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Folhetos e RCM, preços e comparticipação, verificador de interações, posologias oficiais e horários das farmácias — tudo no mesmo lugar.

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Bisoprolol Bluepharma MG

Substância ativa: Bisoprolol
Forma farmacêutica: Comprimido revestido por película 2.5 mg
Fonte: Folheto informativo oficial (INFARMED / INFOMED)

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Bisoprolol Bluepharma 2,5 mg comprimidos revestidos por película Bisoprolol, fumarato

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois contém informação importante para si. – Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente. – Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico. – Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença. – Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

1. O que é Bisoprolol Bluepharma e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Bisoprolol Bluepharma

3. Como tomar Bisoprolol Bluepharma

4. Efeitos indesejáveis possíveis

5. Como conservar Bisoprolol Bluepharma

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Bisoprolol Bluepharma e para que é utilizado

A substância ativa de Bisoprolol Bluepharma é o bisoprolol. O bisoprolol pertence a um grupo de medicamentos denominados bloqueadores beta. Estes medicamentos funcionam afetando a resposta do organismo a determinados impulsos nervosos, principalmente no coração. Como resultado, o bisoprolol diminui a frequência cardíaca e faz com que o coração seja mais eficiente a bombear o sangue para todo o organismo.

A insuficiência cardíaca ocorre quando o músculo cardíaco está fraco e é incapaz de bombear o sangue suficiente para assegurar as necessidades do organismo. Bisoprolol Bluepharma é usado para tratar a insuficiência cardíaca crónica estável. É utilizado em associação com outros medicamentos adequados para esta doença (como os inibidores da ECA, diuréticos e glicosídeos cardíacos).

2. O que precisa de saber antes de tomar Bisoprolol Bluepharma

Não tome Bisoprolol Bluepharma se alguma das seguintes condições se aplicar a si:

– alergia (hipersensibilidade) ao bisoprolol ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6 "Qual a composição de Bisoprolol Bluepharma") – asma grave – problemas graves da circulação sanguínea nos membros (como síndrome de Raynaud), que podem fazer com que os dedos das mãos e dos pés fiquem dormentes, pálidos ou azuis – feocromocitoma não tratado, que é um tumor raro da glândula suprarrenal – acidose metabólica, que é uma condição na qual existe demasiado ácido no sangue.

Não tome Bisoprolol Bluepharma se tiver um dos seguintes problemas cardíacos: – insuficiência cardíaca aguda – agravamento da insuficiência cardíaca que requer a injeção de medicamentos numa veia, para aumentar a força de contração do coração – frequência cardíaca lenta – tensão arterial baixa – determinadas condições cardíacas que provocam frequência cardíaca muito lenta ou batimentos cardíacos irregulares – choque cardiogénico, que é uma condição cardíaca aguda grave que causa tensão arterial baixa e insuficiência circulatória.

Advertências e precauções

Se tiver alguma das seguintes condições, informe o seu médico antes de tomar Bisoprolol Bluepharma; o seu médico poderá querer tomar cuidados especiais (por exemplo, administrar um tratamento adicional ou realizar controlos com maior frequência): – diabetes – jejum prolongado – determinadas doenças cardíacas tais como perturbações do ritmo cardíaco ou dor intensa no peito em repouso (angina de Prinzmetal) – problemas nos rins ou no fígado – problemas de circulação sanguínea menos graves nos seus membros – doença pulmonar crónica ou asma menos grave – antecedentes de uma erupção da pele com escamas (psoríase) – tumor da glândula suprarrenal (feocromocitoma) – doenças da tiroide.

Adicionalmente, informe o seu médico se for fazer: – terapêutica de dessensibilização (por exemplo, para prevenção da febre dos fenos), uma vez que Bisoprolol Bluepharma pode aumentar a probabilidade de ter uma reação alérgica ou que essa reação seja mais grave – anestesia (por exemplo, para cirurgia), uma vez que Bisoprolol Bluepharma pode influenciar o modo como o seu corpo reage a esta situação.

Se tiver uma doença pulmonar crónica ou asma menos grave informe imediatamente o seu médico se começar a sentir novas dificuldades em respirar, tosse, pieira após o exercício, etc. quando toma Bisoprolol Bluepharma.

Crianças e adolescentes

Bisoprolol Bluepharma não é recomendado para utilização em crianças ou adolescentes.

Outros medicamentos e Bisoprolol Bluepharma

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, ou tiver tomado recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos.

Não tome os seguintes medicamentos com Bisoprolol Bluepharma sem a recomendação do seu médico:

– determinados medicamentos utilizados para tratar batimentos cardíacos irregulares ou anormais (medicamentos antiarrítmicos de classe I tais como quinidina, disopiramida, lidocaína, fenitoína, flecainida, propafenona) – determinados medicamentos utilizados para tratar a tensão arterial elevada, a angina de peito ou os batimentos cardíacos irregulares (antagonistas do cálcio tais como o verapamilo e o diltiazem) – determinados medicamentos utilizados para tratar a tensão arterial elevada, tais como clonidina, metildopa, moxonodina, rilmenidina. No entanto, não pare de tomar estes medicamentos sem primeiro consultar o seu médico.

Consulte o seu médico antes de tomar os seguintes medicamentos com Bisoprolol Bluepharma; o seu médico pode necessitar de verificar a sua condição com maior frequência:

– determinados medicamentos utilizados para tratar a tensão arterial elevada ou a angina de peito (antagonistas do cálcio do tipo dihidropiridina tais como a felodipina e a amlodipina) – determinados medicamentos utilizados para tratar os batimentos cardíacos irregulares ou anormais (medicamentos antiarrítmicos de classe III tais como amiodarona) – bloqueadores beta aplicados localmente (tais como timolol – gotas oftálmicas, para o tratamento do glaucoma) – determinados medicamentos utilizados para tratar, por exemplo, a doença de Alzheimer ou glaucoma (parassimpaticomiméticos tais como a tacrina ou o carbacol) ou medicamentos que são utilizados para tratar problemas cardíacos agudos (simpaticomiméticos tais como a isoprenalina e a dobutamina) – medicamentos antidiabéticos, incluindo a insulina – agentes anestésicos (por exemplo, durante a cirurgia) – digitálicos, utilizados para tratar a insuficiência cardíaca – medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) utilizados para tratar a artrite, dor ou inflamação (por exemplo, ibuprofeno ou diclofenac) – qualquer medicamento que possa diminuir a tensão arterial como efeito desejado ou indesejado, tais como os anti- hipertensores, determinados medicamentos para a depressão (antidepressores tricíclicos tais como imipramina ou amitriptilina), determinados medicamentos utilizados no tratamento da epilepsia ou durante a anestesia (barbitúricos tais como o fenobarbital) ou determinados medicamentos para tratar doenças mentais caracterizadas pela perda de contacto com a realidade (fenotiazinas, tais como a levomepromazina) – mefloquina, utilizada na prevenção ou no tratamento da malária – medicamentos para o tratamento da depressão denominados inibidores da monoaminoxidase (exceto os inibidores da MAO- B), tais como a moclobemida.

Gravidez e amamentação

Gravidez Existe o risco da utilização de Bisoprolol Bluepharma durante a gravidez poder ser prejudicial para o bebé. Se estiver grávida ou se estiver a planear engravidar, informe o seu médico. Ele decidirá se pode tomar Bisoprolol Bluepharma durante a gravidez. Amamentação Não se sabe se o bisoprolol passa para o leite materno. Por isso, não se recomenda o aleitamento durante a terapêutica com Bisoprolol Bluepharma.

Condução de veículos e utilização de máquinas

A sua capacidade para conduzir ou para utilizar máquinas pode ser afetada dependendo do modo como tolera o medicamento. Por favor tome especial cuidado no início do tratamento, quando a dose é aumentada ou quando a medicação é alterada, assim como quando em combinação com o álcool.

3. Como tomar Bisoprolol Bluepharma

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas. O tratamento com Bisoprolol Bluepharma requer uma vigilância regular por parte do seu médico. Esta é particularmente necessária no início do tratamento, durante o aumento da dose e quando termina o tratamento.

Tome o comprimido com um pouco de água de manhã, com ou sem alimentos. Não esmague nem mastigue o comprimido. O comprimido pode ser dividido em duas doses iguais.

O tratamento com Bisoprolol Bluepharma é habitualmente um tratamento a longo prazo.

Adultos incluindo idosos

O tratamento com bisoprolol deve ser iniciado com uma dose baixa, sendo esta aumentada gradualmente.

O seu médico decidirá como aumentar a dose, o que normalmente é feito do seguinte modo: – 1,25 mg de bisoprolol uma vez por dia durante uma semana – 2,5 mg de bisoprolol uma vez por dia durante uma semana – 3,75 mg de bisoprolol uma vez por dia durante uma semana – 5 mg de bisoprolol uma vez por dia durante 4 semanas – 7,5 mg de bisoprolol uma vez por dia durante 4 semanas – 10 mg de bisoprolol uma vez por dia durante a terapêutica de manutenção (contínua).

A dose diária máxima recomendada é de 10 mg de bisoprolol. Dependendo do modo como tolera o medicamento, o seu médico pode também decidir prolongar o intervalo de tempo entre os aumentos da dose. Se a sua doença se agravar ou se deixar de tolerar o medicamento, pode ser necessário reduzir a dose novamente ou interromper o tratamento. Em alguns doentes pode ser suficiente uma dose de manutenção inferior a 10 mg de bisoprolol. O seu médico dir-lhe-á o que fazer. Normalmente, se tiver de parar o tratamento por completo, o seu médico aconselhá-lo-á a reduzir a dose gradualmente, uma vez que, de outro modo, a sua doença poderá agravar-se.

Se tomar mais Bisoprolol Bluepharma do que deveria Se tiver tomado mais comprimidos de Bisoprolol Bluepharma do que deveria, informe imediatamente o seu médico. O seu médico decidirá quais são as medidas necessárias. Os sintomas de uma sobredosagem podem incluir frequência cardíaca lenta, dificuldade respiratória grave, sensação de tonturas ou tremores (devido à diminuição de açúcar no sangue).

Caso se tenha esquecido de tomar Bisoprolol Bluepharma

Não tome uma dose a dobrar para compensar a dose que se esqueceu de tomar. Tome a sua dose habitual na manhã seguinte.

Se parar de tomar Bisoprolol Bluepharma

Nunca pare de tomar Bisoprolol Bluepharma a menos que o seu médico o aconselhe a fazê-lo. De outro modo, a sua doença pode agravar-se muito mais.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.

4. Efeitos indesejáveis possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se manifestem em todas as pessoas. Para prevenir reações graves, fale imediatamente com o seu médico se um efeito indesejável for grave, ocorrer de repente ou no caso de se agravar rapidamente.

Os efeitos indesejáveis mais graves estão relacionados com a função cardíaca: – diminuição da frequência cardíaca (pode afetar mais de 1 pessoa em 10 pessoas) – agravamento da insuficiência cardíaca (pode afetar até 1 pessoa em 10 pessoas) – batimentos cardíacos lentos ou irregulares (pode afetar até 1 pessoa em 100 pessoas) Caso sinta tonturas ou fraqueza, ou se tiver dificuldade em respirar, consulte o seu médico o mais rápido possível. Outros efeitos indesejáveis encontram-se listados a seguir de acordo com a frequência com que podem ocorrer:

Frequentes (pode afetar até 1 em 10 pessoas): – cansaço, sensação de fraqueza, tonturas, dores de cabeça – sensação de frio ou entorpecimento nas mãos ou nos pés – tensão arterial baixa – problemas de estômago ou de intestinos tais como náuseas, vómitos, diarreia ou prisão de ventre.

Pouco frequentes (pode afetar até 1 em 100 pessoas): – perturbações do sono – depressão – tonturas ao levantar – problemas respiratórios em doentes com asma ou doença pulmonar crónica – fraqueza muscular, cãibras musculares.

Raros (pode afetar até 1 em 1.000 pessoas): – problemas de audição – corrimento nasal devido a alergia – redução do fluxo lacrimal – inflamação do fígado que pode provocar amarelecimento da pele ou do branco dos olhos – determinados resultados de análises sanguíneas da função hepática ou níveis de gordura com valores diferentes dos normais – reações do tipo alérgico tais como comichão, rubor, erupção na pele. Deve consultar o seu médico imediatamente se tiver reações alérgicas mais graves, que podem envolver inchaço da face, pescoço, língua, boca ou garganta, ou dificuldade em respirar. – disfunção erétil – pesadelos, alucinações – desmaios

Muito raros (pode afetar até 1 em 10.000 pessoas): – irritação e vermelhidão dos olhos (conjuntivite) – perda de cabelo – aparecimento ou agravamento de erupção na pele com escamas (psoríase), erupção do tipo psoríase.

Comunicação de efeitos indesejáveis Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale como o seu médico ou farmacêutico. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente ao INFARMED,I.P. através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) e-mail: [email protected]

5. Como conservar Bisoprolol Bluepharma

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso no blister e na embalagem exterior, após EXP. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Condições de conservação Não conservar acima de 30ºC. Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Bisoprolol Bluepharma

– A substância ativa é o bisoprolol, fumarato. Cada comprimido revestido por película contém 2,5 mg. – Os outros componentes são: Núcleo do comprimido: celulose microcristalina, carboximetilamido sódico (tipo-A), povidona K-30, sílica coloidal anidra, estearato de magnésio. Revestimento: hipromelose, macrogol 400, dióxido de titânio (E171), talco

Qual o aspeto de Bisoprolol Bluepharma e conteúdo da embalagem

Os comprimidos de Bisoprolol Bluepharma 2,5 mg são comprimidos revestidos por película, brancos a esbranquiçados, redondos, biconvexos, com a gravação “b” e “1” em cada um dos lados da ranhura numa face, e lisos em ambos os lados da ranhura na outra face.

Cada embalagem contém 20, 28, 30, 50, 56, 60, 90 ou 100 comprimidos

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Bluepharma Genéricos – Comércio de Medicamentos, S.A. São Martinho do Bispo 3045-016 Coimbra Portugal

Fabricante

Laboratori Fundació Dau C/C, 12-14 Pol. Ind. Zona Franca, 08040 Barcelona Espanha

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⚕Para profissionais — Resumo das Características do Medicamento (RCM)Ficha técnica completa: posologia, interações, contraindicações, advertências+
Informações técnicas destinadas aos profissionais de saúde (médicos e farmacêuticos). Le Resumo das Características do Medicamento (RCM) est le document officiel approuvé par l’ANSM/EMA. Il ne remplace pas la notice ni l’avis du médecin.

1. NOME DO MEDICAMENTO

Bisoprolol Bluepharma 2,5 mg comprimidos revestidos por película

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido contém 2,5 mg de bisoprolol, fumarato.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimidos revestidos por película.

Os comprimidos de Bisoprolol Bluepharma 2,5 mg são comprimidos revestidos por película, brancos a esbranquiçados, redondos, biconvexos, com a gravação “b” e “1” em cada um dos lados da ranhura numa face, e lisos em ambos os lados da ranhura na outra face. O comprimido pode ser dividido em duas doses iguais.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1. Indicações terapêuticas

Tratamento da insuficiência cardíaca crónica (ICC) estável com função sistólica ventricular esquerda reduzida, em associação aos inibidores da ECA, e diuréticos e, opcionalmente, glicosídeos cardíacos (para informação adicional ver secção 5.1).

4.2. Posologia e modo de administração

O tratamento padrão da ICC consiste num inibidor da ECA (ou um bloqueador dos recetores da angiotensina, em caso de intolerância aos inibidores da ECA), um bloqueador dos recetores adrenérgicos beta, diuréticos e, quando apropriado, glicosídeos cardíacos. Os doentes deverão estar estáveis (sem insuficiência aguda) quando se inicia o tratamento com bisoprolol.

Recomenda-se que o médico assistente tenha experiência no tratamento da insuficiência cardíaca crónica.

Pode ocorrer agravamento transitório da insuficiência cardíaca, hipotensão ou bradicardia durante e depois do período de titulação.

Posologia

Fase de titulação

O tratamento da insuficiência cardíaca crónica estável com bisoprolol requer uma fase de titulação. O tratamento com bisoprolol deve ser iniciado com uma titulação gradual crescente, em conformidade com as seguintes etapas: - 1,25 mg uma vez ao dia durante uma semana, se bem tolerado aumentar para - 2,5 mg uma vez ao dia na semana seguinte, se bem tolerado aumentar para - 3,75 mg uma vez ao dia na semana seguinte, se bem tolerado aumentar para - 5 mg uma vez ao dia durante as 4 semanas seguintes, se bem tolerado aumentar para - 7,5 mg uma vez ao dia durante as 4 semanas seguintes, se bem tolerado aumentar para - 10 mg uma vez ao dia para terapêutica de manutenção.

A dose máxima recomendada é de 10 mg uma vez ao dia.

Durante a fase de titulação recomenda-se a monitorização frequente dos sinais vitais (frequência cardíaca, pressão arterial) e dos sintomas de agravamento da insuficiência cardíaca. Os sintomas podem ocorrer logo no primeiro dia após o início da terapêutica.

Modificação do tratamento

Se a dose máxima recomendada não for bem tolerada, pode considerar-se a redução gradual da dose.

Em caso de agravamento transitório da insuficiência cardíaca, hipotensão ou bradicardia, recomenda- se que seja reconsiderada a dose da medicação concomitante. Também pode ser necessário reduzir temporariamente a dose de bisoprolol ou considerar a sua interrupção. A reintrodução e/ou titulação crescente de bisoprolol deve ser sempre considerada quando o doente voltar a estabilizar. Caso seja considerada a interrupção, recomenda-se a redução gradual da dose, uma vez que a suspensão repentina pode conduzir a uma deterioração aguda do estado do doente.

O tratamento da insuficiência cardíaca crónica estável com bisoprolol é de um modo geral um tratamento prolongado.

Doentes com compromisso hepático ou renal Não há informação sobre a farmacocinética do bisoprolol em doentes com insuficiência cardíaca crónica e com compromisso renal ou hepático. Por isso, a titulação crescente da dose nesta população deve ser feita com precaução adicional.

Idosos Não é necessário proceder a um ajuste posológico.

População pediátrica Não há experiência pediátrica com bisoprolol, por esta razão a sua utilização não é recomendada em doentes pediátricos.

Modo de administração Os comprimidos de bisoprolol devem ser tomados de manhã e podem ser tomados com alimentos. Devem ser engolidos com um pouco de líquido e não devem ser mastigados.

4.3. Contraindicações

O bisoprolol está contraindicado em doentes com insuficiência cardíaca crónica com: - insuficiência cardíaca aguda ou durante os episódios de descompensação da insuficiência cardíaca que requerem uma terapêutica inotrópica I.V.; - choque cardiogénico; - bloqueio auriculoventricular de segundo ou terceiro grau; - doença do nódulo sinusal; - bloqueio sinoauricular; - bradicardia sintomática; - hipotensão sintomática; - asma brônquica grave; - formas graves da doença arterial oclusiva periférica ou formas graves do síndrome de Raynaud; - feocromocitoma não tratado (ver secção 4.4); - acidose metabólica; - hipersensibilidade ao bisoprolol ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1.

4.4. Advertências e precauções especiais de utilização

O tratamento da insuficiência cardíaca crónica estável com bisoprolol tem de ser iniciado com uma fase de titulação específica.

Especialmente em doentes com doença isquémica cardíaca, a interrupção da terapêutica com bisoprolol não deve ser feita abruptamente a menos que seja claramente indicado, uma vez que pode conduzir a um estado transitório de agravamento da condição cardíaca.

O início e a interrupção do tratamento com o bisoprolol necessita de uma monitorização regular.

Não há experiência terapêutica de tratamento com o bisoprolol na insuficiência cardíaca em doentes com as seguintes patologias e condições: - diabetes mellitus insulinodependente (tipo I); - compromisso renal grave; - afeção hepática grave; - miocardiopatia restritiva; - doença cardíaca congénita; - doença valvular orgânica hemodinamicamente significativa; - enfarte do miocárdio há menos de 3 meses.

O bisoprolol tem de ser utilizado com precaução em casos de: - broncospasmo (asma brônquica, doenças obstrutivas das vias respiratórias); - diabetes mellitus com grandes flutuações nos valores da glicemia. Os sintomas de hipoglicemia podem ser mascarados; - jejum prolongado; - terapêutica de dessensibilização em curso. Tal como os outros bloqueadores dos recetores adrenérgicos beta, o bisoprolol pode aumentar tanto a sensibilidade aos alergenos, como a gravidade das reações anafiláticas. O tratamento com adrenalina nem sempre origina o efeito terapêutico esperado; - bloqueio auriculoventricular de primeiro grau; - angina de Prinzmetal; Foram observados casos de vasoespasmo coronário. Apesar da sua elevada seletividade beta-1, as crises de angina não podem ser completamente excluídas quando o bisoprolol é administrado em doentes com angina de Prinzmetal. - doença arterial oclusiva periférica. O agravamento dos sintomas pode ocorrer particularmente no início da terapêutica; - anestesia geral.

Em doentes submetidos a anestesia geral, os bloqueadores dos recetores adrenérgicos beta reduzem a incidência de arritmias e isquemia do miocárdio durante a indução e entubação, e no período pós- operatório. Normalmente recomenda-se que se mantenha o bloqueio dos recetores adrenérgicos beta no período perioperatório. O anestesista deve ser informado do bloqueio dos recetores adrenérgicos beta devido à possibilidade de interações com outros medicamentos, resultando em bradicardias, atenuação da taquicardia reflexa e diminuição da capacidade reflexa para compensar a perda de sangue. Se for considerado necessário interromper a terapêutica com o bloqueador dos recetores adrenérgicos beta antes da cirurgia, esta interrupção deve ser feita gradualmente e terminada cerca de 48 horas antes da anestesia.

A associação do bisoprolol com antagonistas dos canais de cálcio, do tipo verapamilo ou diltiazem, com medicamentos antiarrítmicos de classe I, e com medicamentos antihipertensores de ação central é, geralmente, não recomendada. Para mais informações, consultar a secção 4.5. Embora os bloqueadores dos recetores adrenérgicos beta cardioseletivos (beta-1) possam ter um efeito menor na função pulmonar do que os bloqueadores dos recetores adrenérgicos beta não seletivos, como acontece com todos os bloqueadores dos recetores adrenérgicos beta, estes devem ser evitados em doentes com doenças obstrutivas das vias aéreas, a menos que existam razões clínicas que o obriguem à sua utilização. Quando existem tais razões, Bisoprolol Bluepharma pode ser utilizado com precaução. Nos doentes com doenças obstrutivas das vias aéreas, o tratamento com bisoprolol deve ser iniciado com a menor dose possível e os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados para novos sintomas (por exemplo, dispneia, intolerância ao exercício, tosse). Na asma brônquica ou outras doenças pulmonares obstrutivas crónicas, as quais podem originar sintomas, deve ser administrada terapêutica broncodilatadora concomitante. Ocasionalmente pode ocorrer um aumento da resistência das vias respiratórias em doentes asmáticos, por conseguinte, pode ser necessário aumentar a dose dos agonistas dos recetores adrenérgicos beta-2.

Os doentes com psoríase ou com antecedentes de psoríase, devem ser tratados com bloqueadores dos recetores adrenérgicos beta (por exemplo, bisoprolol) somente após se ter efetuado uma cuidadosa avaliação da relação benefício/risco.

Em doentes com feocromocitoma, o bisoprolol não deve ser administrado até que tenha ocorrido o bloqueio dos recetores alfa.

Os sintomas da tireotoxicose podem ser mascarados devido ao tratamento com bisoprolol.

4.5. Interações medicamentosas e outras formas de interação

Associações não recomendadas

Antagonistas dos canais de cálcio do tipo verapamilo e, em menor grau, do tipo diltiazem: Efeito negativo na contratilidade e na condução auriculoventricular. A administração intravenosa de verapamilo em doentes em tratamento com bloqueadores dos recetores adrenérgicos beta pode conduzir a uma hipotensão profunda e bloqueio auriculoventricular.

Medicamentos antiarrítmicos de classe I (por exemplo, quinidina, disopiramida, lidocaína, fenitoína, flecainida, propafenona): O efeito no tempo de condução auriculoventricular pode ser potenciado e o efeito inotrópico negativo pode ser aumentado.

Medicamentos anti-hipertensores de ação central, tais como a clonidina e outros (por exemplo, metildopa, moxonodina, rilmenidina): O uso concomitante de medicamentos anti-hipertensores de ação central pode agravar a insuficiência cardíaca pela diminuição do tónus simpático central (redução da frequência e débito cardíaco, vasodilatação). A interrupção abrupta, especialmente se anterior à suspensão do bloqueador dos recetores adrenérgicos beta, pode aumentar o risco de “hipertensão rebound”.

Associações a usar com precaução

Antagonistas dos canais de cálcio do tipo dihidropiridina, tais como a felodipina e a amlodipina: A utilização concomitante pode aumentar o risco de hipotensão, e não se pode excluir, em doentes com insuficiência cardíaca, um aumento do risco de deterioração da função de bombeamento ventricular.

Medicamentos antiarrítmicos de classe III (por exemplo amiodarona): O efeito sobre o tempo de condução auriculoventricular pode ser potenciado.

Os bloqueadores dos recetores adrenérgicos beta de administração tópica (por exemplo, colírios usados no tratamento do glaucoma) podem potenciar os efeitos sistémicos do bisoprolol. Medicamentos parassimpaticomiméticos: A utilização concomitante pode aumentar o tempo de condução auriculoventricular e o risco de bradicardia.

Insulina e medicamentos antidiabéticos orais: Aumento do efeito hipoglicemiante. O bloqueio dos recetores adrenérgicos beta pode mascarar os sintomas de hipoglicemia.

Agentes anestésicos: Atenuação da taquicardia reflexa e aumento do risco de hipotensão (para mais informação sobre anestesia geral, ver também a secção 4.4).

Glicosídeos digitálicos: Redução da frequência cardíaca, aumento do tempo de condução auriculoventricular.

Medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs): Os AINEs podem reduzir o efeito hipotensor do bisoprolol.

Fármacos simpaticomiméticos beta (por exemplo isoprenalina, dobutamina): A associação com o bisoprolol pode reduzir o efeito terapêutico de ambos os fármacos.

Fármacos simpaticomiméticos que ativam tanto os recetores adrenérgicos beta como os alfa (por exemplo noradrenalina, adrenalina): A associação com bisoprolol pode desmascarar os efeitos vasoconstritores destes medicamentos, mediados pelo recetor adrenérgico alfa, conduzindo a um aumento da pressão arterial e a uma exacerbação da claudicação intermitente. Considera-se que estas interações acontecem mais frequentemente com os bloqueadores não seletivos dos recetores adrenérgicos beta.

O uso concomitante com medicamentos anti-hipertensores, bem como com outros medicamentos com potencial de redução da pressão arterial (por exemplo antidepressivos tricíclicos, barbitúricos, fenotiazinas) pode aumentar o risco de hipotensão.

Associações a ter em consideração Mefloquina: Risco aumentado de bradicardia.

Inibidores da monoaminoxidase (exceto inibidores MAO-B): Aumento do efeito hipotensivo dos bloqueadores dos recetores adrenérgicos beta, mas também risco de crise hipertensiva.

4.6. Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

O bisoprolol tem efeitos farmacológicos que podem causar efeitos prejudiciais durante a gravidez e/ou no feto/recém-nascido. Em geral, os bloqueadores dos recetores adrenérgicos beta reduzem a perfusão placentária, o que tem sido associado a um atraso do crescimento do feto, morte intrauterina, aborto ou parto prematuro. Podem ocorrer efeitos adversos (por exemplo, hipoglicemia e bradicardia) no feto e no recém-nascido. Se for necessário efetuar tratamento com bloqueadores dos recetores adrenérgicos beta, é preferível utilizar os bloqueadores seletivos dos recetores adrenérgicos beta-1. O bisoprolol não deve ser utilizado durante a gravidez, a menos que se considere estritamente necessário. Se o tratamento com bisoprolol for considerado necessário, o fluxo sanguíneo uteroplacentário e o crescimento fetal devem ser monitorizados. Em caso de efeitos prejudiciais durante a gravidez ou no feto devem ser considerados tratamentos alternativos. O recém-nascido deve ser rigorosamente monitorizado. De um modo geral, espera-se a ocorrência de sintomas de hipoglicemia e bradicardia nos primeiros 3 dias.

Amamentação

Não é conhecido se este fármaco é excretado no leite materno humano. Por isso, não se recomenda o aleitamento durante a administração de bisoprolol.

4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Num estudo efetuado em doentes com cardiopatia coronária, o bisoprolol não prejudicou a capacidade de conduzir. Contudo, devido à variação individual de reações ao fármaco, a capacidade de conduzir veículos ou de utilizar máquinas pode ser afetada. Este facto deve ser considerado particularmente no início do tratamento ou após a alteração da medicação, ou ainda em caso de administração concomitante com o álcool.

4.8. Efeitos indesejáveis

As seguintes definições aplicam-se à terminologia de frequência utilizada a seguir:

Muito frequentes (≥1/10) Frequentes (≥1/100, <1/10) Pouco frequentes (≥ 1/1.000, <1/100) Raros (≥1/10.000, <1/1.000) Muito raros (<1/10.000) Desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis).

Cardiopatias: Muito frequentes: bradicardia. Frequentes: agravamento da insuficiência cardíaca. Pouco frequentes: perturbações da condução auriculoventricular. Exames complementares de diagnóstico: Raros: aumento dos triglicéridos, aumento das enzimas hepáticas (ALAT, ASAT).

Doenças do sistema nervoso: Frequentes: tonturas, cefaleias. Raros: síncope.

Afeções oculares: Raros: redução do fluxo lacrimal (a ter em consideração no caso do doente usar lentes de contato). Muito raros: conjuntivite.

Afeções do ouvido e do labirinto: Raros: perturbações da audição.

Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino: Pouco frequentes: broncospasmo em doentes com asma brônquica ou história de doença obstrutiva das vias respiratórias. Raros: rinite alérgica.

Doenças gastrointestinais: Frequentes: queixas gastrointestinais tais como náuseas, vómitos, diarreia, obstipação.

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneas: Raros: reações de hipersensibilidade (prurido, rubor, erupção cutânea e angiedema). Muito raros: alopecia. Os bloqueadores dos recetores adrenérgicos beta podem provocar ou agravar a psoríase ou induzir uma erupção cutânea semelhante à psoríase. Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos: Pouco frequentes: fraqueza muscular e cãibras musculares.

Vasculopatias: Frequentes: sensação de frio ou adormecimento das extremidades, hipotensão. Pouco frequentes: hipotensão ortostática.

Perturbações gerais: Frequentes: astenia, fadiga.

Afeções hepatobiliares: Raros: hepatite.

Doenças dos órgãos genitais e da mama: Raros: disfunção erétil.

Perturbações do foro psiquiátrico: Pouco frequentes: perturbações do sono, depressão. Raros: pesadelos, alucinações.

Notificação de suspeitas de reações adversas A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas através de:

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) e-mail: [email protected]

4.9. Sobredosagem

Sintomas Na sobredosagem (por exemplo dose diária de 15 mg em vez de 7,5 mg) foi notificado bloqueio auriculoventricular de terceiro grau, bradicardia e tonturas. Geralmente, os sintomas esperados mais comuns numa sobredosagem de bloqueador adrenérgico beta são bradicardia, hipotensão, broncospasmo, insuficiência cardíaca aguda e hipoglicemia. Até à data, foi notificado um reduzido número de casos de sobredosagem com bisoprolol (dose máxima: 2000 mg) em doentes sofrendo de hipertensão e/ou cardiopatia coronária, os quais apresentaram sintomas de bradicardia e/ou hipotensão; todos os doentes recuperaram. Existe uma elevada variação interindividual na sensibilidade a uma dose única elevada de bisoprolol e é provável que os doentes com insuficiência cardíaca sejam muito sensíveis. Por este motivo é mandatório iniciar o tratamento destes doentes com uma titulação gradual crescente de doses, de acordo com o esquema apresentado na secção 4.2.

Tratamento Quando ocorre uma situação de sobredosagem, o tratamento com bisoprolol deve ser suporte. Dados limitados sugerem que o bisoprolol é dificilmente dialisável. Baseada nas ações farmacológicas esperadas e nas recomendações para outros bloqueadores dos recetores adrenérgicos beta são de considerar as seguintes medidas gerais, quando entendidas necessárias do ponto de vista clínico. Bradicardia: Administrar atropina por via intravenosa. Caso a resposta não seja adequada, podem ser administrados, com precaução, a isoprenalina ou outro fármaco com propriedades cronotrópicas positivas. Em algumas circunstâncias poderá mesmo ser necessário a colocação de um pacemaker transvenoso.

Hipotensão: Devem ser administrados fluidos intravenosos e vasopressores. O glucagom administrado por via intravenosa pode também ser útil.

Bloqueio auriculoventricular (de segundo ou terceiro grau): Os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados e tratados com isoprenalina em perfusão, ou mediante a colocação de um pacemaker transvenoso cardíaco.

Agravamento agudo da insuficiência cardíaca: Administrar diuréticos por via intravenosa, fármacos inotrópicos, fármacos vasodilatadores.

Broncospasmo: Administrar uma terapêutica broncodilatadora, tal como isoprenalina, fármacos simpaticomiméticos beta-2 e/ou aminofilina.

Hipoglicemia: Administrar glucose por via intravenosa.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1. Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 3.4.4.2.1 - Aparelho cardiovascular. Anti-hipertensores. Depressores da atividade adrenérgica. Bloqueadores beta. Seletivos cardíacos, Código ATC: C07AB07

Mecanismo de ação O bisoprolol é um agente bloqueante, altamente seletivo para os recetores adrenérgicos beta-1, desprovido de atividade estimulante intrínseca e de atividade relevante estabilizadora da membrana. Demonstra apenas uma afinidade reduzida para os recetores beta-2 da musculatura lisa dos brônquios e dos vasos, bem como para os recetores adrenérgicos beta-2 envolvidos na regulação metabólica. Por conseguinte, de um modo geral, não é de esperar que o bisoprolol influencie a resistência das vias respiratórias e os efeitos metabólicos mediados pelos recetores adrenérgicos beta-2. A seletividade do bisoprolol para os recetores adrenérgicos beta-1 estende-se para além do intervalo de doses terapêuticas.

Eficácia e segurança clínicas No total, foram incluídos 2647 doentes no estudo CIBIS II. Destes doentes, 83% (n=2202) estavam diagnosticados com insuficiência cardíaca de classe III da NYHA e 17% (n=445) de classe IV da NYHA. Estes doentes apresentavam insuficiência cardíaca sistólica sintomática estável (fração de ejeção ≤ 35%, baseada na ecocardiografia). A mortalidade total foi reduzida de 17,3% para 11,8% (redução relativa de 34%). Foi observada uma diminuição na taxa de morte súbita (3,6% vs. 6,3%, diminuição relativa de 44%) e uma redução do número de episódios de insuficiência cardíaca requerendo hospitalização (12% vs. 17,6%, redução relativa de 36%). Adicionalmente, foi observada uma melhoria significativa do estado funcional dos doentes, de acordo com a classificação NYHA. Durante o início e a fase de titulação do bisoprolol foram observadas hospitalizações devido a bradicardia (0,53%), hipotensão (0,23%) e descompensação aguda (4,97%), mas não foram mais frequentes do que os observados no grupo placebo (0%; 0,3% e 6,74%). O número de acidentes vasculares cerebrais fatais e incapacitantes durante o período total do estudo foi de 20 no grupo do bisoprolol e de 15 no grupo placebo. O ensaio CIBIS III investigou 1010 doentes com idade ≥ 65 anos, com insuficiência cardíaca crónica ligeira a moderada (ICC, classe II ou III da NYHA) e fração de ejeção do ventrículo esquerdo ≤ 35%, que não foram tratados anteriormente com inibidores da ECA, bloqueadores dos recetores adrenérgicos beta ou bloqueadores dos recetores da angiotensina. Os doentes foram tratados com uma associação de bisoprolol e enalapril, durante 6 a 24 meses, após um tratamento inicial de 6 meses com bisoprolol ou com enalapril.

Verificou-se uma tendência de aumento da frequência de agravamento da insuficiência cardíaca crónica quando o bisoprolol foi usado como tratamento inicial de 6 meses. Na análise per-protocol não foi comprovada a não inferioridade do tratamento no grupo que iniciou com bisoprolol versus o grupo que iniciou tratamento com enalapril, embora as duas estratégias para início do tratamento da insuficiência cardíaca crónica terem mostrado uma taxa idêntica no objetivo primário combinado morte e hospitalização no final do estudo (32,4% no grupo que iniciou com bisoprolol versus 33,1% no que iniciou com enalapril, numa avaliação da população per-protocol). O estudo evidencia que o bisoprolol também pode ser usado em doentes idosos com insuficiência cardíaca crónica ligeira a moderada.

O bisoprolol é também utilizado no tratamento da hipertensão e da angina de peito.

Numa administração aguda em doentes com cardiopatia coronária sem insuficiência cardíaca crónica, o bisoprolol reduz a frequência cardíaca e o volume de ejeção e, por conseguinte, o débito cardíaco e o consumo de oxigénio. Em administração crónica, a resistência periférica elevada observada inicialmente tende a reduzir-se.

5.2. Propriedades farmacocinéticas

Absorção O bisoprolol é absorvido e tem uma biodisponibilidade de cerca de 90 % após administração por via oral.

Distribuição O volume de distribuição é de 3,5 l/kg. A taxa de ligação às proteínas plasmáticas do bisoprolol é de cerca de 30%.

Biotransformação e eliminação O bisoprolol é excretado pelo organismo através de duas vias. 50% é metabolizado pelo fígado em metabolitos inativos, que são depois excretados pelos rins. Os restantes 50% são excretados pelos rins na forma não metabolizada. A depuração total é de aproximadamente 15 l/h. A semivida de eliminação plasmática de 10-12 horas assegura um efeito durante 24 horas após a administração de uma dose única diária.

Linearidade A cinética do bisoprolol é linear e independente da idade.

Populações especiais Dado que a eliminação ocorre a nível renal e hepático na mesma extensão, normalmente não é necessário proceder ao ajuste posológico em doentes com insuficiência renal ou hepática. Não foi avaliada a farmacocinética em doentes com insuficiência cardíaca crónica estável e com insuficiência renal ou hepática. Em doentes com insuficiência cardíaca crónica (NYHA estadio III), os níveis plasmáticos do bisoprolol são mais elevados e a semivida é prolongada comparativamente com os voluntários saudáveis. A concentração plasmática máxima no estado de equilíbrio é de 64±21 ng/ml para uma dose diária de 10 mg e a semivida é de 17±5 horas.

5.3. Dados de segurança pré-clínica

Os dados pré-clínicos não revelam riscos especiais para o ser humano, segundo estudos convencionais de farmacologia de segurança, toxicidade de dose repetida, genotoxicidade ou potencial carcinogénico. Tal como outros bloqueadores dos recetores adrenérgicos beta, o bisoprolol causou toxicidade materna (diminuição da ingestão de alimentos e diminuição do peso corporal) e toxicidade embrio/fetal (aumento da incidência de reabsorções, reduzido peso à nascença, desenvolvimento físico retardado) em doses elevadas, mas não foi teratogénico.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1. Lista dos excipientes

Núcleo do comprimido: celulose microcristalina, carboximetilamido sódico (tipo-A), povidona K-30, sílica coloidal anidra, estearato de magnésio. Revestimento: hipromelose, macrogol 400, dióxido de titânio (E171), talco .

6.2. Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3. Prazo de validade

Prazo de validade para blister PVC/PVDC-Alu: 2 anos.

Prazo de validade para blister Alu-Alu: 3 anos.

6.4. Precauções especiais de conservação

Não conservar acima de 30ºC.

6.5. Natureza e conteúdo do recipiente

Blister de PVC/PVDC-Alu e blisters de Alu-Alu.

Embalagens de 20,28,30,50,56,60,90 e 100 comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6. Precauções especiais de eliminação

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Bluepharma Genéricos – Comércio de Medicamentos, S.A. São Martinho do Bispo 3045-016 Coimbra Portugal

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Registo nº XXXXXXX, no INFARMED - 20 comprimidos revestidos por película, blister PVC/PVDC-Alu Registo nº XXXXXXX, no INFARMED - 28 comprimidos revestidos por película, blister PVC/PVDC-Alu Registo nº XXXXXXX, no INFARMED - 30 comprimidos revestidos por película, blister PVC/PVDC-Alu Registo nº XXXXXXX, no INFARMED - 50 comprimidos revestidos por película, blister PVC/PVDC-Alu Registo nº XXXXXXX, no INFARMED - 56 comprimidos revestidos por película, blister PVC/PVDC-Alu Registo nº XXXXXXX, no INFARMED - 60 comprimidos revestidos por película, blister PVC/PVDC-Alu Registo nº XXXXXXX, no INFARMED - 90 comprimidos revestidos por película, blister PVC/PVDC-Alu Registo nº XXXXXXX, no INFARMED - 100 comprimidos revestidos por película, blister PVC/PVDC-Alu

Registo nº XXXXXXX, no INFARMED - 20 comprimidos revestidos por película, blister Alu-Alu Registo nº XXXXXXX, no INFARMED - 28 comprimidos revestidos por película, blister Alu-Alu Registo nº XXXXXXX, no INFARMED - 30 comprimidos revestidos por película, blister Alu-Alu Registo nº XXXXXXX, no INFARMED - 50 comprimidos revestidos por película, blister Alu-Alu Registo nº XXXXXXX, no INFARMED - 56 comprimidos revestidos por película, blister Alu-Alu Registo nº XXXXXXX, no INFARMED - 60 comprimidos revestidos por película, blister Alu-Alu Registo nº XXXXXXX, no INFARMED - 90 comprimidos revestidos por película, blister Alu-Alu Registo nº XXXXXXX, no INFARMED - 100 comprimidos revestidos por película, blister Alu-Alu

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

<Data da primeira autorização: {DD de mês de AAAA}> <Data da última renovação: {DD de mês de AAAA}>

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

<{MM/AAAA}>

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