Levofloxacina Kabi MG
Folheto informativo: Informação para o utilizador
Levofloxacina Kabi 5 mg/ml solução para perfusão.
Levofloxacina
Leia com atenção todo este folheto antes que lhe seja administrado este medicamento pois contém informação importante para si. • Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente. • Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico, enfermeiro ou farmacêutico. • Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico, enfermeiro ou farmacêutico. Ver secção 4.
O que contém este folheto:
1. O que é Levofloxacina Kabi e para que é utilizada
2. O que precisa de saber antes de lhe ser administrada Levofloxacina Kabi
3. Como utilizar Levofloxacina Kabi
4. Efeitos indesejáveis possíveis
5. Como conservar Levofloxacina Kabi
6. Conteúdo da embalagem e outras informações.
1. O que é Levofloxacina Kabi e para que é utilizada
O nome do medicamento é Levofloxacina Kabi. Levofloxacina Kabi contém um medicamento chamado levofloxacina. Esta pertence a um grupo de medicamentos designados de antibióticos. A levofloxacina é um antibiótico da família das quinolonas. Funciona ao atacar as bactérias responsáveis por infeções no seu organismo.
A Levofloxacina Kabi pode ser usada para tratamento de infeções:
• dos pulmões, em pessoas com pneumonia; • do trato urinário, incluindo os rins e bexiga; • da próstata, glândula onde poderá ter uma infeção prolongada; • da pele e sob a pele, incluindo os músculos. É frequentemente designado como "tecidos moles"
Em algumas situações especiais, Levofloxacina Kabi pode ser usada para diminuir a possibilidade de contrair uma doença pulmonar chamada antraz ou o agravamento da doença depois de exposto à bactéria causadora do antraz.
2. O que precisa de saber antes de lhe ser administrada Levofloxacina Kabi
Não utilize este medicamento e informe o seu médico se: • tiver alergia à levofloxacina, a outro antibiótico do grupo das quinolonas tais como moxifloxacina, ciprofloxacina ou ofloxacina ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6) • sinais de reação alérgica incluem: erupção na pele, problemas em respirar ou em deglutir, inchaço dos lábios, da face, da garganta ou da língua • tiver tido alguma vez epilepsia
1 • tiver tido problemas de tendões tais como tendinite que tenham sido relacionados com o tratamento com um antibiótico da ‘família das quinolonas’. Um tendão é um ligamento que liga o músculo ao esqueleto • é criança ou adolescente em crescimento • estiver grávida, se pensa que pode estar grávida ou que poderá vir a engravidar • estiver a amamentar. Não utilize este medicamento se qualquer destas situações se aplica a si. Caso não tenha a certeza, fale com o seu médico, enfermeiro ou farmacêutico antes de lhe ser administrado Levofloxacina Kabi.
Advertências e precauções
Fale com o seu médico, enfermeiro ou farmacêutico antes de receber este medicamento se: • tem 60 anos de idade ou mais; • está a utilizar corticosteroides, designados por vezes de esteroides (ver secção “Outros medicamentos e Levofloxacina Kabi”); • alguma vez teve um espasmo (convulsão); • teve alguma lesão no seu cérebro devido a um AVC ou outra lesão cerebral; • tem problemas renais; • tem algo conhecido como “deficiência de glucose-6-fosfato desidrogenase”. Existe maior probabilidade de ocorrência de problemas graves com o seu sangue enquanto estiver a tomar este medicamento; • alguma vez teve problemas mentais; • alguma vez teve problemas cardíacos: deve ter-se especial cuidado quando se utiliza este tipo de medicamentos, se nasceu com ou se tem história familiar de intervalo QT prolongado (ver no ECG, eletrocardiograma), tem um desequilíbrio de sais no sangue (especialmente níveis baixos de potássio ou magnésio no sangue), tem um ritmo cardíaco muito lento (denominado “bradicardia”), tem coração fraco (insuficiência cardíaca), tem história de ataque cardíaco (enfarte do miocárdio), é do sexo feminino ou idoso ou está a tomar outros medicamentos que provocam alterações anormais no ECG (ver secção “Outros medicamentos e Levofloxacina Kabi”); • caso lhe tenha sido diagnosticado dilatação de um grande vaso sanguíneo (aneurisma aórtico ou aneurisma de um vaso sanguíneo periférico de grande calibre); • se sofreu anteriormente um episódio de dissecção aórtica (uma rutura da parede da aorta); • se tiver sido diagnosticado com vazamento de válvulas cardíacas (regurgitação da válvula cardíaca). • se existem antecedentes na sua família de aneurisma aórtico ou dissecção aórtica ou de doença congénita das válvulas cardíacas, ou outros fatores de risco ou predisposição (p. ex., doenças do tecido conjuntivo, tais como síndrome de Marfan, síndrome de Ehlers-Danlos, síndrome de Turner, síndrome de Sjögren [uma doença inflamatória autoimune], ou doenças vasculares, tais como arterite de Takayasu, arterite de células gigantes, doença de Behçet, hipertensão, ou aterosclerose conhecida, artrite reumatoide [uma doença das articulações] ou endocardite [uma infeção do coração]). • é diabético; • alguma vez teve problemas no fígado; • tem miastenia gravis; • se tem problemas nos nervos (neuropatia periférica); • alguma vez desenvolveu uma erupção cutânea grave ou descamação da pele, bolhas e/ou feridas na boca após tomar levofloxacina.
Reações cutâneas graves Reações cutâneas graves incluindo síndrome de Stevens-Johnson (SJS), necrólise epidérmica tóxica (TEN) e reação medicamentosa com eosinofilia e sintomas sistémicos (DRESS) foram reportadas com o uso de levofloxacina. • SJS/TEN pode aparecer inicialmente como manchas avermelhadas semelhantes a um alvo ou manchas circulares, muitas vezes com bolhas centrais no tronco. Além disso, úlceras da boca,
2 garganta, nariz, genitais e olhos (olhos vermelhos e inchados) podem ocorrer. Estas erupções cutâneas graves são frequentemente precedidas por febre e/ou sintomas semelhantes aos da gripe. As erupções cutâneas podem evoluir para descamação generalizada da pele e complicações potencialmente fatais ou fatais. • O DRESS aparece inicialmente como sintomas de gripe e erupção cutânea na face, seguida de uma erupção cutânea prolongada com temperatura corporal elevada, aumento dos níveis de enzimas hepáticas observados nos exames de sangue e aumento de um tipo de glóbulos brancos (eosinofilia) com gânglios linfáticos aumentados. Se desenvolver uma erupção cutânea grave ou outro destes sintomas cutâneos, pare de tomar levofloxacina e contacte o seu médico ou procure assistência médica imediatamente.
Não deverá tomar medicamentos antibacterianos com quinolonas/fluoroquinolonas, incluindo Levofloxacina Kabi, caso tenha tido quaisquer reações adversas graves no passado quando tomou uma quinolona ou fluoroquinolona. Neste caso, deverá informar o seu médico assim que possível.
Fale com o seu médico, enfermeiro ou farmacêutico quando estiver a tomar Fluoroquinolonas se: • Se sentir uma dor súbita e forte no abdómen, no peito ou nas costas, que podem ser sintomas de aneurisma e dissecção da aorta, procure de imediato um serviço de emergência médica. O risco pode aumentar se estiver a receber tratamento com corticosteroides sistémicos. • Se começar a sentir um aparecimento rápido de falta de ar, especialmente quando se deita na cama, ou se notar um inchaço dos tornozelos, pés ou abdómen, ou um novo aparecimento de palpitações cardíacas (sensação de batimento cardíaco rápido ou irregular), deve informar imediatamente um médico. • Se começar a sentir espasmos involuntários súbitos, contrações musculares involuntárias repentinas ou contrações musculares – consulte o seu médico imediatamente, dado que podem ser sinais de mioclonia. O seu médico poderá recomendar que pare o tratamento com levofloxacina e comece outro tratamento apropriado. • Se tiver náuseas, mal-estar geral, um desconforto grave ou dor contínua ou agravamento da dor na zona do estômago ou vómitos, consulte imediatamente um médico, pois pode ser um sinal de inflamação do pâncreas (pancreatite aguda). • Se tem fadiga, pele pálida, hematomas, hemorragia descontrolada, febre, dor de garganta e um agravamento severo do seu estado geral, ou uma sensação de que a sua resistência para a infeção pode estar diminuída – consulte o seu médico imediatamente, dado que podem ser sinais de doenças do sangue. O seu médico deverá monitorizar o seu sangue através de hemogramas. No caso de resultados anormais, o seu médico poderá necessitar de parar o tratamento. • Podem ocorrer raramente dor e edema nas articulações e inflamação ou rutura de tendões. O risco aumenta se for idoso (tiver mais de 60 anos de idade), se tiver recebido um transplante de órgão, se sofrer de problemas nos rins ou se estiver a ser tratado com corticosteroides. Poderá ocorrer inflamação e rutura do tendão nas primeiras 48 horas de tratamento, e até mesmo vários meses após parar o tratamento com Levofloxacina Kabi. Ao primeiro sinal de dor ou inflamação de um tendão (por exemplo, no tornozelo, punho, cotovelo, ombro ou joelho), pare de tomar Levofloxacina Kabi, contacte o seu médico e repouse a área com dor. Evite qualquer exercício desnecessário pois pode aumentar o risco de rutura de um tendão. • Em casos raros, poderá ter sintomas de lesão do nervo (neuropatia) tais como dor, ardor, formigueiro, dormência e/ou fraqueza, especialmente nos pés e pernas ou mãos e braços. Se isto acontecer, pare de tomar Levofloxacina Kabi e informe o seu médico imediatamente, a fim de evitar o desenvolvimento de uma condição potencialmente irreversível.
Efeitos indesejáveis graves, prolongados, incapacitantes e potencialmente irreversíveis
Os medicamentos antibacterianos com fluoroquinolonas / quinolonas, incluindo Levofloxacina Kabi, foram associados a efeitos indesejáveis muito raros, mas graves, alguns deles de longa duração (que persistem meses ou anos), incapacitantes ou potencialmente irreversíveis. Isto inclui dor nos tendões, músculos e articulações nos membros superiores e inferiores, dificuldade em andar, sensações anómalas, tais como
3 sensação de picada, formigueiro, cócegas, dormência ou ardor (parestesia), distúrbios sensoriais, incluindo diminuição da visão, paladar e olfato e audição, depressão, diminuição da memória, cansaço intenso e distúrbios do sono graves. Se sentir algum destes efeitos indesejáveis após tomar Levofloxacina Kabi, contacte o seu médico imediatamente antes de continuar com o tratamento. Você e o seu médico irão decidir se deverá continuar com o tratamento, tendo também em consideração um antibiótico de outra classe.
Caso não tenha a certeza se alguma das situações anteriores se aplica a si, fale com o seu médico, enfermeiro ou farmacêutico antes de utilizar Levofloxacina Kabi.
Outros medicamentos e Levofloxacina Kabi Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos. Isto porque a Levofloxacina Kabi pode afetar o modo como os outros medicamentos atuam. Além disso, outros medicamentos podem afetar o modo como a Levofloxacina atua.
Em particular, informe o seu médico se estiver a tomar os seguintes medicamentos. Isto porque pode aumentar a possibilidade de ter efeitos indesejáveis, quando tomados com Levofloxacina Kabi: Corticosteroides, designados por vezes de esteroides – utilizados em inflamações. Poderá ocorrer com maior facilidade inflamação e/ou rutura dos seus tendões. • Varfarina – utilizada para fluidificar o sangue. Poderá ter com maior facilidade uma hemorragia. O seu médico poderá ter de realizar testes sanguíneos regularmente para verificar como coagula o seu sangue. Teofilina – utilizada para problemas respiratórios. Poderá ter com maior facilidade um espasmo (convulsão) se for tomada com Levofloxacina Kabi. • Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) – utilizados na dor e em situações de inflamação tais como aspirina, ibuprofeno, fenbufeno, cetoprofeno, indometacina. Poderá ter com maior facilidade um espasmo (convulsão) ao tomá-los com Levofloxacina Kabi. • Ciclosporina – utilizada após transplante de órgãos. Poderá ter os efeitos indesejáveis da ciclosporina com maior facilidade. • Medicamentos conhecidos por afetar o batimento cardíaco. Estes incluem medicamentos utilizados em situações anormais de ritmo cardíaco (antiarrítmicos tais como quinidina, hidroquinidina, disopiramida, sotalol, dofetilida, ibutilida e amiodarona), em depressão (antidepressivos tricíclicos tais como a amitriptilina e imipramina), para perturbações psiquiátricas (antipsicóticos) e para infeções bacterianas (antibióticos “macrólidos” tais como eritromicina, azitromicina e claritromicina). Probenecida – utilizado na gota e cimetidina – utilizada em úlceras e acidez gástrica. Deverão ter-se precauções especiais quando se tomar qualquer destes medicamentos em simultâneo com Levofloxacina Kabi. Se tem problemas renais, o seu médico poderá ter de lhe reduzir a dose.
Testes de urina para opiáceos Os testes à urina podem resultar em “falsos-positivos” para alguns medicamentos utilizados no tratamento da dor forte designados “opiáceos” em indivíduos a utilizar Levofloxacina Kabi. Se o seu médico lhe prescrever análises à urina, informe-o de que está a utilizar Levofloxacina Kabi.
Testes de tuberculose Este medicamento pode provocar resultados “falsos-negativos” em alguns testes laboratoriais para pesquisa da bactéria que causa tuberculose.
Gravidez e amamentação Não tome este medicamento se: • está grávida, a planear engravidar ou pensa que está grávida; • está a amamentar ou planeia amamentar.
4 Condução de veículos e utilização de máquinas Poderá vir a ter efeitos indesejáveis depois de lhe ser administrado este medicamento, incluindo sentir-se tonto, sonolento, sensação de andar à roda (vertigens) ou alterações na sua visão. Alguns destes efeitos indesejáveis podem afetar a sua capacidade de concentração e velocidade de reação. Caso isto aconteça, não conduza ou realize qualquer trabalho que requeira um elevado nível de atenção.
Levofloxacina Kabi contém sódio Este medicamento contém 177 mg de sódio (principal componente de sal de cozinha) por 50 ml. Isto é equivalente a 8,85% da ingestão diária máxima recomendada de sódio para um adulto.
3. Como utilizar Levofloxacina Kabi
Como é administrada Levofloxacina Kabi • Levofloxacina Kabi é um medicamento para utilizar em hospitais; • O medicamento ser-lhe-á administrado pelo seu médico ou por um enfermeiro como uma injeção. Esta injeção ser-lhe-á dada numa das suas veias e durante um determinado período de tempo (é designada de perfusão intravenosa); • Para Levofloxacina Kabi 250 mg, o tempo de perfusão deve ser 30 minutos ou mais; • Para Levofloxacina Kabi 500 mg, o tempo de perfusão deve ser 60 minutos ou mais; • O seu ritmo cardíaco e a sua tensão arterial devem ser monitorizados com atenção. Isto porque um batimento cardíaco rápido fora do comum e uma diminuição temporária da tensão arterial são efeitos indesejáveis possíveis que já foram identificados durante a perfusão de antibióticos similares. Caso a sua tensão arterial baixar de forma notória enquanto lhe estiver a ser administrada a perfusão, esta será interrompida de imediato.
Qual a quantidade de Levofloxacina Kabi que é administrada Caso não esteja seguro porque lhe está a ser administrado Levofloxacina Kabi ou se tem quaisquer questões sobre a quantidade de Levofloxacina Kabi que lhe é administrada, fale com o seu médico, enfermeiro ou farmacêutico. • O seu médico decidirá a quantidade de Levofloxacina Kabi que deverá administrar-lhe; • A dose dependerá do tipo de infeção que tenha e do local onde a infeção está localizada no seu organismo; • A duração do tratamento depende da gravidade da infeção que tem.
Adultos e idosos • Pneumonia: 500 mg uma ou duas vezes por dia. • Infeções do trato urinário, incluindo os rins e a bexiga: 500 mg uma vez por dia. • Infeção da próstata: 500 mg uma vez por dia. • Infeção da pele e sob a pele, incluindo os músculos: 500 mg uma ou duas vezes por dia.
Adultos e idosos com problemas renais O seu médico poderá dar-lhe uma dose mais baixa.
Utilização em crianças e adolescentes Este medicamento não deverá ser administrado a crianças ou adolescentes.
Proteja a sua pele da luz solar Evite o contacto com a luz solar direta enquanto lhe estiver a ser administrado este medicamento e até 2 dias após parar de ser administrado. Isto porque a sua pele estará muito mais sensível ao sol e pode queimar, picar ou ficar em bolhas, caso não tome as seguintes precauções: • Assegure-se de que utiliza um protetor solar de elevada proteção;
5 • Utilize sempre um chapéu e roupas que cubram os seus braços e pernas; • Não frequente solários.
Se utilizar mais Levofloxacina Kabi do que deveria É pouco provável que o seu médico ou enfermeiro lhe administrem demasiado medicamento. O seu médico e enfermeiro monitorizarão o seu progresso e verificarão o medicamento que lhe estão a administrar. Pergunte sempre caso não esteja certo por que motivo lhe estão a administrar uma dose do medicamento. Administrar demasiada Levofloxacina Kabi poderá provocar os seguintes efeitos: espasmos (convulsões), sentir-se confuso, tonto, com menos consciência, com tremores e problemas cardíacos – conduzindo a batimentos cardíacos irregulares e também sentir-se enjoado (náuseas).
Caso se tenha esquecido de uma dose de Levofloxacina Kabi O seu médico ou enfermeiro terão instruções sobre quando administrar este medicamento. É pouco provável que o seu médico lhe administre o medicamento de forma diferente do que foi prescrito. Contudo, caso julgue que possa ter falhado uma dose, informe o seu médico ou enfermeiro.
Se parar de utilizar Levofloxacina Kabi solução para perfusão O seu médico ou enfermeiro continuarão a administrar-lhe Levofloxacina Kabi mesmo que já se sinta melhor. Se parar demasiado cedo, a sua condição poderá agravar-se ou a bactéria pode tornar-se resistente ao medicamento. Após alguns dias de tratamento com a solução para perfusão, o seu médico pode decidir passá-lo para a apresentação em comprimidos deste medicamento para completar o tratamento.
Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico, enfermeiro ou farmacêutico.
4. Efeitos indesejáveis possíveis
Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se manifestem em todas as pessoas. Estes efeitos são normalmente ligeiros ou moderados e desaparecem frequentemente após um espaço curto de tempo.
Pare a administração de Levofloxacina Kabi e informe o seu médico ou enfermeiro imediatamente caso sinta o seguinte efeito indesejável:
Muito raros (podem afetar até 1 em cada 10 000 pessoas) • Se tiver uma reação alérgica. Os sinais podem incluir: erupção na pele, problemas em respirar ou em deglutir, inchaço dos lábios, da face, garganta ou língua.
Pare a administração de Levofloxacina Kabi e informe o seu médico ou enfermeiro imediatamente caso sinta algum dos seguintes efeitos indesejáveis graves – pode necessitar de tratamento médico urgente:
Raros (podem afetar até 1 em cada 1000 pessoas) • Diarreia aquosa que possa ter vestígios de sangue, possivelmente acompanhada de espasmos no estômago e temperatura elevada. Estes podem ser sinais de problemas intestinais graves. • Dor ou inflamação nos tendões ou ligamentos, que podem dar origem a rutura. O tendão de Aquiles é afetado com mais frequência. • Espasmos (convulsões). • Ouvir ou ver coisas que não estão presentes (alucinações, paranoia). • Sentir-se depressivo, com problemas mentais, sentir-se inquieto (agitado), sonhos estranhos ou pesadelos. • Perturbação grave da capacidade mental causando pensamento confuso e diminuição da consciência 6 do ambiente (delírio). • Erupção cutânea generalizada, alta temperatura corporal, elevação das enzimas hepáticas, anormalidades sanguíneas (eosinofilia), aumento dos gânglios linfáticos e envolvimento de outros órgãos do corpo (Reação Medicamentosa com Eosinofilia e Sintomas Sistémicos, também conhecida como DRESS ou síndrome de hipersensibilidade a medicamentos). Veja também a secção 2. • Síndrome associado à diminuição da excreção de água e baixos níveis de sódio (SIADH). • Diminuição dos níveis de glucose no sangue (hipoglicemia) ou diminuição dos níveis de glucose no sangue conduzindo a coma (coma hipoglicémico). Isto é importante em pessoas com diabetes.
Muito raros (podem afetar até 1 em cada 10 000 pessoas) • Ardor, formigueiro, dor ou entorpecimento. Estes podem ser sinais de algo chamado de “neuropatia”.
Desconhecido (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis) • Erupções cutâneas graves, incluindo síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica. Estas podem aparecer como máculas avermelhadas semelhantes a alvos, ou manchas circulares, muitas vezes com bolhas centrais no tronco, descamação da pele, úlceras da boca, garganta, nariz, genitais e olhos, e podem ser precedidas de febre e sintomas semelhantes aos da gripe. Veja também a secção 2. • Perda de apetite, pele e olhos a ficarem com coloração amarela, urina com coloração escura, comichão, barriga (abdómen) sensível à dor. Estes podem ser sinais de problemas no fígado que podem incluir insuficiência hepática fatal. • Alterações na opinião e nos pensamentos (reações psicóticas) com o risco de ter pensamentos ou ações suicidas. • Náuseas, sensação de mal-estar geral, desconforto ou dor na zona do estômago ou vómitos. Estes podem ser sinais de inflamação do pâncreas (pancreatite aguda). Ver secção 2.
Se ocorrer uma diminuição da visão ou se se verificarem quaisquer efeitos a nível ocular enquanto toma Levofloxacina Kabi, deve consultar imediatamente um oftalmologista.
Casos muito raros de reações adversas medicamentosas prolongadas (que persistem meses ou anos) ou permanentes, tais como inflamações dos tendões, rutura de tendão, dor nas articulações, dor nos membros, dificuldade em andar, sensações anormais, tais como picadas, formigueiro, cócegas, ardor, dormência ou dor (neuropatia), fadiga, diminuição da memória e da concentração, efeitos na saúde mental (que podem incluir distúrbios do sono, ansiedade, ataques de pânico, depressão e ideação suicida), bem como diminuição da audição, visão, paladar e olfato, foram associados à administração de antibióticos com quinolonas e fluoroquinolonas, em alguns casos independentemente de fatores de risco pré-existentes.
Foram notificados casos de alargamento e enfraquecimento da parede da aorta ou de rutura na parede da aorta (aneurismas e dissecções), que podem romper e ser fatais, e de vazamento de válvulas cardíacas em doentes tratados com fluoroquinolonas. Ver também a secção 2.
Informe o seu médico se algum dos seguintes efeitos indesejáveis se tornar grave ou se mantenha por mais do que alguns dias:
Frequentes (podem afetar até 1 em cada 10 pessoas) • Problemas de sono; • Dores de cabeça, tonturas; • Sentir-se enjoado (náuseas, vómitos) e diarreia; • Aumento nos níveis de algumas enzimas do fígado no seu sangue; • Reações no local da perfusão; • Inflamação de uma veia.
7 Pouco frequentes (podem afetar até 1 em cada 100 pessoas) • Alterações no número de outras bactérias ou fungos, infeção por fungos denominada Candida, que podem necessitar de tratamento; • Alterações no número de glóbulos brancos em alguns resultados de análises ao sangue (leucopenia, eosinofilia); • Sentir-se stressado (ansiedade), sentir-se confuso, sentir-se nervoso, sentir-se ensonado, com tremores, sensação de andar à roda (vertigens); • Respiração ofegante (dispneia); • Alterações de paladar, perda de apetite, perturbações no estômago ou indigestão (dispepsia), dor na área do estômago, sentir-se inchado (flatulência) ou obstipação; • Comichão e erupção cutânea, comichão grave ou picadas (designada de urticária); transpirar em demasia (hiperhidrose); • Dor nas articulações ou dores musculares; • As análises ao sangue podem revelar resultados invulgares devido a problemas no fígado (aumento da bilirrubina) ou nos rins (aumento da creatinina); • Fraqueza geral.
Raros (podem afetar até 1 em cada 1000 pessoas) • Nódoas negras e hemorragia com facilidade devido a uma diminuição no número de plaquetas sanguíneas (trombocitopenia); • Número baixo de glóbulos brancos (neutropenia); • Resposta imunitária exagerada (hipersensibilidade); • Diminuição dos níveis de açúcar no sangue (hipoglicemia). Isto é importante em indivíduos com diabetes; • Formigueiro nas mãos e nos pés (parestesia); • Problemas com a audição (zumbido nos ouvidos) ou com a visão (visão turva); • Batimento cardíaco invulgarmente acelerado (taquicardia) ou tensão arterial baixa (hipotensão); • Fraqueza muscular. Isto é importante em indivíduos com miastenia gravis (uma doença rara do sistema nervoso); • Alterações no funcionamento dos seus rins e ocasionalmente insuficiência renal que podem dever-se a uma reação alérgica renal designada de nefrite intersticial; • Febre; • Manchas eritematosas, agudamente demarcadas, com/sem formação de bolhas que se desenvolvem poucas horas após a administração de levofloxacina e cicatrizam com hiperpigmentação residual pós- inflamatória; geralmente ocorre no mesmo local da pele ou membrana mucosa após exposição subsequente à levofloxacina. • Perturbações da memória.
Desconhecido (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis) • Diminuição do número de glóbulos vermelhos no sangue (anemia): isto pode tornar a pele pálida ou amarela devido a anomalias dos glóbulos vermelhos; diminuição do número de todos os tipos de células sanguíneas (pancitopenia); • A medula óssea deixa de produzir novas células sanguíneas, isto pode levar a cansaço, menor capacidade de combater infeções e hemorragias descontroladas (insuficiência da medula óssea) • Febre, garganta inflamada e um sentimento geral de mau estar que não desaparece. Isto poderá dever- se a uma diminuição do número de glóbulos brancos (agranulocitose); • Perda de circulação (reação do tipo choque anafilático); • Aumento dos níveis de açúcar no sangue (hiperglicemia). Isto é importante em pessoas com diabetes. • Alterações no cheiro, perda do cheiro ou paladar (parosmia, anosmia, ageusia); • Sentir-se muito excitado, eufórico, agitado ou animado (mania);
8 • Problemas em se movimentar e em andar (discinesia, perturbações extrapiramidais); • Perda temporária de consciência ou postura (síncope); • Perda temporária de visão; • Comprometimento ou perda da audição; • Ritmo cardíaco invulgarmente acelerado, ritmo cardíaco irregular que põe a vida em risco incluindo paragem cardíaca, alteração do ritmo cardíaco (chamado “prolongamento do intervalo QT”, verificado no ECG, eletrocardiograma); • Dificuldade em respirar ou pieira (broncoespasmo); • Reações alérgicas nos pulmões; • Pancreatite; • Inflamação do fígado (hepatite); • Sensibilidade aumentada da pele ao sol e à luz ultravioleta (fotossensibilidade), pele com zonas mais escuras (hiperpigmentação); • Inflamação nos vasos sanguíneos que transportam o sangue ao redor do seu corpo devido a reações alérgicas (vasculite); • Inflamação do tecido dentro da boca (estomatite); • Rutura e destruição muscular (rabdomiólise); • Vermelhidão e inchaço das articulações (artrite); • Dor, incluindo dor nas costas, peito e nas extremidades; • Espasmos involuntários súbitos, contrações musculares involuntárias repentinas ou contrações musculares (mioclonia); • Ataques de porfíria em indivíduos que já tiveram porfíria (uma doença metabólica muito rara); • Dor de cabeça persistente com ou sem visão turva (hipertensão intracraniana benigna).
Comunicação de efeitos indesejáveis Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico, enfermeiro ou farmacêutico. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente ao INFARMED, I.P através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.
Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel.: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) e-mail: [email protected]
5. Como conservar Levofloxacina Kabi
Manter este medicamento fora da vista e do alcance e das crianças. Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem exterior e no rótulo do frasco/saco, após EXP. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.
Frascos KabiPac: Manter o frasco dentro da embalagem exterior para proteger da luz. Não refrigerar ou congelar.
9 Sacos freeflex®: Não conservar acima de 25ºC. Manter o saco dentro da embalagem exterior para proteger da luz. Não refrigerar ou congelar.
Não é necessário proteger da luz durante a perfusão.
Levofloxacina Kabi só deve ser administrada se a solução estiver límpida, amarela a amarela-esverdeada e isenta de partículas. Qualquer solução não utilizada deve ser rejeitada.
Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu enfermeiro ou farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.
6. Conteúdo da embalagem e outras informações
Qual a composição de Levofloxacina Kabi: – A substância ativa é levofloxacina. – Cada ml de solução contém 5 mg de Levofloxacina. – 50 ml de solução para perfusão contém 250 mg de Levofloxacina. – 100 ml de solução para perfusão contém 500 mg de Levofloxacina. – Os outros componentes são cloreto de sódio, hidróxido de sódio, ácido clorídrico e água para preparações injetáveis.
Qual o aspeto de Levofloxacina Kabi e conteúdo da embalagem Levofloxacina Kabi é fornecida como solução para perfusão (administrada por perfusão intravenosa lenta). A solução é límpida e amarela esverdeada. É apresentada em: – frascos KabiPac de polietileno de 100 ml cheios com 50 ml ou 100 ml (embalagens de 1, 10, 20 e 25 frascos). – sistema de sacos Freeflex de poliolefina de 100 ml cheios com 50 ml ou 100 ml (embalagens de 10 e 20 sacos). É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.
Titular da Autorização de Introdução no Mercado Fresenius Kabi Pharma Portugal, Lda. Zona Industrial do Lagedo 3465-157 Santiago de Besteiros, Portugal Telefone: +351 214 241 280
Fabricante(s)
Frascos Fresenius Kabi Polska Sp. z o.o. Wytwórnia Płynów Infuzyjnych, 99-300 Kutno Sienkiewicza 25 Polónia
e
Sacos freeflex:
10 HP Halden Pharma AS Svinesundsveien 80 1788 Halden Noruega
Este medicamento encontra-se autorizado nos Estados Membros do Espaço Económico Europeu (EEE) com os seguintes nomes:
Áustria Levofloxacin Kabi 5 mg/ml Infusionslösung Bélgica Levofloxacine Fresenius Kabi 5mg/ml oplossing voor infusie Bulgária Левофлоксацин Каби5 mg/ml Инфузионен разтвор Chipre Levofloxacin Kabi 5 mg/ml διάλυμα για έγχυση República Checa Levofloxacin Kabi Alemanha Levofloxacin Kabi 5 mg/ml Infusionslösung Finlândia Levofloxacin Fresenius Kabi 5 mg/ml infuusioneste, liuos Hungria Levofloxacin Kabi 5 mg/ml oldatos infúzió Irlanda Levofloxacin 5 mg/ml solution for infusion Itália Levofloxacina Kabi Luxemburgo Levofloxacin Kabi 5 mg/ml Infusionslösung Malta Levofloxacin 5 mg/ml solution for infusion Holanda Levofloxacine Fresenius Kabi 5mg/ml oplossing voor infusie Polónia Levofloxacin Kabi Portugal Levofloxacina Kabi Roménia Levofloxacin Kabi 5 mg/ml solutie perfuzabila Eslováquia Levofloxacin Kabi 5mg/ml infúzny roztok Eslovénia Levofloksacin Kabi 5 mg/ml raztopina za infundiranje Espanha Levofloxacino Kabi 5 mg/ml solución para perfusión.
Este folheto foi revisto pela última vez em
——————————————————————————————————– A informação que se segue destina-se apenas aos profissionais de saúde:
Administração – Levofloxacina Kabi é administrada por perfusão intravenosa lenta. – Inspecionar o frasco/saco antes de utilizar. Apenas utilizar se a solução estiver límpida, amarela- esverdeada e isenta de partículas.
Tempo de perfusão
11 – O tempo de perfusão recomendado é de, pelo menos, 30 minutos para 250 mg ou 60 minutos para 500 mg de Levofloxacina Kabi. – Não é necessário proteger da luz durante a perfusão. – Sabe-se que perfusões com ofloxacina (um composto relacionado da levofloxacina) podem desenvolver taquicardia (aceleração anormal do ritmo do coração) e uma diminuição da tensão arterial. Em casos raros, pode ocorrer um colapso circulatório. – Se for observada uma descida acentuada da tensão arterial durante a perfusão de levofloxacina, a perfusão deve ser interrompida imediatamente.
Posologia em doentes com função renal normal (depuração da creatinina superior a 50 ml/min) – A posologia em doentes com função renal normal dependente da indicação que está descrita na secção 3 “Como utilizar Levofloxacin Kabi”.
Posologia em doentes com compromisso da função renal (depuração da creatinina 50 ml/min)
Posologia
250 mg/24 h 500 mg/24 h 500 mg/12 h primeira dose: primeira dose: primeira dose: Depuração da creatinina 250 mg 500 mg 500 mg em seguida: em seguida: em seguida: 50 – 20 ml/min 125 mg/24 h 250 mg/24 h 250 mg/12 h
em seguida: em seguida: em seguida: 19-10 ml/min 125 mg/48 h 125 mg/24 h 125 mg/12 h
< 10 ml/min em seguida: em seguida: em seguida: (incluindo hemodiálise e 125 mg/48 h 125 mg/24 h 125 mg/24 h DPAC) 1 1 Não são necessárias doses adicionais após hemodiálise ou diálise peritoneal ambulatória contínua (DPAC).
Compatibilidades Mistura com outras soluções para perfusão: Levofloxacina Kabi é compatível com as seguintes soluções para perfusão: – Glucose 50 mg/ml (5%); – Glucose em solução de Ringer 25 mg/ml (2,5%); – Solução de cloreto de sódio 9 mg/ml (0,9%); – Soluções combinadas para nutrição parentérica (aminoácidos, hidratos de carbono, eletrólitos).
Incompatibilidades – Levofloxacina Kabi não deve ser misturada com heparina ou soluções alcalinas (por ex., bicarbonato de sódio).
Conservação Manter o frasco na embalagem exterior para proteger da luz. Não refrigerar ou congelar. Levofloxacina Kabi deve ser utilizada imediatamente (dentro de 3 horas) após abertura de modo a prevenir qualquer contaminação bacteriana.
12
⚕Para profissionais — Resumo das Características do Medicamento (RCM)Ficha técnica completa: posologia, interações, contraindicações, advertências+
1. NOME DO MEDICAMENTO
Levofloxacina Kabi 5 mg/ml solução para perfusão
2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA
50 ml de solução em frasco/saco de 100 ml: Cada ml de solução para perfusão contém 5 mg levofloxacina (sob a forma de levofloxacina hemi- hidratada). 50 ml de solução para perfusão contém 250 mg de levofloxacina, como substância ativa.
100 ml de solução em frasco/saco de 100 ml: Cada ml de solução para perfusão contém 5 mg levofloxacina (sob a forma de levofloxacina hemi- hidratada). 100 ml de solução para perfusão contém 500 mg de levofloxacina, como substância ativa.
Excipiente(s) com efeito conhecido: Este medicamento contém 3,54 mg de sódio por ml.
Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.
3. FORMA FARMACÊUTICA
Solução para perfusão.
Solução amarela a amarela esverdeada.
4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS
4.1. Indicações terapêuticas
Levofloxacina Kabi solução para perfusão está indicada em adultos para o tratamento das seguintes infeções (ver secções 4.4 e 5.1): • Pielonefrite aguda e infeções do trato urinário complicadas (ver secção 4.4) • Prostatite bacteriana crónica. • Antraz por inalação: profilaxia de pós-exposição e tratamento curativo (ver secção 4.4).
Para as infeções abaixo mencionadas a Levofloxacina Kabi só deve ser usada quando é considerado inadequado o uso de outros agentes antibacterianos normalmente recomendados para o tratamento destas infeções. • Pneumonia adquirida na comunidade • Infeções cutâneas e dos tecidos moles complicadas Devem ser tomadas em consideração as orientações oficiais sobre o uso apropriado de agentes antibacterianos.
1
4.2. Posologia e modo de administração
Levofloxacina Kabi solução para perfusão é administrada por perfusão intravenosa lenta, uma ou duas vezes por dia. A posologia depende do tipo e gravidade da infeção e da suscetibilidade do presumível patogénio causal. O tratamento com Levofloxacina Kabi após a utilização intravenosa inicial pode ser completado com uma apresentação oral considerada apropriada ao doente. Dada a bioequivalência das formas oral e parentérica, pode ser usada a mesma posologia.
Posologia
As seguintes recomendações de dose podem ser utilizadas para Levofloxacina Kabi:
Posologia em doentes com função renal normal (depuração da creatinina > 50 ml/min)
1 Regime posológico diário Duração total do tratamento Indicação (de acordo com a gravidade) (de acordo com a gravidade) Pneumonia adquirida na 500 mg uma ou duas vezes por 7 - 14 dias comunidade dia Pielonefrite aguda 500 mg uma vez por dia 7 - 10 dias Infeções do trato urinário 500 mg uma vez por dia 7 - 14 dias complicadas Prostatite crónica bacteriana 500 mg uma vez por dia 28 dias Infeções cutâneas e dos tecidos 500 mg uma ou duas vezes por 7 - 14 dias moles complicadas dia Antraz por inalação 500 mg uma vez por dia 8 semanas 1 A duração do tratamento inclui o tratamento intravenoso e o tratamento oral. O tempo para passagem do tratamento intravenoso para o tratamento oral depende da situação clínica, mas normalmente é de 2 a 4 dias.
Populações especiais
Função renal comprometida (depuração da creatinina ≤50 ml/min)
Regime posológico
250 mg/24h 500 mg/24 h 500 mg/ 12 h Depuração da primeira dose: 250 mg primeira dose: 500 mg primeira dose: 500 mg creatinina 50 - 20 ml/min em seguida: 125 mg/24 h em seguida: 250 mg/24 h em seguida: 250 mg/12 h 19-10 ml/min em seguida: 125 mg/48 h em seguida: 125 mg/24 h em seguida: 125 mg/12 h <10 ml/min em seguida: 125 mg/48 h em seguida: 125 mg/24 h em seguida: 125 mg/24 h (incluindo hemodiálise e DPAC) 1 1 Não são necessárias doses adicionais após a hemodiálise ou diálise peritoneal ambulatória contínua (DPAC).
2 Função hepática comprometida
Não é necessário ajustar a dose visto que a levofloxacina não é metabolizada de forma relevante pelo fígado e é principalmente excretada pelos rins.
População idosa
Não é necessário qualquer ajuste da dose em idosos, exceto o que se impuser considerando a função renal (ver secção 4.4 “Tendinite e rutura de tendões” e “Prolongamento do intervalo QT”).
População pediátrica
Levofloxacina Kabi está contraindicada em crianças e adolescentes em crescimento (ver secção 4.3).
Modo de administração
Levofloxacina Kabi solução para perfusão destina-se apenas à perfusão intravenosa lenta e é administrada uma ou duas vezes por dia. O tempo de perfusão deve ser de, pelo menos, 30 minutos para 250 mg ou 60 minutos para 500 mg de Levofloxacina Kabi solução para perfusão (ver secção 4.4).
Para incompatibilidades ver secção 6.2 e compatibilidade com outras soluções para perfusão ver secção 6.6.
4.3. Contraindicações
A solução para perfusão de Levofloxacina Kabi não deve ser usada: - em doentes com hipersensibilidade à levofloxacina, outras quinolonas ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1, - em doentes com epilepsia, - em doentes com história de anomalias nos tendões relacionadas com a administração de fluoroquinolonas, - em crianças ou adolescentes em crescimento, - durante a gravidez, - em mulheres que amamentam.
4.4. Advertências e precauções especiais de utilização
A utilização de levofloxacina deverá ser evitada em doentes que tenham tido reações adversas graves no passado ao utilizar medicamentos que contêm quinolona ou fluoroquinolona (ver secção 4.8). O tratamento destes doentes com levofloxacina só deverá ser iniciado na ausência de opções de tratamento alternativas e após uma avaliação cuidadosa do benefício/risco (ver também secção 4.3).
Aneurisma e dissecção da aorta, e regurgitação/insuficiência da válvula cardíaca
Estudos epidemiológicos têm evidenciado um aumento do risco de aneurisma e dissecção da aorta, particularmente nos doentes idosos, e de regurgitação da válvula mitral e aórtica após a administração de fluoroquinolonas. Foram notificados casos de aneurisma e dissecção da aorta, por vezes complicados por rutura (incluindo casos fatais), e de regurgitação/insuficiência de qualquer uma das válvulas cardíacas em doentes que receberam fluoroquinolonas (ver secção 4.8).
Por conseguinte, as fluoroquinolonas apenas devem ser utilizadas após uma cuidadosa avaliação da relação benefício-risco e após serem equacionadas outras opções terapêuticas em doentes com antecedentes familiares de aneurisma ou doença congénita das válvulas cardíacas, ou em doentes com um
3 aneurisma aórtico e/ou dissecção aórtica pré-existentes ou doença das válvulas cardíacas, ou em doentes com a presença de outros fatores de risco ou patologias que possam constituir fatores de predisposição - para ambos aneurisma e dissecção da aorta e regurgitação/insuficiência da válvula cardíaca (p. ex., doenças do tecido conjuntivo, tais como Síndrome de Marfan ou síndrome de Ehlers-Danlos, síndrome de Turner, doença de Behçet, hipertensão, artrite reumatoide) ou adicionalmente - para aneurisma e dissecção da aorta (por ex., vasculopatias, tais como arterite de Takayasu ou arterite de células gigantes, ou aterosclerose conhecida, ou síndrome de Sjögren) ou adicionalmente - para regurgitação/insuficiência da válvula cardíaca (por ex., endocardite infeciosa). O risco de aneurisma e dissecção da aorta, e a sua rutura, pode também estar aumentado em doentes tratados concomitantemente com corticosteroides sistémicos.
No caso de dor súbita no abdómen, peito ou costas, os doentes devem ser aconselhados a consultar de imediato um médico num serviço de emergência.
Os doentes devem ser aconselhados a procurar cuidados médicos imediatos em caso de dispneia aguda, novo aparecimento de palpitações cardíacas ou desenvolvimento de edema do abdómen ou das extremidades inferiores.
Pancreatite aguda
A pancreatite aguda pode ser observada em doentes a tomar levofloxacina. Os doentes devem ser informados sobre os sintomas característicos da pancreatite aguda. Os doentes que apresentem náuseas, mal- estar, desconforto abdominal, dor abdominal aguda ou vómitos devem ser imediatamente avaliados por um médico. Se houver suspeita de pancreatite aguda, a levofloxacina deve ser descontinuada; se confirmada, a levofloxacina não deve ser reiniciada. Deve ter-se precaução em doentes com antecedentes de pancreatite (ver secção 4.8).
Doenças do sangue
Insuficiência da medula óssea, incluindo leucopenia, neutropenia, pancitopenia, anemia hemolítica, trombocitopenia, anemia aplástica, ou agranulocitose podem ocorrer durante o tratamento com levofloxacina (ver secção 4.8). Se houver suspeita de alguma destas doenças do sangue, o hemograma deve ser monitorizado. No caso de resultados anormais, a descontinuação do tratamento com levofloxacina deve ser considerada.
Riscos de resistência
É muito provável que S. aureus resistentes à meticilina possuam corresistência às fluoroquinolonas incluindo a levofloxacina. Portanto, levofloxacina não é recomendada para o tratamento de infeções conhecidas ou suspeitas por SARM, a não ser que os testes laboratoriais tenham confirmado a suscetibilidade dos organismos à levofloxacina (e os agentes antibacterianos habitualmente recomendados para o tratamento de infeções por SARM sejam considerados inadequados).
A resistência de E.coli – o patogénio mais comum envolvido nas infeções do trato urinário – às fluoroquinolonas varia em toda a União Europeia. Os prescritores são aconselhados a considerar a prevalência local de resistência de E. coli às fluoroquinolonas.
Antraz por inalação
Antraz por inalação: a utilização em humanos baseia-se nos dados de suscetibilidade in vitro de Bacillus anthracis e nos dados experimentais em animais em conjunto com os dados limitados em humanos. Os
4 clínicos devem considerar os documentos consensuais nacionais e/ou internacionais referentes ao tratamento do antraz.
Tempo de perfusão
Deve ser respeitado o tempo de perfusão recomendado de, pelo menos, 30 minutos para 250 mg ou 60 minutos para 500 mg de Levofloxacina Kabi solução para perfusão. Sabe-se pela experiência com ofloxacina que durante a perfusão se pode desenvolver taquicardia e uma diminuição temporária da tensão arterial. Em casos raros, como consequência de uma queda acentuada da tensão arterial, pode ocorrer um colapso circulatório. Se ocorrer uma queda acentuada da tensão arterial durante a perfusão de levofloxacina (isómero l da ofloxacina), a perfusão deve ser interrompida imediatamente.
Conteúdo em sódio Este medicamento contém 177 mg de sódio por 50 ml, equivalente a 8,85% da ingestão diária máxima recomendada pela OMS de 2 g de sódio para um adulto.
Reações adversas medicamentosas graves, prolongadas, incapacitantes e potencialmente irreversíveis
Foram notificados casos muito raros de reações adversas medicamentosas graves prolongadas (que persistem meses ou anos), incapacitantes e potencialmente irreversíveis que afetam sistemas de órgãos diferentes, por vezes múltiplos (musculoesquelético, nervoso, psiquiátrico e sensorial) em doentes tratados quinolonas e fluoroquinolonas, independentemente da sua idade e de fatores de risco preexistentes. A levofloxacina deve ser descontinuada imediatamente aos primeiros sinais ou sintomas de qualquer reação adversa grave e os doentes deverão ser aconselhados a contactar o seu médico para aconselhamento.
Tendinite e rutura de tendão
Poderá ocorrer tendinite e rutura de tendão (entre outros, mas especialmente, o tendão de Aquiles), por vezes bilateral, logo nas 48 horas após o início do tratamento com quinolonas e fluoroquinolonas e a sua ocorrência foi notificada até vários meses após a descontinuação do tratamento. O risco de tendinite e rutura de tendão é maior em doentes a receber doses diárias de 1000 mg de levofloxacina em doentes idosos, doentes com compromisso renal, doentes com transplantes de órgãos sólidos e doentes tratados concomitantemente com corticosteroides. Portanto, deve ser evitada a utilização concomitante de corticosteroides. Ao primeiro sinal de tendinite (por exemplo, edema doloroso, inflamação), deverá ser descontinuado o tratamento com levofloxacina e deve ser considerado um tratamento alternativo. O(s) membro(s) afetado(s) deverá(ão) ser devidamente tratado(s) (por exemplo, por imobilização). Não deverão ser utilizados corticosteroides se ocorrerem sinais de tendinopatia.
Mioclonia
Foram reportados casos de mioclonia em doentes a receber levofloxacina (ver secção 4.8). O risco de mioclonia é maior em doentes idosos, e em doentes com compromisso renal caso a dose de levofloxacina não seja ajustada de acordo com a depuração de creatinina. A levofloxacina deve ser descontinuada imediatamente à primeira ocorrência de mioclonia e deve ser iniciado o tratamento adequado.
Doença associada ao Clostridium difficile
A ocorrência de diarreia, particularmente se for grave, persistente e/ou com sangue, durante ou após o tratamento com Levofloxacina Kabi (incluindo várias semanas após o tratamento), pode ser sintomática de doença associada ao Clostridium difficile (DACD). A DACD pode variar em gravidade de ligeira até potencialmente fatal, da qual a forma mais grave é a colite pseudomembranosa (ver secção 4.8). Por essa razão é importante considerar este diagnóstico em doentes que desenvolveram diarreia grave durante ou
5 após o tratamento com levofloxacina. Se se suspeitar ou confirmar a DACD, a terapêutica com levofloxacina deve ser imediatamente interrompida e deve ser iniciado tratamento apropriado o quanto antes. São contraindicados medicamentos antiperistálticos nesta situação clínica.
Doentes predispostos a convulsões
As quinolonas podem diminuir o limiar convulsivo e desencadear crises convulsivas. Levofloxacina está contraindicada em doentes com história de epilepsia (ver secção 4.3) e, tal como outras quinolonas, deve ser utilizada com extrema precaução em doentes predispostos a convulsões, ou em tratamento concomitante com substâncias ativas que diminuem o limiar de convulsão cerebral, tais como a teofilina (ver secção 4.5). No caso de crises convulsivas (ver secção 4.8), o tratamento com levofloxacina deverá ser descontinuado.
Doentes com deficiência da G-6-fosfato desidrogenase
Doentes com deficiência latente ou existente da atividade da glucose-6-fosfato-desidrogenase podem ser suscetíveis a reações hemolíticas quando tratados com agentes antibacterianos da classe das quinolonas. Portanto, se a levofloxacina tiver que ser utilizada nestes doentes, deve ser monitorizada a potencial ocorrência de hemólise.
Doentes com compromisso da função renal
Dado que a levofloxacina é excretada principalmente pelos rins, a dose de Levofloxacina Kabi deve ser ajustada em doentes com compromisso da função renal (ver secção 4.2).
Reações de hipersensibilidade
Levofloxacina pode provocar reações de hipersensibilidade graves potencialmente fatais (por ex. de angioedema a choque anafilático) ocasionalmente após a dose inicial (ver secção 4.8). Os doentes devem descontinuar o tratamento de imediato e contactar o seu médico ou um médico de urgência, que iniciará medidas urgentes apropriadas.
Reações Adversas Cutâneas Graves
Reações adversas cutâneas graves (SCARs) incluindo necrólise epidérmica tóxica (TEN: também conhecida como síndrome de Lyell), síndrome de Stevens Johnson (SJS) e reação medicamentosa com eosinofilia e sintomas sistémicos (DRESS), que podem ser potencialmente fatais ou fatais, foram reportadas com a levofloxacina (ver secção 4.8). No momento da prescrição, os doentes devem ser informados sobre os sinais e sintomas das reações cutâneas graves e devem ser monitorizados de perto. Se surgirem sinais e sintomas sugestivos destas reações, a levofloxacina deve ser descontinuada imediatamente e um tratamento alternativo deve ser considerado. Se o doente tiver desenvolvido uma reação grave, como SJS, TEN ou DRESS com o uso de levofloxacina, o tratamento com levofloxacina não deve ser reiniciado neste doente em nenhum momento.
Disglicemia
Tal como com todas as quinolonas, têm sido notificadas perturbações dos níveis de glucose no sangue, incluindo hipoglicemia e hiperglicemia, ocorrendo com maior frequência nos idosos, normalmente em doentes diabéticos a fazer tratamento concomitante com agentes hipoglicemiantes orais (por ex. glibenclamida) ou com insulina. Têm sido notificados casos de coma hipoglicémico. Nos doentes diabéticos recomenda-se uma monitorização cuidadosa dos níveis de glucose no sangue (ver secção 4.8). O tratamento com Levofloxacina Kabi deve ser interrompido imediatamente se um doente notificar perturbações do nível da glicose no sangue, devendo ser considerada terapêutica alternativa com um antibiótico que não seja uma fluoroquinolona.
6 Prevenção de fotossensibilização
Tem sido notificada fotossensibilização com a levofloxacina (ver secção 4.8). Recomenda-se aos doentes que não se devem expor desnecessariamente a luz solar forte ou a raios UV artificiais (por ex., lâmpada de raios solares, solário), durante o tratamento e por 48 horas após a descontinuação do tratamento a fim de evitar fotossensibilização.
Doentes tratados com antagonistas da vitamina K
Devido ao possível aumento dos testes de coagulação (TP/INR) e/ou de hemorragia em doentes tratados com levofloxacina em associação com antagonistas da vitamina K (por ex. varfarina), os testes de coagulação devem ser cuidadosamente monitorizados quando estes medicamentos são administrados concomitantemente (ver secção 4.5).
Reações psicóticas
Têm sido notificadas reações psicóticas em doentes que tomaram quinolonas, incluindo levofloxacina. Em casos muito raros, estes progrediram para pensamentos suicidas e comportamento autodestrutivo - algumas vezes apenas após uma toma única de levofloxacina (ver secção 4.8). No caso de o doente desenvolver estas reações, a levofloxacina deve ser descontinuada imediatamente aos primeiros sinais ou sintomas destas reações, sendo que os doentes devem ser aconselhados a entrar em contacto com o seu médico. Deve ser considerado um tratamento alternativo com um antibiótico que não seja uma fluoroquinolona, e deverão ser instituídas medidas apropriadas. Recomenda-se precaução se a levofloxacina for utilizada em doentes psicóticos ou em doentes com antecedentes de doença psiquiátrica.
Prolongamento do intervalo QT
Deve ter-se precaução quando se utilizam fluoroquinolonas, incluindo a levofloxacina, em doentes com fatores de risco conhecidos por prolongarem o intervalo QT tais como, por exemplo: - síndrome congénita de QT longo; - uso concomitante de medicamentos conhecidos por prolongarem o intervalo QT (por ex. antiarrítmicos de classe IA e III, antidepressivos tricíclicos, macrólidos, antipsicóticos); - desequilíbrio eletrolítico não corrigido (por ex. hipocaliemia, hipomagnesemia); - doença cardíaca (por ex. insuficiência cardíaca, enfarte do miocárdio, bradicardia). Os doentes idosos e as mulheres poderão ser mais sensíveis aos medicamentos prolongadores de QTc. Deste modo, deverá ter-se precaução com a utilização de fluoroquinolonas, incluindo a levofloxacina, nestas populações. (Ver secções 4.2 População idosa, 4.5, 4.8 e 4.9).
Neuropatia periférica
Foram notificados casos de polineuropatia sensorial ou sensoriomotora que resultaram em parestesias, hipoestesias, disestesias ou fraqueza em doentes aos quais foram administradas quinolonas, incluindo fluoroquinolonas. Os doentes em tratamento com levofloxacina devem ser aconselhados a informar previamente o seu médico antes de continuar o tratamento no caso de desenvolverem sintomas de neuropatia tais como dor, sensação de ardor, formigueiro, entorpecimento ou fraqueza de modo a prevenir o desenvolvimento de uma situação potencialmente irreversível (ver secção 4.8).
Afeções hepatobiliares
Têm sido notificados casos de necrose hepática até insuficiência hepática fatal com levofloxacina, principalmente em doentes com doenças subjacentes graves, como por ex. sépsis (ver secção 4.8). Os doentes devem ser aconselhados a parar o tratamento e contactar o seu médico assistente caso desenvolvam
7 sinais e sintomas de doença hepática, tais como anorexia, icterícia, urina escura, prurido ou abdómen sensível à dor.
Exacerbação de miastenia gravis
As fluoroquinolonas, incluindo a levofloxacina, têm atividade de bloqueio neuromuscular e podem exacerbar fraqueza muscular em doentes com miastenia gravis. Reações adversas graves pós- comercialização, incluindo mortes e o requisito para suporte respiratório, têm sido associadas à utilização das fluoroquinolonas em doentes com miastenia gravis. A levofloxacina não é recomendada em doentes com história prévia de miastenia gravis.
Alterações da visão
Se houver perturbação da visão ou se se manifestar qualquer efeito ocular, deve ser consultado imediatamente um oftalmologista (ver secções 4.7 e 4.8).
Superinfeção
A utilização de levofloxacina, especialmente se prolongada, pode resultar na proliferação de organismos não-suscetíveis. Se a superinfeção ocorrer durante a terapêutica, devem ser tomadas medidas apropriadas.
Interferência com testes laboratoriais
Nos doentes tratados com levofloxacina, a determinação de opiáceos na urina pode originar resultados falso- positivos. Pode ser necessário confirmar as determinações positivas de opiáceos com um método mais específico.
A levofloxacina pode inibir a proliferação de Mycobacterium tuberculosis e, por essa razão, pode originar resultados falso-negativos no diagnóstico bacteriológico da tuberculose.
4.5. Interações medicamentosas e outras formas de interação
Efeito de outros medicamentos na Levofloxacina Kabi
Teofilina, fenbufeno ou medicamentos anti-inflamatórios não esteroides similares
Não foram encontradas interações farmacocinéticas da levofloxacina com a teofilina num estudo clínico. Contudo, pode ocorrer uma diminuição pronunciada do limiar de convulsão cerebral quando as quinolonas são administradas concomitantemente com teofilina, anti-inflamatórios não esteroides ou outros agentes que diminuem o limiar convulsivo. As concentrações de levofloxacina são cerca de 13% mais elevadas na presença de fenbufeno do que em administração isolada.
Probenecida e cimetidina
A probenecida e a cimetidina tiveram um efeito estatisticamente significativo na eliminação da levofloxacina. A depuração renal da levofloxacina foi reduzida pela cimetidina (24%) e pela probenecida (34%). Isto deve-se ao facto de ambos os medicamentos serem capazes de bloquear a secreção tubular renal da levofloxacina. Contudo, é improvável que nas doses testadas no estudo estas diferenças farmacocinéticas estatisticamente significativas tenham relevância clínica. Deve ter-se especial cuidado quando a levofloxacina é coadministrada com medicamentos que afetam a secreção tubular renal tais como a probenecida e a cimetidina, especialmente em doentes com compromisso da função renal.
8 Outra informação relevante
Estudos de farmacologia clínica têm demonstrado que a farmacocinética da levofloxacina não foi afetada de uma forma clinicamente relevante quando a levofloxacina foi administrada em conjunto com os seguintes medicamentos: carbonato de cálcio, digoxina, glibenclamida, ranitidina.
Efeito da Levofloxacina Kabi noutros medicamentos
Ciclosporina
A semivida da ciclosporina aumentou em 33% quando coadministrada com a levofloxacina.
Antagonistas da vitamina K
Foram relatados, em doentes tratados com levofloxacina em associação com antagonistas da vitamina K (por ex., varfarina), um aumento dos testes de coagulação (TP/INR) e/ou de hemorragia que podem ser graves. Por conseguinte, os testes de coagulação devem ser monitorizados nos doentes em terapêutica com antagonistas da vitamina K (ver secção 4.4).
Medicamentos conhecidos por prolongarem o intervalo QT
A levofloxacina, tal como outras fluoroquinolonas, deve ser usada com precaução em doentes a fazer tratamento com medicamentos conhecidos por prolongarem o intervalo QT (por ex. antiarrítmicos de classe IA e III, antidepressivos tricíclicos, macrólidos, antipsicóticos) (ver secção 4.4 Prolongadores do intervalo QT).
Outra informação relevante
Num estudo de interação farmacocinética, a levofloxacina não afetou a farmacocinética da teofilina (a qual é um substrato para examinar o CYP1A2) indicando que a levofloxacina não é um inibidor do CYP1A2.
4.6. Fertilidade, gravidez e aleitamento
Gravidez Os dados sobre a utilização de levofloxacina em mulheres grávidas são limitados. Os estudos em animais não indicam efeitos nocivos diretos ou indiretos no que se refere à toxicidade reprodutiva (ver secção 5.3). Contudo, na ausência de dados em seres humanos e devido aos dados experimentais sugerirem um risco de lesões causadas pelas fluoroquinolonas nas cartilagens articulares de organismos em crescimento, Levofloxacina Kabi solução para perfusão não deve ser usada em mulheres grávidas (ver secções 4.3 e 5.3).
Amamentação Levofloxacina Kabi está contraindicada em mulheres a amamentar. Não existe informação suficiente sobre a excreção da levofloxacina no leite humano; no entanto outras fluoroquinolonas são excretadas no leite materno. Na ausência de dados em seres humanos e devido aos dados experimentais sugerirem um risco de lesões causadas pelas fluoroquinolonas nas cartilagens articulares de organismos em crescimento, Levofloxacina Kabi solução para perfusão não deve ser usada em mulheres que amamentam (ver secções
4.3. e 5.3).
Fertilidade Levofloxacina não provocou diminuição da fertilidade ou no desempenho reprodutivo em ratos.
4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas
9 Alguns efeitos indesejáveis (por exemplo, tonturas/vertigens, sonolência, distúrbios visuais) podem afetar a capacidade do doente para se concentrar e reagir, podendo, deste modo, constituir um risco nas situações em que estas capacidades são de importância especial (por exemplo, conduzir um carro ou utilizar máquinas).
4.8. Efeitos indesejáveis
A informação seguinte baseia-se em dados de estudos clínicos em mais de 8300 doentes e em larga experiência pós-comercialização.
As frequências da tabela abaixo são definidas segundo a seguinte convenção: muito frequentes ( 1/10), frequentes ( 1/100, <1/10), pouco frequentes ( 1/1000, < 1/100), raros ( 1/10 000, < 1/1000), muito raros (< 1/10 000), desconhecida (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis). Dentro de cada grupo de frequência, os efeitos indesejáveis apresentam-se por ordem decrescente de gravidade.
Classe de Frequentes Pouco Raros (≥1/10 000 a Desconhecida (a sistemas de (≥1/100 a <1/10) frequentes <1/1000) frequência não pode ser órgãos (≥1/1000 a calculada a partir dos <1/100) dados disponíveis) Infeções e Infeções infestações fúngicas incluindo infeção por Candida Resistência patogénica Doenças do sangue Leucopenia Trombocitopenia Insuficiência da medula e do sistema Eosinofilia Neutropenia óssea incluindo anemia linfático aplástica, pancitopenia, agranulocitose, anemia hemolítica Doenças do Angioedema Choque anafiláticoa sistema imunitário Hipersensibilidade Choque anafilatoide a (ver (ver secção 4.4) secção 4.4) Doenças Síndrome de secreção endócrinas inapropriada da hormona antidiurética (SIADH) Doenças do Anorexia Hipoglicemia Hiperglicemia (ver secção metabolismo e da particularmente em 4.4) nutrição doentes diabéticos, coma hipoglicémico (ver secção 4.4)
10 Perturbações do Insónia Ansiedade Reações psicóticas Distúrbios psicóticos com foro psiquiátrico* Estado (como por ex. comportamento confusional alucinação, paranoia) autodestrutivo incluindo Nervosismo Depressão pensamentos suicidas ou Agitação tentativa de suicídio (ver Sonhos anormais, secção 4.4) Delírio. Mania Doenças do Cefaleias Sonolência Convulsão (ver Neuropatia periférica sistema nervoso* Tonturas Tremor secções 4.3 e 4.4) sensorial (ver secção 4.4) Disgeusia Parestesia; Neuropatia periférica Diminuição da sensorial motora (ver memória secção 4.4) Parosmia incluindo anosmia Discinesia Perturbações extrapiramidais Ageusia Síncope Hipertensão intracraniana benigna Mioclonia Afeções oculares* Perturbações visuais Perda de visão transitória tais como visão turva (ver secção 4.4) (ver secção 4.4) Afeções do ouvido Vertigens Zumbidos Perda auditiva, e do labirinto* compromisso da audição Cardiopatias** Taquicardia, Taquicardia ventricular, Palpitação que pode resultar em paragem cardíaca Arritmia ventricular e torsade de pointes (notificado predominantemente em doentes com fatores de risco de prolongamento do intervalo QT), eletrocardiograma com intervalo QT prolongado (ver secções 4.4 e 4.9) Vasculopatias** Apenas se aplica à Hipotensão forma IV: Flebite Doenças Dispneia Broncospasmo respiratórias, Pneumonia alérgica torácicas e do mediastino
11 Doenças Diarreia Dor Diarreia – hemorrágica gastrointestinais Vómitos abdominal que em casos muito raros Náuseas Dispepsia pode ser indicativa de Flatulência enterocolite, incluindo Obstipação colite pseudomembranosa (ver secção 4.4) Pancreatite (ver secção 4.4) Afeções Aumento das Aumento da Icterícia e lesão hepática hepatobiliares enzimas hepáticas bilirrubina grave, incluindo casos (ALT/AST, sérica fatais com insuficiência fosfatase alcalina, hepática aguda, GGT) principalmente em doentes com doenças subjacentes graves (ver secção 4.4) Hepatite Afeções dos Erupção Reação Necrólise epidérmica tecidos cutâneos e Prurido medicamentosa com tóxica subcutâneos b Urticária eosinofilia e sintomas Síndrome Stevens- Hiperhidrose sistémicos (DRESS) Johnson (ver secção 4.4), Eritema multiforme Erupção Reação de medicamentosa fixa fotossensibilidade (ver secção 4.4) Vasculite leucocitoclástica Estomatite Hiperpigmentação cutânea Afeções Artralgia Perturbações dos Rabdomiólise musculosqueléticas Mialgia tendões (ver secções Rutura de tendões (por e dos tecidos 4.3 e 4.4), incluindo ex. tendão de Aquiles) conjuntivos* tendinite (tendão de (ver secções 4.3 e 4.4) Aquiles, por exemplo) Rutura de ligamentos Fraqueza muscular, Rutura muscular que pode ser de maior Artrite importância em doentes com miastenia gravis (ver secção 4.4) Doenças renais e Aumento da Insuficiência renal urinárias creatinina aguda (por exemplo, sérica devido a nefrite intersticial) Perturbações Apenas se aplica à Astenia Pirexia Dor (incluindo dor nas gerais e alterações forma IV: costas, tórax e no local de Reação no local extremidades) administração* de perfusão (dor, vermelhidão)
12 a Reações anafiláticas e anafilatoides que poderão ocorrer mesmo após a primeira dose. b Reações mucocutâneas que podem, por vezes, ocorrer mesmo após a primeira dose. *Foram notificados casos muito raros de reações adversas medicamentosas graves, prolongadas (que persistem meses ou anos), incapacitantes e potencialmente irreversíveis, que afetam várias, por vezes múltiplas, classes de sistemas de órgãos e sentidos (incluindo reações como tendinite, rutura de tendão, artralgia, dor nas extremidades, perturbações da marcha, neuropatias associadas a parestesia e a nevralgia, fadiga, sintomas psiquiátricos (incluindo distúrbios do sono, ansiedade, ataques de pânico, depressão e ideação suicida), diminuição da memória e da concentração, e diminuição da audição, visão, paladar e olfato), em associação com o uso de quinolonas e fluoroquinolonas, em alguns casos independentemente de fatores de risco preexistentes (ver secção 4.4). ** Foram notificados casos de aneurisma e dissecção da aorta, por vezes complicados por rutura (incluindo casos fatais), e de regurgitação/insuficiência de qualquer uma das válvulas cardíacas em doentes que receberam fluoroquinolonas (ver secção 4.4).
Outros efeitos indesejáveis que foram associados à administração de fluoroquinolonas incluem: • ataques de porfíria em doentes com porfíria.
Notificação de suspeitas de reações adversas A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.
Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel.: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) e-mail: [email protected]
4.9. Sobredosagem
De acordo com estudos de toxicidade em animais ou estudos de farmacologia clínica realizados com doses supraterapêuticas, os sinais mais importantes que podem ser esperados após sobredosagem aguda com Levofloxacina Kabi solução para perfusão são sintomas do sistema nervoso central tais como confusão, tonturas, perturbações da consciência e convulsões, aumento do intervalo QT.
Na experiência de pós-comercialização foram observados os efeitos do Sistema Nervoso Central (SNC) que incluem um estado de confusão, convulsões, mioclonia, alucinação e tremores.
No caso de sobredosagem, deve ser implementado tratamento sintomático. Deve monitorizar-se o ECG devido à possibilidade do prolongamento do intervalo QT. A hemodiálise, incluindo diálise peritoneal e DPAC não são eficazes a remover a levofloxacina do organismo. Não existe antídoto específico.
5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS
5.1. Propriedades farmacodinâmicas
13 Classificação farmacoterapêutica: 1.1.10 Quinolonas Código ATC: J01MA12
Levofloxacina é um agente antibacteriano sintético da classe das fluoroquinolonas e é o enantiómero S (-) da substância ativa racémica ofloxacina.
Mecanismo de ação
Como agente antibacteriano da classe das fluoroquinolonas, a levofloxacina atua no complexo DNA girasee na topoisomerase IV.
Relação PK/PD
O grau de atividade bactericida da levofloxacina depende da razão entre a concentração máxima sérica (Cmáx) ou da área sob a curva (AUC) e a concentração mínima inibitória (CMI).
Mecanismo de resistência
A resistência à levofloxacina é adquirida através de um processo de etapas por mutações no local-alvo em ambas as topoisomerases do tipo II, DNA girase e topoisomerase IV. Outros mecanismos de resistência tais como barreiras de permeabilidade (comum na Pseudomonas aeruginosa) e mecanismos de efluxo também podem afetar a sensibilidade à levofloxacina.
É observada resistência cruzada entre a levofloxacina e outras fluoroquinolonas. Devido ao mecanismo de ação, normalmente não existe resistência cruzada entre a levofloxacina e outras classes de agentes antibacterianos.
Limites de suscetibilidade
Os limites de CMI recomendados pelo EUCAST (European Committee on Antimicrobial Susceptibility Testing) para a levofloxacina, separando os organismos sensíveis dos com sensibilidade intermédia e os organismos com sensibilidade intermédia dos organismos resistentes, estão apresentados na tabela seguinte para os testes CMI (mg/l):
Limites de CMI clínicos do EUCAST para levofloxacina (versão 10.0, 2020-01-01):
Agente patogénico Sensível Resistente Enterobacteriales ≤0,5 mg/l >1 mg/l Pseudomonas spp. ≤0,001 mg/l >1 mg/l Acinetobacter spp. ≤0,5 mg/l >1 mg/l Staphylococcus spp. S.aureus ≤0,001 mg/l >1 mg/l Estafilococos coagulase-negativos ≤0,001 mg/l >1 mg/l S.pneumoniae ≤0,001 mg/l >2 mg/l Streptococcus A,B,C,G ≤0,001 mg/l >2 mg/l H.influenzae ≤0,06 mg/l >0,06 mg/l M.catarrhalis ≤0,125 mg/l >0,125 mg/l H.pylori ≤1 mg/l >1 mg/l A.sanguinicola e urinae1 (apenas ITU ≤2 mg/l >2 mg/l não-complicadas) K.kingae ≤0,125 mg/l >0,125 mg/l
14 Limites para espécies não comuns ≤0,5 mg/l >1 mg/l
1. A sensibilidade pode ser inferida a partir da sensibilidade à ciprofloxacina.
A prevalência da resistência pode variar geograficamente e com o tempo para espécies selecionadas e assim é desejável informação local sobre a resistência, particularmente quando se tratam infeções graves. Sempre que necessário deverá procurar-se aconselhamento especializado quando a prevalência local de resistência é tal que a utilidade do agente em pelo menos alguns tipos de infeções é questionável.
Espécies frequentemente sensíveis
Bactérias aeróbias Gram-positivo Bacillus anthracis Staphylococcus aureus sensíveis à meticilina Staphylococcus saprophyticus Streptococci, grupo C eG Streptococcus agalactiae Streptococcus pneumoniae Streptococcus pyogenes
Bactérias aeróbias Gram-negativo Eikenella corrodens Haemophilus influenzae Haemophilus para-influenzae Klebsiella oxytoca Moraxella catarrhalis Pasteurella multocida Proteus vulgaris Providencia rettgeri
Bactérias anaeróbias Peptostreptococcus
Outras Chlamydophila pneumoniae Chlamydophila psittaci Chlamydia trachomatis
Legionella pneumophila
Mycoplasma pneumoniae Mycoplasma hominis Ureaplasma urealyticum
Espécies para as quais a resistência adquirida pode ser um problema
Bactérias aeróbias Gram-positivo Enterococcus faecalis Staphylococcus aureus resistentes à meticilina# Staphylococcus spp coagulase negativa
15 Bactérias aeróbias Gram-negativo Acinetobacter baumannii Citrobacter freundii Enterobacter aerogenes Enterobacter agglomerans Enterobacter cloacae Escherichia coli Klebsiella pneumoniae Morganella morganii Proteus mirabilis Providencia stuartii Pseudomonas aeruginosa Serratia marcescens
Bactérias Anaeróbias Bacteroides fragilis
Estirpes inerentemente resistentes
Bactérias aeróbias Gram-positivo Enterococcus faecium # S. aureus resistente à meticilina muito provavelmente poderá apresentar corresistência às fluoroquinolonas, incluindo à levofloxacina.
5.2. Propriedades farmacocinéticas
Absorção
A levofloxacina administrada oralmente é rápida e quase completamente absorvida, alcançando-se concentrações plasmáticas máximas dentro de 1-2 h. A biodisponibilidade absoluta é de 99-100%.
Os alimentos têm pouco efeito sobre a absorção da levofloxacina.
São atingidos estados de equilíbrio em 48 horas após um regime de dosagem de 500 mg, uma ou duas vezes por dia.
Distribuição
Aproximadamente 30 a 40% da levofloxacina liga-se às proteínas séricas.
O volume de distribuição médio de levofloxacina é de aproximadamente 100 l após doses únicas e repetidas de 500 mg, o que indica a distribuição generalizada nos tecidos do corpo.
Penetração nos tecidos e fluidos corporais
Levofloxacina demonstrou penetrar na mucosa brônquica, fluido de revestimento epitelial, macrófagos alveolares, tecido do pulmão, pele (fluido das bolhas), tecido prostático e na urina. No entanto, a levofloxacina tem fraca penetração no líquido cefalorraquidiano.
Biotransformação
16 A metabolização da levofloxacina é pouco extensa, sendo os metabolitos a levofloxacina desmetilada e a levofloxacina N-óxido. Estes metabolitos representam < 5% da dose excretada na urina. A levofloxacina é estereoquimicamente estável e não sofre inversão quiral.
Eliminação
Após administração oral e intravenosa, a levofloxacina é eliminada do plasma de forma relativamente lenta (t1/2: 6 - 8h). A excreção é predominantemente por via renal (> 85% da dose administrada).
A depuração corporal total aparente média de levofloxacina, após uma dose única de 500 mg foi de 175 +/- 29,2 ml/min. Não há diferenças importantes na farmacocinética da levofloxacina após administração intravenosa e oral, o que sugere que as vias oral e intravenosa são intermutáveis.
Linearidade
A levofloxacina obedece a uma farmacocinética linear num intervalo de 50 a 1000 mg.
Populações especiais
Indivíduos com insuficiência renal
A farmacocinética da levofloxacina é afetada pela insuficiência renal. Com a diminuição da função renal, a eliminação e a depuração renais estão diminuídas e as semividas de eliminação aumentadas, como se mostra na tabela abaixo:
Farmacocinética em insuficiência renal a seguir a uma dose oral única de 500 mg
Clcr [ml/min] < 20 20 - 49 50 - 80 ClR [ml/min] 13 26 57 t1/2 [h] 35 27 9
Indivíduos idosos
Não há diferenças significativas na cinética da levofloxacina entre indivíduos jovens e idosos, exceto nos que estiverem associados a diferenças na depuração da creatinina.
Diferença entre géneros
Análises separadas para indivíduos do sexo masculino ou feminino mostraram diferenças pequenas ou marginais na farmacocinética da levofloxacina. Não existe evidência de que estas diferenças entre género tenham qualquer significado clínico.
5.3. Dados de segurança pré-clínica
Os dados não clínicos não revelam riscos especiais para o ser humano, segundo estudos convencionais de toxicidade de dose única, toxicidade de dose repetida, potencial carcinogénico e toxicidade reprodutiva e de desenvolvimento.
A levofloxacina não causou diminuição da fertilidade ou desempenho reprodutivo em ratos e o único efeito nos fetos foi a maturação adiada, como resultado de toxicidade materna.
17 A levofloxacina não induziu mutações genéticas em células bacterianas ou de mamíferos, mas induziu aberrações cromossómicas em células de pulmão de hamster chinês in vitro. Estes efeitos podem ser atribuídos à inibição da topoisomerase II. Os testes in vivo (micronúcleos, troca de cromatídeos irmãos, DNA - síntese não programada, ensaios de letalidade dominante) não demostraram qualquer potencial genotóxico. Estudos em ratos revelaram que a levofloxacina tem atividade fototóxica apenas com doses muito elevadas. A levofloxacina não revelou qualquer potencial genotóxico no ensaio de fotomutagenicidade e reduziu o desenvolvimento de tumores num estudo de fotocarcinogenicidade.
Em comum com outras fluoroquinolonas, a levofloxacina mostrou efeitos na cartilagem (vesículas e cavidades) em ratos e cães. Estes resultados foram mais marcados em animais jovens.
6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS
6.1. Lista dos excipientes
Cloreto de sódio; Hidróxido de sódio (para ajuste de pH); Ácido clorídrico (para ajuste de pH); Água para preparações injetáveis.
6.2. Incompatibilidades
A solução para perfusão de Levofloxacina Kabi não deve ser misturada com heparina ou soluções alcalinas (por ex., bicarbonato de sódio). Este medicamento não deve ser misturado com outros medicamentos, exceto os mencionados na secção 6.6.
6.3. Prazo de validade
Solução para perfusão embalada para venda:
Frascos KabiPac de polietileno de 50 ml e 100 ml: 3 anos Sacos freeflex® de 50 ml: 18 meses Sacos freeflex® de 100 ml: 2 anos
Solução diluída: Não é necessária a diluição prévia para administração. Para o produto diluído foi demonstrada a estabilidade química e física durante a utilização durante 3 horas a 25°C.
Após a primeira abertura: Do ponto de vista microbiológico, o medicamento deve ser utilizado imediatamente (dentro de 3 horas). Se não for utilizado imediatamente (dentro de 3 horas), os tempos de conservação em utilização e as condições antes da utilização são da responsabilidade do utilizador, a menos que a reconstituição/diluição tenha lugar em condições de assepsia controladas e validadas.
Não é necessário proteger da luz durante a perfusão.
6.4. Precauções especiais de conservação
Frascos KabiPac de polietileno: Manter o frasco dentro da embalagem exterior para proteger da luz.
18 Não refrigerar ou congelar.
Sacos freeflex®: Não conservar acima de 25ºC. Manter o saco dentro da embalagem exterior para proteger da luz. Não refrigerar ou congelar.
Para as condições de conservação do medicamento diluído, ver secção 6.3.
6.5. Natureza e conteúdo do recipiente
50 ml de solução em frascos de 100 ml: Frasco de 100 ml de polietileno de baixa densidade (KabiPac), selado com tampa contendo disco de borracha. As embalagens contêm: 1, 10, 20 e 25 frascos 50 ml de solução em sacos de 100 ml: sistema de sacos freeflex de poliolefina de 100 ml. Tamanho da embalagem: 10 e 20 sacos.
100 ml de solução em frascos de 100 ml: Frasco de 100 ml de polietileno de baixa densidade (KabiPac), selado com tampa contendo disco de borracha. As embalagens contêm: 1, 10, 20 e 25 frascos 100 ml de solução em sacos de 100 ml: sistema de sacos freeflex de poliolefina de 100 ml. Tamanho da embalagem: 10 e 20 sacos.
É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.
6.6. Precauções especiais de eliminação e manuseamento
Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.
Mistura com outras soluções para perfusão: Levofloxacina Kabi solução para perfusão é compatível com as seguintes soluções para perfusão: - Glucose a 50 mg/ml (5%); - Glucose em solução de Ringer a 25 mg/ml (2,5%); - Solução de cloreto de sódio a 9 mg/ml (a 0,9%); - Soluções de aminoácidos.
Ver secção 6.2 para incompatibilidades.
7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
FRESENIUS KABI PHARMA PORTUGAL, Lda. Zona Industrial do Lagedo 3465-157 Santiago de Besteiros Portugal
8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
5186150 1 Frasco de LDPE x 50ml 5421417 10 Frascos de LDPE x 50 ml 5757679 20 Frascos de LDPE x 50 ml 5186168 25 Frasco de LDPE x 50ml
19 5186176 1 Frasco de LDPE x 100ml 5421425 10 Frascos de LDPE x 100 ml 5757703 20 Frascos de LDPE x 100 ml 5186200 25 Frasco de LDPE x 100ml 5407671 10 Sacos de poliolefina x 50 ml 5407705 20 Sacos de poliolefina x 50 ml 5407713 10 Sacos de poliolefina x 100 ml 5407721 20 Sacos de poliolefina x 100 ml
9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE
INTRODUÇÃO NO MERCADO
Data da primeira autorização: 24/03/2009
10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO
20
