Helant
Folheto informativo: Informação para o utilizador
Helant 20 mg cápsulas omeprazol
Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento, pois contém informação importante para si. Tome este medicamento exatamente como está descrito neste folheto, ou de acordo com as indicações do seu médico ou farmacêutico. – Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente. – Caso precise de esclarecimentos ou conselhos, consulte o seu farmacêutico. – Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4. – Se não se sentir melhor ou se piorar após 14 dias, tem de consultar um médico.
O que contém este folheto:
1. O que é Helant e para que é utilizado
2. O que precisa de saber antes de tomar Helant
3. Como tomar Helant
4. Efeitos indesejáveis possíveis
5. Como conservar Helant
6. Conteúdo da embalagem e outras informações
1. O que é Helant e para que é utilizado
Helant contém a substância ativa omeprazol. Pertence a um grupo de medicamentos chamados “inibidores da bomba de protões”. Atuam reduzindo a quantidade de ácido que é produzido pelo estômago.
Este medicamento é utilizado em adultos para o tratamento de curto prazo dos sintomas de refluxo (por exemplo, azia, regurgitação ácida).
O refluxo é o retorno do ácido do estômago para o esófago (canal de alimentação) que pode ficar inflamado e é doloroso. Isto pode provocar sintomas tais como sensação de queimadura dolorosa no peito subindo até à garganta (azia) e um sabor amargo na boca (regurgitação ácida). Poderá ser necessário tomar as cápsulas durante 2 a 3 dias consecutivos para alcançar melhoria dos sintomas.
2. O que precisa de saber antes de tomar Helant
Não tome Helant – se tem alergia ao omeprazol ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6). – se tem alergia a medicamentos contendo outros inibidores da bomba de protões (tais como pantoprazol, lansoprazol, rabeprazol, esomeprazol). – se está a tomar um medicamento contendo nelfinavir (usado na infeção por VIH).
Se alguma das situações cima descritas se aplica a si, não tome Helant. Se não tem a certeza, fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.
Advertências e precauções
Não tome este medicamento por mais de 14 dias sem consultar um médico. Se não sentir alívio, ou se sentir um agravamento dos sintomas, consulte o seu médico. Têm sido notificados casos de reações cutâneas graves incluindo Síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica, reação a fármaco com eosinofilia e sintomas sistémicos (DRESS) e pustulose exantematosa generalizada aguda (PEGA) em associação ao tratamento com Helant. Pare de tomar Helant e procure imediatamente por cuidados médicos, se verificar o aparecimento de algum dos sintomas relacionados com essas reações cutâneas graves, descritos na secção 4.
Quando tomar omeprazol, pode ocorrer uma inflamação nos seus rins. Os sinais e sintomas podem incluir menor volume de urina ou sangue na urina e/ou reações de hipersensibilidade como febre, erupção cutânea e rigidez das articulações. Deve comunicar este tipo de sinais ao seu médico.
Este medicamento pode esconder os sintomas de outras doenças. Por isso, se alguma das seguintes situações lhe acontecer antes de começar a tomar Helant ou enquanto o tomar, informe o seu médico imediatamente: • Perde muito peso sem razão aparente e tem problemas em engolir. • Tem dores de estômago ou indigestão. • Começa a vomitar alimentos ou sangue. • Tem fezes escuras (fezes machadas com sangue). • Tem diarreia grave ou persistente, uma vez que o omeprazol tem sido associado a um pequeno aumento de diarreia infeciosa. • Já sofreu de úlcera gástrica ou foi submetido a cirurgia gastrointestinal. • Está em tratamento sintomático contínuo de indigestão ou azia há 4 semanas ou mais. • Sofre continuamente de indigestão ou azia há 4 semanas ou mais. • Tem icterícia ou doença hepática grave. • Tem mais de 55 anos e sintomas novos ou recentemente alterados. • Se já teve reações cutâneas após tratamento com um medicamento similar a Helant que reduza a acidez do estômago. • Se está previsto fazer uma análise específica ao sangue (cromogranina A).
Os doentes não devem tomar omeprazol como medicamento preventivo.
No caso de sofrer uma erupção cutânea, especialmente em áreas da pele expostas ao sol, fale com o seu médico o mais cedo possível, dado que poderá ter de interromper o seu tratamento com Helant. Lembre-se de mencionar igualmente quaisquer outros efeitos adversos, tal como dores nas articulações.
Crianças e adolescentes Helant não se destina a ser utilizado em crianças e adolescentes com menos de 18 anos de idade.
Outros medicamentos e Helant Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, tiver tomado recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos. Isto inclui os medicamentos comprados sem prescrição médica. Isto porque Helant pode afetar o modo de ação de alguns medicamentos e alguns medicamentos podem afetar o Helant.
Não tome Helant se está a tomar um medicamento contendo nelfinavir (usado para tratar a infeção por VIH).
Deve dizer especificamente ao seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar clopidogrel (usado para prevenir coágulos sanguíneos (trombos)).
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar algum dos medicamentos seguintes: • Cetoconazol, itraconazol, posaconazol ou voriconazol (usados para tratar infeções causadas por fungos). • Digoxina (usada para tratar problemas de coração). • Diazepam (usado para tratar a ansiedade, relaxar os músculos ou na epilepsia). • Fenitoína (usada na epilepsia). Se estiver a tomar fenitoína, o seu médico necessita de o monitorizar quando começa e quando termina o tratamento com Helant. • Medicamentos usados para manter o sangue mais fluído, tais como varfarina ou outros bloqueadores da vitamina K. O seu médico pode necessitar de o monitorizar quando começa e quando termina o tratamento com Helant. • Rifampicina (usada para tratar a tuberculose). • Atazanavir (usado para tratar infeções por VIH). • Tacrolímus (em casos de transplante de órgãos). • Hipericão (Hypericum perforatum) (usado para tratar a depressão ligeira). • Cilostazol (usado para tratar a claudicação intermitente). • Saquinavir (usado para tratar infeções por VIH). • Erlotinib (usado para tratar o cancro) • Metotrexato (um medicamento para quimioterapia utilizado em doses elevadas no tratamento do cancro) – se estiver a tomar uma dose elevada de metotrexato, o seu médico pode parar temporariamente o seu tratamento com Helant.
Helant com alimentos e bebidas Ver secção 3 “Como tomar Helant”.
Gravidez e amamentação Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento. O omeprazol é excretado no leite materno, mas não é provável que influencie a criança quando se utilizam doses terapêuticas. O seu médico irá decidir se pode tomar Helant se estiver a amamentar.
Condução de veículos e utilização de máquinas É pouco provável que Helant afete a sua capacidade de conduzir ou de utilizar ferramentas ou máquinas. Podem ocorrer efeitos indesejáveis tais como tonturas e perturbações visuais (ver secção 4). Se se sentir afetado, não deve conduzir ou utilizar máquinas.
Helant contém sódio Este medicamento contem 225 mg de sódio (componente principal do sal de cozinha/mesa) por cada cápsula. Isto equivale a 11,2% da dose diária máxima recomendada de sódio para um adulto.
3. Como tomar Helant
Tome este medicamento exatamente como está descrito neste folheto, ou de acordo com as indicações do seu médico ou farmacêutico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.
A dose recomendada é de uma cápsula (20 mg) uma vez por dia durante 14 dias. Contacte o seu médico se não estiver livre de sintomas após este período. Pode ser necessário tomar as cápsulas durante 2 a 3 dias consecutivos para alcançar melhoria dos sintomas. A maioria dos doentes tem um alívio completo da azia no prazo de 7 dias. Quando estiver completamente livre de sintomas, deve parar de tomar Helant.
Tomar este medicamento • Tomar a cápsula com o estômago vazio, à mesma hora todos os dias. Estômago vazio significa pelo menos 30 minutos antes de comer e pelo menos 2 horas após a última refeição (p. ex. de manhã antes do pequeno-almoço). O medicamento contém o excipiente hidrogenocarbonato de sódio que protege a substância ativa omeprazol de ser decomposta pelo ácido do estômago. Se o medicamento for tomado com alimentos, o efeito protetor do hidrogenocarbonato de sódio é reduzido e o medicamento pode não ter o seu efeito completo. • Engolir a cápsula inteira com meio copo de água. Não mastigar nem abrir as cápsulas, uma vez que isso pode comprometer o seu efeito.
Se tomar mais Helant do que deveria Se tomar mais Helant do que o recomendado, contacte o seu médico ou farmacêutico imediatamente.
Caso se tenha esquecido de tomar Helant Se se esquecer de tomar uma dose, tome-a logo que se lembrar. No entanto, se estiver quase na altura de tomar a próxima dose, ignore a dose esquecida. Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.
Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.
4. Efeitos indesejáveis possíveis
Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se manifestem em todas as pessoas.
Se sentir algum dos seguintes efeitos indesejáveis raros (podem afetar até 1 em cada 1000 pessoas) ou muito raros (podem afetar até 1 em cada 10000 pessoas), mas graves, pare de tomar Helant e contacte um médico imediatamente: • Pieira repentina, inchaço dos seus lábios, língua e garganta ou corpo, erupção cutânea, desmaio ou dificuldade em engolir (reação alérgica grave). (raro) • Vermelhidão da pele com bolhas ou pele descamada. Também pode ocorrer a formação de bolhas graves e hemorragia nos lábios, olhos, boca, nariz e genitais. Isto poderá ser “síndrome de Stevens-Johnson” ou “necrólise epidérmica tóxica”. (muito raro) • Erupção cutânea generalizada, febre e gânglios inchados (síndrome de DRESS ou síndrome da hipersensibilidade induzida por fármacos). (raro) • Erupção cutânea generalizada, avermelhada e descamativa com pequenos inchaços debaixo da pele e bolhas, acompanhada de febre. Os sintomas normalmente aparecem no início do tratamento (pustulose exantemática generalizada aguda). (raro) • Pele amarelada, urina de cor escura e cansaço, que poderão ser sintomas de problemas de fígado. (raro)
Helant pode em casos muito raros afetar as células sanguíneas brancas originando uma deficiência imunitária. Se tiver uma infeção com sintomas, tais como febre com uma redução grave do seu estado de saúde ou febre com sintomas de uma infeção local como dor no pescoço, garganta ou boca ou dificuldades em urinar, deve consultar o seu médico o quanto antes, para que seja possível detetar a falta de células sanguíneas brancas (agranulocitose) através de análises sanguíneas. É importante para si que dê informação sobre a sua medicação nesta altura. Outros efeitos indesejáveis:
Frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas) • Dor de cabeça. • Efeitos no seu estômago ou intestinos: diarreia, dor de estômago, prisão de ventre, gases (flatulência). • Sensação de enjoo (náuseas) ou estar enjoado (vómitos). • Pólipos benignos no estômago.
Pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas) • Inchaço dos pés e tornozelos. • Perturbações do sono (insónia). • Tonturas, sensação de formigueiro tipo “picadas de agulhas”, sonolência. • Sensação de estar a girar (vertigens). • Alteração nas análises ao sangue que mostram como o fígado funciona. • Erupção na pele, urticária e comichão na pele. • Sensação de mal-estar geral e falta de energia.
Raros (podem afetar até 1 em 1000 pessoas) • Alterações no sangue tais como redução do número das células brancas ou plaquetas. Isto pode causar fraqueza, nódoas negras ou provocar infeções com mais facilidade. • Níveis baixos de sódio no sangue. Isto pode causar fraqueza, estar enjoado (vómitos) e cãibras. • Sentir-se agitado, confuso ou deprimido. • Alteração do paladar. • Problemas de visão tais como visão turva. • Sensação repentina de dificuldade em respirar ou de falta de ar (broncospasmo). • Boca seca. • Inflamação no interior da boca. • Infeção designada por "candidíase" que pode afetar o intestino e é causada por um fungo • Perda de cabelo (alopecia). • Erupção na pele quando exposta ao sol. • Dores nas articulações (artralgia) ou dores musculares (mialgia). • Problemas de rins graves (nefrite intersticial). • Aumento da transpiração.
Muitos raros (podem afetar até 1 em 10 000 pessoas) • Alterações na contagem de células do sangue incluindo agranulocitose (falta de células brancas). • Agressividade. • Ver, sentir ou ouvir coisas que não existem (alucinações). • Problemas de fígado graves que levam a insuficiência hepática e a inflamação no cérebro. • Eritema multiforme. • Fraqueza muscular. • Desenvolvimento das mamas no homem.
Desconhecido (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis) • Inflamação no intestino (levando a diarreia). • Hipomagnesemia (deficiência de magnésio no sangue). • Erupção cutânea, possivelmente acompanhadas de dores nas articulações. Comunicação de efeitos indesejáveis Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Também poderá comunicar
efeitos indesejáveis diretamente ao INFARMED, I.P. através dos contactos abaixo. Ao
comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.
Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]
5. Como conservar Helant
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.
Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem exterior e blister após VAL. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.
Conservar a temperatura inferior a 25ºC. Manter na embalagem de origem para proteger da
humidade.
Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.
6. Conteúdo da embalagem e outras informações
Qual a composição de Helant – A substância ativa é o omeprazol. Cada cápsula contém 20 mg de omeprazol. – Os outros componentes são hidrogenocarbonato de sódio (E500ii), amido glicolato de sódio (tipo A), fumarato sódico de estearilo (E485) no invólucro da cápsula constituído por gelatina (E441), óxido de ferro vermelho (E172) e dióxido de titânio (E171).
Qual o aspeto de Helant e conteúdo da embalagem Helant é uma cápsula com corpo branco opaco e cabeça vermelha sem impressão (aprox. 21 mm de comprimento), contendo pó branco a esbranquiçado.
Capsulas acondicionadas em blister de PVC/PVDC-Alu.
Tamanhos de embalagem: 7 e 14 cápsulas É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.
Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante
Titular da Autorização de Introdução no Mercado Zentiva Portugal, Lda. Miraflores Premium I Alameda Fernão Lopes, 16 A – 8º piso A 1495-190 Algés
Fabricantes
Zentiva k.s U kabelovny 130 Prague 10, 102 37 República Checa
LABORMED-PHARMA S.A. Bd. Theodor Pallady nr. 44B, sector 3 Bucharest, 032266 Roménia
Este medicamento encontra-se autorizado nos estados membros do Espaço Económico Europeu com as seguintes designações:
Alemanha: Gastrobin protect 20 mg Hartkapseln Espanha: Helant 20 mg cápsulas duras França: Omeprazole Zentiva Conseil 20 mg, gélule Portugal: Helant Suécia: Helicid
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⚕Para profissionais — Resumo das Características do Medicamento (RCM)Ficha técnica completa: posologia, interações, contraindicações, advertências+
1. NOME DO MEDICAMENTO
Helant 20 mg cápsulas
2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA
Cada cápsula contém 20 mg de omeprazol.
Excipiente(s) com efeito conhecido Cada cápsula contém 225 mg de sódio. Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.
3. FORMA FARMACÊUTICA
Cápsula.
Cápsula com corpo branco opaco e cabeça vermelha sem impressão (aprox. 21 mm de comprimento), contendo pó branco a esbranquiçado.
4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS
4.1. Indicações terapêuticas
Helant está indicado no tratamento de sintomas de refluxo (p. ex. azia, regurgitação ácida) em adultos.
4.2. Posologia e modo de administração
Posologia Adultos A dose recomendada é 20 mg (uma cápsula) uma vez por dia durante 14 dias.
Pode ser necessário tomar as cápsulas durante 2-3 dias consecutivos para alcançar melhoria dos sintomas.
A maioria dos doentes alcança o alívio completo da azia no prazo de 7 dias. Uma vez ocorrido o completo alívio dos sintomas, o tratamento deve ser suspenso.
Populações especiais Compromisso renal Não é necessário ajuste da dose em doentes com compromisso da função renal (ver secção 5.2).
Compromisso hepático Doentes com compromisso da função hepática devem ser aconselhados pelo médico antes de tomarem omeprazol (ver secção 5.2).
Idosos Não é necessário ajuste da dose nos idosos (ver secção 5.2). População pediátrica Helant não deve ser utilizado em crianças e adolescentes com menos de 18 anos de idade.
Modo de administração Helant deve ser tomado com o estômago vazio, pelo menos 30 minutos antes das refeições ou pelo menos 2 horas após a última refeição (ver secção 5.2). De forma a obter o efeito completo do medicamento, a cápsula deve ser ingerida inteira com meio copo de água e não deve ser mastigada ou aberta.
4.3. Contraindicações
Hipersensibilidade à substância ativa, benzimidazóis substituídos ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1.
O omeprazol, tal como outros inibidores da bomba de protões, não deve ser usado concomitantemente com nelfinavir (ver secção 4.5).
4.4. Advertências e precauções especiais de utilização
Na presença de qualquer sintoma de alarme (p. ex. perda de peso significativa não intencional, vómitos recorrentes, disfagia, hematemese ou melena) e quando se suspeita ou se está na presença de úlcera gástrica, deve excluir-se a possibilidade de malignidade, dado que o tratamento pode aliviar os sintomas e atrasar o diagnóstico.
A coadministração de atazanavir e inibidores da bomba de protões não é recomendada (ver secção 4.5). Se a associação de atazanavir com um inibidor da bomba de protões for considerada inevitável, recomenda-se monitorização clínica rigorosa (p. ex. carga viral) em combinação com um aumento da dose de atazanavir para 400 mg com 100 mg de ritonavir; omeprazol 20 mg não deve ser excedido.
O omeprazol é um inibidor da CYP2C19. Ao iniciar ou terminar o tratamento com omeprazol, o potencial de interações com fármacos metabolizados por CYP2C19 deve ser considerado. Observa-se uma interação entre o clopidogrel e o omeprazol (ver secção 4.5). A relevância clínica desta interação é incerta. Como precaução, o uso concomitante de omeprazol e clopidogrel deverá ser desencorajado.
As reações adversas cutâneas graves (SCAR), incluindo síndrome de Stevens-Johson (SJS), necrólise epidérmica tóxica (NET), reação a fármacos com eosinofilia e sintomas sistémicos (DRESS) e pustulose exantematosa generalizada aguda (PEGA), que podem ser fatais ou colocar a vida em risco, foram notificas muito raramente e raramente, respetivamente, em associação com o tratamento com omeprazol.
Lúpus eritematoso cutâneo subagudo (LECS) Os inibidores da bomba de protões são associados a casos muito pouco frequentes de LECS. Se ocorrerem lesões, designadamente em áreas da pele expostas ao sol, e quando acompanhadas de artralgia, o doente deve procurar imediatamente ajuda médica e o profissional de saúde deve considerar a interrupção do tratamento com Helant. A ocorrência de LECS após um tratamento prévio com um inibidor da bomba de protões pode aumentar o risco de LECS com outros inibidores da bomba de protões.
O tratamento com inibidores da bomba de protões pode conduzir a um ligeiro aumento do risco de infeções gastrointestinais, tais como por Salmonella e Campylobacter e, em doentes hospitalizados, possivelmente também por Clostridium difficile (ver secção 5.1).
Compromisso renal Tem sido observada nefrite tubulointersticial (NTI) aguda em doentes medicados com omeprazol, podendo esta ocorrer em qualquer momento durante a terapêutica com omeprazol (ver secção 4.8). A nefrite tubulointersticial aguda pode evoluir para insuficiência renal.
Em caso de suspeita de NTI, o omeprazol deve ser descontinuado e iniciado de imediato o tratamento adequado.
Interferência com testes laboratoriais Um nível aumentado de Cromogranina A (CgA) pode interferir com as análises para pesquisa de tumores neuroendócrinos. Para evitar essa interferência, o tratamento com omeprazol deve ser interrompido durante pelo menos 5 dias antes das medições de CgA (ver secção 5.1). Se os níveis de CgA e gastrina não tiverem regressado ao intervalo de referência após a medição inicial, as medições devem ser repetidas 14 dias após a cessação do tratamento com o inibidor da bomba de protões.
Os doentes com sintomas recorrentes e prolongados de indigestão ou azia devem consultar o seu médico periodicamente. Em particular, os doentes com mais de 55 anos que tomem diariamente qualquer medicamento (OTC, não sujeito a prescrição médica) para a indigestão ou azia devem informar o seu médico ou farmacêutico.
Os doentes devem ser aconselhados a consultar o médico se: • Já sofreram de úlcera gástrica ou foram submetidos a cirurgia gastrointestinal • Estão em tratamento sintomático contínuo da indigestão ou azia há 4 semanas ou mais • Têm icterícia ou doença hepática grave • Tiverem mais de 55 anos e sintomas novos ou recentemente alterados.
Os doentes não devem tomar omeprazol como medicamento preventivo.
Sódio Este medicamento contem 225 mg de sódio por cápsula, o que equivale a 11,2% da dose diária máxima recomendada pela OMS de 2 g de sódio para um adulto.
4.5. Interações medicamentosas e outras formas de interação
Efeitos do omeprazol na farmacocinética de outras substâncias ativas Substâncias ativas com absorção dependente do pH A diminuição da acidez intragástrica durante o tratamento com omeprazol pode aumentar ou diminuir a absorção de substâncias ativas com uma absorção dependente do pH gástrico.
Nelfinavír, atazanavir Os níveis plasmáticos de nelfinavir e atazanavir são diminuídos em caso de coadministração com omeprazol.
A administração concomitante de omeprazol com nelfinavir está contraindicada (ver secção 4.3). A coadministração de omeprazol (40 mg uma vez por dia) reduziu a exposição média ao nelfinavir em cerca de 40% e a exposição média ao metabolito M8 farmacologicamente ativo foi reduzida em cerca de 75-90%. A interação pode também envolver inibição do CYP2C19.
A administração concomitante de omeprazol com atazanavir não é recomendada (ver secção 4.4). A administração concomitante de omeprazol (40 mg uma vez por dia) e atazanavir 300 mg/ritonavir 100 mg a voluntários saudáveis resultou numa diminuição de 75% da exposição ao atazanavir. Aumentar a dose de atazanavir para 400 mg não compensou o impacto do omeprazol na exposição ao atazanavir. A coadministração de omeprazol (20 mg uma vez por dia) com atazanavir 400 mg/ritonavir 100 mg a voluntários saudáveis resultou numa diminuição de aproximadamente 30% na exposição ao atazanavir em comparação com atazanavir 300 mg/ritonavir 100 mg uma vez por dia.
Digoxina O tratamento concomitante com omeprazol (20 mg diários) e digoxina em indivíduos saudáveis aumentou a biodisponibilidade da digoxina em 10%. A toxicidade da digoxina tem sido raramente notificada. No entanto recomenda-se precaução quando o omeprazol é administrado em doses elevadas a doentes idosos. A monitorização terapêutica da digoxina deve então ser reforçada.
Clopidogrel Os resultados de estudos realizados em indivíduos saudáveis demonstraram uma interação farmacocinética (PK)/farmacodinâmica (PD) entre o clopidogrel (dose de carga de 300 mg seguida de 75 mg/dia como dose manutenção) e o omeprazol (80 mg por dia ao mesmo tempo que clopidogrel), resultando numa diminuição em média de 46% da exposição ao metabolito ativo do clopidogrel e numa diminuição em média de 16% da inibição máxima da agregação plaquetária (induzida por ADP). Foram notificados dados inconsistentes sobre as implicações clínicas desta interação PK/PD em termos de eventos cardiovasculares major, tanto em estudos observacionais como clínicos. Como medida de precaução, a utilização concomitante de omeprazol e clopidogrel deve ser desencorajada (ver secção 4.4).
Outras substâncias ativas A absorção de posaconazol, erlotinib, cetoconazol e itraconazol é significativamente reduzida e por conseguinte a eficácia clínica pode ficar comprometida. Para o posaconazol e erlotinib o uso concomitante deve ser evitado.
Substâncias ativas metabolizadas pelo CYP2C19 O omeprazol é um inibidor moderado do CYP2C19, a principal enzima metabolizadora de omeprazol. Assim, o metabolismo concomitante de substâncias ativas também metabolizadas pelo CYP2C19, pode ser diminuído e a exposição sistémica a estas substâncias aumentada. Exemplos de tais substâncias são R-varfarina e outros antagonistas da vitamina K, cilostazol, diazepam e fenitoína.
Cilostazol O omeprazol, administrado em doses de 40 mg a indivíduos saudáveis num estudo cruzado, aumentou a Cmax e AUC de cilostazol em 18% e 26%, respetivamente, e um dos seus metabolitos ativos em 29% e 69%, respetivamente.
Fenitoína Recomenda-se a monitorização das concentrações plasmáticas de fenitoína durante as duas primeiras semanas após o início tratamento com omeprazol e, em caso de ajuste da dose de fenitoína, deve ocorrer monitorização e ajuste adicional da dose após a suspensão do tratamento com omeprazol.
Mecanismo desconhecido Saquinavir A administração concomitante de omeprazol com saquinavir/ritonavir resultou em níveis plasmáticos aumentados até aproximadamente 70% para saquinavir associado a uma boa tolerabilidade em doentes infetados pelo VIH.
Tracolímus Tem sido notificado que a administração concomitante de omeprazol aumenta os níveis séricos de tacrolímus. Deve ser efetuada uma monitorização reforçada das concentrações de tacrolímus, bem como da função renal (depuração da creatinina), e a dose de tacrolímus ajustada se necessário. Metotrexato Tem sido notificado um aumento dos níveis de metotrexato em alguns doentes, quando administrado com inibidores da bomba de protões. Na administração de doses elevadas de metotrexato, uma interrupção temporária de omeprazol pode ter de ser considerada.
Efeitos de outras substâncias ativas na farmacocinética de omeprazol Inibidores do CYP2C19 e/ou CYP3A4 Uma vez que o omeprazol é metabolizado pelo CYP2C19 e CYP3A4, substâncias ativas que inibem o CYP2C19 ou CYP3A4 (tais como claritromicina e voriconazol) podem conduzir a um aumento dos níveis séricos de omeprazol, por diminuírem a taxa de metabolismo do omeprazol. Tratamento concomitante com voriconazol resultou numa exposição a omeprazol superior ao dobro. Uma vez que, doses elevadas de omeprazol têm sido bem toleradas o ajuste da dose de omeprazol não é normalmente necessário. No entanto, deve considerar-se o ajuste da dose em doentes com compromisso hepático grave e se estiver indicado um tratamento a longo prazo.
Indutores do CYP2C19 e/ou CYP3A4 Substâncias ativas que induzem o CYP2C19 ou CYP3A4 ou ambos (tais como rifampicina e hipericão) podem conduzir a uma diminuição dos níveis séricos de omeprazol, por aumentarem a taxa de metabolismo do omeprazol.
4.6. Fertilidade, gravidez e aleitamento
Gravidez Resultados de três estudos epidemiológicos prospetivos (mais de 1000 eventos de exposição) indicaram não haver reações adversas de omeprazol na gravidez ou na saúde do feto/recém nascido. O omeprazol pode ser usado durante a gravidez.
Amamentação O omeprazol é excretado no leite materno, mas não é provável que influencie a criança quando se utilizam doses terapêuticas.
Fertilidade Os estudos em animais com a mistura racémica de omeprazol, por administração oral não indicam efeitos no que diz respeito à fertilidade.
4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas
Os efeitos de Helant sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas são nulos ou desprezáveis. Contudo, podem ocorrer reações adversas como tonturas e perturbações visuais (ver secção 4.8). Os doentes não devem conduzir ou utilizar máquinas se se sentirem afetados.
4.8. Efeitos indesejáveis
Resumo do perfil de segurança Os efeitos indesejáveis mais frequentes (1-10% dos doentes) são cefaleias, dor abdominal, obstipação, diarreia, flatulência e náuseas/vómitos.
Têm sido notificados casos de reações cutâneas adversas graves (SCAR) incluindo síndrome de Stevens-Johnson (SSJ), necrólise epidérmica tóxica (NET), reação a fármaco com eosinofilia e sintomas sistémicos (DRESS), e pustulose exantematosa generalizada aguda (PEGA) em associação ao tratamento com omeprazol (ver secção 4.4).
Lista tabelada de reações adversas As seguintes reações adversas medicamentosas foram identificadas ou alvo de suspeita no programa de ensaios clínicos com omeprazol e na pós-comercialização. Nenhuma foi relacionada com a dose. As reações adversas listadas abaixo estão classificadas de acordo com a frequência e a Classe de Sistemas de Órgãos (CSO). As categorias de frequência são definidas de acordo com a seguinte convenção: Muito frequentes (≥ 1/10), Frequentes (≥ 1/100 a < 1/10), Pouco frequentes (≥ 1/1000 a < 1/100), Raros (≥ 1/10 000 a < 1/1000), Muito raros (< 1/10 000), Desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis).
CSO/frequência Reação adversa Doenças do sangue e do sistema linfático Raros Leucopenia, trombocitopenia Muito raros Agranulocitose, pancitopenia Doenças do sistema imunitário Raros Reações de hipersensibilidade p. ex. febre, angioedema e reação anafilática/choque Doenças do metabolismo e da nutrição Raros Hiponatremia Desconhecido Hipomagnesemia, hipomagnesemia grave que pode resultar em hipocalcemia. Hipomagnesemia pode também estar associada com hipocaliemia. Perturbações do foro psiquiátrico Pouco frequentes Insónia Raros Agitação, confusão, depressão Muito raros Agressão, alucinações Doenças do sistema nervoso Frequentes Cefaleias Pouco frequentes Tonturas, parestesia, sonolência Raros Perturbações do paladar Afeções oculares Raros Visão turva Afeções do ouvido e do labirinto Pouco frequentes Vertigens Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino Raros Broncospasmo Doenças gastrointestinais Frequentes Dor abdominal, obstipação, diarreia, flatulência, náuseas/vómitos, pólipos de glândulas fúndicas (benignos) Raros Secura da boca, estomatite, candidíase gastrointestinal Desconhecido Colite microscópica Afeções hepatobiliares Pouco frequentes Aumento das enzimas hepáticas Raros Hepatite com ou sem icterícia Muito raros Insuficiência hepática, encefalopatia em doentes com doença hepática pré-existente Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos Pouco frequentes Dermatite, prurido, erupções cutâneas, urticária Raros Alopecia, fotossensibilidade, pustulose exantematosa generalizada aguda (PEGA), reação a fármaco com eosinofilia e sintomas sistémicos (DRESS) Muito raros Eritema multiforme, síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica (TEN) Desconhecido Lúpus eritematoso cutâneo subagudo (ver secção 4.4). Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos Raros Artralgia, mialgia Muito raros Fraqueza muscular Doenças renais e urinárias Raros Nefrite tubulointersticial (com possível evolução para insuficiência renal) Doenças dos órgãos genitais e da mama Muito raros Ginecomastia Perturbações gerais e alterações no local de administração Pouco frequentes Mal-estar geral, edema periférico Raros Sudação aumentada
Notificação de suspeitas de reações adversas A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.:
Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]
4.9. Sobredosagem
A informação disponível sobre os efeitos da sobredosagem com omeprazol em humanos é limitada. Na literatura, foram descritas doses de até 560 mg, e foram recebidos relatórios ocasionais em que as doses orais únicas atingiram até 2400 mg de omeprazol (120 vezes a dose clínica habitualmente recomendada). Náuseas, vómitos, tonturas, dor abdominal, diarreia e cefaleias têm sido notificados. Foram também descritos casos isolados de apatia, depressão e confusão.
Os sintomas descritos têm sido transitórios, e não foram notificadas quaisquer consequências graves. A taxa de eliminação permaneceu inalterada (cinética de primeira ordem) com o aumento das doses. O tratamento, se necessário, é sintomático.
5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS
5.1. Propriedades farmacodinâmicas
Grupo farmacoterapêutico: 6.2.2.3. Aparelho Digestivo. Antiácidos e anti-ulcerosos. Modificadores da secreção gástrica. Inibidores da bomba de protões,código ATC: A02BC01.
Mecanismo de ação O omeprazol, uma mistura racémica de 2 enantiómeros, reduz a secreção ácida gástrica através dum mecanismo de ação altamente direcionado. É um inibidor específico da bomba ácida na célula parietal. Tem uma ação rápida e providencia controlo através da inibição reversível da secreção ácida gástrica com uma toma diária. O omeprazol é uma base fraca e é concentrado e convertido na forma ativa no ambiente altamente acídico dos canalículos intracelulares da célula parietal, onde inibe a enzima H+/K+- ATPase – a bomba ácida. Este efeito na etapa final do processo de formação de ácido gástrico é dose-dependente e providencia uma inibição altamente eficaz tanto da secreção ácida basal, como da secreção ácida estimulada, independentemente do estímulo.
Efeitos farmacodinâmicos Todos os efeitos farmacodinâmicos observados podem ser explicados pelo efeito do omeprazol na secreção ácida.
Efeito na secreção ácida gástrica A administração oral de omeprazol uma vez por dia fornece uma rápida e eficaz inibição da secreção ácida gástrica diurna e noturna, com o efeito máximo alcançado dentro de 4 dias de tratamento. Com omeprazol 20 mg, um decréscimo médio de pelo menos 80% na acidez intragástrica de 24-horas é então mantido em doentes com úlcera duodenal, com um decréscimo médio do pico da produção ácida após estimulação por pentagastrina em cerca de 70%, 24 horas após a administração.
A administração oral de omeprazol 20 mg mantém um pH intragástrico ≥ 3 durante um tempo médio de 17 horas do período de 24 horas, em doentes de úlcera duodenal.
Em consequência da redução da secreção ácida e da acidez intragástrica, o omeprazol reduz/normaliza de forma dose-dependente a exposição ácida do esófago em doentes com doença de refluxo gastroesofágico. A inibição da secreção ácida está relacionada com a área sob a curva da concentração plasmática-tempo (AUC) de omeprazol e não com a concentração plasmática efetiva num dado momento.
Não se observou taquifilaxia durante o tratamento com omeprazol.
Outros efeitos relacionados com a inibição ácida Durante o tratamento de longa duração foram notificados quistos glandulares gástricos com uma frequência algo aumentada. Estas alterações são uma consequência fisiológica da pronunciada inibição da secreção ácida, são benignas e parecem ser reversíveis.
A diminuição da acidez gástrica por qualquer meio, incluindo os inibidores da bomba de protões, aumenta a contagem gástrica de bactérias normalmente presentes no trato gastrointestinal. O tratamento com medicamentos redutores da acidez pode conduzir a um risco ligeiramente aumentado de infeções gastrointestinais, tais como por Salmonella e Campylobacter e, em doentes hospitalizados, possivelmente também por Clostridium difficile.
Omeprazol, como todos os medicamentos antiácidos, pode reduzir a absorção da vitamina B12 (cianocobalamina) devido a hipo- ou acloridria. Isto deverá ser tido em consideração em doentes com reduzidas reservas corporais ou fatores de risco para a absorção reduzida da vitamina B12 em terapêutica de longa duração.
Durante o tratamento com medicamentos antisecretores a gastrina sérica aumenta em resposta à diminuição da secreção ácida. Além disso, a CgA aumenta devido à redução da acidez gástrica. O nível aumentado de CgA pode interferir com as análises para pesquisa de tumores neuroendócrinos. Os dados disponíveis publicados sugerem que os inibidores da bomba de protões (IBP) devem ser descontinuados entre 5 dias e 2 semanas antes das medições de CgA. Isto destina-se a permitir que os níveis de CgA que possam estar falsamente aumentados na sequência do tratamento com IBP regressem ao intervalo de referência.
Um aumento no número de células enterocromafins (ECL), possivelmente relacionado com o aumento dos níveis séricos de gastrina, foi observado em crianças e adultos durante o tratamento a longo prazo com esomeprazol. Consideraram-se os resultados como não tendo relevância clínica.
5.2. Propriedades farmacocinéticas
Absorção Helant é uma formulação de omeprazol de libertação imediata na forma não revestida. O omeprazol é um ácido lábil, pelo que a formulação de Helant contém hidrogenocarbonato de sódio, que neutraliza o pH ácido do estômago, protegendo assim o omeprazol da degradação ácida e permitindo a sua absorção. A absorção do omeprazol é rápida, com níveis plasmáticos máximos a ocorrerem aproximadamente 30 minutos após a toma de Helant. A absorção do omeprazol realiza-se no intestino delgado e é normalmente concluída ao fim de 3–6 horas. Num estudo de biodisponibilidade, a administração com alimentos reduziu a extensão da absorção em aproximadamente 50%. Portanto, Helant não deve ser tomado com alimentos. A disponibilidade sistémica (biodisponibilidade) de uma administração oral única de omeprazol é aproximadamente 40%. Após administração repetida uma vez por dia, a biodisponibilidade aumenta para cerca de 60%.
Distribuição O volume de distribuição aparente em indivíduos saudáveis é aproximadamente 0,3 l/kg de peso corporal. O omeprazol liga-se às proteínas do plasma em 97%.
Biotransformação O omeprazol é completamente metabolizado pelo sistema do citocromo P450 (CYP). A maior parte do seu metabolismo é dependente da expressão polimórfica do CYP2C19, responsável pela formação de hidroxiomeprazol, o principal metabolito no plasma. A parte restante é dependente de outra isoforma específica, CYP3A4, responsável pela formação de sulfona de omeprazol. Como consequência da elevada afinidade de omeprazol para o CYP2C19, existe um potencial de inibição competitiva e interações medicamentosas metabólicas com outros substratos do CYP2C19. No entanto, dada a baixa afinidade para o CYP3A4, o omeprazol não tem potencial para inibir o metabolismo de outros substratos do CYP3A4. Adicionalmente, o omeprazol carece de um efeito inibitório sobre as principais enzimas do CYP.
Aproximadamente 3% da população caucasiana e 15 - 20% da população asiática carece de um enzima funcional CYP2C19 e são designados de metabolizadores fracos. Nesses indivíduos o metabolismo de omeprazol é, provavelmente, catalisado principalmente pelo CYP3A4. Após administração repetida de 20 mg de omeprazol uma vez por dia, a AUC média foi 5 - 10 vezes superior em metabolizadores fracos do que em indivíduos que possuem um enzima CYP2C19 funcional (metabolizadores extensivos). Os picos médios das concentrações plasmáticas foram também superiores, em 3 – 5 vezes. Estes dados não têm quaisquer implicações na posologia do omeprazol.
Eliminação A semivida de eliminação plasmática do omeprazol é habitualmente inferior a 1 hora, tanto após administração oral única, como após administração repetida uma vez por dia. O omeprazol é completamente eliminado do plasma entre as administrações, sem qualquer tendência para acumulação durante a administração uma vez por dia. Perto de 80% da dose oral de omeprazol é excretada como metabolitos na urina, e o restante nas fezes, primariamente proveniente da secreção biliar.
Linearidade/não linearidade A AUC de omeprazol aumenta com a administração repetida. Este aumento é dose-dependente e resulta numa relação não linear dose-AUC após administração repetida. Esta dependência do tempo e da dose deve-se a uma diminuição do metabolismo de primeira passagem e da depuração sistémica causada, provavelmente, por uma inibição do enzima CYP2C19 pelo omeprazol e/ou seus metabolitos (p. ex. a sulfona). Nenhum metabolito revelou ter qualquer efeito na secreção ácida gástrica.
Populações especiais Compromisso hepático O metabolismo de omeprazol em doentes com disfunção hepática está comprometido, resultando numa AUC aumentada. O omeprazol não revelou qualquer tendência para acumular com administração uma vez por dia.
Compromisso renal A farmacocinética de omeprazol, incluindo a biodisponibilidade sistémica e a taxa de eliminação, estão inalteradas em doentes com função renal reduzida.
Idosos A taxa de metabolização de omeprazol é algo reduzida em indivíduos idosos (75 – 79 anos de idade).
5.3. Dados de segurança pré-clínica
Foi observada hiperplasia das células ECL e carcinóides gástricos, em estudos com ratos tratados com omeprazol durante toda a vida. Estas alterações são o resultado da hipergastrinemia sustentada secundária à inibição ácida. Resultados similares foram observados após tratamento com antagonistas dos receptores H2, inibidores da bomba de protões e após fundectomia parcial. Assim, estas alterações não se devem a um efeito direto de qualquer substância ativa individual.
6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS
6.1. Lista dos excipientes
Conteúdo da cápsula Hidrogenocarbonato de sódio (E500ii) Amido glicolato de sódio (Tipo A) Fumarato sódico de estearilo (E485)
Invólucro da cápsula Gelatina (E441) Óxido de ferro vermelho (E172) Dióxido de titânio (E171)
6.2. Incompatibilidades
Não aplicável.
6.3. Prazo de validade
2 anos
6.4. Precauções especiais de conservação
Conservar a temperatura inferior a 25ºC. Manter na embalagem de origem para proteger da humidade.
6.5. Natureza e conteúdo do recipiente
Capsulas acondicionadas em blister de PVC/PVDC-Alu.
Tamanhos de embalagem: 7 e 14 cápsulas
É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.
6.6. Precauções especiais de eliminação
Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.
7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
Zentiva Portugal, Lda. Miraflores Premium I Alameda Fernão Lopes, 16 A - 8º piso A 1495-190 Algés
8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
Registo nº 5897202 no INFARMED, I.P. – 7 cápsulas Registo nº 5897210 no INFARMED, I.P. – 14 cápsulas
9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE
INTRODUÇÃO NO MERCADO
Data da primeira autorização: Data da última renovação:
