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Rivastigmina Teva MG

Substância ativa: Rivastigmina
Forma farmacêutica: Adesivo transdérmico 4.6 mg/24 h
Fonte: Folheto informativo oficial (INFARMED / INFOMED)

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Rivastigmina Teva 4,6 mg/24 h adesivo transdérmico Rivastigmina Teva 9,5 mg/24 h adesivo transdérmico Rivastigmina Teva 13,3 mg/24 h adesivo transdérmico rivastigmina

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a utilizar este medicamento, pois contém informação importante para si. – Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente. – Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico. – Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença. – Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

1. O que é Rivastigmina Teva e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de utilizar Rivastigmina Teva

3. Como utilizar Rivastigmina Teva

4. Efeitos indesejáveis possíveis

5. Como conservar Rivastigmina Teva

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Rivastigmina Teva e para que é utilizado

A substância ativa de Rivastigmina Teva é a rivastigmina.

A rivastigmina pertence a uma classe de substâncias denominadas inibidores da colinesterase. Em doentes com demência de Alzheimer, algumas células nervosas morrem no cérebro resultando em níveis baixos do neurotransmissor acetilcolina (uma substância que permite às células nervosas comunicarem entre si). A rivastigmina funciona através do bloqueio das enzimas que degradam a acetilcolina: acetilcolinesterase e butirilcolinesterase. Através do bloqueio destas enzimas, a rivastigmina permite o aumento dos níveis de acetilcolina no cérebro, ajudando a reduzir os sintomas da doença de Alzheimer.

Rivastigmina Teva é utilizada para o tratamento de doentes adultos com demência de Alzheimer ligeira a moderadamente grave, uma perturbação progressiva do cérebro que afeta gradualmente a memória, a capacidade intelectual e o comportamento.

2. O que precisa de saber antes de utilizar Rivastigmina Teva

Não utilize Rivastigmina Teva – se tem alergia à rivastigmina (a substância ativa de Rivastigmina Teva) ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6). – se tiver tido uma reação alérgica a um medicamento do mesmo tipo (derivados de carbamatos). – se tiver uma reação da pele que se alastra para além do tamanho do adesivo transdérmico, se existir uma reação local mais intensa (tal como bolhas, aumento da inflamação da pele, inchaço) e se não melhorar no espaço de 48 horas após a remoção do adesivo transdérmico. Se isto se aplicar a si, informe o seu médico e não aplique os adesivos transdérmicos de Rivastigmina Teva.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico antes de utilizar Rivastigmina Teva – se tem ou tiver tido uma doença do coração, tal como batimento irregular ou lento do coração, prolongamento do intervalo QTc, história familiar de prolongamento do intervalo QTc, torsade de pointes, ou se tem um baixo nível de potássio ou magnésio no sangue. – se tem ou tiver tido uma úlcera no estômago ativa. – se tem ou tiver tido dificuldades em urinar. – se tem ou tiver tido convulsões. – se tem ou tiver tido asma ou doença respiratória grave. – se sofre de tremores. – se tem um peso corporal baixo. – se sentir reações gastrointestinais tais como enjoos (náuseas), vómitos e diarreia. Poderá ficar desidratado (perder demasiados líquidos) se os vómitos ou a diarreia forem prolongados. – se tem a função hepática comprometida. Se alguma destas condições se aplicar a si, o seu médico pode ter necessidade de o monitorizar em intervalos mais apertados enquanto estiver medicado.

Se não aplicou um adesivo transdérmico durante mais do que três dias, não aplique o próximo

antes de falar com o seu médico.

Crianças e adolescentes Não é relevante a utilização de Rivastigmina Teva na população pediátrica no tratamento da doença de Alzheimer.

Outros medicamentos e Rivastigmina Teva Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, tiver tomado recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos.

Rivastigmina Teva pode interferir com os medicamentos anticolinérgicos, alguns dos quais são medicamentos usados para aliviar cólicas ou espasmos do estômago (por ex: diciclomina), tratar a doença de Parkinson (por ex: amantadina) ou para prevenir o enjoo do movimento (por ex: difenidramina, escopolamina ou meclizina).

Rivastigmina Teva adesivo transdérmico não deve ser administrado ao mesmo tempo que a metoclopramida (um medicamento utilizado para aliviar ou prevenir náuseas e vómitos). A toma conjunta destes dois medicamentos pode causar problemas, tais como membros rígidos e mãos trémulas.

Se for submetido a uma cirurgia enquanto estiver a utilizar adesivos transdérmicos de Rivastigmina Teva, informe o seu médico de que está a utilizá-los, pois podem potenciar os

efeitos de alguns relaxantes musculares durante a anestesia.

Deve ter cuidado ao tomar Rivastigmina Teva adesivo transdérmico em conjunto com betabloqueadores (medicamentos, tais como atenolol, utilizados para tratar a tensão arterial elevada, angina e outras doenças do coração). A toma conjunta destes dois medicamentos pode causar problemas como diminuição do batimento do coração (bradicardia), levando a desmaios ou perda de consciência.

Deve ter cuidado ao tomar Rivastigmina Teva com outros medicamentos que podem afetar o seu ritmo cardíaco ou o sistema elétrico do seu coração (prolongamento do intervalo QT). Gravidez, amamentação e fertilidade Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Se estiver grávida, os benefícios da utilização de Rivastigmina Teva devem ser ponderados relativamente aos possíveis efeitos no feto. Rivastigmina Teva não deve ser utilizado durante a gravidez, a não ser que seja claramente necessário.

Não deve amamentar durante o tratamento com adesivos transdérmicos de Rivastigmina Teva.

Condução de veículos e utilização de máquinas O seu médico irá dizer-lhe se a sua doença lhe permite conduzir veículos e utilizar máquinas com segurança. Os adesivos transdérmicos de Rivastigmina Teva podem causar desmaios ou confusão grave. Se se sentir a desmaiar ou confuso, não conduza, não utilize máquinas nem realize outras tarefas que exijam a sua atenção.

3. Como utilizar Rivastigmina Teva

Utilize Rivastigmina Teva adesivos transdérmicos exatamente como indicado pelo seu médico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

IMPORTANTE: • Remova o adesivo transdérmico anterior antes de colocar UM novo adesivo transdérmico. • Apenas um adesivo transdérmico por dia. • Não corte o adesivo transdérmico em pedaços. • Pressione o adesivo transdérmico firmemente no local durante pelo menos 30 segundos utilizando a palma da mão.

Como começar o tratamento O seu médico dir-lhe-á qual é o adesivo transdérmico de Rivastigmina Teva mais adequado para si. • O tratamento é habitualmente iniciado com Rivastigmina Teva 4,6 mg/24 h. • A dose diária habitual recomendada é Rivastigmina Teva 9,5 mg/24 h. Se for bem tolerada, o médico assistente pode considerar o aumento da dose para 13,3 mg/24 h. • Utilize apenas um adesivo de Rivastigmina Teva de cada vez e substitua o adesivo por um novo após 24 horas. No decorrer do tratamento, o seu médico pode ajustar a dose de acordo com as suas necessidades individuais.

Se não aplicou um adesivo transdérmico durante mais do que três dias, não aplique o próximo antes de falar com o seu médico. O tratamento com o adesivo transdérmico pode ser retomado com a mesma dose se o tratamento não for interrompido por mais de três dias. Caso contrário, o seu médico irá reiniciar o seu tratamento com Rivastigmina Teva 4,6 mg/24 h.

Rivastigmina Teva pode ser utilizado com alimentos, bebidas e álcool.

Onde aplicar o seu adesivo transdérmico de Rivastigmina Teva • Antes de aplicar um adesivo transdérmico, garanta que a sua pele está limpa, seca e sem pelos, sem pós, óleos, hidratantes ou loções que possam impedir o adesivo transdérmico de aderir à pele apropriadamente, sem cortes, erupções na pele e/ou irritações. • Remover cuidadosamente qualquer adesivo transdérmico existente antes de colocar um novo. Ter vários adesivos transdérmicos no seu corpo pode expô-lo a uma quantidade excessiva deste medicamento que pode ser potencialmente perigosa. • Aplicar UM adesivo transdérmico por dia, APENAS NUMA das possíveis localizações indicadas nos diagramas seguintes: – na parte superior do braço esquerdo ou direito – na parte superior esquerda ou direita do tórax (evitar o peito) – na parte superior esquerda ou direita das costas – na parte inferior esquerda ou direita das costas

A cada 24 horas remova o adesivo transdérmico anterior antes de aplicar UM novo adesivo transdérmico APENAS NUMA das possíveis localizações seguintes.

Quando mudar de adesivo transdérmico, deve remover o adesivo transdérmico do dia anterior antes de aplicar o novo num local diferente da pele de cada vez (por exemplo, na parte direita do corpo, num dia, e na parte esquerda, no dia seguinte; na parte superior do corpo, num dia, e na parte inferior do corpo, no dia seguinte). Não aplique um novo adesivo transdérmico na mesma área da pele duas vezes em 14 dias.

Como aplicar o seu adesivo transdérmico de Rivastigmina Teva Os adesivos transdérmicos de Rivastigmina Teva são adesivos finos de cor acastanhada que aderem à pele. Cada adesivo transdérmico é selado numa saqueta que o protege até estar pronto para o colocar. Não abra a saqueta ou remova o adesivo transdérmico até ao momento de o aplicar.

Remova cuidadosamente o adesivo transdérmico existente

antes de colocar um novo.

Para doentes a iniciar tratamento com Rivastigmina Teva pela primeira vez e doentes a reiniciar Rivastigmina Teva após interrupção do tratamento, deve começar a partir da segunda imagem. Cada adesivo transdérmico é selado na sua saqueta protetora. Só deve abrir a saqueta quando estiver preparado para aplicar o adesivo transdérmico. Corte a saqueta pelas linhas de corte, mas não além da linha indicada. Rasgue a saqueta para abrir. Não corte todo o comprimento da saqueta a fim de evitar danificar o adesivo transdérmico.

Remova o adesivo transdérmico da saqueta.

Uma camada protetora cobre o lado adesivo do adesivo transdérmico. Remova um lado da camada protetora e não toque na parte adesiva do adesivo transdérmico com os dedos.

Coloque o lado adesivo do adesivo transdérmico na parte superior ou inferior das costas, ou na parte superior do braço ou tórax e, de seguida, remova o segundo lado da camada protetora.

De seguida, pressione o adesivo transdérmico firmemente no local durante pelo menos 30 segundos utilizando a palma da mão para garantir que os bordos estão bem colados.

Se o ajudar, pode escrever, por exemplo, o dia da semana no adesivo transdérmico com uma caneta de ponta esférica fina.

O adesivo transdérmico deve ser usado continuamente até à altura de ser substituído por um novo. Pode experimentar diferentes localizações do corpo quando aplicar o novo adesivo transdérmico, para detetar quais são as mais confortáveis para si e aquelas em que a roupa não desloca o adesivo transdérmico.

Como remover o seu adesivo transdérmico de Rivastigmina Teva Puxe cuidadosamente um dos bordos do adesivo transdérmico para removê-lo lentamente da pele. Caso permaneçam resíduos de adesivo na sua pele, molhe suavemente a área com água morna e sabão neutro ou use óleo de bebé para removê-los. O álcool ou outros líquidos dissolventes (diluente de verniz das unhas ou outros solventes) não devem ser utilizados. Deve lavar as mãos com água e sabonete após remoção do adesivo transdérmico. Em caso de contacto com os olhos ou se estes ficarem vermelhos após manuseamento do adesivo transdérmico, lave imediatamente com água suficiente e procure aconselhamento médico se os sintomas não desaparecerem.

Pode usar o seu adesivo transdérmico de Rivastigmina Teva enquanto toma banho, nada ou está ao sol? • O banho, a natação ou o duche não devem afetar o adesivo transdérmico. Confirme que o adesivo transdérmico não se solta durante estas atividades. • Não exponha o adesivo transdérmico a fontes de calor externas (p.ex. excesso de luz solar, saunas, solário) por longos períodos de tempo.

O que fazer se o adesivo transdérmico cair Se o adesivo transdérmico cair, aplique um novo adesivo transdérmico durante o resto do dia e depois substitua o adesivo transdérmico à hora habitual do dia seguinte.

Quando e durante quanto tempo pode aplicar o seu adesivo transdérmico de Rivastigmina Teva? • Para beneficiar do tratamento, tem de aplicar um novo adesivo transdérmico todos os dias, preferencialmente à mesma hora do dia. • Utilize apenas um adesivo de Rivastigmina Teva de cada vez e substitua o adesivo por um novo após 24 horas.

Se utilizar mais Rivastigmina Teva do que deveria Se aplicar acidentalmente mais de um adesivo transdérmico na pele, remova todos os adesivos transdérmicos da pele e informe o seu médico que aplicou acidentalmente mais de um adesivo transdérmico. Pode necessitar de cuidados médicos. Algumas pessoas que utilizaram acidentalmente demasiado Rivastigmina Teva apresentaram enjoos (náuseas), vómitos, diarreia, pressão sanguínea elevada e alucinações. Também podem ocorrer batimentos do coração lentos e desmaios.

Caso se tenha esquecido de utilizar Rivastigmina Teva Se se esqueceu de aplicar um adesivo transdérmico, aplique um novo imediatamente. Pode aplicar o novo adesivo transdérmico à hora habitual do dia seguinte. Não aplique dois adesivos transdérmicos para compensar aquele de que se esqueceu.

Se parar de utilizar Rivastigmina Teva Fale com o seu médico ou farmacêutico se parar de utilizar o adesivo transdérmico.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.

4. Efeitos indesejáveis possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

Pode ter efeitos indesejáveis com mais frequência quando inicia o medicamento ou quando a sua dose é aumentada. Normalmente, os efeitos indesejáveis vão gradualmente desaparecendo à medida que o seu corpo se adapta ao medicamento.

Retire o seu adesivo e informe imediatamente o seu médico, se detetar algum dos efeitos indesejáveis seguintes, os quais se podem tornar graves: Frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas) • Perda de apetite • Tonturas • Agitação ou sonolência • Incontinência urinária (incapacidade de retenção adequada de urina)

Pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas) • Problemas com o batimento do coração, tais como batimento lento do coração • Ver coisas que não existem (alucinações) • Úlcera no estômago • Desidratação (perder demasiados líquidos) • Hiperatividade (elevado nível de atividade, agitação) • Agressividade

Raros (podem afetar até 1 em 1000 pessoas) • Queda

Muito raros (podem afetar até 1 em 10000 pessoas) • Rigidez dos braços ou pernas • Tremor nas mãos

Desconhecido (a frequência não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis) • Reações alérgicas no local de aplicação do adesivo, tais como bolhas ou pele inflamada • Agravamento dos sinais da doença de Parkinson – tais como tremor, rigidez e dificuldade em efetuar movimentos • Inflamação do pâncreas – os sinais incluem dor forte na parte superior do estômago, frequentemente acompanhada de enjoos (náuseas) ou vómitos • Batimento do coração acelerado e irregular • Pressão arterial elevada • Crises epiléticas (convulsões) • Problemas de fígado (pele amarela, amarelecimento da parte branca dos olhos, escurecimento anormal da urina ou náuseas inexplicáveis, vómitos, cansaço e falta de apetite) • Alterações nos testes que informam acerca do funcionamento do fígado • Agitação • Pesadelos • Síndrome de Pisa (uma condição que envolve contração muscular involuntária com flexão anormal do corpo e da cabeça para um lado)

Retire o seu adesivo e informe imediatamente o seu médico, se detetar algum dos efeitos indesejáveis descritos acima.

Outros efeitos indesejáveis observados com rivastigmina cápsulas ou solução oral e que podem ocorrer durante o tratamento com os adesivos transdérmicos:

Frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas) • Aumento da secreção da saliva • Perda de apetite • Sensação de agitação • Mal-estar geral • Tremor ou confusão • Sudação aumentada Pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas) • Frequência cardíaca irregular (ex. frequência cardíaca acelerada) • Dificuldades em dormir • Quedas acidentais

Raros (podem afetar até 1 em 1000 pessoas) • Crises epiléticas (convulsões) • Úlceras no intestino • Dor no peito – pode ser provocada por espasmo cardíaco

Muito raros (podem afetar até 1 em 10000 pessoas) • Pressão arterial elevada • Inflamação do pâncreas – os sinais incluem dor forte na parte superior do estômago, frequentemente acompanhada de enjoos (náuseas) ou vómitos • Hemorragia gastrointestinal – identificada por sangue nas fezes ou ao vomitar • Ver coisas que não existem (alucinações) • Algumas pessoas apresentam vómitos muito intensos que podem levar à rutura do tubo que liga a boca ao estômago (esófago)

Comunicação de efeitos indesejáveis Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente através do INFARMED IP. Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]

5. Como conservar Rivastigmina Teva

• Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças. • Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem e saquetas após EXP. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado. • Este medicamento não requer condições especiais de conservação. • Manter o adesivo transdérmico dentro da saqueta até utilizar. • Não utilize adesivos transdérmicos danificados ou que mostrem sinais de adulteração. • Depois de remover o adesivo transdérmico, dobre-o a meio com as partes adesivas viradas para dentro e pressione-as uma contra a outra. Coloque o adesivo transdérmico usado de novo na saqueta e rejeite-o de modo que as crianças não o alcancem. Não toque nos olhos com os dedos e lave as mãos com sabonete e água após remover o adesivo transdérmico. • Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Rivastigmina Teva A substância ativa é rivastigmina.

Rivastigmina Teva 4,6 mg/24 h adesivos transdérmicos: Cada adesivo transdérmico liberta 4,6 mg de rivastigmina em 24 horas. Cada adesivo transdérmico de 4,3 cm2 contém 6,4 mg de rivastigmina.

Rivastigmina Teva 9,5 mg/24 h adesivos transdérmicos: Cada adesivo transdérmico liberta 9,5 mg de rivastigmina em 24 horas. Cada adesivo transdérmico de 8,5 cm2 contém 12,8 mg de rivastigmina.

Rivastigmina Teva 13,3 mg/24 h adesivos transdérmicos: Cada adesivo transdérmico liberta 13,3 mg de rivastigmina em 24 horas. Cada adesivo transdérmico de 12,8 cm2 contém 19,2 mg de rivastigmina.

Os outros componentes são: Camada de suporte: filme de poliéster revestido a alumínio/ resina termoplástica e polietileno

Camada ativa: poli [(2-etilhexil) acrilato, vinil acetato]

Camada de matriz adesiva: poliisobuteno de peso molecular médio poliisobuteno de peso molecular alto sílica coloidal anidra parafina líquida leve

Revestimento de libertação: Filme de poliéster (tereftalato de polietileno) revestido com fluoropolímero Tinta de impressão laranja

Qual o aspeto de Rivastigmina Teva e conteúdo da embalagem Cada adesivo transdérmico é um fino adesivo de forma circular. A camada exterior é de cor castanho-amarelado e impressa a laranja com: – “RIV-TDS 4,6 mg/24 h” – “RIV-TDS 9,5 mg/24 h” – “RIV-TDS 13,3 mg/24 h”

Cada adesivo transdérmico é selado numa saqueta.

Rivastigmina Teva 4,6 mg/24 h e Rivastigmina Teva 9,5 mg/24 h adesivos transdérmicos estão disponíveis em embalagens contendo 7, 30 ou 42 saquetas e em embalagens múltiplas contendo 60 (2×30), 90 (3×30) saquetas.

Rivastigmina Teva 13,3 mg/24 h adesivos transdérmicos estão disponíveis em embalagens contendo 7 ou 30 saquetas e em embalagens múltiplas contendo 60 (2×30), 90 (3×30) saquetas.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações no seu país. Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado Teva Pharma – Produtos Farmacêuticos, Lda. Lagoas Parque, Edifício 5-A, Piso 2 2740 – 245 Porto Salvo Portugal

Fabricante Luye Pharma AG Am Windfeld 35, 83714 Miesbach Alemanha

Este medicamento encontra-se autorizado nos Estados Membros do Espaço Económico Europeu (EEE) com os seguintes nomes:

Áustria Rivastigmin ratiopharm GmbH 4,6 mg/24 Stunden transdermales Pflaster Rivastigmin ratiopharm GmbH 9,5 mg/24 Stunden transdermales Pflaster Rivastigmin ratiopharm GmbH 13,3 mg/24 Stunden transdermales Pflaster Alemanha Rivastigmin-ratiopharm 4,6 mg/24 Stunden transdermales Pflaster Rivastigmin-ratiopharm 9,5 mg/24 Stunden transdermales Pflaster Rivastigmin-ratiopharm 13,3 mg/24 Stunden transdermales Pflaster Espanha Rivastigmina Tevagen 4,6 MG/24 H parches transdérmicos EFG Rivastigmina Tevagen 9,5 MG/24 H parches transdérmicos EFG Rivastigmina Tevagen 13,3 MG/24 H parches transdérmicos EFG Islândia Rivastigmine Teva Países Baixos Rivastigmine Teva 4,6 mg/24 u, pleister voor transdermal gebruik Rivastigmine Teva 9,5 mg/24 u, pleister voor transdermal gebruik Rivastigmine Teva 13,3 mg/24 u, pleister voor transdermal gebruik Portugal Rivastigmina Teva Suécia Rivastigmine Teva Eslovénia Rivastigmin Teva B.V. 4,6 mg/24 ur transdermalni obliž Rivastigmin Teva B.V. 9,5 mg/24 ur transdermalni obliž Rivastigmin Teva B.V.13,3 mg/24 ur transdermalni obliž

Este folheto foi revisto pela última vez em fevereiro de 2025.

Outras fontes de informação <A última informação aprovada [adicionar o tipo de informação, por exemplo informação do produto, material educacional, vídeo, etc.] sobre este medicamento está disponível através da digitalização [o código QR] [outro código de barras bidimensional (2D)] [Comunicação de campo próximo (NFC)] incluída no <FI> <embalagem exterior> com um smarthphone/dispositivo. A mesma informação está também disponível no seguinte URL: [URL a ser incluído] <e no site do <INFARMED, I.P >>

<”código QR”>

⚕Para profissionais — Resumo das Características do Medicamento (RCM)Ficha técnica completa: posologia, interações, contraindicações, advertências+
Informações técnicas destinadas aos profissionais de saúde (médicos e farmacêuticos). Le Resumo das Características do Medicamento (RCM) est le document officiel approuvé par l’ANSM/EMA. Il ne remplace pas la notice ni l’avis du médecin.

1. NOME DO MEDICAMENTO

Rivastigmina Teva 4,6 mg/24h adesivo transdérmico Rivastigmina Teva 9,5 mg/24h adesivo transdérmico Rivastigmina Teva 13,3 mg/24h adesivo transdérmico

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Rivastigmina Teva 4,6 mg/24 h adesivo transdérmico Cada adesivo transdérmico liberta 4,6 mg de rivastigmina em 24 horas. Cada adesivo transdérmico de 4.3 cm2 contém 6,4 mg de rivastigmina.

Rivastigmina Teva 9,5 mg/24 h adesivo transdérmico Cada adesivo transdérmico liberta 9,5 mg de rivastigmina em 24 horas. Cada adesivo transdérmico de 8,5 cm2 contém 12,8 mg de rivastigmina.

Rivastigmina Teva 13,3 mg/24 h adesivo transdérmico Cada adesivo transdérmico liberta 13,3 mg de rivastigmina em 24 horas. Cada adesivo transdérmico de 12,8 cm2 contém 19,2 mg de rivastigmina.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Adesivo transdérmico

Rivastigmina Teva 4,6 mg/24 h adesivo transdérmico Cada adesivo transdérmico é um adesivo transdérmico fino do tipo-matriz de forma circular. O exterior da camada de suporte é de cor castanho-amarelado e impresso em laranja com “RIV- TDS 4,6 mg/24 h”.

Rivastigmina Teva 9,5 mg/24 h adesivo transdérmico Cada adesivo transdérmico é um adesivo transdérmico fino do tipo-matriz de forma circular. O exterior da camada de suporte é de cor castanho-amarelado e impresso em laranja com “RIV- TDS 9,5 mg/24 h”.

Rivastigmina Teva 13,3 mg/24 h adesivo transdérmico Cada adesivo transdérmico é um adesivo transdérmico fino do tipo-matriz de forma circular. O exterior da camada de suporte é de cor castanho-amarelado e impresso em laranja com “RIV- TDS 13,3 mg/24 h”.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1. Indicações terapêuticas

Tratamento sintomático da demência de Alzheimer ligeira a moderadamente grave.

4.2. Posologia e modo de administração

O tratamento deve ser iniciado e supervisionado por um médico com experiência no diagnóstico e tratamento da demência de Alzheimer. O diagnóstico deve ser feito de acordo com as linhas de orientação atuais. Similarmente a qualquer tratamento iniciado em doentes com demência, a terapia com rivastigmina só deve ser iniciada se existir um cuidador disponível para administrar regularmente e monitorizar o tratamento.

Posologia

Adesivos transdérmicos Taxas de libertação de rivastigmina in vivo em 24h Rivastigmina Teva 4,6 mg/24 h 4,6 mg Rivastigmina Teva 9,5 mg/24 h 9,5 mg Rivastigmina Teva 13,3 mg/24 h 13,3 mg

Dose inicial O tratamento é iniciado com 4,6 mg/24 h.

Dose de manutenção Se esta dose for bem tolerada de acordo com o médico assistente e após um período mínimo de quatro semanas de tratamento, a dose de 4,6 mg/24 h deve ser aumentada para 9,5 mg/24 h, que é a dose diária eficaz recomendada, e que deverá ser continuada enquanto o doente continuar a demonstrar benefício terapêutico.

Aumento de dose 9,5 mg/24 h é a dose diária eficaz recomendada e deverá ser continuada enquanto o doente continuar a demonstrar benefício terapêutico. Se esta dose for bem tolerada e apenas após um período mínimo de seis meses de tratamento com 9,5 mg/24 h, o médico assistente pode considerar um aumento de dose para 13,3 mg/24 h em doentes que demonstraram uma deterioração cognitiva significativa (por ex: diminuição na escala MMSE) e/ou declínio funcional (com base na avaliação médica) enquanto recebiam a dose diária eficaz recomendada de 9,5 mg/24 h (ver secção 5.1).

O benefício clínico da rivastigmina deve ser reavaliado regularmente. A descontinuação também deve ser ponderada caso deixe de existir evidência de efeito terapêutico com a dose ótima.

O tratamento deve ser interrompido temporariamente se forem observadas reações adversas gastrointestinais e até estas reações adversas estarem resolvidas. O tratamento com adesivos transdérmicos pode ser retomado com a mesma dose se o tratamento não for interrompido por mais de três dias. Caso contrário, o tratamento deve ser reiniciado com 4,6 mg/24 h.

Mudança de cápsulas ou de solução oral para adesivos transdérmicos Com base na comparação da exposição entre a rivastigmina oral e transdérmica (ver secção 5.2), os doentes tratados com rivastigmina cápsulas ou solução oral podem ser transferidos para adesivos transdérmicos de Rivastigmina Teva da seguinte forma: • Um doente que toma uma dose de rivastigmina oral de 3 mg/dia pode ser transferido para adesivos transdérmicos 4,6 mg/24 h; • Um doente que toma uma dose de rivastigmina oral de 6 mg/dia pode ser transferido para adesivos transdérmicos 4,6 mg/24 h; • Um doente que toma uma dose fixa e bem tolerada de rivastigmina oral de 9 mg/dia pode ser transferido para adesivos transdérmicos 9,5 mg/24 h. Se a dose oral de 9 mg/dia não for estável e bem tolerada, é recomendada a transferência para adesivos transdérmicos 4,6 mg/24 h; • Um doente que toma uma dose de rivastigmina oral de 12 mg/dia pode ser transferido para adesivos transdérmicos 9,5 mg/24 h. Após a transferência para adesivos transdérmicos 4,6 mg/24 h, se estes forem bem tolerados após um mínimo de quatro semanas de tratamento, a dose de 4,6 mg/24 h deve ser aumentada para 9,5 mg/24 h, que é a dose eficaz recomendada.

É recomendado aplicar o primeiro adesivo transdérmico no dia seguinte à última dose oral.

Populações especiais • População pediátrica: Não existe utilização relevante de rivastigmina na população pediátrica no tratamento da doença de Alzheimer. • Doentes com peso corporal inferior a 50 kg: Deve ter-se precaução especial na titulação acima da dose eficaz recomendada de 9,5 mg/24 h em doentes com peso corporal inferior a 50 kg (ver secção 4.4). Estes doentes podem ter mais reações adversas e serem mais suscetíveis de descontinuar o tratamento devido às reações adversas. • Compromisso hepático: Devido ao aumento da exposição no compromisso hepático ligeiro a moderado, como observado nas formulações orais, devem ser cuidadosamente seguidas as recomendações da posologia para titulação, de acordo com a tolerabilidade individual. Doentes com compromisso hepático clinicamente significativo podem ter mais reações adversas dose-dependentes. Não foram estudados doentes com compromisso hepático grave. Na titulação destes doentes, deve ser tomada precaução especial (ver secções 4.4 e 5.2). • Compromisso renal: Não é necessário um ajuste da dose para doentes com compromisso renal (ver secção 5.2).

Modo de administração

Rivastigmina Teva é para uso transdérmico.

Os adesivos transdérmicos devem ser aplicados uma vez por dia na pele limpa, seca, sem pelo, intacta e saudável, na parte superior ou inferior das costas, na parte superior do braço ou tórax, num local em que não sejam deslocados pela roupa justa. Não é recomendado aplicar o adesivo transdérmico na coxa ou no abdómen devido à diminuição da biodisponibilidade da rivastigmina que é observada quando o adesivo transdérmico é aplicado nessas áreas do corpo.

O adesivo transdérmico não deve ser aplicado em pele vermelha, irritada ou cortada. A reaplicação no mesmo local exato nos 14 dias seguintes deve ser evitada para minimizar o risco potencial de irritação cutânea.

Doentes e cuidadores devem ser instruídos sobre as instruções de administração importantes: • O adesivo transdérmico do dia anterior deve ser removido antes da aplicação diária de um novo (ver secção 4.9). • O adesivo transdérmico deve ser substituído por um novo após 24 horas. Apenas um adesivo transdérmico deve ser utilizado de cada vez (ver secção 4.9). • O adesivo transdérmico deve ser pressionado firmemente durante pelo menos 30 segundos utilizando a palma da mão até que os bordos estejam bem colados. • Se o adesivo transdérmico cair, deve ser aplicado um novo para o resto do dia e depois deverá ser substituído à hora habitual do dia seguinte. • O adesivo transdérmico pode ser utilizado em situações da vida diária, incluindo ao tomar banho e durante o tempo quente. • O adesivo não deve ser exposto a quaisquer fontes de calor externas (por ex. excesso de luz solar, saunas, solário) por longos períodos de tempo. • O adesivo não deve ser cortado em pedaços.

4.3. Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa rivastigmina, a outros derivados de carbamatos ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1.

História prévia de reações no local de aplicação sugestivas de dermatite alérgica de contacto com o adesivo transdérmico de rivastigmina (ver secção 4.4).

4.4. Advertências e precauções especiais de utilização

A incidência e a gravidade das reações adversas geralmente aumentam com o aumento das doses, particularmente com alterações da dose. Se o tratamento for interrompido durante mais do que três dias, deve ser reiniciado com 4,6 mg/24 h.

Má utilização do medicamento e erros de dosagem que resultam em sobredosagem

A má utilização do medicamento e erros de dosagem com o adesivo transdérmico de rivastigmina resultaram em reações adversas graves: alguns casos requereram hospitalização, e raramente conduziram à morte (ver secção 4.9). A maioria dos casos de má utilização do medicamento ou de erros de dosagem esteve relacionada com a não remoção do adesivo transdérmico anterior quando aplicado um novo e o uso de múltiplos adesivos transdérmicos em simultâneo. Os doentes e respetivos cuidadores devem ser instruídos acerca das instruções de administração importantes de Rivastigmina Teva adesivo transdérmico (ver seção 4.2).

Distúrbios gastrointestinais

Distúrbios gastrointestinais tais como náuseas, vómitos e diarreia são dose-dependentes e podem ocorrer principalmente aquando do início do tratamento e/ou aumento da dose (ver secção 4.8). Estas reações adversas ocorrem mais frequentemente nas mulheres. Os doentes com sinais ou sintomas de desidratação resultantes de vómitos prolongados ou diarreia prolongada podem ser controlados com fluidos intravenosos e diminuição da dose ou descontinuação se identificados e tratados imediatamente. A desidratação pode estar associada a resultados graves.

Perda de peso

Os doentes com doença de Alzheimer podem perder peso enquanto tomam inibidores das colinesterases, incluindo rivastigmina. O peso dos doentes deve ser monitorizado durante a terapêutica com adesivos transdérmicos de rivastigmina.

Bradicardia

Pode ocorrer prolongamento do intervalo QT em doentes tratados com certos medicamentos inibidores da colinesterase, incluindo a rivastigmina. A rivastigmina pode causar bradicardia, o que constitui um fator de risco para a ocorrência de torsade de pointes, predominantemente em doentes com fatores de risco. Aconselha-se precaução nos doentes com prolongamento do intervalo QT pré-existente ou história familiar desta patologia, ou com risco mais elevado de desenvolver torsade de pointes; por exemplo, naqueles com insuficiência cardíaca descompensada, enfarte do miocárdio recente, bradiarritmias, uma predisposição para hipocalemia ou hipomagnesemia, ou utilização concomitante com medicamentos conhecidos por induzirem prolongamento do intervalo QT e/ou torsade de pointes. Pode também ser necessária monitorização clínica (ECG) (ver secções 4.5 e 4.8).

Outras reações adversas

Tem de se ter cuidado quando se prescrevem adesivos transdérmicos de Rivastigmina Teva a: • doentes com síndrome do nodo sinusal ou defeitos de condução (bloqueio sinoauricular, bloqueio auriculoventricular) (ver secção 4.8); • doentes com úlceras gástricas ou duodenais ativas ou doentes predispostos a estas condições, porque a rivastigmina pode causar aumento das secreções gástricas (ver secção 4.8); • doentes com predisposição para obstrução urinária e convulsões, pois os colinomiméticos podem induzir ou exacerbar estas doenças; • doentes com história de asma ou doença pulmonar obstrutiva.

Reações cutâneas no local de aplicação

Podem ocorrer reações cutâneas no local de aplicação com o adesivo transdérmico de rivastigmina que são geralmente de intensidade ligeira a moderada. Os doentes e os cuidadores devem ser instruídos de acordo com estas informações.

Estas reações não constituem em si uma indicação de sensibilização. No entanto, o uso do adesivo transdérmico de rivastigmina pode conduzir a dermatite alérgica de contacto.

Deve-se suspeitar de dermatite alérgica de contacto caso as reações no local de aplicação se alastrarem para além da área do adesivo transdérmico, se existir evidência de uma reação local mais intensa (ex. eritema aumentado, edema, pápulas, vesículas) e se os sintomas não melhorarem significativamente num período de 48 h após a remoção do adesivo transdérmico. Nestes casos, deve-se descontinuar o tratamento (ver secção 4.3).

Os doentes que desenvolvam reações no local de administração sugestivas de dermatite de contacto alérgica ao adesivo transdérmico de rivastigmina que ainda necessitem de tratamento com rivastigmina apenas devem passar a tomar rivastigmina oral após apresentarem resultado de teste de alergia negativo e sob supervisão médica apertada. É possível que alguns doentes sensibilizados à rivastigmina devido à exposição ao adesivo transdérmico de rivastigmina não possam tomar rivastigmina em qualquer forma.

Existem notificações pós-comercialização raras de doentes que apresentaram dermatite alérgica (disseminada) quando foi administrada rivastigmina independentemente da via de administração (oral, transdérmica). Nestes casos, o tratamento deve ser descontinuado (ver secção 4.3).

Outras advertências e precauções

A rivastigmina pode exacerbar ou induzir sintomas extrapiramidais.

O contacto com os olhos deve ser evitado depois de manusear os adesivos transdérmicos de Rivastigmina Teva (ver secção 5.3). Devem lavar-se as mãos com água e sabonete após remoção do adesivo transdérmico. Em caso de contacto com os olhos ou se estes ficarem vermelhos após manuseamento do adesivo transdérmico, lave imediatamente com água em abundância e procure aconselhamento médico se os sintomas não desaparecerem.

Populações especiais

• Os doentes com peso corporal inferior a 50 kg podem ter mais reações adversas e podem estar mais predispostos a descontinuar o tratamento devido a reações adversas (ver secção 4.2). Titule cuidadosamente e monitorize estes doentes quanto a reações adversas (por ex: náuseas ou vómitos prolongados) e considere reduzir a dose de manutenção para o adesivo transdérmico de 4,6 mg/24 h caso estas reações adversas apareçam. • Compromisso hepático: em doentes com compromisso hepático clinicamente significativo podem ocorrer mais reações adversas. As doses recomendadas para titulação de acordo com a tolerabilidade individual devem ser cuidadosamente seguidas. Os doentes com compromisso hepático grave não foram estudados. Na titulação destes doentes deve ser tomada precaução especial (ver secções 4.2 e 5.2).

4.5. Interações medicamentosas e outras formas de interação

Não foram realizados estudos de interação específicos com os adesivos transdérmicos de Rivastigmina Teva.

Sendo um inibidor da colinesterase, a rivastigmina pode potenciar os efeitos dos relaxantes musculares do tipo da succinilcolina durante a anestesia. É recomendada precaução aquando da seleção dos agentes anestésicos. Se necessário, podem ser considerados ajustes de dose ou interrupção temporária do tratamento.

Atendendo aos seus efeitos farmacodinâmicos e possíveis efeitos aditivos, a rivastigmina não deve ser administrada concomitantemente com outras substâncias colinomiméticas. A rivastigmina pode interferir com a atividade dos medicamentos anticolinérgicos (ex. oxibutinina, tolterodina).

Foram notificados efeitos aditivos que levam a bradicardia (o que pode resultar em síncope) com o uso combinado de vários bloqueadores beta (incluindo atenolol) e rivastigmina. É expectável que os bloqueadores beta cardiovasculares estejam associados a um maior risco, mas também foram recebidas notificações de doentes que tomam outros bloqueadores beta. Por isso, recomenda-se precaução quando a rivastigmina é usada concomitantemente com bloqueadores beta e também com outros agentes que provocam bradicardia (ex. antiarrítmicos de classe III, antagonistas dos canais de cálcio, glicosídeos digitálicos, pilocarpina).

Dado que a bradicardia constitui um fator de risco para a ocorrência de torsades de pointes, a associação de rivastigmina com medicamentos que podem induzir prolongamento do intervalo QT ou torsades de pointes, tais como antipsicóticos, ou seja, algumas fenotiazinas (clorpromazina, levomepromazina), benzamidas (sulpirida, sultoprida, amissulprida, tiaprida, veraliprida), pimozida, haloperidol, droperidol, cisaprida, citalopram, difemanil, eritromicina IV, halofantrina, mizolastina, metadona, pentamidina e moxifloxacina deve ser observada com precaução e a monitorização clínica (ECG) pode também ser necessária.

Não se observou qualquer interação farmacocinética da rivastigmina oral com digoxina, varfarina, diazepam ou fluoxetina nos estudos em voluntários saudáveis. O aumento do tempo de protrombina induzido pela varfarina não é afetado pela administração oral de rivastigmina. Não se observaram quaisquer efeitos indesejáveis na condução cardíaca após a administração concomitante de digoxina e rivastigmina oral.

A administração concomitante de rivastigmina com medicamentos prescritos usualmente, como antiácidos, antieméticos, antidiabéticos, anti-hipertensores que atuam centralmente, bloqueadores dos canais de cálcio, agentes inotrópicos, antianginosos, agentes anti- inflamatórios não esteroides, estrogénios, analgésicos, benzodiazepinas e anti-histamínicos, não foi associada a uma alteração da cinética da rivastigmina nem a um aumento do risco de efeitos indesejáveis clinicamente relevantes.

Devido ao seu metabolismo, parecem improváveis interações metabólicas com outros medicamentos, apesar de a rivastigmina poder inibir o metabolismo mediado pela butirilcolinesterase de outras substâncias.

4.6. Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez Em animais grávidos, a rivastigmina e/ou metabolitos atravessam a placenta. Desconhece-se se isto ocorre em seres humanos. Não existem dados clínicos sobre as gravidezes expostas. Nos estudos peri/pós-natais em ratos, observou-se um tempo de gestação aumentado. A rivastigmina não deve ser utilizada durante a gravidez, a menos que tal seja claramente necessário.

Amamentação

Em animais, a rivastigmina é excretada no leite. Não se sabe se a rivastigmina é excretada no leite humano. Assim, as mulheres que estiverem a tomar rivastigmina não devem amamentar.

Fertilidade

Não foram observados efeitos adversos sobre a fertilidade ou no desempenho reprodutivo em ratos (ver seção 5.3). Não são conhecidos efeitos da rivastigmina na fertilidade humana.

4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

A doença de Alzheimer pode causar uma diminuição gradual da capacidade de conduzir ou comprometer a capacidade para utilizar máquinas. Além disso, a rivastigmina pode induzir síncope ou delírios. Como consequência, a rivastigmina tem influência reduzida ou moderada na capacidade de conduzir e utilizar máquinas. Logo, em doentes com demência tratados com rivastigmina, a capacidade de continuar a conduzir ou utilizar máquinas complexas deve ser regularmente avaliada pelo médico assistente.

4.8. Efeitos indesejáveis

Resumo do perfil de segurança

As reações cutâneas no local de aplicação (geralmente eritema ligeiro a moderado no local de aplicação) são as mais frequentes reações adversas observadas com a utilização do adesivo transdérmico de rivastigmina. As reações adversas seguintes mais frequentes são de natureza gastrointestinal e incluem náuseas e vómitos.

As reações adversas na Tabela 1 estão listadas de acordo com as classes de sistemas de órgãos da MedDRA e a categoria de frequência. As categorias de frequência são definidas utilizando a seguinte convenção: muito frequentes (≥1/10); frequentes (≥1/100 a <1/10); pouco frequentes (≥1/1.000 a <1/100); raros (≥1/10.000 a <1/1.000); muito raros (<1/10.000); desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis).

Resumo tabelado de reações adversas

A Tabela 1 mostra as reações adversas notificadas em 1670 doentes com demência de Alzheimer tratados em ensaios clínicos, aleatorizados com dupla ocultação, controlados por placebo e fármaco ativo, com adesivo transdérmico de rivastigmina, com a duração de 24-48 semanas e a partir de dados pós-comercialização.

Tabela 1 Infeções e infestações Frequentes Infeção urinária Doenças do metabolismo e da nutrição Frequentes Anorexia, diminuição do apetite Pouco frequentes Desidratação Perturbações do foro psiquiátrico Frequentes Ansiedade, depressão, delírios, agitação Pouco frequentes Agressividade Desconhecido Alucinações, agitação, pesadelos Doenças do sistema nervoso Frequentes Cefaleias, síncope, tonturas Pouco frequentes Hiperatividade psicomotora Muito raros Sintomas extrapiramidais Desconhecido Agravamento da doença de Parkinson, convulsões, tremor, sonolência, pleurotótono (Síndrome de Pisa) Cardiopatias Pouco frequentes Bradicardia Desconhecido Bloqueio auriculoventricular, fibrilhação auricular, taquicardia, síndrome do nodo sinusal Vasculopatias Desconhecido Hipertensão Doenças gastrointestinais Frequentes Náuseas, vómito, diarreia, dispepsia, dor abdominal Pouco frequentes Úlcera gástrica Desconhecido Pancreatite Afeções hepatobiliares Desconhecido Hepatite, testes de função hepática elevados Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos Frequentes Erupção cutânea Desconhecido Prurido, eritema, urticária, vesículas, dermatite alérgica (disseminada) Doenças renais e urinárias Frequentes Incontinência urinária Perturbações gerais e alterações no local de administração Frequentes Reações cutâneas no local de aplicação (ex: eritema no local de aplicação*, prurido no local de aplicação*, edema no local de aplicação*, dermatite no local de aplicação, irritação no local de aplicação), condições asténicas (ex: fadiga, astenia), pirexia, perda de peso Raros Queda *Num estudo controlado de 24 semanas em doentes japoneses, o eritema no local de aplicação, edema no local de aplicação e prurido no local de aplicação foram notificados como “muito frequentes”.

Descrição de reações adversas selecionadas

Quando foram utilizadas doses superiores a 13,3 mg/24 h no estudo controlado por placebo supracitado, foram observadas mais frequentemente insónias e insuficiência cardíaca do que com 13,3 mg/24 h ou placebo, sugerindo uma relação dose-efeito. No entanto, estes acontecimentos não ocorreram com uma maior frequência com adesivos transdérmicos de rivastigmina 13,3 mg/24 h do que com o placebo.

As seguintes reações adversas foram apenas observadas com rivastigmina cápsulas e solução oral e não nos ensaios clínicos com adesivos transdérmicos de rivastigmina: mal-estar, confusão, sudorese aumentada (frequentes); úlceras duodenais, angina pectoris (raros); hemorragia gastrointestinal (muito raros); alguns casos de vómitos graves foram associados a rutura esofágica (desconhecido). Irritação cutânea Em ensaios clínicos controlados em dupla ocultação, as reações no local de aplicação foram maioritariamente ligeiras a moderadas em termos de gravidade. A incidência de reações cutâneas no local de aplicação que levaram à interrupção foi ≤ 2,3% em doentes tratados com adesivos transdérmicos de rivastigmina. A incidência de reações cutâneas no local de aplicação que levaram à interrupção foi maior na população asiática com 4,9% e 8,4% na população chinesa e japonesa, respetivamente.

Em dois ensaios clínicos de 24 semanas em dupla ocultação controlados com placebo, as reações cutâneas foram determinadas a cada visita, usando uma escala de classificação da irritação da pele. Quando observadas em doentes tratados com adesivos transdérmicos de rivastigmina, a irritação da pele foi maioritariamente ligeira ou moderada em termos de gravidade. Foi classificada como grave em ≤ 2,2% dos doentes nestes estudos e em ≤ 3,7% dos doentes tratados com adesivos transdérmicos de rivastigmina num estudo japonês.

Notificação de suspeitas de reações adversas A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas através do INFARMED, I.P.

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]

4.9. Sobredosagem

Sintomas

A maioria dos casos de sobredosagem acidental com rivastigmina oral não esteve associada a sinais nem a sintomas clínicos e quase todos os doentes envolvidos continuaram o tratamento com rivastigmina 24 horas após a sobredosagem.

Tem sido notificada toxicidade colinérgica, com sintomas muscarínicos que são observados com envenenamentos moderados, tais como miose, rubor, distúrbios digestivos, incluindo dor abdominal, náuseas, vómitos e diarreia, bradicardia, broncospasmo e aumento das secreções brônquicas, hiperidrose, micção e/ou defecação involuntárias, lacrimação, hipotensão e hipersecreção salivar.

Em casos mais graves, podem desenvolver-se efeitos nicotínicos, tais como fraqueza muscular, fasciculações, convulsões e paragem respiratória com possível desfecho fatal.

Adicionalmente existem casos pós-comercialização de tonturas, tremor, cefaleia, sonolência, estado confusional, hipertensão, alucinações e mal-estar. Foi notificada sobredosagem com o adesivo transdérmico de rivastigmina resultante de má utilização/erros de dose (aplicação de vários adesivos transdérmicos simultaneamente) no contexto de pós-comercialização e raramente em ensaios clínicos. Monitorização

Como a rivastigmina tem uma semivida plasmática de cerca de 3,4 horas e uma duração da inibição da acetilcolinesterase de cerca de 9 horas, recomenda-se que, em caso de sobredosagem assintomática, todos os adesivos transdérmicos de Rivastigmina Teva sejam removidos imediatamente e não seja aplicado mais nenhum adesivo transdérmico nas 24 horas seguintes. Em situações de sobredosagens acompanhadas de náuseas e vómitos graves, deve ser considerada a utilização de antieméticos. Deve ser administrado tratamento sintomático para outras reações adversas, de acordo com as necessidades.

Em sobredosagens massivas, pode ser usada atropina. Recomenda-se uma dose inicial intravenosa de 0,03 mg/kg de sulfato de atropina por via intravenosa, com doses subsequentes baseadas na resposta clínica. A utilização da escopolamina como antídoto não é recomendada.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1. Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 2.13.1 - Medicamentos utilizados no tratamento sintomático das alterações das funções cognitivas, código ATC: N06DA03

A rivastigmina é um inibidor da acetil- e butirilcolinesterase do tipo carbamato, admitindo-se que facilita a neurotransmissão colinérgica pelo atraso na degradação da acetilcolina libertada por neurónios colinérgicos funcionalmente intactos. Assim, a rivastigmina pode ter um efeito benéfico nos défices cognitivos, mediados pelo sistema colinérgico, na demência associada à doença de Alzheimer.

A rivastigmina interage com as suas enzimas alvo, através da formação de um complexo ligado covalentemente que inativa as enzimas temporariamente. Em homens adultos jovens saudáveis, uma dose oral de 3 mg diminui a atividade da acetilcolinesterase (AChE) no líquido cefalorraquidiano (LCR) em aproximadamente 40% na primeira 1,5 hora após a administração. A atividade da enzima retorna aos níveis basais cerca de 9 horas após a obtenção do efeito inibitório máximo. Em doentes com doença de Alzheimer, a inibição da AChE no LCR pela rivastigmina oral foi dependente da dose até 6 mg administrados duas vezes por dia, a dose mais elevada testada. A inibição da atividade da butirilcolinesterase no LCR de 14 doentes com doença de Alzheimer, tratados com rivastigmina oral, foi semelhante à inibição da atividade da AChE.

Ensaios clínicos na demência de Alzheimer

A eficácia dos adesivos transdérmicos de rivastigmina em doentes com demência de Alzheimer foi demonstrada num estudo principal de 24 semanas, com dupla ocultação, controlado com placebo e na sua extensão de fase aberta e num estudo de 48 semanas, em dupla ocultação e com comparador ativo.

Estudo controlado com placebo com duração de 24 semanas Os doentes envolvidos no estudo controlado com placebo tinham uma pontuação de 10-20 na escala MMSE (Mini-Mental State Examination). A eficácia foi estabelecida pelo uso de instrumentos de avaliação independentes, específicos para esta área, e que foram aplicados em intervalos periódicos durante as 24 semanas de tratamento. Estes incluíram a ADAS-Cog (Alzheimer’s Disease Assessment Scale – Cognitive subscale, uma medida de cognição baseada no desempenho), a ADCS-CGIC (Alzheimer’s Disease Cooperative Study – Clinician’s Global Impression of Change, uma avaliação global e abrangente do doente pelo médico incorporando a participação do cuidador) e a ADCS-ADL (Alzheimer’s Disease Cooperative Study – Activities of Daily Living, uma avaliação, quantificada pelo cuidador, das atividades da vida diária incluindo higiene pessoal, alimentação, vestuário, tarefas domésticas tais como fazer compras, conservação da capacidade de orientação de si próprio em relação ao meio circundante, assim como envolvimento em atividades relacionadas com finanças). Os resultados das 24 semanas para estes três instrumentos estão sumariados na Tabela 2.

Tabela 2 Adesivos Rivastigmina Placebo ITT- população transdérmicos cápsulas LOCF Rivastigmina 12 mg/dia 9,5mg/24 h N = 256 N = 282 ADAS-Cog N = 251

Valor basal médio ± DP (n=248) (n=253) (n=281) Média das diferenças às 24 27,0  10,3 27,9  9,4 28,6  9,9 semanas ±DP -0,6  6,4 -0,6  6,2 1,0  6,8 Valor de p versus placebo 0,005*1 0,003*1

ADCS-CGIC

(n=248) (n=253) (n=278) Valor médio ± DP 3,9  1,20 3,9  1,25 4,2  1,26 Valor de p versus placebo 0,010*2 0,009*2 ADCS-ADL

(n=247) (n=254) (n=281) Valor médio basal ± DP Média das diferenças às 24 50,1  16.3 49,3  15,8 49,2  16,0 semanas ± DP -0,1  9.1 -0,5  9,5 -2,3  9,4

Valor de p versus placebo 0,013*1 0,039*1

* p≤0,05 versus placebo ITT: Intenção de tratar; LOCF: Última observação realizada 1 Baseado na análise ANCOVA com o tratamento e o país como fatores e o valor basal como covariável. Uma variação negativa da ADAS-Cog indica melhoria. Uma variação positiva da ADCSADL indica melhoria. 2 Baseado no teste CMH (van Elteren Test) bloqueado por país. Valores de ADCS-CGIC <4 indicam melhoria.

Os resultados clinicamente relevantes do estudo de 24 semanas controlado com placebo são fornecidos na Tabela 3. A melhoria clinicamente relevante foi definida a priori como a melhoria de pelo menos 4 pontos na ADAS-Cog, ausência de agravamento na ADCS-CGIC e ausência de agravamento na ADCS-ADL. Doentes com resposta clinicamente relevante (% )

Rivastigmina Placebo Rivastigmina Teva Teva ITT – população adesivos transdérmicos cápsulas LOCF 9,5 mg/24 h 12 mg/dia N = 251 N = 256 N = 282 Pelo menos 4 pontos de melhoria 17,4 19,0 10,5 na ADAS-Cog sem agravamento na ADCS- CGIC e ADCS-ADL

Valor de p versus placebo 0,037* 0,004*

*p<0,05 versus placebo

Os modelos comportamentais para os adesivos transdérmicos 9,5 mg/24 h sugeriram uma exposição similar à obtida com uma dose oral de 12 mg/dia.

Estudo controlado com comparador ativo com duração de 48 semanas Os doentes envolvidos no estudo controlado com comparador ativo tinham uma pontuação inicial de 10-24 na escala MMSE. O estudo foi desenhado para comparar a eficácia do adesivo transdérmico de 13,3 mg/24 h em relação ao adesivo transdérmico de 9,5 mg/24 h durante 48 semanas na fase de tratamento em dupla ocultação em doentes com a doença de Alzheimer que demonstraram declínio funcional e cognitivo após um tratamento inicial de 24-48 semanas na sua extensão de fase aberta enquanto faziam a dose de manutenção de 9,5 mg/24 h adesivo transdérmico. O declínio funcional foi avaliado pelo investigador e o declínio cognitivo foi definido como uma diminuição >2 pontos na escala MMSE em relação à última visita ou uma diminuição >3 pontos em relação ao valor inicial. A eficácia foi estabelecida através do uso da ADAS-Cog (Alzheimer’s Disease Assessment Scale -Cognitive subscale, uma medida de cognição baseada no desempenho) e da ADCS-IADL (Alzheimer’s Disease Cooperative Study – Instrumental Activities of Daily Living) que avaliam atividades instrumentais que incluem gestão financeira, preparação de refeições, fazer compras, capacidade de orientação de si próprio em relação ao meio circundante e capacidade para ficar sozinho sem vigilância. Os resultados das 48 semanas para os dois instrumentos de avaliação estão resumidos na Tabela 4.

Tabela 4 População/Visita Adesivo de Adesivo de Adesivo de Adesivo de Rivastigmina Rivastigmina Rivastigmina 15 Rivastigmina 15 cm2** 10 cm2*** cm2** 10 cm2*** N = 265 N = 271

N Média n Média DLSM 95% IC Valor p

ADAS-Cog LOCF Basal 264 34,4 268 34,9 DB Valor 264 38,5 268 39,7 Semana 48 Alteração 264 4,1 268 4,9 -0,8 (-2,1; 0,5) 0,227 ADCS-IADL LOCF Basal 265 27,5 268 25,8 Valor 265 23,1 268 19,6 Semana 48 Alteração 265 -4,4 268 -6,2 2,2 (0,8; 3,6) 0,002* IC – Intervalo de confiança. DLSM –diferença de médias dos mínimos quadrados. LOCF (Last Observation Carried Forward) –última observação realizada.

Pontuação ADAS-cog: uma diferença negativa no DLSM indica maior benefício com rivastigmina 15 cm2 quando comparado com rivastigmina 10 cm2. Pontuação ADCS-IADL: uma diferença positiva no DLSM indica maior benefício com rivastigmina 15 cm2 quando comparado com rivastigmina 10 cm2.

N é o número de doentes com uma avaliação inicial (última avaliação na fase aberta inicial) e com pelo menos 1 avaliação pós-basal (para LOCF). The DLSM, 95% CI, e o valor p são baseados no modelo ajustado ANCOVA (análise da covariância) para os países e pontuação basal ADAS-cog. * p<0,05 Fonte: Estudo D2340-Tabela 11-6 e Tabela 11-7

A Agência Europeia de Medicamentos dispensou a obrigação de apresentação dos resultados dos estudos com rivastigmina em todos os subgrupos da população pediátrica em tratamento da demência de Alzheimer (ver secção 4.2 para informação sobre utilização pediátrica).

5.2. Propriedades farmacocinéticas

Absorção

A absorção da rivastigmina a partir dos adesivos transdérmicos de rivastigmina é lenta. Após a primeira dose são observadas concentrações plasmáticas detetáveis depois de um intervalo de 0,5-1 hora. A Cmax é atingida após 10-16 horas. Depois do pico, as concentrações plasmáticas diminuem lentamente durante o restante período de aplicação de 24 horas. Com doses múltiplas (como no estado estacionário), depois do adesivo transdérmico prévio ser substituído por um novo, inicialmente as concentrações plasmáticas diminuem lentamente durante aproximadamente 40 minutos em média, até a absorção do novo adesivo transdérmico aplicado ser mais rápida do que a eliminação, e os níveis plasmáticos começarem a aumentar até atingir um novo pico após aproximadamente 8 horas. No estado estacionário, os níveis mínimos são aproximadamente 50% dos níveis do pico, em contraste com a administração oral, onde as concentrações caem para zero virtual entre as doses. Apesar de menos pronunciado do que com a formulação oral, a exposição à rivastigmina (Cmax e AUC) aumenta proporcionalmente com um fator de 2,6 e 4,9 quando se transfere de 4,6 mg/24 h para 9,5 mg/24 h e para 13,3 mg/24 h, respetivamente. O índice de flutuação (IF), uma medida da diferença relativa entre picos e concentrações mínimas (Cmax -Cmin/Cavg), foi de 0,58 para adesivos transdérmicos de rivastigmina de 4,6 mg/24 h, 0,77 para adesivos transdérmicos de rivastigmina de 9,5 mg/24 h e 0,72 para adesivos transdérmicos de rivastigmina de 13,3 mg/24 h adesivos transdérmicos, demonstrando uma flutuação muito menor entre as concentrações mínima e pico do que com a formulação oral (IF=3,96 (6 mg/dia) e 4,15 (12 mg/dia)).

A dose de rivastigmina libertada do adesivo transdérmico em 24 horas (mg/24 h) não pode ser diretamente comparada à quantidade (mg) de rivastigmina contida numa cápsula no que diz respeito à concentração plasmática durante 24 horas.

Com uma dose única, a variabilidade interindividual nos parâmetros farmacocinéticos da rivastigmina (normalizados à dose/kg de peso corporal) foi de 43% (Cmax) e de 49% (AUC0-24h) após administração transdérmica versus 74% e 103%, respetivamente, depois da forma oral. A variabilidade interindividual no estado estacionário num estudo na demência de Alzheimer foi de 45% (Cmax) e 43% (AUC0-24h) após a utilização do adesivo transdérmico, e de 71% e 73%, respetivamente, depois da administração da forma oral.

Uma relação entre a exposição à substância ativa no estado estacionário (rivastigmina e metabolito NAP226-90) e o peso corporal foi observada nos doentes com demência de Alzheimer. Em comparação com um doente com um peso corporal de 65 kg, as concentrações de rivastigmina no estado estacionário num doente com um peso corporal de 35 kg serão aproximadamente o dobro, enquanto para um doente com um peso corporal de 100 kg, as concentrações serão aproximadamente metade. O efeito do peso corporal na exposição à substância ativa sugere que é necessária atenção especial aos doentes com peso corporal muito baixo durante a fase de titulação crescente (ver secção 4.4).

A exposição (AUC∞) à rivastigmina (e ao metabolito NAP266-90) foi maior quando o adesivo transdérmico foi aplicado na parte superior das costas, tórax ou parte superior do braço e aproximadamente 20-30% menor quando aplicado no abdómen ou coxa.

Não ocorreu acumulação relevante de rivastigmina ou do metabolito NAP226-90 no plasma dos doentes com doença de Alzheimer, exceto nos níveis plasmáticos do segundo dia de terapêutica com o adesivo transdérmico que foram superiores aos do primeiro dia.

Distribuição

A ligação da rivastigmina às proteínas plasmáticas é fraca (aproximadamente 40%). Atravessa rapidamente a barreira hematoencefálica e tem um volume de distribuição aparente da ordem de 1,8-2,7 l/kg.

Biotransformação

A rivastigmina é rápida e extensamente metabolizada com um tempo de semivida de eliminação no plasma de aproximadamente 3,4 horas após a remoção do adesivo transdérmico. A eliminação foi limitada pela taxa de absorção (cinética flip-flop), o que explica o t1/2 mais longo após a aplicação do adesivo transdérmico (3,4 h) versus administrações oral ou intravenosa (1,4 a 1,7 h). O metabolismo é primariamente por hidrólise mediada pela colinesterase, ao metabolito NAP226-90. In vitro, este metabolito apresenta inibição mínima da acetilcolinesterase (<10%).

Com base em estudos in vitro não é esperada interação farmacocinética com medicamentos metabolizados pelas seguintes isoenzimas dos citocromos: CYP1A2, CYP2D6, CYP3A4/5, CYP2E1, CYP2C9, CYP2C8, CYP2C19 ou CYP2B6. Baseado na evidência dos estudos em animais, as isoenzimas mais importantes do citocromo P450 estão minimamente envolvidas no metabolismo da rivastigmina. A depuração plasmática total da rivastigmina foi de aproximadamente 130 litros/ h após uma dose intravenosa de 0,2 mg e diminuiu para 70 litros/ h depois de uma dose intravenosa de 2,7 mg, o que é consistente com a farmacocinética não linear, sobreproporcional da rivastigmina devido à saturação da sua eliminação.

O rácio AUC∞ do metabolito/composto de origem foi aproximadamente de 0,7 após a aplicação do adesivo transdérmico versus 3,5 depois da administração oral, indicando que ocorreu muito menos metabolismo após aplicação na derme comparando com o tratamento oral. É formado menos NAP226-90 depois da aplicação do adesivo transdérmico, presumivelmente devido à ausência de metabolismo pré-sistémico (efeito de primeira passagem no fígado), em contraste com a administração oral.

Eliminação É encontrada rivastigmina não alterada em pequenas quantidades na urina; a excreção renal dos metabolitos é a mais importante via de eliminação após a administração do adesivo transdérmico. Após a administração de 14C-rivastigmina oral, a eliminação renal foi rápida e praticamente completa (>90%) em 24 horas. Menos de 1% da dose administrada é excretada nas fezes.

Uma análise farmacocinética da população demonstrou que o uso de nicotina aumenta a depuração oral de rivastigmina em 23% em doentes com doença de Alzheimer (n = 75 fumadores e 549 não fumadores) a tomar doses de rivastigmina cápsula oral até 12 mg/dia.

Populações especiais

Idosos A idade não tem impacto na exposição à rivastigmina em doentes com doença de Alzheimer tratados com adesivos transdérmicos de rivastigmina.

Compromisso hepático Não foram realizados estudos com adesivos transdérmicos de rivastigmina em doentes com compromisso hepático. Após administração oral, a Cmax de rivastigmina foi aproximadamente 60% superior e a AUC da rivastigmina foi mais de duas vezes superior em indivíduos com compromisso hepático ligeiro a moderado do que em indivíduos saudáveis.

Após uma dose oral única de 3 mg ou 6 mg, a depuração oral média da rivastigmina foi aproximadamente 46-63% menor em doentes com compromisso hepático ligeiro a moderado (n = 10, pontuação Child-Pugh 5-12, comprovada por biópsia) do que em indivíduos saudáveis (n = 10).

Compromisso renal Não foram realizados estudos com adesivos transdérmicos de rivastigmina em indivíduos com compromisso renal. Com base na análise da população, a depuração da creatinina não mostrou qualquer efeito claro sobre as concentrações no estado estacionário de rivastigmina ou do seu metabolito. Em doentes com insuficiência renal não é necessário ajuste da dose (ver secção 4.2).

5.3. Dados de segurança pré-clínica

Os estudos de toxicidade por administração repetida oral e tópica em ratinhos, ratos, coelhos, cães e porcos anões apenas revelaram efeitos associados a uma ação farmacológica potenciada. Não foi observada toxicidade em órgãos alvo. As doses orais e tópicas utilizadas em estudos animais foram limitadas devido à sensibilidade dos modelos animais utilizados.

A rivastigmina não foi mutagénica numa bateria padrão de testes in vitro e in vivo, exceto num teste de aberração cromossómica em linfócitos periféricos humanos numa dose 104 vezes superior à exposição clínica previsível. O teste do micronúcleo in vivo foi negativo. O principal metabolito NAP226-90 também não demonstrou potencial genotóxico.

Não se encontrou evidência de carcinogenicidade nos estudos orais e tópicos em ratinhos e num estudo oral em ratos na dose máxima tolerada. A exposição à rivastigmina e aos seus metabolitos foi aproximadamente equivalente à exposição em humanos com as doses máximas de cápsulas e adesivos transdérmicos de rivastigmina.

Em animais, a rivastigmina atravessa a placenta e é excretada no leite. Estudos de administração oral em fêmeas de ratos e coelhos grávidas não deram indicação de potencial teratogénico por parte da rivastigmina. Em estudos orais com ratos machos e fêmeas, não foram observados efeitos adversos da rivastigmina na fertilidade ou desempenho reprodutivo da geração dos pais ou da descendência. Não foram realizados estudos específicos na derme de fêmeas grávidas.

Os adesivos transdérmicos de rivastigmina não foram fototóxicos e foram considerados não sensibilizantes. Noutros estudos de toxicidade na derme foi observado um ligeiro efeito irritante na pele dos animais de laboratório, incluindo controlos. Esta situação pode indicar que os adesivos transdérmicos de rivastigmina podem potencialmente induzir um eritema ligeiro nos doentes.

Foi identificado um ligeiro potencial de irritação do olho ou mucosa com rivastigmina num estudo em coelhos. Logo os doentes/prestadores de cuidados devem evitar o contacto com os olhos depois de manusear o adesivo transdérmico (ver secção 4.4).

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1. Lista dos excipientes

Camada de suporte: -Filme de poliéster revestido a alumínio / resina termoplástica /polietileno

Camada ativa: - - poli [(2-etilhexil) acrilato, vinil acetato]

Camada de matriz adesiva: - poliisobuteno de peso molecular médio - poliisobuteno de alto peso molecular - sílica coloidal anidra - parafina líquida leve

Camada de libertação -Filme de poliéster (tereftalato de polietileno) revestido com fluoropolímero

Tinta de impressão laranja

6.2. Incompatibilidades

Para prevenir a interferência com as propriedades adesivas do adesivo transdérmico, não devem ser aplicados cremes, loções ou pós na área da pele onde o medicamento irá ser aplicado.

6.3. Prazo de validade

3 anos

6.4. Precauções especiais de conservação

Este medicamento não requer quaisquer condições especiais de conservação.

6.5. Natureza e conteúdo do recipiente

Cada saqueta, com proteção para crianças é feita de um material multilaminado LasPoID de papel/ tereftalato de polietileno /polietileno/alumínio. Uma saqueta contém um adesivo transdérmico.

Rivastigmina Teva 4,6 mg/24 h e 9,5 mg/24 h adesivo transdérmico: Disponível em embalagens de 7, 30 ou 42 saquetas e em embalagens múltiplas de 60 (2x30), 84 (2x42) ou 90 (3x30) saquetas.

Rivastigmina Teva 13,3 mg/24 h adesivo transdérmico: Disponível em embalagens de 7 ou 30 saquetas e em embalagens múltiplas de 60 (2x30) ou 90 (3x30) saquetas.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6. Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Os adesivos transdérmicos usados devem ser dobrados a meio, com o lado adesivo para dentro, colocados na saqueta original e eliminados seguramente e fora do alcance e da vista das crianças. Qualquer adesivo transdérmico utilizado ou não deve ser eliminado de acordo com as exigências locais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Teva Pharma - Produtos Farmacêuticos, Lda. Lagoas Parque, Edifício 5-A, Piso 2 2740 – 245 Porto Salvo Portugal

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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Respostas geradas automaticamente a partir do folheto informativo oficial deste medicamento. Não substituem, em caso algum, o parecer do seu farmacêutico ou do seu médico. Em caso de emergência, ligue 112.