Lercanidipina Generis MG
APROVADO EM 30-06-2023 INFARMED Folheto informativo: Informação para o utilizador Lercanidipina Generis 10 mg comprimidos revestidos por película Lercanidipina Generis 20 mg comprimidos revestidos por película cloridrato de lercanidipina Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois contém informação importante para si. – Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente. – Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico. – Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença. – Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4. O que contém este folheto:
1. O que é Lercanidipina Generis e para que é utilizado
2. O que precisa de saber antes de tomar Lercanidipina Generis
3. Como tomar Lercanidipina Generis
4. Efeitos indesejáveis possíveis
5. Como conservar Lercanidipina Generis
6. Conteúdo da embalagem e outras informações
1. O que é o Lercanidipina Generis e para que é utilizado
Lercanidipina Generis, cloridrato de lercanidipina, pertence a um grupo de medicamentos designados por Bloqueadores dos Canais do Cálcio (derivados di- hidropiridínicos) que baixam a pressão arterial. Lercanidipina Generis é utilizado para o tratamento da pressão arterial elevada também conhecida como hipertensão, em adultos com mais de 18 anos (não é recomendado em crianças com menos de 18 anos).
2. O que precisa de saber antes de tomar Lercanidipina Generis
Não tome Lercanidipina Generis: – Se tem alergia ao cloridrato de lercanidipina ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6). – Se sofre de determinadas doenças cardíacas: – Obstrução ao fluxo de sangue a partir do coração; – Insuficiência cardíaca não controlada; – Angina instável (desconforto no peito que ocorre em repouso ou progressivamente crescente). – Se tiver tido um ataque cardíaco no último mês. – Se sofrer de doença hepática grave. – Se sofrer de doença renal grave ou se estiver a fazer diálise. – Se estiver a tomar medicamentos que são inibidores do metabolismo hepático, tais como: APROVADO EM 30-06-2023 INFARMED – Medicamentos antifúngicos (como o cetoconazol ou itraconazol); – Antibióticos macrólidos (como eritromicina, troleandomicina ou claritromicina); – Antivirais (como o ritonavir). – Se estiver a tomar outro medicamento chamado ciclosporina (utilizado após transplante para prevenir a rejeição de órgãos). – Com toranja ou sumo de toranja.
Advertências e precauções
Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Lercanidipina Generis: – Se tiver um problema cardíaco; – Se tiver problemas de fígado ou rins. Deve informar o seu médico se pensa estar (ou possa vir a estar) grávida ou a amamentar (ver secção gravidez, amamentação e fertilidade). Crianças e adolescentes A segurança e eficácia de Lercanidipina Generis em crianças com idade até 18 anos não foram estabelecidas. Outros medicamentos e Lercanidipina Generis Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, ou tiver tomado recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos. Isto porque quando o Lercanidipina Generis é tomado com outros medicamentos, o efeito de Lercanidipina Generis ou do outro medicamento pode ser alterado, ou certos efeitos indesejáveis podem ocorrer mais frequentemente (ver também secção 2 ''Não tome Lercanidipina Generis''). Particularmente informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar algum dos seguintes medicamentos: – fenitoína, fenobarbital ou carbamazepina (medicamentos para a epilepsia), – rifampicina (um medicamento para tratar a tuberculose), – astemizol ou terfenadina (medicamentos para alergias), – amiodarona, quinidina ou sotalol (medicamentos para tratar o batimento cardíaco rápido), – midazolam (um medicamento que o ajuda a dormir), – digoxina (um medicamento para tratar um problema de coração), – beta-bloqueadores, p. ex. metoprolol (um medicamento para tratar a tensão arterial alta, insuficiência cardíaca e alterações do ritmo cardíaco), – cimetidina (mais de 800 mg, um medicamento para úlceras, indigestão ou azia), – sinvastatina (um medicamento para baixar o colesterol no sangue), – outros medicamentos para tratar a tensão arterial elevada. Lercanidipina Generis com alimentos, bebidas e álcool – Uma refeição rica em gorduras aumenta significativamente os níveis sanguíneos do medicamento (ver secção 3). – O álcool pode aumentar o efeito de Lercanidipina Generis. Não consuma álcool durante o tratamento com Lercanidipina Generis. – Lercanidipina Generis não deve ser tomado com toranja ou sumo de toranja (pode aumentar seu efeito hipotensivo). Ver secção 2 – ''Não tome Lercanidipina Generis". Gravidez, amamentação e fertilidade APROVADO EM 30-06-2023 INFARMED Lercanidipina Generis não está recomendado se estiver grávida e não deve ser utilizado durante a amamentação. Não existem dados sobre a utilização de Lercanidipina Generis em mulheres grávidas ou a amamentar. Se está grávida ou a amamentar, se não estiver a utilizar qualquer método contracetivo, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento. Condução de veículos e utilização de máquinas Se desenvolver tonturas, fraqueza ou sonolência com este medicamento não conduza ou utilize máquinas. Lercanidipina Generis contém sódio Este medicamento contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por unidade de dose, ou seja, é praticamente “isento de sódio”.
3. Como tomar Lercanidipina Generis
Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas. Adultos: a dose recomendada é um comprimido de Lercanidipina Generis de 10 mg uma vez por dia e à mesma hora do dia, de preferência de manhã, pelo menos 15 minutos antes do pequeno-almoço. Se necessário, o seu médico poderá aumentar- lhe a dose para um comprimido de Lercanidipina Generis 20 mg por dia, se necessário (ver secção 2 '' Lercanidipina Generis com alimentos, bebidas e álcool''). De preferência deverá engolir os comprimidos inteiros com um pouco de água. Utilização em crianças: este medicamento não deve ser utilizado em crianças com menos de 18 anos de idade. Doentes idosos: não é necessário qualquer ajuste da dose diária. No entanto, deve ter-se especial precaução no início do tratamento. Doentes com problemas no fígado ou rins: é necessário ter especial cuidado no início do tratamento nestes doentes e um aumento da dose diária para 20 mg deve ser abordada com precaução. Se tomar mais Lercanidipina Generis do que deveria Não exceda a dose prescrita. Se tiver tomado mais do que a dose prescrita, fale com o seu médico ou dirija-se imediatamente ao hospital. Leve a embalagem do medicamento consigo. Tomar mais do que a dose recomendada pode causar uma queda excessiva na pressão sanguínea e o seu coração pode bater de forma irregular ou mais rápido. Caso se tenha esquecido de tomar Lercanidipina Generis Se se esqueceu de tomar o comprimido, salte essa dose e continue como prescrito. Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar. Se parar de tomar Lercanidipina Generis APROVADO EM 30-06-2023 INFARMED Se parar de tomar Lercanidipina Generis, a sua pressão arterial pode aumentar novamente. Consulte, por favor, o seu médico antes de parar o tratamento. Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.
4. Efeitos indesejáveis possíveis
Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se manifestem em todas as pessoas. Os efeitos indesejáveis seguintes podem acontecer com este medicamento: Alguns efeitos indesejáveis podem ser graves. Se algum destes efeitos indesejáveis ocorrer informe imediatamente o seu médico: Raros (podem afetar até 1 em 1.000 pessoas): angina de peito (aperto no peito devido à falta de sangue no seu coração) reações alérgicas (sintomas incluem comichão, erupção cutânea, urticária), desmaio. Doentes com angina de peito pré-existente, podem experienciar frequência, duração ou gravidade aumentada destas crises com o grupo de medicamentos ao qual Lercanidipina Generis pertence. Podem ser observados casos isolados de ataque cardíaco. Outros efeitos indesejáveis possíveis: Frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas): dor de cabeça, batimento cardíaco rápido, sensação de batimento cardíaco rápido ou irregular, (palpitações), súbito rubor da face, pescoço ou peito (rubor), inchaço dos tornozelos. Pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas): tonturas, queda da tensão arterial, azia, náusea, dor de estômago, erupção cutânea, dor muscular, urinar em grande quantidade, sentir-se fraco ou cansado. Raros (podem afetar até 1 em 1.000 pessoas): sonolência, vómitos, diarreia, urticária, aumento do número de vezes em que urina, dor no peito. Desconhecido (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis): gengivas inchadas, alterações no funcionamento do fígado (detetadas por testes sanguíneos), fluido turvo (ao realizar diálise através de um tubo no seu abdómen), inchaço da sua face, lábio, língua ou garganta que podem causar dificuldade em respirar ou engolir. Comunicação de efeitos indesejáveis Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente ao INFARMED, I.P, através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos secundários, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento. Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram APROVADO EM 30-06-2023 INFARMED (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa, Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) e-mail: [email protected]
5. Como conservar Lercanidipina Generis
Não conservar acima de 30ºC. Conservar na embalagem de origem para proteger da luz. Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças. Não utilize Lercanidipina Generis após o prazo de validade impresso na embalagem exterior e no blister após EXP. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado. Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.
6. Conteúdo da embalagem e outras informações
Qual a composição de Lercanidipina Generis – A substância ativa é cloridrato de lercanidipina. Cada comprimido revestido contém 10 mg de cloridrato de lercanidipina (equivalente a 9,4 mg de lecarnidipina) ou 20 mg de cloridrato de lercanidipina (equivalente a 18,9 mg de lercanidipina). – Os outros componentes são: Os outros componentes de Lercanidipina Generis 10 mg são: celulose microcristalina (pH 113), amido de milho, carboximetilamido sódico (tipo A), sílica coloidal anidra, poloxamero 188, macrogol 6000 e fumarato sódico de estearilo, hipromelose 6 cps, macrogol 6000, óxido de ferro amarelo (E172) e dióxido de titânio (E171). Os outros componentes de Lercanidipina Generis 20 mg são: celulose microcristalina (pH 112 e pH113), amido de milho, carboximetilamido sódico (tipo A), sílica coloidal anidra, povidona K 30 e fumarato sódico de estearilo, hipromelose 6 cps, macrogol 6000, óxido de ferro vermelho (E172) e dióxido de titânio (E171). Qual o aspeto de Lercanidipina Generis e conteúdo da embalagem Lercanidipina Generis apresenta-se na forma de comprimidos revestidos por película estando disponível em embalagens de 14, 20, 28, 56 ou 60 comprimidos. É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante APROVADO EM 30-06-2023 INFARMED Generis Farmacêutica, S.A. Rua João de Deus, 19 2700 – 487 Amadora Portugal Este folheto foi revisto pela última vez em
⚕Para profissionais — Resumo das Características do Medicamento (RCM)Ficha técnica completa: posologia, interações, contraindicações, advertências+
30-06-2023
1. NOME DO MEDICAMENTO
Lercanidipina Generis 10 mg comprimidos revestidos por película Lercanidipina Generis 20 mg comprimidos revestidos por película
2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA
Cada comprimido revestido por película contém 10 mg de cloridrato de lercanidipina, (equivalente a 9,4 mg de lercanidipina). Excipiente(s) de efeito conhecido: Sódio – 0,65 mg a 0,93 mg (sob a forma de carboximetilamido sódico (tipo A) e estearil fumarato de sódio). Cada comprimido revestido por película contém, 20 mg de cloridrato de Lercanidipina (equivalente a 18,8 mg de lercanidipina). Excipiente(s) de efeito conhecido: Sódio – 1,02 mg a 1,44 mg (sob a forma de carboximetilamido sódico (tipo A) e estearil fumarato de sódio). Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.
3. FORMA FARMACÊUTICA
Comprimidos revestidos por película.
4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS
4.1. Indicações terapêuticas
Lercanidipina Generis está indicado em adultos para o tratamento da hipertensão essencial ligeira a moderada.
4.2. Posologia e modo de administração
Posologia A dose recomendada é 10 mg por via oral uma vez por dia, pelo menos 15 minutos antes da refeição; a dose pode ser aumentada para 20 mg dependendo da resposta individual do doente. O aumento da dose deve ser gradual, porque podem decorrer cerca de 2 semanas até que seja evidente o efeito anti-hipertensor máximo. 30-06-2023 Alguns indivíduos, cuja hipertensão não é adequadamente controlada apenas com um agente anti-hipertensor, podem beneficiar da adição de Lercanidipina Generis à terapêutica com um fármaco bloqueador dos recetores beta adrenérgicos (atenolol), um diurético (hidroclorotiazida) ou um inibidor da enzima de conversão da angiotensina (captopril ou enalapril). Dado que a curva dose-resposta é pronunciada com um plateau nas doses entre 20- 30 mg, não é provável que a eficácia seja melhorada por doses mais elevadas, enquanto os efeitos indesejáveis podem aumentar. Doentes idosos: embora os dados farmacocinéticos e a experiência clínica sugiram que não é necessário qualquer ajuste da dose diária, deverão tomar-se precauções especiais ao iniciar-se o tratamento em pessoas idosas. População pediátrica: a segurança e eficácia de Lercanidipina Generis em crianças com idade até 18 anos não foram estabelecidas. Não existem dados disponíveis. Doentes com compromisso renal ou hepático: deverão tomar-se precauções especiais quando se inicia o tratamento de doentes com disfunção renal ou hepática ligeira a moderada. Embora o esquema posológico normalmente recomendado possa ser tolerado por estes subgrupos, um aumento da posologia para 20 mg diários deve ser abordado com precaução. O efeito anti-hipertensivo pode ser potenciado em doentes com compromisso hepático, pelo que se deve considerar um ajuste posológico. Lercanidipina Generis está contraindicado em doentes com compromisso hepático grave ou em doentes com compromisso renal grave (TFG < 30 ml/min), incluindo doentes sujeitos a diálise (ver secções 4.3 e 4.4). Modo de administração Para uso oral. Precauções a ter em conta antes de manusear ou administrar o medicamento: - O tratamento deve ser administrado de preferência de manhã, pelo menos 15 minutos antes do pequeno-almoço. - Este medicamento não deve ser administrado com sumo de toranja (ver secção 4.3 e 4.5).
4.3. Contraindicações
- Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1. - Obstrução da ejeção ventricular esquerda. - Insuficiência cardíaca congestiva não tratada. - Angina de peito instável ou enfarte do miocárdio recente (no período de 1 mês). - Compromisso hepático grave. - Compromisso renal grave (TFG <30 ml/min), incluindo doentes sujeitos a hemodiálise. - Coadministração com: Inibidores fortes do CYP3A4 (ver secção 4.5), Ciclosporina (ver secção 4.5), Toranja e sumo de toranja (ver secção 4.5). 30-06-2023
4.4. Advertências e precauções especiais de utilização
Síndrome do nódulo sinusal A lercanidipina deve ser administrada com precaução em doentes com síndrome do nódulo sinusal (sem um pacemaker). Disfunção ventricular esquerda Embora os estudos hemodinâmicos controlados não tenham revelado qualquer perturbação da função ventricular, são necessárias precauções em doentes com disfunção ventricular esquerda. Doença cardíaca isquémica Foi sugerido que algumas di-hidropiridinas de ação curta podem estar associadas a um risco cardiovascular aumentado em doentes com doença cardíaca isquémica. Embora a lercanidipina tenha uma ação prolongada, são necessárias precauções neste tipo de doentes. Raramente, algumas di-hidropiridinas podem originar uma dor pré-cordial ou angina de peito. Os doentes com angina de peito preexistente podem, muito raramente, sentir um aumento da frequência, duração ou gravidade destas crises. Podem ser observados casos isolados de enfartes do miocárdio (ver secção 4.8). Utilização no compromisso renal ou hepático Deverão tomar-se precauções especiais quando se inicia o tratamento em doentes com compromisso renal ligeiro a moderado. Embora o esquema posológico normal recomendado de 10 mg uma vez por dia possa ser tolerado, um aumento para 20 mg diários deve ser abordado com precaução. O efeito anti-hipertensivo pode ser potenciado em doentes com compromisso hepático moderado, pelo que se deve considerar um ajuste posológico. A lercanidipina está contraindicada em doentes com compromisso hepático ou renal grave (TFG < 30 ml/min), incluindo doentes sujeitos a hemodiálise (ver secção 4.2 e secção 4.3). Diálise Peritoneal A lercanidipina foi associada com o desenvolvimento de fluido peritoneal turvo em doentes sujeitos a diálise peritoneal. A turbidez é devida a uma concentração aumentada de triglicéridos no fluido peritoneal. Embora o mecanismo seja desconhecido, a turbidez tem tendência a resolver-se rapidamente após a descontinuação da lercanidipina. Esta é uma associação importante a reconhecer, pois o fluido peritoneal turvo pode ser confundido com peritonite infeciosa com hospitalização consequente desnecessária e administração empírica de antibióticos. Indutores do CYP3A4 Os indutores do CYP3A4, tais como anticonvulsivantes (p. ex.: fenitoína, carbamazepina) e a rifampicina podem reduzir os níveis plasmáticos de lercanidipina e, por isso, a eficácia da lercanidipina pode ser menor do que a esperada (ver secção 4.5). Álcool Deverão evitar-se bebidas alcoólicas, porque podem potenciar o efeito vasodilatador dos fármacos anti-hipertensores (ver secção 4.5). 30-06-2023 População pediátrica A segurança e eficácia de lercanidipina não foram demonstradas em crianças. Excipientes Lercanidipina Generis contém sódio Este medicamento contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por unidade de dose, ou seja, é praticamente “isento de sódio”.
4.5. Interações medicamentosas e outras formas de interação
Uso concomitante contraindicado Inibidores do CYP3A4 A lercanidipina é conhecida como sendo metabolizada pela enzima CYP3A4 e, por isso, os inibidores do CYP3A4 administrados concomitantemente podem interagir com o metabolismo e eliminação da lercanidipina. Um estudo de interação com um inibidor forte do CYP3A4, cetoconazol, mostrou um aumento considerável nos níveis plasmáticos de lercanidipina (um aumento de 15 vezes na AUC e um aumento de 8 vezes na Cmax para o eutómero S-lercanidipina). Deve evitar-se a coprescrição de lercanidipina com inibidores do CYP3A4 (p. ex.: cetoconazol, itraconazol, ritonavir, eritromicina, troleandomicina, claritromicina) (ver secção 4.3). Ciclosporina Foram observados aumentos dos níveis plasmáticos da lercanidipina e ciclosporina após administração concomitante. Um estudo com voluntários jovens e saudáveis mostrou que, quando a ciclosporina foi administrada 3 horas após a toma de lercanidipina, os níveis plasmáticos de lercanidipina não sofreram alteração, enquanto a AUC da ciclosporina aumentou 27%. Contudo, a coadministração de lercanidipina com ciclosporina provocou um aumento de 3 vezes nos níveis plasmáticos de lercanidipina e um aumento de 21% na AUC da ciclosporina. A ciclosporina e a lercanidipina não devem ser administradas conjuntamente (ver secção 4.3). Toranja e sumo de toranja Tal como outras di-hidropiridinas, a lercanidipina é sensível à inibição do metabolismo pelo sumo de toranja, com uma subida consequente da sua disponibilidade sistémica e aumento do efeito hipotensivo. A lercanidipina não deve ser administrada com toranja e sumo de toranja (ver secção 4.3). Uso concomitante não recomendado Indutores do CYP3A4 A coadministração de lercanidipina com indutores do CYP3A4, tais como anticonvulsivantes (p. ex.: fenitoína, fenobarbital, carbamazepina) e rifampicina deve ser abordada com precaução, dado que o efeito anti-hipertensivo pode ser diminuído, devendo-se monitorizar a pressão arterial mais frequentemente do que o habitual (ver secção 4.4). Álcool 30-06-2023 Deverão evitar-se bebidas alcoólicas porque podem potenciar o efeito vasodilatador dos fármacos anti-hipertensores (ver secção 4.4). Precauções que incluem ajuste de dose Substratos do CYP3A4 Devem tomar-se cuidados particulares quando Lercanidipina Generis for prescrito concomitantemente com outros substratos do CYP3A4, como terfenadina, astemizol, fármacos antiarrítmicos da classe III, tais como a amiodarona, quinidina, sotalol. Midazolam Quando administrada concomitantemente com midazolam a voluntários idosos, numa dose de 20 mg por via oral, a absorção da lercanidipina foi aumentada (em aproximadamente 40%) e a taxa de absorção diminuída (tmax foi retardada de 1,75 para 3 horas). As concentrações de midazolam não sofreram modificações. Metoprolol Quando a lercanidipina foi coadministrada com metoprolol, um beta-bloqueador eliminado principalmente pelo fígado, a biodisponibilidade do metoprolol não foi alterada, enquanto a da lercanidipina foi reduzida em 50%. Este efeito pode dever- se à redução no fluxo sanguíneo hepático causada pelos beta-bloqueadores e pode, consequentemente, ocorrer com outros fármacos da mesma classe. Desta forma, a lercanidipina pode ser administrada com segurança conjuntamente com fármacos bloqueadores dos recetores β-adrenérgicos, mas poderá ser necessário um ajuste da dose. Digoxina A coadministração de 20 mg de lercanidipina em doentes submetidos a tratamento crónico com ˟-metildigoxina não revelou qualquer evidência de interação farmacocinética. Porém, um aumento médio de 33% na Cmax da digoxina foi observado, enquanto a AUC e a depuração renal não foram significativamente modificadas. Doentes submetidos a tratamento concomitante com digoxina devem ser cuidadosamente monitorizados do ponto de vista clínico relativamente a sinais de toxicidade pela digoxina. Uso concomitante com outros medicamentos Fluoxetina Um estudo de interação com a fluoxetina (um inibidor do CYP2D6 e do CYP3A4), conduzido em voluntários com idades de 65±7 anos (média ± d.p.), não demonstrou modificação clinicamente relevante da farmacocinética da lercanidipina. Cimetidina A administração simultânea de 800 mg por dia de cimetidina não causa modificações significativas nos níveis plasmáticos de lercanidipina, porém são necessárias precauções com doses mais elevadas dado que a biodisponibilidade e o efeito hipotensor da lercanidipina podem ser aumentados. Sinvastatina Quando uma dose de 20 mg de lercanidipina foi repetidamente coadministrada com 40 mg de sinvastatina, a AUC da lercanidipina não foi significativamente alterada, 30-06-2023 enquanto a AUC da sinvastatina aumentou 56% e a do seu metabolito ativo, β- hidroxiácido, aumentou 28%. É improvável que tais alterações tenham relevância clínica. Nenhuma interação é esperada quando a lercanidipina é administrada de manhã e a sinvastatina à noite, tal como indicado para este fármaco. Diuréticos e inibidores da ECA A lercanidipina Generis foi administrada em segurança com diuréticos e inibidores da ECA. Outros medicamentos que afetam a tensão arterial Relativamente a todos os medicamentos anti-hipertensores pode observar-se um aumento dos efeitos hipotensores quando a lercanidipina é administrada com outros medicamentos que afetam a tensão arterial, tais como bloqueadores alfa para o tratamento de sintomas urinários, antidepressivos tricíclicos, neurolépticos. Pelo contrário, uma redução do efeito hipotensor pode ser observada com o uso concomitante com corticosteroides.
4.6. Fertilidade, gravidez e aleitamento
Gravidez Não existem dados sobre o uso de lercanidipina em mulheres grávidas. Estudos em animais não revelaram efeitos teratogénicos (ver secção 5.3), porém estes foram observados com outros compostos di-hidropiridínicos. Lercanidipina Generis não é recomendada durante a gravidez e em mulheres em idade fértil, que não utilizem contraceção. Amamentação Desconhece-se se a lercanidipina / metabolitos são excretados no leite humano. O risco para os recém-nascidos/bebés não pode ser excluído. Lercanidipina Generis não deve ser utilizada durante a amamentação. Fertilidade Não existem dados clínicos disponíveis com lercanidipina. Têm sido reportadas, nalguns doentes tratados com bloqueadores dos canais de cálcio, alterações bioquímicas reversíveis na cabeça dos espermatozoides, que podem prejudicar a fecundação. Nos casos em que a fertilização "in vitro" repetida é mal sucedida e em que nenhuma outra explicação pode ser encontrada, deverá ser considerada a possibilidade dos bloqueadores dos canais de cálcio serem a causa.
4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas
Lercanidipina Generis tem pouca influência sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas. Contudo, deve tomar-se precaução dado que podem ocorrer tonturas, astenia, fadiga e, raramente, sonolência.
4.8. Efeitos indesejáveis
Resumo do perfil de segurança A segurança da lercanidipina numa dose de 10-20 mg uma vez por dia foi avaliada em ensaios clínicos duplamente cegos, controladas por placebo (com 1200 doentes a tomar lercanidpina e 603 doentes a tomar placebo) e em ensaios clínicos de longo 30-06-2023 prazo com controlo ativo e não controlados, num total de 3676 doentes hipertensos que receberam lercanidipina. As reações adversas mais frequentemente notificadas nos ensaios clínicos e durante a experiência de pós-comercialização são: edema periférico, cefaleias, rubor, taquicardia e palpitações. Lista tabular de reações adversas Na tabela em baixo, as reações adversas notificadas nos ensaios clínicos e durante a experiência de pós-comercialização, para as quais existe uma relação de causalidade razoável, estão listadas de acordo com as classes de sistemas de órgãos MedDRA e frequência: muito frequentes (≥ 1/10); frequentes (≥ 1/100 a <1/10); pouco frequentes (≥ 1/1.000 a <1/100); raras (≥ 1/10.000, <1/1.000); muito raras (<1/10.000) e desconhecidas (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis). Dentro de cada grupo de frequências, as reações adversas observadas são apresentadas em ordem decrescente de seriedade. Classes de sistema Frequentes Pouco Raras Desconhecidas de órgãos MedDRA frequentes Doenças do hipersensibilidade sistema imunitário Doenças do cefaleias tonturas sonolência sistema nervoso síncope Cardiopatias taquicardia angina de peito palpitações Vasculopatias rubor hipotensão Doenças dispepsia hipertrofia gastrointestinais náuseas vómitos gengival1 dor diarreia fluido peritoneal abdominal turvo 1 superior Afeções aumento das hepatobiliares transaminases séricas 1 Afeções dos erupção angioedema 1 tecidos cutâneos e cutânea urticária subcutâneos prurido Afeções musculoesquelétic mialgia as e dos tecidos conjuntivos Doenças renais e poliúria polaquiúria urinárias Perturbações edema gerais e alterações periférico astenia dor no peito no local de fadiga administração 1 reações adversas provenientes de notificações espontâneas e da experiência de pós-comercialização mundial. 30-06-2023 Descrição de reações adversas selecionadas Em ensaios clínicos controlados por placebo, a incidência de edema periférico foi 0.9% com 10-20 mg de lercanidipina e 0.83% com placebo. Esta frequência atingiu 2% na população geral do estudo, incluindo ensaios clínicos de longo prazo. A lercanidipina não parece influenciar adversamente os níveis da glicose sanguínea ou dos lípidos séricos. Raramente, algumas di-hidropiridinas podem originar uma dor pré-cordial ou angina de peito. Muito raramente os doentes com angina de peito preexistente podem sentir um aumento da frequência, duração ou gravidade destas crises. Podem ser observados casos isolados de enfartes do miocárdio. Notificação de suspeitas de reações adversas A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício/risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.: Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa, Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) e-mail: [email protected]
4.9. Sobredosagem
Na experiência pós-comercialização de lercanidipina, foram notificados alguns casos de sobredosagem variando de 30-40 mg até 800 mg, incluindo notificações de tentativas de suicídio. Sintomas Tal como para outras di-hidropiridinas, a sobredosagem de lercanidipina resulta em vasodilatação periférica excessiva com hipotensão marcada e taquicardia reflexa. No entanto, em doses muito altas, a seletividade periférica pode ser perdida, causando bradicardia e um efeito inotrópico negativo. As reações adversas mais comuns associadas a casos de sobredosagem foram hipotensão, tonturas, dor de cabeça e palpitações. Gestão Uma hipotensão clinicamente significativa requer suporte cardiovascular ativo incluindo monitorização frequente da função cardíaca e respiratória, elevação das extremidades e atenção ao volume de fluido circulante e débito urinário. Devido ao efeito farmacológico prolongado da lercanidipina, é essencial que o estado cardiovascular do doente seja monitorizado durante pelo menos 24 horas. Uma vez que o produto tem uma elevada ligação proteica, não é provável que a diálise seja eficaz. Os doentes para os quais se antecipe uma intoxicação moderada a grave devem ser observados num ambiente de cuidados intensivos. 30-06-2023
5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS
5.1. Propriedades farmacodinâmicas
Grupo farmacoterapêutico: 3.4.3. Aparelho cardiovascular. Anti-hipertensores. Bloqueadores da entrada do cálcio, código ATC: C08CA13 Mecanismo de ação A lercanidipina é um antagonista do cálcio do grupo das di-hidropiridinas que inibe o influxo transmembranar de cálcio para o músculo cardíaco e músculo liso. O seu mecanismo de ação anti-hipertensora é devido a um efeito relaxante direto sobre o músculo liso vascular, diminuindo deste modo a resistência periférica total. Efeitos farmacodinâmicos Apesar da sua semivida plasmática farmacocinética ser curta, a lercanidipina possui uma atividade anti-hipertensora prolongada devido ao seu elevado coeficiente de partilha de membrana, e é desprovida de efeitos inotrópicos negativos devido à sua alta seletividade vascular. Dado que a vasodilatação induzida por Lercanidipina Generis tem um início gradual, raramente tem sido observada hipotensão aguda com taquicardia reflexa em doentes hipertensos. Tal como para outras 1,4-di-hidropiridinas assimétricas, a atividade anti-hipertensora da lercanidipina deve-se principalmente ao seu (S)-enantiómero. Eficácia e segurança clínicas A eficácia clínica e a segurança da lercanidipina nas doses de 10-20 mg, administradas uma vez por dia, foram avaliadas em ensaios clínicos com dupla ocultação, controlados por placebo (com 1200 doentes a receber lercanidipina e 603 doentes a receber placebo) e em ensaios clínicos a longo termo com atividade controlada e não controlada num total de 3676 pacientes hipertensos. A maioria dos ensaios clínicos foi realizada em doentes com hipertensão essencial ligeira a moderada (incluindo doentes idosos e diabéticos), a receber lercanidipina em monoterapia ou em associação com inibidores da ECA, diuréticos ou beta- bloqueadores. Além dos estudos clínicos conduzidos para fundamentar as indicações terapêuticas, um estudo adicional, pequeno e não controlado, mas aleatorizado, em doentes com hipertensão grave (pressão sanguínea diastólica média ± DP de 114,5 ± 3,7 mmHg) mostrou que a pressão sanguínea era normalizada em 40% dos 25 doentes com uma dose de 20 mg uma vez por dia e em 56% dos 25 doentes com doses de 10 mg, duas vezes por dia, de lercanidipina. Num estudo conduzido em dupla ocultação, aleatorizado e controlado versus placebo em doentes com hipertensão sistólica isolada, lercanidipina foi eficaz na diminuição da pressão arterial sistólica partindo-se de valores iniciais médios de 172,6 ± 5,6 mmHg para 140,2 ± 8,7 mmHg. População pediátrica Não foi realizado nenhum ensaio clínico na população pediátrica.
5.2. Propriedades farmacocinéticas
30-06-2023
Absorção Lercanidipina Generis é completamente absorvido após administração oral de 10-20 mg e os níveis plasmáticos máximos de 3,30 ng/ml ± 2,09 (d.p.) e 7,66 ng/ml ± 5,90 (d.p.), respetivamente, ocorrem cerca de 1,5 – 3 horas após a administração. Os dois enantiómeros de lercanidipina apresentam um perfil similar de nível plasmático: o tempo para se atingir a concentração plasmática máxima é o mesmo, a concentração plasmática máxima e a AUC são, em média, 1,2 vezes mais elevadas para o (S)-enantiómero e as semividas de eliminação dos dois enantiómeros são essencialmente as mesmas. Não se observou interconversão in vivo dos enantiómeros. Devido a um alto metabolismo de primeira passagem, a biodisponibilidade absoluta de Lercanidipina Generis administrado oralmente a doentes, em condições de ausência de jejum, é de cerca de 10%, embora seja reduzido para 1/3 quando administrado em jejum a voluntários saudáveis. A disponibilidade oral da lercanidipina aumenta 4 vezes quando Lercanidipina Generis é ingerido até 2 horas após uma refeição rica em gorduras. Assim, Lercanidipina Generis deve ser tomado antes das refeições. Distribuição A distribuição do plasma para os tecidos e órgãos é rápida e extensa. O grau de ligação da lercanidipina às proteínas séricas é superior a 98%. Uma vez que os níveis de proteínas plasmáticas estão reduzidos em doentes com disfunção hepática ou renal grave, a fração livre do fármaco pode estar aumentada. Biotransformação Lercanidipina Generis é extensamente metabolizado pelo CYP3A4; não se encontrou o fármaco precursor na urina ou nas fezes. É convertido predominantemente em metabolitos inativos e cerca de 50% da dose é excretada na urina. Testes "in vitro" com microssomas do fígado humano demonstraram que a lercanidipina apresenta um certo grau de inibição do CYP3A4 e do CYP2D6, em concentrações 160 e 40 vezes superiores, respetivamente, às alcançadas no pico máximo plasmático após a dose de 20 mg. Além disso, estudos de interação em seres humanos demonstraram que a lercanidipina não alterou os níveis plasmáticos de midazolam, um substrato típico do CYP3A4, nem do metoprolol, um substrato típico do CYP2D6. Consequentemente, a inibição da biotransformação de fármacos metabolizados pelo CYP3A4 e CYP2D6 não é previsível com doses terapêuticas de Lercanidipina Generis. Eliminação A eliminação processa-se essencialmente por biotransformação. Foi calculada uma semivida média de eliminação terminal de 8-10 horas e a atividade terapêutica dura 24 horas, devido à sua elevada ligação aos lípidos da membrana. Não se observou acumulação durante a administração repetida. Linearidade/não linearidade A administração oral de Lercanidipina Generis origina níveis plasmáticos de lercanidipina que não são diretamente proporcionais à dose (cinética não linear). Após 10, 20 ou 40 mg, as concentrações plasmáticas máximas observadas encontravam-se num rácio de 1:3:8 e as áreas sob as curvas de concentração 30-06-2023 plasmática-tempo no rácio de 1:4:18, sugerindo uma saturação progressiva do metabolismo de primeira passagem. Em conformidade, a disponibilidade aumenta com a elevação da dose. Populações especiais Em doentes idosos e em doentes com disfunção renal ligeira a moderada ou compromisso hepático ligeiro a moderado, verificou-se que o comportamento farmacocinético da lercanidipina era similar ao observado na população geral de doentes; doentes com disfunção renal grave ou doentes dependentes de diálise apresentavam níveis mais elevados do fármaco (cerca de 70%). Em doentes com compromisso hepático moderado a grave, é provável que a biodisponibilidade sistémica da lercanidipina seja aumentada, dado que, normalmente, o fármaco é extensamente metabolizado no fígado.
5.3. Dados de segurança pré-clínica
Os dados não clínicos não revelam riscos especiais para o ser humano, segundo estudos convencionais de farmacologia de segurança, toxicidade de dose repetida, genotoxicidade, potencial carcinogénico e toxicidade reprodutiva. Os estudos de farmacologia de segurança realizados em animais não mostraram quaisquer efeitos sobre o sistema nervoso autónomo, sobre o sistema nervoso central ou sobre a função gastrointestinal, em doses anti-hipertensoras. Os efeitos relevantes que foram observados em estudos a longo prazo em ratos e cães estavam relacionados, direta ou indiretamente, com os efeitos conhecidos de doses elevadas dos antagonistas do cálcio, refletindo predominantemente a atividade farmacodinâmica exagerada. A lercanidipina não foi genotóxica, nem apresentou evidência de risco carcinogénico. Em ratos, a fertilidade e atividade reprodutora geral não foram afetadas pelo tratamento com lercanidipina. Não existe evidência de quaisquer efeitos teratogénicos em ratos e coelhos; contudo, em ratos, a lercanidipina em níveis de dose elevados induziu perdas pré- e pós- implantação e atraso no desenvolvimento fetal. O cloridrato de lercanidipina, quando administrado em doses altas (12 mg/kg/dia), durante o trabalho de parto, induziu distócia. Não se investigou a distribuição da lercanidipina e/ou dos seus metabolitos em animais em gestação, nem a sua excreção no leite materno. Os metabolitos não foram avaliados separadamente nos estudos de toxicidade.
6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS
6.1. Lista dos excipientes
Lercanidipina Generis 10 mg Comprimidos revestidos por película: 30-06-2023
Núcleo do comprimido: Celulose microcristalina (pH 113), Amido de milho, Carboximetilamido sódico (tipo A), Sílica coloidal anidra, Poloxamero 188, Macrogol 6000 Fumarato sódico de estearilo. Revestimento dos comprimidos: Hipromelose 6 cps, Macrogol 6000, Óxido de ferro amarelo (E172) Dióxido de titânio (E171). Lercanidipina Generis 20 mg Comprimidos revestidos por película: Núcleo do comprimido: Celulose microcristalina (pH 112 e pH113), Amido de milho, Carboximetilamido sódico (tipo A), Sílica coloidal anidra, Povidona K 30 Fumarato sódico de estearilo. Revestimento dos comprimidos: Hipromelose 6 cps, Macrogol 6000, Óxido de ferro vermelho (E172) Dióxido de titânio (E171).
6.2. Incompatibilidades
Não foram descritas incompatibilidades.
6.3. Prazo de validade
Lercanidipina Generis 10 mg Comprimidos revestidos por película: 3 anos Lercanidipina Generis 20 mg Comprimidos revestidos por película: 3 anos
6.4. Precauções especiais de conservação
Lercanidipina Generis 10 mg Comprimidos revestidos por película: Não conservar acima de 30ºC. Conservar na embalagem de origem para proteger da luz. Lercanidipina Generis 20 mg Comprimidos revestidos por película: 30-06-2023 Não conservar acima de 30ºC. Conservar na embalagem de origem para proteger da luz.
6.5. Natureza e conteúdo do recipiente
Lercanidipina Generis está disponível em embalagens de 14, 20, 28, 56 e 60 unidades em blisters de PVC/PVDC-Alu. É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.
6.6. Precauções especiais de eliminação e manuseamento
Não existem requisitos especiais.
7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
Generis Farmacêutica, S.A. Rua João de Deus, 19 2700-487 Amadora Portugal
8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
Lercanidipina Generis 10 mg Comprimidos revestidos por película: N.º de registo: 5193370 - 14 comprimidos revestidos por película, 10 mg, Blister PVC/PVDC-Alu N.º de registo: 5193404 - 20 comprimidos revestidos por película, 10 mg, Blister PVC/PVDC-Alu N.º de registo: 5193412 - 28 comprimidos revestidos por película, 10 mg, Blister PVC/PVDC-Alu N.º de registo: 5193420 - 56 comprimidos revestidos por película, 10 mg, Blister PVC/PVDC-Alu N.º de registo: 5193438 - 60 comprimidos revestidos por película, 10 mg, Blister PVC/PVDC-Alu Lercanidipina Generis 20 mg Comprimidos revestidos por película: N.º de registo: 5193511 - 14 comprimidos revestidos por película, 20 mg, Blister PVC/PVDC-Alu N.º de registo: 5193529 - 20 comprimidos revestidos por película, 20 mg, Blister PVC/PVDC-Alu N.º de registo: 5193537 - 28 comprimidos revestidos por película, 20 mg, Blister PVC/PVDC-Alu N.º de registo: 5193545- 56 comprimidos revestidos por película, 20 mg, Blister PVC/PVDC-Alu N.º de registo: 5193552- 60 comprimidos revestidos por película, 20 mg, Blister PVC/PVDC-Alu
9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE
INTRODUÇÃO NO MERCADO 30-06-2023
Data da primeira autorização: 30 de abril de 2009 Data da última renovação: 2 de agosto de 2016
