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Risperidona Teva MG

Substância ativa: Risperidona
Forma farmacêutica: Comprimido revestido por película 3 mg
Fonte: Folheto informativo oficial (INFARMED / INFOMED)

APROVADO EM 04-08-2023 INFARMED FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR Risperidona Teva 1 mg Comprimidos revestidos por película Risperidona Teva 2 mg Comprimidos revestidos por película Risperidona Teva 3 mg Comprimidos revestidos por película Risperidona Teva 4 mg Comprimidos revestidos por película risperidona Leia com atenção todo este folheto antes de tomar este medicamento pois contém informação importante para si. Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler. Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico. Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. Pode ser-lhes prejudicial mesmo que os sinais de doença sejam iguais aos seus. Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, fale com o seu médico ou farmacêutico. Isso inclui quaisquer efeitos indesejáveis possíveis não mencionados neste folheto. Ver secção4. O que contém este folheto:

1. O que é Risperidona Teva e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Risperidona Teva

3. Como tomar Risperidona Teva

4. Efeitos indesejáveis possíveis

5. Como conservar Risperidona Teva

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Risperidona Teva e para que é utilizado

Risperidona Teva pertence a um grupo de medicamentos chamados “antipsicóticos”. Risperidona Teva é utilizado para tratar: Esquizofrenia, em que pode ver, ouvir ou sentir coisas que não existem, acreditar em coisas que não são verdade, ter uma desconfiança fora do habitual ou confuso; Mania Bipolar, em que se pode sentir muito excitado, eufórico, agitado, entusiástico ou hiperativo. Mania ocorre na doença bipolar; Tratamento de curta duração (até 6 semanas) da agressividade persistente em pessoas com demência do tipo Alzheimer que causam dano a si próprio ou aos outros. Tratamentos alternativos (não farmacológicos) devem ser tentados antes; Tratamento de curta duração (até 6 semanas) de agressividade persistente em crianças com atraso intelectual (com pelo menos 5 anos de idade) e adolescentes com alterações de conduta. A risperidona pode ajudar a aliviar os sintomas da sua doença e impedir que voltem.

2. O que precisa de saber antes de tomar Risperidona Teva

Não tome Risperidona Teva Se tem alergia (hipersensibilidade) à risperidona ou a qualquer outro componente de Risperidona Teva (indicado na secção 6). APROVADO EM 04-08-2023 INFARMED Se não tem a certeza que tal se aplique a si, fale com o seu médico ou farmacêutico,

antes de tomar Risperidona Teva.

Advertências e precauções

Antes de tomar Risperidona Teva, fale com o seu médico ou farmacêutico, se:

Tem problemas de coração. Os exemplos incluem batimentos irregulares cardíacos ou se tem predisposição para pressão arterial baixa ou se está a tomar medicamentos para baixar a pressão arterial. Risperidona Teva pode provocar diminuição da pressão arterial. A sua dose pode ter de ser ajustada. Tem algum fator que favoreça a ocorrência de acidentes cerebrovasculares, tais como pressão arterial elevada, perturbações da circulação ou alterações da circulação cerebral; Se já tiver tido movimentos involuntários da língua, boca e face; Se já tiver tido uma situação onde os sintomas incluem temperatura elevada, rigidez muscular, sudorese ou um nível reduzido de consciência (também conhecido como Síndrome Neuroléotica Maligna); Se tiver doença de Parkinson ou demência; Teve conhecimento que no passado teve níveis baixos de glóbulos brancos (que podem ou não ter sido causados por outros medicamentos); É diabético; Tem epilepsia; É homem e alguma vez teve ereção prolongada e dolorosa; Tem problemas em controlar a sua temperatura corporal ou excesso de calor; Tem problemas renais; Tem problemas de fígado; Tem níveis anormalmente elevados da hormona prolactina ou se tem um possível tumor prolactina-dependente. Você ou alguém na sua família tem antecedentes (ou história) de coágulos no sangue, uma vez que os antipsocóticos tem sido associados à formação de coágulos sanguíneos

Se não tem a certeza que tal se aplique a si, fale com o seu médico ou farmacêutico,

antes de tomar Risperidona Teva.

Uma vez que um número perigosamente baixo de um determinado tipo de glóbulos brancos, necessários para combater as infeções, foi muito raramente observado em doentes a tomar Risperidona Teva, o seu médico poderá verificar a contagem de glóbulos brancos no seu sangue Risperidona Teva pode causar aumento de peso. O aumento significativo de peso pode piorar a sua saúde. O seu médico deve avaliar regularmente o seu peso corporal

Uma vez que a diabetes mellitus ou o agravamento da diabetes mellitus pré- existente tem sido observado em doentes a tomar Risperidona Teva, o seu médico deve avaliar sinais de níveis elevados de açúcar no sangue. Nos doentes com diabetes mellitus pré-existente, os níveis de açúcar no sangue devem ser regularmente monitorizados. APROVADO EM 04-08-2023 INFARMED Usualmente, a Risperidona Teva aumenta os níveis da hormona chamada "prolactina". Isto pode causar efeitos indesejáveis tais como distúrbios menstruais ou problemas de fertilidade em mulheres, inchaço de mama nos homens (ver secção 4. "Efeitos indesejáveis possíveis"). Se ocorrerem estes efeitos indesejáveis, é recomendada a avaliação do nível de prolactina no sangue. Durante uma operação ao olho devido a turvação do cristalino (cataratas), a pupila (a esfera preta no meio do olho) pode não aumentar de tamanho conforme necessário. Além disso, a íris (a parte colorida do olho) pode tornar-se flácida durante a cirurgia e levar a lesão no olho. Se está a planear submeter-se uma operação aos olhos, certifiquese que informa o seu médico de que está a tomar este medicamento. Idosos com demência Na população idosa com demência, existe um risco aumentado de acidente cerebrovascular. Não deve tomar risperidona se sofre de demência provocada por acidente cerebrovascular. Durante o tratamento com risperidona deve consultar o seu médico com frequência. O tratamento médico deve ser interrompido de imediato se notar, ou se o prestador de cuidados notar, alterações súbitas do estado de consciência, fraqueza repentina, perda de sensibilidade na face, braços ou pernas, especialmente de um dos lados do corpo e alterações da fala, mesmo que por um curto período de tempo. Estes podem ser sinais de acidente cerebrovascular. Crianças e Adolescentes

Antes de iniciar o tratamento para alterações de conduta, devem ser despistadas

outras causas de comportamento agressivo. Se durante o tratamento com risperidona ocorrer cansaço, uma alteração no tempo de administração pode melhorar as dificuldades de atenção.

Antes de iniciar o tratamento o seu, ou o peso da criança pode ser medido e pode

ser monitorizado regularmente durante o tratamento. Um estudo pequeno e inconclusivo reportou um aumento na altura em crianças que tomaram risperidona, mas se este é um efeito da substância ativa ou devido a alguma outra razão não é conhecido. Outros medicamentos e Risperidona Teva. Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente ou se vier a tomar outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica e medicamentos à base de plantas. É especialmente importante que fale com o seu médico ou farmacêutico se está a tomar um dos seguintes medicamentos Medicamentos que atuam no seu cérebro, para o ajudar a ficar mais calmo (benzodiazepinas) ou alguns medicamentos para a dor (opióides), medicamentos para as alergias (anti-histamínicos), uma vez que a risperidona pode aumentar a sedação provocada por estes medicamentos; Medicamentos que podem alterar a atividade elétrica do coração, tais como medicamentos para a malária, para problemas de ritmo cardíaco , para as alergias (antihistamínicos), alguns antidepressivos ou outros medicamentos para problemas mentais; Medicamentos que provocam a diminuição do batimento do coração; APROVADO EM 04-08-2023 INFARMED Medicamentos que causam a diminuição do potássio no sangue (tais como alguns diuréticos); Medicamentos para o tratamento da pressão arterial elevada. Risperidona Teva pode diminuir a tensão arterial; Medicamentos para a doença de Parkinson (tais como levodopa); Medicamentos que aumentam a actividade do sistema nervoso central (psicoestimulantes, tais como metilfenidato); Diuréticos, usados para tratar problemas de coração e inchaço de partes do corpo devido à acumulação de líquidos (tais como furosemida ou clorotiazida). Risperidona Teva tomado isolado ou com a furosemida pode provocar um aumento do risco de acidente cerebrovascular e morte na população idosa com demência. Os seguintes medicamentos podem reduzir o efeito da risperidona Rifampicina (um medicamento para tratar algumas infeções) Carbamazepina, fenitoina (medicamentos para a epilepsia) Fenobarbital Se iniciar ou parar de tomar estes medicamentos, pode necessitar de uma dose diferente de risperidona. Os seguintes medicamentos podem aumentar o efeito da risperidona Quinidina (usada para algumas doenças de coração) Antidepressivos tais como paroxetina, fluoxetina, antidepressivos tricíclicos Medicamentos chamados beta bloqueantes (utilizados para tratar a pressão arterial elevada) Fenotiazinas (tais como as utilizadas para o tratamento de psicoses ou para acalmar) Cimetidina, ranitidina (bloqueadores da acidez do estômago) Itraconazol e cetoconazol (medicamentos para o tratamento de infecções fúngicas) Determinados fármacos utilzados no tratamento de VIH/SIDA, tais como ritonavir Verapamilo, um medicamento utilizado para tratar pressão arterial elevada e/ou ritmo cardíaco anormal Sertralina e fluvoxamina, medicamentos utilizados no tratamento da depressão e outros distúrbios psiquiátricos. Se iniciar ou parar de tomar estes medicamentos, pode necessitar de uma dose diferente de risperidona. Se não tem a certeza que tal se aplique a si, antes de tomar Risperidona Teva, fale com o seu médico ou farmacêutico. Risperidona Teva com alimentos e álcool Pode tomar este medicamento com ou sem alimentos. Deve evitar beber álcool enquanto estiver a tomar Risperidona Teva. Gravidez, aleitamento e fertilidade Se estiver grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou a planear ter um bebé, consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento. O seu médico decidirá se pode tomar. Os seguintes sintomas podem ocorrer em recém-nascidos cujas mães tomaram Risperidona Teva no terceiro trimestre de gravidez (últimos três meses de gravidez): APROVADO EM 04-08-2023 INFARMED tremor, fraqueza e/ou rigidez muscular, sonolência, agitação, problemas respiratórias e dificuldades na alimentação. Se o seu bebé desenvolver qualquer um destes sintomas, contacte o seu médico. Risperidona Teva pode aumentar os seus níveis de uma hormona chamada “prolactina” que pode ter impacto na fertilidade (ver secção 4 “Efeitos indesejáveis possíveis”).

Condução de veículos e utilização de máquinas Podem ocorrer tonturas, cansaço e problemas de visão durante o tratamento com Risperidona Teva. Não conduza ou utilize máquinas sem falar com o seu médico. Risperidona Teva contém lactose e sódio Se for informado pelo seu médico que tem intolerância a algum açúcar, contacte-o

antes de tomar este medicamento.

Este medicamento contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por comprimido ou seja, é praticamente “isento de sódio”.

3. Como tomar Risperidona Teva

Tome sempre este medicamento exatamente como o seu médico lhe disse. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Dose recomendada é a seguinte: Para o tratamento da esquizofrenia Adultos A dose inicial habitual é de 2mg por dia, podendo esta ser aumentada para 4mg no segundo dia. A sua dose pode depois ser ajustada pelo seu médico, dependendo da forma como responde ao tratamento. A maioria das pessoas sente-se melhor com uma dose diária de 4 a 6mg. A dose diária pode tomar-se numa única toma ou ser dividida em duas tomas. O seu médico indicar-lhe-á o que é melhor para si. Idosos A sua dose inicial será normalmente 0,5mg, duas vezes por dia. A sua dose pode ser gradualmente aumentada pelo seu médico para 1 mg a 2 mg, duas vezes por dia. O seu médico indicar-lhe-á o que é melhor para si.

Para o tratamento da mania Adultos APROVADO EM 04-08-2023 INFARMED A sua dose inicial será normalmente 2 mg, uma vez por dia. A sua dose pode depois ser ajustada pelo seu médico, dependendo da sua resposta ao tratamento. A maioria das pessoas sente-se melhor com uma dose de 1 a 6mg, uma vez dia. Idosos A sua dose inicial será normalmente 0,5 mg, duas vezes por dia. A sua dose pode depois ser ajustada pelo seu médico, de 1 a 2mg, duas vezes por dia, dependendo da sua resposta ao tratamento.

Para o tratamento da agressividade persistente de doentes com demência do tipo Alzheimer Adultos (incluindo idosos) A sua dose inicial será normalmente 0,25 mg (0,25ml de uma solução oral de 1mg/ml), duas vezes por dia. A sua dose pode depois ser ajustada pelo seu médico, dependendo da sua resposta ao tratamento. A maioria das pessoas sente-se melhor com uma dose de 0.5mg, duas vezes ao dia. Alguns doentes podem necessitar de 1mg, duas vezes ao dia. Tratamento em doente com demência do tipo Alzheimer não deve ser superior a 6 semanas. Utilização em crianças e adolescentes Crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos não devem ser tratados com Risperidona Tevapara esquizofrenia ou mania.

Para o tratamento das alterações da conduta A dose dependerá do peso da sua criança. Crianças com peso inferior a 50 kg A dose inicial será normalmente 0,25 mg (0,25ml de uma solução oral de 1mg/ml), uma vez por dia. A dose pode ser aumentada, em dias alternados, em incrementos de 0,25mg por dia. A dose de manutenção é 0,25mg a 0,75mg (0,25ml a 0,75ml de uma solução oral de 1mg/ml), uma vez ao dia. Crianças com peso igual ou superior a 50 kg. A sua dose inicial será normalmente 0,5 mg, uma vez por dia. A dose pode ser aumentada, em dias alternados, em incrementos de 0,50mg por dia. A dose de manutenção é 0,50mg a 1,5mg, uma vez ao dia. A duração do tratamento de doentes com alterações da conduta não deve ser superior a 6 semanas. Crianças com menos de 5 anos não devem ser tratados para as alterações da conduta com Risperidona Teva. Doentes com problemas renais ou hepáticos APROVADO EM 04-08-2023 INFARMED Independentemente da doença a tratar, todas as doses iniciais e doses seguintes de risperidona devem ser diminuídas para metade. Nestes doentes, os aumentos de dose devem ser mais lentos. A risperidona deve ser utilizada com precaução nestes doentes. Método de administração Para uso oral Deve engolir o seu comprimido com uma bebida ou água.

Se tomar mais Risperidona Teva do que deveria Consulte um médico imediatamente. Leve consigo a embalagem do medicamento. Em caso de sobredosagem, poderá sentir-se sonolento ou cansado, ou apresentar movimentos corporais anormais, problemas em manter-se de pé e em andar, tonturas causadas pela pressão arterial baixa e batimentos cardíacos anormais ou desmaio. Caso se tenha esquecido de tomar Risperidona Teva Caso se tenha esquecido de uma dose, tome-a assim que se lembrar. No entanto, se for quase hora de tomar a próxima dose, não tome a dose em falta e continue o tratamento como habitual. Se falhar duas ou mais doses, contacte o seu médico. Não tome uma dose a dobrar (duas doses ao mesmo tempo) para compensar uma dose que se esqueceu de tomar. Parar de tomar Risperidona Teva Não deve parar de tomar este medicamento a não ser que o seu médico assim o aconselhe, pois os seus sintomas podem reaparecer. Se o seu médico decidir terminar o tratamento, a dose deve ser diminuída gradualmente durante alguns dias. Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.

4. Efeitos indesejáveis possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, no entanto estes não se manifestam em todas as pessoas. Fale com o seu médico imediatamente se sentir alguns dos seguintes efeitos indesejáveis pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas): • Tem demência e se já passou por situações de súbita mudança do estado mental ou súbita fraqueza ou dormência da face, braços ou pernas, especialmente de um dos lados ou fala arrastada, mesmo que por um curto período de tempo. Estes podem ser sinais de um AVC. Discinesia tardia (espasmos ou movimentos bruscos que não consegue controlar, na face, língua ou outra parte do corpo). Fale com o seu médico imediatamente se manifestar movimentos rítmicos involuntários da língua, boca e face. A interrupção de Risperidona Teva poderá ser necessária.

Fale com o seu médico de imediato se sentir alguns dos seguintes efeitos indesejáveis raros (podem afetar até 1 em 1000 pessoas): APROVADO EM 04-08-2023 INFARMED • Detetou coágulos nas veias, especialmente nas pernas (sintomas incluem inchaço, dor e vermelhidão na perna), que se podem deslocar pelos vasos sanguíneos até aos pulmões e causar dor no peito e dificuldade em respirar. Se detetar algum destes sintomas procure aconselhamento médico imediatamente. • Teve febre, rigidez muscular, sudorese ou perda de consciência (uma doença conhecida por “Síndrome Maligna dos Neurolépticos”). Poderá ser necessário tratamento médico imediato. • É homem e alguma vez teve ereção prolongada e dolorosa. Esta condição é conhecida por priapismo. Poderá ser necessário tratamento médico imediato. • Tem uma reação alérgica grave caracterizada por febre, inchaço da boca, face, lábios ou língua, falta de ar, comichão, erupção na pele ou diminuição da tensão arterial. Os seguintes outros efeitos indesejáveis podem ocorrer: Muito frequente (podem afetar mais do que 1 em cada 10 pessoas) Dificuldades em adormecer ou em dormir Parkinsonismo: esta condição pode incluir movimentos lentos e descontrolados, sensação de rigidez ou tensão dos músculos (tornando os seus movimentos bruscos), e por vezes até uma sensação de “congelamento” dos movimentos e depois recomeço. Outros sinais de parkinsonismo incluem andar arrastado e lento, tremor em repouso, aumento da saliva e/ou babar-se, e perda de expressão facial Sentir-se sonolento ou menos alerta Dores de cabeça. Frequentes (podem afetar até 1 em cada 10 pessoas) Pneumonia, infecção respiratória (bronquite), sintomas comuns da gripe, sinusite, infecção do trato urinário, infecção do ouvido, sensação de gripe Níveis elevados da hormona "prolactina" encontrados nas análises de sangue (que podem ou não causar sintomas). Os sintomas de prolactina elevada ocorrem, de forma pouco comum e podem incluir nos homens inchaço da mama, dificuldade em obter ou manter erecções, diminuição do desejo sexual ou outra disfunção sexual .Nas mulheres pode incluir desconforto das mamas, corrimento de leite das mamas, ausência de períodos menstruais, ou outros problemas com o seu ciclo menstrual ou fertilidade Aumento de peso, aumento do apetite, diminuição do apetite Distúrbios do sono, irritabilidade, depressão, ansiedade, inquietação Distonia: esta condição envolve contrações musculares involuntárias lentas ou sustentadas. Embora possa envolver qualquer parte do corpo (e pode originar uma postura anormal), a distonia envolve com frequência os músculos da face, incluindo movimentos anormais dos olhos, boca, língua ou maxilar. Tonturas Discinesia: esta condição envolve movimentos involuntários dos músculos e pode incluir movimentos repetitivos, espasmódicos ou retorcidos. Tremores Visão turva, infeção dos olhos ou “olho vermelho” Frequência cardíaca rápida, tensão arterial elevada Dificuldade em respirar Dor de garganta, tosse, sangramento do nariz, nariz entupido Dor abdominal, desconforto abdominal vómitos, náuseas, obstipação, diarreia, indigestão, boca seca, dor de dentes Erupção na pele e vermelhidão da pele APROVADO EM 04-08-2023 INFARMED Espasmos musculares, dor nos ossos ou músculos, dor nas costas, dor nas articulações Incontinência (perda de controlo da urina) Inchaço do corpo, braços ou pernas, febre, dor no peito, fraqueza, fadiga (cansaço), dor Quedas. Pouco frequentes (podem afetar até 1 em cada 100 pessoas) Infeção das vias respiratórias, infeção da bexiga, infeção dos olhos, amigdalite, infeção fúngica das unhas, infeção da pele, uma infeção confinada a uma única área da pele ou parte do corpo, infeção viral, inflamação da pele causada por ácaros Diminuição de um tipo de glóbulos brancos que ajudam a proteger contra infeções, diminuição da contagem dos glóbulos brancos, diminuição das plaquetas (células do sangue que ajudam a parar uma hemorragia), anemia, diminuição dos glóbulos vermelhos, aumento de eosinófilos (um tipo de glóbulos brancos) no sangue Reação alérgica Diabetes ou agravamento da diabetes, níveis altos de açúcar no sangue, ingestão excessiva de água Perda de peso, perda do apetite resultando em má nutrição e baixo peso corporal Aumento do colesterol no seu sangue Humor eufórico (mania), confusão, diminuição do desejo sexual, nervosismo, pesadelos Sem resposta a estímulos, perda de consciência, baixo nível de consciência) Convulsões (ataques), desmaio Necessidade urgente de mover partes do corpo, alterações do equilíbrio, coordenação anormal, tonturas ao levantar-se, distúrbio de atenção, problemas de discurso, perda ou sensação anormal do gosto, sensação reduzida da pele à dor ou ao toque, sensação de formigueiro, picada, ou dormência da pele Hipersensibilidade dos olhos à luz, olho seco, aumento das lágrimas, vermelhidão dos olhos Sensação de rotação (vertigens), zumbidos nos ouvidos, dor de ouvidos Fibrilhação auricular (ritmo anormal do coração), uma interrupção da condução entre as regiões superior e inferior do coração, condução elétrica anormal do coração, prolongamento do intervalo QT do coração, batimentos lentos do coração, traçado elétrico anormal do coração (eletrocardiograma ou ECG), um sentimento de vibração e batimentos no peito (palpitações) Tensão arterial baixa, tensão arterial baixa ao levantar-se (consequentemente, algumas pessoas ao tomar Risperidona Teva podem ter sensação de desmaio, tonturas, ou desmaiar quando se levantam, ou sentam repentinamente), rubor Pneumonia causada por inalação de comida, congestão do pulmão, obstrução das vias respiratórias, ruídos pulmonares crepitantes, sibilos (pieira), distúrbio da voz, distúrbios das vias respiratórias Infeção do estômago ou do intestino, incontinência fecal, fezes muito duras, dificuldade em engolir, excessiva passagem de gás ou flatulência Urticária (erupção da pele com comichão), comichão, perda de cabelo, espessamento da pele, eczema, pele seca, descoloração da pele, acne, descamação e comichão do couro cabeludo ou pele, distúrbio da pele, lesão da pele Aumento da CPK (creatina fosfoquinase) no seu sangue, uma enzima que é por vezes libertada com a rutura do músculo Postura anormal, rigidez das articulações, inchaço das articulações, fraqueza muscular, dor no pescoço Aumento da passagem de urina, incapacidade em urinar, dor ao urinar APROVADO EM 04-08-2023 INFARMED Disfunção eréctil, problemas de ejaculação Perda de períodos menstruais, ausência de períodos menstruais ou outros problemas com o seu ciclo (mulheres) Desenvolvimento das mamas nos homens, corrimento de leite das mamas, disfunção sexual, dor nas mamas, desconforto das mamas, corrimento vaginal Inchaço da face, boca, olhos ou lábios Arrepios, aumento da temperatura corporal Alteração da forma de andar Sentir sede, sentir-se mal, desconforto no peito, “sensação de mal-estar”, desconforto Aumento das transaminases do fígado no sangue, aumento da Gama-GT (uma enzima do fígado chamada gamaglutamiltranspeptidase) no seu sangue, aumento das enzimas do fígado no seu sangue Dor relacionada com o procedimento. Raros (podem afetar até 1 em cada 1.000 pessoas) Infeção Secreção inapropriada de uma hormona que controla o volume de urina Sonambulismo Desordem alimentar relacionada com o sono Presença de açúcar na urina, baixos níveis de açúcar no sangue, níveis elevados de triglicerídeos (uma gordura) no sangue Falta de emoções, incapacidade de atingir o orgasmo Não se mover ou responder enquanto acordado (catatonia) Problemas dos vasos sanguíneos no cérebro Coma devido a diabetes não controlada Tremor da cabeça Glaucoma (aumento da pressão dentro do globo ocular), problemas com o movimento dos olhos, rotação dos olhos, crostas nas margens das pálpebras Problemas oculares durante a cirurgia às cataratas. Durante uma cirurgia às cataratas, pode surgir uma condição chamada síndrome de íris flácida intraoperatória se estiver a tomar ou tiver tomado Risperidona Teva. Se necessitar de uma cirurgia às cataratas, certifiquese de que informa o seu médico de que está a tomar ou que tomou este medicamento. Número perigosamente baixo de um tipo de glóbulos brancos, necessários para combater as infeções no seu sangue Ingestão perigosamente excessiva de água Batimento cardíaco irregular Dificuldade em respirar durante o sono (apneia do sono), respiração rápida e superficial Inflamação do pâncreas, bloqueio nos intestinos Inchaço da língua, lábios com fissuras, erupção na pele relacionada com o fármaco Caspa Rutura das fibras musculares e dor nos músculos (rabdomiólise) Atraso dos períodos menstruais, aumento das glândulas da mama, aumento do volume das mamas, descarga das mamas Aumento da insulina (uma hormona que controla os níveis de açúcar no sangue) no seu sangue Endurecimento da pele Temperatura corporal muito baixa, sensação de frio nos braços e pernas Sintomas de privação de fármacos Pele e olhos com cor amarelada (icterícia). APROVADO EM 04-08-2023 INFARMED

Muito raros (podem afetar até 1 em cada 10.000 pessoas) Complicações que podem colocar a vida em risco devido a diabetes não controlada Reação alérgica grave com inchaço que pode envolver a garganta e causar dificuldade em respirar Falta de movimento do músculo do intestino que provoca bloqueio. Desconhecido (a frequência não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis) Erupção grave ou que coloca a vida em risco, com bolhas e descamação da pele que pode começar dentro e à volta da boca, do nariz, dos olhos e genitais e espalhar para outras áreas do corpo (Síndrome de Stevens-Johnson ou necrólise epidérmica tóxica) Os seguintes efeitos indesejáveis foram observados com o uso de outro medicamento chamado paliperidona que é muito semelhante à risperidona, por isso estes efeitos também se podem verificar com Risperidona Teva: batimento rápido do coração ao levantar-se.

Efeitos indesejáveis adicionais em crianças e adolescentes

De uma forma geral, os efeitos indesejáveis esperados nas crianças são semelhantes aos adultos. Os efeitos indesejáveis seguintes foram notificados com mais frequência em crianças e adolescentes (5 a 17 anos de idade) do que em adultos: sentir-se sonolento ou menos alerta, fadiga (cansaço), dor de cabeça, aumento do apetite, vómitos, sintomas comuns de constipação, congestão nasal, dor abdominal, tonturas, tosse, tremores, diarreia, e incontinência (falta de controlo) da urina. Comunicação de efeitos indesejáveis Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente através do sistema nacional de notificação mencionado abaixo. Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]

5. Como conservar Risperidona Teva

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças. Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso no blister e embalagem exterior. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado. Não conservar acima de 25ºC. APROVADO EM 04-08-2023 INFARMED Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Risperidona Teva 1mg A substância ativa é a risperidona Cada comprimido revestido de Risperidona Teva contém 1 mg de risperidona Os outros componentes são: lactose mono-hidratada, laurilsulfato de sódio, sílica coloidal anidra, celulose microcristalina, amido de milho pré-gelificado, carboximetilamido sódico (tipo A), estearato de magnésio, hipromelose, dióxido de titânio (E171), macrogol 6000, macrogol 400; 2mg A substância ativa é a risperidona Cada comprimido revestido de Risperidona Teva contém 2 mg de risperidona Os outros componentes são: lactose mono-hidratada, laurilsulfato de sódio, sílica coloidal anidra, celulose microcristalina, amido de milho pré-gelificado, carboximetilamido sódico (tipo A), estearato de magnésio, hipromelose, dióxido de titânio (E171), macrogol 6000, macrogol 400, óxido de ferro vermelho (E172) e óxido de ferro amarelo (E172).

3mg A substância ativa é a risperidona Cada comprimido revestido de Risperidona Teva contém 3 mg de risperidona Os outros componentes são: lactose mono-hidratada, laurilsulfato de sódio, sílica coloidal anidra, celulose microcristalina, amido de milho pré-gelificado, carboximetilamido sódico (tipo A), estearato de magnésio, hipromelose, dióxido de titânio (E171), macrogol 6000, macrogol 400, laca de alumínio de amarelo de quinoleína (E104).

4mg A substância ativa é a risperidona Cada comprimido revestido de Risperidona Teva contém 4mg de risperidona Os outros componentes são: lactose mono-hidratada, laurilsulfato de sódio, sílica coloidal anidra, celulose microcristalina, amido de milho pré-gelificado, carboximetilamido sódico (tipo A), estearato de magnésio, hipromelose, dióxido de titânio (E171), macrogol 6000, macrogol 400, óxido de ferro amarelo (E172), laca de alumínio de amarelo de quinoleína (E104) e laca de alumínio de indigotina (E132).

Qual o aspeto de Risperidona Teva e conteúdo da embalagem

1 mg APROVADO EM 04-08-2023 INFARMED Comprimido branco, redondo, ligeiramente arqueado, com aproximadamente 8 mm de diâmetro e 3.5 mm de espessura, com a impressão “RIS 1” num dos lados e ranhurado de ambos os lados. O comprimido pode ser dividido em doses iguais. 2 mg Comprimido castanho claro, redondo, ligeiramente arqueado, com aproximadamente 8 mm de diâmetro e 3.5 mm de espessura, com a impressão “RIS 2” num dos lados e ranhurado de ambos os lados. O comprimido pode ser dividido em doses iguais. 3 mg Comprimido amarelo, redondo, ligeiramente arqueado, com aproximadamente 9,5 mm de diâmetro e 4 mm de espessura, com a impressão “RIS 3” num dos lados e ranhurado de ambos os lados. O comprimido pode ser dividido em doses iguais. 4 mg Comprimido verde, redondo, ligeiramente arqueado, com aproximadamente 10,5 mm de diâmetro e 4.5 mm de espessura, com a impressão “RIS 4” num dos lados e ranhurado de ambos os lados. O comprimido pode ser dividido em doses iguais. Risperidona Teva é acondicionado em blisters. Os tamanhos de embalagem são: 1 mg 6, 10, 20, 30, 50, 50 (50×1) (embalagem hospitalar), 60, 100, 100 (5×20) (embalagem hospitalar) e 500 comprimidos revestidos por película 2mg/3 mg/4mg 10, 20, 30, 50, 50 (50×1) (embalagem hospitalar), 60, 100, 100 (5×20) (embalagem hospitalar) e 500 comprimidos revestidos por película É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado Teva Pharma – Produtos Farmacêuticos, Lda. Lagoas Park, Edifício 5-A, Piso 2 2740-245 Porto Salvo Portugal

Fabricantes Pharmachemie, B.V. Swensweg 5, 2003 RN – Haarlem Holanda Teva Pharmaceutical Works Private Limited Company Pallagi ùt 13, 4042 Debrecen Hungria APROVADO EM 04-08-2023 INFARMED Este medicamento encontra-se autorizado nos Estados Membros do Espaço Económico Europeu sob as seguintes denominações: Dinamarca – Risperidon Teva Grécia – Risperidone Teva 1 mg, 2 mg, 3 mg, 4 mg Επικαλυµµένα µε λεπτό µένιο σκία Irlanda – Rispeva 1 mg, 2 mg, 3 mg, 4 mg Film-coated Tablets Itália – Risperidone TEVA 1 mg, 2 mg, 3 mg, 4 m compresse rivestite con film Países Baixos – Risperidon 1 mg, 2 mg, 3 mg, 4 mg PCH, filmomhulde tabletten Portugal – Risperidona Teva Eslovenia – Risset 1 mg, 2 mg, 3 mg, 4 mg filmsko obložene tablete

Este folheto foi revisto pela última vez em 08-2023

⚕Para profissionais — Resumo das Características do Medicamento (RCM)Ficha técnica completa: posologia, interações, contraindicações, advertências+
Informações técnicas destinadas aos profissionais de saúde (médicos e farmacêuticos). Le Resumo das Características do Medicamento (RCM) est le document officiel approuvé par l’ANSM/EMA. Il ne remplace pas la notice ni l’avis du médecin.

1. NOME DO MEDICAMENTO

Risperidona Teva 1 mg comprimidos revestidos por película Risperidona Teva 2 mg comprimidos revestidos por película Risperidona Teva 3 mg comprimidos revestidos por película Risperidona Teva 4 mg comprimidos revestidos por película

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

1 mg Cada comprimido revestido por película contém 1 mg de risperidona. Excipiente(s) com efeito conhecido: Cada comprimido revestido por película contém 154 mg de lactose.

2 mg Cada comprimido revestido por película contém 2 mg de risperidona. Excipiente(s) com efeito conhecido: Cada comprimido revestido por película contém 153 mg de lactose.

3 mg Cada comprimido revestido por película contém 3 mg de risperidona. Excipiente(s) com efeito conhecido: Cada comprimido revestido por película contém 230 mg de lactose.

4 mg Cada comprimido revestido por película contém 4 mg de risperidona. Excipiente(s) com efeito conhecido: Cada comprimido revestido por película contém 306 mg de lactose.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido revestido por película.

1 mg Comprimido branco, redondo, ligeiramente arqueado, com aproximadamente 8 mm de diâmetro e 3.5 mm de espessura, com a impressão “RIS 1” num dos lados e ranhurado de ambos os lados. O comprimido pode ser dividido em doses iguais.

2 mg Comprimido castanho claro, redondo, ligeiramente arqueado, com aproximadamente 8 mm de diâmetro e 3.5 mm de espessura, com a impressão “RIS 2” num dos lados e ranhurado de ambos os lados. O comprimido pode ser dividido em doses iguais.

3 mg Comprimido amarelo, redondo, ligeiramente arqueado, com aproximadamente 9,5 mm de diâmetro e 4 mm de espessura, com a impressão “RIS 3” num dos lados e ranhurado de ambos os lados. O comprimido pode ser dividido em doses iguais.

4 mg Comprimido verde, redondo, ligeiramente arqueado, com aproximadamente 10,5 mm de diâmetro e 4.5 mm de espessura, com a impressão “RIS 4” num dos lados e ranhurado de ambos os lados. O comprimido pode ser dividido em doses iguais.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1. Indicações terapêuticas

- Risperidona Teva está indicado para o tratamento da esquizofrenia. - Risperidona Teva está indicado no tratamento de episódios de mania, moderados a graves, na doença bipolar. - Risperidona Teva está indicado para o tratamento de curta duração (até 6 semanas) de agressividade persistente em doentes com demência do tipo Alzheimer moderada a grave, que não respondam a abordagens não farmacológicas e quando existe risco de dano para o próprio ou para outros. - Risperidona Teva está indicado para o tratamento sintomático de curta duração (até 6 semanas) de agressão persistente, na alteração de conduta, em crianças com idade superior a 5 anos e adolescentes com função intelectual abaixo da média ou atraso mental, diagnosticado de acordo com os critérios DSM-IV, nos quais a gravidade da agressividade ou outras perturbações de comportamento requerem tratamento farmacológico. O tratamento farmacológico deve fazer parte de um programa de tratamento abrangente, incluindo intervenções psicossociais e educacionais. Nestes casos recomenda-se que a risperidona seja prescrita por um especialista em neurologia infantil, psiquiatria infantil e adolescente ou médicos com experiência no tratamento de alterações da conduta em crianças e adolescentes.

4.2. Posologia e modo de administração

Posologia

Esquizofrenia

Adultos Risperidona Teva pode ser administrado uma ou duas vezes por dia. Os doentes devem iniciar o tratamento com 2 mg por dia de risperidona. A dose pode ser aumentada no segundo dia até 4 mg.

A partir de então a dose deve manter-se inalterada ou, se necessário, proceder posteriormente a ajustes individuais. A maioria dos doentes beneficiará da administração de doses diárias entre 4 e 6 mg. Em alguns doentes, pode ser adequada uma fase de titulação mais lenta e doses iniciais e de manutenção mais baixas.

Doses superiores a 10 mg por dia não demonstraram eficácia adicional em relação a doses mais baixas, e podem causar sintomas extrapiramidais. A segurança de doses superiores a 16 mg por dia não foi ainda totalmente avaliada, razão pela qual não se recomenda a sua administração.

Idosos Recomenda-se o início do tratamento com doses de 0,5 mg, duas vezes por dia. Esta dose pode ser ajustada individualmente com aumentos de 0,5 mg, duas vezes por dia, até 1 a 2 mg, duas vezes por dia.

População pediátrica

A utilização de risperidona na esquizofrenia, em crianças com idade inferior a 18 anos, não é recomendada devido à falta de informação sobre eficácia e segurança.

Episódios maníacos na doença bipolar

Adultos Risperidona Teva deve ser administrado uma vez por dia, com uma dose inicial de 2 ou 3 mg de risperidona. Devem ser realizados ajustes de dose, sempre que indicados, em intervalos de não menos que 24 horas e com incrementos de dose de 1 mg por dia. A risperidona pode ser administrada em doses flexíveis e num intervalo de 1 a 6 mg, por dia, de forma a otimizar a eficácia e tolerabilidade de cada doente. Doses diárias superiores a 6 mg de risperidona não foram investigadas em doentes com episódios maníacos.

À semelhança do que se passa com outros tratamentos sintomáticos, o uso continuado de Risperidona Teva deve ser avaliado e justificado periodicamente.

Idosos Recomenda-se uma dose inicial de 0,5 mg, duas vezes ao dia. Esta dose pode ser ajustada com incrementos de 0,5 mg, em dias alternados até 1 a 2 mg, duas vezes ao dia. Deve tomar-se precaução especial, uma vez que a experiência nos idosos é limitada.

População pediátrica A utilização de risperidona na mania bipolar, em crianças e com idade inferior a 18 anos, não é recomendada devido à falta de informação sobre eficácia. Agressividade persistente em doentes com demência do tipo Alzheimer moderada a grave Recomenda-se uma dose inicial de 0,25 mg de uma solução oral de 1mg/ml, duas vezes por dia. Uma solução oral de 1mg/ml é a forma farmacêutica adequada para administrar 0,25mg. Se necessário, esta dose pode ser ajustada individualmente com aumentos de 0,25 mg, duas vezes por dia, e com uma frequência não superior a dias alternados. Na maioria dos doentes, a dose ótima é 0,5 mg, duas vezes por dia. No entanto, alguns doentes podem beneficiar de doses até 1 mg, duas vezes por dia.

Risperidona Teva não deve ser utilizado durante mais de 6 semanas, em doentes com agressividade persistente devido a demência do tipo Alzheimer. Durante o tratamento, os doentes devem ser avaliados regularmente, e a necessidade de continuação do tratamento deve ser reavaliada.

Alterações de conduta

População pediátrica dos 5 aos 18 anos de idade

Para indivíduos com peso ≥50 kg recomenda-se uma dose inicial de 0,5 mg por dia. Esta dose pode ser ajustada individualmente por aumentos de 0,5 mg, uma vez por dia, com uma frequência não superior a dias alternados, se necessário. A dose ótima na maioria dos doentes é de 1 mg, por dia. No entanto, alguns doentes podem beneficiar de uma dose de 0,5 mg, uma vez por dia, enquanto que outros podem beneficiar de 1.5 mg, uma vez por dia, se necessário. Para doentes com menos de 50 kg de peso, recomenda- se uma dose inicial de 0,25 mg/dia de uma solução oral de 1mg/ml. Uma solução oral de 1mg/ml é a forma farmacêutica adequada para administrar 0,25mg Esta dose pode ser ajustada individualmente com aumentos de 0,25 mg, uma vez por dia, com uma frequência não superior a dias alternados. A dose ótima, na maioria dos doentes, é de 0,5 mg por dia. No entanto, alguns doentes podem beneficiar de uma dose de 0,25 mg, uma vez por dia, enquanto que outros podem beneficiar de 0,75 mg de uma solução oral de 1mg/ml, uma vez por dia. Uma solução oral de 1mg/ml é a forma farmacêutica adequada para administrar 0,75mg

À semelhança do que se passa com outros tratamentos sintomáticos, o uso continuado de Risperidona Teva deve ser avaliado periodicamente.

Risperidona Teva não é recomendado em crianças com menos de 5 anos de idade, uma vez que não existe experiência em crianças com menos de 5 anos de idade com esta patologia.

Compromisso renal e hepático

Os doentes com compromisso renal têm menor capacidade de eliminar a fração antipsicótica ativa, do que adultos com função renal normal. Os doentes com compromisso da função hepática apresentam concentrações plasmáticas aumentadas da fração livre da risperidona.

Independentemente da indicação terapêutica, as doses utilizadas em doentes com compromisso renal ou hepático, devem ser reduzidas para metade das doses recomendadas tanto no início do tratamento, como na terapêutica subsequente, e deve proceder-se à titulação de doses de forma mais lenta.

Risperidona Teva deve ser utilizado com precaução nestes grupos de doentes.

Modo de Administração

Os comprimidos revestidos por película são para uso oral. Os alimentos não afetam a absorção de Risperidona Teva.

Após descontinuação, aconselha-se uma cessação gradual. Têm sido descritos muito raramente sintomas agudos após cessação abrupta de altas doses de antipsicóticos, tais como náuseas, vómitos, sudação e insónia (ver secção 4.8). A recorrência de sintomas psicóticos pode também ocorrer e tem sido reportado o aparecimento de alterações involuntárias dos movimentos, tais como acatisia, distonia e discinésia.

Mudança de outros antipsicóticos

Quando for clinicamente conveniente recomenda-se a interrupção gradual do tratamento prévio enquanto se inicia a terapêutica com Risperidona Teva. Da mesma forma, se considerado clinicamente adequado, quando se muda o tratamento em doentes previamente tratados com antipsicóticos "retard", a terapêutica com Risperidona Teva deve ser iniciada em substituição da injeção seguinte. Periodicamente, deve ser reavaliada a necessidade em prosseguir a administração de medicamentos antiparkinsónicos.

4.3. Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1.

4.4. Advertências e precauções especiais de utilização

Idosos com demência

Mortalidade aumentada em idosos com demência

Numa meta-análise de 17 estudos clínicos controlados, verificou-se que doentes idosos com demência tratados com antipsicóticos atípicos, incluindo Risperidona Teva, apresentaram um aumento da mortalidade, quando comparados com o grupo tratado com placebo. Nesta população, com risperidona oral em estudos controlados com placebo, a incidência de mortalidade no grupo tratado com Risperidona Teva foi de 4.0%, comparada com 3.1% no grupo de doentes tratado com placebo. A taxa de probabilidade (95% de intervalo de confiança exata) foi de 1,21 (0,7; 2,1). A média de idades dos doentes que morreram foi de 86 anos (limites: 67-100). Dados de dois grandes estudos observacionais mostraram que os idosos com demência tratados com antipsicóticos convencionais têm um risco de morte ligeiramente aumentado quando comparados com o grupo que não recebe este tratamento. Não existe informação suficiente para estimar com certeza a magnitude exata deste risco e a causa do aumento não é conhecida. Não é clara a extensão da mortalidade aumentada, detetada em estudos observacionais, que pode ser atribuída a medicamentos antipsicóticos em oposição a determinadas características do doente.

Uso concomitante com Furosemida

Nos estudos clínicos controlados com placebo, realizados em doentes idosos com demência, foi observada uma incidência superior da mortalidade em doentes tratados concomitantemente com furosemida e risperidona (7,3%; média de idades 89 anos, limites: 75-97), quando comparados com doentes tratados com risperidona em monoterapia (3,1%; média de idades 84 anos, limites:70-96) ou apenas com furosemida (4,1%; média de idades 80 anos, limites: 67-90). O aumento da mortalidade em doentes tratados concomitantemente com furosemida e risperidona foi observado em dois dos quatros estudos clínicos. A utilização concomitante de risperidona e outros diuréticos (principalmente diuréticos tiazídicos, em baixas doses) não foi associada a efeitos semelhantes.

Não foi identificado nenhum mecanismo fisiopatológico que explique estes acontecimentos nem foi observado qualquer padrão consistente de causa de morte. No entanto, devem ser tomadas precauções especiais e o risco/benefício desta a combinação ou cotratamento com outros diuréticos potentes deve ser considerado antes de se decidir utilizá-la. Não houve aumento da incidência da mortalidade em doentes tratados com outros diuréticos concomitantemente com risperidona. Independentemente da terapêutica, a desidratação foi um fator de risco para a mortalidade e deve ser cuidadosamente evitada, em doentes idosos com demência.

Efeitos adversos cerebrovasculares (EACV)

Em estudos clínicos aleatorizados controlados com placebo foi observado um risco 3 vezes superior em relação a acontecimentos adversos cerebrovasculares (AACV), na população com demência tratada com alguns antipsicóticos atípicos. Os dados agrupados de seis estudos controlados com placebo, maioritariamente em doentes idosos (> 65 anos de idade) com demência, mostram que os efeitos adversos cerebrovasculares (EACV) (graves, não graves e combinados) ocorreram em 3,3% (33/1009) dos doentes tratados com risperidona e 1,2% (8/712) de doentes tratados com placebo. A taxa de probabilidade (95% de intervalo de confiança) foi 2,96 (1,34, 7,50). O mecanismo subjacente ao aumento do risco não é conhecido. Não se pode excluir um aumento de risco com outros antipsicóticos ou outra população. Risperidona Teva deve ser utilizado com precaução em doentes com fatores de risco para acidentes cerebrovasculares.

O risco de acidentes cerebrovascular foi significativamente superior em doentes com demência mista ou demência vascular quando comparado com Demência do tipo Alzheimer. Assim, doentes com outros tipos de demência que não demência do tipo Alzheimer, não devem ser tratados com risperidona. Aconselha-se que os médicos avaliem os riscos e benefícios do uso de Risperidona Teva em doentes idosos com demência, tendo em consideração fatores de risco para acidentes vasculares cerebrais nos doentes individualmente. Doentes e prestadores de cuidados de saúde devem ser aconselhados a reportar imediatamente sinais e sintomas de potenciais EACV, tais como fraqueza repentina ou dormência da face, braços ou pernas, e problemas no discurso ou visão. Todas as opções de tratamento devem ser consideradas de imediato, incluindo a descontinuação da risperidona.

Risperidona Teva só deve ser utilizado por um curto período de tempo para o tratamento de agressividade persistente em doentes com demência do tipo Alzheimer moderada a grave, como suplemento a abordagens não farmacológicas que tenham demonstrado eficácia limitada ou não tenham sido eficazes e quando existe risco de dano para o próprio ou para outros. Os doentes devem ser avaliados com frequência e a continuação do tratamento deve ser reavaliada.

Hipotensão Ortostática

Devido à atividade alfa-antagonista da risperidona, pode surgir hipotensão (ortostática), especialmente durante o período inicial de titulação da dose a administrar. Após comercialização, tem sido observada uma hipotensão clinicamente significativa com o uso concomitante de risperidona e tratamentos antihipertensores. Risperidona Teva deve ser usado com precaução em doentes com doença cardiovascular conhecida (ex: insuficiência cardíaca, enfarte do miocárdio, anomalias na condução, desidratação, hipovolémia, ou doença cerebrovascular) e a dose deve ser gradualmente titulada conforme recomendado (ver secção 4.2). Deve ser considerada uma redução de dose no caso de surgir hipotensão.

Leucopenia, neutropenia e agranulocitose Foram notificados casos de leucopenia, neutropenia e agranulocitose com medicamentos antipsicóticos, incluindo Lamotrigina Teva. Casos de agranulocitose foram notificados muito raramente (< 1/10.000 doentes) durante a vigilância póscomercialização. Doentes com história de redução clinicamente significativa da contagem dos glóbulos brancos sanguíneos (GBS) ou de leucopenia/neutropenia induzida por medicamentos devem ser monitorizados durante os primeiros meses da terapêutica e deve ser considerada a suspensão de Lamotrigina Teva aos primeiros sinais de redução clinicamente significativa de GBS, na ausência de outros fatores causais. Doentes com neutropenia clinicamente significativa devem ser cuidadosamente monitorizados quanto a febre ou outros sintomas ou sinais de infeção e devem ser tratados imediatamente caso esses sintomas ou sinais ocorram. Doentes com neutropenia grave (contagem absoluta de neutrófilos < 1 x 109/L) devem interromper Lamotrigina Teva e ter a sua contagem de GBS monitorizada até recuperação

Discinésia tardia/Sintomas Extrapiramidais (DT/SEP)

Os medicamentos com propriedades antagonistas dos recetores da dopamina têm sido associados a indução de discinésia tardia, caracterizada por movimentos involuntários rítmicos, principalmente da língua e/ou face. O aparecimento de sintomas extrapiramidais é um fator de risco para a discinésia tardia. Se surgirem sinais e sintomas de discinésia tardia, deve considerar-se a interrupção de todos os tratamentos antipsicóticos.

É necessária precaução em doentes que recebem ambos os psicoestimulantes (por exemplo, metilfenidato) e risperidona, uma vez que os sintomas extrapiramidais podem surgir quando se ajusta um ou ambos os medicamentos. É recomendada uma interrupção gradual do tratamento com estimulantes (ver secção 4.5).

Síndrome maligno dos neurolépticos

O síndroma maligno dos neurolépticos, caracterizado por hipertermia, rigidez muscular, instabilidade autonómica, alteração da consciência e aumento nos níveis séricos de creatinafosfoquinase têm sido descritos com os antipsicóticos. Podem ainda ocorrer outros sinais como mioglobinúria (rabdomiólise) e falência renal aguda. Neste caso deve ser interrompido o tratamento com todos os antipsicóticos, incluindo Risperidona Teva.

Doença de Parkinson e Demência de corpos de Lewy

Os médicos devem ponderar os riscos em relação aos benefícios quando prescreverem antipsicóticos, incluindo Risperidona Teva, em doentes com Doença de Parkinson ou Demência de corpos de Lewy. A Doença de Parkinson pode agravar com o uso de risperidona. Nos dois grupos, pode existir um risco aumentado de síndroma maligno dos neurolépticos, bem como um aumento da sensibilidade a medicamentos antipsicóticos; estes doentes foram excluídos dos ensaios clínicos. As manifestações de aumento de sensibilidade podem incluir confusão, obnubilação, instabilidade postural com frequentes quedas e sintomas extrapiramidais.

Hiperglicemia e diabetes mellitus

A hiperglicemia, diabetes mellitus e exacerbação da diabetes pré-existente foram descritas em casos muito raros durante o tratamento com Risperidona Teva. Tem sido notificado muito raramente a associação com cetoacidose e raramente com coma diabético. É aconselhável uma monitorização clínica apropriada de acordo com as orientações utilizadas para os antipsicóticos. Os doentes tratados com qualquer medicamento antipsicótico, incluindo Risperidona Teva, devem ser monitorizados para sintomas de hiperglicemia (tal como polidipsia, poliúria, polifagia e fraqueza) e doentes com diabetes mellitus devem ser regularmente monitorizados para o agravamento do controlo dos níveis de glucose

Aumento de peso O aumento significativo de peso tem sido notificado com o uso de Risperidona. O peso deve ser regularmente monitorizado.

Hiperprolactinemia A hiperprolactinemia é um efeito adverso comum do tratamento com risperidona. A avaliação do nível plasmático da prolactina é recomendada em doentes com evidência de possíveis efeitos secundários relacionados com a prolactina (por exemplo, ginecomastia, distúrbios menstruais, anovulação, perturbação da fertilidade, diminuição da libido, disfunção eréctil e galactorreia).

Estudos de cultura de tecidos sugerem que o crescimento de células de tumores humanos na mama pode ser estimulado pela prolactina. Estudos epidemiológicos publicados mostraram resultados inconsistentes ao explorar a potencial associação entre antipsicóticos, hiperprolactinemia e cancro da mama. Risperidona Teva deve ser usado com precaução em doentes com hiperprolactinemia pré-existente e em doentes com possíveis tumores dependentes da prolactina.

Prolongamento do intervalo QT

Nos ensaios clínicos, a risperidona não foi associada ao prolongamento do intervalo QT. Após comercialização, o prolongamento do intervalo QT foi reportado muito raramente. Como com outros antipsicóticos, deve ter-se precaução especial quando a risperidona é prescrita em doentes com doença cardiosvascular conhecida, história familiar de prolongamento do intervalo QT, bradicardia ou perturbações eletrolíticas (hipocaliemia, hipomagnesiemia), uma vez que pode aumentar o risco de efeitos arrítmicos, especialmente com uso concomitante de medicamentos conhecidos por prolongar o intervalo QT.

Convulsões

Risperidona Teva deve ser usado com precaução em doentes com história de convulsões ou outras condições que potencialmente diminuam o limiar convulsivo.

Priapismo

Pode ocorrer priapismo com o tratamento com Risperidona Teva devido aos efeitos bloqueantes alfa-adrenérgicos.

Regulação da temperatura corporal

A disrupção da capacidade do organismo reduzir a temperatura corporal tem sido atribuída aos medicamentos antipsicóticos. Recomenda-se adotar os cuidados apropriados quando Risperidona Teva é prescrito a doentes que estarão sujeitos a condições que podem contribuir para a elevação da temperatura corporal, como por exemplo, exercício físico intenso, exposição a altas temperaturas, uso concomitante de medicamentos com atividade anticolinérgica ou exposição a desidratação.

Efeito antiemético Observou-se um efeito antiemético em estudos pré-clínicos com risperidona. Caso este efeito ocorra em seres humanos, pode camuflar os sinais e sintomas de sobredosagem de determinados medicamentos ou de patologias como obstrução intestinal, síndrome de Reye e tumor cerebral.

Compromisso renal e compromisso hepático Os doentes com compromisso renal apresentam uma menor capacidade para eliminar a fração ativa antipsicótica do que os adultos com função renal normal. Os doentes com compromisso hepático apresentam aumentos da concentração plasmática da fração livre de risperidona (ver secção 4.2)

Tromboembolismo venoso Foram notificados casos de tromboembolismo venoso (TEV) com medicamentos antipsicóticos. Uma vez que os doentes tratados com antipsicóticos apresentam frequentemente, fatores de risco para o TEV, quaisquer fatores de risco possíveis devem ser identificados antes e durante o tratamento com Risperidona Teva e devem ser adotadas medidas preventivas adequadas.

Síndrome de íris flácida intraoperatória (SIFI) Foi observada Síndrome de Íris Flácida Intraoperatória (SIFI) durante a cirurgia às cataratas em doentes tratados com medicamentos com efeito antagonista alfa-1ª- adrenérgicos, tais como Risperidona Teva (ver secção 4.8).

A SIFI pode aumentar o risco de complicações oculares durante e após a cirurgia. O cirurgião oftálmico deverá ser informado da utilização atual ou passada de medicamentos com efeito antagonista alfa-1a-adrenérgico antes da cirurgia. O potencial benefício da interrupção da terapêutica bloqueadora alfa 1 antes da cirurgia às cataratas não foi estabelecido e deverá ser ponderado relativamente ao risco de interrupção da terapêutica antipsicótica.

População pediátrica Antes de ser prescrita risperidona a uma criança ou adolescente com alterações de conduta, esta devem ser avaliada de forma completa para despistar causas físicas e sociais de comportamentos agressivos, tais como dor ou exigências externas inapropriadas.

O efeito sedativo da risperidona deve ser cuidadosamente monitorizado nesta população, devido a possíveis consequências na capacidade de aprendizagem. Uma alteração do tempo de administração de risperidona pode melhorar o impacto da sedação nas capacidades de atenção das crianças e adolescentes.

A risperidona foi associada ao aumento do peso corporal médio e ao aumento do índice de massa corporal (IMC). É recomendada uma avaliação de peso de referência antes do tratamento e um acompanhamento de peso regular. Em extensões de estudos abertos de longa duração, as alterações na altura ocorreram de acordo com os valores expectáveis para a idade. O efeito do tratamento com risperidona a longo prazo, na maturação sexual e na altura, não foi estudado adequadamente.

Uma avaliação clínica regular do estado endocrinológico deve ser considerada devido ao potencial efeito da hiperprolactinemia prolongada no crescimento e maturação sexual, incluindo medição da altura, peso, maturação sexual, monitorização da função menstrual e outros potenciais efeitos relacionados com a prolactina.

Os resultados de um pequeno estudo observacional pós-comercialização mostraram que os indivíduos expostos à risperidona entre as idades de 8-16 anos eram, em média, aproximadamente 3,0 a 4,8 cm mais altos do que aqueles que receberam outros medicamentos antipsicóticos atípicos. Este estudo não foi adequado para determinar se a exposição à risperidona teve qualquer impacto na altura final do adulto, ou se o resultado foi devido a um efeito directo da risperidona sobre o crescimento ósseo ou o efeito da própria doença subjacente sobre o crescimento ósseo ou o resultado de um melhor controlo da doença subjacente, com o consequente aumento do crescimento linear.

Durante o tratamento com risperidona, deve também ser efetuado um exame regular de sintomas extrapiramidais e outras perturbações dos movimentos.

Para recomendações posológicas específicas em crianças e adolescentes ver secção 4.2.

Excipientes Lactose Doentes com problemas raros de intolerância à galactose, deficiência total de lactase ou má absorção de glucose-galactose, não devem tomar este medicamento. Sódio Este medicamento contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por comprimido ou seja, é praticamente “isento de sódio”.

4.5. Interações medicamentosas e outras formas de interação

Interacções farmacodinâmicas

Medicamentos conhecidos para prolongar o intervalo QT

Como com outros antipsicóticos, recomenda-se precaução quando a risperidona é prescrita com medicamentos conhecidos por prolongar o intervalo QT, tais como, antiarrítmicos (por exemplo: quinidina, disopiramida, procainamida, propafenona, amiodarona, sotalol), antidepressivos tricíclicos (i.e., amitriptilina), antidepressivos tetracíclicos (i.e., maprotilina), alguns anti-histamínicos, outros antipsicóticos, alguns antimaláricos (i.e., quinina e mefloquina), e com medicamentos que causam desequilíbrios eletrolíticos (hipocaliemia e hipomagnesiamia), bradicardia ou medicamentos que inibem o metabolismo hepático da risperidona. Esta lista é indicativa e não exaustiva.

Acção central de substâncias ativas e álcool

Risperidona deve ser usada com precaução em combinação com outras substâncias de ação central, incluindo álcool, opiódes, anti-histamínicos e benzodiazepinas, devido ao aumento de risco de sedação.

Agonistas da levedopa e dopamina

Risperidona Teva pode antagonizar o efeito da levodopa e de outros agonistas da dopamina. Se esta combinação for necessária, particularmente na fase final da doença de Parkinson, deve ser prescrita a dose eficaz mais baixa de cada tratamento. Medicamentos com efeito hipotensivo

Durante a pós-comercialização, tem sido observada hipotensão clinicamente relevante com o uso concomitante de risperidona e tratamentos antihipertensivos.

Psicoestimulantes

A utilização conjunta de psicoestimulantes (por exemplo, metilfenidato) com risperidona pode levar a sintomas extrapiramidais após a alteração de um ou ambos os estimulantes (ver secção 4.4).

Paliperidona

O uso concomitante de risperidona oral com paliperidona não é recomendado, uma vez que a paliperidona é o metabolito activo da risperidona e a combinação dos dois pode levar a uma exposição adicional à fracção de antipsicóticos activos.

Interacções farmacocinéticas

Os alimentos não afetam a absorção da risperidona.

A risperidona é principalmente metabolizada através da CYP2D6 e, em menor grau, pela CYP3A4. Tanto a risperidona como o seu metabolito activo 9-hidroxi-risperidona são substratos da P-glicoproteína (P-gp). As substâncias que modificam a actividade de CYP2D6, ou substâncias que inibem fortemente ou induzem a actividade de CYP3A4 e / ou P-gp, podem influenciar a farmacocinética da fracção antipsicótica activa de risperidona.

Inibidores fortes de CYP2D6

A co-administração de risperidona com um inibidor forte de CYP2D6 pode aumentar as concentrações plasmáticas de risperidona, mas em menor grau a fracção antipsicótica activa. Doses elevadas de um inibidor forte de CYP2D6 podem elevar as concentrações da fracção antipsicótica activa de risperidona (por exemplo, paroxetina, ver abaixo). Espera-se que outros inibidores da CYP2D6, como a quinidina, possam afectar as concentrações plasmáticas de risperidona de forma semelhante. Quando o uso concomitante de paroxetina, quinidina ou outro inibidor forte de CYP2D6 é iniciado ou interrompido, especialmente em doses mais elevadas,, o médico deve reavaliar a dosagem de risperidona.

Inibidores da CYP3A4 e / ou P-gp

A co-administração de risperidona com um inibidor forte de CYP3A4 e / ou P-gp pode elevar substancialmente as concentrações plasmáticas da fracção antipsicótica activa de risperidona. Quando o itraconazol simultaneamente com outro inibidor forte de CYP3A4 e / ou P-gp for iniciado ou interrompido, o médico deve reavaliar a dosagem de risperidona. Indutores de CYP3A4 e / ou P-gp

A co-administração de risperidona com um indutor forte de CYP3A4 e / ou P-gp pode diminuir as concentrações plasmáticas da fracção antipsicótica activa de risperidona. Quando a carbamazepina simultaneamente com outro indutor forte de CYP3A4 e / ou P-gp for iniciado ou interrompido, o médico deve reavaliar a dosagem de risperidona. Os indutores do CYP3A4 exercem o seu efeito de uma forma dependente do tempo e podem demorar pelo menos 2 semanas para atingir o efeito máximo após serem introduzidos. Por outro lado, na interrupção, a indução do CYP3A4 pode demorar pelo menos 2 semanas a diminuir.

Substâncias ativas com ligação elevada às proteínas plasmáticas

Quando a risperidona é tomada em conjunto com substâncias ativas com ligação elevada às proteínas plasmáticas, não há deslocamento clinicamente relevante de qualquer uma das substâncias ativasdas proteínas plasmáticas.

Quando se utilizam medicamentos concomitantemente, a correspondente informação do produto deve ser consultada para verificar a via metabólica do medicamento e a possível necessidade de ajustar a dosagem.

População Pediátrica

Os estudos de interacção só foram realizados em adultos. A relevância dos resultados destes estudos em doentes pediátricos é desconhecida. O uso concomitante de psicoestimulantes (por exemplo, metilfenidato) com risperidona em crianças e adolescentes não alterou a farmacocinética e a eficácia da risperidona.

Exemplos

Exemplos de medicamentos que podem potencialmente interagir ou que demonstraram não interagir com risperidona estão listados abaixo:

Efeitos de outros medicamentos na farmacocinética da risperidona

Antibacterianos • A eritromicina, um inibidor moderado da CYP3A4 e inibidor da P-gp, não altera a farmacocinética da risperidona e da fracção antipsicótica activa. • A rifampicina, um forte indutor de CYP3A4 e um indutor de P-gp, diminuíram as concentrações plasmáticas da fracção antipsicótica activa.

Anticolinesterases • O donepezilo e a galantamina, ambos os substratos CYP2D6 e CYP3A4, não apresentam um efeito clinicamente relevante na farmacocinética do lítio, valproato, digoxina ou topiramaterisperidona e da fracção antipsicótica activa.

Antiepilépticos A carbamazepina, um indutor forte da CYP3A4 e um indutor da P-gp mostrou diminuir os níveis plasmáticos da fração antipsicótica ativa de Risperidona Teva. Podem ser observados efeitos semelhantes com, por exemplo, fenitoína e fonobarbital, os quais também induzem as enzimas hepáticas CYP3A4, assim como a glicoproteína P.

O Topiramato reduz moderadamente a biodisponibilidade da risperidona, mas não da fração antipsicótica ativa. Por conseguinte, esta interacção não é provável ter significado clínico.

Antifungicos O itraconazol, um inibidor forte de CYP3A4 e um inibidor de P-gp, numa dosagem de 200 mg / dia aumentaram as concentrações plasmáticas da fracção antipsicotica activa, em cerca de 70%, com doses de risperidona de 2 a 8 mg / dia.

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• O cetoconazol, um inibidor forte de CYP3A4 e um inibidor de P-gp, numa dosagem de 200 mg / dia, aumentaram as concentrações plasmáticas de risperidona e diminuíram as concentrações plasmáticas de 9-hidroxisperidona.

Anti psicóticos As fenotiazinas, podem aumentar os níveis plasmáticos da risperidona, mas não da fração antipsicótica ativa.

Antivirais • Inibidores da protease: Não existem dados sobre o estudo; contudo, uma vez que o ritonavir é um inibidor forte de CYP3A4 e um inibidor de CYP2D6 fraco, o ritonavir e os inibidores de protease potenciados com ritonavir aumentam potencialmente as concentrações da fracção antipsicótica activa de risperidona.

Beta-bloqueadores • Alguns beta-bloqueadores podem aumentar as concentrações plasmáticas de risperidona, mas não as da fracção antipsicótica activa.

Bloqueadores de canais de cálcio • Verapamil, um inibidor moderado de CYP3A4 e um inibidor da P-gp, aumenta a concentração plasmática de risperidona e da fracção antipsicótica activa.

Medicamentos gastrointestinais • Antagonistas dos receptores H2: Cimetidina e ranitidina, ambos inibidores fracos de CYP2D6 e CYP3A4, aumentaram a biodisponibilidade da risperidona, mas apenas marginalmente a da fracção antipsicótica activa.

ISRS e antidepressivos tricíclicos • Fluoxetina, um inibidor forte de CYP2D6, aumenta a concentração plasmática de risperidona, mas menos da fração antipsicótica activa. • A paroxetina, um inibidor de CYP2D6 forte, aumenta as concentrações plasmáticas de risperidona, mas, em doses até 20 mg / dia, menos da fracção antipsicótica activa. Contudo, doses mais elevadas de paroxetina podem elevar as concentrações da fracção antipsicótica activa de risperidona. • Os antidepressivos tricíclicos podem aumentar as concentrações plasmáticas de risperidona, mas não as da fração antipsicótica ativa.A amitriptilina não afeta a farmacocinética da risperidona nem da fração antipsicótica ativa.. • A sertralina, um inibidor fraco do CYP2D6 e fluvoxamina, um inibidor fraco do CYP3A4, em doses até 100 mg / dia, não está associada a alterações clinicamente significativas nas concentrações da fracção antipsicótica activa com risperidona. Contudo, doses superiores a 100 mg / dia de sertralina ou fluvoxamina podem elevar as concentrações da fracção antipsicótica activa com risperidona.

Efeitos da risperidona na farmacocinética de outros medicamentos

Antiepilépticos • A risperidona não apresenta um efeito clinicamente relevante na farmacocinética do valproato ou do topiramato.

Antipsicóticos • Aripiprazol, um substrato CYP2D6 e CYP3A4: Os comprimidos ou injecções de risperidona não afectaram a farmacocinética da soma de aripiprazol e do seu metabolito activo, o dehidroaripiprazol.

Glicosídeos digitálicos • A risperidona não apresenta um efeito clinicamente relevante na farmacocinética da digoxina.

Lítio • A risperidona não apresenta um efeito clinicamente relevante na farmacocinética do lítio.

Uso simultâneo de risperidona com furosemida

Ver secção 4.4 relativamente ao aumento do risco de mortalidade em doentes idosos com demência a receber furosemida concomitantemente.

4.6. Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez Não existe informação adequada acerca do uso da risperidona em mulheres grávidas. A risperidona não demonstrou ser teratogénica nos estudos em animais, embora tenham sido observados outros tipos de toxicidade reprodutiva (ver secção 5.3). O risco potencial para o ser humano é desconhecido. Os recém-nascidos expostos a antipsicóticos (incluindo a risperidona Teva) durante o terceiro trimestre de gravidez estão em risco de sofrer reações adversas após o parto, incluindo sintomas extrapiramidais e/ou sintomas de abstinência, que podem variar na gravidade. Foram notificados casos de agitação, hipertonia, hipotonia, tremor, sonolência, dificuldade respiratória ou perturbações na alimentação. Consequentemente, os recém-nascidos devem ser monitorizados cuidadosamente. A Risperidona Teva apenas deverá ser administrado durante a gravidez, se claramente necessário. Se for necessário descontinuar a terapêutica durante a gravidez, esta não deve ser feita de forma repentina.

Amamentação Nos estudos em animais, a risperidona e a 9-hidroxi-risperidona, são excretadas através do leite. Em humanos foi demonstrado que a risperidona e a 9-hidroxi-risperidona são também excretadas através do leite, em pequenas quantidades. Não existem dados sobre reações adversas em lactentes. Assim, as vantagens da amamentação devem ser consideradas face aos potenciais riscos para a criança.

Fertilidade À semelhança de outros fármacos antagonistas dos recetores D2 da dopamina, Risperidona Teva eleva os níveis de prolactina. A hiperprolactinemia pode suprimir a GnRH do hipotálamo, resultando na redução da secreção da gonadotropina pituitária. Este facto, por seu lado, pode inibir a função reprodutiva através da disfunção da esteroidogénese gonadal tanto em doentes do sexo feminino como do sexo masculino.

4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Risperidona Teva pode ter uma influência menor a moderada na capacidade de conduzir ou utilizar máquinas devido a potenciais efeitos no sistema nervoso e efeitos visuais (ver secção 4.8). Assim, os doentes devem ser aconselhados a não conduzir veículos automóveis, nem a operar máquinas, até que a sua suscetibilidade individual seja conhecida.

4.8. Efeitos indesejáveis

As reações adversas medicamentosas (RAM) reportadas com maior frequência (incidência ≥10%) são: Parkinsonismo, sedação/sonolência, cefaleia e insónia. As RAMs que aparentemente são dependentes da dose incluem o parkinsonismo e a acatisia.

Em baixo encontram-se todas as RAM notificadas em ensaios clínicos e na experiência pós-comercialização com risperidona por categoria de frequência estimada com base nos ensaios clínicos. Os seguintes termos e frequências são aplicadas: muito frequentes (≥1/10), frequentes (≥1/100 a <1/10), pouco frequentes (≥1/1000 a <1/100), raros (≥1/10000 a <1/1000), muito raros (<1/10000) e desconhecidos (não podem ser estimados a partir dos dados disponíveis). Os efeitos indesejáveis são apresentados por ordem decrescente de gravidade dentro de cada classe de frequência.

Classes de Reação adversa medicamentosa sistemas Frequência de órgãos Muito Frequentes Pouco Raros Muito raros Desconhecidos frequentes frequentes Infeções e pneumonia, infeção das infeção infestaçõe bronquite, Vias s infeção das respiratórias, vias cistite, infeção respiratórias ocular, superiores, amigdalite, sinusite, onicomicose, infeção do celulite no local trato urinário, da infeção, infeção do infeção viral, ouvido, acarodermatite influenza Doenças neutropenia, agranulocitose do redução da c sangue e contagem de do glóbulos sistema brancos, linfático trombocitopenia , anemia, redução do hematócrito, redução da contagem de eosinófilos Doenças hipersensibilida reação do de anafiláticac sistema imunitário a Doenças hiperprolacti secreção endócrinas nemiaa inapropriada de hormona antidiurética, presença de glucose na urina Doenças aumento de diabetes Intoxicação cetoacidose do peso, mellitusb, por águac, diabética metabolis aumento do hiperglicemia, hipoglicemia, mo e apetite, polidipsia, hiperinsuliné da diminuição aumento de miac, nutrição do apetite peso, anorexia, aumento dos colesterolemia triglicéridos aumentada no sangue Perturbaçõ Insóniad distúrbios do mania, estado catatonia, es sono, confusional, sonambulismo, do foro agitação, diminuição da distúrbio psiquiátric depressão, líbido, alimentar o ansiedade nervosismo, relacionado pesadelos com o sono, diminuição da manifestação de emoções, anorgasmia Doenças sedação/sonolên acatisiad,, discinésia Síndrome do cia, parkinsonis distoniad,, tardia, maligna dos sistema mod,cefaleias tonturas,disci isquemia neurolépticos , nervoso nesiad,, cerebral, perturbação tremor ausência de cerebrovascula resposta a r, estímulos, comadiabético, perda de titubação da consciência, cabeça diminuição da consciência, convulsãod, síncope, hiperatividade psicomotora, distúrbios de equilíbrio, coordenação anormal, tonturas posturais, distúrbio de atenção, disartria, disgeusia, hipostesia, parestesia Afeções visão turva, fotofobia, olho glaucoma, oculares conjuntivite seco, aumento distúrbios do do lacrimejo, movimento hiperemia ocular ocular, crises oculogiras, crostas na margem das pálpebras, síndrome de íris flácida (intraoperatór ia)c Afeções vertigens, do ouvido e acufenos, dor do labirinto de ouvido Doenças taquicardia fibrilhação arritmia cardíacas auricular, sinusal bloqueio auriculoventric ular, distúrbio da condução, intervalo QT prolongado no eletrocardiogra ma, bradicardia, eletrocardiogra ma anormal, palpitações Vasculopa hipertensão hipotensão, embolia tias hipotensão pulmonar, ortostática, trombose rubor venosa Doenças dispneia, dor pneumonia por síndrome da respiratóri laringofaríng aspiração, apneia do as, ea, tosse, congestão sono, torácicas e epistaxe pulmonar, hiperventilaçã do congestão congestão das o mediastino nasal vias respiratórias, crepitações, sibilos, disfonia, distúrbio respiratório

Doenças Dor Incontinência pancreatite, íleo gastrointes abdominal, fecal, fecaloma, obstrução tinais Desconforto gastroenterite, intestinal, abdominal, disfagia, edema da vómitos, flatulência língua, queilite náusea, obstipação, diarreia, dispepsia, xerostomia, dor de dentes Afeções aumento das icterícia hepatobili transaminases, ares aumento da gama- glutamiltransfe rase, aumento de enzimas hepáticas Afeções Erupção urticária, Erupção angioedema Síndrome de dos cutânea, prurido, medicamentos Stevens- tecidos eritema alopecia, a, caspa Johnson / cutâneos e hiperqueratose, necrólise subcutâne eczema, pele epidérmica os seca, tóxica descoloração da pele, acne, dermatite seborreica, distúrbio cutâneo, lesão cutânea

Afeções Espasmos aumento da rabdomiólise musculoes musculares, creatina queléticas, dor fosfoquinase ósseas e musculoesqu sanguínea, dos elética, dor postura anormal, tecidos nas costas, rigidez articular, conjuntivo artralgia edema articular, s fraqueza muscular, dor no pescoço

Doenças Incontinência polaquiúria, renais e urinária retenção urinárias urinária, disúria Situações síndrome na gravidez, neonatal de no puerpério privação de e perinatais fármacosc Doenças Disfunção priapismoc,atr dos eréctil, aso na órgãos alterações da menstruação, genitais ejaculação, ingurgitamento e da mama amenorreia, mamário, distúrbio aumento menstruald, mamário, ginecomastia, corrimento galactorreia, mamário disfunção sexual, dor mamária, desconforto

mamário, corrimento vaginal Perturbaçõ edemad, edema da face, hipotermia, es calafrios, diminuição da gerais e pirexia, dor aumento da temperatura alterações torácica, temperatura corporal, no corporal, extremidades local de astenia, alterações da frias, síndrome administra fadiga, dor marcha, sede, de privação de ção desconforto fármacos, torácico, mal- induraçãoc estar geral, sensação anormal, desconforto

Complicaç quedas dor devido ao ões procedimento de intervençõ es relacionad as com lesões e intoxicaçõ es a Hiperprolactinemia, em alguns casos, pode conduzir a ginecomastia, perturbações menstruais, amenorreia, anovulação, galactorreia, alterações na fertilidade, diminuição da líbido, disfunção eréctil. b Em ensaios controlados por placebo, foi notificada diabetes mellitus em 0,18% dos indivíduos tratados com risperidona comparativamente a uma taxa de 0,11% do grupo placebo. A incidência global de todos os ensaios clínicos foi de 0,43% em todos os indivíduos tratados com risperidona. c Não observado nos ensaios clínicos mas observado na experiência pós-comercialização com risperidona. d Alterações extrapiramidais: Parkinsonismo (hipersecreção salivar, rigidez musculoesquelética, parkinsonismo, babar, rigidez em roda dentada, bradiscinesia, hipocinésia, máscara facial, contrações musculares, acinésia, rigidez da nuca, rigidez muscular, parkinsonismo, reflexo globular anormal, tremor de repouso parkinsónico), acatísia, (acatísia, inquietação, hipercinésia e síndroma das pernas irrequietas), tremor, discinésia (discinésia, contrações musculares, coreoatetosis, atetosis e mioclonus), distonia. Distonia inclui distonia, , hipertonia, torcicolo, contrações musculares involuntárias, contratura muscular, blefarospasmo, rotação ocular, paralisia da língua, espasmo facial, laringoespasmos, miotonia, opistótonos, espasmo da orofarínge, pleurotonus, espasmo da língua e trismus. Deve notar-se que estão incluídos vários sintomas que não têm necessariamente uma origem extrapiramidal. Insónia inclui: insónia inicial, insónia intermédia; Convulsão inclui: convulsões de grande mal; Distúrbio menstrual inclui: menstruação irregular, oligomenorreia; Edema inclui: edema generalizado, edema periférico, edema depressível.

Efeitos indesejáveis observados com formulações de paliperidona A paliperidona é um metabolito ativo da risperidona, assim, os perfis de reações adversas destes compostos (incluindo as formulações oral e injetável) são relevantes um para o outro. Para além das reações adversas acima mencionadas, as seguintes reações adversas têm sido observadas com o uso de medicamentos com paliperidona e são expectáveis que ocorram com Risperidona Teva.

Cardiopatias Síndrome de taquicardia postural ortostática

Efeitos de classe Como com outros antipsicóticos, foram notificados no período pós-comercialização casos muito raros de prolongamento do intervalo QT com risperidona. Outros efeitos cardíacos relacionados com a classe notificados com antipsicóticos que prolongam o intervalo QT incluem arritmia ventricular, fibrilhação ventricular, taquicardia ventricular, morte súbita, paragem cardíaca e Torsades de Pointes

Tromboembolismo venoso Casos de tromboembolismo venoso, incluindo embolia pulmonar e casos de trombose venosa profunda, foram notificados com medicamentos antipsicóticos – frequência desconhecida.

Aumento de peso A proporção de doentes adultos com esquizofrenia tratados com Risperidona Teva e placebo que atingiram o critério de mais de 7% de aumento de peso foram comparados num ensaio clínico controlados com placebo de 6 a 8 semanas, revelando uma incidência superior estatisticamente significativa de aumento de peso com Risperidona Teva (18%) comparado com placebo (9%). Num grupo de estudos controlados com placebo, de 3 semanas, em doentes adultos com mania aguda, a incidência de aumento de peso ≥ 7% no endpoint foi comparável no grupo tratado com Risperidona Teva (2,5%) e no grupo tratado com placebo (2,4%) e foi ligeiramente superior no grupo com controlo ativo (3,5%).

Numa população de crianças e adolescentes com alterações da conduta e outras perturbações do comportamento, em ensaios clínicos de longa duração, o peso aumentou em média 7,3 kg após 12 meses de tratamento. O aumento de peso esperado para crianças com idades entre os 5 e os 12 anos de idade é de 3 a 5 kg por ano. Dos 12 aos 16 anos de idade, esta magnitude de aumento de 3 a 5 kg por ano mantém-se para as raparigas enquanto os rapazes aumentam aproximadamente 5 kg por ano.

Informação adicional para populações especiais

Abaixo descrevem-se as reações adversas medicamentosas que foram reportadas com maior incidência em doentes idosos com demência ou em doentes pediátricos do que na população adulta.

Doentes idosos com demência Ataque isquémico transitório e acidente cerebrovascular foram RAMs reportadas em ensaios clínicos com uma frequência de 1.4% e 1.5%, respetivamente, em doentes idosos com demência. Adicionalmente, as seguintes RAMs foram reportadas com uma frequência ≥5% em doentes idosos com demência e com uma frequência pelo menos duas vezes superior à encontrada noutras populações de adultos: infeção do trato urinário, edema periférico, letargia e tosse.

População pediátrica Em geral, é expectável que as reações adversas nas crianças sejam semelhantes às reacções obervadas nos adultos. Asseguintes RAMs foram reportadas com uma frequência ≥5% em doentes pediátricos (5 a 17 anos) e com uma frequência pelo menos duas vezes superior è encontrada em ensaios clínicos em adultos: sonolência/sedação, fadiga, cefaleia, aumento do apetite, vómito, infeção do trato respiratório superior, congestão nasal, dor abdominal, tonturas, tosse, pirexia, tremor, diarreia e enurese. O efeito do tratamento com risperidona a longo prazo na maturação sexual e no peso não foi adequadamente estudado (ver secção 4.4, subsecção “Crianças e Adolescentes”)

Notificação de suspeitas de reações adversas A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da saúde de Lisboa, av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 7373 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) Fax: +351 21 798 73 97 Sítio da internet: http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage E-mail: [email protected]

4.9. Sobredosagem

Sintomas

Em geral, os sinais e sintomas descritos são aqueles resultantes de uma exacerbação dos efeitos farmacológicos conhecidos da risperidona. Estes incluem sonolência e sedação, taquicardia e hipotensão, e sintomas extrapiramidais. Em caso de sobredosagem, foi reportado prolongamento do intervalo QT e convulsões. Casos de Torsade de Points foram reportados em associação com sobredosagem combinada de Risperidona Teva e paroxetina.

Em casos de sobredosagem aguda deve ser considerada a possibilidade de envolvimento de múltiplos fármacos.

Tratamento

Devem ser estabelecidas e mantidas desimpedidas as vias aéreas assegurando uma oxigenação e ventilação adequadas. Administração de carvão ativado juntamente com um laxante, apenas quando o fármaco tiver sido ingerido há menos de uma hora. Deve iniciar-se de imediato monitorização cardiovascular e deverá incluir monitorização eletrocardiográfica contínua para detetar possíveis arritmias.

Não existe nenhum antídoto específico para Risperidona Teva. Assim, recomenda-se o uso de medidas de suporte adequadas. A hipotensão e colapso circulatório devem ser tratados com medidas adequadas tais como administração intravenosa de fluídos e/ou agentes simpaticomiméticos. No caso de sintomas extrapiramidais graves, deve ser administrado um medicamento anticolinérgico. Recomenda-se supervisão e monitorização clínica contínuas até que o doente recupere.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1. Propriedades farmacodinâmicas

Grupo Farmacoterapêutico: 2.9.2. Sistema nervoso central. Psicofármacos. Antipsicóticos. Código ATC: N05AX08 Mecanismo de ação

A risperidona é um antagonista seletivo monoaminérgico com propriedades únicas. Apresenta elevada afinidade para os recetores serotoninérgicos 5-HT2 e dopaminérgicos D2. A risperidona liga-se igualmente aos recetores alfa1-adrenérgicos e, com uma afinidade mais baixa, aos recetores histaminérgicos H1e alfa 2-adrenérgicos. A risperidona não possui nenhuma afinidade para os recetores colinérgicos. Embora a risperidona seja um potente antagonista dos recetores D2, sendo considerado como passível de melhorar os sintomas positivos da esquizofrenia, causa menos depressão da atividade motora e indução de catalepsia que os neurolépticos convencionais. O equilíbrio no antagonismo da serotonina e dopamina a nível central permite alargar a atividade terapêutica deste fármaco aos sintomas negativos e afetivos da esquizofrenia, bem como pode reduzir a possibilidade de aparecimento de efeitos extrapiramidais.

Efeitos farmacodinâmicos

Eficácia clínica

Esquizofrenia

A eficácia da risperidona no tratamento a curto prazo da esquizofrenia foi estabelecida em quatro estudos, com 4 a 8 semanas de duração, que incluíram 2500 doentes com critérios DSM – IV para a esquizofrenia. No ensaio controlado com placebo, de 6 semanas, envolvendo a titulação da risperidona em doses até 10mg/dia administradas duas vezes por dia, a risperidona foi superior ao placebo na pontuação global da escala Brief Psychiatric Rating Scale (BPRS). No ensaio controlado com placebo, de 8 semanas, envolvendo 4 doses fixas de risperidona (2,6,10 e 16 mg/dia, administrada duas vezes ao dia) todos os 4 grupos de risperidona foram superiores ao placebo na pontuação global da escala Positive and Negative Symptom Scale (PANSS). No ensaio comparativo de doses de 8 semanas, envolvendo 5 doses fixas de risperidona (1, 4, 8, 12 e 16mg/dia, administrada duas vezes ao dia) os grupos com dose de risperidona de 4, 8 e 16 mg/dia foram superiores ao grupo com dose de 1 mg de risperidona, na pontuação global na escala PANSS. No ensaio comparativo de doses controlado com placebo de 4 semanas, envolvendo duas doses fixas de risperidona (4 e 8 mg/dia administrada uma vez ao dia) ambos os grupos foram superiores ao placebo em várias medidas PANSS incluindo PANSS total e medidas de resposta (pontuação total >20% de redução da pontuação total da PANSS). Num ensaio clínico de longa duração, predominantemente em adultos em ambulatório preenchendo os critérios da DSM–IV para a esquizofrenia e que se encontravam clinicamente estáveis há pelo menos 4 semanas, com um medicamento antipsicótico, foram aleatorizados para risperidona 2 a 8 mg/dia ou para haloperidol, para um a dois anos de observação até recaída. Doentes tratados com risperidona apresentaram um tempo significativamente superior até recaída durante este período quando comparado com aqueles tratados com haloperidol.

Episódios maníacos na doença bipolar

A eficácia da risperidona em monoterapia no tratamento agudo de episódios maníacos associados a perturbação bipolar I foi demonstrada em 3 estudos controlados com placebo, duplamente cegos, em monoterapia em aproximadamente 820 doentes que apresentavam perturbação bipolar I com base nos critérios DSM –IV. Nos três estudos, a risperidona 1 a 6 mg dia (dose inicial 3 mg em dois estudos e 2 mg num estudo) demonstrou ser significativamente superior ao placebo no parâmetro de avaliação primário pré-estabelecido, isto é, alteração basal no total da pontuação da escala Young Mania Rating Scale (YMRS), na semana 3. Os resultados de eficácia secundários foram geralmente consistentes com o resultado primário. A percentagem de doentes com uma diminuição ≥50% da pontuação total YMRS, do início às três semanas, foi significativamente superior para a risperidona quando comparado com placebo. Um dos três estudos incluiu um braço com haloperidol e uma fase de manutenção duplamente cega de 9 semanas. A eficácia manteve-se durante o período de manutenção do tratamento de 9 semanas. A alteração desde o início da pontuação total YMRS demonstrou uma melhoria contínua e foi comparável entre a risperidona e o Haloperidol, na semana 12.

A eficácia da risperidona associada a estabilizadores do humor, no tratamento da mania aguda, foi demonstrada em 1 de 2 estudos duplamente cegos de 3 semanas em aproximadamente 300 doentes, os quais cumpriam os critérios DSM-IV para a perturbação bipolar I. Num estudo de 3 semanas, a risperidona em doses de 1 a 6 mg/dia iniciando com 2 mg/dia, em associação com lítio ou valproato foi superior ao lítio ou valproato isolados no parâmetro de avaliação primário pré-estabelecido, isto é, variação basal na pontuação total da YMRS na semana 3. Num segundo estudo de três semanas, a risperidona em doses de 1 a 6 mg/dia, iniciando com 2 mg/dia combinado com lítio, valproato ou carbamazepina não foi superior ao lítio, valproato ou carbamazepina isolados na redução da pontuação total da YRMS. Uma possível explicação para a falha deste estudo foi a indução da depuração da risperidona e da 9-hidroxi-risperidona pela carbamazepina, conduzindo a níveis sub terapêuticos da risperidona e da 9-hidroxi- risperidona. Quando o grupo da carbamazepina foi excluído numa análise post-hoc, a risperidona combinada com lítio ou valproato foi superior ao lítio ou valproato isolados na redução da pontuação total da YRMS.

Agressividade grave na demência

A eficácia da risperidona no tratamento de sintomas comportamentais e psicológicos da demência (BPSD), os quais incluem perturbações do comportamento, tais como agressividade, agitação, psicose, atividade e distúrbios afetivos, foi demonstrada em três estudos controlados com placebo duplamente cegos, em 1150 doentes idosos com demência. Um estudo inclui doses fixas de risperidona de 0,5, 1 e 2 mg/dia. Dois estudos de dose flexível incluíram grupos com doses de risperidona num intervalo de 0,5 a 4 mg/dia e 0,5 a 2 mg/dia, respetivamente. A risperidona demonstrou eficácia estatisticamente significativa e clinicamente importante no tratamento da agressividade e demonstrou ser menos consistente no tratamento da agitação e psicose em doentes idosos com demência (medido pela escala Behavioural Pathology in Alzheimer´s Rating Scale (BEHAVE-AD) e pela escala Cohen-Mansfield Agitation Inventory (CMAI)). O efeito do tratamento da risperidona foi independente da pontuação da escala Mini– Mental State Examination (MMSE) e, consequentemente, da gravidade da demência; das propriedades sedativas da risperidona; da presença ou ausência de psicose; e do tipo de demência;demência do tipo Alzheimer, vascular ou mista (ver secção 4.4). População pediátrica

Alterações da conduta

A eficácia da risperidona no tratamento a curto prazo de comportamentos disruptivos (CD) foi demonstrada em dois estudos controlados com placebo duplamente cegos em aproximadamente 240 doentes, com idades entre os 5 e os 12 anos com um diagnóstico com base na DSM-IV de CD e função intelectual limiar ou atraso mental ligeiro a moderado/perturbação da aprendizagem. Nos dois estudos, a risperidona em doses entre 0,02 e 0,06mg/kg/dia foi significativamente superior ao placebo no parâmetro de avaliação primário pré-estabelecido, isto é, a alteração basal na pontuação da subescala Conduct Problem do questionário Nisonger-Child Behaviour Rating Form (N-CBRF), na semana 6.

5.2. Propriedades farmacocinéticas

A risperidona é metabolizada em 9-hidroxi-risperidona, a qual possui uma atividade farmacológica idêntica à risperidona (ver Biotransformação e Eliminação).

Absorção

A risperidona é totalmente absorvida após administração por via oral, atingindo as concentrações plasmáticas máximas em 1 a 2 horas. A biodisponibilidade absoluta da risperidona é 70% (CV=25%). A biodisponibilidade oral relativa da risperidona a partir de um comprimido é de 94% (CV010%) comparada com uma solução. Uma vez que a sua absorção não é influenciada pelos alimentos, a risperidona pode ser administrada às refeições ou fora destas. Na maioria dos doentes, a risperidona atinge o estado estacionário em 1 dia. O estado estacionário da 9-hidroxi-risperidona é atingido após 4- 5 dias da administração.

Distribuição

A risperidona é rapidamente distribuída. O volume de distribuição é de 1-2 l/kg. No plasma, a risperidona liga-se à albumina e à alfa1-glicoproteína ácida. A ligação às proteínas plasmáticas da risperidona é de 90% e da 9-hidroxi-risperidona é de 77%.

Biotransformação e eliminação

A risperidona é metabolizada pelo CYP2D6 em 9-hidroxi-risperidona, a qual apresenta uma atividade farmacológica idêntica à da risperidona. A risperidona e a 9-hidroxi- risperidona formam em conjunto a fração antipsicótica ativa. O CYP2D6 está sujeito a polimorfismos genéticos. Metabolizadores rápidos do CYP2D6 convertem a risperidona rapidamente em 9-hidroxi-risperidona, enquanto que os metabolizadores lentos do CYP2D6 convertem-na muito mais lentamente. Apesar de os metabolizadores rápidos apresentarem concentrações de risperidona inferiores e concentrações de 9-hidroxi- risperidona superiores aos metabolizadores lentos, as farmacocinéticas da risperidona e da 9-hidroxi-risperidona combinadas, isto é, da fração antipsicótica ativa após dose única ou doses múltiplas, são semelhantes entre metabolizadores rápidos e lentos do CYP2D6. Uma outra via metabólica da risperidona é a N-desalquilação. Estudos in vitro em microssomas hepáticos humanos demonstraram que a risperidona em concentrações clinicamente relevantes não inibe substancialmente o metabolismo de fármacos metabolizados pelas isoenzimas do citocromo P450, incluindo CYP1A2, CYP2A6, CYP2C8/9/10, CYP2D6, CYP2E1, CYP3A4 e CYP3A5. Uma semana após a administração, 70% da dose é excretada na urina e 14% nas fezes. Na urina, a risperidona e a 9-hidroxi-risperidona representam 35-45% da dose. A percentagem restante é constituída por metabolitos inativos. Após administração oral em doentes psicóticos, a risperidona é eliminada, apresentando uma semivida de cerca de 3 horas. A semivida de eliminação da 9-hidroxi-risperidona e da fração antipsicótica ativa é de 24 horas.

Linearidade /não-linearidade

Os níveis plasmáticos da risperidona são proporcionais às doses terapêuticas.

Idosos, compromisso hepático e renal

Num estudo farmacocinético PK de dose única com risperidona oral, a risperidona mostrou um aumento médio de 43% das concentrações plasmáticas da fração antipsicótica ativa, uma semivida 38% superior e a redução de 30% na depuração da fração antipsicótica ativa nos doentes idosos.

Em adultos com doença renal moderada, a depuração da porção activa foi de ~ 48% da depuração em adultos jovens saudáveis. Em adultos com doença renal grave, a depuração da porção activa foi de cerca de 31% da depuração em adultos jovens saudáveis. A semi-vida da fracção activa foi de 16,7 h em adultos jovens, 24,9 h em adultos com doença renal moderada (ou ~ 1,5 vezes enquanto em adultos jovens) e 28,8 h em doentes com doença renal grave (ou ~ 1,7 vezes Enquanto em adultos jovens). As concentrações plasmáticas de risperidona foram normais em doentes com insuficiência hepática, mas a fracção livre média de risperidona no plasma aumentou em 37,1%.

A depuração oral e a semi-vida de eliminação da risperidona e da fracção activa em adultos com insuficiência hepática moderada e grave não foram significativamente diferentes dos parâmetros em adultos jovens saudáveis.

População pediátrica

Em crianças, a farmacocinética da risperidona, 9-hidroxi-risperidona e da fração ativa é idêntica à observada em adultos.

Género, raça e hábitos tabágicos A análise farmacocinética da população revelou que não existem efeitos aparentes do género, raça ou hábitos tabágicos, na farmacocinética da risperidona ou da fração antipsicótica ativa.

5.3. Dados de segurança pré-clínica

Em estudos de toxicidade subcrónica, nos quais a administração foi iniciada em ratos e cães sexualmente imaturos, foram observados efeitos dose-dependentes a nível do trato genital de fêmeas e machos, e na glândula mamária. Estes efeitos estiveram relacionados com o aumento dos níveis de prolactina, resultantes do bloqueio pela risperidona da atividade dos recetores D2 da dopamina. Adicionalmente, estudos de culturas de tecidos sugerem que o crescimento celular de tumores mamários humanos, podem ser estimulados pela prolactina. A risperidona não foi teratogénica em ratos e coelhos. Em estudos de reprodução em ratos com risperidona, foram observados efeitos adversos no comportamento reprodutivo dos progenitores e no peso à nascença e na sobrevivência da prole. Em ratos, a exposição intrauterina à risperidona foi associada a défices cognitivos na vida adulta. Outros antagonistas da dopamina causaram efeitos negativos na aprendizagem e desenvolvimento motor na prole, quando administrados a animais em gestação. Num estudo de toxicidade em ratos jovens, foi observado um aumento de mortalidade das crias e um atraso no desenvolvimento físico. Num estudo de 40 semanas em cães jovens, ocorreu um atraso na maturação sexual. Com base na AUC, o crescimento do osso longo não foi afectado em cães quando expostos a uma dose 3,6 vezes superior à dose máxima em humanos jovens (1,5mg/dia), enquanto os efeitos nos ossos longos e na maturação sexual foram observados quando expostos a uma dose 15 vezes à dose máxima em humanos jovens. A risperidona não demonstrou ser genotóxica numa bateria de testes. Em estudos orais de carcinogenicidade com a risperidona, em ratos e ratinhos, foram observados aumentos de adenomas da glândula pituitária (ratinhos), adenomas endócrinos do pâncreas (ratos) e adenomas da glândula mamária (ambas as espécies). Estes tumores podem estar relacionados com o antagonismo prolongado da dopamina D2 e com a hiperprolactinemia. Em termos de risco para o homem, a relevância da descoberta destes tumores em roedores é desconhecida. Modelos animais in vitro e in vivo demonstraram que altas doses de risperidona podem provocar o prolongamento do intervalo QT, que tem sido associado a um aumento teórico do risco de Torsades de Pointes, nos doentes.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1. Lista dos excipientes

Cada comprimido contém:

Núcleo Lactose mono-hidratada Laurilsulfato de sódio Sílica coloidal anidra Celulose microcristalina Amido de milho pré-gelificado Carboximetilamido sódico (tipo A) Estearato de magnésio

Revestimento de película Dióxido de titânio (E171) Macrogol 6000 Macrogol 400

1mg: Hipromelose

2 mg: Hipromelose Óxido de ferro vermelho (E172) Óxido de ferro amarelo (E172)

3 mg: Hipromelose Laca de alumínio de amarelo de quinoleína (E104)

4 mg: Hipromelose Óxido de ferro amarelo (E172) Laca de alumínio de amarelo de quinoleína (E104) Laca de alumínio de indigotina (E132)

6.2. Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3. Prazo de validade

2 anos

6.4. Precauções especiais de conservação

Não conservar acima de 25ºC.

6.5. Natureza e conteúdo do recipiente

Blister transparente e incolor de PVC/PVDC/Alu

1 mg 6, 10, 20, 30, 50, 50 (50x1) (embalagem hospitalar), 60, 100, 100 (5x20) (embalagem hospitalar), 500 comprimidos revestidos por película 2mg/3 mg/4mg 10, 20, 30, 50, 50 (50x1) (embalagem hospitalar), 60, 100, 100 (5x20) (embalagem hospitalar) e 500 comprimidos revestidos por película É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6. Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Teva Pharma - Produtos Farmacêuticos, Lda. Lagoas Park, Edifício 5-A, Piso 2, 2740-245 Porto Salvo Portugal

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Risperidona Teva 1mg comprimido revestido por película Nº de registo: 5058607 - 20 comprimidos, 1mg, blister de PVC/PVDC/Alu Nº de registo: 5058615 - 60 comprimidos, 1mg, blister de PVC/PVDC/Alu

Risperidona Teva 2 mg comprimido revestido por película Nº de registo: 5058623 - 60 comprimidos, 2 mg, blister de PVC/PVDC/Alu

Risperidona Teva 3 mg comprimido revestido por película Nº de registo: 5058631 - 60 comprimidos, 3 mg, blister de PVC/PVDC/Alu

Risperidona Teva 4 mg comprimido revestido por película Nº de registo: 5058649 - 60 comprimidos, 4 mg, blister de PVC/PVDC/Alu

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA

AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 25 outubro 2007 Data da última renovação:

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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