Zaflex MG
Folheto informativo: Informação para o utilizador
Zaflex 25 mg cápsulas moles diclofenac de potássio
Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento, pois contém informação importante para si.
Tome este medicamento exatamente como está descrito neste folheto, ou de acordo com as indicações do seu médico ou farmacêutico. – Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente. – Caso precise de esclarecimentos ou conselhos, consulte o seu farmacêutico. – Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4. – Se não se sentir melhor ou se piorar após 5 dias em situações de dor ou 3 dias em situações de febre, tem de consultar um médico.
O que contém este folheto:
1. O que é Zalfex e para que é utilizado
2. O que precisa de saber antes de tomar Zaflex
3. Como tomar Zaflex
4. Efeitos indesejáveis possíveis
5. Como conservar Zaflex
6. Conteúdo da embalagem e outras informações
1. O que é Zaflex e para que é utilizado
O que é Zaflex
Zaflex contém diclofenac que pertence ao grupo dos anti-inflamatórios não esteroides (AINE). O Zaflex 25 mg é um analgésico (alivia a dor), anti-inflamatório (reduz a inflamação/ edema) e antipirético (reduz a febre).
Para que é utilizado Zaflex
Zaflex proporciona um alívio rápido de: – dores musculares, dores articulares, dores de costas, dores de cabeça, dores de dentes, dores menstruais – sintomas de gripe e constipações (incluindo dores de cabeça e dores corporais, dores de garganta) e reduz a febre.
Como funciona Zaflex Zaflex proporciona o alívio da inflamação, dores e edema, através do bloqueio da síntese de prostaglandinas, moléculas responsáveis pela inflamação, dor e febre. Não tem efeito nas causas da inflamação nem febre.
Se tem alguma dúvida sobre como funciona Zaflex, fale com o seu médico ou farmacêutico. Se os sintomas persistirem ou piorarem após 5 dias em situações de dor ou 3 dias em situações de febre, tem de consultar um médico.
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2. O que precisa de saber antes de tomar Zaflex
Se este medicamento lhe foi prescrito pelo seu médico, siga as suas instruções cuidadosamente. Podem ser diferentes da informação geral contida neste folheto.
Não tome Zaflex se – tem alergia (hipersensibilidade) ao diclofenac ou a qualquer outro componente de Zaflex (ver secção 6.) – alguma vez teve reações alérgicas a outros analgésicos, anti-inflamatórios ou antipiréticos tais como diclofenac, ibuprofeno ou ácido acetilsalicílico (uma substância também utilizada para prevenir a coagulação do sangue). Estas reações podem incluir asma, respiração sibilante, dor no peito, rash cutâneo, edema da face ou rinite. Se tiver dúvidas fale com o seu médico ou farmacêutico. – tem ou já teve uma úlcera gástrica ou intestinal – tem sangue nas fezes ou fezes escuras (sinais de hemorragia gastrointestinal) – tem doença hepática ou renal grave – tem uma doença cardíaca estabelecida e/ou doença cerebrovascular, por exemplo, se teve um ataque cardíaco, um AVC, um mini AVC (AIT) ou obstruções dos vasos sanguíneos do coração ou cérebro ou fez uma operação para eliminar ou contornar estas obstruções – tem ou teve problemas circulatórios (doença arterial periférica) – tem insuficiência cardíaca grave – está no último trimestre da gravidez.
Informe o seu médico ou farmacêutico se alguma destas situações se aplicar a si pois Zaflex não é adequado nestas circunstâncias.
Advertências e precauções
Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Zaflex – se tem ou teve alguma doença gastrointestinal, tal como úlcera gástrica, hemorragia ou fezes escuras. Se já sentiu algum desconforto gástrico ou azia após a toma de analgésicos ou anti-inflamatórios; – se tem problemas intestinais; – se teve recentemente ou vai ser submetido a uma cirurgia do estômago ou do trato intestinal antes de tomar Zaflex uma vez que este pode, por vezes, agravar a cicatrização de feridas no intestino após cirurgia; – se estiver a tomar outros analgésicos ou anti-inflamatórios; – se tem alguma doença alérgica, respiração sibilante, dificuldade em respirar ou pólipos nasais; – se tem asma, problemas hepáticos ou renais; – se tem ou teve problemas cardíacos (incluindo insuficiência cardíaca ou doença cardíaca isquémica) ou pressão arterial elevada. – Se tem ou teve doença vascular (doença arterial periférica). Se tem os pés inchados; – se está em risco acrescido de desidratação (devido a alguma patologia, diarreia e antes ou após intervenções cirúrgicas grandes); – se tem algum problema sanguíneo ou hemorragia, incluindo uma doença hepática rara chamada porfiria hepática. – Se alguma vez desenvolveu uma erupção cutânea grave ou descamação da pele, formação de bolhas e/ou feridas na boca após tomar Diclofenac ou outros medicamentos para a dor.
Antes de tomar Zaflex, assegure-se que o seu médico ou farmacêutico sabe se:
– Fuma – Tem diabetes – Tem angina de peito, coágulos sanguíneos, tensão arterial alta, colesterol ou triglicéridos elevados
Os efeitos indesejáveis podem ser minimizados pela utilização da menor dose eficaz durante o mais curto período de tempo necessário. Se alguma destas situações se aplica a si, não tome Zaflex antes de falar com o seu médico ou farmacêutico.
2 Outras precauções – Deve ter atenção que medicamentos como o diclofenac podem estar associados a um pequeno aumento do risco de ataque cardíaco (enfarte do miocárdio) ou acidente vascular cerebral (AVC). O risco é maior com doses elevadas e tratamentos prolongados.
Não exceder: – a dose máxima recomendada de 3 cápsulas/dia ou – a duração do tratamento (até 5 dias em situações de dor ou até 3 dias em situações de febre).
Se, a qualquer momento enquanto tomar Zaflex experienciar algum sinal ou sintoma de problemas com o coração ou vasos sanguíneos tais como dor de peito, falta de ar, fraqueza ou discurso mal articulado, contacte imediatamente um médico.
Zaflex pode diminuir os sintomas de uma infeção (como dor de cabeça, febre) e como tal pode ser mais difícil detetá-la. Se não se sentir bem e precisar de ir ao médico, não se esqueça de lhe dizer que está a tomar Zaflex.
O uso prolongado de qualquer analgésico para dores de cabeça pode agravá-las. Se pensa que poderá ser o seu caso, aconselhe-se com o seu médico.
Outros medicamentos e Zaflex Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, tiver tomado recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.
É particularmente importante que informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar qualquer um dos seguintes medicamentos:
– Lítio ou inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS) (medicamentos usados no tratamento da depressão) – Digoxina (medicamento usado em doenças do coração) – IECAs ou bloqueadores beta (para a hipertensão e insuficiência cardíaca) – Diuréticos (para aumentar o volume de urina) – Medicamentos usados no tratamento da diabetes com exceção da insulina – Outros medicamentos anti-inflamatórios ou analgésicos tais como ácido acetilsalicílico ou ibuprofeno – Corticosteroides (para alívio das áreas inflamadas do corpo) – Medicamentos usados para prevenir a coagulação sanguínea ("fluidificantes do sangue" ou anticoagulantes) – Metotrexato (medicamento usado nalguns tipos de cancro ou na artrite) – Ciclosporina, Tacrolimus (para doentes que receberam transplante de órgãos) – Trimetropim (medicamento usado para prevenir e tratar infeções do trato urinário) – Alguns medicamentos usados contra infeções (antibióticos do grupo das quinolonas) – Sulfinpirazona (medicamento para o tratamento da gota) ou voriconazol (medicamento para o tratamento de infeções fúngicas). – Fenitoína (medicamento para tratamento de convulsões) – Colestipol e colestiramina (medicamentos usados para regular o colesterol)
Zaflex com alimentos e bebidas Para máxima eficácia, as cápsulas moles devem ser tomadas com ou depois das refeições.
Idosos Assim como com outros analgésicos, os idosos podem ser mais sensíveis do que os adultos aos efeitos do Zaflex. Deve seguir cuidadosamente as instruções e usar o menor número de cápsulas moles que lhe permitam o alívio dos sintomas. É especialmente importante que os idosos comuniquem prontamente ao seu médico efeitos indesejáveis.
Crianças e adolescentes (abaixo dos 14 anos)
3 Não administrar Zaflex a crianças e adolescentes abaixo dos 14 anos.
Gravidez, amamentação e fertilidade Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.
Gravidez Se está grávida ou pensa que pode estar grávida, informe o seu médico e não tome Zaflex.
Não tome Zaflex se estiver nos últimos 3 meses da gravidez, pois pode prejudicar o feto ou causar problemas no parto. Pode causar problemas renais e cardíacos ao feto. Pode afetar sua a tendência e a do seu bebé para hemorragias e fazer com que o trabalho de parto ocorra mais tarde ou seja mais longo do que o esperado. Não deve tomar Zaflex durante os primeiros 6 meses de gravidez, a menos que seja absolutamente necessário e recomendado pelo seu médico. Se necessitar de tratamento durante este período ou enquanto estiver a tentar engravidar, deve ser utilizada a dose mais baixa e durante o menor período de tempo possível. Se tomado por mais de alguns dias a partir das 20 semanas de gravidez, Zaflex pode causar problemas renais no feto que podem levar a níveis baixos de líquido amniótico que envolve o feto (oligoidrâmnio) ou constrição de um vaso sanguíneo (ducto arterioso) no coração do feto. Se necessitar de tratamento por mais do que alguns dias, o seu médico poderá recomendar uma monitorização adicional.
Aleitamento Não tome Zaflex se estiver a amamentar pois pode ser prejudicial para o bebé. Informe o seu médico se estiver a amamentar.
Fertilidade Como com outros medicamentos anti-inflamatórios, o uso de diclofenac, a substância ativa de Zaflex, pode afetar a fertilidade feminina, mas é reversível com a suspensão do medicamento. Contudo, deve informar o seu médico se estiver a planear engravidar ou se teve dificuldade em engravidar
Peça conselho ao seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento durante a gravidez ou aleitamento.
Condução de veículos e utilização de máquinas Geralmente, Zaflex não influencia a capacidade de conduzir e utilizar máquinas. No entanto, tal como com outros analgésicos, raramente, os doentes podem evidenciar perturbações de visão, vertigens ou sonolência. Se notar algum destes efeitos, não deverá conduzir ou utilizar máquinas e deve consultar o seu médico assim que possível.
Zaflex contém sorbitol Este medicamento contém 24,4 mg de sorbitol em cada cápsula. Se foi informado pelo seu médico que tem intolerância a alguns açúcares contacte-o antes de tomar este medicamento.
3. Como tomar Zaflex
Tome este medicamento exatamente como está descrito neste folheto, ou de acordo com as indicações do seu médico ou farmacêutico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.
Que quantidade tomar de Zaflex Não exceda a dose recomendada. É importante que utilize a dose mais baixa que controla a sua dor e que não tome Zaflex por mais do que o tempo necessário.
Para adultos e adolescentes acima dos 14 anos Tome 1 cápsula mole aquando do aparecimento dos sintomas. Se necessário, continuar com 1 cápsula mole a cada 4 a 6 horas. Não tome mais de 3 cápsulas moles por dia.
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Como tomar Zaflex
– Engula as cápsulas moles inteiras com um copo de água. – As cápsulas moles devem ser tomadas com ou depois das refeições. Por quanto tempo tomar Zaflex Não tomar Zaflex durante mais do que 5 dias em situações de dor ou 3 dias em situações de febre. Em caso de agravamento ou persistência dos sintomas, informe o seu médico ou farmacêutico para garantir que os sintomas não são devidos a uma doença grave.
Se tomar mais Zaflex do que deveria Se tomou demasiado Zaflex, informe o seu médico ou farmacêutico ou dirija-se a uma urgência hospitalar. Pode necessitar de cuidados médicos.
Caso se tenha esquecido de tomar Zaflex Caso se tenha esquecido de uma dose de Zaflex tome-a assim que se lembrar. Se for muito próximo da próxima dose, não tome a dose em falta e tome a dose seguinte à hora habitual. Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.
Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento fale com o seu médico ou farmacêutico.
4. Efeitos indesejáveis possíveis
Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se manifestem em todas as pessoas.
Alguns efeitos indesejáveis podem ser graves.
Alguns efeitos pouco frequentes (podem afetar entre 1 a 10 pessoas em cada 1000), especialmente quando a tomar uma dose elevada (150 mg) por um longo período de tempo. – Palpitações, dor de peito repentina (sinais de ataque cardíaco ou de enfarte do miocárdio) – Falta de ar, dificuldade em respirar quando deitado, inchaço dos pés ou pernas (sinais de insuficiência cardíaca).
– Cãibras ligeiras e sensibilidade abdominal, iniciando-se pouco após o início do tratamento com Zaflex e seguidas por hemorragia retal ou diarreia com sangue, geralmente nas 24 horas após o início da dor abdominal (frequência desconhecida, que não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis). – Dor no peito, que pode indiciar uma reação alérgica potencialmente grave designada "síndrome de Kounis".
Alguns efeitos indesejáveis raros (podem afetar até 1 em cada 1000 pessoas) ou muito raros (podem afetar até 1 em cada 10000 pessoas) podem ser graves. – Dor de estômago grave, sangue nas fezes ou fezes escuras, vomitar sangue, diarreia com sangue. – Reações alérgicas incluindo dificuldade em respirar, inchaço da face, boca, língua ou garganta, muitas vezes associada com rash da pele. Colapso. – Dificuldade em respirar repentina e sensação de aperto no peito com respiração sibilante e tosse (sinais de asma). – Dor no peito (sinais de ataque cardíaco), desmaio, pressão arterial elevada. – Dor de cabeça grave e repentina, pescoço rígido, dificuldade em falar, convulsões. – Rash da pele com bolhas, descamação da pele, lesões cutâneas púrpura, formação de bolhas na boca e olhos, inflamação da pele com descamação. – Inchaço dos braços, mãos, pernas e pés (edema). – Qualquer alteração na aparência ou na quantidade da urina, sangue na urina. – Amarelecimento da pele e olhos (sinais de hepatite/insuficiência hepática). – Hemorragia ou nódoas negras invulgares, febre alta ou dor de garganta persistente, infeções frequentes, palidez ou fraqueza extrema.
5 – Sensibilidade aumentada da pele ao sol.
Alguns efeitos com frequência desconhecida podem ser graves: – Cólicas ligeiras e sensibilidade da zona abdominal, que se inicie pouco depois do início do tratamento com Zaflex cápsulas moles e seguido de hemorragia rectal ou diarreia com sangue normalmente nas 24 horas após a dor abdominal (frequência desconhecida, não pode ser estimada com os dados disponíveis).
Os medicamentos tais como Zaflex podem estar associados a um pequeno aumento do risco de ataque cardíaco (enfarte do miocárdio) ou AVC.
Se experienciar qualquer um destes sintomas, pare de tomar Zaflex e informe o médico de imediato.
Outros efeitos indesejáveis Outros efeitos indesejáveis que podem ocorrer são geralmente ligeiros. Alguns destes efeitos foram reportados com doses mais elevadas de diclofenac, a substância ativa no Zaflex 25 mg, e quando usado por períodos mais longos. Se sentir algum destes efeitos, fale com o médico ou farmacêutico.
Alguns efeitos indesejáveis são frequentes. Estes efeitos indesejáveis podem afetar entre 1 a 10 pessoas em cada 100 pessoas. – Dor abdominal, dor de estômago, diarreia, náuseas, vómitos, flatulência, indigestão, apetite reduzido – Dor de cabeça, tonturas – Rash cutâneo – Vertigem
Alguns efeitos indesejáveis são raros. Estes efeitos indesejáveis podem afetar entre 1 em cada 1000 pessoas. – Sonolência – Erupção pruriginosa
Alguns efeitos indesejáveis são muito raros. Estes efeitos indesejáveis podem afetar menos de 1 em cada 10.000 pessoas. – Obstipação, estomatite, língua inchada, vermelha e com úlceras, distúrbios do paladar, cólicas na zona superior do abdómen – Comichão e vermelhidão da pele, queda de cabelo – Formigueiro ou dormência das mãos ou pés, tremores – Visão turva, zumbidos, palpitações – Alterações do humor, dificuldade em dormir, sentimento de confusão
Se algum dos efeitos indesejáveis se agravar ou se detetar quaisquer efeitos indesejáveis não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.
Comunicação de efeitos indesejáveis Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente ao INFARMED, I.P. através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.
Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73
6 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) e-mail: [email protected]
5. Como conservar Zaflex
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.
Este medicamento não requer precauções especiais de conservação.
Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso no blister e na embalagem exterior, após EXP. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.
Não deite fora quaisquer medicamentos através de águas residuais ou resíduos domésticos. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.
6. Conteúdo da embalagem e outras informações
Qual a composição de Zaflex – A substância ativa de Zaflex cápsulas moles é o diclofenac de potássio. Cada cápsula mole contém 25 mg de diclofenac de potássio. – Os outros componentes são macrogol 600, glicerol, gelatina, sorbitol líquido parcialmente desidratado, Amarelo de quinoleína e água purificada.
Qual o aspeto de Zaflex e conteúdo da embalagem
Zaflex apresenta-se como cápsulas moles amarelas, ovais contendo líquido de transparente a amarelo claro.
Encontra-se disponível em embalagens de 10 e 20 cápsulas moles.
É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.
Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante
Titular da Autorização de Introdução no Mercado Cuidafarma, Lda. Rua da Bayer, Edifício Bluepharma, São Martinho do Bispo e Ribeira de Frades 3045-016 Coimbra Portugal
Fabricante Unifarma SIA Vangažu iela 23, Rīga, LV-1024, Latvia
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⚕Para profissionais — Resumo das Características do Medicamento (RCM)Ficha técnica completa: posologia, interações, contraindicações, advertências+
1. NOME DO MEDICAMENTO
Zaflex, 25 mg, cápsulas moles
2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA
Cada cápsula mole de Zaflex contém 25 mg de diclofenac de potássio.
Excipiente com efeito conhecido
Este medicamento contém 24,4 mg de sorbitol em cada cápsula.
Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.
3. FORMA FARMACÊUTICA
Cápsulas moles.
Cápsulas moles amarelas, ovais contendo líquido de transparente a amarelo claro.
4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS
4.1. Indicações terapêuticas
Alívio de episódios de dor aguda, tais como dores reumáticas e musculares, lombalgias, cefaleias, odontalgias e dismenorreia primária. Alívio sintomático de gripes e constipações, incluindo dores de cabeça e corporais, e dores de garganta. Antipirético.
4.2. Posologia e modo de administração
Os efeitos indesejáveis podem ser minimizados pela utilização da menor dose eficaz necessária durante o mais curto período de tempo necessário para controlar os sintomas (ver secção 4.4 -Advertências e precauções especiais de utilização).
Posologia
Adultos e crianças com idade superior a 14 anos: Inicialmente uma cápsula mole, seguida de 1 cápsula mole cada 4 a 6 horas, conforme necessário. Não tomar mais de 3 cápsulas (75 mg) por dia. Zaflex deverá ser utilizado durante curtos períodos de tempo, até 5 dias para alívio da dor e até 3 dias como antipirético. A utilização durante períodos de tempo mais prolongados deverá ser recomendada pelo médico. O risco- benefício deve ser considerado quando os sintomas não melhoram ou pioram. As cápsulas moles deverão ser engolidas inteiras com a ajuda de um copo de água. Como com outros AINEs, Zaflex deve ser tomado com ou após as refeições.
População pediátrica Crianças e adolescentes com menos de 14 anos: Zaflex não está recomendado em crianças com idade inferior a 14 anos de idade.
Idosos Deve ser iniciada e mantida a menor dose eficaz no idoso (ver secção 4.4).
Doença cardiovascular estabelecida ou fatores de risco cardiovascular significativos Os doentes com doença cardiovascular estabelecida (insuficiência cardíaca congestiva, doença isquémica cardíaca estabelecida, doença arterial periférica), hipertensão (particularmente se não controlada) ou qualquer outro factor de risco significativo para doença cardiovascular (por exemplo, hiperlipidemia, diabetes mellitus e tabagismo) devem ser tratados com diclofenac apenas após uma avaliação cuidadosa dos benefícios e riscos pelo médico.
Insuficiência renal Zaflex está contraindicado em doentes com falência renal (GFR<15mL/min/1,73m²) (ver secção 4.3). Não foram efectuados nenhuns estudos específicos em doentes com insuficiência renal; por isso, não existem recomendações específicas de ajuste de dose. A administração de Zaflex em doentes com insuficiência renal deve ser feita com precaução (ver secção 4.4)
Insuficiência Hepática Zaflex está contraindicado em doentes com falência hepática (ver secção 4.3). Não foram efectuados nenhuns estudos especificos em doentes com função hepática comprometida; por isso, não existem recomendações específicas de ajuste de dose. A administração de Zaflex em doentes com insuficiência hepática ligeira a moderada deve ser feita com precaução (ver secção 4.4.).
Modo de administração: Administração oral apenas. Não exceder a dose inicial. A dose máxima diária é de 75 mg.
4.3. Contraindicações
- Hipersensibilidade conhecida à substância ativa ou a qualquer dos excipientes mencionados na secção 6.1. - Úlcera intestinal ou gástrica ativa, hemorragia ou perfuração. - História de hemorragia gastrointestinal ou perfuração, relacionada com terapêutica anterior com AINE. Úlcera péptica/hemorragia ativa ou história de úlcera péptica/hemorragia recorrente (dois ou mais episódios distintos de ulceração ou hemorragia comprovada). - Último trimestre da gravidez (Ver secção 4.6.). - Insuficiência hepática grave (Ver secção 4.4.). - Insuficiência renal (GFR<15mL/min/1,73m²) - Insuficiência cardíaca congestiva estabelecida (NYHA II-IV), doença isquémica cardíaca, doença arterial periférica e/ou doença cerebrovascular. - Como outros AINE, o diclofenac também está contraindicado em doentes nos quais ataques de asma, urticária, angioedema ou rinite aguda são precipitados pelo ácido acetilsalicílico ou outros AINE.
4.4. Advertências e precauções especiais de utilização
Gerais Os efeitos indesejáveis podem ser minimizados utilizando a menor dose eficaz durante o menor período de tempo necessário para controlar os sintomas (ver secções 4.2. e informação sobre os riscos gastrointestinais e cardiovasculares em seguida mencionada).
A administração concomitante de diclofenac com outros AINE sistémicos, incluindo inibidores seletivos da ciclooxigenase-2, deve ser evitada, devido à ausência de evidências que suportem benefícios sinérgicos e ao aumento de ocorrência de efeitos indesejáveis.
A administração em doentes idosos deve ser feita com precaução e deverá ter base nos antecedentes terapêuticos. Particularmente, em doentes idosos debilitados ou com baixo peso corporal deverá ser administrada a menor dose eficaz.
Reações alérgicas Assim como noutros AINE, embora raras, podem ocorrer reações alérgicas, incluindo reações anafiláticas e anafilactoides, sem exposição prévia ao medicamento. As reações de hipersensibilidade podem também progredir para a síndrome de Kounis, uma reação alérgica grave que pode causar enfarte do miocárdio. Os sintomas de tais reações podem incluir dor no peito que ocorre em associação com uma reação alérgica ao diclofenac.
O uso prolongado de qualquer tipo de analgésico para cefaleias pode agravar esta situação. Se se experienciar ou suspeitar desta situação, deve procurar-se aconselhamento médico e o tratamento deve ser descontinuado. No caso de doentes com cefaleias frequentes ou diárias apesar de (ou devido ao) uso regular de analgésicos, deve suspeitar-se de sobredosagem de medicamentos para as dores de cabeça.
Efeitos gastrointestinais Têm sido notificados com todos os AINE, incluindo o diclofenac, casos de hemorragia, ulceração e perfuração gastrointestinal, potencialmente fatais, em várias fases do tratamento, associados ou não a sintomas de alerta ou história de eventos gastrointestinais graves. Geralmente apresentam consequências mais graves nos idosos. Se ocorrer hemorragia ou ulceração gastrointestinal em doentes a tomar diclofenac, o medicamento deve ser suspenso.
Como com todos os AINE, incluindo o diclofenac, é necessária precaução e vigilância médica rigorosa aquando da prescrição de diclofenac a doentes com sintomas de desordens gastrointestinais ou com antecedentes de úlcera gástrica ou intestinal, hemorragia ou perfuração (ver secção 4.8). O risco de hemorragia GI é maior com doses mais elevadas de AINE e em doentes com história de úlcera, em particular se associada a hemorragia ou perfuração. Os idosos têm uma maior frequência de reações adversas aos AINE, em especial hemorragia e perfuração gastrointestinal potencialmente fatais.
De modo a reduzir o risco de toxicidade gastrointestinal em doentes com história de úlcera, em particular se associada a hemorragia ou perfuração, e em idosos, o tratamento deve ser iniciado e mantido com a menor dose eficaz.
A coadministração de agentes protetores (ex.: misoprostol ou inibidores da bomba de protões) deverá ser considerada nestes doentes, assim como em doentes que necessitem de tomar simultaneamente ácido acetilsalicílico em doses baixas, ou outros medicamentos suscetíveis de aumentar o risco gastrointestinal.
Doentes com história de toxicidade gastrointestinal, em particular idosos, devem reportar qualquer sintoma abdominal não habitual (especialmente hemorragia gastrointestinal). É recomendada precaução em doentes a tomar medicação concomitante que pode aumentar o risco de ulceração ou hemorragia, tais como corticosteroides sistémicos, anticoagulantes, antiagregantes plaquetários ou inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ver secção 4.5). Doentes com colite ulcerosa ou doença de Crohn devem ser vigiados clinicamente, pois estas situações podem ser exacerbadas (ver secção 4.8).
Os AINE, incluindo o diclofenac, podem estar associados a um maior risco de fuga anastomótica gastrointestinal. Recomenda-se vigilância médica rigorosa e precaução na utilização de diclofenac após cirurgia gastrointestinal.
Efeitos hepatobiliares É necessária vigilância médica rigorosa aquando da prescrição de diclofenac a doentes com a função hepática comprometida, uma vez que esta condição pode ser exacerbada.
Como com outros AINE, os valores de uma ou mais enzimas hepáticas podem aumentar. Durante o tratamento prolongado com diclofenac, a monitorização regular da função hepática está indicada como medida de precaução. Se as análises da função hepática continuarem com valores anormais ou se se agravarem, se o quadro sintomático for consistente com o desenvolvimento de doença hepática, ou se ocorrerem outras manifestações (ex.: eosinofilia, exantema), o diclofenac deve ser descontinuado. Pode verificar-se o desenvolvimento de hepatite sem sintomas prodrómicos. O diclofenac deve ser utilizado com precaução em doentes com porfíria hepática, uma vez que pode desencadear uma crise.
Efeitos renais Uma vez que foram reportados casos de retenção de fluidos e edema associados à terapêutica com AINE, o diclofenac deverá ser utilizado com precaução em doentes com insuficiência cardíaca ou renal, história de hipertensão, idosos, doentes submetidos a tratamento concomitante com diuréticos ou outros medicamentos que possam afetar significativamente a função renal e, nos doentes com depleção substancial do volume extracelular de qualquer origem, como por exemplo, prévia ou posterior a intervenções cirúrgicas major (ver secção 4.3.). Nestes casos e, como medida de precaução, é recomendada a monitorização da função renal. A situação é geralmente reversível com a descontinuação do tratamento.
Efeitos cutâneos Têm sido muito raramente notificadas reações cutâneas graves, algumas das quais fatais, incluindo dermatite exfoliativa, síndroma de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica, associadas à administração de AINE, incluindo o diclofenac (ver secção 4.8.). Aparentemente o risco de ocorrência destas reações é maior no início do tratamento, sendo que na maioria dos casos estas reações manifestam- se durante o primeiro mês de tratamento. Zaflex deve ser interrompido aos primeiros sinais de rash, lesões mucosas, ou outras manifestações de hipersensibilidade.
Infeções O diclofenac pode mascarar os sinais e sintomas de infeção devido às suas propriedades anti- inflamatórias, analgésicas e anti-piréticas.
Efeitos cardiovasculares e cerebrovasculares Como quaisquer outros AINEs, o diclofenac pode estar associado a um ligeiro aumento do risco da doença cardiovascular grave (incluindo enfarte do miocárdio ou AVC), particulamente em doses elevadas (150mg por dia) e no tratamento de longa duração. Os dados limitados disponíveis de metanálises e estudos farmacoepidemiológicos não sugerem um aumento do risco com a utilização de doses baixas de diclofenac (até 75 mg/dia) até 5 dias para alívio da dor ou até 3 dias para alívio da febre.
No entanto, como os riscos cardiovasculares do diclofenac podem aumentar com a dose e duração da exposição, deve ser usada a menor dose diária eficaz, durante o mais curto período de tempo. Os doentes devem ser aconselhados a procurar aconselhamento médico adicional se os sintomas persistirem ou se não melhorarem dentro do período recomendado de tratamento. Os doentes com doença cardiovascular estabelecida (insuficiência cardíaca congestiva, doença cardíaca isquémica estabelecida, doença arterial periférica), hipertensão (particularmente se não controlada), or quaisquer outros factores de risco de doença cardiovascular (ex: hiperlipidemia, diabetes mellitus, fumadores) apenas devem ser tratados com diclofenac após cuidadosa avaliação. Os doentes devem permanecer alerta para sinais e sintomas de eventos arteriotrombóticos (ex. dor no peito, falta de ar, fraqueza, discurso distorcido), que podem ocorrer sem sintomas de alarme. Os doentes devem ser aconselhados a procurar aconselhamento médico adicional se os sintomas aparecerem.
Efeitos hematológicos Durante o tratamento prolongado com diclofenac, assim como com outros AINE, recomenda-se a monitorização das contagens sanguíneas.
Como com outros AINE, o diclofenac pode inibir temporariamente a agregação plaquetária. Os doentes com defeitos na hemostase devem ser cuidadosamente monitorizados.
Efeitos respiratórios (Asma pré-existente) Em doentes com asma, rinite alérgica sazonal, inchaço da mucosa nasal (ex.: pólipos nasais), doença pulmonar obstructiva crónica ou infeções crónicas do trato respiratório (em especial se associadas a sintomas do tipo rinite alérgica), as reações aos AINE, tais como exacerbação da asma (intolerância a analgésicos), edema de Quincke ou urticária, são mais frequentes do que em outros doentes. Deste modo, é recomendada precaução especial em tais doentes (que devem estar preparados para emergências). Isto também é aplicável a doentes que são alérgicos a outras substâncias, isto é, com reações cutâneas, prurido ou urticária.
4.5. Interações medicamentosas e outras formas de interação
As seguintes interações incluem as observadas com o diclofenac comprimidos gastrorresistentes e/ou outras formas farmacêuticas de diclofenac.
Lítio: quando utilizados concomitantemente, o diclofenac pode aumentar as concentrações plasmáticas de lítio. Recomenda-se a monitorização dos níveis séricos de lítio.
Digoxina: quando utilizados concomitantemente, o diclofenac pode aumentar as concentrações plasmáticas de digoxina. Recomenda-se a monitorização dos níveis séricos de digoxina.
Diuréticos e agentes anti-hipertensivos: como com os outros AINE, a utilização concomitante de diclofenac com diuréticos ou anti-hipertensivos (ex.: betabloqueadores, inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECA)) pode causar uma diminuição do seu efeito anti-hipertensivo. Deste modo, esta combinação deve ser administrada com precaução e a pressão arterial dos doentes, em especial os idosos, deve ser periodicamente monitorizada. Os doentes devem ser adequadamente hidratados e deverá ser analisada a necessidade de monitorizar a função renal após o início da terapêutica concomitante, e periodicamente desde então, em particular no caso dos diuréticos e IECA devido ao aumento do risco de nefrotoxicidade. O tratamento concomitante com diuréticos poupadores de potássio pode ser associado com o aumento dos níveis séricos de potássio que devem ser monitorizados frequentemente (ver secção 4.4).
Outros AINEs e corticosteroides: a administração concomitante de diclofenac e outros AINE sistémicos ou corticosteroides pode aumentar a frequência de efeitos indesejáveis gastrointestinais (ver secção 4.4.).
Anticoagulantes e agentes antiplaquetários: é recomendada precaução pois a administração concomitante poderá aumentar o risco de hemorragia. Apesar de as investigações clínicas não parecerem indicar que o diclofenac afeta a ação dos anticoagulantes, há relatos de um risco aumentado de hemorragia em doentes que se encontram a receber concomitantemente diclofenac e anticoagulantes. Por conseguinte, é recomendada uma monitorização rigorosa desses doentes. Inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS): a administração concomitante de AINE sistémicos, incluindo diclofenac, e ISRS pode aumentar o risco de hemorragia gastrointestinal (ver secção 4.4.).
Antidiabéticos: Estudos clínicos mostraram que o diclofenac pode ser administrado conjuntamente com medicamentos antidiabéticos sem influenciar o seu efeito clínico. No entanto, foram reportados casos isolados de efeitos hipo e hiperglicémicos que implicaram o ajuste da dosagem dos agentes antidiabéticos durante o tratamento com diclofenac. Por esta razão, como medida de precaução recomenda-se a monitorização dos níveis de glucose no sangue, durante a terapêutica concomitante. Também foram reportados casos isolados de acidose metabólica quando o diclofenac foi administratado conjuntamente com metformina, principalmente em doentes com insuficiência renal pré-existente.
Metotrexato: O diclofenac pode inibir a depuração tubular renal de metotrexato e, por isso, aumentar os níveis de metotrexato. Os AINE, incluindo o diclofenac, devem ser administrados com precaução nas 24 horas anteriores ou posteriores ao tratamento com metotrexato, uma vez que as concentrações plasmáticas deste medicamento poderão aumentar e, consequentemente, aumentar a sua toxicidade.
Substâncias que causem hipercaliémia: O tratamento concomitante com diuréticos poupadores de potássio, ciclosporina, tacrolimus ou trimetropim podem ser associados ao aumento dos níveis séricos de potássio, e por isso deve ser monitorizado frequentemente (ver secção 4.4 - Advertências e precauções especiais de utilização).
Quinolonas antibacterianas: foram reportados casos isolados de convulsões que podem estar relacionadas com o uso simultâneo de quinolonas e AINE.
Fenitoína: Quando se administra concomitantemente fenitoína com diclofenac, é recomendada a monitorização das concentrações plasmáticas de fenitoína devido ao esperado aumento da exposição à fenitoína.
Colestipol e colestiramina: estes agentes podem induzir um atraso ou diminuição da absorção de diclofenac. Deste modo, é recomendado administrar o diclofenac pelo menos 1 hora antes ou 4 a 6 horas após a administração de colestipol/colestiramina.
Inibidores do CYP2C9: recomenda-se precaução quando são prescritos diclofenac e inibidores do CYP2C9 (tais como sulfinpirazona e voriconazol), pois pode resultar num aumento significativo do pico de concentrações plasmáticas e da exposição ao diclofenac devido à inibição do metabolismo do diclofenac.
4.6. Fertilidade, gravidez e aleitamento
Gravidez A inibição da síntese das prostaglandinas pode afetar negativamente a gravidez e/ou o desenvolvimento embrio-fetal. Dados de estudos epidemiológicos sugerem o aumento do risco de aborto espontâneo, de malformações cardíacas e gastroschisis na sequência da utilização de um inibidor da síntese das prostaglandinas no início da gravidez. O risco absoluto de malformações cardiovasculares aumentou de valores inferiores a 1% para aproximadamente 1,5%. Presume-se que o risco aumenta com a dose e a duração do tratamento.
Nos animais demonstrou-se que a administração de um inibidor da síntese das prostaglandinas tem como consequência o aumento de abortos peri e posimplantatórios e de mortalidade embrio-fetal. Adicionalmente, registou-se maior incidência de várias malformações, incluindo malformações cardiovasculares, em animais expostos a inibidores de síntese das prostaglandinas durante o período organogenético. A partir da 20.ª semana de gravidez, o uso de diclofenac pode causar oligoidrâmnios resultante da disfunção renal fetal. Tal pode ocorrer pouco tempo após o início do tratamento e é geralmente reversível após a interrupção do tratamento. Além disso, foram reportados casos de constrição do ducto arterioso após o tratamento no segundo trimestre, a maioria dos quais reverteu após a cessação do tratamento. Assim, durante o primeiro e segundo trimestre de gravidez, o diclofenac não deve ser administrado a menos que estritamente necessário. Se o diclofenac for usado em mulheres que estejam a tentar engravidar ou durante o primeiro e segundo trimestre da gravidez, a dose administrada deverá ser a menor e durante o mais curto espaço de tempo possível. Deve ser considerada a monitorização pré-natal do oligoidrâmnio e da constrição do ducto arterioso, após a exposição ao diclofenac durante vários dias a partir da 20.ª semana de gestação em diante. Zaflex deverá ser descontinuado caso se detete oligohidrâmnios ou constrição do ducto arterioso.
Durante o terceiro trimestre da gravidez todos os inibidores das prostaglandinas podem expõr o feto a: - toxicidade cardiopulmonar (constrição/fecho prematuro do ducto arterial e hipertensão pulmonar); - disfunção renal (ver acima).
Na fase final da gravidez, a mãe e o recém-nascido podem estar expostos a: - possível prolongamento do tempo de hemorragia, um efeito antiagregante que pode ocorrer até com doses muito baixas. - inibição das contrações uterinas com consequente atraso ou prolongamento do trabalho de parto.
Consequentemente, o diclofenac é contraindicado durante o terceiro trimestre da gravidez (ver secções
4.3. e 5.3).
Amamentação Tal como outros AINE, o diclofenac passa em pequenas quantidades para o leite materno. Desta forma, Zaflex não deverá ser administrado durante o aleitamento, de modo a evitar efeitos indesejáveis na criança.
Fertilidade Tal como com outros AINE, o uso de diclofenac pode afetar a fertilidade feminina, pelo que a sua utilização não é recomendada em mulheres que estejam a tentar engravidar. Em mulheres com dificuldade em engravidar ou com suspeita de infertilidade, deverá ser considerada a descontinuação do tratamento com diclofenac.
4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas
Doentes que evidenciem perturbações de visão, vertigens, tonturas, sonolência ou outros distúrbios do sistema nervoso central, durante o tratamento com diclofenac devem evitar conduzir ou utilizar máquinas.
4.8. Efeitos indesejáveis
Os efeitos adversos (Tabela 1) estão listados por ordem decrescente de frequência, usando a seguinte convenção: muito frequentes (≥1/10); frequentes (≥1/100, <1/10); pouco frequentes (≥1/1.000, <1/100); raros (≥1/10.000, <1/1.000); muito raros (<1/10.000); desconhecido: não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis.
Os efeitos indesejáveis seguintes incluem aqueles reportados com o uso de doses mais elevadas de diclofenac por longos períodos de tempo.
Tabela 1
Sistema de classificação por órgão Reação Adversa Frequência Doenças do sangue e do sistema linfático Muito raros Agranulocitose, anemia (incluindo anemia hemolítica e anemia aplástica), leucopénia e trombocitopénia. Doenças do sistema imunitário Raros Reações anafiláticas e anafilactóides (incluindo hipotensão e choque), hipersensibilidade.
Muito raros Edema angioneurótico (incluindo edema da face). Perturbações do foro psiquiátrico Muito raros Doença psicótica, desorientação, depressão, insónia, pesadelos, irritabilidade
Doenças do sistema nervoso Frequentes Cefaleias, tonturas Raros Sonolência Muito raros Acidente cerebrovascular, meningite, aséptica, convulsões ansiedade, distúrbios da memória, tremor, parestesia, distúrbios do paladar Afeções oculares Muito raros Distúrbios visuais, visão turva, diplopia Afeções do ouvido e do labirinto Frequentes Vertigens Muito raros Diminuição da audição e acufenos Cardiopatias Pouco frequentes* Enfarte do miocárdio, insuficiência cardíaca, palpitações e dor de peito Desconhecido Síndrome de Kounis Vasculopatias Muito raros Hipertensão, vasculite Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino Raros Asma (incluindo dispneia) Muito raros Pneumonia Doenças gastrointestinais Frequentes Vómitos, diarreia, náuseas, dispepsia, dor abdominal, flatulência, anorexia Raros Hemorragia gastrointestinal, hematemesis, diarreia hemorrágica, melenas, úlcera gastrointestinal (com ou sem hemorragia ou perfuração), estenose gastrointestinal, ou perforação, que pode levar a peritonite, gastrite
Muito raros Colite (incluindo colite hemorrágica e exacerbação da colite ulcerativa ou doença de Crohn), pancreatite, doença esofágica, estrias intestinais do tipo diafragma, obstipação, estomatite, glossite
Desconhecido Colite isquémica Afeções hepatobiliares Frequentes Aumento das transaminases Raros: Hepatite, icterícia, doença hepática Muito raros Falência hepática, hepatite fulminante, necrose hepática Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos Frequentes Rash Raros Urticária Muito raros Necrólise epidérmica tóxica (síndrom de Lyell's), síndroma de Stevens-Johnson, eritema multiforme, púrpura alérgica, erupções bulhosas, dermatite esfoliativa, purpura, eczema, eritema, alopécia, fotossensibilidade, prurido
Doenças renais e urinárias Muito raros Insuficiência renal aguda, necrose papilar renal,nefrite intersticial, síndroma nefrótico, hematúria, proteinúria Perturbações gerais e alterações no local de administração Raros Edema *A frequência reflete os dados referentes a tratamentos de longa duração com uma dose elevada (150 mg por dia).
Dados de ensaios clínicos e epidemiológicos apontam consistentemente para um pequeno aumento do risco de eventos trombóticos arteriais (por exemplo, enfarte do miocárdio ou AVC) associados com a utilização de diclofenac, particularmente em doses elevadas (150mg por dia) e no tratamento de longa duração. (ver secção 4.3 e 4.4 para Contraindicações e Advertências e precauções especiais de utilização).
Notificação de suspeitas de reações adversas A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas através dos contactos abaixo:
Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) e-mail: [email protected]
4.9. Sobredosagem
Sintomas e sinais Não existe um quadro clínico típico de sobredosagem com diclofenac. A sobredosagem pode causar sintomas como vómitos, hemorragia gastrointestinal, diarreia, tonturas, acufenos ou convulsões. No caso de intoxicação grave pode ocorrer insuficiência renal aguda e lesão hepática.
Tratamento O tratamento da intoxicação aguda com AINE, incluindo diclofenac, consiste essencialmente em medidas de suporte e no tratamento sintomático. Estas medidas deverão ser adotadas em caso de
10 complicações como hipotensão, insuficiência renal, convulsões, perturbações gastrointestinais e depressão respiratória.
Dada a elevada taxa de ligação do diclofenac às proteínas e ao seu extenso metabolismo, medidas especiais como diurese induzida, diálise ou hemoperfuração parecem ser pouco úteis na eliminação dos AINE, incluindo o diclofenac.
O tratamento deve ser tal como indicado pelo médico ou como recomendado pelo centro de informação antivenenos, quando disponível.
5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS
5.1. Propriedades farmacodinâmicas
Grupo farmacoterapêutico: 9.1.2. Aparelho locomotor. Anti-inflamatórios não esteroides. Derivados do ácido acético. Código ATC: M01AB05
Zaflex contém diclofenac de potássio, um fármaco antiinflamatório não esteroide (AINE) com potentes propriedades analgésicas, antiinflamatórias e antipiréticas. A inibição da síntese de prostaglandinas é considerada fundamental para o mecanismo de ação. As prostaglandinas têm um papel fundamental na inflamação, dor e febre.
Zaflex exerce um efeito analgésico e aliviam rapidamente a dor. É rapidamente absorvido, proporcionando um rápido início de ação, sendo indicado para o tratamento de dores agudas e para a redução da febre.
Os dados clínicos de endoscopias gastroduodenais demonstraram que diclofenac cápsulas moles é tão bem tolerado como diclofenac comprimidos. Os dados destas endoscopias também demonstraram que diclofenac cápsulas moles possui uma melhor tolerância gastro-duodenal do que comprimidos de ácido acetilsalicilico e do que as cápsulas moles de ibuprofeno.
5.2. Propriedades farmacocinéticas
Absorção O diclofenac é completamente absorvido. Após a ingestão em jejum de uma dose única de uma cápsula de 25 mg, o pico médio de concentração plasmática de 1125 ng/ml é atingido após 25 min (Tmax médio). A extensão da absorção (AUC) varia em proporção linear relativamente à dose administrada. A taxa de absorção do diclofenac é diminuida quando tomado com alimentos (Cmax mais baixa, t max mais longo) quando comparado com o estado em jejum. Cerca de metade do diclofenac é metabolizado durante a primeira passagem pelo fígado (efeito de “primeira passagem”). O perfil farmacocinético não é alterado após administração repetida. Na posologia recomendada não se verifica acumulação.
Distribuição 99,7% do diclofenac liga-se às proteínas séricas, sobretudo à albumina (99,4%). O volume de distribuição aparente é de 0,12 – 0,17 L/Kg. O diclofenac passa para o líquido sinovial, onde são atingidas as concentrações máximas 2 a 4 horas após o pico de concentração plasmática. O tempo de semivida aparente de eliminação do líquido sinovial é de 3 a 6 horas. Passadas 2 horas após o pico de concentração plasmática ser atingido, as concentrações da substância ativa são já mais elevadas no líquido sinovial do que no plasma, mantendo-se durante um período até 12 horas.
Biotransformação A biotransformação do diclofenac faz-se parcialmente por glucoronidação da molécula intacta mas essencialmente por hidroxilação seguida de glucoronidação.
11 Eliminação A clearance sistémica plasmática total do diclofenac é de 263 + 56 mL/min. O tempo de semivida terminal no plasma é de 1 a 2 horas. Quatro dos metabolitos, incluindo os dois metabolitos ativos, também têm tempos de semivida plasmática curtos de 1 a 3 horas. Um quinto metabolito, 3’- hidroxi - 4’- metoxi – diclofenac, possui um tempo de semivida plasmático muito mais alargado. Este metabolito é virtualmente inativo. Cerca de 60% da dose administrada é excretada na urina sob a forma de conjugado do ácido glucurónico e como metabolitos. A maioria destes metabolitos são, por sua vez, também conjugados do ácido glucurónico. Menos de 1% é excretada como composto não metabolizado. O restante é excretado sob a forma de metabolitos através da bílis nas fezes.
Linearidade/não linearidade A extensão de absorção (AUC) é proporcional à dose.
Características nos doentes Não foram observadas diferenças significativas relacionadas com a idade na absorção, metabolismo e excreção do fármaco. Com uma clearance de creatinina inferior a 10ml/min, os níveis plasmáticos steady-state teóricos dos metabolitos hidroxi são cerca de 4 vezes mais elevados do que nos indivíduos saudáveis. No entanto, os metabolitos são, finalmente, eliminados através da bílis.
Em doentes com hepatite crónica ou cirrose não-descompensada, a cinética e o metabolismo do diclofenac são iguais aos dos doentes sem patologia hepática.
5.3. Dados de segurança pré-clínica
Os dados pré-clínicos de estudos de toxicidade aguda e de dose repetida, bem como dos estudos de genotoxicidade e carcinogénicos com diclofenac não revelam risco específico para o Homem nas doses terapêuticas recomendadas. Não existem evidências de que o diclofenac possua um potencial teratogénico em ratinhos, ratos e coelhos. O diclofenac não demonstrou influenciar a fertilidade dos ratos progenitores. O desenvolvimento pré, peri e pós-natal não foi afetado.
6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS
6.1. Lista dos excipientes
Enchimento da cápsula: Macrogol 600 Glicerol
Revestimento da cápsula: Gelatina Glicerol Sorbitol líquido, parcialmente desidratado Amarelo de quinoleína Água purificada
6.2. Incompatibilidades
Não aplicável.
6.3. Prazo de validade
4 anos.
6.4. Precauções especiais de conservação
Conservar a temperatura inferior a 30ºC. Conservar na embalagem original para proteger da luz e humidade. 12
6.5. Natureza e conteúdo do recipiente
Blisters de Alumínio-PVC/PVDC
Embalagens de 10 e 20 cápsulas moles.
É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.
6.6. Precauções especiais de eliminação
Este medicamento pode representar um risco para o ambiente. (ver secção 5.3). Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.
7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
Cuidafarma, Lda. Rua da Bayer, Edifício Bluepharma, São Martinho do Bispo e Ribeira de Frades 3045-016 Coimbra Portugal
8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
Registo nº XXXXXXX, no INFARMED, I.P. – 10 cápsulas moles, 25 mg, blister Alu-PVC/PVDC
Registo nº XXXXXXX, no INFARMED, I.P. – 20 cápsulas moles, 25 mg, blister Alu-PVC/PVDC
9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE
INTRODUÇÃO NO MERCADO
10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO
13
