Apifen Mel e Limão sem açúcar
APROVADO EM 08-02-2024 INFARMED
Folheto informativo: Informação para o utilizador Apifen Mel e Limão sem açúcar 8,75 mg pastilhas Flurbiprofeno
Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento, pois contém informação importante para si Tome este medicamento exatamente como está descrito neste folheto, ou de acordo com as indicações do seu médico ou farmacêutico. – Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente. – Caso precise de esclarecimentos ou conselhos, consulte o seu farmacêutico. – Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4. – Se não se sentir melhor ou se piorar após 3 dias, tem de consultar um médico. O que contém este folheto
1. O que é Apifen Mel e Limão sem açúcar e para que é utilizado
2. O que precisa de saber antes de utilizar Apifen Mel e Limão sem açúcar
3. Como utilizar Apifen Mel e Limão sem açúcar
4. Efeitos indesejáveis possíveis
5. Como conservar Apifen Mel e Limão sem açúcar
6. Conteúdo da embalagem e outras informações
1. O que é Apifen Mel e Limão sem açúcar e para que é utilizado
Apifen Mel e Limão sem açúcar contém a substância ativa flurbiprofeno. O flurbiprofeno pertence a um grupo de medicamentos chamados anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) que têm propriedades analgésicas e anti-inflamatórias no tratamento da dor de garganta. Estes medicamentos funcionam alterando a forma como o corpo responde à dor, inchaço e temperatura elevada. Apifen Mel e Limão sem açúcar é utilizado para o alívio, a curto prazo, dos sintomas de dor de garganta e garganta inflamada, tais como garganta irritada, dor e inchaço, e dificuldade em engolir, em adultos e adolescentes com mais de 12 anos. Se não se sentir melhor ou se piorar após 3 dias, tem de consultar um médico.
2. O que precisa de saber antes de utilizar Apifen Mel e Limão sem açúcar
Não utilize Apifen Mel e Limão sem açúcar – se tem alergia ao flurbiprofeno ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6) APROVADO EM 08-02-2024 INFARMED
– se teve asma, pieira ou dificuldade em respirar, nariz com corrimento, inchaço facial ou erupção cutânea tal como com comichão (urticária) após tomar ácido acetilsalicílico ou substâncias semelhantes usadas para tratar a dor, inflamação ou reumatismo, chamadas anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). – se tem ou teve dois ou mais episódios de úlcera no estômago ou intestino. – se tem ou teve uma hemorragia ou perfuração no estômago ou no intestino, colite grave (inflamação do intestino) ou doenças do sangue após a utilização de outro AINE. – se tem insuficiência cardíaca, hepática ou renal. – se está nos últimos três meses da gravidez.
Advertências e precauções
Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Apifen Mel e Limão sem açúcar se: – está a utilizar outros AINEs ou corticosteroides (tais como celecoxib, ibuprofeno, diclofenac ou prednisolona) para tratar a dor, a inflamação ou o reumatismo, uma vez que isso pode aumentar o risco de efeitos adversos particularmente no estômago e no intestino, tais como úlceras e hemorragias. – tiver uma infeção Os anti-inflamatórios não-esteróides (NSAIDs) poderão ocultar sinais de infeções como a febre e a dor. Isto poderá atrasar o devido tratamento da infeção, resultando num maior risco de complicações. Se tomar este medicamento enquanto tiver uma infeção e os seus sintomas persistirem ou piorarem, consulte imediatamente o seu médico ou farmacêutico. – tem ou teve asma ou sofre de alergias. – tem problemas cardíacos, hepáticos ou renais. – sofreu um AVC. – tem um historial de doenças do estômago ou do intestino (colite ulcerosa, doença de Crohn). – tem tensão arterial alta. – tem uma doença autoimune crónica (incluindo lúpus eritematoso sistémico ou doença mista do tecido conjuntivo). Idosos Os doentes idosos podem ter maior probabilidade de apresentar os efeitos indesejáveis indicados neste folheto. Crianças Não dê este medicamento a crianças com menos de 12 anos. Outros medicamentos e Apifen Mel e Limão sem açúcar Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, ou tiver tomado recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos, especificamente quando tomar medicamentos que contenham: – outros medicamentos que contenham AINEs ou corticosteroides (tais como celecoxib, ibuprofeno, diclofenac sódico ou prednisolona) para tratar a dor, a inflamação ou o reumatismo. APROVADO EM 08-02-2024 INFARMED
– doses baixas de ácido acetilsalicílico (até 100 mg por dia). substâncias para inibir a coagulação sanguínea ou dissolver coágulos sanguíneos. – medicamentos para a tensão arterial alta ou insuficiência cardíaca (anti- hipertensores, glicosídeos cardíacos). – metotrexato (medicamento para tratar doenças autoimunes ou cancro). – mifepristona (um medicamento utilizado para a interrupção da gravidez). antidiabéticos orais (para tratar a diabetes). – fenitoína (medicamento para tratar a epilepsia). – substâncias para aumentar a saída de água através dos rins (diuréticos, incluindo diuréticos poupadores de potássio). – medicamentos contra a gota (probenecida, sulfinpirazona) – antibióticos da classe das quinolonas (como a ciprofloxacina). – inibidores seletivos da recaptação da serotonina ou lítio (medicamentos para tratar a depressão). – ciclosporina ou tacrolímus (medicamentos utilizados para suprimir o sistema imunitário após o transplante de órgãos). – zidovudina (para tratar a infeção pelo VIH). Apifen Mel e Limão sem açúcar com alimentos, bebida e álcool Evite o consumo de álcool durante o tratamento com Apifen Mel e Limão sem açúcar uma vez que pode aumentar o risco de hemorragia no estômago ou no intestino. Gravidez, amamentação e fertilidade Formas orais (por exemplo, comprimidos) de flurbiprofeno poderão causar efeitos adversos a um bebé em gestação. Não é conhecido se o mesmo risco se aplica a Apifen Mel e Limão sem açúcar. Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento. Não utilize Apifen Mel e Limão sem açúcar se está nos últimos três meses da gravidez. Não deve utilizar Apifen Mel e Limão sem açúcar durante os primeiros seis meses da gravidez, exceto mediante aconselhamento médico e apenas se tal for absolutamente necessário. Se necessitar de tratamento durante este período, a dose deve ser mantida a mais baixa possível e a duração do tratamento a mais curta possível. Se está a amamentar, fale com o seu médico antes de tomar este medicamento. O flurbiprofeno pertence a um grupo de medicamentos que podem afetar a fertilidade nas mulheres. Este efeito é reversível quando se para de tomar o medicamento. É pouco provável que o uso ocasional deste medicamento vá afetar as suas hipóteses de engravidar, no entanto, informe o seu médico antes de tomar este medicamento caso tenha dificuldade em engravidar. Condução de veículos e utilização de máquinas Apifen Mel e Limão sem açúcar não é conhecido por afetar a capacidade de conduzir e utilizar máquinas. No entanto, tonturas e perturbações visuais são efeitos APROVADO EM 08-02-2024 INFARMED
indesejáveis possíveis após a toma de AINEs. Se for afetado por estes sintomas, não conduza nem opere maquinaria. Apifen Mel e Limão sem açúcar contém isomalte e maltitol Se foi informado pelo seu médico que tem intolerância a alguns açúcares, contacte-o
antes de tomar este medicamento.
3. Como utilizar Apifen Mel e Limão sem açúcar
Tome este medicamento exatamente como está descrito neste folheto, ou de acordo com as indicações do seu médico ou farmacêutico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas. A dose recomendada é: Adultos e adolescentes com mais de 12 anos: 1 pastilha a cada 3-6 horas, se necessário. Não exceda a dose diária máxima de 5 pastilhas.
Método de utilização: Para via bucal. – Dissolva a pastilha lentamente na boca, não engula e não mastigue a pastilha. – Movimente sempre a pastilha na boca enquanto se dissolve. Duração de utilização Não tome Apifen Mel e Limão sem açúcar por mais de 3 dias sem consultar o seu médico. Para alívio dos sintomas, deve ser utilizada a dose eficaz mais baixa durante o mais curto período possível. Se tiver uma infeção, consulte imediatamente o seu médico ou farmacêutico se os sintomas (como febre e dor) persistirem ou piorarem (consulte a secção 2). No caso de irritação da boca, o tratamento com Apifen Mel e Limão sem açúcar deve ser interrompido. Se tomar mais Apifen Mel e Limão sem açúcar do que deveria Fale com um médico ou farmacêutico ou dirija-se imediatamente ao hospital maispróximo se existir suspeita de sobredosagem. Os sintomas de sobredosagem podem incluir: náuseas, vómitos, dor de estômago ou mais raramente diarreia. Outros sintomas também possíveis são zumbidos nos ouvidos, dor de cabeça e hemorragia gastrointestinal. Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.
4. Efeitos indesejáveis possíveis
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Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se manifestem em todas as pessoas. PARE DE TOMAR este medicamento e contacte imediatamente um médico ou dirija- se ao hospital mais próximo se desenvolver: – sinais de reações alérgicas tais como asma, pieira inesperada ou falta de ar, comichão, nariz com corrimento, erupções cutâneas. – inchaço da face, língua ou garganta causando dificuldade em respirar, aceleração cardíaca e diminuição da tensão arterial conduzindo a choque (estes sintomas podem acontecer mesmo na primeira utilização do medicamento). – reações cutâneas graves tais como vermelhidão, inchaço, esfoliação, formação de bolhas, descamação ou ulceração da pele e membrana mucosa. Fale com o seu médico ou farmacêutico se apresentar algum dos seguintes efeitos ou qualquer outro efeito não listado: Frequentes (pode afetar até 1 em cada 10 utilizadores) – tonturas, dor de cabeça – irritação da garganta – ulcerações na boca ou dor na boca – dor de garganta – desconforto ou sensação invulgar na boca (como calor, ardor, formigueiro, picadas). – náuseas e diarreia – sensação de formigueiro e comichão na pele Pouco frequentes (pode afetar até 1 em cada 100 utilizadores): – sonolência – sentir-se sonolento ou com dificuldade em adormecer – agravamento da asma, pieira, dificuldades em respirar – formação de bolhas na boca ou na garganta, dormência na garganta – boca seca – sensação de queimadura na boca, alteração do paladar – dor abdominal, distensão do estômago, gases intestinais, obstipação, indigestão, vómitos – redução da sensibilidade na garganta – febre, dor – erupções cutâneas, comichão na pele
Efeitos indesejáveis raros (pode afetar até entre 1 em cada 1000 utilizadores)
– reação anafilática Frequência desconhecida (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis)) – anemia, trombocitopenia (contagem de plaquetas baixa no sangue que pode dar origem a hematomas e sangramento) – inchaço (edema), tensão arterial alta, insuficiência cardíaca ou ataque cardíaco – formas graves de reações cutâneas tais como reações bolhosas, incluindo a síndrome de Stevens-Johnson e a necrólise epidérmica tóxica – hepatite (inflamação do fígado) APROVADO EM 08-02-2024 INFARMED
Comunicação de efeitos indesejáveis Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente através dos contactos em baixo. Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento. Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) e-mail: [email protected]
5. Como conservar Apifen Mel e Limão sem açúcar
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças. Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem exterior e no bli ster após VAL:. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado. Não conservar acima de 30°C. Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.
6. Conteúdo da embalagem e outras informações
Qual a composição de Apifen Mel e Limão sem açúcar A substância ativa é o flurbiprofeno. Uma pastilha contém 8,75 mg de flurbiprofeno. Os outros componentes são: isomalte, maltitol, líquido, macrogol 300, óleo de hortelã-pimenta, aroma natural de limão (óleo de limão, terpeno, citral natural) e aroma a mel (propilenoglicol, substâncias aromatizantes). Qual o aspeto de Apifen Mel e Limão sem açúcar e conteúdo da embalagem As pastilhas Apifen Mel e Limão sem açúcar são apresentadas em pastilhas redondas brancas a amareladas, com 19±1 mm de diâmetro, com sabor a mel-limão. As pastilhas estão disponíveis em blisters de PVC-PVDC/Alumínio numa caixa de cartão impressa. APROVADO EM 08-02-2024 INFARMED
Tamanho da embalagem: 8, 12, 16 ou 24 pastilhas. É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações. Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante Titular da Autorização de Introdução no Mercado Bayer Portugal, Lda. Avenida Vítor Figueiredo nº4 – 4º piso 2790-255 Carnaxide Portugal Fabricante Lozy's Pharmaceuticals S.L. Campus Empresarial Lekaroz Navarra 31795 Espanha Este medicamento está autorizado nos Estados-Membros do Espaço Económico Europeu com as seguintes denominações: Alemanha: Flurbiprofen Bayer Vital mit Honig- und Zitronengeschmack 8,75 mg Lutschtabletten Croácia: Flurbiprofen Bayer s okusom meda i limuna 8,75 mg pastile Eslovénia: Flurbiprofen Bayer z okusom medu in limone 8,75 mg pastile Portugal: Apifen Mel e Limão sem açúcar 8,75 mg pastilhas Este folheto foi revisto pela última vez em {MM/AAAA}.
⚕Para profissionais — Resumo das Características do Medicamento (RCM)Ficha técnica completa: posologia, interações, contraindicações, advertências+
08-02-2024
1. NOME DO MEDICAMENTO
Apifen Mel e Limão sem açúcar 8,75 mg pastilhas
2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA
Cada pastilha contém 8,75 mg de flurbiprofeno. Excipiente(s) com efeito conhecido: Cada pastilha contém 2046,16 mg de isomalte 427,67 mg de maltitol líquido Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.
3. FORMA FARMACÊUTICA
Pastilha Pastilhas redondas brancas a amareladas com 19±1 mm de diâmetro com sabor a mel-limão.
4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS
4.1. Indicações terapêuticas
Para o alívio, a curto prazo, dos sintomas de dor de garganta e garganta inflamada, tais como garganta irritada, dor e inchaço, e dificuldade em engolir Apifen Mel e Limão sem açúcar é indicado em adultos e adolescentes com mais de 12 anos.
4.2. Posologia e modo de administração
Posologia Adultos e adolescentes com mais de 12 anos: Uma pastilha a cada 3 a 6 horas, conforme necessário. Não deve ser excedida uma dose diária máxima de 5 pastilhas. Recomenda-se que Apifen Mel e Limão sem açúcar não seja utilizado por mais de três dias. A menor dose eficaz deve ser usada durante o menor período de tempo necessário para aliviar os sintomas, minimizando os efeitos indesejáveis (consulte a secção 4.4). 08-02-2024 População pediátrica A segurança e a eficácia de Apifen Mel e Limão sem açúcar em crianças com menos de 12 anos não foi estabelecida. Não existem dados disponíveis. População idosa Não pode ser recomendada uma dose geral dado que a experiência clínica disponível é limitada. Os doentes idosos apresentam um risco aumentado de sofrer consequências graves de reações adversas. Doentes com compromisso da função hepática: Não é necessária uma redução da dose para doentes com compromisso da função hepática ligeiro a moderado. O flurbiprofeno está contraindicado em doentes com insuficiência hepática grave (ver secção 4.3). Doentes com compromisso da função renal: Não é necessária uma redução da dose para doentes com compromisso da função renal ligeiro a moderado. O flurbiprofeno está contraindicado em doentes com insuficiência renal grave (ver secção 4.3). Modo de administração Apenas para administração por via bucal e utilização de curto prazo. A pastilha deve ser lentamente chupada /dissolvida na boca. Apifen Mel e Limão sem açúcar deve ser movido no interior da boca, enquanto chupa a pastilha, para evitar irritações locais.
4.3. Contraindicações
- Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1. - Um histórico de reações de hipersensibilidade (por exemplo, asma, broncospasmo, rinite, angioedema ou urticária) em resposta ao ácido acetilsalicílico ou a outros AINEs. - Úlcera/hemorragia péptica ativa recorrente ou antecedentes (dois ou mais episódios distintos com ulceração comprovada) e ulceração intestinal. - Histórico de hemorragia gastrointestinal ou perfuração, colite grave, hemorragia ou distúrbios hematopoiéticos relacionados com tratamento anterior com AINEs. - Insuficiência cardíaca grave, insuficiência renal grave ou insuficiência hepática grave (ver secção 4.4). - Terceiro trimestre de gravidez (ver secção 4.6).
4.4. Advertências e precauções especiais de utilização
Deve evitar-se a utilização concomitante de flurbiprofeno e outros AINEs, incluindo inibidores seletivos da ciclooxigenase-2 (ver secção 4.5). Doenças respiratórias 08-02-2024 O flurbiprofeno pode desencadear broncoespasmos em doentes que sofrem de, ou com histórico de asma brônquica ou doenças alérgicas. O flurbiprofeno deve ser utilizado com cuidado nestes doentes. Compromisso cardiovascular, renal e hepática Tem sido reportado que os AINEs causam nefrotoxicidade de várias formas, incluindo nefrite intersticial, síndrome nefrótico e insuficiência renal. A administração de um AINE pode causar uma redução dependente da dose na formação de prostaglandinas e pode desencadear insuficiência renal. Os doentes com maior risco de desenvolverem esta reação são aqueles com função renal comprometida, insuficiência cardíaca, disfunção hepática, aqueles que tomam diuréticos e idosos. No entanto, este efeito não é geralmente observado com produtos de utilização limitada de curto prazo, como pastilhas de flurbiprofeno. Efeitos cardiovasculares e cerebrovasculares É necessária precaução (discussão com o médico ou farmacêutico) antes de iniciar o tratamento em doentes com antecedentes de hipertensão e/ou insuficiência cardíaca, uma vez que foram notificados casos de retenção de fluídos, hipertensão e edema associados à terapêutica com AINEs. Os dados dos ensaios clínicos e epidemiológicos sugerem que a utilização de alguns AINEs (particularmente em doses elevadas e em tratamento de longo prazo) poderá estar associada a um pequeno aumento do risco de eventos trombóticos arteriais (por exemplo, enfarte do miocárdio ou AVC). Não existem dados suficientes para excluir este risco para o flurbiprofeno quando administrado numa dose diária máxima de 5 pastilhas. Gastrointestinais Os AINEs devem ser administrados com precaução em doentes com histórico de doenças gastrointestinais (colite ulcerosa, doença de Crohn), uma vez que estas condições podem ser exacerbadas (ver secção 4.8). Foram notificados casos de hemorragia, ulceração e perfuração gastrointestinais, os quais podem ser fatais, com todos os AINEs em qualquer momento do tratamento, com ou sem sintomas de aviso ou antecedentes de problemas gastrointestinais graves. O risco de hemorragia, ulceração ou perfuração gastrointestinal é maior com doses de AINEs mais elevadas, nos doentes com antecedentes de úlceras, particularmente se agravadas com hemorragia ou perfuração (ver secção 4.3) e nos doentes idosos, no entanto este efeito não é geralmente verificado em tratamentos de curto prazo por tempo limitado, como é o caso das pastilhas de flurbiprofeno. Os doentes com antecedentes de toxicidade gastrointestinal, particularmente se forem doentes idosos, devem notificar ao seu médico ou farmacêutico quaisquer sintomas abdominais anómalos (especialmente hemorragia gastrointestinal). É recomendada precaução nos doentes que recebem medicação concomitante que possa aumentar o risco de ulceração ou hemorragia, tais como corticosteroides orais, anticoagulantes tais como a varfarina, inibidores seletivos de recaptação da serotonina ou agentes antiplaquetários tais como o ácido acetilsalicílico (ver secção 4.5). O tratamento deve ser interrompido se ocorrer hemorragia ou ulceração gastrointestinal nos doentes a tomar flurbiprofeno. Efeitos dermatológicos 08-02-2024 Reações cutâneas graves, algumas delas fatais, incluindo dermatite esfoliativa, síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica têm sido reportadas muito raramente em associação com a utilização de AINEs (ver secção 4.8). O flurbiprofeno deve ser descontinuado ao primeiro aparecimento de erupções cutâneas, lesões mucosas ou qualquer outro sinal de hipersensibilidade. Encobrimento de sintomas de infeções subjacentes Estudos epidemiológicos sugerem que anti-inflamatórios não-esteroides (NSAIDs) poderão encobrir sintomas de infeções, o que poderá resultar numa iniciação atrasada do seu devido tratamento e consequente agravamento de tais infeções. Isto foi observado em casos de pneumonia bacteriana adquiridas na comunidade e complicações bacterianas em consequência da varicela. No caso de administração de Apifen Mel e Limão sem açúcar enquanto o paciente estiver a sofrer de febre ou dores associadas à infeção, recomenda-se a monitorização da evolução da infeção. LES (lúpus eritematoso sistémico) e doença mista do tecido conjuntivo Doentes com LES e doença mista do tecido conjuntivo podem apresentar um maior risco de meningite asséptica (ver secção 4.8). No entanto este efeito não é geralmente verificado em tratamentos de curto prazo por tempo limitado, como é o caso das pastilhas de flurbiprofeno. População idosa: Os doentes idosos têm uma frequência aumentada de reações adversas aos AINEs, sobretudo hemorragia gastrointestinal e perfuração, que podem ser fatais. O tratamento deve ser reavaliado se os sintomas piorarem ou se ocorrerem novos sintomas. A pastilha deve ser movida dentro da boca à medida que se dissolve. O tratamento deve ser retirado em caso de irritação da boca. Excipientes: Este medicamento contém isomalte e maltitol. Os doentes com problemas hereditários raros de intolerância à frutose não devem tomar este medicamento. Pode ter um efeito laxante ligeiro. O valor calórico do maltitol e isomalte é de 2,3 kcal/g.
4.5. Interações medicamentosas e outras formas de interação
O flurbiprofeno deve ser evitado em combinação com (ver secção 4.4): - Outros AINEs, incluindo os inibidores seletivos da ciclooxigenase-2: Evitar a utilização concomitante de dois ou mais AINEs, uma vez que tal pode aumentar o risco de efeitos adversos sobretudo, acontecimentos adversos gastrointestinais, tais como úlceras e hemorragia. - Ácido acetilsalicílico: A menos que o ácido acetilsalicílico de baixa dosagem tenha sido recomendado pelo médico (não superior a 100 mg/dia), uma vez que pode aumentar o risco de reações adversas. O flurbiprofeno deve ser utilizado com cuidado em combinação com: - Anticoagulantes: Os AINEs podem aumentar os efeitos dos anticoagulantes, tais como a varfarina (ver secção 4.4). - Agentes antiplaquetários: aumento do risco de ulceração ou hemorragia gastrointestinal (ver secção 4.4) 08-02-2024 Medicamentos anti-hipertensores (diuréticos, inibidores da ECA e antagonistas da angiotensina II): Os AINE podem reduzir os efeitos dos diuréticos. Outros medicamentos anti-hipertensivos podem aumentar a nefrotoxicidade causada pela inibição da ciclooxigenase, sobretudo em doentes com insuficiência renal. - Glicosídeos cardíacos: Os AINE podem exacerbar a insuficiência cardíaca, reduzir a taxa de filtração glomerular (TFG) e aumentar os níveis de glicosídeos plasmáticos – é recomendada uma monitorização adequada e, se necessário, o ajuste da dose. - Ciclosporina: aumento do risco de nefrotoxicidade. - Corticosteroides: pode aumentar o risco de reações adversas, sobretudo no trato gastrointestinal. - Lítio: pode aumentar os níveis séricos de lítio – é recomendado um controlo adequado e, se necessário, a regulação da dose - Metotrexato: A administração de AINEs no prazo de 24 horas antes ou após a administração do metotrexato pode conduzir a concentrações elevadas de metotrexato e a um aumento do seu efeito tóxico. - Mifepristona: Os AINEs não devem ser utilizados durante 8-12 dias após a administração mifepristona, uma vez que os AINEs podem reduzir o efeito da mifepristona. - Antidiabéticos orais: Foi reportada a alteração dos níveis de glicose no sangue (recomenda-se o aumento da frequência de verificação). - Fenitoína: pode aumentar os níveis séricos de fenitoína – é recomendada uma monitorização adequada e, se necessário, a regulação da dose - Diuréticos poupadores de potássio: o uso concomitante pode causar hipercalemia - Probenecida, Sulfinpirazona: podem atrasar a excreção do flurbiprofeno - Antibióticos da classe das quinolonas: Os dados obtidos em animais sugerem que os AINEs podem aumentar o risco de convulsões associadas às quinolonas. Os doentes que tomam AINEs e quinolonas podem ter um maior risco de desenvolver convulsões. - Inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS): aumento do risco de ulceração ou hemorragia gastrointestinal - Tacrolímus: possível aumento do risco de nefrotoxicidade quando os AINEs são administrados com tacrolímus - Zidovudina: aumento do risco de toxicidade hematológica quando os AINEs são administrados com Zidovudina - Álcool: pode aumentar o risco de reações adversas, sobretudo hemorragia no trato gastrointestinal.
4.6. Fertilidade, gravidez e lactação
Gravidez Não existem dados clínicos relacionados com o uso de Apifen Mel e Limão sem açúcar durante a gravidez. A inibição da síntese de prostaglandinas pode afetar de modo adverso a gravidez e/ou o desenvolvimento embrionário/fetal. Os resultados dos estudos epidemiológicos sugerem um aumento do risco de aborto e de malformação cardíaca e gastrosquise após a utilização de um inibidor da síntese de prostaglandinas no início da gravidez. O risco absoluto de malformação cardiovascular aumentou de menos de 1% até, aproximadamente, 1,5%. Julga-se que o risco aumenta com a dose e duração da terapêutica. Em animais, a administração de um inibidor da síntese de prostaglandinas demonstrou originar aumento das perdas pré- e pós-implantação e da letalidade embrio-fetal. Além disso, 08-02-2024 foi registado um aumento da incidência de várias malformações, incluindo cardiovasculares, em animais aos quais foi administrado um inibidor da síntese das prostaglandinas durante o período organogenético. O flurbiprofeno não deve ser administrado durante o primeiro e segundo trimestres da gravidez, a menos que seja claramente necessário. Se o flurbiprofeno for utilizado por mulheres que estão a tentar engravidar, ou durante o primeiro e segundo trimestres da gravidez, a dose deve ser mantida o mais baixa possível e a duração do tratamento deve ser o mais curta possível. Durante o terceiro trimestre da gravidez, todos os inibidores da síntese de prostaglandinas podem expor: • o feto a:
- toxicidade cardiopulmonar (com fecho prematuro do ductus arteriosus e hipertensão pulmonar); - Disfunção renal, que pode progredir para insuficiência renal com oligohidramniose; • a mãe e o recém-nascido, no final da gravidez, a:
- possível prolongamento do tempo de hemorragia, um efeito antiagregante, que pode ocorrer mesmo com doses muito baixas; - inibição das contrações uterinas resultando em atraso ou prolongamento do trabalho de parto. Consequentemente, o flurbiprofeno está contraindicado durante o terceiro trimestre de gravidez (ver secção 4.3). Amamentação Num número limitado de estudos, o flurbiprofeno apareceu no leite materno em concentrações muito reduzidas e não é esperado que afete o lactente de modo prejudicial. Contudo, devido aos efeitos adversos dos AINEs que podem ocorrer nos lactentes, não se recomenda a utilização de Apifen Mel e Limão sem açúcar pelas mães que estejam a amamentar. Fertilidade Existe alguma evidência que os medicamentos que inibem a ciclooxigenase/síntese de prostaglandinas podem comprometer a fertilidade feminina devido a um efeito na ovulação. Este efeito é reversível após a interrupção do tratamento.
4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas
Não foram realizados estudos sobre os efeitos na capacidade de conduzir ou utilizar máquinas. Tonturas, sonolência e perturbações da visão são efeitos indesejáveis possíveis após toma de AINEs. Se afetado, o doente não deve conduzir ou utilizar máquinas.
4.8. Efeitos indesejáveis
Foram notificadas reações de hipersensibilidade aos AINEs e estas podem ser: - Reações alérgicas não específicas e anafilaxia - Reatividade do trato respiratório, como por exemplo asma, agravamento da asma, broncospasmo e dispneia. 08-02-2024 - Reações cutâneas diversas, como por exemplo prurido, urticária, angioedema e mais raramente dermatoses exfoliativas e bolhosas (incluindo necrólise epidérmica e eritema multiforme). Foram notificados edema, hipertensão e insuficiência cardíaca em associação com AINEs. Não existem dados suficientes para excluir o risco de ocorrência destas situações com Apifen Mel e Limão sem açúcar. A seguinte lista de efeitos adversos refere-se aos efeitos registados com o flurbiprofeno nas doses não sujeitas a receita médica para tratamentos de curta duração: (Muito frequentes (≥1/10), Frequentes (≥1/100, <1/10), Pouco frequentes (≥1/1000, <1/100), Raros (≥1/10 000, <1/1000), Muito raros (<1/10 000), desconhecida (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis). Doenças do sangue e do sistema linfático: Desconhecida: anemia, trombocitopenia Doenças do sistema imunitário: Raros: reação anafilática Perturbações do foro psiquiátrico: Pouco frequentes: insónia Doenças do sistema nervoso: Frequentes: tonturas, dor de cabeça, parestesia Pouco frequentes: sonolência Doenças cardiovasculares e cerebrovasculares Desconhecida: Edema, hipertensão e insuficiência cardíaca Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino: Frequentes: irritação na garganta Pouco frequentes: exacerbação da asma e broncospasmo, dispneia, pieira, vesículas orofaríngeas, hipoestesia faríngea Doenças gastrointestinais: Frequentes: diarreia, ulceração da boca, náuseas, dor oral, parestesia oral, dor orofaríngea, desconforto oral (sensação de calor ou ardor ou formigueiro na boca) Pouco frequentes: distensão abdominal, dor abdominal, obstipação, boca seca, dispepsia, flatulência, glossodinia, disgeusia, disestesia oral, vómitos Afecções hepatobiliares: Desconhecida: hepatite Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos: Pouco frequentes: erupções cutâneas diversas, prurido Desconhecida: formas severas de reações cutâneas tais como reações bolhosas, incluindo a síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica Perturbações gerais e alterações no local de administração: Pouco frequentes: pirexia, dor 08-02-2024 Notificação de suspeitas de reações adversas A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício- risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.: Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) e-mail: [email protected]
4.9. Sobredosagem
Tendo em conta o baixo teor da substância ativa, é improvável que possa ocorrer uma sobredosagem. Sintomas: A maioria dos doentes que ingeriram quantidades clinicamente importantes de AINEs não desenvolvem mais sintomas do que náuseas, vómitos, dor epigástrica e mais raramente diarreia. Também é possível a manifestação de acufenos, cefaleia e hemorragia gastrointestinal. Em intoxicações mais graves com AINEs é observada toxicidade no sistema nervoso central, manifestando-se como sonolência, ocasionalmente excitação, visão turva e desorientação ou coma. Ocasionalmente, os doentes desenvolvem convulsões. Nas intoxicações graves com AINEs pode ocorrer acidose metabólica e o tempo de protrombina/INR (International Normalized Ratio) pode ser prolongado, provavelmente devido à interferência com as ações dos fatores de coagulação circulantes. Pode ocorrer insuficiência renal aguda e lesões hepáticas. É possível o agravamento da asma nos doentes asmáticos. Tratamento: O tratamento deve ser sintomático e de suporte, e incluir a manutenção das vias respiratórias livres e a monitorização dos sinais cardíacos e vitais até se tornarem estáveis. Deve ser considerada a administração de carvão ativado ou a lavagem gástrica e se necessário a correção dos eletrólitos séricos caso a ingestão não tenha ocorrido há mais de uma hora ou a quantidade seja potencialmente tóxica. Se as convulsões forem frequentes ou prolongadas, devem ser tratadas com diazepam intravenoso ou lorazepam. Administrar broncodilatadores para a asma. Não existe um antídoto específico para o flurbiprofeno.
5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS
5.1. Propriedades farmacodinâmicas
Grupo farmacoterapêutico: 6.1.1 Aparelho digestivo. Medicamentos que atuam na boca e orofaringe. De aplicação tópica. Código ATC R02AX01 08-02-2024
Mecanismo de ação O flurbiprofeno é um AINE derivado do ácido propiónico, que atua através da inibição da síntese de prostaglandinas. Efeitos farmacodinâmicos Em humanos, o flurbiprofeno tem propriedades analgésicas, antipiréticas e anti- inflamatórias potentes e a dose de 8,75 mg dissolvida em saliva artificial demonstrou a redução da síntese de prostaglandinas numa cultura de células respiratórias humanas. De acordo com estudos que usam o ensaio de sangue total, o flurbiprofeno é um inibidor misto COX-1/COX-2 com alguma seletividade para a COX-1. Estudos pré-clínicos sugerem que o enantiómero R (-) do flurbiprofeno e os AINEs relacionados podem atuar sobre o sistema nervoso central; o mecanismo sugerido é por inibição da COX-2 induzida ao nível da espinal medula. Eficácia e segurança clínicas Uma dose única de 8,75 mg de flurbiprofeno administrada localmente na garganta por meio de uma pastilha demonstrou aliviar a dor de garganta, incluindo inchaço e inflamação através de uma redução significativa (Diferença média LS) da intensidade da dor após 22 minutos (-5,5 mm), alcançando o máximo em 70 minutos (-13,7 mm) e permanecendo significativa por até 240 minutos (-3,5 mm) incluindo doentes com infeções estreptocócicas e não-estreptocócicas, redução na dificuldade de deglutir em 20 minutos (-6,7 mm), alcançando um máximo aos 110 minutos (-13, 9 mm) e até 240 minutos (-3,5 mm) e redução da sensação de inchaço na garganta em 60 minutos (-9,9 mm), alcançando um máximo aos 120 minutos (-11,4 mm) e até 210 minutos (-5,1 mm). A eficácia de doses múltiplas durante 24 horas, medida através do Sum of Pain Intensity Differences (SPID), demonstrou redução significativa na intensidade da dor de garganta (-473,7 mm*h a -529,1 mm*h), dificuldade em deglutir (-458,4 mm*h a -575,0 mm*h) e garganta inchada (-482,4 mm*h a -549,9 mm*h) com redução estatisticamente significativa da dor em cada intervalo de hora, durante 23 horas para as três situações, e aumento estatisticamente significativo do alívio da dor de garganta em cada hora, durante as 6 horas de avaliação. A eficácia de doses múltiplas após 24 horas e durante 5 dias também foi demonstrada. Para doentes a tomar antibióticos para o tratamento de infeções por estreptococos, verificou-se um maior alívio da intensidade, estatisticamente significativo, da dor de garganta para flurbiprofeno 8,75 mg a partir das 7 horas e após a toma de antibiótico. O efeito analgésico do flurbiprofeno 8,75 mg não foi reduzido pela administração de antibióticos para tratar os doentes com infeção estreptocócica na garganta. Duas horas após a administração da primeira dose, flurbiprofeno 8,75 mg pastilhas proporcionou resolução significativa de alguns dos sintomas associados à dor de garganta inicialmente presentes, incluindo tosse (50% vs. 4%), perda de apetite (84% vs. 57%) e estado febril (68% vs. 29%). A pastilha dissolve-se na boca em 5 a 12 minutos, proporcionando um efeito calmante e de revestimento mensurável em 2 minutos. População pediátrica 08-02-2024 Não foram efetuados estudos específicos em crianças. Os estudos de eficácia e segurança efetuados com pastilhas de flurbiprofeno 8,75 mg incluíram crianças entre os 12 e os 17 anos, no entanto a pequena dimensão da amostra significa que não podem ser retiradas conclusões estatísticas.
5.2. Propriedades farmacocinéticas
Absorção As pastilhas de flurbiprofeno dissolvem-se em 5 - 12 minutos e o flurbiprofeno é rapidamente absorvido, com deteção no sangue em 5 minutos e concentrações plasmáticas máximas em 40 - 45 minutos após administração, mantendo a concentração mínima média de 1,4 µg/ml, o que é aproximadamente 4,4 vezes menor que a dose de um comprimido de 50 mg. A absorção do flurbiprofeno pode ocorrer a partir da cavidade bucal, por difusão passiva. A taxa de absorção é dependente da forma farmacêutica, com concentrações máximas alcançadas mais rapidamente, mas com intensidade semelhante, do que as obtidas após a ingestão de uma dose equivalente. Distribuição O flurbiprofeno é rapidamente distribuído por todo o organismo e liga-se extensivamente às proteínas plasmáticas. Biotransformação/Eliminação O flurbiprofeno é principalmente metabolizado por hidroxilação e excretado através dos rins. Tem uma semivida de eliminação de 3 a 6 horas. O flurbiprofeno é excretado em quantidades muito pequenas no leite materno (menos de 0,05 µg/ml). Aproximadamente 20-25% da dose oral de flurbiprofeno é excretada inalterada. População idosa e pediátrica Não foram relatadas diferenças nos parâmetros farmacocinéticos entre voluntários idosos e adultos jovens após administração oral de comprimidos de flurbiprofeno. Não foram gerados dados farmacocinéticos para crianças com menos de 12 anos de idade após a administração de 8,75 mg de flurbiprofeno, no entanto a administração de xarope e supositórios de flurbiprofeno indicam que não existem diferenças significativas nos parâmetros farmacocinéticos em comparação com os de adultos.
5.3. Dados de segurança pré-clínica
Não existem dados pré-clínicos de relevância adicionais às informações já incluídas nas secções anteriores.
6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS
6.1. Lista dos excipientes
Isomalte Maltitol, líquido Macrogol 300 Óleo de hortelã-pimenta Aroma natural de limão (óleo de limão, terpenos, citral natural) Aroma a mel (propilenoglicol, substâncias aromatizantes) 08-02-2024
6.2. Incompatibilidades
Não aplicável.
6.3. Prazo de validade
2 anos.
6.4. Precauções especiais de conservação
Não conservar acima de 30°C.
6.5. Natureza e conteúdo do recipiente
Blisters de PVC-PVDC/Alumínio numa caixa de cartão impressa. Tamanhos da embalagem: 8, 12, 16, 24 pastilhas É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.
6.6. Precauções especiais de eliminação
Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.
7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
Bayer Portugal, Lda. Avenida Vítor Figueiredo nº4 - 4º piso 2790-255 Carnaxide
8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
Nº de registo: XXXXXXX – 8 pastilhas, 8,75 mg, blisters de PVC-PVDC/Alu Nº de registo: 5859566 – 12 pastilhas, 8,75 mg, blisters de PVC-PVDC/Alu Nº de registo: 5859574 – 16 pastilhas, 8,75 mg, blisters de PVC-PVDC/Alu Nº de registo: 5859608 – 24 pastilhas, 8,75 mg, blisters de PVC-PVDC/Alu
9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO
INTRODUÇÃO NO MERCADO Data da primeira autorização: 25 de agosto de 2023
10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO
[A ser concluído a nível nacional]
