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Floxapen

Substância ativa: Flucloxacilina
Forma farmacêutica: Cápsula 500 mg
Fonte: Folheto informativo oficial (INFARMED / INFOMED)

APROVADO EM 18-07-2023 INFARMED

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Floxapen 500 mg cápsulas flucloxacilina

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois contém informação importante para si. – Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente. – Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico. – Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença. – Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

1. O que é Floxapen e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Floxapen

3. Como tomar Floxapen

4. Efeitos indesejáveis possíveis

5. Como conservar Floxapen

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Floxapen e para que é utilizado

Floxapen é um antibiótico de estreito espetro do grupo das isoxazolilpenicilinas, que não é inativado pelas beta-lactamases estafilocócicas.

Floxapen está indicado no tratamento de infeções nos seguintes locais, quando causadas por organismos sensíveis particularmente Streptococcus e Staphylococcus: Infeções da pele, por ex.: furunculose, antraz (conglomerado de furúnculos), abcesso, impetigo Tecidos moles subcutâneos, celulite, linfangite Feridas traumáticas, cirúrgicas e de queimaduras Ossos, por ex.: artrite, osteíte, osteomielite Ouvido externo, por ex.: otite externa Infeções do trato respiratório inferior, por ex.: abcesso pulmonar, pneumonia, broncopneumonia Infeções do trato respiratório superior, por ex.: amigdalite, sinusite, faringite Empiema (como parte do regime combinado) em conjugação com drenagem Meningite, por ex.: meningite estafilocócica Trato urinário e genital Intestino delgado e cólon. APROVADO EM 18-07-2023 INFARMED

No tratamento de infeções graves como por exemplo endocardite e bacteriemia, particularmente bacteriemia estafilocócica, recomenda-se a utilização de flucloxacilina por via parentérica. A flucloxacilina está indicada para profilaxia na cirurgia cardiovascular (próteses valvulares e próteses arteriais) e cirurgia ortopédica (artroplastia, osteossíntese e artrotomia) pelo potencial patogénico dominante dos estafilococos durante estes procedimentos cirúrgicos.

2. O que precisa de saber antes de tomar Floxapen

Não tome Floxapen Se tem alergia à flucloxacilina ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6). Se tem hipersensibilidade a antibióticos beta-lactâmicos (penicilinas, cefalosporinas). Se tem história prévia de icterícia ou disfunção hepática associada à flucloxacilina.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Floxapen:

Antes de se iniciar a terapêutica com Floxapen, deverá ser cuidadosamente investigada

a ocorrência prévia de hipersensibilidade a beta-lactâmicos. Estão documentados casos de sensibilidade cruzada entre penicilinas e cefalosporinas. A flucloxacilina tem sido associada a ataques agudos de porfiria, não sendo considerada segura em doentes que sofram de porfiria. É essencial uma precaução especial nos recém-nascidos, devido ao risco de hiperbilirrubinemia, uma vez que Floxapen pode predispor para uma situação de icterícia nuclear num bebé com icterícia. Adicionalmente, é essencial um cuidado especial nos recém-nascidos devido ao potencial para concentrações séricas elevadas de Floxapen, que resultam de uma velocidade de excreção renal reduzida.

Deve informar o médico se tiver problemas do fígado ou dos rins. Nestas situações a dose do medicamento poderá ter de ser alterada ou poderá ter de receber um medicamento alternativo.

A utilização de flucloxacilina, especialmente em doses elevadas, pode diminuir os níveis de potássio no sangue (hipocaliemia). O seu médico poderá avaliar os seus níveis de potássio com regularidade durante o tratamento com doses mais elevadas de flucloxacilina.

Caso esteja a tomar ou se for tomar paracetamol Existe um risco de anomalias no sangue e fluidos (acidose metabólica com hiato aniónico aumentado) que ocorrem quando há um aumento da acidez do plasma, quando a flucloxacilina é usada concomitantemente com o paracetamol, em particular em determinados grupos de doentes em risco, por ex. doentes com a função renal APROVADO EM 18-07-2023 INFARMED

gravemente comprometida, sépsis ou malnutrição, especialmente quando são utilizadas as doses diárias máximas de paracetamol. A acidose metabólica com hiato aniónico aumentado é uma doença grave que necessita de tratamento urgente.

No caso de tratamentos prolongados (ex. osteomielite, endocardite), recomenda-se uma monitorização regular das funções hepática e renal.

A utilização prolongada pode ocasionalmente resultar num sobrecrescimento de organismos não suscetíveis.

A flucloxacilina é eficaz para o tratamento de infeções devidas a Streptococcus A beta- hemolíticos tal como úlcera na garganta e erisipela, bem como queimaduras infetadas, contudo a penicilina (G ou V) é o tratamento de primeira escolha. A flucloxacilina não está indicada para prevenção de febre reumática.

Outros medicamentos e Floxapen Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica. Alguns medicamentos podem causar efeitos indesejáveis se forem tomados ao mesmo tempo que Floxapen, em especial probenecide e outros antibióticos como por exemplo as tetraciclinas. – Voriconazol (utilizado contra infeções fúngicas)

Gravidez, amamentação e fertilidade Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento. A administração de Floxapen durante a gravidez só deve ser considerada, se na opinião do médico, o potencial benefício para a mãe justificar qualquer potencial risco para o feto.

Floxapen pode ser utilizado durante a amamentação, uma vez que é eliminado em quantidades vestigiais no leite materno. Com exceção do risco de reação alérgica, não existem outros riscos para o bebé.

Condução de veículos e utilização de máquinas Floxapen não interfere com a capacidade de condução e utilização de máquinas.

Informações importantes sobre alguns componentes de Floxapen

Floxapen contém sódio Este medicamento contém 24,17 mg de sódio (principal componente de sal de cozinha/sal de mesa) em cada cápsula. Isto é equivalente a 1,2% da ingestão diária máxima de sódio recomendada na dieta para um adulto. APROVADO EM 18-07-2023 INFARMED

3. Como tomar Floxapen

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Tome a sua cápsula de flucloxacilina pelo menos 1 hora antes ou 2 horas após as refeições.

A fim de reduzir o risco de dor no esófago (o tubo que liga a boca ao estômago), engula a cápsula com um copo cheio de água (250 ml) e não se deite imediatamente após ter tomado a sua cápsula.

Engula as cápsulas inteiras com água. Não as mastigue.

Tome este medicamento até completar o período de tratamento indicado pelo médico. Não interrompa o tratamento quando se sentir melhor.

Nos adultos e crianças com idade superior a 12 anos, a posologia mais habitual é 1 cápsula de 500 mg de 8 em 8 horas. Em regra, não deve ser ultrapassada a dose total de 3 g ao dia, ou seja, de 1 g (2 cápsulas de 500 mg) de 8 em 8 horas ou de 6 em 6 horas. Nos doentes com infeções graves ou com situações clínicas particulares, a posologia deverá ser sempre a indicada pelo médico. Nas crianças com idade inferior a 12 anos recomenda-se geralmente outras formulações de Floxapen.

Idosos: Não é necessário ajuste de dose; tal como para os adultos, só será necessário no caso de insuficiência renal (ver insuficiência renal).

Insuficiência renal: A excreção de Floxapen está diminuída nos casos de insuficiência renal. Nos doentes com depuração da creatinina < 10 ml/min a dose recomendada é de 1 g de 8 em 8 ou de 12 em 12 horas. (Em doentes anúricos, a dose máxima é de 1 g de 12 em 12 horas).

Os níveis séricos de flucloxacilina não são diminuídos por hemodiálise nem por diálise peritoneal. Assim, a diálise não necessita de ser acompanhada por uma dose adicional.

Se tomar mais Floxapen do que deveria Se tomou um grande número de cápsulas, beba bastante água e procure assistência médica de imediato. Mostre ao médico a embalagem do medicamento. São pouco prováveis problemas de sobredosagem com Floxapen. Se ocorrer, os sintomas mais frequentes são náuseas, vómitos ou diarreia que devem ser tratados sintomaticamente, tendo em especial atenção a desidratação. APROVADO EM 18-07-2023 INFARMED

Caso se tenha esquecido de tomar Floxapen Se se esqueceu de tomar uma cápsula de Floxapen, tome-a logo que se lembre. Depois prossiga como anteriormente, mas nunca tome 2 doses com intervalo inferior a 1 hora. Não tome uma dose a dobrar para compensar a cápsula que se esqueceu de tomar.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.

4. Efeitos indesejáveis possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

Se notar algum dos seguintes efeitos indesejáveis graves, pare de tomar Floxapen e contacte o seu médico imediatamente: – Diarreia prolongada e grave, que pode ter sangue ou muco, acompanhada de dor no estômago e febre. Isto pode ser “colite pseudomembranosa”. – Dificuldade repentina em respirar, inchaço dos lábios, língua e garganta ou corpo erupção cutânea, desmaios ou dificuldade para engolir (reação alérgica grave). – Vermelhidão da pele com bolhas ou descamação. Também pode surgir bolhas graves e hemorragia nos lábios, olhos, boca, nariz e genitais. Isto pode ser a "síndrome de Stevens-Johnson" ou "necrólise epidérmica tóxica". Estes efeitos são muito raros e afetam menos de 1 em 10.000 pessoas.

Outros efeitos indesejáveis incluem:

Efeitos indesejáveis frequentes (afetam 1 a 10 utilizadores em 100):

– Distúrbios gastrointestinais menores.

Efeitos indesejáveis pouco frequentes (afetam 1 a 10 utilizadores em 1.000):

– Erupção na pele, comichão na pele.

Efeitos indesejáveis muito raros (afetam menos de 1 utilizador em 10.000):

– Diminuição anormal em alguns tipos de glóbulos brancos no sangue (neutropenia), que pode originar um aumento do risco de contrair infeções. – Hemorragia mais prolongada do que o habitual ou nódoas negras, provocadas por uma redução no número de plaquetas no sangue (trombocitopenia). – Aumento anormal de certos tipos de glóbulos brancos (eosinofilia). Os sintomas incluem perda de peso, suores noturnos e febre. – Queda abrupta do número de glóbulos vermelhos (anemia hemolítica). Os sintomas incluem cansaço, palidez, amarelecimento da pele, fraqueza, tonturas, falta de ar e batimentos cardíacos acelerados. – Crises convulsivas com doses elevadas de flucloxacilina em doentes com insuficiência renal. APROVADO EM 18-07-2023 INFARMED

– Erupção cutânea, que pode formar bolhas e que se assemelham a pequenos alvos com manchas escuras, rodeados por uma área mais esbatida, com um anel mais escuro nos bordos (Eritema multiforme). – Inflamação do fígado (hepatite), icterícia (icterícia colestática). – Alterações aos resultados das análises sanguíneas. – Dor nas articulações e dor muscular. – Dilatação dos túbulos renais. – Febre. – Casos muito raros de anomalias no sangue e fluidos (acidose metabólica com hiato aniónico aumentado), que ocorrem quando há um aumento da acidez do plasma, quando a flucloxacilina é utilizada concomitantemente com o paracetamol, geralmente na presença de fatores de risco (ver secção 2).

Outros efeitos indesejáveis (frequência desconhecida – não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis): – Reações cutâneas graves. Erupção cutânea avermelhada escamosa com bolhas e pequenos altos sob a pele (pustulose exantematosa). Contacte imediatamente o médico se tiver qualquer um destes sintomas. – Níveis baixos de potássio no sangue (hipocaliemia), que podem causar fraqueza muscular, contrações musculares ou alterações do ritmo cardíaco. – Dor no esófago (o tubo que liga a boca ao estômago) e outros sintomas relacionados, como dificuldade em engolir, azia, garganta irritada ou dor torácica.

Comunicação de efeitos indesejáveis Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente ao INFARMED, I.P. através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]

5. Como conservar Floxapen

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças. APROVADO EM 18-07-2023 INFARMED

Não conservar acima de 25 ºC. Conservar na embalagem de origem para proteger da humidade.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem exterior, após EXP. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não abra a bolsa de alumínio até ao momento de utilizar o medicamento. Após abertura da bolsa de alumínio, utilize no prazo de 30 dias e conserve os blisters na embalagem exterior.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Floxapen

– A substância ativa é flucloxacilina sódica, equivalente a 500 mg de flucloxacilina. – Os outros componentes são:

Conteúdo da cápsula: estearato de magnésio.

Cápsula: óxido de ferro preto (E172), dióxido de titânio (E171), óxido de ferro vermelho (E172), óxido de ferro amarelo (E172) e gelatina.

Tinta de impressão: shellac (E904) e dióxido de titânio (E171).

Qual o aspeto de Floxapen e conteúdo da embalagem

Floxapen apresenta-se sob a forma de cápsulas duras para administração oral doseadas a 500 mg de flucloxacilina, em embalagens de 24 cápsulas.

As cápsulas de Floxapen são acondicionadas em blisters de PVC/PE/PVdC/alumínio. Os blisters são acondicionados numa bolsa de alumínio tri-laminada.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Generis Farmacêutica, S.A. Rua João de Deus, 19 2700-487 Amadora Portugal APROVADO EM 18-07-2023 INFARMED

Fabricante

Athlone Laboratories Limited Ballymurray, Co. Roscommon, Irlanda

Este folheto foi revisto pela última vez em

⚕Para profissionais — Resumo das Características do Medicamento (RCM)Ficha técnica completa: posologia, interações, contraindicações, advertências+
Informações técnicas destinadas aos profissionais de saúde (médicos e farmacêuticos). Le Resumo das Características do Medicamento (RCM) est le document officiel approuvé par l’ANSM/EMA. Il ne remplace pas la notice ni l’avis du médecin.

18-07-2023

1. NOME DO MEDICAMENTO

Floxapen 500 mg cápsulas

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Flucloxacilina sódica, equivalente a 500 mg de flucloxacilina.

Excipiente(s) com efeito conhecido: Cada cápsula contém 24,17 mg de sódio (sob a forma de flucloxacilina sódica).

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Cápsulas

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1. Indicações terapêuticas

A flucloxacilina está indicada no tratamento de infeções nos seguintes locais, quando causadas por organismos sensíveis, particularmente Streptococcus e Staphylococcus (ver secção 5.1):

Infeções da pele, por ex.: furunculose, antraz (conglomerado de furúnculos), abcesso, impetigo Tecidos moles subcutâneos, por ex.: celulite, linfangite Feridas traumáticas, cirúrgicas e de queimaduras Ossos, por ex.: artrite, osteíte, osteomielite Ouvido externo, por ex.: otite externa Infeções do trato respiratório inferior, por ex.: abcesso pulmonar, pneumonia, broncopneumonia Infeções do trato respiratório superior, por ex.: amigdalite, sinusite, faringite Empiema (como parte do regime combinado) (em conjugação com drenagem) Meningite, por ex.: meningite estafilocócica Trato urinário e genital Intestino delgado e cólon. 18-07-2023

No tratamento de infeções graves como por exemplo endocardite e bacteriemia, particularmente bacteriemia estafilocócica, recomenda-se a utilização de flucloxacilina por via parentérica. A flucloxacilina está indicada para profilaxia na cirurgia cardiovascular (próteses valvulares e próteses arteriais) e cirurgia ortopédica (artroplastia, osteossíntese e artrotomia).

Devem ter-se em consideração as orientações oficiais sobre a utilização adequada de agentes antibacterianos.

4.2. Posologia e modo de administração

Posologia A dose depende da idade, peso e função renal do doente, bem como da gravidade da infeção.

Adultos e crianças com mais de 12 anos A dose recomendada é de 500 mg de 8/8 horas. No entanto, em caso de necessidade, podem administrar-se até 3 g/dia, fracionados em três ou quatro tomas.

Profilaxia na cirurgia 1 a 2 g por via intravenosa (bólus ou perfusão) durante a indução da anestesia, seguida de 500 mg a cada 6 horas por via intravenosa, intramuscular ou oral até um máximo de 72 horas, 24 horas nos casos de cirurgia vascular e cirurgia ortopédica e 48 horas nos casos de cirurgia cardíaca ou cirurgia coronária.

População pediátrica Crianças com menos de 12 anos A dose média recomendada é de 50 mg/kg/dia fracionados em três tomas, administradas de 8 em 8 horas. Recomenda-se a utilização de Floxapen pó para suspensão oral em crianças com menos de 12 anos ou com peso inferior a 30 kg.

Idosos Não é necessário ajuste de dose; tal como para os adultos, só será necessário no caso de insuficiência renal (ver insuficiência renal).

Insuficiência renal A excreção de Floxapen está diminuída nos casos de insuficiência renal. Nos doentes com depuração da creatinina < 10 ml/min a dose recomendada é de 1 g de 8 em 8 ou de 12 em 12 horas. (Em doentes anúricos, a dose máxima é de 1 g de 12 em 12 horas).

A flucloxacilina não é removida significativamente por diálise, deste modo, não é necessário administrar uma dose adicional, quer durante quer no final do período de diálise. 18-07-2023

Disfunção hepática Não é necessária a redução da dose em doentes com a função hepática reduzida

Modo de administração Administração por via oral (a terapêutica parentérica é indicada se a via oral for considerada impraticável ou desadequada, tal como no caso de diarreia severa ou vómitos, e em particular no tratamento urgente de infeções graves). Recomenda-se um tratamento de pelo menos de 10 dias para qualquer infeção causada por estreptococos beta-hemolítico.

Floxapen cápsulas deve ser tomado pelo menos 1 hora antes ou 2 horas após as refeições.

A cápsula deve ser tomada com um copo cheio de água (250 ml), a fim de reduzir o risco de dor esofágica (ver secção 4.8).

Os doentes não devem deitar-se imediatamente após a toma de Floxapen.

4.3. Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1.

Floxapen não deve ser administrado a doentes com história ou hipersensibilidade a antibióticos beta-lactâmicos (penicilinas, cefalosporinas).

Floxapen é contraindicado em doentes com história prévia de icterícia ou disfunção hepática associada à flucloxacilina.

Administração ocular ou subconjuntival.

4.4. Advertências e precauções especiais de utilização

Antes de se iniciar a terapêutica com Floxapen, deverá ser cuidadosamente investigada a ocorrência prévia de reações de hipersensibilidade a beta-lactâmicos. Estão documentados casos de sensibilidade cruzada entre penicilinas e cefalosporinas.

Foram notificados casos de reações de hipersensibilidade graves ou ocasionalmente fatais (anafilaxia) em doentes tratados com antibióticos beta-lactâmicos. Embora a anafilaxia seja mais frequente após a terapêutica por via parentérica, ocorreu também em doentes com terapêutica oral. Estas reações são mais prováveis de ocorrerem em indivíduos com história de hipersensibilidade aos beta-lactâmicos. Se ocorrer uma reação alérgica, a administração de Floxapen deve ser interrompida e instituída a terapêutica apropriada. Reações anafilactóides graves necessitam de um tratamento 18-07-2023

imediato de emergência com adrenalina. Pode ser também necessário oxigénio, esteroides intravenosos, ventilação assistida, incluindo entubação.

A ocorrência, no início do tratamento, de um quadro febril associado a eritema generalizado pode ser um sintoma de pustulose exantematosa generalizada aguda (PEAG) (ver secção 4.8). Em caso de diagnóstico de PEAG, deverá interromper-se o tratamento com flucloxacilina, sendo contraindicada qualquer administração subsequente de flucloxacilina.

Floxapen deve ser utilizado com precaução em doentes com evidência de insuficiência hepática, em doentes acima dos 50 anos de idade e doentes com doença grave subjacente. Nestes doentes os problemas hepáticos podem ser graves, e em situações muito raras, foram notificados casos fatais (ver secção 4.8).

É aconselhada precaução especial relativa a lesão hepática induzida por medicamentos em indivíduos portadores do haplótipo HLA-B* 5701, dado que a frequência de lesão hepática tem aumentando em indivíduos com infeção por VIH, os quais podem ter risco acrescido de exposição a flucloxacilina (ver secção 5.1). Não é recomendada a deteção deste alelo por rotina.

A flucloxacilina tem sido associada a ataques agudos de porfiria, não sendo considerada segura em doentes que sofram de porfiria.

É essencial uma precaução especial nos recém-nascidos, devido ao risco de hiperbilirrubinemia. Estudos demonstraram que, em doses elevadas após administração parentérica, Floxapen pode deslocar a bilirrubina da sua ligação às proteínas plasmáticas, podendo desta forma predispor para uma situação de icterícia nuclear num bebé com icterícia. Adicionalmente, é essencial um cuidado especial nos recém- nascidos devido ao potencial para concentrações séricas elevadas de Floxapen, que resultam de uma velocidade de excreção renal reduzida.

No caso de tratamentos prolongados (por ex. osteomielite, endocardite), recomenda-se uma monitorização regular das funções hepática e renal.

A utilização prolongada pode ocasionalmente resultar num sobrecrescimento de organismos não suscetíveis.

Foram notificadas colite associada a antibióticos e colite pseudomembranosa com flucloxacilina que podem variar em termos de gravidade, desde ligeira até acarretar risco de vida. Assim, é importante considerar este diagnóstico em doentes que apresentem diarreia subsequente à administração de medicamentos antibacterianos. Deve considerar-se a interrupção da terapêutica com Floxapen e a administração de tratamento específico para o Clostridioides difficile. Não devem ser administrados medicamentos que inibam o peristaltismo. 18-07-2023

Recomenda-se precaução durante a administração concomitante de flucloxacilina com paracetamol, devido ao maior risco de acidose metabólica com hiato aniónico aumentado (HAGMA - High anion gap metabolic acidosis). Doentes com risco elevado de HAGMA são aqueles em particular que apresentam um compromisso grave da função renal, sépsis ou malnutrição, especialmente quando são utilizadas as doses diárias máximas de paracetamol. Após a coadministração de flucloxacilina e paracetamol, recomenda-se uma monitorização cuidadosa, a fim de detetar o aparecimento de desequilíbrios ácido–base, nomeadamente HAGMA, incluindo a pesquisa de 5-oxoprolina na urina. Caso a flucloxacilina continue a ser administrada após a interrupção do paracetamol, é aconselhável assegurar que não existem sinais de HAGMA, dado que existe a possibilidade do quadro clínico de HAGMA ser mantido pela flucloxacilina (ver secção 4.5).

Nos doentes com insuficiência renal é necessário ajustar a posologia (ver secção 4.2).

A flucloxacilina é eficaz para o tratamento de infeções devidas a Streptococcus A beta- hemolíticos tal como úlcera na garganta e erisipela, bem como queimaduras infetadas, contudo a penicilina (G ou V) é o tratamento de primeira escolha.

A flucloxacilina não está indicada para prevenção de febre reumática.

Pode ocorrer hipocaliemia (potencialmente fatal) com a utilização de flucloxacilina, especialmente em doses elevadas. A hipocaliemia causada pela flucloxacilina pode ser resistente à suplementação com potássio. Recomenda-se a medição regular dos níveis de potássio durante a terapêutica com doses mais elevadas de flucloxacilina. É igualmente necessário ter atenção a este risco aquando da associação da flucloxacilina a diuréticos indutores de hipocaliemia ou quando estão presentes outros fatores de risco para o desenvolvimento de hipocaliemia (por exemplo, malnutrição, disfunção tubular renal).

Conteúdo em sódio: Este medicamento contém 24,17 mg de sódio por cápsula, equivalente a 1,2% da ingestão diária máxima recomendada pela OMS de 2 g de sódio para um adulto.

4.5. Interações medicamentosas e outras formas de interação

Medicamentos bacteriostáticos podem interferir com a ação bactericida de Floxapen. O probenecide diminui a secreção tubular renal de Floxapen. A administração concomitante de probenecide atrasa a excreção renal de Floxapen.

O uso concomitante de flucloxacilina com paracetamol deve ser feito com precaução, dado que a toma conjunta foi associada a acidose metabólica com hiato aniónico aumentado, especialmente em doentes com fatores de risco (ver secção 4.4). 18-07-2023

Foi notificado que a flucloxacilina (indutor do CYP450) reduz significativamente as concentrações plasmáticas de voriconazol. Se a administração concomitante de flucloxacilina com voriconazol não puder ser evitada, monitorizar quanto à potencial perda de eficácia do voriconazol (p. ex., através da monitorização terapêutica de fármacos); poderá ser necessário aumentar a dose de voriconazol.

4.6. Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez Estudos em animais com flucloxacilina demonstraram a não existência de efeitos teratogénicos. A informação disponível sobre a utilização de flucloxacilina na gravidez humana é limitada. Flucloxacilina só deve ser utilizado durante a gravidez, se os potenciais benefícios se sobrepuserem aos possíveis riscos associados ao tratamento.

Amamentação Durante a amamentação podem ser detetadas quantidades vestigiais de flucloxacilina no leite materno. Flucloxacilina pode ser administrada durante o período de amamentação. Com exceção do risco de sensibilização, não existem efeitos nocivos para o lactente.

Fertilidade Não existem dados sobre a fertilidade humana.

4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não foram observados efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas.

4.8. Efeitos indesejáveis

A seguinte convenção tem sido utilizada na classificação de efeitos indesejáveis: muito frequentes (>1/10), frequentes (>1/100, <1/10), pouco frequentes (>1/1000, <1/100), raros (>1/10,000 <1/1000), muito raros (<1/10,000) e desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis).

A menos que haja informação em contrário, a frequência de ocorrência dos efeitos adversos resulta da informação proveniente de relatórios de Farmacovigilância de pós- comercialização ao longo de mais de 30 anos.

Doenças do sangue e do sistema linfático Muito raros: Neutropenia (incluindo agranulocitose) e trombocitopenia. Estes efeitos são reversíveis quando o tratamento é descontinuado. Eosinofilia. Anemia hemolítica.

Doenças do sistema imunitário Muito raros: Choque anafilático (ver secção 4.4), edema angioneurótico. Se ocorrer alguma reação de hipersensibilidade, o tratamento deve ser descontinuado (ver também Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneas). 18-07-2023

Doenças do metabolismo e da nutrição Experiência pós comercialização: casos muito raros de acidose metabólica com hiato aniónico aumentado, quando a flucloxacilina é utilizada concomitantemente com o paracetamol, geralmente na presença de fatores de risco (ver secção 4.4.) Frequência desconhecida: Hipocaliemia. Doenças do sistema nervoso Muito raros: Em doentes com insuficiência renal, pode ocorrer distúrbios neurológicos com convulsões com a administração I.V. de doses elevadas

Doenças gastrointestinais Frequentes: Distúrbios gastrointestinais ligeiros*. Muito raros: Colite pseudomembranosa (ver secção 4.4). Frequência desconhecida: Dor esofágica e acontecimentos relacionados.** Afeções hepatobiliares Muito raros: Hepatite e icterícia colestática (ver secção 4.4). Alteração dos valores dos testes de função hepática (reversível quando o tratamento é interrompido). A hepatite e a icterícia colestática podem persistir para além de 2 meses após a finalização do tratamento. Em alguns casos a sua resolução tem sido demorada, prolongando-se por vários meses. Os problemas hepáticos podem ser graves, e em situações muito raras, foram relatados casos fatais, tendo a sua maioria ocorrido em doentes acima dos 50 anos de idade e em doentes com doenças graves subjacentes.

Existe evidência de que o risco de desenvolver lesão hepática induzida pela flucloxacilina é maior em indivíduos que contenham o alelo HLA-B*5701. Embora exista esta forte associação, apenas 1 em 500-1000 transportadores deste alelo desenvolvem lesão hepática. Consequentemente, o valor preditivo positivo de testar o alelo HLA-B*5701 para lesão hepática é muito reduzido (0,12%) e não é recomendada a deteção deste alelo por rotina.

Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos Não frequentes: Exantema, urticária e púrpura.* Muito raros: Eritema multiforme, síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica. Desconhecidos: PEAG - pustulose exantematosa generalizada aguda (ver secção 4.4) (ver também Doenças do sistema imunitário).

Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos Muito raros: Por vezes, reações de artralgia e mialgia desenvolvem-se mais de 48 horas após o início do tratamento.

Doenças renais e urinárias. Muito raros: Nefrite intersticial. Este efeito é reversível quando o tratamento é interrompido. 18-07-2023

Perturbações gerais e alterações no local de administração Muito raros: Febre, após 48 h do início do tratamento.

* A incidência destes efeitos adversos resulta de informação de estudos clínicos envolvendo um total de aproximadamente 929 doentes adultos e crianças sujeitos a terapêutica com Floxapen. ** Esofagite, queimadura esofágica, irritação da garganta, dor orofaríngea ou dor na boca.

Notificação de suspeitas de reações adversas A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício- risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.:

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]

4.9. Sobredosagem

Podem observar-se efeitos gastrintestinais tais como náuseas, vómitos e diarreia, devendo ser instituída terapêutica sintomática.

Flucloxacilina não é eliminada da circulação sanguínea por hemodiálise.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1. Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 1.1.1.3 - Medicamentos anti-infecciosos. Antibacterianos. Penicilinas. Isoxazolilpenicilinas, código ATC: J01 CF05

Flucloxacilina é uma penicilina semissintética (antibiótico beta-lactâmico; isoxazolilpenicilinas) de estreito espetro de atividade principalmente contra organismos Gram-positivo, incluindo estirpes produtoras de beta-lactamases.

Mecanismo de ação 18-07-2023

Flucloxacilina inibe uma ou mais enzimas (também referida como proteínas ligadas às penicilinas) da via biossintética do peptidoglicano bacteriano, que é um componente integrante estrutural da parede celular bacteriana. A inibição da síntese de peptidoglicano conduz ao enfraquecimento da parede celular, que é geralmente seguido por lise celular e morte.

Relação farmacocinética/farmacodinâmica O tempo acima da concentração inibitória mínima (T> CMI) é considerado como sendo o principal determinante da eficácia para flucloxacilina.

Mecanismo de resistência A resistência a isoxazolilpenicilinas (também chamados meticilina-resistentes) é causada por bactérias que produzem uma proteína de ligação às proteínas alterada. A resistência cruzada pode ocorrer no grupo beta-lactâmico com outras penicilinas e cefalosporinas. Staphylococcus resistentes à meticilina têm geralmente uma baixa sensibilidade para os antibióticos beta-lactâmicos.

Atividade antimicrobiana A flucloxacilina é ativa contra estirpes β-lactamases-positiva e negativa de Staphylococcus aureus sensíveis à meticilina, produtoras, ou não, de beta-lactamases e outros cocos Gram-positivo aeróbios, com a exceção do Enterococcus faecalis. Os anaeróbios Gram-positivo são geralmente sensíveis (CIM 0,25-2 mg/l) mas os anaeróbios ou bacilos Gram-negativo são moderada a totalmente resistentes. Enterobacterales são totalmente resistentes à flucloxacilina, bem como os Staphylococcus resistentes à meticilina.

Limites de suscetibilidade (breakpoints) Os breakpoints definidos pelo EUCAST (v10.0, 2020.01.01) são os seguintes: Microrganismo CIM (mg/l) Staphylococcus spp. Nota 1 Streptococcus spp. (grupos A, C e G) Nota 2 A maioria dos estafilococos são produtores de penicilinase e alguns são resistentes à meticilina. Qualquer dos mecanismos torna-os resistentes a benzilpenicilina, fenoximetilpenicilina, ampicilina, amoxicilina, piperacilina e ticarcilina. Estafilococos que são sensíveis a benzilpenicilina e cefoxitina podem ser considerados sensíveis a todas as penicilinas. Estafilococos que testam resistentes a benzilpenicilina, mas sensíveis a cefoxitina, são sensíveis a combinações de inibidores de β-lactamase, a isoxazolilpenicilinas (oxacilina, cloxacilina, dicloxacilina e flucloxacilina) e nafcilina. Para agentes administrados por via oral, deve ser tida em conta a obtenção de exposição suficiente no local da infeção. Os estafilococos testados como resistentes à cefoxitina são resistentes a todas as penicilinas. A sensibilidade dos estreptococos dos grupos A, B, C e G às penicilinas é inferida a partir da suscetibilidade à benzilpenicilina, com exceção da fenoximetilpenicilina e das isoxazolilpenicilinas para estreptococos do grupo B.

Risco de lesão hepática 18-07-2023

Existe evidência de que o risco de desenvolver lesão hepática induzida pela flucloxacilina é maior em indivíduos que contenham o alelo HLA-B*5701. Embora exista esta forte associação, apenas 1 em 500-1000 transportadores deste alelo desenvolvem lesão hepática. Consequentemente, o valor preditivo positivo de testar o alelo HLA-B*5701 para lesão hepática é muito reduzido (0,12%) e não é recomendada a deteção este alelo por rotina.

5.2. Propriedades farmacocinéticas

Absorção Flucloxacilina é estável em meio ácido podendo deste modo ser administrado por via oral ou parentérica. As concentrações plasmáticas máximas de flucloxacilina obtidas cerca de uma hora depois são as seguintes: Depois da administração de uma dose de 250 mg por via oral (em indivíduos em jejum): aproximadamente 8,8 mg/l. Depois da administração de uma dose de 500 mg por via oral (em indivíduos em jejum): aproximadamente 14,5 mg/l. Depois da administração de uma dose por via i.m. de 500 mg: aproximadamente 16,5 mg/l.

A quantidade total absorvida por via oral representa aproximadamente 79% da quantidade administrada.

Distribuição 95% de flucloxacilina está ligada às proteínas plasmáticas. Flucloxacilina distribui-se facilmente por todos os tecidos. Mais especificamente, foram detetadas concentrações ativas de flucloxacilina nos ossos: 11,6 mg/l (osso compacto) e 15,6 mg/l (osso esponjoso), com uma concentração sérica média de 8,9 mg/l. Ao atravessar as meninges, flucloxacilina difunde-se em apenas pequena quantidade para o líquido cefalorraquidiano em indivíduos cujas meninges não estão inflamadas. Flucloxacilina é excretada em pequena quantidade no leite materno.

Biotransformação Em indivíduos normais, aproximadamente 10% de flucloxacilina administrada é metabolizada a ácido penicilóico. O tempo de semivida de eliminação é cerca de 53 minutos.

Eliminação A excreção ocorre principalmente por via renal. Entre 65,5% (via oral) a 76,1% (via parentérica) da dose administrada é excretada na urina na forma inalterada em 8 horas. Uma pequena parte da dose administrada é excretada na bílis. A excreção de flucloxacilina é mais lenta nos casos de insuficiência renal.

Recém-nascidos e crianças 18-07-2023

A depuração de flucloxacilina é considerada mais lenta nos recém-nascidos quando comparada com a dos adultos e tem sido notificado nos recém-nascidos um tempo de semivida médio de aproximadamente quatro horas e meia. Deve ser tido especial cuidado durante a administração de flucloxacilina ao recém-nascido (ver secção 4.4). As crianças mais jovens (<6 meses) atingiram concentrações plasmáticas superiores de flucloxacilina, quando administrada a mesma dose, do que crianças mais velhas.

Doentes com afeção renal Nos doentes com disfunção renal grave o tempo de semivida da flucloxacilina aumenta para valores entre 135-173 min. É necessário modificar a posologia se a disfunção renal for grave, com a depuração de creatinina < 10 ml/min (ver secção 4.2).

Doentes com afeção hepática Calcula-se que seja pouco provável que a doença hepática influencie a farmacocinética de flucloxacilina, já que o antibiótico é principalmente depurado pela via renal.

5.3. Dados de segurança pré-clínica

Os dados pré-clínicos não revelam riscos especiais para o ser humano, segundo estudos convencionais de farmacologia de segurança, toxicidade de dose repetida e toxicidade reprodutiva. Foram realizados estudos de genotoxicidade com flucloxacilina, mas não se verificaram alterações nos estudos de reprodução ou de toxicidade de dose repetida indicativos de toxicidade genética.

Não foram realizados estudos do potencial carcinogénico com flucloxacilina uma vez que esta se destina a tratamento de curta duração.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1. Lista dos excipientes

Conteúdo da cápsula: Estearato de magnésio

Cápsula: Óxido de ferro preto (E172) Dióxido de titânio (E171) Óxido de ferro vermelho (E172) Óxido de ferro amarelo (E172) Gelatina

Tinta de impressão: Shellac (E904) Dióxido de titânio (E171) 18-07-2023

6.2. Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3. Prazo de validade

3 anos.

6.4. Precauções especiais de conservação

Não conservar acima de 25 ºC. Conservar na embalagem de origem para proteger da humidade.

Manter a bolsa de alumínio fechada até ao momento de utilização do medicamento. Após abertura da bolsa de alumínio, utilizar no prazo de 30 dias e conservar os blisters na embalagem exterior.

6.5. Natureza e conteúdo do recipiente

Embalagens de 16 e 24 cápsulas, acondicionadas em blisters de PVC/PE/PVdC/alumínio. Os blisters são acondicionados numa bolsa de alumínio tri- laminada, inserida em caixa de cartão.

6.6. Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Generis Farmacêutica, S.A. Rua João de Deus, 19 2700-487 Amadora Portugal

8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Número de registo: 8378703, 16 cápsulas, 500 mg, blister de PVC/Alu Número de registo: 4666889, 24 cápsulas, 500 mg, blister de PVC/Alu

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/ RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO

DE INTRODUÇÃO NO MERCADO 18-07-2023

Data da primeira autorização: 16 de novembro de 1973 Data da última renovação: 15 de maio de 2023

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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