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Nozinan

Substância ativa: Levomepromazina
Forma farmacêutica: Solução injetável 25 mg/1 ml
Fonte: Folheto informativo oficial (INFARMED / INFOMED)

APROVADO EM

INFARMED

Folheto informativo: Informação para o utilizador

NOZINAN 25 mg/ml solução injetável Levomepromazina (sob a forma de cloridrato)

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois contém informação importante para si. – Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente. – Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. – Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença. – Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

1. O que é Nozinan e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Nozinan

3. Como tomar Nozinan

4. Efeitos indesejáveis possíveis

5. Como conservar Nozinan

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Nozinan e para que é utilizado

Nozinan é um antipsicótico utilizado nas seguintes situações:

Em Psiquiatria: No tratamento da esquizofrenia especialmente quando é desejada uma redução da atividade psicomotora

Em Clínica Geral: Na terapêutica da dor crónica isolada ou associada a analgésicos

2. O que precisa de saber antes de tomar Nozinan

Não tome Nozinan

– Se tem alergia (hipersensibilidade) à substância ativa, levomepromazina (ou às fenotiazinas) ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6). – Se tem antecedentes de perturbações sanguíneas relacionadas com os glóbulos brancos (agranulocitose). – Se tem porfíria e glaucoma de ângulo fechado. – Se tem risco de retenção urinária ligado a alterações uretro-prostáticas.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro antes de tomar Nozinan. Tome especial cuidado se você ou alguém na sua família tem antecedentes (ou história) de coágulos no sangue, uma vez que este tipo de medicamentos está associado à formação de coágulos sanguíneos.

Se tiver uma reação alérgica (ver secção “Efeitos indesejáveis”), consulte imediatamente o seu médico. APROVADO EM

INFARMED

Tal como acontece com outros neurolépticos, pode ocorrer a Síndrome Maligna dos Neurolépticos, uma complicação potencialmente fatal, caracterizada por hipertermia (estado febril), rigidez muscular e disfunção autonómica. No caso de hipertermia de origem não diagnosticada, a administração de Nozinan deve ser interrompida.

Foram notificados casos de leucopenia e agranulocitose com antipsicóticos, incluindo o Nozinan. Febre, dores de garganta ou outras infeções inexplicáveis podem ser a evidência de distúrbios sanguíneos. Informe imediatamente o seu médico se apresentar qualquer um destes sintomas.

Recomenda-se que o doente esteja acamado nos primeiros dias de tratamento ou, pelo menos, durante uma hora após cada administração.

Recomenda-se prudência: – no doente idoso exibindo maior sensibilidade à sedação, hipotensão e efeitos extrapiramidais (relacionados com a coordenação dos movimentos); obstipação crónica (risco de íleo paralítico); retenção urinária na sequência de eventual hipertrofia prostática (aumento da próstata); – no doente cardiovascular; – no insuficiente renal ou hepático; – no doente epilético (a levomepromazina pode diminuir o limiar convulsivo em doentes com epilepsia, devendo ser utilizada com precaução nestes doentes – ver secção 4.

Efeitos indesejáveis possíveis);

Nozinan não deve ser administrado a doentes com doença de Parkinson, salvo em circunstâncias excecionais.

Nozinan deve ser evitado em caso de hipotiroidismo, insuficiência cardíaca, feocromocitoma, miastenia gravis ou hipertrofia prostática.

A ocorrência de íleo paralítico, que se pode manifestar por distensão e dor abdominal, requer assistência imediata.

Os neurolépticos fenotiazínicos podem potenciar o prolongamento do intervalo QT, aumentando o risco inicial de arritmias ventriculares graves do tipo torsade de pointes potencialmente fatais (morte súbita). O prolongamento do intervalo QT é particularmente agravado na presença de bradicardia, hipocalémia e prolongamento do QT congénito ou adquirido (ex: induzido por fármacos). Se a situação clínica o permitir, deve ser realizada uma avaliação médica e laboratorial de forma a excluir possíveis fatores de risco antes de iniciar o tratamento com fármacos neurolépticos e, sempre que necessário, durante o tratamento (ver secção 4).

Acidente Vascular Cerebral (AVC): foi observado um aumento de 3 vezes no risco de eventos cerebrovasculares em ensaios clínicos realizados numa população idosa com demência e tratada com alguns antipsicóticos atípicos. Embora o mecanismo deste aumento não seja conhecido, um aumento do risco com outros antipsicóticos ou com outras populações de doentes não pode ser excluído. Nozinan deve ser usado com precaução em doentes com fatores de risco de AVC.

Doente idoso com demência: aumento do risco de morte no doente idoso com psicose associada à demência, tratado com antipsicóticos. APROVADO EM

INFARMED

Foram reportados casos de hiperglicemia ou de intolerância à glucose em doentes tratados com Nozinan. Doentes com diagnóstico estabelecido de diabetes mellitus ou com fatores de risco para o desenvolvimento de diabetes a quem foi prescrito Nozinan deverão ter os níveis de glicemia monitorizados durante o tratamento (ver secção 4).

Este medicamento contém sulfito de sódio, o que pode causar, raramente, reações alérgicas (hipersensibilidade) graves e broncospasmo.

Crianças e adolescentes Não use em crianças com menos de 1 ano de idade. Devido ao risco de asfixia, os comprimidos devem ser evitados em crianças que têm dificuldade em engolir comprimidos.

Outros medicamentos e Nozinan

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos; especialmente medicamentos usados no tratamento dos batimentos cardíacos irregulares (antiarrítmicos), da epilepsia ou convulsões, de doenças psiquiátricas, (antidepressivos, antipsicóticos), de infeções bacterianas (antibióticos), da diabetes e da doença de Parkinson.

Associações contraindicadas: – Dopaminérgicos, exceto em doentes com doença de Parkinson, devido ao antagonismo recíproco entre dopaminérgicos e neurolépticos. A síndrome extrapiramidal induzida pelos neurolépticos deverá ser tratada com anticolinérgicos.

Associações não recomendadas: – Dopaminérgicos em doentes com doença de Parkinson, devido ao antagonismo recíproco entre dopaminérgicos e neurolépticos. O antagonismo recíproco induz ou acentua perturbações psicóticas. Quando a terapêutica com neurolépticos não pode ser evitada em doentes com doença de Parkinson tratados com agonistas dopaminérgicos, estes medicamentos deverão ser gradualmente reduzidos e descontinuados (a retirada súbita de agonistas dopaminérgicos pode induzir a síndrome neuroléptica maligna). Existe um risco aumentado de arritmias quando os antipsicóticos são usados concomitantemente com medicamentos que prolongam o intervalo QT (incluindo certos antiarrítmicos, antidepressivos e outros antipsicóticos) e medicamentos que causam desequilíbrio eletrolítico.

Associações que requerem precaução: A levomepromazina é um potente inibidor do CYP2D6. A administração concomitante de Nozinan e medicamentos contendo amitriptilina ou óxido de amitriptilina, substratos do CYP2D6, pode conduzir ao aumento da concentração plasmática destas substâncias. Os doentes devem ser vigiados devido à possibilidade de ocorrência de reações dose- dependentes associadas à administração de amitriptilina ou óxido de amitriptilina.

A utilização combinada de medicamentos que são pró-convulsivos ou que diminuem o limiar convulsivo deve ser cuidadosamente ponderada. Associações a vigiar: – Anti-hipertensores: potenciação do efeito anti-hipertensor e aumento do risco de hipotensão ortostática (efeito aditivo). – Guanetidina: inibição do efeito anti-hipertensor da guanetidina. – Atropina e outras substâncias atropínicas: adição dos efeitos indesejáveis atropínicos do tipo retenção urinária, obstipação, secura da boca, etc. APROVADO EM

INFARMED

– Lítio: risco de desenvolvimento de sintomas neuropsiquiátricos sugestivos de síndrome maligna dos neurolépticos ou envenenamento por lítio.

O efeito depressor do Sistema Nervoso Central dos neurolépticos pode ser potenciado pelo álcool, barbitúricos ou outros sedativos. A ocorrência de alterações graves da vigilância pode tornar perigoso a conduzir ou utilizar máquinas. O consumo de bebidas alcoólicas e medicamentos que contenham álcool deverá ser evitado.

Nozinan com alimentos, bebidas e álcool Desaconselha-se a ingestão de bebidas alcoólicas durante o tratamento.

Gravidez, amamentação e fertilidade Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento. O Nozinan não deve ser utilizado durante a gravidez, nem no período de aleitamento.

Gravidez Embora não tenham sido demonstrados efeitos teratogénicos da levomepromazina nos seres humanos, Nozinan não é recomendado durante a gravidez e em mulheres em idade fértil que não utilizam métodos contracetivos. Os seguintes sintomas podem ocorrer em recém-nascidos cujas mães utilizaram Nozinan no terceiro trimestre (últimos três meses de gravidez): tremor, rigidez muscular, sonolência, agitação, problemas respiratórios e dificuldades na alimentação. Nos recém-nascidos de mães tratadas a longo prazo com posologias elevadas de neurolépticos foram ainda raramente descritos sintomas relacionados com as características atropínicas das fenotiazinas (distensão abdominal, íleo meconial, atraso na emissão do mecónio, taquicardia, alterações neurológicas). Se o seu bebé desenvolver qualquer um destes sintomas, contacte o seu médico.

Amamentação Nozinan não deve ser utilizado durante o período de aleitamento, uma vez que a levomepromazina é excretada no leite materno. Se está a amamentar ou planeia amamentar, consulte o seu médico antes de tomar Nozinan.

Fertilidade Devido à interação com os recetores de dopamina, a levomepromazina pode causar hiperprolactinemia, que pode ser associada a perturbações da fertilidade feminina. Alguns dados sugerem também que a levomepromazina está associada a perturbações da fertilidade masculina.

Condução de veículos e utilização de máquinas Devido ao risco de sonolência, desorientação, confusão, tonturas e visão turva, não deverá conduzir veículos e/ou operar máquinas, sobretudo no início do tratamento, até que tenha conhecimento como o Nozinan poderá afetá-lo.

Nozinan contém sódio. Este medicamento contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por ml, ou seja, é praticamente "isento de sódio". Nozinan contém sulfito de sódio (E 221). Pode causar, raramente, reações alérgicas (hipersensibilidade) graves e broncospasmo.

3. Como tomar Nozinan

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas. APROVADO EM

INFARMED

No adulto, habitualmente 75 mg a 100 mg repartidos por 3 ou 4 injeções de 25 mg, até atingir a posologia útil que se situa geralmente entre 150 e 250 mg.

Nota: Na fixação das posologias importa ter em conta as doses administradas conjuntamente por via oral e parentérica.

As ampolas de Nozinan são para administração por via intramuscular.

Se tomar mais Nozinan do que deveria

Contacte de imediato o seu médico. Síndrome parkinsónica gravíssima, convulsões, coma. Tratamento sintomático em meio especializado, com apoio médico.

Caso se tenha esquecido de tomar Nozinan

Em caso de omissão de uma ou mais doses, o doente deverá manter o esquema terapêutico estabelecido pelo médico. Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Se parar de tomar Nozinan

Não estão descritos sinais de privação quando da interrupção do tratamento com Nozinan.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.

4. Efeitos indesejáveis possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

Foram utilizadas as seguintes estimativas de frequência, quando aplicável: Muito frequentes: ≥10%; Frequentes: ≥1% e <10%; Pouco frequentes: ≥0,1% e <1%; Raros: ≥0,01% e <0,1%; Muito raros: <0,01%; Desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis).

Doenças do sangue e do sistema linfático Desconhecido: agranulocitose (recomendam-se controlos regulares da fórmula sanguínea), leucopenia. Doenças endócrinas Desconhecido: distúrbios de termorregulação, hiperprolactinemia, que poderá resultar em galactorreia, ginecomastia, amenorreia, impotência, frigidez.

Doenças do metabolismo e da nutrição Desconhecido: intolerância à glucose, hiperglicemia (ver secção Advertências e Precauções), hiponatremia, síndrome de secreção inapropriada da hormona antidiurética (SIADH).

Perturbações do foro psiquiátrico Desconhecido: estados confusionais, delírio, desinteresse, reações de ansiedade, alterações de humor. APROVADO EM

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Doenças do sistema nervoso Pouco frequentes: convulsões. Desconhecido: Parkinsonismo (tratamento prolongado com doses elevadas). Sedação ou sonolência, mais acentuadas no início do tratamento. Discinesias precoces (torcicolo espasmódico, crises oculogíricas, trismo, etc.). Discinesia tardia, ocorrendo durante o tratamento a longo prazo. A discinesia tardia pode ocorrer após o neuroléptico ter sido retirado e é reversível após nova administração ou se a dose for aumentada. Os medicamentos antiparkinsónicos anticolinérgicos não têm efeito e podem causar exacerbação. Síndrome extrapiramidal: – acinesia com ou sem hipertonia, podendo ser parcialmente atenuada por antiparkinsónicos anticolinérgicos – perturbações hipercinéticas-hipertónicas, excitação motora – acatísia Síndrome Maligna dos Neurolépticos (ver secção Advertências e Precauções).

Efeitos anticolinérgicos, como íleo paralítico, risco de retenção urinária, boca seca,

obstipação, distúrbios de acomodação.

Afeções oculares Desconhecido: depósitos acastanhados no segmento anterior do olho devido a acumulação do produto, geralmente sem consequência para a visão.

Cardiopatias Desconhecido: torsades de pointes. Alterações no ECG, que incluem prolongamento do QT (tal como com outros neurolépticos), depressão do ST, alterações na onda U e na onda T. Arritmias cardíacas, incluindo arritmias ventriculares e arritmias atriais, bloqueio A-V e taquicardia ventricular, que podem resultar em fibrilhação ventricular ou paragem cardíaca, foram relatadas durante o tratamento com fenotiazínicos neurolépticos, possivelmente relacionadas com a dosagem.

Vasculopatias Casos de tromboembolismo venoso (pouco frequentes), incluindo embolia pulmonar (frequência desconhecida), por vezes fatais, e casos de trombose venosa profunda (frequência desconhecida) foram notificados com medicamentos antipsicóticos (ver secção Advertências e Precauções). Desconhecido: hipotensão postural.

Doenças gastrointestinais Desconhecido: casos de enterocolite necrosante, potencialmente fatais, foram relatados durante o tratamento com levomepromazina.

Afeções hepatobiliares Desconhecido: lesão hepática de tipo hepatocelular, colestático ou misto.

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos Desconhecido: reações alérgicas cutâneas, reações cutâneas de fotossensibilização.

Situações na gravidez, no puerpério e perinatais Desconhecido: síndrome neonatal de privação de fármacos (ver secção Gravidez, amamentação e fertilidade).

Doenças dos órgãos genitais e da mama APROVADO EM

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Desconhecido: Priapismo.

Perturbações gerais e alterações no local de administração Foram relatados casos isolados de morte súbita, com possível causa de origem cardíaca, tal como casos inexplicados de morte súbita em doentes tratados com neurolépticos fenotiazínicos (ver secção Advertências e Precauções).

Exames complementares de diagnóstico Desconhecido: aumento de peso, positividade dos anticorpos antinucleares sem lúpus eritematoso clínico.

Reações alérgicas (que podem ocorrer imediatamente ou dentro de alguns dias após a administração do medicamento) que podem ser fatais. Os sintomas podem incluir erupção cutânea, comichão, dificuldade em respirar, falta de ar, inchaço da face, lábios, garganta ou língua, pele fria e húmida, palpitações, tonturas, fraqueza ou desmaios. Contacte imediatamente o seu médico ou farmacêutico ou dirija-se imediatamente ao serviço de urgência do hospital mais próximo.

A síndrome neuroléptica maligna (SNM) é uma condição grave e potencialmente fatal que pode acontecer. Interrompa imediatamente o tratamento e contacte o seu médico se tiver febre alta, cãibras musculares ou rigidez, tonturas, dor de cabeça intensa, batimentos cardíacos acelerados, confusão, agitação, alucinações ou se suar muito.

Coloração amarela da pele ou dos olhos (icterícia) e escurecimento da urina são sinais de danos no fígado. Consulte de imediato o seu médico.

Eosinofilia, um aumento no número de eosinófilos (um tipo de glóbulos brancos) no sangue. Trombocitopenia, uma diminuição do número de plaquetas (células que ajudam a coagulação do sangue) no sangue, que pode levar a uma hemorragia e à formação de hematomas (púrpura trombocitopénica).

indesejáveis Comunicação de efeitos indesejáveis Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente ao INFARMED, I.P. através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.

INFARMED, I.P. Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita)Fax: +351 21 798 73 97 Sítio da internet: http://extranet.infarmed.pt/page.seram.frontoffice.seramhomepage E-mail: [email protected]

5. Como conservar Nozinan

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Conservar a temperatura inferior a 25ºC.

APROVADO EM

INFARMED

Conservar na embalagem de origem para proteger da luz.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem exterior. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Nozinan – A substância ativa é a levomepromazina (sob a forma de cloridrato).

– Os outros componentes são: ácido ascórbico, sulfito de sódio anidro (E 221), cloreto de sódio e água para preparações injetáveis.

Qual o aspeto de Nozinan e conteúdo da embalagem

Solução injetável para administração por via intramuscular. Embalagem contendo 6 ampolas doseadas a 25 mg de levomepromazina.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e fabricante

Faes Farma Portugal, S.A. Rua Elias Garcia, 28 2700-327 Amadora Portugal

Este folheto foi revisto pela última vez em

⚕Para profissionais — Resumo das Características do Medicamento (RCM)Ficha técnica completa: posologia, interações, contraindicações, advertências+
Informações técnicas destinadas aos profissionais de saúde (médicos e farmacêuticos). Le Resumo das Características do Medicamento (RCM) est le document officiel approuvé par l’ANSM/EMA. Il ne remplace pas la notice ni l’avis du médecin.

1. NOME DO MEDICAMENTO

Nozinan 25 mg/1 ml solução injetável

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Solução injetável doseada a 25 mg de levomepromazina/1 ml (sob a forma de cloridrato de levomepromazina - 28 mg/1 ml)

Excipiente(s) com efeito conhecido: Sódio (sob a forma de cloreto de sódio e sulfito de sódio) - 2,74 mg/ml Sulfito de sódio (E 221) - 0,5 mg/ml

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Solução injetável

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1. Indicações terapêuticas

Em Psiquiatria: No tratamento da esquizofrenia especialmente quando é desejada uma redução da atividade psicomotora

Em Clínica Geral: Na terapêutica da dor crónica isolada ou associada a analgésicos

4.2. Posologia e modo de administração

Posologia As ampolas de Nozinan são para administração por via intramuscular (IM).

No adulto, habitualmente 75 mg a 100 mg repartidos por 3 ou 4 injeções de 25 mg, até atingir a posologia útil que se situa geralmente entre 150 e 250 mg.

Nota: Na fixação das posologias importa ter em conta as doses administradas conjuntamente por via oral e parentérica.

4.3. Contraindicações

O Nozinan está contraindicado em caso de: - hipersensibilidade à substância ativa, outras fenotiazinas ou a qualquer dos excipientes mencionados na secção 6.1. Em crianças com menos de 1 ano de idade, devido a uma possível relação entre a utilização de medicamentos contendo fenotiazinas e a síndrome de morte súbita infantil (SMSI). .

4.4. Advertências e precauções especiais de utilização

Reações de hipersensibilidade, incluindo urticária e angioedema, têm sido notificadas com o uso de Nozinan. Em caso de reação alérgica, o tratamento com o Nozinan deve ser descontinuado e iniciar o tratamento sintomático apropriado (ver “Efeitos indesejáveis”).

Nozinan deve ser evitado em doentes com insuficiência hepática ou renal, doença de Parkinson, ou em doentes com histórico de glaucoma de ângulo estreito ou agranulocitose.

Sintomas agudos de abstinência, incluindo náusea, vómito, dor de cabeça, ansiedade, agitação, discinesia, distonia, perturbação na regulação da temperatura e insónia, foram notificados muito raramente, após a interrupção súbita de doses elevadas de neurolépticos. Existe ainda a possibilidade de recidiva, tendo sido notificada a ocorrência de reações extrapiramidais. Portanto, é aconselhável a retirada gradual do medicamento. Os sintomas de abstinência podem ocorrer após o tratamento com qualquer dose. A descontinuação do tratamento deve ser feita sob supervisão médica rigorosa.

Recomenda-se que o doente esteja acamado nos primeiros dias de tratamento ou, pelo menos, durante uma hora após cada administração. O tratamento com levomepromazina deverá ser objeto de uma vigilância médica reforçada sempre que se tratar de: - doentes cardiovasculares, devido aos efeitos tipo quinidina, indutores de taquicardia e hipotensores desta classe de medicamentos; - doentes com insuficiência renal e/ou hepática grave, devido ao risco de acumulação; - doentes epiléticos, uma vez que a levomepromazina pode reduzir o limiar epileptógeno (ver secção 4.8); .

Nozinan não deve ser administrado a doentes com doença de Parkinson, salvo em circunstâncias excecionais.

Devido ao risco de fotossensibilidade, os doentes devem ser aconselhados a evitar a exposição direta à luz solar.

Após a administração da solução injetável, o doente deverá permanecer deitado durante pelo menos uma hora, devido ao risco de hipotensão ortostática. No caso de tratamento prolongado, deverão ser realizados periodicamente testes da função hepática.

Os neurolépticos fenotiazínicos podem potenciar o prolongamento do intervalo QT, aumentando o risco inicial de arritmias ventriculares graves do tipo torsade de pointes potencialmente fatais (morte súbita). O prolongamento do intervalo QT é particularmente agravado na presença de bradicardia, hipocaliemia e prolongamento do QT congénito ou adquirido (ex: induzido por fármacos). Se a situação clínica o permitir, deve ser realizada uma avaliação médica e laboratorial de forma a excluir possíveis fatores de risco antes de iniciar o tratamento com fármacos neurolépticos e, sempre que necessário, durante o tratamento (ver secção 4.8).

Acidente Vascular Cerebral (AVC): foi observado um aumento de três vezes no risco de acontecimentos adversos cerebrovasculares em ensaios clínicos randomizados versus placebo numa população de doentes idosos com demência e tratados com alguns antipsicóticos atípicos. O mecanismo de tal aumento de risco não é conhecido. Um aumento de risco com outros antipsicóticos ou com outras populações de pacientes não pode ser excluído. Nozinan deve ser usado com precaução em doentes com fatores de risco de AVC.

Foram notificados casos de tromboembolismo venoso (TEV), por vezes fatais, com medicamentos antipsicóticos. Uma vez que os doentes tratados com antipsicóticos apresentam, frequentemente, fatores de risco para o TEV, quaisquer fatores de risco possíveis devem ser identificados antes e durante o tratamento com Nozinan e devem ser adotadas medidas preventivas adequadas.

Casos de agranulocitose têm sido notificados, recomenda-se uma regular monitorização do hemograma completo. A ocorrência de infeções inexplicáveis ou febre pode ser evidência de uma discrasia sanguínea (ver “Efeitos indesejáveis”) e requer uma investigação hematológica imediata

Mortalidade aumentada em idosos com demência: Dados de dois grandes estudos observacionais mostraram que os idosos com demência tratados com antipsicóticos têm um risco ligeiramente aumentado de morte quando comparados com o grupo que não recebe este tratamento. Não existe informação suficiente para estimar com certeza a magnitude exata deste risco e a causa não é conhecida. Embora as causas de morte em ensaios clínicos com antipsicóticos atípicos sejam variadas, a maioria parece ser de origem cardiovascular (por exemplo, insuficiência cardíaca, morte súbita) ou infeciosa (por exemplo, pneumonia). Nozinan não está indicado para o tratamento de perturbações de comportamento relacionadas com a demência.

Os doentes deverão ser advertidos para informarem imediatamente o seu médico caso haja a ocorrência de febre, dores de garganta ou outra infeção, devendo ser realizado um hemograma completo. O tratamento deverá ser descontinuado se forem observadas alterações significativas na contagem sanguínea (hiperleucocitose, granulocitopenia).

Síndrome maligna dos neurolépticos: Em caso de hipertermia inexplicada (sem causa aparente), a possibilidade de síndrome maligna dos neurolépticos deve ser sempre colocada (hipertermia, palidez, alterações neurovegetativas, alterações da vigilância, rigidez muscular). Sintomas neurovegetativos tais como sudação e instabilidade da tensão arterial podem preceder o aparecimento da hipertermia, constituindo assim sinais de alerta. Embora o efeito dos neurolépticos possa ser de origem idiossincrática, poderá haver fatores predisponentes, tais como desidratação ou danos cerebrais orgânicos.

Foram notificados casos muito raros de colite necrosante potencialmente fatal (ver secção 4.8).

O risco de discinesia tardia, mesmo em doses baixas, particularmente em crianças e idosos, deve ser levado em consideração.

É necessário, uma monitorização especial com o tratamento de levomepromazina quando administrado em doentes idosos que apresentam maior suscetibilidade à hipotensão ortostática, sedação e efeitos extrapiramidais; obstipação crónica (risco de íleo paralítico); possível hipertrofia prostática.

O Nozinan deve ser usado com precaução em doentes idosos devido à sua suscetibilidade a medicamentos que atuam no sistema nervoso central, sendo recomendada inicialmente uma dosagem mais baixa. Existe um risco acrescido de Parkinsonismo medicamentoso, em idosos, particularmente após uso prolongado.

Nozinan deve ser usado com precaução em idosos, particularmente durante o tempo muito quente ou muito frio (risco de hipertermia, hipotermia).

Reações distónicas têm sido associadas ao uso de Nozinan. Portanto, deve ser usado com precaução, especialmente em crianças.

Foram reportados casos de hiperglicemia ou de intolerância à glucose em doentes tratados com Nozinan. Doentes com diagnóstico estabelecido de diabetes mellitus ou com fatores de risco para o desenvolvimento de diabetes a quem foi prescrito Nozinan deverão ter os níveis de glicemia monitorizados durante o tratamento (ver secção 4.8).

Os doentes deverão ser aconselhados a evitar a ingestão de bebidas alcoólicas ou a tomar medicamentos contendo álcool durante o tratamento.

As fenotiazinas podem ter um efeito aditivo ou potenciar a ação de outros depressores do SNC, como os opiáceos ou outros analgésicos, barbitúricos ou outros sedativos, anestésicos gerais ou álcool

Nozinan contém sódio. Este medicamento contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por ml, ou seja, é praticamente "isento de sódio".

Nozinan contém sulfito de sódio (E 221). Pode causar, raramente, reações alérgicas (hipersensibilidade) graves e broncospasmo.

4.5. Interações medicamentosas e outras formas de interação

Associações contraindicadas: - Dopaminérgicos, exceto em doentes com doença de Parkinson, devido ao antagonismo recíproco entre dopaminérgicos e neurolépticos.

Associações não recomendadas ou que requerem precaução: - Dopaminérgicos em doentes com doença de Parkinson, devido ao antagonismo recíproco entre dopaminérgicos e neurolépticos. O antagonismo recíproco induz ou acentua perturbações psicóticas. Quando a terapêutica com neurolépticos não pode ser evitada em doentes com doença de Parkinson tratados com agonistas dopaminérgicos, estes medicamentos deverão ser gradualmente reduzidos e descontinuados (a retirada súbita de agonistas dopaminérgicos pode induzir a síndrome neuroléptica maligna). Existe um antagonismo recíproco entre a levodopa e os neurolépticos fenotiazínicos como o Nozinan, pelo que, no doente com doença de Parkinson, se utilizados em conjunto devem-no ser apenas nas doses mínimas eficazes.

A ação de alguns medicamentos pode ser diminuída pelos neurolépticos fenotiazínicos; estes incluem anfetamina, clonidina e adrenalina.

Existe um risco aumentado de arritmias quando os antipsicóticos são usados concomitantemente com medicamentos que prolongam o intervalo QT (incluindo certos antiarrítmicos, antidepressivos e outros antipsicóticos) e medicamentos que causam desequilíbrio eletrolítico.

A levomepromazina é um inibidor moderado da CYP2D6. Existe uma possível interação farmacocinética entre os inibidores da CYP2D6, como as fenotiazinas, e os substratos da CYP2D6. A coadministração de levomepromazina com amitriptilina/amitriptilinóxido, um substrato do CYP2D6, pode levar a um aumento dos níveis plasmáticos de amitriptilina/amitriptilinóxido. Os doentes devem ser monitorizados relativamente às reações adversas dose-dependentes associadas à amitriptilina/óxido de amitriptilina.

Nozinan deve ser evitado em doentes que tenham tomado inibidores da monamina oxidase até 14 dias antes, e os inibidores da monamina oxidase devem ser evitados durante a toma de Nozinan.

Devido ao risco convulsivo, o uso combinado de medicamentos que reduzem o limiar convulsivo deve ser avaliado cuidadosamente.

Agentes gastrointestinais que não são absorvidos (sais de magnésio, alumínio e cálcio, óxidos e hidróxidos): pode ocorrer absorção gastrointestinal reduzida de neurolépticos fenotiazínicos. Esses agentes gastrointestinais não devem ser tomados em simultâneo com neurolépticos fenotiazínicos (com pelo menos 2 horas de intervalo, se possível, entre eles).

A administração de Nozinan em doentes a tomar medicamentos antidiabéticos pode levar a um aumento nos níveis de açúcar no sangue. O doente deverá ser informado e aconselhado a reforçar a automonitorização sanguínea e urinária da glucose. Se necessário, a dosagem do antidiabético poderá ser ajustada durante e após a descontinuação do tratamento com neurolépticos.

A utilização combinada de medicamentos que são pró-convulsivos, ou que diminuem o limiar convulsivo, deve ser cuidadosamente ponderada devido à gravidade do risco incorrido (ver secção 4.4).

Associações a vigiar: - Anti-hipertensores: potenciação do efeito anti-hipertensor e aumento do risco de hipotensão ortostática (efeito aditivo). - Guanetidina: inibição do efeito anti-hipertensor da guanetidina (inibição da entrada da guanetidina na fibra simpática, local de ação). - Atropina e outras substâncias atropínicas: adição dos efeitos indesejáveis atropínicos do tipo retenção urinária, obstipação, secura da boca, etc. - Lítio: risco de desenvolvimento de sintomas neuropsiquiátricos sugestivos de síndrome maligna dos neurolépticos ou envenenamento por lítio.

O efeito depressor do SNC dos neurolépticos pode ser potenciado (por acumulação) pelo álcool, barbitúricos ou outros sedativos. Possibilidade de ocorrência de depressão respiratória. A ocorrência de alterações graves da vigilância pode tornar perigoso a condução ou a utilização de máquinas. O consumo de bebidas alcoólicas e medicamentos que contenham álcool deverá ser evitado.

4.6. Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

O uso de Nozinan não é recomendado durante a gravidez e em mulheres em idade fértil que não utilizam métodos contracetivos, a menos que os benefícios superem os potenciais riscos.

Os seguintes efeitos têm sido relatados (na vigilância pós-comercialização) em recém- nascidos expostos a fenotiazinas durante o terceiro trimestre da gravidez: - Vários graus de distúrbios respiratórios que vão desde taquipneia a dificuldade respiratória, bradicardia e hipotonia, na maioria das vezes quando outros medicamentos como drogas psicotrópicas ou antimuscarínicas foram administrados; - Sintomas relacionados com as características atropínicas das fenotiazinas como íleo meconial, atraso na emissão do mecónio, dificuldades no início da alimentação, distensão abdominal, taquicardia; - Alterações neurológicas tais como sintomas extrapiramidais incluindo tremor e hipertonia, sonolência, agitação. Consequentemente, os recém-nascidos de mães expostas a Nozinan devem ser monitorizados cuidadosamente.

Os dados disponíveis de estudos em animais são insuficientes para determinar a toxicidade reprodutiva, embora não tenham sido demonstrados efeitos teratogénicos. Os dados disponíveis de estudos epidemiológicos em crianças expostas à levomepromazina no útero não excluem o risco de malformações congénitas.

Amamentação

As fenotiazinas podem ser excretadas no leite materno, portanto, a amamentação não é recomendada durante o tratamento com Nozinan.

Fertilidade Não existem dados de fertilidade em animais. Nos seres humanos, devido à interação com os recetores de dopamina, a levomepromazina pode causar hiperprolactinemia, que pode ser associada a perturbações da fertilidade feminina. Alguns dados sugerem que a levomepromazina está associada a perturbações da fertilidade masculina.

4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Os doentes devem ser alertados sobre o estado de sonolência, tontura e visão turva e aconselhados a não dirigir ou operar máquinas, principalmente durante os primeiros dias de tratamento, até que saibam como o Nozinan os afeta.

4.8. Efeitos indesejáveis

Foram utilizadas as seguintes estimativas de frequência, quando aplicável: Muito frequentes: ≥10%; Frequentes: ≥1% e <10%; Pouco frequentes: ≥0,1% e <1%; Raros: ≥0,01% e <0,1%; Muito raros: <0,01%; Desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis).

Doenças do sangue e do sistema linfático Desconhecido: agranulocitose (, leucopenia, eosinofilia, trombocitopenia (incluindo purpura trombocitopénica).

Doenças do sistema imunitário Desconhecido: hipersensibilidade, urticária, angioedema.

Doenças endócrinas Desconhecido: distúrbios de regulação da temperatura, hiperprolactinemia, que poderá resultar em galactorreia, ginecomastia, amenorreia, disfunção erétil. Doenças do metabolismo e da nutrição Desconhecido: tolerância à glucose diminuída, hiperglicemia (ver secção 4.4 - "Advertências e precauções especiais de utilização"), hiponatremia (ver secção 4.4), síndrome de secreção inapropriada da hormona antidiurética (SIADH).

Perturbações do foro psiquiátrico Desconhecido: stado confusional, delírio, desinteresse, ansiedade, alterações de humor.

Doenças do sistema nervoso

Pouco frequentes: convulsões. Desconhecido: Parkinsonismo . Sedação ou sonolência,, tonturas, insónias. Discinesias precoces (torcicolo espasmódico, crises oculogíricas, trismo, etc.). Discinesia tardia, ocorrendo durante o tratamento a longo prazo. A discinesia tardia pode ocorrer após o neuroléptico ter sido retirado e é reversível após nova administração ou se a dose for aumentada. Os medicamentos antiparkinsónicos anticolinérgicos não têm efeito e podem causar exacerbação. Síndrome extrapiramidal: - acinesia com ou sem hipertonia, podendo ser parcialmente atenuada por antiparkinsónicos anticolinérgicos - perturbações hipercinéticas-hipertónicas, excitação motora - acatísia Síndrome Maligna dos Neurolépticos (ver secção 4.4-"Advertências e precauções especiais de utilização").

Efeitos anticolinérgicos, como íleo paralítico, risco de retenção urinária, boca seca, obstipação, distúrbios de acomodação.

Afeções oculares Desconhecido: perturbação da acomodação, depósitos na córnea (depósitos acastanhados no segmento anterior do olho devido a acumulação do produto, geralmente sem consequência para a visão).

Cardiopatias Casos notificados de morte súbita, com possíveis causas de origem cardíaca (ver “Advertências e precauções especiais”), bem como casos de morte súbita inexplicável, em pacientes recebendo neurolépticos fenotiazínicos

Desconhecido: torsades de pointes. Desconhecido: alterações no ECG, que incluem prolongamento do QT (tal como com outros neurolépticos), depressão do ST, alterações na onda U e na onda T. Arritmias cardíacas, incluindo arritmias ventriculares e arritmias atriais, bloqueio atrioventricular e taquicardia ventricular, que podem resultar em fibrilhação ventricular ou paragem cardíaca, foram relatadas durante o tratamento com fenotiazínicos neurolépticos, possivelmente relacionadas com a dosagem.

Vasculopatias Casos de tromboembolismo venoso (pouco frequentes), incluindo embolia pulmonar (frequência desconhecida), por vezes fatais, e casos de trombose venosa profunda (frequência desconhecida) foram notificados com medicamentos antipsicóticos (ver secção 4.4 - "Advertências e precauções especiais").

Desconhecido: hipotensão ortóstatica.

Afeções respiratórios, torácicas e do mediastino Desconhecido: depressão respiratória, congestão nasal

Doenças gastrointestinais Desconhecido: colite necrosante, potencialmente fatal, foi relatados durante o tratamento com levomepromazina.

Afeções hepatobiliares Desconhecido:, icterícia colestática e lesão hepática.

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos Desconhecido: reações cutâneas, rash. reações de fotossensibilidade. e alteração da pigmentação. Afeções urinárias e renais Desconhecido: risco de retenção urinária

Situações na gravidez, no puerpério e perinatais Desconhecido: síndrome neonatal de privação de fármacos (ver secção 4.6).

Doenças dos órgãos genitais e da mama Desconhecido: Priapismo, alterações na ejaculação

.

Exames complementares de diagnóstico Desconhecido: aumento de peso, teste da função hepática anormal, positividade dos anticorpos antinucleares sem lúpus eritematoso clínico.

Notificação de suspeitas de reações adversas A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício- risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.:

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil, 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]

4.9. Sobredosagem

Doses elevadas causam depressão do sistema nervoso central, apresentando-se como letargia, disartria, ataxia, estupor, redução da consciência até ao estado de coma, convulsões; midríase; sintomas cardiovasculares (relacionados ao risco de prolongamento do intervalo QT), como hipotensão, taquicardia ventricular e arritmia; depressão respiratória; hipotermia. Esses efeitos podem ser potenciados por outros medicamentos ou pelo álcool. A síndrome anticolinérgica pode ocorrer. Pode ocorrer síndrome de Parkinsónia gravíssima.

Em caso de sobredosagem de Nozinan, tome de imediato todas as medidas apropriadas.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1. Propriedades farmacodinâmicas

Grupo Farmacoterapêutico: 2.9.2. Sistema nervoso central. Psicofármacos. Antipsicóticos, código ATC: N05AA02

Nozinan (levomepromazina) é um neuroléptico derivado da fenotiazina com propriedades farmacodinâmicas muito variadas, entre as quais se destacam uma potente ação sedativa central e uma atividade anticolinérgica acentuada.

5.2. Propriedades farmacocinéticas

As concentrações séricas máximas são atingidas em média entre 30 a 90 minutos após injeção IM O volume de distribuição da levomepromazina é grande, como para o resto das fenotiazinas (23 a 41 l/Kg), o que sugere um importante compartimento tecidular. O metabolismo da levomepromazina realiza-se por sulfoxidação e dimetilação. A semivida da molécula apresenta uma grande variabilidade individual:15 a 18 h e cerca de 99% da dose administrada é eliminada em 4 a 8 dias após administração repetida.

5.3. Dados de segurança pré-clínica

Não são conhecidos dados pré-clínicos adicionais que indiciem riscos especiais para o ser humano.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1. Lista dos excipientes

Ácido ascórbico, Sulfito de sódio anidro (E 221), Cloreto de sódio, Água para preparações injetáveis.

6.2. Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3. Prazo de validade

5 anos.

6.4. Precauções especiais de conservação

Conservar a temperatura inferior a 25ºC. Conservar na embalagem de origem para proteger da luz.

6.5. Natureza e conteúdo do recipiente

Ampolas de vidro neutro incolor, do tipo I, de 2 ml, contendo 1 ml de solução injetável doseada a 25 mg/ml de levomepromazina. Cada embalagem contém 6 unidades.

6.6. Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Não existem requisitos especiais. Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Faes Farma Portugal, S.A.Rua Elias Garcia, 28 2700 -327 Amadora Portugal

8. NÚMERO (S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Nº de registo: 9001412 - 1 ml de solução injetável, 25 mg/1 ml, 6 ampolas de vidro neutro incolor tipo I

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 13 abril 1959 Data de revisão: 03 outubro 2002 Data da última renovação: 03 outubro 2002

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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Respostas geradas automaticamente a partir do folheto informativo oficial deste medicamento. Não substituem, em caso algum, o parecer do seu farmacêutico ou do seu médico. Em caso de emergência, ligue 112.