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Celestone

Substância ativa: Betametasona
Forma farmacêutica: Solução oral 0.5 mg/ml
Fonte: Folheto informativo oficial (INFARMED / INFOMED)

APROVADO EM 27-06-2024 INFARMED Folheto informativo: Informação para o doente Celestone 0,5 mg/ml solução oral Betametasona Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois contém informação importante para si. – Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente. – Caso tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico. – Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença. – Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4. O que contém este folheto:

1. O que é Celestone e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Celestone

3. Como tomar Celestone

4. Efeitos indesejáveis possíveis

5. Como conservar Celestone

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Celestone e para que é utilizado

Celestone solução oral destina-se a administração oral, e contém betametasona, um derivado sintético da prednisolona que pertence ao grupo farmacoterapêutico 8.2.2 Glucocorticoides. Os análogos sintéticos dos glucocorticoides, como a betametasona, são principalmente utilizados pelos seus potentes efeitos anti-inflamatórios, antirreumatismais e antialérgicos. Celestone está indicado no tratamento de diversas doenças endócrinas (hormonais), musculoesqueléticas, do colagénio, dermatológicas (da pele), alérgicas, oftalmológicas (dos olhos), respiratórias, hematológicas (do sangue), neoplásicas e outras que melhoram com corticosteroides. A terapêutica hormonal com corticosteroides é auxiliar da terapêutica convencional.

2. O que precisa de saber antes de tomar Celestone

Não tome Celestone – se tem alergia (hipersensibilidade) à betametasona, a outros corticosteroides, ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6). – se tem infeções no sangue causadas por fungos.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Celestone: APROVADO EM 27-06-2024 INFARMED – se tem colite ulcerosa (inflamação e ulceração do cólon e reto) não específica ou se houver a probabilidade de perfuração iminente; – se tem um abcesso ou outra infeção piogénica (com pus); – se tem diverticulite (inflamação no intestino), anastomoses intestinais recentes ou úlcera péptica ativa ou latente; – se tem insuficiência dos rins; – se tem tensão arterial elevada; – se tem osteoporose e miastenia grave (doença muscular). – se tem herpes simples ocular, uma vez que pode ocorrer ulceração da córnea. – se tem hipotiroidismo (diminuição da produção das hormonas da tiroide) ou cirrose, uma vez que o efeito dos corticosteroides é potenciado. – se sofre de tuberculose ativa ou latente; – se sofre de instabilidade emocional ou tem tendências psicóticas; – se tem feocromocitoma (um tumor das glândulas suprarrenais). Os corticosteroides podem encobrir alguns sintomas de infeção, podendo ocorrer novas infeções durante a sua utilização, bem como diminuição da resistência e impossibilidade de localizar infeções. O uso prolongado de corticosteroides pode produzir cataratas (problemas de visão) subcapsulares posteriores (especialmente em crianças) e glaucoma (aumento da pressão intraocular) com possível lesão do nervo ótico e potenciar o desenvolvimento de infeções oculares secundárias causadas por fungos e vírus. Evite a exposição a varicela e sarampo, principalmente no caso de crianças. No caso desta ocorrer, deve procurar o seu médico. Deve considerar-se a restrição do sal e aumento do potássio na dieta dos doentes submetidos a corticoterapia. Todos os corticosteroides potenciam a excreção de potássio. Enquanto submetidos a corticoterapia, os doentes não devem ser vacinados contra a varíola nem sujeitos a outras medidas de imunização, em especial se medicados com doses elevadas. Contacte o seu médico se apresentar visão turva ou outras perturbações visuais. Outros medicamentos e Celestone Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica. O uso concomitante de fenobarbital, fenitoína, rifampicina, ou efedrina, pode aumentar o metabolismo dos corticosteroides, reduzindo os seus efeitos terapêuticos. Os doentes medicados com um corticosteroide e um estrogénio devem ser vigiados, no que se refere a efeitos excessivos dos corticosteroides. O uso concomitante de corticosteroides e diuréticos expoliadores de potássio pode acentuar a hipocaliémia. O emprego concomitante de corticosteroides e glicosidos cardíacos pode favorecer a possibilidade de arritmias ou intoxicação digitálica, APROVADO EM 27-06-2024 INFARMED associada a hipocaliémia. Os corticosteroides podem aumentar a expoliação de potássio originada pela anfotericina B. Em todos os doentes sujeitos a terapêutica com qualquer destas associações farmacológicas, devem ser monitorizados os eletrólitos séricos e, em especial, os níveis de potássio. O uso concomitante de corticosteroides e anticoagulantes cumarínicos pode aumentar ou diminuir os efeitos anticoagulantes, sendo geralmente necessário um reajustamento da dosagem. Os efeitos combinados de anti-inflamatórios não esteroides, ou álcool, com glucocorticoides podem originar uma ocorrência crescente ou um agravamento da ulceração gastrintestinal. O ácido acetilsalicílico deve ser usado com precaução, em conjunto com corticosteroides, na hipoprotrombinemia. Podem ser necessários ajustamentos posológicos dos fármacos antidiabéticos, quando se administram corticosteroides a diabéticos. A terapêutica concomitante com glucocorticoides pode inibir a resposta à somatotrofina. Devem ser evitadas, durante a administração da somatotrofina, doses de betametasona superiores a 300-450 mcg (0,3-0,45 mg), por m2 de superfície corporal por dia. Alguns medicamentos podem potenciar os efeitos de Celestone e o seu médico poderá querer monitorizá-lo cuidadosamente se estiver a tomá-los (incluindo alguns medicamentos utilizados para tratar as infeções por VIH: ritonavir, cobicistasto). Interações fármaco/testes laboratoriais: Os corticosteroides podem afetar o teste do nitroblue tetrazolium nas infeções bacterianas e produzir resultados falsos negativos. Gravidez e amamentação Não tome Celestone sem expressa indicação médica. Dado não terem sido realizados estudos adequados sobre os efeitos dos corticosteroides na reprodução humana, a administração destes fármacos a mulheres grávidas, lactantes ou em idade fértil exige que os eventuais benefícios da terapêutica sejam avaliados em relação aos potenciais riscos para a mãe, feto ou lactente. Os lactentes nascidos de mães que receberam doses substanciais de corticosteroides durante a gravidez devem ser cuidadosamente observados para deteção de hipoadrenalismo (diminuição na produção de hormonas suprarenais). Devido à penetração da barreira placentária, os recém-nascidos e lactentes nascidos de mães medicadas com corticosteroides, durante a gravidez, devem ser cuidadosamente examinados para despiste da possível (embora muito rara) ocorrência de cataratas congénitas. As mulheres submetidas a corticoterapia durante a gravidez devem ser vigiadas, durante e após o parto, para deteção de qualquer insuficiência suprarenal causada pelo stress associado ao parto. Os corticoides atravessam a barreira placentária e são excretados no leite materno. APROVADO EM 27-06-2024 INFARMED Condução de veículos e utilização de máquinas Não aplicável Celestone contém 310 mg de propilenoglicol (E1520) em cada ml Se o seu filho tem menos de 5 anos de idade, fale com o seu médico ou farmacêutico

antes de administrar este medicamento, especialmente se estiverem a ser utilizados

outros medicamentos que contenham propilenoglicol ou álcool. Se está grávida ou a amamentar, não tome este medicamento a menos que recomendado pelo seu médico. O seu médico poderá realizar verificações adicionais enquanto estiver a tomar este medicamento. Se sofre de uma doença de fígado ou rins, não tome este medicamento a menos que recomendado pelo seu médico. O seu médico poderá realizar verificações adicionais enquanto estiver a tomar este medicamento. Celestone contém sódio Este medicamento contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por ml ou seja, é praticamente "isento de sódio". Celestone contém aromatizante de laranja com etanol A pequena quantidade de álcool neste medicamento não terá quaisquer efeitos percetíveis. Celestone contém glicerol Celestone solução oral contém glicerol, que pode causar dor de cabeça, distúrbios no estômago e diarreia.

3. Como tomar Celestone

As exigências das doses de Celestone são variáveis e devem ser individualizadas, de acordo com a doença específica, sua gravidade e a reação do doente. A dose inicial de Celestone pode variar de 0,25 mg a 8 mg por dia, dependendo da doença específica a tratar. Em situações de menor gravidade, as doses baixas são geralmente suficientes, enquanto que, em determinados doentes, são exigidas doses iniciais mais elevadas. A dose inicial deve ser mantida, ou ajustada, até se notar uma resposta satisfatória. Se após um período razoável não se observar uma melhoria clínica adequada, Celestone deverá ser suspenso, sendo o doente transferido para uma outra terapêutica. Nas crianças, a dose oral inicial varia, geralmente, entre 17,5 e 250 mcg (0,017 a 0,25 mg) por kg de peso corporal, por dia, ou 0,5 mg a 7,5 mg, por m2 de superfície corporal, por dia. As doses para lactentes e crianças devem ser reguladas segundo os mesmos princípios adotados para os adultos, e não por uma estrita observância das proporções indicadas pela idade, ou peso. Quando se observar uma resposta favorável, a dose de manutenção ideal deverá ser determinada, diminuindo a dose inicial em pequenas proporções e a intervalos APROVADO EM 27-06-2024 INFARMED adequados, até se alcançar a dose mais baixa que permite manter uma resposta clínica conveniente. Se, numa situação crónica, ocorrer um período de remissão espontânea, o tratamento deverá ser interrompido. Se estiver sujeito a situações de stress, sem relação direta com a doença em tratamento, poderá ser necessário um aumento da dose de Celestone. Recomendações para as várias doenças: Artrite reumatoide e outras doenças reumáticas: Recomenda-se uma dose diária inicial de 1 a 2,5 mg, até se obter uma resposta adequada, geralmente num prazo de 3 a 4 dias, ou por um período de 7 dias. Logo que se obtenha uma resposta positiva, a dose deve ser diminuída 0,25 mg a intervalos de 2/3 dias, até se determinar a dose de manutenção correta, geralmente de 0,5 a 1,5 mg por dia. Febre reumática aguda: A dose diária inicial situa-se entre 6 e 8 mg. Depois de conseguido um controlo adequado, a dose total diária deve diminuir 0,25 a 0,5 mg/dia, até se obter um nível de manutenção satisfatório. Bursite (inflamação de uma articulação): Inicialmente, recomenda-se 1 a 2,5 mg por dia, em doses fracionadas. Observa-se, em geral, uma resposta clínica satisfatória em 2/3 dias, após a qual a dose deve ser reduzida, gradualmente, nos dias imediatos e, em seguida, suspensa. Mal asmático: Neste caso, são necessários 3,5 a 4,5 mg por dia, durante 1/2 dias, para controlar a crise. Posteriormente, a dose deve ser reduzida em frações de 0,25 mg a 0,5 mg, em dias alternados, até se obter o nível de manutenção ou a suspensão da terapêutica. Asma crónica refratária: A dose administrada inicialmente é, em geral, de 3,5 mg por dia até ser obtida uma resposta satisfatória, ou durante um período arbitrário de 7 dias, sendo então reduzida em frações de 0,25 mg a 0,5 mg/dia até um nível de manutenção adequado. Enfisema ou fibrose pulmonar: O tratamento principia, geralmente, com uma dose diária fracionada de 2 a 3,5 mg durante vários dias, até se observar uma melhoria. A dose diária é então reduzida 0,5 mg cada 2/3 dias, até se alcançar um nível de manutenção satisfatório, geralmente entre 1 e 2,5 mg. Febre dos fenos refratária (Polinose): A terapêutica deve ser orientada para a obtenção de um alívio sintomático adequado, durante a estação crítica. No 1º dia, recomenda-se 1,5 a 2,5 mg em doses fracionadas e, posteriormente, a dose total diária deverá ser reduzida 0,5 mg por dia, até recorrência dos sintomas. Lúpus eritematoso disseminado: O tratamento inicial indicado é geralmente 1 a 1,5 mg ministrados 3 vezes ao dia, durante vários dias. A dose deverá ser então reduzida, com moderação, até se alcançar uma dose de manutenção adequada (geralmente entre 1,5 a 3 mg por dia). Doenças dermatológicas: A dose inicial situa-se entre 2,5 e 4,5 mg por dia, até se conseguir um controlo satisfatório, após o qual a dose deve ser reduzida em frações de 0,25 a 0,5 mg cada 2 ou 3 dias, até se atingir a dose de manutenção satisfatória. APROVADO EM 27-06-2024 INFARMED

Doença inflamatória ocular (segmento posterior): A terapêutica inicial é de 2,5 a 4,5 mg por dia, em doses fracionadas, até se obter um controlo satisfatório ou durante um período arbitrário de sete dias, consoante o que primeiro ocorrer. Em caso de perturbações crónicas que requerem uma terapêutica contínua, a dose será reduzida 0,5 mg/dia até se atingir um nível de manutenção adequado. Geralmente, em situações autolimitadas ou agudas, a terapêutica deve ser suspensa, após um intervalo apropriado. Síndrome adrenogenital (disfunção na produção de hormonas): A posologia deve ser individualizada e ajustada para se manter o nível de 17-cetosteróide urinário dentro de parâmetros normais, sendo geralmente eficaz entre 1 e 1,5 mg por dia, em doses fracionadas.

Posologia diária única: Para conveniência do doente e para assegurar um

cumprimento adequado da terapêutica, a dose de manutenção diária total pode ser administrada uma vez ao dia, de manhã. 40 gotas correspondem a 1 ml de solução e a 0,5 mg de betametasona. Se tomar mais Celestone do que deveria Sintomas: Não é previsível que uma sobredosagem aguda com glucocorticoides, incluindo betametasona, leve a uma situação potencialmente fatal. Exceto em doses extremas, alguns dias de administração excessiva de glucocorticoides não devem produzir resultados nocivos na ausência de contraindicações específicas, tais como diabetes mellitus, glaucoma ou úlcera péptica ativa ou em doentes submetidos a medicação com digitálicos, anticoagulantes do tipo cumarínico ou diuréticos expoliadores de potássio. Tratamento: Em caso de ocorrência de sobredosagem, deverá ser considerada a consulta a um centro antivenenos. Considerar as medidas normais de remoção de qualquer fármaco não absorvido, p.ex. a lavagem gástrica. As complicações resultantes dos efeitos metabólicos dos corticosteroides, dos efeitos deletérios da doença básica, ou concomitante, ou provenientes de interações farmacológicas, deverão ser tratadas de uma maneira adequada. Caso se tenha esquecido de tomar Celestone Caso se tenha esquecido de tomar uma dose de Celestone, tome-a logo que possível, e retome o intervalo entre doses anterior. Não tome uma dose a dobrar para compensar a que se esqueceu de tomar. Se parar de tomar Celestone A suspensão repentina do tratamento pode causar alguns efeitos indesejáveis. Não deve parar o tratamento sem indicação do seu médico, que em princípio reduzirá gradualmente a posologia. Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.

4. Efeitos indesejáveis possíveis

APROVADO EM 27-06-2024 INFARMED Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se manifestem em todas as pessoas. Os efeitos indesejáveis de Celestone foram os mesmos que os observados com outros corticosteroides: Perturbações do equilíbrio hidroelectrolítico: Retenção do sódio e de fluidos, insuficiência cardíaca congestiva em doentes sensíveis, perda de potássio, alcalose hipocalémica, tensão arterial elevada. Perturbações musculoesqueléticas: Fraqueza muscular, miopatia corticosteroide, perda de massa muscular, agravamento dos sintomas de miastenia grave, osteoporose, fraturas de compressão vertebral, necrose asséptica das cabeças do úmero e femur, fratura patológica dos ossos longos, rutura dos tendões. Gastrintestinais: Úlcera péptica com possível perfuração e hemorragia, pancreatite (inflamação no pâncreas), distensão abdominal, soluços, esofagite ulcerativa (inflamação e ulceração do esófago). Perturbações dermatológicas: Pele fragilizada, petéquias (manchas vermelhas) e equimoses (nódoas negras), eritema facial, dificuldades na cicatrização de feridas, atrofia cutânea, aumento da sudorese, ausência de reação a testes cutâneos, dermatite (inflamação na pele) alérgica, urticária, edema angioneurótico (inchaço da face, órgãos genitais). Perturbações neurológicas: Convulsões, aumento da pressão intracraniana com edema papilar (pseudomotor cerebral) geralmente após tratamento, vertigens, dores de cabeça. Perturbações endócrinas: Irregularidades menstruais, desenvolvimento da doença de Cushing, supressão do crescimento fetal ou infantil, insuficiência secundária das suprarenais e hipófise, especialmente em alturas de stress, como situações de trauma, cirurgia ou doença, menor tolerância aos hidratos de carbono, manifestações de diabetes mellitus latente, aumento das necessidades de insulina ou de agentes hipoglicemiantes orais nos diabéticos. Perturbações oftálmicas: Cataratas subcapsulares posteriores, aumento da pressão intraocular, glaucoma, exoftalmia (olhos salientes), visão turva. Perturbações metabólicas: Balanço negativo do azoto, devido a catabolismo das proteínas, lipomatose (proliferação de células adiposas), ganho de peso. Perturbações psiquiátricas: Euforia, labilidade emocional, depressão profunda e verdadeiras manifestações psicóticas, alterações da personalidade, hiperirritabilidade, insónia. Os corticosteroides podem alterar a motilidade e número de espermatozoides em alguns doentes. Comunicação de efeitos indesejáveis APROVADO EM 27-06-2024 INFARMED Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente ao INFARMED, I.P.: Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 7373 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected] Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.

5. Como conservar Celestone

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação. Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças. Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso no frasco, após EXP. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado. O prazo de validade após a primeira abertura do frasco é de 3 meses. Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Celestone A substância ativa é a betametasona. Cada mililitro de solução oral de Celestone contém 0,5 mg de betametasona. Os outros componentes são propilenoglicol (E1520), glicerol (E422), sucralose (E955), ácido cítrico (E330), fosfato dissódico (E339), aromatizante de laranja, ácido fosfórico (E338) (para ajuste de pH), hidróxido de sódio (E524) (para ajuste de pH) e água purificada. Qual o aspeto de Celestone e conteúdo da embalagem Celestone é uma solução límpida, sem cor ou amarelada. Celestone solução oral está disponível em frascos de vidro ambar de 30 ml, com uma pipeta conta-gotas graduada. 40 gotas correspondem a 1 ml de solução e a 0,5 mg de betametasona. APROVADO EM 27-06-2024 INFARMED Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante Titular da Autorização de Introdução no Mercado: Organon Portugal, Sociedade Unipessoal Lda. Rua Alexandre Herculano, 50 – Piso 9 1250-011 Lisboa Portugal Tel: 21 870 55 00 Fabricante: Cenexi HSC 2, rue Louis Pasteur 14200 Hérouville Saint-Clair France Organon Heist bv Industriepark 30 2220 Heist-op-den-Berg Bélgica

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⚕Para profissionais — Resumo das Características do Medicamento (RCM)Ficha técnica completa: posologia, interações, contraindicações, advertências+
Informações técnicas destinadas aos profissionais de saúde (médicos e farmacêuticos). Le Resumo das Características do Medicamento (RCM) est le document officiel approuvé par l’ANSM/EMA. Il ne remplace pas la notice ni l’avis du médecin.

27-06-2024

1. NOME DO MEDICAMENTO

Celestone 0,5 mg/ml solução oral.

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada mililitro de solução oral contém 0,5 mg de betametasona. Excipientes com efeito conhecido Glicerol (E422) - 600 mg/ml Propilenoglicol (E1520) - 310 mg/ml Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Solução oral

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1. Indicações terapêuticas

Celestone está indicado no tratamento de diversas doenças endócrinas, musculoesqueléticas, do colagénio, dermatológicas, alérgicas, oftalmológicas, respiratórias, hematológicas, neoplásicas e outras sensíveis à corticoterapia. A terapêutica hormonal corticosteroide é adjuvante da terapêutica convencional. Doenças endócrinas: Insuficiência adrenocortical primária ou secundária (em associação com mineralocorticóides, se aplicável); hiperplasia congénita das suprarrenais; tiroidite não supurativa; e hipercalcemia associada a neoplasia. Doenças musculoesqueléticas: Como terapêutica adjuvante para administração a curto prazo (nos casos em que se pretende controlar uma crise aguda, ou exacerbação) na artrite psoriática; artrite reumatoide (alguns casos específicos podem exigir uma terapêutica de manutenção com doses reduzidas); espondilite anquilosante; bursite aguda e subaguda; tenossinovite aguda não específica; artrite gotosa; febre reumática aguda e sinovite. Doenças do colagénio: Durante uma exacerbação ou como terapêutica de manutenção em casos selecionados de lúpus eritematoso sistémico, cardite reumática aguda, esclerodermia e dermatomiosite. Doenças dermatológicas: Pênfigo; dermatite herpetiforme bulhosa; eritema multiforme grave (síndroma de Stevens-Johnson); dermatite exfoliativa; micose fungóide; psoríase grave; eczema alérgico (dermatite crónica) e urticária. 27-06-2024 Estados alérgicos: Controlo de doenças alérgicas graves ou incapacitantes não sensíveis ao tratamento convencional (segundo ensaios adequados), tais como rinite alérgica sazonal ou perene, pólipos nasais, asma brônquica (incluindo mal asmático), dermatite de contacto, dermatite atópica (neurodermatite), reações a fármacos e ao soro. Doenças oftalmológicas: Situações alérgicas e inflamatórias agudas e crónicas, que envolvam os olhos e seus anexos, como conjuntivite alérgica, queratite, úlceras alérgicas marginais da córnea, herpes zoster oftálmico, irite e iridociclite, corioretinite, inflamação do segmento anterior, uveíte posterior difusa e coroidite, nevrite ótica, oftalmia simpática, retinite central, nevrite retrobulbar. Doenças respiratórias: Sarcoidose sintomática; síndroma de Loeffler incontrolável por outros meios; beriliose; tuberculose pulmonar fulminante ou disseminada, quando acompanhada de quimioterapia antituberculosa adequada; enfisema pulmonar; fibrose pulmonar. Perturbações hematológicas: Trombocitopenia idiopática e secundária nos adultos; anemia hemolítica (autoimune) adquirida; eritroblastopenia (anemia RBC); anemia hipoplástica congénita (eritroide); reações de transfusões. Doenças neoplásicas: No tratamento paliativo de leucemias e linfomas em adultos e leucemia aguda em crianças. Estados edematosos: Com o objetivo de induzir diurese ou remissão da proteinúria no síndrome nefrótico, sem uremia, do tipo idiopático ou devido a lúpus eritematoso; angioedema. Outras: Meningite tuberculosa com bloqueio subaracnoideu ou bloqueio iminente, quando acompanhado de quimioterapia antituberculosa adequada; colite ulcerosa; paralisia de Bell.

4.2. Posologia e modo de administração

Posologia As exigências posológicas são variáveis e devem ser individualizadas, de acordo com a doença específica, sua gravidade e a reação do doente. A dose inicial de Celestone pode variar de 0,25 mg a 8 mg por dia, dependendo da doença específica a tratar. Em situações de menor gravidade, as doses baixas são geralmente suficientes, enquanto que, em determinados doentes, são exigidas doses iniciais mais elevadas. A dose inicial deve ser mantida, ou ajustada, até se notar uma resposta satisfatória. Se após um período razoável não se observar uma melhoria clínica adequada, Celestone deverá ser suspenso, sendo o doente transferido para uma outra terapêutica. População pediátrica Em pediatria, a posologia oral inicial varia, geralmente, entre 17,5 e 250 mcg (0,017 a 0,25 mg) por kg de peso corporal, por dia, ou 0,5 mg a 7,5 mg, por m2 de superfície corporal, por dia. As posologias para lactentes e crianças devem ser 27-06-2024 reguladas segundo os mesmos princípios adotados para os adultos, e não por uma estrita observância das proporções indicadas pela idade, ou peso. Quando se observar uma resposta favorável, a dose de manutenção ideal deverá ser determinada, diminuindo a dose inicial em pequenas proporções e a intervalos adequados, até se alcançar a dose mais baixa que permite manter uma resposta clínica conveniente. Se, numa situação crónica, ocorrer um período de remissão espontânea, o tratamento deverá ser interrompido. Se o doente estiver sujeito a situações de stress, sem relação direta com a doença em tratamento, poderá ser necessário um aumento da posologia de Celestone. Caso se pretenda suspender o fármaco, após uma terapêutica prolongada, a posologia deverá ser diminuída gradualmente. Recomendações posológicas para as várias doenças: Artrite reumatoide e outras doenças reumáticas: Recomenda-se uma dose diária inicial de 1 a 2,5 mg, até se obter uma resposta adequada, geralmente num prazo de 3 a 4 dias, ou por um período de 7 dias. Embora não sejam geralmente necessárias doses mais elevadas, estas podem ser administradas, a fim de se obter a resposta inicial desejada. Se, no prazo de 7 dias, não se registar uma resposta favorável, o diagnóstico deverá ser reavaliado. Logo que se obtenha uma resposta positiva, a dose deve ser diminuída 0,25 mg a intervalos de 2/3 dias, até se determinar a dose de manutenção correta, geralmente de 0,5 a 1,5 mg por dia. No tratamento de ataques agudos de gota, a terapêutica deve ser mantida durante mais alguns dias após os sintomas desaparecerem. A terapêutica com corticosteroides em doentes com artrite reumatoide não exclui a necessidade de medidas de suporte, quando indicadas. Febre reumática aguda: A dose diária inicial situa-se entre 6 e 8 mg. Depois de conseguido um controlo adequado, a dose total diária deve diminuir 0,25 mg a 0,5 mg/dia, até se obter um nível de manutenção satisfatório. A terapêutica é mantida a este nível por 4 a 8 semanas ou mais. Após suspensão do tratamento, o mesmo deve ser retomado caso haja reativação da doença. Bursite: Inicialmente, recomenda-se 1 a 2,5 mg por dia, em doses fracionadas. Observa-se, em geral, uma resposta clínica satisfatória em 2/3 dias, após a qual a dose deve ser reduzida, gradualmente, nos dias imediatos e, em seguida, suspensa. De um modo geral, são necessários tratamentos relativamente curtos. Caso haja recorrência, aconselha-se um segundo ciclo de tratamento. Mal asmático: Neste caso, são necessários 3,5 a 4,5 mg por dia, durante 1 a 2 dias, para controlar a crise. Posteriormente, a dose deve ser reduzida em frações de 0,25 mg a 0,5 mg, em dias alternados, até se obter o nível de manutenção ou a suspensão da terapêutica. Asma crónica refratária: A dose administrada inicialmente é, em geral, de 3,5 mg por dia (por vezes, é necessária uma dose mais elevada) até ser obtida uma resposta satisfatória, ou durante um período arbitrário de 7 dias, sendo então 27-06-2024 reduzida em frações de 0,25 mg a 0,5 mg/dia até um nível de manutenção adequado. Enfisema ou fibrose pulmonar: O tratamento principia, geralmente, com uma dose diária fracionada de 2 a 3,5 mg durante vários dias, até se observar uma melhoria. A dose diária é então reduzida 0,5 mg cada 2/3 dias, até se alcançar um nível de manutenção satisfatório, geralmente entre 1 e 2,5 mg. Febre dos fenos refratária (Polinose): A terapêutica deve ser orientada para a obtenção de um alívio sintomático adequado, durante a estação crítica. No 1º dia, recomenda-se 1,5 a 2,5 mg em doses fracionadas e, posteriormente, a dose total diária deverá ser reduzida 0,5 mg por dia, até recorrência dos sintomas. Nessa altura, a dose deve ser ajustada e mantida nesse nível durante a estação crítica (geralmente não mais de 10 a 14 dias) e, em seguida, suspensa. É aconselhável que Celestone seja adicionado a outras terapêuticas antialérgicas adequadas, apenas quando necessário. Lúpus eritematoso disseminado: O tratamento inicial indicado é geralmente 1 a 1,5 mg ministrados 3 vezes ao dia, durante vários dias, embora, ocasionalmente, sejam necessárias doses mais elevadas para a obtenção de uma resposta satisfatória. A dose deverá ser então reduzida, com moderação, até se alcançar uma dose de manutenção adequada (geralmente entre 1,5 a 3 mg por dia). Doenças dermatológicas: A dose inicial situa-se entre 2,5 e 4,5 mg por dia, até se conseguir um controlo satisfatório, após o qual a dose deve ser reduzida em frações de 0,25 a 0,5 mg cada 2 ou 3 dias, até se atingir a dose de manutenção satisfatória. Nos casos de doenças autolimitadas e pouco prolongadas, a terapêutica pode em geral ser interrompida, sem recorrência, após o processo ter sido controlado durante alguns dias. Nas situações que exijam terapêutica de longa duração, a posologia varia. Aconselha-se que o médico consulte a literatura existente, para pormenores sobre os esquemas de tratamento destas doenças. Doença inflamatória ocular (segmento posterior): A terapêutica inicial é de 2,5 a 4,5 mg por dia, em doses fracionadas, até se obter um controlo satisfatório ou durante um período arbitrário de 7 dias, consoante o que primeiro ocorrer. Em caso de perturbações crónicas que requerem uma terapêutica contínua, a dose será reduzida 0,5 mg/dia até se atingir um nível de manutenção adequado. Geralmente, em situações autolimitadas ou agudas, a terapêutica deve ser suspensa, após um intervalo apropriado. Síndrome adrenogenital: A posologia deve ser individualizada e ajustada para se manter o nível de 17-cetosteróide urinário dentro de parâmetros normais, sendo geralmente eficaz entre 1 e 1,5 mg por dia, em doses fracionadas. Posologia diária única: para conveniência do doente e para assegurar um cumprimento adequado da terapêutica, a dose de manutenção diária total pode ser administrada uma vez ao dia, de manhã. 40 gotas correspondem a 1 ml de solução e a 0,5 mg de betametasona. 27-06-2024

4.3. Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1, ou a outros corticosteroides. Doentes com infeções fúngicas sistémicas.

4.4. Advertências e precauções especiais de utilização

Foi notificada crise de feocromocitoma, que pode ser fatal, após a administração de corticosteroides sistémicos. Os corticosteroides devem ser administrados apenas a doentes com suspeita ou identificação de feocromocitoma após uma avaliação apropriada de risco/benefício. Podem ser necessários ajustamentos posológicos em função da ocorrência de remissões ou agravamentos da doença, da reação individual do doente à terapêutica e da exposição do mesmo a stress emocional ou físico, como infeção grave, cirurgia ou ferimento. Pode revelar-se necessário o seguimento do doente até um ano após a suspensão de uma terapêutica prolongada ou com doses elevadas de corticosteroides. Os corticosteroides podem encobrir alguns sintomas de infeção, podendo ocorrer novas infeções durante a sua utilização, bem como diminuição da resistência e impossibilidade de localizar infeções. O uso prolongado de corticosteroides pode produzir cataratas subcapsulares posteriores (especialmente em crianças) e glaucoma com possível lesão do nervo ótico e potenciar o desenvolvimento de infeções oculares secundárias causadas por fungos e vírus. Quantidades médias e grandes de corticosteroides podem causar a elevação da pressão arterial, retenção de sal e água e aumentar a excreção de potássio. Estes efeitos são menos prováveis de acontecer com derivados sintéticos exceto quando usados em doses elevadas. Deve considerar-se a restrição do sal e aumento do potássio na dieta dos doentes submetidos a corticoterapia. Todos os corticosteroides potenciam a excreção de potássio. Enquanto submetidos a corticoterapia, os doentes não devem ser vacinados contra a varíola nem sujeitos a outras medidas de imunização, em especial se medicados com doses elevadas, devido a possíveis riscos de complicações neurológicas e ausência de resposta de anticorpos. No entanto, podem ser tomadas medidas de imunização em doentes medicados com corticosteroides, como terapêutica de substituição, por exemplo, na doença de Addison. Os doentes que estejam a tomar doses de corticosteroides imunossupressoras devem evitar a exposição a varicela e sarampo, principalmente as crianças. No caso desta ocorrer, deve procurar o seu médico. A utilização de corticosteroides na tuberculose ativa deve ser limitada aos casos de tuberculose fulminante ou disseminada, em que estes fármacos são usados para controlo da doença, em associação com um regime antituberculoso adequado. 27-06-2024 Caso os corticosteroides estejam indicados em doentes com tuberculose latente ou reação à tuberculina, deve manter-se um controlo rigoroso dos doentes, visto poder ocorrer uma reativação da doença. Durante a corticoterapia prolongada, estes doentes devem receber quimioprofilaxia. Se for utilizada rifampicina num programa de quimioprofilaxia, deve ter-se em conta o seu efeito de aumento da depuração hepática dos corticosteroides; pode tornar-se necessário um ajustamento da posologia destes agentes. Deve ser usada a dose mínima recomendada de corticosteroides para controlar a doença. Quando for possível reduzir a dose, esta deve ser gradual. A insuficiência secundária das suprarrenais, induzida pelos corticosteroides, pode resultar da suspensão repentina do fármaco, podendo ser minimizada por uma redução gradual da posologia. Tal insuficiência relativa pode persistir meses após a suspensão da terapêutica, pelo que, se ocorrer stress durante esse período, deve reinstituir-se a corticoterapia. Se o doente já se encontrar medicado com corticosteroides pode ser necessário aumentar a dose. Devido à possibilidade da secreção adrenocortical de mineralocorticóides poder ser afetada, deve administrar- se, concomitantemente, sal e/ou um mineralocorticoide. O efeito dos corticosteroides é potenciado em doentes com hipotiroidismo ou cirrose. Recomenda-se uma utilização criteriosa dos corticosteroides em doentes com herpes simples ocular, devido a possível ulceração da córnea. Podem aparecer perturbações psíquicas com a terapêutica com corticosteroides. Os corticosteróides podem agravar a instabilidade emocional ou tendências psicóticas existentes. Os corticosteroides devem ser usados com precaução em: colite ulcerosa não específica, se houver a probabilidade de perfuração iminente, abcesso ou outra infeção piogénica; diverticulite; anastomoses intestinais recentes; úlcera péptica ativa ou latente; insuficiência renal; hipertensão; osteoporose e miastenia grave. Uma vez que as complicações do tratamento glucocorticoide dependem da posologia e duração da terapêutica, há que ponderar os riscos/benefícios para cada caso individual, em termos de posologia e duração. Dado que a administração de corticosteroides pode alterar a taxa de crescimento e inibir a produção de corticosteroides endógenos em lactentes e crianças, o crescimento e desenvolvimento destes doentes deve ser cuidadosamente seguido durante tratamento prolongado. Os corticosteroides podem alterar a motilidade e número de espermatozoides em alguns doentes. Uma vez que a betametasona tem uma semivida prolongada (36 a 54 horas) associada a efeitos supressores no eixo hipotalâmico-hipofisário-supra-renal (HPA), não se recomenda este corticosteroide para administração em dias alternados. Se a terapêutica exigir o seu uso oral prolongado, deverá ser considerado um esquema alternativo de administração em dias alternados com adrenocorticoides de ação intermédia (como a prednisolona, a prednisona ou a metilprednisolona). 27-06-2024 Perturbações visuais Podem ser notificadas perturbações visuais com o uso sistémico e tópico (incluindo intranasal, inalatório e intraocular) de corticosteroides. Se um doente apresentar sintomas tais como visão turva ou outras perturbações visuais, o doente deve ser considerado para encaminhamento para um oftalmologista para avaliação de possíveis causas de perturbações visuais, que podem incluir cataratas, glaucoma ou doenças raras, como coriorretinopatia serosa central (CRSC), que têm sido notificadas após o uso de corticosteroides sistémicos e tópicos. Celestone contém sódio Este medicamento contém menos do que 1 mmol de sódio (23 mg) por ml ou seja, é praticamente "isento de sódio". Celestone contém aromatizante de laranja com etanol A pequena quantidade de álcool neste medicamento não terá quaisquer efeitos percetíveis. Celestone contém glicerol Celestone solução oral, contém glicerol, que pode causar dor de cabeça, distúrbios no estômago e diarreia.

4.5. Interações medicamentosas e outras formas de interação

O uso concomitante de fenobarbital, fenitoína, rifampicina, ou efedrina, pode aumentar o metabolismo dos corticosteroides, reduzindo os seus efeitos terapêuticos. Os doentes medicados com um corticosteroide e um estrogénio devem ser vigiados, no que se refere a efeitos excessivos dos corticosteroides. O uso concomitante de corticosteroides e diuréticos expoliadores de potássio pode acentuar a hipocaliémia. O emprego concomitante de corticosteroides e glicosidos cardíacos pode favorecer a possibilidade de arritmias ou intoxicação digitálica, associada a hipocaliemia. Os corticosteroides podem aumentar a expoliação de potássio originada pela anfotericina B. Em todos os doentes sujeitos a terapêutica com qualquer destas associações farmacológicas, devem ser monitorizados os eletrólitos séricos e, em especial, os níveis de potássio. O uso concomitante de corticosteroides e anticoagulantes cumarínicos pode aumentar ou diminuir os efeitos anticoagulantes, sendo geralmente necessário um reajustamento da posologia. Os efeitos combinados de anti-inflamatórios não esteroides, ou álcool, com glucocorticoides podem originar uma ocorrência crescente ou um agravamento da ulceração gastrintestinal. Os corticosteroides podem diminuir as concentrações séricas dos salicilatos. O ácido acetilsalicílico deve ser usado com precaução, em conjunto com corticosteroides, na hipoprotrombinemia. 27-06-2024 Podem ser necessários ajustamentos posológicos dos fármacos antidiabéticos, quando se administram corticosteroides a diabéticos. A terapêutica concomitante com glucocorticoides pode inibir a resposta à somatotrofina. Devem ser evitadas, durante a administração da somatotrofina, doses de betametasona superiores a 300-450 mcg (0,3-0,45 mg), por m2 de superfície corporal por dia. Prevê-se que o tratamento em associação com inibidores da CYP3A, incluindo medicamentos que contêm cobicistato, aumente o risco de efeitos secundários sistémicos. A associação deve ser evitada a menos que o benefício supere o risco aumentado de efeitos secundários sistémicos dos corticosteróides, devendo, neste caso, os doentes serem monitorizados relativamente a estes efeitos. Interações fármaco/ testes laboratoriais: Os corticosteroides podem afetar o teste do nitroblue tetrazolium nas infeções bacterianas e produzir resultados falsos negativos.

4.6. Fertilidade, gravidez e aleitamento

Dado não terem sido realizados estudos adequados sobre os efeitos dos corticosteroides na reprodução humana, a administração destes fármacos a mulheres grávidas, lactantes ou em idade fértil exige que os eventuais benefícios da terapêutica sejam avaliados em relação aos potenciais riscos para a mãe, feto ou lactente. Os lactentes nascidos de mães que receberam doses substanciais de corticosteroides durante a gravidez devem ser cuidadosamente observados para deteção de hipoadrenalismo. Os corticoides atravessam a barreira placentária e são excretados no leite materno. Devido à penetração da barreira placentária, os recém-nascidos e lactentes nascidos de mães medicadas com corticosteroides, durante a gravidez, devem ser cuidadosamente examinados para despiste da possível (embora muito raro) ocorrência de cataratas congénitas. As mulheres submetidas a corticoterapia durante a gravidez devem ser vigiadas, durante e após o parto, para deteção de qualquer insuficiência suprarrenal causada pelo stress associado ao parto.

4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não relevante.

4.8. Efeitos indesejáveis

As reações adversas de Celestone foram as mesmas observadas com outros corticosteroides e estão relacionadas com a dose e com a duração do tratamento. Normalmente estas reações podem ser revertidas ou minimizadas reduzindo a posologia, sendo esta sempre preferível à interrupção do tratamento. Perturbações do equilíbrio hidroelectrolítico: Retenção de sódio e de fluidos, insuficiência cardíaca congestiva em doentes sensíveis, perda de potássio, alcalose hipocaliémica, hipertensão. 27-06-2024 Musculoesqueléticas: Fraqueza muscular, miopatia corticosteroide, perda de massa muscular, agravamento dos sintomas de miastenia grave, osteoporose, fraturas de compressão vertebral, necrose asséptica das cabeças do úmero e fémur, fratura patológica dos ossos longos, rutura dos tendões. Gastrintestinais: Úlcera péptica com possível perfuração e hemorragia, pancreatite, distensão abdominal, soluços, esofagite ulcerativa. Dermatológicas: Pele fragilizada, petéquias e equimoses, eritema facial, dificuldades na cicatrização de feridas, atrofia cutânea, aumento da sudorese, ausência de reação a testes cutâneos, dermatite alérgica, urticária, edema angioneurótico. Neurológicas: Convulsões, aumento da pressão intracraniana com edema papilar (pseudomotor cerebral) geralmente após tratamento, vertigens, cefaleias. Endócrinas: Irregularidades menstruais, desenvolvimento da doença de Cushing, supressão do crescimento fetal ou infantil, insuficiência secundária das suprarrenais e hipófise, especialmente em alturas de stress, como situações de trauma, cirurgia ou doença, menor tolerância aos hidratos de carbono, manifestações de diabetes mellitus latente, aumento das necessidades de insulina ou de agentes hipoglicemiantes orais nos diabéticos. Oftálmicas: Cataratas subcapsulares posteriores, aumento da pressão intraocular, glaucoma, exoftalmia. Visão turva tem também sido notificada com o uso de corticosteroides (frequência desconhecida) (ver também secção 4.4). Metabólicas: Balanço negativo do azoto, devido a catabolismo das proteínas, lipomatose (incluindo lipomatose mediastinal e epidural que pode causar complicações neurológicas), ganho ponderal. Psiquiátricas: Euforia, labilidade emocional, depressão profunda e verdadeiras manifestações psicóticas, alterações da personalidade, hiperirritabilidade, insónia. Outros: Anafilaxia ou hipersensibilidade e hipotensão ou reações semelhantes a choque. Notificação de suspeitas de reações adversas A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício- risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.: Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]

4.9. Sobredosagem

27-06-2024 Sintomas: Não é previsível que uma sobredosagem aguda com glucocorticoides, incluindo betametasona, leve a uma situação potencialmente fatal. Exceto em posologias extremas, alguns dias de administração excessiva de glucocorticoides não devem produzir resultados nocivos na ausência de contraindicações específicas, tais como diabetes mellitus, glaucoma ou úlcera péptica ativa ou em doentes submetidos a medicação com digitálicos, anticoagulantes do tipo cumarínico ou diuréticos expoliadores de potássio. Tratamento: Em caso de ocorrência de sobredosagem, deverá ser considerada a consulta a um centro antivenenos. Considerar as medidas normais de remoção de qualquer fármaco não absorvido, p.ex. a lavagem gástrica. As complicações resultantes dos efeitos metabólicos dos corticosteroides, dos efeitos deletérios da doença básica, ou concomitante, ou provenientes de interações farmacológicas, deverão ser tratadas de uma maneira adequada.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1. Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 8.2.2 Glucocorticoides, código ATC: H02AB01. Os análogos sintéticos dos glucocorticoides, como a betametasona (um derivado sintético da prednisolona), são principalmente utilizados pelos seus potentes efeitos anti-inflamatórios, antirreumatismais e antialérgicos no tratamento de doenças sensíveis à corticoterapia. Os glucocorticoides causam efeitos metabólicos profundos e variados e modificam a resposta imunológica do organismo a diferentes estímulos. A betametasona possui, não só uma elevada ação glucocorticoide, mas também uma ligeira ação mineralocorticoide. Farmacologia animal Em estudos realizados em ratos, betametasona revelou uma maior atividade anti- inflamatória (2,5 vezes) e timolítica (4 vezes) do que a prednisolona, tendo também demonstrado possuir propriedades diuréticas superiores às da prednisolona, no que respeita à excreção da água, sódio e potássio. Farmacologia clínica Embora os efeitos fisiológicos, farmacológicos e clínicos dos corticosteroides sejam bem conhecidos, os seus mecanismos exatos de ação não se encontram ainda esclarecidos. As ações predominantes dos corticosteroides, naturais e sintéticos, determinam a sua classificação em glucocorticoides e/ou mineralocorticoides. Em doses farmacológicas, os glucocorticoides naturais (cortisona e hidrocortisona) e os seus análogos sintéticos, tais como a betametasona, são utilizados principalmente pelos seus efeitos anti-inflamatórios e/ou imunossupressores. A betametasona não tem qualquer atividade mineralocorticoide clinicamente significativa, sendo portanto insuficiente como agente exclusivo no tratamento de situações em que possa existir insuficiência das suprarrenais. 27-06-2024 Os análogos adrenocorticais sintéticos, incluindo a betametasona, são absorvidos e eficazes quando administrados por via oral. São detetáveis no sangue níveis de betametasona, 20 minutos após a administração oral no homem. Obtêm-se concentrações plasmáticas máximas 2 horas após a administração oral, as quais diminuem gradualmente ao longo de 24 horas. A semivida da betametasona no sangue, após uma dose oral única, varia de 180 a 220 minutos, podendo até ser superior a 300 minutos. Os glucocorticoides naturais e sintéticos, incluindo a betametasona, são metabolizados no fígado. Verificou-se que, nos doentes hepáticos, a depuração da betametasona foi mais lenta do que em indivíduos saudáveis. Parece que o nível biologicamente eficaz de corticosteroide se encontra mais associado ao fármaco livre do que à concentração plasmática total do mesmo. Não se registou qualquer relação específica entre o nível sanguíneo de corticosteroide (total ou livre) e os efeitos terapêuticos, uma vez que os efeitos farmacodinâmicos dos corticosteroides subsistem, geralmente, para além do período em que são mensuráveis os respetivos níveis plasmáticos. Enquanto que a semivida plasmática da betametasona é superior ou igual a 300 minutos, a semivida biológica é de 36 a 54 horas. Excetuando a terapêutica de substituição, as doses eficazes e seguras dos corticosteroides foram determinadas através de ensaios empíricos.

5.2. Propriedades farmacocinéticas

Farmacocinética animal Em cães, os níveis plasmáticos mais elevados de corticosteroides foram obtidos após a administração oral do fármaco, cuja concentração plasmática pareceu atingir o máximo, decorridas as 3 horas sobre a administração. Após uma injeção intravenosa a cães, a semivida média de betametasona foi de 204 minutos.

5.3. Dados de segurança pré-clínica

Toxicologia animal Foram administradas a ratos doses diárias de 0,05 mg/Kg a 1 mg/Kg, durante 9 meses. Os ratos que receberam doses de 0,05 mg/Kg e 0,1 mg/Kg não apresentaram qualquer diferença significativa em relação ao grupo de controlo, exceto uma ligeira redução ponderal, ao passo que os medicados com 1 mg/Kg apresentaram alterações tipicamente associadas com corticosteroides, tais como linfopenia, eosinopenia e neutrofilia. Todas as alterações atribuíveis ao tratamento com o fármaco estiveram associadas ao efeito farmacológico da betametasona e não se considerou que qualquer efeito toxicológico inesperado fosse específico da terapêutica. A betametasona revelou-se negativa no teste de mutagenicidade em células bacterianas (Salmonella e Escherichia) e no teste de mutagenicidade em células de mamíferos (CHO/HGPRT). Revelou-se positiva no teste in vitro de aberração cromossómica em linfócitos, e forneceu uma resposta equívoca no ensaio in vivo dos micronúcleos de medula óssea do rato. Este padrão de resposta é semelhante ao da dexametasona e hidrocortisona, sendo considerado um efeito de classe dos glucocorticoides. 27-06-2024

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1. Lista dos excipientes

- Propilenoglicol (E1520) - Glicerol (E422) - Sucralose (E955) - Ácido cítrico (E330) - Fosfato dissódico (E339) - Aromatizante de laranja - Ácido fosfórico (E338) (para ajuste de pH) - Hidróxido de sódio (E524) (para ajuste de pH) - Água purificada.

6.2. Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3. Prazo de validade

2 anos Após abertura: 3 meses.

6.4. Precauções especiais de conservação

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

6.5. Natureza e conteúdo do recipiente

Embalagem contendo um frasco de vidro ambar de 30 ml, com uma pipeta conta- gotas graduada. 40 gotas correspondem a 1 ml de solução e a 0,5 mg de betametasona.

6.6. Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Organon Portugal, Sociedade Unipessoal Lda. Rua Alexandre Herculano, 50 – Piso 9 1250-011 Lisboa Portugal

8. NÚMEROS DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Celestone solução oral 9222109 27-06-2024

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO 04 de setembro de 2002

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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Respostas geradas automaticamente a partir do folheto informativo oficial deste medicamento. Não substituem, em caso algum, o parecer do seu farmacêutico ou do seu médico. Em caso de emergência, ligue 112.