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Glimepirida Ciclum 2 mg Comprimidos MG

Substância ativa: Glimepirida
Forma farmacêutica: Comprimido 2 mg
Fonte: Folheto informativo oficial (INFARMED / INFOMED)

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

Glimepirida Ciclum 1 mg Comprimidos Glimepirida Ciclum 2 mg Comprimidos Glimepirida Ciclum 3 mg Comprimidos Glimepirida Ciclum 4 mg Comprimidos Glimepirida

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento, pois contém informação importante para si. – Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente. – Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico. – Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode ser- lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais da doença. – Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico .

O que contém este folheto:

1. O que é Glimepirida Ciclum e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Glimepirida Ciclum

3. Como tomar Glimepirida Ciclum

4. Efeitos secundários possíveis

5. Como conservar Glimepirida Ciclum

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O QUE É GLIMEPIRIDA CICLUM E PARA QUE É UTILIZADO

Glimepirida Ciclum é um medicamento ativo por via oral que baixa o nível de açúcar no sangue. Este medicamento pertence a um grupo de medicamentos que baixam o nível de açúcar no sangue chamados sulfonilureias. Glimepirida Ciclum atua aumentando a quantidade de insulina libertada pelo seu pâncreas. A insulina baixa os seus níveis de açúcar no sangue.

Para que é usado Glimepirida Ciclum:

Glimepirida Ciclum é usado para tratar uma certa forma da diabetes (diabetes mellitus tipo 2) quando a dieta, o exercício físico e a perda de peso por si só não são capazes de controlar os seus níveis de açúcar no sangue.

2. O QUE PRECISA DE SABER ANTES DE TOMAR GLIMEPIRIDA CICLUM

Não utilize Glimepirida Ciclum e diga ao seu médico se: – É alérgico (hipersensível) à glimepirida, outras sulfonilureias (medicamentos usados para diminuir o seu nível de açúcar no sangue como a glibenclamida) ou sulfonamidas (medicamentos usados para infecções bacterianas tal como sulfametoxazol) ou a qualquer um dos excipientes de Glimepirida Ciclum (descritos na secção 6 Qual a composição de Glimepirida Ciclum) – Tem diabetes insulino-dependente (diabetes mellitus tipo 1) – Tem cetoacidose diabética (uma complicação da diabetes quando o seu nível de ácido aumenta no seu corpo e poderá ter alguns dos seguintes sinais: cansaço, mal estar (náuseas), elevada frequência urinária e rigidez muscular) – Está em coma diabético – Tem doença grave dos rins – Tem doença grave do fígado. Não tome este medicamento se alguma das situações descritas se aplica a si. Se não tem a certeza, fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Glimepirida Ciclum.

Para Glimepirida Ciclum 2 mg Comprimidos apenas: Não tome Glimepirida Ciclum 2 mg Comprimidos se é alérgico à tartrazina ou ao amarelo Sunset (ver secção 2 – Glimepirida Ciclum contém tartrazina e amarelo Sunset.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Glimepirida Ciclum: – se está a recuperar de uma ferida, operação, infecções com febre, ou de outras formas de stress, informe o seu médico uma vez que pode ser necessário uma mudança temporária do tratamento – Tem uma alteração grave do fígado ou dos rins. Se não tiver a certeza se alguma das situações descritas se aplica a si, fale com o seu médico ou farmacêutico antes de usar este medicamento.

A diminuição do nível de hemoglobina e a quebra dos glóbulos vermelhos do sangue (anemia hemolítica) pode ocorrer em doentes sem a enzima Glucose-6-fosfato desidrogenase.

Crianças e adolescentes A informação disponível acerca do uso de glimepirida em pessoas com menos de 18 anos de idade é limitada. Assim, o uso nestes doentes não é recomendado.

Informação importante acerca da hipoglicémia (nível baixo de açúcar no sangue): Quando toma Glimepirida Ciclum, pode ter hipoglicémia (nível baixo de açúcar no sangue). Por favor veja abaixo informação adicional sobre a hipoglicémia, os seu sinais e tratamento.

Os seguintes fatores podem aumentar o risco de ter hipoglicémia: – Desnutrição, intervalo entre as refeições irregular, refeições adiadas ou suprimidas, – Alterações da dieta, – Tomar mais Glimepirida Ciclum do que o necessário – Ter diminuição da função renal – Ter doença grave do fígado – Se sofre de alterações particulares induzidas por hormonas (alterações das glândulas da tiróide, da glândula pituitária e do córtex adrenal) – Beber álcool (especialmente quando falha uma refeição) – Tomar outros medicamentos (ver “Outros medicamentos e Glimepirida Ciclum”) – Se aumenta o exercício físico e não come o suficiente ou come alimentos com menos carbohidratos que o normal

Os sinais de hipoglicémia incluem: Fome voraz, dores de cabeça, náuseas, vómitos, apatia, sonolência, perturbação do sono, inquietude, agressividade, perturbações da concentração, diminuição do sentido de alerta e do tempo de reacção, depressão, confusão, perturbações visuais e da fala, discurso desarticulado, tremor, paralisia parcial, alterações sensoriais, tonturas, sensação de desespero. Os seguintes sinais podem também ocorrer: suor, pele húmida, ansiedade, batimento cardíaco acelerado, pressão arterial elevada, palpitações, dor forte súbita no peito que pode irradiar para as áreas vizinhas (angina de peito e arritmias cardíacas).

Se os níveis de açúcar no sangue continuam a descer pode sentir-se consideravelmente confuso (delírio), desenvolver convulsões, perder o auto-controlo, a respiração pode ser pouco profunda e o seu batimento cardíaco desacelerar, pode ficar inconsciente. A situação clínica de uma descida grave do açúcar no sangue pode parecer um enfarte.

Tratar a hipoglicémia: Na maioria dos casos os sinais de redução do nível de açúcar no sangue desaparecem muito rápido quando consome alguma forma de açúcar, como por exemplo cubos de açúcar, sumo doce, chá açucarado. Deve por isso levar sempre consigo alguma forma de açúcar (como por exemplo cubos de açúcar). Lembre-se que os adoçantes artificiais não são eficazes. Por favor contacte o seu médico ou vá ao hospital se tomar açúcar não ajuda ou se os sintomas voltarem.

Testes laboratoriais O nível de açúcar no seu sangue ou urina deve ser verificado com regularidade. O seu médico pode também realizar exames sanguíneos para monitorizar a função do fígado e os níveis das células sanguíneas.

Outros medicamentos e Glimepirida Ciclum: Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos não sujeitos a receita médica.

O seu médico pode querer mudar a sua dose de Glimepirida Ciclum se estiver a tomar outros medicamentos, que podem aumentar ou diminuir o efeito de Glimepirida Ciclum no nível de açúcar no seu sangue.

Os seguintes medicamentos podem aumentar o efeito hipoglicemiante de Glimepirida Ciclum. Isto pode levar ao risco de hipoglicémia (nível baixo de açúcar no sangue): – Outros medicamentos para tratar a diabetes mellitus (tal como a insulina ou metformina) – Medicamentos para tratar a dor e a inflamação (fenilbutazona, azapropazona e oxifenobutazona, medicamentos semelhantes à aspirina), – Medicamentos para tratar infecções urinárias (tal como sulfonamidas de acção longa) – Medicamentos para tratar infecções bacterianas e fúngicas (tetraciclinas, cloranfenicol, fluconazol, miconazol, quinolonas e claritromicina) – Medicamentos que inibem a coagulação (derivados cumarinicos como a varfarina) – Medicamentos que suportam a formação de músculo (anabólicos) – Medicamentos usados para substituição de hormonas sexuais masculinas – Medicamentos para tratar a depressão (fluoxetina, inibidores da MAO) – Medicamentos que baixam os níveis elevados de colesterol no sangue (fibratos) – Medicamentos que baixam a pressão arterial elevada (inibidores da ECA) – Medicamentos denominados por agentes anti-arrítmicos utilizados para controlar a pulsação cardíaca anormal (disopiramida) – Medicamentos para tratar a gota (alopurinol, probenecida, sulfinpirazona) – Medicamentos para tratar o cancro (ciclofosfamida, trofosfamida e ifosfamidas) – Medicamentos usados para reduzir peso (fenfluramina) – Medicamentos que aumentam a circulação quando administrados numa dose elevada por perfusão intravenosa (pentoxifilina) – Medicamentos para tratar alergias nasais tal como a febre dos fenos (tritoqualina) – Medicamentos (chamados simpatolíticos) para tratar a pressão arterial elevada, insuficiência cardíaca ou sintomas da próstata.

Os seguintes medicamentos podem diminuir o efeito hipoglicemiante de Glimepirida Ciclum. Isto pode levar ao risco de hiperglicémia (nível elevado de açúcar no sangue): – Medicamentos que contêm hormonas sexuais femininas (estrogéneos e progestagéneos) – Medicamentos que suportam a produção de urina (diuréticos tiazídicos) – Medicamentos usados para estimular a glândula tiroideia (tal como a levotiroxina) – Medicamentos para tratar alergias e inflamação (glucocorticóides) – Medicamentos para tratar alterações mentais graves (derivados fenotiazínicos, cloropromazina) – Medicamentos usados para aumentar o batimento cardíaco, para tratar a asma ou a congestão nasal, tosse ou constipação, usados para reduzir peso, ou usados em emergências de risco de vida (adrenalina e simpaticomiméticos) – Medicamentos para tratar o nível elevado de colesterol (ácido nicotínico) – Medicamentos para tratar a obstipação quando são usados a longo prazo (laxantes) – Medicamentos para tratar crises epiléticas (fenitoína) – Medicamentos para tratar problemas de nervosismo e de sono (barbitúricos) – Medicamentos usados para tratar o aumento de pressão ocular (acetozolamida) – Medicamentos usados para tratar a pressão arterial elevada ou diminuir o açúcar no sangue (diazóxido) – Medicamentos usados para tratar infecções, tuberculose (rifampicina) – Medicamentos usados para tratar níveis baixos de açúcar no sangue graves (glucagon)

Os seguintes medicamentos podem aumentar ou diminuir o efeito hipoglicemiante de Glimepirida Ciclum: – Medicamentos para tratar úlceras do estômago e duodeno (antagonistas H2) – Medicamentos usados para tratar pressão arterial elevada ou falha cardíaca tal como betabloqueantes, clonidina, guanetadina e reserpina. Isto pode também esconder sinais de hipoglicémia, pelo que é necessário um cuidado especial ao tomar estes medicamentos.

Glimepirida Ciclum pode aumentar ou diminuir os efeitos dos seguintes medicamentos: – Medicamentos que inibem a coagulação sanguínea (derivados cumarinicos como a varfarina)

Glimepirida Ciclum com alimentos, bebidas e álcool: A ingestão de álcool pode aumentar ou diminuir a acção hipoglicemiante de Glimepirida Ciclum de uma forma imprevisível.

Gravidez e aleitamento Se está grávida ou a amamentar, ou se pensa que pode vir a engravidar ou se planea engravidar, fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Gravidez Glimepirida Ciclum não deve ser tomado durante a gravidez. Diga ao seu médico se está ou pensa que está grávida ou planeia engravidar.

Aleitamento Glimepirida Ciclum pode passar para o leite materno. Glimepirida Ciclum não deve ser tomado durante o aleitamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas A sua capacidade de concentração e de reacção pode estar reduzida se o seu nível de açúcar no sangue diminuir (hipoglicémia) ou aumentar (hiperglicémia) ou se desenvolver problemas visuais como resultado destas condições. Tenha em mente que se pode magoar a si próprio ou aos outros (como por exemplo ao conduzir um carro ou a utilizar máquinas). Por favor pergunte ao seu médico se pode conduzir se: -tem episódios frequentes de hipoglicémia -tem poucos ou nenhuns sinais de hipoglicémia

Glimepirida Ciclum contém lactose e sódio Se foi informado pelo seu médico que tem intolerância a alguns açúcares, fale com o seu médico antes de tomar este medicamento. Este medicamento contém menos de 1 mmol de sódio (23 mg) por comprimido, ou seja é essencialmente “isento” de sódio.

Glimepirida Ciclum contém tartrazina e amarelo sunset Estes corantes podem causar reações alérgicas (ver secção 4 “Efeitos secundários possíveis”)

3. COMO TOMAR GLIMEPIRIDA CICLUM

Tomar este medicamento sempre de acordo com as indicações do médico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

A dose recomendada é: A dose de Glimepirida Ciclum depende das suas necessidades, condição e resultados das análises ao açúcar no sangue e urina e é determinada pelo seu médico. Não tome mais comprimidos que os prescritos pelo seu médico. – A dose inicial recomendada é de 1 comprimido de Glimepirida Ciclum 1 mg uma vez por dia. – Se necessário o seu médico pode aumentar a dose após cada 1 a 2 semanas de tratamento – A dose máxima recomendada é de 6 mg de Glimepirida Ciclum por dia – Pode ser iniciada uma terapêutica de combinação da glimepirida com metformina ou da glimepirida com insulina. Neste caso, o seu médico irá determinar as doses adequadas de glimepirida, metformina ou insulina individualmente para si. – Se o seu peso se alterar, se alterar o seu estilo de vida ou se estiver numa situação de stress pode ser necessária uma alteração da dose de Glimepirida Ciclum. Por isso informe o seu médico.

Método de administração: – Tome este medicamento pela boca, mesmo antes ou durante a primeira refeição principal do dia (normalmente o pequeno almoço). Se não tomar o pequeno almoço deve tomar o medicamento no horário prescrito pelo seu médico. É importante não falhar nenhuma refeição enquanto está a tomar Glimepirida Ciclum. – Engula os comprimidos por inteiro com pelo menos metade de um copo de água. Não esmague ou chupe os comprimidos.

Se tomar mais Glimepirida Ciclum do que devia: Se acontecer tomar demasiado Glimepirida Ciclum ou uma dose adicional há um perigo de hipoglicémia (ver secção 2 para sinais de hipoglicémia – Tome especial cuidado com Glimepirida Ciclum) e por isso deve consumir imediatamente açúcar suficiente (como por exemplo cubos de açúcar, sumo doce, chá açucarado) e informar o seu médico de imediato. Ao tratar a hipoglicémia devido à toma acidental em crianças, a quantidade de açúcar a dar deve ser controlada cuidadosamente para evitar a possibilidade de produzir uma situção perigosa de hiperglicémia. Não deve ser dada comida ou bebida às pessoas em estado de inconsciência.

Uma vez que o estado de hipoglicémia pode durar algum tempo é muito importante que o doente seja cuidadosamente monitorizado até não haver mais perigo. O internamento no hospital pode ser necessária como medida de precaução. Mostre ao médico a embalagem com os comprimidos que faltam para que o médico saiba a quantidade que foi tomada.

Casos graves de hipoglicémia acompanhados de perda de conciência e falência neurológica grave são casos de emergência médica que requerem tratamento médico imediato e internamento no hospital. Deve ser assegurado que há sempre uma pessoa préinformada que pode chamar um médico no caso de emergência.

Caso se tenha esquecido de tomar Glimepirida Ciclum Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Se parar de tomar Glimepirida Ciclum Se parar ou interromper o tratamento deve estar alerta de que o efeito desejado de diminuir o açúcar no sangue não é alcançado e que a doença se pode deteriorar de novo. Continue a tomar Glimepirida Ciclum até o médico lhe dizer para parar.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico

4. EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSIVEIS

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários, no entanto estes não se manifestam em todas as pessoas.

Diga ao seu médico imediatamente se tiver algum dos seguintes sintomas: – Reacções alérgicas (incluindo inflamação dos vasos sanguíneos, geralmente com vermelhidão) que podem evoluir para reacções graves com dificuldade de respirar, baixa da pressão sanguínea e por vezes progressão até ao choque – Figado com função anormal incluindo amarelamento da pele e olhos (icterícia), problemas com a circulação da bílis (colestase), inflamação do fígado (hepatite) ou falência do fígado. – Alergia (hipersensibilidade) da pele tal como comichão, erupção cutânea, urticária e aumento da sensibilidade ao sol. Algumas reacções ligeiras podem evoluir para reacções graves – Hipoglicémia grave incluindo perda de conciência, epilepsia ou coma

Alguns doentes experenciaram os seguintes efeitos adversos ao tomar Glimepirida Ciclum:

Efeitos secundários raros (podem afectar até uma em 1.000 pessoas)

Nível de açúcar no sangue mais baixo que o normal (hipoglicémia) (ver secção 2 – Advertências e precauções) Diminuição do número de células sanguíneas: – Plaquetas sanguíneas (que aumentam o risco de hemorragia ou nódoas negras) – Glóbulos brancos (tornam as infecções mais prováveis) – Glóbulos vermelhos (podem tornar a pele mais pálida e causar fraqueza ou dificuldade em respirar) Estes problemas geralmente melhoram depois de parar de tomar Glimepirida Ciclum.

Efeitos secundários muito raros (podem afetar até uma em 10.000 pessoas)

– Reacções alérgicas (incluindo inflamação dos vasos sanguíneos, geralmente com vermelhidão) que podem evoluir para reacções graves com dificuldade de respirar, baixa da pressão sanguínea e por vezes progressão até ao choque. Se tiver algum destes sintomas diga ao seu médico de imediato. – Figado com função anormal incluindo amarelamento da pele e olhos (icterícia), problemas com a circulação da bílis (colestase), inflamação do fígado (hepatite) ou falência do fígado. Se tiver algum destes sintomas diga ao seu médico de imediato. – Sentir-se ou estar doente, diarreia, sentir-se cheio ou inchado ou com dor abdominal. – Diminuição do nível de sódio no seu sangue (demonstrado por análises sanguíneas).

Frequência desconhecida (a frequência não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis) – Alergia (hipersensibilidade) da pele tal como comichão, erupção cutânea, urticária e aumento da sensibilidade ao sol. Algumas reacções ligeiras podem evoluir para reacções graves com problemas em engolir e em respirar, inchaço dos lábios, garganta ou língua. Se tiver algum destes efeitos adversos diga ao seu médico de imediato – Podem ocorrer reacções alérgicas com sulfonilureias, sulfonamidas e seus derivados – Podem ocorrer problemas com a sua vista com o início do tratamento com Glimepirida Ciclum. Isto é devido a alterações dos seus níveis de açúcar no sangue e deve melhorar em breve. – Aumento das enzimas hepáticas

Para Glimepirida Ciclum 2 mg Comprimidos apenas: Os comprimidos de Glimepirida Ciclum 2 mg contêm os corantes tartrazina e amarelo sunset que podem causar reações alérgicas.

Comunicação de efeitos secundários Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá comunicar efeitos secundários diretamente através de: INFARMED, I.P. Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 71 40 Fax: + 351 21 798 73 97 Sítio da internet: http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage E-mail: [email protected] Ao comunicar efeitos secundários, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.

5. COMO CONSERVAR GLIMEPIRIDA CICLUM

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças. Não conservar acima de 30ºC. Conservar na embalagem de origem.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem exterior e no blister a seguir a “Val.:”. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. CONTEÚDO DA EMBALAGEM E OUTRAS INFORMAÇÕES

Qual a composição de Glimepirida Ciclum A substância activa é a glimepirida.

Um comprimido de 1 mg de Glimepirida Ciclum contém 1 mg de glimepirida. Um comprimido de 2 mg de Glimepirida Ciclum contém 2 mg de glimepridia. Um comprimido de 3 mg de Glimepirida Ciclum contém 3 mg de glimepirida. Um comprimido de 4 mg de Glimepirida Ciclum contém 4 mg de glimepirida.

Os outros ingredientes dos comprimidos são: Lactose mono-hidratada, glicolato de amido e sódio (tipo A), estearato de magnésio, celulose microcristalina e povidona K29-32.

Glimepirida Ciclum 1 mg Comprimidos contém ainda: – óxido de ferro vermelho (E172)

Glimepirida Ciclum 2 mg Comprimidos contém ainda: – Óxido de ferro amarelo (E172) – Amarelo sunset (E110) – Laca de alumínio tartrazina (E102) – Laca de alumínio azul brilhante FCF (E133)

Glimepirida Ciclum 3 mg Comprimidos contém ainda: – Óxido de ferro amarelo (E172)

Glimepirida Ciclum 4 mg Comprimidos contém ainda: – Indigotina (E132)

Qual o aspecto de Glimepirida Ciclum e conteúdo da embalagem Os comprimidos de Glimepirida Ciclum 1 mg são comprimidos rosa, planos e oblongos com um tamanho de 8 x 4 mm. Os comprimidos de Glimeprida Ciclum 2 mg são comprimidos verdes, planos e oblongos com um tamanho de 10 x 5 mm. Os comprimidos de Glimepirida Ciclum 3 mg são comprimidos amarelos, planos e oblongos, com um tamanho de 10 x 5 mm. Os comprimidos de Glimepirida Ciclum 4 mg são comprimidos azuis, planos e oblongos, com um tamanho de 10 x 5 mm. Todos os comprimidos de Glimepirida Ciclum têm bordos biselados, ranhurados numa das faces e com a gravação “G” na outra face.

Se for necessária metade da dose, o comprimido pode ser dividido em metades iguais colocando-o numa superfície dura com a ranhura virada para cima. Exerça pressão pelo topo com o seu polegar e o comprimido divisível irá partir-se em duas metades iguais.

Os comprimidos de Glimepirida Ciclum são acondicionados em emabalagens com blisters de PVC/Alumínio.

Glimepirida Ciclum apresenta-se em embalagens de 10, 20, 30, 50, 60, 90 e 120 comprimidos. É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante Titular Ciclum Farma Unipessoal, Lda. Quinta da Fonte Edifício D. Amélia – Piso 1, Ala B 2770-229 Paço de Arcos

Fabricantes Actavis hf. Reykjavikurvegur 78 P.O. Box 420 IS-220 Hafnafjörður Islândia

Actavis Ltd. BLB016, Bulebel Industrial Estate Zejtun ZTN 3000 Malta STADA Arzneimittel GesmbH Muthgasse 36/2 1190 Wien Áustria

STADA Arzneimittel AG Stadastrasse 2-18 61118 Bad Vilbel Alemanha

Balkanpharma Dupnitsa AD 3 Samokovsko Shosse Str. Dupnitsa 2600 Bulgária

Este medicamento encontra-se autorizado nos Estados Membros do Espaço Económico Europeu (EEE) sob as seguintes denominações: Denmark Glivasol 1mg/2mg/3mg/4mg/6mg tablets Germany Glimepirid AL 1mg/2mg/3mg/4mg/6mg Tabletten Czech Republic Melyd 2mg/3mg/4mg tablets Portugal Glimepirida Ciclum 1 mg/2mg/3mg/4mg comprimidos Netherlands Glimepiride CF 1mg/2mg/3mg/4mg/6 mg tablets Hungary Melyd 1mg/2mg/3mg/4mg tablets Slovak Republic Melyd 2mg/3mg/4mg tablets Italy Glimepiride EG 2mg tablets Finland Glimepirid Stada 1mg/2mg/3mg/4mg tablets Austria Glimepirid Stada 1mg/2mg/3mg/4mg/6mg Tabletten Belgium Glimepiride EG 1mg/2mg/3mg/4mg/6mg tablets

Este folheto foi aprovado pela última vez em.

⚕Para profissionais — Resumo das Características do Medicamento (RCM)Ficha técnica completa: posologia, interações, contraindicações, advertências+
Informações técnicas destinadas aos profissionais de saúde (médicos e farmacêuticos). Le Resumo das Características do Medicamento (RCM) est le document officiel approuvé par l’ANSM/EMA. Il ne remplace pas la notice ni l’avis du médecin.

1. NOME DO MEDICAMENTO

Glimepirida Ciclum 1 mg Comprimidos Glimepirida Ciclum 2 mg Comprimidos Glimepirida Ciclum 3 mg Comprimidos Glimepirida Ciclum 4 mg Comprimidos

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Glimepirida Ciclum 1 mg Comprimidos Cada comprimido contém 1 mg de glimepirida Excipientes com efeito conhecido: um comprimido contém 70,81 mg de Lactose mono- hidratada e 0,17 mg de sódio

Glimepirida Ciclum 2 mg Comprimidos Cada comprimido contém 2 mg de glimepirida Excipientes com efeito conhecido: um comprimido contém 141,08 mg de Lactose mono- hidratada, 0,11 mg de Amarelo Sunset laca de alumínio FCF (E110), 0,14 mg de tartrazina laca de alumínio (E102) e 0,34 mg de sódio

Glimepirida Ciclum 3 mg Comprimidos Cada comprimido contém 3 mg de glimepirida Excipientes com efeito conhecido: um comprimido contém 140,71 mg de Lactose mono- hidratada e 0,34 mg de sódio

Glimepirida Ciclum 4 mg Comprimidos Cada comprimido contém 4 mg de glimepirida Excipientes com efeito conhecido: um comprimido contém 139,60 mg de Lactose mono- hidratada e 0,34 mg de sódio

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimidos

Glimepirida 1 mg Comprimidos Os comprimidos são rosa, planos, oblongos (8 x 4 mm) com bordos biselados, ranhurados numa das faces e com a gravação “G” na outra face.

Glimepirida 2 mg Comprimidos Os comprimidos são verdes, planos, oblongos (10 x 5 mm) com bordos biselados, ranhurados numa das faces e com a gravação “G” na outra face.

Glimepirida 3 mg Comprimidos Os comprimidos são amarelos, planos, oblongos (10 x 5 mm) com bordos biselados, ranhurados numa das faces e com a gravação “G” na outra face.

Glimepirida 4 mg Comprimidos Os comprimidos são azuis, planos, oblongos (10 x 5 mm) com bordos biselados, ranhurados numa das faces e com a gravação “G” na outra face. Os comprimidos podem ser divididos em doses iguais.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1. Indicações terapêuticas

Glimepirida Ciclum está indicado no tratamento da diabetes mellitus tipo 2, que não possa ser adequadamente controlada com dieta, exercício físico e a redução de peso.

4.2. Posologia e modo de administração

Posologia

Para administração oral

A base para um tratamento com êxito da diabetes consiste numa boa dieta, actividade física regular, assim como análises de rotina ao sangue e urina. Os efeitos negativos da não adesão à dieta não podem ser compensados por comprimidos ou insulina.

A posologia é determinada com base nos resultados das determinações da glucose no sangue e na urina.

A dose inicial é 1 mg de glimepirida por dia. Se for conseguido um bom controlo, esta dose deve ser usada como terapêutica de manutenção.

Existem dosagens apropriadas para os diferentes regimes posológicos.

Se o controlo for insatisfatório a dose deve ser aumentada gradualmente em função do controlo glicémico, com intervalos de 1 a 2 semanas entre cada aumento da dose, para 2, 3 ou 4 mg de glimepirida por dia. Uma dose de mais de 4 mg de glimepirida por dia só dá melhores resultados em casos excepcionais. A dose máxima recomendade é de 6 mg de glimepirida por dia.

Em doentes não controlados adequadamente com a dose máxima diária de metformina, pode ser iniciada a terapêutica concomitante com glimepirida. Enquanto se mantém a dose de metformina, a terapêutica com glimepirida é iniciada com dose baixa e depois aumentada dependendo do nível de controlo metabólico desejado até à dose diária máxima. A terapêutica combinada deve ser iniciada sob estreita supervisão médica.

Em doentes não controlados adequadamente com a dose diária máxima de Glimepirida Ciclum, pode ser necessário iniciar uma terapêutica concomitante com insulina. Mantendo a dose de glimepirida, o tratamento com insulina é iniciado a uma dose baixa e depois aumentado dependendo do nível de controlo metabólico desejado. A terapêutica combinada deve ser iniciada sob estreita supervisão médica.

Normalmente, uma única dose diária de glimepirida é suficiente. Recomenda-se que a dose seja administrada um pouco antes ou durante um pequeno-almoço substancial ou – se o não tomar – um pouco antes ou durante a primeira refeição principal. Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Se o doente tiver uma reacção hipoglicémica com 1 mg de glimepirida diária, indica que o doente pode ser controlado apenas com dieta. No decorrer do tratamento, como a melhoria no controlo da diabetes está associada com uma maior sensibilidade à insulina, as necessidade em glimepirida podem diminuir. Para evitar uma hipoglicémia, devem ser consideradas a redução da dose ou a paragem da terapêutica. A alteração da dose também pode ser necessária se houverem modificações no peso ou estilos de vida do doente, ou outros factores que aumentem o risco de hipo- ou hiperglicémia.

Mudar de outro hipoglicemiante oral para Glimepirida Ciclum: Mudar de outro hipoglicemiante oral para Glimepirida Ciclum pode geralmente ser feito. Na mudança para Glimepirida Ciclum, a dose e a semi-vida do medicamento anterior tem de ser levada em consideração. Em alguns casos, especialmente com antidiabéticos de semi- vida longa (por.ex: clorpropamida), é aconselhável um período de alguns dias de “wash out” de modo a diminuir o risco de reacções hipoglicémicas devido ao efeito aditivo.

A dose inicial recomendada é de 1 mg de glimepirida por dia. Com base nesta resposta a dose de glimepirida pode ser gradualmente aumentada, como indicado anteriormente.

Mudar de insulina para Glimepirida Ciclum: Em casos excepcionais, nos doentes diabéticos tipo 2 que estão controlados com insulina, uma mudança para Glimepirida Ciclum pode ser indicada. A mudança deve ser feita sob estreita supervisão médica.

Populações especiais Doentes com insuficiência renal ou hepática: Ver secção 4.3

População pediátrica Não há dados disponíveis quanto ao uso de glimepirida em doentes com menos de 8 anos de idade. Para crianças dos 8 aos 17 anos os dados são limitados à monoterapia (ver secções 5.1 e 5.2). Os dados disponíveis sobre segurança e eficácia são insuficientes na população pediátrica e por isso o seu uso não é recomendado.

Método de administração A glimepirida não deve ser tomada pouco tempo antes ou durante uma refeição (ver secção 4.4)

4.3. Contra-indicações

A glimepirida está contra-indicada em doentes com as seguintes condições: - hipersensibilidade à substância ativa, outras sulfonilureias ou a qualquer um dos excipientes listados na secção 6.1, - diabetes dependente da insulina, - coma diabético, - cetoacidose, - perturbações graves da função renal ou hepáticas. No caso de perturbação grave da função renal ou hepática, é necessária uma mudança para insulina. - hipersensibilidade ao amarelo yellow sunset laca de alumínio FCF (E110), tartrazina laca de alumínio (E102)

4.4. Advertências e precauções especiais de utilização

A Glimepirida deve ser tomada um pouco antes ou durante uma refeição.

Quando as refeições são tomadas a horários irregulares ou se juntam refeições, o tratamento com Glimepirida pode levar a hipoglicémia. Os possíveis sintomas de hipoglicémia incluem: cefaleias, fome voraz, náuseas, vómitos, fadiga, alterações do sono, inquietude, agressividade, falta de concentração, vigília e tempo de reacção, depressão, confusão, alterações da fala e visuais, afasia, tremor, parastesia, distúrbios sensoriais, tonturas, falta de energia, perda de auto-controlo, delírio, convulsões cerebrais, sonolência e perda de consciência até situações mais graves incluindo coma, respiração superficial e bradicardia. Também pode haver sinais de contra-regulação adrenérgica como suores, pele húmida, ansiedade, taquicardia, hipertensão, palpitações, angina pectoris e arritmias cardíacas.

O quadro clínico de um ataque de hipoglicémia grave pode assemelhar-se ao de um acidente vascular cerebral.

Os sintomas podem ser controlados quase sempre com a ingestão imediata de hidratos de carbono (açucar). Os adoçantes artificiais não têm efeito.

É conhecido de outras sulfonilureias que, apesar das contra-medidas serem inicialmente bem sucedidas, pode ocorrer de novo uma hipoglicémia.

Casos de hipoglicémia grave ou prolongada, apenas controlada temporariamente pelas quantidades habituais de açucar, requerem o tratamento médico imediato e ocasionalmente hospitalização.

Os factores que favorecem a hipoglicémia incluem: - recusa ou (mais comum em doentes idosos) incapacidade do doente em cooperar; - subnutrição, horários irregulares das refeições ou falta das refeições ou períodos de jejum; - alterações da dieta; - desequilibrio entre o exercício físico e ingestão de hidratos de carbono; - consumo de álcool, especialmente em combinação com falta de refeições; - perturbações da função renal; - disfunção hepática grave, - sobredosagem com Glimepirida; - certas perturbações descompensadas do sistema endócrino que afectam o metabolismo dos hidratos de carbono ou a contra-regulação da hipoglicémia (como por exemplo certas perturbações da função da tiróide e na insuficiência adrenocortical ou da hipófise anterior), a administração concomitante de certos medicamentos (ver secção 4.5).

O tratamento com Glimepirida requer a monitorização regular dos níveis de glucose no sangue e urina. Também é recomendada a determinação da proporção de hemoglobina glicosilada.

É necessária a monitorização regular hepática e hematológica (especialmente leucócitos e trombócitos) durante o tratamento com Glimepirida.

Em situações de stress (ex: acidentes, cirurgias agudas, infecções com febre, etc.) pode ser indicado uma mudança temporária para insulina.

Não há experiência relativamente ao uso de Glimepirida Ciclum em doentes com perturbação grave da função hepática ou doentes em diálise. Em doentes com perturbação renal ou hepática grave está indicada uma mudança para insulina.

O tratamento de doentes com deficiência em G6PD com sulfonilureias pode levar a anemia hemolítica. Como a glimepirida pertence a uma classe de sulfonilureias, é preciso ter atenção aos doentes com deficiência em G6PD e uma alternativa com não-sulfonilureias deve ser considerada.

Excipientes Glimepirida Ciclum contém lactose mono-hidratada. Doentes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência total de lactase de Lapp ou a mal-absorção de glucose-galactose, não devem tomar este medicamento.

Este medicamento contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por comprimido, ou seja, é praticamente “isento de sódio”. Glimepirida Ciclum 2 mg comprimidos contém os corantes amarelo Sunset e tartrazina que podem causar reações alérgicas.

4.5. Interacções medicamentosas e outras formas de interacção

Se a glimepirida for tomada simultanemente com outros medicamentos, pode ocorrer aumento ou redução da acção hipoglicemiante da glimepirida. Por esta razão, só devem ser tomados outros medicamentos com o conhecimento (ou receita) do médico.

A glimepirida é metabolisada pelo citocromo P450 2C9 (CYP2C9). O seu metabolismo é conhecido por ser influenciado pela administração concomitante de indutores do CYP2C9 (ex.: rifampicina) ou inibidores (ex.: fluconazol).

Resultados de um estudo de interacção in vivo relataram na literatura que a AUC da glimepirida é aumentada aproximadamente 2 vezes pelo fluconazol, um dos mais potentes inibidores do CYP2C9.

Com base em experiência com a glimepirida e com outras sulfonilureias, as seguintes interacções foram mencionadas.

Potenciação do efeito hipoglicemiante e em alguns casos pode ocorrer hipoglicémia quando um dos seguintes medicamentos for tomado em simultâneo, por exemplo:

- fenilbutazona, azapropazona e oxifenbutazona; - insulina e antidiabéticos orais, como a metformina; - salicilatos e ácido p-amino-salicílico; - esteróides anabolizantes e hormonas sexuais masculinas; - cloroanfenicol, certas sulfonamidas de longa acção, tetraciclinas, antibióticos quinolonas e claritromicina; - anticoagulantes cumarínicos; - fenfluramina; - disopiramida; - fibratos; - inibidores ECA; - fluoxetina, inibidores da MAO; - alopurinol, probenicida, sulfinpirazona; - simpaticolíticos; - ciclofosfamida, trofosfamida e ifosfamidas; - miconazol, fluconazol; - pentoxifilina (dose parenteral alta); - tritoqualina.

Diminuir o efeito hipoglicemiante e assim aumentar os níveis de glucose no sangue, pode ocorrer se um dos seguintes medicamentos for tomado em simultâneo, por exemplo:

- estrogénios e progestogénios; - saluréticos, diuréticos tiazídicos; - agentes estimuladores da tiroide, glucocorticoides; - derivados da fenotiazina, clorpromazina; - adrenalina e simpaticomiméticos; - ácido nicotínico (doses elevadas) e derivados do ácido nicotínico; - laxantes (uso prolongado); - fenitoína, diazoxida; - glucagon, barbiturícos e rifampicina; - acetazolamida.

Antagonistas H2, beta-bloqueadores, clonidina e reserpina podem tanto potenciar como enfraquecer o efeito de diminuição da glucose sanguínea.

Sob a influência de medicamentos simpaticolíticos como beta-bloqueadores, clonidina, guanetidina e reserpina, os sinais da contra-regulação adrenérgica da hipoglicémia pode ser reduzida ou ausente.

A ingestão de álcool pode potenciar ou diminuir a acção hipoglicemiante da glimepirida de um modo imprevisível.

A glimepirida pode tanto potenciar como diminuir o efeitos dos derivados cumarínicos.

4.6. Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez Risco relacionado com a diabetes Níveis anormais de glucose sanguínea durante a gravidez estão associados com maior incidência de defeitos congénitos e mortalidade perinatal. Deste modo, o nível de glucose sanguínea deve ser monitorizado de perto durante a gravidez para evitar riscos teratogénicos. O uso de insulina é necessário em determinadas circunstâncias. Doentes que pensem engravidar devem informar o médico.

Risco relacionado com a glimepirida Não há dados adequados do uso da glimepirida em grávidas. Estudos em animais mostraram toxicidade reprodutiva que possivelmente estava realcionada com a acção farmacológica (hipoglicémia) da glimepirida (ver secção 5.3).

Consequentemente, a glimepirida não deve ser usada durante toda a gravidez. No caso de tratamento com glimepirida, se a doente planeia engravidar ou se descobrir que está grávida, o tratamento deve ser mudado o mais rápido possível para terapêutica com insulina.

Aleitamento É desconhecida a excreção no leite em humanos. Nos ratos a glimepirida é excretada no leite. Como outras sulfonilureias são excretadas no leite humano e porque há um risco de hipoglicémia nos bébés, o tratamento com glimepirida é contra-indicado no aleitamento.

4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não foram realizados estudos sobre os efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas.

A capacidade de concentração e reacção do doente pode estar alterada como resultado da hipoglicémia ou hiperglicémia ou, por exemplo, como resultado de alterações visuais. Pode constituir um risco em situações onde estas capacidades são de especial importância (ex: conduzir um carro ou utilizar máquinas).

Os doentes devem ser avisados para tomarem precauções para evitar a hipoglicémia enquanto conduzem. É particularmente importante nos doentes que têm consciência reduzida ou não têm consciência dos sintomas de hipoglicémia ou que têm episódios frequentes de hipoglicémia. Deve ser considerado se é aconselhável conduzir ou utilizar máquinas nestas circunstâncias.

4.8. Efeitos indesejáveis

As seguintes reacções adversas provenientes de ensaios clínico são baseadas na experiência com glimepirida e outras sulfonilureias. Estão listado abaixo por sistema de classe de órgãos e por ordem decrescente de frequência: Muito frequentes (≥ 1/10), frequentes (≥1/100 a <1/10), pouco frequentes (≥1/1.000 a <1/100), raros (≥1/10.000 a <1/1.000), muito raros (<1/10.000), desconhecido (a frequência não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis).

Doenças do sangue e do sistema linfático Raros: trombocitopénia, leucopénia, granulocitopénia, agranulocitose, eritropénia, anemia hemolítica e pancitopénia, que são geralmente reversíveis após descontinuação da medicação. Desconhecido: trompocitopenia grave com contagem de plaquetas inferior a 10,000/μl e trombocitopenia púrpura

Doenças do sistema imunitário Muito raros: vasculite leucocitoclástica, reacções de hipersensibilidade moderada que podem levar a reacções graves com dispneia, queda da pressão arterial e por vezes choque. Desconhecido: são possíveis alergias cruzadas com sulfonilureias, sulfonamidas ou substâncias relacionadas.

Doenças do metabolismo e nutrição Raros: hipoglicémia Estas reacções hipoglicémicas ocorrem quase imediatamente, podem ser graves e não são sempre facilmente corrigidas. A ocorrência de tais reacções depende, como com outras terapêuticas hipoglicemiantes, de factores individuais como os hábitos dietéticos e dosagem (ver secção 4.4).

Afecções oculares Desconhecido: distúrbios visuais transitórios, podem ocorrer especialmente com o início do tratamento, devido a alterações nos níveis de glucose no sangue.

Doenças gastrointestinais Muito raros: náuseas, vómitos, diarreia, distensão abdominal, desconforto abdominal e dor abdominal, que raramente levam a descontinuação da terapêutica.

Afecções hepatobiliares Muito raros: função hepática anormal (por ex. com colestase e icterícia, hepatite e insuficiência hepática). Desconhecido: enzimas hepáticas aumentadas. Muito raros: função hepática anormal (ex: com colestase e icterícia), hepatite e falência hepática.

Afecções dos tecidos cutâneos e subcutâneos Desconhecido: reacções de hipersensibilidade da pele podem ocorrer como prurido, exantema, urticária e fotossensibilidade.

Exames complementares de diagnóstico Muito raros: diminuição do sódio no sangue.

Adicionalmente para a Glimepirida Ciclum 2 mg Comprimidos: Os comprimidos de Glimepirida Ciclum 2 mg contêm os corantes amarelo Sunset e tartrazina que podem causar reações alérgicas. Notificação de suspeitas de reações adversas A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas através do sistema nacional de notificação seguinte: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 71 40 Fax: + 351 21 798 73 97 Sítio da internet: http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage E-mail: [email protected]

4.9. Sobredosagem

Sintomas Após a ingestão de uma sobredose pode ocorrer hipoglicémia, demorando de 12 a 72 horas, e pode ocorrer após uma recuperação inicial. Os sintomas podem não estar presentes até 24 horas após a ingestão. Em geral é recomendada observação hospitalar. Podem ocorrer náuseas, vómitos e dor epigástrica. A hipoglicémia pode em geral ser acompanhada de sintomas neurológicos como cansaço, tremor, distúrbios visuais, problemas de coordenação, sonolência, coma e convulsões.

Tratamento O tratamento primário consiste em prevenir a absorção induzindo o vómito e depois bebendo água ou limonada com carvão activado (adsorvente) e sulfato de sódio (laxante). Se tiverem sido ingeridas grandes quantidades, é indicado uma lavagem gástrica, seguida de carvão activado e sulfato de sódio. No caso de sobredosagem (grave), a hospitalização numa unidade de cuidados intensivos é indicada. Iniciar a administração de glucose o mais cedo possível, se necessário por bólus intravenoso de 50 ml de uma solução a 50%, seguida da infusão de uma solução a 10%, com estreita monitorização da glucose sanguínea. Em seguida fazer tratamento sintomático.

População pediátrica Em particular, quando se trata de uma hipoglicémia em crianças devido à ingestão acidental de Glimepirida Ciclum, a dose de glucose deve ser cuidadosamente controlada para evitar a possibilidade de produzir hiperglicémia perigosa. A glucose sanguínea deve ser cuidadosamente monitorizada.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1. Propriedades farmacodinâmicas

Classificação fármaco-terapêutica: 8.4.2 Hormonas e medicamentos usados no tratamento das doenças endócrinas. Insulinas, antidiabéticos orais e glucagom. Antidiabéticos orais. Código ATC: A10B B12

A glimepirida é uma substância hipoglicemiante activa oralmente que pertence ao grupo das sulfonilureias. Pode ser usada em caso de diabetes mellitus não insulino-dependente.

A glimepirida actua essencialmente pela estimulação da libertação da insulina pelas células beta pancreáticas. Como com outras sulfonilureias, este efeito baseia-se num aumento da resposta da célula beta pancreática ao estímulo fisiológico da glucose. Para além disso, a glimepirida parece ter marcados efeitos extrapancreáticos também postulados para outras sulfonilureias.

Libertação de insulina As sulfonilureias regulam a secreção de insulina fechando o canal de potássio sensível ao ATP na membrana da célula beta. Ao fechar o canal de potássio, induz-se a despolarização da célula beta o que leva à abertura dos canais de cálcio e portanto a um aumento à entrada de cálcio na célula, que activa a libertação de insulina por exocitose. A glimepirida liga-se com uma taxa de troca elevada, à proteína da membrana da célula beta que está associada com o canal de potássio sensível ao ATP mas que é diferente do local de ligação habitual das sulfonilureias.

Efeito extrapancreático Os efeitos extrapancreáticos são p.ex. uma melhoria da sensibilidade dos tecidos periféricos à insulina e uma diminuição da captação da insulina pelo fígado. A captação da glucose do sangue para o interior dos tecidos musculares e adiposos periféricos ocorre via proteínas de transporte especiais, localizadas na membrana das células. O transporte da glucose nestes tecidos é a fase que limita a utilização da glucose. A glimepirida eleva rapidamente o número das moléculas de transporte da glucose nas membranas plasmáticas das células musculares e adiposas, de que resulta uma estimulação da captação de glucose.

A glimepirida aumenta a actividade da fosfolipase C específica do glicosilfosfatidilinositol, o que pode estar relacionado com a lipogénese e a glicogénese induzida pelo medicamento em células musculares e adiposas isoladas. A glimepirida inibe a produção hepática de glucose ao elevar a concentração intracelular de frutose-2,6-bifosfato que por sua vez inibe a gluconeogénese.

Geral Em pessoas saudáveis, a dose oral eficaz mínima é aproximadamente de 0.6 mg. O efeito da glimepirida depende da dose e é reprodutível. A resposta fisiológica ao exercício físico agudo, isto é, a redução da secreção de insulina, está ainda presente sob glimepirida.

Não houve diferenças significativas no efeito quer o medicamento fosse dado 30 minutos antes ou imediatamente antes de uma refeição. Em doentes diabéticos, pode obter-se um bom controlo metabólico durante as 24 horas com uma dose única diária.

Embora o metabolito hidroxilado da glimepirida cause uma ligeira mas significativa baixa da glicémia em pessoas saudáveis, ele só é responsável por uma pequena parte do efeito total do medicamento.

Terapêutica de associação com metformina Em doentes não adequadamente controlados com a dose máxima de metformina, foi verificada, num estudo, a melhoria do controlo metabólico com terapia concomitante com glimepirida comparando com a metformina isolada.

Terapêutica de associação com insulina Os dados para a terapêutica de associação com insulina são limitados. Em doentes não controlados adequadamente com a dose máxima de glimepirida, uma terapêutica concomitante com insulina pode ser iniciada. Em dois estudos, a combinação alcançou a mesma melhoria do controlo metabólico do que a insulina isolada; contudo, foi necessária uma dose média mais baixa de insulina na terapêutica de combinação.

Populações especiais

Crianças e adolescentes Foi realizado um ensaio clínico activo controlado (glimepirida até 8 mg diários ou metformina até 2000 mg diários) de 24 semanas de duração em 285 crianças (8-17 anos) com diabetes tipo 2.

Tanto a glimepirida como a metformina exibiram uma diminuição significativa da baseline em HbA1c (glimepirida -0,95 (se 0,41); metformina -1,39 (se 0,40). Contudo, a glimepirida não atingiu os critérios de não-inferioridade da metformina na alteração média da baseline de HbA41c. A diferença entre tratamentos foi 0,44% a favor da metformina. O limite superior (1,05) do intervalo de confiança de 95% para a diferença não foi abaixo da margem de não- inferioridade de 0,3%.

Seguindo o tratamento com glimepirida, não houve novas considerações em relação à segurança notada em crianças comparando com doentes adultos com diabetes mellitus tipo

2. Não há dados de eficácia e segurança a longo-prazo disponíveis para doentes

pediátricos.

5.2. Propriedades farmacocinéticas

Absorção: A biodisponibilidade da glimepirida após administração oral é total. A ingestão de alimentos não tem influência relevante na absorção, cuja taxa é só ligeiramente diminuída. As concentrações séricas máximas (Cmax) são alcançadas cerca de 2,5 horas após ingestão oral (média 0,3 µg/ml durante doses múltiplas de 4 mg por dia) e há uma relação linear entre a dose e as Cmax e AUC (área subjacente à curva concentração/tempo).

Distribuição: A glimepirida tem um volume de distribuição muito baixo (cerca de 8,8 litros) que é aproximadamente igual ao espaço de distribuição da albumina, uma ligação proteica elevada (> 99%) e uma baixa depuração (cerca de 48 ml/min). Em animais, a glimepirida é excretada no leite. A glimepirida atravessa a placenta. A passagem através da barreira hematoencefálica é baixa.

Biotransformação e eliminação: A semi-vida sérica, que é relevante para as concentrações séricas sob condições de doses múltiplas, é cerca de 5 a 8 horas. Após doses elevadas, registaram-se semi-vidas ligeiramente mais longas. Após uma dose única de glimepirida rádio-marcada, 58% da radioactividade foi recuperada na urina e 35% nas fezes. Não foi detectada na urina substância inalterada. Dois metabolitos – muito provavelmente resultantes do metabolismo hepático (a principal enzima é o CYP2C9) – foram identificados tanto na urina como nas fezes: o derivado hidroxilado e o derivado carboxilado. Após administração oral da glimepirida, as semi-vidas terminais destes metabolitos foram de 3 a 6 e de 5 a 6 horas, respectivamente.

A comparação da administração de doses únicas e de doses múltiplas diárias não revelou diferenças significativas na farmacocinética e a variabilidade intra-individual foi muito pequena. Não houve acumulação relevante.

Populações especiais A farmacocinética foi semelhante em homens e mulheres, assim como em doentes jovens e idosos (acima de 65 anos). Em doentes com depuração da creatinina baixa, houve uma tendência para o aumento da depuração da glimepirida e para a diminuição das concentrações séricas médias, o que resultou muito provavelmente de uma mais rápida eliminação devido a uma redução da ligação proteica. A eliminação renal dos dois metabolitos foi afectada. Globalmente, não é de presumir um risco adicional de acumulação em tais doentes.

A farmacocinética em cinco doentes não diabéticos após cirurgia das vias biliares foi semelhante à dos indivíduos saudáveis.

Crianças e adolescentes Um estudo pós-prandial que investigou a farmacocinética, segurança e tolerabilidade de uma dose única de 1 mg de glimepirida em 30 doentes pediátricos (4 crianças de 10-12 anos e 26 crianças de 12-17 anos) com diabetes tipo 2, mostrou uma AUC(0-último), Cmax e t1/2 médios, semelhantes aos observados anteriormente em adultos.

5.3. Dados de segurança pré-clínica

Os efeitos pré-clínicos observados, ocorridos com doses manifestamente excessivas quando comparadas com a dose terapêutica humana, revelaram-se clinicamente pouco relevantes ou foram devidos à acção farmacodinamica (hipoglicémica) do composto. Esta conclusão é baseada em estudos convencionais de farmacologia de segurança, toxicidade por doses repetidas, genotoxicidade, carcinogenicidade e estudos de toxicidade reprodutiva. Neste último (cobrindo a embriotoxicidade, teratogenicidade e toxicidade no desenvolvimento), os efeitos adversos observados foram considerados secundários aos efeitos hipoglicemiantes induzidos pelo composto nas fêmeas grávidas e sua descendência.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1. Lista dos excipientes

Lactose mono-hidratada, Glicolato de amido e sódio (tipo A) Estearato de magnésio Celulose microcristalina Povidona K 29-32

Como corantes: Glimepirida Ciclum 1 mg: óxido de ferro vermelho (E172) Glimepirida Ciclum 2 mg: óxido de ferro amarelo (E172), laca de alumínio de amarelo sunset (E110), laca de alumínio de tartrazina (E102), laca de alumínio de azul brilhante (E133) Glimepirida Ciclum 3 mg: óxido de ferro amarelo (E172) Glimepirida Ciclum 4 mg: laca de alumínio de indigotina (E132)

6.2. Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3. Prazo de validade

3 anos

6.4. Precauções especiais de conservação

Não conservar acima de 30oC.

6.5. Natureza e conteúdo do recipiente

Blisters de Alumínio/PVC. Embalagens: 10, 15, 20, 30, 50, 60, 90, 120 e 180 comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6. Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Ciclum Farma Unipessoal, Lda. Quinta da Fonte Edifício D. Amélia – Piso 1, Ala B 2770-229 Paço de Arcos

8. NÚMERO (S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Glimepirida Ciclum 1 mg Comprimidos N.º de registo: 5787189 - 15 comprimidos, 1 mg, blister de PVC/Alu N.º de registo: 5720180 - 20 comprimidos, 1 mg, blister de PVC/Alu N.º de registo: 5720289 - 30 comprimidos, 1 mg, blister de PVC/Alu N.º de registo: 5720388 - 60 comprimidos, 1 mg, blister de PVC/Alu

Glimepirida Ciclum 2 mg Comprimidos N.º de registo : 5787288 - 15 comprimidos, 2 mg, blister de PVC/Alu N.º de registo: 5720487 - 20 comprimidos, 2 mg, blister de PVC/Alu N.º de registo: 5720586 - 30 comprimidos, 2 mg, blister de PVC/Alu N.º de registo: 5720685 - 60 comprimidos, 2 mg, blister de PVC/Alu

Glimepirida Ciclum 3 mg Comprimidos N.º de registo: 5787387 - 15 comprimidos, 3 mg, blister de PVC/Alu N.º de registo: 5720784 - 20 comprimidos, 3 mg, blister de PVC/Alu N.º de registo: 5720883 - 30 comprimidos, 3 mg, blister de PVC/Alu N.º de registo: 5720982 - 60 comprimidos, 3 mg, blister de PVC/Alu

Glimepirida Ciclum 4 mg Comprimidos N.º de registo: 5787486 - 15 comprimidos, 4 mg, blister de PVC/Alu N.º de registo: 5721089 - 20 comprimidos, 4 mg, blister de PVC/Alu N.º de registo: 5721188 - 30 comprimidos, 4 mg, blister de PVC/Alu N.º de registo: 5721287 - 60 comprimidos, 4 mg, blister de PVC/Alu

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

23 Janeiro de 2006

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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