Ramipril Krka MG
APROVADO EM 30-04-2021 INFARMED Folheto informativo: Informação para o utilizador Ramipril Krka 1,25 mg comprimidos Ramipril Krka 2,5 mg comprimidos Ramipril Krka 5 mg comprimidos Ramipril Krka 10 mg comprimidos Ramipril Leia com atenção todo este folheto antes de começar a utilizar este medicamento pois contém informação importante para si. – Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente. – Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico. – Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença. – Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4. O que contém este folheto:
1. O que é Ramipril Krka e para que é utilizado
2. O que precisa de saber antes de tomar Ramipril Krka
3. Como tomar Ramipril Krka
4. Efeitos secundários possíveis
5. Como conservar Ramipril Krka
6. Conteúdo da embalagem e outras informações
1. O que é Ramipril Krka e para que é utilizado
Ramipril Krka contem uma substância ativa chamada ramipril. O ramipril pertence a um grupo de medicamentos chamado “Inibidores da ECA” (Inibidores da Enzima de Conversão da Angiotensina). Ramipril Krka atua: • Promovendo a diminuição da produção pelo seu organismo de substâncias que aumentam a sua pressão arterial • Promovendo o relaxamento e alargamento dos seus vasos sanguíneos • Tornando mais fácil ao seu coração bombear o sangue para todo o corpo Ramipril Krka pode ser utilizado para: • Tratar a pressão arterial alta (hipertensão) • Reduzir o risco de que tenha um ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral (AVC) • Reduzir o risco ou atrasar o agravamento de problemas renais (quer tenha ou não diabetes) • Para tratar o seu coração quando este não consegue bombear sangue suficiente para o resto do seu corpo (insuficiência cardíaca) • Tratamento a seguir a ataque cardíaco (enfarte do miocárdio) quando complicado por insuficiência cardíaca APROVADO EM 30-04-2021 INFARMED
2. O que precisa de saber antes de tomar Ramipril Krka
Não tome Ramipril Krka: – Se tem alergia ao ramipril, outros medicamentos inibidores da ECA ou a qualquer outro componente deste medicamento indicados na secção 6. Os sinais de uma reação alérgica podem incluir erupção na pele, dificuldades em engolir ou respirar, inchaço dos seus lábios, face, garganta ou língua. – Se tiver tido alguma vez uma reação alérgica grave chamada de “angioedema”. Os sinais incluem comichão, erupção na pele com comichão (urticária), marcas vermelhas nas mãos, pés e garganta, inchaço da língua e garganta, inchaço à volta dos olhos e lábios, dificuldade em respirar e engolir – Se estiver a fazer diálise ou outro tipo de filtração sanguínea. Dependendo da máquina que está a ser utilizada Ramipril Krka pode não ser adequado para si – Se tiver problemas de rins na zona em que o aporte de sangue ao seu rim está reduzido (estenose da artéria renal) – Durante os últimos 6 meses de gravidez (ver secção “Gravidez e aleitamento”) – Se a sua pressão arterial for anormalmente baixa ou instável. O seu médico terá de fazer esta avaliação. – Se tem diabetes ou função renal diminuída e está a ser tratado com um medicamento que contém aliscireno para diminuir a pressão arterial – Se tomou ou está a tomar sacubitril / valsartan, um medicamento utilizado em adultos para tratar um tipo de insuficiência cardíaca de longa duração (crónica), porque aumenta o risco de angioedema (inchaço rápido sob a pele numa área como a garganta). Se está a tomar algum dos seguintes medicamentos, o risco de angioedema pode estar aumentado: – Racecadotril, um medicamento utilizado no tratamento da diarreia; – Medicamentos utilizados para prevenir a rejeição de órgãos transplantados e para o cancro (por exemplo, temsirolímus, sirolímus, everolímus). – Vildagliptina, um medicamento utilizado para tratar a diabetes. Não tome Ramipril Krka se alguma das situações acima mencionadas lhe é aplicável. Caso não tenha a certeza, consulte o seu médico antes de tomar Ramipril Krka.
Advertências e precauções
Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Ramipril Krka: – Se tem problemas de coração, fígado ou rim – Se perdeu uma quantidade elevada de sais ou de líquidos do seu organismo (caso se tenha sentido enjoado (com vómitos), com diarreia, tenha transpirado mais do que o habitual, esteja a fazer uma dieta pobre em sal, a tomar diuréticos (comprimidos ou cápsulas que promovem a eliminação de água) durante um período longo ou caso tenha feito diálise) – Se vai fazer tratamento para reduzir a sua alergia às picadas de vespas ou abelhas (dessensibilização) – Se lhe vão dar algum tipo de anestésico. Pode ser-lhe administrado antes de uma operação ou de qualquer tipo de intervenção feita no dentista. Pode necessitar de interromper o seu tratamento com Ramipril Krka um dia antes; aconselhe-se com o seu médico – Se tiver quantidades elevadas de potássio no seu sangue (demonstrado nos resultados das análises ao sangue) APROVADO EM 30-04-2021 INFARMED – Se estiver a tomar medicamentos ou tem condições que possam levar à diminuição dos níveis de sódio no sangue. O seu médico poderá realizar exames de sangue regulares, para a verificação dos níveis de sódio no sangue, especialmente se for idoso. – Se estiver a tomar medicamentos denominados inibidores mTOR (por ex. temsirolimus, everolimus, sirolimus) ou vildagliptina ou racecadotril, pois podem aumentar o risco de angioedema, uma reação alérgica grave. – racecadotril – Se tiver uma doença do colagénio vascular como por exemplo esclerodermia ou lúpus eritematoso sistémico – Tem de informar o seu médico se pensa que está (ou pode vir a estar) grávida. A administração de Ramipril Krka durante os primeiros 3 meses de gravidez não é recomendável e pode causar dados graves ao seu bebé depois dos 3 meses de gravidez (ver a secção “Gravidez e aleitamento”). – Se está a tomar algum dos seguintes medicamentos para tratar a pressão arterial elevada: – um antagonista dos recetores da angiotensina II (ARA) (também conhecidos como sartans – por exemplo valsartan, telmisartan, irbesartan), em particular se tiver problemas nos rins relacionados com diabetes – aliscireno O seu médico pode verificar a sua função renal, pressão arterial e a quantidade de electrólitos (por exemplo, o potássio) no seu sangue em intervalos regulares. Ver também a informação sob o título "Não tome Ramipril Krka ". Crianças e adolescentes Ramipril Krka não é recomendado para crianças e adolescentes com menos de 18 anos de idade porque a segurança e eficácia do Ramipril Krka nas crianças ainda não foram estabelecidas. Se alguma das situações mencionadas acima lhe é aplicável (ou caso tenha dúvidas se lhe é ou não aplicável), fale com o seu médico antes de começar a tomar Ramipril Krka. Outros medicamentos e Ramipril Krka Informe por favor o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, tiver tomado recentemente ou se vier a tomar outros medicamentos. Isto deve-se ao facto de o Ramipril Krka poder afetar a forma como alguns dos outros medicamentos funcionam. Da mesma forma, alguns medicamentos podem afetar a forma como Ramipril Krka funciona. – Suplementos de potássio (incluindo substitutos do sal), diuréticos poupadores de potássio e outros medicamentos que podem aumentar a quantidade de potássio no seu sangue (por exemplo trimetoprim e cotrimoxazol para infeções causadas por bactérias; ciclosporina, um medicamento imunossupressor usado para prevenir a rejeição de órgãos transplantados; e heparina, um medicamento usado para diluir o sangue para prevenir coágulos). Informe o seu médico se estiver a tomar algum dos medicamentos listados a seguir. Eles podem fazer com que o Ramipril Krka não atue tão bem: APROVADO EM 30-04-2021 INFARMED • Medicamentos utilizados para aliviar a dor e a inflamação (ex. Medicamentos Anti-Inflamatórios Não Esteróides (AINEs) como o ibuprofeno ou a indometacina e a aspirina) • Medicamentos utilizados para o tratamento da pressão arterial baixa, choque, insuficiência cardíaca, asma ou alergias como por exemplo a efedrina, a noradrenalina ou a adrenalina. O seu médico vai precisar de verificar a sua pressão arterial. Informe o seu médico se estiver a tomar qualquer um dos medicamentos listados a seguir. Estes medicamentos podem aumentar as probabilidades de ter efeitos secundários se os tomar conjuntamente com Ramipril Krka: • Medicamentos utilizados para aliviar a dor e a inflamação (ex. Medicamentos Anti-Inflamatórios Não Esteróides (AINEs) como o ibuprofeno ou a indometacina e a aspirina) • Medicamentos para o cancro (quimioterapia) • Medicamentos, como por exemplo a ciclosporina, que impedem a rejeição de órgãos após um transplante • Diuréticos (comprimidos ou cápsulas que promovem a eliminação de água) como por exemplo a furosemida • Medicamentos que podem aumentar a quantidade de potássio no seu sangue, como por exemplo a espironolactona, triamtereno, amilorida, sais de potássio, trimetoprim sozinho ou em combinação com sulfametoxazol (para infeções) e heparina (para tornar o sangue mais fluido) • Medicamentos esteróides como a prednisolona utilizados para tratar a inflamação • Alopurinol (utilizado para baixar o ácido úrico presente no seu sangue) • Procainamida (para problemas do ritmo cardíaco) ● Trimetoprim e cotrimoxazol (para infeções causadas por bactérias) • • Temsirolimus (para o cancro) ● Sirolimus, everolimus (para a prevenção da rejeição de um enxerto) • • Vildagliptina (usada para o tratamento da diabetes tipo 2) • Racecadotril (usado contra a diarreia) O seu médico pode necessitar de alterar a sua dose e/ou tomar outras precauções se está a tomar um antagonista dos recetores da angiotensina II (ARA) ou aliscireno (ver também informação sob os títulos "Não tome Ramipril Krka " e "Advertências e precauções". Informe o seu médico se estiver a tomar qualquer um dos medicamentos listados a seguir. Estes medicamentos podem ser afetados pelo Ramipril Krka: • Medicamentos para a diabetes, como por exemplo os medicamentos orais que baixam os níveis de glucose e a insulina. Ramipril Krka pode diminuir a quantidade de açúcar no seu sangue. Verifique cuidadosamente a sua quantidade de açúcar no sangue enquanto estiver a tomar Ramipril Krka • Lítio (para problemas de saúde mental). Ramipril Krka pode aumentar a quantidade de lítio no seu sangue. Vai ser necessário que o médico verifique cuidadosamente a quantidade de lítio presente no seu sangue Se alguma das situações acima descritas lhe é aplicável (ou caso tenha dúvidas se lhe é ou não aplicável), fale com o seu médico antes de começar a tomar Ramipril Krka APROVADO EM 30-04-2021 INFARMED Ramipril Krka com alimentos e álcool Tomar álcool com Ramipril Krka pode fazer com que se sinta tonto ou com cabeça leve. Se estiver preocupado sobre que quantidade de álcool pode beber enquanto estiver a tomar Ramipril Krka aborde este assunto com o seu médico, dado que os medicamentos utilizados para diminuir a pressão arterial e o álcool podem ter efeitos aditivos. • Ramipril Krka > pode ser tomado com ou sem comida. Gravidez e amamentação Gravidez: Tem de informar o seu médico se pensa estar (ou pode vir a estar) grávida. Não deve tomar Ramipril Krka nas 12 primeiras semanas de gravidez e não deve de todo tomar Ramipril Krka após a 13ª semana uma vez que a sua utilização durante a gravidez pode ser prejudicial para o bebé. Diga imediatamente ao seu médico no caso de ficar grávida enquanto está a tomar Ramipril Krka A mudança para um tratamento alternativo conveniente deve ser efectuada antes de uma gravidez planeada. Amamentação: Não deve tomar Ramipril Krka enquanto está a amamentar. Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento. Condução de veículos e utilização de máquinas Enquanto estiver a tomar Ramipril Krka pode sentir tonturas. É mais provável que tal ocorra no início do tratamento com Ramipril Krka ou quando começa a tomar uma dose mais elevada. Se isto acontecer não utilize quaisquer ferramentas ou máquinas. Ramipril Krka contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por mg ou seja, é praticamente “isento de sódio”.
3. Como tomar Ramipril Krka
Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas. Que quantidade tomar Tratamento da pressão arterial elevada • A dose inicial habitual é de 1,25 mg ou 2,5 mg uma vez por dia • O seu médico ajustará a quantidade que vai tomar até a sua pressão arterial estar controlada. • A dose máxima é de 10 mg uma vez por dia • Se já está a tomar diuréticos (comprimidos ou cápsulas que promovem a eliminação de água), o seu médico pode interromper ou reduzir a quantidade de diurético que está a tomar antes de iniciar o tratamento com Ramipril Krka Reduzir o risco de sofrer um ataque cardíaco ou AVC • A dose inicial habitual é de 2,5 mg uma vez por dia • O seu médico pode depois decidir aumentar a dose que vai tomar • A dose habitual é de 10 mg uma vez por dia APROVADO EM 30-04-2021 INFARMED
Tratamento para reduzir ou atrasar o agravamento de problemas renais • Pode começar com uma dose de 1,25 mg ou 2,5 mg uma vez por dia • O seu médico ajustará a dose que está a tomar • A dose habitual é de 5 mg ou 10 mg uma vez por dia Tratamento da insuficiência cardíaca • A dose inicial habitual é de 1,25 mg uma vez por dia • O seu médico ajustará a dose que está a tomar • A dose máxima é de 10 mg por dia. São preferíveis duas administrações por dia Tratamento após ter sofrido um ataque cardíaco • A dose inicial habitual é de 1,25mg uma vez por dia até 2,5mg duas vezes por dia • O seu médico ajustará a dose que está a tomar • A dose habitual é de 10 mg por dia. São preferíveis duas administrações por dia Idosos O seu médico reduzirá a dose inicial e procederá a um ajuste mais lento do seu tratamento. Tomar este medicamento • Tome este medicamento pela boca, todos os dias à mesma hora • Engula os comprimidos inteiros com líquido. • Não esmague nem mastigue os comprimidos. Se tomar mais Ramipril Krka do que deveria Contacte imediatamente o seu médico, ou o serviço de urgência hospitalar que se encontre mais perto. Não conduza até ao hospital, procure alguém para o levar ou então chame uma ambulância. Leve a embalagem do medicamento consigo. Desta forma o médico fica a saber o que tomou. Caso se tenha esquecido de tomar Ramipril Krka • Caso se esqueça de tomar uma dose, tome a sua dose normal na vez seguinte que estava prevista. • Não tome uma dose a dobrar para compensar um comprimido que se esqueceu de tomar. Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.
4. Efeitos secundários possíveis
Tal como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos secundários, embora estes não se manifestam em todas as pessoas. Pare de tomar Ramipril Krka e consulte o seu médico imediatamente, se detetar qualquer um dos seguintes efeitos secundários graves – pode necessitar de tratamento médico urgente: APROVADO EM 30-04-2021 INFARMED • Inchaço da face, lábios ou garganta dificultando a respiração e o engolir, bem como comichão e erupção na pele. Estes podem ser sinais de uma reação alérgica grave ao Ramipril Krka • Reações na pele graves incluindo erupções na pele, úlceras na sua boca, agravamento de uma doença de pele pré-existente, vermelhidão, bolhas ou descamação da pele (tal como Síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica ou eritema multiforme). Informe imediatamente o seu médico se sentir: • Um batimento cardíaco mais acelerado, descompassado ou com esforço (palpitações), dor no peito, aperto no seu peito ou problemas mais graves incluindo ataque cardíaco e AVC • Falta de ar ou tosse. Estes podem ser sinais de problemas nos pulmões. • Maior facilidade em fazer nódoas negras, sangramento durante mais tempo do que o normal, qualquer sinal de sangramento (ex. sangramento das gengivas), manchas púrpuras, manchas de pele ou maior facilidade do que o habitual em contrair infeções, dor de garganta e febre, cansaço, desmaio, tonturas ou pele pálida. Estes podem ser sinais de problemas ao nível do sangue ou da medula óssea. • Dor de estômago grave que pode irradiar para as suas costas. Este pode ser sinal de uma pancreatite (inflamação do pâncreas) • Febre, arrepios, cansaço, perda de apetite, dor de estômago, mal estar, amarelecimento da sua pele ou dos seus olhos (icterícia). Estes podem ser sinais de problemas no fígado como por exemplo hepatite (inflamação do fígado) ou de lesão no fígado. Outros efeitos secundários incluem: Informe o seu médico se algum dos seguintes efeitos secundários se agravar ou durar mais do que alguns dias. Frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas) • Dor de cabeça ou sensação de cansaço • Sentir tonturas. É mais provável que tal ocorra quando inicia o tratamento com Ramipril Krka ou quando começa a tomar uma dose mais elevada • Desmaio, hipotensão (pressão arterial anormalmente baixa), especialmente quando se levanta ou senta de forma rápida • Tosse seca irritativa, inflamação dos seios perinasais (sinusite) ou bronquite, falta de ar • Dor de estômago ou intestino, diarreia, indigestão, sentir-se ou estar mal • Erupção na pele com ou sem altos na área afetada • Dor no peito • Dor ou cãibras nos músculos • Análises ao sangue que apresentem mais potássio que o normal Pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas) • Problemas de equilíbrio (vertigem) • Comichão e sensações pouco frequentes na pele como dormência, picadas, repuxamento, sensação de queimaduras ou arrepios (parestesias) • Perda ou alteração do/no sabor das coisas • Problemas de sono • Sensação de depressão, ansiedade, mais nervosismo ou agitação do que o habitual • Nariz entupido, dificuldade em respirar ou agravamento da asma APROVADO EM 30-04-2021 INFARMED • Sensação de inchaço intestinal chamado “angioedema intestinal” que se apresenta com sintomas tais como dor abdominal, vómitos e diarreia • Azia, prisão de ventre ou boca seca • Urinar mais do que o habitual durante o dia • Transpirar mais do que o habitual • Perda ou diminuição do apetite (anorexia) • Batimento cardíaco aumentado ou irregular • Inchaço dos braços e pernas. Este pode ser um sinal de que o seu organismo está a reter mais água do que o habitual • Vermelhidão • Visão turva • Dor nas suas articulações • Febre • Incapacidade sexual nos homens, redução do desejo sexual nos homens e mulheres • Análises sanguíneas que apresentam aumento do número de um tipo de glóbulos brancos (eosinofilia) • Análises sanguíneas que apresentam alterações no funcionamento do seu fígado, pâncreas ou rins Raros (podem afetar até 1 em 1.000 pessoas) • Sensação de tremor ou confusão • Língua vermelha e inchada • Flacidez ou descamação grave da pele, comichão, erupção granulosa • Problemas nas unhas (por exemplo queda ou separação de uma unha do seu leito) • Erupções na pele ou nódoas negras • Manchas na sua pele e extremidades frias • Olhos vermelhos ou com comichão, inchados e lacrimejantes • Alteração da audição e sensação de zumbido nos ouvidos • Sensação de fraqueza • Análises ao sangue que apresentem uma redução do número de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos ou plaquetas ou da quantidade de hemoglobina Muito raros (podem afetar até 1 em 10.000 pessoas) • Maior sensibilidade ao sol do que o habitual Desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis) – Urina concentrada (de cor escura), sentir vómitos ou vomitar, ter cãibras musculares, confusão e convulsões devido a secreção inadequada de ADH (hormona antidiurética). Se apresentar estes sintomas, contacte o seu médico o mais rapidamente possível. Outros efeitos secundários comunicados: Informe o seu médico se alguma das seguintes situações se agravar ou durar mais do que alguns dias. • Dificuldades de concentração • Boca inchada • Análises ao sangue apresentando muito poucas células sanguíneas no seu sangue • Análises ao sangue apresentando menos sódio do que habitual no seu sangue • Urina concentrada (de cor escura), sentir vómitos ou vomitar, ter cãibras musculares, confusão e convulsões devido a secreção inadequada de ADH (hormona APROVADO EM 30-04-2021 INFARMED antidiurética). Se apresentar estes sintomas, contacte o seu médico o mais rapidamente possível • Mudança de cor dos dedos das mãos e dos pés quando estão frios e depois sensação de picadas e dor quando você aquece (fenómeno de Raynaud) • Aumento do tamanho da mama nos homens • Dificuldade em reagir ou reações mais lentas • Sensação de ardor • Alteração no cheiro das coisas • Perda de cabelo Comunicação de efeitos secundários Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo possíveis efeitos secundários não indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Também poderá comunicar efeitos secundários diretamente ao INFARMED, I.P. através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos secundários, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento. INFARMED, I.P. Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) Fax: + 351 21 798 73 97 Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram E-mail: [email protected]
5. Como conservar Ramipril Krka
Conservar a temperatura inferior a 25°C.
Conservar na embalagem de origem para proteger da humidade.
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças. Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem exterior após VAL. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado. Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.
6. Conteúdo da embalagem e outras informações
Qual a composição de Ramipril Krka A substância ativa é o ramipril. Comprimidos a 1,25 mg: Cada comprimido contém 1,25 mg de ramipril. Comprimidos a 2,5 mg: Cada comprimido contém 2,5 mg de ramipril. Comprimidos a 5 mg: Cada comprimido contém 5 mg de ramipril. APROVADO EM 30-04-2021 INFARMED Comprimidos a 10 mg: Cada comprimido contém 10 mg de ramipril. Os outros componentes dos comprimidos são hipromelose 6 cps, celulose microcristalina, amido de milho pré-gelificado, fumarato sódico de estearilo e água purificada, óxido de ferro amarelo (E172) – apenas nos comprimidos de 2,5 mg – e óxido de ferro vermelho (E172) – apenas nos comprimidos de 5 mg. Qual o aspeto de Ramipril Krka e conteúdo da embalagem Ramipril Krka 1,25 mg são comprimidos redondos, biconvexos, com os bordos biselados, de cor branca ou quase branca e com "1.25" inscrito numa das faces. Ramipril Krka 2,5 mg são comprimidos em forma de cápsula com os bordos biselados, de cor amarelo-acastanhado com ranhuras em ambas as faces. Numa das faces têm "2.5" inscrito a na outra têm "KRK". Ramipril Krka 5 mg são comprimidos em forma de cápsula com os bordos biselados, de cor rosa claro com manchas mais claras e mais escuras, com ranhuras em ambas as faces. Numa das faces têm "5" inscrito a na outra têm "KRK". Ramipril Krka 10 mg são comprimidos em forma de cápsula com os bordos biselados, de cor branca ou quase branca, com ranhuras em ambas as faces. Numa das faces têm "10" inscrito a na outra têm "KRK". <A completar com as informações específicas do medicamento> É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações. Titular da Autorização de Introdução no Mercado KRKA Farmacêutica, Sociedade Unipessoal, Lda. Av. de Portugal, nº 154 Piso 1 2765-272 Estoril Portugal Fabricante KRKA, d.d., Novo mesto Šmarješka cesta 6, 8501 Novo mesto, Eslovénia
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⚕Para profissionais — Resumo das Características do Medicamento (RCM)Ficha técnica completa: posologia, interações, contraindicações, advertências+
30-04-2021
1. NOME DO MEDICAMENTO
Ramipril Krka 1,25 mg comprimidos Ramipril Krka 2,5 mg comprimidos Ramipril Krka 5 mg comprimidos Ramipril Krka 10 mg comprimidos
2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA
Ramipril Krka 1,25 mg comprimidos Cada comprimido contém: 1,25 mg de ramipril. Ramipril Krka 2,5 mg comprimidos Cada comprimido contém: 2,5 mg de ramipril. Ramipril Krka 5 mg comprimidos Cada comprimido contém: 5 mg de ramipril. Ramipril Krka 10 mg comprimidos Cada comprimido contém: 10 mg de ramipril.
Ramipril Krka 1,25 mg comprimidos contém 0,0589 mg de sódio (sob a forma de fumarato sódico de estearilo). Ramipril Krka 2,5 mg comprimidos contém 0,0589 mg de sódio (sob a forma de fumarato sódico de estearilo). Ramipril Krka 5 mg comprimidos contém 0,0589 mg de sódio (sob a forma de fumarato sódico de estearilo). Ramipril Krka 10 mg comprimidos contém 0,0589 mg de sódio (sob a forma de fumarato sódico de estearilo). Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.
3. FORMA FARMACÊUTICA
Comprimidos Ramipril Krka 1,25 mg são comprimidos redondos, biconvexos, com os bordos biselados, de cor branca ou quase branca e com "1.25" inscrito numa das faces. Ramipril Krka 2,5 mg são comprimidos em forma de cápsula com os bordos biselados, de cor amarelo-acastanhado com ranhuras em ambas as faces. Numa das faces têm "2.5" inscrito a na outra têm "KRK". Ramipril Krka 5 mg são comprimidos em forma de cápsula com os bordos biselados, de cor rosa claro com manchas mais claras e mais escuras, com ranhuras em ambas as faces. Numa das faces têm "5" inscrito a na outra têm "KRK". Ramipril Krka 10 mg são comprimidos em forma de cápsula com os bordos biselados, de cor branca ou quase branca, com ranhuras em ambas as faces. Numa das faces têm "10" inscrito a na outra têm "KRK". 30-04-2021
4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS
4.1. Indicações terapêuticas
- Tratamento da hipertensão. - Prevenção cardiovascular: redução da morbilidade e mortalidade cardiovasculares em doentes com: - doença aterotrombótica cardiovascular clinicamente manifesta (história de doença cardíaca coronária ou AVC, ou doença vascular periférica) ou - diabetes associada a pelo menos um fator de risco cardiovascular (ver secção 5.1). - Tratamento da doença renal: - Nefropatia glomerular diabética incipiente conforme definido pela presença de microalbuminuria; - Nefropatia glomerular diabética clinicamente manifesta definida pela presença de macroproteinúria em doentes com pelo menos um fator de risco cardiovascular (ver secção 5.1); - Nefropatia glomerular não diabética clinicamente manifesta, definida pela presença de macroproteinúria ≥ 3 g/dia (ver secção 5.1). - Tratamento da insuficiência cardíaca sintomática. - Prevenção secundária na sequência de enfarte agudo do miocárdio: redução da mortalidade a partir da fase aguda do enfarte do miocárdio em doentes com sinais clínicos de insuficiência cardíaca com início há mais de 48 horas após um enfarte agudo do miocárdio.
4.2. Posologia e modo de administração
Posologia A administração de Ramipril Krka é recomendada em toma única diária, à mesma hora do dia. Ramipril Krka pode ser tomado antes, com, ou após as refeições, porque a ingestão de alimentos não altera a sua biodisponibilidade (ver secção 5.2). Ramipril Krka tem de ser engolido com líquido. Não deve ser partido ou mastigado. Adultos Doentes tratados com diuréticos Poderá ocorrer hipotensão na sequência do início da terapêutica com Ramipril Krka; esta ocorrência é mais provável em doentes tratados concomitantemente com diuréticos. Consequentemente recomenda-se alguma precaução uma vez que estes doentes podem ter depleção de volume e/ou sal. Se possível, o diurético deve ser interrompido 2 a 3 dias antes do início da terapia com Ramipril Krka (ver secção 4.4). Em doentes hipertensos nos quais não seja efetuada a interrupção do diurético, a terapêutica com Ramipril Krka deve ser iniciada com uma dose de 1,25 mg. Deve ser 30-04-2021 efetuada a monitorização da função renal e do potássio sérico. A dose subsequente de Ramipril Krka deve ser ajustada de acordo com a pressão arterial alvo. Hipertensão A dose deve ser individualizada de acordo com o perfil do doente (ver secção 4.4) e o controlo da pressão arterial. Ramipril Krka pode ser utilizado em monoterapia ou em associação com outras classes de medicamentos anti-hipertensores (ver secções 4.3, 4.4, 4.5 e 5.1). Dose inicial Ramipril Krka deve ser iniciado de forma gradual, sendo a dose inicial diária recomendada de 2,5 mg. Após a toma da dose inicial, os doentes com uma forte ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona poderão sentir uma excessiva e súbita diminuição da pressão arterial. A dose inicial recomendada neste tipo de doentes é de 1,25 mg, sendo que o início do tratamento deverá decorrer sob supervisão médica (ver secção 4.4). Titulação e dose de manutenção A dose pode ser duplicada a cada duas a quatro semanas de forma a alcançar progressivamente a pressão arterial alvo; a dose máxima permitida de Ramipril Krka é de 10 mg diários. Geralmente a dose é administrada em toma única diária. Prevenção cardiovascular Dose inicial A dose inicial recomendada é de 2,5 mg de Ramipril Krka em toma única diária. Titulação e dose de manutenção Dependendo da tolerabilidade do doente à substância ativa, a dose deve ser incrementada gradualmente. Recomenda-se a duplicação da dose após uma ou duas semanas de tratamento e – após outras duas a três semanas – incrementar a dose até à dose de manutenção alvo, de 10 mg de Ramipril Krka em toma única diária. Consulte também a secção acima sobre posologia em doentes tratados com diuréticos. Tratamento da doença renal Em doentes com diabetes e microalbuminúria: Dose inicial A dose inicial recomendada é de 1,25 mg de Ramipril Krka em toma única diária. Titulação e dose de manutenção Dependendo da tolerabilidade do doente à substância ativa, a dose deve ser incrementada gradualmente. Recomenda-se a duplicação da dose única diária para 2,5 mg após duas semanas e depois para 5 mg após duas semanas adicionais. Em doentes com diabetes e pelo menos um fator de risco cardiovascular Dose inicial 30-04-2021 A dose inicial recomendada é de 2,5 mg de Ramipril Krka em toma única diária. Titulação e dose de manutenção Dependendo da tolerabilidade do doente à substância ativa, a dose é aumentada subsequentemente. Recomenda-se a duplicação da dose diária para 5 mg de Ramipril Krka após uma a duas semanas e depois para 10 mg de Ramipril Krka após duas a três semanas adicionais. A dose diária alvo é de 10 mg. Em doentes com nefropatia não diabética definida por macroproteinúria ≥ 3 g/dia. Dose inicial A dose inicial recomendada é de 1,25 mg de Ramipril Krka em toma única diária. Titulação e dose de manutenção Dependendo da tolerabilidade do doente à substância ativa, a dose deve ser incrementada gradualmente. Recomenda-se a duplicação da dose única diária para 2,5 mg após duas semanas e depois para 5 mg após duas semanas adicionais. Insuficiência cardíaca sintomática Dose inicial Em doentes estabilizados sob o efeito de terapêutica diurética, a dose inicial recomendada é de 1,25 mg diários. Titulação e dose de manutenção Ramipril Krka deve ser titulado pela duplicação da dose a cada uma a duas semanas, até uma dose diária máxima de 10 mg. É preferível a administração em duas tomas diárias. Prevenção secundária após enfarte agudo do miocárdio associado a insuficiência cardíaca Dose inicial Nas 48 horas subsequentes a um enfarte do miocárdio e num doente clínica e hemodinamicamente estabilizado, a dose inicial é de 2,5 mg duas vezes por dia durante três dias. Se a dose inicial de 2,5 mg não for tolerada, deve administrar-se uma dose de 1,25 mg duas vezes por dia durante dois dias antes de proceder ao aumento da dose para 2,5 mg e 5 mg duas vezes por dia. Se a dose não poder ser incrementada para 2,5 mg duas vezes por dia o tratamento deve ser interrompido. Consulte também a secção acima sobre posologia em doentes tratados com diuréticos. Titulação e dose de manutenção A dose diária é subsequentemente aumentada, procedendo-se à duplicação da dose em intervalos de um a três dias até alcançar a dose de manutenção alvo de 5 mg duas vezes ao dia. Sempre que possível a dose de manutenção é fracionada em 2 administrações diárias. Caso a dose não possa ser aumentada para 2,5 mg duas vezes ao dia o tratamento deve ser interrompido. Ainda não existe experiência suficiente no tratamento de 30-04-2021 doentes com insuficiência cardíaca grave (NYHA IV) imediatamente após terem sofrido enfarte do miocárdio. No caso de a decisão tomada ser a de tratar estes doentes, recomenda-se que a terapêutica seja iniciada com 1,25 mg uma vez por dia e que seja tomada particular precaução aquando de qualquer incremento de dose. Populações especiais Doentes com compromisso da função renal A dose diária em doentes com compromisso da função renal deve basear-se na depuração da creatinina (ver secção 5.2): - se a depuração da creatinina é ≥ 60 ml/min, não é necessário proceder ao ajuste da dose inicial (2,5 mg/dia); a dose máxima diária é de 10 mg; - se a depuração da creatinina estiver entre 30-60 ml/min, não é necessário ajustar a dose inicial (2,5 mg/dia); a dose máxima diária é de 5 mg; - se a depuração da creatinina estiver entre 10-30 ml/min, a dose inicial é de 1,25 mg/dia e a dose máxima diária é de 5 mg; - em doentes hipertensos a fazer hemodiálise: o ramipril é ligeiramente dialisável; a dose inicial é de 1,25 mg/dia e a dose máxima diária é de 5 mg; o medicamento deve ser administrado algumas horas após se efetuar a hemodiálise. Doentes com compromisso da função hepática (ver secção 5.2) Em doentes com compromisso da função hepática, o tratamento com Ramipril Krka só pode ser iniciado sob supervisão médica atenta, sendo a dose máxima diária de 2,5 mg de Ramipril Krka Idosos As doses iniciais devem ser mais baixas e a subsequente titulação da dose deve ser mais gradual devido a uma maior probabilidade de ocorrência de efeitos indesejáveis, especialmente em doentes muito idosos e fragilizados. Deve ponderar- se uma dose inicial reduzida de 1,25 mg de ramipril. População pediátrica A segurança e eficácia de ramipril nas crianças ainda não foram estabelecidas. Os dados atualmente disponíveis para o Ramipril Krka estão descritos nas secções 4.8, 5.1, 5.2 e 5.3 mas não se podem fazer recomendações específicas para a posologia. Modo de administração Via oral.
4.3. Contraindicações
- Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1 ou a qualquer outro inibidor da ECA (Enzima de Conversão da Angiotensina). - História de angioedema (hereditária, idiopática ou devido a angioedema prévio com inibidores da ECA ou ARA). - Tratamentos extracorporais que promovam o contacto do sangue com superfícies carregadas negativamente (ver secção 4.5). - Estenose bilateral significativa da artéria renal ou estenose da artéria renal no caso de um único rim funcionante. - Segundo e terceiro trimestres da gravidez (ver secções 4.4 e 4.6). 30-04-2021 - O ramipril não pode ser utilizado em doentes com um quadro de estado de instabilidade hipotensiva ou hemodinâmica. - O uso concomitante de Ramipril Krka com medicamentos contendo aliscireno em doentes com diabetes mellitus ou compromisso renal (TFG < 60 ml/min/1,73m^2) (ver secções 4.5 e 5.1). - No uso concomitante com sacubitril / valsartan, ramipril não deve ser iniciado antes de 36 horas após a última dose de sacubitril / valsartan (ver também secções
4.4. e 4.5).
4.4. Advertências e precauções especiais de utilização
Populações especiais Gravidez: inibidores da ECA tais como ramipril ou Antagonistas do Recetores da Angiotensina II (ARA) não devem ser iniciados durante a gravidez. A menos que a terapia continuada com inibidor da ECA/ARA seja considerada essencial, as doentes que planeiam engravidar devem ter o seu tratamento alterado para anti- hipertensores alternativos que possuam um perfil de segurança de utilização durante a gravidez estabelecido. Quando a gravidez for diagnosticada, o tratamento com inibidores da ECA/ARA deve ser imediatamente interrompido e, se necessário, iniciada a terapêutica alternativa (ver secções 4.3 e 4.6). Doentes com maior risco de hipotensão - Doentes com o sistema renina-angiotensina-aldosterona fortemente ativado Os doentes com o sistema renina-angiotensina-aldosterona fortemente ativado encontram-se em risco de diminuição aguda e pronunciada da pressão arterial e deterioração da função renal devido à inibição da ECA, especialmente quando lhes é administrado um inibidor da ECA ou um diurético concomitantemente pela primeira vez ou é efetuado um primeiro incremento de dose. Uma ativação significativa do sistema renina-angiotensina-aldosterona deve ser antecipada, sendo necessária vigilância médica, incluindo, monitorização da pressão arterial, por exemplo em: - doentes com hipertensão grave - doentes com insuficiência cardíaca congestiva descompensada - doentes com impedimento do enchimento ou esvaziamento do ventrículo esquerdo hemodinamicamente relevante (p. ex., estenose da válvula mitral ou aórtica). - doentes com estenose unilateral da artéria renal com um segundo rim funcional - doentes com depleção salina ou de fluidos estabelecida ou que a possam vir a desenvolver (incluindo doentes que tomem diuréticos) - doentes com cirrose hepática e/ou ascite - doentes submetidos a uma cirurgia extensa ou durante a anestesia com agentes que provoquem hipotensão. Geralmente, é recomendável proceder à correção da desidratação, hipovolémia ou depleção salina antes de iniciar o tratamento (em doentes com insuficiência cardíaca, contudo, tais ações corretivas devem ser ponderadas cuidadosamente face ao risco de sobrecarga de volume). Duplo bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) Existe evidência de que o uso concomitante de inibidores da ECA, antagonistas dos recetores da angiotensina II ou aliscireno aumenta o risco de hipotensão, 30-04-2021 hipercaliemia e função renal diminuída (incluindo insuficiência renal aguda). O duplo bloqueio do SRAA através do uso combinado de inibidores da ECA, antagonistas dos recetores da angiotansina II ou aliscireno, é portanto, não recomendado (ver secções
4.5. e 5.1).
Se a terapêutica de duplo bloqueio for considerada absolutamente necessária, esta só deverá ser utilizada sob a supervisão de um especialista e sujeita a uma monitorização frequente e apertada da função renal, eletrólitos e pressão arterial. Os inibidores da ECA e os antagonistas dos recetores da angiotensina II não devem ser utilizados concomitantemente em doentes com nefropatia diabética. - Insuficiência cardíaca transitória ou persistente após enfarte do miocárdio (EM). - Doentes com risco de isquemia cardíaca ou cerebral em caso de hipotensão aguda A fase inicial do tratamento requer supervisão médica especial. Idosos Ver secção 4.2. Cirurgia Recomenda-se, sempre que possível, que o tratamento com inibidores da enzima de conversão da angiotensina, como é o caso do ramipril, seja suspenso um dia antes da cirurgia. Monitorização da função renal A função renal deve ser avaliada antes e durante o tratamento e a dose ajustada especialmente durante as semanas iniciais do tratamento. É necessário efetuar uma monitorização particularmente cuidadosa em doentes com compromisso da função renal (ver secção 4.2). Existe um risco de compromisso da função renal, particularmente em doentes com insuficiência cardíaca congestiva ou após um transplante renal. Hipersensibilidade / angioedema Foi notificado angioedema em doentes tratados com inibidores da ECA incluindo o ramipril (ver secção 4.8). Este risco pode ser aumentado em doentes a tomar medicações concomitantes, como inibidores mTOR (alvo da rapamicina em mamíferos) (por exemplo temsirolimus, everolimus, sirolimus), vildagliptina ou racecadotril. Em caso de angioedema o Ramipril Krka deve ser interrompido. A terapia de emergência deve ser instituída de imediato. Os doentes devem ser mantidos em observação durante pelo menos 12 a 24 horas e ter alta médica após a resolução completa dos sintomas. Foi notificado angioedema intestinal em doentes tratados com inibidores da ECA incluindo o ramipril (ver secção 4.8). Estes doentes apresentam dor abdominal (com ou sem náuseas ou vómitos). O uso concomitante de inibidores da ECA com sacubitril / valsartan é contraindicado devido ao aumento do risco de angioedema. O tratamento com sacubitril / valsartan não deve ser iniciado antes de 36 horas após a última dose de ramipril. O tratamento com ramipril não deve ser iniciado antes de 36 horas após a última dose de sacubitril / valsartan (ver secções 4.3 e 4.5). 30-04-2021 O uso concomitante de inibidores da ECA com racecadotril, inibidores mTOR (por exemplo, sirolímus, everolímus, temsirolímus) e vildagliptina pode levar a um aumento do risco de angioedema (por exemplo, inchaço das vias respiratórias ou língua, com ou sem insuficiência respiratória) (ver secção 4.5). Recomenda-se precaução ao iniciar o racecadotril, inibidores mTOR (por exemplo, sirolímus, everolímus, temsirolímus) e vildagliptina num doente que já tome um inibidor da ECA. Reações anafiláticas durante a dessensibilização A probabilidade e gravidade das reações anafiláticas e anafilactóides ao veneno de insetos e outros alérgenos são incrementadas sob inibição da ECA. Deve considerar- se uma interrupção temporária do Ramipril Krka antes de iniciar o processo de dessensibilização. Monitorização dos eletrólitos: Hipercaliemia Foi observada hipercaliemia em alguns doentes tratados com inibidores da ECA incluindo o Ramipril Krka. Os doentes em risco de desenvolverem hipercaliemia incluem aqueles com compromisso da função renal, idade (> 70 anos), diabetes mellitus não controlada, ou aqueles que utilizam sais de potássio, diuréticos poupadores de potássio e outras substâncias ativas que aumentam a quantidade de potássio no plasma, ou que tomam outras substâncias ativas associadas a aumentos de potássio sérico (p. ex., heparina, cotrimoxazol também conhecido como o trimetoprim/sulfametoxazol) ou situações como a desidratação, descompensação cardíaca aguda, acidose metabólica. Se a utilização concomitante dos agentes acima mencionados for considerada apropriada, recomenda-se a monitorização regular do potássio sérico (ver secção 4.5). Monitorização dos eletrólitos: Hiponatremia A Síndrome da Secreção Inapropriada da Hormona Antidiurética (SSIHA) e subsequente hiponatremia foram observados em alguns doentes tratados com ramipril. É recomendado que os níveis séricos de sódio sejam monitorizados regularmente em idosos e em outros doentes com risco de hiponatremia. Potássio sérico Os inibidores da ECA podem causar hipercaliemia devido à inibição da libertação de aldosterona. O efeito não é geralmente significativo em doentes com função renal normal. No entanto, pode ocorrer hipercaliemia em doentes com insuficiência renal e/ou em doentes que tomem suplementos de potássio (incluindo substitutos do sal), diuréticos poupadores de potássio, trimetoprim ou cotrimoxazol, também conhecidos por trimetoprim / sulfametoxazol e, especialmente, antagonistas da aldosterona ou bloqueadores dos recetores da angiotensina. Em doentes tratados com inibidores da ECA, os diuréticos poupadores de potássio e os bloqueadores dos recetores da angiotensina devem ser usados com precaução, e o potássio sérico e a função renal devem ser monitorizados (ver secção 4.5). Neutropenia/agranulocitose Foram muito raramente notificados casos de neutropenia/agranulocitose, bem como de trombocitopenia, anemia e depressão da medula óssea também foi reportada. Recomenda-se a monitorização da contagem das células brancas sanguíneas de forma a permitir a deteção de uma possível leucopenia. É aconselhável uma monitorização mais frequente na fase inicial do tratamento e em doentes com 30-04-2021 compromisso da função renal, doentes com doença do colagénio concomitante (p. ex. lúpus eritematoso ou esclerodermia), e os que estejam a ser tratados com outros medicamentos que possam causar alterações no quadro sanguíneo (ver secções 4.5 e 4.8). Diferenças étnicas Os inibidores da ECA podem causar uma taxa mais elevada de angioedema em doentes de raça negra do que aos que não pertencentes a esta raça. Como quaisquer outros inibidores da ECA, o ramipril pode ser menos eficaz na diminuição da pressão arterial em indivíduos de raça negra do que em doentes que não pertença a esta raça, possivelmente devido a uma maior prevalência de hipertensão associada a um nível de renina baixo na população de hipertensos de raça negra. Tosse Foi notificada tosse relacionada com a utilização de inibidores da ECA. Caracteristicamente esta tosse é não produtiva, persistente e desaparece após a interrupção da terapêutica. A tosse induzida pelos inibidores da ECA deve ser considerada como parte do diagnóstico diferencial da tosse. Excipientes Este medicamento contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por mg ou seja, é praticamente “isento de sódio”.
4.5. Interações medicamentosas e outras formas de interação
Os dados de ensaios clínicos têm demonstrado que o duplo bloqueio do sistema renina-angiotansina-aldosterona (SRAA) através do uso combinado de inibidores da ECA, antagonistas dos recetores da angiotensina II ou aliscireno está associado a uma maior frequência de acontecimentos adversos, tais como hipotensão, hipercaliemia e função renal diminuída (incluindo insuficiência renal aguda) em comparação com o uso de um único fármaco com ação no SRAA (ver secções 4.3,
4.4. e 5.1).
Medicamentos que aumentam o risco de angioedema O uso concomitante de inibidores da ECA com sacubitril / valsartan é contraindicado, uma vez que aumenta o risco de angioedema (ver secções 4.3 e 4.4). O uso concomitante de inibidores da ECA com racecadotril, inibidores mTOR (por exemplo, sirolímus, everolímus, temsirolímus) e vildagliptina pode levar a um aumento do risco de angioedema (ver secção 4.4). Associações contraindicadas Os tratamentos extracorporais que promovam o contacto do sangue com superfícies carregadas negativamente, tais como a diálise ou a hemofiltração com certas membranas de alto débito (ex. membranas de poliacrilnitrilo) e aferese de lipoproteína de baixa densidade com sulfato de dextrano devido ao aumento do risco de reações anafilactóides graves (ver secção 4.3). Se este tipo de tratamento for necessário, deve considerar-se a utilização de um tipo diferente de membrana de diálise ou de uma classe diferente de fármaco anti-hipertensor. 30-04-2021 Precauções de utilização Sais de potássio, heparina, diuréticos poupadores de potássio e outras substâncias ativas que aumentam o potássio plasmático (incluindo antagonistas da Angiotensina II, trimetoprim e sua combinação com sulfametoxazol em dose fixa, tacrolimus, ciclosporina): Pode ocorrer hipercaliemia, consequentemente é necessário efetuar uma monitorização cuidadosa dos níveis de potássio séricos. Diuréticos poupadores de potássio, suplementos de potássio ou substitutos do sal contendo potássio Embora o potássio sérico permaneça geralmente dentro dos limites normais, pode ocorrer hipercaliemia em alguns doentes tratados com ramipril. Os diuréticos poupadores de potássio (por exemplo, espironolactona, triamtereno ou amilorida), suplementos de potássio ou substitutos do sal contendo potássio podem levar a aumentos significativos do potássio sérico. Deve-se ter cuidado também quando o ramipril é coadministrado com outros agentes que aumentam o potássio sérico, como trimetoprim e cotrimoxazol (trimetoprim / sulfametoxazol), pois sabe-se que o trimetoprim atua como um diurético poupador de potássio como o amilorida. Por isso, a associação de ramipril com os fármacos acima mencionados não é recomendada. Se a utilização concomitante for indicada, devem ser utilizados com precaução e monitorizar frequentemente o potássio sérico. Ciclosporina Pode ocorrer hipercaliemia durante a administração simultânea de inibidores da ECA com ciclosporina. Recomenda-se a monitorização do potássio sérico. Heparina Pode ocorrer hipercaliemia durante a administração simultânea de inibidores da ECA com heparina. Recomenda-se a monitorização do potássio sérico. Cotrimoxazol (trimetoprim/sulfametoxazol) Os doentes que tomam concomitantemente cotrimoxazol (trimetoprim/sulfametoxazol) podem ter risco acrescido de hipercalemia (consultar a secção 4.4). Fármacos anti-hipertensores (ex. diuréticos) e outras substâncias que podem diminuir a pressão arterial (ex. nitratos, antidepressivos tricíclicos, anestésicos, consumo agudo de álcool, baclofeno, alfuzosina, doxazosina, prazosina, tansulosina, terazosina): Deve ser antecipado o risco de potenciação da hipotensão (ver secção
4.2. referente aos diuréticos).
Simpaticomiméticos vasopressores e outras substâncias (ex. isoproterenol, dobutamina, dopamina, epinefrina) que possam reduzir o efeito anti-hipertensor do Ramipril Krka: Recomenda-se a monitorização da pressão arterial. Alopurinol, imunossupressores, corticosteroides, procainamida, citostáticos e outras substâncias que possam alterar o hemograma: Existe uma maior probabilidade de reações hematológicas (ver secção 4.4). 30-04-2021 Sais de lítio: Os inibidores da ECA podem diminuir a excreção de lítio, tendo como consequência o aumento da toxicidade do lítio. Os níveis séricos de lítio devem ser monitorizados. Fármacos antidiabéticos incluindo insulina: Podem ocorrer reações hipoglicémicas. Recomenda-se a monitorização dos níveis de glicemia. Anti-inflamatórios não esteróides (AINEs) e ácido acetilsalicílico: Deve ser antecipada a redução do efeito anti-hipertensor do Ramipril Krka. Para além disso o tratamento concomitante com um inibidor da ECA e AINEs pode causar um risco aumentado de deterioração da função renal e um aumento na caliemia. Trimetoprim e sua combinação com sulfametoxazol em dose fixa (cotrimoxazol): Foi observado um aumento da incidência de hipercalemia em doentes a tomar inibidores da ECA e trimetopim e sua combinação com sulfametoxazol em dose fixa (cotrimoxazol). Inibidores mTOR ou vildagliptina: é possível um aumento do risco de angioedema em doentes concomitantes tomar medicação concomitante, como inibidores mTOR (por ex. temsirolimus, everolimus, sirolimus) ou vildagliptina. Devem tomar-se precauções ao iniciar a terapêutica (ver secção 4.4). Racecadotril: tem sido notificado um aumento potencial do risco de angioedema para o uso concomitante de inibidores de ECA e inibidores de NEP tal como o racecadotril (ver secção 4.4).
4.6. Fertilidade, gravidez e aleitamento
Gravidez: Não é recomendada a administração de Ramipril Krka durante o primeiro trimestre de gravidez (ver secção 4.4) e está contraindicado durante o segundo e terceiro trimestres de gravidez (ver secções 4.3). As evidências epidemiológicas referentes ao risco de teratogenicidade na sequência da exposição a inibidores da ECA durante o primeiro trimestre da gravidez não foram conclusivas; no entanto não é de excluir um pequeno aumento deste risco. Caso a terapêutica continuada com inibidores da ECA sejam considerada essencial, as doentes que planeiam engravidar devem ter a sua terapêutica alterada para um tratamento anti-hipertensor alternativo que tenha um perfil de segurança de utilização durante a gravidez estabelecido. Quando for diagnosticada a gravidez, o tratamento com inibidores da ECA deve ser imediatamente interrompido e, caso seja apropriado, iniciada uma terapêutica alternativa. A exposição a terapêutica com inibidor da ECA/Antagonistas do Recetores da Angiotensina II (ARA) durante o segundo e terceiro trimestres da gravidez é uma causa conhecida de fetotoxicidade humana (diminuição da função renal, oligoidrâmnios, atraso da ossificação do crânio) e de toxicidade neonatal (insuficiência renal, hipotensão, hipercaliemia). (Ver secção 5.3 "Dados de segurança pré-clínica"). Caso a exposição a inibidores da ECA tenha ocorrido a partir do segundo trimestre de gravidez, recomenda-se a verificação da função renal e do crânio por ultrassonografia. Os recém-nascidos cujas mães tenham tomado 30-04-2021 inibidores da ECA devem ser observados cuidadosamente para despistar casos de hipotensão, oliguria e hipercaliemia (ver também secções 4.3 e 4.4). Amamentação Uma vez que não existe suficiente informação disponível relativa à utilização de ramipril durante o aleitamento (ver secção 5.2), a administração de Ramipril Krka não é recomendada, sendo preferível a administração de tratamentos alternativos com um perfil de segurança melhor estabelecido durante o aleitamento, especialmente, enquanto decorrer a amamentação de um recém-nascido ou de um lactente prematuro.
4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas
Alguns efeitos adversos (por ex. sintomas de diminuição da pressão arterial como as tonturas) podem diminuir a capacidade de concentração e de reação do doente e, consequentemente, constituírem um risco nas situações em que estas capacidades são particularmente importantes (por ex. conduzir ou utilizar máquinas). Esta situação pode ocorrer especialmente no início do tratamento, ou quando se procede à alteração a partir de outras preparações. Durante várias horas após a administração da primeira dose ou dos aumentos subsequentes de dose não é aconselhável conduzir ou utilizar máquinas.
4.8. Efeitos indesejáveis
Resumo do perfil de segurança O perfil de segurança do ramipril inclui tosse seca persistente e reações devidas à ocorrência de hipotensão. As reações adversas graves incluem angioedema, hipercaliemia, compromisso da função renal ou hepática, pancreatite, reações cutâneas graves e neutropenia/agranulocitose. Lista tabelada de reações adversas A frequência das reações adversas é definida utilizando a seguinte convenção: Muito frequentes (≥1/10); frequentes (≥1/100 a <1/10); pouco frequentes (>1/1.000 a <1/100); raros (>1/10.000 a <1/1.000); muito raros (<1/10.000), desconhecidos (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis). Os efeitos indesejáveis são apresentados por ordem decrescente de gravidade dentro de cada classe de frequência. Frequentes Pouco Raros Muito Desconhecidos frequentes raros Doenças do Eosinofilia Diminuição Insuficiência da sangue e do da medula óssea, sistema contagem pancitopenia, linfático de glóbulos anemia brancos hemolítica (incluindo neutropenia ou agranulocit 30-04-2021 ose), Diminuição da contagem de glóbulos vermelhos, diminuição da hemoglobin a, Diminuição da contagem de plaquetas Doenças do Reações sistema anafiláticas ou imunitário anafilactóides, aumento do anticorpo antinuclear Doenças Síndrome da endócrinas Secreção Inapropriada da Hormona Antidiurética (SSIHA) Doenças do Aumento da Anorexia, Diminuição do metabolismo concentração diminuição do sódio no e nutrição de potássio no apetite sangue sangue Doenças do Humor Estado Atenção foro depressivo, confusional alterada psiquiátrico nervosismo, inquietação, perturbações do sono incluindo sonolência Doenças do Cefaleia, Vertigens, Tremor, Isquemia sistema tonturas parestesia, perturbaçõe cerebral nervoso ageusia, s do incluindo AVC disgeusia equilíbrio isquemico e ataque isquémico transitório, diminuição da capacidade psicomotora, sensação de queimadura, 30-04-2021 parosmia Afeção extrapiramidal Afeções Alterações da Conjuntivite oculares visão incluindo visão turva Afeções do Diminuição ouvido e do da audição, labirinto acufenos Cardiopatias Isquemia do miocárdio incluindo angina de peito ou enfarte do miocárdio, taquicardia, arritmia, palpitações, edema periférico Vasculopatias Hipotensão, Rubor Estenose Fenómeno de diminuição da vascular, Raynaud pressão hipoperfusã arterial o, vasculite ortostática, síncope Doenças Tosse irritativa Broncospasmo respiratórias, não produtiva, incluindo torácicas e bronquite, agravamento do sinusite, da asma, mediastino dispneia congestão nasal Doenças Inflamação Pancreatite Glossite Estomatite gastrointesti gastrointestina (foram aftosa nais l, alterações notificados digestivas, muito desconforto excecionalment abdominal, e casos de dispepsia, desfecho fatal diarreia, com a náuseas, utilização de vómitos inibidores da ECA), aumento das enzimas pancreáticas, angioedema do intestino delgado, dor da região abdominal superior 30-04-2021 incluindo gastrite, obstipação, boca seca Afeções Aumento das Icterícia Insuficiência hepatobiliare enzimas colestática, hepática s hepáticas e/ou lesões aguda, hepatite aumento da hepatocelul colestática ou bilirrubina ares citolítica (o conjugada desfecho fatal é muito excecional) Afeções dos Erupção Angioedema: Dermatite Reação de Necrólise tecidos cutânea, em obstrução das exfoliativa, fotossensi epidérmica cutâneos e particular vias urticária, bilidade tóxica, subcutâneos maculo- respiratórias onicólise Síndrome de papular decorrente de Stevens- angioedema, Johnson, pode muito eritema excecionalment multiforme, e ter um psoríase desfecho fatal; pênfigo prurido, agravada, hiperhidrose dermatite psoriasiforme, penfigóide ou exantema liquenóide ou enantema alopécia Afeções Espasmos Artralgia musculoesqu musculares, eléticas e dos mialgia tecidos conjuntivos Doenças Compromisso renais e da função renal urinárias incluindo insuficiência, renal aguda, aumento do débito urinário, agravamento de uma proteinuria pré- existente, aumento da ureia no sangue, aumento da creatinina sanguínea 30-04-2021 Doenças dos Disfunção erétil Ginecomastia órgãos temporária, genitais e da diminuição da mama líbido Perturbações Dor torácica, Pirexia Astenia gerais e fadiga alterações no local da administraçã o População pediátrica A segurança do ramipril foi monitorizada em 325 crianças e adolescentes com idade entre 2 e 16 anos, durante 2 ensaios clínicos. Enquanto que a natureza e gravidade dos acontecimentos adversos são semelhantes às dos adultos, a frequência dos seguintes acontecimentos é superior nas crianças: Taquicardia, congestão nasal e rinite, “frequentes” (i.e. ≥ 1/100 a < 1/10) na população pediátrica e “pouco frequentes” (i.e. ≥ 1/1000 a < 1/100) na população adulta. Conjuntivite “frequentes” (i.e. ≥ 1/100 a < 1/10) na população pediátrica e “raros” (i.e. ≥ 1/10000 a < 1/1000) na população adulta. Tremor e urticária “pouco frequentes” (i.e. ≥ 1/1000 a < 1/100) na população pediátrica e “raros” (i.e. ≥ 1/10000 a < 1/1000) na população adulta. O perfil de segurança geral do ramipril em doentes pediátricos não é significativamente diferente do perfil de segurança nos adultos. Notificação de suspeitas de reações adversas A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício- risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) Fax: + 351 21 798 73 97 Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram E-mail: [email protected]
4.9. Sobredosagem
Sintomas 30-04-2021 Os sintomas associados à sobredose com inibidores da ECA podem incluir vasodilatação periférica excessiva (com hipotensão marcada, choque), bradicardia, alterações eletrolíticas e insuficiência renal. Tratamento O doente deve ser cuidadosamente monitorizado e o tratamento deve ser sintomático e de suporte. As medidas sugeridas incluem uma desintoxicação primária (lavagem gástrica, administração de adsorventes) e medidas para restabelecer a estabilidade hemodinâmica, incluindo a administração de um agonista alfa 1 adrenérgico ou de angiotensina II (angiotensinamida). O metabolito ativo do ramipril, o ramiprilato, tem uma taxa baixa de remoção da circulação sistémica através de hemodiálise.
5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS
5.1. Propriedades farmacodinâmicas
Grupo farmacoterapêutico: 3.4.2.1 Aparelho cardiovascular. Anti-hipertensores. Modificadores do eixo da renina angiotensina. Inibidores da enzima de conversão da angiotensina, código ATC: C09AA05 Mecanismo de ação O ramiprilato, o metabolito ativo do pró-fármaco ramipril, inibe a enzima dipeptidilcarboxipeptidase I (sinónimos: enzima de conversão da angiotensina; quininase II). Esta enzima cataliza a conversão no plasma e tecidos da angiotensina I na substância vasoconstritora ativa angiotensina II, bem como a degradação do vasodilatador ativo bradicinina. A redução da formação da angiotensina II e a inibição da decomposição da bradicinina provoca vasodilatação. Como a angiotensina II também estimula a libertação de aldosterona, o ramiprilato origina uma redução da secreção de aldosterona. A resposta média à monoterapia com inibidores da ECA foi mais baixa nos doentes hipertensos (Afro-Caribenhos) de raça negra (geralmente uma população hipertensa com níveis baixos de renina) comparativamente com os doentes que não são de raça negra. Efeitos farmacodinâmicos Propriedades anti-hipertensoras A administração de ramipril provoca uma diminuição acentuada da resistência arterial periférica. Normalmente, não ocorrem alterações significativas no fluxo plasmático renal e na taxa de filtração glomerular. A administração de ramipril a doentes hipertensos provoca uma redução da pressão arterial quer de pé quer na posição supina, sem aumento compensatório da frequência cardíaca. Na maioria dos doentes o efeito anti-hipertensor torna-se evidente 1 a 2 horas após a administração de uma dose única por via oral. O pico do efeito observa-se 3 a 6 horas após a ingestão de uma dose única, por via oral, mantendo-se normalmente durante pelo menos 24 horas. Durante o tratamento continuado com ramipril o efeito anti-hipertensor máximo é atingido normalmente após 3 a 4 semanas. Foi demonstrado que o efeito anti- hipertensor se mantém no tratamento a longo prazo por 2 anos. 30-04-2021 Uma interrupção súbita da administração de ramipril não provoca um aumento compensatório rápido e excessivo na pressão arterial. Insuficiência cardíaca Para além da terapêutica convencional com diuréticos e da utilização opcional de glicosideos cardíacos, o ramipril demonstrou ser eficaz em doentes com pertencentes às classes funcionais II-IV da classificação da New-York Heart Association. O fármaco demonstrou efeitos benéficos na hemodinâmica cardíaca (diminuição das pressões de enchimento ventricular direito e esquerdo, redução da resistência vascular periférica total, aumento do débito cardíaco e melhoria do índice cardíaco). Reduziu também a ativação neuroendócrina. Eficácia clínica e segurança Prevenção cardiovascular/Nefroproteção: Foi efetuado um estudo preventivo controlado por placebo (o estudo HOPE), no qual o ramipril foi adicionado à terapêutica padrão em mais de 9.200 doentes. Foram incluídos neste estudo os doentes com risco aumentado de doença cardiovascular subsequente quer a doença cardio vascular aterotrombótica (história de doença cardíaca coronária, AVC ou doença vascular periférica) quer a diabetes mellitus associada a pelo menos um fator de risco adicional (microalbuminúria documentada, hipertensão, aumento do nível de colesterol total, nível de colesterol das lipoproteínas de alta densidade ou tabagismo). O estudo demonstrou que o ramipril diminui de forma estatisticamente significativa a incidência de enfarte do miocárdio, morte associada a causas cardiovasculares e AVC, isolados e combinados (acontecimentos primários combinados). Estudo HOPE: Resultados prinicipais Ramipril Placebo Risco relativo Valor -p (intervalo de % % confiança 95%) Todos os N= 4.645 N= 4.652 doentes Acontecimentos 14,0 17,8 0,78 (0,70- < 0,001 primários 0,86) combinados Enfarte do 9,9 12,3 0,80 (0,70- < 0,001 miocárdio 0,90) Morte devido a 6,1 8,1 0,74 (0,64- < 0,001 causas 0,87) cardiovasculares AVC 3,4 4,9 0,68 (0,56- < 0,001 0,84) Objetivos secundários Morte associada 10,4 12,2 0,84 (0,75- 0,005 a qualquer 0,95) causa Necessidade de 16,0 18,3 0,85 (0,77- 0,002 30-04-2021 revascularização 0,94) Hospitalização 12,1 12,3 0,98 (0,87- NS devido a angina 1,10) instável Hospitalização 3,2 3,5 0,88 (0,70- 0,25 devido a 1,10) insuficiência cardíaca Complicações 6,4 7,6 0,84 (0,72- 0,03 associadas a 0,98) diabetes O estudo MICRO-HOPE, um subestudo pré-definido a partir do estudo HOPE, investigou o efeito da adição de 10 mg de ramipril ao regime médico a decorrer versus o placebo em 3.577 doentes com pelo menos ≥ 55 anos de idade (sem limite superior de idade), com uma maioria sofrendo de diabetes tipo 2 (e pelo menos um outro fator de risco CV), normotensos ou hipertensos. A análise primária demonstrou que 117 (6,5%) dos participantes a tomar ramipril e 149 (8,4%) dos participantes a tomar placebo desenvolveram nefropatia declarada, a qual corresponde a um RRR de 24%; 95% IC [3-40], p=0,027. O estudo REIN, em ensaio clínico multicêntrico, aleatorizado, com dupla ocultação em grupo paralelo, controlado por placebo, que se destinava a avaliar o efeito do tratamento com ramipril na taxa de declínio da taxa de função glomerular (TFR) em 352 doentes normotensos ou hipertensos (com idades entre os 18-70 anos) que sofriam de proteinuria ligeira (i.e. média de excreção urinária proteica ≥ 1 e > 3 g/24 h) ou grave (≥3 g/24 h) devido a nefropatia não diabética crónica. Ambas as populações foram estratificadas prospetivamente. A análise principal dos casos de doentes com proteinúria mais grave (estrato interrompido prematuramente devido aos benefícios obtidos no grupo ao qual estava a ser administrado ramipril) demonstrou que a taxa média de declínio da TFG por mês era inferior com a utilização de ramipril comparativamente com a utilização de placebo; -0,54 (0,66) vs. -0,88 (1,03) ml/min/mês, p=0,038. A diferença intergrupos foi então de 0,34 [0,03-0,65] por mês, e cerca de 4 ml/min/ano; 23,1% dos doentes no grupo ao qual era administrado ramipril alcançou o objetivo combinado secundário correspondente à duplicação dos valores basais séricos da concentração de creatinina e/ou doença renal em fase terminal (ESRD) (necessária para dar início a um tratamento de diálise ou a um transplante renal) vs. 45,5% no grupo ao qual foi administrado o placebo (p=0,02). Duplo bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) Dois grandes estudos aleatorizados e controlados (ONTARGET ("ONgoing Telmisartan alone and in combination with Ramipril Global Endpoint Trial") e VA NEPHRON-D ("The Veterans Affairs Nephropathy in Diabetes")) têm examinado o uso da associação de um inibidor da ECA com um antagonista dos recetores da angiotensina II. O estudo ONTARGET foi realizado em doentes com história de doença cardiovascular ou cerebrovascular, ou diabetes mellitus tipo 2 acompanhada de evidência de lesão de órgão-alvo. O estudo VA NEPHRON-D foi conduzido em doentes com diabetes mellitus tipo 2 e nefropatia diabética. 30-04-2021 Estes estudos não mostraram nenhum efeito benéfico significativo nos resultados renais e/ou cardiovasculares e mortalidade, enquanto foi observado um risco aumentado de hipercaliemia, insuficiência renal aguda e/ou hipotensão, em comparação com monoterapia. Dadas as suas propriedades farmacodinâmicas semelhantes, estes resultados são também relevantes para outros indutores da ECA e antagonistas dos recetores da angiotensina II. Os inibidores da ECA e os antagonistas dos recetores da angiotensina II não devem assim, ser utilizados concomitantemente em doentes com nefropatia diabética. O estudo ALTITUDE ("Aliskiren Trial in Type 2 Diabetes Using Cardiovascular and renal Disease Endpoints") foi concebido para testar o benefício da adição de aliscireno a uma terapêutica padrão com um inibidor da ECA ou um antagonista dos recetores da angiotensina II em doentes com diabetes mellitus tipo 2 e doença renal crónica, doença cardiovascular ou ambas. O estudo terminou precocemente devido a um risco aumentado de resultados adversos. A morte cardiovascular e o acidente vascular cerebral foram ambos numericamente mais frequentes no grupo tratado com aliscireno, do que no grupo tratado com placebo e os acontecimentos adversos e acontecimentos adversos graves de interesse (hipercaliemia, hipotensão e disfunção renal) foram mais frequentemente notificados no grupo tratado com aliscireno que no grupo tratado com placebo. Prevenção secundária após enfarte agudo do miocárdio O estudo AIRE incluiu mais de 2.000 doentes com sinais clínicos transitórios/persistentes de insuficiência cardíaca após enfarte de miocárdio documentado. O tratamento com ramipril iniciou-se 3 a 10 dias depois da ocorrência do enfarte agudo do miocárdio. O estudo demonstrou que após um tempo médio de acompanhamento de 15 meses a mortalidade no grupo de doentes tratados com ramipril foi de 16,9% e no grupo de doentes tratados com placebo foi de 22,6 %. Isto traduz-se numa redução da mortalidade absoluta de 5,7% e numa redução de risco relativo de 27% (IC 95% [11-40%]). População pediátrica Num estudo clínico aleatorizado, em dupla ocultação, controlado por placebo envolvendo 244 doentes pediátricos com hipertensão (73% hipertensão primária), com idade entre 6 e 16 anos, os doentes receberam a dose baixa, dose média ou dose alta de ramipril para atingirem concentrações plasmáticas de ramiprilato correspondentes ao limite de doses do adulto de 1,25 mg, 5 mg e 20 mg com base no peso corporal. Ao fim de 4 semanas, o ramipril não foi eficaz na redução da pressão arterial sistólica mas a dose mais alta reduziu a pressão arterial diastólica. Quer a dose média quer a dose alta de ramipril apresentaram uma redução significativa na pressão arterial sistólica e diastólica nas crianças com hipertensão confirmada. Este efeito não foi observado num estudo de aumento de dose a 4 semanas, aleatorizado, em dupla ocultação, em 218 doentes pediátricos com idade entre 6 e 16 anos (75% hipertensão primária), em que a pressão arterial quer sistólica quer distólica apresentaram uma ligeira alteração mas não um retorno estatisticamente significativo à linha de base, nas três doses de ramipril estudadas [dose baixa (0,625 mg – 2,5 mg), dose média (2,5 mg – 10 mg) ou dose alta (5 mg – 20 mg)] com base no peso corporal. Na população pediátrica estudada o ramipril não teve uma resposta de dose linear. 30-04-2021
5.2. Propriedades farmacocinéticas
Absorção O ramipril é rapidamente absorvido a partir do trato gastrointestinal após administração oral; as concentrações plasmáticas máximas são atingidas 1 hora após a administração oral. Tendo como base a recuperação da urina, a extensão da absorção é de pelo menos 56% e não é influenciada significativamente pela presença de comida no trato gastrointestinal. A biodisponibilidade do metabolito ativo ramiprilato após a administração oral de 2,5 mg e 5 mg de ramipril é de 45%. A concentração plasmática máxima do ramiprilato, o único metabolito ativo do ramipril é atingida 2 a 4 horas após a administração oral de ramipril. As concentrações plasmáticas de equilíbrio máximas do ramiprilato após uma toma única diária das doses habituais de ramipril são alcançadas aproximadamente ao quarto dia de tratamento. Distribuição A ligação do ramipril às proteínas séricas é de cerca de 73% e a do ramiprilato é de cerca de 56%. Biotransformação O ramipril é metabolizado quase na sua totalidade em ramiprilato, e no seu éster dicetopiperazina, no seu ácido dicetopiperazina, nos glucuronidos de ramipril e ramiprilato. Eliminação A excreção de metabolitos é principalmente efetuada por via renal. As concentrações plasmáticas do ramiprilato diminuem de forma polifásica. Devido à sua forte ligação saturável à ECA e à dissociação lenta desta enzima, o ramiprilato apresenta uma fase de eliminação terminal prolongada em concentrações plasmáticas muito baixas. Após a administração de múltiplas doses únicas diárias de ramipril, a semivida efetiva das concentrações de ramiprilato foi de 13-17 horas para as doses de 5-10 mg e apresentou tempos mais prolongados para as doses mais baixas de 1,25 mg- 2,5 mg. Esta diferença está relacionada com a saturação da capacidade de ligação da enzima ao ramiprilato. Doentes com compromisso da função renal (ver secção 4.2) A excreção renal de ramiprilato é reduzida em doentes com insuficiência renal e a excerção renal do ramiprilato é proporcionalmente relacionada com a excreção da creatinina. Isto provoca um aumento da concentração plasmática do ramiprilato, que diminui mais lentamente comparativamente com doentes com uma função renal normal. Doentes com compromisso de função hepática (ver secção 4.2) Em doentes com compromisso da função hepática, o metabolismo do ramipril em ramiprilato foi retardado devido à atividade reduzida das estearases hepáticas, e os níveis plasmáticos de ramipril nestes doentes estavam aumentados. No entanto, a concentração plasmática máxima do ramiprilato nestes doentes, não é diferente da observada em indivíduos com função hepática normal. Aleitamento 30-04-2021 Uma dose única oral de ramipril produz um nível que não é detetável, de ramipril ou do seu metabolito, no leite materno. No entanto, o efeito de múltiplas doses não é conhecido. População pediátrica O perfil farmacocinético do ramipril foi estudado em 30 doentes pediátricos hipertensos, com idade entre 2 e 16 anos, com peso > 10 kg. Após doses de 0,05 a 0,2 mg/kg o ramipril foi rápida e extensamente metabolizado em ramiprilato. As concentrações plasmáticas máximas de ramiprilato são atingidas no prazo de 2-3 horas. A depuração do ramiprilato está altamente correlacionada quer com o log do peso corporal (p<0,01) quer com a dose (p<0,001). A depuração e o volume de distribuição aumentam com o aumento da idade das crianças para cada grupo de dose. Nas crianças, a dose de 0,05 mg/kg atinge níveis de exposição comparáveis aos dos adultos tratados com ramipril 5 mg. Nas crianças, a dose de 0,2 mg/kg origina níveis de exposição superiores à dose máxima recomendada nos adultos de 10 mg por dia.
5.3. Dados de segurança pré-clínica
A administração oral de ramipril mostrou não causar indicações de toxicidade aguda em roedores e cães. Foram efetuados estudos envolvendo a administração oral crónica em ratos, cães e macacos. Detetaram-se indicações de desvios ao nível dos eletrólitos plasmáticos e do hemograma em 3 espécies. Observou-se um alargamento pronunciado do sistema justoglomerular em ratos e macacos, indicadores da atividade farmacodinâmica de ramipril, a partir de doses diárias de 250 mg/kg/d. Os ratos, cães e macacos toleraram doses diárias de 2, 2,5 e 8 mg/kg/d respetivamente sem efeitos nefastos. Em ratos muito jovens observou- se um dano renal irreversível após a administração de uma dose única de ramipril. Os estudos de toxicidade reprodutiva efetuados no rato, coelho e macaco não evidenciaram qualquer propriedade teratogénica. Não se observou diminuição da fertilidade tanto nos ratos macho como fêmea. A administração de ramipril a ratos fêmea durante os períodos fetal e de lactação produziu danos renais irreversíveis (dilatação da pélvis renal) nas crias quando administrado em doses iguais ou superiores a 50 mg/kg/peso corporal. Os testes de mutagenicidade extensos utilizando vários sistemas de teste não forneceram qualquer indicação de que o ramipril possua propriedades mutagénicas ou genotóxicas.
6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS
6.1. Lista dos excipientes
Hipromelose 6 cps Celulose microcristalina Amido de milho pré-gelificado Fumarato sódico de estearilo Água purificada Óxido de ferro amarelo (E172) – apenas nos comprimidos de 2,5 mg 30-04-2021 Óxido de ferro vermelho (E172) - apenas nos comprimidos de 5 mg
6.2. Incompatibilidades
Não aplicável.
6.3. Prazo de validade
Ramipril Krka 1,25 mg comprimidos: 3 anos Ramipril Krka 2,5 mg comprimidos: 3 anos Ramipril Krka 5 mg comprimidos: 3 anos Ramipril Krka 10 mg comprimidos: 3 anos
6.4. Precauções especiais de conservação
Não conservar acima de 25°C. Conservar na embalagem de origem para proteger da humidade.
6.5. Natureza e conteúdo do recipiente
Ramipril Krka está disponível em embalagens blister de OPA-ALU-PVC/ALU, contendo 10, 15, 20, 30, 50, 60 ou 90 comprimidos. É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.
6.6. Precauções especiais de eliminação
Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.
7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
KRKA Farmacêutica, Sociedade Unipessoal, Lda. Av. de Portugal, nº 154 Piso 1 2765-272 Estoril Portugal
8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
Ramipril Krka, 1,25 mg, comprimidos Nº de registo: 5337019 - 10 comprimidos, 1,25 mg, blisters de OPA/Alu/PVC - Alu Nº de registo: 5337027 - 15 comprimidos, 1,25 mg, blisters de OPA/Alu/PVC - Alu Nº de registo: 5337035 - 20 comprimidos, 1,25 mg, blisters de OPA/Alu/PVC - Alu Nº de registo: 5337043 - 30 comprimidos, 1,25 mg, blisters de OPA/Alu/PVC - Alu Nº de registo: 5337050 - 50 comprimidos, 1,25 mg, blisters de OPA/Alu/PVC - Alu Nº de registo: 5337068 - 60 comprimidos, 1,25 mg, blisters de OPA/Alu/PVC - Alu Nº de registo: 5337076 - 90 comprimidos, 1,25 mg, blisters de OPA/Alu/PVC - Alu Ramipril Krka, 2,5 mg, comprimidos Nº de registo: 5337100 - 10 comprimidos, 2.5 mg, blisters de OPA/Alu/PVC - Alu 30-04-2021 Nº de registo: 5337118 - 15 comprimidos, 2.5 mg, blisters de OPA/Alu/PVC - Alu Nº de registo: 5337126 - 20 comprimidos, 2.5 mg, blisters de OPA/Alu/PVC - Alu Nº de registo: 5337134 - 30 comprimidos, 2.5 mg, blisters de OPA/Alu/PVC - Alu Nº de registo: 5337142 - 50 comprimidos, 2.5 mg, blisters de OPA/Alu/PVC - Alu Nº de registo: 5337159 - 60 comprimidos, 2.5 mg, blisters de OPA/Alu/PVC - Alu Nº de registo: 5337167 - 90 comprimidos, 2.5 mg, blisters de OPA/Alu/PVC - Alu Ramipril Krka, 5 mg, comprimidos Nº de registo: 5337175 - 10 comprimidos, 5 mg, blisters de OPA/Alu/PVC - Alu Nº de registo: 5337209 - 15 comprimidos, 5 mg, blisters de OPA/Alu/PVC - Alu Nº de registo: 5337217 - 20 comprimidos, 5 mg, blisters de OPA/Alu/PVC - Alu Nº de registo: 5337225 - 30 comprimidos, 5 mg, blisters de OPA/Alu/PVC - Alu Nº de registo: 5337233 - 50 comprimidos, 5 mg, blisters de OPA/Alu/PVC - Alu Nº de registo: 5337241 - 60 comprimidos, 5 mg, blisters de OPA/Alu/PVC - Alu Nº de registo: 5337258 - 90 comprimidos, 5 mg, blisters de OPA/Alu/PVC - Alu Ramipril Krka, 10 mg, comprimidos Nº de registo: 5337266 - 10 comprimidos, 10 mg, blisters de OPA/Alu/PVC - Alu Nº de registo: 5337274 - 15 comprimidos, 10 mg, blisters de OPA/Alu/PVC - Alu Nº de registo: 5337308 - 20 comprimidos, 10 mg, blisters de OPA/Alu/PVC - Alu Nº de registo: 5337316 - 30 comprimidos, 10 mg, blisters de OPA/Alu/PVC - Alu Nº de registo: 5337324 - 50 comprimidos, 10 mg, blisters de OPA/Alu/PVC - Alu Nº de registo: 5337332 - 60 comprimidos, 10 mg, blisters de OPA/Alu/PVC - Alu Nº de registo: 5337340 - 90 comprimidos, 10 mg, blisters de OPA/Alu/PVC - Alu
9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE
INTRODUÇÃO NO MERCADO Data da primeira autorização: 30 de setembro 2010. Data da última renovação: 21 de março de 2017.
