Ganciclovir Hikma MG
Folheto informativo: Informação para o utilizador
Ganciclovir Hikma 500 mg pó para concentrado para solução para perfusão
Ganciclovir
Leia com atenção todo este folheto antes de começar a utilizar este medicamento pois contém informação importante para si. – Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente. – Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. – Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode ser- lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença. – Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Ver secção 4.
O que contém este folheto:
1. O que é Ganciclovir Hikma e para que é utilizado
2. O que precisa de saber antes de utilizar Ganciclovir Hikma
3. Como utilizar Ganciclovir Hikma
4. Efeitos indesejáveis possíveis
5. Como conservar Ganciclovir Hikma
6. Conteúdo da embalagem e outras informações
1. O que é Ganciclovir Hikma e para que é utilizado
O que é Ganciclovir Hikma
Ganciclovir Hikma contém a substância ativa ganciclovir. Esta pertence a um grupo chamado medicamentos antivíricos.
Para que é utilizado Ganciclovir Hikma
Ganciclovir Hikma é utilizado para tratar doenças causadas por um vírus chamado citomegalovírus (CMV) em doentes adultos e adolescentes com idade igual ou superior a 12 anos que têm um sistema imunitário fraco. É também utilizado para prevenir a infeção por CMV depois de um transplante de órgão ou durante a quimioterapia em adultos e crianças desde o nascimento. – O vírus pode afetar qualquer parte do corpo. Isto inclui a retina na parte posterior do olho – isto significa que o vírus pode causar problemas de visão. – O vírus pode afetar qualquer pessoa, mas é um problema particularmente em pessoas com um sistema imunitário fraco. Nestas pessoas o vírus CMV pode provocar uma doença grave. Um sistema imunitário fraco pode ser causado por outras doenças (tais como SIDA) ou medicamentos (tais como quimioterapia ou imunossupressores).
2. O que precisa de saber antes de utilizar Ganciclovir Hikma
Não utilize Ganciclovir Hikma – se tem alergia ao ganciclovir, valganciclovir ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6). – se está a amamentar (ver a subsecção Amamentação). Não utilize Ganciclovir Hikma se alguma das situações acima se aplicar a si. Se não tiver certeza, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro antes de utilizar Ganciclovir Hikma.
Advertências e precauções
Fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro antes de utilizar Ganciclovir Hikma se: – tem alergia ao aciclovir, valaciclovir, penciclovir ou famciclovir – estes são outros medicamentos utilizados para infeções virais. – tem uma contagem baixa de glóbulos brancos, glóbulos vermelhos ou plaquetas – o seu médico irá fazer-lhe análises ao sangue antes de começar o seu tratamento e durante o tratamento. – teve problemas com as suas contagens de células sanguíneas causados por medicamentos no passado. – tem problemas nos rins – o seu médico terá de dar-lhe uma dose mais baixa e verificar as suas contagens de células sanguíneas mais frequentemente durante o tratamento. – está a fazer radioterapia. Se alguma das situações acima se aplica a si (ou se tiver dúvidas), fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro antes de utilizar Ganciclovir Hikma.
Esteja atento aos efeitos indesejáveis Ganciclovir Hikma pode causar alguns efeitos indesejáveis graves sobre os quais precisa de informar o seu médico imediatamente. Esteja atento aos efeitos indesejáveis graves indicados na secção 4 e informe o seu médico se verificar qualquer um destes efeitos enquanto estiver a tomar Ganciclovir Hikma – o seu médico poderá dizer-lhe para parar de tomar Ganciclovir Hikma e pode necessitar de tratamento médico urgente.
Exames e análises Enquanto estiver a utilizar Ganciclovir Hikma, o seu médico irá fazer análises ao sangue regulares. Isto é para verificar se a dose que está a utilizar é correta para si. Durante as primeiras 2 semanas, estas análises ao sangue serão feitas com frequência. Depois as análises serão feitas com menos frequência.
Crianças e adolescentes A informação sobre o ganciclovir ser seguro ou eficaz para o tratamento da doença por CMV em crianças com menos de 12 anos é limitada. Os bebés e os lactentes a receber Ganciclovir Hikma para prevenção da doença por CMV irão ser submetidos a análises ao sangue regulares.
Outros medicamentos e Ganciclovir Hikma Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a utilizar, ou tiver utilizado recentemente, ou se vier a utilizar outros medicamentos.
Em particular, informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar os seguintes medicamentos: – imipenem/cilastatina – utilizados para infeções bacterianas, – pentamidina – utilizado para infeções parasitárias ou pulmonares, – flucitosina, anfotericina B – utilizados para infeções fúngicas, – trimetoprim, trimetoprim/sulfametoxazol, dapsona – utilizados para infeções bacterianas, – probenecida – utilizado para a gota, – micofenolato de mofetil, ciclosporina, tacrolimus – utilizado após um transplante de órgão, – vincristina, vinblastina, doxorrubicina – utilizados para o cancro, – hidroxiureia – utilizado para um problema chamado policitemia, anemia de células falciformes e cancro, – didanosina, estavudina, zidovudina, tenofivir ou quaisquer outros medicamentos utilizados para o VIH, – adefovir ou outros medicamentos utilizados no tratamento da Hepatite B. Se alguma das situações acima se aplica a si (ou se não tiver a certeza), fale com o seu médico ou enfermeiro antes de utilizar Ganciclovir Hikma.
Gravidez, amamentação e fertilidade Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o seu médico ou farmacêutico antes de utilizar este medicamento.
Gravidez Ganciclovir Hikma não deve ser utilizado por mulheres grávidas a não ser que os benefícios para a mãe sejam superiores aos possíveis riscos para o feto. Se está grávida ou se pensa estar grávida, não utilize este medicamento exceto se o seu médico lhe indicar. Isto porque Ganciclovir Hikma pode prejudicar o feto.
Contraceção Não deve engravidar enquanto estiver a utilizar este medicamento. Isto porque pode prejudicar o feto.
Mulheres Se é uma mulher que pode engravidar – utilize contraceção enquanto estiver a utilizar Ganciclovir Hikma. Faça isso também durante, pelo menos, 28 dias após ter parado de utilizar Ganciclovir Hikma.
Homens Se é um homem cuja parceira pode engravidar – utilize preservativo e um método contracetivo adicional enquanto estiver a utilizar Ganciclovir Hikma. Faça isso também durante, pelo menos, 95 dias após ter parado de utilizar Ganciclovir Hikma.
Se engravidar ou se a sua parceira engravidar enquanto estiver a utilizar Ganciclovir Hikma, fale com o seu médico imediatamente.
Amamentação Não utilize Ganciclovir Hikma se estiver a amamentar. Se o seu médico quer que comece a utilizar Ganciclovir Hikma, deve parar de amamentar antes de começar a utilizar o medicamento. Isto porque Ganciclovir Hikma pode passar para o leite materno.
Fertilidade Ganciclovir Hikma pode afetar a fertilidade. Ganciclovir Hikma pode parar temporariamente ou permanentemente a produção de esperma em homens. Se planeia ter filhos, fale com o seu médico ou farmacêutico antes de utilizar Ganciclovir Hikma.
Condução de veículos e utilização de máquinas Pode sentir-se sonolento, tonto, confuso ou instável, ou pode perder o equilíbrio ou ter convulsões durante a utilização de Ganciclovir Hikma. Se isto se verificar, não conduza nem trabalhe com quaisquer ferramentas ou máquinas.
Ganciclovir Hikma contém sódio Este medicamento contém aproximadamente 43 mg de sódio (principal componente de sal de cozinha/sal de mesa) em cada frasco para injetáveis de 500 mg. Isto é equivalente a 2% da ingestão diária máxima de sódio recomendada na dieta para um adulto.
3. Como utilizar Ganciclovir Hikma
Utilize este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.
Utilizar este medicamento Ganciclovir Hikma ser-lhe-á administrado por um médico ou enfermeiro. Será administrado através de um tubo na sua veia. Isto é chamado uma perfusão intravenosa e habitualmente demora uma hora.
A dose de Ganciclovir Hikma varia de um doente para outro. O seu médico irá determinar a dose que necessita. Vai depender: – do seu peso (em crianças, a sua altura também pode ser tida em consideração), – da sua idade, – de como os seus rins estão a funcionar, – das suas contagens sanguíneas, – do motivo pelo qual está a utilizar o medicamento.
A frequência com que terá de utilizar Ganciclovir Hikma e a duração da sua utilização também irão variar. – Normalmente, irá começar por receber uma ou duas perfusões a cada dia. – Se receber duas perfusões por dia, irá continuar por um período até 21 dias. – Após esse período, o médico pode prescrever a perfusão uma vez por dia.
Doentes com problemas renais ou de sangue Se tiver quaisquer problemas de rins ou de sangue o seu médico poderá sugerir uma dose menor de Ganciclovir Hikma e verificar as suas contagens de células sanguíneas mais frequentemente durante o tratamento.
Se utilizar mais Ganciclovir Hikma do que deveria Se pensa que lhe foi administrado demasiado Ganciclovir Hikma fale com o seu médico ou dirija-se ao hospital imediatamente. Pode ter os seguintes sintomas caso utilize demasiado: – dor de estômago, diarreia ou vómitos – tremores ou convulsões – sangue na urina – problemas nos rins ou fígado – alterações na contagem das células sanguíneas.
Se parar de utilizar Ganciclovir Hikma Não pare de utilizar Ganciclovir Hikma sem falar com o seu médico.
Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.
4. Efeitos indesejáveis possíveis
Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se manifestem em todas as pessoas.
Os seguintes efeitos indesejáveis podem ocorrer com este medicamento.
Efeitos indesejáveis graves
Informe o seu médico imediatamente se tiver qualquer um dos seguintes efeitos indesejáveis graves – o seu médico poderá dizer-lhe para parar de tomar Ganciclovir Hikma e pode necessitar de tratamento médico urgente.
Muito frequentes: podem afetar mais de 1 em 10 pessoas – baixas contagens de glóbulos brancos – com sinais de infeção, tais como dor de garganta, úlceras na boca ou febre – baixas contagens de glóbulos vermelhos – os sinais incluem sentir falta de ar ou cansaço, palpitações ou pele pálida.
Frequentes: podem afetar até 1 em 10 pessoas – infeção no sangue (sepsia) – os sinais incluem febre, arrepios, palpitações, confusão e fala arrastada – baixo nível de plaquetas – os sinais incluem sangrar ou ter nódoas negras mais facilmente do que o habitual, sangue na urina ou fezes ou sangramento nas gengivas; o sangramento pode ser grave – contagem de células sanguíneas gravemente baixa – pancreatite – os sinais são dor de estômago grave que se espalha até as costas – crises epiléticas.
Pouco frequentes: podem afetar até 1 em 100 pessoas – falência da medula óssea na produção de células sanguíneas – alucinações – ouvir ou ver coisas que não são reais – pensamentos ou sentimentos anormais, perda de contacto com a realidade – insuficiência renal.
Raros: podem afetar até 1 em 1000 pessoas – reação alérgica grave – os sinais podem incluir, pele vermelha e com comichão, inchaço da garganta, face, lábios ou boca, dificuldade em engolir ou respirar.
Informe o seu médico imediatamente se tiver algum dos efeitos indesejáveis acima.
Outros efeitos indesejáveis Informe o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro se verificar algum dos seguintes efeitos indesejáveis.
Muito frequentes: afetar mais de 1 em 10 pessoas – candidíase e candidíase oral – infeção do trato respiratório superior (por ex.: sinusite, amigdalite) – perda de apetite – dor de cabeça – tosse – sensação de falta de ar – diarreia – sentir-se ou estar doente – dor abdominal – eczema – sensação de cansaço – febre.
Frequentes: podem afetar até 1 em 10 pessoas – gripe – infeção urinária – os sinais incluem febre, urinar com mais frequência, dor ao urinar – infeção da pele e dos tecidos sob a pele – reação alérgica ligeira – os sinais podem incluir pele vermelha, com comichão – perda de peso – sentir-se deprimido, ansioso ou confuso – dificuldade em dormir – entorpecimento ou fraqueza nas mãos ou pés, o que pode afetar o seu equilíbrio – alterações na sensibilidade ao tato, formigueiro, cócegas, picadas ou sensação de ardor – alterações no paladar – arrepios – infeção no olho (conjuntivite), dor nos olhos ou problemas visuais – dor de ouvidos – pressão arterial baixa, o que pode causar tonturas ou desmaios – problemas ao engolir – prisão de ventre, gases, indigestão, dor de estômago, inchaço do abdómen – úlceras na boca – resultados anormais em exames laboratoriais ao fígado e rim – suores noturnos – comichão, erupção na pele – queda de cabelo – dor nas costas, dores musculares ou nas articulações, espasmos musculares – sensação de tonturas, fraqueza ou mal-estar geral – uma reação na pele no local onde o medicamento foi injetado – tal como inflamação, dor e inchaço.
Pouco frequentes: podem afetar até 1 em 100 pessoas – sentir-se agitado – tremores, agitação – surdez – batimento cardíaco irregular – urticária, pele seca – sangue na urina – infertilidade nos homens – consulte a secção “Fertilidade” – dor no peito.
Efeitos indesejáveis em crianças e adolescentes
Baixas contagens de células sanguíneas são mais prováveis em crianças, especialmente em bebés e lactentes.
Comunicação de efeitos indesejáveis Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente através do INFARMED, I.P. através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.
Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) e-mail: [email protected]
5. Como conservar Ganciclovir Hikma
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.
Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso no rótulo do frasco para injetáveis e na embalagem exterior, após VAL. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.
Pó: Não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.
Após reconstituição: Não refrigerar ou congelar. A estabilidade física e química em uso foi demonstrada para o produto reconstituído durante 12 horas a 25 ºC após dissolução com água para preparações injetáveis. De um ponto de vista microbiológico, a não ser que o método de reconstituição exclua o risco de contaminação microbiana, o produto reconstituído deve ser utilizado imediatamente. Se não for utilizado de imediato, o tempo e as condições de armazenamento são da responsabilidade do utilizador.
Após diluição: Não congelar. A estabilidade física e química em uso foi demonstrada durante 24 horas a 2-8 ºC. De um ponto de vista microbiológico, a não ser que o método de diluição exclua o risco de contaminação microbiana, o produto diluído deve ser utilizado imediatamente. Se não for utilizado de imediato, o tempo e as condições de armazenamento são da responsabilidade do utilizador.
Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.
6. Conteúdo da embalagem e outras informações
Qual a composição de Ganciclovir Hikma
– A substância ativa é: ganciclovir. Cada frasco para injetáveis contém 500 mg de ganciclovir (como ganciclovir sódico). Após reconstituição com 10 ml de água para preparações injetáveis, cada ml contém 50 mg de ganciclovir. – Os outros excipientes são: hidróxido de sódio e/ou ácido clorídrico para ajuste do pH
Qual o aspeto de Ganciclovir Hikma e conteúdo da embalagem
Ganciclovir Hikma é um pó para concentrado para solução para perfusão branco a esbranquiçado, fornecido num frasco para injetáveis de vidro de dose única, fechado com uma rolha de borracha e um selo flip-off. Soluções reconstituídas de Ganciclovir Hikma variam em cor de incolor a amarelo pálido.
Os frascos para injetáveis de Ganciclovir Hikma são fornecidos em embalagens de 1 ou 5. É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações. Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante
Titular da Autorização de Introdução no Mercado Hikma Farmacêutica (Portugal), S.A. Estrada do Rio da Mó 8, 8A e 8B Fervença 2705-906 Terrugem SNT Portugal
Fabricante Thymoorgan Pharmazie GmbH Schiffgraben 23 38690 Goslar Alemanha
Este medicamento encontra-se autorizado nos Estados Membros do Espaço Económico Europeu (EEE) com os seguintes nomes:
Portugal Ganciclovir Hikma Áustria Ganciclovir Hikma 500 mg Pulver für ein Konzentrat zur Herstellung einer Infusionslösung Alemanha Ganciclovir Hikma 500 mg Pulver für ein Konzentrat zur Herstellung einer Infusionslösung França GANCICLOVIR HIKMA 500 mg, poudre pour solution à diluer pour perfusion Itália Ganciclovir Hikma Espanha Ganciclovir Hikma 500 mg polvo para concentrado para solución para perfusión EFG
Este folheto foi revisto pela última vez em 04/2026.
——————————————————————————————————————————- A informação que se segue destina-se apenas aos profissionais de saúde:
INSTRUÇÕES DE UTILIZAÇÃO E MANUSEAMENTO
Por favor consulte o Resumo das Características do Medicamento para mais informações.
Modo de administração Precaução: O ganciclovir tem que ser administrado por perfusão intravenosa ao longo de 1 hora numa concentração que não exceda 10 mg/ml. Não administrar por injeção intravenosa rápida ou em bólus porque os níveis plasmáticos excessivos resultantes podem aumentar a toxicidade do ganciclovir.
Não administrar por injeção intramuscular ou subcutânea pois pode provocar irritação grave dos tecidos devido ao pH elevado (~11) das soluções de ganciclovir.
A posologia, frequência e velocidade de perfusão recomendadas não devem ser excedidas. A perfusão deve ser administrada numa veia com fluxo sanguíneo adequado, preferencialmente através de uma cânula de plástico.
Deve tomar-se precaução ao manusear Ganciclovir Hikma. Uma vez que o ganciclovir é considerado um potencial teratógeno e cancerígeno em humanos, Ganciclovir Hikma deve ser manuseado com cuidado. Evitar a inalação ou contacto direto do pó contido nos frascos para injetáveis ou contacto direto da solução reconstituída com a pele ou membranas mucosas. As soluções de Ganciclovir Hikma são alcalinas (pH ~11). Se ocorrer contacto, lave muito bem com água e sabão e lave os olhos com água limpa em abundância.
Preparação do concentrado reconstituído Deve ser utilizada uma técnica asséptica em toda a reconstituição do liofilizado de Ganciclovir Hikma.
1. O selo flip-off deve ser retirado para expor a porção central da tampa de borracha. Retirar 10 ml de
água para preparações injetáveis para uma seringa e em seguida injetar lentamente através do centro da rolha de borracha para o interior do frasco para injetáveis apontando a agulha na direção da parede do frasco para injetáveis. Não utilize água para preparações injetáveis bacteriostática contendo parabenos (para-hidroxibenzoatos), uma vez que estes são incompatíveis com Ganciclovir Hikma.
2. O frasco para injetáveis deve ser rodado suavemente, a fim de assegurar o humedecimento completo
do produto.
3. O frasco para injetáveis deve ser girado/rodado suavemente durante alguns minutos para se obter uma
solução reconstituída límpida.
4. A solução reconstituída deve ser verificada cuidadosamente para garantir que o produto está em
solução e praticamente livre de partículas visíveis antes da diluição com solvente compatível. As soluções reconstituídas de Ganciclovir Hikma variam em cor de incolor a amarelo pálido
Preparação da solução para perfusão final diluída Com base no peso do doente deve retirar-se do frasco para injetáveis o volume adequado com uma seringa e diluir posteriormente numa solução para perfusão adequada. Adicionar um volume de 100 ml de solvente à solução reconstituída. Não são recomendadas concentrações de perfusão superiores a 10 mg/ml.
As soluções de cloreto de sódio, dextrose a 5%, soluções de Ringer ou lactato de Ringer são consideradas química ou fisicamente compatíveis com Ganciclovir Hikma. Ganciclovir Hikma não deve ser misturado com outros produtos de administração intravenosa.
Eliminação Apenas para utilização única. Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais
⚕Para profissionais — Resumo das Características do Medicamento (RCM)Ficha técnica completa: posologia, interações, contraindicações, advertências+
1. NOME DO MEDICAMENTO
Ganciclovir Hikma 500 mg pó para concentrado para solução para perfusão
2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA
Cada frasco para injetáveis contém 500 mg de ganciclovir (como ganciclovir sódico).
Após reconstituição com 10 ml de água para preparações injetáveis, cada ml contém 50 mg de ganciclovir.
Excipiente(s) com efeito conhecido: aproximadamente 43 mg de sódio.
Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.
3. FORMA FARMACÊUTICA
Pó para concentrado para solução para perfusão.
Pó liofilizado branco a esbranquiçado.
4. INFORMAÇÕES CLÍNICIAS
4.1. Indicações terapêuticas
Ganciclovir Hikma é indicado em adultos e adolescentes a partir dos 12 anos de idade para: - o tratamento de doença por citomegalovírus (CMV) em doentes imunocomprometidos. - a prevenção da doença por CMV, utilizando terapêutica preventiva, em doentes com imunossupressão induzida por fármacos (por exemplo, após transplante de órgãos ou quimioterapia oncológica).
Ganciclovir Hikma também é indicado desde o nascimento para: - a prevenção da doença por CMV, utilizando profilaxia universal em doentes com imunossupressão induzida por fármacos (por exemplo após transplante de órgãos ou quimioterapia oncológica).
Devem ser consideradas as normas orientadoras sobre a utilização de agentes antivíricos.
4.2. Posologia e modo de administração
Posologia
Tratamento de doença por CMV Adultos e população pediátrica ≥ 12 anos de idade com função renal normal: - Tratamento de indução: 5 mg/kg administrados por perfusão intravenosa ao longo de uma hora, a cada 12 horas durante 14 a 21 dias. - Tratamento de manutenção: Para doentes imunocomprometidos em risco de recaída, pode ser administrada terapêutica de manutenção. 5 mg/kg administrados por perfusão intravenosa ao longo de uma hora, uma vez ao dia durante 7 dias por semana ou 6 mg/kg, uma vez ao dia durante 5 dias por semana. A duração do tratamento de manutenção deve ser determinada com base no individuo, devendo ser consultadas as normas orientadoras de tratamento locais. - Tratamento de doença em progressão: Qualquer doente, no qual a doença por CMV progrida, quer durante tratamento de manutenção quer devido à descontinuação do tratamento com ganciclovir, pode ser novamente tratado através do esquema de tratamento de indução.
População pediátrica desde o nascimento a < 12 anos de idade: Os dados pediátricos atualmente disponíveis encontram-se descritos nas secções 5.1 e 5.2, mas não pode ser feita qualquer recomendação posológica.
Prevenção de doença por CMV através de tratamento preventivo Adultos e população pediátrica ≥ 12 anos de idade com função renal normal: - Tratamento de indução: 5 mg/kg administrados por perfusão intravenosa ao longo de uma hora, a cada 12 horas durante 7 a 14 dias. - Tratamento de manutenção: 5 mg/kg administrados por perfusão intravenosa ao longo de uma hora, uma vez ao dia durante 7 dias por semana ou 6 mg/kg, uma vez ao dia durante 5 dias por semana. A duração do tratamento de manutenção baseia-se no risco de infeção por CMV, devendo ser consultadas as normas orientadoras de tratamento locais.
População pediátrica desde o nascimento a < 12 anos de idade: Os dados atualmente disponíveis encontram-se descritos nas secções 5.1 e 5.2, mas não pode ser feita qualquer recomendação posológica.
Prevenção de doença por CMV utilizando profilaxia universal Adultos e população pediátrica >16 anos de idade: 5 mg/kg administrados por perfusão intravenosa ao longo de uma hora, uma vez ao dia durante 7 dias por semana ou 6 mg/kg, uma vez ao dia durante 5 dias por semana. A duração baseia-se no risco de infeção por CMV, devendo ser consultadas as normas orientadoras de tratamento locais.
População pediátrica desde o nascimento até ≤ 16 anos de idade: A dose diária única recomendada de ganciclovir administrada por perfusão intravenosa ao longo de uma hora baseia-se na Área de Superfície Corporal (ASC), utilizando a fórmula de ASC Mosteller, e na depuração da creatinina derivada da fórmula Schwartz (CrCLS), e é calculada utilizando a equação abaixo. A duração da profilaxia universal baseia-se no risco de infeção por CMV e deve ser determinada individualmente.
Dose pediátrica (mg) = 3 x ASC x CrCLS (ver fórmula de ASC Mosteller e fórmula da Depuração da Creatinina Schwartz abaixo).
Se depuração da creatinina Schwartz calculada exceder 150 ml/min/1,73 m2, então um valor máximo de 150 ml/min/1,73 m2 deve ser utilizado na equação:
𝐴𝐴𝐴𝐴𝐴𝐴𝐴𝐴𝐴𝐴𝐴𝐴 (𝑐𝑐𝑐𝑐) 𝑥𝑥 𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃𝑃 (𝑘𝑘𝑘𝑘) ASC Mosteller (m²) = � 3600 𝑘𝑘 𝑥𝑥 𝐴𝐴𝐴𝐴𝐴𝐴𝐴𝐴𝐴𝐴𝐴𝐴 (𝑐𝑐𝑐𝑐) 𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷çã𝑜𝑜 𝑑𝑑𝑑𝑑 𝐶𝐶𝐶𝐶𝐶𝐶𝐶𝐶𝐶𝐶𝐶𝐶𝐶𝐶𝐶𝐶𝐶𝐶𝐶𝐶 𝑆𝑆𝑆𝑆ℎ𝑤𝑤𝑤𝑤𝑤𝑤𝑤𝑤𝑤𝑤 (𝑚𝑚𝑚𝑚/𝑚𝑚𝑚𝑚𝑚𝑚/1,73 𝑚𝑚²) = 𝐶𝐶𝐶𝐶𝐶𝐶𝐶𝐶𝐶𝐶𝐶𝐶𝐶𝐶𝐶𝐶𝐶𝐶𝐶𝐶 𝑆𝑆é𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟𝑟 (𝑚𝑚𝑚𝑚/𝑑𝑑𝑑𝑑)
onde k = 0,33 para doentes < 1 ano de idade com baixo peso à nascença, 0,45 para doentes < 2 anos, 0,55 para rapazes com idade entre 2 e < 13 anos e raparigas com idade entre 2 a 16 anos, e 0,7 para rapazes com idade entre 13 a 16 anos. Consultar a dosagem de adulto para doentes com idade superior a 16 anos de idade.
Os valores de k disponibilizados baseiam-se no método Jaffe de medição da creatinina sérica, e podem necessitar de correção quando são utilizados métodos enzimáticos.
Recomenda-se que os níveis de creatinina sérica, altura e peso sejam revistos regularmente e a dose alterada de forma apropriada.
Instruções de posologia especiais
Compromisso renal Os doentes pediátricos (desde o nascimento a ≤ 16 anos de idade) com compromisso renal a receber uma dose profilática de ganciclovir calculada utilizando o algoritmo de dose 3 x ASC x CrCLS não necessitam de alterações de dose adicionais porque esta dose já se encontra ajustada à depuração da creatinina.
Para doentes com 12 ou mais anos de idade com compromisso renal, tratados com base em mg/kg de peso corporal para terapêutica preventiva e tratamento da doença por CMV, a dose mg/kg de ganciclovir deve ser modificada de acordo com a depuração da creatinina, conforme indicado na tabela abaixo (ver secções
4.4. e 5.2).
Modificações da dose para doentes com compromisso renal a receber posologia com base em mg/kg: CrCl Dose de indução Dose de manutenção > 70 ml/min 5,0 mg/kg a cada 12 horas 5,0 mg/kg/dia 50 a 69 ml/min 2,5 mg/kg a cada 12 horas 2,5 mg/kg/dia 25 a 49 ml/min 2,5 mg/kg/dia 1,25 mg/kg/dia 10 a 24 ml/min 1,25 mg/kg/dia 0,625 mg/kg/dia < 10 ml/min 1,25 mg/kg três vezes por semana após 0,625 mg/kg três vezes por semana hemodiálise após hemodiálise
A depuração da creatinina estimada pode ser calculada a partir da creatinina sérica de acordo com a seguinte fórmula:
(140 − idade [anos])x (peso corporal [kg]) Indivíduos do sexo masculino: (72) x (0,011 x creatinina sérica [micromol/L])
Indivíduos do sexo feminino: 0,85 x valor para indivíduos do sexo masculino
Como são recomendadas modificações da dose em doentes com compromisso renal, os valores de creatinina sérica ou de depuração da creatinina estimada devem ser monitorizados.
Compromisso hepático A segurança e eficácia do ganciclovir não foram estudadas em doentes com compromisso hepático (ver seção 5.2).
Leucopenia grave, neutropenia, anemia, trombocitopenia e pancitopenia Ver secção 4.4 antes de iniciar o tratamento.
Se houver uma diminuição significativa na contagem de células sanguíneas durante a terapêutica com ganciclovir, deve considerar-se o tratamento com fatores de crescimento hematopoético e/ou a interrupção do tratamento (ver secções 4.4 e 4.8).
Idosos Não foram efetuados estudos de eficácia e segurança de ganciclovir em idosos. Como a função renal diminui com a idade, o ganciclovir deve ser administrado aos idosos tendo em consideração o estado da sua função renal (ver secção 5.2).
Modo de administração
Precauções a ter em conta antes de manusear ou administrar o medicamento: Como o ganciclovir é considerado potencialmente teratogénico e cancerígeno em humanos, devem ser tomadas precauções no seu manuseamento (ver secção 6.6).
Atenção: O ganciclovir tem que ser administrado por perfusão intravenosa ao longo de 1 hora numa concentração que não exceda 10 mg/ml. Não administrar por injeção intravenosa rápida ou em bólus porque os níveis plasmáticos excessivos resultantes podem aumentar a toxicidade do ganciclovir.
Não administrar por injeção intramuscular ou subcutânea pois pode provocar irritação grave dos tecidos devido ao pH elevado (~11) das soluções de ganciclovir (ver secção 4.8).
A posologia, a frequência e a velocidade de perfusão recomendadas não devem ser excedidas.
Ganciclovir Hikma é um pó para concentrado para solução para perfusão. Após reconstituição, Ganciclovir Hikma é uma solução incolor a ligeiramente amarelada, praticamente livre de partículas visíveis.
A perfusão deve ser administrada numa veia com fluxo sanguíneo adequado, preferencialmente através de uma cânula de plástico.
Para instruções acerca da reconstituição do medicamento antes da administração, ver secção 6.6.
4.3. Contraindicações
Hipersensibilidade à substância ativa ou ao valganciclovir ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1.
Amamentação (ver secção 4.6).
4.4. Advertências e precauções especiais de utilização
Hipersensibilidade cruzada Devido à semelhança entre a estrutura química do ganciclovir e a do aciclovir e penciclovir, é possível uma reação de hipersensibilidade cruzada entre estes medicamentos. Portanto, deve ter-se precaução ao prescrever Ganciclovir Hikma a doentes com hipersensibilidade conhecida ao aciclovir ou penciclovir (ou aos seus pró-fármacos, valaciclovir ou famciclovir respetivamente).
Mutagenicidade, teratogenicidade, carcinogenicidade, fertilidade e contraceção Antes do início do tratamento com ganciclovir, os doentes devem ser advertidos sobre os potenciais riscos para o feto. Em estudos com animais, verificou-se que o ganciclovir foi mutagénico, teratogénico, carcinogénico e comprometeu a fertilidade. Com base em estudos clínicos e não clínicos, considera-se provável que o ganciclovir cause inibição temporária ou permanente da espermatogénese (ver secções 4.6, 4.8 e 5.3).
Portanto, o ganciclovir deve ser considerado um potencial teratógeno e cancerígeno em humanos com potencial para causar defeitos congénitos e cancros. Portanto, mulheres com potencial para engravidar devem ser aconselhadas a usar contraceção eficaz durante o tratamento e durante, pelo menos, 28 semanas após o mesmo. Os homens devem ser aconselhados a utilizar preservativo mais um método contracetivo adicional, que em conjunto resultam numa taxa de insucesso de <1% por ano, para evitar a conceção durante o tratamento e durante pelo menos 95 dias após o mesmo, a menos que seja certo que a parceira não está em risco de gravidez (ver secções 4.6, 4.8 e 5.3).
A utilização de ganciclovir requer extrema precaução, especialmente na população pediátrica, devido ao potencial de ocorrência de carcinogenicidade a longo prazo e toxicidade reprodutiva. Os benefícios do tratamento devem ser cuidadosamente considerados em cada caso e devem compensar claramente os riscos (ver secção 4.2). Consultar as normas de tratamento.
Mielossupressão Ganciclovir Hikma deve ser utilizado com precaução em doentes com citopenia hematológica pré- existente ou antecedentes de citopenia hematológica relacionada com fármacos e em doentes que receberam radioterapia.
Têm sido observados casos graves de leucopenia, neutropenia, anemia, trombocitopenia, pancitopenia e insuficiência da medula óssea em doentes tratados com ganciclovir. A terapêutica não deve ser iniciada se a contagem absoluta de neutrófilos for inferior a 500 células/microlitro ou a contagem de plaquetas for inferior a 25 000 células/microlitro, ou se o valor de hemoglobina for inferior a 8 g/dl (ver secções 4.2 e 4.8).
Durante a terapêutica, recomenda-se a monitorização de hemogramas completos incluindo contagem de plaquetas. Em doentes com compromisso renal e em lactentes e recém-nascidos (ver secção 4.8) pode ser necessário um aumento da monitorização hematológica. Durante os primeiros 14 dias de administração, recomenda-se que seja efetuada uma contagem de glóbulos brancos (de preferência como um teste diferencial) a cada segundo dia; nos doentes com baixos níveis basais de neutrófilos (< 1000 neutrófilos/microlitro), nos que desenvolveram leucopenia durante a terapêutica anterior com outras substâncias mielotóxicas, e naqueles com compromisso renal, esta monitorização deve ser realizada diariamente.
Para os doentes com casos graves de leucopenia, neutropenia, anemia e/ou trombocitopenia é recomendado considerar o uso de tratamento com fatores de crescimento hematopoiéticos e/ou a interrupção da terapêutica com ganciclovir (ver secções 4.2 e 4.8).
Compromisso renal Doentes com função renal insuficiente têm maior risco de toxicidade (especialmente toxicidade hematológica). É necessária a redução da dose (ver secções 4.2 e 5.2).
Utilização com outros medicamentos Foram notificadas convulsões em doentes a tomar imipenem-cilastatina e ganciclovir. O ganciclovir não deve ser utilizado concomitantemente com imipenem-cilastatina, a menos que os benefícios potenciais superem os riscos potenciais (ver secção 4.5).
Os doentes tratados com ganciclovir e didanosina, medicamentos conhecidos por serem mielossupressores ou por afetarem a função renal, devem ser cuidadosamente monitorizados para sinais de acréscimo de toxicidade (ver secção 4.5).
Excipientes Este medicamento contém aproximadamente 43 mg de sódio por frasco para injetáveis, equivalente a 2% da ingestão diária máxima recomendada pela OMS de 2 g de sódio para um adulto.
4.5. Interações medicamentosas e outras formas de interação
Interações farmacocinéticas
Probenecida Probenecida administrada com ganciclovir oral resultou numa redução estatisticamente significativa da depuração renal de ganciclovir, e levou a aumento clinicamente significativo da exposição. Este efeito também é antecipado durante a administração concomitante de ganciclovir por via intravenosa e probenecida. Assim, os doentes que tomam probenecida e Ganciclovir Hikma devem ser cuidadosamente monitorizados quanto à toxicidade do ganciclovir.
Didanosina Verificou-se que as concentrações plasmáticas de didanosina aumentam consistentemente quando esta é administrada com o ganciclovir. Para doses intravenosas de 5 e 10 mg/ kg/dia, foi observado um aumento na AUC da didanosina que variou de 38% a 67%. Não se verificou um efeito clinicamente significativo nas concentrações de ganciclovir. Os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados relativamente à toxicidade da didanosina (ver secção 4.4).
Outros antirretrovirais As isoenzimas do citocromo P450 não desempenham qualquer papel na farmacocinética do ganciclovir. Consequentemente, não são esperadas interações farmacocinéticas com inibidores da protease e inibidores não-nucleosídeos da transcriptase reversa.
Interações farmacodinâmicas
Imipenem-cilastatina Foram notificadas convulsões em doentes a tomar concomitantemente ganciclovir e imipenem-cilastatina. Estes medicamentosnão devem ser utilizados concomitantemente, exceto se os benefícios potenciais superarem os riscos potenciais (ver secção 4.4).
Zidovudina Tanto a zidovudina como o ganciclovir podem causar neutropenia e anemia. Podem ocorrer interações farmacodinâmicas durante a administração concomitante destes fármacos. Alguns doentes podem não tolerar a terapêutica concomitante com a dosagem completa (ver secção 4.4). Outras interações medicamentosas potenciais A toxicidade pode ser aumentada quando o ganciclovir é coadministrado com outros medicamentosque se sabe serem mielossupressores ou associado com compromisso renal. Isto inclui anti-infeciosos (como dapsona, pentamidina, flucitosina, anfotericina B, trimetoprim/sulfametoxazol), imunossupressores (como ciclosporina, tacrolimus, micofenolato de mofetil), antineoplásicos (como vincristina, vinblastina, doxorubicina e hidroxiureia), bem como análogos de nucleosídeos (incluindo zidovudina, estavudina e didanosina) e análogos de nucleótidos (incluindo tenofovir e adefovir). Portanto, esses medicamentos apenas devem ser considerados para uso concomitante com ganciclovir se os benefícios potenciais superarem os riscos potenciais (ver secção 4.4).
População pediátrica Os estudos de interação só foram realizados em adultos.
4.6. Fertilidade, gravidez e aleitamento
Gravidez A segurança do ganciclovir para utilização em mulheres grávidas não foi estabelecida. No entanto, o ganciclovir difunde-se facilmente através da placenta humana. Nos estudos em animais, o ganciclovir foi associado a toxicidade reprodutiva e teratogenicidade (ver secções 4.4 e 5.3). Portanto, o ganciclovir não deve ser utilizado em mulheres grávidas, a menos que a necessidade clínica para o tratamento da mulher supere o potencial risco de teratogenicidade para o feto.
Amamentação Não se sabe se o ganciclovir é excretado no leite materno humano, mas a possibilidade de ganciclovir ser excretado no leite materno e causar reações adversas graves no lactente não pode ser excluída. Dados em animais indicam que o ganciclovir é excretado no leite de ratos lactantes. Portanto, a amamentação deve ser descontinuada durante o tratamento com ganciclovir (ver secção 4.3).
Fertilidade Num ensaio clínico pequeno, doentes com transplante renal a receber valganciclovir para a profilaxia de CMV, por até 200 dias, demonstraram um impacto de valganciclovir/ganciclovir na espermatogénese, com diminuição da densidade e da mobilidade do esperma avaliadas após conclusão do tratamento. Este efeito pareceu ser reversível, e aproximadamente seis meses após a descontinuação de valganciclovir, a densidade média e a mobilidade do esperma recuperaram para valores comparáveis aos observados no grupo de controlo de indivíduos não tratados.
Em estudos em animais, o ganciclovir comprometeu a fertilidade em ratinhos macho e fêmea e mostrou inibir a espermatogénese e induzir a atrofia testicular em ratinhos, ratos e cães em doses consideradas clinicamente relevantes.
Com base em estudos clínicos e não clínicos, considera-se provável que o ganciclovir possa causar a inibição temporária ou permanente da espermatogénese humana (ver secções 4.4 e 5.3).
Contraceção em homens e mulheres Devido ao potencial de toxicidade reprodutiva e teratogenicidade, as mulheres em idade fértil devem ser aconselhadas a utilizar um método contracetivo eficaz durante e até pelo menos 28 semanas após o tratamento. Os doentes do sexo masculino devem ser aconselhados a utilizar preservativo mais um método contracetivo adicional, que em conjunto resultam numa taxa de insucesso de <1% por ano, para evitar a conceção durante e até pelo menos 95 dias após o tratamento com ganciclovir, a menos que seja certo que a parceira não está em risco de gravidez (ver secções 4.4 e 5.3).
4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas
Os efeitos de ganciclovir sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas podem ser consideráveis (ver secção 4.8).
4.8. Efeitos indesejáveis
Resumo do perfil de segurança O valganciclovir é um pró-fármaco do ganciclovir e as reações adversas associadas ao valganciclovir podem ocorrer com o ganciclovir. O ganciclovir oral já não está disponível, mas as reações adversas notificadas com a sua utilização também podem ser esperadas em doentes a receberem ganciclovir por via intravenosa. Portanto, as reações adversas medicamentosas reportadas com ganciclovir intravenoso ou oral ou com valganciclovir estão incluídas na tabela de reações adversas.
Em doentes tratados com ganciclovir/valganciclovir, as reações adversas mais graves e frequentes são reações hematológicas e incluem neutropenia, anemia e trombocitopenia (ver secção 4.4). Outras reações adversas medicamentosas são apresentadas na tabela abaixo.
As frequências apresentadas na tabela de reações adversas são derivadas de uma população agrupada de doentes infetados com VIH (n = 1704) a receber terapêutica de manutenção com ganciclovir ou valganciclovir. Excetuando para agranulocitose, granulocitopenia e reação anafilática, cujas frequências são derivadas da experiência pós-comercialização. As reações adversas estão listadas de acordo com a classificação de sistemas de órgãos MedDRA. As categorias de frequência são definidas utilizando a seguinte convenção: muito frequentes (≥ 1/10), frequentes (≥ 1/100, < 1/10), pouco frequentes (≥ 1/1000, < 1/100), raros (≥ 1/10 000, < 1/1000), muito raros (< 1/10 000), desconhecida (a frequência não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis).
O perfil de segurança global do ganciclovir/valganciclovir é consistente nas populações com VIH e em transplantados, exceto no facto de o descolamento da retina ter sido apenas reportado em doentes com VIH com retinite por CMV. No entanto, existem algumas diferenças na frequência de certas reações. O ganciclovir intravenoso está associado a um menor risco de diarreia comparado ao valganciclovir oral. Pirexia, infeções por Candida, depressão, neutropenia grave (CAN < 500/microlitro) e reações cutâneas são reportadas com maior frequência em doentes com VIH. A disfunção renal e hepática são reportadas mais frequentemente em transplantados.
Lista tabelada de reações adversas
Classes de Sistemas Frequência RAM de Órgãos (MedDRA) Infeções e Muito infeções por Candida, incluindo candidíase oral, infeção das infestações frequentes vias respiratórias superiores Frequentes sepsia, gripe, infeção do trato urinário, celulite Doenças do sangue e Muito neutropenia, anemia do sistema linfático frequentes Frequentes trombocitopenia, leucopenia, pancitopenia Classes de Sistemas Frequência RAM de Órgãos (MedDRA) Pouco insuficiência da medula óssea frequentes Raros anemia aplástica, agranulocitose*, granulocitopenia* Doenças do sistema Frequentes hipersensibilidade imunitário Raros reação anafilática* Doenças do Muito apetite diminuído metabolismo e da frequentes nutrição Frequentes peso diminuído Perturbações do foro Frequentes depressão, estado confusional, ansiedade psiquiátrico Pouco agitação, perturbação psicótica, pensamento anormal, frequentes alucinações Doenças do sistema Muito dor de cabeça nervoso frequentes Frequentes insónia, neuropatia periférica, tonturas, parestesia, hipoestesia, convulsão, disgeusia (alteração do paladar) Pouco tremor frequentes Afeções oculares Frequentes insuficiência visual, descolamento da retina, moscas volantes, dor ocular, conjuntivite, edema macular Afeções do ouvido e Frequentes dor de ouvidos do labirinto Pouco surdez frequentes Cardiopatias Pouco arritmia frequentes Vasculopatias Frequentes hipotensão Doenças Muito tosse, dispneia respiratórias, frequentes torácicas e do mediastino Doenças Muito diarreia, náuseas, vómitos, dor abdominal gastrointestinais frequentes Frequentes dispepsia, flatulência, dor abdominal superior, obstipação, ulceração da boca, disfagia, distensão abdominal, pancreatite Doenças Frequentes fosfatase alcalina no sangue aumentada, função hepática hepatobiliares anormal, aspartato aminotransferase aumentada, alanina aminotransferase aumentada Afeções dos tecidos Muito dermatite cutâneos e frequentes subcutâneos Frequentes suores noturnos, prurido, erupção cutânea, alopécia Pouco xerose cutânea, urticária frequentes Afeções Frequentes dorsalgia, mialgia, artralgia, espasmos musculares musculosqueléticas e do tecido conjuntivo Doenças renais e Frequentes compromisso renal, depuração renal da creatinina diminuída, urinárias creatininemia aumentada Classes de Sistemas Frequência RAM de Órgãos (MedDRA) Pouco insuficiência renal, hematúria frequentes Doenças dos órgãos Pouco infertilidade masculina genitais e da mama frequentes Perturbações gerais e Muito pirexia, fadiga alterações no local de frequentes administração Frequentes reação no local da injeção, dor, arrepios, mal-estar geral, astenia Pouco dor torácica frequentes *As frequências destas reações adversas são derivadas da experiência pós comercialização, todas as outras categorias de frequência baseiam-se na frequência registada em ensaios clínicos.
Descrição de reações adversas selecionadas
Neutropenia O risco de neutropenia não é previsível com base no número de neutrófilos antes do tratamento. A neutropenia normalmente ocorre durante a primeira ou a segunda semana do tratamento de indução e após a administração de uma dose cumulativa de ≤ 200 mg/kg. A contagem de células normalmente normaliza no espaço de 2 a 5 dias após a interrupção ou redução da dose de ganciclovir (ver secção 4.4).
Neutropenia grave Neutropenia grave foi reportada mais frequentemente em doentes com VIH (14%) que recebiam terapêutica de manutenção com valganciclovir, ganciclovir oral ou intravenoso (n = 1704) do que em doentes submetidos a transplante de órgãos tratados com valganciclovir ou ganciclovir oral. Nos doentes que receberam valganciclovir ou ganciclovir oral até ao Dia 100 pós-transplante, a incidência de neutropenia grave foi de 5% e 3%, respetivamente, enquanto que nos doentes que receberam valganciclovir até ao Dia 200 pós-transplante a incidência de neutropenia grave foi de 10%.
Trombocitopenia Os doentes com linha basal baixa de contagem de plaquetas (< 100 000/microlitro) têm um risco aumentado de desenvolver trombocitopenia. Os doentes com imunossupressão iatrogénica devido ao tratamento com imunossupressores estão em maior risco de trombocitopenia do que doentes com SIDA (ver secção 4.4). A trombocitopenia grave pode estar associada a hemorragia potencialmente fatal.
Convulsões Foram notificadas convulsões em doentes a tomar imipenem-cilastatina e ganciclovir ver secções 4.4 e 4.5).
Descolamento da retina Esta reação adversa foi apenas notificada em estudos em doentes com VIH tratados com ganciclovir para retinite por CMV.
Reações no local da injeção Reações no local da injeção ocorreram frequentemente em doentes que receberam ganciclovir. Ganciclovir Hikma deve ser administrado conforme recomendado na secção 4.2 para reduzir o risco de irritação tecidual local. População pediátrica Não foram efetuados estudos de segurança formais com ganciclovir em crianças < 12 anos de idade, mas com base na experiência com valganciclovir, um pró-fármaco do ganciclovir, o perfil de segurança global da substância ativa é similar em doentes pediátricos e adultos. A neutropenia ocorre mais frequentemente em doentes pediátricos, mas não há nenhuma correlação entre a neutropenia e reações adversas infeciosas na população pediátrica. O risco aumentado de citopenias em recém-nascidos e lactentes obriga à monitorização cuidadosa da contagem de células sanguíneas nestes grupos etários (ver secção 4.4).
Apenas estão disponíveis dados limitados em recém-nascidos ou lactentes com VIH/SIDA ou infeção congénita sintomática por CMV tratado com valganciclovir ou ganciclovir, no entanto, o perfil de segurança parece ser consistente com o perfil de segurança conhecido do valganciclovir/ganciclovir.
Notificação de suspeitas de reações adversas A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas diretamente ao
Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) e-mail: [email protected]
4.9. Sobredosagem
Sintomas Foram recebidas notificações de sobredosagem com ganciclovir intravenoso, algumas com resultados fatais, a partir de ensaios clínicos e durante a experiência pós-comercialização. A maioria das notificações foram ou não associadas a quaisquer reações adversas, ou incluíram uma ou mais das reações adversas abaixo indicadas: - Toxicidade hematológica: mielossupressão, incluindo pancitopenia, insuficiência da medula óssea, leucopenia, neutropenia, granulocitopenia - Hepatotoxicidade: hepatite, disfunção hepática - Toxicidade renal: agravamento da hematúria num doente com compromisso renal pré- existente, lesão renal aguda, creatinina elevada - Toxicidade gastrointestinal: dor abdominal, diarreia, vómitos - Neurotoxicidade: tremor generalizado, convulsão
Tratamento Ganciclovir é removido por hemodiálise, portanto, a hemodiálise pode ser benéfica na redução da exposição ao fármaco em doentes que recebam uma sobredosagem de ganciclovir (ver secção 5.2).
Informação adicional em populações especiais Compromisso renal: É expectável que uma sobredosagem de ganciclovir possa resultar num aumento da toxicidade renal em doentes com compromisso renal (ver secção 4.4).
População pediátrica Não há informação específica disponível.
5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS
5.1. Propriedades farmacodinâmicas
Grupo farmacoterapêutico: Antivíricos para uso sistémico, antivíricos de ação direta, nucleosídeos e nucleotídeos excluindo inibidores da transcriptase reversa, código ATC: J05AB06
Mecanismo de ação O ganciclovir é um análogo sintético da 2’-desoxiguanosina que inibe a replicação dos vírus herpes tanto in vitro como in vivo. Os vírus humanos sensíveis incluem citomegalovírus humano (CMVH), vírus herpes simples tipo 1 e tipo 2 (HSV-1 e HSV-2), herpes - vírus humano tipo 6, tipo 7 e tipo 8 (HHV-6, HHV-7, HHV-8), vírus Epstein-Barr (EBV), vírus varicela zóster (VVZ) e vírus da hepatite B. Os estudos clínicos limitaram-se à avaliação da eficácia nos doentes com infeção pelo CMV.
Em células infetadas pelo CMV, o ganciclovir é inicialmente fosforilado a monofosfato de ganciclovir, pela cinase proteica viral, UL97. Ocorre fosforilação adicional por várias cinases celulares para produzir o trifosfato de ganciclovir, que é lentamente metabolizado intracelularmente. Demonstrou-se que isto ocorre em células infetadas por HSV e CMVH, com semividas de 18 e 6-24 horas, respetivamente, após remoção do ganciclovir extracelular. Como a fosforilação depende largamente da cinase viral, a fosforilação do ganciclovir ocorre preferencialmente nas células infetadas por vírus.
A atividade virustática do ganciclovir é o resultado da inibição da síntese do ADN viral por: (1) inibição competitiva da incorporação do trifosfato de desoxiguanosina no ADN pela polimerase do ADN e (2) incorporação do trifosfato de ganciclovir no ADN viral, causando a interrupção do alongamento do ADN viral, ou este seja muito limitado.
Atividade antiviral O valor da atividade antiviral in vitro, determinado pelo IC50 do ganciclovir contra o CMV, está no intervalo de 0,08 micromole (0,02 micrograma/ml) a 14 micromole (3,57 microgramas/ml).
Eficácia e segurança clínicas
Resistência viral A possibilidade de ocorrer resistência viral deve ser considerada nos doentes que demonstraram, repetidamente, uma resposta clínica pouco significativa ou excreção viral contínua durante o tratamento.
A resistência viral ao ganciclovir pode surgir por seleção de mutações no gene da cinase viral (UL97) responsável pela monofosforilação do ganciclovir e/ou no gene da polimerase viral (UL54). Os vírus que contêm mutações no gene UL97 são resistentes apenas ao ganciclovir, enquanto que os vírus com mutações no gene UL54 são resistentes ao ganciclovir, mas podem mostrar uma resistência cruzada a outros antivíricos que também são alvo da polimerase viral.
População pediátrica Num estudo prospetivo, 36 doentes pediátricos gravemente imunocomprometidos (6 meses - 16 anos de idade) com infeção pelo VIH e CMV receberam ganciclovir intravenoso na dose de 5 mg/kg por dia durante 2 dias, seguido de ganciclovir oral durante uma mediana de 32 semanas. O ganciclovir foi eficaz com um perfil de toxicidade semelhante ao observado em adultos. O ganciclovir foi associado a uma diminuição na deteção de CMV por cultura ou por reação em cadeia da polimerase. A neutropenia foi a única reação adversa grave observada durante o estudo e, embora nenhuma das crianças tenha necessitado de interromper o tratamento, 4 necessitaram de tratamento com fator estimulante das colónias de granulócitos (GCSF) para manter a contagem absoluta de neutrófilos > 400 células/mm3.
Num estudo retrospetivo, 122 recetores pediátricos de transplante hepático (16 dias a 18 anos de idade, mediana de idades de 2,5 anos) receberam no mínimo durante 14 dias 5 mg/kg de ganciclovir intravenoso, duas vezes por dia, seguido de monitorização preventiva de CMV por PCR. Quarenta e três doentes foram considerados de alto risco para CMV e 79 de risco de rotina. Foi detetada infeção assintomática de CMV por PCR em 34,4% dos indivíduos, sendo mais provável nos recetores de alto risco do que nos de risco de rotina (58,1% vs. 21,8%, p = 0,0001). Doze indivíduos (9,8%) desenvolveram doença por CMV (8 alto risco versus 4 risco de rotina, p = 0,03). Três indivíduos desenvolveram rejeição aguda no prazo de 6 meses de deteção de CMV, mas CMV foi precedido de rejeição em 13 indivíduos. Não houve mortes secundárias a CMV. Um total de 38,5% dos indivíduos foram poupados a medicamentos antivíricos para além das suas profilaxias pós-operatórias iniciais.
Numa análise retrospetiva, a segurança e eficácia de ganciclovir foi comparada com valganciclovir em 92 doentes pediátrico transplantados renais e/ou hepáticos (7 meses a 18 anos de idade, mediana de idades de 9 anos). Todas as crianças receberam 5 mg/kg de ganciclovir intravenoso, duas vezes por dia, durante 2 semanas após o transplante. As crianças tratadas antes de 2004, em seguida, receberam ganciclovir por via oral, 30 mg/kg/dose até 1 g/dose, três vezes por dia (n = 41), enquanto que as crianças tratadas depois de 2004 receberam valganciclovir até 900 mg uma vez ao dia (n = 51). A incidência global de CMV foi de 16% (15/92 doentes). O tempo até ao início da infeção por CMV foi comparável em ambos os grupos.
Num estudo controlado, aleatorizado, 100 recém-nascidos (≤ 1 mês de idade) com doença congénita sintomática por CMV com envolvimento do SNC receberam durante 6 semanas 6 mg/kg de ganciclovir intravenoso a cada 12 horas ou nenhum tratamento. Dos 100 doentes inscritos, 42 preencheram todos os critérios do estudo e tiveram avaliações audiométricas iniciais e de seguimento após 6 meses. Destes, 25 receberam ganciclovir e 17 não receberam nenhum tratamento. Vinte e um dos 25 tratados com ganciclovir melhoraram a audição ou mantiveram a audição normal desde o início até aos 6 meses em comparação com 10/17 doentes do grupo de controlo (84% e 59%, respetivamente p = 0,06). Nenhum dos doentes tratados com ganciclovir teve deterioração da audição desde o início até aos 6 meses, em comparação com 7 doentes do grupo de controlo (p < 0,01). 1 ano após o início, 5/24 dos doentes que receberam ganciclovir e 13/19 doentes do grupo de controlo teve deterioração da audição (p < 0,01). Durante o decorrer do estudo, 29/46 dos doentes tratados com ganciclovir tiveram neutropenia, em comparação com 9/43 doentes do grupo de controlo (p < 0,1). Ocorreram 9 mortes durante o estudo, 3 no grupo do ganciclovir e 6 no grupo de controlo. Nenhuma morte foi relacionada o medicamento em estudo.
Num estudo controlado, aleatorizado de Fase III, 100 recém-nascidos (3-33 dias de idade, mediana de idade de 12 dias) com infeção congénita sintomática grave por CMV, com envolvimento do SNC, receberam 6 mg/kg de ganciclovir intravenoso duas vezes por dia durante 6 semanas (n = 48) ou não receberam tratamento antivírico (n = 52). Os lactentes que receberam ganciclovir tiveram melhoria nos resultados do neurodesenvolvimento aos 6 e 12 meses, em comparação com aqueles que não receberam tratamento antivírico. Embora os tratados com ganciclovir tenham tido menos atrasos e mais resultados neurológicos normais, a maioria ainda estavam aquém do desenvolvimento considerado normal às 6 semanas, 6 meses ou 12 meses de idade. A segurança não foi avaliada neste estudo. Um estudo retrospetivo investigou o efeito do tratamento antivírico sobre a perda de audição de início tardio em lactentes com infeção congénita por CMV (4-34 meses de idade, com idade média de 10,3 ± 7,8 meses, mediana de idade de 8 meses). O estudo incluiu 21 lactentes com audição normal no nascimento, que desenvolveram perda auditiva de início tardio. O tratamento antivírico consistiu em: - 5 mg/ kg de ganciclovir intravenoso, por dia durante 6 semanas, seguidos por 17 mg/kg de valganciclovir por via oral, duas vezes por dia durante 6 semanas e depois diariamente até 1 ano de idade, ou - 17 mg/kg de valganciclovir oral, duas vezes por dia durante 12 semanas e em seguida diariamente durante 9 meses. - Nenhuma das crianças necessitou de um implante coclear e a perda auditiva melhorou em 83% dos ouvidos afetados pela perda auditiva no início do estudo. A neutropenia foi o único efeito indesejável notificado e não foi necessário interromper o tratamento em qualquer doente.
5.2. Propriedades farmacocinéticas
A exposição sistémica (AUC0-∞) reportada após a administração de uma perfusão intravenoso de 1 hora de 5 mg/kg de ganciclovir em doentes adultos com transplante hepático foi, em média, 50,6 microgramas.h/ml (CV% 40). Nesta população de doentes, a concentração plasmática máxima (Cmax) foi, em média, 12,2 microgramas/ml (CV% 24).
Distribuição O volume de distribuição do ganciclovir administrado por via intravenosa está correlacionado com o peso corporal. O volume de distribuição em estado estacionário varia entre 0,54-0,87 l/kg. A ligação às proteínas plasmáticas foi de 1% a 2% sobre as concentrações de ganciclovir de 0,5 e 51 microgramas/ml. O ganciclovir penetra no líquido cefalorraquidiano, onde as concentrações observadas atingem 24% a 67% das concentrações plasmáticas.
Biotransformação O ganciclovir não é metabolizado numa extensão significativa.
Eliminação O ganciclovir é predominantemente eliminado por excreção renal através de filtração glomerular e secreção tubular ativa do ganciclovir inalterado. Em doentes com função renal normal, mais do que 90% da dose de ganciclovir administrada por via intravenosa é recuperada inalterada na urina em 24 horas. A depuração sistémica média variou entre 2,64 ± 0,38 ml/min/kg (N = 15) e 4,52 ± 2,79 ml/min/kg (N = 6) e a depuração renal variou entre 2,57 ± 0,69 ml/min/kg (N = 15) e 3,48 ± 0,68 ml/min/kg (N = 20), correspondendo a 90% a 101% do ganciclovir administrado. Em doentes sem compromisso renal as semividas variaram de 2,73 ± 1,29 (N = 6) a 3,98 ± 1,78 horas (N = 8).
Linearidade/não linearidade O ganciclovir intravenoso exibe uma farmacocinética linear em todo o intervalo de 1,6 a 5,0 mg/kg.
Doentes com compromisso renal A depuração corporal total do ganciclovir está linearmente correlacionada com a depuração da creatinina. Em doentes com compromisso renal ligeiro, moderado e grave, foram observadas médias sistémicas de depuração de 2,1 ml/min/kg, 1 ml/min/kg e 0,3 ml/min/kg. Os doentes com compromisso renal têm um aumento da semivida de eliminação. Em doentes com compromisso renal grave, a semivida de eliminação aumentou 10 vezes (ver secção 4.2 para modificações de dose necessárias em doentes com compromisso renal). Doentes com compromisso renal em hemodiálise A hemodiálise reduz as concentrações plasmáticas de ganciclovir em cerca de 50% após administração intravenosa durante uma sessão de 4 horas de hemodiálise.
Durante uma hemodiálise intermitente, a depuração do ganciclovir estimada variou entre 42 a 92 ml/min, originando semividas intradialíticas de 3,3 a 4,5 horas. A fração de ganciclovir eliminada numa única sessão de diálise variou de 50% a 63%. A depuração estimada do ganciclovir para uma diálise contínua foi mais baixa (4,0 a 29,6 ml/min), mas originou uma maior eliminação de ganciclovir durante o intervalo de dose.
Doentes com compromisso hepático A segurança e eficácia do ganciclovir não foram estudadas em doentes com compromisso hepático. O compromisso hepático não deve afetar a farmacocinética de ganciclovir, uma vez que é excretado por via renal e, consequentemente, não é recomendada uma dose específica (ver secção 4.2).
População pediátrica A farmacocinética do ganciclovir intravenoso (administrado numa dose de 200 mg/m2) foi investigada em dois estudos em doentes pediátricos com transplante hepático (n = 18) e renal (n = 25) com idades entre os 3 meses e os 16 anos e avaliada utilizando um modelo de farmacocinética populacional. A depuração da creatinina (CrCL) foi identificada como uma covariável estatisticamente significativa para a depuração do ganciclovir e a altura do doente como covariável estatisticamente significativa para a depuração do ganciclovir, volume de distribuição no estado estacionário e volume de distribuição periférico. Quando a CrCL e altura foram incluídas no modelo, as diferenças aparentes na farmacocinética do ganciclovir nos vários grupos etários foram contabilizadas e nem a idade, o género, nem os tipos de transplante de órgãos foram covariáveis significativas nestas populações. A Tabela 1 fornece os parâmetros de farmacocinética estimados por grupo etário.
Tabela 1. Parâmetros de farmacocinética após administração de ganciclovir intravenoso com base na ASC (200 mg/m2) em doentes com transplante de órgãos sólidos renal e hepático expressos em medianas (mínimo-máximo). < 6 anos 6 a < 12 anos ≥ 12 a < 16 anos n = 17 n=9 n = 17 CL (l/h) 4,23 (2,11-7,92) 4,03 (1,88-7,8) 7,53 (2,89-16,8) Vcent (l) 1,83 (0,45-5,05) 6,48 (3,34-9,95) 12,1 (3,6-18,4) Vperif (l) 5,81 (2,9-11,5) 16,4 (11,3-20,1) 27 (10,6-39,3) Vss (l) 8,06 (3,35-16,6) 22,1 (14,6-30,1) 37,9 (16,5-57,2) AUC0-24h 24,3 (14,1-38,9) 40,4 (17,7-48,6) 37,6 (19,2-80,2) (microgramas.h/ml) Cmax 12,1 (9,17-15) 13,3 (4,73-15) 12,4 (4,57-30,8) (microgramas/ml)
Adicionalmente, a farmacocinética do ganciclovir intravenoso administrado de acordo com o regime de posologia aprovado para adultos (5 mg/kg perfusão intravenoso administrada ao longo de 1 hora) foi estudada num pequeno grupo de lactentes e crianças com função renal normal e com idades entre os 9 meses a 12 anos (n = 10, média de 3,1 anos). As exposições, medidas através da AUC0−∞ média, no Dia 1 (n = 10) e AUC0-12 no Dia 14 (n = 7) foram 19,4 ± 7,1 µg.h/ml e 24,1 ± 14,6 microgramas.h/ml, com valores de Cmax correspondentes a 7,59 ± 3,21 microgramas/ml (Dia 1) e 8,31 ± 4,9 microgramas/ml (Dia 14) respetivamente. Neste estudo, em que a posologia foi calculada com base no peso corporal, foi observada uma tendência para exposições mais baixas em doentes pediátricos. Os valores médios de AUC0-∞ no Dia 1 (n = 7) e AUC0-12h no Dia 14 (n = 4) foram 17,7 ± 5,5 microgramas.h/ml e 17,1 ± 7,5 microgramas.h/ml em doentes pediátricos até 5 anos de idade.
O regime posológico de ganciclovir intravenoso com base na ASC e função renal (3x ASC x CrCLS) obtido a partir do algoritmo de posologia pediátrica com valganciclovir, leva a exposições de ganciclovir semelhantes na população pediátrica desde o nascimento até aos 16 anos de idade (ver Tabela 2).
Tabela 2. AUC0-24h (microgramas.h/ml) simulada* de ganciclovir para doentes pediátricos tratados com uma dose (mg) de ganciclovir de 3 x ASC x CrCLS administrada por perfusão durante 1 hora. <4 meses ≥4 meses a >2 a <6 ≥6 a <12 ≥12 a ≤16 todos os ≤2 anos anos anos anos doentes Nº de doentes 781 384 86 96 126 1473 simulados Mediana 55,6 56,9 54,4 51,3 51,4 55,4 Média 57,1 58,0 55,1 52,6 51,8 56,4 Min 24,9 24,3 16,5 23,9 22,6 16,5 Max 124,1 133,0 105,7 115,2 94,1 133,0 Doentes 89 38 13 23 28 191 AUC < 40 (11%) (10%) (15%) (24%) (22%) (13%) microgramas.h/ml Doentes 398 195 44 41 63 741 AUC 40-60 (51%) (51%) (51%) (43%) (50%) (50%) microgramas.h/ml Doentes 294 151 29 32 35 541 AUC > 60 (38%) (39%) (34%) (33%) (28%) (37%) microgramas.h/ml AUC = área sob a curva de concentração plasmática-tempo; ASC = área de superfície corporal; CrCL = depuração da creatinina; max = máximo; min = mínimo. * As simulações foram realizadas utilizando um modelo de farmacocinética populacional pediátrica validado e dados demográficos de doentes pediátricos a receber tratamento com valganciclovir ou ganciclovir em estudos clínicos (n= 1473 registo de dados).
Idosos Não foram realizados estudos em adultos com mais de 65 anos de idade (ver secção 4.2).
5.3. Dados de segurança pré-clínica
O ganciclovir foi mutagénico em células de linfoma de ratinho e clastogénico em células de mamíferos. Estes resultados são consistentes com resultados positivos obtidos em estudos de carcinogenicidade no ratinho, com ganciclovir. O ganciclovir é um potencial cancerígeno.
O ganciclovir causa diminuição da fertilidade e teratogenicidade em animais. Tendo por base estudos realizados no animal onde a inibição da espermatogénese foi induzida por exposição a concentrações sistémicas de ganciclovir abaixo dos níveis terapêuticos, considera-se provável que o ganciclovir possa causar inibição da espermatogénese no homem.
6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS
6.1. Lista dos excipientes
Hidróxido de sódio (para ajuste do pH) Ácido clorídrico (para ajuste do pH)
6.2. Incompatibilidades
Na ausência de estudos de compatibilidade, este medicamento não pode ser misturado com outros medicamentos, exceto os mencionados na secção 6.6. Não utilize água para preparações injetáveis bacteriostática contendo parabenos (para-hidroxibenzoatos) uma vez que estes são incompatíveis com Ganciclovir Hikma e podem causar precipitação.
6.3. Prazo de validade
2 anos
Após reconstituição: Não refrigerar ou congelar. A estabilidade química e física em uso foi demonstrada para o produto reconstituído durante 12 horas a 25 °C após dissolução com água para preparações injetáveis. De um ponto de vista microbiológico, a menos que o método de reconstituição exclua o risco de contaminação microbiana, o produto reconstituído deve ser utilizado imediatamente. Se não for utilizado de imediato, os tempos e as condições de armazenamento são da responsabilidade do utilizador.
Após diluição: Não congelar. A estabilidade química e física em uso foi demonstrada durante 24 horas a 2-8 °C. De um ponto de vista microbiológico, a menos que o método de diluição exclua o risco de contaminação microbiana, o produto diluído deve ser utilizado imediatamente. Se não for utilizado de imediato, os tempos e as condições de armazenamento são da responsabilidade do utilizador.
6.4. Precauções especiais de conservação
O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação. Condições de conservação do medicamento após reconstituição/diluição, ver secção 6.3.
6.5. Natureza e conteúdo do recipiente
Frascos para injetáveis de vidro transparente de dose única de 20 ml de volume nominal, com rolha de borracha e selo flip-off.
Disponível em embalagens de 1 ou 5 frascos para injetáveis.
É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.
6.6. Precauções especiais de eliminação e manuseamento
Deve tomar-se precaução ao manusear Ganciclovir Hikma. Uma vez que o ganciclovir é considerado um potencial teratógeno e cancerígeno em humanos, deve ser manuseado com cuidado. Evitar a inalação ou contacto direto do pó contido nos frascos para injetáveis ou contacto direto da solução reconstituída com a pele ou membranas mucosas. As soluções de Ganciclovir Hikma são alcalinas (pH ~11). Se ocorrer contacto, lave muito bem com água e sabão e lave os olhos com água limpa em abundância.
Preparação do concentrado reconstituído Deve ser utilizada uma técnica asséptica em toda a reconstituição do liofilizado de Ganciclovir Hikma. 1. O selo flip-off deve ser removido para expor a porção central da tampa de borracha. Retirar 10 ml de água para preparações injetáveis com uma seringa e em seguida injetar lentamente através do centro da rolha de borracha para o interior do frasco para injetáveis apontando a agulha na direção da parede do frasco para injetáveis. Não utilize água para preparações injetáveis bacteriostática contendo parabenos (para-hidroxibenzoatos) uma vez que estes são incompatíveis com Ganciclovir Hikma. 2. O frasco para injetáveis deve ser rodado suavemente, a fim de assegurar o humedecimento completo do produto. 3. O frasco para injetáveis deve ser girado/rodado suavemente durante alguns minutos para se obter uma solução reconstituída transparente. 4. A solução reconstituída deve ser verificada cuidadosamente para garantir que o produto está em solução límpida e incolor e praticamente livre de partículas visíveis antes da diluição com solvente compatível. As soluções reconstituídas de Ganciclovir Hikma variam na cor desde incolores a amarelo pálido.
Para condições de conservação do concentrado reconstituído, ver secção 6.3.
Preparação da solução para perfusão final diluída Com base no peso do doente deve retirar-se do frasco para injetáveis o volume adequado com uma seringa e diluir posteriormente numa solução de perfusão adequada. Adicionar um volume de 100 ml de solvente à solução reconstituída. Não são recomendadas concentrações de perfusão superiores a 10 mg/ml. As soluções de cloreto de sódio, dextrose a 5%, soluções de Ringer ou lactato de Ringer são consideradas química ou fisicamente compatíveis com Ganciclovir Hikma. Ganciclovir Hikma não deve ser misturado com outros produtos de administração intravenosa. A solução diluída deve então ser administrada por perfusão intravenosa durante 1 hora, conforme indicado na secção 4.2. Não administrar por injeção intramuscular ou subcutânea pois pode causar irritação do tecido grave devido ao pH elevado (~11) da solução de ganciclovir.
Para condições de conservação da solução diluída para perfusão, ver secção 6.3.
Eliminação Para utilização única. Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.
7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
Hikma Farmacêutica (Portugal), S.A. Estrada do Rio da Mó 8, 8A e 8B Fervença 2705-906 Terrugem SNT, Portugal
8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
Registo n.º 5879630 - 1 frasco Registo n.º 5879648 - 5 frascos
9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE
INTRODUÇÃO NO MERCADO
Data da primeira autorização: 18 abril 2024
