Pharmuno — Diretório de farmácias

Folhetos e RCM, preços e comparticipação, verificador de interações, posologias oficiais e horários das farmácias — tudo no mesmo lugar.

Pharmuno — Diretório de farmácias

Folhetos e RCM, preços e comparticipação, verificador de interações, posologias oficiais e horários das farmácias — tudo no mesmo lugar.

Zilpen LP

Substância ativa: Tramadol + Paracetamol
Forma farmacêutica: Comprimido de libertação prolongada 75 mg + 650 mg
Fonte: Folheto informativo oficial (INFARMED / INFOMED)

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Zilpen LP 75 mg + 650 mg comprimidos de libertação prolongada Tramadol, cloridrato/Paracetamol

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento, pois contém informação importante para si. – Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente. – Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. – Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença. – Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.4.

O que contém este folheto:

1. O que é Zilpen LP e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Zilpen LP

3. Como tomar Zilpen LP

4. Efeitos indesejáveis possíveis

5. Como conservar Zilpen LP

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Zilpen LP e para que é utilizado

Zilpen LP é uma associação de dois analgésicos, tramadol e paracetamol, que atuam em conjunto para aliviar a sua dor.

Zilpen LP está indicado no tratamento da dor moderada a intensa, quando o seu médico recomendar a utilização de uma associação de tramadol e paracetamol, na forma de comprimidos de libertação prolongada.

Zilpen LP só deve ser tomado por adultos e adolescentes com mais de 12 anos de idade.

2. O que precisa de saber antes de tomar Zilpen LP

Não tome Zilpen LP se tem alergia (hipersensibilidade) ao tramadol, paracetamol ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6); em caso de intoxicação aguda com álcool, comprimidos para dormir, analgésicos ou outros medicamentos psicotrópicos (medicamentos que afetam o humor e as emoções); se também estiver a tomar inibidores da MAO, (certos medicamentos usados no tratamento da depressão ou da doença de Parkinson) ou se os tomou nos últimos 14 dias antes de iniciar o tratamento com Zilpen LP; se sofre de uma doença grave do fígado; se sofre de epilepsia que não está controlada pelo seu tratamento atual.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro antes de tomar Zilpen LP se: – Sofrer de depressão e estiver a tomar antidepressivos, pois alguns podem interagir com o tramadol (ver "Outros medicamentos e Zilpen LP"); – Existir um pequeno risco de que possa experienciar a designada síndrome serotoninérgica, que pode ocorrer depois de tomar tramadol em associação com determinados antidepressivos ou tramadol isoladamente. Consulte imediatamente um médico se tiver algum dos sintomas relacionados com esta síndrome grave (ver secção 4, "Efeitos indesejáveis possíveis").

Durante o tratamento com Zilpen LP, informe imediatamente o seu médico se:

Sofre de doenças graves, incluindo insuficiência renal grave ou sépsis (quando as bactérias e as suas toxinas circulam no sangue causando lesões nos órgãos), ou se sofre de malnutrição, alcoolismo crónico ou se também estiver a tomar flucloxacilina (um antibiótico). Foi notificada uma doença grave chamada acidose metabólica (uma anomalia no sangue e nos fluidos) em doentes nestas situações quando o paracetamol é utilizado em doses regulares durante um período prolongado ou quando o paracetamol é tomado em conjunto com a flucloxacilina. Os sintomas de acidose metabólica podem incluir: dificuldades respiratórias graves, com respiração rápida e profunda, sonolência, náuseas e vómitos.

Zilpen LP é uma formulação de libertação prolongada. Isto significa que as substâncias ativas, tramadol e paracetamol, são libertadas durante maior período de tempo. Se já tomou recentemente outros medicamentos contendo a associação de tramadol e paracetamol, tenha um cuidado especial, uma vez que Zilpen LP comprimidos de libertação prolongada apresenta um esquema posológico diferente (ver secção 3 Como tomar Zilpen LP).

Perturbações na respiração relacionadas com o sono Zilpen LP pode provocar perturbações na respiração relacionadas com o sono tais como apneia do sono (pausas na respiração durante o sono) e hipoxemia relacionada com o sono (nível baixo de oxigénio no sangue). Os sintomas podem incluir pausas na respiração durante o sono, acordar durante a noite devido a falta de ar, dificuldade em continuar a dormir ou sonolência excessiva durante o dia. Se você ou outra pessoa observar estes sintomas, contacte o seu médico. O seu médico poderá considerar uma redução na dose.

Tome especial cuidado com Zilpen LP: se tem problemas renais; se tem problemas de fígado ou doenças hepáticas ou se notou amarelecimento dos olhos e pele, o que pode ser indicativo de icterícia ou de problemas nos ductos biliares; se tem dificuldades graves em respirar, por exemplo asma, ou problemas pulmonares graves; se está dependente de qualquer medicamento utilizado para aliviar a dor, como por exemplo morfina; se é epilético ou já teve convulsões ou crises convulsivas; se sofreu recentemente alguma lesão craniana, se entrou em choque ou se teve dores de cabeça intensas acompanhadas de vómitos; se está a tomar outros medicamentos contendo paracetamol ou tramadol; se estiver a tomar outros medicamentos para tratar a dor que contenham buprenorfina, nalbufina ou pentazocina; se vai receber uma anestesia. Informe o seu médico ou dentista que está a tomar Zilpen LP.

Fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro caso tenha qualquer um dos seguintes sintomas enquanto estiver a tomar Zilpen LP: Fadiga extrema, falta de apetite, dor abdominal intensa, náuseas, vómitos e pressão arterial baixa. Isto pode indicar que tem insuficiência suprarrenal (baixos níveis de cortisol). Se tiver estes sintomas, contacte o seu médico, que irá decidir se necessita de tomar um suplemento hormonal.

Tolerância, dependência e vício Este medicamento contém tramadol, que é um medicamento opióide. O uso repetido de opióides pode resultar numa diminuição da eficácia do medicamento (habituação, conhecida como tolerância). O uso repetido de Zilpen LP também pode levar à dependência, abuso e vício, o que pode resultar em overdose com risco de vida. O risco destes efeitos secundários pode aumentar com uma dose mais elevada e uma duração de utilização mais prolongada. A dependência ou o vício podem fazer com que sinta que já não controla a quantidade de medicamento que precisa de tomar ou a frequência com que o deve fazer.

O risco de se tornar dependente ou viciado varia de pessoa para pessoa. Pode ter um maior risco de se tornar dependente ou viciado em Zilpen LP se: • O utente ou alguém da sua família já abusou ou esteve dependente do álcool, de medicamentos sujeitos a receita médica ou de drogas ilegais ("dependência"). • É fumador. • Alguma vez teve problemas de humor (depressão, ansiedade ou perturbação da personalidade) ou foi tratado por um psiquiatra para outras doenças mentais.

Se notar algum dos seguintes sinais enquanto estiver a tomar Zilpen LP, pode ser um sinal de que se tornou dependente ou viciado: • Necessita de tomar o medicamento durante mais tempo do que o recomendado pelo seu médico • Necessita de tomar mais do que a dose recomendada • Está a utilizar o medicamento por razões diferentes das prescritas, por exemplo, "para ficar calmo" ou "para o ajudar a dormir” • Fez tentativas repetidas e infrutíferas para parar ou controlar a utilização do medicamento • Quando pára de tomar o medicamento sente-se mal, e sente-se melhor quando volta a tomar o medicamento ("efeitos de abstinência") .

Se notar algum destes sinais, fale com o seu médico para discutir a melhor forma de tratamento para si, incluindo quando é apropriado parar e como parar em segurança (ver secção 3, Se parar de tomar Zilpen LP).

O tramadol é transformado no fígado por uma enzima. Algumas pessoas têm uma alteração desta enzima, o que as pode afetar de diferentes formas. Enquanto algumas pessoas podem não ter alívio da dor suficiente, outras pessoas são mais suscetíveis a apresentarem efeitos indesejáveis graves. Se notar algum dos seguintes efeitos indesejáveis, deve deixar de tomar este medicamento e procurar assistência médica imediatamente: respiração lenta ou superficial, confusão, sonolência, contração das pupilas, náuseas (enjoos) ou vómitos, obstipação (prisão de ventre), falta de apetite.

Crianças e adolescentes Utilização em crianças com problemas respiratórios. O tramadol não é recomendado em crianças com problemas respiratórios, uma vez que os sintomas de toxicidade do tramadol podem ser piores nestas crianças.

Outros medicamentos e Zilpen LP Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, tiver tomado recentemente ou se vier a tomar outros medicamentos.

Importante: Este medicamento contém paracetamol e tramadol. Informe o seu médico se está a tomar qualquer outro medicamento contendo paracetamol ou tramadol, para que este possa decidir sobre a continuação do tratamento. Pode tomar outros medicamentos contendo tramadol ou paracetamol apenas sob vigilância médica. Não utilize quaisquer outros medicamentos contendo paracetamol que possam ser obtidos sem receita médica – por exemplo, medicamentos para o alívio da dor ou para a febre, constipação e gripe – enquanto estiver a tomar Zilpen LP, porque o risco de sobredosagem por paracetamol aumenta. A sobredosagem por paracetamol pode causar lesões no fígado, que podem levar a transplante de fígado ou até á morte. Não tome mais Zilpen LP do que o prescrito pelo seu médico. Doses mais elevadas do que as recomendadas não levarão a uma melhoria do alívio da dor, mas a um aumento do risco de lesões hepáticas muito graves. Geralmente, após alguns dias ocorrem sintomas de lesão hepática. Por isso, mesmo que se sinta bem, é importante que contacte o seu médico imediatamente se tiver tomado uma dose muito elevada.

Não deve tomar Zilpen LP juntamente com inibidores da monoamino oxidase (“IMAOs”) (ver secção “Não tome Zilpen LP”).

Não é recomendado que Zilpen LP seja tomado com os seguintes medicamentos: carbamazepina (medicamento utilizado para o tratamento da epilepsia ou de alguns tipos de dor, como episódios de dor intensa na face denominados por nevralgia do trigémeo) buprenorfina, nalbufina ou pentazocina (fármacos tipo opióide que aliviam a dor). O efeito de alívio da dor pode ser reduzido.

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar: – flucloxacilina (antibiótico), devido a um risco grave de anomalias no sangue e fluidos (acidose metabólica com hiato aniónico aumentado) que deve ter tratamento urgente (ver secção 2).

Zilpen LP pode aumentar o risco de sofrer de efeitos indesejáveis se tomar simultaneamente os seguintes medicamentos: – Triptanos (para a enxaqueca) ou inibidores seletivos da recaptação da serotonina “ISRSs” (para a depressão). Se sentir confusão, inquietação, febre, suores, movimentos descontrolados dos membros ou dos olhos, movimentos reflexos incontroláveis ou diarreia, deve contactar o seu médico. – Tranquilizantes, comprimidos para dormir, outros fármacos que aliviam a dor, como a morfina e codeína (também usada no tratamento da tosse), baclofeno (um relaxante muscular), medicamentos usados para baixar a pressão arterial, antidepressores ou medicamentos para o tratamento de alergias. Se sentir sonolência ou uma sensação de desmaio, informe o seu médico. – Medicamentos que possam causar convulsões (ataques), tais como certos antidepressores ou antipsicóticos. O risco de ter um ataque pode aumentar se tomar Zilpen LP simultaneamente. O seu médico dir-lhe-á se Zilpen LP é indicado para si. – Se estiver a tomar determinados antidepressivos Zilpen LP pode interagir com estes medicamentos e pode experienciar síndrome serotoninérgica (ver secção 4, "Efeitos indesejáveis possíveis"). – gabapentina ou pregabalina para tratar a epilepsia ou a dor devida a problemas nervosos (dor neuropática). – varfarina ou fenprocoumom (para a fluidez do sangue). A eficácia destes medicamentos pode ser alterada e podem ocorrer hemorragias (ver secção 4). Qualquer hemorragia prolongada ou inesperada deverá ser comunicada ao seu médico de imediato.

A eficácia de Zilpen LP pode ser afetada se tomar em simultâneo os seguintes medicamentos: metoclopramida, domperidona ou ondansetrom (medicamentos utilizados para as náuseas e vómitos) colesteramina (medicamento utilizado para reduzir o colesterol no sangue)

O uso concomitante de Zilpen LP e medicamentos sedativos, tais como benzodiazepinas ou medicamentos relacionados, aumenta o risco de sonolência, dificuldade em respirar (depressão respiratória), coma e pode ser fatal. Por isso, o uso concomitante deve ser considerado apenas quando outras opções de tratamento não forem possíveis. No entanto, se o seu médico prescrever Zilpen LP juntamente com medicamentos sedativos, a dose e a duração do tratamento concomitante devem ser limitadas pelo seu médico. Informe o seu médico sobre todos os medicamentos sedativos que está a tomar e siga atentamente a recomendação de dose do seu médico. Pode ser útil informar amigos ou familiares para estarem cientes dos sinais e sintomas indicados acima. Contacte o seu médico quando sentir tais sintomas.

Zilpen LP com alimentos, bebidas e álcool Zilpen LP pode ser tomado com ou sem alimentos. Zilpen LP pode fazê-lo sentir-se sonolento. O consumo de álcool também o pode tornar sonolento, pelo que não se recomenda beber álcool durante o tratamento com Zilpen LP.

Gravidez, amamentação e fertilidade

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Gravidez Como Zilpen LP é uma combinação fixa de ingredientes ativos incluindo tramadol, não deve tomar este medicamento durante a gravidez.

Amamentação O tramadol é excretado no leite materno. Por este motivo não deve tomar Zilpen LP mais do que uma vez durante a amamentação ou, em alternativa, se tomar Zilpen LP mais do que uma vez deve deixar de amamentar.

Fertilidade Com base na experiência em seres humanos sugere-se que o tramadol não influencia a fertilidade feminina ou masculina. Não existem dados disponíveis sobre a influência da combinação de tramadol e paracetamol na fertilidade.

Condução de veículos e utilização de máquinas Zilpen LP pode fazê-lo sentir-se sonolento. Não conduza, utilize máquinas ou pratique qualquer atividade que requeira concentração antes de saber o modo como Zilpen LP o afeta.

Zilpen LP contém sódio Este medicamento contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por comprimido de libertação prolongada ou seja, é praticamente “isento de sódio”.

3. Como tomar Zilpen LP

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Antes de iniciar o tratamento e regularmente durante o tratamento, o seu médico falará consigo sobre o que pode esperar da utilização de Zilpen LP, quando e durante quanto tempo precisa de o tomar, quando deve contactar o seu médico e quando deve interrompê-lo (ver também secção 2).

A dose inicial habitual é um a dois comprimidos. Se necessário, doses adicionais podem ser tomadas, de acordo com as recomendações do seu médico, mas deve haver um intervalo mínimo de 12 horas entre as tomas. Não tome mais de 4 comprimidos por dia (equivalente a 300 mg de tramadol e 2600 mg de paracetamol). A posologia deve ser adaptada à intensidade da sua dor e à sua sensibilidade individual à dor. Geralmente é utilizada a dose analgésica eficaz mais baixa.

Doentes com doença do fígado grave (insuficiência) Doentes com insuficiência grave do fígado não devem tomar Zilpen LP. Se a sua insuficiência for ligeira ou moderada, o seu médico pode indicar-lhe um aumento do intervalo entre as doses.

Utilização em crianças A utilização de Zilpen LP em crianças com idade inferior a 12 anos não é recomendada. Doentes idosos Em doentes idosos (com mais de 75 anos), a eliminação do tramadol do organismo pode decorrer de forma mais lenta. Se for este o seu caso, o seu médico pode indicar-lhe um aumento do intervalo entre as doses.

Modo de administração Engula os comprimidos inteiros com líquido suficiente. Estes não devem ser partidos nem mastigados. Os comprimidos devem ser tomados durante o mínimo tempo possível. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver a impressão de que Zilpen LP é demasiado forte (se se sentir muito sonolento ou se tiver dificuldade em respirar) ou demasiado fraco (se sentir um inadequado alívio da sua dor). Se os sintomas não melhorarem, fale com o seu médico.

Se tomar mais Zilpen LP do que deveria Em caso de sobredosagem, procure imediatamente atendimento médico urgente ou contacte o CIAV -Centro de Informação Antivenenos: 800 250 250/ https://www.inem.pt/category/servicos/centro-de-informacao-antivenenos/ [email protected]). Leve consigo os comprimidos restantes, o folheto informativo ou a embalagem.

Uma sobredosagem por paracetamol é potencialmente letal devido às lesões hepáticas irreversíveis. Existe um sério risco de lesão hepática, mesmo que se sinta bem. É essencial obter tratamento médico o mais cedo possível para evitar lesões no fígado. Quanto mais curto for o intervalo entre a ingestão e o tratamento com o antídoto, maior será a probabilidade de se evitarem lesões hepáticas.

Se tomar mais Zilpen LP do que deveria, poderá também ocorrer perturbação grave do fornecimento de sangue aos órgãos, alteração do estado de consciência ou até coma, convulsões, dificuldades em respirar, sentir-se mal, vómitos, perda de peso ou dor abdominal.

Caso se tenha esquecido de tomar Zilpen LP Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar. Se se esquecer de tomar uma dose de Zilpen LP, tome o próximo comprimido à hora habitual.

Se parar de tomar Zilpen LP Se tomar Zilpen LP durante algum tempo, consulte o seu médico se quiser parar, uma vez que o seu organismo se pode ter habituado ao medicamento. Não deve deixar de tomar este medicamento repentinamente, a menos que o seu médico o tenha indicado. Se quiser parar de tomar o medicamento, fale primeiro com o seu médico, em especial se o estiver a tomar há muito tempo. O seu médico irá aconselhar-lhe quando e como parar, o que pode ser através de uma diminuição gradual da dose para reduzir a probabilidade de desenvolver efeitos indesejáveis desnecessários (sintomas de abstinência). Se parar de tomar Zilpen LP de modo repentino, pode sentir-se mal. Os sintomas podem ser ansiedade, agitação, nervosismo, dificuldade em adormecer, hiperatividade, tremores e/ou ardores no estômago.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.

4. Efeitos indesejáveis possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

Efeitos indesejáveis muito frequentes (podem afetar mais do que 1 em 10 pessoas):

náuseas, tonturas, sonolência. Estes são normalmente moderados e não apresentam grandes problemas.

Efeitos indesejáveis frequentes (podem afetar até 1 em cada 10 pessoas):

vómitos, problemas digestivos (obstipação, flatulência, diarreia), dor de estômago, boca seca, dores de cabeça, tremores, confusão, perturbações do sono, alterações do humor (ansiedade, nervosismo, euforia (sentir-se sempre em “alta”)), aumento da transpiração, comichão.

Efeitos indesejáveis pouco frequentes (podem afetar até 1 em cada 100 pessoas):

aumento da pressão sanguínea, ritmo cardíaco e das pulsações, dor ou dificuldade em urinar, proteínas na urina, reações na pele (erupções cutâneas, urticária), zumbidos nos ouvidos, depressão, pesadelos, alucinações (ouvir, ver ou sentir coisas que não existem na realidade), perda de memória, dificuldade em engolir, sangue nas fezes, arrepios, afrontamentos, dor no peito, espasmos musculares involuntários, sensação incomum de formigueiro (como picadas de “alfinetes e agulhas”), dificuldades respiratórias, aumento das enzimáticas hepáticas.

Efeitos indesejáveis raros (podem afetar até 1 em cada 1.000 pessoas):

dependência do medicamento, convulsões, dificuldade em coordenar movimentos, visão turva, constrição da pupila (miose), dilatação excessiva da pupila (midríase), perturbação na fala, estado confusional agudo (delírio), perda de consciência temporária.

Efeitos indesejáveis muito raros (podem afetar até 1 em cada 10.000 pessoas):

abuso do medicamento.

Efeitos indesejáveis de frequência desconhecida (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis): diminuição dos níveis de açúcar no sangue, soluços. síndrome serotoninérgica, que pode manifestar-se na forma de alterações do estado mental (por exemplo, agitação, alucinações, coma) e outros efeitos, tais como febre, aumento da frequência cardíaca, tensão arterial instável, contrações involuntárias, rigidez muscular, falta de coordenação e/ou sintomas gastrointestinais (por exemplo, náuseas, vómitos e diarreia) (ver secção 2 "O que precisa de saber antes de tomar Zilpen LP"). Uma doença grave que pode tornar o sangue mais ácido (chamada acidose metabólica) em doentes com doença grave que utilizam paracetamol (ver secção 2).

As reações abaixo descritas são efeitos indesejáveis reconhecidos em pessoas a tomar medicamentos contendo apenas cloridrato de tramadol ou apenas paracetamol. No entanto, se sentir qualquer um destes sintomas durante o tratamento com Zilpen LP, deve informar o seu médico: sensação de desmaio quando se levantaram de uma posição deitada ou sentada, ritmo cardíaco baixo, desmaio, alterações de apetite, fraqueza muscular, respiração mais fraca ou lenta, alterações de humor, de atividade e da perceção, agravamento da asma em casos raros, erupções cutâneas, indicativas de uma reação alérgica, com o desenvolvimento de um súbito inchaço da face e pescoço, dificuldades em respirar ou descida da pressão sanguínea e desmaio. Se isto acontecer, pare o tratamento imediatamente e consulte o seu médico. Não deve voltar a tomar este medicamento.

Em situações raras, os doentes que tomam tramadol durante algum tempo podem sentir-se mal quando se interrompe de repente o tratamento. Podem surgir sintomas tais como agitação, ansiedade, nervosismo ou tremores. Podem surgir sintomas de hiperatividade, dificuldade em adormecer ou dores no estômago e intestinos. Muito poucas pessoas podem sofrer também de ataques de pânico, alucinações, perceções invulgares como comichão, sensação de formigueiro e dormência e zumbidos nos ouvidos (tinnitus). Se sentir qualquer um destes efeitos, ou outros sintomas invulgares, informe o seu médico ou farmacêutico o mais breve possível.

Em casos excecionais, os exames sanguíneos revelaram certas alterações, como por exemplo, baixa na contagem das plaquetas, que pode resultar em hemorragias nasais ou sangramento das gengivas. Foram notificados casos muito raros de reações graves da pele durante a utilização de medicamentos contendo paracetamol.

Comunicação de efeitos indesejáveis Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente ao INFARMED I.P. através dos contactos abaixo. Ao comunicar

efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste

medicamento.

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]

5. Como conservar Zilpen LP

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças. Guarde este medicamento num local seguro e protegido, onde outras pessoas não possam aceder- lhe. Este medicamento pode causar danos graves e ser fatal para as pessoas se não tiver sido prescrito para elas.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade indicado na embalagem, após VAL.. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Este medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Zilpen LP As substâncias ativas são o cloridrato de tramadol e o paracetamol. Cada comprimido de libertação prolongada contém 75 mg de cloridrato de tramadol equivalente a 65,88 mg de tramadol e 650 mg de paracetamol. Os outros componentes são: Núcleo do comprimido: amido pré-gelificado, hipromelose, copovidona, croscarmelose sódica, óxido de ferro amarelo (E172), celulose microcristalina, sílica coloidal anidra e estearil fumarato de sódio. revestimento do comprimido: álcool polivinílico, macrogol 3350 e talco.

Qual o aspeto de Zilpen LP e conteúdo da embalagem Zilpen LP apresenta-se na forma de comprimidos ovais, biconvexos, revestidos por película, com duas camadas, de cor branca a quase branca numa das faces e amarelo pálido na face oposta, com manchas escuras. Estão disponíveis em embalagens de 10, 20, 30, 50, 60, 90 e 100 comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado Tecnimede – Sociedade Técnico Medicinal, S.A. Rua da Tapada Grande, nº 2, Abrunheira 2710 – 228 Sintra Portugal

Fabricante Krka, d.d., Novo mesto Smarjeska cesta 6 8501 Novo mesto Eslovénia

Este folheto foi revisto pela última vez em

⚕Para profissionais — Resumo das Características do Medicamento (RCM)Ficha técnica completa: posologia, interações, contraindicações, advertências+
Informações técnicas destinadas aos profissionais de saúde (médicos e farmacêuticos). Le Resumo das Características do Medicamento (RCM) est le document officiel approuvé par l’ANSM/EMA. Il ne remplace pas la notice ni l’avis du médecin.

1. NOME DO MEDICAMENTO

Zilpen LP 75 mg + 650 mg comprimidos de libertação prolongada

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido de libertação prolongada contém 75 mg de cloridrato de tramadol equivalente a 65,88 mg de tramadol e 650 mg de paracetamol.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido de libertação prolongada.

Comprimidos ovais, biconvexos, com duas camadas revestidos por película, de cor branca a quase branca numa das faces e amarelo pálido na face oposta, com manchas escuras.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1. Indicações terapêuticas

Zilpen LP está indicado para o tratamento sintomático da dor moderada a intensa em adultos e adolescentes com mais de 12 anos.

O uso de Zilpen LP deve restringir-se aos doentes com dor moderada a intensa em que se considera ser adequada a combinação de tramadol e paracetamol (ver também secção 5.1). e quem beneficie, de acordo com a avaliação do médico assistente, com a utilização de uma formulação de libertação prolongada.

4.2. Posologia e modo de administração

Posologia

Adultos e adolescentes (com 12 ou mais anos de idade): O uso de Zilpen LP deve restringir-se aos doentes com dor moderada a intensa em que se considera ser adequada a combinação de tramadol e paracetamol. Além disso, Zilpen LP deve ser apenas utilizado em doentes que, de acordo com a avaliação clínica do médico assistente, beneficiariam de uma formulação de libertação prolongada.

A posologia deve ser ajustada individualmente à intensidade da dor e à sensibilidade do doente. Deve geralmente ser escolhida a dose analgésica eficaz mais baixa.

Recomenda-se uma dose inicial de um a dois comprimidos de Zilpen LP (equivalente a 75 mg ou 150 mg de cloridrato de tramadol e 650 mg ou 1300 mg de paracetamol). Se necessário podem ser tomadas doses adicionais, não ultrapassando os 4 comprimidos (equivalente a 300 mg de cloridrato de tramadol e 2600 mg de paracetamol) por dia.

O intervalo entre as doses não deve ser inferior a doze horas. Zilpen LP não deverá, em nenhuma circunstância, ser tomado durante mais tempo do que o estritamente necessário (ver também secção 4.4.). Caso seja necessário um tratamento repetido ou prolongado com Zilpen LP, como consequência da natureza e gravidade da patologia, deverá efetuar-se uma monitorização cuidadosa e regular (sempre que possível, com intervalos no tratamento), de forma a avaliar se é necessário continuar o tratamento.

Deve ser prescrita uma embalagem de Zilpen LP, adequada aos doentes, tendo em consideração as necessidades individuais dos doentes, a natureza das doenças tratadas e a possibilidade de utilização indevida.

População pediátrica A efetividade e segurança da utilização de Zilpen LP não foram estabelecidas em crianças com menos de 12 anos de idade. Portanto, não se recomenda o tratamento nesta população de doentes.

Doentes idosos Em doentes idosos até 75 anos, sem insuficiência hepática ou renal clinicamente estabelecida, não é habitualmente necessário qualquer ajuste posológico. Em doentes com mais de 75 anos o tempo de eliminação pode estar aumentado. Deste modo, se necessário, os intervalos entre as doses devem ser prolongados em função das necessidades do doente.

Disfunção renal Em doentes com disfunção renal, a eliminação do tramadol encontra-se prolongada. Nestes doentes, o prolongamento do intervalo entre as doses deverá ser criteriosamente considerado em função das necessidades do doente. Disfunção hepática: Em doentes com insuficiência hepática, a eliminação do tramadol encontra-se prolongada. Nestes doentes, o prolongamento do intervalo entre as doses deverá ser criteriosamente considerado em função das necessidades do doente (ver secção 4.4). Devido à presença de paracetamol, Zilpen LP não deve ser utilizado em doentes com disfunção hepática grave (ver secção 4.3).

Modo de administração: Via oral. Os comprimidos devem ser engolidos inteiros, com uma quantidade suficiente de líquido. Não devem ser esmagados nem mastigados.

Objetivos do tratamento e interrupção Antes de iniciar o tratamento com Zilpen LP, deve ser definida com o doente uma estratégia de tratamento que inclua a duração e os objetivos do tratamento, bem como um plano para o fim do tratamento, de acordo com as diretrizes de gestão da dor. Durante o tratamento, deve haver um contacto frequente entre o médico e o doente para avaliar a necessidade de continuar o tratamento, considerar a descontinuação e ajustar as dosagens, se necessário. Quando um doente já não necessita de tratamento com tramadol, pode ser aconselhável reduzir gradualmente a dose para evitar sintomas de abstinência. Na ausência de um controlo adequado da dor, deve ser considerada a possibilidade de hiperalgesia, tolerância e progressão da doença subjacente (ver secção 4.4).

4.3. Contraindicações

Hipersensibilidade conhecida às substâncias ativas a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1. Intoxicação aguda pelo álcool, fármacos hipnóticos, analgésicos de ação central, opiáceos ou fármacos psicotrópicos. Zilpen LP não deve ser administrado concomitantemente com inibidores da MAO ou dentro das duas semanas após paragem deste tratamento (ver secção 4.5.). Disfunção hepática grave. Epilepsia não controlada por tratamento (ver secção 4.4.).

4.4. Advertências e precauções especiais de utilização

Advertências - Em adultos e adolescentes com 12 anos ou mais, a dose máxima diária de 4 comprimidos de Zilpen LP não deve ser ultrapassada. De forma a evitar-se uma sobredosagem inadvertida, os doentes devem ser avisados para não ultrapassarem a dose recomendada e para não tomarem outros medicamentos contendo paracetamol (incluindo medicamentos não sujeitos a receita médica) ou cloridrato de tramadol, concomitantemente sem supervisão médica.

Nalguns doentes, a sobredosagem de paracetamol pode causar toxicidade hepática, podendo ser necessário transplante de fígado ou morte. Experiências após sobredosagem com formulações de libertação imediata de paracetamol indicam que os sinais clínicos de lesão hepática ocorrem geralmente 24 a 48 horas após a administração e atingem um ponto máximo geralmente após 4 a 6 dias. Mesmo os doentes sem sintomas ou sinais de sobredosagem podem necessitar de monitorização e tratamento prolongado devido ao risco de lesão hepática retardada.

Uma vez que Zilpen LP é um medicamento de libertação prolongada, em caso de sobredosagem a absorção será prolongada. A concentração plasmática máxima poderá ocorrer mais tarde, ocorrer mais do que um pico e concentrações elevadas, em particular após doses elevadas, podem persistir durante vários dias. Os protocolos de amostragem e regime de tratamento utilizados na gestão da sobredosagem com formulações de libertação imediata de paracetamol não são, portanto, adequados. O antídoto deve ser administrado o mais rapidamente possível e deve ser doseado de acordo com a recomendação do Centro de Informação Antivenenos), que deve ser contactado para aconselhamento (ver secção 4.9).

- Na insuficiência renal grave (depuração da creatinina <10 ml/min), não se recomenda Zilpen LP . - Em doentes com disfunção hepática grave não se deve utilizar Zilpen LP (ver secção 4.3). Os riscos de uma sobredosagem de paracetamol são maiores em doentes com doença hepática alcoólica não cirrótica. Em casos de disfunção hepática moderada deve ser cuidadosamente considerado o prolongamento do intervalo entre as doses. - Zilpen LP não está recomendado em casos de insuficiência respiratória grave. - Tramadol não está indicado como terapêutica de substituição em doentes dependentes de opiáceos. Embora seja um agonista opiáceo, o tramadol não suprime os sintomas de privação da morfina. - Têm sido observadas convulsões em doentes predispostos, a receber tratamento com tramadol e/ou tratados com fármacos que podem diminuir o limiar convulsivo, em particular inibidores seletivos da recaptação de serotonina, antidepressivos tricíclicos, antipsicóticos, analgésicos de açãocentralouanestésicoslocais.Osdoentesepiléticoscontroladosatravésdetratamento,ouosqueapresentamsuscetibildadeparacrisesconvulsivas,nãodevemsertatadoscomZilpenLP,amenosquetalsereveleabsolutamentenecesário.Têmsidoobservadasconvulsõesemdoentesarecebertamadolnasdosesrecomendadas.Oriscopodeaumentarquandoasdosesdetramadolexcedemorespetivolimitesuperiordadoserecomendada. doentes epiléticos controlados através de tratamento, ou os que apresentam suscetibilidade para crises convulsivas, não devem ser tratados com Zilpen LP, a menos que tal se revele absolutamente necessário. Têm sido observadas convulsões em doentes a receber tramadol nas doses recomendadas. O risco pode aumentar quando as doses de tramadol excedem o respetivo limite superior da dose recomendada.

Não se recomenda a utilização concomitante de opioides agonistas-antagonistas (nalbufina, buprenorfina, pentazocina) (ver secção 4.5).

Precauções de utilização O uso concomitante de Zilpen LP e medicamentos sedativos, como benzodiazepinas ou medicamentos relacionados, pode resultar em sedação, depressão respiratória, coma e morte. Devido a estes riscos, a prescrição concomitante destes medicamentos sedativos deve ser reservada para doentes para os quais não são possíveis opções alternativas de tratamento. Se for tomada uma decisão para prescrever Zilpen LP concomitantemente com medicamentos sedativos, a dose eficaz mais baixa deve ser usada, e a duração do tratamento deve ser a mais curta possível.

Os doentes devem ser acompanhados de perto quanto a sinais e sintomas de depressão respiratória e sedação. A este respeito, recomenda-se fortemente informar os doentes e seus cuidadores para que estejam cientes destes sintomas (ver secção 4.5).

Tolerância e perturbação do uso de opióides (abuso e dependência) A administração repetida de opióides, como o Zilpen LP, pode dar origem a tolerância, dependência física e psicológica e perturbação do uso de opióides (PUO). A utilização repetida de Zilpen LP pode conduzir a PUO. Uma dose mais elevada e uma duração mais longa do tratamento com opiáceos podem aumentar o risco de desenvolvimento de PUO. A utilização abusiva ou intencional de Zilpen LP pode resultar em overdose e/ou morte. O risco de desenvolver PUO é maior em doentes com antecedentes pessoais ou familiares (pais ou irmãos) de perturbações relacionadas com o consumo de substâncias (incluindo perturbações relacionadas com o consumo de álcool), em utilizadores atuais de tabaco ou em doentes com antecedentes pessoais de outras perturbações de saúde mental (por exemplo, depressão major, ansiedade e perturbações da personalidade). Antes de iniciar o tratamento com Zilpen LP e durante o tratamento, os objetivos do tratamento e um plano de descontinuação devem ser acordados com o doente (ver secção 4.2). Antes e durante o tratamento, o doente deve também ser informado sobre os riscos e os sinais da PUO. Se estes sinais ocorrerem, os doentes devem ser aconselhados a contactar o seu médico.

Os doentes terão de ser monitorizados para detetar sinais de comportamento de procura de medicamentos (por exemplo, pedidos de recargas demasiado cedo). Isto inclui a análise de opióides e psicofármacos concomitantes (como as benzodiazepinas). Para os doentes com sinais e sintomas de PUO, deve ser considerada a consulta de um especialista em toxicodependência.

A necessidade clínica de tratamento analgésico deve ser revista regularmente (ver secção 4.2). Nos doentes com dependência de opiáceos e com um historial de dependência ou abuso de drogas, o tratamento só deve efetuar-se por um período curto e sob vigilância médica.

Zilpen LP deve ser usado com precaução em doentes com traumatismo craniano, predispostos a convulsões, apresentando perturbações biliares, em estado de choque, com alteração da consciência de origem desconhecida, com problemas que afetam o centro respiratório ou a função respiratória ou com aumento da pressão intracraniana.

Mesmo nas doses terapêuticas por um período curto podem ocorrer reações de privação, semelhantes às que ocorrem durante a privação de opiáceos (ver secção 4.8). Quando o doente não necessita mais da terapêutica com tramadol, pode ser aconselhável diminuir gradualmente a dose para prevenir os sintomas de abstinência. Foi relatado, num estudo, que a utilização de tramadol com enflurano e óxido nitroso durante a anestesia geral, reavivou as memórias do tempo intraoperatório. Até que esteja disponível informação adicional, deve ser evitado o uso de tramadol durante as fases superficiais da anestesia.

Metabolismo via CYP2D6 O tramadol é metabolizado pela enzima hepática CYP2D6. Se o doente tiver uma deficiência ou uma ausência total desta enzima, poderá não ser obtido um efeito analgésico adequado. As estimativas indicam que até 7% da população caucasiana pode ter esta deficiência. Contudo, se o doente for um metabolizador ultrarrápido, existe o risco de desenvolver efeitos secundários de toxicidade opioide, mesmo nas doses habitualmente prescritas. Os sintomas gerais de toxicidade opioide incluem confusão, sonolência, respiração superficial, contração das pupilas, náuseas, vómitos, obstipação e falta de apetite. Em casos graves, tal pode incluir sintomas de depressão circulatória e respiratória, que podem constituir perigo de vida e, em casos muito raros, ser fatais. As estimativas da prevalência de metabolizadores ultrarrápidos em diferentes populações são resumidas a seguir: População Prevalência Africana/Etíope 29% Afro-americana 3.4% a 6.5% Asiática 1.2% a 2% Caucasiana 3.6% a 6.5% Grega 6.0% Húngara 1.9% Norte da Europa 1% a 2%

Utilização pós-operatória em crianças Na literatura publicada há relatos de casos em que o tramadol administrado a crianças, no pós- operatório de uma amigdalectomia e/ou adenoidectomia para a apneia obstrutiva do sono, levou a efeitos adversos raros, mas potencialmente fatais. Devem ser tomadas precauções extremas quando o tramadol é administrado a crianças para o alívio da dor pós-operatória, sendo necessária uma monitorização cuidadosa para a deteção de sintomas de toxicidade opioide, incluindo depressão respiratória. respiratória.

Crianças com função respiratória comprometida A utilização do tramadol não é recomendada em crianças cuja função respiratória possa estar comprometida, incluindo distúrbios neuromusculares, condições cardíacas ou respiratórias graves, infeções do trato respiratório superior ou pulmonares, politraumatismo ou procedimentos cirúrgicos extensos. Estes fatores podem agravar os sintomas de toxicidade opioide.

Perturbações respiratórias relacionadas com o sono Os opioides podem causar perturbações respiratórias relacionadas com o sono incluindo apneia central do sono (ACS) e hipoxemia relacionada com o sono. A utilização de opioides aumenta o risco de ACS de uma forma dependente da dose. Em doentes que apresentam ACS, considere reduzir a dose total de opioides.

Insuficiência suprarrenal Os analgésicos opioides podem provocar ocasionalmente insuficiência suprarrenal reversível que exige monitorização e terapêutica de substituição de glucocorticoides. Os sintomas de insuficiência suprarrenal aguda ou crónica podem incluir, por exemplo, dor abdominal intensa, náuseas e vómitos, pressão arterial baixa, fadiga extrema, diminuição do apetite e perda de peso.

Síndrome serotoninérgica Foi notificada a ocorrência de síndrome serotoninérgica, uma patologia potencialmente fatal, em doentes a receber tramadol em associação com outros agentes serotoninérgicos ou tramadol isoladamente (ver secções 4.5, 4.8 e 4.9). Caso o tratamento concomitante com outros agentes serotoninérgicos seja clinicamente justificado, aconselha-se a observação cuidadosa do doente, especialmente durante o início do tratamento e o escalonamento da dose. Os sintomas da síndrome serotoninérgica podem incluir alterações do estado mental, instabilidade autonómica, anomalias neuromusculares e/ou sintomas gastrointestinais. Em caso de suspeita de síndrome serotoninérgica, deve ser considerada a redução da dose ou a interrupção da terapêutica em função da gravidade dos sintomas. A supressão dos fármacos serotoninérgicos resulta geralmente numa melhoria rápida. Foram notificados casos de acidose metabólica com hiato aniónico aumentado (HAGMA – High Anion Gap Metabolic Acidosis) devido a acidose piroglutâmica em doentes com doença grave, como insuficiência renal grave e sépsis, ou em doentes com má nutrição ou outras fontes de deficiência de glutationa (por exemplo, alcoolismo crónico) que foram tratados com paracetamol na dose terapêutica durante um período prolongado ou com uma combinação de paracetamol e flucloxacilina., Em caso de suspeita de HAGMA devido a acidose piroglutâmica, recomenda-se a descontinuação imediata do paracetamol e monitorização atenta. A medição da 5-oxoprolina urinária poderá ser útil para identificar a acidose piroglutâmica como causa subjacente de HAGMA em doentes com múltiplos fatores de risco.

Sódio Este medicamento contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por comprimido de libertação prolongada ou seja, é praticamente “isento de sódio”.

4.5. Interações medicamentosas e outras formas de interação

Está contraindicada a utilização concomitante com: Inibidores da MAO não seletivos Risco de síndrome serotoninérgica: diarreia, taquicardia, sudação, tremor, confusão e eventual coma. Inibidores seletivos da MAO A Por extrapolação a partir dos inibidores da MAO não seletivos. Risco de síndrome serotoninérgica: diarreia, taquicardia, sudação, tremor, confusão e eventual coma. Inibidores seletivos da MAO B Sintomas de excitação central semelhantes aos de síndrome serotoninérgica: diarreia, taquicardia, sudação, tremor, confusão e eventual coma.

No caso de um tratamento recente com inibidores da MAO, deve observar-se um intervalo de duas semanas antes de se iniciar o tratamento com tramadol. Não se recomenda a utilização concomitante com: Álcool O álcool aumenta o efeito sedativo dos analgésicos opiáceos. A alteração do estado de vigília pode tornar perigosa a condução de veículos e a utilização de máquinas. Deve evitar-se o consumo de bebidas alcoólicas e de medicamentos que contenham álcool. Carbamazepina e outros indutores enzimáticos Risco de diminuição da eficácia e diminuição da duração do efeito devido à redução das concentrações plasmáticas de tramadol. Agonistas/antagonistas dos opiáceos (buprenorfina, nalbufina, pentazocina) Diminuição do efeito analgésico através do bloqueio competitivo dos recetores, com risco de ocorrência de síndrome de privação.

Deverá ser tido em consideração o uso concomitante com: A administração de tramadol pode provocar convulsões e aumentar o potencial convulsivante dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), dos inibidores seletivos da recaptação da serotonina e da noradrenalina (ISRSN), dos antidepressivos tricíclicos, dos antipsicóticos e de outros fármacos suscetíveis de diminuir o limiar convulsivante (como a bupropiona, a mirtazapina ou o tetra-hidrocanabinol). O uso concomitante de tramadol e fármacos serotoninérgicos, como inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRSs), inibidores da recaptação da serotonina-noerpinefrina (SNRI), inibidores da MAO (ver secção 4.3), antidepressivos tricíclicos e mirtazapina, pode causar síndrome serotoninérgica, uma patologia potencialmente fatal (ver secções 4.4 e 4.8). Outros derivados opiáceos (incluindo fármacos antitússicos e tratamentos de substituição), benzodiazepinas e barbitúricos: aumento do risco de depressão respiratória, que poderá ser fatal em casos de sobredosagem. Outros depressores do sistema nervoso central, tais como outros derivados dos opiáceos (incluindo fármacos antitússicos e tratamentos de substituição), barbitúricos, benzodiazepinas, outros ansiolíticos, hipnóticos, antidepressores sedativos, anti-histamínicos sedativos, neurolépticos, fármacos antihipertensores de ação central, talidomida e baclofeno. Estes medicamentos podem causar agravamento da depressão central. A alteração do estado de vigília pode tornar perigosa a condução de veículos e a utilização de máquinas. O uso concomitante de opioides com medicamentos sedativos, como benzodiazepinas ou medicamentos relacionados, aumenta o risco de sedação, depressão respiratória, coma e morte, devido ao efeito depressivo aditivo do SNC. A dose e duração da utilização concomitante devem ser limitadas (ver secção 4.4). Devem tomar-se precauções especiais durante a administração concomitante de Zilpen LP derivados cumarínicos (ex varfarina) devido a registos de aumento do INR com hemorragia grave e equimoses em alguns doentes Num número limitado de estudos, a aplicação do antiemético antagonista dos recetores 5-HT3, ondansetrom, no período pré- e pós-operatório provocou o aumento da necessidade de tramadol em doentes com dor pós-operatória.

A utilização concomitante de Zilpen LP com gabapentinóides (gabapentina e pregabalina) pode provocar depressão respiratória, hipotensão, sedação profunda, coma ou morte.

O uso concomitante de paracetamol com flucloxacilina deve ser feito com precaução, dado que a administração conjunta tem sido associada a acidose metabólica com hiato aniónico aumentado devido a acidose piroglutâmica, especialmente em doentes com fatores de risco (ver secção 4.4)

4.6. Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez Como Zilpen LP é uma combinação fixa de substâncias ativas em que está incluído o tramadol, não deve ser utilizado durante a gravidez.

Informações relativas ao paracetamol: Uma quantidade elevada de dados em mulheres grávidas indicam ausência de malformações ou toxicidade fetal/neonatal. Resultados de estudos epidemiológicos sobre o desenvolvimento neurológico de crianças expostas ao paracetamol no útero não apresentaram resultados conclusivos. Informações relativas ao tramadol: O tramadol não deve ser utilizado durante a gravidez pois não há evidência suficiente para garantir a segurança do tramadol na mulher grávida. O tramadol administrado antes ou durante o nascimento não afeta a contração uterina. Em recém-nascidos, pode induzir alterações na frequência respiratória que não são clinicamente relevantes. O tratamento de longa duração durante a gravidez pode desencadear sintomas de privação no recém-nascido, após o parto, como consequência da habituação.

Amamentação Como Zilpen LP é uma combinação fixa de substâncias ativas em que está incluído o tramadol, não deve ser utilizado mais do que uma vez durante o aleitamento ou, em alternativa, a amamentação deve ser descontinuada durante o tratamento com tramadol.

Informações relativas ao paracetamol: O paracetamol é excretado no leite materno em quantidades sem significado clínico. A bibliografia publicada, não contraindica a amamentação por mulheres que estejam a tomar medicamentos que contenham apenas paracetamol. Informações relativas ao tramadol: Aproximadamente 0,1% da dose materna de tramadol é excretada no leite materno. No período pós-parto imediato, uma dose diária oral materna até 400 mg corresponde a uma quantidade média de tramadol, ingerido por lactentes, de 3% da dose materna média ajustada ao peso. Por este motivo, o tramadol não deve ser usado durante o aleitamento ou, em alternativa, a amamentação deve ser interrompida durante o tratamento com tramadol. A descontinuação da amamentação não é geralmente necessária na sequência de uma dose única de tramadol.

Fertilidade Os estudos pós-marketing não sugerem um efeito do tramadol na fertilidade. Os estudos em animais não mostram um efeito do tramadol na fertilidade. Não foram efetuados estudos de fertilidade para a combinação de tramadol e paracetamol.

4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

O tramadol pode causar sonolência ou tonturas, que podem aumentar pela ingestão de álcool ou outro depressor do SNC. Se se sentir afetado, o paciente não deve conduzir ou utilizar máquinas.

4.8. Efeitos indesejáveis

Os efeitos indesejáveis que poderão ocorrer durante o tratamento com Zilpen LP são classificados de acordo com os seguintes grupos por ordem de frequência: Muito frequentes (≥1/10) Frequentes (≥1/100 a <1/10) Pouco frequentes (≥1/1000 a <1/100) Raros (≥1/10000 a <1/1000) Desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis) Dentro de cada grupo de frequência, os efeitos indesejáveis são apresentados por ordem decrescente de gravidade.

Os efeitos indesejáveis mais frequentemente referidos durante os ensaios clínicos, realizados com a associação de paracetamol/tramadol, foram náuseas, tonturas e sonolência, observados em mais de 10 % dos doentes.

Efeitos indesejáveis listados por classes de sistemas de órgãos:

Muito Pouco Muito Desconhecid frequente Frequentes Raros frequentes raros o s Doenças do Hipoglicemia metabolismo , acidose e da nutrição metabólica com hiato aniónico aumentado Perturbações confusão, depressão, delírio, Abuso do foro alterações alucinações, dependênc * psiquiátrico do humor pesadelos, ia do (ansiedade fármaco , nervosism o, euforia), perturbaçõ es do sono Doenças do tonturas, cefaleias, contrações ataxia, Síndrome sistema sonolênc tremor musculares convulsõe serotoninérgi nervoso ia involuntária s, síncope, ca s, alterações parestesias, na fala amnésia Afeções miose, visuais midríase, visão turva Afeções do acufenos ouvido e do labirinto Cardiopatias palpitações, taquicardia, arritmia Vasculopatias hipertensão, afrontament os Doenças dispneia respiratórias, torácicas e do mediastino Doenças náuseas vómitos, disfagia, soluços gastrointestin obstipação melenas ais , xerostomia , diarreia, dor abdominal, dispepsia, flatulência Afeções dos sudação, reações tecidos prurido cutâneas cutâneos e (por subcutâneos exemplo, erupções cutâneas, urticária) Doenças albuminúria renais e , alterações urinárias na micção (disúria e retenção urinária) Perturbações arrepios, dor gerais e torácica alterações no local de administração Exames aumento das complementar transaminas es es de diagnóstico

* Notificado em vigilância pós-comercialização Embora não tendo sido observados durante os ensaios clínicos, não podem ser excluídos os seguintes efeitos secundários, associados ao uso isolado de tramadol e paracetamol:

Tramadol Hipotensão postural, bradicardia, colapso (tramadol); A vigilância pós-comercialização do tramadol revelou alterações raras da ação da varfarina, incluindo aumento do tempo de protrombina. Casos raros: reações alérgicas com sintomas respiratórios (ex: dispneia, broncospasmo, respiração asmática, edema angioneurótico) e anafilaxia; Casos raros: alterações no apetite, fraqueza motora, e depressão respiratória. Após a administração de tramadol podem ocorrer efeitos secundários psíquicos que variam individualmente na intensidade e natureza (dependendo da personalidade do doente e duração da medicação). Estes incluem alterações no humor, (geralmente euforia, ocasionalmente disforia), alterações na atividade (geralmente diminuição, ocasionalmente aumento) e alterações na capacidade cognitiva e sensorial (por ex. decisão de agir, perceção de doença). Foi relatado um caso de agravamento de asma, embora não tenha sido estabelecida uma relação causal. Sintomas de reações de privação, semelhantes às que ocorrem durante a privação de opiáceos, podem manifestar-se da seguinte forma: agitação, ansiedade, nervosismo, insónia, hipercinesia, tremor e sintomas gastrointestinais. Outros sintomas que foram observados muito raramente com a descontinuação abrupta do cloridrato de tramadol incluem: ataques de pânico, ansiedade grave, alucinações, parestesias, acufenos e sintomas invulgares do SNC.

Paracetamol Os efeitos adversos do paracetamol são raros, no entanto, pode ocorrer hipersensibilidade incluindo erupções cutâneas. Têm sido reportadas discrasias sanguíneas, incluindo trombocitopenia e agranulocitose, mas que não foram necessariamente relacionadas com o paracetamol. Vários relatos sugerem que o paracetamol pode produzir hipoprotrombinemia quando administrado com substâncias análogas à varfarina. Noutros estudos, não se observaram alterações do tempo de protrombina. Foram notificados casos muito raros de reações cutâneas graves.

Descrição de reações adversas selecionadas

Acidose metabólica com hiato aniónico aumentado Foram observados casos de acidose metabólica com hiato aniónico aumentado devido a acidose piroglutâmica em doentes com fatores de risco utilizando paracetamol (ver secção 4.4). Pode ocorrer acidose piroglutâmica como consequência dos níveis baixos de glutationa nestes doentes.

Dependência do medicamento A utilização repetida de Zilpen LP pode conduzir à toxicodependência, mesmo em doses terapêuticas. O risco de dependência pode variar em função dos fatores de risco individuais do doente, da dosagem e da duração do tratamento com opiáceos (ver secção 4.4).

Notificação de suspeitas de reações adversas A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P: Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]

4.9. Sobredosagem

Zilpen LP é uma associação fixa de substâncias ativas. No caso de uma sobredosagem, os sintomas podem incluir os sinais e os sintomas de toxicidade do tramadol ou do paracetamol ou de ambas as substâncias ativas.

Sintomas de sobredosagem com tramadol: Em princípio, na intoxicação com tramadol, são de esperar sintomas semelhantes aos de outro analgésico de ação central (opioides). Estes incluem em particular, miose, vómitos, colapso cardiovascular, perturbações da consciência incluindo coma, convulsões e depressão respiratória que poderá originar uma paragem respiratória.

Também foi notificada síndrome serotoninérgica.

Sintomas de sobredosagem com paracetamol: Uma sobredosagem é particularmente preocupante, especialmente em crianças. Sintomas de sobredosagem com paracetamol nas primeiras 24 horas são palidez, náuseas, vómitos, anorexia, dor abdominal. Podem ocorrer alterações do metabolismo da glucose e acidose metabólica. Em caso de envenenamento grave, a insuficiência hepática pode conduzir a encefalopatia, coma e morte. Pode-se desenvolver insuficiência renal aguda com necrose tubular, mesmo na ausência de lesões hepáticas graves. Foram descritas arritmias cardíacas e pancreatite.

É possível existir lesão hepática em doentes que tomaram uma dose potencialmente tóxica superior a 6 g (adultos) ou a 150 mg- kg (crianças). Em certos grupos de doentes têm um risco mais elevado de toxicidade por paracetamol, como por exemplo, doentes com compromisso hepático, doentes com etilismo, doentes desnutridos ou doentes em tratamento de longo termo com medicamentos indutores da CYP450; a dose hepatotóxica é inferior, aproximadamente 100 mg / kg.

Considera-se que quantidades excessivas de um metabolito tóxico (por norma, adequadamente desintoxicadas pela glutationa quando são ingeridas doses normais de paracetamol), se fixam irreversivelmente no tecido hepático.

A experiência de sobredosagem com formulações de paracetamol de libertação imediata indica que os sinais clínicos de lesão hepática ocorrem geralmente 24 a 48 horas após ingestão e culminam geralmente após 4 a 6 dias. Devido à natureza da formulação de libertação prolongada, a possibilidade de ocorrência tardia e culminar dos sinais clínicos de lesões hepáticas na sobredosagem por Zilpen LP deve ser levada em consideração.

Tratamento de emergência: Transferência imediata para uma unidade especializada; Manutenção das funções respiratória e circulatória; Deverá ser colhida uma amostra de sangue, o mais rapidamente possível após a sobredosagem, com vista à determinação das concentrações plasmáticas de paracetamol e tramadol e para efeitos de realização de provas hepáticas; As provas hepáticas devem ser efetuadas no início (da sobredosagem) e repetidas em intervalos de 12 a 24 horas. Observa-se geralmente um aumento das enzimas hepáticas (ASAT, ALAT), que normaliza ao fim de uma ou duas semanas; Deverá efetuar-se um esvaziamento do estômago através da indução do vómito por irritação (quando o doente está consciente) ou lavagem gástrica, se de acordo com as diretrizes locais válidas;

Gestão da sobredosagem por paracetamol O tratamento imediato da sobredosagem de paracetamol é essencial. Mesmo na ausência de sintomas iniciais significativos, os doentes devem ser enviados urgentemente para o hospital para cuidados médicos imediatos.

Uma vez que Zilpen LP é um medicamento de libertação prolongada, a absorção é prolongada na sobredosagem, a concentração plasmática máxima pode ocorrer mais tarde, podem ocorrer mais do que um pico, e podem persistir concentrações elevadas durante vários dias em particular após doses elevadas. Os protocolos de amostragem e regime de tratamento geralmente utilizados na gestão de sobredosagem com formulações de libertação imediata de paracetamol não são, portanto, adequados. Se se confirmar ou suspeitar de sobredosagem, o doente deve ser encaminhado para o hospital para tratamento médico imediato, mesmo na ausência de sintomas iniciais significativos ou sinais de sobredosagem devido ao risco tardio de lesão hepática. Para aconselhamento e monitorização deve ser contactado o CIAV (Centro de Informação Antivenenos: 800 250 250; https://www.inem.pt/category/servicos/centro-de-informacao-antivenenos/ [email protected]).

Deve ser indicado carvão ativado se indicado nas diretrizes de tratamento locais. A primeira dose deve ser administrada assim que possível após a chegada do doente e a dose seguinte 4-6 horas após a primeira dose. Em todos os casos, onde a sobredosagem conhecida ou suspeita foi ≥10 g de paracetamol (ou ≥ 150 mg / kg de peso corporal em crianças), ou quando a dose é desconhecida, o tratamento com o antídoto (geralmente N-acetilcisteína (NAC)) deve ser imediatamente iniciado, independentemente do nível plasmático inicial de paracetamol, uma vez que em caso de sobredosagem aguda com o medicamento Zilpen LP, de libertação prolongada, pode atingir o pico até 24 horas após a ingestão. Se as diretrizes de tratamento estabelecidas exigirem a introdução de NAC numa dose de limiar inferior (por exemplo, 6 g), estas deverão ser seguidas.

Quando tiverem sido ingeridos <10 g de paracetamol e for conhecido o intervalo de tempo desde a ingestão, devem ser recolhidas múltiplas amostras de paracetamol plasmático em intervalos adequados (por exemplo, 4, 6 e 8 horas após a ingestão).Devem ser consideradas mais amostras se as concentrações plasmáticas de paracetamol ainda forem detectáveis. O tratamento com antídoto (geralmente N-acetilcisteína) deve ser iniciado se a concentração de s-paracetamol exceder 650 μmol/L em 4 horas, 450 μmol / L em 6 horas, 325 μmol/L em 8 horas ou 160 μmol/L em 12 e 18 horas após a ingestão.

Se o tempo decorrido após a ingestão for desconhecido ou a concentração plasmática de paracetamol não for obtida dentro de 8 horas após a sobredosagem, recomenda-se que o tratamento com o antídoto (geralmente N-acetilcisteína) seja iniciado sem esperar que as concentrações plasmáticas de paracetamol estejam disponíveis. O tratamento com N-acetilcisteína deve ser prolongado além do primeiro ciclo de 21 horas de NAC se o nível de paracetamol permanecer acima do limite de deteção (ou superior a 10 mg/L) ou se ALAT estiver aumentado (superior a 100 U/L), e deve ser continuado até que o paracetamol esteja abaixo do limite de deteção (ou 10 mg/L) e ALAT esteja abaixo de 100 U/L. O antídoto deve ser doseado conforme recomendado pelo CIAV (Centro de Informação Antivenenos: 800 250 250; https://www.inem.pt/category/servicos/centro-de-informacao-antivenenos/ [email protected]). Gestão da sobredosagem por tramadol Devem ser aplicadas medidas de suporte, tal como, manter desobstruídas as vias respiratórias e assegurar a manutenção cardiovascular. A naloxona deve ser utilizada para reverter a depressão respiratória, as convulsões podem ser controladas com diazepam. Deve ser tida em consideração a natureza de libertação prolongada do tramadol em Zilpen LP (ou seja, podem ser necessárias doses repetidas). Caso seja necessário, podem ser implementadas outras medidas de suporte. O tramadol é escassamente eliminado do plasma por hemodiálise ou hemofiltração. Por isso o tratamento da intoxicação aguda por Zilpen LP por meio de hemodiálise ou de hemofiltração não é apropriado para desintoxicação.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1. Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 2.12 (Sistema nervoso central; Analgésicos estupefacientes outros opioides em associação com outros analgésicos não-opioides código ATC: N02AJ13

Analgésicos O tramadol é um analgésico opiáceo que atua no sistema nervoso central. O tramadol é um agonista puro não seletivo dos recetores opiáceos μ, δ e κ, com maior afinidade para os recetores μ. Outros mecanismos que contribuem para o seu efeito analgésico são a inibição da recaptação neuronal da noradrenalina e aumento da libertação da serotonina. O tramadol possui um efeito antitússico. Ao contrário da morfina, uma alargada gama de doses analgésicas de tramadol não produzem um efeito depressor do aparelho respiratório. De modo semelhante, a motilidade gastrointestinal não é afetada. Os efeitos cardiovasculares são geralmente ligeiros. Considera-se que a potência do tramadol é de um décimo a um sexto da potência da morfina. Mecanismo de ação O mecanismo exato das propriedades analgésicas do paracetamol não é conhecido e pode envolver efeitos a nível central e periférico.

Zilpen LP está posicionado como analgésico de grau II pela OMS e deve ser utilizado em conformidade por indicação médica.

5.2. Propriedades farmacocinéticas

O tramadol é administrado na forma racémica, sendo possível detetar na circulação sanguínea as formas [-] e [+] do tramadol e o seu metabolito M1. Embora o tramadol seja rapidamente absorvido após a administração, a sua absorção é mais lenta (e a sua semivida mais longa) do que a do paracetamol.

Durante os estudos farmacocinéticos realizados em voluntários sãos, após administração oral de combinação de tramadol/paracetamol (formulação de libertação imediata) em doses únicas e repetidas, não se observaram alterações significativas nos parâmetros cinéticos obtidos para cada uma das substâncias ativas em comparação com os parâmetros das substâncias ativas quando usadas isoladamente.

Absorção O tramadol racémico é rápida e quase completamente absorvido após administração oral. A biodisponibilidade absoluta média de uma dose única de 100 mg é de cerca de 75%. Após administrações repetidas, a biodisponibilidade aumenta para cerca de 90%.

Após a administração oral, a absorção de paracetamol é quase completa. Após a administração de uma dose única e múltipla de tramadol/paracetamol 75 mg/650 mg em jejum, a concentração plasmática máxima de tramadol e do O-desmetil tramadol foi atingida passado aproximadamente 4,5 horas. A absorção oral de paracetamol foi rápida e o pico de concentração plasmática do paracetamol foi atingido cerca de 30 minutos após a administração.

Em casos em que o cloridrato de tramadol/paracetamol de libertação imediata e de libertação prolongada comprimidos foram avaliados em condições de jejum, o pico de concentração plasmática (Cmax) do tramadol, O-desmetil tramadol e paracetamol e a exposição (AUC) da mesma dose administrada dentro do intervalo de 12 h (isto é cloridrato de tramadol/paracetamol 37,5 mg/325 mg comprimidos de libertação imediata administrado a cada 6 horas e cloridrato de tramadol/paracetamol comprimidos de 75 mg/650 mg de libertação prolongada administrado a cada 12 horas) foram equivalentes e podem ser usados em alternativa. A administração de comprimidos de libertação prolongada leva a menos flutuações nas concentrações plasmáticas comparativamente com a administração de comprimidos de libertação imediata.

A administração oral de Zilpen LP com alimentos não tem qualquer efeito significativo sobre as concentrações plasmáticas ou sobre a extensão de absorção quer do tramadol quer do paracetamol. Consequentemente, Zilpen LP pode ser administrado independentemente da hora das refeições.

Distribuição O tramadol tem uma grande afinidade para os tecidos (Vd,β = 203 ± 40 l). A sua ligação às proteínas plasmáticas é de cerca de 20%.

O paracetamol parece ser largamente distribuído à maior parte dos tecidos do corpo, com exceção do tecido adiposo. O seu aparente volume de distribuição é de cerca de 0,9 l/kg. Uma pequena porção (~20%) de paracetamol liga-se às proteínas plasmáticas

Biotransformação O tramadol é extensamente metabolizado após administração oral. Cerca de 30% da dose é excretada na urina sob a forma inalterada, enquanto que 60% da dose é excretada na forma de metabolitos.

O tramadol é metabolizado por O-desmetilação (catalizada pela enzima CYP2D6) no metabolito M1, e através de N-desmetilação (catalizada pelo CYP3A) no metabolito M2. A inibição de um ou de ambos os tipos das isoenzimas CYP3A4 e CYP2D6 envolvidas na biotransformação do tramadol pode afetar a concentração plasmática do tramadol ou do seu metabolito ativo. O M1 é posteriormente metabolizado por N-desmetilação e por conjugação com o ácido glucorónico. A semivida de eliminação plasmática do M1 é de 7 horas. O metabolito M1 tem propriedades analgésicas e é mais potente que o fármaco original. As concentrações plasmáticas de M1 são várias vezes mais baixas que as do tramadol e não é provável que o efeito clínico seja alterado com doses múltiplas.

O paracetamol é principalmente metabolizado no fígado através de duas das mais importantes vias hepáticas: glucuronidação e sulfatação. Esta última via pode ser rapidamente saturada com doses superiores às doses terapêuticas. Uma pequena fração (menos de 4%) é metabolizada pelo citocromo P450 num composto intermédio ativo (N-acetil-benzoquinoneimina) o qual, nas condições normais de utilização, é rapidamente inativado pela glutationa reduzida e excretado na urina após conjugação com a cisteína e o ácido mercaptúrico. Contudo, em caso de excessiva sobredosagem, a quantidade deste metabolito tóxico encontra-se aumentada.

Eliminação O tramadol e os seus metabolitos são excretados principalmente por via renal.

A semivida de eliminação do paracetamol é de cerca de 2 a 3 horas, nos adultos, sendo mais curta nas crianças e ligeiramente mais longa nos recém-nascidos e doentes cirróticos. O paracetamol é principalmente excretado pela formação dose-dependente de derivados glucuro- e sulfoconjugados. Menos de 9% do paracetamol é excretado inalterado na urina.

Na insuficiência renal, a semivida de ambos os compostos encontra-se prolongada.

Após a administração de uma dose única de tramadol/paracetamol 75 mg/650 mg em jejum, a semivida média de eliminação foi de 6,4 horas e 6,9 horas para o tramadol e paracetamol, respetivamente.

5.3. Dados de segurança pré-clínica

Não foram realizados estudos pré-clínicos específicos com a associação fixa (tramadol e paracetamol), com vista a avaliar os seus efeitos carcinogénicos e mutagénicos ou os seus efeitos na fertilidade.

Em descendentes de ratos tratados com a combinação tramadol/paracetamol administrada por via oral, não foi observado nenhum efeito teratogénico que possa ser atribuído ao tratamento.

A associação tramadol/paracetamol revelou ser embriotóxica e fetotóxica no rato numa dose maternotóxica (50/434 mg/kg tramadol/paracetamol), isto é, 8,3 vezes a dose terapêutica máxima para o homem. Não se observou qualquer efeito teratogénico com esta dose. A toxicidade embrionária e fetal resultou numa diminuição do peso dos fetos e num aumento das costelas supranumerárias. Doses mais baixas, que deram origem a um efeito maternotóxico menos grave (10/87 e 25/217 mg/kg tramadol/paracetamol), não provocaram efeitos tóxicos a nível do embrião ou do feto.

Os resultados dos testes padrão de mutagenicidade não revelaram qualquer potencial risco de genotoxicidade do tramadol para o homem. Os resultados dos estudos de carcinogenicidade não sugerem um potencial risco do tramadol para o homem.

Estudos em animais com elevadas doses de tramadol revelaram efeitos no desenvolvimento dos órgãos, ossificação e mortalidade neonatal associada a maternotoxicidade. A fertilidade reprodutiva e desenvolvimento da descendência não foram afetadas. O tramadol atravessa a placenta. A fertilidade dos machos e fêmeas não foi afetada.

Extensas investigações mostraram não existir evidência relevante de risco de genotoxicidade do paracetamol em doses terapêuticas (i.e., não-tóxicas).

Estudos a longo termo em ratos e ratinhos não revelaram evidência de efeitos tumorigénicos relevantes em doses de paracetamol não hepatotóxicas.

Não estão disponíveis dados pré-clinicos resultantes de estudos convencionais, que utilizem as normas atualmente aceites, de toxicidade reprodutiva e de desenvolvimento do paracetamol.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1. Lista dos excipientes

Núcleo do comprimido: Amido pré-gelificado Hipromelose Copovidona Croscarmelose sódica Óxido de ferro amarelo (E172) Celulose microcristalina Sílica coloidal anidra Fumarato sódico de estearilo Revestimento: Álcool polivinílico Macrogol 3350 Talco

6.2. Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3. Prazo de validade

3 anos.

6.4. Precauções especiais de conservação

O medicamento não necessita de precauções especiais de conservação.

6.5. Natureza e conteúdo do recipiente

Blister PVC/PVDC/Alu: caixas de 10, 20, 30, 50, 60, 90 e 100 comprimidos de libertação prolongada. Blister resistente à abertura por crianças de PVC/PVdC-Alu branco com –papel exterior de 10, 20, 30, 50, 60, 90 e 100 comprimidos de libertação prolongada.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6. Precauções especiais de eliminação

Os produtos não utilizados ou os resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Tecnimede – Sociedade Técnico Medicinal, S.A. Rua da Tapada Grande, nº 2, Abrunheira 2710 – 228 Sintra Portugal

8. NÚMEROS DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO

DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização:

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

Farmácias nas principais cidades — ver a lista

Todas as 1.310 cidades ›

Farmácias por distrito — ver a lista completa
Assistente Pharmuno
Respostas geradas automaticamente a partir do folheto informativo oficial deste medicamento. Não substituem, em caso algum, o parecer do seu farmacêutico ou do seu médico. Em caso de emergência, ligue 112.