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Diovan

Substância ativa: Valsartan
Forma farmacêutica: Solução oral 3 mg/ml
Fonte: Folheto informativo oficial (INFARMED / INFOMED)

Folheto Informativo: Informação para o utilizador

Diovan 3 mg/ml solução oral valsartan

Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois contém informação importante para si. • Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente. • Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico. • Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença. • Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4.

O que contém este folheto:

1. O que é Diovan e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Diovan

3. Como tomar Diovan

4. Efeitos indesejáveis possíveis

5. Como conservar Diovan

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Diovan e para é utilizado

Diovan contém a substância ativa: valsartan e pertence a uma classe de medicamentos conhecidos como antagonistas dos recetores da angiotensina II, que ajudam a controlar a tensão arterial elevada. A angiotensina II é uma substância produzida pelo organismo que provoca constrição dos vasos sanguíneos, induzindo assim um aumento da tensão arterial. Diovan atua bloqueando o efeito da angiotensina II. Consequentemente, os vasos sanguíneos dilatam e a tensão arterial diminui.

Diovan 3 mg/ml solução oral pode ser utilizado para o tratamento de tensão arterial alta em crianças e adolescentes de 1 a menos de 18 anos de idade. A tensão arterial elevada aumenta a sobrecarga do coração e artérias. Se não for tratada, pode provocar lesões nos vasos sanguíneos do cérebro, coração e rins, podendo dar origem a um acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca ou insuficiência renal. A tensão arterial elevada aumenta o risco de ataques de coração. A redução da tensão arterial para valores normais reduz o risco de desenvolvimento destas doenças.

2. O que precisa de saber antes de tomar Diovan

Não tome Diovan: • Se tem alergia (hipersensibilidade) ao valsartan ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6). • Se tiver doença hepática grave. • Se estiver grávida de mais de 3 meses (também é melhor evitar tomar Diovan no início da gravidez – ver secção Gravidez). • Se tem diabetes ou função renal diminuída, e se está a ser tratado com um medicamento que contém aliscireno, para diminuir a tensão arterial. Se algum dos casos acima se aplicar a si, informe o seu médico e não tome Diovan.

Advertências e precauções:

Fale com o seu médico antes de tomar Diovan • Se sofrer de doença hepática. • Se sofrer de doença renal grave ou se está a fazer diálise. • Se sofrer de estreitamento da artéria renal. • Se tiver sido submetido recentemente a transplante renal (recebeu um novo rim). • Se sofreu alguma vez inchaço da língua e do rosto causada por uma reação alérgica, chamada angioedema, enquanto tomava outro medicamento (incluindo inibidores da ECA), informe o seu médico. Se sentir estes sintomas, enquanto estiver a tomar Diovan, pare imediatamente de tomar Diovan e não volte a tomá-lo. Veja também a secção 4 “Efeitos indesejáveis”. • Se sentir dor abdominal, náuseas, vómitos ou diarreia após tomar Diovan. O seu médico decidirá sobre a continuação do tratamento. Não deixe de tomar Diovan por iniciativa própria. • Se estiver a tomar medicamentos que aumentem a quantidade de potássio no sangue. Estes incluem suplementos de potássio, ou substitutos salinos que contenham potássio, medicamentos poupadores de potássio e heparina. Pode ser necessário controlar o nível de potássio no seu sangue com regularidade. • Se sofrer de aldosteronismo. Trata-se de uma doença em que as glândulas suprarrenais produzem a hormona aldosterona em excesso. Se isto se aplicar a si, o uso de Diovan não é recomendado. • Se tiver perdido uma grande quantidade de líquidos (desidratação) provocada por diarreia, vómitos ou doses elevadas de diuréticos. • Se está a tomar algum dos seguintes medicamentos para tratar a tensão arterial elevada: o um inibidor da ECA (por exemplo enalapril, lisinopril, ramipril), em particular, se tiver problemas nos rins relacionados com diabetes. o aliscireno

O seu médico pode verificar a sua função renal, tensão arterial e a quantidade de eletrólitos (por exemplo, o potássio) no seu sangue em intervalos regulares.

Ver também a informação sob o título “Não tome Diovan”

Tem que informar o seu médico se pensa que está (ou pode vir a estar) grávida. Diovan não é recomendado no início da gravidez e não pode ser tomado se estiver grávida de mais de 3 meses, porque pode causar lesões graves no seu bebé, se for utilizado naquela fase (ver secção Gravidez).

Outros medicamentos e Diovan Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, ou tiver tomado recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos.

O efeito do tratamento pode ser influenciado se o Diovan for tomado com determinados medicamentos. Pode ser necessário alterar a dose, tomar outras precauções, ou, nalguns casos, interromper o tratamento com um dos medicamentos. Esta situação aplica-se tanto aos medicamentos sujeitos a receita médica como aos medicamentos não sujeitos a receita médica, em especial: • Outros medicamentos utilizados para baixar a tensão arterial, nomeadamente diuréticos, inibidores da ECA (tais como enalapril, lisinopril, etc) ou aliscireno (ver também informações sob os títulos “Não tome Diovan” e “Advertências e precauções”) • Medicamentos que aumentam a quantidade de potássio no sangue. Estes incluem suplementos de potássio ou substitutos salinos que contenham potássio, medicamentos poupadores de potássio e heparina. • Determinados tipos de analgésicos denominados medicamentos anti- inflamatórios não esteroides (AINE). • Alguns antibióticos (grupo rifamicina), um medicamento usado para evitar a rejeição ao transplante (ciclosporina) ou medicamentos antirretrovirais para tratar a infeção VIH/SIDA (ritonavir). Estes medicamentos podem aumentar o efeito de Diovan. • Lítio, um medicamento utilizado no tratamento de certos tipos de doença psiquiátrica.

Gravidez e amamentação

• Tem que informar o seu médico se pensa que está (ou pode vir a estar) grávida. Normalmente o seu médico irá aconselhá-la a interromper o tratamento com Diovan antes de engravidar, ou assim que você saiba que está grávida, e irá aconselhá-la a tomar outro medicamento para substituição de Diovan. Diovan não é recomendado no início da gravidez e não pode ser tomado se tiver mais de 3 meses de gravidez, porque pode causar lesões graves no seu bebé se for utilizado depois do terceiro mês de gravidez.

• Informe o seu médico caso se encontre a amamentar ou se vai começar a amamentar. Diovan não é recomendado para mães que estão a amamentar e o seu médico poderá escolher outro tratamento para si se desejar amamentar, especialmente se o seu bebé for recém-nascido ou for prematuro.

Condução de veículos e utilização de máquinas

Antes de conduzir um veículo, utilizar ferramentas ou máquinas, ou desempenhar

outras tarefas que requeiram concentração, certifique-se de que sabe como reage aos

efeitos de Diovan. Tal como com outros medicamentos utilizados no tratamento da

tensão arterial elevada, Diovan pode provocar tonturas e afetar a capacidade de concentração.

Diovan contém sacarose, para-hidroxibenzoato de metilo, poloxamero, sódio e propilenoglicol • Diovan solução contém 0,3 g de sacarose por mililitro. Tenha isto em consideração se tem diabetes mellitus. Se lhe foi dito pelo seu médico que tem intolerância a alguns açúcares, contacte o seu médico antes de tomar Diovan solução. A quantidade de sacarose de Diovan solução pode ser prejudicial para os seus dentes. • Diovan solução contém para-hidroxibenzoato de metilo (E218). Este componente pode causar reações alérgicas que podem ocorrer algum tempo após ter tomado a solução. Os sinais podem incluir erupção na pele, comichão, urticária (erupção na pele com comichão). Se algum dos efeitos indesejáveis se agravar, informe o seu médico. • Diovan solução contém poloxamero (188). Este pode causar fezes moles. • Diovan solução contém 3,72 mg de sódio (componente maioritariamente culinário/sal de cozinha) em cada ml. Isto é equivalente a 0,19% da ingestão máxima diária recomendada de sódio na dieta de um adulto. • Diovan solução contém 0,99 mg de propilenoglicol (E1520) em cada ml de solução oral.

3. Como tomar Diovan

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas. Frequentemente, os doentes com hipertensão arterial não notam quaisquer sinais deste problema. Muitos sentem-se perfeitamente normais. Torna-se assim fundamental que cumpra o calendário de consultas com o seu médico, mesmo quando se sente bem.

Leia as instruções no final deste folheto antes de utilizar a seringa para uso oral ou o copo-medida.

Que quantidade tomar Diovan solução deve ser tomado uma vez por dia

Crianças de 1 a menos de 6 anos de idade • A dose inicial habitual é de 1 mg/kg uma vez por dia. A tabela abaixo mostra a dose e o volume correspondente de solução oral a ser administrada:

Peso da criança Dose de Diovan (para a dose inicial Volume de Solução Oral habitual de 1 mg/kg) 10 kg 10 mg 3,5 ml 15 kg 15 mg 5,0 ml 20 kg 20 mg 6,5 ml 25 kg 25 mg 8,5 ml 30 kg 30 mg 10 ml

• O seu médico poderá prescrever uma dose inicial mais alta (2 mg/kg) se for necessária uma redução mais rápida da tensão arterial. • A dose poderá ser aumentada até um máximo de 4 mg/kg.

Crianças de 6 ou mais anos de idade com • menos de 35 kg de peso: o a dose inicial habitual de Diovan Solução Oral é 20 mg (correspondente a 7 ml de solução). o a dose poderá ser aumentada até um máximo de 40 mg (correspondente a 13 ml de solução).

• 35 kg ou mais de peso: o a dose inicial habitual de Diovan Solução Oral é 40 mg (correspondente a 13 ml de solução). o a dose pode ser aumentada até um máximo de 80 mg (correspondente a 27 ml de solução). A critério do seu médico, crianças que começaram a tomar Diovan antes dos 6 anos de idade poderão ter uma dose máxima superior à dose acima mencionada. Em casos específicos o seu médico poderá optar por manter a dose.

Pode tomar Diovan com ou sem alimentos. Tome Diovan todos os dias aproximadamente à mesma hora.

Se tomar mais Diovan do que deveria Se sentir tonturas graves e/ou desmaio, contacte imediatamente o seu médico e deite- se. Se acidentalmente tomou mais Diovan solução do que deveria, contacte o seu médico, farmacêutico ou hospital.

Caso se tenha esquecido de tomar Diovan Caso se tenha esquecido de tomar uma dose, tome-a assim que se lembrar. No entanto, se estiver quase na hora de tomar a dose seguinte, não tome a dose que se esqueceu.

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Se parar de tomar Diovan Interromper o tratamento com Diovan pode agravar a sua doença. Não deixe de tomar o medicamento, a menos que seja o seu médico a dizer-lhe que o faça.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.

4. Efeitos indesejáveis possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

Alguns efeitos indesejáveis podem ser graves e requerem atenção médica imediata: Pode sentir sintomas de angioedema (uma reação alérgica específica) como, por exemplo • inchaço da face, lábios, língua ou garganta • dificuldade em respirar ou engolir • urticária, comichão

Se sentir algum destes sintomas, pare de tomar Diovan e contacte imediatamente o seu médico (ver secção 2 ”O que precisa de saber antes de tomar Diovan”)

Os efeitos indesejáveis incluem:

Frequentes (podem afetar até 1 em 10 pessoas): • tonturas • tensão arterial baixa com ou sem sintomas, como tonturas, e desmaio quando está de pé • função renal diminuída (sinais de disfunção renal)

Pouco frequentes (podem afetar até 1 em 100 pessoas): • angioedema (ver secção “Alguns sintomas requerem atenção médica imediata”) • perda súbita de consciência (síncope) • sentir-se a rodar (vertigens) • função renal gravemente reduzida (sinais de insuficiência renal aguda) • espasmos musculares, ritmo cardíaco anormal (sinais de hipercaliemia) • falta de ar, dificuldade em respirar quando está deitado, inchaço dos pés ou das pernas (sinais de insuficiência cardíaca) • dor de cabeça • tosse • dor abdominal • náuseas • diarreia • cansaço • fraqueza

Muito raros (podem afetar até 1 em 10.000 pessoas): • angioedema intestinal: um inchaço do intestino que apresenta sintomas como dor abdominal, náuseas, vómitos e diarreia

Desconhecidos (frequência não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis): • formação de bolhas (sinal de dermatite bolhosa) • podem ocorrer reações alérgicas com erupção na pele, comichão e urticária; sintomas de febre, inchaço das articulações, dor nas articulações, dor muscular, nódulos linfáticos inchados e/ou sintomas semelhantes aos da gripe (sinais de doença do soro) • pontos de cor vermelha e púrpura, febre, comichão (sinais de inflamação dos vasos sanguíneos também denominado vasculite) • hemorragias ou hematomas anormais (sinais de trombocitopenia) • dor muscular (mialgia) • febre, dores de garganta ou úlceras bucais, devido a infeções (sintomas de nível baixo de glóbulos brancos também denominado neutropenia) • diminuição do nível de hemoglobina e diminuição da percentagem de glóbulos vermelhos no sangue (o que pode provocar anemia em casos graves) • aumento do nível de potássio no sangue (o que pode desencadear espasmos musculares e ritmo cardíaco anormal em casos graves) • elevação dos valores da função hepática (o que pode indicar lesões no fígado), incluindo um aumento do nível de bilirrubina no sangue (o que pode causar pele e olhos amarelos em casos graves) • aumento do nível de azoto na ureia sanguínea e aumento do nível de creatinina sérica (o que, pode indicar, função renal anormal) • níveis baixos de sódio no sangue (que podem provocar cansaço, confusão, espasmos musculares e/ou convulsões em casos graves).

A frequência de determinados efeitos indesejáveis pode variar consoante o seu estado. Por exemplo, efeitos indesejáveis, como tonturas e função renal diminuída ocorreram com menos frequência em doentes adultos tratados com tensão arterial elevada, do que em doentes adultos tratados para insuficiência cardíaca ou depois de um ataque de coração recente.

Os efeitos indesejáveis em crianças e adolescentes são semelhantes aos observados em adultos. Comunicação de efeitos indesejáveis Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente ao INFARMED, I.P. através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.

Sítio da internet: https://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]

5. Como conservar Diovan

• Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças. • Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado. • Não conservar acima de 30°C.Depois de aberto, o frasco pode ser conservado até 3 meses a temperatura inferior a 30°C. • Não utilize este medicamento se verificar que a embalagem está danificada ou apresenta sinais de violação. • Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Diovan • A substância ativa é valsartan. Cada ml de solução oral contém 3 mg de valsartan. • Os outros componentes são sacarose; para-hidroxibenzoato de metilo (E218); sorbato de potássio; poloxamero (188); ácido cítrico; citrato de sódio; aroma artificial de mirtilo; propilenoglicol (E1520); hidróxido de sódio; ácido clorídrico; água purificada (ver também secção 2 " Diovan contém sacarose, para-hidroxibenzoato de metilo, poloxamero, sódio e propilenoglicol").

Qual o aspeto de Diovan e conteúdo da embalagem Diovan 3 mg/ml solução oral é uma solução límpida, incolor a amarelo-claro. • A solução é fornecida numa embalagem contendo um frasco de vidro âmbar de 180 ml com fecho de rosca resistente à abertura por crianças e um anel inviolável amarelo ou incolor. O frasco contém 160 ml de solução. É fornecido com um conjunto de administração contendo um adaptador pressionável para o frasco, uma seringa doseadora de polipropileno de 5 ml para uso oral e um copo-medida de polipropileno de 30 ml.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante Titular da Autorização de Introdução no Mercado Novartis Farma – Produtos Farmacêuticos, SA Avenida Professor Doutor Cavaco Silva, n.º 10E Taguspark 2740-255 Porto Salvo Portugal

Fabricante Novartis Pharma GmbH Sophie-Germain-Strasse 10 Nuremberga 90443 Alemanha

Novartis Farmacéutica S.A. Gran Via de les Corts Catalanes, 764 08013 Barcelona Espanha

Para quaisquer informações sobre este medicamento, queira contactar o Titular da Autorização de Introdução no Mercado.

Este medicamento encontra-se autorizado nos Estados Membros do Espaço Económico Europeu (EEE) sob os seguintes nomes:

Áustria, Bulgária, Chipre, República Checa, Dinamarca, Diovan Estónia, Finlândia, Alemanha, Grécia, Hungria, Islândia, Irlanda, Letónia, Lituânia, Malta, Países Baixos, Noruega, Polônia, Portugal, Roménia, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Suécia Bélgica, Luxemburgo Diovane França, Itália Tareg

Este folheto foi revisto pela última vez em 11/2025 INSTRUÇÕES PARA UTILIZAÇÃO DA SERINGA PARA USO ORAL E DO COPO- MEDIDA

Leia atentamente estas instruções antes de tomar o medicamento. As instruções irão ajudá-lo a utilizar corretamente a seringa para administração oral e o copo-medida.

O que irá utilizar

Um adaptador pressionável para o frasco: – que deve colocar na abertura do frasco. – Uma vez colocado não o retire.

Um frasco contendo o medicamento: – com fecho com rosca resistente à abertura por crianças. – Volte sempre a colocar a tampa depois de utilizar o medicamento.

Uma seringa para uso oral: – que consiste num tubo de plástico transparente com um êmbolo no interior. – A seringa para uso oral cabe no adaptador do frasco e é utilizada para medir a quantidade necessária de medicamento a retirar do frasco. Use um adaptador novo e uma seringa doseadora para uso oral nova sempre que iniciar um novo frasco de medicamento.

Um copo-medida: – que pode ser usado se a dose prescrita obrigar a encher a seringa várias vezes. – Volte sempre a colocar o copo-medida sobre a tampa depois de o utilizar e limpar.

Colocar o adaptador pressionável num frasco novo de medicamento

1. Retire a tampa do frasco pressionando-a com força e

rodando-a no sentido oposto ao dos ponteiros do relógio (como se mostra na tampa).

2. Segurando o frasco aberto sobre uma mesa, coloque o

adaptador na abertura do frasco e pressione-o com força o máximo que conseguir.

Nota: Se não conseguir pressionar o adaptador até ao final não importa porque este será forçado quando voltar a colocar a tampa no frasco.

3. Volte a colocar a tampa de rosca no frasco.

Preparar uma dose de medicamento

4. Retire a tampa do frasco pressionando-a com força e

rodando-a no sentido oposto ao dos ponteiros do relógio (como se mostra na tampa).

5. Assegure-se que o êmbolo se encontra totalmente dentro

da seringa para uso oral.

6. Mantendo o frasco na posição vertical, introduza a seringa

para uso oral com firmeza no adaptador do frasco.

7. Mantendo a seringa no adaptador, vire cuidadosamente o

frasco e a seringa de uso oral ao contrário.

8. Antes de medir a sua dose é necessário eliminar quaisquer

bolhas que possam existir dentro da seringa para uso oral. Para isso: – Puxe lentamente o êmbolo até que a seringa para uso oral fique completamente cheia com medicamento. – Depois empurre o êmbolo até ao fim de modo a que fique novamente vazia.

Medir uma dose de medicamento Nota: A quantidade total de solução que pode ser medida na seringa para uso oral é 5 ml. Dependendo da dose prescrita, pode ser necessário repetir os passos dos pontos 10 a 16 várias vezes. Por exemplo, se a dose prescrita for 13 ml, será necessário medir a solução em 3 fases separadas: 5 ml + 5 ml + 3 ml.

9. Procure a marca na seringa para uso oral que corresponde

à quantidade de medicamento requerida.

10. Puxe o êmbolo lentamente até que a parte superior do

anel interior indicado se encontre exatamente ao nível da marca.

11. Volte a colocar cuidadosamente o frasco e a seringa na

posição vertical.

12. Retire a seringa para uso oral do adaptador do frasco

rodando-a com cuidado. Tomar o medicamento

13. Sente-se direito.

14. Coloque a extremidade da seringa na boca.

15. Empurre o êmbolo lentamente e engula o medicamento

diretamente da seringa para uso oral.

16. Se a dose prescrita obrigar a encher a seringa várias

vezes, pode despejar as doses medidas do medicamento da seringa para o copo-medida e depois verificar o volume total de solução.

17. Beba a totalidade da solução imediatamente.

18. Depois de usar volte a colocar a tampa resistente à

abertura por crianças.

19. Limpar a seringa para uso oral:

– Limpe o exterior da seringa para uso oral com um pano limpo e seco. – Faça-o cada vez que utilizar a seringa para uso oral.

20. Limpar o copo-medida:

– Lave o copo-medida com água limpa – Limpe o copo-medida com um pano limpo e coloque-o novamente sobre a tampa do frasco.

⚕Para profissionais — Resumo das Características do Medicamento (RCM)Ficha técnica completa: posologia, interações, contraindicações, advertências+
Informações técnicas destinadas aos profissionais de saúde (médicos e farmacêuticos). Le Resumo das Características do Medicamento (RCM) est le document officiel approuvé par l’ANSM/EMA. Il ne remplace pas la notice ni l’avis du médecin.

1. NOME DO MEDICAMENTO

Diovan 3 mg/ml solução oral

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada ml de solução contém 3 mg de valsartan.

Excipientes com efeito conhecido: Cada ml de solução contém 0,3 g de sacarose, 1,22 mg de para-hidroxibenzoato de metilo (E218), 5 mg de poloxamero (188), 0,99 mg de propilenoglicol (E1520) e 3,72 mg de sódio.

Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Solução límpida, incolor a amarelo-claro.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1. Indicações terapêuticas

Tratamento da hipertensão em crianças e adolescentes de 1 a menos de 18 anos de idade.

4.2. Posologia e modo de administração

Posologia Recomenda-se a utilização de Diovan solução oral para crianças e adolescentes que não conseguem engolir comprimidos. A exposição sistémica e o pico de concentração plasmática de valsartan é cerca de 1,7 vezes e 2,2 vezes mais alto com a solução comparativamente com os comprimidos.

Crianças e adolescentes de 1 a menos de 6 anos de idade A dose inicial habitual é de 1 mg/kg uma vez ao dia. A tabela abaixo mostra o volume correspondente de Diovan Solução Oral para algumas doses selecionadas.

Peso da criança Dose de valsartan (para a dose inicial Volume de Diovan solução habitual de 1 mg/kg) oral 10 kg 10 mg 3,5 ml 15 kg 15 mg 5,0 ml 20 kg 20 mg 6,5 ml 25 kg 25 mg 8,5 ml 30 kg 30 mg 10 ml

Uma dose inicial mais alta de 2 mg/kg pode ser considerada em alguns casos selecionados quando é necessária uma redução mais rápida da pressão arterial. A dose deve ser ajustada com base na resposta da pressão arterial e tolerabilidade até a uma dose máxima de 4 mg/ g uma vez ao dia. Doses acima de 4 mg/kg não foram estudadas em crianças entre 1 e menos de 6 anos de idade. Ao atingir a idade de seis anos, recomenda-se a transição para a posologia de crianças dos 6 aos 17 anos de idade. No entanto, algumas crianças podem ter uma dose mais alta de valsartan do que a dose mais alta recomendada para crianças dos 6 aos 17 anos de idade. Se esta dose for bem tolerada, pode ser mantida sob monitorização rigorosa da pressão arterial e tolerabilidade.

Crianças e adolescentes de 6 a menos de 18 anos de idade

A dose inicial para a solução oral de Diovan é 20 mg (correspondente a 7 ml de solução), uma vez por dia, em crianças e adolescentes com peso inferior a 35 kg, e 40 mg (correspondente a 13 ml de solução), uma vez por dia, em crianças e adolescentes com 35 kg de peso, ou mais. A dose deve ser ajustada com base na resposta da pressão arterial até à dose máxima de 40 mg de valsartan, uma vez por dia (correspondente a 13 ml de solução), para crianças e adolescentes com peso corporal inferior a 35 kg, e 80 mg de valsartan (corresponde a 27 ml de solução), para crianças e adolescentes com peso corporal de 35 kg, ou mais. Para crianças que já iniciaram valsartan antes dos seis anos de idade, consulte a posologia para Crianças de 1 a menos de 6 anos de idade.

Mudança entre Diovan Comprimidos e Diovan Solução Oral Não se recomenda a mudança entre Diovan comprimidos e Diovan solução oral, a menos que seja clinicamente necessário. Assim, se a mudança de Diovan comprimidos para Diovan solução oral for considerada essencial por motivos clínicos, a dose de valsartan deve ser ajustada conforme descrito na tabela abaixo, e a pressão arterial deve ser cuidadosamente monitorizada. A dose deve ser ajustada com base na resposta da pressão arterial e tolerabilidade.

Comprimidos Solução Dose de Dose de valsartan a administrar na mudança Volume a tomar valsartan 40 mg 20 mg 7 ml 80 mg 40 mg 13 ml 160 mg 80 mg 27 ml 320 mg Devido ao grande volume de solução que seria Não aplicável necessária, a utilização da solução não é recomendada Se a mudança de Diovan solução oral para Diovan comprimidos for considerada clinicamente essencial, inicialmente deve ser dada a mesma dose em miligramas. Posteriormente, deve ser efetuada uma monitorização frequente da pressão arterial, tendo em conta uma potencial subdosagem, e a dose deve ser ainda ajustada com base na resposta da pressão arterial e tolerabilidade.

Diovan comprimidos não são adequados para crianças de 1 a 5 anos de idade e para crianças com dificuldade em engolir comprimidos. Crianças com menos de 1 ano de idade A informação disponível encontra-se descrita nas secções 4.8, 5.1 e 5.2. No entanto, a segurança e a eficácia de Diovan, em crianças com menos de 1 ano de idade, não foram estabelecidas.

Utilização em doentes pediátricos de 1 a menos de 18 anos com compromisso renal A utilização em doentes pediátricos com depuração de creatinina <30 ml/min, e em doentes pediátricos a fazer diálise, não foi estudada. Por conseguinte, o valsartan não é recomendado nestes doentes. Não é necessário ajuste posológico em doentes pediátricos com uma depuração de creatinina >30 ml/min. A função renal e o potássio sérico devem ser cuidadosamente monitorizados (ver secções 4.4 e 5.2).

Utilização em doentes pediátricos de 1 a menos de 18 anos com compromisso hepático Tal como nos adultos, o Diovan é contraindicado em doentes pediátricos com compromisso hepático grave, cirrose biliar e em doentes com colestase (ver secções 4.3, 4.4 e 5.2). Existe pouca experiência clínica com Diovan em doentes pediátricos com compromisso hepático ligeiro a moderado. A dose de valsartan não deve exceder os 80 mg nestes doentes.

Insuficiência cardíaca e enfarte do miocárdio recente em doentes pediátricos Diovan não é recomendado no tratamento de insuficiência cardíaca, ou enfarte do miocárdio recente, em crianças e adolescentes com menos de 18 anos de idade, devido à ausência de dados de segurança e eficácia.

Modo de administração Diovan pode ser tomado independentemente das refeições.

4.3. Contraindicações

-Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer dos excipientes mencionados na secção 6.1. -Compromisso hepático grave, cirrose biliar e colestase. -Segundo e terceiro trimestre de gravidez (ver secção 4.4 e 4.6). O uso concomitante de Diovan com medicamentos contendo aliscireno em doentes com diabetes mellitus ou compromisso renal (TFG<60 ml/min/1,73m2) (ver secções 4.5e 5.1).

4.4. Advertências e precauções especiais de utilização

Hipercaliemia Não é recomendada a medicação concomitante com suplementos de potássio, diuréticos poupadores de potássio, substitutos do sal contendo potássio, ou outros fármacos que possam aumentar os níveis de potássio (heparina, etc.). A monitorização de potássio deve ser realizada apropriadamente.

Compromisso da função renal Não existe atualmente qualquer experiência sobre a utilização segura em doentes com depuração de creatinina <10 ml/min, nem em doentes a fazer diálise. Por conseguinte, valsartan deve ser utilizado com precaução nestes doentes. Não é necessário ajuste da dose em doentes com uma depuração de creatinina >10 ml/min (ver secção 4.2 e 5.2).

Compromisso hepático Em doentes com compromisso hepático ligeiro a moderado sem colestase, Diovan deve ser usado com precaução (ver secção 4.2 e 5.2).

Doentes com depleção de sódio e/ou do volume Nos doentes com depleção grave de sódio e/ou do volume, nomeadamente nos doentes tratados com doses elevadas de diuréticos, pode ocorrer hipotensão sintomática em casos raros após o início da terapêutica com Diovan. A depleção de sódio e/ou do volume deve ser corrigida antes de iniciar o tratamento com Diovan, por exemplo, por redução da dose de diurético.

Estenose arterial renal O uso seguro de Diovan ainda não foi estabelecido em doentes com estenose arterial renal bilateral ou estenose de rim único.

A administração a curto prazo de Diovan em doze doentes com hipertensão renovascular, secundária a estenose arterial renal unilateral, não induziu quaisquer alterações significativas da hemodinâmica renal, creatinina sérica, ou azoto da ureia sanguínea (BUN). Contudo, uma vez que outros agentes com efeito sobre o sistema renina-angiotensina podem aumentar a ureia sanguínea, e a creatinina sérica, de doentes com estenose arterial renal unilateral, recomenda-se a monitorização da função renal com doentes tratados com valsartan.

Transplante renal Não há experiência sobre o uso seguro de Diovan em doentes com transplante renal recente.

Hiperaldosteronismo primário Doentes com hiperaldosteronismo primário não devem ser tratados com Diovan, dado que o seu sistema renina-angiotensina não está ativado.

Estenose aórtica e da válvula mitral, cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva Tal como com todos os outros vasodilatadores, está indicado um cuidado especial nos doentes que sofram de estenose aórtica ou mitral, ou de cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva (HOCM).

Diabetes Diovan solução oral contém 0,3 g de sacarose por mililitro. Isto deve ser tido em consideração em doentes com diabetes mellitus.

Intolerância hereditária à frutose, má absorção de glucose-galactose ou insuficiência de sacarase-isomaltase Doentes com problemas hereditários raros de intolerância à frutose, má absorção de glucose-galactase, ou insuficiência de sacarase-isomaltase, não devem tomar Diovan solução oral uma vez que contém sacarose.

Para-hidroxibenzoato de metilo Diovan solução oral contém para-hidroxibenzoato de metilo que pode causar reações alérgicas (possivelmente retardadas). Poloxamero Diovan solução oral contém poloxamero (188), o que pode causar fezes moles.

Teor de sódio Este medicamento contém 3,72 mg de sódio por ml, equivalente a 0,19% da ingestão máxima diária recomendada pela OMS de 2 g de sódio para um adulto.

Gravidez Os ARA não devem ser iniciados durante a gravidez. A não ser em situações em que a manutenção da terapêutica com ARA seja considerada essencial, nas doentes que planeiem engravidar, o tratamento deve ser alterado para anti-hipertensores cujo perfil de segurança durante a gravidez esteja estabelecido. Quando é diagnosticada a gravidez, o tratamento com ARA deve ser interrompido imediatamente e, se apropriado, deverá ser iniciada terapêutica alternativa (ver secção 4.3 e 4.6).

Antecedentes de angioedema Tem sido notificado angioedema, incluindo edema da laringe e da glote, provocando obstrução das vias respiratórias e/ou edema da face, lábios, faringe e/ou língua, em doentes tratados com valsartan; alguns destes doentes desenvolveram anteriormente angioedema com outros medicamentos, incluindo inibidores da ECA.A administração de Diovan deve ser imediatamente interrompida em doentes que desenvolvam angioedema, e não deve voltar a ser realizada (ver secção 4.8).

Angioedema intestinal Foi notificado angioedema intestinal em doentes tratados com antagonistas dos recetores da angiotensina II, incluindo valsartan (ver secção 4.8). Estes doentes apresentaram dor abdominal, náuseas, vómitos e diarreia. Os sintomas resolveram- se após a descontinuação dos antagonistas dos recetores da angiotensina II. Se for diagnosticado angioedema intestinal, valsartan deve ser descontinuado e iniciada monitorização apropriada até à resolução completa dos sintomas.

Outros quadros com estimulação do sistema renina-angiotensina Em doentes cuja função renal possa depender da atividade do sistema renina- angiotensina (por ex. doentes com insuficiência cardíaca congestiva grave), o tratamento com inibidores da enzima de conversão da angiotensina tem sido associado a oligúria e/ou azotemia progressiva e, em casos raros, a insuficiência renal aguda e/ou morte. Como o valsartan é um antagonista da angiotensina II, não se pode excluir que o uso de Diovan possa estar associado a compromisso da função renal.

Duplo bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) Existe evidência de que o uso concomitante de inibidores da ECA, antagonistas dos recetores da angiotensina II, ou aliscireno, aumenta o risco de hipotensão, hipercaliemia e função renal diminuída (incluindo insuficiência renal aguda) O duplo bloqueio do SRAA através do uso combinado de inibidores da ECA, antagonistas dos recetores da angiotensina II, ou aliscireno, é, portanto, não recomendado (ver secções

4.5. e 5.1).

Se a terapêutica de duplo bloqueio for considerada absolutamente necessária, esta só deverá ser utilizada sob a supervisão de um especialista e sujeita a uma monitorização frequente e apertada da função renal, eletrólitos e pressão arterial.

Os inibidores da ECA e os antagonistas dos recetores da angiotensina II não devem ser utilizados concomitantemente em doentes com nefropatia diabética.

População pediátrica

Mudança de forma farmacêutica Diovan solução oral não é bioequivalente relativamente à formulação em comprimidos e os doentes não devem mudar, a menos que seja clinicamente essencial. Para recomendações sobre as doses neste caso, ver secção 4.2.

Compromisso da função renal A utilização em doentes pediátricos com uma depuração de creatinina <30 ml/min e em doentes pediátricos a fazer diálise não foi estudada, por conseguinte, o valsartan não é recomendado nestes doentes. Não é necessário ajuste posológico em doentes pediátricos com depuração de creatinina >30 ml/min (ver secções 4.2 e 5.2). A função renal e o potássio sérico devem ser cuidadosamente monitorizados durante o tratamento com valsartan. Isto aplica-se particularmente quando o valsartan é administrado na presença de outras perturbações (febre, desidratação) que podem afetar a função renal. Compromisso hepático Tal como nos adultos, o Diovan é contraindicado em doentes pediátricos com compromisso hepático grave, cirrose biliar e em doentes com colestase (ver secções

4.3. e 5.2). Existe pouca experiência clínica com Diovan em doentes pediátricos com

compromisso hepático ligeiro a moderado. A dose de valsartan não deve exceder os 80 mg nestes doentes.

4.5. Interações medicamentosas e outras formas de interação

Duplo bloqueio do Sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona (SRAA) com ARA, IECA, ou aliscireno Os dados de ensaios clínicos têm demonstrado que o duplo bloqueio do sistema renina- angiotensina-aldosterona (SRAA) através do uso combinado de inibidores da ECA, antagonistas dos recetores da angiotensina II, ou aliscireno, está associado a uma maior frequência de acontecimentos adversos, tais como hipotensão, hipercaliemia e função renal diminuída (incluindo insuficiência renal aguda) em comparação com o uso de um único fármaco com ação no SRAA (ver secções 4.3, 4.4 e 5.1).

Utilização concomitante não é recomendada

Lítio Foram relatados aumentos reversíveis das concentrações séricas do lítio e da toxicidade durante a administração concomitante de lítio com inibidores da enzima de conversão da angiotensina, ou antagonistas dos recetores da angiotensina II, incluindo Diovan. Caso esta associação seja necessária, recomenda-se a monitorização cuidadosa dos níveis séricos de lítio. Se está a tomar também algum diurético, o risco de toxicidade de lítio pode presumivelmente ser aumetada ainda mais.

Diuréticos poupadores de potássio, suplementos de potássio, substitutos de sal contendo potássio e outras substâncias que podem aumentar os níveis de potássio Se se considerar necessário utilizar um medicamento que afeta os níveis de potássio em associação com valsartan, aconselha-se a monitorização dos níveis de potássio.

Cuidado necessário com utilização concomitante

Medicamentos anti-inflamatórios não esteróides (AINEs), incluindo inibidores seletivos da COX-2, ácido acetilsalicílico >3 g/dia), e AINEs não seletivos Quando os antagonistas da angiotensina II são administrados simultaneamente com AINEs, pode ocorrer a atenuação do efeito anti-hipertensor. Adicionalmente, a utilização concomitante de antagonistas da angiotensina II e AINEs pode levar a um aumento do risco de degradação da função renal e a um aumento no potássio sérico. Assim, recomenda-se a monitorização da função renal no início do tratamento, bem como a hidratação adequada do doente.

Transportadores Os dados in vitro indicam que o valsartan é um substrato do transportador da captação hepática OATP1B1/OATP1B3 e transportador de efluxo hepático MRP2. A relevância clínica deste resultado é desconhecida. A administração concomitante de inibidores do transportador da captação (por exemplo, rifampicina, ciclosporina) ou transportador de fluxo (por exemplo, ritonavir) pode aumentar a exposição sistémica ao valsartan. Tome especial cuidado quando se inicia ou termina o tratamento concomitante com estes fármacos.

Outros Nos estudos de interações medicamentosas com valsartan, não foram observadas quaisquer interações clinicamente significativas com valsartan ou com qualquer um dos fármacos seguintes: cimetidina, varfarina, furosemida, digoxina, atenolol, indometacina, hidroclorotiazida, amlodipina, glibenclamida.

População pediátrica Na hipertensão em crianças e adolescentes, onde as anomalias renais subjacentes são frequentes, recomenda-se precaução com a utilização concomitante de valsartan e outras substâncias inibidoras do sistema renina-angiotensina-aldosterona, que podem aumentar o potássio sérico. A função renal e o potássio sérico devem ser cuidadosamente monitorizados.

4.6. Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez

A administração de ARA não é recomendada durante o primeiro trimestre de gravidez (ver secção 4.4.). A administração de ARA está contraindicada durante o segundo e terceiro trimestres de gravidez (ver secções 4.3 e 4.4).

A evidência epidemiológica relativa ao risco de teratogenicidade após a exposição aos IECA durante o 1º trimestre de gravidez, não é conclusiva; contudo, não é possível excluir um ligeiro aumento do risco. Enquanto não existem dados de estudos epidemiológicos controlados, relativos ao risco associado aos antagonistas dos recetores da angiotensina (ARA), os riscos para esta classe de fármacos poderão ser semelhantes. A não ser que a manutenção do tratamento com ARA seja considerada essencial, nas doentes que planeiem engravidar, a medicação deve ser substituída por terapêuticas anti-hipertensoras alternativas, cujo perfil de segurança durante a gravidez esteja estabelecido. Quando é diagnosticada a gravidez, o tratamento com ARA deve ser interrompido imediatamente e, se apropriado, deverá ser iniciada terapêutica alternativa.

A exposição a ARA durante o segundo e terceiro trimestres de gravidez está reconhecidamente associada à indução de toxicidade fetal em humanos (diminuição da função renal, oligohidrâmnio, atraso na ossificação do crânio) e toxicidade neonatal (insuficiência renal, hipotensão, hipercaliemia); ver também secção 5.3 “Dados de segurança pré-clínica. No caso de a exposição a ARA ter ocorrido a partir do segundo trimestre de gravidez, recomenda-se a monitorização ultrassonográfica da função renal e dos ossos do crânio. Recém-nascidos cujas mães estiveram expostas a ARA devem ser cuidadosamente observados no sentido de diagnosticar hipotensão (ver secções 4.3 e 4.4).

Amamentação Uma vez que não se encontra disponível informação sobre a utilização de valsartan durante o aleitamento, a terapêutica com Diovan não está recomendada e são preferíveis terapêuticas alternativas cujo perfil de segurança durante o aleitamento esteja estabelecido, particularmente em recém-nascidos ou lactentes pré-termo.

Fertilidade Valsartan não teve efeitos adversos sobre o desempenho reprodutivo de ratos machos ou fêmeas com doses orais até 200 mg/kg/dia. Esta dose é 6 vezes a dose máxima recomendada para o ser humano numa base de mg/m2 (os cálculos assumem uma dose oral de 320 mg/dia e um doente com 60 kg).

4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Não foram estudados os efeitos sobre a capacidade de conduzir. Durante a condução de veículos ou utilização de máquinas, deverá ter-se em consideração a possibilidade de ocorrência de tonturas ou cansaço.

4.8. Efeitos indesejáveis

Em estudos clínicos controlados realizados em doentes adultos com hipertensão, a incidência geral de reações adversas medicamentosas (RAMs) foi comparável ao placebo e é coerente com a farmacologia de valsartan. A incidência de RAMs não pareceu estar relacionada com a dose ou duração do tratamento e também não mostrou qualquer associação com género, idade ou raça.

As RAMs notificadas de estudos clínicos, experiência pós-comercialização e resultados laboratoriais, estão listadas a seguir de acordo com a classe de sistema de órgãos.

As reações adversas medicamentosas estão ordenadas por frequência,primeiro as mais frequentes, utilizando a seguinte convenção: muito frequentes (≥ 1/10); frequentes (≥ 1/100, <1/10); pouco frequentes (≥ 1/1.000, <1/100); raras (≥ 1/10.000, <1/1000); muito raras (<1/10.000), desconhecidas (frequência não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis).

As reações adversas medicamentosas são ordenadas por ordem decrescente de gravidade dentro de cada classe de frequência.

Relativamente a todas as RAMs relatadas da experiência pós-comercialização e resultados laboratoriais, não é possível aplicar qualquer frequência de RAM, pelo que a sua frequência vem indicada como "desconhecida".

Hipertensão

Doenças do sangue e do sistema linfático Desconhecida Diminuição na hemoglobina, Diminuição do hematócrito, Neutropenia, Trombocitopenia Doenças do sistema imunitário Desconhecida Hipersensibilidade, incluindo doença do soro Doenças do metabolismo e da nutrição Desconhecida Aumento do potássio sérico, Hiponatrémia Afeções do ouvido e do labirinto Pouco frequentes Vertigens Vasculopatias Desconhecida Vasculite Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino Pouco frequentes Tosse Doenças gastrointestinais Pouco frequentes Dor abdominal Muito raros Angioedema intestinal Afeções hepatobiliares Desconhecida Elevação dos valores da função hepática incluindo aumento da bilirrubina sérica Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos Desconhecida Angioedema, Dermatite bolhosa, Erupção cutânea, Prurido Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos Desconhecida Mialgia Doenças renais e urinárias Desconhecida Insuficiência e compromisso renal, Elevação da creatinina sérica Perturbações gerais e alterações no local de administração Pouco frequentes Fadiga

População pediátrica

Hipertensão O efeito anti-hipertensor de valsartan foi avaliado em dois ensaios clínicos aleatorizados, em dupla ocultação (cada um seguido por um período de extensão ou estudo) e um estudo sem ocultação. Estes estudos incluíram 711 doentes pediátricos de 6 a menos de 18 anos de idade com e sem insuficiência renal crónica (IRC), dos quais 560 doentes receberam valsartan. Com exceção de casos isolados de distúrbios gastrointestinais (tais como dor abdominal, náuseas, vómitos) e tonturas, não foram identificadas diferenças relevantes em relação ao tipo, frequência e gravidade das reações adversas entre o perfil de segurança para os doentes pediátricos de 6 a menos de 18 anos de idade e o anteriormente notificado para os doentes adultos.

A avaliação neurocognitiva e do desenvolvimento dos doentes pediátricos de 6 a 16 anos de idade revelou não existir em geral impacto adverso clinicamente relevante após tratamento com Diovan com duração até um ano.

Foi realizada uma análise conjunta de 560 doentes hipertensos pediátricos (com idades entre 6-17 anos) que receberam valsartan em monoterapia [n = 483] ou terapêutica anti-hipertensora combinada, incluindo valsartan [n=77]. Dos 560 doentes, 85 (15,2%) apresentaram IRC (TFG basal <90 mL/min/1,73 m2). No geral, 45 (8,0%) doentes descontinuaram um estudo devido a reações adversas. No geral, 111 (19,8%) doentes apresentaram uma reação adversa medicamentosa (RAM), tendo sido a dor de cabeça (5,4%), tonturas (2,3%) e hipercaliemia (2,3%) as mais frequentes. Em doentes com IRC, as RAMs mais frequentes foram hipercaliemia (12,9%), cefaleia (7,1%), aumento da creatinina no sangue (5,9%) e hipotensão (4,7%). Em doentes sem IRC, as RAMs mais frequentes foram dor de cabeça (5,1%) e tonturas (2,7%). As RAMs foram observadas com maior frequência em doentes que receberam valsartan em combinação com outros medicamentos anti-hipertensores do que com o valsartan isoladamente.

O efeito anti-hipertensor de valsartan em crianças de 1 a menos de 6 anos de idade foi avaliado em três estudos clínicos aleatorizados, em dupla ocultação (cada um seguido por um período de extensão). No primeiro estudo em 90 crianças de 1 a menos de 6 anos, foram observadas duas mortes e casos isolados de elevação acentuada das transaminases hepáticas. Estes casos ocorreram numa população com comorbilidades significativas. Não foi estabelecida uma relação causal com Diovan. Nos dois estudos subsequentes em que 202 crianças de 1 a menos de 6 anos foram aleatorizadas, não ocorreram elevações significativas das transaminases hepáticas ou morte com o tratamento com valsartan.

Numa análise conjunta dos dois estudos subsequentes em 202 crianças hipertensas (com idade entre 1 a menos de 6 anos), todos os doentes receberam valsartan em monoterapia nos períodos de dupla ocultação (excluindo o período de suspensão do placebo). Destes, 186 doentes continuaram no estudo de extensão ou no período aberto. Dos 202 doentes, 33 (16,3%) tinham IRC (TFG basal <90 ml / min). No período de dupla ocultação, dois doentes (1%) descontinuaram devido a um evento adverso e no período aberto ou de extensão quatro doentes (2,1%) descontinuaram devido a um evento adverso. No período de dupla ocultação, 13 (7,0%) doentes apresentaram pelo menos uma RAM. As RAMs mais frequentes foram vómitos n = 3 (1,6%) e diarreia n = 2 (1,1%). Houve uma RAM (diarreia) no grupo com IRC. No período aberto, 5,4% dos doentes (10/186) apresentaram pelo menos uma RAM. A RAM mais frequente foi a diminuição do apetite, notificada por dois doentes (1,1%). Tanto no período de dupla ocultação, quanto no período aberto, foi notificada hipercaliemia para um doente em cada período. Não houve casos de hipotensão ou tonturas nos períodos de dupla ocultação ou aberto.

A hipercaliemia foi mais frequentemente observada em crianças e adolescentes de 1 a menos de 18 anos com insuficiência renal crónica subjacente (IRC). O risco de hipercaliemia pode ser maior em crianças de 1 a 5 anos em comparação com crianças de 6 a menos de 18 anos. O perfil de segurança visto em estudos clínicos controlados em doentes adultos no pós-enfarte do miocárdio, e/ou com insuficiência cardíaca, varia em relação ao perfil de segurança geral visto em doentes hipertensos. Tal pode estar relacionado com a doença subjacente dos doentes. As RAMs que ocorreram em doentes adultos no pós- enfarte do miocárdio, e/ou com insuficiência cardíaca estão listadas abaixo:

Pós-enfarte do miocárdio e/ou insuficiência cardíaca (estudado apenas em doentes adultos)

Doenças do sangue e do sistema linfático Desconhecida Trombocitopenia Doenças do sistema imunitário Desconhecida Hipersensibilidade incluindo doença do soro Doenças do metabolismo e da nutrição Pouco frequentes Hipercaliemia Desconhecida Aumento do potássio sérico, Hiponatrémia Doenças do sistema nervoso Frequentes Tonturas, Tontura postural Pouco frequentes Síncope, Cefaleia Afeções do ouvido e do labirinto Pouco frequentes Vertigens Cardiopatias Pouco frequentes Insuficiência cardíaca. Vasculopatias Frequentes Hipotensão, Hipotensão ortostática Desconhecida Vasculite Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino Pouco frequentes Tosse Doenças gastrointestinais Pouco frequentes Náuseas, Diarreia

Afeções hepatobiliares Desconhecida Elevação dos valores da função hepática Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos Pouco frequentes Angioedema Desconhecida Dermatite bolhosa, Erupção cutânea, Prurido Afeções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos Desconhecida Mialgia Doenças renais e urinárias Frequentes Compromisso e insuficiência renal Pouco frequentes Insuficiência renal aguda, Elevação da creatinina sérica Desconhecida Aumento do azoto ureico no sangue Perturbações gerais e alterações no local de administração Pouco frequentes Astenia, Fadiga

Notificação de suspeitas de reações adversas A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício- risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.:

Sítio da internet: https://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]

4.9. Sobredosagem

Sintomas Uma sobredosagem com Diovan pode resultar em hipotensão acentuada, que poderá levar a um nível deprimido de consciência, colapso circulatório e/ou choque.

Tratamento As medidas terapêuticas dependem do tempo de ingestão, assim como do tipo e gravidade dos sintomas, sendo de primordial importância a estabilização das condições circulatórias.

Se ocorrer hipotensão, o doente deve ser colocado em decúbito e deverá ser iniciada a correção de volume sanguíneo. É pouco provável que valsartan seja eliminado por hemodiálise.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1. Propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: 3.4.2.2. Aparelho cardiovascular. Anti-hipertensores. Modificadores do eixo renina angiotensina. Antagonistas dos recetores da angiotensina, Código ATC: C09CA03

Valsartan é um antagonista dos recetores da angiotensina II (Ang II) oralmente ativo, potente e específico. Atua de forma seletiva no subtipo de recetores AT1, que é responsável pelas ações conhecidas da angiotensina II. O aumento dos níveis plasmáticos de Ang II, após o bloqueio do recetor AT1 com valsartan, pode estimular o recetor AT2 não bloqueado, que parece contrabalançar o efeito do recetor AT1. O valsartan não apresenta qualquer atividade agonista parcial no recetor AT1 e apresenta uma afinidade muito maior para o recetor AT1 (cerca de 20 000 vezes superior) que para o recetor AT2. O valsartan não se liga a, nem bloqueia, outros recetores hormonais ou canais iónicos reconhecidamente importantes na regulação cardiovascular. Valsartan não inibe a ECA (também conhecida como cininase II), que converte a Ang I em Ang II e degrada a bradiquinina. Dado não haver qualquer efeito sobre a ECA, e não haver potenciação de bradiquinina ou da substância P, é pouco provável que os antagonistas da angiotensina II sejam associados a tosse. Em ensaios clínicos, onde o valsartan foi comparado com um inibidor da ECA, a incidência da tosse seca foi significativamente menor (p<0,05) nos doentes tratados com valsartan do que nos doentes tratados com um inibidor de ECA (2,6% versus 7,9%, respetivamente). Num ensaio clínico realizado em doentes comantecedentes de tosse seca durante o tratamento com inibidor da ECA, ocorreu tosse em 19,5% dos indivíduos tratados com valsartan e em 19,0% dos tratados com um diurético tiazídico, comparativamente a 68,5% nos indivíduos tratados com um inibidor da ECA(p <0,05).

Utilização em adultos A administração de Diovan, a doentes com resultados de hipertensão, provoca uma redução da pressão arterial sem afetar a frequência cardíaca. Na maioria dos doentes, após a administração de uma dose oral única, o início da atividade anti-hipertensora ocorre no intervalo de 2 horas, atingindo-se a redução máxima da pressão arterial no intervalo de 4-6 horas. O efeito anti-hipertensor persiste ao longo de 24 horas após a dosagem. Durante a administração de doses repetidas, o efeito hipertensor está substancialmente presente no espaço de 2 semanas e os efeitos máximos são obtidos no espaço de 4 semanas, mantendo-se durante o tratamento prolongado. Quando em associação com hidroclorotiazida, obtém-se uma redução adicional significativa na pressão arterial. A interrupção súbita de Diovan não foi associada a hipertensão arterial de ressalto ou a outros acontecimentos adversos clínicos.

Em doentes hipertensos com diabetes tipo 2 e microalbuminúria, o valsartan mostrou diminuir a excreção urinária de albumina. O estudo MARVAL (Micro Albuminuria Reduction with Valsartan) avaliou a redução na excreção urinária de albumina (UAE) com valsartan (80-160 mg/uma vez por dia) versus amlodipina (5-10 mg/uma vez por dia), em 332 doentes com diabetes tipo 2 (idade média: 58 anos; 265 homens) com microalbuminúria (valsartan: 58 µg/min; amlodipina: 55,4 µg/min), pressão arterial normal ou alta e com função renal conservada (creatinina plasmática <120 µmol/l). Às 24 semanas, a UAE baixou (p<0,001) em 42% (–24,2 µg/min; 95% IC: –40,4 a – 19,1) com valsartan e cerca de 3% (–1,7 µg/min; 95% IC: –5,6 a 14,9) com amlodipina, apesar de taxas semelhantes de redução da pressão arterial em ambos os grupos.

O estudo Diovan Reduction of Proteinuria (DROP) analisou mais aprofundadamente a eficácia de valsartan na redução de UAE em 391 doentes hipertensos (PA=150/88 mmHg) com diabetes tipo 2, albuminúria (média=102 µg/min; 20-700 µg/min) e função renal conservada (creatinina sérica média = 80 µmol/l). Os doentes foram aleatorizados para uma de 3 doses de valsartan (160, 320 e 640 mg/por dia) e tratados durante 30 semanas. A finalidade do estudo foi determinar a dose ótima de valsartan para reduzir a UAE em doentes hipertensos com diabetes tipo 2. Às 30 semanas, a alteração percentual na UAE foi significativamente reduzida em 36% a partir da linha basal com valsartan 160 mg (95%IC: 22 a 47%), e 44% com valsartan 320 mg (95%IC: 31 a 54%). Concluiu-se que 160-320 mg de valsartan produziu reduções clinicamente significativas na UAE em doentes hipertensos com diabetes tipo 2.

Outro: duplo bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) Dois grandes estudos aleatorizados e controlados (ONTARGET (“ONgoing Telmisartan Alone and in combination with Ramipril Global Endpoint Trial”) e VA NEPHRON-D (“The Veterans Affairs Nephropathy in Diabetes”)) têm examinado o uso da associação de um inibidor da ECA com um antagonista dos recetores da angiotensina II.

O estudo ONTARGET foi realizado em doentes com antecedentes de doença cardiovascular ou cerebrovascular, ou diabetes mellitus tipo 2 acompanhada de evidência de lesão de órgão-alvo. O estudo VA NEPHRON-D foi conduzido em doentes com diabetes mellitus tipo 2 e nefropatia diabética. Estes estudos não mostraram nenhum efeito benéfico significativo nos resultados renais e/ou cardiovasculares e mortalidade, enquanto foi observado um risco aumentado de hipercaliemia, insuficiência renal aguda e/ou hipotensão, em comparação com monoterapia. Dadas as suas propriedades farmacodinâmicas semelhantes, estes resultados são também relevantes para outros inibidores da ECA e antagonistas dos recetores da angiotensina II. Os inibidores da ECA e os antagonistas dos recetores da angiotensina II não devem assim, ser utilizados concomitantemente em doentes com nefropatia diabética.

O estudo ALTITUDE (“Aliskiren Trial in Type 2 Diabetes Using Cardiovascular and Renal Disease Endpoints”) foi concebido para testar o benefício da adição de aliscireno a uma terapêutica padrão com um inibidor da ECA ou um antagonista dos recetores da angiotensina II em doentes com diabetes mellitus tipo 2 e doença renal crónica, doença cardiovascular ou ambas. O estudo terminou precocemente devido a um risco aumentado de resultados adversos. A morte cardiovascular e o acidente vascular cerebral foram ambos numericamente mais frequentes no grupo tratado com aliscireno, do que no grupo tratado com placebo e os acontecimentos adversos e acontecimentos adversos graves de interesse (hipercaliemia, hipotensão e disfunção renal) foram mais frequentemente notificados no grupo tratado com aliscireno que no grupo tratado com placebo.

Hipertensão (população pediátrica) O efeito anti-hipertensor de valsartan foi avaliado em quatro estudos aleatorizados, em dupla ocultação, em 561 doentes pediátricos, de 6 a menos de 18 anos de idade, e 165 doentes pediátricos, de 1 a 6 anos de idade. Afeções renais e urinárias e obesidade foram as condições médicas subjacentes mais frequentes que potencialmente contribíiram para a hipertensão nas crianças envolvidas nestes estudos.

Experiência clínica em crianças com 6 anos de idade ou mais Num estudo clínico envolvendo 261 doentes pediátricos hipertensos, de 6 a 16 anos de idade, os doentes com peso <35 kg receberam 10, 40 ou 80 mg de valsartan em comprimidos diariamente (dose baixa, média e alta), e os doentes com ≥35 kg receberam 20, 80 e 160 mg de valsartan em comprimidos diariamente (dose baixa, média e alta). Ao fim de 2 semanas, o valsartan reduziu a pressão arterial sistólica e diastólica de forma dependente da dose. No total, os três níveis de dose de valsartan (baixo, médio e alto) reduziram significativamente a pressão arterial sistólica, respetivamente, em 8, 10, 12 mmHg relativamente aos valores iniciais. Os doentes voltaram a ser aleatorizados para continuarem a receber a mesma dose de valsartan ou para mudarem para placebo. Nos doentes que continuaram a receber as doses média e alta de valsartan, a pressão arterial sistólica no vale era -4 e -7 mmHg mais baixa do que nos doentes que receberam o tratamento com placebo. Nos doentes a receber a dose mais baixa de valsartan, a pressão arterial sistólica no vale foi semelhante à dos doentes que receberam o tratamento com placebo. Globalmente, o efeito antihipertensivo dependente da dose de valsartan foi consistente em todos os subgrupos demográficos.

Num segundo estudo clínico envolvendo 300 doentes pediátricos hipertensos, de 6 a menos de 18 anos de idade, os doentes elegíveis foram aleatorizados para receber comprimidos de enalapril ou valsartan durante 12 semanas. As crianças com peso entre ≥18 kg e <35 kg receberam 80 mg de valsartan ou 10 mg de enalapril, as com peso entre ≥35 kg e <80 kg receberam 160 mg de valsartan ou 20 mg de enalapril, as com ≥80 kg receberam 320 mg de valsartan ou 40 mg de enalapril. As reduções na pressão arterial sistólica foram comparáveis em doentes que receberam valsartan (15 mmHg) e enalapril (14 mm Hg) (valor p-não inferioridade <0,0001). Observaram- se resultados consistentes nas reduções de pressão arterial diastólica com reduções de 9,1 mmHg e 8,5 mmHg com valsartan e enalapril, respetivamente.

Num terceiro estudo clínico sem ocultação, envolvendo 150 doentes hipertensos pediátricos de 6 a 17 anos de idade, os doentes elegíveis (PA sistólica ≥ percentil 95 para idade, género e estatura) receberam valsartan durante 18 meses para avaliar a segurança e tolerabilidade. Dos 150 doentes que participaram neste estudo, 41 doentes também receberam medicação anti-hipertensora concomitante. As doses iniciais e de manutenção foram determinadas com base nas categorias de peso dos doentes. Doentes com peso ≥18 e <35 kg, ≥35 e <80 kg e ≥80 e <160 kg receberam 40 mg, 80 mg e 160 mg e as doses foram tituladas para 80 mg, 160 mg e 320 mg, respetivamente, após uma semana. Metade dos doentes envolvidos (50,0%, n = 75) apresentava IRC tendo 29,3% (44) dos doentes IRC de estádio 2 (TFG 60 - 89 mL / min / 1,73m2) ou estádio 3 (TFG 30-59 mL/Min/1,73m2). As reduções médias da pressão arterial sistólica foram de 14,9 mmHg em todos os doentes (133,5 mmHg de linha de base), 18,4 mmHg em doentes com IRC (131,9 mmHg de linha de base) e 11,5 mmHg em doentes sem IRC (linha de base 135,1 mmHg). A percentagem de doentes que atingiram o controlo geral da PA (PA sistólica e diastólica <percentil 95) foi ligeiramente maior no grupo IRC (79,5%) em comparação com o grupo não- IRC (72,2%).

Experiência clínica em crianças com menos de 6 anos de idade Foram realizados três estudos clínicos com 291 doentes de 1 a 5 anos de idade. Nestes estudos não foram incluídas crianças com menos de 1 ano de idade.

No primeiro estudo com 90 doentes, não foi demonstrada uma resposta à dose mas, no segundo estudo de 75 doentes, doses mais elevadas de valsartan estiveram associadas a maiores reduções da PA.O terceiro estudo foi um estudo aleatorizado com dupla ocultação de 6 semanas para avaliar a resposta à dose de valsartan em 126 crianças de 1 a 5 anos de idade com hipertensão, com ou sem IRC aleatorizada para 0,25 mg/kg ou 4 mg/kg de peso corporal. Relativamente ao objetivo do estudo, a redução na pressão arterial sistólica média (PASM)/pressão arterial diastólica média (PADM) com valsartan 4,0 mg/kg em comparação com valsartan 0,25mg/kg foi 8,5/6,8 mmHg vs. 4,1/0,3 mmHg, respectivamente; (p = 0,0157 / p <0,0001). Da mesma forma, o subgrupo IRC também mostrou reduções na PASM/PADM com valsartan 4,0 mg/kg em comparação com 0,25 mg/kg (9,2 / 6,5 mmHg vs 1,2 / +1,3 mmHg).

A Agência Europeia de Medicamentos dispensou a obrigação de submissão dos resultados dos estudos com Diovan em todos os subgrupos da população pediátrica na insuficiência cardíaca e insuficiência cardíaca após enfarte do miocárdio recente. Ver secção 4.2 para informação sobre utilização pediátrica.

5.2. Propriedades farmacocinéticas

Absorção Após a administração oral de valsartan isoladamente, o pico das concentrações plasmáticas de valsartan é atingido em 2–4 horas, com comprimidos, e em 1–2 horas, com a formulação em solução. A biodisponibilidade média absoluta é de 23% e 39% com comprimidos e com a formulação em solução, respetivamente. A exposição sistémica e o pico de concentração plasmática de valsartan são cerca de 1,7 vezes e 2,2 vezes superiores com a solução em comparação com os comprimidos.

A alimentação diminui a exposição (conforme medida pela AUC) ao valsartan em cerca de 40% e a concentração plasmática máxima (Cmáx) em cerca de 50%, embora a partir das 8 h, as concentrações plasmáticas de valsartan após administração sejam semelhantes para os grupos alimentados e em jejum. Esta redução na AUC não é, contudo, acompanhada por uma redução clinicamente significativa no efeito terapêutico e o valsartan pode, por conseguinte, ser administrado com ou sem ingestão de alimentos.

Distribuição O volume de distribuição de valsartan no estado estacionário, após administração intravenosa, é de cerca de 17 litros, indicando que o valsartan não se distribui nos tecidos de forma extensa. O valsartan apresenta uma elevada taxa de ligação às proteínas séricas (94-97%), principalmente à albumina sérica.

Biotransformação O valsartan não é extensamente biotransformado na medida em que apenas cerca de 20% da dose é recuperada como metabolitos. Foi identificado um hidroximetabolito no plasma em baixas concentrações (menos do que 10% da AUC de valsartan). Este metabolito é farmacologicamente inativo.

Eliminação O valsartan apresenta uma cinética de degradação multiexponencial (t½α <1 h e t½ß cerca de 9 h). O valsartan é eliminado principalmente por excreção biliar nas fezes (cerca de 83% da dose) e renalmente na urina (cerca de 13% da dose), principalmente sob a forma de composto inalterado. Após administração intravenosa, a depuração de valsartan no plasma é de cerca de 2 l/h e a sua depuração renal é de 0,62 l/h (cerca de 30% da depuração total). A semivida de valsartan é de 6 horas. Populações especiais

Compromisso da função renal Conforme seria de esperar num composto em que a depuração renal perfaz apenas 30% da depuração plasmática total, não foi observada qualquer correlação entre a função renal e a exposição sistémica a valsartan. O ajuste posológico não se torna, deste modo, necessário em doentes com compromisso renal (depuração de creatinina >10 ml/min). Não existe atualmente qualquer experiência sobre a utilização segura em doentes com depuração de creatinina <10 ml/min, nem em doentes a fazer diálise. Por conseguinte, valsartan deve ser utilizado com precaução nestes doentes (ver secção 4.2 e 4.4). O valsartan apresenta uma elevada taxa de ligação às proteínas plasmáticas e é pouco provável que seja eliminado através de diálise.

Compromisso hepático Cerca de 70% da dose absorvida é eliminada na bílis, essencialmente na forma inalterada. Valsartan não passa por qualquer biotransformação digna de registo. Observou-se um duplicar da exposição (AUC) em doentes com compromisso hepático ligeiro a moderado, em comparação com indivíduos saudáveis. Contudo, não foi observada correlação entre a concentração plasmática de valsartan e o grau de compromisso hepático. Diovan não foi estudado em doentes com compromisso hepático grave (ver secção 4.2, 4.3 e 4.4).

População pediátrica Num estudo em 26 doentes hipertensos pediátricos (de 1 a 16 anos de idade), a quem foi administrada uma dose única de uma suspensão de valsartan (média: 0,9 a 2 mg/kg, com uma dose máxima de 80 mg), a depuração (litros/h/kg) de valsartan foi comparável em todas as idades de 1 aos 16 anos e semelhante à dos adultos a receber a mesma formulação (consulte as informações de Absorção na seção 5.2).

Compromisso da função renal A utilização em doentes pediátricos com depuração de creatinina <30 ml/min, e em doentes pediátricos a fazer diálise, não foi estudada. Por conseguinte, o valsartan não é recomendado nestes doentes. Não é necessário ajuste posológico em doentes pediátricos com uma depuração de creatinina >30 ml/min. A função renal e o potássio sérico devem ser cuidadosamente monitorizados (ver secções 4.2 e 4.4).

5.3. Dados de segurança pré-clínica

Os dados não clínicos não revelam qualquer risco especial para o ser humano, estes foram baseados em estudos convencionais de segurança farmacológica, toxicidade de dosagem repetida, genotoxicidade e potencial carcinogénico.

Nos ratos, doses tóxicas a nível materno (600 mg/kg/dia), durante os últimos dias de gestação e aleitamento, levaram a menor sobrevivência, menos aumento de peso e atraso no desenvolvimento (descolamento do pavilhão da orelha e abertura do canal auricular) das crias (ver secção 4.6). Estas doses em ratos (600 mg/kg/dia) foram aproximadamente 18 vezes a dose máxima recomendada para o ser humano numa base de mg/m2 (os cálculos assumem uma dose oral de 320 mg/dia e um doente de 60 kg).

Em estudos não clínicos de segurança, doses elevadas de valsartan (200 a 600 mg/kg de peso corporal) provocaram em ratos a redução dos parâmetros dos glóbulos vermelhos (eritrócitos, hemoglobina, hematócrito) e a evidência de alterações hemodinâmicas renais (ureia plasmática levemente aumentada e hiperplasia tubular renal e basofilia nos machos). Estas doses em ratos (200 a 600 mg/kg/dia) foram aproximadamente 6 e 18 vezes a dose máxima recomendada para o ser humano numa base de mg/m2 (os cálculos pressupõem uma dose oral de 320 mg/dia e um doente de 60 kg).

Em macacos saguís com doses similares as alterações foram similares, apesar de apresentarem maior gravidade, particularmente nos rins, onde as alterações evoluíram para nefropatia, que incluiu aumento de ureia e creatinina. Foram também verificadas, em ambas as espécies, hipertrofia das células renais justaglomerulares. Considerou-se que todas as alterações foram causadas pela ação farmacológica de valsartan, o qual produz uma hipotensão prolongada, particularmente nos macacos saguís. Para doses terapêuticas de valsartan no ser humano, a hipertrofia das células renais justaglomerulares parece não ter qualquer relevância.

População pediátrica A administração oral diária a ratos recém-nascidos/juvenis (desde o dia 7 pós-natal ao dia 70 pós-natal) de valsartan com doses tão baixas quanto 1 mg/kg/dia (cerca de 10-35% da dose pediátrica máxima recomendada de 4 mg/kg/dia numa base de exposição sistémica) provocou lesões renais irreversíveis e persistentes. Estes efeitos acima mencionados representam um efeito farmacológico exagerado esperado com inibidores da enzima de conversão da angiotensina e com bloqueadores dos recetores tipo 1 da angiotensina II; estes efeitos são observáveis se os ratos forem tratados durante os primeiros 13 dias de vida. Este período coincide com 36 semanas de gestação em seres humanos, o que poderia ocasionalmente prolongar-se até 44 semanas após a conceção em seres humanos. Os ratos, no estudo com valsartan em juvenis, foram tratados até ao dia 70, e os efeitos na maturação renal (4-6 semanas pós-natal) não podem ser excluídos. A maturação renal funcional é um processo contínuo durante o primeiro ano de vida em seres humanos. Consequentemente, não pode ser excluída uma relevância clínica em crianças <1 ano de idade, enquanto os dados pré-clínicos não indicam uma questão de segurança em crianças com mais de 1 ano de idade.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1. Lista de excipientes

Sacarose Para-hidroxibenzoato de metilo (E218) Potássio, sorbato Poloxamero (188) Ácido cítrico Citrato de sódio Aroma artificial de mirtilo (538926 C) Propilenoglicol (E1520) Hidróxido de sódio (para ajuste do pH) Ácido clorídrico (para ajuste do pH) Água purificada

6.2. Incompatibilidades

Não aplicável

6.3. Prazo de validade

18 meses

6.4. Precauções especiais de conservação

Não conservar acima de 30°C. Depois de aberto, o frasco pode ser conservado até 3 meses a temperatura inferior a 30ºC.

6.5. Natureza e conteúdo do recipiente

Frasco de vidro âmbar, tipo III, de 180 ml, com tampa de rosca branca de polipropileno resistente à abertura por crianças, com um disco de fecho de polietileno e um anel inviolável amarelo ou incolor. A embalagem inclui ainda um kit de administração, contendo uma seringa doseadora de polipropileno de 5 ml para uso oral, um adaptador pressionável para o frasco e um copo-medida de polipropileno de 30 ml.

Tamanho da embalagem: 1 frasco contendo 160 ml de solução oral

6.6. Precauções especiais de eliminação

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Novartis Farma- Produtos Farmacêuticos, SA Avenida Professor Doutor Cavaco Silva, n.º 10E Taguspark 2740-255 Porto Salvo Portugal

8. NÚMERO DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

N.º de registo: 5303441 - 1 unidade de 160 ml, 3 mg/ml, frasco de vidro âmbar.

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO / RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE

INTRODUÇÃO NO MERCADO

Data da primeira autorização: 14 de julho de 2010

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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