Apixabano Pentafarma MG
Folheto informativo: Informação para o utilizador
Apixabano Pentafarma 5 mg comprimidos revestidos por película apixabano
Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento, pois contém informação importante para si. – Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente. – Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. – Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode ser- lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença. – Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Ver secção 4.
O que contém este folheto:
1. O que é Apixabano Pentafarma e para que é utilizado
2. O que precisa de saber antes de tomar Apixabano Pentafarma
3. Como tomar Apixabano Pentafarma
4. Efeitos indesejáveis possíveis
5. Como conservar Apixabano Pentafarma
6. Conteúdo da embalagem e outras informações
1. O que é Apixabano Pentafarma e para que é utilizado
Apixabano Pentafarma contém a substânia ativa apixabano e pertence a um grupo de medicamentos chamados anticoagulantes. Este medicamento ajuda a prevenir a formação de coágulos no sangue através do bloqueio do Fator Xa, que é um importante componente da formação de coágulos.
Apixabano Pentafarma é utilizado em adultos: – na prevenção da formação de coágulos no sangue no coração em doentes com batimento cardíaco irregular (fibrilhação auricular) e pelo menos outro fator de risco adicional. Os coágulos no sangue podem-se romper e deslocar para o cérebro causando um acidente vascular cerebral ou para outros órgãos impedindo o fluxo de sangue normal nesse órgão (também conhecido como embolismo sistémico). Um acidente vascular cerebral pode ser potencialmente fatal e requer cuidados médicos de imediato.
– no tratamento de coágulos no sangue nas veias das suas pernas (trombose venosa profunda) e nos vasos sanguíneos dos seus pulmões (embolia pulmonar), e na prevenção do reaparecimento de coágulos no sangue nos vasos sanguíneos das suas pernas e/ou pulmões.
Apixabano Pentafarma é utilizado em crianças com idade de 28 dias a menos de 18 anos para tratar coágulos de sangue e prevenir o reaparecimento de coágulos de sangue nas veias ou nos vasos sanguíneos dos pulmões.
Para a dose recomendada adequada ao peso corporal, ver secção 3.
2. O que precisa de saber antes de tomar Apixabano Pentafarma
Não tome Apixabano Pentafarma se: – tem alergia ao apixabano ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6); – se está a sangrar excessivamente; – tem uma doença num órgão do corpo que aumenta o risco de hemorragia (sangramento) grave (tal como úlcera recente ou activa do estômago ou intestino, hemorragia recente no cérebro); – tem doença do fígado que provoca aumento do risco de hemorragia (coagulopatia hepática); – está a tomar medicamentos para prevenir a coagulação do sangue (por exemplo, varfarina, rivaroxabano, dabigatrano ou heparina), a não ser se estiver a alterar o tratamento anticoagulante, enquanto tiver uma linha venosa ou arterial e lhe for administrada heparina através desta linha para a manter aberta, ou se um tubo for inserido no seu vaso sanguíneo (ablação por cateter) para tratar um batimento cardíaco irregular (arritmia).
Advertências e precauções
Fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro antes de tomar este medicamento se tiver algum dos seguintes: – aumento do risco de hemorragia, tais como: – alterações hemorrágicas, incluindo condições que resultem numa atividade diminuída das plaquetas; – tensão arterial muito elevada, não controlada por tratamento médico; – se tiver idade superior a 75 anos; – se tiver peso igual ou inferior a 60 kg; – doença grave dos rins ou se estiver a fazer diálise; – problema no fígado ou antecedentes de problema no fígado; – Este medicamento será utilizado com precaução nos doentes com alterações no fígado. tubo (cateter) ou se lhe foi administrada uma injeção na coluna vertebral (para anestesia ou alívio da dor), então o médico informá-lo-á para tomar este medicamento 5 horas ou mais após a remoção do cateter; – se tiver uma prótese valvular cardíaca; – se o seu médico verificar que a sua pressão arterial é instável ou outro tratamento ou cirúrgia esteja planeado para retirar o coágulo no sangue dos seus pulmões.
Tome especial cuidado com Apixabano Pentafarma – se tem uma doença chamada síndrome antifosfolipídica (uma doença do sistema imunitário que provoca um aumento do risco de coágulos sanguíneos), informe o seu médico, que decidirá se o tratamento necessita de ser alterado.
Se necessitar de uma cirurgia ou procedimento que possa causar hemorragia, o seu médico poderá pedir- lhe para parar temporariamente este medicamento por um curto período de tempo. Se não tiver a certeza se um procedimento pode causar hemorragia, pergunte ao seu médico.
Crianças e adolescentes Este medicamento não é recomendado em crianças e adolescentes com peso corporal inferior a 35 kg
Outros medicamentos e Apixabano Pentafarma Informe o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro se estiver a tomar, tiver tomado recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos.
Alguns medicamentos podem aumentar ou diminuir os efeitos de Apixabano Pentafarma. O seu médico irá decidir se deve ser tratado com Apixabano Pentafarma enquanto estiver a tomar estes medicamentos e como deve ser vigiado.
Os seguintes medicamentos podem aumentar os efeitos de Apixabano Pentafarma e aumentar a probabilidade de uma hemorragia não desejada: – alguns medicamentos para infeções causadas por fungos (por exemplo cetoconazol, etc.); – alguns medicamentos antivirais para o VIH/SIDA (por exemplo, ritonavir); – outros medicamentos utilizados para diminuir a formação de coágulos sanguíneos (por exemplo, enoxaparina, etc.); – anti-inflamatórios ou medicamentos para as dores (por exemplo, ácido acetilsalicílico ou naproxeno). Especialmente se tiver mais de 75 anos de idade e estiver a tomar ácido acetilsalicílico, poderá ter maiores probabilidades de hemorragia; – medicamentos para a pressão arterial elevada ou problemas cardíacos (por exemplo, diltiazem); – medicamentos antidepressivos designados inibidores seletivos da recaptação da serotonina ou inibidores da recaptação da serotonina-norepinefrina.
Os seguintes medicamentos podem diminuir a capacidade de Apixabano Pentafarma ajudar na prevenção da formação de coágulos no sangue: – medicamentos para prevenir epilepsia ou convulsões (por exemplo, fenitoína, etc.); – hipericão (suplemento à base de plantas utilizado para a depressão); – medicamentos para tratar a tuberculose ou outras infeções (por exemplo, rifampicina).
Gravidez e amamentação Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro antes de tomar este medicamento.
Os efeitos de Apixabano Pentafarma na gravidez e no feto são desconhecidos. Não deve tomar este medicamento se está grávida. Contacte o seu médico imediatamente se ficou grávida enquanto estava a tomar este medicamento.
Não se sabe se Apixabano Pentafarma passa para o leite humano materno. Consulte o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro antes de tomar este medicamento enquanto estiver a amamentar. Estes irão recomendar se deve parar de amamentar ou interromper/não iniciar a toma de este medicamento.
Condução de veículos e utilização de máquinas Apixabano Pentafarma não mostrou diminuir a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas.
Apixabano Pentafarma contém lactose (um tipo de açúcar) e sódio. Se foi informado pelo seu médico que tem intolerância a alguns açúcares, contacte-o antes de tomar este medicamento. Este medicamento contém menos de 1 mmol de sódio (23 mg) por comprimido, ou seja, é praticamente "isento de sódio".
3. Como tomar Apixabano Pentafarma
Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico. Fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro se tiver dúvidas.
Dose Engolir o comprimido com um copo com água. Apixabano Pentafarma pode ser tomado com ou sem alimentos. Tente tomar os comprimidos à mesma hora todos os dias para ter o melhor efeito do tratamento.
Caso tenha dificuldade em engolir o comprimido inteiro, fale com o seu médico sobre outras maneiras de tomar Apixabano Pentafarma. O comprimido pode ser esmagado e misturado com água, com glucose 5% em água, sumo de maçã ou puré de maçã, imediatamente antes de o tomar.
Instruções para esmagamento: • Esmague os comprimidos com um almofariz e um pilão. • Transfira todo o pó cuidadosamente para um recipiente adequado e de seguida, misture o pó com um pouco de, por exemplo, 30 ml (2 colheres de sopa) de água ou um dos outros líquidos mencionados acima para fazer a mistura. • Engula a mistura. • Lave o almofariz e o pilão que utilizou para esmagar o comprimido e o recipiente, com um pouco de água ou um dos outros líquidos (por exemplo, 30 ml), e engula este líquido de lavagem.
Se necessário, o seu médico deve dar-lhe os comprimidos de Apixabano Pentafarma esmagados, misturados em 60 ml de água ou 5% de glucose em água, através de um tubo nasogástrico.
Tome Apixabano Pentafarma como recomendado para o seguinte:
Na prevenção da formação de coágulos no sangue no coração em doentes com batimento cardíaco irregular e pelo menos um fator de risco adicional. A dose recomendada é de um comprimido de 5 mg de Apixabano Pentafarma duas vezes por dia.
A dose recomendada é de um comprimido de 2,5 mg de Apixabano Pentafarma duas vezes por dia se: – tiver o funcionamento dos rins muito reduzido; – dois ou mais dos seguintes forem aplicáveis à sua condição: – os resultados das suas análises ao sangue sugerirem que os seus rins funcionam mal (valor da creatinina sérica 1,5 mg/dl (133 micromol/l) ou superior); – idade igual ou superior a 80 anos; – peso igual ou inferior a 60 kg.
A dose recomendada é um comprimido duas vezes por dia, por exemplo, um de manhã e um à noite. O seu médico decidirá durante quanto tempo deverá continuar o tratamento.
Para tratamento de coágulos no sangue nas veias das suas pernas e coágulos no sangue nos vasos sanguíneos dos seus pulmões A dose recomendada é dois comprimidos de Apixabano Pentafarma 5 mg duas vezes por dia durante os primeiros 7 dias, por exemplo, dois de manhã e dois à noite. Após 7 dias, a dose recomendada é um comprimido de Apixabano Pentafarma 5 mg duas vezes por dia, por exemplo, um de manhã e um à noite.
Para prevenção do reaparecimento de coágulos no sangue após completar 6 meses de tratamento A dose recomendada é um comprimido de Apixabano Pentafarma 2,5 mg duas vezes por dia, por exemplo, um de manhã e um à noite. O seu médico decidirá durante quanto tempo deverá continuar o tratamento.
Utilização em crianças e adolescentes
Para tratar coágulos de sangue e prevenir o reaparecimento de coágulos de sangue nas veias ou nos vasos sanguíneos dos pulmões.
Tome ou administre este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico, ou o médico ou farmacêutico da criança. Fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro, ou o médico, farmacêutico ou enfermeiro da criança, se tiver dúvidas.
Tente tomar ou administrar a dose à mesma hora todos os dias para ter o melhor efeito do
tratamento. A dose de Apixabano Pentafarma depende do peso corporal e será calculada
pelo médico. A dose recomendada para crianças e adolescentes um peso mínimo de 35 kg é dois comprimidos de Apixabano Pentafarma 5 mg duas vezes por dia durante os primeiros 7 dias, por exemplo, dois de manhã e dois à noite. Após 7 dias, a dose recomendada é um comprimido de Apixabano Pentafarma 5 mg duas vezes por dia, por exemplo, um de manhã e um à noite.
Para pais e prestadores de cuidados: observe a criança de forma a garantir que a dose é completamente tomada.
É importante comparecer às consultas agendadas com o médico, uma vez que a dose pode ter de ser ajustada mediante as alterações de peso.
O seu médico poderá alterar o seu tratamento anticoagulante do seguinte modo:
– Alterar de Apixabano Pentafarma para medicamentos anticoagulantes Parar de tomar Apixabano Pentafarma. Iniciar o tratamento com os medicamentos anticoagulantes (por exemplo heparina) na altura em que estaria a tomar o comprimido seguinte.
– Alterar de medicamentos anticoagulantes para Apixabano Pentafarma Parar de tomar os medicamentos anticoagulantes. Iniciar o tratamento com Apixabano Pentafarma na altura em que estaria a tomar a dose seguinte do medicamento anticoagulante, depois prosseguir normalmente.
– Alterar o tratamento com anticoagulantes contendo antagonistas da vitamina K (por exemplo varfarina) para Apixabano Pentafarma Parar de tomar o medicamento contendo o antagonista da vitamina K O seu médico necessitará de lhe realizar análises ao sangue e indicar quando começará a tomar Apixabano Pentafarma.
– Alterar de Apixabano Pentafarma para tratamento anticoagulante contendo antagonistas da vitamina K (por exemplo varfarina). Se o seu médico lhe disser que tem de começar a tomar o medicamento contendo um antagonista da vitamina K, continuar a tomar Apixabano Pentafarma durante pelo menos 2 dias após a primeira dose do medicamento contendo o antagonista da vitamina K. O seu médico necessitará de lhe realizar análises ao sangue e indicar quando começará a tomar Apixabano Pentafarma.
Doentes submetidos a cardioversão Se o seu ritmo cardíaco for anormal e houver necessidade de normalizá-lo através de um procedimento chamado cardioversão, tome este medicamento tal como indicado pelo seu médico, de forma a prevenir coágulos de sangue nos vasos sanguíneos do seu cérebro e noutros vasos sanguíneos do seu corpo.
Se tomar mais Apixabano Pentafarma do que deveria Contacte o seu médico imediatamente se tomou mais este medicamento do que a dose que o médico lhe receitou. Leve consigo a embalagem do medicamento mesmo que já não tenha comprimidos.
Se tomar mais Apixabano Pentafarma do que o recomendado poderá ter um aumento do risco de hemorragia. Se ocorrer hemorragia poderá ser necessária cirurgia, transfusões de sangue ou outros tratamentos que possam reverter a atividade antifator Xa.
Caso se tenha esquecido de tomar Apixabano Pentafarma – Caso se tenha esquecido de tomar uma dose matinal, tome-a assim que se lembrar e pode ser tomada em conjunto com adose noturna. – Uma dose noturna esquecida apenas pode ser tomada nessa mesma noite. Não tome duas doses na manhã seguinte, em vez disso, prossiga normalmente, duas vezes por dia conforme recomendado no dia seguinte. Pergunte ao seu médico, farmacêutico ou enfermeiro se não tem a certeza do que fazer ou se se esqueceu de tomar mais do que uma dose.
Se parar de tomar Apixabano Pentafarma Não pare de tomar este medicamento sem falar primeiro com o seu médico, porque, se parar o tratamento antes do tempo, o risco de formação de coágulos no sangue pode aumentar.
Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.
4. Efeitos indesejáveis possíveis
Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se manifestem em todas as pessoas. O efeito indesejável mais frequente deste medicamento é a hemorragia que pode ser potencialmente fatal e requer cuidados médicos de imediato.
Os efeitos indesejáveis que se seguem são conhecidos se tomar Apixabano Pentafarma para a prevenção da formação de coágulos no sangue no coração em doentes com batimento cardíaco irregular e pelo menos outro fator de risco adicional.
Efeitos indesejáveis frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas)
– Hemorragia incluindo: – nos olhos; – no estômago ou intestino; – no reto; – sangue na urina; – do nariz; – das gengivas; – nódoas negras e inchaço; – Anemia que pode causar cansaço ou palidez; – Pressão arterial baixa que pode causar sensação de desmaio ou batimentos cardíacos acelerados; – Náuseas (sentir-se enjoado); – As análises laboratoriais ao sangue podem mostrar: – um aumento na gama-glutamiltransferase (GGT).
Efeitos indesejáveis pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas)
– Hemorragia: – no cérebro ou na coluna vertebral; – na boca ou presença de sangue na saliva quando tosse; – no abdómen ou da vagina; – sangue vivo/vermelho nas fezes; – hemorragia após cirurgia incluindo nódoas negras e inchaço, perdas de sangue ou líquido da ferida/incisão cirúrgica (secreção da ferida) ou do local de injeção; – de uma hemorroida; – análises laboratoriais detetando presença de sangue nas fezes e na urina; – Número diminuído de plaquetas no sangue (podendo afetar a coagulação); – As análises laboratoriais ao sangue podem mostrar: – perturbações na função do fígado; – um aumento de algumas enzimas do fígado; – um aumento da bilirrubina, um produto de degradação dos glóbulos vermelhos do sangue que pode causar amarelecimento da pele e olhos; – Erupção cutânea; – Comichão; – Perda de cabelo; – Reações alérgicas (hipersensibilidade) que podem causar: inchaço da face, lábios, boca, língua e/ou garganta e dificuldade em respirar. Contacte o seu médico imediatamente se tiver algum destes sintomas.
Efeitos indesejáveis raros (podem afetar até 1 em 1.000 pessoas)
– Hemorragia: – nos pulmões ou garganta; – no espaço atrás da cavidade abdominal; – nos músculos
Efeitos indesejáveis muito raros (podem afetar até 1 em 10.000 pessoas)
– Erupção cutânea que pode formar bolhas e se parecem com pequenos alvos (manchas escuras centrais rodeadas por uma área mais pálida, com um anel escuro ao redor da borda) (eritema multiforme).
Desconhecida (a frequência não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis) – Inflamação dos vasos sanguíneos (vasculite) que pode resultar em erupção cutânea ou manchas pontiagudas, achatadas, vermelhas e arredondadas sob a superfície da pele ou hematomas. – Hemorragia no rim, por vezes com presença de sangue na urina, levando à incapacidade dos rins funcionarem adequadamente (nefropatia relacionada com anticoagulantes).
Os efeitos indesejáveis que se seguem são conhecidos se tomar Apixabano Pentafarma para o tratamento ou a prevenção do reaparecimento de coágulos no sangue nas veias das suas pernas e coágulos no sangue e nos vasos sanguíneos dos seus pulmões.
Efeitos indesejáveis frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas)
– Hemorragia incluindo: – do nariz; – das gengivas; – sangue na urina; – nódoas negras e inchaço; – no estômago, intestino e do reto; – na boca; – da vagina; – Anemia que pode causar cansaço ou palidez; – Número diminuído de plaquetas no sangue (podendo afetar a coagulação); – Náuseas (sentir-se enjoado); – Erupção cutânea; – As análises laboratoriais ao sangue podem mostrar: – um aumento na gama-glutamiltransferase (GGT) ou na alanina aminotransferase (ALT).
Efeitos indesejáveis pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas)
– Pressão arterial baixa que pode causar sensação de desmaio ou batimentos cardíacos acelerados – Hemorragia: – nos olhos; – na boca ou presença de sangue na saliva quando tosse; – sangue vivo/vermelho nas fezes; – análises laboratoriais detetando presença de sangue nas fezes e na urina; – hemorragia após cirurgia incluindo nódoas negras e inchaço, perdas de sangue ou líquido da ferida/incisão cirúrgica (secreção da ferida) ou do local de injeção; – de uma hemorroida; – nos músculos; – Comichão; – Perda de cabelo; – Reações alérgicas (hipersensibilidade) que podem causar: inchaço da face, lábios, boca, língua e/ou garganta e dificuldade em respirar. Contacte o seu médico imediatamente se tiver algum destes sintomas. – As análises laboratoriais ao sangue podem mostrar: – perturbações na função do fígado; – um aumento de algumas enzimas do fígado; – um aumento da bilirrubina, um produto de degradação dos glóbulos vermelhos do sangue que pode causar amarelecimento da pele e olhos.
Efeitos indesejáveis raros (podem afetar até 1 em 1.000 pessoas)
Hemorragia: – no cérebro ou na coluna vertebral; – nos pulmões.
Desconhecida (a frequência não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis) – Hemorragia: – no abdómen ou no espaço atrás da cavidade abdominal. – Erupção cutânea que pode formar bolhas e se parecem com pequenos alvos (manchas escuras centrais rodeadas por uma área mais pálida, com um anel escuro ao redor da borda) (eritema multiforme). – Inflamação dos vasos sanguíneos (vasculite) que pode resultar em erupção cutânea ou manchas pontiagudas, achatadas, vermelhas e arredondadas sob a superfície da pele ou hematomas. – Hemorragia no rim, por vezes com presença de sangue na urina, levando à incapacidade dos rins funcionarem adequadamente (nefropatia relacionada com anticoagulantes).
Efeitos indesejáveis adicionais em crianças e adolescentes
Informe o médico da criança imediatamente se observar algum destes sintomas: – Reações alérgicas (hipersensibilidade) que podem causar: inchaço da face, lábios, boca, língua e/ou garganta e dificuldade para respirar. A frequência destes efeitos indesejáveis é frequente (podem afetar até 1 em 10 pessoas).
De modo geral, os efeitos indesejáveis observados em crianças e adolescentes tratados com Apixabano Pentafarma foram semelhantes em termos de tipo aos observados em adultos e foram principalmente ligeiros a moderados em termos de gravidade. Os efeitos indesejáveis que foram observados com mais frequência em coágulo sanguíneo no nariz foram hemorragias nasais e hemorragias vaginais anormais.
Efeitos indesejáveis muito frequentes (podem afetar mais de 1 em 10 pessoas)
– Hemorragia, incluindo: – da vagina; – do nariz.
Efeitos indesejáveis frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas)
– Hemorragia, incluindo: – das gengivas; – sangue na urina; – nódoas negras e inchaço; – do intestino ou reto; – sangue vivo/vermelho nas fezes; – hemorragia após uma cirurgia, incluindo nódoas negras e inchaço, perdas de sangue ou líquido da ferida/incisão cirúrgica (secreção de ferida) ou do local de injeção; – Perda de cabelo; – Anemia que pode causar cansaço ou palidez; – Número diminuído de plaquetas no sangue da criança (podendo afetar a coagulação); – Náuseas (sensação de indisposição); – Erupção cutânea; – Comichão; – Pressão arterial baixa que pode causar sensação de desmaio ou batimentos cardíacos acelerados na criança. – As análises laboratoriais ao sangue podem mostrar: – perturbações na função do fígado; – um aumento de algumas enzimas do fígado; – um aumento da alanina aminotransferase (ALT).
Desconhecida (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis) – Hemorragia: – no abdómen ou no espaço atrás da cavidade abdominal; – no estômago; – nos olhos; – na boca; – de uma hemorroida; – na boca ou presença de sangue na saliva quando tosse; – no cérebro ou na coluna vertebral; – nos pulmões; – nos músculos; – Erupção cutânea que pode formar bolhas e se parecem com pequenos alvos (manchas escuras centrais rodeadas por uma área mais pálida, com um anel escuro ao redor da borda) (eritema multiforme); – Inflamação dos vasos sanguíneos (vasculite) que pode resultar em erupção cutânea ou manchas pontiagudas, achatadas, vermelhas e arredondadas sob a superfície da pele ou hematomas. – As análises laboratoriais ao sangue podem mostrar: – um aumento na gama-glutamiltransferase (GGT); – análises detetando presença de sangue nas fezes e na urina – Hemorragia no rim, por vezes com presença de sangue na urina, levando à incapacidade dos rins funcionarem adequadamente (nefropatia relacionada com anticoagulantes).
Comunicação de efeitos indesejáveis Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente ao INFARMED, I.P. através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.
Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]
5. Como conservar Apixabano Pentafarma
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.
Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem exterior e no blister, após “VAL”. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.
O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.
Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.
6. Conteúdo da embalagem e outras informações
Qual a composição de Apixabano Pentafarma • A substância ativa é o apixabano. Cada comprimido contém 5 mg de apixabano. • Os outros componentes são: Núcleo do comprimido: lactose anidra, celulose microcristalina, celulose microcristalina 101, croscarmelose sódica, laurilsulfato de sódio, estearato de magnésio Revestimento: lactose mono-hidratada, hipromelose, dióxido de titânio (E171), triacetina, óxido de ferro vermelho (E172).
Qual o aspeto de Apixabano Pentafarma e conteúdo da embalagem
Os comprimidos revestidos por película são cor de rosa, ovais, com 11.0 mm ± 0.2 mm de comprimento e 6.2 mm ± 0.2 mm de largura.
São acondicionados em blisters em embalagens de 20, 28 e 60 comprimidos revestidos por película.
É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.
Cartão do Doente: informação de utilização No interior da embalagem de Apixabano Pentafarma irá encontrar junto com o Folheto Informativo um Cartão do Doente ou o seu médico poderá dar-lhe um cartão semelhante. Este Cartão do Doente inclui informação que lhe será útil e irá alertar os médicos de que está a tomar Apixabano Pentafarma. Deve manter este cartão sempre consigo.
1. Pegue no cartão.
2. Destaque o seu idioma (facilitado pelo picotado)
3. Preencha as secções seguintes ou peça ao seu médico que o faça:
– Nome: – Data de Nascimento: – Indicação: – Dose: _____ mg duas vezes por dia – Nome do Médico: – Contacto do Médico:
4. Dobre o cartão e mantenha-o sempre consigo
Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricantes
Titular da Autorização de Introdução no Mercado Pentafarma – Sociedade Técnico Medicinal, S.A. Rua da Tapada Grande, n.º 2 Abrunheira 2710-228 Sintra Portugal
Fabricantes Atlantic Pharma – Produções Farmacêuticas, S.A. Rua da Tapada Grande, n.º 2 Abrunheira 2710-228 Sintra Portugal
Tecnimede – Sociedade Técnico-Medicinal, S.A. Quinta da Cerca, Caixaria 2565-187 Dois Portos Portugal
Este folheto foi revisto pela última vez em novembro de 2025
⚕Para profissionais — Resumo das Características do Medicamento (RCM)Ficha técnica completa: posologia, interações, contraindicações, advertências+
1. NOME DO MEDICAMENTO
Apixabano Pentafarma 5 mg comprimidos revestidos por película
2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA
Cada comprimido revestido por película contém 5 mg de apixabano.
Excipiente(s) com efeito conhecido
Cada comprimido revestido por película de 5 mg contém 127,4 mg de lactose (ver secção 4.4).
Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.
3. FORMA FARMACÊUTICA
Comprimido revestido por película (comprimido)
Comprimidos revestidos por película cor de rosa, ovais, com 11.0 mm ± 0.2 mm de comprimento e
6.2. mm ± 0.2 mm de largura.
4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS
4.1. Indicações terapêuticas
Adultos
Prevenção de acidente vascular cerebral e embolismo sistémico em doentes adultos com fibrilhação auricular não valvular com um ou mais fatores de risco tais como acidente vascular cerebral ou acidente isquémico transitório prévios; idade ≥ 75 anos; hipertensão; diabetes mellitus; insuficiência cardíaca sintomática (Classe NYHA ≥ II).
Tratamento de trombose venosa profunda (TVP) e embolia pulmonar (EP), e prevenção de TVP recorrente e EP em adultos (para doentes com EP hemodinamicamente instáveis ver secção 4.4).
População pediátrica
Tratamento de tromboembolismo venoso (TEV) e prevenção de TEV recorrente em doentes pediátricos com idade de 28 dias a menos de 18 anos.
4.2. Posologia e modo de administração
Posologia
Prevenção de acidente vascular cerebral e embolismo sistémico em doentes adultos com fibrilhação auricular não valvular A dose recomendada de apixabano é de 5 mg tomada por via oral, duas vezes por dia. Redução da dose A dose recomendada de apixabano é de 2,5 mg tomada por via oral, duas vezes por dia em doentes com fibrilhação auricular não valvular e com, pelo menos, duas das seguintes características: idade ≥ 80 anos, peso corporal ≤ 60 kg, ou creatinina sérica ≥ 1,5 mg/dl (133 micromol/l).
A terapia deverá ser continuada a longo prazo.
Tratamento de TVP, tratamento de EP e prevenção de TVP recorrente e EP (TEVt) em adultos A dose recomendada de apixabano para o tratamento de TVP aguda e tratamento da EP é 10 mg via oral duas vezes por dia durante os primeiros 7 dias, seguido de 5 mg via oral duas vezes por dia. Segundo as normas de orientação clínica, a terapêutica de curta duração (pelo menos 3 meses) deve basear-se em fatores de risco transitórios (por exemplo, cirurgia recente, trauma, imobilização).
A dose recomendada de apixabano para a prevenção de TVP recorrente e EP é 2,5 mg via oral duas vezes por dia. Quando a prevenção de TVP recorrente e EP está indicada, deve ser iniciada a dose de 2,5 mg duas vezes por dia, após completar 6 meses de tratamento com apixabano 5 mg duas vezes por dia ou com outro anticoagulante, conforme abaixo indicado na tabela 1 (ver também secção 5.1).
Tabela 1: Recomendação de dose (TEVt) Esquema posológico Dose diária máxima 10 mg duas vezes por dia durante os primeiros 7 dias 20 mg Tratamento de TVP ou EP seguido de 5 mg duas vezes por dia 10 mg Prevenção de TVP recorrente e/ou EP após completar 6 meses 2,5 mg duas vezes por dia 5 mg de tratamento de TVP ou EP
A duração da terapêutica completa deve ser individualizada após avaliação cuidadosa do benefício do tratamento em relação ao risco de hemorragia (ver secção 4.4).
Tratamento de TEV e prevenção de TEV recorrente em doentes pediátricos O tratamento com apixabano para doentes pediátricos com idade de 28 dias a menos de 18 anos deve ser iniciado após um tratamento parentérico inicial com anticoagulantes com uma duração mínima de 5 dias. (ver secção 5.1).
O tratamento com apixabano em doentes pediátricos baseiam-se dosagens segundo o peso corporal. A dose recomendada de apixabano em doentes pediátricos com peso ≥35 kg é apresentada na tabela 2.
Tabela 2: Recomendação de dose para o tratamento de TEV e prevenção de TEV recorrente em doentes pediátricos com peso ≥ 35 kg (após anticoagulação parentérica inicial)
Dias 1 - 7 Dia 8 e dias posteriores Peso corporal Esquema Dose diária Esquema Dose diária (kg) posológico máxima posológico máxima ≥ 35 10 mg duas vezes 20 mg 5 mg duas vezes 10 mg por dia por dia
Para doentes pediátricos com peso < 35 kg, consulte o resumo das características do medicamento de Apixabano Pentafarma granulado em cápsulas para abrir e de Apixabano Pentafarma granulado revestido em saquetas.
Com base nas diretrizes de tratamento de TEV na população pediátrica, a duração da terapêutica completa deve ser individualizada após avaliação cuidadosa do benefício do tratamento em relação ao risco de hemorragia (ver secção 4.4).
Dose esquecida para doentes adultos e pediátricos Uma dose matinal esquecida deve ser tomada de imediato assim que for detetada e pode ser tomada com a dose noturna. Uma dose noturna esquecida apenas pode ser tomada na respetiva noite. O doente não deve tomar duas doses na manhã seguinte. O doente deve continuar a toma da dose habitual duas vezes por dia, conforme recomendado, no dia seguinte.
Alteração do tratamento A alteração do tratamento de anticoagulantes por via parentérica para Apixabano Pentafarma (e vice versa) pode ser efetuada na dose seguinte programada (ver secção 4.5). Estes fármacos não devem ser administrados em simultâneo.
Alteração de terapia com antagonistas da vitamina K para Apixabano Pentafarma Quando se alterar a terapia a doentes de antagonistas da vitamina K para Apixabano Pentafarma, a varfarina ou outro antagonista da vitamina K devem ser interrompidos e deve ser iniciado Apixabano Pentafarma quando o international normalized ratio (INR) for < 2.
Alteração de terapia com Apixabano Pentafarma para terapia com antagonistas da vitamina K Quando se alterar a terapia a doentes de Apixabano Pentafarma para antagonistas da vitamina K, a administração de Apixabano Pentafarma deve ser continuada durante pelo menos 2 dias após o início da terapia com antagonistas da vitamina K. Após 2 dias de coadministração de terapia de Apixabano Pentafarma com antagonistas da vitamina K, deve ser obtido um INR antes da dose seguinte programada de Apixabano Pentafarma. A coadministração da terapia de Apixabano Pentafarma e antagonistas da vitamina K deve ser continuada até o INR ser ≥ 2. Não existem dados disponíveis para doentes pediátricos
Idosos
Tratamento de TEV – Não é necessário efetuar ajuste posológico (ver secções 4.4 e 5.2).
FANV – Não é necessário efetuar ajuste da dose, a não ser que existam os critérios para redução da dose (ver Redução da dose no início da secção 4.2).
Compromisso renal
Doentes adultos
Em doentes adultos com compromisso renal ligeiro ou moderado, são aplicáveis as seguintes recomendações:
- para o tratamento de TVP, tratamento de EP e prevenção de TVP e EP (TEVt) recorrentes (ver secção 5.2).
- uma redução de dose é necessária (ver o subtítulo acima relativo à redução da dose) para a prevenção de acidente vascular cerebral e embolismo sistémico em doentes com fibrilhação auricular não valvular e creatinina sérica ≥ 1,5 mg/dl (133 micromol/l) associada com idade ≥ 80 anos ou peso corporal ≤ 60 kg. Não é necessário ajuste de dose na ausência de outros critérios para redução de dose (idade, peso corporal) (ver secção 5.2).
Em doentes adultos com compromisso renal grave (depuração da creatinina 15-29 ml/min) são aplicáveis as seguintes recomendações (ver secções 4.4 e 5.2):
- apixabano deve ser utilizado com precaução para o tratamento de TVP, tratamento de EP e prevenção de TVP recorrente e EP (TEVt);
- para a prevenção de acidente vascular cerebral e embolismo sistémico em doentes com fibrilhação auricular não valvular, deve ser administrada aos doentes uma dose mais baixa de apixabano de 2,5 mg duas vezes por dia.
Em doentes com depuração de creatinina < 15 ml/min, ou em doentes a realizar diálise, não existe experiência clínica, logo apixabano não é recomendado (ver secções 4.4 e 5.2).
População pediátrica Com base em dados de adultos e dados limitados de doentes pediátricos (ver secção 5.2), não é necessário efetuar o ajuste da dose em doentes pediátricos com compromisso renal ligeiro a moderado.
Apixabano não esta recomendado em doentes pediátricos com compromisso renal grave (ver secção 4.4)
Adeção hepática Apixabano Pentafarma é contraindicado em doentes adultos com doença hepática associada a coagulopatia e a um risco de hemorragia clinicamente relevante (ver secção 4.3).
Não é recomendado em doentes com afeção hepática grave (ver secções 4.4 e 5.2).
Deve ser utilizado com precaução em doentes com afeção hepática ligeira a moderada (Child Pugh A ou B). Em doentes com afeção hepática ligeira a moderada não é necessário efetuar ajuste da dose (ver secções 4.4. e 5.2).
Os doentes com os valores das enzimas do fígado aumentados (alanina aminotransferase (ALT)/ aspartato aminotransferase (AST) >2 x LSN ou bilirrubina total ≥1,5 x LSN) foram excluídos dos estudos clínicos. Consequentemente, Apixabano Pentafarma deve ser utilizado com precaução nesta população (ver secções 4.4 e 5.2). Antes de iniciar Apixabano Pentafarma devem ser efetuados testes à função hepática.
Apixabano não foi estudado em doentes pediátricos com afeção hepática
Peso corporal Tratamento de TEV – Não é necessário ajuste posológico em adultosa(ver secções 4.4 e 5.2).
FANV – Não é necessário efetuar ajuste da dose, a não ser que existam os critérios para redução da dose (ver Redução da dose no início da secção 4.2).A administração pediátrica de apixabano baseia-se num regime de dose fixa baseada no peso corporal (ver secção 4.2). Sexo Não é necessário efetuar ajuste da dose (ver secção 5.2).
Doentes submetidos a ablação por cateter (FANV) Os doentes podem continuar a utilizar apixabano durante a ablação por cateter (ver secções 4.3, 4.4 e 4.5).
Doentes submetidos a cardioversão A administração de apixabano pode ser iniciada ou continuada em doentes adultos com fibrilhação auricular não valvular que possam necessitar de cardioversão.
Aos doentes não previamente tratados com anticoagulantes, deve ser considerada a exclusão do trombo auricular esquerdo utilizando uma abordagem guiada por imagem (por exemplo, ecocardiograma transesofágico (ETE) ou tomografia computorizada (TC)) antes da cardioversão, de acordo com as diretrizes médicas estabelecidas. Para doentes que iniciem o tratamento com apixabano, devem ser administrados 5 mg duas vezes por dia durante, pelo menos, 2,5 dias (5 doses únicas) antes da cardioversão para assegurar uma anticoagulação adequada (ver secção 5.1). O regime posológico deve ser reduzido para 2,5 mg de apixabano administrado duas vezes por dia durante, pelo menos, 2,5 dias (5 doses únicas), se o doente cumprir os critérios para redução da dose (ver as secções Redução da Dose e Compromisso Renal).
Se for necessária a cardioversão antes de serem administradas 5 doses de apixabano, deve ser administrada uma dose de carga de 10 mg, seguida de 5 mg duas vezes por dia. O regime posológico deve ser reduzido para uma dose de carga de 5 mg, seguida de 2,5 mg duas vezes por dia, se o doente cumprir os critérios de redução da dose (ver as secções Redução da Dose e Compromisso Renal acima). A dose de carga deve ser administrada pelo menos 2 horas antes da cardioversão (ver secção 5.1).
Para todos os doentes submetidos a cardioversão, é necessário confirmar que o doente tomou apixabano conforme prescrito, antes da cardioversão. Para as decisões sobre o início e a duração do tratamento deve ter-se em consideração as orientações estabelecidas para o tratamento anticoagulante em doentes submetidos a cardioversão.
Doentes com FANV e síndrome coronário agudo (SCA) e/ou intervenção coronária percutânea (ICP) Quando utilizado em combinação com agentes antiplaquetários em doentes com SCA e/ou ICP submetida após a hemostase ter sido alcançada, a experiência de tratamento com apixabano na dose recomendada para doentes com FANV é limitada (ver secções 4.4, 5.1).
População pediátrica A segurança e eficácia de Apixabano Pentafarma em doentes pediátricos com idade de 28 dias a menos de 18 anos não foram estabelecidas em indicações além do tratamento de TEV ou da prevenção de TEV recorrente. Não existem dados disponíveis para neonatos e para outras indicações (ver também a secção 5.1). Por conseguinte, Apixabano Pentafarma não é recomendado para ser utilizado em neonatos e em doentes pediátricos com idade de 28 dias a menos de 18 anos em indicações além do tratamento de tromboembolismo venoso (TEV) ou da prevenção de TEV recorrente. .
A segurança e eficácia de Apixabano Pentafarma em crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos, não foram estabelecidas para a indicação de prevenção de tromboembolismo. Os dados atualmente disponíveis sobre a prevenção da ocorrência de tromboembolismos encontram-se descritos na secção 5.1, mas não pode ser feita qualquer recomendação posológica
Modo de administração em doentes adultos e pediátricos
Via oral. Apixabano Pentafarma deve ser deglutido com água, com ou sem alimentos.
Para doentes que sejam incapazes de deglutir o comprimido inteiro, os comprimidos de Apixabano Pentafarma podem ser esmagados e suspensos em água, em 5% de glucose em água, sumo de maçã ou puré de maçã e administrados imediatamente por via oral (ver secção 5.2). Alternativamente, os comprimidos de Apixabano Pentafarma podem ser esmagados e suspensos em 60 ml de água ou em 5% de glucose em água, e imediatamente distribuídos através de um tubo nasogástrico(ver secção 5.2). Os comprimidos esmagados de Apixabano Pentafarma são estáveis em água, em 5% de glucose em água, em sumo de maçã, e em puré de maçã até 4 horas.
4.3. Contraindicações
• Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1. • Hemorragia ativa clinicamente significativa. • Doença hepática associada a coagulopatia e risco de hemorragia clinicamente relevante (ver secção 5.2). • Lesão ou condição se considerada um fator de risco para hemorragia major. Tal pode incluir ulceração gastrointestinal atual ou recente, presença de neoplasias malignas com risco elevado de hemorragia, lesão cerebral ou espinal recente, cirurgia cerebral, espinal ou oftalmológica recente, hemorragia intracraniana recente, varizes esofágicas conhecidas ou suspeitas, malformações arteriovenosas, aneurismas vasculares ou alterações vasculares intraspinais ou intracerebrais major. • Tratamento concomitante com qualquer outro agente anticoagulante, por exemplo heparina não fracionada, heparinas de baixo peso molecular (enoxaparina, dalteparina, etc.), derivados da heparina (fondaparinux, etc.), anticoagulantes orais (varfarina, rivaroxabano, dabigatrano, etexilato etc.), exceto em caso de circunstâncias específicas de alteração da terapia anticoagulante (ver secção 4.2), quando a heparina não fracionada for administrada em doses necessárias para manter um cateter central venoso ou arterial aberto ou quando a heparina não fracionada for administrada durante a ablação por cateter da fibrilhação auricular (ver secções 4.4 e 4.5).
4.4. Advertências e precauções especiais de utilização
Risco hemorrágico
Assim como com outros anticoagulantes, os doentes a tomar apixabano devem ser cuidadosamente observados quanto a sinais de hemorragia. É recomendado que seja utilizado com precaução em situações com risco hemorrágico aumentado. A administração de apixabano deverá ser interrompida se ocorrer hemorragia grave (ver secções 4.8 e 4.9).
Apesar do tratamento com apixabano não requerer monitorização da exposição em rotina, um ensaio anti-fator Xa quantitativo calibrado pode ser útil em situações excecionais em que o conhecimento da exposição ao apixabano pode ser útil na informação para decisões clínicas, por exemplo sobredosagem e cirurgia de emergência (ver secção 5.1).
Está disponível para adultos um agente de reversão específico (andexanet alfa) que antagoniza o efeito farmacodinâmico de apixabano. No entanto, a segurança e eficácia não foram estabelecidas em doentes pediátricos (consultar o resumo das características do medicamento de andexanet alfa). Pode ser considerada a transfusão de plasma fresco congelado ou a administração de concentrado de complexo de protrombina (CCP) ou do fator recombinante VIIa. No entanto, não existe experiência clínica com a utilização de medicamentos de fator 4 de CPP para reverter hemorragias em doentes pediátricos e adultos que tenham recebido apixabano. .
Interação com outros medicamentos que afetam a hemostase
Devido ao maior risco de hemorragia, o tratamento concomitante com quaisquer outros anticoagulantes é contraindicado (ver secção 4.3).
A utilização concomitante de apixabano com agentes antiplaquetários aumenta o risco de hemorragia (ver secção 4.5).
Deve ter-se precaução se os doentes estão a ser tratados concomitantemente com inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS), inibidores da recaptação da serotonina-norepinefrina (IRSN) ou medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINE), incluindo ácido acetilsalicílico.
Após cirurgia, outros inibidores da agregação plaquetária não são recomendados concomitantemente com apixabano (ver secção 4.5).
Nos doentes com fibrilhação auricular e condições que requeiram terapia antiplaquetária em monoterapia ou terapia dupla, deve ser feita uma avaliação cuidadosa dos potenciais benefícios em relação aos potenciais riscos antes de associar esta terapia com apixabano.
Num estudo clínico em doentes adultos com fibrilhação auricular, a utilização concomitante de ácido acetilsalicílico aumentou o risco de hemorragia major do apixabano, de 1,8% por ano para 3,4% por ano e aumentou o risco de hemorragia da varfarina de 2,7% por ano para 4,6% por ano. Neste estudo clínico, houve utilização limitada (2,1 %) de terapia antiplaquetária dupla concomitante (ver secção 5.1).
Um estudo clínico incluiu doentes com fibrilhação auricular com SCA e/ou submetidos a ICP e um período de tratamento planeado com um inibidor de P2Y12, com ou sem ácido acetilsalicílico, e um anticoagulante oral (quer apixabano ou vitamina K) por 6 meses. O uso concomitante de ácido acetilsalicílico aumentou o risco de hemorragia major pelos critérios da ISTH (International Society on Thrombosis and Haemostasis) ou hemorragia CRNM (clinicamente relevante não-major) em indivíduos tratados com apixabano de 16,4% por ano para 33,1% por ano (ver secção 5.1).
Num estudo clínico em doentes de risco elevado após síndrome coronário agudo sem fibrilhação auricular, caracterizado por comorbilidades múltiplas cardíacas e não cardíacas, que receberam ácido acetilsalicílico ou a associação de ácido acetilsalicílico e clopidogrel, foi notificado um aumento significativo no risco de hemorragia major definida pelos critérios da ISTH para o apixabano (5,13 % por ano) em comparação com o placebo (2,04 % por ano).
No estudo CV185325, não foram notificados acontecimentos hemorrágicos clinicamente importantes nos 12 doentes pediátricos tratados diária e concomitantemente com apixabano e ácido acetilsalicílico ≤ 165 mg.
Utilização de agentes trombolíticos para o tratamento do acidente vascular cerebral isquémico agudo A experiência com a utilização de agentes trombolíticos para o tratamento do acidente vascular cerebral isquémico agudo em doentes em que foi administrado apixabano é muito limitada (ver secção 4.5).
Doentes com próteses valvulares cardíacas
A segurança e eficácia do apixabano não foram estudadas em doentes com próteses valvulares cardíacas, com ou sem fibrilhação auricular. Assim, o uso de apixabano não é recomendado neste âmbito.
Apixabano não foi estudado em doentes pediátricos com próteses valvulares cadíacas por conseguinte, não se recomenda a utilização de apixabano.
Doentes com síndrome antifosfolipídica
Os anticoagulantes orais de ação direta (ACOaD) incluindo o apixabano não são recomendados em doentes com antecedentes de trombose diagnosticados com síndrome antifosfolipídica. O tratamento com ACOaD pode estar associado a um aumento das taxas de acontecimentos trombóticos recorrentes em comparação com a terapêutica com antagonistas da vitamina K em especial para os doentes triplo- positivos (para a presença dos anticorpos anticoagulante lúpico, anticorpos anticardiolipina e anticorpos anti-beta2 glicoproteína I).
Cirurgia e procedimentos invasivos
Apixabano deve ser interrompido pelo menos 48 horas antes da cirurgia eletiva ou dos procedimentos invasivos com risco de hemorragia moderado ou elevado. Estão incluídas intervenções para as quais não se pode excluir a probabilidade de hemorragia clinicamente relevante ou com risco de hemorragia não aceitável.
Apixabano deve ser interrompido pelo menos 24 horas antes da cirurgia eletiva ou dos procedimentos invasivos com baixo risco de hemorragia. Estão incluídas intervenções para as quais qualquer hemorragia que ocorra se espera que seja mínima, não crítica na sua localização ou facilmente controlada.
Se a cirurgia e os procedimentos invasivos não puderem ser atrasados, deve-se ter precaução, tendo em consideração um risco aumentado de hemorragia. Este risco de hemorragia deve ser balanceado em relação à urgência da intervenção.
Apixabano deve ser reiniciado logo que possível após o procedimento invasivo ou intervenção cirúrgica desde que a situação clínica permita e tenha sido estabelecida hemostase adequada (para cardioversão ver secção 4.2).
Para os doentes submetidos a ablação por cateter da fibrilhação auricular, o tratamento com apixabano não necessita de ser interrompido (ver secções 4.2, 4.3 e 4.5).
Interrupção temporária
A interrupção de anticoagulantes, incluindo apixabano, para hemorragia ativa, cirurgia eletiva, ou procedimentos invasivos coloca os doentes em risco aumentado de trombose. Devem ser evitadas omissões na terapia e se a anticoagulação com apixabano tiver de ser temporariamente interrompida por qualquer razão, a terapia deve ser reiniciada logo que possível.
Anestesia ou punção espinal/epidural Quando é utilizada anestesia neuroaxial (anestesia espinal/epidural) ou punção espinal/epidural, os doentes tratados com fármacos antitrombóticos para prevenção de complicações tromboembólicas, estão em risco de desenvolver hematomas epidurais ou espinais que podem resultar em paralisia prolongada ou permanente. O risco destes acontecimentos pode ser aumentado com a utilização de cateter intravenoso epidural no pós- operatório ou com a utilização concomitante de medicamentos que afetem a hemóstase. Os cateteres intravenosos epidurais ou intratecais têm de ser removidos, pelo menos, 5 horas antes da primeira dose de apixabano. O risco também pode ser aumentado pela punção epidural ou espinal, traumática ou repetida. Os doentes devem ser monitorizados frequentemente quanto a sinais e sintomas de compromisso neurológico (por exemplo, adormecimento ou fraqueza das pernas, disfunção do intestino ou da bexiga). Se for detetado compromisso neurológico, é necessário diagnóstico e tratamento urgentes. Antes de uma intervenção neuroaxial, o médico deverá avaliar o potencial benefício versus o risco nos doentes com terapêutica anticoagulante ou nos doentes que irão fazer tratamento com anticoagulantes para tromboprofilaxia.
Não existe experiência clínica sobre o uso de apixabano com cateteres intravenosos intratecais ou epidurais. Caso seja necessário, com base nos dados farmacocinéticos gerais de apixabano, deve decorrer um intervalo de 20-30 horas (i.e., 2 x tempo de semivida) entre a última dose de apixabano e a remoção do cateter e, pelo menos, uma dose deve ser omitida antes da remoção do cateter. A dose seguinte de apixabano pode ser administrada, pelo menos, 5 horas após a remoção do cateter. Como acontece com todos os novos fármacos anticoagulantes, a experiência em caso de bloqueio neuroaxial é limitada, sendo consequentemente recomendada precaução extrema quando se utiliza apixabano em caso de bloqueio neuroaxial.
Não existem dados disponíveis sobre o momento de colocação ou remoção do cateter neuroaxial em doentes pediátricos a receber apixabano. Nestes casos, interrompa o apixabano e considere utilizar um anticoagulante por via parentérica de curta duração
Doentes com EP hemodinamicamente instáveis ou doentes que necessitem de trombólise ou embolectomia pulmonar
Apixabano não é recomendado como alternativa à heparina não fracionada em doentes com embolia pulmonar que estejam hemodinamicamente instáveis ou possam ser sujeitos a trombólise ou embolectomia pulmonar uma vez que a segurança e eficácia do apixabano nestas situações clínicas não foram estabelecidas.
Doentes com cancro ativo
Doentes com doença oncológica ativa podem apresentar alto risco de tromboembolismo venoso e eventos hemorrágicos. Quando o apixabano é considerado para o tratamento de TVP ou de EP em doentes oncológicos, deve ser feita uma avaliação cuidadosa dos benefícios versus os riscos (ver também secção 4.3).
Compromisso renal
Doentes adultos Dados clínicos limitados indicam que as concentrações plasmáticas de apixabano se encontram aumentadas em doentes com compromisso renal grave (depuração de creatinina 15-29 ml/min) que pode levar a um risco aumentado de hemorragia. Para o tratamento de TVP, tratamento de EP e prevenção de TVP recorrente e EP (TEVt), o apixabano deve ser utilizado com precaução em doentes com compromisso renal grave (depuração de creatinina 15-29 ml/min) (ver secções 4.2 e 5.2). Para a prevenção de acidente vascular cerebral e embolismo sistémico em doentes com fibrilhação auricular não valvular, doentes com compromisso renal grave (depuração de creatinina 15-29 ml/min), e doentes com creatinina sérica ≥ 1,5 mg/dl (133 micromol/l) associado com idade ≥ 80 anos ou peso corporal ≤ 60 kg devem receber a dose mais baixa de apixabano, 2,5 mg, duas vezes por dia (ver secção 4.2).
Em doentes com depuração da creatinina < 15 ml/min, ou em doentes a realizar diálise, não existe experiência clínica, logo apixabano não é recomendado (ver secções 4.2 e 5.2).
Doentes Pediátricos Doentes pediátricos com compromisso renal grave não foram estudados, pelo que não devem receber apixabano ( ver secções 4.2 e 5.2)
Doentes idosos
A idade avançada pode aumentar o risco de hemorragia (ver secção 5.2).
Também, a coadministração de apixabano com ácido acetilsalicílico em doentes idosos deve ser efetuada com precaução devido ao maior risco potencial de hemorragia.
Peso corporal
Em adultos, baixo peso corporal (< 60 kg) pode aumentar o risco de hemorragia (ver secção 5.2).
Doentes com afeção hepática
Apixabano está contraindicado em doentes com doença hepática associada a coagulopatia e a um risco de hemorragia clinicamente relevante (ver secção 4.3).
Não está recomendado em doentes com afeção hepática grave (ver secção 5.2).
Deve ser utilizado com precaução em doentes com afeção hepática ligeira ou moderada (Child Pugh A ou B) (ver secções 4.2 e 5.2).
Os doentes com os valores das enzimas do fígado ALT/AST >2 x LSN ou bilirrubina total ≥1,5 x LSN foram excluídos dos estudos clínicos. Consequentemente, apixabano deve ser utilizado com precaução nesta população (ver secção 5.2). Antes de iniciar apixabano devem ser efetuados testes à função hepática.
Apixabano não foi estudado em doentes pediátricos com afeção hepática.
Interação com inibidores do citocromo P450 3A4 (CYP3A4) e da glicoproteína-P (P-gp)
Não é recomendada a utilização de apixabano nos doentes a receber tratamento sistémico concomitante com inibidores potentes da CYP3A4 e da P-gp, tais como os antimicóticos azólicos (por exemplo, cetoconazol, itraconazol, voriconazol e posaconazol) e inibidores das proteases do VIH (por exemplo, ritonavir). Estes medicamentos, na presença de fatores adicionais que aumentam a exposição a apixabano (por exemplo, compromisso renal grave), podem aumentar a exposição ao apixabano em 2 vezes ou mais (ver secção 4.5). Não existem dados clinicos disponíveis em doentes pediátricos a receber tratamento sistémico concomitante com inibidores potentes da CYP3A4 e da P- gp ( ver secção 4.5)
Interação com indutores da CYP3A4 e da P-gp
A utilização concomitante de apixabano com indutores potentes da CYP3A4 e da P-gp (por exemplo, rifampicina, fenitoína, carbamazepina, fenobarbital ou hipericão) pode levar a uma redução de aproximadamente 50% na exposição ao apixabano. Num estudo clínico em doentes com fibrilhação auricular foram observados diminuição da eficácia e um maior risco de hemorragia na coadministração de apixabano com indutores potentes da CYP3A4 e da P-gp em comparação com o apixabano em monoterapia.
Em doentes a receber tratamento sistémico concomitante com indutores potentes de CYP3A4 e P-gp aplicam-se as seguintes recomendações (ver secção 4.5):
- para prevenção de acidente vascular cerebral e embolismo sistémico em doentes com fibrilhação auricular não valvular e para prevenção de TVP recorrente e EP, apixabano deve ser utilizado com precaução;
- para o tratamento de TVP e tratamento de EP, apixabano não deve ser utilizado uma vez que a eficácia pode estar comprometida.
Não existem dados clinicos disponíveis em doentes pediátricos a receber tratamento sistémico concomitante com indutores portentes da CYP3A4 e da P-gp (ver secção 4.5)
Parâmetros laboratoriais
Como esperado, os testes de coagulação [por exemplo, tempo de protrombina (TP), INR e tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPA)] são afetados pelo mecanismo de ação de apixabano. As alterações observadas nestes testes de coagulação, na dose terapêutica esperada, são pequenas e sujeitas a um grau elevado de variabilidade (ver secção 5.1).
Informação sobre excipientes
Apixabano Pentafarma contém lactose. Doentes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência de lactase total ou malabsorção de glucose-galactose não devem tomar este medicamento. Este medicamento contém menos de 1 mmol de sódio (23 mg) por comprimido, ou seja, é praticamente "isento de sódio".
4.5. Interações medicamentosas e outras formas de interação
Inibidores da CYP3A4 e da P-gp A coadministração de apixabano com cetoconazol (400 mg uma vez por dia), um inibidor potente da CYP3A4 e da P-gp, provocou um aumento de 2 vezes na AUC média do apixabano e um aumento de 1,6 vezes na Cmax média do apixabano.
A utilização de apixabano não é recomendada em doentes a receber tratamento sistémico concomitante com inibidores potentes da CYP3A4 e da P-gp, tais como antimicóticos azólicos (por exemplo, cetoconazol, itraconazol, voriconazol e posaconazol) e inibidores da protease do VIH (por exemplo, ritonavir) ( ver secção 4.4). É esperado que as substâncias ativas que não são consideradas inibidores potentes da CYP3A4 e da P-gp, (por exemplo, amiodarona, claritromicina, diltiazem, fluconazol, naproxeno, quinidina, verapamilo) aumentem as concentrações plasmáticas de apixabano em menor extensão. Não é necessário efetuar ajustes da dose de apixabano quando coadministrado com agentes que não são inibidores potentes da CYP3A4 e da P-gp. Por exemplo, diltiazem (360 mg uma vez por dia), considerado um inibidor moderado da CYP3A4 e um inibidor fraco da P-gp, levou a um aumento de 1,4 vezes na AUC média de apixabano e a um aumento de 1,3 vezes na Cmax. O naproxeno (500 mg, dose única), um inibidor da P-gp mas não um inibidor da CYP3A4, levou a um aumento de 1,5 vezes e de 1,6 vezes na AUC e Cmax médias do apixabano, respetivamente. A claritromicina (500 mg, duas vezes por dia), um inibidor da P-gp e um inibidor potente da CYP3A4, levou a um aumento de 1,6 vezes e a um aumento de 1,3 vezes na AUC média e na Cmax de apixabano, respetivamente.
Indutores da CYP3A4 e da P-gp
A coadministração do apixabano com rifampicina, um indutor potente da CYP3A4 e da P-gp, levou a uma diminuição de aproximadamente 54 % e 42 % na AUC e Cmax médias de apixabano, respetivamente A utilização concomitante de apixabano com outros indutores potentes da CYP3A4 e da P-gp (por exemplo, fenitoína, carbamazepina, fenobarbital ou hipericão) podem também conduzir a uma redução das concentrações plasmáticas de apixabano. Não é necessário efetuar ajuste da dose do apixabano durante a terapêutica concomitante com estes fármacos, no entanto, em doentes a receber tratamento sistémico concomitante com indutores potentes de CYP3A4 e P-gp apixabano deve ser utilizado com precaução para a prevenção de acidente vascular cerebral e embolismo sistémico em doentes com fibrilhação auricular não valvular e para prevenção de TVP recorrente e EP.
O apixabano não é recomendado para o tratamento de TVP e de EP em doentes a receber tratamento sistémico concomitante com indutores potentes de CYP3A4 e P-gp, uma vez que a eficácia pode estar comprometida (ver secção 4.4).
Anticoagulantes, inibidores da agregação de plaquetas, ISRS/IRSN e AINEs
Devido ao aumento do risco de hemorragia, o tratamento concomitante com qualquer outro anticoagulante é contraindicado, exceto em caso de circunstâncias específicas de alteração da terapia anticoagulante quando a heparina não fracionada for administrada em doses necessárias para manter um cateter central venoso ou arterial aberto ou quando a heparina não fracionada for administrada durante a ablação por cateter da fibrilhação auricular (ver secção 4.3).
Após administração combinada de enoxaparina (40 mg dose única) com apixabano (5 mg dose única), foi observado um efeito aditivo na atividade do anti-fator Xa.
Não foram visíveis interações farmacocinéticas ou farmacodinâmicas quando o apixabano foi coadministrado com 325 mg de ácido acetilsalicílico, uma vez por dia.
A coadministração de apixabano com clopidogrel (75 mg uma vez por dia) ou com a associação de 75 mg de clopidogrel e 162 mg de ácido acetilsalicílico, uma vez por dia, ou com prasugrel (60 mg seguido de 10 mg uma vez por dia) em estudos de fase 1, não demonstrou um aumento relevante no tempo de hemorragia padrão, nem inibição adicional na agregação plaquetária, em comparação com a administração de antiplaquetários sem apixabano. Os aumentos nos testes de coagulação (TP, INR e TTPA) foram consistentes com os efeitos de apixabano em monoterapia.
Naproxeno (500 mg, dose única), um inibidor da P-gp mas não um inibidor da CYP3A4, levou a um aumento de 1,5 vezes e de 1,6 vezes na AUC e Cmax médias de apixabano, respetivamente. Foram observados aumentos correspondentes nos testes de coagulação para apixabano. Não foram observadas alterações no efeito de naproxeno na agregação plaquetária induzida por ácido araquidónico e não foi observado um prolongamento, clinicamente relevante, do tempo de hemorragia após a administração concomitante de apixabano e naproxeno.
Apesar destes dados, quando os antiplaquetários são coadministrados com apixabano pode haver indivíduos com uma resposta farmacodinâmica mais acentuada. Apixabano deve ser utilizado com precaução quando coadministrado com ISRS/IRSN, AINE, ácido acetilsalicílico e/ou inibidores P2Y12 porque estes medicamentos aumentam, normalmente o risco de hemorragia (ver secção 4.4).
A experiência de coadministração com outros inibidores de agregação plaquetária (como antagonistas dos receptores GPIIb/IIIa, dipiridamol, dextrano ou sulfinpirazona) ou agentes trombolíticos é limitada. Como estes agentes aumentam o risco de hemorragia, a coadministração destes medicamentos com apixabano não é recomendada (ver a secção 4.4). No estudo CV185325, não foram notificados acontecimentos hemorrágicos clinicamente importantes nos 12 doentes pediátricos tratados diária e concomitantemente com apixabano e ácido acetilsalicílico ≤ 165 mg.
Outras terapêuticas concomitantes
Não foram observadas interações farmacocinéticas ou farmacodinâmicas quando o apixabano foi coadministrado com atenolol ou famotidina. A coadministração de 10 mg de apixabano com 100 mg de atenolol, não teve um efeito clinicamente relevante na farmacocinética do apixabano. Após a administração dos dois medicamentos em simultâneo, a AUC e Cmax médias de apixabano foram 15% e 18% mais baixas do que quando administrado isoladamente. A administração de 10 mg de apixabano com 40 mg de famotidina não teve efeito na AUC nem na Cmax do apixabano.
Efeito de apixabano noutros medicamentos
Estudos in vitro com apixabano não mostraram efeito inibitório na atividade da CYP1A2, CYP2A6, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9, CYP2D6 ou CYP3A4 (CI50 > 45 µM) e mostraram um efeito inibitório fraco na atividade da CYP2C19 (CI50 > 20 µM) em concentrações que são significativamente maiores do que os picos das concentrações plasmáticas observadas nos doentes. O apixabano não induziu a CYP1A2, CYP2B6, CYP3A4/5 numa concentração até 20 µM. Consequentemente, não se espera que apixabano altere a depuração metabólica de medicamentos coadministrados que sejam metabolizados por estas enzimas. O apixabano não é um inibidor significativo da P-gp.
Em estudos efetuados em indivíduos saudáveis, como descrito abaixo, apixabano não alterou de modo significativo a farmacocinética da digoxina, naproxeno ou atenolol.
Digoxina A coadministração do apixabano (20 mg uma vez por dia) e digoxina (0,25 mg uma vez por dia), um substrato da P-gp, não afetou a AUC ou Cmax da digoxina. Consequentemente, apixabano não inibe o transporte do substrato mediado pela P-gp.
Naproxeno A coadministração de doses únicas do apixabano (10 mg) e naproxeno (500 mg), um AINE utilizado frequentemente, não teve qualquer efeito na AUC ou Cmax de naproxeno.
Atenolol A coadministração de uma dose única do apixabano (10 mg) e atenolol (100 mg), um beta-bloqueador comum, não alterou a farmacocinética do atenolol.
Carvão ativado A administração de carvão ativado reduz a exposição do apixabano (ver secção 4.9).
População pediátrica
Não foram realizados estudos de interação em pediatria. Os dados de interação mencionados acima foram obtidos em adultos e os avisos na secção 4.4 devem ser tidos em conta para a população pediátrica.
4.6. Fertilidade, gravidez e aleitamento
Gravidez A quantidade de dados sobre a utilização de apixabano em mulheres grávidas é inexistente. Os estudos em animais não indicam efeitos nefastos diretos ou indiretos no que respeita à toxicidade reprodutiva (ver secção 5.3). Como medida de precaução, é preferível evitar o uso de apixabano durante a gravidez.
Amamentação Desconhece-se se o apixabano ou os seus metabolitos são excretados no leite humano. Os dados disponíveis em animais, mostraram excreção de apixabano no leite (ver secção 5.3). Não pode ser excluído qualquer risco para as crianças lactentes.
Tem que ser tomada uma decisão se sobre a interrupção da amamentação ou se sobre a interrupção/abstenção da terapêutica com apixabano, tendo em conta o benefício da amamentação para a criança e o benefício da terapêutica para a mãe.
Fertilidade Estudos em animais tratados com apixabano, não mostraram efeito na fertilidade (ver secção 5.3).
4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas
Os efeitos de Apixabano Pentafarma sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas são nulos ou desprezáveis.
4.8. Efeitos indesejáveis
Resumo do perfil de segurança
Em adultos, a segurança de apixabano foi investigada em 7 estudos clínicos de fase III incluindo mais de 21 000 doentes: mais de 5000 doentes em estudos sobre a TEVp, mais de 11.000 doentes em estudos sobre fibrilhação auricular não valvular e mais de 4000 doentes em estudos de tratamento da TEV (TEVt), para uma média de exposição total de 20 dias, 1,7 anos e 221 dias, respetivamente (ver secção 5.1).
Hemorragia, contusão, epistaxe e hematoma foram reações adversas frequentes (ver tabela 3 para o perfil de reações adversas e frequências por indicação).
Nos estudos de fibrilhação auricular não valvular, a incidência geral de reações adversas relacionadas com hemorragias com apixabano foi de 24,3% no estudo apixabano versus varfarina e 9,6% no estudo apixabano versus ácido acetilsalicílico. No estudo apixabano versus varfarina, a incidência de hemorragia gastrointestinal major definida pelos critérios da ISTH (incluindo gastrointestinal superior, gastrointestinal baixa e hemorragia retal) com apixabano foi de 0,76%/ano. A incidência de hemorragia intraocular major definida pelos critérios da ISTH com apixabano foi de 0,18%/ano.
Nos estudos de tratamento de TEV, a incidência geral de reações adversas relacionadas com hemorragias com apixabano foi de 15,6% no estudo apixabano versus enoxaparina/varfarina e de 13,3% no estudo apixabano versus placebo (ver secção 5.1).
Lista tabelar de reações adversas
A tabela 3 mostra as reações adversas listadas de acordo com as classes de sistemas de órgãos e frequência de acordo com a seguinte convenção: muito frequentes (≥1/10); frequentes (≥1/100, < 1/10); pouco frequentes (≥1/1.000, <1/100); raras (≥1/10.000, <1/1.000); muito raras (< 1/10.000); desconhecida (não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis), em adultos para fibrilhação auricular não valvular e prevenção de TEV ou tratamento de TEV, em doentes pediátricos com idade de 28 dias a <18 anos para o tratamento de TEV e a prevenção de TEV recorrente. As frequências de reações adversas notificadas na tabela 3 para doentes pediátricos derivam do estudo CV185325, no qual receberam apixabano para o tratamento de TEV e prevenção de TEV recorrente.
Tabela 3: Reações adversas tabeladas
Classes de sistemas de Prevenção de Tratamento de TVP e Tratamento de TEV e órgãos acidente vascular EP, e prevenção de TEV cerebral e prevenção de TVP recorrente em doentes embolismo recorrente e EP pediátricos com idade sistémico em (TEVt) em doentes de 28 dias a menos de doentes adultos com adultos 18 anos fibrilhação auricular não valvular, com um ou mais fatores de risco
Doenças do sangue e do sistema linfático Anemia Frequentes Frequentes Frequentes Trombocitopenia Pouco frequentes Frequentes Frequentes Doenças do sistema imunitário Hipersensibilidade, edema Pouco frequentes Pouco frequentes Frequentes‡ alérgico e anafilaxia Prurido Pouco frequentes Pouco frequentes* Frequentes Angioedema Desconhecidos Desconhecidos Desconhecidos Doenças do sistema nervoso Hemorragia cerebral† Pouco frequentes Raros Desconhecidos Afeções oculares Hemorragia dos olhos Frequentes Pouco frequentes Desconhecidos (incluindo hemorragia da conjuntiva) Vasculopatias Hemorragias, hematoma Frequentes Frequentes Frequentes Hipotensão (incluindo Frequentes Pouco frequentes Frequentes hipotensão da intervenção) Hemorragia intra- Pouco frequentes Desconhecidos Desconhecidos abdominal Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino Epistaxe Frequentes Frequentes Muito frequentes Hemoptise Pouco frequentes Pouco frequentes Desconhecidos Hemorragia das vias Raros Raros Desconhecidos respiratórias Doenças gastrointestinais Náuseas Frequentes Frequentes Frequentes Hemorragia gastrointestinal Frequentes Frequentes Desconhecidos Hemorragia hemorroidária Pouco frequentes Pouco frequentes Desconhecidos Hemorragia bucal Pouco frequentes Frequentes Desconhecidos Hematoquezia/fezes Pouco frequentes Pouco frequentes Frequentes sanguinolentas Hemorragia retal, Frequentes Frequentes Frequentes hemorragia gengival Hemorragia retroperitoneal Raros Desconhecidos Desconhecidos Afeções hepatobiliares Prova da função hepática Pouco frequentes Pouco frequentes Frequentes anormal, aspartato aminotransferase aumentada, fosfatase alcalina no sangue aumentada, bilirrubinemia aumentada Gama-glutamiltransferase Frequentes Frequentes Desconhecidos aumentada Alanina aminotransferase Pouco frequentes Frequentes Frequentes aumentada Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos Erupção cutânea Pouco frequentes Frequentes Frequentes Alopécia Pouco frequentes Pouco frequentes Frequentes Eritema multiforme Muito raros Desconhecidos Desconhecidos Vasculite cutânea Desconhecidos Desconhecidos Desconhecidos Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos Hemorragia muscular Raros Pouco frequentes Desconhecidos Doenças renais e urinárias Hematúria Frequentes Frequentes Frequentes Nefropatia relacionada com Desconhecidos Desconhecidos Desconhecidos anticoagulantes Doenças dos órgãos genitais e da mama Hemorragia vaginal Pouco frequentes Frequentes Muito frequentes§ anormal, hemorragia urogenital Perturbações gerais e alterações no local de administração Hemorragia no local de Pouco frequentes Pouco frequentes Desconhecidos administração Exames complementares de diagnóstico Sangue oculto positivo Pouco frequentes Pouco frequentes Desconhecidos Complicações de intervenções relacionadas com lesões e intoxicações Contusão Frequentes Frequentes Frequentes Hemorragia pós Pouco frequentes Pouco frequentes Frequentes procedimentos (incluindo hematoma pós procedimentos, hemorragia de ferida, hematoma no local de punção e hemorragia no local do catéter), secreção de ferida, hemorragia no local de incisão (incluindo hematoma no local de incisão), hemorragia operatória Hemorragia traumática Pouco frequentes Pouco frequentes Desconhecidos
* Não se verificou ocorrência de prurido generalizado no CV185057 (prevenção a longo termo da TEV) † O termo “Hemorragia Cerebral” abrange todas as hemorragias intracranianas ou da medula espinal ( i.e. AVC hemorrágico ou hemorragia no putâmen, cerebelar, intraventricular ou subdural). ‡ Inclui reação anafilática, hipersensibilidade a fármacos e hipersensibilidade. § Inclui fluxo menstrual abundante, hemorragia intermenstrual e hemorragia vaginal.
A utilização de apixabano pode estar associada a um aumento do risco de hemorragia evidente ou oculta, de um tecido ou órgão, que poderá resultar numa anemia pós hemorrágica. Os sinais, sintomas e gravidade irão variar de acordo com a localização e grau ou extensão da hemorragia (ver secções
4.4. e 5.1).
População pediátrica
A segurança de apixabano foi investigada num estudo clínico de fase I e 3 estudos clínicos de fase II/III, incluindo 970 doentes. Destes doentes, 568 doentes receberam uma ou mais doses de apixabano para uma média de exposição total de 1, 24, 331 e 80 dias, respetivamente (ver secção 5.1). Os doentes receberam doses ajustadas ao peso corporal de uma formulação de apixabano adequada à idade.
Regra geral, o perfil de segurança de apixabano em doentes pediátricos com idade de 28 dias a < 18 anos foi semelhante ao verificado em adultos e foi, de forma geral, consistente nas diferentes faixas etárias pediátricas. As reações adversas mais frequentemente notificadas em doentes pediátricos foram epistaxe e hemorragia vaginal anormal (ver tabela 3 para consultar o perfil e as frequências das reações adversas por indicação).
Em doentes pediátricos, as reações de epistaxe (muito frequente), hemorragia vaginal anormal (muito frequente), hipersensibilidade e anafilaxia (frequente), prurido (frequente), hipotensão (frequente), hematoquézia/fezes sanguinolentas (frequente), aspartato aminotransferase aumentada (frequente), alopecia (frequente) e hemorragia pós-procedimento (frequente) foram mais frequentemente notificadas em comparação com os adultos tratados com apixabano, mas na mesma categoria de frequência que os doentes pediátricos no braço de cuidados padrão; a única exceção foi hemorragia vaginal anormal, para a qual a frequência notificada foi igual à do braço de cuidados padrão. Em todos os casos exceto um, foram notificadas elevações de transaminases hepática em doentes pediátricos a receber quimioterapia concomitante para uma malignidade subjacente Notificação de suspeitas de reações adversas
A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas através do sistema nacional de notificação mencionado abaixo:
Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]
4.9. Sobredosagem
A sobredosagem de apixabano podem resultar num risco aumentado de hemorragia. Em caso de complicações hemorrágicas, o tratamento tem de ser interrompido e a causa da hemorragia investigada. Deve ser considerado o início do tratamento adequado, por exemplo, hemóstase cirúrgica, a transfusão de plasma fresco congelado ou a administração de um agente de reversão para inibidores do fator Xa. (ver secção 4.4)
Em estudos clínicos controlados, o apixabano administrado por via oral a indivíduos adultos saudáveis em doses até 50 mg diários, durante 3 a 7 dias (25 mg duas vezes por dia, durante 7 dias ou 50 mg uma vez por dia, durante 3 dias) não teve reações adversas clinicamente relevantes.
Em indivíduos adultos saudáveis a administração de carvão ativado 2 e 6 horas após a ingestão de uma dose de 20 mg de apixabano reduziu a AUC média do apixabano em 50% e 27%, respetivamente, e não teve impacto na Cmax. A semivida média do apixabano diminuiu de 13,4 horas, quando o apixabano foi administrado em monoterapia, para 5,3 horas e 4,9 horas, respetivamente, quando foi administrado carvão ativado 2 e 6 horas após o apixabano. Consequentemente, a administração de carvão ativado pode ser útil na gestão da sobredosagem com apixabano ou da ingestão acidental.
A hemodiálise reduziu a AUC do apixabano em 14% em indivíduos com doença renal em fase terminal (ESRD), quando foi administrada uma dose única de 5 mg de apixabano oralmente. Assim, é improvável que a hemodiálise seja um meio eficaz de gerir uma sobredosagem de apixabano.
Está disponível um agente de reversão para inibidores do fator Xa (andexanet alfa) para adultos para situações em que é necessária a reversão da anticoagulação devido a hemorragia com risco de vida ou não controlada (ver secção 4.4). Pode ser também considerada a administração de concentrado de complexo de protrombina (CCP) ou do fator recombinante VIIa. A reversão dos efeitos farmacodinâmicos do apixabano, como demonstrado por alterações no ensaio de geração de trombina, foi evidente no final da perfusão e atingiu os valores basais nas 4 horas após o início de uma perfusão de 30 minutos de fator 4 de CPP em indivíduos saudáveis. No entanto, não existe experiência clínica com a utilização de medicamentos de fator 4 de CPP para reverter hemorragias em doentes que tenham recebido apixabano. Atualmente não há experiência com a utilização do fator recombinanteVIIa em indivíduos a receber apixabano. Uma nova dose de fator recombinante VIIa pode ser considerada e titulada em função da melhoria da hemorragia. Não está estabelecido um agente de reversão específico (andexanet alfa) que antagoniza o efeito farmacodinâmico de apixabano na população pediátrica (consulte o resumo das características do medicamento de andexanet alfa). Pode ser também considerada a transfusão de plasma fresco congelado ou a administração de concentrado de complexo de protrombina (CCP) ou do fator recombinante VIIa.
Dependendo da disponibilidade local, deve ser considerada a consulta a um perito em coagulação em caso de hemorragia major.
5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS
5.1. Propriedades farmacodinâmicas
Grupo farmacoterapêutico: Anticoagulantes e antitrombóticos, inibidores diretos do fator Xa, código ATC: B01AF02
Mecanismo de ação
Apixabano é um inibidor potente, oral, reversível, direto e altamente seletivo para o local ativo do fator Xa. Não necessita de antitrombina III para a atividade antitrombótica. Apixabano inibe o fator Xa livre e ligado ao coágulo e a atividade protrombinase. Apixabano não tem efeito direto na agregação plaquetária, mas indiretamente, inibe a agregação plaquetária induzida pela trombina. Ao inibir o fator Xa, apixabano previne a formação de trombina e o desenvolvimento do trombo. Estudos pré-clínicos de apixabano em modelos animais demonstraram eficácia antitrombótica na prevenção da trombose arterial e venosa em doses que preservam a hemostase.
Efeitos farmacodinâmicos
Os efeitos farmacodinâmicos de apixabano refletem o mecanismo de ação (inibição do fatorXa). Como resultado da inibição do fator Xa, apixabano prolonga os testes de coagulação tais como o tempo de protrombina (TP), INR ou tempo de trombroplastina parcial ativada (TTPA). Em adultos, as alterações observadas nestes testes de coagulação, na dose terapêutica esperada, são pequenas e sujeitas a um grau elevado de variabilidade. Estes testes não são recomendados para avaliar os efeitos farmacodinâmicos de apixabano. No ensaio de geração de trombina, o apixabano reduziu o potencial endógeno da trombina, uma medida de geração de trombina no plasma humano.
Apixabano também demonstra atividade anti-fator Xa (AXA) como é evidente pela redução na atividade da enzima fator Xa em múltiplos kits comerciais anti Fator Xa, no entanto, os resultados diferem entre os kits. Os dados de estudos clínicos de adultos apenas estão disponíveis no ensaio cromogénico com heparina, Rotachrom®. A atividade anti-fator Xa exibe uma relação direta e linear com a concentração plasmática de apixabano, atingindo os valores máximos no momento dos picos das concentrações plasmáticas de apixabano. A relação entre a concentração plasmática de apixabano e a atividade anti Fator Xa é aproximadamente linear num intervalo amplo de doses de apixabano. Os resultados de estudos pediátricos de apixabano indicam que a relação linear entre a concentração de apixabano e AXA é consistente com a relação anteriormente documentada em adultos. Isto suporta o mecanismo de ação documentado de apixabano como um inibidor do fator Xa.
A tabela 4 abaixo apresenta a exposição prevista no steady state e a atividade anti-fator Xa para cada indicação para adultos. Nos doentes com fibrilhação auricular não valvular a tomar apixabano para a prevenção de acidente vascular cerebral e embolismo sistémico, os resultados demonstram uma flutuação pico-vale inferior a 1,7 vezes. Em doentes a tomar apixabano para o tratamento de TVP e EP ou prevenção de TVP e EP, os resultados demonstram uma flutuação pico-vale de menos de 2,2 vezes. Tabela 4: Exposição prevista ao apixabano no steady state e atividade anti-fator Xa
Apix. Apix. Atividade anti- Atividade anti- fator Xa Máx de fator Xa Min de Cmax (ng/ml) Cmin (ng/ml) apix. (UI/ml) apix. (UI/ml) Apix. Apix. Mediana [percentil 5, 95] Prevenção de acidente vascular cerebral e embolismo sistémico: fibrilhação auricular não valvular 2,5 mg duas vezes 123 [69; 221] 79 [34; 162] 1,8 [1,0; 3,3] 1,2 [0,51; 2,4] por dia* 5 mg duas vezes 171 [91; 321] 103 [41; 230] 2,6 [1.4; 4.8] 1,5 [0,61; 3,4] por dia Tratamento de TVP, tratamento de EP e prevenção de TVP recorrente e EP (TEVt) 2,5 mg duas vezes 67 [30; 153] 32 [11; 90] 1,0 [0,46; 2,5] 0,49 [0,17; 1,4] por dia 5 mg duas vezes 132 [59, 302] 63 [22; 177] 2,1 [0,91; 5,2] 1,0 [0,33; 2,9] por dia 10 mg duas vezes 251 [111; 572] 120 [41; 335] 4,2 [1,8; 10,8] 1,9 [0,64; 5,8] por dia * População com dose ajustada com base em 2 de 3 critérios de redução de dose no estudo ARISTOTLE.
Apesar do tratamento com apixabano não requerer, por rotina, monitorização da exposição, um ensaio anti-fator Xa quantitativo calibrado, pode ser útil em situações excecionais onde o conhecimento da exposição ao apixabano possa ajudar nas decisões clínicas, por exemplo, sobredosagem ou cirurgia de emergência.
População pediátrica
Os estudos pediátricos de apixabano utilizaram o ensaio de apixabano anti-Xa líquido STA®. Os resultados destes estudos indicam que a relação linear entre a concentração de apixabano e a atividade anti-fator Xa (AXA) é consistente com a relação anteriormente documentada em adultos. Isto suporta o mecanismo de ação documentado de apixabano como um inibidor do fator Xa.
Nos níveis de peso de 9 a ≥ 35 kg no estudo CV185155, a média geométrica (CV%) de atividade anti-fator Xa mín. e atividade anti-fator Xa máx. variou entre 27,1 (22,2) ng/ml e 71,9 (17,3) ng/ml, correspondendo a uma média geométrica (CV%) de Cminss e Cmaxss de 30,3 (22) ng/ml e 80,8 (16,8) ng/ml. As exposições alcançadas nestes intervalos de AXA com o regime posológico pediátrico eram comparáveis às observadas em adultos que receberam uma dose de apixabano de 2,5 mg duas vezes por dia.
Nos níveis de peso de 6 a ≥ 35 kg no estudo CV185362, a média geométrica (CV%) de atividade anti-fator Xa mín. e atividade anti-fator Xa máx. variou entre 67,1 (30,2) ng/ml e 213 (41,7) ng/ml, correspondendo a uma média geométrica (CV%) de Cminss e Cmaxss de 71,3 (61,3) ng/ml e 230 (39,5) ng/ml. As exposições alcançadas nestes intervalos de AXA com o regime posológico pediátrico eram comparáveis às observadas em adultos que receberam uma dose de apixabano de 5 mg duas vezes por dia.
Nos níveis de peso de 6 a ≥ 35 kg no estudo CV185325, a média geométrica (CV%) de atividade anti-fator Xa mín. e atividade anti-fator Xa máx. variou entre 47,1 (57,2) ng/ml e 146 (40,2) ng/ml, correspondendo a uma média geométrica (CV%) de Cminss e Cmaxss de 50 (54,5) ng/ml e 144 (36,9) ng/ml. As exposições alcançadas nestes intervalos de AXA com o regime posológico pediátrico eram comparáveis às observadas em adultos que receberam uma dose de apixabano de 5 mg duas vezes por dia.
A exposição prevista no steady state e a atividade anti-fator Xa para os estudos pediátricos sugere que a flutuação pico-vale no steady state em concentrações de apixabano e níveis de AXA foi de aproximadamente 3 vezes (mín., máx.: 2,65 - 3,22) na população globalEficácia clínica e segurança
Prevenção de acidente vascular cerebral e embolismo sistémico em doentes com fibrilhação auricular não valvular Foi aleatorizado um total de 23 799 doentes adultos no programa clínico (ARISTOTLE: apixabano versus varfarina, AVERROES: apixabano versus ácido acetilsalicílico) incluindo 11.927 aleatorizados para apixabano. O programa foi desenhado para demonstrar a eficácia e segurança do apixabano para a prevenção do acidente vascular cerebral e embolismo sistémico em doentes com fibrilhação auricular não valvular e um ou mais fatores de risco adicionais, tais como: • acidente vascular cerebral ou acidente isquémico transitório prévios • idade ≥ 75 anos • hipertensão • diabetes mellitus • insuficiência cardíaca sintomática (Classe NYHA ≥ II)
Estudo ARISTOTLE No estudo ARISTOTLE foi aleatorizado um total de 18.201 doentes adultos para o tratamento em dupla ocultação com 5 mg de apixabano duas vezes por dia (ou 2,5 mg duas vezes por dia em doentes selecionados [4,7 %], ver secção 4.2) ou varfarina (intervalo pretendido de INR 2,0-3,0), os doentes foram expostos à substância ativa em estudo durante uma média de 20 meses. A idade média foi 69,1 anos, a pontuação CHADS2 média foi 2,1 e 18,9% dos doentes tiveram um acidente vascular cerebral ou acidente isquémico transitório prévio.
No estudo o apixabano atingiu superioridade estatisticamente significativa no objetivo principal de prevenção do acidente vascular cerebral (hemorrágico ou sistémico) e embolismo sistémico (ver tabela 5) em comparação com a varfarina.
Tabela 5: Resultados de eficácia em doentes com fibrilhação auricular no estudo ARISTOTLE Apixabano Varfarina Taxa de risco N=9.120 N=9.081 (IC 95%) Valor de p n (%/ano) n (%/ano) Acidente vascular cerebral ou embolismo 212 (1,27) 265 (1,60) 0,79 (0,66; 0,0114 sistémico 0,95) Acidente vascular cerebral Isquémico ou não especificado 162 (0,97) 175 (1,05) 0,92 (0,74; 1,13) Hemorrágico 40 (0,24) 78 (0,47) 0,51 (0,35; 0,75) Embolismo sistémico 15 (0,09) 17 (0,10) 0,87 (0,44; 1,75)
Para os doentes aleatorizados para varfarina, a mediana da percentagem de tempo no intervalo terapêutico (INR 2-3) foi de 66%.
O apixabano mostrou uma redução de acidente vascular cerebral e de embolismo sistémico em comparação com varfarina nos diferentes níveis de tempo no intervalo terapêutico alvo; dentro do quartil mais elevado de tempo no intervalo terapêutico alvo, a taxa de risco para apixabano vs varfarina foi 0,73 (IC 95%; 0,38; 1,40).
Os objetivos secundários chave de hemorragia major e todas as causas de morte foram testados numa estratégia de teste hierárquica pré definida para controlar o erro de tipo 1 geral no ensaio. Foi também atingida superioridade estatisticamente significativa nos objetivos secundários chave de hemorragia major e todas as causas de morte (ver tabela 6). Com o aumento da monitorização do INR os benefícios observados de apixabano em comparação com a varfarina em relação a todas as causas de morte diminuíram.
Tabela 6: Objetivos secundários em doentes com fibrilhação auricular no estudo ARISTOTLE Apixabano N = varfarina N = Taxa de risco (IC Valor de p 9.088 9.052 95%) n (%/ano) n (%/ano) Objetivos de hemorragia Major* 327 (2,13) 462 (3,09) 0,69 (0,60; 0,80) < 0,0001 Fatal 10 (0,06) 37 (0,24) Intracraniana 52 (0,33) 122 (0,80) Major + CRNM† 613 (4,07) 877 (6,01) 0,68 (0,61; 0,75) < 0,0001
Todas 2.356 (18,1) 3.060 (25,8) 0,71 (0,68; 0,75) < 0,0001 Outros objetivos Todas as causas de 603 (3,52) 669 (3,94) 0,89 (0,80; 1,00) 0,0465 morte Enfarte do 90 (0,53) 102 (0,61) 0,88 (0,66; 1,17) miocárdio *Hemorragia major definida pelos critérios da International Society on Thrombosis and Haemostasis (ISTH). † Clinicamente relevantes non-major (clinically relevant non-major, CRNM)
A taxa de interrupção global devido a reações adversas foi 1,8% para o apixabano e 2,6% para a varfarina no estudo ARISTOTLE.
Os resultados de eficácia para subgrupos pré-especificados, incluindo pontuação CHADS2, idade, peso corporal, sexo, estado da função renal, acidente vascular cerebral ou acidente isquémico transitório prévios e diabetes foram consistentes com os resultados de eficácia primários para a população global estudada no ensaio.
A incidência de hemorragias gastrointestinais major definida pelos critérios da ISTH (incluindo gastrointestinais superiores, gastrointestinais baixas e hemorragia retal) foi 0,76 %/ano com apixabano e 0,86 %/ano com varfarina.
Os resultados de hemorragia major para os subgrupos pré-especificados incluindo pontuação CHADS2, idade, peso corporal, sexo, estado da função renal, acidente vascular cerebral ou acidente isquémico transitório prévios e diabetes foram consistentes com os resultados para a população global estudada no ensaio.
Estudo AVERROES No estudo AVERROES um total de 5598 doentes adultos considerados não adequados para a terapêutica com antagonistas da vitamina K pelos investigadores foram aleatorizados para o tratamento com 5 mg de apixabano duas vezes por dia (ou 2,5 mg duas vezes por dia em doentes selecionados [6,4%], ver secção 4.2) ou ácido acetilsalicílico. O ácido acetilsalicílico foi administrado numa dose diária de 81 mg (64%), 162 (26,9%), 243 (2,1%), ou 324 mg (6,6%) de acordo com decisão do investigador. Os doentes foram expostos à substância ativa em estudo durante uma média de 14 meses. A idade média foi 69,9 anos, a pontuação CHADS2 média foi 2,0 e 13,6% dos doentes tiveram um acidente vascular cerebral ou acidente isquémico transitório prévio.
As razões frequentes para a terapêutica com antagonistas da vitamina K não ser adequada no estudo AVERROES incluíram a impossibilidade/baixa probabilidade de atingir INRs nos intervalos pretendidos (42,6%), os doentes terem recusado o tratamento com os antagonistas da vitamina K (37,4%), pontuação CHADS2 = 1 e o médico não ter recomendado os antagonistas da vitamina K (21,3%), não se poder confiar na adesão do doente à terapêutica com antagonistas da vitamina K (15,0%), e dificuldade/dificuldade esperada em contactar os doentes em caso de alteração urgente da dose (11,7%).
O AVERROES foi interrompido precocemente com base na recomendação do Comité de Monitorização dos Dados independente devido à clara evidência de redução de acidente vascular cerebral e embolismo sistémico com um perfil de segurança aceitável.
A taxa de interrupção global devido a reações adversas foi 1,5% para o apixabano e 1,3% para o ácido acetilsalicílico no estudo AVERROES.
No estudo, o apixabano atingiu superioridade estatisticamente significativa no objetivo principal de prevenção do acidente vascular cerebral (hemorrágico, isquémico ou não especificado) ou embolismo sistémico (ver tabela 7) em comparação com ácido acetilsalicílico.
Tabela 7: Resultados de eficácia chave em doentes com fibrilhação auricular no estudo AVERROES Apixabano Ácido Taxa de risco acetilsalicílico Valor de p N = 2.807 (IC 95%) n (%/ano) N = 2.791 n (%/ano) Acidente vascular cerebral ou 51 (1,62) 113 (3,63) 0,45 (0,32; 0,62) < 0,0001 embolismo sistémico* Acidente vascular cerebral Isquémico ou não 43 (1,37) 97 (3,11) 0,44 (0,31; 0,63) especificado Hemorrágico 6 (0,19) 9 (0,28) 0,67 (0,24; 1,88) Embolismo sistémico 2 (0,06) 13 (0,41) 0,15 (0,03; 0,68) Acidente vascular cerebral, 132 (4,21) 197 (6,35) 0,66 (0,53; 0,83) 0,003 embolismo sistémico, enfarte do miocárdio ou morte vascular*† Enfarte do miocárdio 24 (0,76) 28 (0,89) 0,86 (0,50; 1,48) Morte vascular 84 (2,65) 96 (3,03) 0,87 (0,65; 1,17) Todas as causas de morte† 111 (3,51) 140 (4,42) 0,79 (0,62; 1,02) 0,068 * Avaliado pela estratégia de teste sequencial desenhada para controlar o erro de tipo I global no ensaio. † Objetivo secundário.
Não houve diferença estatisticamente significativa na incidência de hemorragia major entre apixabano e o ácido acetilsalicílico (ver tabela 8).
Tabela 8: Acontecimentos hemorrágicos em doentes com fibrilhação auricular no estudo AVERROES Apixabano Ácido Taxa de risco Valor de p N = 2.798 acetilsalicílico (IC95%) n(%/ano) N = 2.780 n (%/ano) Major* 45 (1,41) 29 (0,92) 1,54 (0,96; 2,45) 0,0716 Fatal, n 5 (0,16) 5 (0,16) Intracraniana, n 11 (0,34) 11 (0,35) Major + CRNM† 140 (4,46) 101 (3,24) 1,38 (1,07; 1,78) 0,0144 Todas 325 (10,85) 250 (8,32) 1,30 (1,10; 1,53) 0,0017 *Hemorragia major definida pelos critérios da International Society on Thrombosis and Haemostasis (ISTH). † Clinicamente relevantes non-major (clinically relevant non-major, CRNM)
Doentes com FANV e SCA e/ou submetidos a ICP AUGUSTUS, um ensaio clínico aberto, aleatorizado, controlado, de desenho fatorial de 2 por 2, envolveu 4614 doentes adultos com FANV que tinham SCA (43%) e/ou foram submetidos a ICP (56%). Todos os doentes receberam de base uma terapêutica com um inibidor de P2Y12 (clopidogrel: 90,3%) prescrito de acordo com os padrões de tratamento locais.
Os doentes foram aleatorizados até 14 dias após o SCA e/ou ICP para apixabano 5 mg duas vezes por dia (2,5 mg duas vezes por dia, se dois ou mais critérios de redução de dose foram atingidos; 4,2% receberam dose inferior) ou vitamina K e para ácido acetilsalicílico (81 mg uma vez ao dia) ou placebo. A idade média foi de 69,9 anos, 94% dos doentes aleatorizados apresentaram pontuação CHA2DS2-VASc > 2 e 47% apresentaram pontuação HAS-BLED > 3. Para os doentes aleatorizados para vitamina K, a proporção de tempo no intervalo terapêutico (TTR) (INR 2-3) foi de 56%, com 32% do tempo abaixo do TTR e 12% acima do TTR.
O objetivo principal do AUGUSTUS foi avaliar a segurança, com um objetivo primário de hemorragia major pela ISTH ou hemorragia CRNM. Na comparação de apixabano versus vitamina K, o objetivo primário de segurança de hemorragia major pela ISTH ou hemorragia CRNM no mês 6 ocorreu em 241 (10,5%) e 332 (14,7%) doentes no braço de apixabano e no braço de vitamina K, respetivamente (HR = 0,69; IC 95%: 0,58; 0,82; p-bilateral <0,0001 para não inferioridade e p<0,0001 para superioridade). Para vitamina K, as análises adicionais utilizando subgrupos por TTR demostraram que a maior taxa de hemorragia estava associada ao quartil mais baixo de TTR. A taxa de hemorragia foi semelhante entre o apixabano e o quartil mais alto de TTR. Na comparação de ácido acetilsalicílico versus placebo, o objetivo primário de segurança de hemorragia major pela ISTH ou hemorragia CRNM no mês 6 ocorreu em 367 (16,1%) e 204 (9,0%) doentes no braço de ácido acetilsalicílico e no braço placebo, respetivamente (HR = 1,88, IC 95%: 1,58; 2,23; p-bilateral <0,0001).
Especificamente, em doentes tratados com apixabano, a hemorragia major ou CRNM ocorreu em 157 (13,7%) e em 84 (7,4%) doentes no braço de ácido acetilsalicílico e no braço placebo, respetivamente. Nos doentes tratados com vitamina K, a hemorragia major ou CRNM ocorreu em 208 (18,5%) e em 122 (10,8%) doentes no braço de ácido acetilsalicílico e no braço placebo, respetivamente.
Como objetivo secundário do estudo foram avaliados outros efeitos do tratamento, com objetivos finais compostos. Na comparação de apixabano versus vitamina K, o objetivo composto de morte ou re-hospitalização ocorreu em 541 (23,5%) e em 632 (27,4%) doentes no braço de apixabano e no braço da vitamina K, respetivamente. O objetivo composto de morte ou evento isquémico (acidente vascular cerebral, enfarte do miocárdio, trombose de stent ou revascularização urgente) ocorreu em 170 (7,4%) e em 182 (7,9%) doentes no braço de apixabano e no braço da vitamina K, respetivamente. Na comparação de ácido acetilsalicílico versus placebo, o objetivo composto de morte ou re- hospitalização ocorreu em 604 (26,2%) e em 569 (24,7%) doentes no braço de ácido acetilsalicílico e no braço de placebo, respetivamente. O objetivo composto de morte ou evento isquémico (acidente vascular cerebral, enfarte do miocárdio, trombose de stent ou revascularização urgente) ocorreu em 163 (7,1%) e em 189 (8,2%) doentes no braço de ácido acetilsalicílico e no braço de placebo, respetivamente.
Doentes submetidos a cardioversão EMANATE, um estudo aberto, multicêntrico, incluiu 1500 doentes adultos que, ou não tinham recebido tratamento anticoagulante oral prévio, ou tinham sido tratados previamente com menos de 48 horas de antecedência, tendo sido sujeitos a cardioversão para o fibrilhação auricular não valvular (FANV). Os doentes foram aleatorizados 1:1 para apixabano ou para heparina e/ou antagonista da vitamina K, para a prevenção de acontecimentos cardiovasculares. A cardioversão elétrica e/ou farmacológica foi realizada após pelo menos 5 doses de 5 mg de apixabano duas vezes por dia (ou 2,5 mg duas vezes por dia em doentes selecionados (ver secção 4.2)) ou pelo menos 2 horas após uma dose de ataque de 10 mg (ou uma dose de ataque de 5 mg em doentes selecionados (ver secção 4.2)) quando necessária cardioversão antecipada. No grupo de apixabano, 342 doentes receberam uma dose de ataque (331 doentes receberam a dose de 10 mg e 11 doentes receberam a dose de 5 mg).
No grupo de apixabano não se registaram casos de AVC (0%) (n=753) e no grupo da heparina e/ou de antagonista da vitamina K registaram-se 6 (0,80%) casos de AVC (n=747; RR 0,00, IC de 95% 0,00; 0,64). Registou-se morte por todas as causas em 2 doentes (0,27%) no grupo de apixabano e 1 doente (0,13%) no grupo da heparina e/ou de antagonista da vitamina K. Não foram notificados casos de embolismo sistémico. Registaram-se acontecimentos de hemorragia major e hemorragia CRNM em 3 (0,41%) e 11 (1,50%) doentes, respetivamente, no grupo de apixabano, em comparação com 6 (0,83%) e 13 (1,80%) doentes no grupo de heparina e/ou antagonista da vitamina K.
No âmbito da cardioversão, este estudo exploratório mostrou eficácia e segurança comparáveis entre os grupos de tratamento com apixabano e com heparina e/ou antagonista da vitamina K.
Tratamento de TVP, tratamento de EP e prevenção de TVP recorrente e EP (TEVt) O programa clínico para adultos(AMPLIFY: apixabano versus enoxaparina/varfarina, AMPLIFY- EXT: apixabano versus placebo) foi desenhado para demonstrar a eficácia e segurança de apixabano para o tratamento de TVP e/ou EP (AMPLIFY), e terapia prolongada para a prevenção de TVP recorrente e/ou EP após 6 a 12 meses de tratamento anticoagulante para TVP e/ou EP (AMPLIFY- EXT). Ambos os estudos foram ensaios aleatorizados, de grupo paralelo, de dupla ocultação, multinacionais em doentes com TVP proximal sintomática ou EP sintomática. Todos os objetivos principais de segurança e eficácia foram adjudicados por um comité independente, com ocultação.
Estudo AMPLIFY No estudo AMPLIFY foi aleatorizado um total de 5395 doentes adultos para o tratamento em dupla ocultação com 10 mg de apixabano duas vezes por dia, via oral, durante 7 dias seguido de apixabano 5 mg duas vezes por dia, via oral, durante 6 meses, ou enoxaparina 1 mg/kg duas vezes por dia por via subcutânea durante pelo menos 5 dias (até INR≥ 2) e varfarina (intervalo INR pretendido 2,0-3,0) via oral durante 6 meses.
A idade média foi de 56,9 anos e 89,8% dos doentes aleatorizados tiveram acontecimentos de TEV não provocados. Para doentes aleatorizados para varfarina, a percentagem média de tempo no intervalo terapêutico (INR 2,0-3,0) foi de 60,9. Apixabano mostrou uma redução em TEV sintomático recorrente ou morte relacionada com TEV em todos os diferentes níveis de tempo no intervalo terapêutico alvo; dentro do quartil mais elevado de tempo no intervalo terapêutico alvo, o risco relativo para apixabano versus enoxaparina/varfarina foi de 0,79 (95% IC, 0,39; 1,61).
No estudo, apixabano mostrou ser não inferior a enoxaparina/varfarina no objetivo primário combinado de TEV sintomático recorrente (TVP não fatal ou EP não fatal) adjudicado ou morte relacionada com TEV (ver tabela 9).Tabela 9: Resultados de eficácia no estudo AMPLIFY Apixabano Enoxaparina/Varfarina Risco relativo (95% IC) N=2.609 n (%) N=2.635 n (%) TEV ou morte 59 (2,3) 71 (2,7) 0,84 (0,60; 1,18)* relacionada com TEV TVP 20 (0,7) 33 (1,2) EP 27 (1,0) 23 (0,9) Morte 12 (0,4) 15 (0,6) relacionada com TEV TEV ou morte por 84 (3,2) 104 (4,0) 0,82 (0,61; 1,08) todas as causas TEV ou morte por 61 (2,3) 77 (2,9) 0,80 (0,57; 1,11) causas cardiovasculares TEV, morte 73 (2,8) 118 (4,5) 0,62 (0,47; 0,83) relacionada com, ou hemorragia major *Não inferior comparado com enoxaparina/varfarina (valor de p <0,0001)
A eficácia de apixabano no tratamento inicial de TEV foi consistente entre doentes que foram tratados para EP [Risco Relativo 0,9; 95% IC(0,5, 1,6)] ou TVP [Risco Relativo 0,8; 95% IC (0,5, 1,3)]. A eficácia em todos os subgrupos, incluindo idade, sexo, índice de massa corporal (IMC), função renal, extenção do índice de EP, local do trombo de TVP, e utilização prévia de heparina parentérica, foi de uma forma geral consistente.
O objetivo primário de segurança foi hemorragia major. No estudo, apixabano foi estatisticamente superior a enoxaparina/varfarina no objetivo primário de segurança [Risco Relativo 0,31, 95% intervalo de confiança (0,17; 0,55), valor de p <0,0001] (ver tabela 10).
Tabela 10: Resultados de hemorragias no estudo AMPLIFY Apixabano Enoxaparina/ Risco relativo N=2.676 Varfarina (IC 95%) n (%) N=2.689 n (%) Major 15 (0,6) 49 (1,8) 0,31 (0,17; 0,55) Principais + CRNM 115 (4,3) 261 (9,7) 0,44 (0,36; 0,55) Minor 313 (11,7) 505 (18,8) 0,62 (0,54; 0,70) Todos 402 (15,0) 676 (25,1) 0,59 (0,53; 0,66)
As hemorragias major e hemorragias CRNM (clinically relevant non-major) em qualquer local anatómico foram geralmente inferiores no grupo de apixabano em comparação com o grupo de enoxaparina/varfarina. Ocorreram hemorragias gastrointestinal major segundo critérios do ISTH em 6 doentes (0,2%) tratados com apixabano e em 17 doentes (0,6%) tratados com enoxaparina/varfarina. Estudo AMPLIFY-EXT No estudo AMPLIFY-EXT, um total de 2482 doentes adultos foram aleatorizados para o tratamento com apixabano 2,5 mg duas vezes por dia, via oral, apixabano 5 mg duas vezes por dia via oral, ou placebo durante 12 meses após completar 6 a 12 meses de tratamento anticoagulante inicial. Destes doentes, 836 (33,7%) participaram no estudo AMPLIFY previamente à inclusão no estudo AMPLIFY- EXT.
A idade média foi de 56,7 anos e 91,7% dos doentes aleatorizados tiveram acontecimentos TEV não provocados.
No estudo, no objetivo primário de TEV recorrente (TVP não fatal ou EP não fatal), sintomático ou morte por todas as causas, ambas as doses de apixabano foram estatisticamente superiores ao placebo (ver tabela 11).
Tabela 11: Resultados de eficácia no estudo AMPLIFY-EXT Apixabano Apixabano Placebo Risco relativo (IC 95%) 2,5 mg 5,0 mg Apix 2,5 mg vs. Apix 5,0 mg vs. (N=840) (N=813) (N=829) placebo placebo n (%) TEV 19 (2,3) 14 (1,7) 77 (9,3) 0,24 0,19 recorrente ou (0,15; 0,40)¥ (0,11; 0,33)¥ morte por todas as causas TVP* 6 (0,7) 7 (0,9) 53 (6,4) EP* 7 (0,8) 4 (0,5) 13 (1,6) Morte 6 (0,7) 3 (0,4) 11 (1,3) relacionada com TEV
TEV 14 (1,7) 14 (1,7) 73 (8,8) 0,19 0,20 recorrente ou (0,11; 0,33) (0,11; 0,34) morte por causa cardiovascular TEV 14 (1,7) 14 (1,7) 76 (9,2) 0,18 0,19 recorrente ou (0,10; 0,32) (0,11; 0,33) morte por causa cardiovascular
TVP não fatal† 6 (0,7) 8 (1,0) 53 (6,4) 0,11 0,15 (0,05; 0,26) (0,07; 0,32) EP não fatal† 8 (1,0) 4 (0,5) 15 (1,8) 0,51 0,27 (0,22; 1,21) (0,09; 0,80) Morte 2 (0,2) 3 (0,4) 7 (0,8) 0,28 0,45 relacionada (0,06; 1,37) (0,12; 1,71) com TEV ¥ valor de p <0,0001 * Para doentes com mais de um acontecimento que contribui para o objetivo composto, apenas o primeiro acontecimento foi reportado (por exemplo, se um indivíduo teve TVP e posteriormente EP, apenas a TVP foi reportada) † Indivíduos podem ter mais de um acontecimento e serem representados em ambas as classificações
A eficácia de apixabano para a prevenção de uma recorrência de TEV foi mantida em todos os subgrupos incluindo idade, sexo, IMC e função renal.
O objetivo primário de segurança foi hemorragia major durante o periodo de tratamento. No estudo, a incidência de hemorragia major em ambas as doses de apixabano não foi estatisticamente diferente do placebo. Não houve diferença estatisticamente significativa de incidência de hemorragias major + clinicamente relevante (CRNM), minor, e todas as hemorragias entre o grupo de tratamento de apixabano 2,5 mg duas vezes por dia e o grupo de placebo (ver tabela 12).
Tabela 12: Resultados de hemorragia no estudo AMPLIFY-EXT Apixabano Apixabano Placebo Risco relativo (IC 95%) 2,5 mg 5,0 mg Apix 2,5 mg Apix 5,0 mg (N=826) (N=840) (N=811) vs. placebo vs. placebo n (%) Major 2 (0,2) 1 (0,1) 4 (0,5) 0,49 0,25 (0,09; 2,64) (0,03; 2,24) Principais + 27 (3,2) 35 (4,3) 22 (2,7) 1,20 1,62 CRNM (0,69; 2,10) (0,96; 2,73) Minor 75 (8,9) 98 (12,1) 58 (7,0) 1,26 1,70 (0,91; 1,75) (1,25; 2,31) Todos 94 (11,2) 121 (14,9) 74 (9,0) 1,24 1,65 (0,93; 1,65) (1,26; 2,16)
Ocorreu hemorragia gastrointestinal major segundo os critérios ISTH em 1 doente (0,1%) tratado com apixabano na dose 5 mg duas vezes por dia, em nenhum doente na dose 2,5 mg duas vezes por dia, e em 1 doente (0,1%) tratado com placebo.
População pediátrica
Tratamento de tromboembolismo venoso (TEV) e prevenção de TEV recorrente em doentes pediátricos com idade de 28 dias a menos de 18 anos O estudo CV185325 foi um estudo multicêntrico, em ensaio aberto, com controlo ativo, aleatorizado de apixabano para o tratamento de TEV em doentes pediátricos. Este estudo de eficácia e segurança descritivas incluiu 217 doentes pediátricos, que necessitavam de tratamento com anticoagulantes para TEV e a prevenção de TEV recorrente; 137 doentes na faixa etária 1 (12 a < 18 anos), 44 doentes na faixa etária 2 (2 a < 12 anos), 32 doentes na faixa etária 3 (28 dias a < 2 anos) e 4 doentes na faixa etária 4 (nascimento a < 28 dias). O índice de TEV foi confirmado através de imagiologia e adjudicado de forma independente. Antes da aleatorização, os doentes foram tratados com cuidados padrão de anticoagulação durante, no máximo, 14 dias (a duração média (DP) do tratamento com cuidados padrão de anticoagulação antes de iniciar o medicamento do estudo foi de 4,8 (2,5) dias e 92,3% dos doentes começaram num período ≤ 7 dias). Os doentes foram aleatorizados numa proporção de 2:1 para uma formulação de apixabano adequada à idade (doses ajustadas para um peso equivalente a uma dose de carga de 10 mg duas vezes por dia durante 7 dias seguido por 5 mg duas vezes por dia em adultos) ou cuidados padrão. Para doentes com 2 a < 18 anos de idade, os cuidados padrão incluíram heparinas de baixo peso molecular, heparinas não fracionadas ou antagonistas da vitamina K. Para doentes com idade de 28 dias a < 2 anos, os cuidados padrão estarão limitados a heparinas (heparinas de baixo peso molecular ou heparinas não fracionadas). A fase do tratamento principal durou entre 42 e 84 dias para doentes com < 2 anos de idade e 84 dias em indivíduos com > 2 anos de idade. Os indivíduos com idade de 28 dias a < 18 anos que foram aleatorizados para receber apixabano tiveram a opção de continuar o tratamento com apixabano por 6 a 12 semanas adicionais na fase de extensão.
O objetivo primário de eficácia era composto por todas as mortes relacionadas com TEV e TEV recorrente sintomático e assintomático confirmados por imagem e adjudicados. Nenhum doente em nenhum dos grupos de tratamento sofreu morte relacionada com TEV. Um total de 4 (2,8%) doentes no grupo de apixabano e 2 (2,8%) doentes no grupo de cuidados padrão tiveram pelo menos 1 acontecimento de TEV recorrente sintomático ou assintomático adjudicado.
A mediana da duração da exposição em 143 doentes tratados no braço de apixabano foi de 84,0 dias. A exposição excedeu os 84 dias em 67 (46,9%) dos doentes. O objetivo primário de segurança do conjunto de hemorragias major e CRNM foi observado em 2 (1,4%) doentes a receber apixabano versus 1 (1,4%) doente a receber cuidados padrão, com uma RR de 0,99 (IC 95%: 0,1;10,8). Em todos os casos, estava relacionado com uma hemorragia CRNM. Foi notificada hemorragia minor em 51 (35,7%) doentes no grupo de apixabano e em 21 (29,6%) doentes no grupo de cuidados padrão, com uma RR de 1,19 (IC 95%: 0,8; 1,8). Hemorragia major foi definida como hemorragia que satisfaz um ou mais dos seguintes critérios: uma (i) hemorragia fatal; (ii) hemorragia evidente clinicamente associada a diminuição na Hgb de pelo menos 20 g/l (2 g/dl) num período de 24 horas; (iii) hemorragia retroperitoneal, pulmonar, intracraniana, ou que de outro modo implique o sistema nervoso central; e (iv) hemorragia que requeira intervenção cirúrgica num bloco operatório (incluindo radiologia de intervenção).
Hemorragia CRNM foi definida como hemorragia que satisfaz um ou ambos dos seguintes critérios: (i) hemorragia evidente para a qual é administrado um produto derivado do sangue e que não é diretamente atribuível à condição médica subjacente do indivíduo e (ii) hemorragia que requer intervenção médica ou cirúrgica para restaurar a hemostasia, mas não num bloco operatório.
Hemorragia minor foi definida como qualquer evidência explícita ou macroscópica de sangramento que não satisfaça os critérios acima para hemorragia major ou hemorragia não- major clinicamente relevante. Fluxo menstrual foi classificado como um acontecimento de hemorragia minor ao invés de não-major clinicamente relevante.
Nos 53 doentes que participaram na fase de extensão e foram tratados com apixabano, não foi notificado nenhum acontecimento de mortalidade relacionada com TEV ou TEV recorrente sintomático e assintomático. Nenhum doente na fase de extensão sofreu qualquer acontecimento de hemorragia major ou CRNM adjudicada. Oito (8/53; 15,1%) doentes na fase de extensão sofreram acontecimentos de hemorragia minor. Ocorreram 3 mortes no grupo de apixabano e 1 morte no grupo de cuidados padrão, que foram avaliadas como não estando relacionadas com o tratamento pelo investigador. Nenhuma destas mortes se deveram a um acontecimento de TEV ou hemorragia de acordo com a adjudicação realizada pelo comité de adjudicação de acontecimentos independente.
A base de dados de segurança de apixabano em doentes pediátricos baseia-se no estudo CV185325 para o tratamento de TEV e a prevenção de TEV recorrente, complementado pelo estudo PREVAPIX- ALL e o estudo SAXOPHONE no que se refere a profilaxia primária de TEV, e no estudo CV185118 de dose única. Inclui 970 doentes pediátricos, 568 dos quais receberam apixabano.
Não tem indicação pediátrica autorizada para profilaxia primária de TEV.
Prevenção da ocorrência de TEV em doentes pediátricos com leucemia linfoblástica aguda ou linfoma linfoblástico (LLA, LL) No estudo PREVAPIX-ALL, um total de 512 doentes com ≥ 1 a < 18 anos de idade com LLA ou LL recentemente diagnosticado, submetidos a quimioterapia de indução com asparaginase, administrada por meio de um dispositivo intravenoso de acesso venoso central, foram aleatorizados 1:1, em ensaio aberto, para tromboprofilaxia com apixabano ou cuidados padrão (sem anticoagulação sistémica). O apixabano foi administrado de acordo com um regime de dose fixa escalonada segundo o peso corporal, concebido para gerar exposições comparáveis às registadas em adultos que receberam 2,5 mg duas vezes por dia (ver tabela 13). O apixabano foi disponibilizado como um comprimido de 2,5 mg ou 0,5 mg, ou uma solução oral de 0,4 mg/ml. A mediana da duração da exposição no braço de apixabano foi de 25 dias.
Tabela 13: Posologia do apixabano no estudo PREVAPIX-ALL Intervalo de peso Esquema posológico 6 a < 10,5 kg 0,5 mg duas vezes por dia 10,5 a < 18 kg 1 mg duas vezes por dia 18 a < 25 kg 1,5 mg duas vezes por dia 25 a < 35 kg 2 mg duas vezes por dia ≥ 35 kg 2,5 mg duas vezes por dia O objetivo primário de eficácia foi o conjunto de trombose venosa profunda não fatal, sintomática e assintomática, adjudicada, embolia pulmonar, trombose sinusal venosa cerebral e morte relacionada com tromboembolismos venosos. A incidência do objetivo primário de eficácia foi de 31 (12,1%) no braço de apixabano versus 45 (17,6%) no braço de cuidados padrão. A redução do risco relativo não alcançou significância.
Foram adjudicados objetivos de segurança de acordo com os critérios da ISTH. O objetivo primário de segurança, hemorragia major, ocorreu em 0,8% dos doentes em ambos os braços de tratamento. Ocorreu hemorragia CRNM em 11 doentes (4,3%) no braço de apixabano e 3 doentes (1,2%) no braço de cuidados padrão. O evento hemorrágico CRNM mais comum que contribuiu para a diferença entre os tratamentos foi a epistaxe de intensidade ligeira a moderada. Registaram-se acontecimentos de hemorragia minor em 37 doentes no braço de apixabano (14,5%) e 20 doentes (7,8%) no braço de cuidados padrão.
Prevenção da ocorrência de tromboembolismos (TE) em doentes pediátricos com cardiopatias congénitas ou adquiridas O SAXOPHONE foi um estudo comparativo, multicêntrico, em ensaio aberto e aleatorizado 2:1 de doentes com idade de 28 dias a < 18 anos com cardiopatias congénitas ou adquiridas que necessitam de anticoagulação. Os doentes receberam apixabano ou cuidados tromboprofiláticos padrão com um antagonista da vitamina K ou heparina de baixo peso molecular. O apixabano foi administrado de acordo com um regime de dose fixa escalonada segundo o peso corporal, concebido para gerar exposições comparáveis às registadas em adultos que receberam uma dose de 5 mg duas vezes por dia (ver tabela 14). O apixabano foi disponibilizado como um comprimido de 5 mg ou 0,5 mg, ou uma solução oral de 0,4 mg/ml. A mediana da duração da exposição no braço de apixabano foi de 331 dias.
Tabela 14: Posologia do apixabano no estudo SAXOPHONE Intervalo de peso Esquema posológico 6 a < 9 kg 1 mg duas vezes por dia 9 a < 12 kg 1,5 mg duas vezes por dia 12 a < 18 kg 2 mg duas vezes por dia 18 a < 25 kg 3 mg duas vezes por dia 25 a < 35 kg 4 mg duas vezes por dia ≥ 35 kg 5 mg duas vezes por dia
O objetivo primário de segurança, o conjunto de hemorragia major, de acordo com a definição da ISTH, adjudicada e hemorragia CRNM, ocorreu em 1 (0,8%) de 126 doentes no braço de apixabano e 3 (4,8%) de 62 doentes no braço de cuidados padrão. Os objetivos secundários de segurança de hemorragia major adjudicada, hemorragia CRNM e todos os acontecimentos hemorrágicos foram semelhantes em termos de incidência entre ambos os braços de tratamento. O objetivo secundário de segurança de descontinuação da toma do fármaco devido a acontecimento adverso, intolerabilidade ou hemorragia foi comunicado em 7 (5,6%) indivíduos no braço de apixabano e 1 (1,6%) indivíduo no braço de cuidados padrão. Nenhum doente em qualquer dos braços de tratamento teve um acontecimento tromboembólico. Não ocorreram mortes em nenhum dos braços de tratamento.
Este estudo foi concebido prospetivamente para efeitos de eficácia e segurança descritivas, devido à esperada baixa incidência de acontecimentos TE e hemorrágicos nesta população. Devido à baixa incidência de TE observada neste estudo, não foi possível obter uma avaliação conclusiva dos riscos/benefícios. A Agência Europeia de Medicamentos diferiu a obrigação de apresentação dos resultados dos estudos com apixabano em um ou mais subgrupos da população pediátrica no tratamento de tromboembolismos venosos (ver secção 4.2 para informação sobre utilização pediátrica).
5.2. Propriedades farmacocinéticas
Absorção
Em adultos, a biodisponibilidade absoluta do apixabano é aproximadamente 50% para doses até 10 mg. Apixabano é rapidamente absorvido com concentrações máximas (Cmax) a surgirem 3 a 4 horas após a ingestão do comprimido. A ingestão com alimentos não afeta a AUC ou Cmax do apixabano na dose de 10 mg. Apixabano pode ser tomado com ou sem alimentos.
Apixabano demonstra uma farmacocinética linear com aumentos na exposição proporcionais à dose, para doses orais até 10 mg. Em doses ≥ 25 mg, o apixabano exibe uma absorção limitada por dissolução com biodisponibilidade diminuída. Os parâmetros de exposição do apixabano apresentam uma variabilidade baixa a moderada refletida por uma variabilidade intraindividual e interindividual de aproximadamente 20% coeficiente de variação (CV) e aproximadamente 30% CV, respetivamente.
Após a administração oral de 10 mg de apixabano como 2 comprimidos esmagados de 5 mg e suspensos em 30 ml de água, a exposição foi comparável à exposição após administração oral de 2 comprimidos de 5 mg inteiros. Após a administração oral de 10 mg de apixabano como 2 comprimidos esmagados de 5 mg com 30 g de puré de maçã, a Cmax e a AUC foram 21% e 16% mais baixas, respetivamente, quando comparadas com a administração de 2 comprimidos de 5 mg inteiros. A redução da exposição não é considerada clinicamente relevante. Após a administração oral de um comprimido esmagado de 5 mg de apixabano suspenso em 60 ml de 5% de glucose em água e distribuído através de tubo nasogástrico, a exposição foi semelhante à exposição verificada em outros estudos clínicos que envolveram indivíduos saudáveis aos quais lhes foi administrada uma dose de 5 mg de apixabano por via oral.
De acordo com a proporcionalidade previsível do perfil farmacocinético de apixabano, os resultados de biodisponibilidade dos estudos realizados são aplicáveis a doses mais baixas de apixabano.
População pediátrica
Apixabano é rapidamente absorvido, atingindo uma concentração máxima (Cmax) aproximadamente 2 horas após a administração de dose única
Distribuição
Em adultos, a ligação às proteínas plasmáticas é aproximadamente 87%. O volume de distribuição (Vss) é aproximadamente 21 litros.
Não existem dados disponíveis sobre a ligação às proteínas plasmáticas de apixabano específicos para a população pediátrica.
Biotransformação e eliminação
O apixabano tem múltiplas vias de eliminação. Da dose de apixabano administrada em adultos, aproximadamente 25% foi recuperada como metabolitos, sendo a maioria recuperada nas fezes. Em adultos, a excreção renal de apixabano foi aproximadamente 27% da depuração total. Foram observadas contribuições adicionais da excreção biliar e excreção intestinal direta, em estudos clínicos e não clínicos, respetivamente.
Em adultos, o apixabano tem uma depuração total de cerca de 3,3 l/h e uma semivida de aproximadamente 12 horas.
Em pediatria, o apixabano tem uma depuração aparente total de cerca de 3,0 l/h. A o-desmetilação e hidroxilação na metade 3-oxopiperidinil, são os maiores locais de biotransformação. O apixabano é metabolizado maioritariamente via CYP3A4/5 com contribuições menores da CYP1A2, 2C8, 2C9, 2C19 e 2J2. O apixabano inalterado é o maior componente relacionado com a substância ativa no plasma humano, sem metabolitos ativos circulantes presentes. O apixabano é um substrato de proteínas de transporte, P-gp e proteína de resistência do cancro da mama.
Idosos
Os doentes idosos (de idade superior a 65 anos) exibiram concentrações plasmáticas superiores às dos doentes mais novos, com os valores da AUC média aproximadamente 32% superiores e sem diferença na Cmax.
Compromisso renal
O compromisso renal não teve impacto no pico da concentração plasmática de apixabano. Houve um aumento na exposição ao apixabano relacionado com a diminuição na função renal conforme avaliado por medição da depuração da creatinina. Em indivíduos com compromisso renal ligeiro (depuração da creatinina 51-80 ml/min), moderado (depuração da creatinina 30-50 ml/min) e grave (depuração da creatinina 15-29 ml/min), as concentrações plasmáticas (AUC) do apixabano aumentaram 16, 29 e 44%, respetivamente, em comparação com as de indivíduos com depuração da creatinina normal. O compromisso renal não teve um efeito evidente na relação entre a concentração plasmática de apixabano e a atividade anti Fator Xa.
Em indivíduos com doença renal em fase terminal (end-stage renal disease, ESRD), a AUC do apixabano aumentou em 36%, quando foi administrada uma dose única de 5 mg de apixabano imediatamente após a hemodiálise, em comparação com o observado em indivíduos com a função renal normal. A hemodiálise, iniciada duas horas após a administração de uma dose única de 5 mg de apixabano, reduziu a AUC do apixabano em 14% nestes indivíduos com ESRD, correspondendo a uma depuração de apixabano por diálise de 18 ml/min. Assim, não parece provável que a hemodiálise seja um meio eficaz de gerir uma sobredosagem de apixabano.
Em doentes pediátricos com ≥ 2 anos de idade, compromisso renal grave é definido como uma taxa de filtração glomerular estimada (eGFR) inferior a 30 ml/min/1,73 m2 na área superficial do corpo (BSA). No estudo CV185325, em doentes com menos de 2 anos de idade, os limites que definem compromissos renais graves por sexo e idade pós-natal estão resumidos na tabela 15 abaixo; cada um corresponde a uma eGFR < 30 ml/min/1,73 m2 na BSA para doentes com ≥ 2 anos de idade.
Tabela 15: Limites de elegibilidade de eGFR para o estudo CV185325
Intervalo de Idade pós-natal (sexo) referência de TFG Limites de elegibilidade para (ml/min/1,73 m2) eGFR*
1 semana (sexo masculino e feminino) 41 ± 15 ≥8 2 - 8 semanas (sexo masculino e 66 ± 25 ≥ 12 feminino) > 8 semanas a < 2 anos (sexo masculino e feminino) 96 ± 22 ≥ 22
2 - 12 anos (sexo masculino e feminino) 133 ± 27 ≥ 30 13 - 17 anos (sexo masculino) 140 ± 30 ≥ 30 13 - 17 anos (sexo feminino) 126 ± 22 ≥ 30 *O limite de elegibilidade para a participação no estudo CV185325, no qual a taxa de filtração glomerular estimada (eGFR) foi calculada com base na equação de Schwartz de cabeceira atualizada (Schwartz, GJ et al., CJASN 2009). Este limite por protocolo correspondeu à eGFR abaixo, a qual incluía um doente prospetivo que foi considerado como tendo “função renal inadequada” que excluiu a participação no estudo CV185325. Cada limite foi definido como uma eGFR < 30% de 1 desvio padrão (DP) abaixo do intervalo de referência de TFG para a idade e sexo. Os valores de limite para doentes com < 2 anos de idade correspondem a uma eGFR < 30 ml/min/1,73 m2, a definição convencional de insuficiência renal grave em doentes com > 2 anos de idade.
Os doentes pediátricos com taxas de filtração glomerular ≤ 55 ml/min/1,73 m2 não participaram no estudo CV185325, apesar de os doentes com níveis ligeiros a moderados de compromisso renal (eGFR ≥ 30 a < 60 ml/min/1,73 m2 BSA) terem sido elegíveis. Com base em dados de adultos e dados limitados de todos os doentes pediátricos tratados com apixabano, não é necessário efetuar o ajuste da dose em doentes pediátricos com compromisso renal ligeiro a moderado. Apixabano não é recomendado em doentes pediátricos com compromisso renal grave (ver secções 4.2 e 4.4).
Afeção hepática Num estudo que comparou 8 indivíduos com afeção hepática ligeira, Child Pugh A, índice 5 (n = 6) e índice 6 (n = 2), e 8 indivíduos com afeção hepática moderada Child Pugh B, índice 7 (n = 6) e índice 8 (n = 2) com 16 indivíduos de controlo saudáveis, nos indivíduos com afeção hepática, a farmacocinética de dose única e a farmacodinamia do apixabano 5 mg não foram alteradas. As alterações na atividade antifator Xa e no INR foram comparáveis entre os indivíduos com afeção hepática ligeira a moderada e os indivíduos saudáveis. Apixabano não foi estudado em doentes pediátricos com afeção hepática.
Sexo
A exposição ao apixabano foi aproximadamente 18% superior nas mulheres do que nos homens.
Não foram estudadas as diferenças entre sexos nas propriedades farmacocinéticas em doentes pediátricos.
Etnia e raça
Os resultados entre estudos de fase I não mostraram diferenças percetíveis na farmacocinética do apixabano entre indivíduos brancos/caucasianos, asiáticos ou de raça negra/afro-americanos. Os resultados de uma análise farmacocinética efetuada em doentes que receberam apixabano foram na generalidade consistentes com os resultados de fase I.
Peso corporal
Comparando a exposição ao apixabano em indivíduos com peso corporal entre 65 e 85 kg, um peso corporal > 120 kg foi associado a uma exposição aproximadamente 30% inferior e um peso corporal < 50 kg foi associado a uma exposição aproximadamente 30% superior. A administração de apixabano em doentes pediátricos baseia-se num regime de dose fixa baseada no peso corporal.
Relação farmacocinética/farmacodinâmica
Em adultos, a relação farmacocinética/farmacodinâmica (PK/PD) entre a concentração plasmática de apixabano e vários objetivos farmacodinâmicos (atividade anti-fator Xa, [AXA], INR, PT e TTPA) foram avaliados após administração de um amplo intervalo de doses (0,5 - 50 mg). A relação entre a concentração plasmática de apixabano e a atividade anti-fator Xa foi melhor descrita por um modelo linear. A relação PK/PD observada em doentes foi consistente com a determinada em indivíduos saudáveis.
De igual forma, os resultados da avaliação de PK/PD pediátrica de apixabano indicam uma relação linear entre concentração de apixabano e AXA. Isto é consistente com a relação anteriormente documentada em adultos.
5.3. Dados de segurança pré-clínica
Os dados não clínicos não revelam riscos especiais para o ser humano, segundo estudos convencionais de farmacologia de segurança, toxicidade de dose repetida, genotoxicidade, potencial carcinogénico, fertilidade e desenvolvimento embrionário-fetal e toxicidade juvenil. Os principais efeitos observados nos estudos de toxicidade de dose repetida foram os relacionados com a ação farmacodinâmica do apixabano nos parâmetros de coagulação sanguínea. Nos estudos de toxicidade foi observado um pequeno, ou inexistente, aumento na tendência para hemorragia. No entanto, tal pode-se dever a uma menor sensibilidade das espécies não clínicas em relação ao ser humano, pelo que este resultado deve ser interpretado com precaução na extrapolação para o ser humano.
No leite de ratos, foi encontrada uma relação elevada entre o leite e o plasma materno (Cmax cerca de 8, AUC cerca de 30), possivelmente devido ao transporte ativo para o leite.
6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS
6.1. Lista dos excipientes
Núcleo do comprimido
Lactose anidra Celulose microcristalina Celulose microcristalina 101 Croscarmelose sódica Laurilsulfato de sódio Estearato de magnésio
Revestimento
Lactose mono-hidratada Hipromelose (E464) Dióxido de titânio (E171) Triacetina Óxido de ferro vermelho (E172)
6.2. Incompatibilidades
Não aplicável
6.3. Prazo de validade
3 anos
6.4. Precauções especiais de conservação
Este medicamento não requer condições especiais de armazenamento.
6.5. Natureza e conteúdo do recipiente
Embalagem blister cinzenta, opaca, de complexo OPA-Alu, em apresentações contendo 20, 28 ou 60 comprimidos revestidos por película.
É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.
6.6. Precauções especiais de eliminação
Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.
7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
Pentafarma – Sociedade Técnico Medicinal, S.A. Rua da Tapada Grande, n.º 2 Abrunheira 2710-228 Sintra Portugal
8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE
INTRODUÇÃO NO MERCADO
