músculo do intestino que provoca bloqueio Os seguintes efeitos secundários foram observados com o uso de outro medicamento chamado paliperidona que é muito semelhante à risperidona, por isso estes efeitos também se podem verificar com Risperidona: batimento rápido do coração ao levantar-se.
Efeitos secundários adicionais em crianças e adolescentes
De uma forma geral, os efeitos secundários esperados nas crianças são semelhantes aos adultos. Os efeitos secundários seguintes foram notificados com mais frequência em crianças e adolescentes (5 a 17 anos de idade) do que em adultos: sentir-se sonolento ou menos alerta, fadiga (cansaço), dor de cabeça, aumento do apetite, vómitos, sintomas comuns de constipação, congestão nasal, dor abdominal, tonturas, tosse, tremores, diarreia, e incontinência (falta de controlo) da urina. Comunicação de efeitos secundários Se tiver quaisquer efeitos secundários, fale com o meu médico ou farmacêutico. Isto inclui qualquer efeito secundário não mencionado neste folheto. Também poderá comunicar efeitos secundários diretamente ao INFARMED, I.P. através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos secundários, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento. INFARMED, I.P. APROVADO EM 28-07-2023 INFARMED
Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) Fax: + 351 21 798 73 97 Sítio da internet: http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage E-mail: [email protected]
5. Como conservar Risperidona ratiopharm
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças. Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso no blister/rótulo/ embalagem exterior após VAL. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado. Não conservar acima de 25ºC Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.
6. Conteúdo da embalagem e outras informações
Qual a composição de Risperidona ratiopharm A substância ativa é a risperidona. Cada comprimido revestido de Risperidona ratiopharm contém, 1 mg, 2 mg ou 3 mg de risperidona. Os outros componentes são: Núcleo do comprimido: Lactose monohidratada, lauril sulfato de sódio, sílica coloidal anidra, celulose microcristalina, amido pregelificado, carboximetilamido sódico (tipo A) e estearato de magnésio Revestimento: Risperidona ratiopharm 1 mg comprimidos revetsidos por película Hipromelose, dióxido de titânio (E 171), macrogol 6000, macrogol 400. Risperidona ratiopharm 2 mg comprimidos revetsidos por película Hipromelose, dioxide de titânio (E 171), macrogol 6000, óxido de ferro vermelho (E 172), macrogol 400, óxido de ferro amarelo (E 172). Risperidona ratiopharm 3 mg comprimidos revetsidos por película Hipromelose, dióxido de titanio (E 171), macrogol 6000, macrogol 400, amarelo de quinoleína (E 104). APROVADO EM 28-07-2023 INFARMED
Qual o aspeto de Risperidona ratiopharm e conteúdo da embalagem Risperidona ratiopharm 1 mg comprimidos revestidos por película comprimido branco redondo ligeiramente curvo, com «RIS 1» gravado e ranhurado de um lado e ranhurado do outro lado Risperidona ratiopharm 2 mg comprimidos revestidos por película comprimido castanho redondo ligeiramente curvo, com «RIS 2» gravado e ranhurado de um lado e ranhurado do outro lado Risperidona ratiopharm 3 mg comprimidos revestidos por película comprimido amarelo, redondo, ligeiramente curvo, com «RIS 3» gravado e ranhurado de um lado e ranhurado do outro lado Embalagens: 6, 6×1, 10, 20, 20×1, 28, 28×1, 30, 30×1, 50, 50×1, 60, 60×1, 98, 98×1, 100, 100×1 comprimidos revestidos por película É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações. Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricantes Titular da Autorização de Introdução no Mercado ratiopharm – Comércio e Indústria de Produtos Farmacêuticos, Lda. Lagoas Park, Edifício 5-A, Piso 2 2790-245 Porto Salvo Portugal Fabricantes Teva Pharmaceutical Works Private Limited Company Pallagi út 13., Debrecen H-4042, Hungria Este medicamento encontra-se autorizado nos Estados Membros do Espaço Económico Europeu (EEE) sob as seguintes denominações: Risperidona ratiopharm 1 mg comprimidos revestidos por película: Áustria: Risperidon "ratiopharm" 1 mg-Filmtabletten Bélgica: Risperidone Teva 1 mg comprimes pellicules Finlândia: Risperidon ratiopharm 1 mg tabletti, kalvopäällysteinen Alemanha: Risperidon-ratiopharm® 1 mg Filmtabletten Itália: Risperidone ratiopharm 1 mg compresse rivestite con film Portugal: Risperidona ratiopharm 1 mg comprimidos revestidos Risperidona ratiopharm 2 mg comprimidos revestidos por película: Áustria: Risperidon "ratiopharm" 2 mg-Filmtabletten Bélgica: Risperidone Teva 2 mg comprimes pellicules Finlândia: Risperidon ratiopharm 2 mg tabletti, kalvopäällysteinen Alemanha: Risperidon-ratiopharm® 2 mg Filmtabletten Itália: Risperidone ratiopharm 2 mg compresse rivestite con film Portugal: Risperidona ratiopharm 2 mg comprimidos revestidos APROVADO EM 28-07-2023 INFARMED
Risperidona ratiopharm 3 mg comprimidos revestidos por película: Áustria: Risperidon "ratiopharm" 3 mg-Filmtabletten Bélgica: Risperidone Teva mg comprimes pellicules Finlândia: Risperidon ratiopharm 3 mg tabletti, kalvopäällysteinen Alemanha: Risperidon-ratiopharm® 3 mg Filmtabletten Itália: Risperidone ratiopharm 3 mg compresse rivestite con film Portugal: Risperidona ratiopharm 3 mg comprimidos revestidos
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⚕Para profissionais — Resumo das Características do Medicamento (RCM)Ficha técnica completa: posologia, interações, contraindicações, advertências+
1. NOME DO MEDICAMENTO
Risperidona ratiopharm 1 mg comprimidos revestidos por película Risperidona ratiopharm 2 mg comprimidos revestidos por película Risperidona ratiopharm 3 mg comprimidos revestidos por película
2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA
1mg Cada comprimido revestido por película contém 1mg de risperidona Excipiente com efeito conhecido Lactose 154,1mg
2mg Cada comprimido revestido por película contém 2mg de risperidona Excipiente com efeito conhecido Lactose 153,1mg
3mg Cada comprimido revestido por película contém 3mg de risperidona Excipiente com efeito conhecido Lactose 229,7mg
Para a lista completa de excipientes, ver secção 6.1.
3. FORMA FARMACÊUTICA
Comprimido revestido por película.
1mg comprimido branco, redondo, ligeiramente curvo, com aproximadamente 8mm de diâmetro e 3,5mm de espessura, com «RIS 1» gravado e ranhurado de um lado e ranhurado do outro lado.
2mg comprimido acastanhado, redondo, ligeiramente curvo, com aproximadamente 8mm de diâmetro e 3,5mm de espessura, com «RIS 2» gravado e ranhurado de um lado e ranhurado do outro lado.
3mg comprimido amarelo, redondo, ligeiramente curvo, com aproximadamente 9,5mm de diâmetro e 4mm de espessura, com «RIS 3» gravado e ranhurado de um lado e ranhurado do outro lado.
O comprimido pode ser divido em partes iguais.
4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS
4.1. Indicações terapêuticas
Risperidona ratiopharm está indicado para o tratamento da esquizofrenia.
Risperidona ratiopharm está indicado no tratamento de episódios de mania, moderados a graves, na doença bipolar.
Risperidona ratiopharm está indicado para o tratamento de curta duração (até 6 semanas) de agressividade persistente em doentes com demência do tipo Alzheimer moderada a grave, que não respondam a abordagens não farmacológicas e quando existe risco de dano para o próprio ou para outros.
Risperidona ratiopharm está indicado para o tratamento sintomático de curta duração (até 6 semanas) de agressão persistente, na alteração de conduta, em crianças com idade superior a 5 anos e adolescentes com função intelectual abaixo da média ou atraso mental, diagnosticado de acordo com os critérios DSM-IV, nos quais a gravidade da agressividade ou outras perturbações de comportamento requerem tratamento farmacológico. O tratamento farmacológico deve fazer parte de um programa de tratamento abrangente, incluindo intervenções psicossociais e educacionais. Nestes casos recomenda-se que a risperidona seja prescrita por um especialista em neurologia infantil, psiquiatria infantil e adolescente ou médicos com experiência no tratamento de alterações da conduta em crianças e adolescentes.
4.2. Posologia e modo de administração
Posologia
Esquizofrenia
Adultos
Risperidona ratiopharm pode ser administrado uma ou duas vezes por dia.
Os doentes devem iniciar o tratamento com 2 mg por dia de risperidona. A dose pode ser aumentada no segundo dia até 4 mg. A partir de então a dose deve manter-se inalterada ou, se necessário, proceder posteriormente a ajustes individuais. A maioria dos doentes beneficiará da administração de doses diárias entre 4 e 6 mg. Em alguns doentes, pode ser adequada uma fase de titulação mais lenta e doses iniciais e de manutenção mais baixas.
Doses superiores a 10 mg por dia não demonstraram eficácia adicional em relação a doses mais baixas, e podem causar maior incidência de sintomas extrapiramidais. A segurança de doses superiores a 16 mg por dia não foi ainda totalmente avaliada, razão pela qual não se recomenda a sua administração.
Idosos
Recomenda-se o início do tratamento com doses de 0,5 mg, duas vezes por dia. Esta dose pode ser ajustada individualmente com aumentos de 0,5 mg, duas vezes por dia, até 1 a 2 mg, duas vezes por dia. População pediátrica
A utilização de risperidona na esquizofrenia, em crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos, não é recomendada devido à falta de informação sobre eficácia.
Episódios maníacos na doença bipolar
Adultos
Risperidona ratiopharm deve ser administrado uma vez por dia, com uma dose inicial de 2 mg de risperidona. Devem ser realizados ajustes de dose, sempre que indicados, em intervalos de não menos que 24 horas e com incrementos de dose de 1 mg por dia. A risperidona pode ser administrada em doses flexíveis e num intervalo de 1 a 6 mg, por dia, de forma a otimizar a eficácia e tolerabilidade de cada doente. Doses diárias superiores a 6 mg de risperidona não foram investigadas em doentes com episódios maníacos.
À semelhança do que se passa com outros tratamentos sintomáticos, o uso continuado de Risperidona ratiopharm deve ser avaliado e justificado periodicamente.
Idosos
Recomenda-se uma dose inicial de 0,5 mg, duas vezes ao dia. Esta dose pode ser ajustada individualmente com incrementos de 0,5 mg, duas vezes ao dia até 1 a 2 mg, duas vezes ao dia. Deve tomar-se precaução especial, uma vez que a experiência em idosos é limitada.
População pediátrica
A utilização de risperidona na mania bipolar, em crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos, não é recomendada devido à falta de informação sobre eficácia.
Agressividade persistente em doentes com demência do tipo Alzheimer moderada a grave
Recomenda-se uma dose inicial de 0,25 mg de uma solução oral de 1mg/ml, duas vezes por dia. Uma solução oral de 1mg/ml é a forma farmacêutica adequada para administrar 0,25mg. Se necessário, esta dose pode ser ajustada individualmente com aumentos de 0,25 mg, duas vezes por dia, e com uma frequência não superior a dias alternados, se necessário. Na maioria dos doentes, a dose ótima é 0,5 mg, duas vezes por dia. No entanto, alguns doentes podem beneficiar de doses até 1 mg, duas vezes por dia.
Risperidona ratiopharm não deve ser utilizado durante mais de 6 semanas, em doentes com agressividade persistente devido a demência de Alzheimer. Durante o tratamento, os doentes devem ser avaliados frequentemente e regularmente, e a necessidade de continuação do tratamento deve ser reavaliada.
Alterações de conduta Crianças e adolescentes dos 5 aos 18 anos de idade
Para indivíduos com peso ≥50 kg recomenda-se uma dose inicial de 0,5 mg por dia. Esta dose pode ser ajustada individualmente por aumentos de 0,5 mg, uma vez por dia, com uma frequência não superior a dias alternados, se necessário. A dose ótima na maioria dos doentes é de 1 mg, uma vez por dia. No entanto, alguns doentes podem beneficiar de uma dose de 0,5 mg, uma vez por dia, enquanto que outros podem beneficiar de 1.5 mg, uma vez por dia.. Para doentes com menos de 50 kg de peso, recomenda-se uma dose inicial de 0,25 mg/dia de uma solução oral de 1mg/ml. Uma solução oral de 1mg/ml é a forma farmacêutica adequada para administrar 0,25mg. Esta dose pode ser ajustada individualmente com aumentos de 0,25 mg, uma vez por dia, com uma frequência não superior a dias alternados, se necessário. A dose ótima, na maioria dos doentes, é de 0,5 mg uma vez por dia. No entanto, alguns doentes podem beneficiar de uma dose de 0,25 mg, uma vez por dia, enquanto que outros podem beneficiar de 0,75 mg, uma vez por dia de uma solução oral de 1mg/ml. Uma solução oral de 1mg/ml é a forma farmacêutica adequada para administrar 0,75mg. À semelhança do que se passa com todos os tratamentos sintomáticos, o uso continuado de Risperidona ratiopharm deve ser avaliado e justificado periodicamente.
Risperidona ratiopharm não é recomendado em crianças com menos de 5 anos de idade, uma vez que não existe experiência em crianças com menos de 5 anos de idade com esta patologia.
Compromisso renal e hepático
Os doentes com compromisso renal têm menor capacidade de eliminar a fração antipsicótica ativa, do que adultos com função renal normal. Os doentes com compromisso da função hepática apresentam concentrações plasmáticas aumentadas da fração livre da risperidona. Independentemente da indicação terapêutica, as doses utilizadas em doentes com compromisso renal ou hepático, devem ser reduzidas para metade das doses recomendadas tanto no início do tratamento, como na terapêutica subsequente, e deve proceder-se à titulação de doses de forma mais lenta. Risperidona ratiopharm deve ser utilizado com precaução nestes grupos de doentes.
Modo de Administração
Os comprimidos revestidos por película para uso oral. Os alimentos não afetam a absorção de Risperidona ratiopharm.
Na suspensão, aconselha-se uma cessação gradual. Têm sido descritos muito raramente sintomas de privação agudos após cessação abrupta de altas doses de antipsicóticos, tais como náuseas, vómitos, sudação e insónia (ver secção 4.8). A recorrência de sintomas psicóticos pode também ocorrer e tem sido notificado o aparecimento de alterações involuntárias dos movimentos (tais como acatisia, distonia e discinesia).
Mudança de outros antipsicóticos Quando for clinicamente conveniente recomenda-se a interrupção gradual do tratamento prévio enquanto se inicia a terapêutica com Risperidona ratiopharm. Da mesma forma, se considerado clinicamente adequado, quando se muda o tratamento em doentes previamente tratados com antipsicóticos "retard", a terapêutica com Risperidona ratiopharm deve ser iniciada em substituição da injeção seguinte. Periodicamente, deve ser reavaliada a necessidade em prosseguir a administração de medicamentos antiparkinsónicos.
4.3. Contraindicações
Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1.
4.4. Advertências e precauções especiais de utilização
Doentes idosos com demência
Aumento da mortalidade em idosos com demência
Numa meta-análise de 17 estudos clínicos controlados com antipsicóticos atípicos, incluindo a risperidona, verificou-se que doentes idosos com demência tratados com antipsicóticos atípicos, apresentaram um aumento da mortalidade, quando comparados com o grupo tratado com placebo. Nesta população, e em estudos controlados com placebo, a incidência de mortalidade no grupo tratado com Risperidona oral foi de 4.0%, comparada com 3.1% no grupo de doentes tratado com placebo. A taxa de probabilidade (95% de intervalo de confiança exata) foi de 1,21 (0,7; 2,1). A média de idades dos doentes que morreram foi de 86 anos (limites: 67-100). Dados de dois grandes estudos observacionais mostraram que os idosos com demência tratados com antipsicóticos convencionais têm um risco de morte ligeiramente aumentado quando comparados com o grupo que não recebe este tratamento. Não existe informação suficiente para estimar com certeza a magnitude exata deste risco e a causa do aumento não é conhecida. Não é clara a extensão da mortalidade aumentada, detetada em estudos observacionais, que pode ser atribuída a medicamentos antipsicóticos em oposição a determinadas características do doente.
Uso concomitante com furosemida
Nos estudos clínicos controlados com placebo, realizados em doentes idosos com demência, foi observada uma incidência superior da mortalidade em doentes tratados concomitantemente com furosemida e risperidona (7,3%; média de idades 89 anos, limites: 75-97), quando comparados com doentes tratados com risperidona em monoterapia (3,1%; média de idades 84 anos, limites:70-96) ou apenas com furosemida (4,1%; média de idades 80 anos, limites: 67-90). O aumento da mortalidade em doentes tratados concomitantemente com furosemida e risperidona foi observado em dois dos quatros estudos clínicos. A utilização concomitante de risperidona e outros diuréticos (principalmente diuréticos tiazídicos, em baixas doses) não foi associada a efeitos semelhantes.
Não foi identificado nenhum mecanismo fisiopatológico que explique estes acontecimentos nem foi observado qualquer padrão consistente de causa de morte. No entanto, devem ser tomadas precauções especiais e o risco/benefício desta a combinação ou cotratamento com outros diuréticos potentes deve ser considerado antes de se decidir utilizá-la. Não houve aumento da incidência da mortalidade em doentes tratados com outros diuréticos concomitantemente com risperidona. Independentemente da terapêutica, a desidratação foi um fator de risco para a mortalidade e deve ser cuidadosamente evitada, em doentes idosos com demência.
Acontecimentos adversos cerebrovasculares (AACV)
Tem sido observado um risco aumentado de acontecimentos adversos (aproximadamente 3 vezes superior) em estudos clínicos aleatorizados, controlados com placebo, na população com demência tratada com alguns antipsicóticos atípicos.. Os dados agrupados de seis estudos com risperidona controlados com placebo, maioritariamente em doentes idosos (> 65 anos de idade) com demência, mostram que os acontecimentos adversos cerebrovasculares (AACV) (graves, não graves e combinados) ocorreram em 3,3% (33/1009) dos doentes tratados com risperidona e 1,2% (8/712) de doentes tratados com placebo. A taxa de probabilidade (95% de intervalo de confiança) foi 2,96 (1,34, 7,50). O mecanismo subjacente ao aumento do risco não é conhecido. Não se pode excluir um aumento de risco com outros antipsicóticos ou outra população. Risperidona deve ser utilizado com precaução em doentes com fatores de risco para acidentes cerebrovasculares.
O risco de AACV foi significativamente superior em doentes com demência mista ou demência vascular quando comparado com Demência do tipo Alzheimer. Assim, doentes com outros tipos de demência que não demência do tipo Alzheimer, não devem ser tratados com risperidona. Aconselha-se que os médicos avaliem os riscos e benefícios do uso de Risperidona ratiopharm em doentes idosos com demência, tendo em consideração fatores de risco para acidentes vasculares cerebrais nos doentes individualmente. Doentes e prestadores de cuidados de saúde devem ser aconselhados a reportar imediatamente sinais e sintomas de potenciais AACV, tais como fraqueza repentina ou dormência da face, braços ou pernas, e problemas no discurso ou visão. Todas as opções de tratamento devem ser consideradas de imediato, incluindo a suspensão da risperidona. Risperidona ratiopharm só deve ser utilizado por um curto período de tempo para o tratamento de agressividade persistente em doentes com demência do tipo Alzheimer moderada a grave, como suplemento a abordagens não farmacológicas que tenham demonstrado eficácia limitada ou não tenham sido eficazes e quando existe risco de dano para o próprio ou para outros. Os doentes devem ser avaliados com frequência e a continuação do tratamento deve ser reavaliada.
Hipotensão Ortostática
Devido à atividade alfa-antagonista da risperidona, pode surgir hipotensão (ortostática), especialmente durante o período inicial de titulação da dose a administrar. Após comercialização, tem sido observada uma hipotensão clinicamente significativa com o uso concomitante de risperidona e tratamentos antihipertensores. Risperidona ratiopharm deve ser usado com precaução em doentes com doença cardiovascular conhecida (p.ex: insuficiência cardíaca, enfarte do miocárdio, anomalias na condução, desidratação, hipovolémia, ou doença cerebrovascular) e a dose deve ser gradualmente titulada conforme recomendado (ver secção 4.2). Deve ser considerada uma redução de dose no caso de surgir hipotensão.
Leucopenia, neutropenia e agranulocitose Foram notificados casos de leucopenia, neutropenia e agranulocitose com medicamentos antipsicóticos, incluindo risperidona. Casos de agranulocitose foram notificados muito raramente (< 1/10.000 doentes) durante a vigilância póscomercialização. Doentes com história de redução clinicamente significativa da contagem dos glóbulos brancos sanguíneos (GBS) ou de leucopenia/neutropenia induzida por medicamentos devem ser monitorizados durante os primeiros meses da terapêutica e deve ser considerada a suspensão de risperidona aos primeiros sinais de redução clinicamente significativa de GBS, na ausência de outros fatores causais. Doentes com neutropenia clinicamente significativa devem ser cuidadosamente monitorizados quanto a febre ou outros sintomas ou sinais de infeção e devem ser tratados imediatamente caso esses sintomas ou sinais ocorram. Doentes com neutropenia grave (contagem absoluta de neutrófilos < 1 X 109/L) devem interromper risperidona e ter a sua contagem de GBS monitorizada até recuperação.
Discinésia tardia/Sintomas Extrapiramidais (DT/SEP)
Os medicamentos com propriedades antagonistas dos recetores da dopamina têm sido associados a indução de discinésia tardia, caracterizada por movimentos involuntários rítmicos, principalmente da língua e/ou face. O aparecimento de sintomas extrapiramidais é um fator de risco para a discinésia tardia. Se surgirem sinais e sintomas de discinésia tardia, deve considerar-se a interrupção de todos os tratamentos antipsicóticos.
São necessárias precauções para doentes que recebem ambos os psicoestimulantes (por exemplo, metilfenidato) e risperidona simultaneamente, uma vez que os sintomas extrapiramidais podem surgir quando se ajusta um ou ambos os medicamentos. É recomendada uma remoção gradual do tratamento com estimulantes (ver secção 4.5).
Síndrome neuroléptica maligna
A síndrome neuroléptica maligna, caracterizada por hipertermia, rigidez muscular, instabilidade autonómica, alteração da consciência e aumento nos níveis séricos de creatinafosfoquinase têm sido descritos com os antipsicóticos. Podem ainda ocorrer outros sinais como mioglobinúria (rabdomiólise) e falência renal aguda. Neste caso deve ser interrompido o tratamento com todos os antipsicóticos, incluindo Risperidona ratiopharm.
Doença de Parkinson e Demência de corpos de Lewy
Os médicos devem ponderar os riscos em relação aos benefícios quando prescreverem antipsicóticos, incluindo Risperidona ratiopharm, em doentes com Doença de Parkinson ou Demência de corpos de Lewy. A Doença de Parkinson pode agravar com o uso de risperidona. Nos dois grupos, pode existir um risco aumentado de síndrome neuroléptica maligna, bem como um aumento da sensibilidade a medicamentos antipsicóticos; estes doentes foram excluídos dos ensaios clínicos. As manifestações de aumento de sensibilidade podem incluir confusão, obnubilação, instabilidade postural com frequentes quedas e sintomas extrapiramidais.
Hiperglicemia e diabetes mellitus A hiperglicemia, diabetes mellitus e exacerbação da diabetes pré-existente têm sido descritas durante o tratamento com Risperidona. Em alguns casos, foi notificado um aumento prévio do peso corporal, o que pode ser um fator de predisposição. A associação com cetoacidose foi notificado muito raramente, e raramente com coma diabético. Aconselha-se monitorização clínica apropriada de acordo com as diretrizes de antipsicóticos utilizadas. Os doentes tratados com qualquer antipsicótico atípico, incluindo a risperidona, devem ser monitorizados quanto a sintomas de hiperglicemia (tais como polidipsia, poliúria, polifagia e fraqueza) e doentes com diabetes mellitus devem ser monitorizados regularmente com vista ao eventual agravamento do controlo da glicose.
Aumento de peso Foi notificado o aumento de peso significativo com o uso de risperidona. O peso deve ser monitorizado regularmente.
Hiperprolactinemia
Hiperprolactinemia é um efeito indesejável frequente no tratamento com a risperidona. A avaliação dos níveis séricos da prolactina é recomendada nos doentes com efeitos indesejáveis relacionados com a prolactina (por exemplo, ginecomastia, distúrbio menstrual, anovulação, distúrbio na fertilidade, diminuição da líbido, disfunção eréctil e galactorreia).
Estudos de cultura de tecidos sugerem que o crescimento de células de tumores humanos na mama pode ser estimulado pela prolactina. Estudos epidemiológicos publicados mostraram resultados inconsistentes ao explorar a potencial associação entre antipsicóticos, hiperprolactinemia e cancro da mama Risperidona ratiopharm deve ser usado com precaução em doentes com hiperprolactinemia pré-existente e em doentes com possíveis tumores dependentes da prolactina.
Prolongamento do intervalo QT Após comercialização, o prolongamento do intervalo QT foi notificado muito raramente. Como com outros antipsicóticos, deve ter-se precaução especial quando a risperidona é prescrita em doentes com doença cardiosvascular conhecida, história familiar de prolongamento do intervalo QT, bradicardia ou perturbações eletrolíticas (hipocaliemia, hipomagnesiemia), uma vez que pode aumentar o risco de efeitos arrítmicos, especialmente com uso concomitante de medicamentos conhecidos por prolongar o intervalo QT.
Convulsões Risperidona ratiopharm deve ser usado com precaução em doentes com história de convulsões ou outras condições que potencialmente diminuam o limiar convulsivo.
Priapismo Pode ocorrer priapismo com o tratamento com Risperidona ratiopharm devido aos efeitos bloqueantes alfa-adrenérgicos.
Regulação da temperatura corporal A disrupção da capacidade do organismo reduzir a temperatura corporal tem sido atribuída aos medicamentos antipsicóticos. Recomenda-se adotar os cuidados apropriados quando Risperidona ratiopharm é prescrito a doentes que estarão sujeitos a condições que podem contribuir para a elevação da temperatura corporal, como por exemplo, exercício físico intenso, exposição a altas temperaturas, uso concomitante de medicamentos com atividade anticolinérgica ou exposição a desidratação. Compromisso renal e compromisso hepático Os doentes com compromisso renal apresentam uma menor capacidade para eliminar a fração ativa antipsicótica do que os adultos com função renal normal. Os doentes com compromisso hepático apresentam aumentos da concentração plasmática da fração livre de risperidona (ver secção 4.2
Efeito antiemético Observou-se um efeito antiemético em estudos pré-clínicos com risperidona. Caso este efeito ocorra em seres humanos, pode camuflar os sinais e sintomas de sobredosagem de determinados medicamentos ou de patologias como obstrução intestinal, síndrome de Reye e tumor cerebral.
Tromboembolismo Venoso Foram notificados casos de tromboembolismo venoso (TEV) com medicamentos antipsicóticos. Uma vez que os doentes tratados com antipsicóticos apresentam, frequentemente, fatores de risco para o TEV, quaisquer fatores de risco possíveis devem ser identificados antes e durante o tratamento com Risperidona ratiopharm e devendoser adotadas medidas preventivas adequadas.
Síndrome de íris flácida intraoperatória Foi observada síndrome de íris flácida intraoperatória (SIFI) durante a cirurgia às cataratas em doentes tratados com medicamentos com efeito antagonista alfa-1aadrenérgicos, tais como Risperidona ratiopharm (ver secção 4.8). A SIFI pode aumentar o risco de complicações oculares durante e após a cirurgia. O cirurgião oftálmico deverá ser informado da utilização atual ou passada de medicamentos com efeito antagonista alfa-1a-adrenérgico antes da cirurgia. O potencial benefício da interrupção da terapêutica bloqueadora alfa 1 antes da cirurgia às cataratas não foi estabelecido e deverá ser ponderado relativamente ao risco de interrupção da terapêutica antipsicótica.
População pediátrica Antes de ser prescrita risperidona a uma criança ou adolescente com alterações de conduta, esta devem ser avaliada de forma completa para despistar causas físicas e sociais de comportamentos agressivos, tais como dor ou exigências externas inapropriadas. O efeito sedativo da risperidona deve ser cuidadosamente monitorizado nesta população, devido a possíveis consequências na capacidade de aprendizagem. Uma alteração do tempo de administração de risperidona pode melhorar o impacto da sedação nas capacidades de atenção das crianças e adolescentes. A risperidona foi associada ao aumento do peso corporal médio e ao aumento do índice de massa corporal (IMC). Reomenda-se a medição de peso inicial antes do tratamento e controle de peso regularmente. Em extensões de estudos abertos de longa duração, as alterações na altura ocorreram de acordo com os valores expectáveis para a idade. O efeito do tratamento com risperidona a longo prazo, na maturação sexual e na altura, não foi estudado adequadamente. Uma avaliação clínica regular do estado endocrinológico deve ser considerada devido ao potencial efeito da hiperprolactinemia prolongada no crescimento e maturação sexual, incluindo medição da altura, peso, maturação sexual, monitorização da função menstrual e outros potenciais efeitos relacionados com a prolactina.
Os resultados de um pequeno estudo observacional pós-comercialização demonstraram que os indivíduos expostos à risperidona com idades entre os 8-16 anos eram, em média, aproximadamente, 3,0 a 4,8 cm mais altos em comparação com outros tratados com outros medicamentos antipsicóticos atípicos. Este estudo não foi desenhado para determinar se a exposição à risperidona tinha impacto na altura definitiva em adulto, se o resultado se devia a um efeito directo da risperidona no crescimento do osso, ou se o resultado se devia um melhor controlo da doença que resultaria num aumento do crescimento.
Durante o tratamento com risperidona, deve também ser efetuado um exame regular de sintomas extrapiramidais e outras perturbações dos movimentos. Para recomendações posológicas específicas em crianças e adolescentes ver secção 4.2.
Excipientes Lactose Doentes com problemas raros de intolerância à galactose, deficiência total de lactase ou malabsorção de glucose-galactose, não devem tomar este medicamento.
Sódio Este medicamento contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por comprimido ou seja, é praticamente “isento de sódio”.
4.5. Interações medicamentosas e outras formas de interação
Interacções relacionadas com a farmacodinâmica
Medicamentos conhecidos por prolongar o intervalo QT
Como com outros antipsicóticos, recomenda-se precaução quando a risperidona é prescrita com medicamentos conhecidos por prolongar o intervalo QT, por exemplo, antiarrítmicos (por exemplo: quinidina, disopiramida, procainamida, propafenona, amiodarona, sotalol), antidepressivos tricíclicos (i.e., amitriptilina), antidepressivos tetracíclicos (i.e., maprotilina), alguns anti-histamínicos, outros antipsicóticos, alguns antimaláricos (i.e., quinina e mefloquina), e com medicamentos que causam desequilíbrios eletrolíticos (hipocaliemia e hipomagnesiamia), bradicardia ou medicamentos que inibem o metabolismo hepático da risperidona. Esta lista é indicativa e não exaustiva.
Substâncias activas de ação central e álcool
Risperidona deve ser usada com precaução em combinação com outras substâncias de ação central, incluindo álcool, opiódes, anti-histamínicos e benzodiazepinas, devido ao aumento de risco de sedação.
Levodopa e agonistas da dopamina
Risperidona ratiopharm pode antagonizar o efeito da levodopa e de outros agonistas da dopamina. Se esta combinação for necessária, particularmente na fase final da doença de Parkinson, deve ser prescrita a dose eficaz mais baixa de cada tratamento.
Medicamentos com efeito hipotensor Durante a pós-comercialização, tem sido observada hipotensão clinicamente relevante com o uso concomitante de risperidona e tratamentos antihipertensivos. Psociestimulantes O uso combinado de psicoestimulantes (por exemplo, metilfenidato) com risperidona pode levar a sintomas extrapiramidais após a alteração de um ou ambos os tratamentos (ver secção 4.4).
Paliperidona O uso concomitante de risperidona oral com paliperidona não é recomendado uma vez que a paliperidona é o metabolito ativo da risperidona, pelo que a combinação dos dois poderá levar ao aumento da exposição à fração ativa do antipsicótico
Interações farmacocinéticas relacionadas
Os alimentos não afetam a absorção de risperidona.
A risperidona é principalmente metabolizada através do CYP 2D6, e em menor grau pelo CYP 3A4. A risperidona e o seu metabolito ativo 9-hidroxi-risperidona são substratos da P- glicoproteína (P-gp). As substâncias que alteram a actividade da CYP2D6, ou substâncias que inibem ou induzem fortemente a atividade do CYP 3A4 e/ou da P-gp, podem influenciar a farmacocinética da fração antipsicótica ativa da
Inibidores fortes do CYP 2D6 A administração concomitante de risperidona com um inibidor forte do CYP 2D6 pode aumentar as concentrações plasmáticas de risperidona, mas em menor grau do que a fração antipsicótica ativa. Doses mais elevadas de um inibidor forte do CYP 2D6 podem elevar as concentrações da fração antipsicótica ativa da risperidona (por exemplo, a paroxetina, ver abaixo). Espera-se que outros inibidores do CYP 2D6, como a quinidina, possam afetar as concentrações plasmáticas de risperidona de uma forma semelhante. O médico deve reavaliar a dose de risperidona quando o tratamento concomitante com paroxetina, quinidina ou outro inibidor forte do CYP2D6, especialmente em doses mais elevadas, é iniciado ou suspenso
Inibidores do CYP 3A4 e/ou da P-gp A administração concomitante de risperidona com um inibidor forte do CYP 3A4 e/ou da P- gp pode elevar substancialmente as concentrações plasmáticas da fracção antipsicótica ativa da risperidona. O médico deve reavaliar a dose de risperidona quando o tratamento concomitante com itraconazol ou outro inibidor forte do CYP 3A4 e/ou da P-gp é iniciado ou suspenso.
Indutores do CYP 3A4 e/ou da P-gp A administração concomitante de risperidona com um indutor forte do CYP 3A4 e/ou P-gp pode diminuir as concentrações plasmáticas da fração antipsicótica ativa da risperidona. O médico deve reavaliar a dose de risperidona quando o tratamento concomitante com carbamazepina ou outro indutor forte do CYP 3A4 e/ou da P-gp é iniciado ou suspenso. Os indutores do CYP 3A4 exercem o seu efeito de uma forma dependente do tempo, e podem levar, pelo menos, 2 semanas a atingir o efeito máximo após introdução. Por outro lado, com a interrupção, a indução do CYP 3A4 pode levar pelo menos duas semanas a diminuir.
Substâncias activas de forte ligação a proteínas Quando a risperidona é tomada em conjunto com substâncias activas de forte ligação a proteínas, não há nenhum deslocamento clinicamente relevante de qualquer uma das substâncias activas das proteínas plasmáticas. Se for usada terapêutica concomitante, deve ser consultada a informação do produto sobre o metabolismo e eventual necessidade de ajuste da dosagem.
População pediátrica Estudos de interação só foram realizados em adultos. A relevância dos resultados desses estudos em doentes pediátricos é desconhecida. O uso combinado de psicoestimulantes (por exemplo, metilfenidato) com risperidona em crianças e adolescentes não alterou a farmacocinética e a eficácia da risperidona.
Exemplos Exemplos de medicamentos que potencialmente podem interagir ou que se comprovou não interagirem com a risperidona estão listados abaixo:
Efeito de outros medicamentos na farmacocinética da risperidona
Antibacterianos: - A eritromicina, um inibidor moderado do CYP 3A4 e inibidor da P-gp, não altera a farmacocinética da risperidona e da fração antipsicótica ativa. - A rifampicina, um forte indutor do CYP 3A4 e um indutor de P-gp, diminuiu as concentrações plasmáticas da fração antipsicótica ativa.
Anticolinesterases: - Donepezilo e galantamina, substratos do CYP 2D6 e do CYP3A4, não apresentam um efeito clinicamente relevante na farmacocinética da risperidona e da fração antipsicótica ativa.
Antiepiléticos: - A carbamazepina, um indutor forte do CYP 3A4 e do P-gp, mostrou diminuir os níveis plasmáticos da fração antipsicótica ativa de Risperidona ratiopharm. Podem ser observados efeitos semelhantes com, por exemplo, rifampicina, fenitoína e fenobarbital, os quais também induzem as enzimas hepáticas CYP 3A4, assim como a glicoproteína P (P-gp). - O topiramato reduz ligeiramente a biodisponibilidade da risperidona, mas não a da fração antipsicótica ativa. Desta forma, esta interação não deverá ter relevância clínica
Antifúngicos: - O itraconazol, um forte inibidor do CYP 3A4 e da P-gb, na dosagem de 200 mg/dia aumentou as concentrações plasmáticas da fração antipsicótica ativa em cerca de 70% em doses de risperidona de 2 a 8 mg/dia. - O cetoconazol, um forte inibidor do CYP 3A4 e da P-gp, na dosagem de 200 mg/dia aumentou as concentrações plasmáticas de risperidona e reduziu as concentrações plasmáticas da 9-hidroxirisperidona.
Antipsicóticos: - As fenotiazinas, podem aumentar as concentrações plasmáticas de risperidona, mas não da fração antipsicótica ativa.
Antivirais: - Inibidores da protease: não há dados formais de estudo disponíveis, no entanto, uma vez que o ritonavir é um forte inibidor do CYP 3A4 e um fraco inibidor da CYP 2D6, o ritonavir e os inibidores da protease do ritonavir podem potencialmente aumentar as concentrações da fração antipsicótica ativa da risperidona.
Beta-bloqueantes: Alguns beta-bloqueantes podem aumentar os níveis plasmáticos da risperidona, mas não da fração antipsicótica ativa.
Bloqueadores dos canais de cálcio - O verapamilo, um inibidor moderado do CYP 3A4 e um inibidor da P-gp, aumenta a concentração plasmática da risperidona e da fração antipsicótica ativa.
Medicamentos gastrointestinais: -Antagonistas dos receptores H2: cimetidina e ranitidina, ambos inibidores fracos do CYP 2D6 e do CYP 3A4, aumentaram a biodisponibilidade da risperidona, mas apenas marginalmente a da fração antipsicótica ativa.
Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina (ISRS) e antidepressivos tricíclicos: - A fluoxetina, um inibidor forte do CYP 2D6, aumenta a concentração plasmática de risperidona, mas em menor grau a da fração antipsicótica ativa. - A paroxetina, um inibidor forte do CYP 2D6, aumenta as concentrações plasmáticas da risperidona, mas, em doses até 20 mg/dia, em menor grau as da fracção antipsicótica ativa. Contudo, doses superiores de paroxetina podem elevar as concentrações da fração antipsicótica ativa da risperidona. - Os antidepressivos tricíclicos podem aumentar as concentrações plasmáticas da risperidona, mas não as da fração antipsicótica ativa. A Amitriptilina não afeta a farmacocinética da risperidona ou da fração antipsicótica ativa. - A sertralina, um inibidor fraco da CYP 2D6, e a fluvoxamina, um inibidor fraco do CYP 3A4, em doses até 100 mg/dia não estão associadas a alterações clinicamente significativas nas concentrações da fração antipsicótica ativa da risperidona. Contudo, doses superiores a 100 mg/dia de sertralina ou fluvoxamina podem elevar as concentrações da fração ativa da risperidona.
Efeito da risperidona na farmacocinética de outros medicamentos:
Antiepiléticos: • A risperidona não apresenta um efeito clinicamente relevante na farmacocinética do valproato ou topiramato.
Antipsicóticos: • O aripiprazol, um substrato do CYP 2D6 e do CYP3A4: a risperidona em comprimidos ou injetável não afetou a farmacocinética da soma do aripiprazol do seu metabolito ativo, dehidroaripiprazol.
Glicosídeos digitálicos: - A risperidona não apresenta um efeito clinicamente relevante sobre a farmacocinética da digoxina.
Lítio: - A risperidona não apresenta um efeito clinicamente relevante sobre a farmacocinética do lítio. Uso concomitante de risperidona com furosemida - Ver secção 4.4 referente ao aumento da mortalidade em doentes idosos com demência e a receber furosemida concomitantemente.
4.6. Fertilidade, gravidez e aleitamento
Gravidez Não existe informação adequada acerca do uso da risperidona em mulheres grávidas. A risperidona não demonstrou ser teratogénica nos estudos em animais, embora tenham sido observados outros tipos de toxicidade reprodutiva (ver secção 5.3). O risco potencial para o ser humano é desconhecido. Os recém-nascidos expostos a antipsicóticos (incluindo Risperidona ratiopharm) durante o terceiro trimestre de gravidez estão em risco de ocorrência de reações adversas após o parto, incluindo sintomas extrapiramidais e/ou de abstinência, que podem variar em intensidade e duração. Foram notificados casos de agitação, hipertonia, hipotonia, tremor, sonolência, dificuldade respiratória ou perturbações da alimentação. Consequentemente, os recém-nascidos devem ser monitorizados cuidadosamente.
Risperidona ratiopharm não deverá ser utilizado durante a gravidez, a menos que tal seja claramente necessário. Se for necessário suspender a terapêutica durante a gravidez, esta não deve ser feita de forma repentina.
Amamentação Nos estudos em animais, a risperidona e a 9-hidroxi-risperidona, são excretadas através do leite. Em humanos foi demonstrado que a risperidona e a 9-hidroxi-risperidona são também excretadas através do leite, em pequenas quantidades. Não existem dados sobre reações adversas em lactentes. Assim, as vantagens da amamentação devem ser consideradas face aos potenciais riscos para a criança.
Fertilidade À semelhança de outros fármacos antagonistas dos recetores D2 da dopamina, Risperidona ratiopharm eleva os níveis de prolactina. A hiperprolactinemia pode suprimir a GnRH do hipotálamo, resultando na redução da secreção da gonadotropina pituitária. Este facto, por seu lado, pode inibir a função reprodutiva através da disfunção da esteroidogénese gonadal tanto em doentes do sexo feminino como do sexo masculino.
4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas
Risperidona ratiopharm pode ter uma influência menor a moderada na capacidade de conduzir ou utilizar máquinas devido a potenciais efeitos no sistema nervoso e efeitos visuais (ver secção 4.8). Assim, os doentes devem ser aconselhados a não conduzir veículos automóveis, nem a operar máquinas, até que a sua suscetibilidade individual seja conhecida.
4.8. Efeitos indesejáveis
As reações adversas medicamentosas (RAM) notificadas com maior frequência (incidência ≥10%) são: parkinsonismo, sedação/sonolência, cefaleia e insónia. As RAMs que aparentemente são dependentes da dose incluem o parkinsonismo e a acatisia.
Em baixo encontram-se todas as RAM notificadas em ensaios clínicos e na experiência pós- comercialização com risperidona por categoria de frequência estimada com base nos ensaios clínicos com risperidona.. Os seguintes termos e frequências são aplicadas: muito frequentes (≥1/10), frequentes (≥1/100, <1/10), pouco frequentes (≥1/1000, <1/100), raros (≥1/10000, <1/1000), muito raros (<1/10000) e desconhecidos (não podem ser estimados a partir dos dados disponíveis).
Classes de Reação adversa medicamentosa sistemas de Frequência órgãos Muito Frequentes Pouco Raros Muito raros Desconhecidos frequentes frequentes Infeções e pneumonia, infeção das infeção infestações bronquite, Vias infeção das respiratórias, vias cistite, infeção respiratórias ocular, superiores, amigdalite, sinusite, onicomicose, infeção do celulite no local trato urinário, da infeção, infeção do infeção viral, ouvido, acarodermatite influenza Doenças do neutropenia, agranulocitose c sangue e do redução da sistema contagem de linfático glóbulos brancos, trombocitopenia , anemia, redução do hematócrito, redução da contagem de eosinófilos Doenças do hipersensibilida reação sistema de anafiláticac imunitário Doenças hiperprolactine secreção endócrinas miaa inapropriada de hormona antidiurética, presença de glucose na urina Doenças do aumento de diabetes Intoxicação cetoacidose metabolismo e peso, mellitusb, por água ,c diabética da nutrição aumento do hiperglicemia, hipoglicemia, apetite, polidipsia, hiperinsuliné diminuição aumento de miac, do apetite peso, anorexia, aumento dos colesterolemia triglicéridos aumentada no sangue Perturbações Insóniad distúrbios do mania, estado catatonia, do foro sono, confusional, sonambulismo psiquiátrico agitação, diminuição da , distúrbio depressão, líbido, alimentar ansiedade nervosismo, relacionado pesadelos com o sono, diminuição da manifestação de emoções, anorgasmia Doenças do sedação/sono acatisiad,, discinésia Síndrome sistema lência,parkin distonia d,, tardia, maligna dos nervoso sonis mo ,d tonturas,discin isquemia neurolépticos , cefaleias esiad,, tremor cerebral, perturbação ausência de cerebrovascula resposta a r, estímulos, comadiabético, perda de titubação da consciência, cabeça diminuição da consciência, convulsão, síncope, hiperatividade psicomotora, distúrbios de equilíbrio, coordenação anormal, tonturas posturais, distúrbio de atenção, disartria, disgeusia, hipostesia, parestesia Afeções visão turva, fotofobia, olho glaucoma, oculares conjuntivite seco, aumento distúrbios do do lacrimejo, movimento hiperemia ocular, crises ocular oculogiras, crostas na margem das pálpebras, síndrome de íris flácida (intraoperatór ia)c Afeções do vertigens, ouvido e do acufenos, dor labirinto de ouvido Doenças taquicardia fibrilhação arritmia cardíacas auricular, sinusal bloqueio auriculoventric ular, distúrbio da condução, intervalo QT prolongado no eletrocardiogra ma, bradicardia, eletrocardiogra ma anormal, palpitações Vasculopatias hipertensão hipotensão, embolia hipotensão pulmonar, ortostática, trombose rubor venosa Doenças dispneia, dor pneumonia por síndrome da respiratórias, laringofarínge aspiração, apneia do torácicas e do a, tosse, congestão sono, mediastino epistaxe pulmonar, hiperventilaçã congestão das o congestão vias nasal respiratórias, crepitações, sibilos, disfonia, distúrbio respiratório
Doenças Dor Incontinência pancreatite, íleo gastrointestina abdominal, fecal, fecaloma, obstrução is Desconforto gastroenterite, intestinal, abdominal, disfagia, edema da vómitos, flatulência língua, queilite náusea, obstipação, diarreia, dispepsia, xerostomia, dor de dentes Afeções aumento das icterícia hepatobiliares transaminases, aumento da gama- glutamiltransfe rase, aumento de enzimas hepáticas Afeções dos Erupção urticária, Erupção angioedema Síndrome de tecidos cutânea, prurido, medicamentos Stevens-Johnson cutâneos e eritema alopecia, a , caspa / necrólise subcutâneos hiperqueratose, epidérmica eczema, pele tóxica seca, descoloração da pele, acne, dermatite seborreica, distúrbio cutâneo, lesão cutânea Afeções Espasmos aumento da rabdomiólise musculoesquel musculares, creatina éticas, ósseas e dor fosfoquinase dos tecidos musculoesquel sanguínea, conjuntivos ética, dor nas postura anormal, costas, rigidez articular, artralgia edema articular, fraqueza muscular, dor no pescoço
Doenças renais Incontinência polaquiúria, e urinárias urinária retenção urinária, disúria Situações na síndrome gravidez, no neonatal de puerpério e privação de perinatais fármacosc Doenças dos Disfunção priapismoc,atra órgãos genitais eréctil, so na e da mama alterações da menstruação, ejaculação, ingurgitament amenorreia, o mamário, distúrbio aumento menstruald, ginecomastia, mamário, galactorreia, corrimento disfunção mamário sexual, dor mamária, desconforto mamário, corrimento vaginal Perturbações edemad, edema da face, hipotermia, gerais e pirexia, dor calafrios, diminuição da alterações no torácica, aumento da temperatura local de astenia, temperatura corporal, administração fadiga, dor corporal, extremidades alterações da frias, síndrome marcha, sede, de privação de desconforto fármacos, torácico, mal- induraçãoc estar geral, sensação anormal, desconforto
Complicações quedas dor devido ao de procedimento intervenções relacionadas com lesões e intoxicações
a Hiperprolactinemia, em alguns casos, pode conduzir a ginecomastia, perturbações menstruais, amenorreia, anovulação, galactorreia, distúrbios da fertilidade, diminuição da líbido e disfunção eréctil . b Em ensaios controlados por placebo, foi notificada diabetes mellitus em 0,18% dos indivíduos tratados com risperidona comparativamente a uma taxa de 0,11% do grupo placebo. A incidência global de todos os ensaios clínicos foi de 0,43% em todos os indivíduos tratados com risperidona. c Não observado nos ensaios clínicos com risperidona mas observado na experiência pós- comercialização com risperidona. d Alterações extrapiramidais: Parkinsonismo (hipersecreção salivar, rigidez musculoesquelética, parkinsonismo, babar, rigidez em roda dentada, bradiscinesia, hipocinésia, máscara facial, contrações musculares, acinésia, rigidez da nuca, rigidez muscular, parkinsonismo, reflexo globular anormal, tremor de repouso parkinsónico), acatísia, (acatísia, inquietação, hipercinésia e síndroma das pernas irrequietas), tremor, discinésia (discinésia, contrações musculares, coreoatetosis, atetosis e mioclonus), distonia. Distonia inclui distonia, , hipertonia, torcicolo, contrações musculares involuntárias, contratura muscular, blefarospasmo, rotação ocular, paralisia da língua, espasmo facial, laringoespasmos, miotonia, opistótonos, espasmo da orofarínge, pleurotonus, espasmo da língua e trismus. Deve notar-se que estão incluídos vários sintomas que não têm necessariamente uma origem extrapiramidal. Insónia inclui: insónia inicial, insónia intermédia; Convulsão inclui: convulsões de grande mal; Distúrbio menstrual inclui: menstruação irregular, oligomenorreia; Edema inclui: edema generalizado, edema periférico, edema depressível. Efeitos indesejáveis observados com formulações de paliperidona A paliperidona é um metabolito ativo da risperidona, assim, os perfis de reações adversas destes compostos (incluindo as formulações oral e injetável) são relevantes um para o outro. Para além das reações adversas acima mencionadas, as seguintes reações adversas têm sido observadas com o uso de medicamentos com paliperidona e são expectáveis que ocorram com Risperidona ratiopharm.
Cardiopatias: Síndrome de taquicardia postural ortostática
Efeitos de classe Como com outros antipsicóticos, foram notificados no período pós-comercialização casos muito raros de prolongamento do intervalo QT com risperidona. Outros efeitos cardíacos relacionados com a classe notificados com antipsicóticos que prolongam o intervalo QT incluem arritmia ventricular, fibrilhação ventricular, taquicardia ventricular, morte súbita, paragem cardíaca e Torsades de Pointes
Tromboembolismo venoso Casos de tromboembolismo venoso, incluindo embolia pulmonar e casos de trombose venosa profunda, foram notificados com medicamentos antipsicóticos – frequência desconhecida.
Efeitos de classe
Como com outros antipsicóticos, foram notificados no período pós-comercialização casos muito raros de prolongamento do intervalo QT com risperidona. Outros efeitos cardíacos relacionados com a classe notificados com antipsicóticos que prolongam o intervalo QT incluem arritmia ventricular, fibrilhação ventricular, taquicardia ventricular, morte súbita, paragem cardíaca e Torsades de Pointes.
Tromboembolismo venoso Foram notificados casos de tromboembolismo venoso, incluindo casos de embolia pulmonar e casos de trombose venosa profunda, com medicamentos antipsicóticos (frequência desconhecida).
Aumento de peso
A proporção de doentes adultos com esquizofrenia tratados com Risperidona e placebo que atingiram o critério de mais de 7% de aumento de peso foram comparados num ensaio clínico controlados com placebo de 6 a 8 semanas, revelando uma incidência superior estatisticamente significativa de aumento de peso com Risperidona (18%) comparado com placebo (9%). Num grupo de estudos controlados com placebo, de 3 semanas, em doentes adultos com mania aguda, a incidência de aumento de peso ≥ 7% no endpoint foi comparável no grupo tratado com Risperidona (2,5%) e no grupo tratado com placebo (2,4%) e foi ligeiramente superior no grupo com controlo ativo (3,5%).
Numa população de crianças e adolescentes com alterações da conduta e outras perturbações do comportamento, em ensaios clínicos de longa duração, o peso aumentou em média 7,3 kg após 12 meses de tratamento. O aumento de peso esperado para crianças com idades entre os 5 e os 12 anos de idade é de 3 a 5 kg por ano. Dos 12 aos 16 anos de idade, esta magnitude de aumento de 3 a 5 kg por ano mantém-se para as raparigas enquanto os rapazes aumentam aproximadamente 5 kg por ano. Informação adicional para populações especiais Abaixo descrevem-se as reações adversas medicamentosas que foram reportadas com maior incidência em doentes idosos com demência ou em doentes pediátricos do que na população adulta.
Doentes idosos com demência Ataque isquémico transitório e acidente cerebrovascular foram RAMs reportadas em ensaios clínicos com uma frequência de 1.4% e 1.5%, respetivamente, em doentes idosos com demência. Adicionalmente, as seguintes RAMs foram reportadas com uma frequência ≥5% em doentes idosos com demência e com uma frequência pelo menos duas vezes superior à encontrada noutras populações de adultos: infeção do trato urinário, edema periférico, letargia e tosse.
Doentes pediátricos Em geral, é expectável que as reações adversas nas crianças sejam semelhantes às reações obervadas nos adultos. As seguintes RAMs foram reportadas com uma frequência ≥5% em doentes pediátricos (5 a 17 anos) e com uma frequência pelo menos duas vezes superior è encontrada em ensaios clínicos em adultos: sonolência/sedação, fadiga, cefaleia, aumento do apetite, vómito, infeção do trato respiratório superior, congestão nasal, dor abdominal, tonturas, tosse, pirexia, tremor, diarreia e enurese. O efeito do tratamento com risperidona a longo prazo sobre a maturação sexual e altura não foi estudado adequadamente (ver secção 4.4, na subsecção Criança e Adolescentes). O efeito do tratamento com risperidona a longo prazo na maturação sexual e no peso não foi adequadamente estudado (ver secção 4.4, subsecção “Crianças e Adolescentes”).
Notificação de suspeitas de reações adversas A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefíciorisco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED,I.P.:
Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) Fax: + 351 21 798 73 97 Sítio da internet: http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage E-mail: [email protected]
4.9. Sobredosagem
Sintomas Em geral, os sinais e sintomas descritos são aqueles resultantes de uma exacerbação dos efeitos farmacológicos conhecidos da risperidona. Estes incluem sonolência e sedação, taquicardia e hipotensão e sintomas extrapiramidais. Em caso de sobredosagem, foi notificado prolongamento do intervalo QT e convulsões. Casos de Torsade de Points foram notificados em associação com sobredosagem combinada de Risperidona e paroxetina.
Em casos de sobredosagem aguda deve ser considerada a possibilidade de envolvimento de múltiplos fármacos.
Tratamento
Devem ser estabelecidas e mantidas desimpedidas as vias aéreas assegurando uma oxigenação e ventilação adequadas. A administração de carvão ativado juntamente com um laxante, apenas quando o fármaco tiver sido ingerido há menos de uma hora. Deve iniciar-se de imediato monitorização cardiovascular e deverá incluir monitorização eletrocardiográfica contínua para detetar possíveis arritmias.
Não existe nenhum antídoto específico para Risperidona ratiopharm. Assim, recomenda-se o uso de medidas de suporte adequadas. A hipotensão e colapso circulatório devem ser tratados com medidas adequadas tais como administração intravenosa de fluídos e/ou agentes simpaticomiméticos. No caso de sintomas extrapiramidais graves, deve ser administrado um medicamento anticolinérgico. Recomenda-se supervisão e monitorização clínica contínuas até que o doente recupere.
5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS
5.1. Propriedades farmacodinâmicas
Grupo Farmacoterapêutico: 2.9.2. Sistema nervoso central. Psicofármacos. Antipsicóticos., código ATC: N05AX08.
Mecanismo de ação
A risperidona é um antagonista seletivo monoaminérgico com propriedades únicas. Apresenta elevada afinidade para os recetores serotoninérgicos 5-HT2 e dopaminérgicos D2. A risperidona liga-se igualmente aos recetores alfa1-adrenérgicos e, com uma afinidade mais baixa, aos recetores histaminérgicos H1e alfa 2-adrenérgicos. A risperidona não possui nenhuma afinidade para os recetores colinérgicos. Embora a risperidona seja um potente antagonista dos recetores D2, sendo considerado como passível de melhorar os sintomas positivos da esquizofrenia, causa menos depressão da atividade motora e indução de catalepsia que os neurolépticos convencionais. O equilíbrio no antagonismo da serotonina e dopamina a nível central permite alargar a atividade terapêutica deste fármaco aos sintomas negativos e afetivos da esquizofrenia, bem como pode reduzir a possibilidade de aparecimento de efeitos extrapiramidais.
Efeitos farmacodinâmicos Eficácia Clinica
Esquizofrenia
A eficácia da risperidona no tratamento a curto prazo da esquizofrenia foi estabelecida em quatro estudos, com 4 a 8 semanas de duração, que incluíram 2500 doentes com critérios DSM – IV para a esquizofrenia. No ensaio controlado com placebo, de 6 semanas, envolvendo a titulação da risperidona em doses até 10mg/dia administradas duas vezes por dia, a risperidona foi superior ao placebo na pontuação global da escala Brief Psychiatric Rating Scale (BPRS). No ensaio controlado com placebo, de 8 semanas, envolvendo 4 doses fixas de risperidona (2,6,10 e 16 mg/dia, administrada duas vezes ao dia) todos os 4 grupos de risperidona foram superiores ao placebo na pontuação global da escala Positive and Negative Symptom Scale (PANSS). No ensaio comparativo de doses de 8 semanas, envolvendo 5 doses fixas de risperidona (1, 4, 8, 12 e 16mg/dia, administrada duas vezes ao dia) os grupos com dose de risperidona de 4, 8 e 16 mg/dia foram superiores ao grupo com dose de 1 mg de risperidona, na pontuação global na escala PANSS. No ensaio comparativo de doses controlado com placebo de 4 semanas, envolvendo duas doses fixas de risperidona (4 e 8 mg/dia administrada uma vez ao dia) ambos os grupos foram superiores ao placebo em várias medidas PANSS incluindo PANSS total e medidas de resposta (pontuação total >20% de redução da pontuação total da PANSS). Num ensaio clínico de longa duração, predominantemente em adultos em ambulatório preenchendo os critérios da DSM–IV para a esquizofrenia e que se encontravam clinicamente estáveis há pelo menos 4 semanas, com um medicamento antipsicótico, foram aleatorizados para risperidona 2 a 8 mg/dia ou para haloperidol, para um a dois anos de observação até recaída. Doentes tratados com risperidona apresentaram um tempo significativamente superior até recaída durante este período quando comparado com aqueles tratados com haloperidol.
Episódios maníacos na doença bipolar
A eficácia da risperidona em monoterapia no tratamento agudo de episódios maníacos associados a perturbação bipolar I foi demonstrada em 3 estudos controlados com placebo, duplamente cegos, em monoterapia em aproximadamente 820 doentes que apresentavam perturbação bipolar I com base nos critérios DSM –IV. Nos três estudos, a risperidona 1 a 6 mg dia (dose inicial 3 mg em dois estudos e 2 mg num estudo) demonstrou ser significativamente superior ao placebo no parâmetro de avaliação primário pré-estabelecido, isto é, alteração basal no total da pontuação da escala Young Mania Rating Scale (YMRS), na semana 3. Os resultados de eficácia secundários foram geralmente consistentes com o resultado primário. A percentagem de doentes com uma diminuição ≥50% da pontuação total YMRS, do início às três semanas, foi significativamente superior para a risperidona quando comparado com placebo. Um dos três estudos incluiu um braço com haloperidol e uma fase de manutenção duplamente cega de 9 semanas. A eficácia manteve-se durante o período de manutenção do tratamento de 9 semanas. A alteração desde o início da pontuação total YMRS demonstrou uma melhoria contínua e foi comparável entre a risperidona e o Haloperidol, na semana 12.
A eficácia da risperidona associada a estabilizadores do humor, no tratamento da mania aguda, foi demonstrada em 1 de 2 estudos duplamente cegos de 3 semanas em aproximadamente 300 doentes, os quais cumpriam os critérios DSM-IV para a perturbação bipolar I. Num estudo de 3 semanas, a risperidona em doses de 1 a 6 mg/dia iniciando com 2 mg/dia, em associação com lítio ou valproato foi superior ao lítio ou valproato isolados no parâmetro de avaliação primário pré-estabelecido, isto é, variação basal na pontuação total da YMRS na semana 3. Num segundo estudo de três semanas, a risperidona em doses de 1 a 6 mg/dia, iniciando com 2 mg/dia combinado com lítio, valproato ou carbamazepina não foi superior ao lítio, valproato ou carbamazepina isolados na redução da pontuação total da YRMS. Uma possível explicação para a falha deste estudo foi a indução da depuração da risperidona e da 9-hidroxi-risperidona pela carbamazepina, conduzindo a níveis sub terapêuticos da risperidona e da 9-hidroxi-risperidona. Quando o grupo da carbamazepina foi excluído numa análise post-hoc, a risperidona combinada com lítio ou valproato foi superior ao lítio ou valproato isolados na redução da pontuação total da YRMS.
Agressividade grave na demência
A eficácia da risperidona no tratamento de sintomas comportamentais e psicológicos da demência (BPSD), os quais incluem perturbações do comportamento, tais como agressividade, agitação, psicose, atividade e distúrbios afetivos, foi demonstrada em três estudos controlados com placebo duplamente cegos, em 1150 doentes idosos com demência. Um estudo inclui doses fixas de risperidona de 0,5, 1 e 2 mg/dia. Dois estudos de dose flexível incluíram grupos com doses de risperidona num intervalo de 0,5 a 4 mg/dia e 0,5 a 2 mg/dia, respetivamente. A risperidona demonstrou eficácia estatisticamente significativa e clinicamente importante no tratamento da agressividade e demonstrou ser menos consistente no tratamento da agitação e psicose em doentes idosos com demência (medido pela escala Behavioural Pathology in Alzheimer´s Rating Scale (BEHAVE-AD) e pela escala Cohen- Mansfield Agitation Inventory (CMAI) ). O efeito do tratamento da risperidona foi independente da pontuação da escala Mini –Mental State Examination (MMSE) e, consequentemente, da gravidade da demência; das propriedades sedativas da risperidona; da presença ou ausência de psicose; e do tipo de demência (demência do tipo Alzheimer, vascular ou mista) (ver secção 4.4)
População pediátrica
Alterações da conduta
A eficácia da risperidona no tratamento a curto prazo de comportamentos disruptivos (CD) foi demonstrada em dois estudos controlados com placebo duplamente cegos em aproximadamente 240 doentes, com idades entre os 5 e os 12 anos com um diagnóstico com base na DSM-IV de CD e função intelectual limiar ou atraso mental ligeiro a moderado/perturbação da aprendizagem. Nos dois estudos, a risperidona em doses entre 0,02 e 0,06mg/kg/dia foi significativamente superior ao placebo no parâmetro de avaliação primário pré-estabelecido, isto é, a alteração basal na pontuação da subescala Conduct Problem do questionário Nisonger-Child Behaviour Rating Form (N-CBRF), na semana 6.
5.2. Propriedades farmacocinéticas
A risperidona é metabolizada em 9-hidroxi-risperidona, a qual possui uma atividade farmacológica idêntica à risperidona (ver Biotransformação e Eliminação).
Absorção A risperidona é totalmente absorvida após administração por via oral, atingindo as concentrações plasmáticas máximas em 1 a 2 horas. A biodisponibilidade absoluta da risperidona é 70% (CV=25%). A biodisponibilidade oral relativa da risperidona a partir de um comprimido é de 94% (CV010%) comparada com uma solução. Uma vez que a sua absorção não é influenciada pelos alimentos, a risperidona pode ser administrada às refeições ou fora destas. Na maioria dos doentes, a risperidona atinge o estado estacionário em 1 dia. O estado estacionário da 9-hidroxi-risperidona é atingido após 4-5 dias da administração.
Distribuição
A risperidona é rapidamente distribuída. O volume de distribuição é de 1-2 l/kg. No plasma, a risperidona liga-se à albumina e à alfa1-glicoproteína ácida. A ligação às proteínas plasmáticas da risperidona é de 90% e da 9-hidroxi-risperidona é de 77%.
Biotransformação e Eliminação
A risperidona é metabolizada pelo CYP2D6 em 9-hidroxi-risperidona, a qual apresenta uma atividade farmacológica idêntica à da risperidona. A risperidona e a 9-hidroxi-risperidona formam em conjunto a fração antipsicótica ativa. O CYP2D6 está sujeito a polimorfismos genéticos. Metabolizadores rápidos do CYP2D6 convertem a risperidona rapidamente em 9- hidroxi-risperidona, enquanto que os metabolizadores lentos do CYP2D6 convertem-na muito mais lentamente. Apesar de os metabolizadores rápidos apresentarem concentrações de risperidona inferiores e concentrações de 9-hidroxi-risperidona superiores aos metabolizadores lentos, as farmacocinéticas da risperidona e da 9-hidroxi-risperidona combinadas, isto é, da fração antipsicótica ativa após dose única ou doses múltiplas, são semelhantes entre metabolizadores rápidos e lentos do CYP2D6.
Uma outra via metabólica da risperidona é a N-desalquilação. Estudos in vitro em microssomas hepáticos humanos demonstraram que a risperidona em concentrações clinicamente relevantes não inibe substancialmente o metabolismo de fármacos metabolizados pelas isoenzimas do citocromo P450, incluindo CYP1A2, CYP2A6, CYP2C8/9/10, CYP2D6, CYP2E1, CYP3A4 e CYP3A5. Uma semana após a administração, 70% da dose é excretada na urina e 14% nas fezes. Na urina, a risperidona e a 9-hidroxi- risperidona representam 35-45% da dose. A percentagem restante é constituída por metabolitos inativos. Após administração oral em doentes psicóticos, a risperidona é eliminada, apresentando uma semivida de cerca de 3 horas. A semivida de eliminação da 9- hidroxi-risperidona e da fração antipsicótica ativa é de 24 horas.
Linearidade/ Não linearidade
Os níveis plasmáticos da risperidona são proporcionais às doses terapêuticas.
Idosos, compromisso hepático e renal
Num estudo farmacocinético de dose única com a risperidona oral mostrou um aumento médio de 43% das concentrações plasmáticas da fração antipsicótica ativa, uma semivida 38% superior e a redução de 30% na depuração da fração antipsicótica ativa nos doentes idosos. Nos adultos com disfunção renal moderada, a depuração da fracção activa foi 48 % da depuração nos jovens adultos saudáveis. Nos adultos com disfunção renal grave a depuração da fracção activa foi 31 % da depuração nos jovens adultos saudáveis. A semi-vida de eliminação da fracção activa foi 16,7 h nos adultos jovens, 24,9 h nos adultos com disfunção renal moderada (ou 1,5 vezes mais longa em comparação com os adultos jovens); e 28,8 h nos adultos com disfunção renal grave (ou 1,7 vezes mais longa em comparação com os adultos jovens).
As concentrações plasmáticas de risperidona foram normais em doentes com insuficiência hepática, mas a concentração média da fração livre da risperidona no plasma sofreu um aumento de cerca de 37,1%.
A depuração oral clearance e a semi-vida de eliminação do metabolito activo em adultos com disfunção hepática moderada a grave não foram significativamente diferentes destes paramentros em adultos jovens saudáveis.
População pediátrica
Em crianças, a farmacocinética da risperidona, 9-hidroxi-risperidona e da fração ativa é idêntica à observada em adultos.
Género, raça e hábitos tabágicos
A análise farmacocinética da população revelou que não existem efeitos aparentes do género, raça ou hábitos tabágicos, na farmacocinética da risperidona ou da fração antipsicótica ativa.
5.3. Dados de segurança pré-clínica
Em estudos de toxicidade subcrónica, nos quais a administração foi iniciada em ratos e cães sexualmente imaturos, foram observados efeitos dose-dependentes a nível do trato genital de fêmeas e machos, e na glândula mamária. Estes efeitos estiveram relacionados com o aumento dos níveis de prolactina, resultantes do bloqueio pela risperidona da atividade dos recetores D2 da dopamina. Adicionalmente, estudos de culturas de tecidos sugerem que o crescimento celular de tumores mamários humanos, podem ser estimulados pela prolactina. A risperidona não foi teratogénica em ratos e coelhos. Em estudos de reprodução em ratos com risperidona, foram observados efeitos adversos no comportamento reprodutivo dos progenitores e no peso à nascença e na sobrevivência da prole. Em ratos, a exposição intrauterina à risperidona foi associada a défices cognitivos na vida adulta. Outros antagonistas da dopamina causaram efeitos negativos na aprendizagem e desenvolvimento motor na prole, quando administrados a animais em gestação. A risperidona não demonstrou ser genotóxica numa bateria de testes. Em estudos orais de carcinogenicidade com a risperidona, em ratos e ratinhos, foram observados aumentos de adenomas da glândula pituitária (ratinhos), adenomas endócrinos do pâncreas (ratos) e adenomas da glândula mamária (ambas as espécies). Estes tumores podem estar relacionados com o antagonismo prolongado da dopamina D2 e com a hiperprolactinemia. Em termos de risco para o homem, a relevância da descoberta destes tumores em roedores é desconhecida. Modelos animais in vitro e in vivo demonstraram que altas doses de risperidona podem provocar o prolongamento do intervalo QT, que tem sido associado a um aumento teórico do risco de Torsades de Pointes, nos doentes.
6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS
6.1. Lista dos excipientes
Núcleo do comprimido: Lactose monohidratada Lauril sulfato de sódio Sílica coloidal anidra Celulose microcristalina Amido pregelificado Carboximetilamido sódico (tipo A) Estearato de magnésio
Película de revestimento 1mg Hipromelose Dióxido de titanio (E 171) Macrogol 6000 Macrogol 400
Película de revestimento 2mg Hipromelose Dióxido de titânio (E 171) Macrogol 6000 Óxido de ferro vermelho (E 172) Macrogol 400 Óxido de ferro amarelo (E 172)
Película de revestimento 3mg Hipromelose Dióxido de titânio (E 171) Macrogol 6000 Macrogol 400 Amarelo de quinoleína (E104)
6.2. Incompatibilidades
Não aplicável.
6.3. Prazo de validade
2 anos.
6.4. Precauções especiais de conservação
Não conserver acima de 25ºC
6.5. Natureza e conteúdo do recipiente
Embalagem “blister” de PVC/PVDC/Alumínio: Tamanhos de embalagem: 6, 6x1, 10, 20, 20x1, 28, 28x1, 30, 30x1, 50, 50x1, 60, 60x1, 98, 98x1, 100 e 100x1 comprimidos revestidos por película.
É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.
6.6. Precauções especiais de eliminação
Não existem requisitos especiais.
7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
ratiopharm - Comércio e Indústria de Produtos Farmacêuticos, Lda. Lagoas Park, Edifício 5-A, Piso 2 2790-245 Porto Salvo Portugal
8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
Nº de registo: 5583182 - 20 comprimidos revestidos por película, 1 mg, blister de PVC/PVDC/Alu Nº de registo: 5583281 - 20 comprimidos revestidos por película, 1 mg, blister de PVC/PVDC/Alu (dose unitária) Nº de registo: 5583380 - 60 comprimidos revestidos por película, 1 mg, blister de PVC/PVDC/Alu Nº de registo: 5583489 - 60 comprimidos revestidos por película, 1 mg, blister de PVC/PVDC/Alu (dose unitária) Nº de registo: 5583588 - 20 comprimidos revestidos por película, 2 mg, blister de PVC/PVDC/Alu Nº de registo: 5583687- 20 comprimidos revestidos por película, 2 mg, blister de PVC/PVDC/Alu (dose unitária) Nº de registo: 5583786 - 60 comprimidos revestidos por película, 2 mg, blister de PVC/PVDC/Alu Nº de registo: 5583885 - 60 comprimidos revestidos por película, 2 mg, blister de PVC/PVDC/Alu (dose unitária) Nº de registo: 5583984 - 20 comprimidos revestidos por película, 3 mg, blister de PVC/PVDC/Alu Nº de registo: 5584081 - 20 comprimidos revestidos por película, 3 mg, blister de PVC/PVDC/Alu (dose unitária) Nº de registo: 5584180 - 60 comprimidos revestidos por película, 3 mg, blister de PVC/PVDC/Alu Nº de registo: 5584289 - 60 comprimidos revestidos por película, 3 mg, blister de PVC/PVDC/Alu (dose unitária)
9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO
DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
Data da primeira autorização: 27-09-2005 Data da última renovação:
