Pharmuno — Diretório de farmácias

Folhetos e RCM, preços e comparticipação, verificador de interações, posologias oficiais e horários das farmácias — tudo no mesmo lugar.

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Dutasterida + Tansulosina Ciclum MG

Substância ativa: Dutasterida + Tansulosina
Forma farmacêutica: Cápsula 0.5 mg + 0.4 mg
Fonte: Folheto informativo oficial (INFARMED / INFOMED)

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Dutasterida + Tansulosina Ciclum 0,5 mg + 0,4 mg cápsulas Dutasterida + cloridrato de tansulosina

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois contém informação importante para si. – Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente. – Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico. – Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença. – Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

1. O que é Dutasterida + Tansulosina Ciclum e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Dutasterida + Tansulosina Ciclum

3. Como tomar Dutasterida + Tansulosina Ciclum

4. Efeitos indesejáveis possíveis

5. Como conservar Dutasterida + Tansulosina Ciclum

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Dutasterida + Tansulosina Ciclum e para que é utilizado

Dutasterida + Tansulosina Ciclum é utilizado no tratamento de homens com um aumento do volume da próstata (hiperplasia benigna da próstata) – crescimento, não canceroso, da próstata, causado por excessiva produção de uma hormona denominada dihidrotestosterona.

Dutasterida + Tansulosina Ciclum é uma associação de dois medicamentos diferentes denominados dutasterida e tansulosina. A dutasterida pertence ao grupo de medicamentos denominados inibidores da 5-alfa redutase e a tansulosina pertence ao grupo de medicamentos denominados bloqueadores alfa.

O crescimento da próstata pode levar a distúrbios urinários, tais como dificuldade na passagem da urina e necessidade mais frequente de ir à casa de banho. Pode também causar o fluxo urinário mais lento e menos forte. Sem tratamento, existe o risco de bloqueio completo do fluxo da urina (retenção urinária aguda). Esta situação requer tratamento médico imediato. Nalgumas situações é necessária cirurgia para remover ou reduzir o volume da próstata.

A dutasterida reduz a produção de uma hormona denominada dihidrotestosterona, o que ajuda a reduzir a próstata e alivia os sintomas. Isto irá reduzir o risco de retenção urinária aguda e a necessidade de cirurgia. A tansulosina atua através do relaxamento dos músculos da próstata, facilitando a passagem de urina e melhorando rapidamente os seus sintomas.

2. O que precisa de saber antes de tomar Dutasterida + Tansulosina Ciclum

Não tome Dutasterida + Tansulosina Ciclum – se for mulher (este medicamento destina-se apenas a homens) – se for uma criança ou adolescente com menos de 18 anos – se tem alergia à dutasterida, a outros inibidores da 5-alfa redutase, à tansulosina, soja, amendoim ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6) – se tiver pressão arterial baixa que o faz ficar tonto, atordoado ou provocar desmaios (hipotensão ortostática) – se tiver uma doença grave no fígado.  Se pensa que alguma destas situações se aplica a si, não tome este medicamento até falar com o seu médico.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico antes de tomar Dutasterida + Tansulosina Ciclum – Em alguns estudos clínicos, foram mais os doentes a tomar dutasterida e um outro medicamento chamado bloqueador-alfa, como a tansulosina que sofreram insuficiência cardíaca do que os doentes que tomam apenas dustasterida ou apenas um bloqueador alfa. A insuficiência cardíaca significa que o coração não bombeia sangue como deveria.

– Certifique-se que o seu médico tem conhecimento de qualquer doença do fígado. Se teve qualquer doença que tenha afetado o seu fígado, poderá necessitar de exames adicionais enquanto toma Dutasterida + Tansulosina Ciclum.

– Certifique-se que o seu médico tem conhecimento se tem problemas graves nos rins.

– Cirurgia das cataratas (lentes enevoadas). Se tiver uma cirurgia planeada para remover a catarata, o seu médico poderá pedir-lhe que pare de tomar Dutasterida + Tansulosina Ciclum durante uns tempos antes da operação. Informe o seu oftalmologista, antes da operação, que está a tomar Dutasterida + Tansulosina Ciclum ou tansulosina (ou tomou anteriormente). O seu especialista necessitará de tomar as precauções apropriadas para ajudar a prevenir complicações durante a operação.

– Mulheres, crianças e adolescentes não devem manusear cápsulas danificadas de Dutasterida + Tansulosina Ciclum que libertem o seu conteúdo uma vez que a substância ativa pode ser absorvida pela pele. Em caso de qualquer contacto com a pele, a área afetada deverá ser imediatamente lavada com água e sabão.

– Utilize o preservativo durante a relação sexual. A dutasterida foi detetada no sémen de homens a tomar Dutasterida + Tansulosina Ciclum. Se a sua parceira estiver ou possa vir a estar grávida, deve evitar a sua exposição ao seu sémen, uma vez que a dutasterida pode afetar o desenvolvimento normal de um bebé masculino. A dutasterida demonstrou reduzir a contagem total de esperma, o volume do ejaculado e a mobilidade do esperma, o que pode reduzir a sua fertilidade.

– Dutasterida + Tansulosina Ciclum afeta o teste sanguíneo do PSA (antigénio específico da próstata) que é utilizado por vezes para detetar o cancro da próstata. O seu médico deverá conhecer este efeito e poderá continuar a utilizar o teste para detetar o cancro da próstata. Se fizer o teste sanguíneo para o PSA, informe o seu médico que está a tomar Dutasterida + Tansulosina Ciclum. Os homens que tomam Dutasterida + Tansulosina Ciclum devem testar o PSA regularmente.

– Num estudo clínico de homens com risco aumentado de cancro da próstata, os homens que tomaram dutasterida apresentaram uma forma grave de cancro da próstata com maior frequência do que os homens que não tomaram dutasterida. O efeito da dutasterida sobre esta forma grave de cancro da próstata não é clara.

– Dutasterida + Tansulosina Ciclum pode causar aumento do volume da mama e hipersensibilidade dolorosa da mama. Se se tornar incómodo, ou se detetar nódulos mamários ou corrimento mamilar deve falar com o seu médico, uma vez que estas alterações podem ser sinais de uma condição grave, como cancro de mama.

 Contacte o seu médico ou farmacêutico se tiver alguma questão sobre a utilização de Dutasterida + Tansulosina Ciclum. Alterações do humor e depressão Foram notificados estados de humor depressivo, depressão e, menos frequentemente, pensamentos suicidas em doentes que tomam outro medicamento da mesma classe terapêutica (inibidor da 5-alfa-redutase) por via oral. Se tiver algum destes sintomas, contacte o seu médico para obter aconselhamento o mais rápido possível.

Outros medicamentos e Dutasterida + Tansulosina Ciclum Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, tiver tomado recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos.

Não tome Dutasterida + Tansulosina Ciclum com estes medicamentos: – outros bloqueadores-alfa (para próstata aumentada ou pressão arterial elevada).

Dutasterida + Tansulosina Ciclum não é recomendado com estes medicamentos: – cetoconazol (utilizado para tratar infeções fúngicas).

Alguns medicamentos podem reagir com Dutasterida + Tansulosina Ciclum e tornar mais provável a ocorrência de efeitos indesejáveis. Estes medicamentos incluem: – Inibidores PDE5 (utilizados para ajudar a ter ou a manter uma ereção) como o vardenafil, citrato de sildenafil e tadalafil – verapamilo ou diltiazem (para o tratamento da pressão arterial elevada) – ritonavir ou indinavir (para o VIH) – itraconazol ou cetoconazol (para infeções fúngicas) – nefazodona (um antidepressivo) – cimetidina (para úlceras do estômago) – varfarina (para a coagulação sanguínea) – eritromicina (um antibiótico utilizado para tratar infeções) – paroxetina (um antidepressivo) – terbinafina (utilizada no tratamento de infeções fúngicas) – diclofenac (utilizada no tratamento da dor e inflamação)

 Informe o seu médico se estiver a tomar algum destes medicamentos.

Dutasterida + Tansulosina Ciclum com bebidas e álcool Dutasterida + Tansulosina Ciclum deverá ser tomado 30 minutos após a mesma refeição em cada dia.

Gravidez, amamentação e fertilidade Dutasterida + Tansulosina Ciclum não deve ser tomado por mulheres.

Mulheres grávidas (ou que possam vir a engravidar) não podem manusear cápsulas danificadas. A dutasterida é absorvida pela pele e poderá afetar o desenvolvimento normal de um bebé masculino, particularmente durante as primeiras 16 semanas de gravidez.

Utilize o preservativo durante a relação sexual. A dutasterida foi detetada no sémen de homens a tomar Dutasterida + Tansulosina Ciclum. Se a sua parceira estiver ou possa estar grávida, deve evitar a sua exposição ao seu sémen.

Dutasterida + Tansulosina Ciclum demonstrou reduzir a contagem total de esperma, o volume do ejaculado e a mobilidade do esperma, o que pode reduzir a fertilidade masculina.  Contacte o seu médico para aconselhamento, caso uma mulher grávida tenha contactado com Dutasterida + Tansulosina Ciclum.

Condução de veículos e utilização de máquinas: Dutasterida + Tansulosina Ciclum faz algumas pessoas sentirem-se tontas, pelo que pode afetar a sua capacidade de conduzir ou utilizar máquinas de forma segura.

 Não conduza ou utilize máquinas se for afetado desta forma.

Dutasterida + Tansulosina Ciclum contém lecitina de soja, propilenoglicol e sódio Este medicamento contém lecitina de soja, que pode conter óleo soja. Se for alérgico ao amendoim ou soja, não utilize este medicamento. Este medicamento contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por cápsula, ou seja, é praticamente “isento de sódio”. Este medicamento contém 299 mg de propilenoglicol em cada cápsula.

3. Como tomar Dutasterida + Tansulosina Ciclum

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico. Se não o tomar regularmente a monitorização dos seus níveis de PSA pode ser afetada. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Dose que deve tomar A dose habitual é uma cápsula uma vez por dia, 30 minutos após a mesma refeição em cada dia.

Como tomar

Engula as cápsulas inteiras com água. Não mastigue ou abra a cápsula. O contacto com o

conteúdo das cápsulas poderá provocar feridas na boca ou garganta.

Se tomar mais Dutasterida + Tansulosina Ciclum do que deveria Contacte o seu médico ou farmacêutico para aconselhamento se tomar demasiadas cápsulas de Dutasterida + Tansulosina Ciclum.

Caso se tenha esquecido de tomar Dutasterida + Tansulosina Ciclum Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar. Apenas tome a próxima dose à hora habitual.

Se parar de tomar Dutasterida + Tansulosina Ciclum Não pare de tomar Dutasterida + Tansulosina Ciclum sem falar primeiro com o seu médico.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.

4. Efeitos indesejáveis possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

Reação alérgica Os sinais de reações alérgicas podem incluir: – erupção na pele (com possível comichão) – urticária (como uma erupção na pele irritante) – inchaço das pálpebras, face, lábios, braços ou pernas.  Contacte imediatamente o seu médico se tiver algum destes sintomas, e pare de tomar Dutasterida + Tansulosina Ciclum Tonturas, atordoamento e desmaio Dutasterida + Tansulosina Ciclum pode causar tonturas, atordoamento e em raras ocasiões desmaios. Deve tomar precaução quando passar da posição deitado para sentado ou em pé, ou da posição de sentado para em pé, particularmente se acordar durante a noite, até que saiba como este medicamento o afeta. Se se sentir tonto ou atordoado em qualquer momento durante o tratamento, sente-se ou deite-se até que os sintomas desapareçam. Reações na pele graves Os sinais de reações na pele graves podem incluir:

– erupção na pele generalizada com bolhas e pele a descamar, particularmente à volta da boca, nariz, olhos e genitais (síndrome de Stevens–Johnson).  Contacte imediatamente o seu médico se tiver algum destes sintomas e pare de tomar Dutasterida + Tansulosina Ciclum.

Efeitos indesejáveis frequentes

Podem afetar até 1 em 10 homens a tomar Dutasterida + Tansulosina Ciclum): – impotência (incapacidade de obter ou manter uma ereção)* – desejo sexual (libido) diminuído* – dificuldade na ejaculação, como diminuição da quantidade de sémen libertada durante o ato sexual* – aumento do volume mamário ou dor (ginecomastia) – tonturas. -*Num número reduzido de pessoas, alguns destes acontecimentos podem continuar após parar de tomar Dutasterida + Tansulosina Ciclum.

Efeitos indesejáveis pouco frequentes

Podem afetar até 1 em 100 homens – insuficiência cardíaca (o coração torna-se menos eficiente a bombear o sangue por todo o corpo. Poderá sentir sintomas como falta de ar, cansaço extremo e pernas e tornozelos inchados) – baixa pressão arterial quando se levanta – batimento cardíaco rápido (palpitações) – prisão de ventre, diarreia, vómitos, indisposição (náuseas) – fraqueza ou perda de força – dor de cabeça – nariz com corrimento, congestionado ou com comichão (rinite) – erupção na pele, urticária, comichão – perda de pelo (geralmente do corpo) ou crescimento de pelo.

Efeitos indesejáveis raros

Podem afetar até 1 em 1000 homens – inchaço das pálpebras, face, lábios, braços ou pernas (angioedema) – desmaio.

Efeitos indesejáveis muito raros

Podem afetar até 1 em 10.000 homens • ereção persistente e dolorosa do pénis (priapismo) • reações na pele graves (síndrome de Stevens-Johnson).

Outros efeitos indesejáveis Outros efeitos indesejáveis que ocorreram num número reduzido de homens, mas a sua frequência exata não é conhecida (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis): – batimentos cardíacos anormais ou acelerados (arritmia ou taquicardia ou fibrilação auricular) – falta de ar (dispneia) – depressão – dor e inchaço nos testículos – sangramento do nariz – erupções graves na pele – alterações na visão (visão turva ou deficiência na visão) – boca seca

Comunicação de efeitos indesejáveis Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente ao INFARMED I.P. através dos contactos abaixo. Ao comunicar

efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste

medicamento.

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]

5. Como conservar Dutasterida + Tansulosina Ciclum

Manter este medicamento fora da vista e do alcance e das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem exterior e blister (“VAL”). O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Dutasterida + Tansulosina Ciclum – As substâncias ativas são a dustasterida e o cloridrato de tansulosina. Cada cápsula contém 0,5 mg de dutasterida e 0,4 mg de cloridrato de tansulosina (equivalente a 0,367 mg de tansulosina). Os outros componentes são:

Composição das cápsulas: Óxido de ferro preto (E172), Óxido de ferro vermelho (E172) Dióxido de titânio (E171) Óxido de ferro amarelo (E172) Gelatina

Conteúdo das cápsulas moles de dutasterida:

Monocaprilocaprato de Propilenoglicol, tipo II Butil-hidroxitolueno (E321)

Composição das cápsulas moles: Gelatina Glicerol Dióxido de titânio (E171) Triglicéridos (cadeia média) Lecitina (pode conter óleo de soja (ver secção 2)

Pellets de tansolusina: Dispersão a 30 % do copolímero do ácido metacrilico-etilacrilato (1:1) (contém lauril sulfato de sódio e polissorbato 80) Celulose microcristalina Sebacato de dibutilo Polissorbato 80 Sílica coloidal hidratada Estearato de cálcio

Tinta preta: Shellac (E904) Óxido de ferro preto (E172) Propilenoglicol (E1520) Solução de amónia concetrada (E527) Hidróxido de potássio (E525)

Secção 2 “Dutasterida + Tansulosina Ciclum contém lecitina de soja e propilenoglicol”

Qual o aspeto de Dutasterida + Tansulosina Ciclum e conteúdo da embalagem Este medicamento é uma cápsula de gelatina oblonga, de 24,2 mm x 7,7 mm aproximadamente, com corpo castanho e cabeça beje com a impressão C001 a tinta preta.

Cada cápsula contém pellets de libertação modificada de cloridrato de tansulosina e uma cápsula de gelatina mole de dutasterida.

Estão disponíveis em embalagens de 7, 30 e 90 e 180 (2 x 90) cápsulas.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular Ciclum Farma Unipessoal, Lda. Quinta da Fonte, Edifício D. Amélia Piso 1 – Ala B 2770-229 Paço de Arcos

Fabricante Laboratorios León Farma, SA c/La Vallina, s/n, Polígono Industrial Navatejera, Villaquilambre 24193 León Espanha

STADA Arzneimittel AG Stadastrasse 2 – 18 61118 Bad Vilbel Alemanha

Este medicamento encontra-se autorizado nos Estados Membros do Espaço Económico Europeu (EEE) com os seguintes nomes:

DK: Dutasteride/Tamsulosinhydrochloride STADA BE: Dutasteride/Tamsulosine EG 0,5 mg/0,4 mg harde capsules DE: Dutasterid/Tamsulosin AL 0,5 mg/0,4 mg Hartkapseln ES: Dutasterida/Tamsulosina STADA 0,5/0,4 mg cápsulas duras EFG FI: Dutasteride/Tamsulosinhydrochloride STADA 0,5 mg/0,4 mg kovat kapselit FR: DUTASTERIDE/TAMSULOSINE EG 0,5/0,4 mg, gélule HR: Dutasterid/tamsulozin STADA 0,5/0,4 mg tvrde kapsule HU: Dutasteride/Tamsulosin Stada IT: Kobus LU: Dutasteride/Tamsulosine EG 0,5/0,4 mg gélules PT: Dutasterida + Tansulosina Ciclum RO: Dutasteridă / Tamsulosin Stada 0,5 mg / 0,4mg capsule UK: Dutasteride/Tamsulosin hydrochloride 0.5 mg/0.4 mg hard capsule

Este folheto foi revisto pela última vez em

⚕Para profissionais — Resumo das Características do Medicamento (RCM)Ficha técnica completa: posologia, interações, contraindicações, advertências+
Informações técnicas destinadas aos profissionais de saúde (médicos e farmacêuticos). Le Resumo das Características do Medicamento (RCM) est le document officiel approuvé par l’ANSM/EMA. Il ne remplace pas la notice ni l’avis du médecin.

RESUMO DAS CARATERÍSTICAS DO MEDICAMENTO

1. NOME DO MEDICAMENTO

Dutasterida + Tansulosina Ciclum 0,5 mg + 0,4 mg cápsulas

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada cápsula contém 0,5 mg de dutasterida e 0,4 mg de cloridrato de tansulosina (equivalente a 0,367 mg de tansulosina).

Excipiente(s) com efeito conhecido Cada cápsula contém lecitina de soja e Propilenoglicol.

Este medicamento contém 299,46 mg de propilenoglicol em cada cápsula, equivalente a 4,27 mg/kg.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1

3. FORMA FARMACÊUTICA

Cápsula.

Dutasterida + Tansulosina Ciclum são cápsulas de gelatina oblongas, de 24,2 mm x 7,7 mm aproximadamente, com corpo castanho e cabeça bege com a impressão C001 a tinta preta.

Cada cápsula contém pellets de libertação modificada de cloridrato de tansulosina e uma cápsula de gelatina mole de dutasterida.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1. Indicações terapêuticas

Tratamento de sintomas moderados a graves da hiperplasia benigna da próstata (HBP).

Redução do risco de retenção urinária aguda (RUA) e cirurgia em doentes com sintomas de HBP moderados a graves.

Para informação acerca dos efeitos do tratamento e populações de doentes estudadas nos ensaios clínicos, ver secção 5.1.

4.2. Posologia e modo de administração

Posologia

Adultos (incluindo idosos)

A dose recomendada de Dutasterida + Tansulosina Ciclum é de uma cápsula (0,5 mg + 0,4 mg) por dia. Quando apropriado, Dutasterida + Tansulosina Ciclum poderá ser utilizado para substituir a dutasterida e o cloridrato de tansulosina da terapêutica dupla preconizada para simplificar o tratamento.

Quando clinicamente apropriado, poderá ser considerada a passagem direta da monoterapia com dutasterida ou cloridrato de tansulosina para dutasterida + cloridrato de tansulosina.

Compromisso renal

Não foi estudado o efeito do compromisso renal na farmacocinética da dutasterida/tansulosina. Não é sugerido ajuste posológico para doentes com compromisso renal (ver secção 4.4 e 5.2).

Compromisso hepático

Não foi estudado o efeito do compromisso hepático na farmacocinética da dutasterida/tansulosina, pelo que deve ser tomada precaução em doentes com compromisso hepático ligeiro a moderado (ver secção 4.4 e secção 5.2). O uso de dutasterida + tansulosina está contraindicado em doentes com compromisso hepático grave (ver secção 4.3).

População pediátrica

Dutasterida-tansulosina está contraindicado na população pediátrica (com menos de 18 anos de idade) (ver secção 4.3).

Modo de administração

Para uso oral.

Os doentes devem ser instruídos a engolir as cápsulas inteiras, aproximadamente 30 minutos após a mesma refeição todos os dias. As cápsulas não devem ser mastigadas ou abertas. O contato com o conteúdo da cápsula de dutasterida que está contida dentro da cápsula de revestimento rígido pode causar irritação da mucosa orofaríngea.

4.3. Contraindicações

Dutasterida + Tansulosina Ciclum está contraindicado em: - mulheres, crianças e adolescentes (ver secção 4.6). - doentes com hipersensiblidade à dutasterida, outros inibidores da 5-alfa redutase, tansulosina (incluindo angioedema induzido pela tansulosina) ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1. - doentes com história de hipotensão ortostática. - doentes com compromisso hepático grave.

4.4. Advertências e precauções de utilização

A terapêutica de associação, deverá ser prescrita após avaliação cuidadosa da relação benefício/risco, devido ao potencial aumento do risco de acontecimentos adversos (incluindo insuficiência cardíaca) e após considerar as opções terapêuticas alternativas, incluindo monoterapias.

Cancro da próstata e tumores de alto grau

O estudo REDUCE, um estudo de 4 anos, multicêntrico, aleatorizado, em dupla ocultação, controlados com placebo investigou o efeito da dutasterida 0,5 mg por dia em doentes com alto risco de cancro de próstata (incluindo homens de 50 a 75 anos de idade com níveis de PSA de 2,5 a 10 ng/ml e uma biópsia prostática negativa 6 meses antes do início do estudo) em comparação com o placebo. Os resultados deste estudo revelaram uma maior incidência de cancro de próstata Gleason 8-10 em homens tratados com dutasterida (n = 29, 0,9%) em comparação com placebo (n = 19, 0,6%). A relação entre dutasterida e Gleason 8-10 cancros da próstata não é clara. Assim, os homens que tomam dutasterida + cloridrato de tansulosina devem ser avaliados regularmente quanto ao risco de cancro da próstata (ver secção 5.1).

Antigénio específico da próstata (PSA)

A concentração sérica do antigénio específico da próstata (PSA) é um componente importante na deteção do cancro da próstata. Dutasterida + Tansulosina Ciclum provoca uma diminuição de aproximadamente 50% na média dos níveis séricos de PSA após 6 meses de tratamento.

Os doentes a tomar Dutasterida + Tansulosina Ciclum devem ter novos valores basais estabelecidos para PSA após 6 meses de tratamento com Dutasterida + Tansulosina Ciclum. Recomenda-se a monitorização regular dos valores de PSA a partir daqui. Qualquer aumento confirmado do menor nível de PSA enquanto sob tratamento com Dutasterida + Tansulosina Ciclum pode sinalizar a presença de cancro da próstata ou de não adesão à terapêutica com Dutasterida + Tansulosina Ciclum e deve ser cuidadosamente avaliado, mesmo que esses valores estejam ainda dentro do intervalo normal para os homens que não tomam inibidor da 5- alfa redutase (ver secção 5.1). Ao interpretar um valor de PSA de um doente a tomar dutasterida, devem comparar-se os valores anteriores de PSA.

O tratamento com Dutasterida + Tansulosina Ciclum não interfere com a utilização do PSA como uma ferramenta de auxílio no diagnóstico do cancro da próstata após se estabelecerem novos valores basais.

Os níveis séricos de PSA total voltam aos valores basais até 6 meses após interrupção da terapêutica. A relação entre os níveis de PSA livre e total mantém-se constante mesmo sob a influência de Dutasterida + Tansulosina Ciclum. Se o médico preferir usar a percentagem de PSA livre como auxiliar da deteção do cancro da próstata em indivíduos em tratamento com Dutasterida + Tansulosina Ciclum, não será necessário um ajuste dos valores.

Antes de iniciar a terapêutica com Dutasterida + Tansulosina Ciclum e depois periodicamente, deverá ser efetuado o toque retal bem como outras avaliações do cancro da próstata ou de outras condições que poderão causar os mesmos sintomas da HBP em doentes.

Efeitos adversos cardiovasculares

Em dois estudos clínicos de 4 anos, a incidência de insuficiência cardíaca (termo composto de acontecimentos notificados, principalmente insuficiência cardíaca e insuficiência cardíaca congestiva) foi mais elevada entre os indivíduos a tomar a associação de dutasterida e um bloqueador alfa-1, principalmente tansulosina, do que entre indivíduos que não tomaram a associação. No entanto, a incidência de insuficiência cardíaca nestes ensaios foi menor em todos os grupos tratados ativamente em comparação com o grupo placebo, e outros dados disponíveis para os antagonistas da dutasterida ou bloqueador alfa-1 não suportam uma conclusão sobre o aumento dos riscos cardiovasculares (ver secção 5.1).

Neoplasia da mama

Foi notificado cancro da mama em homens a tomar dutasterida, no âmbito de ensaios clínicos e durante o período pós-comercialização. Contudo, estudos epidemiológicos não demonstraram aumento do risco de desenvolver cancro da mama masculino com o uso de inibidores da 5-alfa redutase (ver secção 5.1). Os médicos devem aconselhar os seus doentes a comunicar imediatamente qualquer alteração no seu tecido mamário, tais como nódulos ou corrimento mamilar.

Compromisso renal

Deverão ser tomadas precauções no tratamento dos doentes com compromisso renal grave (depuração da creatinina menor que 10 ml/min) uma vez que a utilização nestes doentes não foi estudada.

Hipotensão

Ortostática: Tal como com outros bloqueadores alfa, pode ocorrer redução da pressão arterial durante o tratamento com tansulosina, o que pode raramente originar síncope. Os doentes que iniciem o tratamento com Dutasterida + Tansulosina Ciclum deverão ser alertados para se sentarem ou deitarem aos primeiros sinais de hipotensão ortostática (tonturas, fraqueza) até desaparecimento dos sintomas.

De forma a minimizar o potencial de desenvolver hipotensão postural o doente deve estar hemodinamicamente estável na terapêutica com um bloqueador alfa-1 antes de iniciar a utilização de inibidores PDE5.

Sintomática: Recomenda-se precaução na administração concomitante de bloqueadores alfa adrenérgicos incluindo tansulosina e inibidores PDE5 (por ex. sildenafil, tadalafil, vardenafil). Os bloqueadores alfa adrenérgicos e inibidores PDE5 são ambos vasodilatadores que podem baixar a pressão arterial. O uso concomitante destas duas classes de fármacos pode causar potencialmente hipotensão sintomática (ver secção 4.5).

Síndrome de íris flácida intraoperatória

Foi observada Síndrome de Íris Flácida Intraoperatória (IFIS, uma variante da síndrome da pupila pequena) durante a cirurgia às cataratas em alguns doentes a tomar ou previamente tratados com tansulosina. A IFIS pode levar ao aumento da ocorrência de complicações dos procedimentos durante a cirurgia. Não é, por isso, recomendado o início da terapêutica com Dutasterida + Tansulosina Ciclum em doentes programados para a cirurgia às cataratas.

Durante a avaliação pré-cirúrgica, a equipa de cirurgiões e oftalmologistas deverá considerar se os doentes programados para a cirurgia às cataratas estão a ser ou foram medicados com Dutasterida + Tansulosina Ciclum de modo a assegurar que serão tomadas medidas apropriadas para gerir a IFIS durante a cirurgia.

A suspensão da tansulosina 1-2 semanas antes da cirurgia às cataratas é empiricamente considerada vantajosa, mas não foi ainda estabelecido o benefício e a duração da interrupção da terapêutica antes da cirurgia às cataratas.

Cápsulas danificadas

A dutasterida é absorvida pela pele, pelo que mulheres, crianças e adolescentes devem evitar o contacto com cápsulas danificadas (ver secção 4.6). Se existir contacto com cápsulas danificadas, a área de contacto deverá ser imediatamente lavada com água e sabão.

Inibidores do CYP3A4 e do CYP2D6

A administração concomitante de cloridrato de tansulosina com inibidores fortes do CYP3A4 (ex. cetoconazol), ou numa extensão menor, com inibidores fortes do CYP2D6 (ex. paroxetina) pode aumentar a exposição à tansulosina (ver secção 4.5). O cloridrato de tansulosina não é, por isso, então recomendado em doentes a tomar inibidores fortes do CYP3A4 e deve ser utilizado cuidadosamente em doentes a tomar um inibidor moderado do CYP3A4, um inibidor forte a moderado do CYP2D6, uma combinação de ambos os inibidores de CYP3A4 e CYP2D6 ou em doentes conhecidos como metabolizadores fracos do CYP2D6.

Compromisso hepático

Dutasterida/tansulosina não foi estudado em doentes com doença hepática. A administração de Dutasterida + Tansulosina Ciclum a doentes com compromisso hepático ligeiro a moderado deverá ser efetuada com precaução (ver secção 4.2, secção 4.3 e secção 5.2).

Alterações do humor e depressão

Foram notificadas alterações do humor, incluindo humor depressivo, depressão e, menos frequentemente, ideação suicida em doentes tratados com outro inibidor oral da 5-alfa-redutase. Os doentes devem ser informados de que devem procurar aconselhamento médico em caso de ocorrência de algum destes sintomas.

Dutasterida + Tansulosina Ciclum contém sódio Este medicamento contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por cápsula, ou seja, é praticamente “isento de sódio”.

4.5. Interações medicamentosas e outras formas de interação

Não foram realizados estudos de interação medicamentosa com dutasterida/tansulosina. As informações seguintes refletem a informação disponível para os componentes individuais.

Dutasterida

Para informação acerca da diminuição dos níveis séricos de PSA durante o tratamento com dutasterida e orientação no que respeita à deteção do cancro da próstata, ver secção 4.4.

Efeitos de outros fármacos na farmacocinética da dutasterida

A dutasterida é eliminada principalmente por via metabólica. Estudos in vitro indicam que o seu metabolismo é catalisado pelo CYP3A4 e CYP3A5. Não foram efetuados estudos de interação com inibidores potentes do CYP3A4. No entanto, num estudo farmacocinético na população, as concentrações séricas de dutasterida foram em média 1,6 a 1,8 vezes superiores, respetivamente, num pequeno número de doentes tratados concomitantemente com verapamilo ou diltiazem (inibidores moderados do CYP3A4 e inibidores da glicoproteína P) do que em outros doentes.

A associação a longo prazo da dutasterida com fármacos inibidores potentes da enzima CYP3A4 (por ex.: ritonavir, indinavir, nefazodona, itraconazol, cetoconazol por via oral) poderá aumentar as concentrações séricas da dutasterida. Não é provável uma maior inibição da 5-alfa redutase a exposição elevada à dutasterida. No entanto, poder-se-á considerar uma diminuição da frequência de administração da dutasterida se forem observados efeitos adversos. Deverá ter- se em consideração que, em caso de inibição enzimática, o já longo tempo de semivida poderá ser prolongado e demorar mais de 6 meses de terapêutica até que se atinja um novo estado estacionário.

A administração de 12 g de colestiramina uma hora depois de uma administração de dose única de 5 mg de dutasterida não afetou a farmacocinética da dutasterida.

Efeitos da dutasterida na farmacocinética de outros fármacos Num pequeno estudo (N=24) de duas semanas de duração em indivíduos saudáveis, a dutasterida (0,5 mg diários) não teve qualquer efeito sobre a farmacocinética da tansulosina ou terazosina. Não houve também qualquer indicação de interação farmacodinâmica neste estudo.

A dutasterida não tem efeito na farmacocinética da varfarina ou digoxina. Isto indica que a dutasterida não inibe nem induz o CYP2C9 ou o transportador glicoproteína P. Estudos de interação in vitro indicam que a dutasterida não inibe as enzimas CYP1A2, CYP2D6, CYP2C9, CYP2C19 ou CYP3A4.

Tansulosina

A administração concomitante do cloridrato de tansulosina com fármacos que possam reduzir a pressão arterial, incluindo anestésicos, inibidores PDE5 e outros bloqueadores adrenérgicos alfa-1, poderá levar à potenciação dos efeitos hipotensores. Dutasterida/tansulosina não deverá ser utilizada em associação com outros bloqueadores adrenérgicos alfa-1.

A administração concomitante de cloridrato de tansulosina e cetoconazol (um inibidor forte do CYP3A4) resultou num aumento da Cmáx e AUC do cloridrato de tansulosina num fator de 2,2 e 2,8 respetivamente. A administração concomitante de cloridrato de tansulosina e paroxetina (um inibidor forte do CYP2D6) resultou num aumento da Cmáx e AUC do cloridrato de tansulosina num fator de 1,3 e 1,6 respetivamente. Quando administrado concomitantemente com um inibidor forte do CYP3A4, é esperado um aumento semelhante na exposição dos metabolizadores fracos do CYP2D6 quando comparados com os metabolizadores extensos. Os efeitos da administração concomitante de inibidores do CYP3A4 e CYP2D6 com cloridrato de tansulosina não foram avaliados clinicamente, contudo existe um potencial para aumento significativo da exposição à tansulosina (ver secção 4.4).

A administração concomitante de cloridrato de tansulosina (0,4 mg) e cimetidina (400 mg de seis em seis horas durante seis dias) resultou na diminuição da depuração (26%) e no aumento na AUC (44%) do cloridrato de tansulosina. Deverá ser tida precaução na utilização de dutasterida-tansulosina em associação com cimetidina.

Não foi realizado um estudo definitivo de interação medicamentosa entre o cloridrato de tansulosina e a varfarina. Os resultados de estudos limitados in vitro e in vivo são inconclusivos. O diclofenac e a varfarina, no entanto, podem aumentar a taxa de eliminação da tansulosina Deverá ser tida precaução na administração concomitante de varfarina e cloridrato de tansulosina.

Não foram observadas interações quando o cloridrato de tansulosina foi administrado concomitantemente com atenolol, enalapril, nifedipina ou teofilina. A administração concomitante de furosemida origina a diminuição dos níveis plasmáticos da tansulosina, no entanto, não são necessários ajustes posológicos uma vez que os níveis permanecem dentro do intervalo normal.

In vitro, nem o diazepam ou propanolol, triclorometiazida, clormadinona, amitriptilina, diclofenac, glibenclamida e sinvastatina alteram a fração livre da tansulosina no plasma humano. A tansulosina também não altera as frações livres de diazepam, propanolol, triclormetiazida e clormadinona.

4.6. Fertilidade, gravidez e aleitamento

Dutasterida + Tansulosina Ciclum está contraindicado em mulheres. Não foram realizados estudos para investigar o efeito de dutasterida/tansulosina na gravidez, aleitamento e fertilidade. As informações seguintes refletem a informação disponível de estudos para os componentes individuais. (ver secção 5.3). Gravidez

Como com outros inibidores da 5-alfa redutase, a dutasterida inibe a conversão da testosterona em dihidrotestosterona e pode, se for administrada a mulheres grávidas de um feto do sexo masculino, inibir o desenvolvimento da genitália externa do feto (ver secção 4.4). Foram recolhidas pequenas quantidades de dutasterida do sémen de indivíduos tratados com dutasterida. Desconhece-se se o feto masculino pode ser adversamente afetado se a sua mãe estiver exposta ao sémen de um doente sob tratamento com dutasterida (o risco é maior durante as primeiras 16 semanas de gravidez).

Como com todos os inibidores da 5-alfa redutase, quando a parceira de um doente esteja, ou potencialmente possa estar grávida, recomenda-se que o doente evite a exposição da sua parceira ao sémen pela utilização de preservativo.

A administração de cloridrato de tansulosina a ratos e coelhos fêmea grávidas não mostrou evidência de danos no feto.

Para informação sobre dados pré-clínicos, ver secção 5.3.

Amamentação

Não se sabe se a dutasterida ou a tansulosina são excretadas no leite humano.

Fertilidade

Foram notificados efeitos da dutasterida nas características do sémen (redução na contagem total de esperma, volume do ejaculado e motilidade do esperma) em indivíduos saudáveis (ver secção 5.1). Não se pode excluir a possibilidade de redução da fertilidade masculina.

Não foram avaliados os efeitos do cloridrato de tansulosina na contagem ou na função do esperma.

4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não foram realizados estudos sobre os efeitos de dutasterida/tansulosina na capacidade de conduzir ou utilizar máquinas. No entanto, os doentes deverão ser informados sobre a possibilidade de ocorrência de sintomas relacionados com hipotensão ortostática, como tonturas, quando tomarem Dutasterida + Tansulosina Ciclum.

4.8. Efeitos indesejáveis

Os dados aqui apresentados referem-se à administração concomitante de dutasterida e tansulosina da análise de 4 anos do estudo CombAT (Combination of Avodart and Tamsulosin), uma comparação de dutasterida 0,5 mg e tansulosina 0,4 mg uma vez por dia durante quatro anos em administração concomitante ou em monoterapia. A bioequivalência entre dutasterida/tansulosina e a administração concomitante de dutasterida e tansulosina foi demonstrada (ver secção 5.2). Também é apresentada informação sobre o perfil de acontecimentos adversos dos componentes individuais (dutasterida e tansulosina). De salientar que nem todos os acontecimentos adversos notificados com os componentes individuais foram notificados com dutasterida/tansulosina e estes foram incluídos na informação para o prescritor. Os dados de 4 anos do estudo CombAT, mostraram que a incidência de qualquer acontecimento adverso relacionado com o fármaco e avaliado pelo investigador, durante o primeiro, segundo, terceiro e quarto ano de tratamento foi, respetivamente, de 22%, 6%, 4% e 2% para a terapêutica de associação dutasterida + tansulosina, 15%,6%, 3% e 2% para a monoterapia com dutasterida e 13%, 5%, 2% e 2% para a monoterapia com tansulosina. A maior incidência de acontecimentos adversos no grupo da terapêutica de associação no primeiro ano de tratamento deveu-se à maior incidência de doenças dos órgãos genitais, especificamente perturbações da ejaculação observadas neste grupo.

Os acontecimentos adversos, relacionadas com o fármaco e avaliadas pelo investigador, foram notificadas com uma incidência maior ou igual a 1% durante o primeiro ano de tratamento na análise do Estudo CombAT, ensaios clínicos em monoterapia para HBP e estudo REDUCE, sendo referidas na tabela seguinte. Adicionalmente, os efeitos indesejáveis para a tansulosina referidos são baseados em informação disponível no domínio público. As frequências dos acontecimentos adversos podem aumentar quando a terapêutica de associação é utilizada.

Frequência das reações adversas identificadas nos ensaios clínicos:

Frequentes: (≥1/100, <1/10), Pouco frequentes (≥1/1.000, <1/100), Raros (≥1/10.000, <1/1.000), Muito raros (<1/10.000). Em cada classe de sistemas de órgãos, os efeitos indesejáveis são apresentados por ordem decrescente de gravidade

Classes de Sistemas Reações adversas Dutasterida+ Dutasterida Tansulosinac de Órgãos tansulosinaa Doenças do sistema Síncope - - Raro nervoso Tonturas Frequente - Frequente Cefaleias - - Pouco frequente Cardiopatias Insuficiência cardíaca Pouco frequente Pouco frequented (Termo composto1) Palpitações - - Pouco frequente Vasculopatias Hipotensão ortostática - - Pouco frequente Doenças respiratórias, Rinite - - Pouco frequente torácicas e do mediastino Doenças Obstipação - - Pouco frequente gastrointestinais Diarreia - - Pouco frequente Náuseas - - Pouco frequente Vómitos - - Pouco frequente Afeções dos tecidos Angioedema - - Raro cutâneos e subcutâneos Síndrome de Stevens- - - Muito raro Johnson Urticária - - Pouco frequente Erupção cutânea - - Pouco frequente Prurido - - Pouco frequente Doenças dos órgãos Priapismo - - Muito raro genitais e da mama Impotência3 Frequente Frequenteb - Libido alterada Frequente Frequenteb - (diminuída)3 Perturbações da Frequente Frequenteb Frequente ejaculação3^ Afeções mamárias2 Frequente Frequenteb - Perturbações gerais e Astenia - - Pouco frequente alterações no local de administração a Dutasterida + tansulosina: do estudo CombAT – as frequências destes acontecimentos adversos diminuem ao longo do tempo de tratamento, desde o ano 1 até ao ano 4. b Dutasterida: dos estudos clínicos em monoterapia para a HBP. c Tansulosina: do “Core Safety Profile” europeu para a tansulosina. d Estudo REDUCE (ver secção 5.1). 1 O termo composto da insuficiência cardíaca engloba insuficiência cardíaca congestiva, insuficiência cardíaca, insuficiência do ventrículo esquerdo, insuficiência cardíaca aguda, choque cardiogénico, insuficiência do ventrículo esquerdo aguda, insuficiência do ventrículo direito, insuficiência do ventrículo direito aguda, insuficiência ventricular, insuficiência cardiopulmonar, cardiomiopatia congestiva. 2 Inclui hipersensibilidade dolorosa da mama e aumento de volume da mama. 3 Estes acontecimentos adversos sexuais estão associados à terapêutica com dutasterida (incluindo monoterapia e associação com tansulosina). Estes acontecimentos adversos podem persistir após a suspensão do tratamento. O papel da dutasterida nesta persistência é desconhecido. ^ Inclui a diminuição do volume de sémen

OUTROS DADOS

O estudo REDUCE revelou uma maior incidência de cancro da próstata Gleason 8-10 em homens tratados com dutasterida em comparação com placebo (ver secções 4.4 e 5.1). Não foi estabelecido se o efeito da dutasterida para reduzir o volume da próstata ou fatores associados ao estudo, afetaram os resultados deste estudo.

Nos ensaios clínicos e na utilização no período de pós-comercialização foi notificado: cancro da mama nos homens (ver secção 4.4).

Dados do período pós-comercialização

Os acontecimentos adversos da experiência mundial pós-comercialização são identificados a partir de notificações espontâneas; assim é desconhecida a incidência real.

Dutasterida

Doenças do sistema imunitário Desconhecido: Reações alérgicas, incluindo erupções cutâneas, prurido, urticária, edema localizado e angioedema.

Perturbações do foro psiquiátrico Desconhecido: Depressão

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos Pouco frequentes: Alopecia (perda primária de pelos do corpo), hipertricose.

Doenças dos órgãos genitais e da mama Desconhecido: dor e tumefação testicular

Tansulosina

Durante a vigilância pós-comercialização, notificações de Síndrome de Íris Flácida Intraoperatória (IFIS), uma variante da síndrome da pupila pequena, durante a cirurgia às cataratas, foram associadas à terapêutica com bloqueador alfa-1, incluindo tansulosina (ver secção 4.4). Adicionalmente foram notificadas, em associação com a utilização de tansulosina, fibrilhação auricular, arritmia, taquicardia, dispneia, epistaxe, visão turva, deficiência visual, eritema multiforme, dermatite esfoliativa, distúrbio na ejaculação, ejaculação retrógrada, falha na ejaculação e boca seca. A frequência dos acontecimentos e a relação causal da tansulosina não podem ser determinadas com segurança.

Notificação de suspeitas de reações adversas A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.:

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]

4.9. Sobredosagem

Não existem dados relativos à sobredosagem com dutasterida/tansulosina. As informações seguintes refletem a informação disponível para os componentes individuais.

Dutasterida

Em estudos realizados em voluntários, foram administradas durante 7 dias, doses únicas diárias de dutasterida até 40 mg/dia (80 vezes superior à dose terapêutica) sem preocupações de segurança significativas. Em estudos clínicos, foram administradas doses de 5 mg por dia durante 6 meses sem que se tenham observado efeitos adversos adicionais aos observados com doses terapêuticas de 0,5 mg. Não existe antídoto específico para a dutasterida, pelo que se existirem suspeitas de sobredosagem, deverá ser empregue tratamento sintomático e de suporte apropriado.

Tansulosina

Foram notificados casos de sobredosagem aguda com 5 mg de cloridrato de tansulosina. Foram observadas hipotensão aguda (pressão sanguínea sistólica abaixo de 70 mmHg), vómitos e diarreia, tendo sido tratadas com substituição de fluidos podendo o doente ter alta no próprio dia. Caso ocorra hipotensão aguda após sobredosagem, deve ser dado apoio cardiovascular. A pressão arterial pode ser restabelecida e o ritmo cardíaco pode voltar ao normal, deitando o doente. Se isto não ajudar, então podem ser utilizados expansores de volume e, se necessário, vasopressores. A função renal deve ser monitorizada e devem ser aplicadas medidas gerais de suporte. É pouco provável que a diálise seja útil, uma vez que a tansulosina se liga fortemente às proteínas plasmáticas.

Poderão ser adotadas medidas como emese para impedir a absorção. Se estiverem envolvidas grandes quantidades do medicamento, pode efetuar-se uma lavagem gástrica e administrar-se carvão ativado e um laxante osmótico, tal como o sulfato de sódio.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1. Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 7.4.2.1 – Aparelho geniturinário, Outros medicamentos usados em disfunções geniturinárias, Medicamentos usados nas perturbações da micção, Medicamentos usados na retenção urinária, código ATC: G04CA52

Dutasterida-tansulosina é uma associação de dois fármacos: dutasterida, duplo inibidor da 5 alfa-redutase (5ARI) e cloridrato de tansulosina, um antagonista dos adrenoreceptores α1a e α1d. Estes fármacos têm mecanismos de ação complementares que melhoram rapidamente os sintomas, o fluxo urinário e reduzem o risco de retenção urinária aguda (RUA) e a necessidade de cirurgia relacionada com HBP.

A dutasterida inibe ambos os tipos 1 e 2, das isoenzimas 5 alfa-redutase, responsáveis pela conversão da testosterona em dihidrotestosterona (DHT). A DHT é um androgénio responsável primariamente pelo crescimento da próstata e desenvolvimento de HBP. A tansulosina inibe os recetores adrenérgicos α1a e α1d do músculo liso do estroma da próstata e do colo da bexiga. Aproximadamente 75% dos recetores α 1 da próstata são do subtipo α1a.

Dutasterida co-administrada com tansulosina

As seguintes afirmações refletem as informações disponíveis sobre a terapêutica de coadministração de dutasterida e tansulosina.

Dutasterida 0,5 mg/dia (n = 1.623), tansulosina 0,4 mg/dia (n = 1.611) ou a coadministração de dutasterida 0,5 mg e tansulosina 0,4 mg (n = 1.610) foram avaliadas em indivíduos masculinos com sintomas moderados a graves de HBP com próstatas ≥30ml e valores de PSA dentro do intervalo 1,5 - 10 ng/ml num estudo com duração de 4 anos, multicêntrico, multinacional, aleatorizado, em dupla ocultação, de grupo paralelo. Aproximadamente 53% dos indivíduos foram previamente expostos a um tratamento com inibidores da 5-alfa redutase ou bloqueadores alfa-1. O objetivo de eficácia primário durante os primeiros 2 anos de tratamento foi a alteração na International Prostate Symptom Score (IPSS), um questionário de 8 itens, baseado na AUA- SI com uma questão adicional sobre qualidade de vida. Os objetivos de eficácia secundários aos 2 anos incluíram o fluxo urinário máximo (Qmax) e o volume da próstata. A associação atingiu significância no IPSS ao Mês 3 comparativamente à dutasterida e ao Mês 9 comparativamente à tansulosina. Para o Qmax a associação atingiu significância ao Mês 6 comparativamente a ambos dutasterida e tansulosina.

A associação de dutasterida e tansulosina proporciona melhorias superiores nos sintomas que cada componente em separado. Após 2 anos de tratamento, a terapêutica de associação mostrou uma melhoria média ajustada estatisticamente significativa na pontuação de sintomas a partir dos valores iniciais, de -6,2 pontos.

A melhoria na média ajustada da taxa de fluxo desde o início foi de 2,4 ml/seg para a terapia de coadministração, 1,9 ml/seg para a dutasterida e 0,9 ml/seg para a tansulosina. A melhoria na média ajustada do Índice de Impacto da HBP (BII) em relação ao valor basal foi de -2,1 unidades para a terapia de coadministração, -1,7 para a dutasterida e -1,5 para a tansulosina. Estas melhorias na taxa de fluxo e BII foram estatisticamente significativas para a terapêutica de associação comparada com ambas as monoterapias.

A redução no volume total da próstata e no volume da zona de transição após 2 anos de tratamento foi estatisticamente significativa para a terapêutica de associação comparada com a monoterapia de tansulosina isoladamente. O objetivo de eficácia primário aos 4 anos de tratamento foi o tempo para o primeiro acontecimento de RUA ou de cirurgia relacionada com a HBP. Após 4 anos de tratamento, a terapêutica de associação reduziu com significado estatístico o risco de RUA ou de cirurgia relacionada com a HBP (65,8% de redução no risco p<0,001 [IC 95%, 54,7% a 74,1%]) comparativamente à monoterapia com tansulosina. A incidência de RUA ou de cirurgia relacionada com a HBP no Ano 4 foi de 4,2% para a terapêutica de associação e de 11,9% para a tansulosina (p<0,001). Comparativamente à monoterapia com dutasterida, a associação terapêutica reduziu o risco de RUA ou de cirurgia relacionada com a HBP em 19,6% (p=0,18 [IC 95% - 10,9% a 41,7%]). A incidência de RUA ou de cirurgia relacionada com a HBP no Ano 4 foi de 4,2% para a associação terapêutica e 5,2% para dutasterida.

Os objetivos de eficácia secundários após 4 anos de tratamento incluíram tempo para progressão clínica (definido como composto por: deterioração IPSS em ≥ 4 pontos, acontecimentos de RUA relacionados com HBP, incontinência, infeção das vias urinárias (IVU), e insuficiência renal) alteração no International Prostate Symptom Score (IPSS), fluxo urinário máximo (Qmax) e volume da próstata. O IPSS é um questionário de 8 itens, baseado na AUA-SI com uma questão adicional sobre qualidade de vida. São referidos de seguida os resultados de 4 anos de tratamento:

Parâmetro Ponto temporal Associação Dutasterida Tansulosina RUA ou cirurgia Incidência ao Mês 48 4,2 5,2 11,9a relacionada com a HBP (%) Progressão clínica* (%) Mês 48 12,6 17,8b 21,5a IPSS (unidades) [Valor basal] [16,6] [16,4] [16,4] Mês 48 (Alteração a -6,3 -5,3b -3,8a partir do valor basal) Qmax (ml/seg) [Valor basal] [10,9] [10,6] [10,7] Mês 48 (Alteração a 2,4 2,0 0,7a partir do valor basal) Volume da próstata (ml) [Valor basal] [54,7] [54,6] [55,8] Mês 48 (Alteração a -27,3 -28,0 +4,6a partir do valor basal) Volume da zona de [Valor basal] [27,7] [30,3] [30,5] transição prostática (ml)# Mês 48 (Alteração a -17,9 -26,5 18,2a partir do valor basal) Índice de impacto da HBP [Valor basal] [5,3] [5,3] [5,3] (BII) (unidades) Mês 48 (Alteração a -2,2 -1,8 b -1,2a partir do valor basal) IPSS Questão 8 (Estado de [Valor basal] [3,6] [3,6] [3,6] Saúde relacionado com a Mês 48 (Alteração a -1,5 -1,3b -1,1a HBP) (unidades) partir do valor basal) Os valores basais são valores médios e as alterações ao valor basal são alterações médias ajustadas. *A progressão clínica foi definida como composto por: deterioração IPSS ≥ 4 pontos, acontecimentos de RUA relacionados com HBP, incontinência, IVU e insuficiência renal. # Medido em locais selecionados (13% dos doentes aleatorizados) a A associação atingiu significância (p<0,001) versus tansulosina ao Mês 48 b A associação atingiu significância (p<0,001) versus dutasterida ao Mês 48

Dutasterida

Foram avaliadas doses de 0,5 mg/dia de dutasterida ou placebo em 4325 indivíduos com sintomas moderados a graves de HBP, com próstatas ≥ 30 ml e um valor de PSA entre 1,5-10 ng/ml em três estudos de eficácia primária com a duração de 2 anos, multicêntricos, multinacionais, controlados com placebo e em dupla ocultação. Os estudos continuaram com uma extensão aberta até aos 4 anos com todos os doentes que permaneceram no estudo tratados com a mesma dose de dutasterida de 0,5 mg. 37% dos doentes que inicialmente tomaram placebo e 40% dos doentes que tomaram dutasterida permaneceram no estudo ao fim de 4 anos. A maioria (71%) dos 2.340 indivíduos incluídos nos estudos de extensão abertos, completaram os 2 anos adicionais de tratamento aberto.

Os parâmetros de eficácia clínica mais importantes foram o Índice de Sintomas da Associação Americana de Urologia (AUA-SI), o fluxo urinário máximo (Qmax) e a incidência de retenção urinária aguda e cirurgia relacionada com a HBP.

O AUA-SI é um questionário de sete itens sobre sintomas relacionados com a HBP, com uma pontuação máxima de 35 pontos. No início dos estudos a pontuação média foi de aproximadamente 17 pontos. Após seis meses, um e dois anos de tratamento, o grupo placebo teve uma melhoria média de 2,5, 2,5 e 2,3 pontos respetivamente, enquanto o grupo tratado com dutasterida melhorou 3,2, 3,8 e 4,5 pontos respetivamente. As diferenças entre os grupos foram estatisticamente significativas. A melhoria no AUA-SI, observada durante os primeiros 2 anos de tratamento em dupla-ocultação, foi mantida durante os 2 anos adicionais dos estudos de extensão abertos.

Qmax (Fluxo Urinário Máximo)

O valor basal médio de Qmax para os estudos foi de, aproximadamente 10 ml/seg. (Qmax normal ≥15 ml/seg.). Após um e dois anos de tratamento, o fluxo no grupo placebo melhorou, respetivamente em 0,8 e 0,9 ml/seg e 1,7 e 2,0 ml/seg no grupo dutasterida. A diferença entre os grupos foi estatisticamente significativa desde o Mês 1 até ao Mês 24. O aumento do fluxo urinário máximo, observado durante os primeiros 2 anos de tratamento em dupla-ocultação, foi mantido durante os 2 anos adicionais dos estudos de extensão abertos.

Retenção Urinária Aguda (RUA) e Intervenção Cirúrgica

Após dois anos de tratamento, a incidência de RUA foi de 4,2% no grupo placebo contra 1,8% no grupo dutasterida (57% de redução de risco). Esta diferença é estatisticamente significativa e indica que 42 doentes (IC 95% 30-73) necessitam de ser tratados durante dois anos para se evitar um caso de RUA.

A incidência de intervenções cirúrgicas relacionadas com HBP após dois anos foi de 4,1% no grupo placebo e de 2,2% no grupo tratado com dutasterida (48% de redução do risco). Esta diferença é estatisticamente significativa e indica que 51 doentes (IC 95% 33-109) necessitam de ser tratados durante dois anos para evitar uma intervenção cirúrgica.

Distribuição capilar

O efeito da dutasterida na distribuição capilar não foi formalmente estudado durante o programa de Fase III, no entanto, os inibidores da 5-alfa redutase poderão reduzir a perda de cabelo e induzir o crescimento capilar em indivíduos com padrão masculino de perda de cabelo (alopecia androgenética masculina).

Função da Tiroide

A função da tiroide foi avaliada num estudo de um ano em indivíduos saudáveis. Os níveis de tiroxina livre mantiveram-se estáveis durante o tratamento com dutasterida mas os níveis de TSH estiveram ligeiramente aumentados (em 0,4 mcUI/ml) comparativamente ao placebo no final de um ano de tratamento. No entanto, como os níveis de TSH eram variáveis, os valores médios de TSH (1,4- 1,9 mcUI/ml) permaneceram dentro dos limites normais (0,5-5/6 mcUI/ml), os níveis de tiroxina livre permaneceram estáveis dentro dos valores normais e semelhantes entre o grupo placebo e o tratado com dutasterida, as variações da TSH não foram consideradas clinicamente significativas. Em todos os estudos clínicos não houve evidência de que a dutasterida afetasse o funcionamento da tiroide.

Neoplasia da mama

Nos ensaios clínicos de 2 anos, correspondendo a 3.374 doentes anos de exposição à dutasterida e na altura do registo para a extensão de 2 anos em ensaio aberto foram notificados 2 casos de cancro da mama em doentes tratados com dutasterida e um caso num doente que recebeu placebo. No estudo clínico CombAT 4 anos e no estudo REDUCE, correspondendo a 17.489 doentes anos de exposição à dutasterida e 5.027 doentes anos de exposição à associação dutasterida e tansulosina, não foram notificados casos de cancro da mama, em nenhum dos grupos de tratamento.

Dois estudos epidemiológicos em casos de controlo, um realizado nos EUA (n = 339 casos de cancro de mama e n = 6.780 controlos) e outro num banco de dados no Reino Unido (n = 398 casos de cancro de mama e n = 3.930 controlos), não mostraram um aumento no risco de desenvolver cancro da mama masculino com o uso de 5 IRAs (ver secção 4.4). Os resultados do primeiro estudo não identificaram uma associação positiva para o cancro de mama masculino (risco relativo para ≥ 1 ano de uso antes do diagnóstico de cancro de mama em comparação com <1 ano de uso: 0,70: IC 95% 0,34, 1,45). No segundo estudo, a relação estimada para o cancro de mama associado ao uso de 5 IRAs em comparação com o não uso foi de 1,08: IC95% 0,62, 1,87). Atualmente, não está esclarecido se existe uma relação causal entre a ocorrência de cancro da mama nos homens e o uso prolongado de dutasterida.

Efeitos na fertilidade masculina

Os efeitos da dutasterida 0,5 mg/dia nas características do sémen foram avaliados em voluntários saudáveis com idades compreendidas entre os 18 e os 52 anos (n=27 dutasterida, n=23 placebo) durante 52 semanas de tratamento e 24 semanas de seguimento pós-tratamento. Às 52 semanas, a redução percentual média desde os valores basais na contagem total de esperma, volume do ejaculado e motilidade do esperma foi de 23%, 26% e 18%, respetivamente, no grupo da dutasterida, quando ajustado às alterações desde os valores basais no grupo placebo. A concentração e morfologia espermáticas não foram afetadas. Após 24 semanas de seguimento, a alteração percentual média na contagem total de esperma no grupo da dutasterida permaneceu 23% inferior ao valor basal. Enquanto os valores médios para todos os valores do sémen, em todos os pontos temporais, permaneceram dentro dos valores normais e não cumpriram os critérios pré-definidos para alteração clínica significativa (30%), dois indivíduos no grupo dutasterida apresentaram reduções na contagem de esperma superiores a 90% do valor basal às 52 semanas, com recuperação parcial às 24 semanas de seguimento. Não se pode excluir a possibilidade de redução da fertilidade masculina.

Efeitos adversos cardiovasculares

Num estudo da HBP a 4 anos com dutasterida em associação à tansulosina em 4844 homens (o estudo CombAT) a incidência do termo composto insuficiência cardíaca no grupo com a associação (14/1610, 0,9%) foi mais elevada do que em qualquer dos grupos em monoterapia: dutasterida, (4/1623, 0,2%) e tansulosina, (10/1611, 0,6%).

Num outro estudo a 4 anos em 8231 homens com idades entre os 50 a 75 anos, com biópsia prévia negativa para o cancro da próstata e valores basais de PSA entre 2,5 ng/ml e 10,0 ng/ml no caso de homens de 50 a 60 anos de idade, ou 3 ng/ml e 10,0 ng/ml no caso de homens com mais de 60 anos de idade) (o estudo REDUCE), houve uma maior incidência do termo composto insuficiência cardíaca nos indivíduos que tomaram dutasterida 0,5 mg uma vez por dia (30/4105, 0,7%) em comparação com os indivíduos que tomaram placebo (16/4126, 0,4%). A análise subsequente do estudo mostrou uma maior incidência do termo composto insuficiência cardíaca nos indivíduos a tomar dutasterida e um bloqueador alfa-1 concomitantemente (12/1152, 1,0%), em comparação com os indivíduos a tomar dutasterida e sem bloqueador alfa-1 (18/2953, 0,6%), placebo e um bloqueador alfa (1/1399, <0,1%), ou placebo e sem bloqueador alfa-1 (15/2727, 0,6%).

Numa meta-análise de 12 estudos clínicos randomizados, controlados por placebo ou comparador (n = 18.802) que avaliaram os riscos de desenvolver efeitos adversos cardiovasculares através do uso de dutasterida (por comparação com controlos), não foram encontrados nenhum aumento estatisticamente significativo consistente num risco de insuficiência cardíaca (RR 1,05; 95% CI 0,71, 1,57), enfarte agudo do miocárdio (RR 1,00; IC 95% 0,77, 1,30) ou AVC (RR 1,20; IC 95% 0,88, 1,64).

Cancro da próstata e tumores de grau elevado

Numa comparação a 4 anos de placebo e dutasterida em 8.231 homens com idades entre os 50 a 75 anos, com biópsia prévia negativa para o cancro da próstata e valores basais de PSA entre 2,5 ng/ml e 10,0 ng / ml no caso de homens de 50 a 60 anos de idade, ou 3 ng/ml e 10,0 ng/ml no caso de homens com mais de 60 anos de idade) (o estudo REDUCE), 6.706 indivíduos tinham na biópsia por aspiração de próstata (principal protocolo exigido) os dados disponíveis para determinação da pontuação Gleason. Diagnosticaram-se 1517 indivíduos com cancro da próstata. A maioria dos cancros da próstata biópsia-detetáveis em ambos os grupos de tratamento foram diagnosticados como de baixo grau (Gleason 5-6, 70%).

Houve uma maior incidência de cancros da próstata Gleason 8-10 no grupo da dutasterida (n = 29, 0,9%) em comparação com o grupo placebo (n = 19, 0,6%) (p = 0,15). Nos anos 1-2, o número de indivíduos com cancro Gleason 8-10 foi semelhante no grupo dutasterida (n = 17, 0,5%) e no grupo placebo (n = 18,0,5%). Nos anos 3-4, foram diagnosticados mais cancros Gleason 8-10 no grupo dutasterida (n = 12, 0,5%) do que no grupo placebo (n = 1, <0,1%) (p = 0,0035). Não existem dados disponíveis sobre o efeito da dutasterida para além de 4 anos em homens com risco de cancro da próstata. A percentagem de indivíduos diagnosticados com cancro Gleason 8-10 foi consistente ao longo dos períodos de tempo do estudo (Anos 1-2 e Anos 3-4) no grupo dutasterida (0,5% em cada período de tempo), enquanto que no grupo placebo, a percentagem de indivíduos diagnosticados com cancro Gleason 8-10 foi menor durante os 3-4 anos do que nos anos 1-2 (< 0,1% versus 0,5%, respetivamente) (ver secção 4.4). Não houve diferença na incidência de cancro Gleason 7-10 p = 0,81).

O estudo de acompanhamento adicional de 2 anos do estudo REDUCE não identificou novos casos de cancro de próstata Gleason 8-10.

Num estudo da HBP a 4 anos (CombAT), cujo protocolo não exigia biópsias e todos os diagnósticos de cancro da próstata foram baseados em biópsias justificadas, as taxas de cancro Gleason 8-10 foram (n = 8, 0,5%) para a dutasterida, (n = 11, 0,7%) para a tansulosina e (n = 5, 0,3%) para a terapêutica de associação.

Quatro estudos epidemiológicos diferentes de base populacional (dois deles baseados numa população total de 174.895, um numa população de 13.892 e um numa população de 38.058) mostraram que o uso de inibidores da 5-alfa-redutase não está associado com a ocorrência de cancro da próstata de alto grau, nem com cancro da próstata, ou mortalidade.

A relação entre a dutasterida e o cancro da próstata de grau elevado não é clara.

Efeitos na função sexual: Os efeitos da dustaterida/tansulosina na função sexual foram avaliados num estudo em dupla ocultação, controlados com placebo em homens sexualmente ativos com HBP (n = 243 dutasterida/tansulosina, n = 246 placebo). Foi observada uma maior redução estatisticamente significativa (p <0,001) (piora) na pontuação do Men's Sexual Health Questionnaire (MSHQ) em 12 meses no grupo de combinação. A redução foi principalmente relacionada com um agravamento dos domínios de ejaculação e satisfação geral em vez dos domínios de ereção. Estes efeitos não afetaram a perceção dos participantes do estudo de dutasterida/tansulosina, que foi avaliado com uma maior satisfação estatisticamente significativa ao longo de 12 meses em comparação com o placebo (p <0,05). Neste estudo, os efeitos adversos sexuais ocorreram durante os 12 meses de tratamento e aproximadamente metade destes resolveram-se dentro de 6 meses após o tratamento.

Sabe-se que a combinação de dutasterida/tansulosina e monoterapia com dutasterida causam efeitos adversos na função sexual (ver secção 4.8).

Como observado em outros estudos clínicos, incluindo CombAT e REDUCE, a incidência de efeitos adversos relacionados à função sexual diminui com o tempo da terapêutica continuada.

Tansulosina

A tansulosina aumenta a taxa máxima de fluxo urinário. Alivia a obstrução por relaxamento do músculo liso prostático e uretral, melhorando os sintomas de esvaziamento. Melhora também os sintomas de armazenamento nos quais a instabilidade da bexiga tem um papel importante. Estes efeitos nos sintomas de armazenamento e esvaziamento também se mantêm durante a terapêutica a longo prazo. A necessidade de cirurgia e cateterismo é significativamente adiada.

Os antagonistas dos adrenoreceptores alfa-1 podem reduzir a pressão arterial através da diminuição da resistência periférica. Não foi observada redução clinicamente significativa na pressão arterial, durante os estudos com tansulosina.

5.2. Propriedades farmacocinéticas

Foi demonstrada bioequivalência entre a dutasterida/tansulosina e a administração concomitante com cápsulas de dutasterida e tansulosina em separado.

O estudo de bioequivalência de dose única foi realizado em jejum e no período pósprandial. Foi observada uma redução de 30% na Cmax do componente tansulosina da associação dutasterida/tansulosina no período pós-prandial comparado com o jejum. Os alimentos não tiveram qualquer efeito na AUC da tansulosina.

Absorção

Dutasterida O tempo necessário para atingir o pico de concentração sérica após administração oral de uma dose única de 0,5 mg de dutasterida é de 1 a 3 horas. A biodisponibilidade absoluta é aproximadamente 60%. A biodisponibilidade da dutasterida não é afetada pelos alimentos.

Tansulosina A tansulosina é absorvida ao nível do intestino e a sua biodisponibilidade é quase completa. Tanto a taxa como a extensão da absorção da tansulosina são reduzidas quando tomada nos 30 minutos após uma refeição. A uniformidade da absorção pode ser assegurada pelo doente tomando sempre Dutasterida + Tansulosina Ciclum após a mesma refeição. A tansulosina apresenta exposição plasmática proporcional à dose. As concentrações plasmáticas máximas são atingidas em aproximadamente 6 horas após uma dose única de tansulosina tomada após uma refeição completa, sendo o estado estacionário atingido ao 5º dia de doses múltiplas, quando a Cmax média nos doentes é cerca de dois terços mais elevada do que a atingida após uma dose única. Apesar de este facto ter sido observado apenas em doentes idosos, também se espera o mesmo resultado em doentes mais jovens.

Distribuição

Dutasterida A dutasterida tem um grande volume de distribuição (300 a 500 l) e uma elevada ligação às proteínas plasmáticas (>99,5%). Após administração diária, as concentrações séricas da dutasterida atingem 65% da concentração do estado estacionário após 1 mês e aproximadamente 90% após 3 meses. As concentrações séricas em estado estacionário (Css) de aproximadamente 40 ng/ml são atingidas após 6 meses de tratamento com doses diárias de 0,5 mg. A distribuição da dutasterida do soro para o sémen é em média de 11,5%.

Tansulosina Em seres humanos, a tansulosina liga-se em cerca de 99% às proteínas plasmáticas. O volume de distribuição é pequeno (cerca de 0,2 l/kg).

Biotransformação

Dutasterida A dutasterida é extensamente metabolizada in vivo. A dutasterida é metabolizada in vitro pelo citocromo P450 3A4 e 3A5 em três metabolitos monohidroxilados e um metabolito dihidroxilado.

Após administração oral de 0,5 mg/dia de dutasterida até ao estado estacionário, 1,0% a 15,4% (5,4% de valor médio) da dose administrada é excretada como dutasterida inalterada nas fezes. O restante é excretado nas fezes na forma de 4 metabolitos principais, compreendendo cada um 39%, 21%, 7% e 7% de material relacionado com o fármaco e 6 metabolitos secundários (menos de 5% cada). Apenas vestígios de dutasterida inalterada (menos de 0,1% da dose) são detetados na urina humana.

Tansulosina Não existe bioconversão enantiomérica de cloridrato de tansulosina [isómero R(-)] para o isómero S(+) em humanos. O cloridrato de tansulosina é extensamente metabolizado pelas enzimas do citocromo P450 no fígado e menos de 10% da dose é excretada na urina inalterada. No entanto, não foi estabelecido o perfil farmacocinético dos metabolitos no ser humano. Os resultados in vitro indicam que o CYP3A4 e o CYP2D6 estão envolvidos no metabolismo da tansulosina tal como uma participação menor de outras isoenzimas CYP. A inibição de enzimas hepáticas metabolizadoras de fármacos poderá originar exposição aumentada à tansulosina (ver secção 4.4 e 4.5). Os metabolitos do cloridrato de tansulosina são sujeitos a conjugação extensiva para glucoronido ou sulfato antes da excreção renal.

Eliminação

Dutasterida A eliminação da dutasterida é dose dependente e o processo pode ser descrito por duas vias de eliminação paralelas, uma saturável a concentrações clínicas significativas e a outra não saturável. Em concentrações séricas baixas (menores que 3 ng/ml), a dutasterida é rapidamente eliminada por ambas as vias de eliminação, dose dependente e dose independente. Doses únicas ≤ 5 mg apresentaram uma eliminação rápida e um tempo de semivida curto de 3 a 9 dias. Em concentrações terapêuticas, após administração repetida de 0,5 mg/dia, a via de eliminação linear mais lenta é a dominante e o tempo de semivida é de aproximadamente 3 a 5 semanas.

Tansulosina A tansulosina e os seus metabolitos são excretados principalmente na urina com cerca de 9% da dose estando presente na forma de substância ativa inalterada.

Após administração intravenosa ou oral da formulação de libertação imediata, a semivida de eliminação da tansulosina no plasma varia de 5 a 7 horas. Devido à farmacocinética de absorção de taxa-controlada com as cápsulas de libertação modificada, a semivida de eliminação aparente da tansulosina quando tomada após a refeição é aproximadamente 10 horas e de aproximadamente 13 horas no estado estacionário.

Idosos

Dutasterida As propriedades farmacocinéticas da dutasterida foram estudadas em 36 indivíduos saudáveis com idades entre 24 e 87 anos, após administração de dose única de 5 mg de dutasterida. Não se observou influência significativa da idade na exposição à dutasterida, mas o tempo de semivida foi mais curto em indivíduos de idade inferior a 50 anos. O tempo de semivida não foi estatisticamente diferente comparando o grupo com idades entre 50-69 anos e o grupo de idade superior a 70 anos.

Tansulosina Um estudo cruzado de comparação da exposição global do cloridrato de tansulosina (AUC) e semivida indica que a disposição farmacocinética do cloridrato de tansulosina poderá ser ligeiramente prolongada nos homens idosos comparado com voluntários jovens e saudáveis. A depuração intrínseca é independente da ligação do cloridrato de tansulosina à AAG, mas diminui com a idade, resultando numa exposição global 40% mais elevada (AUC) em indivíduos com idades entre 55 e 75 anos comparado com indivíduos com idade entre 20 e 32 anos.

Compromisso renal

Dutasterida Não foram estudados os efeitos do compromisso renal na farmacocinética da dutasterida. No entanto, no estado estacionário, menos de 0,1% de uma dose de 0,5 mg de dutasterida é recuperada na urina, assim, não é esperado um aumento clinicamente significativo nas concentrações plasmáticas da dutasterida em doentes insuficientes renais (ver secção 4.2).

Tansulosina A farmacocinética do cloridrato de tansulosina foi comparada em 6 indivíduos com compromisso renal ligeiro a moderado (30 ≤ CLcr < 70 ml/min/1,73m2) ou moderado a grave (10 ≤ CLcr < 30 ml/min/1,73m2) e em 6 indivíduos saudáveis (CLcr > 90 ml/min/1,73m2). Enquanto que foi observada uma alteração na concentração plasmática global do cloridrato de tansulosina em resultado da ligação alterada à AAG, a concentração de cloridrato de tansulosina livre (ativo), tal como a depuração intrínseca, permaneceram relativamente constantes. Assim, os doentes com compromisso renal não requerem um ajustamento da dose do cloridrato de tansulosina cápsulas. No entanto, não foram estudados os doentes com doença renal terminal (CLcr < 10 ml/min/1,73m2).

Compromisso hepático

Dutasterida Não foram estudados os efeitos do compromisso hepático na farmacocinética da dutasterida (ver secção 4.3). Devido ao facto da dutasterida ser eliminada principalmente por via metabólica, é esperado que os níveis plasmáticos da dutasterida estejam elevados nestes doentes e que o tempo de semivida da dutasterida seja prolongado (ver secção 4.2 e secção 4.4).

Tansulosina A farmacocinética do cloridrato de tansulosina foi comparada em 8 indivíduos com compromisso hepático moderado (classificação Child-Pugh’s: Grau A e B) e 8 indivíduos saudáveis. Enquanto que foi observada uma alteração na concentração plasmática global do cloridrato de tansulosina em resultado da ligação alterada à AAG, a concentração de cloridrato de tansulosina livre (ativo) não alterou significativamente com uma pequena alteração (32%) na depuração intrínseca do cloridrato de tansulosina livre. Assim, os doentes com compromisso hepático moderado não requerem um ajuste da dose do cloridrato de tansulosina. O cloridrato de tansulosina não foi estudado em doentes com compromisso hepático grave.

5.3. Dados de segurança pré clinica

Não foram realizados estudos pré-clínicos com dutasterida/tansulosina. A dutasterida e o cloridrato de tansulosina individualmente foram extensamente avaliados em testes de toxicidade animal e os resultados foram consistentes com as ações farmacológicas conhecidas dos inibidores da 5-alfa redutase e bloqueadores adrenérgicos alfa-1. As informações seguintes refletem a informação disponível para os componentes individuais.

Dutasterida

Os estudos atuais de toxicidade geral, genotoxicidade e carcinogenicidade não demonstraram riscos específicos para o ser humano.

Os estudos de toxicidade reprodutora em ratos machos mostraram uma diminuição do peso da próstata e vesículas seminais, diminuição da secreção das glândulas genitais acessórias e redução nos índices de fertilidade (causada pelo efeito farmacológico da dutasterida). Não é conhecida a relevância clínica destes achados.

Como com outros inibidores da 5-alfa redutase, observou-se feminização dos fetos macho de ratos e coelhos quando a dutasterida foi administrada durante a gestação. Foi encontrada dutasterida no sangue de ratos fêmea após acasalamento com machos tratados com dutasterida. Quando a dutasterida foi administrada durante a gestação de primatas, não ocorreu feminização dos fetos macho a concentrações sanguíneas suficientes para ultrapassar aquelas que poderão ocorrer por via do sémen humano. Não é provável que os fetos machos possam ser adversamente afetados após transferência seminal da dutasterida.

Tansulosina Os estudos de toxicidade geral ou genotoxicidade não mostraram qualquer risco particular para o ser humano para além daqueles relacionados com as propriedades farmacológicas da tansulosina.

Nos estudos de carcinogenicidade em ratos e murganhos, o cloridrato de tansulosina promoveu um aumento da incidência de alterações proliferativas nas glândulas mamárias de fêmeas. Estas descobertas, provavelmente mediadas pela hiperprolactinemia e que ocorreram apenas em doses elevadas, são consideradas clinicamente insignificantes.

Doses elevadas de cloridrato de tansulosina provocaram uma redução reversível na fertilidade em ratos macho, considerada possivelmente devida a alterações no conteúdo do sémen ou alterações na ejaculação. Não foram avaliados os efeitos da tansulosina na contagem ou função do esperma. A administração de cloridrato de tansulosina a ratos e coelhos fêmea grávidas em doses superiores às terapêuticas não mostrou evidência de danos no feto.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1. Lista dos excipientes

Composição das cápsulas: Óxido de ferro preto (E172), Óxido de ferro vermelho (E172) Dióxido de titânio (E171) Óxido de ferro amarelo (E172) Gelatina

Conteúdo das cápsulas moles de dutasterida: Monocaprilocaprato de Propilenoglicol, tipo II Butil-hidroxitolueno (E321)

Composição das cápsulas moles: Gelatina Glicerol Dióxido de titânio (E171) Triglicéridos (cadeia média) Lecitina (pode conter óleo de soja (ver secção 2)

Pellets de tansolusina: Dispersão a 30 % do copolímero do ácido metacrilico-etilacrilato (1:1) (contém lauril sulfato de sódio e polissorbato 80) Celulose microcristalina Sebacato de dibutilo Polissorbato 80 Sílica coloidal hidratada Estearato de cálcio

Tinta preta: Shellac (E904) Óxido de ferro preto (E172) Propilenoglicol (E1520) Solução de amónia concetrada (E527) Hidróxido de potássio (E525)

6.2. Incompatibilidades

Não aplicável

6.3. Prazo de validade

2 anos

6.4. Precauções especiais de conservação

O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.

6.5. Natureza e conteúdo da embalagem

Frasco de HDPE e tampa de polipropileno com dessecante de sílica gel.

7 cápsulas em frasco de 35 ml 30 cápsulas em frasco de 100 ml 90 cápsulas em frasco de 250 ml 180 (2 x 90) cápsulas em frasco de 250 ml

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6. Precauções especiais de eliminação

A dutasterida é absorvida através da pele, portanto, o contato com cápsulas danificadas deve ser evitado. Em caso de contato com cápsulas danificadas, a área de contato deve ser lavada imediatamente com água e sabão (ver seção 4.4).

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Ciclum Farma Unipessoal, Lda. Quinta da Fonte, Edifício D. Amélia Piso 1 - Ala B 2770-229 Paço de Arcos

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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