Venlafaxina toLife
APROVADO EM 07-06-2023 INFARMED Folheto Informativo: Informação para o utilizador Venlafaxina toLife 37,5 mg comprimidos de libertação prolongada Venlafaxina toLife 75 mg comprimidos de libertação prolongada Venlafaxina toLife 150 mg comprimidos de libertação prolongada Venlafaxina Leia atentamente este folheto antes de tomar este medicamento. Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler. Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico. Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas. Se algum dos efeitos indesejáveis se agravar ou se detetar quaisquer efeitos indesejáveis não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico. Neste folheto:
1. O que é Venlafaxina toLife e para que é utilizado
2. Antes de tomar Venlafaxina toLife
3. Como tomar Venlafaxina toLife
4. Efeitos indesejáveis possíveis
5. Como conservar Venlafaxina toLife
6. Outras informações
1. O QUE É VENLAFAXINA TOLIFE E PARA QUE É UTILIZADO
Venlafaxina toLife é um medicamento antidepressivo que pertence a uma classe de medicamentos designados por inibidores da recaptação da serotonina e noradrenalina (IRSNs). Esta classe de medicamentos é utilizada para tratar a depressão e outras doenças tais como as perturbações de ansiedade. Pensa-se que as pessoas deprimidas e/ou ansiosas possuem níveis baixos de serotonina e noradrenalina no cérebro. Não se sabe ainda completamente como actuam os antidepressivos, mas estes podem ajudar a tratar estes doentes através do aumento dos níveis de serotonina e de noradrenalina no cérebro. Venlafaxina toLife está indicado para o tratamento de adultos com depressão. Venlafaxina toLife está também indicado para o tratamento de adultos com perturbação de ansiedade social (medo ou comportamentos de fuga de situações sociais). O tratamento adequado da depressão e das perturbações de ansiedade é importante para que se sinta melhor. Se não tratar esta doença, esta pode não desaparecer e pode tornar-se mais grave e mais difícil de tratar.
2. ANTES DE TOMAR VENLAFAXINA TOLIFE
Não tome Venlafaxina toLife se alguma das seguintes situações se aplicar: Se tem alergia à venlafaxina ou a qualquer outro componente de Venlafaxina toLife. Se está também a tomar, ou tomou nos últimos 14 dias, quaisquer medicamentos conhecidos como inibidores da monoaminoxidase irreversíveis (IMAOs), utilizados para tratar a depressão ou a doença de Parkinson. Tomar um IMAO irreversível com APROVADO EM 07-06-2023 INFARMED outros medicamentos, incluindo Venlafaxina toLife, pode causar efeitos indesejáveis graves ou mesmo que podem colocar a vida em perigo. De igual modo, deve esperar pelo menos 7 dias após a interrupção de Venlafaxina toLife antes de tomar qualquer medicação contendo IMAO (ver também as secções “síndrome serotoninérgica” e “Ao tomar Venlafaxina toLife com outros medicamentos”). Tome especial cuidado com Venlafaxina toLife Fale com o seu médico antes de tomar este medicamento se qualquer das seguintes situações lhe for aplicável: Se está a tomar outros medicamentos que, tomados ao mesmo tempo que Venlafaxina toLife, podem aumentar o risco de desenvolver a síndrome serotoninérgica (ver a secção “Ao tomar Venlafaxina toLife com outros medicamentos”). Se tem problemas de olhos, nomeadamente certos tipos de glaucoma (tensão intra- ocular aumentada). Se tem antecedentes de tensão arterial elevada. Se tem antecedentes de problemas de coração. Se tem antecedentes de síncopes (convulsões). Se tem antecedentes de níveis baixos de sódio no sangue (hiponatremia). Se tem tendência para ter nódoas negras ou para ter facilmente hemorragias (antecedentes de perturbações hemorrágicas), se está a tomar medicamentos que possam aumentar o risco de hemorragia ou se estiver grávida (ver “Gravidez e aleitamento”). Se os seus níveis de colesterol aumentarem. Se tem antecedentes ou se tem familiares com antecedentes de mania ou doença bipolar (sentimento de sobre-excitação ou euforia). Se tem antecedentes de comportamento agressivo. Se tem diabetes. Nestes casos pode ser necessário ajustar as doses de antidiabéticos orais e/ou insulina. Venlafaxina toLife pode causar uma sensação de agitação ou incapacidade de se sentar ou de permanecer em repouso. Se isto lhe acontecer deverá informar o seu médico. Enquanto estiver a ser tratado com Venlafaxina toLife, não deve ingerir bebidas alcoólicas porque pode levar a fadiga extrema e perda de consciência. A utilização concomitante com álcool e/ou determinados medicamentos pode causar o agravamento dos sintomas da sua depressão e outras condições, como perturbações de ansiedade. Pensamentos relacionados com o suicídio e agravamento da sua depressão ou distúrbio de ansiedade Se se encontra deprimido e/ou tem distúrbios de ansiedade poderá por vezes pensar em se auto-agredir ou até suicidar. Estes pensamentos podem aumentar no início do tratamento com antidepressivos, pois estes medicamentos necessitam de tempo para actuarem. Normalmente os efeitos terapêuticos demoram cerca de duas semanas a fazerem-se sentir mas por vezes pode demorar mais tempo. Poderá estar mais predisposto a ter este tipo de pensamentos nas seguintes situações: APROVADO EM 07-06-2023 INFARMED Se tem antecedentes de ter pensamentos acerca de se suicidar ou se auto-agredir. Se é um jovem adulto. A informação proveniente de estudos clínicos revelou um maior risco de comportamento suicida em adultos jovens (com menos de 25 anos) com problemas psiquiátricos tratados com antidepressivos. Se em qualquer momento vier a ter pensamentos no sentido de auto-agressão ou suicídio deverá contactar o seu médico ou dirigir-se imediatamente ao hospital. Poderá ser útil para si comunicar a uma pessoa próxima de si ou a um familiar que se encontra deprimido ou que tem distúrbios de ansiedade e dar-lhes este folheto a ler. Poderá também solicitar-lhes que o informem caso verifiquem um agravamento do seu estado de depressão ou ansiedade, ou se ficarem preocupados com alterações no seu comportamento. Boca seca Foi notificada boca seca em 10% dos doentes tratados com venlafaxina. Esta pode aumentar o risco de cáries. Portanto, deve tomar cuidados especiais com a higiene dentária. Os chamados IRSN/ISRS podem causar sintomas de disfunção sexual (ver secção 4). Em alguns casos, estes sintomas persistiram após a suspensão do tratamento. Utilização em crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos Venlafaxina toLife não deve normalmente ser utilizado por crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos. Importa igualmente assinalar que os doentes com idade inferior a 18 anos correm maior risco de sofrerem efeitos indesejáveis tais como, tentativa de suicídio, ideação suicida e hostilidade (predominantemente agressividade, comportamento de oposição e cólera) quando tomam medicamentos desta classe. Apesar disso, o médico poderá prescrever Venlafaxina toLife para doentes com idade inferior a 18 anos quando decida que tal é necessário. Se o seu médico prescreveu Venlafaxina toLife para um doente com menos de 18 anos e gostaria de discutir esta questão, queira voltar a contactá-lo. Deverá informar o seu médico se algum dos sintomas acima mencionados se desenvolver ou piorar quando doentes com menos de 18 anos estejam a tomar Venlafaxina toLife. Assinala-se igualmente que não foram ainda demonstrados os efeitos de segurança a longo prazo no que respeita ao crescimento, à maturação e ao desenvolvimento cognitivo e comportamental de Venlafaxina toLife neste grupo etário. Ao tomar Venlafaxina toLife com outros medicamentos Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica. O seu médico deverá decidir se pode tomar Venlafaxina toLife com outros medicamentos. Não comece nem pare de tomar quaisquer medicamentos, incluindo os medicamentos obtidos sem receita médica, e os medicamentos naturais ou à base de plantas, antes de falar com o seu médico ou farmacêutico. APROVADO EM 07-06-2023 INFARMED A venlafaxina pode interagir com medicamentos contendo inibidores da monoaminoxidase (IMAOs), tal como descrito na secção “Não tome Venlafaxina toLife se alguma das seguintes situações se aplicar”). Síndrome serotoninérgica: A síndrome serotoninérgica, uma condição que pode, potencialmente, colocar a vida em perigo (ver a secção ”Efeitos indesejáveis possíveis”), pode ocorrer com o tratamento com venlafaxina, em particular quando tomado juntamente com outros medicamentos. Exemplos destes medicamentos incluem: Triptanos (utilizados para enxaquecas) Medicamentos para tratar a depressão, como por exemplo IRSN, ISRSs, tricíclicos, ou medicamentos contendo lítio Medicamentos contendo linezolida, um antibiótico (usado para tratar infecções) Medicamentos contendo moclobemida, um IMAO reversível (usado para tratar a depressão) Medicamentos contendo sibutramina (usado para perder peso) Medicamentos contendo tramadol (um medicamento para a dor) Produtos contendo hipericão (também designado como Hypericum perforatum, um medicamento natural ou à base de plantas utilizado para tratar a depressão ligeira) Produtos contendo triptofano (utilizado para problemas tais como distúrbios de sono e depressão) Os sinais e sintomas da síndrome serotoninérgica podem incluir combinações de
efeitos, tais como: agitação, alucinações, descoordenação, ritmo cardíaco acelerado,
aumento da temperatura corporal, alterações rápidas da tensão arterial, reflexos muito reactivos, diarreia, coma, náuseas, vómitos. Se pensa que pode estar a sofrer uma síndrome serotoninérgica deve procurar imediatamente cuidados médicos. Os medicamentos seguintes podem também interagir com Venlafaxina toLife e devem ser usados com precaução. É muito importante informar o seu médico ou farmacêutico no caso de estar a tomar medicamentos que contêm: Cetoconazol (um medicamento anti-fúngico) Haloperidol ou risperidona (para tratar problemas psiquiátricos) Metoprolol (um bloqueador beta para tratar problemas de tensão arterial elevada e de coração) Em doentes com diabetes, pode ser necessário ajustar a dose dos medicamentos para controlar a diabetes (insulina ou antidiabéticos orais), uma vez que este medicamento pode alterar os níveis de açúcar no sangue. Venlafaxina toLife com alimentos, bebidas e álcool Venlafaxina toLife deve ser tomado com alimentos (ver a secção 3 “Como tomar Venlafaxina toLife”). Enquanto estiver sob tratamento com Venlafaxina toLife, não deve ingerir bebidas alcoólicas. A utilização concomitante com álcool pode levar a fadiga extrema e perda de consciência e pode causar o agravamento dos sintomas da sua depressão e outras condições, como perturbações de ansiedade. Gravidez e aleitamento APROVADO EM 07-06-2023 INFARMED Se está grávida ou pensa engravidar, informe o seu médico. Deverá tomar Venlafaxina toLife apenas depois de discutir com o seu médico os benefícios potenciais e os riscos potenciais para a criança por nascer. Se está a tomar Venlafaxina toLife durante a gravidez, deve informar o seu médico ou parteiro, uma vez que o bebé pode apresentar alguns sintomas após o parto. Estes sintomas têm início geralmente durante as primeiras 24 horas após o parto. Os sintomas incluem dificuldades na alimentação e problemas com a respiração. Se o seu bebé apresenta estes sintomas depois do nascimento e se está preocupada, deverá aconselhar-se com o seu médico e/ou parteiro. Certifique-se que o seu médico e/ou o pessoal de enfermagem sabem que está a tomar venlafaxina. Quando tomados durante a gravidez, fármacos semelhantes (ISRSs) podem aumentar o risco de uma situação grave nos bebés chamada hipertensão pulmonar persistente no recém-nascido (HPPN), que faz com que o bebé respire mais rapidamente e que pareça azulado. Estes sintomas começam habitualmente durante as primeiras 24 horas após o nascimento. Se isto acontecer ao seu bebé deverá contactar o seu médico e/ou o pessoal de enfermagem imediatamente. Se tomar Venlafaxina toLife próximo do final da gravidez pode existir um risco aumentado de hemorragia vaginal abundante pouco depois do parto, em especial se tiver história de doenças hemorrágicas. O seu médico ou especialista em enfermagem de saúde materna e obstétrica devem ter conhecimento de que está a tomar Venlafaxina toLife, para que a possam aconselhar. A venlafaxina passa para o leite materno. Existe um risco de poder afectar o bebé. Assim, deverá discutir o assunto com o seu médico que optará por descontinuar a amamentação ou o tratamento com Venlafaxina toLife. Condução de veículos e utilização de máquinas Não conduza ou utilize quaisquer instrumentos ou máquinas até se certificar se Venlafaxina toLife afecta as suas capacidades.
3. COMO TOMAR VENLAFAXINA TOLIFE
Tome Venlafaxina toLife sempre de acordo com as indicações do médico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas. A dose inicial habitualmente recomendada para o tratamento da depressão e da perturbação de ansiedade social é de 75 mg uma vez por dia. A dose pode ser aumentada gradualmente, pelo seu médico e se necessário, pode atingir uma dose máxima de 375 mg por dia no caso de depressão. A dose máxima para a perturbação de ansiedade social é de 225 mg/dia. Tome este medicamento aproximadamente à mesma hora do dia, de manhã ou à noite. Os comprimidos devem ser engolidos inteiros com um líquido, e não deve abrir, esmagar, mastigar ou dissolver os comprimidos. Venlafaxina toLife deve ser tomado com alimentos. APROVADO EM 07-06-2023 INFARMED Se sofre de problemas de fígado ou de rim, fale com o seu médico, uma vez que a dose de Venlafaxina toLife poderá ter de ser ajustada. Não interrompa o tratamento com Venlafaxina toLife sem falar com o seu médico (ver a secção “Se parar de tomar Venlafaxina toLife”) Se tomar mais Venlafaxina toLife do que deveria Caso tenha tomado uma quantidade de Venlafaxina toLife mais elevada do que a receitada pelo seu médico, deverá contactar imediatamente o seu médico ou farmacêutico. A sobredosagem pode ser fatal, especialmente com a utilização concomitante de álcool e/ou determinados medicamentos (ver “Outros medicamentos e Venlafaxina toLife”). Os sintomas de uma possível sobredosagem podem incluir ritmo cardíaco acelerado, alterações do nível de alerta (desde a sonolência ao coma), visão enevoada, convulsões ou desmaios, e vómitos. Caso se tenha esquecido de tomar Venlafaxina toLife Se se esqueceu de tomar uma dose, tome essa dose logo que se lembrar. Contudo, se já for altura de tomar a dose seguinte, não tome a dose esquecida e tome apenas uma dose como normalmente. Não tome mais do que a quantidade diária que lhe foi receitada num dia. Se parar de tomar Venlafaxina toLife Não interrompa o tratamento nem reduza a dose sem o conselho do seu médico mesmo que se sinta melhor. Se o seu médico pensa que não necessita de continuar a tomar Venlafaxina toLife, poderá pedir-lhe para reduzir a dose lentamente antes de parar o tratamento. Podem ocorrer efeitos indesejáveis nos indivíduos que param de tomar Venlafaxina toLife, especialmente quando o tratamento com este medicamento é interrompido subitamente ou a dose é reduzida demasiado rapidamente. Algumas pessoas podem sentir sintomas tais como fadiga, tonturas, vertigens, dores de cabeça, perturbações do sono, pesadelos, secura de boca, perda de apetite, náuseas, diarreia, nervosismo, agitação, confusão, zumbidos nos ouvidos, sensação de formigueiro ou raramente de choque eléctrico, fraqueza, sudação, convulsões ou sintomas gripais. O seu médico aconselhá-lo-á sobre o modo de descontinuar gradualmente o tratamento com Venlafaxina toLife. No caso de sentir algum destes ou outros sintomas que o deixem preocupado, peça aconselhamento adicional ao seu médico. Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.
4. EFEITOS INDESEJÁVEIS POSSÍVEIS
APROVADO EM 07-06-2023 INFARMED Como todos os medicamentos, Venlafaxina toLife pode causar efeitos indesejáveis; no entanto estes não se manifestam em todas as pessoas. Os comprimidos de libertação prolongada de Venlafaxina toLife contêm também na sua composição, para além da substância activa venlafaxina, uma matriz inerte, que tem como função dar forma ao comprimido e permitir a libertação prolongada da substância activa ao longo do tempo. Esta matriz não se dissolve no organismo e é expelida nas fezes. Se a observar nas fezes não se preocupe porque nesta fase toda a venlafaxina já foi absorvida pelo organismo e está a desenvolver o seu efeito terapêutico normal. Reacções Alérgicas No caso de sentir qualquer dos efeitos seguintes, não continue a tomar este medicamento. Contacte imediatamente o seu médico ou dirija-se às urgências do hospital mais próximo. Aperto no peito, respiração ruidosa, dificuldade em engolir ou respirar. Inchaço da face, garganta, mãos ou pés. Sensação de nervosismo ou ansiedade, tonturas, palpitações, súbito rubor da pele e/ou sensação de calor. Erupção cutânea grave, comichão, ou urticária (manchas elevadas de pele de cor vermelha ou pálida, frequentemente acompanhadas de comichão).
Efeitos indesejáveis graves
Poderá necessitar urgentemente de cuidados médicos, no caso de sentir qualquer dos sinais seguintes: Problemas de coração, tais como, ritmo cardíaco acelerado ou irregular, aumento da tensão arterial. Problemas dos olhos, tais como visão enevoada e pupilas dilatadas. Problemas de nervos, tais como tonturas, sensação de picadas, perturbações dos movimentos, convulsões ou desmaios. Problemas psiquiátricos, tais como hiperactividade e euforia. Poderão também ocorrer efeitos indesejáveis graves durante a interrupção do tratamento (ver a secção “Se parar de tomar Venlafaxina toLife”). Lista completa de efeitos indesejáveis A frequência (probabilidade de ocorrência) dos efeitos indesejáveis é classificada da seguinte forma: Muito frequentes: afecta mais do que 1 utilizador em 10 Frequentes: afecta 1 a 10 utilizadores em 100 Pouco frequentes: afecta 1 a 10 utilizadores em 1.000 Raros: afecta 1 a 10 utilizadores em 10.000 Desconhecido: A frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis Doenças do sangue Pouco frequentes: nódoas negras; fezes cor de carvão ou sangue nas fezes, o que pode ser sinal de hemorragia interna APROVADO EM 07-06-2023 INFARMED Frequência desconhecida: número reduzido de “plaquetas” no sangue, conducente a um risco aumentado de hematomas e hemorragias; problemas de sangue que podem aumentar o risco de infecção Doenças do metabolismo e da nutrição Frequentes: perda de peso; aumento do colesterol Pouco frequentes: ganho de peso Frequência desconhecida: alterações ligeiras dos resultados dos testes das enzimas do fígado no sangue; diminuição dos níveis de sódio no sangue; comichão, olhos ou pele amarelados, urina escura ou sintomas gripais, que podem ser sintomas de inflamação do fígado (hepatite); confusão, toma excessiva de água (conhecida como síndrome da secreção inadequada de hormona antidiurética – SIADH); produção anómala de leite Doenças do sistema nervoso Muito frequentes: boca seca; dores de cabeça Frequentes: sonhos anómalos; diminuição da libido; tonturas; aumento do tónus muscular; insónia; nervosismo; sensação de formigueiro; sedação, tremores, confusão; sentimento de estar separado de si mesmo e do ambiente Pouco frequentes: falta de sentimentos ou emoções; alucinações; movimentos involuntários dos músculos; agitação; deficiente coordenação e equilíbrio Raros: sensação de agitação ou necessidade de movimento ou incapacidade de se sentar ou de permanecer em repouso; convulsões e desmaios; sentimento de sobre- excitação ou euforia Frequência desconhecida: uma elevação da temperatura e rigidez muscular, confusão ou agitação e sudação, ou movimentos musculares espasmódicos ou irregulares que não podem ser controlados, podem ser sintomas de um problema grave conhecido como síndrome neuroléptica maligna; sentimentos de euforia, sonolência, movimentos continuados e rápidos dos olhos, movimentos desajeitados, agitação, sensação de estar embriagado, sudação e rigidez muscular, que são sintomas de síndrome serotoninérgica; desorientação e confusão frequentemente acompanhadas de alucinações (delírio); rigidez, espasmos e movimentos involuntários dos músculos; pensamentos/comportamento suicida; vertigens; agressividade Doenças da visão e dos ouvidos Frequentes: visão enevoada Pouco frequentes: alteração do paladar, zumbidos nos ouvidos (acufeno) Frequência desconhecida: dor grave nos olhos e visão diminuída ou enevoada Doenças do coração e circulação Frequentes: aumento da tensão arterial; rubor, palpitações Pouco frequentes: sentir tonturas (em particular, quando se levanta demasiado depressa), desmaios, ritmo cardíaco rápido Frequência desconhecida: diminuição da tensão arterial, ritmo cardíaco anómalo, rápido ou irregular, que pode levar a desmaios. Doenças respiratórias Frequentes: bocejos Frequência desconhecida: tosse, respiração ruidosa, falta de ar e temperatura elevada que são sintomas de inflamação dos pulmões associada a aumento de glóbulos brancos no sangue (eosinofilia pulmonar) APROVADO EM 07-06-2023 INFARMED Doenças digestivas Muito frequentes: náuseas Frequentes: diminuição do apetite; obstipação; vómitos Pouco frequentes: ranger dos dentes; diarreia Frequência desconhecida: dores abdominais ou das costas graves (podendo ser indicativas de problemas graves do intestino, fígado ou pâncreas) Doenças da pele Muito frequentes: sudação (incluindo suores nocturnos) Pouco frequentes: erupção cutânea, perda de cabelo anómala Frequência desconhecida: eritema da pele conducente a uma reacção grave de formação de bolhas e de perda de pele; comichão, erupção cutânea ligeira Doenças musculares Frequência desconhecida: dor muscular inexplicável, diminuição do tónus muscular ou fraqueza (rabdomiólise) Doenças do sistema urinário Frequentes: dificuldade em urinar; aumento da frequência da micção Pouco frequentes: incapacidade de urinar Raros: incontinência urinária. Doenças dos órgãos genitais e sexuais Frequentes: alterações da ejaculação/orgasmo (homens); ausência de orgasmo; disfunção eréctil (impotência); irregularidades menstruais associadas a aumento da hemorragia ou hemorragia aumentada e irregular Pouco frequentes: alterações do orgasmo (mulheres) Frequência desconhecida: hemorragia vaginal abundante pouco depois do parto (hemorragia pós-parto), ver Gravidez e aleitamento na secção 2 para mais informações Gerais Frequentes: fadiga (astenia); calafrios Pouco frequentes: sensibilidade à luz do sol, inchaço geral da pele, especialmente na face, boca, língua, garganta ou mãos e pés e/ou aumento da erupção cutânea com comichão (urticária). Frequência desconhecida: inchaço da face ou da língua, falta de ar ou dificuldade em respirar, frequentemente acompanhado de erupção cutânea (pode ser uma reacção alérgica grave). Venlafaxina toLife pode causar efeitos indesejáveis de que não se dá conta, tais como aumentos da tensão arterial ou ritmo cardíaco anómalo; alterações ligeiras nos níveis sanguíneos das enzimas do fígado, sódio ou colesterol. Mais raramente, este medicamento pode diminuir a função das plaquetas no sangue, levando a um aumento do risco de hematomas e hemorragias. Assim, o seu médico poderá pedir para fazer, ocasionalmente, análises de sangue, em particular se está a fazer tratamento com Venlafaxina toLife durante um período prolongado. Se algum dos efeitos indesejáveis se agravar ou se detectar quaisquer efeitos indesejáveis não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico. Comunicação de efeitos indesejáveis APROVADO EM 07-06-2023 INFARMED Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico, ou farmacêutico ou enfermeiro. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente ao INFARMED, I.P. através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento. Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]
5. COMO CONSERVAR VENLAFAXINA TOLIFE
Manter fora do alcance e da vista das crianças. O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação. Não utilize Venlafaxina toLife após o prazo de validade impresso na embalagem exterior. Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não necessita.
6. OUTRAS INFORMAÇÕES
Qual a composição de Venlafaxina toLife – A substância activa é a venlafaxina. Cada comprimido de libertação prolongada contém 42,42 mg e 84,84 mg ou 169,68 mg de cloridrato de venlafaxina, equivalentes a 37,5 mg, 75 mg ou 150 mg de venlafaxina, respectivamente. – Os outros componentes são: sílica coloidal anidra, estearato de magnésio, hidrogenofosfato de cálcio di-hidratado, Kollidone SR (acetato de polivinilo, laurilsulfato de sódio, povidona e sílica coloidal anidra), macrogol 6000, dióxido de titânio (E171), talco e Eudragit RS 30. Qual o aspecto de Venlafaxina toLife e conteúdo da embalagem Venlafaxina toLife apresenta-se em blisteres de Alumínio-Alumínio, contendo comprimidos de libertação prolongados brancos, redondos, biconvexos e sem ranhura. As embalagens de Venlafaxina toLife 37,5 mg e 75 mg contêm 10 ou 30 comprimidos. As embalagens de Venlafaxina toLife 150 mg contêm 10, 30 ou 60 comprimidos. APROVADO EM 07-06-2023 INFARMED É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações. Titular da Autorização de Introdução no Mercado Towa Pharmaceutical, S.A.Av. do Forte, 3, Edif. Suécia IV, Piso 0 2794-093 Carnaxide Portugal Fabricantes: Generis Farmacêutica, S.A. Rua Comandante Carvalho Araújo, Sete Casas 2670-540 Loures Portugal Generis Farmacêutica S.A. Rua João de Deus, nº 19, Venda Nova 2700-487 Amadora, Portugal Este folheto foi aprovado pela última vez em
⚕Para profissionais — Resumo das Características do Medicamento (RCM)Ficha técnica completa: posologia, interações, contraindicações, advertências+
05-06-2024
1. NOME DO MEDICAMENTO
Venlafaxina toLife 37,5 mg comprimidos de libertação prolongada Venlafaxina toLife 75 mg comprimidos de libertação prolongada Venlafaxina toLife 150 mg comprimidos de libertação prolongada
2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA
Cada comprimido de libertação prolongada de Venlafaxina toLife contém 42,42 mg, 84,84 mg e 169,68 mg de cloridrato de venlafaxina, equivalente a 37,5 mg, 75 mg ou 150 mg de venlafaxina respetivamente, como substância ativa. Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.
3. FORMA FARMACÊUTICA
Comprimido de libertação prolongada. Comprimidos brancos, redondos, biconvexos e sem ranhura.
4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS
4.1. Indicações terapêuticas
Tratamento de episódios depressivos major. Prevenção da recorrência de episódios depressivos major. Tratamento da perturbação de ansiedade social.
4.2. Posologia e modo de administração
Episódios depressivos major A dose inicial recomendada de venlafaxina de libertação prolongada é de 75 mg administrados uma vez por dia. Os doentes que não respondam a uma dose inicial de 75 mg/dia poderão beneficiar de aumentos da dose até uma dose máxima de 375 mg/dia. Os aumentos da dose podem ser efetuados com intervalos de 2 semanas ou mais. Se justificado clinicamente pela gravidade dos sintomas, os aumentos das doses podem ser efetuados com intervalos mais frequentes, mas nunca inferiores a 4 dias. Dado o risco de acontecimentos adversos relacionados com a dose, os aumentos da dose devem ser feitos apenas após avaliação clínica (ver secção 4.4). Deve ser mantida a dose efetiva mais baixa. 05-06-2024
Os doentes devem receber tratamento durante um período de tempo suficiente, geralmente durante vários meses ou mais. O tratamento deve ser reavaliado periodicamente, caso a caso. Pode ser apropriado o tratamento prolongado para a prevenção da recorrência de episódios depressivos major (EDM). Na maioria dos casos, a dose recomendada na prevenção de EDM é idêntica à utilizada para tratar o episódio atual. Deve continuar-se a utilização de medicamentos antidepressivos pelo menos seis meses após a remissão. Perturbação de ansiedade social A dose inicial recomendada de venlafaxina de libertação prolongada é de 75 mg, administrados uma vez por dia. Não existe evidência de que doses mais elevadas possam conferir um benefício adicional. Contudo, se o doente individualmente não responder a uma dose inicial de 75 mg/dia, poderão considerar-se aumentos da dose até uma dose máxima de 225 mg/dia. Os aumentos da dose podem ser efetuados com intervalos de aproximadamente 2 semanas ou mais. Dado o risco de acontecimentos adversos relacionados com a dose, os aumentos da dose devem ser feitos apenas após a avaliação clínica (ver secção 4.4). Deve ser mantida a dose efetiva mais baixa. Os doentes devem receber tratamento durante um período de tempo suficiente, geralmente durante vários meses ou mais. O tratamento deve ser reavaliado, periodicamente, caso a caso. Utilização em doentes idosos Com base apenas na idade não se consideram necessárias alterações específicas da posologia habitual de venlafaxina. Contudo, recomenda-se precaução no tratamento dos idosos (por exemplo, devido à possibilidade de compromisso renal e de alterações potenciais da sensibilidade e afinidade da neurotransmissão que ocorrem com o envelhecimento). Deve utilizar-se sempre a dose efetiva mais baixa e os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados quando for necessário efetuar um aumento da dose. Utilização em crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos Não se recomenda a utilização de venlafaxina em crianças e adolescentes. Os estudos clínicos controlados realizados em crianças e adolescentes com perturbações depressivas major não demonstraram eficácia e os resultados não suportam a utilização de venlafaxina nestes doentes (ver secções 4.4 e 4.8). Não foi estabelecida a eficácia e a segurança de venlafaxina noutras indicações em crianças e adolescentes com menos de 18 anos de idade. Utilização em doentes com compromisso hepático 05-06-2024
Nos doentes com compromisso hepático ligeiro e moderado deve, em geral considerar-se uma redução da dose de venlafaxina de 50%. Contudo, dada a variabilidade inter-individual observada na depuração, é desejável a individualização da dose. Os dados de doentes com compromisso hepático grave são limitados. Recomenda-se precaução e deve considerar-se uma redução da dose de 50% ou mais. Deve avaliar- se o benefício potencial em relação com o risco do tratamento de doentes com compromisso hepático grave. Utilização em doentes com compromisso renal Recomenda-se precaução na utilização em doentes com uma taxa de filtração glomerular (TFG) entre 30 e 70 ml/min, apesar de não ser necessário proceder a uma alteração da posologia. Nos doentes que requerem hemodiálise e em doentes com compromisso renal grave (TFG < 30 ml/min), a dose deve ser reduzida de 50%. Dada a variabilidade inter-individual na depuração nestes doentes, é desejável a individualização da dose. Reações de privação observadas na descontinuação do tratamento com venlafaxina A descontinuação abrupta do tratamento deve ser evitada. Quando o tratamento com venlafaxina for descontinuado a dose deve ser gradualmente diminuída durante um período de pelo menos uma a duas semanas, de forma a reduzir o risco de reações de privação (ver secções 4.4 e 4.8). Se no decurso de uma diminuição da dose, ou da descontinuação do tratamento, ocorrerem sintomas intoleráveis deverá ser avaliada a necessidade de retomar a dose anteriormente prescrita. Subsequentemente, o médico poderá continuar com a redução da dose, mas de forma mais gradual. Para via oral. Recomenda-se que a venlafaxina, comprimidos de libertação prolongada, seja tomada com alimentos, aproximadamente à mesma hora todos os dias. Os comprimidos devem ser ingeridos inteiros com um líquido e não devem ser divididos, esmagados, mastigados ou dissolvidos. Os doentes que estejam a tomar venlafaxina, comprimidos de libertação imediata, podem alterar a terapêutica para venlafaxina, comprimidos de libertação prolongada, com uma dose diária equivalente mais próxima. Por exemplo, pode substituir-se venlafaxina comprimidos de libertação imediata a 37,5 mg duas vezes por dia por comprimidos de libertação prolongada a 75 mg uma vez por dia. Pode ser necessário efetuar ajustes individuais da dose. Os comprimidos de libertação prolongada de Venlafaxina toLife contêm para além da substância ativa, um conjunto de excipientes que formam uma matriz inerte, que tem como função dar forma ao comprimido e permitir a libertação prolongada da substância ativa ao longo do tempo. Esta matriz foi concebida de forma que uma parte do comprimido se dissolve no organismo, enquanto que outra parte se mantém insolúvel, pelo que é normal e espectável que a matriz com o formato do comprimido se mantenha intacta e seja observada nas fezes. Nesta fase, toda a substância ativa contida no comprimido já se dissolveu e foi absorvida pelo organismo do doente, não 05-06-2024
tendo a matriz encontrada nas fezes qualquer influência sobre o efeito terapêutico do medicamento.
4.3. Contra-indicações
Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer dos excipientes. Está contra-indicada a utilização concomitante com inibidores da monoaminoxidase (IMAO) irreversíveis, devido ao risco de síndrome serotoninérgica com sintomas tais como agitação, tremores e hipertermia. O tratamento com venlafaxina só pode iniciar-se decorridos pelo menos 14 dias após a interrupção do tratamento com um IMAO irreversível. Após a interrupção do tratamento com a venlafaxina devem aguardar-se no mínimo 7 dias antes de se iniciar um IMAO irreversível (ver secções 4.4 e 4.5).
4.4. Advertências e precauções especiais de utilização
Sobredosagem Os doentes devem ser aconselhados a não consumir álcool, considerando os seus efeitos no SNC e o potencial de agravamento clínico das condições psiquiátricas, bem como o potencial de interações adversas com venlafaxina, incluindo os efeitos depressores no SNC (secção 4.5). Foi notificada sobredosagem com a venlafaxina, na maioria dos casos, em associação com álcool e/ou outros medicamentos, incluindo casos com resultados fatais (secção 4.9). Deverá ser prescrita a menor dose de venlafaxina, consistente com o controlo adequado do doente, a fim de reduzir o risco de sobredosagem (ver 4.9) Suicídio/ideação suicida ou agravamento da situação clínica A depressão está associada ao aumento do risco de ideação suicida, auto-agressividade e suicídio (pensamentos/comportamentos relacionados com o suicídio). O risco prevalece até que ocorra remissão significativa dos sintomas. Como durante as primeiras semanas ou mais de tratamento pode não se verificar qualquer melhoria, os doentes deverão ter uma vigilância mais rigorosa até que essa melhoria ocorra. De acordo com a prática clínica, em geral o risco de suicídio pode aumentar nas fases iniciais da recuperação. Outros distúrbios psiquiátricos para os quais a venlafaxina é prescrita podem estar associados ao aumento do risco de ideação/comportamentos relacionados com o suicídio. Adicionalmente, estas situações podem ser co-mórbidas com os distúrbios depressivos major. Consequentemente, no tratamento de doentes com outros distúrbios psiquiátricos deverão ser tomadas as mesmas precauções que aquando da terapêutica de doentes com distúrbios depressivos major. Os doentes com história de pensamentos/comportamentos relacionados com o suicídio ou que apresentem um grau significativo destes sintomas antes do início do tratamento, apresentam também um maior risco de ideação suicida ou de tentativa de suicídio, devendo por este motivo ser cuidadosamente monitorizados durante o tratamento. Uma meta-análise de estudos clínicos controlados com placebo em adultos com distúrbios psiquiátricos demonstrou um aumento do risco de 05-06-2024
comportamentos relacionados com o suicídio em doentes com menos de 25 anos a tomar antidepressivos comparativamente aos doentes a tomar placebo. A terapêutica medicamentosa deverá ser acompanhada de uma monitorização rigorosa em particular nos doentes de maior risco especialmente na fase inicial do tratamento ou na sequência de alterações posológicas. Os doentes, e os prestadores de cuidados de saúde, devem ser alertados para a necessidade de monitorização relativamente a qualquer agravamento da sua situação clínica, pensamentos/comportamentos relacionados com o suicídio e para procurar assistência médica imediatamente caso estes ocorram. Utilização em crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos Venlafaxina toLife não deve ser utilizado no tratamento de crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos. Foram observados com maior frequência comportamentos relacionados com o suicídio (tentativa de suicídio e ideação suicida) e hostilidade (predominantemente agressão, comportamento de oposição e cólera) em ensaios clínicos com crianças e adolescentes que se encontravam a tomar antidepressivos, em comparação com os que se encontravam a tomar placebo. Se, não obstante, com base na necessidade clínica, a decisão de tratamento for tomada, o doente deve ser rigorosamente monitorizado em relação ao aparecimento de sintomas suicidas. Não estão disponíveis dados de segurança a longo prazo em crianças e adolescentes no que se refere ao crescimento, à maturação e ao desenvolvimento cognitivo e comportamental. Síndrome serotoninérgica Tal como com outros fármacos serotoninérgicos, durante o tratamento com a venlafaxina pode ocorrer uma síndrome serotoninérgica, uma situação potencialmente fatal, especialmente com a administração concomitante de outros fármacos, tais como inibidores da MAO, que podem afetar os sistemas neurotransmissores serotoninérgicos (ver secções 4.3 e 4.5). Entre os sintomas da síndrome serotoninérgica incluem-se alterações do estado mental (por exemplo, agitação, alucinações, coma), instabilidade do sistema autónomo (por exemplo, taquicardia, pressão arterial lábil, hipertermia), aberrações neuromusculares (por exemplo, hiperreflexia, descoordenação) e/ou sintomas gastrointestinais (por exemplo, náuseas, vómitos, diarreia). Glaucoma de ângulo estreito Pode ocorrer midríase relacionada com a toma de venlafaxina. Os doentes que apresentam aumento da pressão intra-ocular ou doentes com risco de glaucoma de ângulo estreito agudo (glaucoma de ângulo fechado) devem ser cuidadosamente monitorizados. Pressão arterial Foram notificados frequentemente casos de aumentos da pressão arterial relacionados com a dose com a venlafaxina. No período pós-comercialização foram notificados alguns casos de pressão arterial elevada grave que requereram tratamento imediato. Recomenda-se que todos os doentes sejam cuidadosamente 05-06-2024
monitorizados relativamente a pressão arterial elevada e que a hipertensão pré- existente seja controlada antes do início do tratamento. Deve tomar-se precaução nos doentes cujo estado de saúde possa ser comprometido pelos aumentos da pressão arterial, por exemplo doentes com insuficiência cardíaca. Frequência cardíaca Podem ocorrer aumentos da frequência cardíaca, principalmente com doses mais elevadas. Recomenda-se precaução nos doentes cujo estado de saúde possa ser comprometido pelo aumento da frequência cardíaca. Doença cardíaca e risco de arritmia A venlafaxina não foi estudada em doentes com história recente de enfarte do miocárdio ou cardiopatia instável. Assim, deve ser usada com precaução nestes doentes. No período pós-comercialização foram notificados casos fatais de arritmias cardíacas com o utilização de venlafaxina, especialmente quando em sobredosagem. Deve considerar-se a relação dos benefícios e dos riscos antes de prescrever venlafaxina a doentes com risco elevado de arritmias cardíacas graves. Convulsões Durante o tratamento com a venlafaxina podem ocorrer convulsões. Tal como acontece com todos os antidepressivos, a venlafaxina deve ser utilizada com precaução em doentes com antecedentes de convulsões e estes doentes devem ser monitorizados cuidadosamente. O tratamento deve ser descontinuado em qualquer doente que desenvolva convulsões. Hiponatremia Podem ocorrer casos de hiponatremia e/ou de Síndrome de Secreção Inadequada da Hormona Antidiurética (SIADH) com a venlafaxina. Esta foi reportada com mais frequência em doentes com depleção de volume ou desidratados. Os doentes idosos, os doentes que tomam diuréticos e os doentes com depleção de volume por outras razões, podem estar em maior risco. Hemorragia anómala Os medicamentos que inibem a recaptação da serotonina podem originar uma redução na agregação plaquetária. O risco de hemorragia da pele e mucosas, incluindo hemorragia gastrointestinal, pode aumentar em doentes a tomar venlafaxina. Os ISRS/ISRN podem aumentar o risco de hemorragia pós-parto (ver secções 4.6 e 4.8). Tal como acontece com outros inibidores da recaptação da serotonina, a venlafaxina deve ser usada com precaução em doentes com predisposição para hemorragias, incluindo os doentes que tomam anticoagulantes e inibidores das plaquetas. Colesterol sérico Em ensaios clínicos controlados com placebo foram registados aumentos clinicamente relevantes no colesterol sérico em 5,3% dos doentes tratados com a 05-06-2024
venlafaxina e em 0,0% dos doentes tratados com placebo durante pelo menos 3 meses. Durante o tratamento prolongado a necessidade de efetuar a medição dos níveis séricos de colesterol deve ser considerada. Co-administração com produtos para perder peso A segurança e eficácia da terapêutica com a venlafaxina em associação com produtos para perder peso, nomeadamente a fentermina, não foram estabelecidas. Não se recomenda a administração concomitante de venlafaxina e produtos para perder peso. A venlafaxina não está indicada para perder peso, quer isoladamente, quer em associação com outros produtos. Mania/hipomania Numa pequena percentagem de doentes com perturbações do humor tratados com antidepressivos, incluindo a venlafaxina, pode ocorrer mania/hipomania. Tal como acontece com outros antidepressivos, a venlafaxina deve ser usada com precaução nos doentes com história pessoal ou familiar de perturbação bipolar. Agressão Num pequeno número de doentes tratados com antidepressivos, incluindo o tratamento com a venlafaxina, pode ocorrer agressividade. Esta foi notificada durante o início, as alterações de dose, ou a descontinuação do tratamento. Tal como acontece com outros antidepressivos, a venlafaxina deve ser utilizada com precaução em doentes com uma história de agressividade. Descontinuação do tratamento Os sintomas de privação observados durante a descontinuação do tratamento são frequentes, em particular se a descontinuação é feita de forma abrupta (ver secção 4.8). Nos ensaios clínicos os acontecimentos adversos observados durante a descontinuação do tratamento (com redução gradual e após a redução) ocorreram em aproximadamente 31% dos doentes tratados com venlafaxina e em 17% dos doentes a tomar placebo. O risco de ocorrência de sintomas de privação poderá depender de vários fatores, incluindo a duração do tratamento, a dose administrada e a taxa de redução da dose. Tonturas, distúrbios sensoriais (incluindo parestesia), distúrbios do sono (incluindo insónia e sonhos intensos), agitação ou ansiedade, náuseas e/ou vómitos, tremor e cefaleia são as reações adversas mais frequentemente notificadas. Geralmente estes sintomas são de intensidade ligeira a moderada, contudo em alguns doentes podem ser intensos. Estes sintomas ocorrem geralmente durante os primeiros dias de descontinuação do tratamento, no entanto também têm sido muito raramente notificados em doentes que inadvertidamente falharam uma toma do medicamento. Em geral estes sintomas são auto-limitados e normalmente desaparecem dentro de 2 semanas, apesar de em alguns indivíduos se poderem prolongar (2-3 meses ou mais). Consequentemente, é aconselhável a redução gradual de venlafaxina quando o tratamento é descontinuado, durante um período de várias semanas ou meses, de acordo com as necessidades do doente (ver secção 4.2). 05-06-2024
Acatísia/Agitação psicomotora A administração de venlafaxina tem sido associada ao desenvolvimento de acatísia, caracterizada por agitação subjectivamente desconfortável e perturbadora, e necessidade de movimento, frequentemente acompanhada por incapacidade do doente se sentar ou permanecer em repouso. Esta situação é mais frequente nas primeiras semanas de tratamento. Nos doentes que desenvolvam estes sintomas o aumento da dose pode ser prejudicial. Xerostomia Foi notificada xerostomia em 10% dos doentes tratados com venlafaxina. Esta pode aumentar o risco de cáries e os doentes devem ser aconselhados sobre a importância de manter a higiene dentária. Diabetes Em doentes com diabetes, o tratamento com SSRIs ou com venlafaxina pode alterar o controlo da glicemia. Pode ser necessário ajustar a dose de insulina e/ou dos antidiabéticos orais. Disfunção sexual Os inibidores da recaptação da serotonina e noradrenalina (IRSN)/inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS) podem causar sintomas de disfunção sexual (ver secção 4.8). Foram notificados casos de disfunção sexual prolongada cujos sintomas persistiram apesar da descontinuação dos IRSN/ISRS.
4.5. Interações medicamentosas e outras formas de interação
Inibidores da monoaminoxidase (IMAO) IMAOs irreversíveis não selectivos A venlafaxina não deve ser utilizada com IMAOs irreversíveis não seletivos. O tratamento com venlafaxina não deve iniciar-se antes de decorridos pelo menos 14 dias após a interrupção do tratamento com um IMAO irreversível não seletivo. Deve descontinuar-se o tratamento com a venlafaxina no mínimo 7 dias antes de se iniciar o tratamento com um IMAO irreversível não seletivo (ver secções 4.3 e 4.4). IMAOs reversíveis seletivos (moclobemida) Não se recomenda a associação de venlafaxina com um IMAOs reversível e seletivo, tal como a moclobemida, devido ao risco de síndrome serotoninérgica. Após o tratamento com um inibidor da MAO reversível, pode iniciar-se o tratamento com venlafaxina num período de tempo mais curto do que 14 dias. Deve descontinuar-se o tratamento com a venlafaxina no mínimo 7 dias antes de se iniciar o tratamento com um IMAO reversível (ver secção 4.4). IMAOs reversíveis, não seletivos (linezolida) O antibiótico linezolida é um IMAO reversível, não seletivo, fraco, e não deve ser dado a doentes a receber tratamento com venlafaxina (ver secção 4.4). Foram notificadas reações adversas graves em doentes que interromperam recentemente um IMAO e iniciaram a venlafaxina ou que interromperam recentemente o tratamento com a venlafaxina antes de iniciarem um IMAO. Estas 05-06-2024
reações incluíram tremores, mioclonia, diaforese, náuseas, vómitos, rubor, tonturas e hipertermia com aspetos semelhantes aos de uma síndrome maligna induzida por neurolépticos, convulsões e morte. Síndrome serotoninérgica Tal como com outros agentes serotoninérgicos, durante o tratamento com a venlafaxina pode ocorrer uma síndrome serotoninérgica, especialmente com a administração concomitante de outros fármacos que possam afectar o sistema neurotransmissor serotoninérgico (incluindo triptanos, ISRSs, IRSNs, lítio, sibutramina, tramadol ou hipericão [Hypericum perforatum]), com fármacos que possam diminuir o metabolismo da serotonina (incluindo IMAOs), ou com precursores da serotonina (tal como suplementos de triptofano). Se a administração concomitante de venlafaxina com um ISRS, um IRSN ou com receptores agonistas da serotonina (triptano) estiver indicada, aconselha-se a observação cuidadosa do doente, especialmente durante o início do tratamento e durante os aumentos da dose. A administração concomitante de venlafaxina com precursores da serotonina (tal como suplementos de triptofano) não é recomendada (ver secção 4.4). Fármacos que atuam no SNC O risco de administração concomitante da venlafaxina com outros fármacos que atuam no SNC não foi avaliado sistematicamente. Desta forma, deve tomar-se precaução quando a venlafaxina é administrada em associação com outras substâncias que atuam no SNC. Etanol Os doentes devem ser aconselhados a não consumir álcool, considerando os seus efeitos no SNC e o potencial de agravamento clínico das condições psiquiátricas, bem como o potencial de interações adversas com a venlafaxina, incluindo os efeitos depressores no SNC. Efeitos de outros medicamentos sobre a venlafaxina Cetoconazol (inibidor da CYP3A4) Num estudo farmacocinético realizado com cetoconazol em indivíduos metabolizadores extensivos (ME) e fracos (MF) de CYP2D6 observaram-se AUC mais elevadas de venlafaxina (70% e 21% em indivíduos MF e ME de CYP2D6, respetivamente) e de O-desmetilvenlafaxina (33% e 23% em indivíduos MF e ME de CYP2D6, respetivamente) após a administração de cetoconazol. O uso concomitante de inibidores da CYP3A4 (por exemplo, atazanavir, claritromicina, indinavir, itraconazol, voriconazol, posaconazol, cetoconazol, nelfinavir, ritonavir, saquinavir, telitromicina) e venlafaxina pode aumentar os níveis de venlafaxina e O-desmetilvenlafaxina. Deste modo, aconselha-se precaução no caso da terapêutica do doente incluir concomitantemente um inibidor da CYP3A4 e venlafaxina. Efeitos da venlafaxina sobre outros medicamentos Lítio 05-06-2024
Pode ocorrer síndrome serotoninérgica com a administração concomitante de venlafaxina e lítio (ver Síndrome serotoninérgica). Diazepam A venlafaxina não tem efeitos sobre a farmacocinética e a farmacodinâmica do diazepam e do seu metabolito ativo, desmetildiazepam. O diazepam não parece afetar a farmacocinética, quer da venlafaxina, quer da O-desmetilvenlafaxina. Desconhece-se se existe interação farmacocinética e/ou farmacodinâmica com outras benzodiazepinas. Imipramina A venlafaxina não afetou a farmacocinética da imipramina e da 2-OH-imipramina. Houve um aumento dependente da dose da AUC da 2-OH-desipramina de 2,5 a 4,5 vezes, quando se administrou uma dose diária de venlafaxina de 75 mg a 150 mg. A imipramina não afectou a farmacocinética da venlafaxina e O-desmetilvenlafaxina. Desconhece-se o significado clínico desta interação. Deve tomar-se precaução com a administração concomitante de venlafaxina e imipramina. Haloperidol Um estudo farmacocinético com o haloperidol demonstrou uma diminuição de 42% na depuração oral total, aumento de 70% na AUC, aumento de 88% na Cmax, mantendo-se inalterada a semi-vida, do haloperidol. Estes resultados devem ser tidos em consideração em doentes a receber tratamento concomitante com haloperidol e venlafaxina concomitantemente. Desconhece-se o significado clínico desta interação. Risperidona A venlafaxina provocou um aumento de 50% na AUC mas não alterou significativamente o perfil farmacocinético de fármaco ativo total (risperidona e 9- hidroxirisperidona). Desconhece-se o significado clínico desta interação. Metoprolol A administração concomitante da venlafaxina e metoprolol a voluntários saudáveis, num estudo de interação farmacocinética entre os dois fármacos, causou um aumento das concentrações plasmáticas do metoprolol de aproximadamente 30- 40%, sem alterar as concentrações plasmáticas do seu metabolito ativo, o α- hidroximetoprolol. Desconhece-se a relevância clínica desta observação em doentes hipertensos. O metoprolol não alterou o perfil farmacocinético da venlafaxina ou do seu metabolito ativo, a O-desmetilvenlafaxina. Deve ter-se precaução na administração concomitante de venlafaxina e metoprolol. Indinavir Um estudo farmacocinético com o indinavir demonstrou um decréscimo de 28% na AUC e de 36% na Cmax do indinavir. O indinavir não alterou o perfil farmacocinético da venlafaxina ou da O-desmetilvenlafaxina. Desconhece-se o significado clínico desta interação.
4.6. Fertilidade, gravidez e aleitamento
Gravidez 05-06-2024
Não existem dados suficientes sobre a utilização de venlafaxina em mulheres grávidas. Os estudos em animais revelaram toxicidade reprodutiva (ver secção 5.3). Desconhece-se o risco potencial para o ser humano. A venlafaxina só deve ser administrada a mulheres grávidas se os benefícios esperados superam qualquer risco possível. Tal como com outros inibidores da recaptação da serotonina (ISRSs/IRSNs), se a venlafaxina for utilizada até, ou pouco tempo antes, do nascimento, deverá considerar-se a possibilidade de ocorrerem efeitos de privação no recém-nascido. Alguns recém-nascidos expostos à venlafaxina no final do terceiro trimestre de gravidez apresentaram complicações que requereram alimentação através de sonda, suporte ventilatório ou hospitalização prolongada. Tais complicações podem surgir imediatamente após o parto. Podem observar-se os seguintes sintomas nos recém-nascidos se a mãe tomou um ISRS/IRSN no final da gravidez: irritabilidade, tremores, hipotonia, choro persistente, dificuldade na amamentação e em dormir. Estes sintomas podem dever- se, quer a efeitos serotoninérgicos, quer a sintomatologia relacionada com a exposição. Na maioria dos casos estas complicações observam-se imediatamente ou dentro de 24 horas após o parto. Dados epidemiológicos sugerem que a utilização de antidepressivos ISRS durante a gravidez, em especial na parte final, pode aumentar o risco de hipertensão pulmonar persistente no recém-nascido (HPPN). Embora não existam estudos relativos à relação entre a HPPN e o tratamento com inibidores da recaptação da serotonina/noradrenalina, este risco potencial não pode ser excluído para o tratamento com Venlafaxina toLife, tendo em consideração o mecanismo de ação relacionado (inibição da recaptação da serotonina). Dados observacionais indicam um aumento do risco (inferior a duas vezes) de hemorragia pós-parto na sequência da exposição a ISRS/ISRN no mês que antecede o parto (ver secções 4.4 e 4.8). Aleitamento A venlafaxina e o seu metabolito ativo O-desmetilvenlafaxina são excretados no leite materno. Foram notificados casos pós-comercialização de lactentes amamentados que apresentaram choro, irritabilidade e padrões de sono anormais. Foram também notificados sintomas compatíveis com a descontinuação da venlafaxina após a interrupção do aleitamento materno. Não pode excluir-se um risco para a criança amamentada. Assim, deve optar-se por continuar/descontinuar o aleitamento ou por continuar/descontinuar a terapêutica com Venlafaxina toLife, tendo em consideração os benefícios do aleitamento materno para a criança e os benefícios da terapêutica com este medicamento para a mulher.
4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas
Qualquer psicofármaco pode perturbar o raciocínio, o pensamento ou as capacidades motoras. Assim, qualquer doente a receber tratamento com venlafaxina deve ser 05-06-2024
prevenido relativamente à sua capacidade de condução e de trabalho com máquinas perigosas.
4.8. Efeitos indesejáveis
Os efeitos indesejáveis notificados mais frequentemente (1/10) em estudos clínicos foram náuseas, xerostomia, cefaleias e sudação (incluindo suores nocturnos) Os efeitos indesejáveis são apresentados abaixo por classe de sistema de órgãos e frequência de ocorrência. As frequências foram definidas como: muito frequentes (≥ 1/10), frequentes (≥ 1/100, < 1/10), pouco frequentes (≥ 1/1.000, < 1/100), raros (≥ 1/10.000, < 1/1.000), desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis). Sistema Muito Frequentes Pouco Raros Frequência Corporal frequent frequentes desconhecida es Hematológi Equimoses, Hemorragia co/ Hemorragia das Linfático gastrointestin membranas al mucosas, Aumento do tempo de hemorragia, Trombocitope nia Discrasias sanguíneas (incluindo agranulocitos e, anemia aplástica, neutropenia e pancitopenia) . 05-06-2024
Sistema Muito Frequentes Pouco Raros Frequência Corporal frequent frequentes desconhecida es Metabólico/ Aumento do Ganho de Resultados Nutricional colesterol peso dos testes da sérico, perda função de peso hepática anómalos, Hiponatremia , Hepatite, Síndrome da secreção inadequada de hormona antidiurética (SIADH), Aumento da prolactina Nervoso Xerosto Sonhos Apatia, Acatísia/ Síndrome mia anómalos, Alucinações, Agitação neuroléptica (10,0%), Diminuição Mioclonia, psicomoto- maligna Cefaleias da libido, Agitação, ra, (SNM), (30,3%) Tonturas, Perturbações Convulsõe Síndrome * Aumento do da s, Reacção serotoninérgi tónus coordenação e maníaca ca, Delírio, muscular do equilíbrio Reacções (hipertonia), extrapiramid Insónia, ais (incluindo Nervosismo, distonia e Parestesia, disquinesia), Sedação, Disquinesia Tremores, tardia, Confusão, Ideação/ Despersonali comportame sa-ção nto suicida**, Vertigens, Agressão*** Órgãos dos Anomalias Alteração do Glaucoma de sentidos de paladar, ângulo acomodação, Acufeno fechado Midríase, Alterações visuais 05-06-2024
Sistema Muito Frequentes Pouco Raros Frequência Corporal frequent frequentes desconhecida es Cardiovascu Hipertensão, Hipotensão Hipotensão, lar vasodilataçã postural, Prolongamen o Síncope, to do (geralmente Taquicardia intervalo QT, afrontament Fibrilhação os/ rubor), ventricular, Palpitações Taquicardia ventricular (incluindo torsade de pointes) Respiratório Bocejos Eosinofilia pulmonar Digestivo Náuseas Diminuição Bruxismo, Pancreatite (20,0%) do apetite Diarreia (anorexia), Obstipação, Vómitos Pele Sudação Erupção Eritema (incluind cutânea, multiforme, o suores alopécia Necrólise nocturno epidérmica s) tóxica, [12,2%] Síndrome de Stevens- Johnson, Prurido e Urticária Musculo- Rabdomiólise esquelético 05-06-2024
Sistema Muito Frequentes Pouco Raros Frequência Corporal frequent frequentes desconhecida es Urogenital Ejaculação/ Orgasmo Incontinên Hemorragia orgasmo anómalo cia pós- anómalos (mulheres), urinária parto**** (homens), Retenção Anorgasmia, urinária Disfunção eréctil (impotência) , Alterações da micção (geralmente hesitação), Perturbações menstruais associadas a aumento da hemorragia ou hemorragia aumentada e irregular (por ex.: menorragia, metrorragia) , Polaquiúria Perturbaçõe Astenia Angioedema, Anafilaxia s gerais (fadiga) Reacções de calafrios fotossensibilid ade * Num conjunto de ensaios clínicos, a incidência de cefaleias foi de 30,3% com a venlafaxina versus 31,3% com placebo. ** Foram notificados casos de ideação/comportamento suicida durante o tratamento com venlafaxina ou imediatamente após a sua descontinuação (ver secção 4.4). *** Ver secção 4.4. **** Este acontecimento foi comunicado para a classe terapêutica dos ISRS/ISRN (ver secções 4.4 e 4.6). A descontinuação de venlafaxina (em particular quando é feita de forma abrupta) está frequentemente associada a sintomas de privação. Tonturas, distúrbios sensoriais (incluindo parestesias), distúrbios do sono (incluindo insónia e sonhos intensos), agitação ou ansiedade, náuseas e/ou vómitos, tremor, vertigens, cefaleias, e síndrome gripal são as reações mais frequentemente notificadas. Geralmente estes sintomas são de intensidade ligeira a moderada e são auto- limitados, contudo em alguns doentes podem ser intensos e/ou prolongados. Consequentemente, quando o tratamento com venlafaxina deixar de ser necessário é aconselhável que se proceda à sua descontinuação de forma gradual através do escalonamento de doses (ver secções 4.2 e 4.4). 05-06-2024
Doentes Pediátricos De um modo geral, o perfil de reações adversas da venlafaxina (em ensaios clínicos controlados com placebo) em crianças e adolescentes (entre os 6 e os 17 anos de idade) foi idêntico ao observado nos adultos. Tal como nos adultos, observou-se diminuição do apetite, perda de peso, aumento da pressão arterial e aumento do colesterol sérico (ver secção 4.4). Em ensaios clínicos em pediatria foi observado a reação adversa de ideação suicida. Houve também um aumento de notificações de hostilidade e, principalmente na perturbação depressiva major, de auto-flagelação. Em particular observaram-se as seguintes reações adversas nos doentes pediátricos: dor abdominal, agitação, dispepsia, equimose, epistaxis e mialgia. Notificação de suspeitas de reações adversas A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício- risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.: Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]
4.9. Sobredosagem
Na experiência pós-comercialização, foi notificada sobredosagem com a venlafaxina, na maioria dos casos em associação com álcool e/ou outros medicamentos, incluindo casos com resultados fatais. Os acontecimentos notificados mais frequentemente em casos de sobredosagem incluem taquicardia, alterações do estado de consciência (desde sonolência a coma), midríase, convulsões e vómitos. Outros acontecimentos notificados incluíram alterações electrocardiográficas [por exemplo, prolongamento do intervalo QT, bloqueio de ramo, prolongamento QRS (ver secção 5.1)], taquicardia ventricular, bradicardia, hipotensão, hipoglicemia, vertigens e morte. Podem ocorrer sintomas de intoxicação grave em adultos após a ingestão de aproximadamente 3 gramas de venlafaxina. Estudos retrospetivos publicados referem que a sobredosagem com venlafaxina pode estar associada a um aumento do risco de resultados fatais comparativamente ao observado com antidepressivos ISRSs, mas inferior ao observado com antidepressivos tricíclicos. Estudos epidemiológicos mostraram que doentes tratados com venlafaxina têm mais fatores de risco de suicídio comparativamente aos doentes tratados com ISRSs. Não se encontra ainda esclarecido se o aumento observado de risco de resultados fatais pode ser atribuído à toxicidade da venlafaxina nos casos de sobredosagem ou a algumas características dos próprios doentes. 05-06-2024
Tratamento recomendado A intoxicação grave pode implicar um tratamento de urgência complexo e monitorização. Por conseguinte, em caso de suspeita de sobredosagem com venlafaxina, recomenda-se contactar imediatamente por exemplo, o Centro de Informações Antivenenos do INEM através do número 800 250 250. Recomenda-se que sejam tomadas as medidas gerais de suporte e sintomáticas; deverão ser monitorizados o ritmo cardíaco e os sinais vitais. No caso de existir um risco de aspiração, não se recomenda a indução do vómito. A lavagem gástrica está indicada quando puder ser efetuada pouco tempo após a ingestão ou em doentes sintomáticos. A administração de carvão ativado pode igualmente limitar a absorção da substância ativa. Não se prevê que a diurese forçada, diálise, hemoperfusão ou transfusão sejam benéficas. Não se conhecem antídotos específicos da venlafaxina.
5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS
5.1. Propriedades farmacodinâmicas
Grupo farmacoterapêutico: 2.9.3 - Sistema Nervoso Central. Psicofármacos. Antidepressores Código ATC: N06A X16. Pensa-se que o mecanismo da atividade antidepressiva da venlafaxina em seres humanos está relacionado com a potenciação da atividade neurotransmissora no sistema nervoso central. Os estudos pré-clínicos demonstraram que a venlafaxina e o seu metabolito principal, a O-desmetilvenlafaxina (ODV), são inibidores da recaptação neuronal da serotonina e da noradrenalina. A venlafaxina é também um inibidor fraco da recaptação da dopamina. A venlafaxina e o seu metabolito ativo reduzem a resposta β-adrenérgica, quer após a administração aguda (dose única), quer crónica. A venlafaxina e a ODV são muito semelhantes relativamente à atividade global sobre a recaptação neurotransmissora e ligação aos recetores. A venlafaxina não tem afinidade significativa para os recetores muscarínicos, colinérgicos, histaminérgicos-H1 ou α1-adrenérgicos de cérebro de rato in vitro. A atividade farmacológica a nível destes recetores pode estar relacionada com a ocorrência de vários efeitos secundários observados com outros medicamentos antidepressivos, tais como efeitos secundários anticolinérgicos, sedativos e cardiovasculares. A venlafaxina não possui atividade inibitória da monoaminoxidase (MAO). Estudos in vitro revelaram que a venlafaxina não tem afinidade significativa para os recetores sensíveis aos opiáceos ou benzodiazepinas. Episódios Depressivos Major A eficácia de venlafaxina de libertação imediata no tratamento de episódios depressivos major foi estabelecida em cinco estudos de curta duração, de distribuição aleatória, efetuados sob dupla ocultação e controlados com placebo, 05-06-2024
realizados num período de 4 a 6 semanas, com doses até 375 mg/dia. A eficácia de venlafaxina de libertação prolongada, no tratamento de episódios depressivos major foi estabelecida em dois estudos controlados com placebo, de curta duração, realizados num período de 8 e 12 semanas, que incluíram doses entre 75 a 225 mg/dia. Num estudo de duração prolongada os adultos em ambulatório, que responderam ao tratamento com venlafaxina de libertação prolongada (75, 150, ou 225 mg) durante 8 semanas, sem ocultação, foram distribuídos aleatoriamente para continuar a receber a mesma dose de venlafaxina de libertação prolongada ou placebo, durante um período de 26 semanas, para observação de recaídas. Num segundo estudo de duração prolongada, a eficácia da venlafaxina na prevenção de episódios depressivos recorrentes durante um período de 12 meses foi estabelecida num estudo clínico, controlado com placebo e sob dupla ocultação, realizado em adultos em ambulatório que apresentaram episódios depressivos major recorrentes e que tinham, anteriormente, respondido ao tratamento com venlafaxina (100 a 200 mg/dia, num esquema posológico de duas vezes por dia) no último episódio de depressão. Perturbação de Ansiedade Social A eficácia de venlafaxina de libertação prolongada no tratamento da perturbação de ansiedade social foi estabelecida em quatro ensaios efetuados sob dupla ocultação, de grupos paralelos, com a duração de 12 semanas, multicêntricos, controlados com placebo, de doses variáveis e um estudo efetuado sob dupla ocultação, de grupos paralelos, com a duração de 6 meses, controlado com placebo, de doses fixas/variáveis em doentes adultos em ambulatório. Os doentes foram tratados com doses entre 75-225 mg/dia. Não houve qualquer evidência de maior efetividade no grupo que recebeu 150 a 225 mg/dia comparativamente com o grupo que recebeu 75 mg/dia no estudo com a duração de 6 meses.
5.2. Propriedades farmacocinéticas
A venlafaxina é extensivamente metabolizada, principalmente no metabolito ativo O-desmetilvenlafaxina (ODV). As médias ± desvios padrão das semi-vidas plasmáticas da venlafaxina e ODV são, respetivamente, 5 ± 2 horas e 11 ± 2 horas. As concentrações de venlafaxina e ODV no estado estacionário são atingidas após 3 dias de tratamento com doses múltiplas por via oral. A venlafaxina e ODV apresentam uma cinética linear num intervalo de doses entre 75 mg e 450 mg/dia. Absorção Após administração oral de doses únicas de venlafaxina de libertação imediata, pelo menos 92% da venlafaxina é absorvida. A biodisponibilidade absoluta é de 40 a 45%, devido a metabolismo pré-sistémico. Após a administração de venlafaxina de libertação imediata atingem-se as concentrações máximas de venlafaxina e ODV no plasma ao fim de 2 e 3 horas, respetivamente. Após a administração de venlafaxina de libertação prolongada, as concentrações plasmáticas máximas de venlafaxina e ODV atingem-se após 5,5 e 9 horas, respetivamente. Quando doses diárias equivalentes são administradas, quer sob a forma de comprimido de libertação imediata, quer sob a forma de libertação prolongada, a forma de libertação 05-06-2024
prolongada proporciona uma taxa mais baixa de absorção, mas a mesma extensão de absorção, comparativamente com o comprimido de libertação imediata. Os alimentos não afetam a biodisponibilidade da venlafaxina e ODV. Distribuição A venlafaxina e a ODV ligam-se minimamente às proteínas plasmáticas em concentrações terapêuticas (27% e 30%, respetivamente). O volume de distribuição da venlafaxina no estado estacionário, após administração intravenosa, é de 4,4 + 1,6 l/kg. Metabolismo A venlafaxina sofre um extenso metabolismo hepático. Estudos in vitro e in vivo indicam que a venlafaxina sofre biotransformação no seu principal metabolito ativo, a ODV, pela CYP2D6. Estudos in vitro e in vivo indicam que a venlafaxina é metabolizada em N-desmetilvenlafaxina, um metabolito menor e menos ativo, pela CYP3A4. Estudos in vitro e in vivo indicam que a venlafaxina é um inibidor fraco da CYP2D6. A venlafaxina não inibiu a CYP1A2, a CYP2C9, ou a CYP3A4. Eliminação A venlafaxina e os seus metabolitos são excretados principalmente pelo rim. Aproximadamente 87% de uma dose de venlafaxina é recuperada na urina após 48 horas, sob as formas de venlafaxina inalterada (5%), ODV não conjugada (29%), ODV conjugada (26%) e outros metabolitos menores inativos (27%). As médias ± desvios padrão das depurações no estado estacionário, de venlafaxina e ODV são 1,3 ± 0,6 l/h/kg e 0,4 ± 0,2 l/h/kg, respetivamente. Populações especiais Idade e género A idade e o género não afetam significativamente a farmacocinética da venlafaxina e ODV. Metabilizadores extensivos e fracos da CYP2D6 As concentrações plasmáticas de venlafaxina são mais elevadas nos metabolizadores fracos da CYP2D6 do que nos que apresentam atividade elevada. Uma vez que a exposição total (AUC) à venlafaxina e ODV é semelhante, tanto nos metabolizadores fracos como nos extensivos, não são necessários regimes posológicos diferentes de venlafaxina nestes dois grupos de indivíduos. Doentes com compromisso hepático Em indivíduos Child-Pugh A (alterações ligeiras da função hepática) e Child-Pugh B (alterações moderadas da função hepática), as semi-vidas da venlafaxina e ODV aumentaram comparativamente com as de indivíduos normais. A depuração oral da venlafaxina e ODV diminuiu. Observou-se um elevado grau de variabilidade interindividual. Os dados de doentes com compromisso hepático grave são limitados (ver secção 4.2). Doentes com compromisso renal 05-06-2024
Em doentes dialisados, a semi-vida de eliminação da venlafaxina aumentou cerca de 180% e a depuração diminuiu cerca de 57%, comparativamente com indivíduos normais, enquanto a semi-vida de eliminação da ODV aumentou cerca de 142% e a depuração diminuiu cerca de 56%. É necessário ajustar as doses em doentes com compromisso renal grave e em doentes que requerem hemodiálise (ver secção 4.2)
5.3. Dados de segurança pré-clínica
Os estudos efetuados com venlafaxina em ratos e ratinhos não revelam quaisquer indícios de carcinogenicidade. A venlafaxina não se revelou mutagénica numa vasta série de ensaios in vitro e in vivo. Os estudos em animais sobre toxicidade reprodutiva revelaram nos ratos uma diminuição do peso das crias, um aumento no número de nados-mortos e um aumento de mortes das crias durante os primeiros 5 dias de aleitamento. Desconhece-se a causa destas mortes. Estes efeitos ocorreram com as doses de 30 mg/kg/dia, 4 vezes a dose diária de 375 mg de venlafaxina em seres humanos (com base em mg/kg). A dose sem efeito relativamente a estes achados foi de 1,3 vezes a dose utilizada em seres humanos. Desconhece-se o risco potencial para os seres humanos. Observou-se uma redução da fertilidade num estudo em que tanto os machos como as fêmeas foram expostos a ODV. Esta exposição foi 1 a 2 vezes a exposição humana observada com a dose de venlafaxina de 375 mg/dia. Desconhece-se a relevância deste achado para os seres humanos.
6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS
6.1. Lista dos excipientes
Sílica coloidal anidra, estearato de magnésio, hidrogenofosfato de cálcio di- hidratado, Kollidone SR (acetato de polivinilo, laurilsulfato de sódio, povidona e sílica coloidal anidra), macrogol 6000, dióxido de titânio (E171), talco e Eudragit RS 30.
6.2. Incompatibilidades
Não aplicável.
6.3. Prazo de validade
3 anos.
6.4. Precauções especiais de conservação
O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.
6.5. Natureza e conteúdo do recipiente
Blister de Alumínio/Alumínio. 05-06-2024
Embalagens contendo 10 ou 30 comprimidos de libertação prolongada, doseados a 37,5 mg e 75 mg e embalagens contendo 10, 30 ou 60 comprimidos de libertação prolongada, doseados a 150 mg. É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.
6.6. Precauções especiais de eliminação e manuseamento
Não existem requisitos especiais
7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
Towa Pharmaceutical, S.A. Av. do Forte, 3, Edif. Suécia IV, Piso 0 2794-093 Carnaxide Portugal
8. NÚMERO DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
Venlafaxina toLife 37,5 mg Nº de registo: 5708995 – 10 comprimidos de libertação prolongada, 37,5 mg, blisters de Alumínio/Alumínio. Nº de registo: 5709092 – 30 comprimidos de libertação prolongada, 37,5 mg, blisters de Alumínio/Alumínio. Venlafaxina toLife 75 mg Nº de registo: 5709191 – 10 comprimidos de libertação prolongada, 75 mg, blisters de Alumínio/Alumínio. Nº de registo: 5709290 – 30 comprimidos de libertação prolongada, 75 mg, blisters de Alumínio/Alumínio. Venlafaxina toLife 150 mg Nº de registo: 5073226 – 10 comprimidos de libertação prolongada; 150 mg; Blisters de Alumínio/Alumínio. Nº de registo: 5073234 – 30 comprimidos de libertação prolongada; 150 mg; Blisters de Alumínio/Alumínio. Nº de registo: 5073242 – 60 comprimidos de libertação prolongada; 150 mg; Blisters de Alumínio/Alumínio.
9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE
INTRODUÇÃO NO MERCADO Data da primeira autorização – 37,5 mg e 75 mg: 12 de Janeiro de 2006. Data da primeira autorização – 150 mg: 13 de Dezembro de 2007. Data da renovação: 29 de Junho de 2015.
10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO
05-06-2024
