Forobex
Folheto informativo: Informação para o doente
Forobex 200 microgramas/6 microgramas por dose de solução pressurizada para inalação dipropionato de beclometasona/fumarato de formoterol di-hidratado
Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento, pois contém informação importante para si. – Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente. – Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. – Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode ser-lhes prejudicial, mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença. – Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Ver secção 4.
O que contém este folheto:
1. O que é Forobex e para que é utilizado
2. O que precisa de saber antes de utilizar Forobex
3. Como usar Forobex
4. Efeitos indesejáveis possíveis
5. Como armazenar Forobex
6. Conteúdo da embalagem e outras informações
1. O que é Forobex e para que é utilizado
Forobex é uma solução pressurizada para inalação que contém duas substâncias ativas que são inaladas através da boca e administradas diretamente nos pulmões.
As duas substâncias ativas são o dipropionato de beclometasona e o fumarato de formoterol di-hidratado. O dipropionato de beclometasona pertence a um grupo de medicamentos chamados corticosteroides, que têm uma ação anti-inflamatória, que reduz o inchaço e a irritação nos pulmões.
O fumarato de formoterol di-hidratado pertence a um grupo de medicamentos chamados broncodilatadores de longa duração de ação, que relaxam os músculos das vias aéreas e o ajudam a respirar mais facilmente.
Estas duas substâncias ativas facilitam a respiração. Também ajudam a prevenir os sintomas da asma, como falta de ar, pieira e tosse.
Forobex é usado para tratar a asma em adultos.
Se lhe for prescrito Forobex é provável que: • A sua asma é inadequadamente controlada com o uso corticosteroides de inalação e broncodilatadores de curta duração "conforme necessário” ou • A sua asma está a responder bem ao tratamento tanto com corticosteroides como com broncodilatadores de longa duração.
2. O que precisa de saber antes de utilizar Forobex
Não utilize Forobex – se tem alergia ao dipropionato de beclometasona ou ao fumarato de formoterol di-hidratado, ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6).
Advertências e precauções
1 Fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro antes de utilizar Forobex se tiver algum dos seguintes sintomas:
• problemas cardíacos, tais como angina (dor no coração, dor no peito), insuficiência cardíaca, estreitamento das artérias, valvulopatia ou quaisquer outras anomalias conhecidas do seu coração. • tensão arterial elevada ou se sabe que tem um aneurisma (uma dilatação anómala da parede vascular). • perturbações do ritmo cardíaco, tais como frequência cardíaca aumentada ou irregular, pulsação rápida ou palpitações ou se lhe foi dito que tem a frequência cardíaca anormal. • glândula da tiroide hiperativa. • níveis baixos de potássio no sangue. • qualquer doença do fígado ou rins. • diabetes (se inala doses elevadas de formoterol, a sua glucose sanguínea pode aumentar. Quando começar a utilizar este medicamento e ocasionalmente durante o tratamento poderá necessitar de fazer análises ao sangue adicionais para verificar o seu nível de açúcar no sangue). • tumor das glândulas suprarrenais (conhecido como feocromocitoma). • se vai ser sujeito a uma anestesia. Dependendo do tipo de anestesia, pode ser necessário parar de tomar Forobex pelo menos 12 horas antes da anestesia. • se está a ser ou se alguma vez foi tratado para a tuberculose (TB) ou se tem uma infeção toráxica viral ou fúngica conhecida. • se tiver de evitar o álcool por qualquer motivo.
Se alguma das situações acima se aplicar a si, informe sempre o seu médico antes de utilizar Forobex. Se tem ou teve quaisquer problemas médicos ou alergias, ou se não tem a certeza se pode utilizar Forobex, fale com o seu médico, enfermeiro ou farmacêutico antes de utilizar este medicamento.
O seu médico pode querer medir-lhe os níveis de potássio no sangue de tempos a tempos, especialmente se a sua asma for grave. Como muitos broncodilatadores, Forobex pode causar uma queda acentuada nos níveis séricos de potássio (hipocaliemia). Isto porque a falta de oxigénio no sangue e alguns outros tratamentos que possa estar a tomar juntamente com Forobex podem agravar a descida dos níveis de potássio.
Se toma doses elevadas de corticosteroides por inalação durante longos períodos de tempo, poderá ter uma maior necessidade de corticosteroides em situações de stress. As situações de stress podem incluir hospitalizações após um acidente, ter ferimentos graves ou antes de uma cirurgia. Neste caso, o médico decidirá se terá necessidade de aumentar a dose de corticosteroides e poderá prescrever alguns comprimidos de esteroides ou uma injeção de esteroides.
Se precisar de ir ao hospital, lembre-se de levar consigo todos os seus medicamentos e inaladores, incluindo Forobex e quaisquer medicamentos ou comprimidos comprados sem receita médica, se possível na embalagem original.
Contacte o seu médico se tiver visão turva ou outras perturbações visuais.
Crianças e adolescentes Forobex não deve ser administrado em crianças e adolescentes com menos de 18 anos de idade.
Outros medicamentos e Forobex: Informe o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica. Isto porque Forobex pode afetar a forma como alguns medicamentos atuam. Além disso, alguns medicamentos podem afetar a forma como o Forobex funciona. Em particular, informe o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro se estiver a utilizar algum dos seguintes medicamentos:
2 • alguns medicamentos podem aumentar os efeitos de Forobex e o seu médico pode querer monitorizá-lo cuidadosamente se estiver a tomar estes medicamentos (incluindo alguns medicamentos para o VIH: ritonavir, cobicistate). • medicamentos bloqueadores beta. Os bloqueadores beta são medicamentos utilizados para tratar muitas doenças, incluindo problemas cardíacos, tensão arterial elevada e glaucoma (aumento da pressão nos olhos). Se precisar de utilizar bloqueadores beta, incluindo colírios, o efeito do formoterol pode ser reduzido ou o formoterol pode não funcionar de todo. • fármacos beta-adrenérgicos (fármacos que funcionam do mesmo modo que o formoterol) podem aumentar os efeitos do formoterol. • medicamentos para o tratamento de ritmos cardíacos anormais (quinidina, disopiramida, procainamida). • medicamentos utilizados para tratar reações alérgicas (anti-histamínicos). • medicamentos para o tratamento dos sintomas de depressão ou doenças mentais, tais como inibidores da monoaminoxidase (por exemplo, fenelzina e isocarboxazida), antidepressivos tricíclicos (por exemplo amitriptilina e imipramina), fenotiazinas. • medicamentos para o tratamento da Doença de Parkinson (L-dopa). • medicamentos para o tratamento de uma má atividade da glândula tiroide (L-tiroxina). • medicamentos contendo oxitocina (que causam contração uterina). • medicamentos para tratar perturbações mentais, tais como inibidores da monoaminoxidase (IMAO), incluindo fármacos com propriedades semelhantes às da furazolidona e da procarbazina. • medicamentos para tratar doenças cardíacas (digoxina). • outros medicamentos utilizados para tratar a asma (teofilina, aminofilina ou esteroides). • diuréticos (comprimidos para fazer urinar).
Informe também o seu médico se vai ser submetido a uma anestesia geral para uma cirurgia dentária.
Gravidez, amamentação e fertilidade Não existem dados clínicos sobre a utilização de Forobex durante a gravidez. A menos que lhe tenha sido recomendado pelo seu médico, Forobex não deve ser utilizado se estiver grávida, se pensa que pode estar grávida ou planeia engravidar, ou se estiver a amamentar.
Condução de veículos e utilização de máquinas Não é provável que Forobex afete a sua capacidade de conduzir e utilizar máquinas.
Forobex contém álcool Forobex contém 9 mg de álcool (etanol) em cada pulverização, o que é equivalente a 0,25 mg/kg por dose de duas pulverizações. A quantidade deste medicamento em duas pulverizações é equivalente a menos de 1 ml de vinho ou cerveja. A pequena quantidade de álcool neste medicamento não terá quaisquer efeitos percetíveis.
3. Como tomar Forobex
Utilize este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.
O seu médico irá avaliá-lo regularmente para garantir que está a tomar a dose ótima de Forobex. O seu médico ajustará o seu tratamento à dose mínima que melhor controla os seus sintomas.
Dosagens: Adultos e idosos A dose recomendada é de duas inalações duas vezes por dia. A dose diária máxima é de 4 inalações.
3 Lembre-se: Deve ter sempre consigo o seu inalador de "alívio" de ação rápida para tratar o agravamento dos sintomas de asma ou um ataque súbito de asma.
Doentes de risco: Não há necessidade de ajustar a posologia se for idoso. Não existe informação disponível sobre a utilização de Forobex em pessoas com problemas hepáticos ou renais.
Utilização em crianças e adolescentes com menos de 18 anos de idade Crianças e adolescentes com menos de 18 anos de idade NÃO devem tomar este medicamento.
Forobex é eficaz para o tratamento da asma numa dose de dipropionato de beclometasona que pode ser inferior à de alguns outros inaladores contendo dipropionato de beclometasona. Se tiver utilizado anteriormente um inalador diferente contendo dipropionato de beclometasona, o seu médico irá aconselhá-lo sobre a dose exata de Forobex que deve tomar para a sua asma.
Não aumente a dose Se sentir que o medicamento não está a ser eficaz, fale sempre com o seu médico antes de aumentar a dose.
Se a sua asma piorar: Se os seus sintomas piorarem ou forem difíceis de controlar (por exemplo, se estiver a utilizar um inalador de "alívio" separado com mais frequência) ou se o seu inalador de "alívio" não melhorar os seus sintomas, consulte imediatamente o seu médico. A sua asma pode estar a piorar e o seu médico pode necessitar de alterar a sua dose de Forobex ou prescrever um tratamento alternativo.
Modo de administração:
Forobex é para utilização por via inalatória.
Este medicamento está contido num recipiente pressurizado num invólucro de plástico com um aplicador bucal. Existe um contador (ou indicador de dose) na parte de trás do dispositivo, que lhe diz quantas doses (ou inalações) restam. Cada vez que pressiona o inalador, uma dose de medicamento é libertada e o contador fará uma contagem regressiva (ou o indicador roda. O número de inalações restantes é exibido em intervalos de 20). Tome cuidado para não deixar cair o inalador, uma vez que tal pode fazer com que o contador (ou indicador de dose) faça uma contagem decrescente.
Testar o seu inalador Antes de utilizar o inalador pela primeira vez ou se o inalador não tiver sido utilizado durante 14 dias ou mais, deve testar o seu inalador para se certificar de que está a funcionar corretamente.
1. Retire a cápsula de fecho protetor do bucal.
2. Segure o inalador na vertical com o bucal na parte inferior.
3. Direcione o bucal para longe de si mesmo e pressione firmemente o recipiente para libertar uma
pulverização.
4. Verifique o contador de doses (ou indicador). Se estiver a testar o seu inalador pela primeira
vez, o contador (ou indicador) deve ler 120 ou 180.
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Como utilizar o seu inalador
Sempre que possível, levante-se ou sente-se na posição vertical ao inalar. Antes de começar a inalar, verifique o contador de doses (ou indicador): qualquer número entre "1" e "120" ou "180" indica que restam doses. Se o marcador de doses (ou indicador) mostrar "0", não restam doses – elimine o seu inalador e obtenha um novo.
1. Retire a cápsula de fecho protetor do bucal e verifique se o bucal está limpo e isento de poeiras,
sujidade ou quaisquer outros objetos estranhos.
2. Expire o mais lenta e profundamente possível.
3. Segure no inalador verticalmente com o corpo virado para cima e coloque os lábios à volta do
bucal. Não morda o bucal.
4. Inspire lenta e profundamente pela boca e, logo após começar a inspirar, pressione firmemente
a parte superior do inalador para libertar uma pulverização. Se tiver pouca força nas mãos, pode ser mais fácil segurar o inalador com as duas mãos: segure na parte superior do inalador com os dois dedos indicadores e na parte inferior com os dois polegares.
5. Sustenha a respiração o máximo de tempo possível e, finalmente, retire o inalador da boca e
expire lentamente. Não respire para dentro do inalador.
Se precisar de fazer outra inalação, mantenha o inalador na posição vertical durante cerca de meio minuto, Em seguida, repita os passos 2 a 5.
Importante: Não execute os passos 2 a 5 demasiado rápido.
Após a utilização, feche com a cápsula de fecho protetor e verifique o contador de doses (ou indicador). Para diminuir o risco de uma infeção fúngica na boca e na garganta, lave a boca, gargareje com água ou escove os dentes sempre que utilizar o inalador.
Deve receber um novo inalador quando o contador (ou indicador) mostrar o número 20. Pare de utilizar o inalador quando o contador mostrar 0, uma vez que quaisquer atuações deixadas no dispositivo podem não ser suficientes para lhe administrar uma dose completa e começar a utilizar o novo inalador.
Se vir uma "névoa" vindo do topo do inalador ou dos lados da sua boca, isto significa que Forobex não entrará nos seus pulmões como deveria. Faça outra inalação, seguindo as instruções começando novamente a partir do passo 2.
Se pensa que o efeito de Forobex é demasiado ou não é suficiente, informe o seu médico ou farmacêutico.
Se tiver dificuldade em utilizar o inalador enquanto começa a respirar, pode utilizar a câmara expansora Aero Chamber Plus™. Fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro sobre este dispositivo. É importante que leia o folheto informativo fornecido com a câmara expansora AeroChamber Plus™ e que siga cuidadosamente as instruções sobre a sua utilização e limpeza.
5 Limpeza Deve limpar o seu inalador uma vez por semana. Durante a limpeza, não retire o recipiente do inalador e não utilize água ou outros líquidos para limpar o seu inalador.
Para limpar o seu inalador:
1. Retire a cápsula de fecho protetor do bucal puxando-a para fora do inalador.
2. Limpe o interior e o exterior do aplicador bucal e do inalador com um pano ou lenço de papel limpo
e seco.
3. Substitua a tampa do bucal.
Se utilizar mais Forobex do que deveria: • Tomar mais formoterol do que deveria pode provocar-lhe os seguintes efeitos: náuseas, vómitos, batimento cardíaco acelerado, palpitações, perturbações do ritmo cardíaco, certas alterações no eletrocardiograma (traçado cardíaco), dor de cabeça, tremores, sonolência, excesso de ácido no sangue, níveis baixos de potássio no sangue, níveis elevados de glucose no sangue. O seu médico pode querer realizar algumas análises ao sangue para verificar os seus níveis de potássio e glucose no sangue. • Tomar demasiado dipropionato de beclometasona pode provocar problemas a curto prazo com o funcionamento das glândulas suprarrenais. Este problema melhorará dentro de alguns dias, contudo, o seu médico pode necessitar de verificar os seus níveis de cortisol sérico.
Informe o seu médico se tiver algum destes sintomas.
Caso se tenha esquecido de utilizar Forobex: Tome-o assim que se lembrar. Se estiver quase na hora da dose seguinte, não tome a dose esquecida, tome apenas a dose seguinte à hora habitual. Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.
Se parar de utilizar Forobex Mesmo que se sinta melhor, não pare de utilizar Forobex nem reduza a dose. Se pretender fazer isto, fale com o seu médico. É muito importante que utilize Forobex regularmente, mesmo que não tenha nenhuns sintomas.
Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.
4. Efeitos indesejáveis possíveis
Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se manifestem em todas as pessoas.
Tal como com outros tratamentos com inaladores, existe um risco de agravamento da falta de ar e pieira imediatamente após a utilização de Forobex; isto é conhecido como broncospasmo paradoxal. Se isto ocorrer, deve PARAR imediatamente de utilizar Forobex e utilizar imediatamente o seu inalador de "alívio" de ação rápida para tratar os sintomas de falta de ar e pieira. Deve contactar o seu médico imediatamente.
Informe imediatamente o seu médico se tiver quaisquer reações de hipersensibilidade como alergias cutâneas, comichão na pele, erupção cutânea, vermelhidão da pele, inchaço da pele ou membranas mucosas, especialmente dos olhos, face, lábios e garganta.
Outros efeitos indesejáveis possíveis estão listados abaixo de acordo com a sua frequência.
Frequentes: podem afetar até 1 em 10 pessoas • infeções fúngicas (da boca e garganta)
6 • dor de cabeça • rouquidão • dor de garganta
Pouco frequentes: podem afetar até 1 em 100 pessoas • palpitações, batimentos cardíacos rápidos e invulgares e alterações do ritmo cardíaco • algumas alterações no eletrocardiograma (ECG) • aumento da tensão arterial • sintomas semelhantes aos da gripe • inflamação dos seios nasais • rinite • inflamação do ouvido • irritação da garganta • tosse e tosse produtiva • ataques de asma • infeções fúngicas da vagina • náuseas • alterações no paladar ou paladar anómalo • ardor nos lábios • boca seca • dificuldades em engolir • indigestão • dor de estômago • diarreia • dor nos músculos e cãibras musculares • vermelhidão da face e garganta • fluxo sanguíneo aumentado nalguns tecidos do corpo • transpiração excessiva • tremores • agitação • tonturas • irritação cutânea ou urticária. • alterações de alguns constituintes do sangue: • diminuição do número de glóbulos brancos • aumento do número de plaquetas sanguíneas • diminuição dos níveis de potássio no sangue • aumento dos níveis de açúcar no sangue • aumento do nível sanguíneo de ácidos gordos livres de insulina e cetonas.
Os seguintes efeitos indesejáveis foram também notificados como "pouco frequentes" em doentes com doença pulmonar obstrutiva crónica: • Pneumonia; informe o seu médico se notar algum dos seguintes sintomas: aumento da produção de expetoração, alteração da cor da expetoração, febre, aumento da tosse, aumento dos problemas respiratórios • redução da quantidade de cortisol no sangue; isto é causado pelo efeito dos corticosteroides nas glândulas suprarrenais • batimento cardíaco irregular
Raros: podem afetar até 1 em 1000 pessoas • aperto no peito • falhas de batimento cardíaco (causadas pela contração muito precoce dos ventrículos cardíacos) • diminuição da tensão arterial • inflamação dos rins • inchaço da pele e membranas mucosas persistente por vários dias
7 Muito raros: podem afetar até 1 em 10 000 pessoas • falta de ar • agravamento da asma • diminuição do número de plaquetas sanguíneas • inchaço das mãos e pés
O uso de doses elevadas de corticosteroides por inalação durante um longo período de tempo pode causar, em casos muito raros, efeitos sistémicos. Estes incluem: • problemas com o funcionamento das glândulas suprarrenais (adrenossupressão) • redução da densidade óssea mineral (adelgaçamento dos ossos) • atraso do crescimento em crianças e adolescentes • aumento da pressão ocular (glaucoma) • cataratas
Desconhecido (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis): • problemas de sono • depressão ou ansiedade • nervosismo • excitação ou irritação: estes efeitos são mais prováveis de ocorrer em crianças, mas a frequência não é conhecida. • visão turva
Comunicação de efeitos indesejáveis Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente ao INFARMED, I.P. através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento. Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]
5. Como armazenar Forobex
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.
Para o farmacêutico:
Conservar no frigorífico (2-8 °C) durante um máximo de 18 meses.
Para os doentes: Não utilizar este medicamento para além de 3 meses a contar da data em que recebe o inalador do seu farmacêutico e nunca utilizar após o prazo de validade EXP impresso na embalagem exterior e no rótulo. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado. Não conservar o inalador acima de 25 °C.
Se o inalador tiver sido exposto a frio intenso, aqueça-o com as mãos durante alguns minutos antes de o utilizar. Nunca aqueça por meios artificiais.
Aviso: O recipiente contém um líquido pressurizado. Não exponha o recipiente a temperaturas superiores a 50 °C. Não perfurar o recipiente. 8 Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.
6. Conteúdo da embalagem e outras informações
Qual a composição de Forobex As substâncias ativas são o dipropionato de beclometasona e o fumarato de formoterol di-hidratado. Cada pulverização/dose calibrada do inalador contém 200 microgramas de dipropionato de beclometasona e 6 microgramas de fumarato de formoterol di-hidratado. Isto corresponde a uma dose libertada do bucal de 177,7 microgramas de dipropionato de beclometasona e 5,1 microgramas de fumarato de formoterol di-hidratado.
Os outros componentes são: norflurano (HFA 134-a), etanol anidro, ácido clorídrico.
Qual o aspeto de Forobex e conteúdo da embalagem Forobex é uma solução pressurizada acondicionada num recipiente de alumínio de 19 ml, selado com uma válvula doseadora e encaixado num inalador de plástico branco que incorpora um contador de doses (embalagem de 120 doses) ou um indicador de doses (embalagem de 180 doses), com uma tampa protetora de plástico azul escuro.
Este medicamento contém gases fluorados com efeito de estufa.
Para 120 doses: Cada inalador contém 10,23 g de 1,1,1,2-tetrafluoroetano correspondente a 0,0148 toneladas de equivalente CO2 (potencial de aquecimento global GWP = 1430).
Para 180 doses: Cada inalador contém 13,99 g de 1,1,1,2-tetrafluoroetano correspondente a 0,0204 toneladas de equivalente CO2 (potencial de aquecimento global GWP = 1430).
Cada embalagem contém: 1 recipiente pressurizado (que disponibiliza 120 doses) 2 recipientes pressurizados (que disponibilizam 120 doses cada) 3 recipientes pressurizados (que disponibilizam 120 doses cada) 1 recipiente pressurizado (que disponibiliza 180 doses)
É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.
Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante
Teva B.V. Swensweg 5 2031 GA Haarlem Países Baixos
Fabricantes ELPEN Pharmaceutical Co. Inc. Zapani, Block 1048, Keratea, 19001 Grécia
ELPEN Pharmaceutical Co. Inc. Marathonos Avenue 95, Pikermi Attiki, 19009 Grécia
Este medicamento está autorizado nos Estados-Membros do Espaço Económico Europeu sob os seguintes nomes:
9 Alemanha Beclometason/Formoterol-ratiopharm 200 Mikrogramm/6 Mikrogramm pro Sprühstoß Druckgasinhalation, Lösung Áustria Beclometason/Formoterol ratiopharm 200/6 Mikrogramm/Sprühstoß Druckgasinhalation, Lösung Chéquia Forobex Croácia Forobec 200/6 mikrograma po potisku, stlačeni inhalat, otopina Dinamarca Forobec Estónia Brelivio França BECLOMETASONE/FORMOTEROL TEVA SANTE 200/6 microgrammes/dose, solution pour inhalation en flacon pressurisé Hungria Forobex 200 mikrogramm/6 mikrogramm túlnyomásos inhalációs oldat Finlândia Beclometasone/Formoterol ratiopharm 200 mikrog /6 mikrog /annos inhalaatiosumute, liuos Itália Beclometasone e Formoterolo Teva. Letónia Forobec 200 mikrogrami/6 mikrogrami izsmidzinājumā aerosols inhalācijām, zem spiediena, šķīdums Noruega Forobec Países Baixos Beclometason/Formoterol Teva 200/6 mcg/dosis, aerosol, oplossing Portugal Forobex Suécia Forobec
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⚕Para profissionais — Resumo das Características do Medicamento (RCM)Ficha técnica completa: posologia, interações, contraindicações, advertências+
1. NOME DO MEDICAMENTO
Forobex 200 microgramas/6 microgramas por dose de solução pressurizada para inalação
2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA
Cada dose calibrada (à saída da válvula) contém: 200 microgramas de dipropionato de beclometasona e 6 microgramas de fumarato de formoterol di-hidratado. Isto equivale a uma dose libertada (à saída do bucal do aplicador) de 177,7 microgramas de dipropionato de beclometasona e 5,1 microgramas de fumarato de formoterol di-hidratado.
Excipiente com efeito conhecido Forobex contém uma pequena quantidade de etanol (álcool), 9 mg por aplicação, o que equivale a 0,25 mg/kg por dose de duas aplicações.
Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.
3. FORMA FARMACÊUTICA
Solução para inalação pressurizada. Solução incolor.
4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS
4.1. Indicações terapêuticas
Forobex é indicado no tratamento de manutenção da asma quando é apropriado o uso de uma associação (corticosteroides administrados por inalação e agonista-beta 2 de longa duração): - doentes inadequadamente controlados com corticosteroides administrados por inalação e com agonista-beta 2 de curta duração por inalação "conforme necessário", ou - doentes já adequadamente controlados, tanto com corticosteroides administrados por inalação, como com agonistas-beta 2 de longa duração.
Forobex está indicado em adultos.
4.2. Posologia e modo de administração
Posologia
Forobex não se destina ao tratamento inicial da asma. A posologia dos componentes de Forobex é individual e deve ser ajustada à gravidade da doença. Isto deve ter-se em consideração não apenas quando é iniciado o tratamento com associação de medicamentos, mas também quando a dose é ajustada. Se um doente necessitar de uma associação de doses diferentes da disponível nesta associação, devem ser prescritas doses apropriadas de inaladores individuais de agonistas-beta 2 e/ou corticosteroides.
No Forobex, o dipropionato de beclometasona é caracterizado por uma distribuição de partículas de tamanho extrafinas que resulta num efeito mais potente do que nas formulações de dipropionato de beclometasona com uma distribuição de partículas que não têm um tamanho extrafino (100 microgramas de dipropionato de beclometasona extrafino no Forobex são equivalentes a 250 microgramas de dipropionato de beclometasona numa formulação com tamanho de partículas que não é extrafino). Por este motivo, a dose diária total de dipropionato de beclometasona administrada em Forobex deve ser
1 inferior à dose diária total de dipropionato de beclometasona administrada numa formulação de dipropionato de beclometasona com tamanho de partículas que não é extrafino.
Isto deve ter-se em consideração quando um doente é transferido de uma formulação de dipropionato de beclometasona com tamanho de partículas que não é não extrafino para Forobex; a dose de dipropionato de beclometasona deve ser reduzida e deverá ser ajustada às necessidades individuais dos doentes.
Recomendações posológicas para adultos com idade igual ou superior a 18 anos: Duas inalações duas vezes por dia. A dose diária máxima é de 4 inalações.
Forobex 200/6 deve ser utilizado apenas como terapêutica de manutenção. Está disponível uma dosagem mais baixa (Forobex 100/6) para terapêutica de manutenção e em SOS. Os doentes devem ser alertados para que tenham sempre acessível o seu outro broncodilatador de curta duração de ação para utilização “em alívio”. Os doentes devem ser reavaliados regularmente por um médico, de modo que a posologia de Forobex se mantenha ótima e seja alterada apenas por recomendação médica. A posologia deve ser ajustada à dose mais baixa com a qual se consegue obter o controlo da sintomatologia. Quando o controlo dos sintomas é mantido com a dose mais baixa, o passo seguinte pode ser o de efetuar uma tentativa de controlo da doença apenas com corticosteroide administrado por inalação. Forobex 200/6 não deve ser usado para tratamento de redução gradual, contudo, está disponível uma dosagem mais baixa de dipropionato de beclometasona no mesmo inalador para o tratamento de redução gradual (Forobex 100/6 microgramas).
Os doentes devem ser aconselhados a tomar Forobex todos os dias, mesmo quando assintomáticos.
Populações especiais: Não há necessidade de ajustar a dose nos doentes idosos. Não existem dados disponíveis sobre a utilização de beclometasona/formoterol em doentes com compromisso hepático ou renal (ver secção 5.2).
Recomendações posológicas para crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos:
Forobex 200/6 não deve ser usado em crianças e adolescentes com menos de 18 anos.
Modo de administração
Forobex é para utilização por via inalatória.
De modo a garantir a correta administração do medicamento, um médico ou outro profissional de saúde deve ensinar o doente a usar o inalador corretamente. O uso correto do inalador de dose calibrada pressurizado é essencial para que o tratamento tenha sucesso. O doente deve ser aconselhado a ler cuidadosamente o Folheto Informativo e a seguir as instruções de utilização indicadas no Folheto informativo.
Forobex inalador é fornecido com um contador na parte de trás do dispositivo, que apresenta quantas doses restam. Para a apresentação de 120 doses, cada vez que o doente pressiona o inalador, é libertada uma dose de medicamento e o contador faz uma contagem decrescente. Para a apresentação de 180, cada vez que o doente pressiona o dispositivo, o contador roda e o número de inalações restantes é exibido em intervalos de 20. Os doentes devem ser aconselhados a não deixar cair o inalador, uma vez que tal pode fazer com que o contador faça uma contagem decrescente.
Testar o inalador Antes de utilizar o inalador pela primeira vez ou se o inalador não tiver sido utilizado durante 14 dias ou mais, o doente deve libertar uma aplicação de modo a assegurar que o inalador está a funcionar corretamente. Depois de testar o inalador pela primeira vez, o contador deve ler 120 ou 180.
2 Utilização do inalador: Se o inalador tiver sido exposto a um frio intenso, os doentes devem aquecê-lo com as mãos durante alguns minutos antes de o utilizarem. Nunca devem aquecê-lo por meios artificiais. Sempre que possível, durante a inalação, os doentes devem permanecer de pé ou sentados na posição vertical.
1. Os doentes devem remover a tampa protetora do bucal e verificar se o bucal está limpo e livre de pó e sujidade ou de quaisquer outros objetos estranhos.
2. Os doentes devem expirar tão lenta e profundamente quanto possível.
3. Os doentes devem segurar o inalador verticalmente com o corpo para cima e colocar os lábios à volta do bucal sem morder o bucal.
4. Ao mesmo tempo, os doentes devem inspirar lenta e profundamente pela boca. Após começar a
inspirar, devem pressionar para baixo o topo do inalador para libertar uma pulverização. 5. Os doentes devem suster a respiração durante o máximo de tempo possível e, finalmente, devem remover o inalador da boca e expirar lentamente. Os doentes não devem expirar para o inalador.
Para efetuar uma nova pulverização, os doentes devem manter o inalador na posição vertical durante cerca de meio minuto e repetir os passos 2 a 5.
IMPORTANTE: os doentes não devem executar os passos 2 a 5 muito rapidamente.
Após a utilização, os doentes devem fechar o inalador com a tampa protetora e verificar o contador de doses. Os doentes devem ser aconselhados a adquirir um novo inalador quando o contador de doses apresentar o número 20. Devem parar de utilizar o inalador quando o contador mostrar 0, uma vez que quaisquer inalações deixadas no dispositivo podem não ser suficientes para libertar uma dose completa e devem começar a utilizar o novo inalador.
Se após inalação aparecer uma nuvem, quer do inalador quer dos lados da boca, a administração deve ser repetida a partir do passo 2.
Para os doentes com pouca força nas mãos, pode ser mais fácil segurar o inalador com as duas mãos. Assim, os dedos indicadores devem ser colocados no topo do tubo do inalador e ambos os polegares na base do inalador.
Após inalação, os doentes devem lavar a boca ou gargarejar com água ou escovar os dentes (ver secção 4.4). O recipiente contém um líquido sob pressão. Os doentes devem ser aconselhados a não expor o recipiente a temperaturas superiores a 50°C nem a perfurá-lo.
Limpeza Os doentes devem ser aconselhados a ler cuidadosamente as instruções de limpeza no folheto informativo. Para a limpeza regular do inalador, os doentes devem remover a tampa do bucal e limpar o exterior e o interior do bucal com um pano seco. Não devem retirar o recipiente do inalador e não devem utilizar água ou outros líquidos para limpar o bucal.
Os doentes que tenham dificuldade em sincronizar a atuação do aerossol com a inspiração podem utilizar a câmara expansora AeroChamber Plus®. Estes devem ser aconselhados pelo seu médico, farmacêutico ou enfermeiro sobre a utilização e cuidados adequados do seu inalador e câmara expansora, devendo a sua técnica ser monitorizada para garantir a administração ideal do fármaco inalado nos pulmões. Esta pode ser conseguida pelos doentes que utilizam o AeroChamber Plus® através de uma respiração lenta e profunda e contínua através da câmara expansora, sem qualquer intervalo entre a aplicação e a inalação.
4.3. Contraindicações
3 Hipersensibilidade ao dipropionato de beclometasona, fumarato de formoterol di-hidratado ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1.
4.4. Advertências e precauções especiais de utilização
Forobex deve ser utilizado com precaução (o que pode incluir monitorização) em doentes com arritmias cardíacas, especialmente bloqueio auriculoventricular de terceiro grau e taquiarritmias, estenose aórtica subvalvar idiopática, cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva, doença cardíaca isquémica, insuficiência cardíaca grave, hipertensão arterial grave e aneurisma.
Devem também ser tomadas precauções no tratamento de doentes com conhecimento ou suspeição de prolongamento do intervalo QTc, tanto congénito como induzido por fármacos (QTc > 0,44 segundos). O próprio formoterol pode induzir o prolongamento do intervalo QTc.
Também é necessária precaução quando Forobex é usado por doentes com tirotoxicose, diabetes mellitus, feocromocitoma e hipocaliemia não tratada.
A terapêutica com agonistas beta 2 pode causar hipocaliemia potencialmente grave. É aconselhada especial precaução na asma grave, uma vez que este efeito pode ser potenciado por hipoxia. A hipocaliemia também pode ser potenciada pelo tratamento concomitante com outros fármacos que podem induzir hipocaliemia, tais como derivados da xantina, esteroides e diuréticos (ver secção 4.5). Também se recomendada precaução na asma instável quando podem ser utilizados vários broncodilatadores de SOS. Nestas situações, recomenda-se que os níveis de potássio sérico sejam monitorizados.
A inalação de formoterol pode provocar um aumento nos níveis de glucose no sangue. Por este motivo, nos doentes com diabetes, a glicemia deve ser cuidadosamente monitorizada..
Se estiver prevista uma anestesia com anestésicos halogenados, deve assegurar-se que Forobex não é administrado durante, pelo menos, 12 horas antes do início da anestesia, devido ao risco de arritmias cardíacas.
À semelhança de todos os medicamentos inalados contendo corticosteroides, Forobex deve ser administrado com precaução em doentes com tuberculose pulmonar ativa ou quiescente, infeções fúngicas e virais das vias respiratórias.
É recomendado que o tratamento com Forobex não seja interrompido abruptamente. Se os doentes considerarem o tratamento ineficaz, devem procurar assistência médica. O aumento do recurso a broncodilatadores de SOS indica um agravamento do quadro clínico de base e requer a reavaliação da terapêutica da asma. A deterioração rápida e progressiva do controlo da asma é potencialmente fatal e o doente deve procurar avaliação médica urgente. Se se suspeitar de uma infeção, deve considerar-se a necessidade de aumentar o tratamento com corticosteroides, quer de inalação quer oral, ou o tratamento antibiótico. Os doentes não devem iniciar o tratamento com Forobex durante uma exacerbação, ou se tiverem um agravamento significativo ou uma deterioração aguda da asma. Durante o tratamento com Forobex podem ocorrer reações adversas graves relacionadas com a asma e exacerbações. Os doentes devem ser instruídos a continuar com o tratamento, mas a procurar aconselhamento médico se os sintomas da asma permanecerem incontroláveis ou se agravarem após o início do tratamento com Forobex.
Tal como com quaisquer outras terapêuticas de inalação, após a administração, podem ocorrer episódios paradoxais de broncospasmos com um aumento imediato da respiração ofegante e depressão respiratória. Estes devem ser tratados imediatamente com um broncodilatador para inalação de ação rápida. Forobex deve ser imediatamente descontinuado, o doente avaliado e se necessário instituída terapêutica alternativa.
Forobex não deve ser utilizado como tratamento de primeira linha para a asma.
4 Para o tratamento de crises agudas de asma, os doentes devem ser aconselhados a ter o seu broncodilatador de curta duração de ação sempre disponível.
Mesmo quando assintomáticos, os doentes devem ser relembrados para usarem Forobex diariamente, conforme prescrito.
Assim que os sintomas da asma estejam controlados, pode ser considerada a redução gradual da dose de Forobex. O acompanhamento regular dos doentes neste processo é importante. Deve ser utilizada a menor dose eficaz de Forobex (está disponível uma dosagem mais baixa Forobex 100/6, ver também secção 4.2).
Podem ocorrer efeitos sistémicos com qualquer corticosteroide para inalação, particularmente em doses elevadas prescritas por longos períodos. Estes efeitos são menos prováveis de ocorrer com corticosteroides para inalação do que com corticosteroides orais. Os efeitos sistémicos possíveis incluem: síndrome de Cushing, aspeto Cushingoide, supressão suprarrenal, redução da densidade mineral óssea, crescimento retardado em crianças e adolescentes, cataratas e glaucoma e, mais raramente, um conjunto de efeitos psicológicos ou comportamentais, incluindo hiperatividade psicomotora, distúrbios do sono, ansiedade, depressão ou agressividade (particularmente em crianças).
Por este motivo, é importante que o doente seja reavaliado regularmente e que a dose do corticosteroide inalado seja reduzida para a dose mais baixa com a qual se mantém o controlo eficaz da asma.
Os dados farmacocinéticos da dose única (ver secção 5.2) demonstraram que o uso do inalador de dipropionato de beclometasona/fumarato de formoterol com a câmara expansora Aerochamber Plus®, em comparação com o uso do inalador normal, não aumenta a exposição sistémica total ao formoterol e reduz a exposição sistémica ao 17-monopropionato de beclometasona, ao mesmo tempo que se verifica um aumento do dipropionato de beclometasona inalterado que alcança a circulação sistémica a partir do pulmão; no entanto, dado que a exposição sistémica total ao dipropionato de beclometasona e ao seu metabolito ativo não se altera, não existe um risco acrescido de efeitos sistémicos quando se utiliza Forobex com câmara expansora referida.
O tratamento prolongado de doentes com doses elevadas de corticosteroides inalados pode provocar supressão das suprarrenais e crises agudas das suprarrenais. Crianças com idade inferior a 16 anos que tomem/inalem doses superiores às recomendadas de dipropionato de beclometasona podem estar particularmente em risco. Situações que podem potencialmente provocar crises agudas das suprarrenais incluem trauma, cirurgia, infeção ou qualquer redução brusca na posologia. Os sintomas apresentados são tipicamente vagos e podem incluir anorexia, dor abdominal, perda de peso, fadiga, cefaleias, náuseas, vómitos, hipotensão, redução do nível de consciência, hipoglicemia e convulsões. Deve ser considerada uma cobertura adicional com corticosteroides sistémicos durante períodos de stress ou cirurgia eletiva. É recomendada precaução quando se mudar a terapêutica dos doentes para Forobex, particularmente se houver alguma razão para suspeição de insuficiência da função suprarrenal, devida à terapêutica anterior com esteroides sistémicos.
Nos doentes em que o tratamento com corticosteroides orais foi alterado para corticosteroides por inalação, o risco de insuficiência das suprarrenais pode permanecer durante um período de tempo considerável. Os doentes que no passado necessitaram de doses elevadas de terapêutica com corticosteroides de emergência ou que tenham recebido tratamento prolongado com doses elevadas de corticosteroides de inalação também podem estar em risco. Nas situações de emergência e eletivas, como as que provocam stress, esta possibilidade de insuficiência residual deve ser sempre tida em consideração e deve considerar-se o tratamento adequado com corticosteroides. A extensão da insuficiência suprarrenal pode requerer aconselhamento médico especializado antes dos procedimentos eletivos.
Para minimizar o risco de infeção orofaríngea por candida os doentes devem ser aconselhados a lavarem a boca ou gargarejarem com água ou a escovar os dentes após a inalação da dose prescrita.
5 Forobex contém uma pequena quantidade de etanol (álcool), 9 mg por aplicação, o que equivale a 0,25 mg/kg por dose de duas aplicações. Em doses normais, a quantidade de etanol é desprezível e não apresenta risco para os doentes.
Perturbações visuais Poderão ser notificadas perturbações visuais com a utilização de corticosteroides sistémicos e tópicos. Se um doente apresentar sintomas como visão turva ou outras perturbações visuais, deverá ser considerado o seu encaminhamento para um oftalmologista para avaliação das possíveis causas, que podem incluir cataratas, glaucoma ou doenças raras, tais como coriorretinopatia serosa central (CSC), que foram notificadas após a utilização de corticosteroides sistémicos e tópicos.
4.5. Interações medicamentosas e outras formas de interação
Interações farmacocinéticas O dipropionato de beclometasona sofre um metabolismo muito rápido via enzimas esterases.
A beclometasona é menos dependente do metabolismo do CYP3A do que alguns outros corticosteroides e, em geral, as interações são improváveis; no entanto, não pode ser excluída a possibilidade de efeitos sistémicos com a utilização concomitante de inibidores potentes do CYP3A (por exemplo, ritonavir, cobicistate), pelo que se recomenda precaução e monitorização apropriada com a utilização destes agentes.
Interações farmacodinâmicas Os bloqueadores beta-adrenérgicos podem enfraquecer ou inibir o efeito do formoterol. Forobex não deve, portanto, ser administrado em conjunto com bloqueadores beta-adrenérgicos (incluindo gotas oculares), a menos que existam razões convincentes.
Por outro lado, o uso concomitante de outros fármacos beta-adrenérgicos pode ter, potencialmente, efeitos aditivos, pelo que se requer precaução quando a teofilina ou outros fármacos beta-adrenérgicos são prescritos concomitantemente com formoterol.
O tratamento concomitante com quinidina, disopiramida, procainamida, fenotiazinas, anti-histamínicos, inibidores da monoamina oxidase e antidepressivos tricíclicos pode prolongar o intervalo QTc e aumentar o risco de arritmias ventriculares.
Adicionalmente, a L-dopa, a L-tiroxina, a oxitocina e o álcool podem prejudicar a tolerância cardíaca aos simpaticomiméticos beta 2.
O tratamento concomitante com inibidores da monoamina oxidase, incluindo agentes com propriedades semelhantes, como a furazolidona e procarbazina, pode precipitar reações de hipertensão.
Existe um risco elevado de arritmias em doentes que recebem anestesia concomitante com medicamentos hidrocarbonetos halogenados.
O tratamento concomitante com derivados da xantina, esteroides ou diuréticos pode potenciar um possível efeito hipocaliémico dos agonistas beta 2 (ver secção 4.4). A hipocaliemia pode aumentar a predisposição para arritmias em doentes tratados com glicosídeos digitálicos.
Forobex contém uma pequena quantidade de etanol. Existe um potencial teórico para interação particularmente nos doentes sensíveis que estão a tomar dissulfiram ou metronidazol.
4.6. Fertilidade, gravidez e aleitamento
Fertilidade
6 Não existem dados em seres humanos. Em estudos em animais realizados em ratos, a presença de doses elevadas de dipropionato de beclometasona na associação esteve relacionada com a redução da fertilidade nas fêmeas e embriotoxicidade (ver secção 5.3).
Gravidez Não existe experiência ou evidência de segurança do propelente HFA-134a na gravidez ou aleitamento humano. No entanto, estudos do efeito do HFA-134a sobre a função reprodutora e o desenvolvimento embriofetal em animais não revelaram reações adversas clinicamente relevantes.
Não existem dados clínicos relevantes sobre o uso de dipropionato de beclometasona e fumarato de formoterol di-hidratado solução pressurizada para inalação em mulheres grávidas. Os estudos em animais que utilizaram a associação de dipropionato de beclometasona e formoterol mostraram evidência de toxicidade reprodutiva após exposição sistémica elevada (ver 5.3 Dados de segurança pré- clínica). Devido às ações tocolíticas dos agentes simpaticomiméticos beta 2, deve-se ter um cuidado especial no período que antecede o parto. O formoterol não deve ser recomendado para o uso durante a gravidez e particularmente no final da gravidez ou durante o trabalho de parto, a menos que não exista outra alternativa (mais segura) estabelecida. Forobex só deve ser utilizado durante a gravidez se os benefícios esperados suplantarem os potenciais riscos.
Amamentação Não existem dados clínicos relevantes sobre a utilização de dipropionato de beclometasona e de fumarato de formoterol di-hidratado solução pressurizada para inalação no aleitamento humano. Embora não existam dados disponíveis da experiência em animais, é razoável assumir que o dipropionato de beclometasona é excretado no leite materno, tal como os outros corticosteroides. Embora se desconheça se o formoterol passa para o leite materno humano, foi detetado no leite de animais a amamentarem. A administração de Forobex a mulheres a amamentar só deve ser considerada se os benefícios esperados superarem os potenciais riscos. Deve ser tomada uma decisão sobre a descontinuação da amamentação ou a descontinuação/abstenção da terapêutica com Forobex tendo em conta o benefício da amamentação para a criança e o benefício da terapêutica para a mulher.
4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas
Os efeitos de Forobex sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas são nulos ou desprezáveis.
4.8. Efeitos indesejáveis
Resumo do perfil de segurança
Como Forobex contém dipropionato de beclometasona e fumarato de formoterol, podem esperar-se o tipo e a gravidade das reações adversas associadas a cada um destes componentes. Não existe nenhuma incidência de acontecimentos adversos adicionais após a administração em simultâneo dos dois compostos.
Tabela de reações adversas
Os efeitos indesejáveis que foram associados ao dipropionato de beclometasona e ao formoterol administrados como uma associação fixa (Forobex) e como agentes isolados estão indicados abaixo, listados por classes de sistemas de órgãos. As frequências são definidas como: muito frequentes (≥1/10), frequentes (≥1/100 e <1/10), pouco frequentes (≥1/1000 e <1/100), raros (≥1/10 000 < 1/1000) e muito raros (≤1/10 000) ), desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis).
Os efeitos indesejáveis frequentes e pouco frequentes foram baseados em dados de ensaios clínicos em doentes asmáticos e com DPOC.
7 CLASSES DE SISTEMAS DE FREQUÊNCIA REAÇÃO ADVERSA ÓRGÃOS Infeções e infestações Frequentes Faringite, candidíase oral Pouco frequentes Gripe, infeção fúngica oral, candidíase orofaríngea, candidíase esofágica, candidíase vulvovaginal, gastroenterite, sinusite, rinite, pneumonia* Doenças do sangue e do sistema linfático Pouco frequentes Granulocitopenia
Muito raros Trombocitopenia Doenças do sistema imunitário Pouco frequentes Dermatite alérgica Muito raros Reações de hipersensibilidade, incluindo eritema, lábios, face, olhos e edema faríngeo Doenças endócrinas Muito raros Supressão suprarrenal Doenças do metabolismo e da nutrição Pouco frequentes Hipocaliemia, hiperglicemia
Perturbações do foro psiquiátrico Pouco frequentes Inquietação Desconhecido Hiperatividade psicomotora, perturbações do sono, ansiedade, depressão, agressividade, alterações comportamentais (predominantemente em crianças) Doenças do sistema nervoso Frequentes Cefaleias Pouco frequentes Tremores, tonturas Afeções oculares Muito raros Glaucoma, catarata Desconhecido Visão turva (ver também secção 4.4) Afeções do ouvido e do labirinto Pouco frequentes Otosalpingite Cardiopatias Pouco frequentes Palpitações, prolongamento do intervalo QT corrigido, alterações no eletrocardiograma taquicardia, taquiarritmia, fibrilhação auricular* Raros Extrassístoles ventriculares, angina de peito Vasculopatias Pouco frequentes Hiperemia, rubor
Doenças respiratórias, torácicas e do Frequentes Disfonia mediastino Pouco frequentes Tosse, tosse produtiva, irritação da garganta, crises asmáticas, eritema faríngico Raros Broncospasmo paradoxal
Muito raros Dispneia, exacerbação da asma
8 Doenças gastrointestinais Pouco frequentes Diarreia, boca seca, dispepsia, disfagia, sensação de queimadura nos lábios, náuseas, disgeusia Afeções dos tecidos cutâneos e Pouco frequentes Prurido, erupção cutânea, hiperidrose, subcutâneos urticária Raros Angioedema Afeções musculosqueléticas e dos Pouco frequentes Espasmos musculares, mialgia tecidos conjuntivos
Muito raros Atraso do crescimento em crianças e adolescentes Doenças renais e urinárias Raros Nefrite
Perturbações gerais e alterações no local Muito raros Edema periférico de administração
Exames complementares de diagnóstico Pouco frequentes Aumento da proteína C reativa, aumento da contagem de plaquetas, aumento dos ácidos gordos livres, aumento da insulina plasmática, aumento dos corpos cetónicos plasmáticos, diminuição do cortisol sanguíneo* Pouco frequentes Aumento da tensão arterial
Raros Redução da tensão arterial
Muito raros Diminuição da densidade óssea
* Foi notificado um caso relacionado não grave de pneumonia por um doente tratado com dipropionato de beclometasona e fumarato de formoterol di-hidratado solução pressurizada para inalação 100/6 num ensaio clínico de referência em doentes com DPOC. Outras reações adversas observadas com dipropionato de beclometasona e fumarato de formoterol di-hidratado solução pressurizada para inalação 100/6 em ensaios clínicos sobre DPOC foram: redução do cortisol sanguíneo e fibrilhação auricular.
Tal como com outras terapêuticas por inalação, podem ocorrer episódios paradoxais de broncospasmo (ver 4.4 "Advertências e precauções especiais de utilização").
As reações adversas observadas que são tipicamente associadas com o formoterol são: hipocaliemia, cefaleias, tremores, palpitações, tosse, espasmos musculares e prolongamento do intervalo QTc.
As reações adversas tipicamente associadas com a administração de dipropionato de beclometasona são: infeções fúngicas orais, candidíase oral, disfonia, irritação da garganta.
A disfonia e a candidíase podem ser aliviadas gargarejando ou enxaguando a boca com água ou escovando os dentes depois de usar o produto. A candidíase sintomática pode ser tratada com terapia antifúngica tópica enquanto dura o tratamento com Forobex.
Particularmente quando administrados em doses elevadas e por períodos prolongados, podem ocorrer efeitos sistémicos dos corticosteroides de inalação (por exemplo, dipropionato de beclometasona), os quais podem incluir apoplexia suprarrenal, diminuição da densidade óssea, atraso do crescimento em crianças e adolescentes, cataratas e glaucoma (ver também 4.4).
9 Também podem ocorrer reações de hipersensibilidade incluindo erupção cutânea, urticária, prurido, eritema e edema dos olhos, face, lábios e garganta.
Notificação de suspeitas de reações adversas A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas diretamente ao
Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]
4.9. Sobredosagem
Foram estudadas, em doentes asmáticos, doses inaladas de dipropionato de beclometasona e fumarato de formoterol di-hidratado solução pressurizada para inalação 100/6 até doze aplicações cumulativas (total de 1200 microgramas de dipropionato de beclometasona e 72 microgramas de formoterol). Os tratamentos cumulativos não causaram efeito anómalo nos sinais vitais e não foram observados acontecimentos adversos severos ou graves.
Doses excessivas de formoterol podem causar os efeitos típicos dos agonistas adrenérgicos beta 2: náuseas, vómitos, cefaleias, tremores, sonolência, palpitações, taquicardia, arritmias ventriculares, prolongamento do intervalo QTc, acidose metabólica, hipocaliemia, hiperglicemia.
Em caso de sobredosagem por formoterol, é indicado tratamento de suporte e sintomático. Os casos graves devem ser hospitalizados. Pode ser considerar-se o uso de bloqueadores adrenérgicos beta cardiosseletivos, mas apenas sob precaução extrema, uma vez que o uso de medicamentos bloqueadores adrenérgicos beta pode provocar broncoespasmos. Os níveis séricos de potássio devem ser monitorizados.
A inalação aguda de doses em excesso relativamente às recomendadas de dipropionato de beclometasona pode causar a supressão temporária da função das glândulas suprarrenais. Esta situação não necessita de ação de emergência, uma vez que a função suprarrenal é recuperada em poucos dias, conforme se verificou pela medição de cortisol plasmático. Nestes doentes, o tratamento deve ser continuado com uma dose suficiente para controlar a asma. Sobredosagem crónica de dipropionato de beclometasona por inalação: risco de supressão suprarrenal (ver secção 4.4). Pode ser necessária a monitorização da reserva suprarrenal. O tratamento deve ser continuado com uma dose suficiente para controlar a asma.
5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS
5.1. Propriedades farmacodinâmicas
Grupo farmacoterapêutico: 5.1.1 - Agonistas adrenérgicos beta. Código ATC: R03AK08 - formoterol e beclometasona
Mecanismo de ação e efeitos farmacodinâmicos
10 Forobex contém dipropionato de beclometasona e formoterol. Estes dois princípios ativos têm diferentes mecanismos de ação. À semelhança de outros inaladores corticosteroides e associações de agonistas- beta 2, são observados efeitos aditivos no que diz respeito à redução das exacerbações da asma.
Dipropionato de beclometasona O dipropionato de beclometasona administrado por inalação nas doses recomendadas tem uma ação anti-inflamatória glucocorticoide a nível pulmonar, resultando numa redução dos sintomas e exacerbações da asma com menos reações adversas do que os corticosteroides administrados sistemicamente.
Formoterol O formoterol é um agonista adrenérgico beta 2 seletivo que produz relaxamento do músculo liso brônquico nos doentes com obstrução das vias aéreas reversível. O efeito broncodilatador é rapidamente restabelecido, dentro de 1-3 minutos após a inalação, e tem uma duração de 12 horas após uma dose única.
Eficácia e segurança clínicas de Forobex Em ensaios clínicos em adultos, a adição de formoterol ao dipropionato de beclometasona melhorou os sintomas da asma e a função pulmonar e reduziu as exacerbações. Num estudo de 24 semanas, o efeito do dipropionato de beclometasona/formoterol 100/6 HFA na função pulmonar foi pelo menos igual ao da associação livre de dipropionato de beclometasona e formoterol e superior ao do dipropionato de beclometasona isolado.
A eficácia do dipropionato de beclometasona/formoterol 200/6 HFA, 2 inalações duas vezes por dia, foi avaliada num estudo de referência de 12 semanas no qual se comparou o efeito na função pulmonar versus o tratamento com dipropionato de beclometasona em monoterapia em doentes asmáticos inadequadamente controlados com tratamento anterior (dose elevada de CI’s ou dose média de associação CI’s+LABAs). O estudo demonstrou a superioridade do dipropionato de beclometasona e da solução pressurizada para inalação de fumarato de formoterol di-hidratado 200/6 HFA em comparação com BDP HFA em termos de alteração do PFE matinal médio pré-dose relativamente à situação basal (diferença média ajustada de 18,53 L).
Num estudo de referência de 24 semanas, o perfil de segurança do dipropionato de beclometasona/formoterol 200/6 HFA, 2 inalações duas vezes por dia, foi comparável ao de uma combinação de dose fixa aprovada (fluticasona/salmeterol 500/50, 1 inalação duas vezes por dia). Não foram observados quaisquer efeitos clinicamente relevantes com dipropionato de beclometasona/formoterol 200/6 HFA no eixo HPA após 6 meses de tratamento. O estudo demonstrou que tanto a solução pressurizada para inalação de dipropionato de beclometasona e fumarato de formoterol di-hidratado 200/6 μg como a associação de dose fixa aprovada não foram superiores à monoterapia com dipropionato de beclometasona não extrafino (2000 μg/dia) na alteração do VEF1 matinal pré-dose e da percentagem de dias completos sem sintomas de asma.
5.2. Propriedades farmacocinéticas
A exposição sistémica às substâncias ativas dipropionato de beclometasona e formoterol na associação fixa de solução pressurizada para inalação combinada de dipropionato de beclometasona/fumarato de formoterol di-hidratado foi comparada com os componentes isolados.
Num estudo farmacocinético conduzido em indivíduos saudáveis tratados com uma dose única de associação fixa de diproprionato de beclometasona /fumarato de formoterol (4 pulverizações de 100/6 microgramas) ou uma dose única de dipropionato de beclometasona CFC (4 pulverizações de 250 microgramas) e formoterol HFA (4 pulverizações de 6 microgramas), a AUC do principal metabolito ativo do dipropionato de beclometasona (17-monopropionato de beclometasona) e a sua concentração plasmática máxima foram, respetivamente, 35% e 19% inferiores com a associação fixa do que com a formulação de dipropionato de beclometasona CFC, não extrafino; em contraste, a taxa de absorção foi mais rápida (0,5 vs. 2h) com a combinação fixa comparada com o dipropionato de beclometasona CFC isolado, não extrafino.
11 Para o formoterol, a concentração plasmática máxima foi semelhante após administração da associação fixa ou extemporânea e a exposição sistémica foi ligeiramente superior após a administração da associação fixa do que com a associação extemporânea.
Não houve evidência de interações (sistémicas) farmacocinéticas ou farmacodinâmicas entre o dipropionato de beclometasona e o formoterol.
Um estudo farmacocinético realizado em voluntários saudáveis com bloqueio por carvão ativado demonstrou que a biodisponibilidade pulmonar de 17-monopropionato de beclometasona na formulação de dipropionato de beclometasona/fumarato de formoterol 200/6 é proporcional à dose em comparação com a formulação de 100/6 apenas para a AUC {razão média entre a biodisponibilidade sistémica na formulação 200/6 e na formulação de 100/6 igual a 91,63 (intervalo de confiança de 90%: 83.79; 100,20)}. No caso do fumarato de formoterol, a razão média entre a biodisponibilidade sistémica na formulação 200/6 e na formulação 100/6 foi igual a 86,15 (Intervalo de Confiança de 90%: 75,94; 97,74).
Noutro estudo farmacocinético realizado em voluntários saudáveis sem bloqueio por carvão ativado, a exposição sistémica do 17-monopropionato de beclometasona na formulação de dipropionato de beclometasona/fumarato de formoterol 200/6 demonstrou ser proporcional à dose em comparação à formulação de 100/6 (rácio médio entre a biodisponibilidade sistémica na formulação 200/6 e na formulação de 100/6 igual a 89,2 [intervalo de confiança de 90%: 79.8; 99,7]). A exposição sistémica total do fumarato de formoterol permaneceu inalterada; (rácio médio entre a biodisponibilidade sistémica na formulação 200/6 e na formulação de 100/6 igual a 102,2 [intervalo de Confiança de 90%: 90,4; 115,5]).
O uso de dipropionato de beclometasona/fumarato de formoterol 200/6 com a câmara expansora Aerochamber Plus® aumentou a administração pulmonar do metabolito ativo do dipropionato de beclometasona, o 17-monopropionato de beclometasona e do formoterol em 25% e 32%, respetivamente, enquanto a exposição sistémica total sofreu uma ligeira redução no caso do 17- monopropionato de beclometasona (em 17%) e formoterol em (17%) e um aumento no caso do dipropionato de beclometasona inalterado (em 54%).
Dipropionato de beclometasona O dipropionato de beclometasona é um pró-fármaco com uma afinidade de ligação ao recetor de glicocorticoide fraca, que é hidrolisado via enzimas esterase num metabolito ativo, o 17- monopropionato de beclometasona, que tem uma atividade anti-inflamatória tópica mais potente quando comparado com o pró-fármaco dipropionato de beclometasona.
Absorção, distribuição e biotransformação O dipropionato de beclometasona inalado é rapidamente absorvido através dos pulmões; antes da absorção, dá-se uma conversão extensa do seu metabolito ativo 17-monopropionato de beclometasona via enzimas esterases que são encontradas em muitos tecidos. A disponibilidade sistémica do metabolito ativo aumenta através dos pulmões (36%) e a partir da absorção gastrointestinal da dose ingerida. A biodisponibilidade do dipropionato de beclometasona ingerido é desprezável, contudo, a conversão pré- sistémica em 17-monopropionato beclometasona resulta em 41% da dose absorvida como metabolito ativo.
Com o aumento da dose inalada existe um aumento aproximadamente linear na exposição sistémica.
A biodisponibilidade absoluta após a inalação é de aproximadamente 2% e 62% da dose nominal para o dipropionato de beclometasona inalterado e o 17-monopropionato de beclometasona, respetivamente.
Após administração intravenosa, a disposição do dipropionato de beclometasona e do seu metabolito ativo é caracterizada por uma elevada depuração plasmática (150 e 120 l/h, respetivamente), com um pequeno volume de distribuição no estado de equilíbrio para o dipropionato de beclometasona (20 l) e uma elevada distribuição tecidular para o seu metabolito ativo (424 l).
12 A ligação às proteínas plasmáticas é moderadamente elevada.
Eliminação A excreção fecal é a principal via de eliminação do dipropionato de beclometasona, principalmente dos de metabolitos polares. A excreção renal do dipropionato de beclometasona e dos seus metabolitos é desprezável. As semividas de eliminação terminais são de 0,5 h e 2,7 h para o dipropionato de beclometasona e o 17-monopropionato de beclometasona, respetivamente.
Populações especiais A farmacocinética do dipropionato de beclometasona em doentes com compromisso renal ou hepático não foi estudada; contudo, como o dipropionato de beclometasona sofre um metabolismo muito rápido via enzimas esterase presentes no fluido intestinal, soro, pulmões e fígado, para originar os produtos mais polares 21-monopropionato de beclometasona, 17-monopropionato de beclometasona e beclometasona, não é de esperar que a insuficiência hepática modifique a farmacocinética e o perfil de segurança do dipropionato de beclometasona.
Uma vez que o dipropionato de beclometasona ou os seus metabolitos não foram detetados na urina, nos doentes com compromisso renal não é de considerar um aumento da exposição sistémica.
Formoterol Absorção e distribuição Após inalação, o formoterol é absorvido quer a partir dos pulmões quer a partir do trato gastrointestinal. A fração de uma dose inalada que é ingerida após a administração com um inalador de dose calibrada (IDC) pode variar entre 60% e 90%. Pelo menos 65% da fração que é ingerida é absorvida pelo trato gastrointestinal. As concentrações plasmáticas máximas do fármaco inalterado ocorrem meia-hora a 1 hora após administração oral. A ligação do formoterol às proteínas plasmáticas é de 61-64% com 34% de ligação à albumina. Não houve saturação da ligação no intervalo de concentrações atingido com doses terapêuticas. A semivida de eliminação determinada após a administração oral é de 2-3 horas. Após inalação de 12 a 96 μg de fumarato de formoterol, a absorção do formoterol é linear.
Biotransformação O formoterol é amplamente metabolizado e a via proeminente envolve conjugação direta do grupo hidroxilo fenólico. O ácido glucurónido conjugado é inativo. A segunda maior via envolve a O- desmetilação seguida pela conjugação no grupo 2'-hidroxilo fenólico. Na O-desmetilação do formoterol estão envolvidos o citocromo P450 e as isoenzimas CYP2D6, CYP2C19 e CYP2C9 . O fígado parece ser o local de primeira passagem no metabolismo. Em concentrações terapeuticamente relevantes, o formoterol não inibe as enzimas CYP450.
Eliminação A excreção urinária cumulativa de formoterol após inalação única por via de um inalador de pó seco aumentou linearmente no intervalo de doses de 12 – 96 μg. Em média, 8% e 25% da dose foi excretada inalterada e como formoterol total, respetivamente. Com base nas concentrações plasmáticas medidas após a inalação de uma dose única de 120 μg em 12 indivíduos saudáveis, a semivida média de eliminação terminal foi determinada em 10 horas. Os enantiómeros (R,R)- e (S,S) representaram cerca de 40% e 60% do fármaco inalterado excretada através da urina, respetivamente. A proporção relativa dos dois enantiómeros permaneceu constante no intervalo de doses estudado e não houve evidência de acumulação relativa de um enantiómero sobre o outro após administração repetida.
Após administração oral (40 a 80 μg), 6% a 10% da dose foi recuperada na urina na forma inalterada em indivíduos saudáveis; até 8% da dose foi recuperada sob a forma de glucorónido. Um total de 67% de uma dose oral de formoterol foi excretado através da urina (principalmente sob a forma de metabolitos) e o restante através das fezes. A depuração renal do formoterol é de 150 ml/min.
Populações especiais Compromisso hepático/renal: a farmacocinética do formoterol não foi estudada em doentes com compromisso hepático ou renal, no entanto, o formoterol é eliminado principalmente através do
13 metabolismo hepático, sendo de esperar uma exposição aumentada em doentes com cirrose hepática grave.
5.3. Dados de segurança pré-clínica
A toxicidade observada em estudos em animais com dipropionato de beclometasona e formoterol, administrados em associação ou separadamente, consistiu principalmente em efeitos associados com atividade farmacológica exagerada. Estão relacionados com a atividade imunossupressora do dipropionato de beclometasona e com os efeitos cardiovasculares conhecidos do formoterol, principalmente evidentes em cães. Não foi observado aumento da toxicidade nem ocorrência de efeitos inesperados pela administração da associação.
Estudos sobre a reprodução em ratos mostraram efeitos dependentes da dose. A associação foi associada à redução da fertilidade feminina e toxicidade embriofetal. É conhecido que doses elevadas de corticosteroides administrados a animais durante a gravidez causam anomalias do desenvolvimento fetal, incluindo fenda palatina e atraso no crescimento intrauterino, e é provável que os efeitos observados com a associação dipropionato de beclometasona/formoterol sejam devidos ao dipropionato de beclometasona. Estes efeitos apenas foram observados com exposição sistémica elevada ao metabolito ativo 17-monopropionato de beclometasona (200 vezes os níveis plasmáticos esperados nos doentes). Adicionalmente, os estudos em animais mostraram um aumento na duração da gestação e do parto, um efeito atribuível aos efeitos tocolíticos conhecidos dos simpaticomiméticos beta 2 Estes efeitos foram observados quando os níveis plasmáticos de formoterol na mãe foram inferiores aos níveis esperados nos doentes tratados com a solução pressurizada para inalação de dipropionato de beclometasona e fumarato de formoterol di-hidratado.
Os estudos de genotoxicidade realizados com a associação de dipropionato de beclometasona/formoterol não indicam potencial mutagénico. Não foram efetuados estudos de carcinogenicidade com a associação proposta. Contudo, os dados comunicados em animais para os constituintes individuais não sugerem qualquer risco potencial de carcinogenicidade no homem.
Os dados pré-clínicos sobre o propelente sem CFC, HFA-134a não revelam riscos especiais para os humanos, com base em estudos convencionais de segurança farmacológica, toxicidade de dose repetida, genotoxicidade, potencial carcinogénico e toxicidade reprodutiva.
6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS
6.1. Lista dos excipientes
Norflurano (HFA-134a) Etanol anidro Ácido clorídrico (para ajuste do pH)
6.2. Incompatibilidades
Não aplicável.
6.3. Prazo de validade
21 meses.
6.4. Precauções especiais de conservação
Antes da dispensa ao doente: Conservar no frigorífico (2-8°C) durante um período máximo de 18 meses.
Após a dispensa:
14 Conservar a temperatura inferior a 25ºC durante um período máximo de 3 meses.
O recipiente contém um líquido pressurizado. Não expor a temperaturas superiores a 50°C. Não perfurar o recipiente.
6.5. Natureza e conteúdo do recipiente
A solução para inalação está acondicionada num recipiente de 19 ml, de alumínio pressurizado, selado com uma válvula doseadora e encaixado num inalador plástico em polipropileno branco que incorpora um marcador de doses (embalagem de 120 doses) ou um indicador de doses (embalagem de 180 doses) e um aplicador bucal e está provido de uma tampa de plástico em polipropileno azul escuro.
Cada embalagem contém: 1 recipiente pressurizado que disponibiliza 120 doses ou 2 recipientes pressurizados que disponibilizam 120 doses cada ou 3 recipientes pressurizados que disponibilizam 120 doses cada ou 1 recipiente pressurizado que disponibiliza 180 doses
É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.
6.6. Precauções especiais de eliminação e manuseamento
Para farmácias: Escrever a data de dispensa ao doente na embalagem. Garantir a existência de um período de, pelo menos, 3 meses entre a data de dispensa e o prazo de validade impresso na embalagem. Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.
7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
Teva B.V. Swensweg 5 2031 GA Haarlem Países Baixos
8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE
INTRODUÇÃO NO MERCADO
10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO
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