Darelle MG
Folheto informativo: Informação para o utilizador
Darelle, comprimidos revestidos por película Dienogest +Valerato de estradiol
Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento, pois contém informação importante para si.
Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente. Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico. Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença. Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.
Informação importante a saber sobre contracetivos hormonais combinados (CHCs): – São um dos métodos de contraceção reversíveis mais fiáveis se utilizados corretamente – Aumentam ligeiramente o risco de ter um coágulo sanguíneo nas veias e artérias, especialmente no primeiro ano ou ao reiniciar um contracetivo hormonal combinado após uma interrupção de 4 ou mais semanas – Esteja atenta e consulte o seu médico se pensa que poderá ter sintomas de um coágulo sanguíneo (ver secção 2 "Coágulos sanguíneos")
O que contém este folheto:
1. O que é Darelle e para que é utilizado
2. O que precisa de saber antes de utilizar Darelle
3. Como tomar Darelle
4. Efeitos indesejáveis possíveis
5. Como conservar Darelle
6. Conteúdo da embalagem e outras informações
1. O que é Darelle e para que é utilizado
– Darelle é uma pílula contracetiva e é utilizada para prevenir a gravidez. – Cada comprimido ativo colorido contém uma pequena quantidade de hormonas femininas, ou valerato de estradiol, ou valerato de estradiol combinado com dienogest. – Os 2 comprimidos brancos não contêm substâncias ativas e são designados comprimidos inativos. – As pílulas contracetivas que contêm duas hormonas são designadas como “pílulas combinadas”.
2. O que precisa de saber antes de utilizar Darelle
Notas gerais
Antes de começar a utilizar Darelle, deverá ler a informação sobre coágulos sanguíneos na secção
2. É particularmente importante ler os sintomas de um coágulo sanguíneo – ver secção 2 "Coágulos
sanguíneos".
Antes de começar a utilizar Darelle, o seu médico irá efetuar-lhe algumas perguntas acerca da sua saúde clínica pessoal e da dos seus parentes. O médico irá, igualmente, medir-lhe a sua tensão arterial e, dependendo da sua situação pessoal, poderá também realizar outros testes.
1 Neste folheto, estão descritas diversas situações em que deverá parar de utilizar Darelle, ou onde a fiabilidade de Darelle poderá estar reduzida. Em tais situações, ou não deverá ter relações sexuais ou deverá tomar precauções contracetivas não-hormonais adicionais como, por exemplo, a utilização de um preservativo ou de outro método de barreira. Não utilize métodos de ritmo ou de temperatura. Estes métodos poderão não ser de confiança porque Darelle altera as variações mensais da temperatura corporal e muco cervical.
Darelle, tal como outros contracetivos hormonais, não protege da infeção do VIH (SIDA) ou de qualquer outra doença sexualmente transmissível.
Quando não utilizar Darelle Não deverá utilizar Darelle se tiver qualquer das situações listadas abaixo. Se tiver qualquer das situações listadas abaixo, deve informar o seu médico. O seu médico irá discutir consigo outra forma de controlo da gravidez que seja mais apropriada.
Não tome Darelle: – se tem (ou tiver tido) um coágulo sanguíneo num vaso sanguíneo nas pernas (trombose venosa profunda, TVP), nos pulmões (embolia pulmonar, EP) ou noutros órgãos; – se sabe que tem um distúrbio que afeta a coagulação sanguínea – por exemplo, deficiência de proteína C, deficiência de proteína S, deficiência de antitrombina-III, Fator V de Leiden ou anticorpos antifosfolipídicos; – se necessita de uma cirurgia ou se estiver acamada durante muito tempo (ver secção 'Coágulos sanguíneos'); – se tiver tido um ataque cardíaco ou um acidente vascular cerebral; – se tem (ou tiver tido) angina de peito (uma doença que provoca dor torácica grave e que poderá ser um primeiro sinal de um ataque cardíaco) ou acidente isquémico transitório (AIT – sintomas temporários de acidente vascular cerebral); – se tem alguma das seguintes doenças que poderão aumentar o risco de ter um coágulo nas artérias: – diabetes grave com danos nos vasos sanguíneos – tensão arterial muito elevada – um nível muito elevado de gordura no sangue (colesterol ou triglicéridos) – uma doença chamada hiper-homocisteinemia – se tem (ou tiver tido) um tipo de enxaqueca denominada “enxaqueca com aura”; – se tem (ou alguma vez teve) inflamação do pâncreas (pancreatite); – se tem (ou alguma vez teve) uma doença de fígado e a função do seu fígado ainda não está normal; – se tem (ou alguma vez teve) um tumor do fígado; – se tem (ou alguma vez teve) cancro ou cancro suspeito da mama ou dos órgãos genitais; – se tem qualquer hemorragia inexplicada da vagina. – se é alérgica (hipersensível) ao valerato de estradiol ou ao dienogest, ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6). Isto poderá causar comichão, erupção na pele ou inchaço.
Advertências e precauções
Quando deverá contactar o seu médico? Procure atenção médica urgente se notar possíveis sinais de um coágulo sanguíneo que possam significar que está a sofrer de um coágulo sanguíneo na perna (ou seja, trombose venosa profunda), um coágulo nos pulmões (ou seja, embolia pulmonar), um ataque cardíaco ou um acidente vascular cerebral (ver secção 'Coágulo sanguíneo' (trombose) abaixo).
Para uma descrição dos sintomas destes efeitos secundários graves, ver "Como reconhecer um coágulo sanguíneo".
Informe o seu médico se alguma das seguintes situações se aplica a si. 2 Em algumas situações necessita tomar especial atenção enquanto utiliza Darelle ou qualquer outra pílula combinada, e o seu médico poderá necessitar de a examinar regularmente. Se a situação se desenvolver, ou se piorar, enquanto estiver a utilizar Darelle, deverá também informar o seu médico. – se um parente próximo tem ou alguma vez teve cancro da mama; – se teve uma doença do fígado ou da vesícula biliar; – se tem icterícia; – se tem diabetes; – se tem depressão; – se tem doença de Crohn ou colite ulcerosa (doença inflamatória crónica do intestino); – se tem lúpus eritematoso sistémico (LES; uma doença que afeta o seu sistema de defesa natural); – se tem síndrome urémica hemolítica (SUH – um distúrbio da coagulação sanguínea que causa falha dos rins); – se tem anemia das células falciformes (uma doença congénita dos glóbulos vermelhos); – se tem níveis elevados de gordura no sangue (hipertrigliceridemia) ou antecedentes familiares positivos para esta doença. A hipertrigliceridemia tem sido associada a um risco aumentado de desenvolvimento de pancreatite (inflamação do pâncreas); – se necessita de uma cirurgia ou se estiver acamada durante muito tempo (ver secção 'Coágulos sanguíneos'); – se acabou de ter um bebé, apresenta um risco aumentado de coágulos sanguíneos. Deverá consultar o seu médico sobre quando pode começar a tomar Darelle depois do parto; – se tem uma inflamação nas veias sob a pele (tromboflebite superficial); – se tem varizes; – se tem epilepsia (ver “Outros medicamentos e Darelle”); – se tem uma doença que primeiro surgiu durante a gravidez ou durante uma utilização antecipada de hormonas sexuais, por exemplo, perda de audição, porfiria (uma doença do sangue), herpes gestacional (erupção na pele com vesículas durante a gravidez), coreia de Sydenham (uma doença nervosa que causa movimentos súbitos do corpo); – se tem (ou alguma vez teve) manchas pigmentadas castanho douradas, as chamadas “manchas da gravidez”, especialmente na face (cloasma). Se é este o caso, evite a exposição direta à luz solar ou à luz ultravioleta; – se tem angioedema hereditário. Consulte imediatamente o seu médico se apresentar sintomas de angioedema, tais como face, língua e/ou garganta inchada e/ou dificuldade em engolir ou urticária, juntamente com dificuldade em respirar. Produtos contendo estrogénios poderão causar ou piorar sintomas de angioedema; – se tem insuficiência cardíaca ou renal.
Fale com o seu médico antes de tomar Darelle.
Coágulos sanguíneos
A utilização de um contracetivo hormonal combinado como Darelle aumenta o risco de desenvolver um coágulo sanguíneo, comparativamente com a não-utilização. Em casos raros, um coágulo sanguíneo pode bloquear os vasos sanguíneos e causar problemas graves.
Os coágulos sanguíneos podem desenvolver-se – nas veias (referidos como “trombose venosa”, “tromboembolismo venoso” ou TEV) – nas artérias (referidos como “trombose arterial”, “tromboembolismo arterial” ou TEA).
A recuperação de coágulos sanguíneos nem sempre é total. Raramente, poderão haver efeitos graves duradouros ou, muito raramente, poderão ser fatais.
É importante recordar que o risco geral de um coágulo sanguíneo prejudicial devido a Darelle é baixo.
COMO RECONHECER UM COÁGULO SANGUÍNEO Procure atenção médica urgente se notar qualquer dos seguintes sinais ou sintomas
3 .Sente algum destes sinais? De que está possivelmente a sofrer? inchaço de uma perna ou ao longo de uma veia da perna ou do pé, Trombose venosa profunda especialmente quando acompanhado por: dor ou sensibilidade na perna, que poderá ser apenas sentida em pé ou ao andar calor aumentado na perna afetada alteração da cor da pele na perna, p. ex., ficar pálida, vermelha ou azul
falta de ar inexplicável súbita ou respiração rápida; Embolia pulmonar tosse súbita sem uma causa óbvia, que poderá ter sangue; dor aguda no peito que poderá aumentar com respiração profunda; atordoamento ou tonturas graves; batimento cardíaco rápido ou irregular; dor forte no seu estômago;
Se não tem certeza, fale com o seu médico uma vez que alguns destes sintomas, como tosse ou falta de ar, poderão ser confundidos com uma doença mais ligeira, tal como uma infeção do trato respiratório (p. ex., uma 'constipação comum'). Os sintomas que ocorrem mais frequentemente num olho: perda Trombose das veias imediata de visão ou retinianas visão desfocada sem dor, que pode progredir para perda de visão (coágulo sanguíneo no olho)
dor no peito, desconforto, pressão, peso Ataque cardíaco sensação de aperto ou de plenitude no peito, braço ou abaixo do esterno; plenitude, indigestão ou sensação de sufoco; desconforto na parte superior do corpo que irradia para as costas, maxilar, garganta, braço e estômago; transpiração, náuseas, vómitos ou tonturas; fraqueza extrema, ansiedade ou falta de ar; batimentos cardíacos rápidos ou irregulares fraqueza ou entorpecimento súbito da face, braço ou perna, Acidente vascular cerebral especialmente de um lado do corpo; confusão súbita, problemas ao falar ou entender; problemas súbitos de visão em um ou ambos os olhos; problemas súbitos ao andar, tonturas, perda de equilíbrio ou de coordenação; dor de cabeça súbita, grave ou prolongada sem causa conhecida; perda de consciência ou desmaio com ou sem convulsão.
Por vezes os sintomas de acidente vascular cerebral podem ser breves com uma recuperação quase imediata e total, mas mesmo assim deverá procurar atenção médica urgente uma vez que poderá estar em risco de ter outro acidente vascular cerebral. inchaço e ligeira descoloração azul de uma extremidade; dor forte Coágulos sanguíneos a no seu estômago (abdómen agudo) bloquearem outros vasos sanguíneos
COÁGULOS SANGUÍNEOS NUMA VEIA
O que pode acontecer se um coágulo sanguíneo se formar numa veia? 4 A utilização de contracetivos hormonais combinados foi associada a um aumento no risco de coágulos sanguíneos nas veias (trombose venosa). No entanto, estes efeitos secundários são raros. Muito frequentemente, ocorrem no primeiro ano de utilização de um contracetivo hormonal combinado. Se um coágulo sanguíneo se formar numa veia da perna ou do pé, pode causar uma trombose venosa profunda (TVP). Se um coágulo sanguíneo viajar da perna e se alojar nos pulmões, pode causar uma embolia pulmonar. Muito raramente, um coágulo poderá formar-se numa veia de outro órgão como o olho (trombose das veias retinianas).
Quando é mais elevado o risco de desenvolver um coágulo sanguíneo numa veia? O risco de desenvolver um coágulo sanguíneo numa veia é mais elevado durante o primeiro ano de toma de um contracetivo hormonal combinado pela primeira vez. O risco poderá também ser mais elevado se reiniciar a toma de um contracetivo hormonal combinado (o mesmo medicamento ou outro diferente) após uma pausa de 4 semanas ou mais. Após o primeiro ano, o risco torna-se menor, mas é sempre ligeiramente mais elevado do que se não utilizasse um contracetivo hormonal combinado. Quando parar Darelle, o risco de um coágulo sanguíneo retoma ao normal dentro de poucas semanas.
Qual o risco de desenvolver um coágulo sanguíneo? O risco depende do seu risco natural de ter um TEV e do tipo de contracetivo hormonal combinado que está a tomar.
O risco total de um coágulo sanguíneo na perna ou nos pulmões (TVP ou EP) com Darelle é baixo.
Em cada 10.000 mulheres que não estejam a utilizar qualquer contracetivo hormonal combinado e que não estejam grávidas, cerca de 2 desenvolverão um coágulo sanguíneo num ano.
Em cada 10.000 mulheres que estejam a utilizar um contracetivo hormonal combinado que contenha levonorgestrel, noretisterona ou norgestimato, cerca de 5-7 desenvolverão um coágulo sanguíneo num ano. Desconhece-se atualmente como o risco de um coágulo sanguíneo com Darelle se compara com o risco com um contracetivo hormonal combinado que contenha levonorgestrel. O risco de ter um coágulo sanguíneo variará de acordo com os seus antecedentes médicos pessoais (ver "Fatores que aumentam o risco de um coágulo sanguíneo" abaixo).
Risco de desenvolver um coágulo sanguíneo num ano Mulheres que não estão a utilizar uma Cerca de 2 em cada 10.000 mulheres pílula/adesivo/anel hormonal combinado e não estão grávidas Mulheres a utilizar uma pílula contracetiva hormonal Cerca de 5-7 em cada 10.000 mulheres combinada contendo levonorgestrel, noretisterona ou norgestimato Mulheres a utilizar Darelle Ainda desconhecido
Fatores que aumentam o risco de um coágulo sanguíneo numa veia 5 O risco de um coágulo sanguíneo com Darelle é baixo, mas algumas situações aumentam o risco. O risco é mais elevado:
se tem muito excesso de peso (índice de massa corporal ou IMC superior a 30 kg/m2); se algum dos seus familiares próximos tiver tido um coágulo sanguíneo na perna, pulmão ou noutro órgão com uma idade jovem (p. ex., inferior à idade de cerca de 50 anos). Neste caso, poderá ter um distúrbio congénito da coagulação sanguínea; se necessitar de ter uma cirurgia, ou se está acamada durante muito tempo devido a uma lesão ou doença, ou se tem a perna engessada. A utilização de Darelle poderá necessitar de ser interrompida várias semanas antes da cirurgia ou enquanto estiver com menos mobilidade. Se necessitar de parar Darelle, consulte o seu médico sobre quando pode começar novamente a utilizá-lo; com o aumento da idade (particularmente acima de cerca de 35 anos); se teve um bebé há poucas semanas.
O risco de desenvolver um coágulo sanguíneo aumenta quantas mais situações tiver.
Viagens aéreas (>4 horas) poderão aumentar temporariamente o risco de um coágulo sanguíneo, particularmente se tiver alguns dos outros fatores listados.
É importante informar o seu médico se alguma destas situações se aplicar a si, mesmo se não tiver a certeza. O seu médico poderá decidir que Darelle necessita de ser interrompido.
Se alguma das situações acima se alterar enquanto estiver a utilizar Darelle, por exemplo, um membro próximo da família tiver uma trombose sem razão aparente; ou se ganhar muito peso, informe o seu médico.
COÁGULOS SANGUÍNEOS NUMA ARTÉRIA
O que pode acontecer se um coágulo sanguíneo se formar numa artéria? Tal como um coágulo sanguíneo numa veia, um coágulo numa artéria pode provocar problemas graves. Por exemplo, pode provocar um ataque cardíaco ou um acidente vascular cerebral.
Fatores que aumentam o risco de um coágulo sanguíneo numa artéria
É importante notar que o risco de um ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral por utilizar Darelle é muito baixo, mas pode aumentar:
com o aumento da idade (para além dos 35 anos); se fumar. Quando utilizar um contracetivo hormonal combinado, como Darelle, é aconselhada a parar de fumar. Se for incapaz de parar de fumar e tiver mais de 35 anos, o seu médico poderá aconselhá-la a utilizar um tipo diferente de contracetivo; se tem excesso de peso; se tem tensão arterial elevada; se um membro próximo da sua família tiver tido um ataque cardíaco ou um acidente vascular cerebral com uma idade jovem (menos de cerca de 50 anos). Neste caso, poderá também ter um risco mais elevado de ter um ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral; se você, ou algum familiar próximo, tem um nível elevado de gordura no sangue (colesterol ou triglicéridos); se tem enxaquecas, especialmente enxaquecas com aura; se tem um problema com o seu coração (perturbação nas válvulas, distúrbio do ritmo denominado fibrilhação auricular); se tem diabetes.
6 Se tem mais do que uma destas situações, ou se alguma delas for particularmente grave, o risco de desenvolver um coágulo sanguíneo poderá estar ainda mais aumentado.
Se alguma das situações acima se alterar enquanto estiver a utilizar Darelle, por exemplo, se começar a fumar, um membro próximo da família tiver uma trombose sem motivo conhecido; ou se ganhar muito peso, informe o seu médico.
Darelle e cancro
O cancro da mama tem sido observado com uma frequência ligeiramente maior em mulheres que usam pílulas combinadas, mas não se sabe se a diferença é causada pelo tratamento em si. Por exemplo, pode ser que sejam detetados mais tumores em mulheres que tomem pílulas combinadas porque elas são examinadas mais frequentemente pelo seu médico. O risco de tumores da mama torna-se gradualmente menor depois de parar com os contracetivos hormonais combinados. É importante que examine regularmente os seus seios e deve contactar o seu médico se sentir qualquer caroço.
Em casos raros, tumores benignos do fígado, e ainda menos casos de tumores malignos do fígado, têm sido comunicados em utilizadoras de pílula contracetiva. Em casos isolados, estes tumores têm originado hemorragia interna com risco de vida. Contacte o seu médico se tiver dor abdominal intensa não habitual.
Alguns estudos sugerem que a utilização a longo prazo da pílula aumenta o risco de uma mulher desenvolver cancro do colo do útero. No entanto, não é claro até que ponto o comportamento sexual ou outros fatores, tais como o Vírus do Papiloma Humano (HPV), aumenta este risco.
Hemorragia entre períodos
Durante os escassos primeiros meses em que toma Darelle, poderá ter hemorragia não esperada. Habitualmente, a hemorragia inicia-se no dia 26, dia em que toma o segundo comprimido castanho, ou no(s) dia(s) seguinte(s). A informação obtida de mulheres através dos seus diários relativos a um ensaio clínico com valerato de estradiol + dienogest mostra que não é habitual apresentar hemorragia inesperada num determinado ciclo (10-18% de utilizadoras). Se uma hemorragia inesperada durar mais que 3 meses ou se começar após alguns meses, o seu médico terá que investigar a causa.
O que fazer se não ocorrer hemorragia no dia 26 ou dia(s) seguinte(s) A informação obtida de mulheres através dos seus diários relativos a um ensaio clínico com valerato de estradiol + dienogest mostra que não é habitual falhar a sua hemorragia normal após o dia 26 (observação em cerca de 15% dos ciclos).
Se tem tomado corretamente todos os comprimidos, sem a ocorrência de vómitos ou diarreia intensa e se não tomou quaisquer outros medicamentos, é altamente improvável que esteja grávida.
Se a hemorragia esperada não ocorrer em dois meses seguidos ou se tem tomado incorretamente os comprimidos, poderá estar grávida. Contacte imediatamente o seu médico. Não inicie o novo blister até ter a certeza de que não está grávida.
Outros medicamentos e Darelle
Informe sempre o seu médico que medicamentos ou produtos à base de plantas já está a utilizar. Informe também qualquer outro médico ou dentista que prescreve outro medicamento (ou o
7 farmacêutico de quem obteve o medicamento) que está a tomar Darelle. Eles podem informar-lhe de que necessita de tomar precauções contracetivas adicionais (por exemplo, preservativos) e, se assim for, por quanto tempo.
Alguns medicamentos podem tornar Darelle menos efetivo na prevenção da gravidez, ou podem causar hemorragia inesperada. Incluem-se: – os medicamentos utilizados para o tratamento: – da epilepsia (por ex. primidona, fenitoína, barbitúricos, carbamazepina, oxcarbazepina, topiramato, felbamato); – da tuberculose (por ex. rifampicina); – de infeções por VIH (por ex. ritonavir, nevirapina) ou de outras infeções (antibióticos como as penicilinas, tetraciclinas, griseofulvina). – o produto à base de plantas erva de S. João (hipericão).
Alguns medicamentos podem aumentar os níveis das substâncias ativas de Darelle no sangue. Informe o seu médico se estiver a utilizar: – medicamentos antifúngicos que contêm cetoconazol; – antibióticos que contêm eritromicina.
Darelle pode influenciar o efeito de outros medicamentos, por ex.: – medicamentos que contêm ciclosporina; -o antiepilético lamotrigina (poderá levar a um aumento da frequência de convulsões).
Aconselhe-se junto do seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento. O seu médico ou farmacêutico poderá aconselhar medidas protetoras adicionais enquanto estiver a tomar outra medicação juntamente com Darelle.
Darelle com alimentos e bebidas
Darelle poderá ser tomado com ou sem alimentos, se necessário com um pouco de água.
Análises laboratoriais
Se necessitar de uma análise ao sangue ou outras análises laboratoriais, informe o seu médico ou o laboratório de análises de que está a tomar a pílula porque os contracetivos orais podem influenciar os resultados de algumas análises.
Gravidez e aleitamento
Não tome Darelle se estiver grávida. Se engravidar enquanto toma Darelle, pare imediatamente a toma e contacte o seu médico. Se quiser engravidar, pode parar de tomar Darelle a qualquer momento (ver também “Se parar de tomar Darelle”).
Geralmente, não deverá tomar Darelle enquanto estiver a amamentar. Se desejar tomar a pílula enquanto estiver a amamentar, deverá consultar o seu médico.
Consulte o seu médico ou farmacêutico para aconselhamento antes de tomar qualquer medicamento quando estiver grávida ou a amamentar.
Condução de veículos e utilização de máquinas
Não existe nada que sugira que a utilização de Darelle afeta a condução ou utilização de máquinas. 8 Darelle contém lactose
Se lhe foi dito pelo seu médico que tem uma intolerância a alguns açúcares, contacte-o antes de tomar Darelle.
3. Como tomar Darelle
Cada blister contém 26 comprimidos ativos coloridos e 2 comprimidos inativos brancos.
Tome diariamente um comprimido de Darelle com um pouco de água, se necessário. Poderá tomar os comprimidos com ou sem alimentos, mas deverá tomar os comprimidos por volta da mesma hora diariamente.
Preparação do blister
Para o ajudar a manter o registo, os comprimidos estão marcados na face de alumínio com um número e uma seta que assinala a ordem da toma. Siga a direção da seta no blister até todos os 28 comprimidos terem sido tomados.
Habitualmente, a chamada hemorragia de privação começa quando estiver a tomar o segundo comprimido castanho ou os comprimidos brancos e poderá não ter terminado antes de começar o blister seguinte.
Inicie o blister seguinte sem intervalo, por outras palavras, no dia depois de ter terminado o seu blister atual, mesmo se a hemorragia não parou. Isto significa que deverá iniciar o seu blister seguinte no mesmo dia da semana que o do blister atual e que a hemorragia de privação deverá ocorrer nos mesmos dias semanais de cada mês.
Se utilizar Darelle deste modo, estará protegida da gravidez, mesmo durante os 2 dias em que toma comprimidos inativos.
Quando pode começar com o primeiro blister?
– Se não utilizou um contracetivo hormonal durante o mês anterior. Comece a tomar Darelle no primeiro dia do ciclo (isto é, o primeiro dia do seu período).
– Quando muda de outra pílula contracetiva hormonal combinada, anel vaginal contracetivo combinado ou de um sistema transdérmico. Comece com Darelle no dia após tomar o último comprimido ativo (o último comprimido que contém as substâncias ativas) da sua pílula anterior. Quando se muda de um anel vaginal contracetivo combinado ou de um sistema transdérmico, comece a utilizar Darelle no dia da remoção ou siga o conselho do seu médico.
– Quando muda de um método apenas com progestagénio (pílula apenas com progestagénio, injetável, implante ou um Dispositivo de Libertação Intrauterino (DLIU) de progestagénio). Poderá mudar a partir da pílula apenas com progestagénio em qualquer dia (a partir de um implante ou de um DLIU no dia em que é retirado, a partir de um injetável quando fosse a altura da seguinte injeção), mas, em todos estes casos, deve utilizar medidas contracetivas adicionais (por exemplo, um preservativo) para os primeiros 9 dias de utilização de Darelle.
– Após um aborto. Siga o conselho do seu médico.
9 – Após um parto. Após um parto, pode começar a tomar Darelle entre 21 a 28 dias depois. Se começar mais tarde que o dia 28, utilize um método de barreira (por exemplo, um preservativo) durante os primeiros 9 dias de utilização de Darelle. Se, após um parto, tiver tido relações sexuais antes de reiniciar Darelle, assegure-se de que não está grávida ou espere até ao próximo período menstrual. Se quiser iniciar Darelle após um parto e estiver a amamentar, leia a secção “Gravidez e aleitamento”.
Pergunte ao seu médico o que fazer se não tiver a certeza quando começar.
Se tomar mais Darelle do que deveria
Não há relatórios de efeitos prejudiciais graves acerca da toma de demasiados comprimidos de Darelle.
Se tomar muitos comprimidos ativos de uma só vez, então poderá sentir-se doente ou vomitar. Raparigas jovens poderão ter hemorragia vaginal.
Se tiver tomado demasiados comprimidos de Darelle, ou se verificar que uma criança tomou alguns, peça aconselhamento ao seu médico ou farmacêutico.
Caso se tenha esquecido de tomar Darelle
Comprimidos inativos: Se esquecer um comprimido branco (2 comprimidos no fim do blister), não necessita de o tomar mais tarde porque estes não contêm quaisquer substâncias ativas. No entanto, é importante que elimine o(s) comprimido(s) branco(s) esquecido(s) para assegurar que o número de dias em que toma comprimidos inativos não aumente, uma vez que poderia aumentar o risco de gravidez. Continue com o comprimido seguinte à hora habitual.
Comprimidos ativos: Dependendo do dia do ciclo em que foi esquecido um comprimido ativo, poderá necessitar de tomar precauções contracetivas adicionais, como, por exemplo, um método barreira, tal como um preservativo. Tome os comprimidos de acordo com as seguintes instruções. Veja também a “tabela de comprimidos esquecidos” para detalhes.
– Se estiver menos de 12 horas atrasada na toma de um comprimido, a proteção da gravidez não está reduzida. Tome o comprimido logo que se lembre e depois continue a tomar os comprimidos seguintes à hora habitual.
– Se estiver mais de 12 horas atrasada na toma de um comprimido, a proteção da gravidez poderá estar reduzida. Dependendo do dia do ciclo em que foi esquecido um comprimido, utilize precauções contracetivas adicionais, como, por ex., um método barreira, tal como um preservativo. Veja também a “tabela de comprimidos esquecidos” para detalhes.
– Mais de um comprimido esquecido neste blister Contacte o seu médico.
Não tome mais do que 2 comprimidos ativos num determinado dia.
Se esqueceu de começar um novo blister, ou se esqueceu um ou mais comprimidos durante os dias 3 – 9 do seu blister, existe um risco de que já esteja grávida (se teve relações sexuais nos 7 dias anteriores ao esquecimento do comprimido). Nesse caso, contacte o seu médico. Quantos mais comprimidos tiver esquecido (especialmente aqueles dos dias 3 – 24) e quanto mais perto estes estiverem da fase de comprimidos inativos, maior o risco da proteção da gravidez estar reduzida. Veja também a “tabela de comprimidos esquecidos” para detalhes.
Se se esqueceu de qualquer dos comprimidos ativos num blister e não tem hemorragia no fim de um blister, poderá estar grávida. Contacte o seu médico antes de iniciar o blister seguinte. 10 Mais de 1 comprimido colorido esquecido Contacte imediatamente o seu médico Esqueceu-se de começar um novo blister SIM
Dia 1-9 Teve relações sexuais nos 7 dias anteriores ao esquecimento?
NÃO
Tome o comprimido esquecido e continue a tomar os comprimidos como habitual (isto poderá implicar 2 comprimidos num dia) Dia 10-17 Utilize um método de barreira (preservativo) nos próximos 9 dias
Apenas 1 comprimido esquecido (mais de 12 Não tome o comprimido esquecido horas de atraso) Comece imediatamente com o novo blister Dia 18-24 Utilize um método de barreira (preservativo) nos próximos 9 dias
Tome o comprimido esquecido e continue a tomar os comprimidos como habitual (isto poderá implicar 2 comprimidos num dia) Dia 25-26 Não é necessária contraceção adicional
Elimine o comprimido esquecido e continue a tomar os comprimidos como habitual Dia 27-28 Não é necessária contraceção adicional
Utilização em crianças
Não existem dados disponíveis sobre a utilização em adolescentes com idade inferior a 18 anos.
O que fazer se vomitar ou tiver diarreia intensa
Se vomitar dentro de 3-4 horas após a toma dum comprimido ativo ou se tiver diarreia intensa, existe um risco de as substâncias ativas na pílula não serem completamente absorvidas pelo seu organismo.
A situação é praticamente a mesma em relação ao esquecimento de um comprimido. Após vomitar ou ter diarreia, tome o comprimido seguinte, assim que possível. Se possível, tome-o dentro das 12 horas do horário em que costuma tomar a sua pílula. Se tal não for possível ou se foram ultrapassadas as 12 horas, deverá seguir o conselho descrito em “Caso se tenha esquecido de tomar Darelle”. Se não quiser alterar o seu esquema normal de toma, tome o comprimido correspondente de outro blister.
Se parar de tomar Darelle
Pode parar de tomar Darelle em qualquer altura. Se não quiser engravidar, aconselhe-se junto do seu médico acerca de outros métodos eficazes de controlo de natalidade. Se quiser engravidar, pare de tomar Darelle e aguarde por um período menstrual antes de tentar engravidar. Irá ser capaz de calcular a data esperada do parto mais facilmente.
Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico. 11
4. Efeitos indesejáveis possíveis
Como todos os medicamentos, Darelle pode causar efeitos secundários, embora estes não se manifestem em todas as pessoas. Se tiver qualquer efeito secundário, particularmente se for grave e persistente, ou tiver qualquer alteração na sua saúde que pense poder dever-se a Darelle, fale com o seu médico.
Um risco aumentado de coágulos sanguíneos nas suas veias (tromboembolismo venoso (TEV) ou coágulos sanguíneos nas suas artérias (tromboembolismo arterial (TEA)) está presente em todas as mulheres que tomem contracetivos hormonais combinados. Para informação mais detalhada sobre os diferentes riscos de tomar contracetivos hormonais combinados, ver secção 2 "O que precisa de saber
antes de utilizar Darelle".
Efeitos secundários graves
Reações graves associadas à utilização da pílula, assim como aos sintomas relacionados, estão descritas nas seguintes secções: “Coágulos sanguíneos” e “Darelle e cancro”. Leia, por favor, estas secções atentamente e consulte logo o seu médico quando apropriado.
Outros efeitos secundários possíveis
Os seguintes efeitos secundários foram associados à utilização de Darelle:
Efeitos secundários frequentes (entre 1 a 10 em cada 100 utilizadoras poderá ser afetada):
– dor de cabeça – dor abdominal, náuseas – acne – ausência de períodos, desconforto mamário, períodos dolorosos, hemorragia irregular (hemorragia irregular intensa) – aumento de peso
Efeitos secundários pouco frequentes (entre 1 a 10 em cada 1.000 utilizadoras poderá ser afetada):
– infeções fúngicas, infeção fúngica da vulva e da vagina, infeção vaginal – apetite aumentado -depressão, humor deprimido, perturbação emocional, problemas em dormir, interesse diminuído em relações sexuais, perturbação mental, alterações de humor -vertigens, enxaqueca – afrontamento, tensão arterial elevada – diarreia, vómitos – enzimas hepáticas aumentadas – perda de cabelo, transpiração excessiva (hiperidrose), comichão, erupção cutânea – cãibras musculares – aumento mamário, caroços mamários, crescimento celular anormal no colo do útero (displasia cervical), hemorragia genital disfuncional, dor durante relações sexuais, doença da mama fibrocística, períodos intensos, perturbações menstruais, quisto ovárico, dor pélvica, síndrome pré-menstrual, crescimento no útero, contrações do útero, hemorragia uterina/vaginal, incl.microrragia, corrimento vaginal, secura vulvovaginal – fadiga, irritabilidade, inchaço de partes do seu corpo, por ex., tornozelos (edema) – perda de peso, alterações de tensão arterial
Efeitos secundários raros (entre 1 a 10 em cada 10.000 utilizadoras poderá ser afetada):
– infeção por Candida, herpes oral, doença inflamatória pélvica, uma doença de vaso do olho assemelhando-se a infeção fúngica (suposta síndrome de histoplasmose ocular), uma infeção fúngica da pele (tinea versicolor), infeção do trato urinário, inflamação bacteriana da vagina
12 – retenção de fluidos, aumento em certas gorduras sanguíneas (triglicéridos)
– agressão, ansiedade, sentimentos de tristeza, interesse aumentado em relações sexuais, nervosismo, pesadelo, agitação, problemas de sono, stress
– atenção reduzida, formigueiro, tonturas – intolerância a lentes de contacto, olho seco, inchaço ocular – ataque cardíaco (enfarte do miocárdio), palpitações – hemorragia em variz, tensão arterial baixa, inflamação de veias superficiais, veias dolorosas – prisão de ventre, boca seca, indigestão, azia – coágulos sanguíneos prejudiciais numa veia ou artéria, por exemplo: – numa perna ou pé (ou seja, TVP) – no pulmão (ou seja, EP) – ataque cardíaco – acidente vascular cerebral – mini acidente vascular cerebral ou sintomas temporários do tipo acidente vascular cerebral, conhecidos como um acidente isquémico transitório (AIT) – coágulos sanguíneos no fígado, estômago/intestino, rins ou olho. A possibilidade de ter um coágulo sanguíneo poderá ser mais elevada se tiver outras situações que aumentam este risco (ver secção 2 para mais informação sobre as situações que aumentam o risco de coágulos sanguíneos e os sintomas de um coágulo sanguíneo).
– nódulos no fígado (hiperplasia nodular focal), inflamação crónica da vesícula biliar – reações alérgicas na pele, manchas pigmentadas castanho douradas (cloasma) e outras perturbações de pigmentação, padrão masculino de crescimento de pelos, crescimento excessivo de pelos, situações na pele tais como dermatite e neurodermatite, caspa e pele oleosa (seborreia) e outras perturbações na pele – dor de costas, dor em maxilar, sensação de peso – dor no trato urinário – hemorragia de privação anormal, nódulos mamários benignos, cancro da mama em fase inicial, quistos mamários, corrimento mamário, pólipo no colo do útero, vermelhidão do colo do útero, hemorragia durante relações sexuais, fluxo lácteo espontâneo, corrimento genital, períodos mais ligeiros, períodos atrasados, rutura de um quisto ovárico, odor vaginal, sensação de ardor na vulva e vagina, desconforto vulvovaginal – nódulos linfáticos inchados – asma, dificuldade em respirar, hemorragia nasal – dor de peito, cansaço e mal-estar generalizado, febre – esfregaço anormal do colo do útero
Informação adicional (obtida dos diários de mulheres relativos a um ensaio clínico com valerato de estradiol + dienogest) sobre os efeitos indesejáveis possíveis “hemorragia irregular (hemorragia irregular intensa)” e “ausência de períodos” é apresentada nas secções “Hemorragia entre períodos” e “O que fazer se não ocorrer hemorragia no dia 26 ou dia(s) seguinte(s)”.
Além dos efeitos secundários acima mencionados, ocorreram as perturbações de pele eritema nodoso, eritema multiforme, assim como corrimento mamário e hipersensibilidade em mulheres utilizando pílulas combinadas contendo etinilestradiol. Embora estes sintomas não tenham sido relatados durante os estudos clínicos efetuados com valerato de estradiol + dienogest, a possibilidade de poderem também ocorrer sob este tratamento não pode ser descartada.
13 Comunicação de efeitos secundários
Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente através do sistema nacional de notificação: Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos:
INFARMED, I.P., Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]
Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento
5. Como conservar Darelle
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.
O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.
Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso no blister, após VAL. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.
Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.
6. Conteúdo da embalagem e outras informações
Qual a composição de Darelle As substâncias ativas são dienogest e valerato de estradiol,
Cada blister (28 comprimidos revestidos por película) de Darelle contém 26 comprimidos ativos em 4 cores diferentes nas linhas 1, 2, 3 e 4, assim como 2 comprimidos inativos brancos na linha 4.
Composição dos comprimidos coloridos contendo uma ou duas substâncias ativas
2 comprimidos amarelos escuros, cada um contendo 3 mg de valerato de estradiol 5 comprimidos cor-de-rosa, cada um contendo 2 mg de valerato de estradiol e 2 mg de dienogest 17 comprimidos amarelos claros, cada um contendo 2 mg de valerato de estradiol e 3 mg de dienogest 2 comprimidos castanhos contendo cada um 1 mg de valerato de estradiol
Composição dos comprimidos inativos brancos:
Estes comprimidos não contêm substâncias ativas.
Outros componentes nos comprimidos ativos coloridos são:
14 – núcleo do comprimido: lactose mono-hidratada, amido de milho, amido de milho pré-gelificado, povidona K25 (E1201), silica coloidal anidra, estearato de magnésio (E572) – revestimento do comprimido: hipromelose (E464), dióxido de titânio (E171), macrogol 6000, talco (E553b), óxido de ferro vermelho (E172), óxido de ferro amarelo (E172.
Outros componentes nos comprimidos inativos brancos são: – núcleo do comprimido: lactose mono-hidratada, celulose microcristalina, estearato de magnésio (E172) – revestimento do comprimido inativo: álcool polivinílico parcialmente hidrolizado, dióxido de titânio (E171), macrogol 3350, talco (E553b).
Qual o aspeto de Darelle e conteúdo da embalagem
Cada blister (28 comprimidos revestidos por película) contém 2 comprimidos amarelos escuros na linha 1, 5 comprimidos cor-de-rosa na linha 1, 17 comprimidos amarelos claros nas linhas 2,3 e 4, 2 comprimidos castanhos na linha 4 assim como 2 comprimidos brancos na linha 4.
O comprimido revestido por película amarelo escuro, redondo com faces biconvexas, sendo uma das faces gravada com a letra ”L” e sem marcação na outra face, com diâmetro de aproximadamente 6 mm.
O comprimido revestido por película cor-de-rosa, redondo com faces biconvexas, sendo uma das faces gravada com a letra ”L” e sem marcação na outra face, com diâmetro de aproximadamente 6 mm.
O comprimido revestido por película amarelo claro, redondo com faces biconvexas, sendo uma das faces gravada com a letra ”L” e sem marcação na outra face, com diâmetro de aproximadamente 6 mm.
O comprimido revestido por película castanha, redondo com faces biconvexas, sendo uma das faces gravada com a letra ”L” e sem marcação na outra face, com diâmetro de aproximadamente 6 mm.
O comprimido revestido por película branca, redondo com faces biconvexas, sendo uma das faces gravada com a letra ”PL” e sem marcação na outra face, com diâmetro de aproximadamente 6 mm
Darelle está disponível em embalagens de 1, 3 ou 6 blisters, cada uma contendo 28 comprimidos
Poderão não ser comercializadas todas as apresentações.
Titular da Autorização de Introdução no Mercado
Lifewell Pharmaceutical & Healthcare, Lda. Rua da Boavista 417 A 3720-502 Santiago de Riba-Ul Portugal
Fabricante Cyndea Pharma S.L. Polígono Industrial Emiliano Revilla Sanz Avenida Agreda 31 Ólvega, Soria 42110 Espanha
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⚕Para profissionais — Resumo das Características do Medicamento (RCM)Ficha técnica completa: posologia, interações, contraindicações, advertências+
1. NOME DO MEDICAMENTO
Darelle, comprimidos revestidos por película
2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA
Cada blister (28 comprimidos revestidos por película) contém, pela seguinte ordem:
2 comprimidos amarelos escuros, cada um contendo 3 mg de valerato de estradiol 5 comprimidos cor-de-rosa, cada um contendo 2 mg de valerato de estradiol e 2 mg de dienogest 17 comprimidos amarelos claros, cada um contendo 2 mg de valerato de estradiol e 3 mg de dienogest 2 comprimidos castanhos contendo cada um 1 mg de valerato de estradiol 2 comprimidos brancos não contêm substâncias ativas
Excipiente: lactose (não mais que 50 mg por comprimido).
Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.
3. FORMA FARMACÊUTICA
Comprimido revestido por película (comprimido).
Comprimido revestido por película amarelo escuro, redondo com faces biconvexas, sendo uma das faces gravada com a letra ”L” e sem marcação na outra face, com diâmetro de aproximadamente 6 mm.
Comprimido revestido por película cor-de-rosa, redondo com faces biconvexas, sendo uma das faces gravada com a letra ”L” e sem marcação na outra face, com diâmetro de aproximadamente 6 mm.
Comprimido revestido por película amarelo claro, redondo com faces biconvexas, sendo uma das faces gravada com a letra ”L” e sem marcação na outra face, com diâmetro de aproximadamente 6 mm.
Comprimido revestido por película castanha, redondo com faces biconvexas, sendo uma das faces gravada com a letra ”L” e sem marcação na outra face, com diâmetro de aproximadamente 6 mm.
Comprimido revestido por película branca, redondo com faces biconvexas, sendo uma das faces gravada com a letra ”PL” e sem marcação na outra face, com diâmetro de aproximadamente 6 mm.
4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS
4.1. Indicações terapêuticas
Contraceção oral.
A decisão de prescrever Darelle deverá ter em consideração os fatores de risco atuais de cada mulher, particularmente aqueles para o tromboembolismo venoso (TEV), e como o risco de TEV com Darelle se compara a outros CHCs (ver secções 4.3 e 4.4).
4.2. Posologia e modo de administração
Posologia
1 Como tomar Darelle
Os comprimidos têm de ser tomados, pela ordem indicada na embalagem, todos os dias por volta da mesma hora, se necessário com um pouco de líquido. A toma de comprimidos é contínua. Deve ser tomado um comprimido, diariamente, durante 28 dias consecutivos. Cada blister subsequente é iniciado no dia seguinte ao último comprimido do blister anterior. A hemorragia de privação geralmente começa durante a toma dos últimos comprimidos de um blister e poderá não ter terminado antes do próximo blister ser iniciado. Em algumas mulheres, a hemorragia começa após serem tomados os primeiros comprimidos do novo blister.
Como iniciar Darelle
- Sem utilização prévia de um contracetivo hormonal (no mês anterior)
A toma dos comprimidos deverá iniciar-se no 1º dia do ciclo menstrual da mulher (isto é, no primeiro dia da hemorragia menstrual).
- Mudança de um contracetivo hormonal combinado (contracetivo oral combinado / COC), anel vaginal ou sistema transdérmico
A mulher deverá começar com Darelle no dia após o último comprimido ativo (o último comprimido que contém substâncias ativas) do seu COC anterior. No caso de ter sido utilizado um anel vaginal ou sistema transdérmico, a mulher deverá iniciar a utilização de Darelle no dia da remoção.
- Mudança de um contracetivo só com progestagénio (pílula apenas com progestagénio, injeção, implante) ou de um Dispositivo de Libertação Intrauterino (DLIU) de progestagénio. A mulher poderá iniciar em qualquer dia quando está a mudar de uma pílula apenas com progestagénio (ou no dia da remoção de um implante ou de um DLIU, ou ainda no caso dum injetável quando deveria ser administrada a próxima injeção), mas deverá, em todos estes casos, ser aconselhada a utilizar adicionalmente um método de barreira para os primeiros 9 dias de toma de comprimidos.
- A seguir a um aborto ocorrido no primeiro trimestre
A mulher poderá começar imediatamente. Se assim for, não há necessidade de medidas contracetivas adicionais.
- A seguir ao parto ou a um aborto ocorrido no segundo trimestre
Para mulheres a amamentar, ver secção 4.6.
As mulheres deverão ser aconselhadas a iniciar Darelle entre o 21º e o 28º dia após um parto ou um aborto ocorrido no segundo trimestre de gravidez. Quando iniciar mais tarde, a mulher deverá ser aconselhada a utilizar um método adicional de barreira durante os primeiros 9 dias em que toma os comprimidos. No entanto, se já tiver ocorrido uma relação sexual, deverá excluir-se primeiro a hipótese de gravidez antes de iniciar a utilização do COC ou então a mulher deverá esperar pelo seu primeiro período menstrual.
O que fazer quando houver esquecimento de comprimidos.
Os comprimidos placebo (brancos) esquecidos podem não ser considerados. No entanto, estes deverão ser eliminados para evitar o prolongamento não intencional do intervalo entre a toma de comprimidos ativos.
O aconselhamento seguinte apenas se refere ao esquecimento de comprimidos ativos:
2 Se o atraso for inferior a 12 horas não há redução na eficácia contracetiva. A mulher deverá tomar o comprimido logo que se lembre e deverão ser tomados os restantes à hora habitual.
Se o atraso for superior a 12 horas poderá haver redução na eficácia contracetiva. A mulher deverá tomar o comprimido esquecido logo que se lembre, mesmo que isso signifique tomar dois comprimidos ao mesmo tempo. Depois os restantes comprimidos serão tomados à hora habitual.
Dependendo do dia do ciclo em que o comprimido é esquecido (ver tabela abaixo para detalhes), têm de ser utilizadas medidas contracetivas de suporte (por ex. um método de barreira como um preservativo) de acordo com os seguintes princípios:
DIA Cor Princípios a seguir se um comprimido esquecido mais que Teor de valerato de 12 horas: estradiol (VE)/dienogest (DNG) 1–2 Comprimidos amarelo escuros (3,0 mg VE) - Tomar imediatamente o comprimido esquecido e o 3–7 Comprimidos cor-de- comprimido seguinte como habitual (mesmo que isso rosa (2,0 mg VE + 2,0 signifique tomar dois comprimidos no mesmo dia) mg DNG) - Continuar a toma de comprimidos de modo normal - Utilizar contraceção de suporte nos próximos 9 dias 8 – 17 Comprimidos amarelo claros (2,0 mg VE + 3,0 mg DNG) 18 – 24 Comprimidos - Eliminar o blister atual e começar imediatamente amarelo claros (2,0 mg com a primeira pílula de um novo blister VE + 3,0 mg DNG) - Continuar a toma de comprimidos de modo normal - Contraceção de suporte nos próximos 9 dias 25 – 26 Comprimidos castanhos - Tomar imediatamente o comprimido esquecido e o (1,0 mg VE) comprimido seguinte como habitual (mesmo que isso signifique tomar dois comprimidos no mesmo dia) - Não é necessária contraceção de suporte 27 – 28 Comprimidos brancos - Eliminar o comprimido esquecido e continuar a toma de (Placebos) comprimidos de modo normal - Não é necessária contraceção de suporte
Não devem ser tomados mais que dois comprimidos num determinado dia.
Se uma mulher esqueceu-se de iniciar um novo blister ou se não tomou um ou mais comprimidos durante os dias 3 – 9 do blister, ela poderá já estar grávida (desde que tenha tido relações sexuais nos 7 dias anteriores à distração). Quantos mais comprimidos (dos que têm duas substâncias ativas combinadas nos dias 3 – 24) forem esquecidos e quanto mais perto estes estiverem da fase de comprimidos placebo, maior o risco de uma gravidez.
Se a mulher esqueceu comprimidos e posteriormente não ocorrer hemorragia de privação no fim do blister / início do novo blister, deverá ser considerada a possibilidade de gravidez.
3 População pediátrica
Não existem dados disponíveis sobre a utilização em adolescentes com idade inferior a 18 anos.
Aconselhamento em caso de perturbações gastrointestinais
No caso de perturbações gastrointestinais graves (por ex. vómitos ou diarreia), a absorção poderá não ser completa, devendo-se tomar medidas contracetivas adicionais.
Se ocorrerem vómitos dentro de 3 a 4 horas depois da toma de comprimido ativo, deverá ser tomado o comprimido seguinte assim que possível. Este comprimido deverá ser tomado dentro de 12 horas em relação à hora habitual de toma, se possível. Se tiverem decorrido mais de 12 horas, é aplicável o aconselhamento relativo ao esquecimento de comprimidos descrito na Secção 4.2 “O que fazer quando houver esquecimento de comprimidos”. Se a mulher não quiser alterar o seu esquema posológico habitual, deverá tomar o(s) comprimido(s) correspondente(s) de outro blister.
4.3. Contraindicações
Os contracetivos hormonais combinados (CHCs) não deverão ser utilizados nas seguintes situações. Se alguma destas situações surgir pela primeira vez durante a toma de um CHC, este deverá ser imediatamente interrompido.
Presença ou risco de tromboembolismo venoso (TEV)
Tromboembolismo venoso - TEV atual (com anticoagulantes) ou antecedentes do mesmo (p. ex., trombose venosa profunda [TVP] ou embolia pulmonar [EP]) Predisposição hereditária ou adquirida conhecida para tromboembolismo venoso, tal como resistência à APC (incluindo Fator V de Leiden), deficiência de antitrombina-III, deficiência de proteína C, deficiência de proteína S Grande cirurgia com imobilização prolongada (ver secção 4.4) Um risco elevado de tromboembolismo venoso devido à presença de múltiplos fatores de risco (ver secção 4.4).
Presença ou risco de tromboembolismo arterial (TEA)
Tromboembolismo arterial - tromboembolismo arterial atual, antecedentes de tromboembolismo arterial (p. ex., enfarte do miocárdio) ou situação prodromal (p. ex., angina de peito).
Doença cerebrovascular - acidente vascular cerebral atual, antecedentes de acidente vascular cerebral ou situação prodromal (p. ex., acidente isquémico transitório, AIT) Predisposição hereditária ou adquirida conhecida para tromboembolismo arterial, tal como hiper-homocisteinemia e anticorpos antifosfolipídicos (anticorpos anticardiolipina, anticoagulante lúpico).
Antecedentes de enxaqueca com sintomas neurológicos focais
Um risco elevado de tromboembolismo arterial devido a múltiplos fatores de risco (ver secção 4.4) ou à presença de um fator de risco grave, tal como: - diabetes mellitus com sintomas vasculares hipertensão grave - dislipoproteinemia grave - Presença ou antecedentes de doença hepática grave desde que os valores da função hepática não tenham regressado ao normal; - Presença ou antecedentes de tumores hepáticos (benignos ou malignos); Conhecimento ou suspeita de neoplasias malignas influenciadas por esteroides sexuais (por ex. de órgãos genitais ou da mama); - Hemorragia vaginal não diagnosticada;
Hipersensibilidade às substâncias ativas ou a qualquer dos excipientes mencionados na secção 6.1.
4
4.4. Advertências e precauções especiais de utilização
Advertências
Se alguma das patologias ou fatores de risco abaixo mencionados estiver presente, a adequabilidade de Darelle deverá ser discutida com a mulher.
Em caso de agravamento ou primeiro aparecimento de alguma destas patologias ou fatores de risco, a mulher deverá ser aconselhada a contactar o seu médico para determinar se a utilização de Darelle deverá ser descontinuada.
Não existem estudos epidemiológicos sobre os efeitos de COCs contendo estradiol / valerato de estradiol. Todas as seguintes advertências e precauções são derivadas de dados clínicos e epidemiológicos de COCs contendo etinilestradiol. Desconhece-se se estas advertências e precauções se aplicam a Darelle.
Em caso de suspeita ou confirmação de TEV ou TEA, a utilização de CHC deverá ser descontinuada. Caso seja iniciada terapêutica anticoagulante, dever-se-á começar com contraceção alternativa adequada devido à teratogenicidade da terapêutica anticoagulante (cumarinas).
Patologias circulatórias
Risco de tromboembolismo venoso (TEV)
A utilização de qualquer contracetivo hormonal combinado (CHC) aumenta o risco de tromboembolismo venoso (TEV) comparativamente com a não-utilização. Os medicamentos que contêm levonorgestrel, norgestimato ou noretisterona estão associados ao menor risco de TEV. Desconhece-se atualmente como o risco com Darelle se compara com estes medicamentos de risco inferior. A decisão de utilizar qualquer medicamento que não um com o risco menor de TEV deverá ser tomada apenas depois de discutida com a mulher para assegurar que esta compreende o risco de TEV com os CHCs, como os seus fatores de risco atuais influenciam este risco e que o risco de TEV é mais elevado no primeiro ano de sempre de utilização. Também existe alguma evidência de que o risco é aumentado quando um CHC é reiniciado após uma interrupção da utilização de 4 semanas ou mais
Em mulheres que não utilizam um CHC e que não estão grávidas, cerca de 2 em cada 10.000 desenvolverão um TEV ao longo do período de um ano. No entanto, em cada mulher, o risco poderá ser bastante mais elevado, dependendo dos seus fatores de risco subjacentes (ver abaixo).
Estima-se que em cada 10.000 mulheres que utilizam um CHC contendo levonorgestrel, cerca de 61 desenvolverão um TEV em um ano.
Desconhece-se atualmente como o risco de TEV com CHCs que contêm dienogest em combinação com estradiol se compara com o risco com CHCs contendo baixa dosagem de levonorgestrel.
O número de TEVs por ano com CHCs de baixa dosagem é inferior ao número esperado em mulheres durante a gravidez ou no período pós-parto.
O TEV poderá ser fatal em 1-2% dos casos.
Em casos extremamente raros, foi notificada trombose ocorrida em utilizadoras de CHC noutros vasos sanguíneos, p. ex., veias e artérias hepáticas, mesentéricas, renais ou da retina.
1 Ponto médio do intervalo de 5-7 por 10.000 Mulheres-Ano, baseado num risco relativo para CHCs contendo levonorgestrel versus não-utilização de cerca de 2,3 a 3,6 5 Fatores de risco para TEV
O risco de complicações tromboembólicas venosas em utilizadoras de CHC poderá aumentar substancialmente em uma mulher com fatores de risco adicionais, particularmente se existirem múltiplos fatores de risco (ver tabela).
Darelle é contraindicado se uma mulher tiver múltiplos fatores de risco que a colocam num risco elevado de trombose venosa (ver secção 4.3). Se uma mulher tiver mais de um fator de risco, é possível que o aumento do risco seja maior do que a soma dos fatores individuais – neste caso, o seu risco total de TEV deverá ser considerado.
Se o balanço de benefícios e riscos for considerado negativo, um CHC não deverá ser prescrito (ver secção 4.3).
Tabela: Fatores de risco para TEV Fatores de risco Comentário Obesidade (índice de massa O risco aumenta substancialmente com o aumento do corporal superior a 30 kg/m²) IMC. Particularmente importante considerar se outros fatores de risco também presentes.
Imobilização prolongada, grande cirurgia, qualquer cirurgia às pernas ou Nestas situações, é aconselhável descontinuar a à pélvis, neurocirurgia ou traumatismo utilização de adesivo/pílula/anel (no caso de cirurgia importante eletiva, pelo menos, quatro semanas antes) e não retomar até duas semanas após completa remobilização. Deverá Nota: a imobilização temporária, ser utilizado outro método de contraceção para evitar incluindo viagens aéreas uma gravidez não intencional. >4 horas, também pode ser um fator de O tratamento antitrombótico deverá ser considerado se risco de TEV, particularmente em Darelle não tiver sido descontinuado antecipadamente. mulheres com outros fatores de risco Antecedentes familiares positivos Caso se suspeite de predisposição congénita, a mulher (tromboembolismo venoso num irmão deverá ser encaminhada para um especialista para ou pais, especialmente com uma idade aconselhamento antes de decidir acerca da utilização de relativamente jovem, qualquer CHC p. ex., antes dos 50). Outras situações clínicas Cancro, lúpus eritematoso sistémico, síndrome urémica associadas a TEV hemolítica, doença entérica inflamatória crónica (doença de Crohn ou colite ulcerosa) e doença de células falciformes Aumento da idade Particularmente acima dos 35 anos
Não existe consenso sobre o possível papel das veias varicosas e da tromboflebite superficial no início ou progressão de trombose venosa.
O risco aumentado de tromboembolismo na gravidez, e particularmente o período de 6 semanas do puerpério, deve ser considerado (para informação sobre “Gravidez e aleitamento” ver secção 4.6).
Sintomas de TEV (trombose venosa profunda e embolia pulmonar)
Em caso de sintomas, as mulheres deverão ser aconselhadas a procurar atenção médica urgente e a informar o profissional de saúde de que está a tomar um CHC. Os sintomas de trombose venosa profunda (TVP) podem incluir: - tumefação unilateral da perna e/ou pé ou ao longo de uma veia na perna; - dor ou sensibilidade na perna, que poderá ser apenas sentida em pé ou ao andar, - calor aumentado na perna afetada; pele vermelha ou descorada na perna. Os sintomas de embolia pulmonar (EP) podem incluir:
6 - início súbito de falta de ar ou respiração rápida inexplicáveis; - tosse súbita que poderá estar associada a hemoptise; - dor torácica aguda; - atordoamento ou tonturas graves; - batimento cardíaco rápido ou irregular
Alguns destes sintomas (p. ex., "falta de ar", "tosse") são não-específicos e poderão ser mal interpretados como acontecimentos mais frequentes ou menos graves (p. ex., infeções do trato respiratório). Outros sinais de oclusão vascular podem incluir: dor súbita, tumefação e ligeira descoloração azul de uma extremidade. Se a oclusão ocorrer no olho, os sintomas podem ir desde visão desfocada sem dor, que pode progredir até à perda da visão. Por vezes, a perda de visão pode ocorrer quase imediatamente.
Risco de tromboembolismo arterial (TEA)
Estudos epidemiológicos associaram a utilização de CHCs com um risco aumentado para tromboembolismo arterial (enfarte do miocárdio) ou para acidente cerebrovascular (p. ex., acidente isquémico transitório, acidente vascular cerebral). Os acontecimentos tromboembólicos arteriais poderão ser fatais.
Fatores de risco para TEA
O risco de complicações tromboembólicas arteriais ou de um acidente cerebrovascular em utilizadoras de CHC aumenta em mulheres com fatores de risco (ver tabela). Darelle é contraindicado se uma mulher tiver um fator de risco grave ou múltiplos fatores de risco para TEA que a colocam num risco elevado de trombose arterial (ver secção 4.3). Se uma mulher tiver mais do que um fator de risco, é possível que o aumento do risco seja maior do que a soma dos fatores individuais – neste caso, o seu risco total deverá ser considerado. Se o balanço de benefícios e riscos for considerado negativo, um CHC não deverá ser prescrito (ver secção 4.3).
Tabela: Fatores de risco para TEA Fator de risco Comentário
Aumento da idade Particularmente acima dos 35 anos
As mulheres deverão ser aconselhadas a não fumarem se desejarem utilizar um CHC. Mulheres com mais de Tabagismo 35 anos que continuam a fumar, deverão ser vivamente aconselhadas a utilizarem um método diferente de contraceção. Hipertensão O risco aumenta substancialmente com o aumento do Obesidade (índice de massa IMC. corporal superior a 30 kg/m2) Particularmente importante em mulheres com fatores de risco adicionais
Antecedentes familiares positivos (tromboembolismo arterial num Caso se suspeite de predisposição congénita, a mulher irmão ou pais, especialmente com uma deverá ser encaminhada para um especialista para aconselhamento antes de decidir idade relativamente jovem, p. ex., acerca da utilização de qualquer CHC antes dos 50).
7 Um aumento na frequência ou gravidade da enxaqueca durante a utilização de CHC (que poderá ser Enxaqueca prodrómico de um acontecimento cerebrovascular) poderá ser uma razão para descontinuação imediata Diabetes mellitus, hiper-homocisteinemia, doença Outras situações clínicas associadas a valvular cardíaca e fibrilhação auricular, acontecimentos adversos vasculares dislipoproteinemia e lúpus eritematoso sistémico.
Sintomas de TEA
Em caso de sintomas, as mulheres deverão ser aconselhadas a procurar atenção médica urgente e a informar o profissional de saúde de que está a tomar um CHC.
Os sintomas de um acidente cerebrovascular podem incluir: - entorpecimento ou fraqueza súbita da face, braço ou perna, especialmente de um lado do corpo; - problemas súbitos ao andar, tonturas, perda de equilíbrio ou de coordenação; - confusão súbita, problemas ao falar ou entender; - problemas súbitos de visão em um ou ambos os olhos; - cefaleia súbita, grave ou prolongada sem causa conhecida; - perda de consciência ou desmaio com ou sem convulsão. Os sintomas temporários sugerem que o acontecimento é um acidente isquémico transitório (AIT).
Os sintomas de enfarte do miocárdio (EM) podem incluir: - dor, desconforto, pressão, peso, sensação de aperto ou de repleção no peito, braço ou abaixo do esterno; - desconforto que irradia para as costas, maxilar, garganta, braço, estômago; - sensação de estar cheio, ter indigestão ou sufoco; - sudação, náuseas, vómitos ou tonturas; - fraqueza extrema, ansiedade ou falta de ar; - batimentos cardíacos rápidos ou irregulares.
- Tumores
Um risco aumentado de cancro do colo do útero em utilizadoras a longo prazo de COCs (> 5 anos) tem sido relatado em alguns estudos epidemiológicos, mas continua a ser controversa a extensão dos efeitos confundíveis de comportamento sexual e de outros fatores, tais como o papiloma-vírus humano (HPV).
Uma meta-análise de 54 estudos epidemiológicos relatou que existe um ligeiro risco relativo aumentado (RR = 1,24) de diagnóstico de cancro da mama em mulheres utilizadoras atuais de COCs. O risco adicional desaparece gradualmente 10 anos depois da suspensão da utilização de COC. Uma vez que o cancro da mama é raro em mulheres com menos de 40 anos de idade, o número adicional de diagnósticos de cancro da mama em utilizadoras atuais e recentes de COC é pequeno comparativamente ao risco global de cancro da mama. Estes estudos não mostram uma relação causal. O padrão observado de risco aumentado pode ser devido a um diagnóstico mais precoce de cancro da mama em utilizadoras de COCs, aos efeitos biológicos dos COCs ou à combinação de ambos. Os cancros da mama diagnosticados nas mulheres que sempre tomaram contracetivos orais tendem a ser menos avançados clinicamente do que os cancros diagnosticados nas não utilizadoras de contracetivos orais.
Em casos raros, foram relatados tumores hepáticos benignos e, ainda mais raramente, tumores hepáticos malignos em utilizadoras de COCs. Em casos isolados, estes tumores têm ocasionado hemorragias intra- abdominais com risco de vida. Dever-se-á considerar a hipótese de um tumor hepático no diagnóstico diferencial quando ocorrem: dor abdominal superior intensa, hepatomegalia ou sinais de hemorragia intra-abdominal em mulheres que tomam COCs.
- Outras situações
8 Mulheres com hipertrigliceridemia, ou com antecedentes familiares, podem apresentar risco aumentado de pancreatite quando utilizam COCs.
Embora tenham sido notificados pequenos aumentos da tensão arterial em muitas mulheres que tomam COCs, aumentos clinicamente relevantes são raros. No entanto, se uma hipertensão significante sustentada clinicamente se desenvolver durante a utilização de um COC, então é prudente que o médico retire o COC e trate a hipertensão. Quando for considerado apropriado, o COC poderá ser retomado desde que se atinjam valores normais da tensão arterial com terapêutica anti- hipertensora. Foi relatada a ocorrência ou agravamento das seguintes situações tanto na gravidez como na utilização de COC, mas a evidência de uma associação com a utilização de COC é inconclusiva: icterícia e/ou prurido relacionados com a colestase; litíase biliar; porfiria; lúpus eritematoso sistémico; síndrome hemolítica urémica; coreia de Sydenham, herpes gestacional; otosclerose com perda de audição. Em mulheres com angioedema hereditário, a utilização de estrogénios exógenos pode induzir ou exacerbar os seus sintomas.
As alterações agudas ou crónicas da função hepática poderão requerer a interrupção da utilização de COC até os marcadores da função hepática voltarem ao normal. A recorrência de icterícia colestática que ocorreu primeiro durante uma gravidez ou durante a utilização prévia de esteroides sexuais exige a interrupção de COCs.
Embora os COCs possam ter algum efeito na resistência periférica à insulina e na tolerância à glucose, não se provou ser necessário alterar o regime terapêutico em mulheres diabéticas que utilizam COCs de baixa dosagem (contendo < 0,05 mg de etinilestradiol). No entanto, as mulheres diabéticas deverão ser atentamente observadas enquanto tomam COCs, particularmente na fase inicial da utilização de COC. Agravamento de depressão endógena, de epilepsia, de doença de Crohn e de colite ulcerosa foram relatados com a utilização de COC.
Ocasionalmente poderá ocorrer cloasma, especialmente em mulheres com antecedentes de cloasma gravídico. Mulheres com tendência para cloasma deverão evitar a exposição ao sol ou à radiação ultravioleta durante a utilização de COCs. Os estrogénios poderão causar retenção de fluidos e, como tal, doentes com disfunção cardíaca ou renal deverão ser cuidadosamente observadas. Doentes com insuficiência renal terminal deverão ser atentamente observadas, uma vez que o nível de estrogénios circulantes poderá ser aumentado após a administração de Darelle.
Este medicamento não contém mais do que 50 mg de lactose por comprimido. Doentes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência de lactase de Lapp ou malabsorção de glucose- galactose que se encontram sob dieta isenta de lactose deverão considerar esta quantidade. Exame/consulta médica
Antes da iniciação ou reinstituição de Darelle, deverão ser considerados os antecedentes médicos completos (incluindo antecedentes familiares) e deve excluir- se uma gravidez. A tensão arterial deverá ser medida e realizado um exame físico, orientado pelas contraindicações (ver secção 4.3) e advertências (ver secção 4.4). É importante chamar a atenção da mulher para a informação sobre trombose venosa e arterial, incluindo o risco de Darelle comparativamente a outros CHCs, os sintomas de TEV e TEA, os fatores de risco conhecidos e o que fazer no caso de uma trombose suspeita.
A mulher também deverá ser aconselhada a ler cuidadosamente o folheto e seguir as instruções. A frequência e a natureza destes exames deverão ser baseadas nas normas práticas estabelecidas e adaptadas de forma individual à mulher. As mulheres deverão ser informadas de que os contracetivos hormonais não protegem contra infeções pelo VIH (SIDA) e outras doenças sexualmente transmissíveis. Eficácia reduzida A eficácia dos COCs poderá ser reduzida, por exemplo, nos seguintes casos: comprimidos ativos esquecidos (secção 4.2), perturbações gastrointestinais (secção 4.2) durante a toma de comprimidos ativos ou medicação concomitante (secção 4.5).
Controlo de ciclo 9 Com todos os COCs, poderão ocorrer hemorragias irregulares (microrragia ou hemorragia de disrupção), especialmente durante os primeiros meses de utilização. Portanto, a avaliação de qualquer hemorragia irregular só tem significado após um período de adaptação de cerca de 3 ciclos.
Com base em diários de doentes de um ensaio clínico comparativo, a percentagem de mulheres por ciclo que apresentou hemorragia intracíclica foi de 10 – 18% para mulheres utilizando Darelle. As utilizadoras de Darelle poderão apresentar amenorreia apesar de não estarem grávidas. Com base em diários de doentes, a amenorreia ocorre em aproximadamente 15% dos ciclos.
Se Darelle tiver sido tomado de acordo com as instruções descritas na Secção 4.2, é pouco provável que a mulher esteja grávida. Se Darelle não tiver sido tomado de acordo com estas instruções antes da falta da primeira hemorragia de privação ou se não ocorrer a hemorragia de privação em dois ciclos consecutivos, dever-se-á despistar uma gravidez, antes de continuar com a utilização de Darelle. Se as irregularidades menstruais persistirem ou ocorrerem após ciclos regulares, deverão considerar-se causas não hormonais e serem tomadas medidas de diagnóstico adequadas de forma a excluir neoplasia ou gravidez. Estas poderão incluir curetagem.
4.5. Interações medicamentosas e outras formas de interação
Nota: A informação relativa à prescrição de medicação concomitante deverá ser consultada para identificar potenciais interações.
Estudos de interação foram apenas realizados em adultos.
- Influência de outros medicamentos em Darelle As interações entre contracetivos orais e outros medicamentos poderão resultar numa hemorragia de disrupção e/ou falha contracetiva. As seguintes interações têm sido relatadas na literatura para os COCs em geral ou foram estudadas em ensaios clínicos com valerato de estradiol + dienogest.
Dienogest é um substrato do citocromo P450 (CYP) 3A4. Podem ocorrer interações com fenitoína, barbitúricos, primidona, carbamazepina, rifampicina e possivelmente com oxcarbazepina, topiramato, felbamato, medicações VIH (por ex. ritonavir e/ou nevirapina), griseofulvina e a erva de São João (Hypericum perforatum). O mecanismo desta interação parece estar relacionado com as propriedades de indução enzimática (por ex. enzimas CYP3A4) destes fármacos, o que pode resultar na depuração aumentada de hormonas sexuais.
A indução enzimática máxima geralmente não é observada durante 2-3 semanas, mas poderá então manter-se durante, pelo menos, 4 semanas depois da suspensão da terapêutica medicamentosa. Num estudo clínico, a rifampicina, forte indutor CYP3A4, ocasionou diminuições significativas nas concentrações no estado estacionário e nas exposições sistémicas de dienogest e estradiol. A AUC (0- 24h) de dienogest e estradiol no estado estacionário foram diminuídas em 83% e em 44%, respetivamente.
Mulheres sob tratamento a curto prazo (até uma semana) com qualquer das classes de medicamentos ou substâncias ativas individuais acima referidas, além da rifampicina, deverão utilizar temporariamente um método de barreira, em adição ao COC, isto é, enquanto fizerem a medicação concomitante e nos 14 dias seguintes após a suspensão da medicação. Em mulheres com rifampicina, deverá ser usado um método de barreira em adição ao COC, durante a administração de rifampicina e nos 28 dias após a sua suspensão.
Em mulheres sob tratamento crónico com substâncias ativas indutoras de enzimas hepáticas, recomenda- se outro método de contraceção fiável, não hormonal. Inibidores conhecidos da enzima CYP3A4 como antifúngicos azol, cimetidina, verapamilo, macrólidos, diltiazem, antidepressivos e sumo de toranja poderão aumentar os níveis plasmáticos de dienogest.
Num estudo clínico para investigar o efeito dos inibidores da CYP3A4 (cetoconazol, eritromicina), os níveis plasmáticos de dienogest e de estradiol no estado estacionário foram aumentados. A 10 coadministração com o cetoconazol, forte inibidor da enzima CYP3A4, resultou num aumento de 186% e de 57% da AUC (0-24h) no estado estacionário de dienogest e de estradiol, respetivamente. A administração concomitante de eritromicina, inibidor moderado, aumentou a AUC (0-24h) de dienogest e de estradiol no estado estacionário em 62% e em 33%, respetivamente. A relevância clínica destas interações é desconhecida.
As falhas contracetivas foram também relatadas com antibióticos, tais como penicilinas e tetraciclinas. O mecanismo deste efeito não está elucidado.
- Influência de Darelle noutros medicamentos Os contracetivos orais poderão afetar o metabolismo de certas substâncias ativas. Consequentemente, as concentrações plasmáticas e nos tecidos tanto podem aumentar (por ex. ciclosporina) como diminuir (por ex. lamotrigina). A farmacocinética da nifedipina não foi afetada pela administração concomitante de 2 mg dienogest + 0,03 mg etinilestradiol, confirmando assim resultados de estudos in vitro que indicam que a inibição de enzimas CYP por Darelle é pouco provável na dose terapêutica.
Análises laboratoriais A utilização de esteroides contracetivos poderá influenciar os resultados de certos testes laboratoriais, incluindo parâmetros bioquímicos das funções hepática, tiroideia, suprarrenal e renal, níveis plasmáticos de proteínas (de transporte), por ex., globulinas de ligação aos corticosteroides e frações lipídicas/lipoproteicas, parâmetros do metabolismo dos hidratos de carbono e parâmetros de coagulação e fibrinólise. Geralmente as alterações verificadas mantêm-se dentro dos valores laboratoriais normais.
4.6. Fertilidade, gravidez e aleitamento
Gravidez Darelle não deverá ser utilizado durante a gravidez. Se a gravidez ocorre durante a utilização de Darelle, a ingestão deverá ser interrompida. No entanto, estudos epidemiológicos extensos com COCs contendo etinilestradiol não revelaram nem um risco aumentado de defeitos em recém- nascidos, cujas mães utilizaram COCs antes da gravidez, nem um efeito teratogénico quando os COCs foram tomados inadvertidamente durante a gravidez. Estudos em animais não indicam um risco para a toxicidade reprodutiva (ver secção 5.3). O risco aumentado de TEV durante o período pós-parto deverá ser considerado quando se reinicia Darelle (ver secções 4.2 e 4.4).
Amamentação
O aleitamento pode ser influenciado pelos COCs uma vez que estes poderão reduzir a quantidade de leite produzido e alterar a sua composição. Como tal, não deverá ser, de forma geral, recomendada a utilização de COCs durante a amamentação. Quantidades reduzidas dos esteroides contracetivos e/ou dos seus metabolitos poderão ser eliminados no leite. Estas quantidades poderão afetar a criança.
Fertilidade
Darelle está indicada para a prevenção da gravidez. Para informação em como retomar a fertilidade, ver secção 5.1
4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas
Os efeitos de Darelle sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas são nulos ou desprezáveis
4.8. Efeitos indesejáveis
A tabela abaixo relata reações adversas (RAs) segundo as classes de sistemas de órgãos MedDRA (MedDRA SOCs). É listado o termo MedDRA (versão 12.0) mais apropriado para descrever uma certa reação adversa. Sinónimos ou situações relacionadas não são listadas, mas deverão ser igualmente consideradas. As frequências são baseadas em dados de ensaios clínicos. As reações adversas foram 11 registadas em 5 estudos clínicos de fase III (N = 2.266 mulheres em risco de gravidez, N = 264 mulheres sofrendo de hemorragia uterina disfuncional sem patologia orgânica que desejam contraceção oral) e consideradas como, pelo menos, relacionadas possível e causalmente com a utilização de Darelle. Todas as RAMs listadas na categoria “raras” ocorreram em 1 a 2 voluntárias, resultando em < 0,1%.
N = 2.530 mulheres (100,0%)
Classes de sistemas de Frequentes (≥ Pouco frequentes Raras (≥ 1/10.000 a < órgãos 1/100 a < 1/10) 1/1.000) (≥1/1.000 e <1/100)
Infeções e infestações Infeção fúngica Candidíase Infeção micótica vulvovaginal1 Herpes oral Infeção vaginal Doença inflamatória pélvica Presumível síndrome de histoplasmose ocular Tinea versicolor Infeção do trato urinário Vaginite bacteriana Doenças do metabolismo Apetite aumentado Retenção de fluidos e da nutrição Hipertrigliceridemia Perturbações do foro Depressão/humor deprimido Agressão psiquiátrico Perturbação emocional2 Ansiedade Insónia Disforia Libido diminuída3 Libido aumentada Nervosismo Perturbação mental Pesadelo Alteração de humor4 Agitação Perturbação do sono Stress Doenças do sistema Cefaleia5 Tonturas Distúrbio na atenção nervoso Parestesia Enxaqueca6 Vertigens Afeções oculares Intolerância a lentes de contacto Olho seco Inchaço ocular Cardiopatias Enfarte do miocárdio Palpitações Vasculopatias Afrontamento Hemorragia em veia Hipertensão varicosa Tromboembolismo venoso (TEV) Tromboembolismo arterial (TEA) Hipotensão Flebite superficial
12 Dor venosa
Doenças gastrointestinais Dor abdominal7 Diarreia Obstipação Náuseas Vómitos Boca seca Dispepsia Doença do refluxo gastroesofágico
Afeções hepatobiliares Enzimas hepáticas aumentadas8 Hiperplasia nodular focal do fígado Colecistite crónica Afeções dos tecidos Acne9 Alopecia Reação alérgica cutânea12 cutâneos e subcutâneos Hiperidrose Cloasma Prurido10 Dermatite Erupção cutânea11 Hirsutismo Hipertricose Neurodermatite Afeção na pigmentação Seborreia Afeção cutânea13 Afeções Espasmos Dor de costas músculoesqueléticas e musculares dos tecidos Dor em maxilar conjuntivos Sensação de peso Doenças renais e Dor no trato urinário urinárias Doenças dos órgãos Amenorreia Intumescência mamária16 Hemorragia de privação genitais e da mama Massa mamária anormal Desconforto mamário14 Displasia cervical Neoplasma mamário benigno Hemorragia uterina disfuncional Dismenorreia Cancro da mama in situ Dispareunia Hemorragia Quisto mamário intracíclica Doença da mama fibrocística (Metrorragia)15 Corrimento mamário Menorragia Pólipo cervical Perturbação menstrual Eritema do colo uterino Quisto ovárico Hemorragia no coito Dor pélvica Galactorreia Síndrome pré- menstrual Corrimento genital Leiomioma uterino Hipomenorreia Espasmo uterino Menstruação atrasada Hemorragia uterina/vaginal, incl. microrragia17 Quisto ovárico rompido Corrimento vaginal Odor vaginal Secura vulvovaginal Sensação de ardor vulvovaginal
13 Desconforto vulvovaginal Doenças do sangue e do Linfadenopatia sistema linfático Doenças respiratórias, Asma torácicas e do mediastino Dispneia Epistaxe Perturbações gerais e Fadiga Dor de peito alterações no local de Irritabilidade administração Mal-estar Edema18 Pirexia Exames complementares Peso Peso diminuído Esfregaço do colo de diagnóstico aumentado Alterações de tensão arterial 19 uterino anormal
1 incluindo candidíase vulvovaginal e espécimen de fungo cervical identificado 2 incluindo instabilidade de afeto e choro 3 incluindo perda de libido 4 incluindo humor alterado e variações de humor 5 incluindo cefaleia de tensão e cefaleia sinusal 6 incluindo enxaqueca com aura e enxaqueca sem aura 7 incluindo distensão abdominal, dor abdominal superior e dor abdominal inferior 8 incluindo alanina aminotransferase aumentada, aspartato aminotransferase aumentada e gama- glutamiltransferase aumentada 9 incluindo acne pustular 10 incluindo prurido generalizado e erupção cutânea prurítica 11 incluindo erupção cutânea macular 12 incluindo dermatite alérgica e urticária 13 incluindo pele esticada 14 incluindo dor mamária, sensibilidade mamária, perturbação mamilar e dor mamilar 15 incluindo menstruação irregular 16 incluindo inchaço mamário 17 incluindo hemorragia vaginal, hemorragia genital e hemorragia uterina 18 incluindo edema periférico 19 incluindo tensão arterial aumentada e tensão arterial diminuída
Descrição de reações adversas selecionadas
Em mulheres a utilizar CHCs foi observado um risco aumentado de acontecimentos trombóticos e tromboembólicos arteriais e venosos, incluindo enfarte do miocárdio, acidente vascular cerebral, acidentes isquémicos transitórios, trombose venosa e embolia pulmonar, os quais são discutidos mais detalhadamente na secção 4.4.
A ocorrência de amenorreia e hemorragia intracíclica com base em diários de doentes está sumariada na secção 4.4 Controlo de ciclo.
Os seguintes acontecimentos adversos têm sido notificados em utilizadoras de COCs, os quais são discutidos na secção 4.4 Advertências e precauções especiais de utilização:
- Perturbações tromboembólicas venosas; - Perturbações tromboembólicas arteriais; - Hipertensão; - Tumores hepáticos; 14 - Ocorrência ou agravamento de situações em que a associação com a utilização de COCs não é conclusiva: doença de Crohn, colite ulcerosa, epilepsia, enxaqueca, mioma uterino, porfiria, lúpus eritematoso sistémico, herpes gestacional, coreia de Sydenham, síndrome hemolítica urémica, icterícia colestática; - Cloasma; - Perturbações agudas ou crónicas da função hepática poderão implicar a suspensão da utilização de COCs até que os marcadores da função hepática retornem ao normal; - Em mulheres com angioedema hereditário, a utilização de estrogénios exógenos pode induzir ou exacerbar os seus sintomas.
A frequência de diagnóstico de cancro da mama está muito ligeiramente aumentada nas utilizadoras de COC. Uma vez que o cancro da mama é raro em mulheres com menos de 40 anos, o número adicional é baixo em relação ao risco total de cancro da mama. A relação causal com a utilização de COC é desconhecida. Para mais informação, ver secções 4.3 e 4.4.
Além das reações adversas acima mencionadas, ocorreram eritema nodoso, eritema multiforme, corrimento mamário e hipersensibilidade sob tratamento com COCs contendo etinilestradiol. Embora estes sintomas não tenham sido relatados durante os estudos clínicos efetuados com valerato de estradiol + dienogest, a possibilidade que também ocorram sob este tratamento não pode ser descartada.
Notificação de suspeitas de reações adversas
A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas através do sistema nacional de notificação mencionado no INFARMED, I.P.
Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]
4.9. Sobredosagem
Não se registaram acontecimentos nocivos graves de sobredosagem. Os sintomas que poderão eventualmente ocorrer no caso de tomar uma sobredosagem de comprimidos ativos são: náuseas, vómitos e, em jovens, hemorragia vaginal ligeira. Não existem antídotos e o tratamento a seguir deverá ser sintomático.
5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS
5.1. Propriedades farmacodinâmicas
Grupo Farmacoterapêutico: 8.5.1.2 Hormonas e medicamentos usados no tratamento das doenças endócrinas, Hormonas sexuais, Estrogénios e progestagénios, Anticoncecionais. Classificação ATC: G03AB08
Em ensaios clínicos efetuados com valerato de estradiol + dienogest na União Europeia e nos EUA/Canadá, foram calculados os seguintes índices de Pearl:
Índice de Pearl (18-50 anos de idade) 15 Falha do método: 0,42 (limite superior 95% IC 0,77) Falha da utilizadora + do método: 0,79 (limite superior 95% IC 1,23)
Índice de Pearl (18-35 anos de idade) Falha do método: 0,51 (limite superior 95% IC 0,97) Falha da utilizadora + do método: 1,01 (limite superior 95% IC 1,59)
O efeito contracetivo dos COCs é baseado na interação de diversos fatores, dos quais os mais importantes são vistos como sendo a inibição da ovulação, alterações na secreção cervical e alterações no endométrio.
Num estudo de inibição da ovulação em 3 ciclos, o tratamento com valerato de estradiol + dienogest levou à supressão do desenvolvimento folicular na maioria das mulheres. A atividade ovárica retornou a níveis pré-tratamento durante o ciclo pós-tratamento.
Darelle está doseado utilizando um regime decrescente de estrogénio e um regime crescente de progestina que pode ser utilizado para tratar hemorragia menstrual intensa na ausência de uma patologia orgânica, sintomas por vezes referidos como hemorragia uterina disfuncional (HUD).
Dois estudos multicêntricos, aleatorizados com dupla ocultação, de desenho similar, foram realizados para avaliar a eficácia e segurança de valerato de estradiol + dienogest em mulheres com sintomas de HUD que desejaram contraceção oral. No total, 269 mulheres foram aleatorizadas com valerato de estradiol + dienogest e 152 doentes com placebo.
Após 6 meses de tratamento, a perda mediana de sangue menstrual foi diminuída em 88%, de 142 ml para 17 ml, no grupo valerato de estradiol + dienogest comparada com 24%, de 154 ml para 117 ml, no grupo placebo.
Após 6 meses de tratamento, a proporção de mulheres que foram completamente curadas de qualquer sintoma HUD foi de 29% no grupo valerato de estradiol + dienogest comparada com 2% no grupo placebo.
O estrogénio em Darelle é o valerato de estradiol, um éster do 17ß-estradiol humano natural (1 mg de valerato de estradiol corresponde a 0,76 mg de 17ß-estradiol). Este estrogénio difere dos estrogénios etinilestradiol ou o seu pró-fármaco mestranol utilizados em outros COCs pela ausência de um grupo etinil na posição 17alfa.
Dienogest é um derivado da nortestosterona com atividade não androgénica, mas sim antiandrogénica de aproximadamente um terço da do acetato de ciproterona. Dienogest liga-se ao recetor da progesterona do útero humano com apenas 10% da atividade relativa da progesterona. Apesar da sua baixa afinidade ao recetor da progesterona, dienogest tem um forte efeito progestagénico in vivo. Dienogest não tem atividade androgénica, mineralocorticoide ou glucocorticoide significativa in vivo.
A histologia endometrial foi investigada num subgrupo de mulheres (n = 218) em um estudo clínico após 20 ciclos de tratamento. Não houve resultados anormais.
5.2. Propriedades farmacocinéticas
Dienogest
Absorção O dienogest, administrado oralmente, é absorvido rápida e quase completamente. Concentrações séricas máximas de 90,5 ng/ml são atingidas em cerca de 1 hora após administração oral de comprimido de valerato de estradiol + dienogest contendo 2 mg valerato de estradiol + 3 mg dienogest. A
16 biodisponibilidade é de cerca de 91%. A farmacocinética de dienogest é dose-proporcional dentro da dosagem de 1 – 8 mg.
A ingestão concomitante de alimentos não tem efeito clinicamente relevante na razão e extensão da absorção de dienogest.
Distribuição Uma fração relativamente elevada de 10% de dienogest circulante está presente na forma livre, estando aprox. 90% ligado não especificamente à albumina. Dienogest não se liga às proteínas específicas de transporte SHBG e CBG. O volume de distribuição no estado estacionário (Vd,ss) de dienogest é de 46 l g de após administração intravenosa de 85 3H-dienogest.
Metabolismo Dienogest é quase completamente metabolizado pelas conhecidas vias de metabolismo de esteroides (hidroxilação, conjugação), principalmente pela CYP3A4. Os metabolitos farmacologicamente inativos são eliminados rapidamente, resultando em dienogest como a maior fração no plasma, contabilizando aproximadamente 50% dos compostos derivados de dienogest circulantes. A depuração total após a administração intravenosa de 3H-dienogest foi calculada em 5,1 l/h.
Eliminação A semivida de dienogest no plasma é de aproximadamente 11 horas. Dienogest é extensamente metabolizado e apenas 1% do fármaco é eliminado inalterado. A razão da eliminação urinária:fecal é de cerca de 3:1 após administração oral de 0,1 mg/kg. Após administração oral, 42% da dose é eliminada dentro das primeiras 24 h e 63% dentro de 6 dias por eliminação renal. Uns 86% combinados da dose são eliminados pela urina e fezes após 6 dias.
Situações de estado estacionário A farmacocinética de dienogest não é influenciada pelos níveis de SHBG. O estado estacionário é alcançado após 3 dias com a mesma dosagem de 3 mg de dienogest em combinação com 2 mg de valerato de estradiol. As concentrações séricas mínimas, máximas e médias de dienogest no estado estacionário são de 11,8 ng/ml, de 82,9 ng/ml e de 33,7 ng/ml, respetivamente. A razão de acumulação média para a AUC (0-24h) foi determinada como sendo 1,24.
- Valerato de estradiol
Absorção Após administração oral, o valerato de estradiol é completamente absorvido. A clivagem em estradiol e em ácido valérico ocorre durante a absorção pela mucosa intestinal ou no decurso da primeira passagem pelo fígado. Isto origina estradiol e os seus metabolitos estrona e estriol. Concentrações séricas máximas de estradiol de 70,6 pg/ml são atingidas entre 1,5 e 12 horas após ingestão única de comprimido contendo 3 mg de valerato de estradiol no Dia 1.
Metabolismo O ácido valérico sofre metabolismo muito rápido. Após administração oral, aproximadamente 3% da dose está diretamente biodisponível como estradiol. O estradiol sofre um extenso efeito de primeira passagem e uma parte considerável da dose administrada é logo metabolizada na mucosa gastrointestinal. Juntamente com o metabolismo pré-sistémico no fígado, cerca de 95% da dose administrada oralmente metaboliza-se antes de entrar na circulação sistémica. Os metabolitos principais são a estrona, o sulfato de estrona e o glucuronido de estrona.
Distribuição No soro, 38% de estradiol está ligado à SHBG, 60% à albumina e 2-3% circula na forma livre. O estradiol pode induzir ligeiramente as concentrações séricas de SHBG de um modo dose-dependente. No dia 21 do ciclo de tratamento, a SHBG foi de aproximadamente 148% da linha base, decrescendo
17 para cerca de 141% da linha base ao dia 28 (fim da fase placebo). Foi determinado um volume de distribuição aparente de aproximadamente 1,2 l/kg após administração IV.
Eliminação A semivida do estradiol circulante no plasma é de cerca de 90 min. No entanto, após administração oral, a situação diverge. Devido à vasta pool circulante de glucuronidos e sulfatos de estrogénio, assim como à recirculação enterohepática, a semivida terminal de estradiol após administração oral representa um parâmetro compósito, o qual é dependente de todos estes processos e encontra-se no intervalo de cerca de 13-20h.
O estradiol e os seus metabolitos são eliminados principalmente na urina, sendo cerca de 10% eliminados nas fezes.
Situações de estado estacionário A farmacocinética do estradiol é influenciada pelos níveis de SHBG. Em mulheres jovens, os níveis de estradiol medidos no plasma são um compósito do estradiol endógeno e do estradiol gerado a partir de valerato de estradiol + dienogest. Durante a fase de tratamento com 2 mg valerato de estradiol + 3 mg dienogest, as concentrações séricas máximas e médias de estradiol no estado estacionário são de 66,0 pg/ml e de 51,6 pg/ml, respetivamente. Ao longo do ciclo de 28 dias, foram mantidas concentrações mínimas estáveis de estradiol, que variaram deste 28,7 pg/ml a 64,7 pg/ml.
Populações especiais A farmacocinética de Darelle não foi investigada em doentes com compromisso da função renal ou do fígado.
5.3. Dados de segurança pré-clínica
Dados pré-clínicos não revelaram riscos especiais para os humanos com base em estudos convencionais de toxicidade de dose repetida, genotoxicidade e toxicidade para a reprodução. Um estudo de carcinogenicidade com dienogest em ratinhos e um estudo mais limitado em ratos não mostrou aumento em tumores, no entanto, é bem conhecido que devido à sua ação hormonal, os esteroides sexuais podem promover o crescimento de certos tecidos e tumores hormonodependentes.
6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS
6.1. Lista dos excipientes
Comprimidos revestidos por película ativos Núcleo do comprimido: lactose mono-hidratada, amido de milho, amido de milho pré-gelificado, Povidona K25 (E1201), Silica coloidal anidra, Estearato de magnésio (E572)
Revestimento do comprimido: hipromellose (E464), dióxido de titânio (E171), macrogol 6000, talco (E553b), óxido de ferro vermelho (E172), óxido de ferro amarelo (E172.
Comprimidos revestidos por película placebo (inativos) Núcleo do comprimido: lactose mono-hidratada, celulose microcristalina, magnésio estearato (E172)
Revestimento do comprimido inativo: Àlcool polivinílico parcialmente hidrolizado, dióxido de titânio (E171), macrogol 3350, talco ( E553b)
6.2. Incompatibilidades
Não aplicável.
18
6.3. Prazo de validade
2 anos
6.4. Precauções especiais de conservação
O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.
6.5. Natureza e conteúdo do recipiente
Os medicamentos são embalados em blisters PVC/PVDC-Alu.
- Apresentacões:
1 x 28 comprimidos revestidos por pelicula 3 x 28 comprimidos revestidos por pelicula 6 x 28 comprimidos revestidos por pelicula
Cada blister (28 comprimidos revestidos por película) contém, na seguinte ordem: 2 comprimidos amarelos escuros, 5 comprimidos cor-de-rosa, 17 comprimidos amarelos claros, 2 comprimidos castanhos e 2 comprimidos brancos.
É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.
6.6. Precauções especiais de eliminação e manuseamento
Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.
7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
Lifewell Pharmaceutical & Healthcare, Lda. Rua da Boavista 417 A 3720-502 Santiago de Riba-Ul Portugal
8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
Nº de resgisto: xxxxxxx, 28 comprimidos revestidos por película, blister PVC/PVDC-Alu. Nº de resgisto: xxxxxxx, 84 (3 x 28) comprimidos revestidos por película, blister PVC/PVDC-Alu. Nº de resgisto: xxxxxxx, 168 (6 x 28) comprimidos revestidos por película, blister PVC/PVDC-Alu.
9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE
INTRODUÇÃO NO MERCADO
Data da primeira autorização: Data da última renovação:
19
10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO
20
