Morfina Labesfal (sem conservantes)
Folheto informativo: Informação para o utilizador
Morfina Labesfal (sem conservantes), 10 mg/1 ml, Solução injetável Morfina Labesfal (sem conservantes), 20 mg/1 ml, Solução injetável Morfina Labesfal (sem conservantes), 20 mg/2 ml, Solução injetável Morfina Labesfal (sem conservantes), 40 mg/2 ml, Solução injetável Cloridrato de morfina tri-hidratado
Leia com atenção todo este folheto antes de começar a utilizar este medicamento, pois contém informação importante para si. – Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente. – Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. – Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença. – Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Ver secção 4.
O que contém este folheto:
1. O que é Morfina Labesfal (sem conservantes) e para que é utilizado
2. O que precisa de saber antes de utilizar Morfina Labesfal (sem conservantes)
3. Como utilizar Morfina Labesfal (sem conservantes)
4. Efeitos indesejáveis possíveis
5. Como conservar Morfina Labesfal (sem conservantes)
6. Conteúdo da embalagem e outras informações
1. O que é Morfina Labesfal (sem conservantes) e para que é utilizado
Grupo farmacoterapêutico: 2.12 – Sistema nervoso central. Analgésicos estupefacientes.
A morfina está indicada no tratamento sintomático da dor moderada a severa, (associada a doenças neoplásicas, enfarte do miocárdio e cirurgia, ou outras) na sedação pré-operatória e como adjuvante da anestesia.
2. O que precisa de saber antes de utilizar Morfina Labesfal (sem censervantes)
Tolerância, dependência e adição
Este medicamento contém morfina, que é um medicamento opioide. A utilização repetida de opioides pode provocar a diminuição da eficácia do medicamento (pode desenvolver habituação ao medicamento, também designada por tolerância). A utilização repetida de Morfina Labesfal (sem conservantes) pode também levar à dependência, ao abuso e à adição, o que pode provocar uma sobredosagem potencialmente fatal. O risco destes efeitos indesejáveis pode aumentar com uma dose mais elevada e uma duração de utilização mais longa.
A dependência ou adição podem fazê-lo sentir que já não controla a quantidade de medicamento que necessita de tomar ou a frequência com que precisa de tomar. O risco de se tornar dependente ou viciado varia de pessoa para pessoa. Poderá apresentar um risco maior de se tornar dependente de ou viciado em Morfina Labesfal (sem conservantes) se:
– Tem historial pessoal ou familiar de abuso ou dependência de álcool, medicamentos sujeitos a receita médica ou drogas ilegais («dependência»).
– É fumador.
– Já teve problemas de humor (depressão, ansiedade ou uma perturbação da personalidade) ou já foi tratado por um psiquiatra para outras doenças do foro mental.
Se se aperceber de algum dos sinais seguintes durante a toma de Morfina Labesfal (sem conservantes), pode ser um sinal de que se tornou dependente ou viciado:
– Necessita de tomar o medicamento durante mais tempo do que o aconselhado pelo seu médico
– Precisa de tomar mais do que a dose recomendada
– Está a utilizar o medicamento por outros motivos que não os prescritos, por exemplo, «manter a calma» ou «ajudá-lo a dormir»
– Fez tentativas repetidas e sem êxito para deixar de utilizar ou para controlar a utilização deste medicamento
– Quando para de tomar o medicamento, se sente indisposto e se sente melhor quando volta a tomar o medicamento («efeitos de abstinência»)
Se detetar qualquer um destes sinais, fale com o seu médico para discutir a melhor via de tratamento para si, incluindo quando é adequado parar e como parar com segurança (ver secção 3, «Se parar de tomar Morfina Labesfal (sem conservantes)»).
Não utilize Morfina Labesfal (sem conservantes) – se tem alergia à morfina ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6), – se tem insuficiência respiratória severa, episódios agudos de asma ou broncospasmo associado a doenças pulmonares obstrutivas, – se tem insuficiência hepática grave, – se tem epilepsia não controlada, – se tem uma lesão recente do crânio, – em associação com buprenorfina, nalbufina e pentazocina (substâncias com propriedades semelhantes às da morfina), – durante o aleitamento, em caso de iniciação ou continuação de um tratamento longo, após o nascimento. – lactentes e sobretudo recém-nascidos apresentam uma sensibilidade aumentada aos opiáceos dado que a depressão provocada no centro respiratório é maior e o seu sistema de destoxificação de fármacos ainda se encontra incompleto, – cólicas biliares, Íleo paralítico ou doença intestinal obstrutiva, – feocromocitoma, – choque hipovolémico, – estados convulsivos, – mixedema não tratado, – utilização concomitante com inibidores da monoamino oxidase (IMAO) ou duas semanas após a sua interrupção.
É contraindicada ainda na presença de alcoolismo agudo.
Não utilize Morfina Labesfal (sem conservantes) pela via epidural, intratecal: – se apresenta problemas de hemostase no momento da injeção, -se tem infeções cutâneas locais, regionais ou generalizadas, em evolução, -se manifesta hipertensão intracraniana evolutiva.
Advertências e precauções
Fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro antes de utilizar Morfina Labesfal (sem conservantes)
Tome especial cuidado com Morfina Labesfal (sem conservantes)
O seu médico acompanhará o seu tratamento de uma monitorização adaptada à sua utilização. Em tratamentos prolongados com a morfina, é fundamental não parar abruptamente o tratamento, pois isso poderá desencadear o aparecimento da síndrome de abstinência. Este medicamento, se mal utilizado pode causar dependência física e psíquica A toxicodependência (anterior ou atual) não impede a prescrição de morfina, caso esta seja necessária.
Fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro se sentir algum dos sintomas seguintes enquanto utilizar Morfina Labesfal (sem conservantes):
– Aumento da sensibilidade à dor, apesar de estar a tomar doses aumentadas (hiperalgesia). O seu médico irá decidir se é necessário alterar a dose ou mudar para um analgésico forte («analgésico») (ver secção 2).
– Fraqueza, fadiga, falta de apetite, náuseas, vómitos ou pressão arterial baixa. Este pode ser um sintoma de que as glândulas suprarrenais estão a produzir uma quantidade muito pequena da hormona cortisol e poderá ser necessário tomar suplementos hormonais.
– Perda da libido, impotência, cessação da menstruação. Isto pode dever-se à diminuição da produção das hormonas sexuais.
– Se tiver estado dependente de drogas ou de álcool. Informe também o seu médico se sente que está a tornar-se dependente de Morfina Labesfal (sem conservantes) enquanto o está a utilizar. Pode ter começado a pensar muito sobre quando pode tomar a próxima dose, mesmo que esta não seja necessária para alivar a dor. – Sintomas de abstinência ou dependência. Os sintomas de abstinência mais frequentes são mencionados na secção 3. Se isto acontecer, o seu médico poderá alterar o tipo de medicamento ou o intervalo entre as doses.
Foram notificados casos de pustulose exantemática generalizada aguda (PEGA) associados ao tratamento com Morfina Labesfal (sem conservantes). Normalmente, os sintomas ocorrem nos primeiros 10 dias após o tratamento. Informe o seu médico se já desenvolveu uma erupção cutânea grave ou descamação da pele, aparecimento de bolhas e/ou feridas na boca após tomar Morfina Labesfal (sem conservantes) ou outros opioides. Pare de utilizar Morfina Labesfal (sem conservantes) e consulte imediatamente um médico se notar algum dos seguintes sintomas: aparecimento de bolhas, pele escamosa generalizada, manchas repletas de pus juntamente com febre.
Perturbações respiratórias relacionadas com o sono Morfina Labesfal (sem conservantes) pode causar perturbações respiratórias relacionadas com o sono, tais como apneia do sono (pausas respiratórias durante o sono) e hipoxemia relacionada com o sono (baixo nível de oxigénio no sangue). Os sintomas podem incluir pausas respiratórias durante o sono, despertar noturno causado por dispneia, dificuldades em manter o sono ou sonolência excessiva durante o dia. Se o doente ou outra pessoa observarem estes sintomas, contacte o seu médico. O seu médico poderá considerar uma redução da dose.
Contacte o seu médico se sentir dores graves na parte superior do abdómen, possivelmente com irradiação lombar, náuseas, vómitos ou febre, uma vez que estes sintomas podem estar associados à inflamação do pâncreas (pancreatite) e do sistema do trato biliar.
Precauções especiais de utilização A morfina deve ser utilizada com precaução nos seguintes casos: – Doentes idosos. – Recém-nascidos. – Doentes com insuficiência respiratória. – Doentes com insuficiência renal. – Doentes com patologia hepatobiliar ou icterícia obstrutiva colestática e em doentes com pancreatite litiásica ou obstrutiva. – Doentes com insuficiência hepática. – Hipovolémia (volume sanguíneo insuficiente). – Doentes com problemas urinários (dificuldade a urinar). – Pressão elevada no crânio. – Obstipação (fale com o seu médico se tiver obstipação para que ele lhe possa aconselhar um tratamento adaptado).
Desportistas Se é desportista deverá ter em atenção que este medicamento contém morfina, que faz parte da lista das substâncias dopantes. Deve ser administrada com precaução ou em doses reduzidas a doentes com hipotiroidismo e insuficiência adrenocortical.
Outros medicamentos e Morfina Labesfal (sem conservantes) Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, tiver tomado recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos.
Isto é especialmente importante se estiver a tomar qualquer um dos medicamentos mencionados abaixo:
– Gabapentina ou pregabalina para o tratamento da epilepsia e da dor causada por problemas nervosos (dor neuropática).
– Rifampicina para o tratamento, por ex., da tuberculose. – Alguns medicamentos utilizados no tratamento de coágulos sanguíneos (por exemplo, clopidogrel, prasugrel, ticagrelor) podem ter um efeito retardado e reduzido quando tomados juntamente com morfina.
– A utilização concomitante de Morfina Labesfal (sem conservantes) e de medicamentos sedativos, tais como as benzodiazepinas ou medicamentos relacionados, aumenta o risco de sonolência, dificuldades em respirar (depressão respiratória), coma e pode ser potencialmente fatal. Por este motivo, a utilização concomitante só deve ser considerada quando não são possíveis outras opções de tratamento. No entanto, se o seu médico lhe prescrever Morfina Labesfal (sem conservantes) em associação com medicamentos sedativos, a dose e a duração do tratamento concomitante devem ser limitadas pelo seu médico. Informe o seu médico sobre todos os medicamentos sedativos que estiver a tomar e siga atentamente as recomendações de dosagem indicadas pelo seu médico. Poderá ser útil informar os seus amigos ou parentes para estarem atentos aos sinais e sintomas acima indicados. Consulte o seu médico quando sentir esses sintomas.
Associações contraindicadas – Agonistas-antagonistas opiáceos (buprenorfina, nalbufina, pentazocina): Diminuição do efeito analgésico ou antitússico, com risco de aparecimento de síndrome de abstinência. – Inibidores da monoamino oxidase (IMAO).
Associações desaconselhadas – Naltrexona Risco de diminuição do efeito analgésico. Se necessário aumentar as doses do derivado da morfina.
– Consumo de álcool: O álcool potencia o efeito sedativo destas substâncias. A alteração da atenção pode ser perigosa para a condução de veículos e de máquinas.
Deve ser evitada a ingestão de bebidas alcoólicas e medicamentos contendo álcool.
Associações que devem ser usadas com precaução – Rifampicina Diminuição das concentrações e eficácia da morfina e do seu metabolito ativo. É aconselhada vigilância clínica e uma eventual adaptação da posologia da morfina durante e após o tratamento com rifampicina.
– Outros analgésicos morfínicos agonistas (alfentanilo, codeína, dextromoramida, dextropropoxifeno, di-hidrocodeína, fentanilo, oxicodona, petidina, fenoperidina, remifentanilo, sufentanilo, tramadol). – Antitússicos morfina-like (dextrometorfano, noscapina, folcodina). – Antitússicos verdadeiramente morfínicos (codeína, etilmorfina). – Barbitúricos. – Benzodiazepinas e substâncias aparentadas. Risco aumentado de depressão respiratória que pode ser fatal em caso de sobredosagem. – Outros medicamentos sedativos. Aumento da depressão central. A alteração no estado de vigília pode tornar perigosa a condução de veículos e utilização de máquinas. – Metoclopramida e domperidona – pelo risco de antagonismo nos seus efeitos gastrointestinais.
Morfina Labesfal (sem conservantes) com alimentos, bebidas e álcool A ingestão de álcool está fortemente desaconselhada.
Gravidez, amamentação e fertilidade Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.
A morfina deverá ser evitada durante a gravidez ou amamentação. Usar apenas quando o benefício supera o risco da sua utilização para a mãe e recém-nascido.
Gravidez A administração da morfina, se necessária e após aconselhamento do seu médico é possível durante a gravidez. Devido à passagem deste medicamento para a circulação sanguínea do feto, a sua utilização durante a gravidez impõe uma monitorização apertada do bebé.
Se Morfina Labesfal (sem conservantes) for utilizado por um período de tempo prolongado durante a gravidez, há um risco de os recém-nascidos apresentarem sintomas de abstinência do fármaco e devem ser tratados por um médico.
Aleitamento – No caso de administrações repetidas durante alguns dias, suspender o aleitamento momentaneamente. – No caso de iniciação ou continuação de um tratamento longo após o nascimento, o aleitamento está contraindicado.
Condução de veículos e utilização de máquinas Devido ao facto de este medicamento poder produzir alterações no estado de vigília, a condução de veículos ou utilização de máquinas é desaconselhado. Este risco é maior no início do tratamento ou quando o tratamento inclui a associação de outros medicamentos.
3. Como utilizar Morfina Labesfal (sem conservantes)
Utilize este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.
Antes de iniciar o tratamento e regularmente durante o tratamento, o seu médico
discutirá consigo o que pode esperar da utilização de Morfina Labesfal, quando e durante quanto tempo deve tomá-lo, quando contactar o seu médico e quando deve interrompê-lo (ver também «Se parar de tomar Morfina Labesfal», nesta secção).
A relação dose-eficácia-tolerância varia de doente para doente. É importante avaliar frequentemente a eficácia e a tolerância e adaptar a posologia progressivamente, em função das necessidades do doente. Não há uma dose máxima desde que os efeitos indesejáveis possam ser controlados. A morfina pode ser administrada por via subcutânea, intramuscular, intravenosa, epidural ou intratecal. As doses parenterais podem ser administradas em injeções intermitentes ou contínuas ou infusões intermitentes ajustadas de acordo com as necessidades analgésicas individuais. As doses devem ser geralmente reduzidas nos idosos e debilitados e nos pacientes com insuficiência renal.
Adultos A dose usual por via subcutânea ou intramuscular é de 10mg de 4 em 4 horas podendo variar entre 5 e 20mg.
Via intravenosa Têm sido administradas doses até 15mg em injeção intravenosa lenta, por vezes como dose de carga em pacientes sob infusão controlada ou injeção intravenosa contínua. Para administração intravenosa contínua, as doses de manutenção variam, geralmente de 0,8 a 80mg por hora, podendo ser necessárias doses mais elevadas. Podem ser administradas doses idênticas por infusão subcutânea contínua.
Epidural As doses são de 5mg para uma injeção epidural inicial. No caso de ser necessário, adicionar 1 ou 2 mg adicionais ao fim de uma hora, até uma dose total de 10 mg/24 h. Perfusão epidural contínua: a dose inicial recomendada para perfusão epidural contínua é de 2 a 4mg durante 24 horas, podendo ser aumentada até 1-2mg por dia.
Intratecal As doses por via intratecal variam entre 0,2 a 1mg envolvendo a administração de uma dose única.
Utilização em crianças
Via intramuscular e subcutânea – 1 a 5 anos: 2,5 a 5mg de 4 em 4 horas, se necessário; – 5 a 12 anos: 5 a 10mg de 4 em 4 horas, se necessário.
Em crianças com idade superior são administradas doses semelhantes às dos adultos.
Via intravenosa: administrar durante pelo menos 5 minutos – 1 a 12 anos: 100 – 200 micrograma/kg de 4 em 4 horas; – 12 a 18 anos: 2,5 a 10mg de 4 em 4 horas, se necessário. Doses similares são também administradas por injeção intravenosa lenta, como dose de carga para perfusão intravenosa contínua, seguindo-se doses de perfusão contínua que variam entre 10 a 20 micrograma/kg/h consoante a idade do paciente.
Via Epidural Bloqueio epidural caudal: 100 micrograma/kg Bloqueio epidural torácico ou lombar: 50 micrograma/kg.
Via intratecal Doses de 20/30 micrograma/kg foram administradas na dor pós-operatório. Via epidural e intratecal: No decurso da dor crónica, recorrer-se-á a estas vias de administração sempre que as outras vias sejam responsáveis por efeitos indesejáveis inaceitáveis.
A título exemplificativo: – a posologia diária inicial por via epidural, dividida por uma ou duas injeções, é de aproximadamente 1/10 da posologia por via parentérica. – a posologia diária inicial por via intratecal, dividida por uma ou duas injeções é de aproximadamente 1/100 da posologia por via parentérica.
Acerto posológico: Frequência de avaliação (grau de alívio da dor, presença de efeitos indesejáveis). Não há necessidade de perder tempo com uma posologia manifestamente ineficaz. O doente deve ser cuidadosamente observado principalmente no início do tratamento, uma vez que a dor não está controlada.
Aumento da posologia Se a dor não está controlada, é conveniente aumentar a posologia diária de morfina em aproximadamente 30 a 50%. Durante o processo de ajuste de doses, não existe limite máximo, desde que os efeitos indesejáveis possam ser controlados.
Se utilizar mais Morfina Labesfal (sem conservantes) do que deveria Se utilizou mais Morfina Labesfal (sem conservantes) do que deveria consulte imediatamente o seu médico ou farmacêutico.
As pessoas que tenham tomado uma dose excessiva do medicamento podem sofrer pneumonia por inalação de vómito ou corpos estranhos; os sintomas podem incluir falta de ar, tosse e febre.
As pessoas que tenham tomado uma dose excessiva do medicamento podem também ter dificuldades em respirar que podem provocar perda de consciência ou, até mesmo, morte.
Caso se tenha esquecido de utilizar Morfina Labesfal (sem conservantes) Não utilize uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de utilizar.
Se parar de utilizar Morfina Labesfal (sem conservantes) Não interrompa o tratamento com Morfina Labesfal (sem conservantes), a não ser que tenha acordado interromper o tratamento com o seu médico. Se quiser interromper o tratamento com Morfina Labesfal (sem conservantes), pergunte ao seu médico como reduzir lentamente a dose para evitar os sintomas de abstinência. Os sintomas de abstinência podem incluir dores no corpo, tremores, diarreia, sudação, lacrimejo, rinorreia (corrimento nasal), dores no estômago, náuseas, vómitos, sintomas gripais, batimento cardíaco acelerado, artralgias (dores articulares) e pupilas dilatadas. Os sintomas psicológicos incluem uma sensação intensa de insatisfação, ansiedade e irritabilidade.
Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.
4. Efeitos indesejáveis possíveis
Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se manifestem em todas as pessoas.
Pare de utilizar Morfina Labesfal e consulte imediatamente um médico se notar algum dos seguintes sintomas:
Reações cutâneas graves como aparecimento de bolhas, pele escamosa generalizada, manchas repletas de pus juntamente com febre. Esta pode ser uma doença chamada pustulose exantematosa generalizada aguda (PEGA).
Outros efeitos indesejáveis possíveis:
Desconhecido (não é possível estimar a frequência a partir dos dados disponíveis):
– Apneia do sono (pausas respiratórias durante o sono)
Sintomas associados à inflamação do pâncreas (pancreatite) e do sistema do trato biliar, por exemplo, dores graves na parte superior do abdómen, possivelmente com irradiação lombar, náuseas, vómitos ou febre.
Efeitos indesejáveis ou sintomas importantes a ter em atenção e o que fazer se for
afetado: • Reação alérgica grave que causa dificuldades em respirar ou tonturas.
Se sentir estes efeitos indesejáveis importantes, contacte imediatamente um médico.
Em doses normais, os efeitos indesejáveis mais comuns da morfina são náuseas, vómitos, obstipação e sonolência. A obstipação pode ser tratada com um laxante adequado.
Perturbações do foro psiquiátrico Muito frequentes (>1/10): alterações de humor. Frequentes (>1/100, <1/10): podem ocorrer efeitos indesejáveis psíquicos após a administração de morfina, que variam individualmente em intensidade e natureza (dependendo da personalidade e da duração do tratamento). Esses efeitos incluem as alterações de humor (comummente elação, ocasionalmente disforia), perturbações do sono, alterações de atividade (comummente supressão, ocasionalmente excitação) e alterações na capacidade cognitiva e sensorial (ex.: capacidade de decisão, distúrbios da perceção, alucinações, pesadelos, principalmente em idosos). Desconhecida: dependência (para os sintomas, ver secção 3: se parar de tomar Morfina Labesfal (sem conservantes).
Doenças do sistema nervoso Muito frequentes (>1/10): dependendo da dose de sedação e depressão respiratória. Frequentes (>1/100, <1/10): cefaleia, tonturas. Raros (>1/10000, <1/1000): pressão intracraniana aumentada. Muito raros (<1/10000), incluindo comunicações isoladas: tremores, fasciculações dos músculos, convulsões epileptiformes. Especialmente sob hiperalgesia em alta dosagem e alodinia não respondendo a um aumento da dosagem de morfina. Desconhecida: sudação Afeções oculares Frequentes (>1/100, <1/10): miose. Muito raros (<1/10000), incluindo comunicações isoladas: visão turva.
Cardiopatias e vasculopatias Pouco frequentes (>1/1000, <1/100): mudanças clínicas relevantes da pressão sanguínea. Raros (>1/10000, <1/1000): rubor facial, palpitações, diminuição grave da pressão sanguínea, bradicardia, taquicardia, angioedema, hipotensão ortostática e arritmias
Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino Raros (>1/10000, <1/1000): broncoespasmo e laringospasmo. Muito raros (<1/10000), incluindo comunicações isoladas: dispneia.
Doenças gastrointestinais Muito frequentes: náuseas, boca seca. Frequentes (>1/100, <1/10): vómitos, obstipação, dispepsia, perda de apetite. Raros (>1/10000, <1/1000): pancreatite. Muito raros (<1/10000), incluindo comunicações isoladas: dor abdominal.
Afeções hepatobiliares Raros (>1/10000, <1/1000): cólica biliar. Muito raros (<1/10000), incluindo comunicações isoladas: atividade aumentada das enzimas hepáticas.
Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos Frequentes (>1/100, <1/10): reações de hipersensibilidade, tais como urticária e prurido. Muito raros (<1/10000), incluindo comunicações isoladas: reações dérmicas (ex.: exantema, edema periférico).
Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos Muito raros (<1/10000), incluindo comunicações isoladas: cãibras musculares.
Doenças renais e urinárias Frequentes (>1/100, <1/10): alterações na micção (dificuldade de passagem de urina e retenção da urina). Raros (>1/10000, <1/1000): cólica renal.
Perturbações gerais e alterações no local de administração Desconhecida: sintomas de abstinência (para os sintomas, ver secção 3: se parar de tomar Morfina Labesfal (sem conservantes).
Corpo como um todo Os seguintes sintomas de abstinência, similares aos de abstinência de opioides, podem ocorrer: agitação, ansiedade, nervosismo, insónia, hipercinesia, tremores e sintomas gastrointestinais. O efeito da morfina tem conduzido ao seu abuso, podendo desenvolver-se dependência com o uso regular e não apropriado.
Podem ocorrer ainda disfunção sexual com diminuição da líbido e impotência. Foram referidas dermatites de contacto, dor e irritação com a injeção. Se algum dos efeitos indesejáveis se agravar ou se detetar quaisquer efeitos indesejáveis não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.
Comunicação de efeitos indesejáveis Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente através do INFARMED, I.P. através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.
Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) e-mail: [email protected] .
5. Como conservar Morfina Labesfal (sem conservantes)
Conservar a temperatura inferior a 25ºC.
Conservar na embalagem de origem para proteger da luz e da humidade.
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças. Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na ampola, após Val. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.
Não utilize este medicamento se verificar que esta se encontra turva.
Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não necessita. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.
6. Conteúdo da embalagem e outras informações
Qual a composição de Morfina Labesfal (sem conservantes)
– A substância ativa é o cloridrato de morfina tri-hidratado.
Morfina Labesfal (sem conservantes), 10 mg/1 ml, Solução injetável Cada ampola com 1 mililitro de solução injetável contém 10 mg de cloridrato de morfina tri-hidratado.
Morfina Labesfal (sem conservantes), 20 mg/1 ml, Solução injetável Cada ampola com 1 mililitro de solução injetável contém 20 mg de cloridrato de morfina tri-hidratado.
Morfina Labesfal (sem conservantes), 20 mg/2 ml, Solução injetável Cada ampola com 2 mililitros de solução injetável contém 20 mg de cloridrato de morfina tri-hidratado.
Morfina Labesfal (sem conservantes), 40 mg/2 ml, Solução injetável Cada ampola com 2 mililitros de solução injetável contém 40 mg de cloridrato de morfina tri-hidratado.
– O outro componente é: água para preparações injetáveis.
Qual o aspeto da Morfina Labesfal (sem conservantes) e conteúdo da embalagem
Ampolas de vidro Tipo I âmbar contendo uma solução aquosa límpida.
Ampolas autoquebráveis com 1 ou com 2 ml de solução injetável (embalagens de 6, 10, 12 e 50 ampolas).
É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.
Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante
Labesfal – Laboratórios Almiro, S.A. Zona Industrial do Lagedo 3465-157 Santiago de Besteiros Portugal
Fabricante
Labesfal – Laboratórios Almiro, S.A. Zona Industrial do Lagedo 3465-157 Santiago de Besteiros Portugal
Este folheto foi revisto pela última vez em
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A informação que se segue destina-se apenas aos profissionais de saúde:
Foi demonstrada uma incompatibilidade físico-química (formação de precipitados) entre soluções de sulfato de morfina e 5-fluorouracilo.
⚕Para profissionais — Resumo das Características do Medicamento (RCM)Ficha técnica completa: posologia, interações, contraindicações, advertências+
1. NOME DO MEDICAMENTO
Morfina Labesfal (sem conservantes), 10 mg/1 ml, Solução injetável Morfina Labesfal (sem conservantes), 20 mg/1 ml, Solução injetável Morfina Labesfal (sem conservantes), 20 mg/2 ml, Solução injetável Morfina Labesfal (sem conservantes), 40 mg/2 ml, Solução injetável
2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA
Morfina Labesfal (sem conservantes), 10 mg/1 ml, Solução injetável Cada ampola com 1 mililitro de solução injetável contém 10 mg de cloridrato de morfina tri-hidratado.
Morfina Labesfal (sem conservantes), 20 mg/1 ml, Solução injetável Cada ampola com 1 mililitro de solução injetável contém 20 mg de cloridrato de morfina tri-hidratado.
Morfina Labesfal (sem conservantes), 20 mg/2 ml, Solução injetável Cada ampola com 2 mililitros de solução injetável contém 20 mg de cloridrato de morfina tri-hidratado.
Morfina Labesfal (sem conservantes), 40 mg/2 ml, Solução injetável Cada ampola com 2 mililitros de solução injetável contém 40 mg de cloridrato de morfina tri-hidratado.
Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.
3. FORMA FARMACÊUTICA
Solução injetável
4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS
4.1. Indicações terapêuticas
A morfina está indicada no tratamento sintomático da dor moderada a severa, (associada a doenças neoplásicas, enfarte do miocárdio e cirurgia, ou outras), na sedação pré-operatória e como adjuvante da anestesia.
4.2. Posologia e modo de administração
Posologia A morfina pode ser administrada por via subcutânea, intramuscular, intravenosa, epidural ou intratecal. As doses parenterais podem ser administradas em injeções intermitentes ou contínuas ou infusões intermitentes ajustadas de acordo com as necessidades analgésicas individuais. As doses devem ser geralmente reduzidas nos idosos e debilitados e nos pacientes com insuficiência renal.
Adultos: A dose usual por via subcutânea ou intramuscular é de 10mg de 4 em 4 horas podendo variar entre 5 e 20mg.
Via intravenosa: Têm sido administradas doses até 15mg em injeção intravenosa lenta, por vezes como dose de carga em pacientes sob infusão controlada ou injeção intravenosa contínua. Para administração intravenosa contínua, as doses de manutenção variam, geralmente de 0,8 a 80mg por hora, podendo ser necessárias doses mais elevadas. Podem ser administradas doses idênticas por infusão subcutânea contínua.
Epidural As doses são de 5mg para uma injeção epidural inicial. No caso de ser necessário, adicionar 1 ou 2 mg adicionais ao fim de uma hora, até uma dose total de 10 mg/24 h. Perfusão epidural contínua: a dose inicial recomendada para perfusão epidural contínua é de 2 a 4mg durante 24 horas, podendo ser aumentada até 1-2mg por dia.
Intratecal As doses por via intratecal variam entre 0,2 a 1mg envolvendo a administração de uma dose única.
População pediátrica:
Via intramuscular e subcutânea - 1 a 5 anos: 2,5 a 5mg de 4 em 4 horas, se necessário; - 5 a 12 anos: 5 a 10mg de 4 em 4 horas, se necessário.
Em crianças com idade superior são administradas doses semelhantes às dos adultos.
Via intravenosa: administrar durante pelo menos 5 minutos - 1 a 12 anos: 100 - 200µg/kg de 4 em 4 horas; - 12 a 18 anos: 2,5 a 10mg de 4 em 4 horas, se necessário. Doses similares são também administradas por injeção IV lenta, como dose de carga para perfusão intravenosa contínua, seguindo-se doses de perfusão contínua que variam entre 10 a 20 µg/kg/h consoante a idade do paciente.
Via Epidural Bloqueio epidural caudal: 100μg/kg Bloqueio epidural torácico ou lombar: 50 μg/kg.
Via intratecal Doses de 20/30 µg/kg foram administradas na dor pós-operatório.
Via epidural e intratecal:
No decurso da dor crónica, recorrer-se-á a estas vias de administração sempre que as outras vias sejam responsáveis por efeitos indesejáveis inaceitáveis.
A título exemplificativo: - a posologia diária inicial por via epidural, dividida por uma ou duas injeções, é de aproximadamente 1/10 da posologia por via parentérica. - a posologia diária inicial por via intratecal, dividida por uma ou duas injeções é de aproximadamente 1/100 da posologia por via parentérica.
Acerto posológico: Frequência de avaliação (grau de alívio da dor, presença de efeitos indesejáveis). Não há necessidade de perder tempo com uma posologia manifestamente ineficaz. O doente deve ser cuidadosamente observado principalmente no início do tratamento, uma vez que a dor não está controlada.
Aumento da posologia Se a dor não está controlada, é conveniente aumentar a posologia diária de morfina em aproximadamente 30 a 50%. Durante o processo de ajuste de doses, não existe limite máximo, desde que os efeitos indesejáveis possam ser controlados.
Modo de administração
Objetivos e descontinuação do tratamento
Antes de iniciar o tratamento com Morfina Labesfal (sem conservantes), deve ser acordada, em conjunto com o doente, uma estratégia de tratamento que inclua a duração e os objetivos do tratamento, bem como um plano para o fim do tratamento, de acordo com as diretrizes para o tratamento da dor. Durante o tratamento, deve existir um contacto frequente entre o médico e o doente para avaliar a necessidade de continuação do tratamento, considerar a descontinuação do tratamento e ajustar as dosagens, se necessário. Quando o doente não necessita mais da terapêutica com Morfina Labesfal (sem conservantes), pode ser aconselhável diminuir a dose gradualmente para prevenir os sintomas de abstinência. Na ausência de um controlo adequado da dor, deve ser considerada a possibilidade de hiperalgesia, tolerância e progressão de doença subjacente (ver secção 4.4).
Duração do tratamento
Morfina Labesfal (sem conservantes) não deve ser utilizado durante mais tempo do que o necessário.
Descontinuação da terapêutica Pode ocorrer o desenvolvimento de uma síndrome de abstinência se a administração de opioides for descontinuada subitamente. Por conseguinte, a dose deve ser reduzida gradualmente antes da descontinuação.
4.3. Contraindicações
Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1.
Este medicamento não deve NUNCA ser utilizado nos seguintes casos: - insuficiência respiratória descompensada (na ausência de ventilação artificial), episódios agudos de asma ou broncospasmo associado a doenças pulmonares obstrutivas, - insuficiência hepatocelular grave (com encefalopatia), - situações agudas: traumatismo craniano e hipertensão intracraniana na ausência de ventilação controlada, - epilepsia não controlada, - associação com buprenorfina, nalbufina e pentazocina (ver 4.5 Interações medicamentosas e outras formas de interação), - aleitamento, no caso de iniciação ou continuação de um tratamento a longo prazo após o nascimento, - lactentes e sobretudo recém-nascidos apresentam uma sensibilidade aumentada aos opiáceos dado que a depressão provocada no centro respiratório é maior e o seu sistema de destoxificação de fármacos ainda se encontra incompleto, - cólicas biliares, Íleo paralítico ou doença intestinal obstrutiva, - feocromocitoma, - choque hipovolémico, - estados convulsivos, - mixedema não tratado, - utilização concomitante com inibidores da monoamino oxidase (IMAO) ou duas semanas após a sua interrupção.
É contraindicada ainda na presença de alcoolismo agudo.
Contraindicações associadas às vias epidural e intratecal: - problemas de hemostase no momento da injeção, - infeções cutâneas locais, regionais ou generalizadas, em evolução, - hipertensão intracraniana evolutiva.
4.4. Advertências e precauções especiais de utilização
Advertências
A morfina é um estupefaciente que usado fora do contexto do tratamento da dor, pode, se mal utilizado, originar: dependência física e psíquica bem como habituação, que podem ser observadas após administrações repetidas. A constante solicitação do doente para que lhe seja administrada nova dose, faz com que o estado clínico do doente tenha que ser constantemente reavaliado. Frequentemente o doente necessita mesmo do efeito analgésico, não devendo ser confundido com dependência do fármaco. Antecedentes de toxicodependência não são contraindicações para a prescrição de morfina, caso ela seja indispensável para o tratamento da dor. Em função da duração do tratamento, da dose administrada e da evolução da dor, a morfina deverá ser descontinuada de forma progressiva para evitar o aparecimento de sintomas de abstinência: ansiedade, irritabilidade, tremores, midríase, afrontamentos, sudação, lacrimejo, rinorreia, náuseas, vómitos, dor abdominal, diarreias e artralgias. A utilização de morfina injetável deve ser acompanhada de uma vigilância da intensidade da dor, bem como da vigilância da função respiratória. Estes controlos deverão ser mais apertados em situações de dor aguda, quando o tratamento foi iniciado há pouco tempo e quando se está a utilizar uma via central. A sonolência é um sinal de alerta de descompensação respiratória.
Síndrome torácica aguda (STA) em doentes com anemia falciforme (AF) Devido a uma possível associação entre a STA e a utilização de morfina em doentes com AF tratados com morfina durante uma crise de oclusão vascular, é necessária uma monitorização atenta dos sintomas de STA.
Insuficiência suprarrenal Os analgésicos opioides podem causar insuficiência suprarrenal reversível que exige monitorização e terapêutica de substituição com glucocorticoides. Os sintomas de insuficiência suprarrenal podem incluir, por exemplo, náuseas, vómitos, perda de apetite, fadiga, fraqueza, tonturas ou pressão arterial baixa.
Diminuição dos níveis de hormonas sexuais e aumento da prolactina A utilização prolongada de analgésicos opioides pode estar associada a uma diminuição dos níveis de hormonas sexuais e ao aumento da prolactina. Os sintomas incluem diminuição da libido, impotência ou amenorreia.
Pode ocorrer hiperalgesia que não responde a um aumento adicional da dose de morfina, em particular, em doses elevadas. Pode ser necessária uma redução da dose de morfina ou uma alteração do opioide.
Risco devido à utilização concomitante de medicamentos sedativos, tais como as benzodiazepinas ou medicamentos relacionados:
A utilização concomitante de Morfina Labesfal (sem conservantes) e de medicamentos sedativos, tais como as benzodiazepinas ou medicamentos relacionados, pode resultar em sedação, depressão respiratória, coma e morte. Devido a estes riscos, a prescrição concomitante com estes medicamentos sedativos deve ser reservada a doentes para os quais não são possíveis outras opções de tratamento. Caso seja tomada uma decisão para prescrever Morfina Labesfal (sem conservantes) concomitantemente com medicamentos sedativos, deve ser utilizada a menor dose eficaz e a duração do tratamento deve ser tão curta quanto possível.
Os doentes devem ser cuidadosamente vigiados quanto a sinais e sintomas de depressão respiratória e sedação. A este respeito, recomenda-se fortemente que os doentes e os seus cuidadores tenham conhecimento destes sintomas (ver secção 4.5).
Tratamento antiplaquetário com inibidor do P2Y12 oral. No primeiro dia de tratamento concomitante com um inibidor do P2Y12 e morfina, foi observada uma redução da eficácia do tratamento com o inibidor do P2Y12 (ver secção 4.5).
Perturbações respiratórias relacionadas com o sono
Os opioides podem causar perturbações respiratórias relacionadas com o sono, incluindo a apneia central do sono (CSA) e a hipoxemia relacionada com o sono. A utilização de opioides aumenta o risco de CSA de forma dependente da dose. Nos doentes que apresentam uma avaliação da segurança química, considerar a redução da dosagem total de opioides.
Reações cutâneas adversas graves (RCAG)
Foram notificados casos de pustulose exantemática generalizada aguda (PEGA), potencialmente fatais, associados ao tratamento com morfina. A maioria destas reações ocorreu nos primeiros 10 dias de tratamento. Os doentes devem ser informados dos sinais e sintomas de PEGA e aconselhados a consultar imediatamente um médico caso sintam tais sintomas. Se surgirem sinais e sintomas sugestivos destas reações cutâneas, a terapêutica com morfina deve ser descontinuada e deve ser considerado um tratamento alternativo.
Afeções hepatobiliares
A terapêutica com morfina pode causar disfunção e espasmo do esfíncter de Oddi, aumentando assim a pressão intrabiliar e aumentando o risco de sintomas do trato biliar e pancreatite.
Distúrbio de utilização de opioides (abuso e dependência)
A administração repetida de opioides, como Morfina Labesfal (sem conservantes), pode levar ao desenvolvimento de tolerância e dependência física e/ou psicológica.
O uso repetido de Morfina Labesfal (sem conservantes) pode levar ao Distúrbio de utilização de opioides (OUD). Uma dose mais elevada e uma duração mais longa do tratamento com opioides podem aumentar o risco de desenvolvimento de Distúrbio de utilização de opioides. O abuso ou a utilização inadequada intencional de Morfina Labesfal (sem conservantes) pode resultar em sobredosagem e/ou morte. O risco de desenvolvimento de distúrbio de utilização de opioides é maior em doentes com historial pessoal ou familiar (pais ou irmãos) de distúrbios de utilização de substâncias (incluindo distúrbio de consumo de álcool), em consumidores habituais de tabaco ou em doentes com historial pessoal de outros problemas de saúde mental (por exemplo, depressão major, ansieadade e perturbação da personalidade).
Antes de iniciar o tratamento com Morfina Labesfal (sem conservantes) e durante o tratamento, devem ser acordados, em conjunto com o doente, os objetivos do tratamento e um plano de descontinuação. (ver secção 4.2). Antes e durante o tratamento, o doente também deve ser informado dos riscos e sinais de distúrbio de utilização de opioides. Se estes sinais ocorrerem, os doentes devem ser aconselhados a contactar o seu médico.
Os doentes terão de ser monitorizados para deteção de sinais de comportamento de procura de medicamentos (por exemplo, solicitações de recargas demasiado cedo). Isto inclui a revisão de opioides e medicamentos psicoativos concomitantes (como as benzodiazepinas). Em doentes com sinais e sintomas de distúrbio de utilização de opioides, deve ser ponderada a consulta com um especialista em toxicodependência.
As concentrações plasmáticas de morfina podem ser reduzidas pela rifampicina. O efeito analgésico da morfina deve ser monitorizado e as doses de morfina ajustadas durante e após o tratamento com rifampicina.
Precauções especiais de utilização
A morfina deve ser utilizada com precaução nos seguintes casos:
Hipovolémia: Em caso de hipovolémia, a morfina pode induzir colapsos. A hipovolémia deve ser corrigida antes da administração de morfina.
Insuficiência renal: A eliminação renal da morfina, sob a forma de um metabolito ativo, impõe que se inicie o tratamento com uma posologia reduzida, sendo posteriormente adaptada a dose ou a frequência de administração ao estado clínico do doente.
Quando a etiologia da dor é tratada em simultâneo: É conveniente adaptar as doses de morfina aos resultados do tratamento em curso.
No doente com insuficiência respiratória descompensada e em doentes com diminuição da reserva respiratória: A frequência respiratória deverá ser cuidadosamente monitorizada. A sonolência constitui um sinal de alerta de descompensação. É importante diminuir as doses de morfina quando o doente se encontra a fazer outros tratamentos analgésicos de ação central em simultâneo, pois poderá ocorrer uma acentuada insuficiência respiratória.
Doentes com patologia hepatobiliar ou icterícia obstrutiva colestática e em doentes com pancreatite litiásica ou obstrutiva.
Insuficiência hepática: A administração de morfina deve ser feita com precaução e acompanhada de vigilância clínica.
Em idosos: A sua sensibilidade particular aos efeitos dos analgésicos e aos efeitos indesejáveis centrais (confusão) ou do aparelho digestivo, associados a uma diminuição da função renal, implica que a administração seja feita com precaução e que se reduza a dose inicial para metade. Patologias uretroprostáticas ou vesicais, frequentes nos idosos, aumentam o risco de retenção urinária. A prescrição simultânea de tratamentos psicotrópicos, depressores do SNC ou com um efeito anticolinérgico aumenta o aparecimento de efeitos indesejáveis.
Obstipação Antes do tratamento é imperativo que seja verificada a ausência de síndromes oclusivas. A obstipação é um efeito indesejável conhecido da morfina. Um tratamento preventivo deve ser sistematicamente prescrito.
Lactentes, sobretudo antes dos três meses: Os efeitos da morfina são mais intensos e prolongados em lactentes, em virtude do seu metabolismo ser ainda imaturo. As doses iniciais devem ser reduzidas. A vigilância do tratamento da dor aguda deverá ser feita em unidades de Cuidados Intensivos. A instituição de um tratamento crónico deve ser feita sob vigilância hospitalar.
Hipertensão intracraniana: Em caso de aumento da pressão intracraniana, a utilização de morfina para tratamento da dor crónica deve ser feita com prudência. Problemas urinários: Existe o risco de disúria ou retenção urinária principalmente quando a administração é feita pelas vias intratecal e epidural.
Desportistas: Os desportistas devem ser alertados para o facto deste medicamento conter morfina e esta substância fazer parte da lista de substâncias dopantes.
Deve ser administrada com precaução ou em doses reduzidas a doentes com hipotiroidismo e insuficiência adrenocortical.
4.5. Interações medicamentosas e outras formas de interação
A terapêutica com morfina deve ser utilizada com precaução em doentes que recebem simultaneamente outros depressores do sistema nervoso central, incluindo sedativos ou hipnóticos, anestésicos gerais, fenotiazinas, outros tranquilizantes, relaxantes musculares, anti-hipertensores, gabapentina ou pregabalina e álcool. Podem ocorrer efeitos de interação que resultem em depressão respiratória, hipotensão, sedação profunda ou coma se estes medicamentos forem tomados em combinação com as doses habituais de morfina.
Deve ter-se em atenção o facto de vários medicamentos e substâncias poderem adicionar os seus efeitos depressores do sistema nervoso central e contribuírem para a diminuição da vigília. Tratam-se dos derivados da morfina (analgésicos, antitússicos e tratamentos de substituição), neurolépticos, barbitúricos, benzodiazepinas, outros ansiolíticos além das benzodiazepinas (por exemplo meprobamato), hipnóticos, antidepressores sedativos (amitriptilina, doxepina, mianserina, mirtazepina, trimipramina), anti-histamínicos H1 sedativos, antihipertensores centrais, baclofeno e talidomida.
Medicamentos sedativos, tais como as benzodiazepinas ou medicamentos relacionados:
A utilização concomitante de opioides com medicamentos sedativos, tais como as benzodiazepinas ou medicamentos relacionados, aumenta o risco de sedação, depressão respiratória, coma e morte devido ao efeito depressor aditivo no SNC. A dose e a duração da utilização concomitante devem ser limitadas (ver secção 4.4).
Associações contraindicadas:
- Agonistas-antagonistas opiáceos (buprenorfina, nalbufina, pentazocina): Diminuição do efeito analgésico ou antitússico por bloqueio competitivo dos recetores, com risco de aparecimento de síndrome de abstinência. - Inibidores da monoamino oxidase (IMAO).
Associações desaconselhadas:
- Naltrexona Risco de diminuição do efeito analgésico. Se necessário aumentar as doses do derivado da morfina.
- Consumo de álcool: O álcool potencia o efeito sedativo. A alteração da atenção pode ser perigosa para a condução de veículos e de máquinas. Deve ser evitada a ingestão de bebidas alcoólicas e medicamentos contendo álcool.
Associações que devem ser usadas com precaução: - Rifampicina Diminuição das concentrações e eficácia da morfina e do seu metabolito ativo. É aconselhada vigilância clínica e uma eventual adaptação da posologia da morfina durante e após o tratamento com rifampicina.
Foi observada uma exposição retardada e reduzida ao tratamento antiplaquetário com inibidor do P2Y12 oral em doentes com síndrome coronária aguda tratados com morfina. Esta interação pode estar relacionada com a motilidade gastrointestinal e aplicar-se a outros opioides. Desconhece-se a relevância clínica, mas os dados indicam potencial de redução de eficácia do inibidor do P2Y12 em doentes coadministrados com morfina e um inibidor do P2Y12 (ver secção 4.4). Em doentes com síndrome coronária aguda, nos quais a morfina não pode ser retirada e a inibição rápida do P2Y12 é considerada crucial, pode ser considerada a utilização de um inibidor do P2Y12 parentérico.
- Outros analgésicos morfínicos agonistas (alfentanilo, codeína, dextromoramida, dextropropoxifeno, di-hidrocodeína, fentanilo, oxicodona, petidina, fenoperidina, remifentanilo, sufentanilo, tramadol). - Antitússicos morfina-like (dextrometorfano, noscapina, folcodina). - Antitússicos verdadeiramente morfínicos (codeína, etilmorfina). - Barbitúricos. - Benzodiazepinas e substâncias aparentadas. Risco aumentado de depressão respiratória que pode ser fatal em caso de sobredosagem. - Outros medicamentos sedativos. Aumento da depressão central. A alteração no estado de vigília pode tornar perigosa a condução de veículos e utilização de máquinas. - Metoclopramida e domperidona – pelo risco de antagonismo nos seus efeitos gastrointestinais.
4.6. Fertilidade, gravidez e aleitamento
A morfina deverá ser evitada durante a gravidez ou amamentação. Usar apenas quando o benefício supera o risco da sua utilização para a mãe e recém-nascido.
Gravidez Os estudos efetuados em animais evidenciaram um efeito teratogénico da morfina. Nos humanos, não foi observada nenhuma malformação particular da morfina até hoje. No entanto, apenas estudos epidemiológicos permitiriam verificar a ausência de risco. Posologias elevadas, mesmo em tratamentos muito curtos antes ou durante o parto, são suscetíveis de provocar depressão respiratória no recém-nascido.
Os recém-nascidos cujas mães receberam analgésicos opioides durante a gravidez, independentemente da dose, devem ser monitorizados quanto a sinais da síndrome de abstinência neonatal. O tratamento pode incluir um opioide e cuidados de suporte.
Assim, tomando em consideração estas precauções, a morfina pode ser prescrita se for necessária, durante a gravidez.
Amamentação - Nos casos de administrações repetidas durante alguns dias, suspender momentaneamente o aleitamento, - Nos casos de iniciação ou continuação de um tratamento a longo prazo, o aleitamento está contraindicado.
Fertilidade Os estudos realizados em animais demonstraram que a morfina pode reduzir a fertilidade (ver secção 5.3. «Dados de segurança pré-clínica»).
4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas
Devido ao facto de este medicamento poder produzir alterações no estado de vigília, a condução de veículos ou utilização de máquinas é desaconselhado. Este risco é maior no início do tratamento ou quando o tratamento inclui a associação de outros depressores do sistema nervoso central.
4.8. Efeitos indesejáveis
Em doses normais, os efeitos indesejáveis mais comuns da morfina são náuseas, vómitos, obstipação e sonolência. A obstipação pode ser tratada com um laxante adequado.
Doenças do sistema imunitário: Desconhecida: reações anafiláticas
Perturbações do foro psiquiátrico Muito frequentes (>1/10): alterações de humor. Frequentes (>1/100, <1/10): podem ocorrer efeitos indesejáveis psíquicos após a administração de morfina, que variam individualmente em intensidade e natureza (dependendo da personalidade e da duração do tratamento). Esses efeitos incluem as alterações de humor (comummente elação, ocasionalmente disforia), perturbações do sono, alterações de atividade (comummente supressão, ocasionalmente excitação) e alterações na capacidade cognitiva e sensorial (ex.: capacidade de decisão, distúrbios da perceção, alucinações, pesadelos, principalmente em idosos). Desconhecida: dependência.
Doenças do sistema nervoso Muito frequentes (>1/10): dependendo da dose de sedação e depressão respiratória. Frequentes (>1/100, <1/10): cefaleia, tonturas. Raros (>1/10000, <1/1000): pressão intracraniana aumentada. Muito raros (<1/10000), incluindo comunicações isoladas: tremores, fasciculações dos músculos, convulsões epileptiformes. Especialmente sob hiperalgesia em alta dosagem e alodinia não respondendo a um aumento da dosagem de morfina. Desconhecida: hiperidrose.
Afeções oculares Frequentes (>1/100, <1/10): miose. Muito raros (<1/10000), incluindo comunicações isoladas: visão turva.
Cardiopatias e vasculopatias Pouco frequentes (>1/1000, <1/100): mudanças clínicas relevantes da pressão sanguínea. Raros (>1/10000, <1/1000): rubor facial, palpitações, diminuição grave da pressão sanguínea, bradicardia, taquicardia, angioedema, hipotensão ortostática e arritmias
Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino Raros (>1/10000, <1/1000): broncoespasmo e laringospasmo. Muito raros (<1/10000), incluindo comunicações isoladas: dispneia. Desconhecida: síndrome da apneia central do sono.
Doenças gastrointestinais Muito frequentes: náuseas, boca seca. Frequentes (>1/100, <1/10): vómitos, obstipação, dispepsia, perda de apetite. Raros (>1/10000, <1/1000): pancreatite. Muito raros (<1/10000), incluindo comunicações isoladas: dor abdominal.
Afeções hepatobiliares Raros (>1/10000, <1/1000): cólica biliar. Muito raros (<1/10000), incluindo comunicações isoladas: atividade aumentada das enzimas hepáticas. Desconhecida: espasmo do esfíncter de Oddi.
Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos Frequentes (>1/100, <1/10): reações de hipersensibilidade, tais como urticária e prurido. Muito raros (<1/10000), incluindo comunicações isoladas: reações dérmicas (ex.: exantema, edema periférico). Desconhecida: pustulose exantemática generalizada aguda (PEGA).
Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos Muito raros (<1/10000), incluindo comunicações isoladas: cãibras musculares.
Doenças renais e urinárias Frequentes (>1/100, <1/10): alterações na micção (dificuldade de passagem de urina e retenção da urina). Raros (>1/10000, <1/1000): cólica renal.
Perturbações gerais e alterações no local de administração Desconhecida: síndrome de abstinência do fármaco
Corpo como um todo: Os seguintes sintomas de abstinência, similares aos de abstinência de opioides, podem ocorrer: agitação, ansiedade, nervosismo, insónia, hipercinesia, tremores, sintomas gastrointestinais, humor disfórico e ansiedade. O efeito da morfina tem conduzido ao seu abuso, podendo desenvolver-se dependência com o uso regular e não apropriado.
Dependência de medicamentos e síndrome de abstinência A utilização de analgésicos opioides pode estar associada ao desenvolvimento de dependência ou tolerância física e/ou psicológica. Pode ocorrer uma síndrome de abstinência quando a administração de opioides é descontinuada subitamente ou quando são administrados antagonistas opioides, e pode ser, por vezes, sentida entre doses. Para controlo, ver secção 4.4.
Os sintomas de abstinência fisiológica incluem: dores no corpo, tremores, síndrome das pernas inquietas, diarreia, cólica abdominal, náuseas, sintomas gripais, taquicardia e midríase. Os sintomas psicológicos incluem humor disfórico, ansiedade e irritabilidade. O «desejo pelo fármaco» é comum na dependência de fármacos.
Programa de prevenção da toxicodependência
A utilização repetida de Morfina Labesfal (sem conservantes) pode provocar dependência do medicamento, mesmo em doses terapêuticas. O risco de dependência do medicamento pode variar em função dos fatores de risco individuais do doente, da dosagem e da duração do tratamento com opioides (ver secção 4.4).
Podem ocorrer ainda disfunção sexual com diminuição da líbido e impotência.
Foram referidas dermatites de contacto, dor e irritação com a injeção.
Notificação de suspeitas de reações adversas A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício- risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas através do INFARMED, I.P.
Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) e-mail: [email protected]
4.9. Sobredosagem
As doses tóxicas variam consideravelmente com fatores individuais e os utilizadores regulares podem tolerar doses elevadas. O conjunto dos 3 sintomas - coma, pupilas contraídas e depressão respiratória - é considerado como indicativo de sobredosagem; a dilatação das pupilas ocorre quando se desenvolve a hipoxia. O edema pulmonar após sobredosagem, é uma causa comum de morte entre os viciados em opiáceos.
Pode ocorrer morte por insuficiência respiratória. Pneumonia por aspiração.
Tratamento: Na sobredosagem aguda por um opiáceo, por via oral, o estômago deve ser esvaziado. Pode ser administrado um laxativo para ajudar o peristaltismo. Pode ser necessário tratamento de suporte intensivo para corrigir a insuficiência respiratória e o choque. É utilizado um antagonista específico, cloridrato de naloxona, para contrariar a depressão respiratória severa e o coma provocados por doses excessivas de analgésicos opiáceos. São administradas doses de 0,4 a 2mg em injeção intravenosa, repetidas em intervalos de 2 a 3 minutos se necessário, até 10mg. A naloxona pode também ser administrada em injeção subcutânea ou intramuscular ou por infusão intravenosa. O efeito da naloxona pode ser de curta duração relativamente aos efeitos dos analgésicos opiáceos podendo ser necessárias doses adicionais para prevenir recaídas. O hidrobrometo de nalorfina e o tartarato de levalorfano foram também utilizados para antagonizar os efeitos adversos dos analgésicos opiáceos. O uso de antagonistas opiáceos como a naloxona, nalorfina e levalorfano em dependentes físicos da morfina ou drogas similares, pode induzir sintomas de abstinência.
5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS
5.1. Propriedades farmacodinâmicas
Grupo fármacoterapêutico: 2.12 - Sistema nervoso central. Analgésicos estupefacientes. Código ATC: N02AA01
Mecanismo de ação
Ação sobre o sistema nervoso central A morfina tem uma ação analgésica dose-dependente. Pode atuar sobre o comportamento psicomotor e provocar, consoante a dose e o doente, sedação ou excitação. A morfina, mesmo em concentrações terapêuticas exerce no centro respiratório e no centro da tosse, uma ação depressora. O efeito depressor respiratório é atenuado pela administração crónica. A ação da morfina sobre o centro do vómito (via zona quimiorecetora, estimulável principalmente pela dor e o centro cócleo-vestibular), e sobre o esvaziamento gástrico conferem-lhe propriedades eméticas variáveis. A morfina provoca por último miose de origem central.
Ação sobre a musculatura lisa A morfina diminui o tónus e o peristaltismo das fibras longitudinais e aumenta o tónus das fibras circulares, provocando um espasmo dos esfíncteres (pilórico, válvula íleocecal, esfíncter anal, esfíncter de Oddi, esfíncter vesical).
5.2. Propriedades farmacocinéticas
Absorção A absorção sanguínea através da via epidural (plexo venoso importante) é mais rápida e a ação analgésica é mais prolongada do que por via intratecal (pequenos capilares medulares). Nas vias epidural e intratecal, a difusão supraspinal é retardada. A biodisponibilidade das formas orais, relativamente às de administração subcutânea é de cerca de 50%. A biodisponibilidade das formas orais, relativamente às de administração intravenosa é de cerca de 30%. Distribuição Após absorção, a morfina liga-se às proteínas plasmáticas em cerca de 30%. A morfina atravessa a barreira hematoencefálica e a placenta.
Biotransformação A morfina é metabolizada principalmente em derivados glucuronoconjugados que sofrem o metabolismo entero-hepático. O 6-glucoronato e a normorfina são dois metabolitos ativos da morfina.
Eliminação A semivida plasmática da morfina é variável (2 a 6 horas) A eliminação dos derivados glucuronoconjugados faz-se essencialmente por via urinária, através de filtração glomerular e secreção tubular. A eliminação fecal é baixa (< 10 %).
5.3. Dados de segurança pré-clínica
A morfina induziu malformações em ratinhos e porquinhos-da-Índia, quando administrada numa dose única elevada durante o período de organogénese. Não está excluída a possibilidade de que estes efeitos malformativos sejam devidos a hipoxia. Os estudos de toxicidade reprodutiva realizados em ratos não revelaram ação teratogénica. No entanto verificou-se aumento da mortalidade das crias, retardamento do crescimento e diminuição da fertilidade de machos e fêmeas. Foi notificada uma redução da fertilidade e lesões cromossómicas nos gâmetas em ratos machos. A morfina não foi mutagénica no teste de Ames. No entanto, induziu aberrações cromossómicas em diferentes testes in vitro e in vivo. Não são conhecidos estudos de carcinogenicidade.
6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS
6.1. Lista dos excipientes
Água para preparações injetáveis.
6.2. Incompatibilidades
Os sais de morfina são sensíveis a alterações do pH e a morfina é sujeita a precipitação em meio alcalino. Os compostos incompatíveis com os sais de morfina incluem a aminofilina e os sais sódicos de barbituratos e a fenitoína.
Foi demonstrada uma incompatibilidade físico-química (formação de precipitados) entre soluções de sulfato de morfina e 5-fluorouracilo.
6.3. Prazo de validade
2 anos.
6.4. Precauções especiais de conservação
Conservar a temperatura inferior a 25ºC. Conservar na embalagem de origem para proteger da luz e da humidade.
6.5. Natureza e conteúdo do recipiente
O acondicionamento é feito em ampolas de vidro tipo I âmbar, autoquebráveis, com 1 ou com 2 ml de solução injetável– Embalagens de 6, 10, 12 e 50 ampolas.
É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.
6.6. Precauções especiais de eliminação
Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.
7. TITULAR DE AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
LABESFAL - Laboratórios Almiro, S.A. Zona Industrial do Lagedo 3465-157 Santiago de Besteiros Portugal
8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
Morfina Labesfal (sem conservantes), 10 mg/1 ml, Solução injetável N.º de registo: 2928497 - 6 ampolas com 1 ml de solução injetável, 10 mg/1 ml, ampolas de vidro tipo I âmbar autoquebráveis N.º de registo: 4825998 - 10 ampolas com 1 ml de solução injetável, 10 mg/1 ml, ampolas de vidro tipo I âmbar autoquebráveis N.º de registo: 2928596 - 12 ampolas com 1 ml de solução injetável, 10 mg/1 ml, ampolas de vidro tipo I âmbar autoquebráveis N.º de registo: 2928695 - 50 ampolas com 1 ml de solução injetável, 10 mg/1 ml, ampolas de vidro tipo I âmbar autoquebráveis
Morfina Labesfal (sem conservantes), 20 mg/1 ml, Solução injetável N.º de registo: 2929297 - 6 ampolas com 1 ml de solução injetável, 20 mg/1 ml, ampolas de vidro tipo I âmbar autoquebráveis N.º de registo: 4826095 - 10 ampolas com 1 ml de solução injetável, 20 mg/1 ml, ampolas de vidro tipo I âmbar autoquebráveis N.º de registo: 2929396 - 12 ampolas com 1 ml de solução injetável, 20 mg/1 ml, ampolas de vidro tipo I âmbar autoquebráveis N.º de registo: 2929495 - 50 ampolas com 1 ml de solução injetável, 20 mg/1 ml, ampolas de vidro tipo I âmbar autoquebráveis
Morfina Labesfal (sem conservantes), 20 mg/2 ml, Solução injetável N.º de registo: 2928893 - 6 ampolas com 2 ml de solução injetável, 20 mg/2 ml, ampolas de vidro tipo I âmbar autoquebráveis N.º de registo: 4842894 - 10 ampolas com 2 ml de solução injeável, 20 mg/2 ml, ampolas de vidro tipo I âmbar autoquebráveis N.º de registo: 2928992 - 12 ampolas com 2 ml de solução injetável, 20 mg/2 ml, ampolas de vidro tipo I âmbar autoquebráveis N.º de registo: 292909 - 50 ampolas com 2 ml de solução injetável, 20 mg/2 ml, ampolas de vidro tipo I âmbar autoquebráveis Morfina Labesfal (sem conservantes), 40 mg/2 ml, Solução injetável N.º de registo: 2929693 - 6 ampolas com 2 ml de solução injetável, 40 mg/2 ml, ampolas de vidro tipo I âmbar autoquebráveis N.º de registo: 4842993 - 10 ampolas com 2 ml de solução injetável, 40 mg/2 ml, ampolas de vidro tipo I âmbar autoquebráveis N.º de registo: 2929792 - 12 ampolas com 2 ml de solução injetável, 40 mg/2 ml, ampolas de vidro tipo I âmbar autoquebráveis N.º de registo: 2929891 - 50 ampolas com 2 ml de solução injetável, 40 mg/2 ml, ampolas de vidro tipo I âmbar autoquebráveis
9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE
INTRODUÇÃO NO MERCADO Data da primeira autorização: 30 de junho de 1999 Data da última renovação: 30 de junho de 2004
