Pharmuno — Diretório de farmácias

Folhetos e RCM, preços e comparticipação, verificador de interações, posologias oficiais e horários das farmácias — tudo no mesmo lugar.

Pharmuno — Diretório de farmácias

Folhetos e RCM, preços e comparticipação, verificador de interações, posologias oficiais e horários das farmácias — tudo no mesmo lugar.

Goldar

Substância ativa: Tibolona
Forma farmacêutica: Comprimido 2.5 mg
Fonte: Folheto informativo oficial (INFARMED / INFOMED)

APROVADO EM 06-08-2024 INFARMED

Folheto informativo: Informação para o utilizador

Goldar 2,5 mg comprimidos tibolona

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois contém informação importante para si. – Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente. – Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. – Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença. – Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

1. O que é Goldar e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Goldar

3. Como tomar Goldar

4. Efeitos indesejáveis possíveis

5. Como conservar Goldar

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Goldar e para que é utilizado

Goldar são comprimidos, que contêm como substância ativa a tibolona, estando disponível no mercado a dosagem de 2,5 mg.

Goldar pertence ao grupo dos medicamentos denominados de Terapêutica Hormonal de Substituição (THS).

A tibolona está indicada nas seguintes situações:

– Alívio dos sintomas resultantes da menopausa (natural ou cirúrgica) Durante a menopausa a quantidade de estrogénio produzido pela mulher diminui. Isto pode causar sintomas como calor na face, pescoço e peito (afrontamentos). Goldar alivia estes sintomas após a menopausa. Apenas lhe será prescrito Goldar se os seus sintomas prejudicarem seriamente a sua vida diária.

– Prevenção e tratamento da osteoporose pós-menopáusica (enfraquecimento dos ossos)

Após a menopausa algumas mulheres podem desenvolver fragilidade nos ossos (osteoporose). Deverá discutir todas as opções disponíveis com o seu médico. Se tiver um APROVADO EM 06-08-2024 INFARMED

risco elevado de fraturas devido à osteoporose e se os outros medicamentos não forem adequados para si, poderá tomar Goldar para prevenir osteoporose após a menopausa.

2. O que precisa de saber antes de tomar Goldar

O uso de THS ou Goldar tem riscos que precisam de ser considerados antes de decidir se quer começar ou continuar o tratamento.

A experiência no tratamento de mulheres com menopausa precoce (devido a insuficiência dos ovários ou cirurgia) é limitada. Se teve menopausa precoce os riscos de usar THS ou Goldar podem ser diferentes. Consulte o seu médico.

Antes de começar (ou recomeçar) a utilizar THS ou Goldar, o seu médico vai questioná-

la acerca dos seus antecedentes clínicos e os dos seus familiares. O seu médico poderá decidir realizar um exame físico. Este exame pode incluir um exame às suas mamas e/ou um exame ginecológico, se necessário.

Uma vez iniciado o tratamento com Goldar deve consultar o seu médico para avaliações regulares (pelo menos uma vez por ano). Nestes exames médicos de controlo, discuta com o seu médico os benefícios e os riscos de continuar a tomar Goldar.

Examine regularmente as suas mamas, como recomendado pelo seu médico.

Não tome Goldar Se alguma das seguintes situações se aplicar a si. Se não tiver certeza sobre alguma das situações abaixo mencionadas, fale com o seu médico antes de tomar Goldar. – Se tem ou teve cancro da mama ou se existe suspeita de ter cancro da mama – Se tem ou existe suspeita de ter um tumor estrógeno-dependente, como por ex., cancro da camada que reveste o útero (endométrio), – Se tem uma hemorragia (sangramento) vaginal anormal – Se tem crescimento excessivo da camada que reveste o útero (hiperplasia endometrial) que não esteja a ser tratada – Se tem ou teve um coágulo de sangue numa veia (trombose), como numa veia das pernas (trombose venosa profunda) ou nos pulmões (embolismo pulmonar) – Se tem uma alteração na coagulação do sangue (tal como défice de proteína C, de proteína S ou de antitrombina) – Se tem ou teve recentemente uma doença causada por coágulos de sangue nas artérias, tais como: angina de peito, AVC (acidente vascular cerebral) ou ataque cardíaco – Se tem ou teve doença do fígado e as análises ao fígado ainda não retornaram ao normal – Se tem uma doença rara do sangue chamada "porfiria" a qual é transmitida na família (uma doença hereditária) – Se tem alergia à tibolona ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6) APROVADO EM 06-08-2024 INFARMED

Se alguma das condições descritas em cima surgir pela primeira vez enquanto estiver a tomar Goldar, pare de imediato de tomar e consulte o seu médico imediatamente.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro antes de tomar Goldar se tiver tido qualquer uma das seguintes situações, uma vez que estes podem reaparecer ou piorar durante o tratamento com Goldar. Neste caso deverá consultar o seu médico com maior regularidade para realizar exames: – Se tem fibromiomas no útero: – Se tem crescimento de células endometriais fora do útero (endometriose) ou historial de crescimento excessivo da camada que reveste o útero (hiperplasia endometrial); – Se tem risco aumentado de desenvolver coágulos de sangue [ver secção "Coágulos de sangue (trombose)"]; – Se tem risco aumentado de ter um tumor estrogénio-dependente (por ex. se tem um familiar em 1º grau que teve cancro da mama – mãe, irmã ou avó); – Se tem tensão arterial alta; – Se tem um problema do fígado, como um tumor benigno do fígado; – Se tem diabetes; – Se tem litíase (pedra) na vesícula; – Se tem enxaqueca ou cefaleias graves; – Se tem uma doença do sistema imunitário que afeta muitos órgãos do corpo (Lúpus eritematoso sistémico, LES); – Se tem epilepsia; – Se tem asma; – Se tem uma doença que afeta o tímpano e a audição (otosclerose); – Se tem níveis elevados de gordura no sangue (triglicéridos); – Se tem retenção de líquidos devido a problemas cardíacos (coração) ou renais (rins); – Se tem angioedema hereditário ou adquirido.

Pare de imediato de tomar Goldar e consulte imediatamente o seu médico Se verificar alguma das seguintes situações enquanto estiver a fazer THS: – Qualquer uma das situações mencionadas na secção "Não tome Goldar"; – Amarelecimento da pele e da parte branca dos seus olhos (icterícia). Tal pode ser sinal de uma doença no fígado; – Cara, língua ou garganta inchada e/ou dificuldade em engolir ou urticária, juntamente com dificuldade a respirar, o quais são sintomas sugestivos de angioedema; – Um grande aumento da sua pressão arterial (os sintomas poderão ser dor de cabeça, cansaço, tonturas); – Ocorrência de enxaquecas ou dores de cabeça fortes, pela primeira vez; – Se ficar grávida; – Se notar sinais de coágulos de sangue, como: – Inchaço doloroso e vermelhidão das pernas; – Dor repentina no peito; – Dificuldade em respirar. APROVADO EM 06-08-2024 INFARMED

Para mais informação consulte a secção "Coágulos de sangue (trombose)".

Nota: Goldar não se destina a ser usada como anticoncetivo. Se a sua última menstruação tiver sido há menos de 12 meses ou tiver menos de 50 anos, poderá ainda precisar de utilizar um método contracetivo adicional para prevenir uma gravidez. Consulte o seu médico para aconselhamento.

THS e cancro Crescimento excessivo da camada que reveste o útero (hiperplasia endometrial) e cancro da camada que reveste o útero (cancro do endométrio)

Têm sido notificados casos e surgido estudos de aumento do crescimento celular ou cancro da camada que reveste o útero em mulheres que utilizam terapêutica hormonal de substituição. O risco de cancro da camada que reveste o útero aumenta com a duração da utilização.

Hemorragia irregular Poderá ter hemorragia irregular ou gotas ou manchas de sangue (spotting) inesperadas durante os primeiros 3 a 6 meses de tratamento com Goldar. No entanto, se a hemorragia irregular: – Persistir para além dos primeiros 6 meses – Começar após 6 meses de toma de Goldar – Continuar após ter parado de tomar Goldar Consulte o seu médico o mais rapidamente possível.

Cancro da mama As evidências revelam que a toma de tibolona aumenta o risco de cancro da mama. O risco adicional depende da duração da utilização de tibolona. Nos estudos com THS, após a interrupção da THS, o risco adicional diminuiu com o tempo; porém, o risco pode persistir durante 10 anos ou mais em mulheres que tenham utilizado THS durante um período superior a 5 anos. Não existem dados relativos à persistência do risco após a interrupção da tibolona, mas não se pode excluir um padrão semelhante.

Comparação Em mulheres com idades entre 50 e 54 anos que não utilizamTHS, em média, 13 a 17 em 1000 mulheres serão diagnosticadas com cancro de mama ao longo de um período de 5 anos. Para mulheres com 50 anos que utilizam THS apenas com estrogénio durante 5 anos, haverá 16-17 casos em 1000 mulheres (ou seja, 0 a 3 casos adicionais). Para mulheres com 50 anos que utilizam THS com estrogénio-progestogénio durante 5 anos, haverá 21 casos em 1000 mulheres (ou seja, 4 a 8 casos adicionais).

Em mulheres com idades entre 50 e 59 que não utilizam THS, em média, 27 em 1000 mulheres serão diagnosticadas com cancro de mama ao longo de um período de 10 anos. APROVADO EM 06-08-2024 INFARMED

Para mulheres com 50 anos de idade que utilizam THS apenas com estrogénio durante 10 anos, haverá 34 casos em 1000 mulheres (ou seja, 7 casos adicionais) Para mulheres com 50 anos que utilizam THS com estrogénio-progestogénio durante 10 anos, haverá 48 casos em 1000 mulheres (ou seja, 21 casos adicionais).

Verifique regularmente as suas mamas. Consulte o seu médico se detetar quaisquer alterações, tais como: – Formação de covinhas na pele; – Alterações nos mamilos; – Todos os nódulos que veja ou sinta.

Além disso, é recomendável que participe de rastreios de mamografia. Para o rastreio da mamografia, é importante que informe o enfermeiro / profissional de saúde que está a fazer a radiografia de que utiliza THS, uma vez que este medicamento pode aumentar a densidade das suas mamas, o que pode afetar o resultado da mamografia. Nos sítios onde a densidade da mama aumenta, a mamografia pode não detetar todos os caroços.

Cancro do ovário O cancro do ovário é raro – muito mais raro do que o cancro da mama. A utilização de THS apenas com estrogénios ou THS combinada com estrogénios-progestagénios foi associada a um ligeiro aumento do risco de cancro do ovário.

O risco de cancro do ovário varia com a idade. Por exemplo, em mulheres com idade entre 50 e 54 anos que não tomam THS, cerca de 2 em cada 2000 mulheres serão diagnosticadas com cancro do ovário ao longo de um período de 5 anos. Em mulheres que tomam THS durante 5 anos, haverá cerca de 3 casos por cada 2000 utilizadoras (ou seja, cerca de 1 caso adicional).

Efeitos da THS no coração e circulação sanguínea

Coágulos de sangue (trombose) O risco de coágulos de sangue nas veias é cerca de 1,3 a 3 vezes maior em utilizadoras de THS do que em não utilizadoras, especialmente durante o primeiro ano de tratamento.

Estes coágulos de sangue podem ser graves, e se um se deslocar até aos pulmões pode causar dor no peito, falta de ar, desmaio ou mesmo morte.

Está mais propensa a ter um coágulo de sangue nas veias se tiver uma idade avançada e se alguma das seguintes situações descritas se aplicar a si. Informe o seu médico se alguma das seguintes situações se aplicar a si: – Não consegue andar durante um período de tempo prolongado, devido a uma grande operação, trauma ou doença prolongada (ver secção 3 "Se precisar de fazer uma cirurgia"); – Tem excesso de peso grave (IMC >30 kg/m2); – Tem algum problema de coagulação do sangue que necessita de tratamento prolongado com um medicamento usado para prevenir coágulos de sangue; APROVADO EM 06-08-2024 INFARMED

– Algum dos seus familiares próximos já teve um coágulo de sangue numa perna, pulmão ou noutro órgão; – Sofre de lúpus eritematoso sistémico (uma doença rara do sistema imunitário); – Tem cancro.

Em caso de sintomas de um coágulo de sangue, consulte a secção "Pare de imediato de tomar Goldar e consulte imediatamente o seu médico".

Comparação Nas mulheres com cerca de 50 anos de idade que não estão a tomar THS espera-se que, em média, durante um período de 5 anos, 4 a 7 em 1.000 tenham um coágulo de sangue numa veia. Para mulheres nos seus 50 anos que tenham tomado THS com estrogénio e progestagénio durante mais de 5 anos, o número de casos será de 9 a 12 em 1.000 utilizadoras (ou seja, 5 casos adicionais).

Doença de coração (ataque cardíaco) Não há evidência de que os THS previnam os ataques cardíacos. As mulheres com mais de 60 anos que estejam a tomar THS com estrogénio e progestagénio estão ligeiramente mais propensas a desenvolver uma doença do coração do que as que não estão a tomar qualquer THS.

Acidente vascular cerebral (AVC) O risco de desenvolver AVC é cerca de 1,5 vezes maior em utilizadoras de THS do que em não utilizadoras. O número de casos adicionais de AVC devido ao uso de THS aumentará com a idade.

Comparação Entre as mulheres na faixa dos 50 anos que não tomam Goldar num período de 5 anos, esperar-se-ia, em média, que 8 em cada 1000 possam ter um AVC. Para mulheres na faixa dos 50 anos que estejam a tomar Goldar, o número seria de 11 em cada 1000 (ou seja, 3 casos adicionais).

Outras condições A THS não previne a perda de memória. O risco de perda de memória poderá ser maior em mulheres que começaram a utilizar THS após os 65 anos de idade. Consulte o seu médico para aconselhamento.

Crianças e adolescentes Goldar não deve ser usado em crianças.

Outros medicamentos e Goldar Alguns medicamentos podem influenciar a ação do Goldar, podendo desencadear perdas de sangue irregulares. Isto aplica-se aos seguintes medicamentos: APROVADO EM 06-08-2024 INFARMED

– Medicamentos para a epilepsia (tais como o fenobarbital, fenitoína e carbamazepina), – Medicamentos para a tuberculose (tal como a rifampicina), – Medicamentos para a Infeção por HIV (tais como a nevirapina, efavirenz, ritonavir e nelfinavir), – Produtos à base de ervas contendo a erva de S. João (Hypericum perforatum), – Medicamentos para a Infeção pelo Vírus da Hepatite C (HCV)(tais como combinações de ombitasvir/paritaprevir/ritonavir com ou sem dasabuvir ou regimes com glecaprevir/pibrentasvir) podem causar aumento nos resultados das análises sanguíneas da função hepática (aumento nos níveis da enzima hepática ALT) em mulheres a tomar CHC contendo etinilestradiol. Consulte o seu médico para aconselhamento.

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos.

Testes laboratoriais Se precisar de fazer análises ao sangue, informe o seu médico ou pessoal do laboratório que está a tomar Goldar, porque este medicamento pode afetar os resultados de algumas análises.

Gravidez, amamentação e fertilidade Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

Goldar é para ser usado apenas em mulheres após a menopausa. Se ficar grávida, pare de tomar Goldar e contacte o seu médico.

Condução de veículos e utilização de máquinas: Os efeitos de Goldar sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas são nulos.

Goldar contém lactose Se foi informado pelo seu médico que tem intolerância a alguns açúcares, contacte-o

antes de tomar este medicamento.

3. Como tomar Goldar

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

O seu médico irá receitar-lhe a dose mais baixa para tratar os seus sintomas durante o período de tempo mais curto quanto possível. Fale com o seu médico se achar que esta dose é muito forte ou não é forte o suficiente.

A dose recomendada é de um comprimido por dia. APROVADO EM 06-08-2024 INFARMED

A melhoria dos sintomas ocorre, em geral, ao fim de poucas semanas, mas os melhores resultados são obtidos com uma terapêutica continuada.

Esta terapêutica deverá ser mantida ininterruptamente durante alguns anos, para evitar a perda de massa óssea.

Goldar pode ser tomado com ou sem alimentos. Os comprimidos devem ser engolidos com um pouco de água, sem mastigar, de preferência à mesma hora do dia.

Se tomar mais Goldar do que deveria Se tomar mais Goldar do que deveria contacte imediatamente o seu médico. Nestes casos de sobredosagem podem ocorrer náuseas, vómitos e hemorragia vaginal, alguns dias depois.

Caso se tenha esquecido de tomar Goldar Se se esquecer de tomar um comprimido de Goldar, deve tomá-lo logo que se lembre, a não ser que já tenham passado 12 horas. Se isso acontecer, deverá saltar este comprimido e tomar o próximo à hora habitual.

Não tome uma dose a dobrar para compensar a dose que se esqueceu de tomar.

Se parar de tomar Goldar Não foram observados sintomas compatíveis com um processo de privação do fármaco. No entanto, a interrupção prematura do tratamento pode associar-se a um aparecimento dos sintomas climatéricos e uma progressão da osteoporose. Por estes motivos, os peritos clínicos recomendam um tratamento prolongado com a tibolona (meses ou anos).

Se precisar de uma cirurgia Se vai ser submetida a uma cirurgia, diga ao médico que a vai operar que está a tomar Goldar. Pode ter necessidade de parar de tomar Goldar cerca de 4 a 6 semanas antes da cirurgia para reduzir o risco de um coágulo de sangue (ver secção 2 "Coágulos de sangue (trombose)"). Pergunte ao seu médico quando pode voltar a tomar Goldar.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.

4. Efeitos indesejáveis possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

As seguintes doenças são reportadas com maior frequência em mulheres a tomarem THS em comparação com as que não utilizam THS: – Cancro da mama; APROVADO EM 06-08-2024 INFARMED

– Crescimento anormal ou cancro da camada que reveste o útero (hiperplasia ou cancro do endométrio); – Cancro no ovário; – Coágulos de sangue nas veias das pernas ou pulmões (tromboembolismo venoso) – doença cardíaca (coração); – AVC; – Provável perda de memória se o tratamento com THS for iniciado após os 65 anos de idade.

Para mais informação sobre estes efeitos indesejáveis, ver secção 2.

Ocasionalmente, pode ocorrer hemorragia vaginal, dor abdominal e mamária, que predominam durante os primeiros meses de tratamento e que diminuem depois. Outros efeitos, ocasionalmente observados são: dores de cabeça mais ou menos intensas, inchaço corporal, tonturas, comichão, aumento de peso corporal, náuseas, desconforto abdominal, corrimento vaginal, crescimento dos pelos, erupção da pele, depressão e distúrbios visuais. Se tiver algum destes sintomas, fale com o seu médico.

Os seguintes efeitos indesejáveis foram referidos após a toma de outras THS: – Doença da vesícula biliar; – Várias anomalias na pele: – Descoloração da pele especialmente na cara ou pescoço conhecida como "manchas da gravidez" (cloasma); – Nódulos avermelhados e dolorosos na pele (eritema nodoso); – Erupção cutânea (da pele) com lesões em forma de alvo avermelhado ou feridas (eritema multiforme).

Comunicação de efeitos indesejáveis Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente ao INFARMED, I.P. através dos contactos indicados abaixo. Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão de Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected] APROVADO EM 06-08-2024 INFARMED

5. Como conservar Goldar

Não conservar acima de 25°C. Conservar na embalagem de origem.

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem exterior após VAL. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Goldar – A substância ativa é a tibolona. Cada comprimido de Goldar contém 2,5 mg de tibolona.

– Os outros componentes são: lactose anidra, dextratos, palmitato de ascorbilo, estearato de magnésio.

Qual o aspeto de Goldar e conteúdo da embalagem Os comprimidos de Goldar são brancos, redondos, planos com ranhura numa das faces.

Goldar está disponível em embalagens de 20 e 60 comprimidos.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado Pentafarma – Sociedade Técnico-Medicinal, S.A. Rua da Tapada Grande, nº 2, Abrunheira, 2710-228 Sintra Portugal

Fabricante West Pharma – Produções Especialidades Farmacêuticas, S.A. Rua João de Deus, n.º 11, Venda Nova, 2700 – 486 Amadora Portugal

Este folheto foi revisto pela última vez em

⚕Para profissionais — Resumo das Características do Medicamento (RCM)Ficha técnica completa: posologia, interações, contraindicações, advertências+
Informações técnicas destinadas aos profissionais de saúde (médicos e farmacêuticos). Le Resumo das Características do Medicamento (RCM) est le document officiel approuvé par l’ANSM/EMA. Il ne remplace pas la notice ni l’avis du médecin.

06-08-2024

1. NOME DO MEDICAMENTO

Goldar 2,5 mg comprimidos

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido de Goldar contém 2,5 mg de tibolona como substância ativa.

Excipiente(s) com efeito conhecido: Lactose - cada comprimido contém 86,3 mg de lactose (na forma anidra) (ver secção 4.4).

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido. Branco, redondo, plano, com ranhura numa das faces.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1. Indicações terapêuticas

Terapêutica Hormonal de Substituição para a sintomatologia associada à deficiência em estrogénios em mulheres em pós-menopausa, pelo menos 12 meses após a menopausa, designadamente tratamento de afrontamentos e suores noturnos, alterações de humor, líbido diminuída, insónia, irritabilidade, depressão e atrofia do trato-urogenital.

Prevenção da osteoporose em mulheres pós-menopáusicas com elevado risco de futuras fraturas e que são intolerantes, ou para quem é contraindicado a administração de outros medicamentos aprovados para a prevenção da osteoporose (ver também a secção 4.4)

4.2. Posologia e modo de administração

Posologia

A posologia recomendada é de um comprimido de Goldar, de 2,5 mg, por dia sem interrupção. Não é necessário proceder ao ajuste da dose em idosos.

Para o início e continuação do tratamento dos sintomas pós-menopáusicos, deverá ser utilizada a menor dose efetiva, pelo menor período de tempo possível, (ver também a secção 4.4). A necessidade de manter o tratamento deve ser reavaliada anualmente, para cada mulher.

Início da terapêutica com Goldar: As mulheres em pós-menopausa natural devem iniciar o tratamento com Goldar, no mínimo, 12 meses após a sua última menstruação natural. No caso de menopausa cirúrgica (ex. ovariectomia), o tratamento com Goldar pode ser iniciado imediatamente.

Mudança de uma THS sequencial ou de associação contínua: 06-08-2024

Se a mudança ocorrer a partir de uma THS sequencial, o tratamento com Goldar deve ser iniciado assim que terminar a hemorragia de privação. Se a mudança ocorrer a partir de uma THS de associação contínua, o tratamento com Goldar pode ser iniciado em qualquer momento.

Qualquer hemorragia vaginal irregular ou inesperada, quer esteja ou não a fazer THS, para a qual não exista uma causa óbvia deverá ser investigada antes de iniciar o tratamento com Goldar. (ver secção 4.3)

População pediátrica

Goldar não se destina a ser utilizado em crianças.

Modo de administração

Os comprimidos devem ser administrados por via oral, com um pouco de água e engolidos sem mastigar, de preferência à mesma hora do dia, todos os dias.

Um comprimido esquecido, deve ser tomado logo que a mulher se lembre, a não ser que já tenham passado mais de 12 horas. Se isso acontecer, deverá ignorar esta toma e tomar o próximo comprimido à hora habitual. O esquecimento de uma dose aumenta a probabilidade de ocorrer uma hemorragia vaginal irregular ou spotting.

4.3. Contraindicações

A tibolona está contraindicada em situações de:

- Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1; - Gravidez e aleitamento; - Presença ou suspeita de tumores malignos estrogeno-dependentes (por exemplo cancro do endométrio); - Antecedentes ou suspeita de cancro da mama; - Distúrbios cardiovasculares ou cerebrovasculares; - Tromboemboliso venoso anterior ou atual (por exemplo trombose venosa profunda ou embolia pulmonar); - Distúrbios trombofílicos conhecidos (p. ex. défice em proteína C, proteína S ou antitrombina, ver secção 4.4); - Doença tromboembólica arterial ativa ou recente (por exemplo angina e enfarte do miocárdio) - Hemorragia vaginal não diagnosticada; - Hiperplasia do endométrio não tratada; - Doença hepática aguda ou história de doença hepática desde que os testes de determinação da função hepática não estejam normalizados; - Porfiría.

4.4. Advertências e precauções especiais de utilização

Cada decisão de manter ou iniciar a THS deverá ser tomada numa base individual e com pleno conhecimento por parte da utilizadora de THS, devendo ser considerada qualquer alteração nos fatores de risco individuais a cada momento e as preferências pessoais da mulher. Recomenda- se que as mulheres consultem o seu médico de modo a discutir as opções de tratamento à luz de cada história clínica pessoal. Para o tratamento dos sintomas de pós-menopausa, a Terapêutica Hormonal de Substituição só deverá ser iniciada se os sintomas pós-menopáusicos afetarem de forma adversa a qualidade de vida. Em todos os casos, pelo menos uma vez por ano, deverá ser efetuada uma avaliação 06-08-2024

cuidadosa dos riscos e benefícios do tratamento com THS. A Terapêutica Hormonal de Substituição só deverá ser continuada se os benefícios excederem os riscos. Nas mulheres pós-menopáusicas com mais de 50 anos de idade e que tenham um risco acrescido de fratura óssea, a THS só deverá ser utilizada como alternativa para a prevenção da osteoporose, nos casos de intolerância ou contraindicação a outras terapêuticas. A evidência relativa aos riscos associados à THS no tratamento da menopausa prematura é limitada. Devido ao baixo nível de risco absoluto em mulheres mais jovens, a relação benefício/risco para estas mulheres pode, assim, ser mais favorável do que em mulheres mais velhas.

Considerando que os diferentes tipos de THS (em associação ou isolada) demonstram ter efeitos diferentes no risco de cancro da mama ou do endométrio, ambos os riscos deverão ser considerados na decisão para o tratamento que melhor se enquadre, tendo em conta a individualidade de cada mulher.

Exame médico e follow-up

Antes de iniciar ou reinstituir a THS ou tibolona, deverá ser recolhida a história clínica pessoal e familiar completa, conjuntamente com uma observação física geral (incluindo pélvica e mama) e ginecológica orientada pelas contraindicações e precauções de utilização. Durante o tratamento, é recomendada a realização de um exame periódico, cuja frequência e características deverão ser adaptadas a cada mulher. As mulheres que realizem a THS, devem ser advertidas de que qualquer alteração mamária deverá ser comunicada ao seu médico ou enfermeira (ver secção “cancro da mama”). Os exames da mama, incluindo técnicas imagiológicas apropriadas, como a mamografia, devem ser realizados de acordo com a prática clínica em vigor e tendo em conta as necessidades clínicas individuais.

Condições a ter em atenção

- A tibolona não se destina a ser usada como contracetivo; - O uso de tibolona deve ser evitado até 12 meses após a última perda menstrual natural. Se for tomada antes, a frequência de hemorragias vaginais irregulares pode aumentar; - A ocorrência de hemorragias ou sangramento vaginal logo após o início do tratamento com tibolona pode ser devida aos efeitos residuais dos estrogénios endógenos ou exógenos. Uma hemorragia que ocorra 3 meses após o início do tratamento bem como uma hemorragia recorrente ou persistente deve ser investigada; - Em mulheres a fazer tratamento com outra hormona de substituição, é aconselhável a indução de uma hemorragia com um progestagénio antes de iniciar o tratamento com tibolona.

Situações que necessitam de supervisão:

Se alguma das situações a seguir referidas já ocorreram anteriormente e/ou sofreram agravamento durante uma gravidez ou um tratamento hormonal anterior, a doente deverá ser estreitamente vigiada. Deverá ter-se em conta a possibilidade de recorrência ou agravamento de alguma das situações a seguir referidas, durante o tratamento com Goldar, nomeadamente:

- Leiomioma (fibróides uterinos) ou endometriose; - Presença de fatores de risco para doença tromboembólica (ver abaixo); - Fatores de risco para tumores malignos estrogeno-dependentes, como por exemplo hereditariedade em 1º grau para cancro da mama; - Hipertensão; - Doenças hepáticas (por exemplo adenoma hepático); - Diabetes mellitus com ou sem envolvimento vascular; - Colelitíase; - Enxaquecas ou cefaleias (severas); 06-08-2024

- Lúpus eritematoso sistémico; - História de hiperplasia do endométrio (ver abaixo); - Epilepsia; - Asma; - Otosclerose.

Razões para a interrupção imediata da terapêutica

A terapêutica deverá ser imediatamente interrompida no caso de ser detetada alguma contraindicação ou nas seguintes situações: - Icterícia ou deterioração da função hepática; - Aumento significativo da pressão arterial; - Ocorrência de um novo tipo de enxaqueca; - Gravidez.

Hiperplasia do endométrio e cancro

Em mulheres não histerectomizadas, o risco de hiperplasia do endométrio e de carcinoma está aumentado quando os estrogénios são administrados isolados por períodos de tempo prolongados. O risco aumentado de cancro do endométrio entre utilizadoras de estrogénio é 2 a 12 vezes superior comparativamente com não utilizadoras, dependendo da duração do tratamento e da dose de estrogénio (ver seção 4.8). Após a interrupção do tratamento, o risco pode permanecer elevado por pelo menos 10 anos. A adição de um progestagénio por um período de pelo menos 12 dias em cada mês/ciclo de 28 dias ou a utilização de terapêutica combinada estrogénios/prostagénios, em mulheres não histerectomizadas, previne o risco excessivo associado à utilização de THS contendo apenas estrogénio.

Durante os primeiros meses do tratamento podem ocorrer hemorragias vaginais e spotting. As mulheres deverão ser aconselhadas a informar o médico se ocorrer qualquer hemorragia vaginal ou spotting se se mantiverem presentes mesmo após algum tempo de tratamento, ou se se mantiverem mesmo após a descontinuação do tratamento. Nestes casos a mulher deverá ser conduzida para uma investigação ginecológica, que poderá incluir biópsia do endométrio, de forma a excluir a hipótese de malignidade endometrial.

Cancro da mama

Uma meta-análise dos estudos epidemiológicos, incluindo o Million Women Study (MWS), identificou um aumento significativo do risco de cancro da mama associado à utilização de uma dose de 2,5 mg. Este risco tornou-se evidente após 3 anos de utilização e aumentou com a duração do tratamento, ver secção 4.8. Após a interrupção do tratamento, o risco adicional diminuirá com o tempo e o tempo necessário para regressar ao estado inicial depende da duração da utilização anterior de THS. Quando a THS foi utilizada durante um período superior a 5 anos, o risco pode persistir durante 10 anos ou mais.

Não existem dados para a persistência do risco após a interrupção da tibolona, mas não se pode excluir um padrão semelhante.

A THS, especialmente a THS combinada com estrogénios/progestagénios, pode aumentar a densidade da mama, o que pode afetar o resultado da mamografia. Nos sítios onde a densidade da mama aumenta, a mamografia pode não detetar todos os caroços.

Cancro do ovário

O cancro do ovário é muito mais raro do que o cancro da mama. 06-08-2024

A evidência epidemiológica de uma grande meta-análise sugere um ligeiro aumento do risco em mulheres que tomam THS apenas com estrogénios ou THS combinada com estrogénios/progestagénios, que se torna evidente no período de 5 anos de utilização e que diminui com o tempo após a interrupção do tratamento. Alguns outros estudos, incluindo o ensaio Women's Health Initiative (WHI), sugerem que a utilização de THS combinada pode estar associada a um risco semelhante ou ligeiramente menor (ver secção 4.8).

Tromboembolismo venoso (TEV)

A THS está associada a um risco de 1,3 - 3 vezes superior de desenvolvimento de tromboembolismo venoso (TEV), isto é, trombose venosa profunda ou embolismo pulmonar. A ocorrência de um destes eventos é mais provável durante o primeiro ano de THS (ver secção 4.8). Os doentes com alterações trombofílicas conhecidas têm um risco aumentado de ocorrência de TEV e a THS ou a tibolona podem aumentar este risco. Desta forma, a THS é contraindicada nestes doentes (ver secção 4.3). Os fatores de risco geralmente identificados para o TEV incluem a utilização de estrogénios, idade mais avançada, cirurgia major, imobilização prolongada, obesidade (Índice Massa Corporal > 30 Kg/m2), gravidez/ período pós-parto, lúpus eritematoso sistémico (LES) e cancro. Não existe consenso quanto ao papel de veias varicosas no TEV. Tal como em todos os doentes no pós-operatório, devem ser consideradas medidas profiláticas para prevenção do TEV após uma cirurgia. Se for necessária uma imobilização prolongada após uma cirurgia eletiva, é recomendada a suspensão temporária da THS ou tibolona nas 4 a 6 semanas anteriores. O tratamento não deverá ser retomado até que a doente recupere completamente a sua mobilidade. Em mulheres sem qualquer antecedente pessoal de TEV mas com um familiar em primeiro grau com antecedentes de trombose em idade jovem, poderá ser ponderado o rastreio após aconselhamento cuidado relativo às suas limitações (apenas uma proporção de anomalias trombofílicas são identificadas por rastreio). Se for identificada uma alteração trombofílica que segrega os membros da família com trombose ou se a alteração for considerada "grave" (por exemplo, défice em antitrombina, proteína S ou proteína C ou uma combinação de alterações) a THS ou a tibolona estão contraindicadas. Mulheres que já estejam em tratamento com anticoagulantes requerem uma avaliação cuidada da relação risco/benefício associada ao uso de THS ou tibolona. Se se desenvolver TEV após o início da terapêutica, a medicação deverá ser descontinuada. As doentes deverão ser advertidas da necessidade de contactar imediatamente os seus médicos se se aperceberem de algum potencial sintoma tromboembólico (como, por exemplo, inchaço doloroso da perna, dor súbita no peito, dispneia).

Doença das artérias coronárias (DAC)

- Não foi mostrada evidência nos estudos aleatórios e controlados de proteção contra enfarte do miocárdio em mulheres com ou sem DAC existente que receberam THS combinada com estrogénio/progestagénio ou apenas estrogénio; - Num estudo epidemiológico utilizando o General Practitioners Research Database (GPRD) não foi encontrada evidência da proteção contra o enfarte do miocárdio em mulheres pós- menopáusicas que tinham utilizado tibolona. O risco relativo de DAC durante o uso de THS combinada com estrogénios/progestagénios aumenta ligeiramente.

Acidente vascular cerebral (AVC) isquémico

A combinação de estrogénio/progestagénio e a terapêutica com apenas estrogénio estão associadas a um aumento de até 1,5 vezes no risco de acidente vascular cerebral isquémico. O 06-08-2024

risco relativo não muda com a idade ou o tempo desde a menopausa. No entanto, como o risco basal de AVC é fortemente dependente da idade, o risco geral de AVC em mulheres que usam THS aumentará com a idade (ver seção 4.8).

Outras condições

- O uso de estrogénios pode causar retenção de fluidos, pelo que doentes com disfunção cardíaca ou renal devem ser cuidadosamente vigiadas; - Mulheres com hipertrigliceridemia preexistente, deverão ser estreitamente vigiadas durante a substituição estrogénica ou a THS, uma vez que foram reportados alguns casos raros de grande aumento dos triglicéridos plasmáticos associado a pancreatite; - Os estrogénios exógenos podem induzir ou exacerbar os sintomas de angioedema hereditário e adquirido; - Os estrogénios aumentam a globulina de ligação à tiroide (TBG), o que leva a um aumento da hormona tiroideia total em circulação, mensurável pela proteína de ligação ao Iodo (PBI), níveis de T4 e T3. O uptake de resina da T3 é diminuído, refletindo o elevado nível de TBG. As concentrações de T4 e T3 livres, são inalteradas. Outras proteínas de ligação podem estar elevadas no soro, tais como as globulinas de ligação aos corticóides (CBG) e as globulinas de ligação às hormonas sexuais (SHBG), levando a um aumento dos corticosteróides circulantes e dos esteroides sexuais, respetivamente. As concentrações de hormonas livres ou biologicamente ativas estão inalteradas. Outras proteínas plasmáticas poderão estar aumentadas (angiotensinogénio/substrato renina, alfa-I-antitripsina, ceruloplasmina); - O uso de THS não melhora a função cognitiva. Há alguma evidência do risco aumentado de demência em mulheres que começam a usar TRH combinada contínua ou TRH contendo apenas estrogénio após os 65 anos de idade.

Aumento de Alanina aminotransferase (ALT)

Durante os ensaios clínicos com doentes tratados para infecções pelo vírus da hepatite C (VHC) com o regime terapêutico combinado ombitasvir / paritaprevir / ritonavir com e sem dasabuvir, as elevações de ALT superiores a 5 vezes o limite superior normal (LNS) foram significativamente mais frequentes em mulheres a realizar terapêutica com medicamentos contendo etinilestradiol -, tais como contraceção hormonal combinada. Além disso, também em pacientes tratados com glecaprevir / pibrentasvir, elevações de ALT foram observadas em mulheres a utilizar medicamentos contendo etinilestradiol, como contraceção hormonal combinada. As mulheres que usaram medicamentos contendo estrogénios diferentes do etinilestradiol, tais como o estradiol, tiveram uma taxa de elevação da ALT semelhante às que não receberam nenhum estrogénio; no entanto, devido ao número limitado de mulheres que tomam outros estrogénios, é necessária cautela para a co-administração com a terapêutica ombitasvir / paritaprevir / ritonavir com ou sem dasabuvir e também com o regime de glecaprevir / pibrentasvir. Consulte a seção 4.5.

Este medicamento contém lactose. Doentes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência total de lactase ou mal-absorção de glucose-galactose não devem tomar este medicamento.

4.5. Interações medicamentosas e outras formas de interação

A tibolona pode aumentar a atividade fibrinolítica, e pode potenciar o efeito dos anticoagulantes. Os dados proporcionados pelos estudos clínicos, não evidenciam interações clinicamente relevantes com outros fármacos, com a exceção da varfarina. Assim sendo, e como a tibolona pode aumentar a atividade fibrinolítica, recomenda-se uma monitorização do tratamento quando a tibolona e a varfarina são administradas simultaneamente. Quando o tratamento com tibolona é iniciado ou reiniciado, as doses de varfarina deverão ser ajustadas. 06-08-2024

O metabolismo dos estrogénios (e progestagénios) pode aumentar, pelo uso concomitante de substâncias conhecidas como indutores das enzimas metabolizadoras dos fármacos, especialmente as enzimas do citocromo P450, como sejam antiepiléticos (por exemplo o fenobarbital, a fenitoína, a carbamazepina) e anti-infecciosos. (por exemplo rifampicina, a rifabutina, a nevirapina e o efavirenz). Ritonavir e nelfinavir, embora conhecidos como inibidores fortes, pelo contrário exibem propriedades indutoras quando usados concomitantemente com hormonas esteróides. As preparações à base de plantas contendo a erva de S. João (Hypericum perforatum) podem induzir o metabolismo dos estrogénios e progestagénios. Clinicamente, um aumento do metabolismo dos estrogénios e progestagénios pode levar a uma diminuição do efeito e a alterações no perfil hemorrágico uterino.

Interações farmacodinâmicas Durante os ensaios clínicos com a terapêutica de combinação do VHC ombitasvir / paritaprevir / ritonavir com e sem dasabuvir, as elevações de ALT superiores a 5 vezes o limite superior normal (LSN) foram significativamente mais frequentes em mulheres que utilizavam medicamentos contendo etinilestradiol, como a contraceção hormonal combinada. Mulheres que usaram medicamentos contendo estrogénios diferentes do etinilestradiol, como o estradiol, tiveram uma taxa de elevação da ALT semelhante às que não receberam nenhum estrogénio; no entanto, devido ao número limitado de mulheres fazerem terapêutica com outros estrogénios, justifica-se precaução na co-administração com o regime medicamentoso de combinação ombitasvir / paritaprevir / ritonavir com ou sem dasabuvir e também o regime com glecaprevir / pibrentasvir (ver secção 4.4).

4.6. Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez Goldar está contraindicado durante a gravidez (ver secção 4.3). Se ocorrer uma gravidez durante a medicação com Goldar o tratamento deve ser interrompido imediatamente.

Os resultados da maioria dos estudos epidemiológicos realizados até à data para exposição fetal inadvertida, em combinações de estrogénios com progestagénios não indicaram efeitos teratogénicos ou fetotóxicos.

Amamentação Goldar está contraindicado durante o aleitamento.

4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Os efeitos de Goldar sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas são nulos.

4.8. Efeitos indesejáveis

A tibolona apresenta um bom perfil de segurança e tolerabilidade.

Ocasionalmente, pode ocorrer hemorragia vaginal e dores abdominal e mamária, que predominam durante os primeiros meses de tratamento diminuindo posteriormente.

Outros efeitos, ocasionalmente observados são: cefaleias e enxaquecas, edema, tonturas, rash, prurido, dermatite seborreica, distúrbios visuais, aumento de peso corporal, náuseas, desconforto abdominal, leucorreia, hipertricose, erupção cutânea, depressão, efeitos sobre o sistema músculo-esquelético como sejam artralgia e mialgia e alterações dos parâmetros indicativos da função hepática. De salientar que, a maioria dos efeitos adversos referidos nos estudos clínicos, foram ligeiros.

Ensaios clínicos 06-08-2024

Esta secção descreve os efeitos indesejáveis registados em 16 estudos controlados por placebo, com 1463 mulheres a receber doses terapêuticas de tibolona e 855 mulheres a receber placebo. Nestes estudos, a duração do tratamento variou de 2 a 24 meses.

A Tabela 1 mostra os efeitos indesejáveis que, estatisticamente e significativamente, ocorreram com maior frequência durante o tratamento com tibolona do que com o placebo

Tabela 1 – Efeitos indesejáveis da Tibolona Sistema Comum Não comum >1/100, < 1/10 >1/1000, <1/100 Doenças gastrointestinais Dor abdominal - Doenças do metabolismo e da nutrição Aumento de peso - Doenças dos órgãos genitais e da Hemorragia vaginal - mama ou spotting Leucorreia Dor no peito Prurido genital Monilíase genital Vaginite Afeções dos tecidos cutâneos e Hipertricose subcutâneos Doenças do sistema nervoso central Amnésia

Risco de cancro da mama

- É referido um aumento de até 2 vezes do risco de ter cancro da mama diagnosticado em mulheres a fazer tratamento com estrogénio-progestagénio em associação durante um período superior a 5 anos. - O aumento do risco em utilizadoras a fazer terapêutica com estrogénio isolado e tibolona é menor do que o observado em utilizadoras de associações estrogénio-progestagénio. - O grau de risco é dependente da duração da utilização (ver secção 4.4). - Os resultados do maior estudo epidemiológico (MWS) são apresentados:

Na tabela 2: Million women study (MWS) – risco adicional estimado de cancro da mama após 5 anos de utilização Idade no início da Incidência por Risk ratio Casos adicionais por terapêutica com cada 1000 1000 utilizadoras de THS (anos) mulheres que THS por mais de 5 anos nunca utilizaram THS durante um período de 5 anos (50-54 anos) * THS contendo apenas estrogénio 50 13.3 1.2 2.7 THS contendo estrogénio e progestagénio combinados 50 13.3 1.6 8.0 * Retirado das taxas de incidência na linha de base em Inglaterra, em 2015, em mulheres com IMC de 27 (kg / m2) Nota: uma vez que a incidência de baseline do cancro da mama difere consoante o país da UE, o número de casos adicionais de cancro da mama também mudará proporcionalmente.

Na tabela 3 - risco adicional estimado de cancro de mama após 10 anos de uso em mulheres com IMC de 27 (kg / m2) 06-08-2024

Idade no início da Incidência por cada Risk ratio Casos adicionais por terapêutica com THS 1000 mulheres que 1000 utilizadoras de (anos) nunca utilizaram THS THS por mais de 10 durante um período anos de 5 anos (50-59 anos) THS contendo apenas estrogénio 50 26.6 1.3 7.1 THS contendo estrogénio e progestagénio combinados 50 26.6 1.8 20.8 * Retirado das taxas de incidência na linha de base em Inglaterra, em 2015, em mulheres com IMC de 27 (kg / m2) Nota: uma vez que a incidência de baseline do cancro da mama difere consoante o país da UE, o número de casos adicionais de cancro da mama também mudará proporcionalmente.

Na tabela 4 - estudo WHI US - risco adicional de cancro de mama após 5 anos de uso Intervalo de idade Incidência por cada Risk ratio & intervalo Casos adicionais por (anos) 1000 mulheres no de confiança 95% 1000 utilizadoras de grupo do placebo THS por mais de 5 durante um período anos (intervalo de de 5 anos confiança 95%) Estrogénios equinos conjugados - apenas estrogénio 50-79 21 0.8 (0.7 – 1.0) -4 (-6 – 0)* Estrogénios equinos conjugados + Medroxiprogesterona ** 50-79 17 1.2 (1.0 – 1.5) +4 (0 – 9) * Estudo WHI em mulheres histerectomizadas, que não mostraram um aumento no risco acrescido de cancro da mama. ** Quando a análise foi restrita a mulheres que não usaram THS antes do estudo, não houve aumento do risco aparente durante os primeiros 5 anos de tratamento: após 5 anos, o risco era maior do que nas não utilizadoras.

Risco de cancro do endométrio

Mulheres não histerectomizadas pós-menopausa O risco de cancro do endométrio é cerca de 5 em cada 1.000 mulheres com útero nãoutilizadoras de THS ou tibolona.

Em mulheres com o útero intacto, a utilização de THS apenas com estrogénio não é recomendada porque aumenta o risco de cancro do endométrio (ver secção 4.4).

Dependendo da duração da THS apenas com estrogénio e da dose deste, o aumento do risco de cancro do endométrio, em estudos epidemiológicos, variou de 5 a 55 casos extras diagnosticados em cada 1000 mulheres com idades entre 50 e 65 anos.

Adicionar um progestagénio à terapêutica apenas com estrogénio por pelo menos 12 dias por ciclo pode prevenir esse risco aumentado. No estudo Million Women, o uso durante cinco anos de THS combinada (sequencial ou contínua) não aumentou o risco de cancro do endométrio (RR de 1,0 (0,8-1,2)).

Cancro do ovário

A utilização de THS apenas com estrogénios ou THS combinada com estrogénios- progestagénios foi associada a um ligeiro aumento do risco de ter cancro do ovário diagnosticado (ver secção 4.4). 06-08-2024

Uma meta-análise de 52 estudos epidemiológicos indicou um aumento do risco de cancro do ovário nas mulheres que utilizam atualmente THS em comparação com as mulheres que nunca usaram THS (RR 1.43, 95 % IC 1.31-1.56). Nas mulheres com idades entre 50 e 54 anos que tomam THS há 5 anos, resulta em cerca de 1 caso adicional por cada 2000 utilizadoras. Nas mulheres com idades entre 50 e 54 anos que não tomam THS, cerca de 2 em cada 2000 mulheres serão diagnosticadas com cancro do ovário ao longo de um período de 5 anos.

No estudo Million Women, tomar tibolona durante 5 anos resultou em 1 caso adicional por cada 2500 utilizadoras (ver secção 4.4).

Risco de tromboembolismo venoso

A THS está associada a um risco relativo de 1,3-3 vezes superior de desenvolvimento de tromboembolismo venoso (TEV), isto é, trombose venosa profunda ou embolia pulmonar. A ocorrência de um evento como este é mais provável no primeiro ano de utilização de THS (ver secção 4.4). Os resultados do estudo WHI são apresentados:

Na tabela 5 - estudo WHI - risco adicional de TEV durante 5 anos de utilização Intervalo de idade Incidência por Risk ratio e Casos adicionais (anos) 1.000 mulheres no intervalo de por 1.000 grupo a receber confiança (95%) utilizadoras de THS placebo durante 5 anos

Estrogénio isolado por via oral* 50–59 7 1,2 (0,6–2,4) 1 (-3–10) Associação estrogénio-progestagénio por via ora 50–59 4 2,3 (1,2–4,3) 5 (1–13) * Estudo em mulheres sem útero

Risco de doenças das artérias coronárias (DAC)

O risco de doença das artérias coronárias está ligeiramente aumentado em mulheres com idade superior a 60 anos utilizadoras de THS contendo estrogénio e progestagénio combinados (ver secção 4.4).

Risco de AVC isquémico

- O uso de terapêutica contendo apenas estrogénio e terapêutica combinada de estrogénio/progestagénio está associado a um risco relativo de AVC isquémico aumentado de até 1,5 vezes. O risco de AVC hemorrágico não aumenta durante a utilização de THS.

- Este risco relativo não depende da idade ou da duração do tratamento, mas como o risco inicial é fortemente dependente da idade, o risco geral de AVC em mulheres que usam THS aumentará com a idade, ver seção 4.4.

Na tabela 6 - estudo WHI - risco adicional de AVC durante 5 anos de utilização Intervalo de idade Incidência por Risk ratio e intervalo Casos adicionais (anos) 1.000 mulheres no de confiança de 95% por 1.000 grupo a receber utilizadoras de THS placebo durante 5 anos durante 5 anos 50-59 8 1.3 (1.1 - 1.6) 3 (1-5) *não foi feita diferenciação entre AVC isquémico e hemorrágico. 06-08-2024

Foram encontradas outras reações adversas no tratamento com associações de estrogénios/progestagénios:

- Tumores estrogéno-dependentes benignos e malignos (ex. carcinoma do endométrio); - Tromboembolismo venoso, ex. trombose venosa pélvica ou trombose venosa profunda e embolismo pulmonar, mais frequente entre as utilizadoras de THS do que entre as não- utilizadoras; - Enfarte do miocárdio e AVC; - Doença da vesícula biliar; - Doenças da pele e subcutâneas: cloasma, eritema multiforme, eritema nodosum, púrpura vascular; - Demência provável acima dos 65 anos (ver secção 4.4).

Notificação de suspeitas de reações adversas A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.:

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]

4.9. Sobredosagem

A toxicidade aguda da tibolona em animais é muito reduzida, pelo que, não são previsíveis sintomas de toxicidade com a toma de Goldar nas doses recomendadas, ou mesmo superiores. No entanto, em casos de sobredosagem aguda podem ocorrer náuseas, vómitos e hemorragia vaginal, alguns dias depois.

Não existem antídotos específicos, recomendando-se o tratamento sintomático nestas situações.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1. Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 8.5.1.1 Tratamento de substituição

Código ATC: G03CX01

Após administração oral, a tibolona é rapidamente metabolizada em três compostos (3α – OH – tibolona, 3β – OH – tibolona e ∆4-isómero da tibolona), que contribuem para o perfil farmacodinâmico da tibolona. Dois destes metabolitos (3α – OH - tibolona e 3β – OH – tibolona) têm uma atividade predominantemente estrogénica, o terceiro metabolito e o composto afim, têm uma atividade predominantemente progestagénica.

A tibolona tem uma ação do tipo estrogénico nos afrontamentos e outras queixas do climatério. Além disso, a ação tipo estrogénio exerce ainda a sua ação sobre a vagina. 06-08-2024

Devido à ação progestagénica, a tibolona não estimula o endométrio. Assim, a ocorrência de hemorragia é devida a atrofia endometrial. A tibolona tem efeitos em certos parâmetros metabólicos e hematológicos, tais como, a diminuição de HDL-colesterol, triglicéridos, lipoproteína LPa e aumento da atividade fibrinolítica do sangue.

Mama

Estudos in vitro sugerem que a tibolona inibe a proliferação, estimula a apoptose, e inibe a enzima sulfatase, reduzindo assim os níveis de estrogénios ativos no tecido mamário. Estes dados indicam que os efeitos da tibolona na mama são diferentes dos estrogénios. Os dados clínicos também sugerem que, no tecido mamário, a tibolona pode ter um efeito diferente do efeito dos estrogénios.

Prevenção da osteoporose

- A deficiência em estrogénios na menopausa está associada a um aumento do turnover ósseo e a um declínio da massa óssea. O efeito dos estrogénios na densidade mineral óssea é dose- dependente. A proteção parece ser mais efetiva quanto maior a duração do tratamento. Após descontinuação da THS, a perda de massa óssea é semelhante à perda de massa óssea das mulheres não tratadas com THS; - O estudo clínico WHI e os ensaios de meta-análise evidenciaram que o uso de THS, só ou em combinação com progestagénios – terapêutica utilizada em mulheres predominantemente saudáveis – reduz o risco de fraturas da anca e das vértebras devido a osteoporose. A THS pode também prevenir futuras fraturas em mulheres com baixa densidade óssea e/ou osteoporose estabelecida, mas a evidência para tal afirmação é limitada.

5.2. Propriedades farmacocinéticas

Após administração oral, a tibolona é rápida e largamente absorvida. Devido à rápida metabolização, os níveis plasmáticos da tibolona são muito baixos. Os dados farmacocinéticos indicam uma cinética linear. Os máximos plasmáticos são atingidos em 1 a 4 horas após administração, sem ocorrência de acumulação.

A excreção da tibolona faz-se principalmente sob a forma de metabolitos polares e muito polares. Apenas uma pequena quantidade de composto administrado é excretada na urina, a maior parte é eliminada através da bílis e fezes.

A extensão da absorção da tibolona não é alterada pelas refeições.

5.3. Dados de segurança pré-clínica

A tibolona não demonstrou ter efeitos teratogénicos, em ratos e em ratinhos. Em coelhos, foi observado um aumento do número de malformações fetais, quando se utilizaram doses quase abortivas.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1. Lista dos excipientes

Lactose Dextratos Palmitato de ascorbilo Estearato de magnésio 06-08-2024

6.2. Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3. Prazo de validade

2 anos.

6.4. Precauções especiais de conservação

Não conservar acima de 25°C. Conservar na embalagem de origem.

6.5. Natureza e conteúdo do recipiente

Blister de Alumínio + PVDC com alvéolos transparentes de PVC + PVDC.

As apresentações são embalagens de 20 e 60 comprimidos. É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6. Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

PENTAFARMA – Sociedade Técnico-Medicinal, S.A. Rua da Tapada Grande, nº 2, Abrunheira, 2710-228 Sintra Portugal

8. NÚMEROS DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Registo nº 5699384 – 20 comprimidos, 2,5 mg, blister Registo nº 5699483 – 60 comprimidos, 2,5 mg, blister

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO

NO MERCADO

Data da primeira autorização: 30 de março de 2006 Data da última renovação: 22 de maio de 2023

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

Farmácias nas principais cidades — ver a lista

Todas as 1.310 cidades ›

Farmácias por distrito — ver a lista completa
Assistente Pharmuno
Respostas geradas automaticamente a partir do folheto informativo oficial deste medicamento. Não substituem, em caso algum, o parecer do seu farmacêutico ou do seu médico. Em caso de emergência, ligue 112.