Roxazin MG
APROVADO EM 29-07-2022 INFARMED
Folheto informativo: Informação para o doente
Roxazin 5 mg comprimidos revestidos por película Roxazin 10 mg comprimidos revestidos por película Roxazin 20 mg comprimidos revestidos por película Roxazin 40 mg comprimidos revestidos por película rosuvastatina
Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois contém informação importante para si. • Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente. • Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico. • Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença. • Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4
O que contém este folheto:
1. O que é Roxazin e para que é utilizado
2. O que precisa de saber antes de tomar Roxazin
3. Como tomar Roxazin
4. Efeitos indesejáveis possíveis
5. Como conservar Roxazin
6. Conteúdo da embalagem e outras informações
1. O que é Roxazin e para que é utilizado
Roxazin pertence a um grupo de medicamentos denominados estatinas.
O seu médico receitou-lhe Roxazin porque: -Tem valores de colesterol elevados. Isto significa que está em risco de ter um ataque cardíaco ou um acidente vascular cerebral. Roxazin é utilizado em adultos, adolescentes e crianças com 6 ou mais anos de idade para tratar o colesterol elevado.
-Foi aconselhado a tomar uma estatina, porque a alteração na sua dieta e fazer mais exercício físico não foram suficientes para corrigir os seus valores de colesterol. Enquanto estiver a tomar Roxazin, deve continuar com a sua dieta para baixar o colesterol e a prática de exercício físico.
Ou -Tem outros fatores que aumentam o seu risco de sofrer um ataque cardíaco, um acidente vascular cerebral ou outros problemas de saúde.
O ataque cardíaco, o acidente vascular cerebral ou outros problemas de saúde podem ser causados APROVADO EM 29-07-2022 INFARMED pela aterosclerose. A aterosclerose é provocada pela acumulação de depósitos de gordura nas suas artérias.
Porque é que é importante continuar a tomar Roxazin Roxazin é utilizado para corrigir os níveis de substâncias gordas no sangue chamadas lípidos, sendo o colesterol o mais comum. Há diferentes tipos de colesterol no sangue – o colesterol “mau” (C-LDL) e o colesterol “bom” (C-HDL).
• Roxazin pode reduzir o colesterol “mau” e aumentar o colesterol “bom”. • Atua bloqueando a produção de colesterol “mau” no seu corpo. Também melhora a capacidade que o seu corpo tem de o retirar do seu sangue.
Na maioria das pessoas, o colesterol elevado não afeta o estado geral porque não produz quaisquer sintomas. No entanto, se não se fizer tratamento, podem ocorrer depósitos de gordura nas paredes dos seus vasos sanguíneos provocando o seu estreitamento.
Por vezes, estes vasos sanguíneos estreitos podem ficar bloqueados, o que pode impedir o fornecimento de sangue ao coração ou ao cérebro, conduzindo a um ataque cardíaco ou a um acidente vascular cerebral. Ao diminuir os seus valores de colesterol, pode reduzir o seu risco de ter um ataque cardíaco, um acidente vascular cerebral ou problemas de saúde associados.
É necessário que continue a tomar Roxazin, mesmo que tenha atingido os valores recomendados de colesterol, porque previne um novo aumento dos seus valores de colesterol e, consequentemente, a acumulação de depósitos de gordura. No entanto, deverá parar se o seu médico assim o indicar ou se engravidar.
2. O que precisa de saber antes de tomar Roxazin
Não tome Roxazin: • Se tem alergia à rosuvastatina ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6). • Se estiver grávida ou a amamentar. Se engravidar enquanto está a tomar Roxazin pare imediatamente de o tomar e fale com o seu médico. As mulheres devem evitar engravidar enquanto tomam Roxazin utilizando um método contracetivo adequado. • Se tiver uma doença do fígado. • Se tiver problemas renais graves. • Se sentir dores musculares invulgares ou frequentes. • Se estiver a tomar um medicamento chamado ciclosporina (utilizado por exemplo, após o transplante de órgãos). Se alguma das situações acima descritas se aplica a si (ou caso tenha dúvidas), fale novamente com o seu médico. APROVADO EM 29-07-2022 INFARMED Adicionalmente, não tome Roxazin 40 mg (a dose mais elevada): • Se tiver problemas renais moderados (caso tenha dúvidas, fale com o médico). • Se a sua glândula tiroide não estiver a funcionar corretamente. • Se já sentiu dores musculares invulgares ou frequentes, se tem história familiar ou pessoal de problemas musculares, ou história anterior de problemas musculares quando tomou outros medicamentos para redução do colesterol. • Se bebe regularmente grandes quantidades de álcool. • Se é de ascendência Asiática (Japonesa, Chinesa, Filipina, Vietnamita, Coreana e Indiana). • Se estiver a tomar outros medicamentos chamados fibratos para baixar o seu colesterol. Se alguma das situações acima descritas se aplica a si (ou caso tenha dúvidas), fale novamente com o seu médico.
Advertências e precauções
Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Roxazin • Se tiver problemas com os seus rins. • Se tiver problemas com o seu fígado. • Se já sentiu dores musculares invulgares ou frequentes, se tem história familiar ou pessoal de problemas musculares, ou história anterior de problemas musculares quando tomou outros medicamentos para redução do colesterol. Contacte o seu médico imediatamente se sentir dores musculares invulgares ou frequentes, especialmente se não se sentir bem ou se tiver febre. Informe igualmente o seu médico ou farmacêutico se sentir uma fraqueza muscular constante. • Se bebe regularmente grandes quantidades de álcool. • Se a sua glândula tiroide não estiver a funcionar corretamente. • Se estiver a tomar outros medicamentos chamados fibratos para baixar o seu colesterol. Leia atentamente este folheto, mesmo que já tenha tomado outros medicamentos para tratar o colesterol elevado. • Se estiver a tomar medicamentos utilizados para tratar a infeção pelo Vírus de Imunodeficiência Humana (VIH), por exemplo, ritonavir com lopinavir e/ou atazanavir, ver secção “Outros medicamentos e Roxazin.” • Se estiver a tomar ou tiver tomado nos últimos 7 dias, um medicamento chamado ácido fusídico (um medicamento para infeção bacteriana), por via oral ou por injeção. A associação de ácido fusídico e Roxazin pode levar a problemas musculares graves (rabdomiólise), por favor ver “Outros medicamentos e Roxazin” • Se tem mais de 70 anos de idade (uma vez que é necessário que o seu médico escolha a dose inicial de Roxazin mais adequada para si). • Se tem insuficiência respiratória grave. • Se é de ascendência Asiática – ou seja, Japonesa, Chinesa, Filipina, Vietnamita, Coreana e Indiana. É necessário que o seu médico escolha a dose inicial de Roxazin mais adequada para si.
Se alguma das situações acima descritas se aplica a si (ou caso tenha dúvidas): APROVADO EM 29-07-2022 INFARMED • Não tome Roxazin 40 mg (a dose mais elevada) e confirme com o seu médico ou farmacêutico antes de começar a tomar qualquer dose de Roxazin.
Num número reduzido de pessoas, as estatinas podem afetar o fígado. Esta situação é identificada através da realização de um teste simples para detetar o aumento dos níveis das enzimas hepáticas no sangue. Por este motivo, o seu médico pedirá esta análise ao sangue (provas de função hepática) antes e durante o tratamento com Roxazin.
Enquanto estiver a tomar este medicamento o seu médico far-lhe-á um acompanhamento cuidadoso caso sofra de diabetes ou estiver em risco de desenvolver diabetes. Estará em risco de desenvolver diabetes se tiver níveis elevados de açúcar e gorduras no seu sangue, tiver peso a mais e pressão arterial elevada.
Crianças e adolescentes • Se o doente tiver menos do que 6 anos: Roxazin não deve ser administrado a crianças com idade inferior a 6 anos. • Se o doente tiver menos do que 18 anos de idade: O comprimido de Roxazin 40 mg não é adequado para utilização em crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos.
Outros medicamentos e Roxazin Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, ou tiver tomado recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos.
Informe o seu médico se estiver a tomar algum dos seguintes medicamentos: -ciclosporina (utilizado, por exemplo, após o transplante de órgãos), -varfarina ou clopidogrel (ou quaisquer outros medicamentos utilizados para diminuir a viscosidade sanguínea), -fibratos (tais como gemfibrozil, fenofibrato) ou qualquer outro medicamento usado para baixar o colesterol (tal como ezetimiba), -medicamentos usados para tratar problemas digestivos (para neutralizar a acidez no seu estômago), -eritromicina (um antibiótico), ácido fusídico (um antibiótico – ver abaixo e Advertências e precauções), -um contracetivo oral (a pílula), -regorafenib (utilizado para tratar o cancro), -terapêutica de substituição hormonal, -qualquer um dos seguintes medicamentos utilizados, isoladamente ou em combinação, para tratar infeções virais, incluindo infeção por VIH ou hepatite C (ver Advertências e precauções) : ritonavir, lopinavir, atazanavir, simeprevir, ombitasvir, paritaprevir, dasabuvir, velpatasvir, grazoprevir, elbasvir, glecaprevir, pibrentasvir . Os efeitos destes medicamentos podem ser alterados por Roxazin ou podem alterar o efeito de Roxazin.
Se necessitar tomar oralmente ácido fusídico para tratar uma infeção bacteriana, terá de parar temporariamente a utilização deste medicamento. O seu médico irá informá-lo quando for seguro reiniciar Roxazin. Tomar Roxazin com ácido fusídico pode raramente levar a fraqueza, a sensibilidade ao toque ou a dor muscular (rabdomiólise). Ver mais informação relativa a APROVADO EM 29-07-2022 INFARMED rabdomiólise na secção 4.
Gravidez e amamentação Não tome Roxazin se estiver grávida ou a amamentar. Se engravidar enquanto está a tomar Roxazin pare imediatamente de o tomar e fale com o seu médico. As mulheres devem evitar engravidar enquanto tomam Roxazin utilizando um método contracetivo adequado. Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.
Condução de veículos e utilização de máquinas A maioria das pessoas pode conduzir um carro e utilizar máquinas enquanto toma Roxazin – não afetará a sua capacidade. No entanto, algumas pessoas poderão sentir tonturas durante o tratamento com Roxazin. Se sentir tonturas, consulte o seu médico antes de tentar conduzir ou utilizar máquinas.
Roxazin contém lactose. Se foi informado pelo seu médico que tem intolerância a alguns açúcares, contacte-o antes de tomar este medicamento. Para a lista completa de excipientes, ver a secção Conteúdo da embalagem e outras informações.
3. Como tomar Roxazin
Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.
Doses habituais em adultos Se estiver a tomar Roxazin para o colesterol elevado:
Dose inicial O seu tratamento com Roxazin deve ser iniciado com a dose de 5 mg ou a dose de 10 mg, mesmo que anteriormente tenha tomado uma dose mais elevada de uma outra estatina. A escolha da sua dose inicial irá depender: • Dos seus valores de colesterol. • Do seu nível de risco de ter um ataque cardíaco ou um acidente vascular cerebral. • Se tem ou não um fator que o torne mais sensível aos efeitos secundários possíveis. Confirme com o seu médico ou farmacêutico qual a dose inicial de Roxazin mais adequada para si. O seu médico poderá decidir que deverá tomar a dose mais baixa (5 mg) se: • É de ascendência Asiática (Japonesa, Chinesa, Filipina, Vietnamita, Coreana e Indiana). • Tem mais de 70 anos de idade. • Tem problemas renais moderados. • Está em risco de ter dores musculares (miopatia). APROVADO EM 29-07-2022 INFARMED Aumento da dose e dose máxima diária O seu médico pode decidir aumentar a sua dose para que a quantidade de Roxazin que toma seja adequada para si. Se iniciou o tratamento com a dose de 5 mg, o seu médico poderá decidir duplicar a dose para 10 mg, posteriormente para 20 mg e em seguida para 40 mg, se necessário. Se iniciou o tratamento com a dose de 10 mg, o seu médico poderá decidir duplicar a dose para 20 mg e posteriormente para 40 mg, se necessário. O ajuste de cada dose será feito em intervalos de 4 semanas.
A dose máxima diária de Roxazin é de 40 mg. Esta dose destina-se apenas a doentes com valores de colesterol elevados e com risco elevado de ataque cardíaco e acidente vascular cerebral, cujos valores de colesterol não baixaram o suficiente com 20 mg.
Se estiver a tomar Roxazin para reduzir o risco de ter um ataque cardíaco, acidente vascular cerebral ou problemas de saúde associados: A dose recomendada é de 20 mg diários. Contudo, o seu médico pode decidir utilizar uma dose mais baixa se tiver algum dos fatores acima mencionados.
Utilização em crianças e adolescentes com idade compreendida entre os 6 – 17 anos O intervalo de dose em crianças e adolescentes com idade compreendida entre os 6 -17 anos é de 5 a 20 mg uma vez por dia. A dose habitual inicial é de 5 mg por dia, e o seu médico poderá aumentar gradualmente a sua dose para encontrar a quantidade de Roxazin adequada para si. A dose máxima diária de Roxazin é de 10 mg ou 20 mg para crianças com idade compreendida entre os 6 e os 17 anos dependendo da sua doença subjacente a ser tratada. Tome a sua dose uma vez por dia. Roxazin 40 mg não deve ser utilizado em crianças.
Tomar os seus comprimidos Engula o comprimido inteiro com água. Tome Roxazin uma vez por dia. Pode tomar o comprimido a qualquer hora do dia com ou sem alimentos. Tente tomar o comprimido sempre à mesma hora do dia, para que se lembre mais facilmente de o tomar.
Controlo regular do colesterol É importante consultar novamente o médico para que seja feito um controlo regular do seu colesterol, de forma a assegurar que os valores recomendados de colesterol foram atingidos e se mantêm estáveis. O seu médico poderá decidir aumentar a sua dose para que a quantidade de Roxazin que toma seja adequada para si.
Se tomar mais Roxazin do que deveria Contacte o seu médico ou o hospital mais próximo para aconselhamento. Se necessitar de cuidados hospitalares ou de fazer outros tratamentos, informe a equipa médica sobre o seu tratamento com Roxazin. APROVADO EM 29-07-2022 INFARMED Caso se tenha esquecido de tomar Roxazin Não se preocupe, tome a próxima dose prevista de acordo com o seu esquema de tratamento habitual. Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.
Se parar de tomar Roxazin Fale com o seu médico se pretende parar de tomar Roxazin. Os seus valores de colesterol poderão aumentar novamente se parar de tomar Roxazin. Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.
4. Efeitos indesejáveis possíveis
Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se manifestem em todas as pessoas. É importante que saiba quais são os efeitos indesejáveis. Estes efeitos são geralmente ligeiros e desaparecem após um curto período de tempo.
Pare de tomar Roxazin e consulte imediatamente um médico se tiver alguma das seguintes reações alérgicas: • Dificuldade em respirar, com ou sem inchaço da face, lábios, língua e/ou garganta • Inchaço da face, lábios, língua e/ou garganta, o que pode causar dificuldade em engolir • Prurido intenso (comichão) na pele (com aumento dos gânglios).
Pare também de tomar Roxazin e fale imediatamente com o seu médico: -Se sentir dores musculares invulgares que se prolonguem mais do que o esperado. Os sintomas musculares são mais frequentes nas crianças e adolescentes do que nos adultos. Tal como com outras estatinas, um número muito reduzido de pessoas pode sentir efeitos musculares indesejáveis e raramente estes efeitos resultam na destruição muscular potencialmente fatal, conhecida como rabdomiólise. – Se sentir rutura muscular. – Se tem a doença síndrome de tipo lúpus (incluindo erupção na pele, afeções nas articulações e
efeitos nas células sanguíneas).
Efeitos indesejáveis frequentes (podem afetar entre 1 em cada 10 e 1 em cada 100 doentes): • Dor de cabeça • Dor de estômago • Prisão de ventre (obstipação) • Sensação de mal-estar • Dor muscular • Sensação de fraqueza • Tonturas • Um aumento da quantidade de proteínas na urina – que geralmente volta ao normal sem que seja necessário parar o tratamento com Roxazin (apenas Roxazin 40 mg) • Diabetes. Esta situação é mais provável se tiver níveis elevados de açúcar e gorduras no seu sangue, tiver peso a mais e pressão arterial elevada. O seu médico irá vigiá-lo enquanto estiver a tomar este medicamento. APROVADO EM 29-07-2022 INFARMED
Efeitos indesejáveis pouco frequentes (podem afetar entre 1 em cada 100 e 1 em cada 1.000
doentes): • Erupção na pele, prurido (comichão) e outras reações da pele • Aumento da quantidade de proteínas na urina – que geralmente volta ao normal sem que seja necessário parar o tratamento com Roxazin (apenas Roxazin 5 mg, 10 mg e 20 mg).
Efeitos indesejáveis raros (podem afetar entre 1 em cada 1.000 e 1 em cada 10.000 doentes): • Reações alérgicas graves – os sinais incluem inchaço da face, lábios, língua e/ou garganta, dificuldade em engolir e respirar, comichão intensa na pele (com aumento dos gânglios). Caso ache que está a ter uma reação alérgica, pare de tomar Roxazin e procure ajuda médica de imediato • Lesão muscular em adultos – como precaução, pare de tomar Roxazin e fale imediatamente com o seu médico se sentir dores musculares invulgares que se prolonguem mais do que o esperado • Dor de estômago intensa (inflamação do pâncreas) • Aumento das enzimas hepáticas no sangue • Hemorragias ou hematomas mais facilmente do que o normal devido ao baixo nível de plaquetas no sangue. • Doença síndrome de tipo lúpus (incluindo erupção na pele, afeções nas articulações e
efeitos nas células sanguíneas).
Efeitos indesejáveis muito raros (podem afetar menos de 1 em cada 10.000 doentes):
• Icterícia (coloração amarela da pele e dos olhos) • Hepatite (uma inflamação do fígado) • Vestígios de sangue na sua urina • Lesão dos nervos nos braços e nas pernas (como dormência) • Dores nas articulações • Perda de memória • Aumento mamário nos homens (ginecomastia)
Efeitos indesejáveis de frequência desconhecida podem incluir:
• Diarreia (soltura), • Síndrome de Stevens-Johnson (doença grave que causa bolhas na pele, boca, olhos e órgãos genitais) • Tosse • Falta de ar • Edema (inchaço) • Distúrbios do sono, incluindo insónias e pesadelos • Disfunção sexual • Depressão APROVADO EM 29-07-2022 INFARMED • Problemas respiratórios, incluindo tosse persistente e/ou falta de ar ou febre • Lesão nos tendões • Fraqueza muscular constante
Comunicação de efeitos indesejáveis Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente através ao INFARMED, I.P., através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.
Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]
5. Como conservar Roxazin
• Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças. • Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na caixa/blister/rótulo, após EXP. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado. Uma vez aberto o frasco de HPDE, utilizar no espaço de 100 dias. • Conservar na embalagem de origem para proteger da humidade e da luz. • Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.
6. Conteúdo da embalagem e outras informações
Qual a composição de Roxazin A substância ativa de Roxazin é rosuvastatina. Roxazin contém rosuvastatina cálcica, equivalente a 5 mg, 10 mg, 20 mg ou 40 mg de rosuvastatina. Os outros componentes são: meglumina, lactose mono-hidratada fast flo316, amido pré- gelificado 1500 LM, celulose microcristalina PH112, crospovidona (Tipo B), estearato de magnésio, hipromelose (HPMC 2910), dióxido de titânio, macrogol PE 400. APROVADO EM 29-07-2022 INFARMED Qual o aspeto de Roxazin e conteúdo da embalagem Roxazin 5 mg, 10 mg, 20 mg ou 40 mg comprimidos apresenta-se em blister de Alumínio/ Folha de alumínio de 7, 14, 15, 20, 28, 30, 42, 50, 56, 60, 84, 90, 98 e 100 comprimidos e frascos de HPDE com 100 e 500 comprimidos (É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações).
Roxazin 5 mg comprimidos revestidos por película apresenta-se como comprimidos revestidos por película de cor branca a esbranquiçada, redondos, gravados com “5” numa das faces e lisos na outra face. Diâmetro: 5,10 ± 0,20 mm
Roxazin 10 mg comprimidos revestidos por película apresenta-se como comprimidos revestidos por película de cor branca a esbranquiçada, redondos, gravados com “10” numa das faces e lisos na outra face. Diâmetro: 6,60 ± 0,20 mm
Roxazin 20 mg comprimidos revestidos por película apresenta-se como comprimidos revestidos por película de cor branca a esbranquiçada, redondos, gravados com “20” numa das faces e lisos na outra face. Diâmetro: 8,6 ± 0,20 mm
Roxazin 40 mg comprimidos revestidos por película apresenta-se como comprimidos revestidos por película de cor branca a esbranquiçada, ovais, gravados com “40” numa das faces e lisos na outra face. Tamanho: 12,70 ± 0,20 mm x 7,35 ± 0,20 mm
Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante Laboratórios Basi – Indústria Farmacêutica, S.A. Parque Industrial Manuel Lourenço Ferreira, Lote 15 3450-232 Mortágua Portugal Tel.:(+351) 231 920 250 Fax:(+351) 231 921 055 E-mail: [email protected]
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⚕Para profissionais — Resumo das Características do Medicamento (RCM)Ficha técnica completa: posologia, interações, contraindicações, advertências+
29-07-2022
1. NOME DO MEDICAMENTO
Roxazin 10 mg comprimidos revestidos por película
2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA
Cada comprimido contém 10 mg de rosuvastatina (sob a forma de rosuvastatina cálcica). Cada comprimido contém 46,36 mg de lactose mono-hidratada.
Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.
3. FORMA FARMACÊUTICA
Comprimido revestido por película.
Comprimidos revestidos por película de cor branca a esbranquiçada, redondos, gravados com “10” numa das faces e lisos na outra face. Diâmetro: 6,60 ± 0,20 mm
4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS
4.1. Indicações Terapêuticas
Tratamento da hipercolesterolemia Adultos, adolescentes e crianças com idade igual ou superior a 6 anos com hipercolesterolemia primária (tipo IIa incluindo hipercolesterolemia familiar heterozigótica) ou dislipidemia mista (tipo IIb) como adjuvante da dieta sempre que a resposta à dieta e a outros tratamentos não farmacológicos (p. ex. exercício físico, perda de peso) seja inadequada.
Hipercolesterolemia familiar homozigótica como adjuvante da dieta e de outros tratamentos hipolipemiantes (p. ex. LDL-aférese) ou se tais tratamentos não forem apropriados.
Prevenção de Acontecimentos Cardiovasculares Prevenção de acontecimentos cardiovasculares major em doentes nos quais se estima existir um risco elevado de ocorrência de um primeiro acontecimento cardiovascular (ver secção 5.1), como adjuvante de correção de outros fatores de risco.
4.2. Posologia e modo de administração
Antes do início do tratamento, o doente deverá ser submetido a uma dieta padronizada para diminuição dos níveis de colesterol, que deverá continuar durante o tratamento. A dose deverá ser individualizada de acordo com o objetivo da terapêutica e a resposta do doente, de acordo com as normas orientadoras de consenso atuais.
Roxazin pode ser administrado a qualquer hora do dia, com ou sem alimentos. 29-07-2022 Tratamento da hipercolesterolemia A dose inicial recomendada é de 5 ou 10 mg por via oral, uma vez por dia, tanto para doentes não tratados como para doentes a quem previamente tenham sido prescritos outros inibidores da redutase da HMG- CoA. A escolha da dose inicial deverá ter em consideração o nível de colesterol individual e o eventual risco cardiovascular, bem como o potencial risco para reações adversas (ver abaixo). Após 4 semanas, pode ser feito um ajuste posológico para a dose seguinte, se necessário (ver secção 5.1). Face ao aumento de notificações de reações adversas com a dose de 40 mg comparativamente às doses mais baixas (ver secção 4.8), a titulação final para a dose máxima de 40 mg deverá ser somente considerada em doentes com hipercolesterolemia grave com elevado risco cardiovascular (em particular os doentes com hipercolesterolemia familiar), que não atinjam os objetivos terapêuticos com 20 mg, aos quais será efetuada uma monitorização de rotina (ver secção 4.4). Recomenda-se que o início de terapêutica com a dose de 40 mg seja efetuado sob supervisão de um especialista.
Prevenção de Acontecimentos Cardiovasculares No estudo de redução de risco de acontecimentos cardiovasculares, a dose utilizada foi de 20 mg por dia (ver secção 5.1).
População pediátrica A utilização pediátrica apenas deve ser efetuada por especialistas.
Crianças e adolescentes com idade compreendida entre os 6 e os 17 anos (Estadio Tanner < II-V) Em crianças e adolescentes com hipercolesterolemia familiar heterozigótica, a dose inicial habitual é de 5 mg, uma vez por dia. • Em crianças com idade compreendida entre os 6 e os 9 anos com hipercolesterolemia familiar heterozigótica, o intervalo de dose habitual é 5-10 mg por via oral, uma vez por dia. A segurança e a eficácia de doses superiores a 10 mg não foram estudadas nesta população. • Em crianças com idade compreendida entre os 10 e os 17 anos com hipercolesterolemia familiar heterozigótica, o intervalo de dose habitual é 5-20 mg por via oral, uma vez por dia. A segurança e a eficácia de doses superiores a 20 mg não foram estudadas nesta população.
A dose deve ser ajustada de acordo com a resposta individual e tolerabilidade nos doentes pediátricos, conforme indicado pelas recomendações de tratamento em pediatria (ver secção 4.4). Crianças e adolescentes devem ser submetidos à dieta padrão para redução do colesterol antes de iniciar o tratamento com rosuvastatina; esta dieta deve ser continuada durante o tratamento com a rosuvastatina.
A experiência em crianças com hipercolesterolemia familiar homozigótica está limitada a um pequeno número de crianças com idades compreendidas entre os 8 e os 17 anos.
O comprimido de 40 mg não é adequado para utilização na população pediátrica.
Crianças de idade inferior a 6 anos A segurança e a eficácia de utilização em crianças de idade inferior a 6 anos não foram estudadas. Por conseguinte, não se recomenda a utilização de Roxazin em crianças de idade inferior a 6 anos.
Utilização no idoso Recomenda-se uma dose inicial de 5 mg em doentes com idade > 70 anos (ver secção 4.4). Não é necessário qualquer outro ajuste posológico em relação à idade.
Posologia em doentes com insuficiência renal Não é necessário ajuste posológico em doentes com compromisso renal ligeiro a moderado. A dose inicial recomendada é de 5 mg em doentes com compromisso renal moderado (depuração da creatinina < 60 29-07-2022 ml/min). A dose de 40 mg está contraindicada em doentes com compromisso renal moderado. O uso de Roxazin em doentes com compromisso renal grave está contraindicado em todas as doses. (ver secção 4.3 e secção 5.2).
Posologia em doentes com compromisso hepático Não se verificou um aumento da exposição sistémica à rosuvastatina em indivíduos com pontuações 7 ou inferior na classificação de Child-Pugh. No entanto, tem sido observado aumento da exposição sistémica em indivíduos com pontuações 8 e 9 na classificação de Child-Pugh (ver secção 5.2). Nestes doentes deve ser considerada a avaliação da função renal (ver secção 4.4). Não existe experiência em indivíduos com pontuações na classificação de Child-Pugh superior a 9. Roxazin está contraindicado em doentes com doença hepática ativa (ver secções 4.3).
Raça Tem sido observado aumento da exposição sistémica em indivíduos Asiáticos (ver secção 4.3, secção 4.4 e secção 5.2). A dose inicial recomendada é de 5 mg para doentes de ascendência Asiática. A dose de 40 mg está contraindicada nestes doentes.
Polimorfismos genéticos São conhecidos tipos específicos de polimorfismos genéticos que podem levar a aumento da exposição à rosuvastatina (ver secção 5.2). Para os doentes em que são conhecidos tais tipos específicos de polimorfismos, recomenda-se uma dose diária inferior de Roxazin.
Posologia em doentes com fatores predisponentes para miopatia A dose inicial recomendada é de 5 mg em doentes com fatores predisponentes para miopatia (ver secção 4.4). A dose de 40 mg está contraindicada em alguns destes doentes (ver secção 4.3).
Terapêutica concomitante A rosuvastatina é um substrato de várias proteínas transportadoras (p. ex. OATP1B1 e BCRP). O risco de miopatia (incluindo rabdomiólise) aumenta quando Roxazin é administrado concomitantemente com determinados medicamentos que podem aumentar a concentração plasmática da rosuvastatina devido a interações com essas proteínas transportadoras (p. ex. ciclosporina e certos inibidores da protease incluindo combinações de ritonavir com atazanavir, lopinavir, e/ou tipranavir; ver secções 4.4 e 4.5). Sempre que possível, devem ser considerados medicamentos alternativos, e se necessário, considerar temporariamente a interrupção da terapêutica com Roxazin. Em situações em que a administração conjunta destes medicamentos com Roxazin é inevitável, o benefício e o risco do tratamento concomitante e ajustes na dose de Roxazin devem ser cuidadosamente considerados (ver secção 4.5).
Modo de administração Administrar por via oral.
4.3. Contraindicações
Roxazin está contraindicado:
• em doentes com hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1. • em doentes com doença hepática ativa incluindo elevações persistentes e inexplicáveis das transaminases séricas e qualquer elevação das transaminases séricas excedendo 3 vezes o limite superior da normalidade (LSN). 29-07-2022 • em doentes com compromisso renal grave (depuração da creatinina < 30ml/min). • em doentes com miopatia. • em doentes tratados concomitantemente com ciclosporina. • durante a gravidez e aleitamento e em mulheres em idade fértil que não adotam medidas contracetivas apropriadas.
A dose de 40mg está contraindicada em doentes com fatores predisponentes para miopatia/rabdomiólise. Tais fatores incluem:
• compromisso renal moderado (depuração da creatinina < 60ml/min) • hipotiroidismo • antecedentes pessoais ou familiares de perturbações musculares hereditárias • antecedentes pessoais de toxicidade muscular com outro inibidor da redutase e da HMG-CoA ou fibrato • alcoolismo • situações em que possa ocorrer um aumento dos níveis plasmáticos de rosuvastatina • doentes Asiáticos • uso concomitante de fibratos (Ver secções 4.4, 4.5 e 5.2)
4.4. Advertências e precauções especiais de utilização
Efeitos Renais Em doentes tratados com doses elevadas de Roxazin, em particular 40 mg, foi observada proteinúria, detetada por tiras de teste e maioritariamente de origem tubular, tendo sido transitória ou intermitente na maioria dos casos. A proteinúria não demonstrou prognosticar doença renal aguda ou crónica (ver secção 4.8). A taxa de notificação de acontecimentos renais graves na experiência pós-comercialização é maior com a dose de 40 mg. Deve ser considerada a avaliação da função renal durante a monitorização de rotina de doentes tratados com uma dose de 40 mg.
Efeitos musculosqueléticos Efeitos no músculo esquelético, p. ex. mialgia, miopatia e, raramente, rabdomiólise têm sido notificados em doentes tratados com Roxazin em todas as doses e em particular com doses > 20 mg. Foram notificados casos muito raros de rabdomiólise com a utilização de ezetimiba em combinação com os inibidores da redutase da HMG-CoA. Não pode ser excluída uma interação farmacodinâmica (ver secção
4.5. e a sua combinação deve ser utilizada com precaução.
Tal como com outros inibidores da redutase da HMG-CoA, a taxa de notificação de rabdomiólise associada a Roxazin na experiência pós-comercialização é maior com a dose de 40 mg.
Doseamento da creatinaquinase A creatinaquinase (CK) não deve ser doseada após exercício intenso ou na presença de causas alternativas plausíveis de aumento de CK, que possam confundir a interpretação dos resultados. Se os níveis basais de CK forem significativamente elevados (> 5xLSN) deverá ser efetuado um teste de confirmação dentro de 5-7 dias. Se a repetição do teste confirmar um valor basal de CK > 5xLSN, o tratamento não deverá ser iniciado.
Antes do Tratamento Roxazin, tal como com os outros inibidores da redutase da HMG-CoA, deverá ser prescrito com precaução em doentes com fatores predisponentes para miopatia/rabdomiólise. Tais fatores incluem: • compromisso renal • hipotiroidismo • antecedentes pessoais ou familiares de perturbações musculares hereditárias • antecedentes pessoais de toxicidade muscular com outro inibidor da redutase e da HMG- 29-07-2022 CoA ou fibrato • alcoolismo • idade > 70 anos • situações em que possa ocorrer um aumento dos níveis plasmáticos (ver secções 4.2, 4.5 e 5.2) • uso concomitante de fibratos Nestes doentes deverá ser avaliado o risco do tratamento relativamente aos possíveis benefícios, sendo recomendado uma monitorização clínica. Se os níveis basais de CK forem significativamente elevados (> 5xLSN), o tratamento não deverá ser iniciado.
Durante o Tratamento Os doentes devem ser advertidos a notificar imediatamente dor muscular, astenia ou cãibras inexplicáveis, particularmente se associados a mal-estar ou febre. Deve determinar-se os níveis de CK nestes doentes. A terapêutica deve ser interrompida se os níveis de CK estiverem francamente elevados (> 5xLSN) ou se os sintomas musculares forem graves e causarem desconforto diário (mesmo com níveis de CK ≤ 5xLSN). Se os sintomas desaparecerem e os níveis de CK regressarem ao normal, deverá considerar-se a reintrodução de Roxazin ou um inibidor alternativo da redutase da HMG-CoA na dose mais baixa e com uma monitorização apertada. A monitorização de rotina dos níveis de CK em doentes assintomáticos não se justifica. Foram notificados casos muito raros de miopatia necrosante imunomediada (IMNM) durante ou após o tratamento com algumas estatinas, incluindo a rosuvastatina. A IMNM é clinicamente caracterizada por fraqueza muscular proximal e elevação da creatinina quinase sérica, que persistem apesar da interrupção do tratamento com estatinas.
Os ensaios clínicos não demonstraram evidência de aumento de efeitos sobre o músculo esquelético no reduzido número de doentes tratados com Roxazin e terapêutica concomitante. Observou-se, no entanto, aumento da incidência de miosite e de miopatia em doentes tratados com outros inibidores da redutase da HMG-CoA em associação a derivados do ácido fíbrico, incluindo gemfibrozil, ciclosporina, ácido nicotínico, antifúngicos do grupo dos azóis, inibidores da protease e antibióticos macrólidos. O gemfibrozil aumenta o risco de miopatia quando administrado concomitantemente com alguns inibidores da redutase da HMG-CoA. Por conseguinte, a associação de Roxazin com gemfibrozil não é recomendada. O benefício de alterações adicionais nos níveis lipídicos, resultantes da combinação de Roxazin com fibratos ou niacina, deverá ser cuidadosamente considerado em relação aos potenciais riscos de tais associações. A dose de 40 mg está contraindicada no uso concomitante de fibratos (ver secção 4.5 e secção 4.8).
A associação de rosuvastatina com ácido fusídico não é recomendada. Têm sido notificados casos de rabdomiólise (incluindo alguns casos fatais) em doentes a receberem esta associação (ver secção 4.5).
Roxazin não deve ser usado em doentes com uma situação aguda grave, sugestiva de miopatia ou predisposição para o desenvolvimento de falência renal secundária a rabdomiólise (p. ex. sépsis, hipotensão, grande cirurgia, trauma, disfunções metabólicas graves, endócrinas e eletrolíticas ou convulsões não controladas).
Efeitos Hepáticos Tal como com os outros inibidores da redutase da HMG-CoA, Roxazin deve ser usado com precaução em doentes que consumam quantidades excessivas de álcool e/ou tenham história de doença hepática.
Recomenda-se que sejam realizados testes da função hepática antes do início do tratamento com Roxazin e 3 meses após o início do tratamento. Se o nível das transaminases séricas exceder 3 vezes o limite superior da normalidade, Roxazin deve ser interrompido ou reduzir-se a dose. A taxa de notificação de acontecimentos hepáticos graves (consistindo principalmente no aumento das transaminases hepáticas) na experiência pós-comercialização é maior com a dose de 40 mg.
Em doentes com hipercolesterolemia secundária causada por hipotiroidismo ou síndrome nefrótica, a doença subjacente deverá ser tratada antes de se iniciar a terapêutica com Roxazin. 29-07-2022 Raça Estudos de farmacocinética revelaram um aumento da exposição em indivíduos Asiáticos, comparativamente aos indivíduos Caucasianos (ver secção 4.2, secção 4.3 e secção 5.2).
Inibidores da protease Um aumento da exposição sistémica à rosuvastatina tem sido observado em indivíduos tratados com rosuvastatina concomitantemente com vários inibidores da protease em combinação com ritonavir. Deve ser considerado, quer o benefício de redução lipídica pelo uso de Roxazin em doentes com o Vírus de Imunodeficiência Humana (VIH) tratados com inibidores da protease quer o potencial para o aumento das concentrações plasmáticas de rosuvastatina quando se inicia e se titulam doses de Roxazin em doentes tratados com inibidores da protease. O uso concomitante com determinados inibidores da protease não é recomendado a menos que a dose de Roxazin seja ajustada (ver secções 4.2 e 4.5).
Intolerância à lactose Doentes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência total de lactase ou malabsorção de glucose-galactose não devem tomar este medicamento.
Doença pulmonar intersticial Foram notificados casos excecionais de doença pulmonar intersticial com algumas estatinas, especialmente em tratamento de longa duração (ver secção 4.8). Os sintomas incluem dispneia, tosse não produtiva e deterioração do estado de saúde em geral (fadiga, perda de peso e febre). Se houver suspeita de desenvolvimento de doença pulmonar intersticial, a terapêutica com estatinas deve ser suspensa.
Diabetes Mellitus Algumas evidências sugerem que as estatinas, como classe farmacológica, podem elevar a glicemia e em alguns doentes, com elevado risco de ocorrência futura de diabetes, podem induzir um nível de hiperglicemia em que o tratamento formal de diabetes é adequado. Este risco é, no entanto, compensado pela redução do risco vascular das estatinas e, portanto, não deve ser uma condição para a suspensão do tratamento. Os doentes em risco (glicemia em jejum entre 5,6 e 6,9 mmol/l, IMC>30 kg/m2, triglicéridos aumentados, hipertensão) devem ser monitorizados, tanto clínica como bioquimicamente, de acordo com as normas de orientação nacionais. No estudo JUPITER, a frequência geral de notificação de casos de diabetes mellitus foi de 2,8% com rosuvastatina e 2,3% com placebo, a maioria em doentes com glicemia em jejum entre 5,6 e 6,9 mmol/l.
População pediátrica A avaliação do crescimento linear (altura), peso, IMC (índice de massa corporal) e características secundárias de maturação sexual pela escala de Tanner em doentes pediátricos com idade compreendida entre os 6 e os 17 anos tratados com rosuvastatina, é limitada ao período de dois anos. Após dois anos de estudo com este tratamento, não foi detetado qualquer efeito no crescimento, peso, IMC ou maturação sexual (ver secção 5.1).
Em ensaios clínicos em crianças e adolescentes tratados com rosuvastatina durante 52 semanas, foram observadas com maior frequência, elevações da CK > 10xLSN e sintomas musculares após exercício ou aumento da atividade física em comparação com as observações nos ensaios clínicos em adultos (ver secção 4.8).
4.5. Interações medicamentosas e outras formas de interação
Efeito da administração concomitante de medicamentos na rosuvastatina Inibidores das proteínas transportadoras: A rosuvastatina é um substrato para certas proteínas transportadoras incluindo o transportador de captação hepático OATP1B1 e o transportador de efluxo BCRP. A administração concomitante de Roxazin com medicamentos que são inibidores destes transportadores de proteínas pode resultar num aumento das concentrações plasmáticas da rosuvastatina e num aumento do risco de miopatia (ver secções 4.2, 4.4 e 4.5 Tabela 1). Ciclosporina: Durante a terapêutica concomitante com Roxazin e ciclosporina, os valores da AUC de rosuvastatina foram em média 7 vezes mais elevados, relativamente aos observados em voluntários saudáveis (ver Tabela 1). Roxazin é contraindicado em doentes a receber concomitantemente ciclosporina 29-07-2022 (ver secção 4.3). A administração concomitante não provocou alteração da concentração plasmática da ciclosporina.
Inibidores da protease: Apesar de ser desconhecido o mecanismo de interação exato, o uso concomitante com inibidores da protease pode aumentar fortemente a exposição à rosuvastatina (ver Tabela 1). Por exemplo, num estudo farmacocinético, a administração concomitante de 10 mg de rosuvastatina e a combinação de dois inibidores da protease (300 mg atazanavir/ 100 mg de ritonavir) em voluntários saudáveis foi associada a um aumento da AUC e da Cmax da rosuvastatina em aproximadamente três- vezes e sete-vezes, respetivamente. O uso concomitante de Roxazin e algumas combinações de inibidores da protease pode ser considerado após cuidadosa avaliação dos ajustes na dose de Roxazin baseados no aumento expectável da exposição à rosuvastatina (ver secções 4.2, 4.4 e 4.5 Tabela 1). Gemfibrozil e outros medicamentos hipolipemiantes: O uso concomitante de Roxazin e gemfibrozil resultou num aumento para o dobro da Cmax e AUC da rosuvastatina (ver secção 4.4). Com base em dados de estudos de interação específicos, não são de esperar interações farmacocinéticas relevantes com fenofibrato, contudo podem ocorrer interações farmacodinâmicas. O gemfibrozil, fenofibrato, outros fibratos e niacina (ácido nicotínico) em doses hipolipemiantes (> ou igual a 1 g/dia) aumentam o risco de miopatia quando administrados concomitantemente com inibidores da redutase da HMG-CoA, provavelmente porque podem provocar miopatia quando administrados isoladamente. A dose de 40 mg está contraindicada no uso concomitante de fibratos (ver secções 4.3 e 4.4). Estes doentes devem também iniciar o tratamento com a dose de 5 mg.
Ezetimiba: O uso concomitante de 10 mg de Roxazin e 10 mg de ezetimiba resultou num aumento na AUC da rosuvastatina de 1,2 vezes em indivíduos hipercolesterolémicos (Tabela 1). No entanto, não pode ser excluída uma interação farmacodinâmica, em termos de efeitos adversos entre Roxazin e a ezetimiba (ver secção 4.4).
Antiácidos: A administração simultânea de Roxazin com uma suspensão de antiácido contendo hidróxido de alumínio e de magnésio produziu uma descida de aproximadamente 50% da concentração plasmática da rosuvastatina. Este efeito foi atenuado quando o antiácido foi administrado 2 horas após Roxazin. Não foi investigada a importância clínica desta interação.
Eritromicina: O uso concomitante de Roxazin e eritromicina resultou num decréscimo de 20% na AUC e um decréscimo de 30% na Cmax de rosuvastatina. Esta interação pode ser provocada pelo aumento da motilidade intestinal causada pela eritromicina.
Enzimas do citocromo P450: Os resultados de estudos in vitro e in vivo mostram que a rosuvastatina não é nem um inibidor nem um indutor das isoenzimas do citocromo P450. Além disso, a rosuvastatina é um substrato pobre destas isoenzimas. Por conseguinte, não são esperadas interações com fármacos cujo metabolismo é mediado pelo citocromo P450. Não se verificaram interações clinicamente importantes entre a rosuvastatina quer com o fluconazol (inibidor do CYP2C9 e CYP3A4) quer com o cetoconazol (inibidor do CYP2A6 e CYP3A4).
Interações que requerem ajustes na dose de rosuvastatina (ver também Tabela 1): Quando for necessário administrar concomitantemente Roxazin com outros medicamentos conhecidos por aumentarem a exposição à rosuvastatina, as doses de Roxazin devem ser ajustadas. Iniciar com uma dose diária de 5 mg de Roxazin se o aumento expectável na exposição (AUC) for de aproximadamente 2 vezes ou superior. A dose máxima diária de Roxazin deve ser ajustada para que a exposição expectável à rosuvastatina não exceda os 40 mg diários de Roxazin tomados sem interações medicamentosas, por exemplo uma dose de 20 mg de Roxazin com gemfibrozil (aumenta 1,9 vezes), e uma dose de 10 mg de Roxazin com a combinação atazanavir/ritonavir (aumenta 3,1 vezes).
Tabela 1. Efeitos da administração concomitante de medicamentos na exposição à rosuvastatina (AUC; por ordem decrescente de magnitude) de ensaios clínicos publicados Fármaco a interagir, dose, regime Regime posológico de Alteração na AUC da rosuvastatina rosuvastatina* 29-07-2022 Ciclosporina 75 mg BID para 200 mg BID, 6 10 mg OD, 10 dias 7,1-vezes ↑ meses Atazanavir 300 mg/ritonavir 100 mg OD, 8 10 mg, dose única 3,1-vezes ↑ dias Simeprevir 150 mg OD, 7 dias 10 mg, dose única 2,8-vezes ↑ Lopinavir 400 mg/ritonavir 100 mg BID, 20 mg OD, 7 dias 2,1-vezes ↑ 17 dias Clopidogrel 300 mg dose carga, seguida de 20 mg, dose única 2,0-vezes ↑ 29-07-2022 Fármaco a interagir, dose, regime Regime posológico de Alteração na rosuvastatina AUC da rosuvastatina*
75 mg de 24 em 24 horas Gemfibrozil 600 mg BID, 7 dias 80 mg, dose única 1,9-vezes ↑ Eltrombopag 75 mg OD, 5 dias 10 mg, dose única 1,6-vezes ↑ Darunavir 600 mg/ritonavir 100 mg BID, 7 10 mg OD, 7 dias 1,5-vezes ↑ dias Tipranavir 500 mg/ritonavir 200 mg BID, 10 mg, dose única 1,4-vezes ↑ 11 dias Dronedarona 400 mg BID Não disponível 1,4-vezes ↑ Itraconazol 200 mg OD, 5 dias 10 mg, dose única 1,4-vezes ↑** Ezetimiba 10 mg OD, 14 dias 10 mg, OD, 14 dias 1,2-vezes ↑** Fosamprenavir 700 mg/ritonavir 100 mg 10 mg, dose única ↔ BID, 8 dias Aleglitazar 0,3 mg, 7 dias 40 mg, 7 dias ↔ Silimarina 140 mg TID, 5 dias 10 mg, dose única ↔ Fenofibrato 67 mg TID, 7 dias 10 mg, 7 dias ↔ Rifampina 450 mg OD, 7 dias 20 mg, dose única ↔ Cetoconazol 200 mg BID, 7 dias 80 mg, dose única ↔ Fluconazol 200 mg OD, 11 dias 80 mg, dose única ↔ Eritromicina 500 mg QID, 7 dias 80 mg, dose única 20% ↓ Baicalina 50 mg TID, 14 dias 20 mg, dose única 47% ↓ Regorafenib 160 mg OD, 14 dias 5 mg, dose única 3,8-vezes ↑ Velpatasvir 100 mg OD 10 mg, dose única 2,7-vezes ↑ Ombitasvir 25 mg/paritaprevir 150 mg/ 5 mg, dose única 2,6-vezes ↑ Ritonavir 100 mg OD/ dasabuvir 400 mg BID, 14 dias Grazoprevir 200 mg/elbasvir 50 mg OD, 10 mg, dose única 2,3-vezes ↑ 11 dias Glecaprevir 400 mg/pibrentasvir 120 mg 5 mg OD, 7 dias 2,2-vezes ↑ OD, 7 dias *Os dados apresentados como alteração de x-vezes representam uma simples “razão” entre rosuvastatina administrada concomitantemente e rosuvastatina isoladamente. Os dados apresentados como alteração na % representam a % de diferença relativamente à rosuvastatina isoladamente. O aumento é indicado por “↑”, sem alterações por “↔”, diminuição por “↓”. **Vários estudos de interação foram realizados com diferentes dosagens de Roxazin, a tabela mostra as razões mais significativas OD = uma vez dia; BID = duas vezes dia; TID = três vezes dia; QID = quatro vezes dia
Efeitos da rosuvastatina em medicamentos administrados concomitantemente
Antagonistas da vitamina K: À semelhança dos outros inibidores da redutase da HMG-CoA, o início da terapêutica ou o aumento da dose de Roxazin em doentes tratados concomitantemente com antagonistas da vitamina K (p. ex. varfarina ou outro anticoagulante cumarínico) pode originar um aumento da Razão Internacional Normalizada (INR). A interrupção ou redução da dose de Roxazin pode resultar num decréscimo da INR. Nestas situações, é desejável a monitorização apropriada da INR.
Contracetivo oral/terapêutica hormonal de substituição (THS): O uso concomitante de Roxazin e um contracetivo oral resultou num aumento da AUC de etinilestradiol e norgestrel de 26% e 34%, respetivamente. Deve ter-se em consideração este aumento dos níveis plasmáticos na escolha da dose do contracetivo oral. Não existem dados farmacocinéticos disponíveis em indivíduos a tomar 29-07-2022 concomitantemente Roxazin e THS mas um efeito similar não pode ser excluído. Contudo, em estudos clínicos, esta associação foi extensamente utilizada em mulheres e foi bem tolerada.
Outros medicamentos: Digoxina: Com base em dados de estudos de interação específicos, não são esperadas interações clinicamente relevantes com digoxina. Ácido Fusídico: Não foram realizados estudos de interação com rosuvastatina e ácido fusídico. Como com outras estatinas, foram notificados acontecimentos relacionados com os músculos, incluindo rabdomiólise, na experiência pós-comercialização quando rosuvastatina e ácido fusídico foram administrados concomitantemente. Deste modo, a associação de rosuvastatina com ácido fusídico não é recomendada. Se possível, recomenda-se a suspensão temporária do tratamento com rosuvastatina. Se inevitável, os doentes devem ser cuidadosamente monitorizados.
População pediátrica: Os estudos de interação só foram realizados em adultos. Desconhece-se a extensão das interações na população pediátrica.
4.6. Fertilidade, gravidez e aleitamento
Roxazin está contraindicado na gravidez e aleitamento. As mulheres em idade fértil devem utilizar métodos contracetivos apropriados. Dado que o colesterol e outros produtos da biossíntese do colesterol são essenciais para o desenvolvimento do feto, o risco potencial da inibição da redutase da HMG-CoA supera a vantagem do tratamento durante a gravidez. Estudos em animais fornecem dados limitados no que diz respeito à toxicidade reprodutiva (ver secção 5.3). Em caso de gravidez, o tratamento deverá ser imediatamente interrompido.
No rato, a rosuvastatina é excretada no leite. Não existem dados sobre a excreção de rosuvastatina no leite humano. (ver secção 4.3).
4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas
Não foram efetuados estudos para determinar o efeito de Roxazin sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas. Contudo, com base nas suas propriedades farmacodinâmicas não é provável que Roxazin afete esta capacidade. Na condução de veículos ou utilização de máquinas é necessário ter em conta que podem ocorrer tonturas durante o tratamento.
4.8. Efeitos indesejáveis
As reações adversas observadas com Roxazin são geralmente de caráter ligeiro e transitório. Em ensaios clínicos controlados, menos de 4% dos doentes tratados com Roxazin abandonou os estudos devido a reações adversas.
Lista tabelada de reações adversas Com base em dados de ensaios clínicos e extensa experiência pós-comercialização, a seguinte tabela apresenta o perfil de reações adversas para a rosuvastatina. As reações adversas listadas abaixo estão classificadas de acordo com a frequência e classe de sistema de órgãos (SOC). A frequência de reações adversas é listada de acordo com a seguinte convenção: Frequentes (≥ 1/100, <1/10); Pouco frequentes (≥ 1/1.000, <1/100); Raros (≥1/10.000, <1/1.000); Muito raros (<1/10.000); Desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis). 29-07-2022 Tabela 2. Reações adversas baseadas em dados de estudos clínicos e experiência pós-comercialização
Classes de sistemas Frequentes Pouco frequentes Raros Muito raros Desconhecido de órgãos Doenças do sangue e Trombocitopenia sistema linfático
Doenças do sistema Reações de imunitário hipersensibilidade, incluindo angioedema Doenças endócrinas Diabetes mellitus1 Perturbações do foro Depressão psiquiátrico Doenças do sistema Cefaleia Polineuropatia Neuropatia nervoso Tonturas Perda de periférica memória Alterações do sono (incluindo insónia e pesadelos)
Doenças Tosse respiratórias, Dispneia torácicas e do mediastino Doenças Obstipação Pancreatite Diarreia gastrointestinais Náuseas Dor abdominal
Afeções Transaminases hepáticas Icterícia hepatobiliares aumentadas Hepatite
Afeções dos tecidos Prurido cutâneos e Erupção cutânea Síndrome de subcutâneos Urticária Stevens-Johnson Afeções Mialgia Miopatia Artralgia Afeções dos musculosqueléticas e (Incluindo miosite) tendões, por dos tecidos Rabdomiólise vezes conjuntivos complicadas devido a rutura Miopatia necrosante imunomediada
Doenças renais e Hematúria urinárias 29-07-2022 Doenças dos órgãos Ginecomastia genitais e da mama 29-07-2022 Classes de sistemas Frequentes Pouco frequentes Raros Muito raros Desconhecido de órgãos Perturbações gerais e Astenia Edema alterações no local de administração
1 A frequência irá depender da presença ou ausência de fatores de risco (glicemia em jejum ≥ 5,6 mmol/l, IMC > 30 kg/m2, triglicéridos elevados, história de hipertensão).
Tal como se verifica com outros inibidores da redutase da HMG-CoA, a incidência de reações adversas medicamentosas tende a ser dose-dependente.
Efeitos Renais: Em doentes tratados com Roxazin foi observada proteinúria, detetada por tiras de teste, sendo maioritariamente de origem tubular. Variação dos valores de proteinúria, desde ausência ou vestígios até um resultado ++ ou superior, foi observado em < 1% dos doentes em determinada altura durante o tratamento com 10 mg e 20 mg, e em aproximadamente 3% dos doentes tratados com 40 mg. Com a dose de 20 mg foi observada uma ligeira variação, desde ausência ou vestígios até um resultado +. Na maioria dos casos, a proteinúria diminui ou desaparece espontaneamente com a continuação da terapêutica. Até ao momento, a análise de dados provenientes de ensaios clínicos e da experiência pós-comercialização não identificou uma associação causal entre a proteinúria e doença renal aguda ou progressiva.
A hematúria tem sido observada em doentes tratados com Roxazin e os dados de estudos clínicos mostram que a ocorrência é baixa.
Efeitos no músculo esquelético: Efeitos no músculo esquelético, p. ex. mialgia, miopatia (incluindo miosite) e, raramente, rabdomiólise com ou sem insuficiência renal aguda têm sido notificados em doentes tratados com Roxazin em todas as doses, em particular, com doses > 20 mg. Em doentes tratados com rosuvastatina foi observado um aumento dos níveis de CK relacionado com a dose; na maioria dos casos essa elevação foi ligeira, assintomática e transitória. Se os níveis de CK forem elevados (> 5xLNS), o tratamento deve ser interrompido (ver secção 4.4).
Efeitos Hepáticos: Tal como com os outros inibidores da redutase da HMG-CoA, um aumento das transaminases, relacionado com a dose, foi observado num pequeno número de doentes tratados com rosuvastatina; na maioria destes casos, o aumento foi ligeiro, assintomático e transitório. Foram notificados os seguintes acontecimentos adversos com algumas estatinas: Disfunção sexual. Casos excecionais de doença pulmonar intersticial, especialmente com terapêutica de longa duração (ver secção 4.4). A taxa de notificação de rabdomiólise, acontecimentos renais graves e acontecimentos hepáticos graves (consistindo principalmente no aumento das transaminases hepáticas) é maior com a dose de 40 mg.
População pediátrica: As elevações da creatinaquinase > 10xLSN e os sintomas musculares após exercício ou aumento da atividade física foram observados mais frequentemente em ensaios clínicos de 52 semanas em crianças e adolescentes em comparação com os adultos (ver secção 4.4). Noutros aspetos, o perfil de segurança de rosuvastatina foi semelhante em crianças e adolescentes comparativamente com adultos.
Notificação de suspeitas de reações adversas A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas através do INFARMED, I.P.:
Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: 29-07-2022 Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]
4.9. Sobredosagem
Não existe um tratamento específico na eventualidade de ocorrer sobredosagem. Em caso de sobredosagem, o doente deve ser submetido a um tratamento sintomático e as medidas de suporte instituídas, conforme necessário. A função hepática e os níveis de CK deverão ser monitorizados. Não é provável que a hemodiálise proporcione quaisquer benefícios.
5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS
5.1. Propriedades farmacodinâmicas
Grupo farmacoterapêutico: 3.7. Aparelho cardiovascular. Antidislipidémicos. Inibidores da redutase da HMG-CoA. Código ATC: C10A A07.
Mecanismo de ação A rosuvastatina é um inibidor seletivo e competitivo da redutase da HMG-CoA, a enzima limitante da taxa de conversão da 3-hidroxi3-metilglutaril coenzima A em mevalonato, um precursor do colesterol. O principal local de ação da rosuvastatina é o fígado, o órgão alvo na diminuição do colesterol.
A rosuvastatina aumenta o número de recetores hepáticos das LDL na superfície celular, potenciando a captação e o catabolismo das LDL e inibindo a síntese hepática das VLDL, reduzindo, desta forma, o número total de partículas de VLDL e LDL.
Efeitos farmacodinâmicos Roxazin reduz os níveis elevados de colesterol-LDL (C-LDL), colesterol total (CT) e triglicéridos (TG) e aumenta o nível de colesterol-HDL (C-HDL). Reduz ainda a ApoB, colesterol não-HDL (não-C-HDL), C- VLDL e TG-VLDL e aumenta a ApoA-I (ver Tabela 3). Roxazin reduz também as razões de C-LDL/C- HDL, CT/C-HDL e colesterol não-HDL/C-HDL bem como a razão de ApoB/ApoA-I.
Tabela 3. Dose-resposta em doentes com hipercolesterolemia primária (tipos IIa e IIb) (alteração percentual média ajustada em relação aos valores basais) Posologia N C-LDL CT C-HDL TG Não-C-HDL ApoB ApoA-I Placebo 13 -7 -5 3 -3 -7 -3 0 5 17 -45 -33 13 -35 -44 -38 4 10 17 -52 -36 14 -10 -48 -42 4 20 17 -55 -40 8 -23 -51 -46 5 40 18 -63 -46 10 -28 -60 -54 0 O efeito terapêutico é obtido uma semana após o início do tratamento, atingindo-se 90% da resposta máxima decorridas 2 semanas. A resposta máxima é geralmente obtida às 4 semanas, mantendo-se subsequentemente. 29-07-2022 Eficácia e segurança clínicas Roxazin é eficaz em adultos com hipercolesterolemia, com e sem hipertrigliceridemia, independentemente da sua raça, sexo ou idade, bem como em populações especiais, nomeadamente diabéticos ou doentes com hipercolesterolemia familiar.
Com base nos dados agrupados de fase III, Roxazin demonstrou ser eficaz no tratamento da maioria dos doentes com hipercolesterolemia tipo IIa e IIb (C-LDL média basal cerca de 4,8 mmol/l), levando-os a atingir os valores alvo preconizados nas normas orientadoras da European Atherosclerosis Society (EAS; 1998); cerca de 80% dos doentes tratados com 10 mg atingiram os valores alvo EAS preconizados para os níveis de C-LDL (< 3 mmol/l).
Num estudo de grandes dimensões, 435 doentes com hipercolesterolemia familiar heterozigótica, receberam Roxazin entre 20 mg e 80 mg, segundo um protocolo de titulação forçada. Todas as doses demonstraram exercer um efeito benéfico sobre os parâmetros lipídicos e foram atingidos os objetivos alvo em tratamento. Após a titulação para uma dose diária de 40 mg (12 semanas de tratamento), o C-LDL foi reduzido em 53%. 33% dos doentes atingiram os valores alvo das normas orientadoras EAS para os níveis de C-LDL (< 3 mmol/l).
Num estudo clínico aberto, de titulação forçada, foi avaliada a resposta a Roxazin 20-40 mg em 42 doentes com hipercolesterolemia familiar homozigótica. Na população global, foi obtida uma redução média do C- LDL de 22%. Em estudos clínicos com um número limitado de doentes, Roxazin tem demonstrado possuir uma eficácia adicional na redução dos triglicéridos quando utilizado em combinação com fenofibrato e no aumento dos níveis do C-HDL quando usado em combinação com niacina (ver secção 4.4).
Num estudo clínico controlado com placebo, em dupla ocultação e multicêntrico (METEOR), 984 doentes com idades compreendidas entre 45 e 70 anos e com baixo risco de doença coronária (definido como risco de Framingham < 10% em 10 anos), com uma média de C-LDL de 4,0 mmol/l (154,5 mg/dl), porém com aterosclerose subclínica (detetada por Espessura da carótida Íntima–Média (EIMC)), foram aleatorizados para o tratamento com rosuvastatina 40 mg uma vez por dia ou placebo durante 2 anos. A rosuvastatina reduziu significativamente a taxa de progressão na EIMC máxima de todos os 12 locais analisados nas artérias carótidas, comparativamente com placebo, em -0,0145 mm/ano [intervalo de confiança a 95% - 0,0196; -0,0093; p<0,0001]. A alteração relativamente aos valores iniciais foi de 0,0014 mm/ano (- 0,12%/ano (não significativa)) para a rosuvastatina, comparativamente com uma progressão de +0,0131 mm/ano (1,12%/ano (p<0,0001)) para o placebo. Não foi ainda demonstrada uma correlação direta entre a diminuição da EIMC e a redução do risco de acontecimentos cardiovasculares. A população estudada no METEOR é de baixo risco de doença coronária e não representa a população alvo de Roxazin 40 mg. A dose de 40 mg deverá ser prescrita apenas em doentes com hipercolesterolemia grave com elevado risco cardiovascular (ver secção 4.2).
No estudo “Justification for the Use of Statins in Primary Prevention: An Intervention Trial Evaluating Rosuvastatin” (JUPITER), o efeito de rosuvastatina sobre a ocorrência de acontecimentos cardiovasculares de etiologia aterosclerótica major foi avaliado em 17.802 homens (≥50 anos) e mulheres (≥60 anos).
Os participantes do estudo foram distribuídos de forma aleatória para placebo (n=8.901) ou rosuvastatina 20 mg uma vez por dia (n=8.901) e foram seguidos durante um período médio de 2 anos. A concentração de colesterol LDL foi reduzida em 45% (p<0,001) no grupo da rosuvastatina em comparação com o grupo do placebo.
Numa análise post-hoc a um subgrupo de indivíduos com elevado risco, com um risco de Framingham inicial > 20% (1.558 indivíduos) verificou-se uma redução significativa no objetivo primário composto de morte cardiovascular, acidente vascular cerebral e enfarte do miocárdio (p=0,028) no tratamento com rosuvastatina versus placebo. A redução do risco absoluto na taxa de acontecimentos por 1.000 doentes-ano foi de 8,8. A mortalidade total manteve-se inalterada neste grupo de doentes com elevado risco (p=0,193). 29-07-2022 Numa análise post-hoc de um subgrupo de indivíduos com elevado risco (total de 9.302 indivíduos) com um risco SCORE inicial ≥5% (extrapolado para incluir os indivíduos acima dos 65 anos) verificou-se uma redução significativa do objetivo primário composto de morte cardiovascular, acidente vascular cerebral e enfarte do miocárdio (p=0,0003) no tratamento com rosuvastatina versus placebo. A redução do risco absoluto na taxa de acontecimentos foi de 5,1 por 1.000 doentes-ano. A mortalidade total manteve-se inalterada neste grupo de doentes com elevado risco (p=0,076).
No estudo JUPITER, 6,6% dos indivíduos com rosuvastatina e 6,2% dos indivíduos com placebo suspenderam a medicação do estudo devido a acontecimento adverso. Os acontecimentos adversos mais frequentes que conduziram à interrupção do tratamento foram: mialgia (0,3% com rosuvastatina, 0,2% com placebo), dor abdominal (0,03% com rosuvastatina, 0,02% com placebo) e erupção cutânea (0,02% com rosuvastatina, 0,03% com placebo). Os acontecimentos adversos mais frequentemente notificados numa frequência igual ou superior ao placebo foram infeção do trato urinário (8,7% com rosuvastatina, 8,6% com placebo), nasofaringite (7,6% com rosuvastatina, 7,2% com placebo), dor lombar (7,6% com rosuvastatina, 6,9% com placebo) e mialgia (7,6% com rosuvastatina, 6,6% com placebo).
População pediátrica Num estudo de 12 semanas, controlado com placebo, multicêntrico, aleatorizado, em dupla ocultação (n=176, 97 do sexo masculino e 79 do sexo feminino) seguido de uma fase de 40 semanas (n=173, 96 do sexo masculino e 77 do sexo feminino) aberta, de titulação da dose de rosuvastatina, doentes de 10 a 17 anos de idade (estadio Tanner II-V, sexo feminino com pelo menos um ano pós-menarca) com hipercolesterolemia familiar heterozigótica, receberam 5, 10 ou 20 mg de rosuvastatina ou placebo diariamente durante 12 semanas, e todos receberam posteriormente rosuvastatina diariamente durante 40 semanas. No início do recrutamento do estudo, aproximadamente 30% dos doentes tinham entre os 10 e os 13 anos e aproximadamente 17%, 18%, 40% e 25% estavam no estadio Tanner II, III, IV e V, respetivamente. O C-LDL foi reduzido em 38,3%; 44,6% e 50,0% com rosuvastatina 5, 10 e 20 mg respetivamente, comparado a 0,7% com placebo. No final da semana 40, do estudo aberto, de titulação da dose para o objetivo, doseado até um máximo de 20 mg, uma vez por dia, 70 de 173 doentes (40,5%) tinham atingido o objetivo pretendido de valores de C- LDL inferiores a 2,8 mmol/l. Após 52 semanas de tratamento do estudo, não foi detetado qualquer efeito sobre o crescimento, peso, IMC ou maturação sexual (ver secção 4.4). Este ensaio (n=176) não foi adequado para comparação de acontecimentos adversos raros ao fármaco.
A rosuvastatina foi também estudada num estudo aberto de 2 anos, de titulação da dose para o objetivo, em 198 crianças com hipercolesterolemia familiar heterozigótica com idade compreendida entre os 6 e 17 anos (88 do sexo masculino e 110 do sexo feminino, estadio Tanner < II-V). A dose inicial de rosuvastatina para todos os doentes foi 5 mg, uma vez por dia. Os doentes com idade compreendida entre 6 e 9 anos (n=64) podiam titular até à dose máxima de 10 mg uma vez por dia e doentes com idade compreendida entre os 10 e 17 anos (n=134) até à dose máxima de 20 mg uma vez por dia.
Após 24 meses de tratamento com rosuvastatina, a percentagem de redução pela média dos mínimos quadrados (LS) a partir do valor inicial de C-LDL foi –43% (Inicial: 236 mg/dl, Mês 24: 133 mg/dl). Para cada grupo de idade, as percentagens de redução pela média dos mínimos quadrados a partir dos valores iniciais do C-LDL foram –43% (Inicial: 234 mg/dl, Mês 24: 124 mg/dl), -45% (Inicial: 234 mg/dl, 124 mg/dl ), e -35% (Inicial: 241 mg/d, Mês 24: 153 mg/dl) nos grupos de 6 a <10, 10 a <14, e 14 a <18, respetivamente. Para a rosuvastatina 5 mg, 10 mg, e 20 mg também foram atingidas variações médias estatisticamente significativas a partir do valor inicial para as seguintes variáveis secundárias lipídicas e lipoproteínas: C-HDL, CT, não-C-HDL, C-LDL/C-HDL, CT/C-HDL, TG/C-HDL, não-C-HDL/C-HDL, ApoB, ApoB/ApoA-1. Estas alterações foram no sentido de melhoria da resposta lipídica e foram sustentadas ao longo dos 2 anos. Após 24 meses de tratamento do estudo, não foi detetado qualquer efeito sobre o crescimento, peso, IMC 29-07-2022 ou maturação sexual (ver secção 4.4).
A Agência Europeia de Medicamentos dispensou a obrigação de apresentação dos resultados dos estudos com rosuvastatina em todos os subgrupos da população pediátrica no tratamento da hipercolesterolemia familiar homozigótica, dislipidemia combinada (mista) primária e na prevenção de acontecimentos cardiovasculares (ver secção 4.2 para informação sobre utilização pediátrica).
5.2. Propriedades farmacocinéticas
Absorção São atingidas concentrações plasmáticas máximas de rosuvastatina aproximadamente 5 horas após a administração oral. A biodisponibilidade absoluta é aproximadamente de 20%.
Distribuição A rosuvastatina é captada extensamente pelo fígado, o principal local de síntese do colesterol e de depuração do C-LDL. O volume de distribuição da rosuvastatina é de aproximadamente 134 l. A rosuvastatina apresenta uma ligação de aproximadamente 90% às proteínas plasmáticas, principalmente à albumina.
Biotransformação A rosuvastatina sofre um metabolismo limitado (cerca de 10%). Estudos de metabolismo in vitro utilizando hepatócitos humanos indicam que a rosuvastatina é um substrato pobre para o metabolismo mediado pelo citocromo P450. O CYP2C9 foi a principal isoenzima envolvida, com a 2C19, 3A4 e 2D6 envolvidas em menor extensão. Os principais metabolitos identificados são o N-desmetil e a lactona. O metabolito N- desmetil é aproximadamente 50% menos ativo do que a rosuvastatina, enquanto a lactona é considerada clinicamente inativa. A rosuvastatina é responsável por mais de 90% da atividade inibidora da redutase da HMG-CoA circulante.
Eliminação Aproximadamente 90% da dose de rosuvastatina é excretada sob a forma inalterada nas fezes (consistindo em substância ativa absorvida e não absorvida) e o remanescente excretado na urina. Aproximadamente 5% é excretada sob a forma inalterada na urina. A semivida de eliminação plasmática é cerca de 19 horas. A semivida de eliminação plasmática não aumenta com doses mais elevadas. A média geométrica da depuração plasmática é de aproximadamente 50 litros/hora (coeficiente de variação 21,7%). Tal como com os outros inibidores da redutase da HMG-CoA, a captação hepática da rosuvastatina envolve o transportador de membrana OATP-C. Este transportador é importante na eliminação hepática da rosuvastatina.
Linearidade: A exposição sistémica da rosuvastatina aumenta em proporção à dose. Não existem alterações nos parâmetros farmacocinéticos após múltiplas doses diárias.
Populações especiais: Idade e sexo: A idade e o sexo não exerceram quaisquer efeitos clinicamente relevantes sobre a farmacocinética da rosuvastatina em adultos. A farmacocinética de rosuvastatina em crianças e adolescentes com hipercolesterolemia familiar heterozigótica parece ser semelhante à de voluntários adultos (ver “População pediátrica” abaixo).
Raça: Estudos de farmacocinética revelaram um aumento da AUC mediana e Cmax, em aproximadamente duas vezes, em indivíduos Asiáticos (Japoneses, Chineses, Filipinos, Vietnamitas e Coreanos) comparativamente a indivíduos Caucasianos; os Indoasiáticos mostram um aumento da AUC mediana e 29-07-2022 Cmax, em aproximadamente 1,3 vezes. Uma análise farmacocinética populacional não revelou diferenças clinicamente significativas na farmacocinética entre grupos Caucasianos e Negros.
Insuficiência renal: Num estudo realizado em indivíduos com diferentes graus de compromisso renal, verificou-se que a doença renal ligeira a moderada não exerceu qualquer influência sobre a concentração plasmática da rosuvastatina ou do metabolito N-desmetil. Indivíduos com compromisso grave (depuração da creatinina < 30 ml/min) apresentaram um aumento da concentração plasmática 3 vezes superior e 9 vezes superior do metabolito N-desmetil, comparativamente à dos voluntários saudáveis. Em indivíduos sujeitos a hemodiálise, as concentrações plasmáticas da rosuvastatina no estado estacionário foram aproximadamente 50% superiores comparativamente à dos voluntários saudáveis.
Insuficiência hepática: Num estudo realizado em indivíduos com vários graus de compromisso hepático não se verificou aumento da exposição à rosuvastatina, em indivíduos com pontuações 7 ou inferior na classificação de Child-Pugh. Contudo, em dois indivíduos que apresentavam pontuações 8 e 9 na classificação de Child-Pugh observou-se um aumento da exposição sistémica de pelo menos duas vezes, comparativamente à dos indivíduos com pontuações mais baixas na classificação de Child-Pugh. Não existe experiência em indivíduos com pontuações na classificação de Child-Pugh superior a 9.
Polimorfismos genéticos: A disposição dos inibidores da redutase da HMG-CoA, incluindo a rosuvastatina, envolve as proteínas transportadoras OATP1B1 e BCRP. Em doentes com polimorfismos genéticos SLCO1B1 (OATP1B1) e/ou ABCG2 (BCRP) existe o risco de um aumento da exposição à rosuvastatina. Polimorfismos individuais de SLCO1B1 c.521CC e ABCG2 c.421AA estão associados a uma maior exposição à rosuvastatina (AUC) em comparação com os genótipos SLCO1B1 c.521TT ou ABCG2 c.421CC. Esta genotipagem específica não está estabelecida na prática clínica, mas em doentes que são conhecidos por terem estes tipos de polimorfismos, recomenda-se uma dose diária de Roxazin mais baixa.
População pediátrica: Dois estudos farmacocinéticos com Rosuvastatina (administrada em comprimidos) em doentes pediátricos com hipercolesterolemia familiar heterozigótica, com idade compreendida entre 10 a 17 ou 6 a 17 anos de idade (total de 214 doentes) demonstraram que a exposição em doentes pediátricos parece ser comparável ou inferior à exposição nos doentes adultos. A exposição à rosuvastatina foi preditiva no que respeita à dose e tempo durante o período de 2 anos.
5.3. Dados de segurança pré-clínica
Os dados pré-clínicos não revelam riscos especiais para o ser humano, segundo estudos convencionais de farmacologia de segurança, genotoxicidade e potencial carcinogénico. Não foram avaliados testes específicos para efeitos sobre o hERG. Reações adversas não observadas em estudos clínicos, mas verificadas em animais a níveis de exposição semelhantes aos níveis de exposição clínica foram as seguintes: Alterações histopatológicas no fígado em estudos sobre toxicidade de dose repetida em ratos e ratinhos, provavelmente devidas à ação farmacológica da rosuvastatina e de menor extensão, com efeitos na vesícula biliar em cães, mas não em macacos. Adicionalmente, foi observada toxicidade testicular em macacos e em cães com doses mais elevadas. A toxicidade reprodutiva foi evidente em ratos, pela redução do tamanho da ninhada, do seu peso e da sobrevivência das crias, com doses maternotóxicas, em que as exposições sistémicas foram muito acima do nível de exposição terapêutica.
6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS
6.1. Lista dos excipientes
Núcleo do comprimido Meglumina Lactose mono-hidratada 29-07-2022 Amido pré-gelificado Celulose microcristalina PH112 Crospovidona (Tipo B) Estearato de magnésio
Revestimento do comprimido Hipromelose (HPMC 2910) Dióxido de titânio Macrogol/PEG 400
6.2. Incompatibilidades
Não aplicável.
6.3. Prazo de validade
Embalagens blister: 3 anos
Frasco de HDPE: Fechado - 2 anos Aberto - 100 dias
6.4. Precauções especiais de conservação
Conservar na embalagem de origem para proteger da humidade e da luz.
6.5. Natureza e conteúdo do recipiente:
Blisters de Alumínio/ Folha de alumínio de 7, 14, 15, 20, 28, 30, 42, 50, 56, 60, 84, 90, 98 e 100 comprimidos, que são depois acondicionados numa embalagem exterior. Cada frasco de HDPE contém 100 ou 500 comprimidos. É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.
6.6. Precauções especiais de eliminação e manuseamento
Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.
7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
Laboratórios Basi – Indústria Farmacêutica, S.A. Parque Industrial Manuel Lourenço Ferreira, Lote 15 3450-232 Mortágua Portugal Tel.:(+351) 231 920 250 Fax:(+351) 231 921 055 E-mail: [email protected]
8. NÚMERO(S) DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
Registo nº XXXXXXX – blister ALU/ALU 28 comprimidos revestidos por película Registo nº XXXXXXX – blister ALU/ALU 56 comprimidos revestidos por película 29-07-2022
9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE
INTRODUÇÃO NO MERCADO
