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Perindopril Aurobindo MG

Substância ativa: Perindopril
Forma farmacêutica: Comprimido 4 mg
Fonte: Folheto informativo oficial (INFARMED / INFOMED)

APROVADO EM 27-06-2024 INFARMED

Folheto informativo: Informação para o utilizador Perindopril Aurobindo 4 mg comprimidos Perindopril tert-butilamina Leia com atenção todo este folheto antes de começar a tomar este medicamento pois contém informação importante para si. – Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente. – Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico, ou farmacêutico. – Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros. O medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença. – Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Ver secção 4. O que contém este folheto:

1. O que é Perindopril Aurobindo e para que é utilizado

2. O que precisa de saber antes de tomar Perindopril Aurobindo

3. Como tomar Perindopril Aurobindo

4. Efeitos indesejáveis possíveis

5. Como conservar Perindopril Aurobindo

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

1. O que é Perindopril Aurobindo e para que é utilizado

Perindopril Aurobindo é um inibidor da enzima de conversão da angiotensina (ECA). Estes medicamentos atuam dilatando os vasos sanguíneos, sendo mais fácil para o coração bombear o sangue. Perindopril Aurobindo é usado: – para tratar a pressão arterial elevada (hipertensão), – para tratar a insuficiência cardíaca (uma condição onde o coração não é capaz de bombear sangue suficiente para as necessidades do corpo), – para reduzir o risco de eventos cardíacos, tais como ataques de coração, em doentes com doença arterial coronária estável (uma condição em que o fornecimento de sangue para o coração está reduzido ou bloqueado) e que já sofreram um ataque cardíaco e/ou uma operação para melhorar o fornecimento de sangue ao coração por dilatação dos vasos que o fornecem.

2. O que precisa de saber antes de tomar Perindopril Aurobindo

Não tome Perindopril Aurobindo – Se tem alergia ao perindopril, ou a qualquer inibidor da ECA ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6). – Se tiver mais do que três meses de gravidez (Também é preferível não tomar Perindopril Aurobindo no início da gravidez – ver a secção “Gravidez e amamentação”), Se tem sintomas, tais como respiração ofegante, inchaço da face, língua ou garganta, comichão intensa ou erupções na pele graves com um tratamento anterior com um inibidor ECA ou se teve ou algum membro da sua família já teve estes sintomas em qualquer outra circunstância (uma condição chamada angioedema), – Se tem diabetes ou função renal diminuída e está a ser tratado com um medicamento que contém aliscireno para diminuir a pressão arterial. – Se tomou ou está a tomar sacubitril / valsartan, um medicamento utilizado em adultos para tratar um tipo de insuficiência cardíaca de longa duração (crónica), porque aumenta o risco de angioedema (inchaço rápido sob a pele numa área como a garganta). APROVADO EM 27-06-2024 INFARMED

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Perindopril Aurobindo. Se algum das seguintes condições se aplicar a si fale com o seu médico antes de tomar Perindopril Aurobindo: – Se tem estenose da aorta (aperto do principal vaso que leva o sangue do coração) ou hipertrofia cardiomiopática (doença do músculo cardíaco) ou estenose da artéria renal (aperto da artéria que fornece o sangue aos rins), – Se tiver outros problemas cardíacos, – Se tiver problemas hepáticos, – Se tiver problemas renais ou se está a fazer diálise, – Se sofre de doença colagenovascular (doença do tecido conjuntivo) tal como lúpus sistémico, eritematoso ou esclerodermia, – Se tem diabetes, – Se estiver num regime dietético restritivo em sal ou usa substitutos do sal que contêm potássio, – Se tiver que receber anestesia e/ou uma cirurgia maior, – Se tiver que receber aférese LDL (remoção do colesterol do seu sangue por uma máquina), – Se estiver a receber tratamento para o tornar menos sensível aos efeitos duma alergia a picadas de abelhas ou vespas, – Se sofreu recentemente de diarreia ou vómitos, ou está desidratado, – Se foi informado pelo seu médico que tem intolerância a alguns açúcares, – Se estiver a tomar aliscireno (medicamento usado para tratar a hipertensão). – se está a tomar algum dos seguintes medicamentos para tratar a pressão arterial elevada: – um antagonista dos recetores da angiotensina II (ARA) (também conhecidos como sartans – por exemplo valsartan, telmisartan, irbesartan), em particular se tiver problemas nos rins relacionados com diabetes. – aliscireno O seu médico pode verificar a sua função renal, pressão arterial e a quantidade de eletrólitos (por exemplo, o potássio) no seu sangue em intervalos regulares. Ver também a informação sob o título “Não tome Perindopril Aurobindo” Deve informar o seu médico se pensa estar grávida (ou planeia engravidar). Perindopril Aurobindo não está recomendado no início da gravidez e não deve ser tomado após o terceiro mês de gravidez, uma vez que pode ser gravemente prejudicial para o bebé se utilizado a partir desta altura (ver secção “Gravidez e amamentação”). Se estiver a tomar algum dos medicamentos seguintes, o risco de angioedema (inchaço rápido sob a pele em zonas como a garganta) pode estar aumentado: – Racecadotril, um medicamento utilizado no tratamento da diarreia; – Medicamentos utilizados para prevenir a rejeição de órgãos transplantados e para o cancro (por exemplo, temsirolímus, sirolímus, everolímus). – Vildagliptina, um medicamento utilizado para tratar a diabetes. Crianças e adolescentes Perindopril Aurobindo não é recomendado para uso em crianças e adolescentes. Outros medicamentos e Perindopril Aurobindo Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos. O tratamento com Perindopril Aurobindo pode ser afetado por outros medicamentos. Estes incluem: APROVADO EM 27-06-2024 INFARMED

– Outros medicamentos para a pressão arterial alta, incluindo aliscireno, diuréticos (medicamentos que aumentam a quantidade de urina produzida pelos rins); – Diuréticos poupadores de potássio (por ex.: triamtereno, amilorida), suplementos de potássio ou substitutos do sal contendo potássio; – Medicamentos poupadores de potássio usados no tratamento da insuficiência cardíaca: eplerenona e espironolactona em doses entre os 12,5 mg e os 50 mg por dia; – Lítio para mania ou depressão; – Medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (ex.: ibuprofeno) para alívio da dor, ou aspirina em alta dose; – Medicamentos para tratar a diabetes (tal como insulina ou metformina); – Baclofeno (usado no tratamento de rigidez muscular em doenças como a esclerose múltipla); – Medicamentos para tratar perturbações mentais tal como depressão, ansiedade, esquizofrenia, etc. (ex.: antidepressivos tricíclicos, antipsicóticos); – Imunossupressores (medicamentos que reduzem o mecanismo de defesas do organismo) usados para o tratamento de alterações autoimunes ou em seguida a cirurgia de transplante (ex.: ciclosporina, tacrolímus); – Trimetoprim (para o tratamento de infeções); – Estramustina (usada na terapia do cancro); – Alopurinol (para tratamento da gota); – Procainamida (para o tratamento do batimento cardíaco irregular); – Vasodilatadores incluindo nitratos (medicamentos que dilatam os vasos sanguíneos); – Heparina (medicamento usado para tornar o sangue mais fluido); – Medicamentos usados para o tratamento da pressão arterial baixa, choque ou asma (ex.: efedrina, noradrenalina ou adrenalina); – Sais de ouro, especialmente na administração intravenosa (usados no tratamento sintomático da artrite reumatoide); – Medicamentos que são frequentemente utilizados no tratamento da diarreia (racecadotril) ou medicamentos para evitar a rejeição dos órgãos transplantados (sirolímus, everolímus, temsirolímus e outros medicamentos pertencentes à classe denominada por inibidores da mTOR). Ver secção "Advertências e precauções"; – Suplementos de potássio (incluindo substitutos do sal), diuréticos poupadores de potássio e outros medicamentos que podem aumentar a quantidade de potássio no seu sangue (por exemplo cotrimoxazol também conhecido como trimetoprim/sulfametoxazol para infeções causadas por bactérias; – Ciclosporina, um medicamento imunossupressor usado para prevenir a rejeição de órgãos transplantados; – Heparina, um medicamento usado para diluir o sangue para prevenir coágulos. O seu médico pode necessitar de alterar a sua dose e/ou tomar outras precauções: Se está a tomar um antagonista dos recetores da angiotensina II (ARA) ou aliscireno (ver também informações sob os títulos “Não tome Perindopril Aurobindo:” e “Advertências e precauções”). Perindopril Aurobindo com alimentos e bebidas É preferível tomar Perindopril Aurobindo antes duma refeição. Gravidez e amamentação Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento. Gravidez Deve informar o seu médico se pensa que está grávida (ou planeia engravidar). O seu médico normalmente aconselhá-la-á a interromper Perindopril Aurobindo antes de engravidar ou assim que estiver grávida e a tomar outro medicamento em vez de Perindopril Aurobindo. APROVADO EM 27-06-2024 INFARMED

Perindopril Aurobindo não está recomendado no início da gravidez e não deve ser tomado após o terceiro mês de gravidez, uma vez que pode ser gravemente prejudicial para o bebé se utilizado a partir desta altura. Amamentação Deverá informar o seu médico de que se encontra a amamentar ou que pretende a iniciar a amamentação. Perindopril Aurobindo não está recomendado em mães a amamentar, especialmente se o bebé for recém-nascido ou prematuro; nestes casos o seu médico poderá indicar outro tratamento. Condução de veículos e utilização de máquinas Normalmente Perindopril Aurobindo não afeta a vigilância, mas em alguns doentes podem ocorrer tonturas e cansaço, devido à descida da pressão arterial. Se for afetado por estas situações, a sua capacidade para conduzir ou utilizar máquinas pode estar comprometida. Perindopril Aurobindo contém lactose. Se foi informado pelo seu médico que tem intolerância a alguns açúcares, contacte-o antes de tomar este medicamento.

3. Como tomar Perindopril Aurobindo

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas. Tome o comprimido inteiro com um copo de água, de preferência todos os dias à mesma hora, de manhã e antes duma refeição. O seu médico decidirá da dose correta para si. As doses recomendadas são as seguintes: Pressão arterial elevada: a dose inicial de manutenção habitual é 4 mg uma vez por dia. Após 1 mês de tratamento a dose pode ser aumentada, se necessário, para 8 mg uma vez por dia. 8 mg por dia é a dose máxima recomendada para o tratamento da pressão arterial elevada. Se tem 65 anos ou mais, a dose inicial habitual é 2 mg uma vez por dia. Após 1 mês de tratamento pode ser aumentada para 4 mg uma vez por dia e, se necessário para 8 mg uma vez por dia. Insuficiência cardíaca: a dose inicial habitual é 2 mg uma vez por dia. Após duas semanas, pode ser aumentada para 4 mg uma vez por dia, que é a dose máxima recomendada para o tratamento da insuficiência cardíaca. Doença arterial coronária estável: a dose inicial habitual é 4 mg uma vez por dia. Após duas semanas, pode ser aumentada para 8 mg uma vez por dia, que é a dose máxima recomendada para esta indicação. Se tem 65 anos ou mais, a dose inicial habitual é 2 mg uma vez por dia. Após uma semana de tratamento pode ser aumentada para 4 mg uma vez por dia e após mais uma semana para 8 mg uma vez por dia. Utilização em crianças e adolescentes A utilização em crianças e adolescentes não é recomendada. Se tomar mais Perindopril Aurobindo do que deveria No caso de ter tomado mais comprimidos deve contactar o serviço de urgência mais próximo ou falar imediatamente com o seu médico. O sintoma mais associado a uma sobredosagem é uma descida da pressão arterial que pode causar sensação de vertigem ou de desmaio. Se isto acontecer, deitar-se com as pernas elevadas pode ajudar. Caso se tenha esquecido de tomar Perindopril Aurobindo APROVADO EM 27-06-2024 INFARMED

É importante tomar o seu medicamento diariamente, funciona melhor como tratamento regular. No entanto, se se esqueceu de tomar uma dose de Perindopril Aurobindo, tome a próxima dose à hora habitual. Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar. Se parar de tomar Perindopril Aurobindo Como o tratamento com Perindopril Aurobindo é normalmente um tratamento prolongado, deve falar com o seu médico antes de parar a toma deste medicamento. Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.

4. Efeitos indesejáveis possíveis

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se manifestem em todas as pessoas. Pare imediatamente de tomar o medicamento e fale com o seu médico se sentir algum dos seguintes efeitos indesejáveis: Inchaço da face, lábios, boca, língua ou garganta, dificuldade em respirar, Tonturas graves ou sensação de desmaio, Batimentos cardíacos rápidos ou irregulares ou dores no peito, Dor abdominal grave; Por ordem decrescente de frequência, os efeitos indesejáveis podem incluir: Frequentes (pode afetar até 1 em cada 10 pessoas): Dor de cabeça, tontura, vertigens, picadas e formigueiro, distúrbios de visão, zumbidos (sensação de sons nos ouvidos), atordoamento devido à descida da pressão arterial, tosse, falta de ar, alterações gastrointestinais (náuseas, vómitos, desconforto abdominal, alteração do paladar, dispepsia ou dificuldade de digestão, diarreia, prisão de ventre), reações alérgicas (tais como erupções na pele, comichão) cãibras, sensação de cansaço; Pouco frequentes (pode afetar até 1 em cada 100 pessoas): Alteração do humor ou perturbações do sono, depressão, broncospasmo (aperto do peito, respiração ofegante e falta de ar), boca seca, angioedema (sintomas tais como respiração ofegante, inchaço da língua, face ou garganta), comichão intensa ou erupção na pele grave, formação de conjuntos de bolhas sobre a pele, problemas renais, impotência, sudação, um excesso de eosinófilos (um tipo de células brancas do sangue), sonolência, fadiga, palpitações taquicardia, vasculite (inflamação dos vasos sanguíneos), reações de fotossensibilidade (aumento da sensibilidade da pele ao sol), artralgia (dor na articulação), mialgia (dor muscular), dor no peito, mal-estar, inchaço periférico, febre, queda, alteração dos parâmetros laboratoriais: nível de potássio no sangue elevado reversível com a descontinuação, nível de sódio reduzido, hipoglicemia (níveis açúcar no sangue muito baixos) no caso de doentes diabéticos, aumento da ureia no sangue e aumento da creatinina no sangue; Raros (pode afetar até 1 em cada 1.000 pessoas): Urina escura, sensação de mal-estar (náusea) ou enjoo (vómitos), cãibras musculares, confusão e convulsões. Estes podem ser sintomas de uma condição denominada SIADH (secreção inapropriada de hormona antidiurética). Produção de urina diminuída ou ausente. Afrontamentos. Insuficiência renal aguda. Alterações dos parâmetros laboratoriais: Aumento do nível das enzimas do fígado, nível de bilirrubina plasmática elevado; agravamento da psoríase. Muito raros (pode afetar até 1 em cada 10.000 pessoas): APROVADO EM 27-06-2024 INFARMED

Confusão, alterações cardiovasculares (batimento cardíaco irregular, angina, ataque cardíaco e acidente cardiovascular), pneumonia eosinofílica (um tipo raro de pneumonia), rinite (nariz entupido ou a pingar), eritema multiforme, alterações sanguíneas tais como número baixo de células brancas e vermelhas, hemoglobina reduzida, número baixo de plaquetas sanguíneas, inflamação do pâncreas (que pode causar dores severas no abdómen e nas costas), hepatite. Frequência desconhecida (não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis): Descoloração, dormência e dor nos dedos das mãos e pés (fenómeno de Raynaud). Comunicação de efeitos indesejáveis Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente ao INFARMED, I.P. através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento. Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]

5. Como conservar Perindopril Aurobindo

Conservar a temperatura inferior a 25ºC.

Conservar na embalagem de origem para proteger da humidade. Manter o blister de

alumínio na bolsa e dentro da embalagem exterior para proteger da humidade. Use no prazo de 60 dias após abertura da bolsa de alumínio. Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças. Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem exterior após “EXP”. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado. Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

6. Conteúdo da embalagem e outras informações

Qual a composição de Perindopril Aurobindo A substância ativa é o perindopril, na forma de perindopril tert-butilamina. Cada comprimido contém 4 mg de perindopril de perindopril tert-butilamina, equivalente a 3,338 mg de perindopril. Os outros componentes são: lactose, sílica coloidal hidrofóbica anidra, celulose microcristalina, estearato de magnésio. Qual o aspeto de Perindopril Aurobindo e conteúdo da embalagem APROVADO EM 27-06-2024 INFARMED

Comprimido de cor branca a esbranquiçada, em forma de cápsula e gravado com "D" numa das faces e "5" e "8", em cada lado da ranhura, na outra face. O comprimido pode ser dividido em metades iguais. Os comprimidos de Perindopril Aurobindo são acondicionados em blisters de PVC/PVDC/alumínio, juntamente com uma saqueta de gel de sílica (dessecante) não comestível. NÃO ENGULA. Os blisters são acondicionados numa bolsa de alumínio tri-laminada juntamente com uma saqueta de gel de sílica (dessecante). As bolsas são seladas e embaladas em caixas de cartão. Apresentações: 10, 14, 28, 30, 56, 60, 84, 90, 112 e 120 comprimidos. É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante Titular da Autorização de Introdução no Mercado Generis Farmacêutica, S.A. Rua João de Deus, 19 2700-487 Amadora Portugal Fabricante APL Swift Services (Malta) Limited HF26, Hal Far Industrial Estate, Hal Far, Birzebbugia, BBG 3000 Malta Este folheto foi revisto pela última vez em

⚕Para profissionais — Resumo das Características do Medicamento (RCM)Ficha técnica completa: posologia, interações, contraindicações, advertências+
Informações técnicas destinadas aos profissionais de saúde (médicos e farmacêuticos). Le Resumo das Características do Medicamento (RCM) est le document officiel approuvé par l’ANSM/EMA. Il ne remplace pas la notice ni l’avis du médecin.

27-06-2024

1. NOME DO MEDICAMENTO

Perindopril Aurobindo 4 mg comprimidos

2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA

Cada comprimido contém 4 mg de perindopril sob a forma de perindopril tert-butilamina, equivalente a 3,338 mg de perindopril. Excipientes com efeito conhecido: Cada comprimido contém: lactose - 59,33 mg (sob a forma de lactose anidra). Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.

3. FORMA FARMACÊUTICA

Comprimido. Comprimido de cor branca a esbranquiçada, em forma de cápsula e gravado com "D" numa das faces e "5" e "8", em cada lado da ranhura, na outra face. O comprimido pode ser dividido em doses iguais.

4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS

4.1. Indicações terapêuticas

Na hipertensão: Tratamento da hipertensão. Na insuficiência cardíaca: Tratamento da insuficiência cardíaca sintomática. Doença arterial coronária estável: Redução do risco de eventos cardíacos em doentes com história de enfarte do miocárdio e/ou revascularização.

4.2. Posologia e modo de administração

Posologia A dose deve ser individualizada de acordo com o perfil do doente (ver secção 4.4) e a resposta da pressão arterial. Hipertensão: O perindopril pode ser utilizado em monoterapia ou em associação com outras classes de anti-hipertensores (ver secções 4.3, 4.4, 4.5 e 5.1). A dose inicial recomendada é de 4 mg administrados uma vez por dia, de manhã. Nos doentes com um sistema renina-angiotensina-aldosterona fortemente ativado (em particular, com hipertensão renovascular, depleção de sal e/ou volume, descompensação cardíaca ou hipertensão grave) poderá registar-se uma descida excessiva da pressão arterial após a dose inicial. Nestes doentes, recomenda-se uma dose inicial de 2 mg, devendo instituir-se a terapêutica sob vigilância médica. 27-06-2024

A dose pode ser aumentada para 8 mg, uma vez por dia após um mês de tratamento. Poderá ocorrer hipotensão sintomática após o início da terapêutica com perindopril; esta situação é mais provável em doentes que estejam a ser tratados concomitantemente com diuréticos. Recomenda-se, portanto, precaução, uma vez que estes doentes podem apresentar depleção de volume e/ou sal. Se possível, o tratamento com o diurético deverá ser interrompido 2 a 3 dias antes do início da terapêutica com perindopril (ver secção 4.4). Nos doentes hipertensos em que o diurético não possa ser interrompido, a terapêutica com Perindopril Aurobindo deverá ser iniciada com uma dose de 2 mg. Deverá proceder- se à monitorização da função renal e dos níveis de potássio sérico. A dosagem subsequente de Perindopril Aurobindo deverá ser ajustada de acordo com a resposta da pressão arterial. Se necessário, poderá reiniciar-se a terapêutica com o diurético. Nos doentes idosos, o tratamento deverá ser iniciado com uma dose de 2 mg, a qual poderá ser progressivamente aumentada para 4 mg após 1 mês de tratamento e, em seguida, para 8 mg, se necessário, dependendo da função renal (ver quadro abaixo). Insuficiência cardíaca sintomática: Recomenda-se que o tratamento com perindopril, geralmente associado a um diurético não poupador de potássio e/ou digoxina e/ou um betabloqueante, seja iniciado sob rigorosa vigilância médica, na dose inicial recomendada de 2 mg, administrada de manhã. Esta dose pode ser aumentada após 2 semanas para 4 mg, uma vez por dia, se tolerada. O ajustamento da dose deve ser baseado na resposta clínica individual do doente. Em doentes com insuficiência cardíaca grave e noutros doentes considerados em alto risco (doentes com compromisso da função renal e tendência para alterações eletrolíticas, doentes em tratamento simultâneo com diuréticos e/ou agentes vasodilatadores), o tratamento deve ser iniciado sob cuidadosa vigilância (ver secção 4.4). Nos doentes em risco elevado de hipotensão sintomática, por ex., doentes com depleção salina com ou sem hiponatremia, doentes com hipovolemia ou doentes que tenham sido submetidos a uma terapêutica diurética forte, devem ter estas condições corrigidas, se possível, antes da instituição da terapêutica com Perindopril Aurobindo. Deve proceder-se a uma monitorização rigorosa da pressão arterial, função renal e níveis de potássio sérico, antes e durante o tratamento com Perindopril Aurobindo (ver secção 4.4). Doença arterial coronária estável: Perindopril Aurobindo deve ser iniciado com uma dose de 4 mg uma vez por dia durante 2 semanas e depois, dependendo da função renal e, desde que a dose de 4 mg seja bem tolerada, aumentado para 8 mg, uma vez por dia. Os doentes idosos devem receber 2 mg, uma vez por dia, durante 1 semana, seguido de 4 mg uma vez por dia na semana seguinte, antes de aumentar a dose para 8 mg uma vez por dia, dependendo da função renal (ver Quadro 1 “Ajustamento posológico no compromisso renal”). A dose só deve ser aumentada se a dose inferior for bem tolerada. População especial: Doentes com compromisso renal A posologia em doentes com compromisso renal deve basear-se na depuração da creatinina, de acordo com o quadro 1 a seguir: Quadro 1: Ajustamento posológico no compromisso renal Depuração da creatinina (ml/min) Dose recomendada ClCR ≥ 60 4 mg por dia 30 < ClCR < 60 2 mg por dia 15 < ClCR < 30 2 mg dia sim, dia não Doentes em hemodiálise* ClCR < 15 2 mg no dia da diálise * O perindoprilato é dialisável a 70 ml/min. 27-06-2024

Nos doentes em hemodiálise, a dose deve ser tomada após a diálise. Doentes com compromisso hepático Não é necessário efetuar qualquer ajustamento posológico em doentes com compromisso hepático (ver secções 4.4 e 5.2). População pediátrica A eficácia e segurança da utilização em crianças e adolescentes (com menos de 18 anos) não foram estabelecidas. Assim, não se recomenda a utilização do medicamento em crianças e adolescentes. Modo de administração Via oral. Recomenda-se que Perindopril Aurobindo seja tomado uma vez por dia, de manhã antes da refeição.

4.3. Contraindicações

- Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1 ou a qualquer outro IECA (inibidor da enzima de conversão da angiotensina); - Antecedentes de angioedema associado a uma terapêutica prévia com IECAs; - Angioedema hereditário ou idiopático; - Segundo e terceiro trimestres da gravidez (ver secções 4.4 e 4.6); Uso concomitante com aliscireno em doentes com diabetes mellitus ou compromisso renal (TFG <60 ml/min/1,73 m2) (ver secções 4.5 e 5.1). - No uso concomitante com sacubitril / valsartan, Perindopril Aurobindo não deve ser iniciado antes de 36 horas após a última dose de sacubitril / valsartan (ver também secções 4.4 e 4.5).

4.4. Advertências e precauções especiais de utilização

Doença arterial coronária estável Se durante o primeiro mês de tratamento com perindopril ocorrer um episódio de angina de peito instável (grave ou não), deve ser feita uma cuidadosa avaliação do benefício/risco, antes da continuação do tratamento. Hipotensão Os IECAs podem causar diminuição da pressão arterial. Observa-se, raramente, hipotensão sintomática em doentes com hipertensão não complicada e a sua ocorrência é mais provável em doentes com depleção de volume, por exemplo por terapêutica diurética, dieta com restrição em sal, diálise, diarreia ou vómitos, ou com hipertensão grave renina-dependente (ver secções 4.5 e 4.8). Em doentes com insuficiência cardíaca sintomática, com ou sem insuficiência renal associada, foi observada hipotensão sintomática. A ocorrência deste efeito é mais provável em doentes com insuficiência cardíaca mais grave, que se reflete na utilização de doses elevadas de diuréticos da ansa, hiponatremia ou insuficiência renal funcional. Nos doentes em risco elevado de hipotensão sintomática, o início da terapêutica e o ajustamento posológico devem ser rigorosamente monitorizados (ver secções 4.2 e 4.8). As mesmas considerações aplicam-se aos doentes com isquemia cardíaca ou doença cerebrovascular, nos quais uma descida excessiva da pressão arterial pode provocar um enfarte do miocárdio ou um acidente cerebrovascular. Se ocorrer hipotensão o doente deve ser deitado de costas e, se necessário, deve receber por via intravenosa uma perfusão de solução de cloreto de sódio 9 mg/ml (0,9%). Uma resposta hipotensora transitória não é uma contraindicação para doses futuras, que podem ser administradas normalmente sem dificuldade logo que a pressão arterial tenha aumentado após expansão do volume. 27-06-2024

Em alguns doentes com insuficiência cardíaca congestiva e com pressão arterial normal ou baixa, pode ocorrer uma descida adicional da pressão arterial com Perindopril Aurobindo. Este efeito é previsível e não é, normalmente, motivo para interromper o tratamento. Se a hipotensão se tornar sintomática, pode ser necessária a redução da dose ou a interrupção do tratamento com Perindopril Aurobindo. Estenose da aorta e da válvula mitral/cardiomiopatia hipertrófica Como com outros IECAs, Perindopril Aurobindo deve ser administrado com precaução a doentes com estenose da válvula mitral e obstrução do efluxo do ventrículo esquerdo, tal como estenose da aorta ou cardiomiopatia hipertrófica. Compromisso renal Em caso de compromisso renal (depuração da creatinina < 60 ml/min) a posologia inicial de perindopril deve ser ajustada de acordo com os valores de depuração da creatinina do doente (ver secção 4.2), e a dose de manutenção de acordo com a resposta do doente ao tratamento. A monitorização, periódica, do potássio e da creatinina faz parte da prática médica normal nestes doentes (ver secção 4.8). Em doentes com insuficiência cardíaca sintomática, a hipotensão na sequência do início da terapêutica com IECAs pode provocar danos adicionais na função renal. Tem sido descrita, nesta situação, insuficiência renal aguda normalmente reversível. Nalguns doentes com estenose bilateral da artéria renal ou estenose da artéria em rim único tratados com IECAs, foram observados aumentos da ureia sanguínea e creatinina sérica, normalmente reversíveis com a descontinuação do tratamento. Este efeito é mais provável em doentes com insuficiência renal. Se estiver também presente uma hipertensão renovascular existe um risco aumentado de hipotensão grave e insuficiência renal. Nestes doentes o tratamento deve começar sob rigorosa vigilância médica com doses baixas e cuidadosos aumentos posológicos. Uma vez que o tratamento com diuréticos pode contribuir para os efeitos acima mencionados, estes devem ser descontinuados e a função renal deve ser monitorizada durante as primeiras semanas de tratamento com Perindopril Aurobindo. Alguns doentes hipertensos sem doença vascular renal preexistente aparente, apresentaram aumentos da ureia sanguínea e da creatinina sérica, normalmente ligeiros e transitórios, especialmente quando o Perindopril Aurobindo foi administrado concomitantemente com um diurético. A ocorrência deste efeito é mais provável em doentes com compromisso renal preexistente. Pode ser necessária a redução da posologia e/ou a descontinuação do diurético e/ou do Perindopril Aurobindo. Doentes hemodialisados Foram referidas reações anafilactóides em doentes dialisados com membranas de alto fluxo e tratados concomitantemente com um IECA. Nestes doentes deve considerar-se o uso de um tipo diferente de membrana de diálise ou um medicamento de uma classe anti-hipertensora diferente. Transplante renal Não existe experiência no que se refere à administração de Perindopril Aurobindo em doentes com um transplante renal recente. Hipersensibilidade/Angioedema Foi notificado raramente em doentes tratados com um IECA, incluindo o perindopril, angioedema da face, das extremidades, dos lábios, das mucosas, da língua, da glote e/ou da laringe (ver secção 4.8). Isto pode acontecer em qualquer altura durante o tratamento. Nestes casos o Perindopril Aurobindo deve ser imediatamente interrompido e iniciada monitorização adequada até ao completo desaparecimento dos sintomas. Naquelas situações em que o edema apenas atinge a face e os lábios geralmente resolveu-se sem tratamento, no entanto os anti-histamínicos foram úteis no alívio dos sintomas. 27-06-2024

O angioedema associado a um edema da laringe pode ser fatal. Quando atinge a língua, a glote ou a laringe, podendo provocar uma obstrução das vias respiratórias, deve ser administrado rapidamente um tratamento de emergência que inclua a administração de uma solução de adrenalina e/ou a manutenção da ventilação do doente. O doente deve permanecer sob vigilância médica rigorosa até à completa resolução dos sintomas. Os doentes com história de angioedema não associado à terapêutica com um IECA podem ter um risco aumentado de angioedema quando tratados com um IECA (ver secção 4.3). Foram notificados, raramente, casos de angioedema intestinal em doentes tratados com IECAs. Estes doentes apresentam dor abdominal (com ou sem náuseas ou vómitos); em alguns casos não houve qualquer angioedema da face prévio e os níveis da esterase C-1 eram normais. O angioedema foi diagnosticado por métodos como TAC abdominal, ou ultrassonografia ou durante a cirurgia e os sintomas desapareceram após a interrupção do IECA. O angioedema intestinal deve ser incluído no diagnóstico diferencial de doentes que tomem IECAs e apresentem dor abdominal. O uso concomitante de inibidores da ECA com sacubitril / valsartan é contraindicado devido ao aumento do risco de angioedema. O tratamento com sacubitril / valsartan não deve ser iniciado antes de 36 horas após a última dose de Perindopril Aurobindo. O tratamento com Perindopril Aurobindo não deve ser iniciado antes de 36 horas após a última dose de sacubitril / valsartan (ver secções 4.3 e 4.5). O uso concomitante de inibidores da ECA com racecadotril, inibidores mTOR (por exemplo, sirolímus, everolímus, temsirolímus) e vildagliptina pode levar a um aumento do risco de angioedema (por exemplo, inchaço das vias respiratórias ou língua, com ou sem insuficiência respiratória) (ver secção 4.5). Recomenda-se precaução ao iniciar o racecadotril, inibidores mTOR (por exemplo, sirolímus, everolímus, temsirolímus) e vildagliptina num doente que já tome um inibidor da ECA. Reações do tipo anafilático durante a aférese de lipoproteínas de baixa densidade (LDL) Foram relatados, raramente, casos de doentes que sofreram reações do tipo anafilático, com risco de vida, ao receberem IECAs durante a aférese de lipoproteínas de baixa densidade com sulfato de dextrano. Estas reações foram evitadas com a interrupção temporária da terapêutica com o IECA antes de cada aférese. Reações anafiláticas durante a dessensibilização Doentes que receberam IECAs durante tratamentos de dessensibilização (p. ex.: com veneno de himenópteros) sofreram reações anafiláticas. Nos mesmos doentes, estas reações foram evitadas quando os IECAs foram interrompidos temporariamente, mas reapareceram após readministração inadvertida. Insuficiência hepática Os IECAs têm sido associados raramente a uma síndroma que começa com icterícia colestática e progride para necrose hepática fulminante e (por vezes) morte. O mecanismo desta síndroma não está esclarecido. Os doentes medicados com IECAs que desenvolvam icterícia ou elevação marcada das enzimas hepáticas devem descontinuar o tratamento com o IECA e fazer seguimento medico apropriado (ver secção 4.8). Neutropenia/agranulocitose/trombocitopenia/anemia Foram notificados em doentes tratados com IECAs casos de neutropenia/agranulocitose, trombocitopenia e anemia. Em doentes com função renal normal e sem outros fatores de risco, raramente ocorre neutropenia. O perindopril deve ser usado com precaução extrema nos doentes com doença vascular colagénica, terapêutica imunossupressora, tratamento com alopurinol ou procainamida ou com uma combinação destes fatores de risco, especialmente se pré-existir compromisso da função renal. Alguns destes doentes 27-06-2024

desenvolveram infeções graves, que momentaneamente não responderam à terapêutica antibiótica intensiva. Se o perindopril for usado nestes doentes, recomenda-se a monitorização periódica do número de glóbulos brancos e os doentes devem ser instruídos para notificar qualquer sinal de infeção (p.ex: dores de garganta, febre). Raça Os IECAs causam uma taxa mais elevada de angioedema em doentes de raça negra do que em doentes de raça não negra. Tal como com outros IECAs, o perindopril pode ser menos eficaz na diminuição da pressão arterial em doentes de raça negra do que nos de raça não negra, possivelmente devido a uma maior prevalência de níveis baixos de renina na população hipertensa de raça negra. Tosse A tosse tem sido notificada com o uso de IECAs. Caracteristicamente, a tosse é não produtiva, persistente e desaparece com a descontinuação do tratamento. A tosse induzida por um IECA deve ser considerada como parte do diagnóstico diferencial da tosse. Cirurgia/Anestesia Em doentes submetidos a grande cirurgia ou durante a anestesia com medicamentos com potencial hipotensor, o Perindopril Aurobindo pode bloquear a formação de angiotensina II secundária à libertação compensatória de renina. O tratamento deve ser interrompido um dia antes da cirurgia. Se ocorrer hipotensão e for considerado ser devida a este mecanismo, pode ser corrigida por expansão de volume. Hipercaliemia Foi observado em alguns doentes tratados com IECAs, incluindo perindopril, aumentos do potássio sérico. Os fatores de risco para desenvolver hipercaliemia incluem a insuficiência renal, agravamento da função renal, idade (>70 anos), diabetes mellitus, eventos intercorrentes, em particular desidratação, descompensação cardíaca aguda, acidose metabólica e uso concomitante de diuréticos poupadores de potássio (ex.: espironolactona, eplerenona, triamtereno ou amilorida), suplementos de potássio ou substitutos do sal contendo potássio; ou doentes a tomar simultaneamente outros medicamentos associados ao aumento do potássio sérico (ex.: heparina, cotrimoxazol também conhecido como o trimetoprim/sulfametoxazol). O uso de suplementos de potássio, diuréticos poupadores de potássio, ou substitutos do sal contendo potássio, particularmente em doentes com compromisso da função renal pode provocar um aumento significativo do potássio sérico. A hipercaliemia pode causar graves arritmias, por vezes fatais. Se o uso concomitante dos medicamentos acima mencionados for considerado apropriado, estes devem ser usados com precaução e com uma monitorização regular do potássio sérico (ver secção 4.5). Os inibidores da ECA podem causar hipercaliemia devido à inibição da libertação de aldosterona. O efeito não é geralmente significativo em doentes com função renal normal. No entanto, pode ocorrer hipercaliemia em doentes com insuficiência renal e/ou em doentes que tomem suplementos de potássio (incluindo substitutos do sal), diuréticos poupadores de potássio, trimetoprim ou cotrimoxazol, também conhecidos por trimetoprim / sulfametoxazol e, especialmente, antagonistas da aldosterona ou bloqueadores dos recetores da angiotensina. Em doentes tratados com inibidores da ECA, os diuréticos poupadores de potássio e os bloqueadores dos recetores da angiotensina devem ser usados com precaução, e o potássio sérico e a função renal devem ser monitorizados (ver secção 4.5). Doentes diabéticos Em doentes diabéticos tratados com antidiabéticos orais ou insulina, o controlo da glicemia deve ser rigorosamente monitorizado durante o primeiro mês de tratamento com um IECA (ver secção 4.5). 27-06-2024

Lítio A combinação de lítio e perindopril não é geralmente recomendada (ver secção 4.5). Diuréticos poupadores de potássio, suplementos de potássio ou substitutos do sal contendo potássio A combinação de perindopril com diuréticos poupadores de potássio, suplementos de potássio ou substitutos do sal contendo potássio não é geralmente recomendada (ver secção 4.5). Duplo bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) Existe evidência de que o uso concomitante de inibidores da ECA, antagonistas dos recetores da angiotensina II ou aliscireno aumenta o risco de hipotensão, hipercaliemia e função renal diminuída (incluindo insuficiência renal aguda). O duplo bloqueio do SRAA através do uso combinado de inibidores da ECA, antagonistas dos recetores da angiotensina II ou aliscireno, é, portanto, não recomendado (ver secções 4.5 e 5.1). Se a terapêutica de duplo bloqueio for considerada absolutamente necessária, esta só deverá ser utilizada sob a supervisão de um especialista e sujeita a uma monitorização frequente e apertada da função renal, eletrólitos e pressão arterial. Os inibidores da ECA e os antagonistas dos recetores da angiotensina II não devem ser utilizados concomitantemente em doentes com nefropatia diabética. Gravidez: Os IECAs não devem ser iniciados durante a gravidez. A não ser em situações em que a manutenção da terapêutica com IECA seja considerada essencial, nas doentes que planeiem engravidar o tratamento deve ser alterado para anti-hipertensores cujo perfil de segurança durante a gravidez esteja estabelecido. Quando é diagnosticada a gravidez, o tratamento com IECA deve ser interrompido imediatamente e, se apropriado, deverá ser iniciada uma terapêutica alternativa (ver secção 4.3 e 4.6). Excipientes Este medicamento contém lactose. Doentes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência total de lactase ou malabsorção de glucose-galactose não devem tomar este medicamento.

4.5. Interações medicamentosas e outras formas de interação

Os dados de ensaios clínicos têm demonstrado que o duplo bloqueio do sistema renina- angiotensina aldosterona (SRAA) através do uso combinado de inibidores da ECA, antagonistas dos recetores da angiotensina II ou aliscireno está associado a uma maior frequência de acontecimentos adversos, tais como hipotensão, hipercaliemia e função renal diminuída (incluindo insuficiência renal aguda) em comparação com o uso de um único fármaco com ação no SRAA (ver secções 4.3, 4.4 e 5.1). Medicamentos que induzem hipercaliemia Alguns medicamentos ou classes terapêuticas podem aumentar a ocorrência de hipercaliemia: aliscireno, sais de potássio, diuréticos poupadores de potássio, IECAs, antagonistas dos recetores da angiotensina II, AINEs, heparinas, medicamentos imunossupressores tal como ciclosporina ou tacrolímus, trimetoprim. A associação destes medicamentos aumenta o risco de hipercaliemia. Utilização concomitante contraindicada (ver secções 4.3): Aliscireno: O risco de hipercaliemia, agravamento da função renal e a morbilidade e mortalidade cardiovasculares aumentam nos doentes diabéticos ou com compromisso renal. Utilização concomitante não recomendada (ver secção 4.4): Aliscireno: 27-06-2024

O risco de hipercaliemia, agravamento da função renal e a morbilidade e mortalidade cardiovasculares aumentam nos doentes não diabéticos ou não tenham compromisso renal. Terapêutica concomitante com IECA e ARA Tem sido relatado na literatura que, em doentes com doença aterosclerótica estabilizada, insuficiência cardíaca, ou diabetes com lesão de órgãos alvo, a terapêutica concomitante com IECA e ARA está associada ao aumento da frequência de hipotensão, síncope, hipercaliemia e agravamento da função renal (incluindo insuficiência renal aguda), quando comparada com a utilização apenas de um medicamento que atua no sistema renina-angiotensina-aldosterona. O bloqueio duplo (por ex., através da associação de um IECA com um ARAII) deve ser limitado a casos individuais, com monitorização rigorosa da função renal, níveis de potássio e pressão arterial. Estramustina: Risco aumentado de efeitos adversos tais como edema angioneurótico (angioedema). Diuréticos poupadores de potássio (por ex. triamtereno, amilorida), sais de potássio: hipercaliemia (potencialmente letal), especialmente em associação com compromisso renal (efeitos hipercaliemicos aditivos). A combinação de perindopril com os fármacos acima mencionados não é recomendada (ver secção 4.4). No entanto, se a utilização concomitante for indicada, devem ser usados com precaução e sob monitorização frequente dos níveis de potássio sérico. Para utilizar a espironolactona na insuficiência cardíaca, ver abaixo. Lítio Foram notificados aumentos reversíveis das concentrações séricas e toxicidade do lítio durante a administração concomitante de lítio e IECAs. A utilização de perindopril com lítio não é recomendada, mas se a associação for necessária, deve ser feita uma cuidadosa monitorização dos níveis séricos do lítio (ver secção 4.4). Utilização concomitante que requer cuidado especial: Medicamentos antidiabéticos (insulinas, hipoglicemiantes orais): Estudos epidemiológicos sugerem que a administração concomitante de IECAs e medicamentos antidiabéticos (insulinas, hipoglicemiantes orais) pode causar um aumento do efeito hipoglicemiante com risco de hipoglicemia. A ocorrência deste efeito é mais provável durante as primeiras semanas de tratamento combinado e em doentes com compromisso renal. Baclofeno: Efeito anti-hipertensor aumentado. Monitorizar a pressão arterial e adaptar a dose do anti-hipertensor, se necessário. Diuréticos não poupadores de potássio: Doentes a tomarem diuréticos, especialmente aqueles que diminuem o volume e/ou sal, podem sentir uma diminuição excessiva da pressão arterial após o início da terapêutica com um IECA. A possibilidade de efeitos hipotensores pode ser reduzida através da descontinuação do diurético, do aumento do volume ou da ingestão de sal antes do início da terapêutica com doses baixas e progressivas de perindopril. Na hipertensão arterial, quando um tratamento prévio com diurético possa ter causado depleção de sal/volume, ou o diurético é interrompido antes de se iniciar o tratamento com um IECA, neste caso um diurético não poupador de potássio pode ser posteriormente reintroduzido, ou o IECA deve ser iniciado com uma dosagem baixa e aumentando progressivamente. 27-06-2024

Em doentes com insuficiência cardíaca congestiva tratados com diuréticos, o IECA deve ser iniciado com uma dosagem muito baixa, possivelmente após a redução da dosagem do diurético não poupador de potássio associado. Em todos os casos, a função renal (nível de creatinina) tem de ser monitorizada durante as primeiras semanas de tratamento com IECA. Diuréticos poupadores de potássio, suplementos de potássio ou substitutos do sal contendo potássio: Com a eplerenona ou espironolactona em doses entre os 12,5 mg e os 50 mg por dia e com dose baixas de IECAs: No tratamento da insuficiência cardíaca de classe II-IV (NYHA), com uma fração de ejeção <40%, e tratada previamente com IECAs e diuréticos da ansa, existe um risco de hipercaliemia, potencialmente fatal, especialmente em caso de incumprimento das recomendações de prescrição desta associação. Antes de iniciar a associação, verificar a ausência de hipercaliemia e compromisso renal. A monitorização rigorosa da caliemia e da creatinemia é recomendada no primeiro mês de tratamento, inicialmente uma vez por semana e depois mensalmente. Embora o potássio sérico permaneça geralmente dentro dos limites normais, pode ocorrer hipercaliemia em alguns doentes tratados com Perindopril Aurobindo. Os diuréticos poupadores de potássio (por exemplo, espironolactona, triamtereno ou amilorida), suplementos de potássio ou substitutos do sal contendo potássio podem levar a aumentos significativos do potássio sérico. Deve-se ter cuidado também quando o Perindopril Aurobindo é coadministrado com outros agentes que aumentam o potássio sérico, como trimetoprim e cotrimoxazol (trimetoprim / sulfametoxazol), pois sabe-se que o trimetoprim atua como um diurético poupador de potássio como o amilorida. Por isso, a associação de Perindopril Aurobindo com os fármacos acima mencionados não é recomendada. Se a utilização concomitante for indicada, devem ser utilizados com precaução e monitorizar frequentemente o potássio sérico. Ciclosporina Pode ocorrer hipercaliemia durante a administração simultânea de inibidores da ECA com ciclosporina. Recomenda-se a monitorização do potássio sérico. Heparina Pode ocorrer hipercaliemia durante a administração simultânea de inibidores da ECA com heparina. Recomenda-se a monitorização do potássio sérico. Cotrimoxazol (trimetoprim/sulfametoxazol) Os doentes que tomam concomitantemente cotrimoxazol (trimetoprim/sulfametoxazol) podem ter risco acrescido de hipercalemia (consultar a secção 4.4). Anti-inflamatórios não esteroides (AINE) incluindo aspirina ≥ 3 g/dia: Quando IECAs são tomados simultaneamente com os anti-inflamatórios não esteroides (por ex.: ácido acetilsalicílico na dosagem de anti-inflamatório, inibidores da COX-2 e AINEs não seletivos) pode ocorrer uma atenuação do efeito anti-hipertensor. O uso concomitante de AINE e os IECAs pode originar um aumento do risco de agravamento da função renal, incluindo possível insuficiência renal aguda e um aumento do potássio sérico, especialmente em doentes com insuficiência renal pré-existente. Esta combinação deve ser administrada com cuidado, especialmente nos idosos. Os doentes devem ser adequadamente hidratados e deve-se ponderar a monitorização da função renal após o início da terapêutica concomitante, e depois periodicamente. Utilização concomitante que requer algum cuidado: Anti-hipertensores e vasodilatadores: O uso concomitante destes medicamentos pode aumentar o efeito hipotensor do perindopril. A utilização concomitante de nitroglicerina e outros nitratos, ou outros vasodilatadores pode reduzir ainda mais a pressão arterial. Gliptinas (linagliptina, saxagliptina, sitagliptina, vildagliptina): 27-06-2024

Risco aumentado de angioedema, devido à diminuição da atividade do dipeptidil peptidase IV (DPP-IV) pela gliptina em doentes tratados concomitantemente com um IECA. Antidepressores tricíclicos/Antipsicóticos/Anestésicos: A utilização concomitante de certos anestésicos, antidepressores tricíclicos e antipsicóticos com IECAs pode provocar uma redução acrescida da pressão arterial (ver secção 4.4). Simpaticomiméticos Os simpaticomiméticos podem reduzir os efeitos anti-hipertensores dos IECAs. Ouro Foram notificadas, raramente, reações nitritoides (sintomas que incluem rubor facial, náuseas, vómitos e hipotensão) em doentes com uma terapêutica concomitante de ouro injetável (aurotiomalato de sódio) e IECA, incluindo perindopril. Medicamentos que aumentam o risco de angioedema O uso concomitante de inibidores da ECA com sacubitril / valsartan é contraindicado, uma vez que aumenta o risco de angioedema (ver secções 4.3 e 4.4). O uso concomitante de inibidores da ECA com racecadotril, inibidores mTOR (por exemplo, sirolímus, everolímus, temsirolímus) e vildagliptina pode levar a um aumento do risco de angioedema (ver secção 4.4).

4.6. Fertilidade, gravidez e aleitamento

Gravidez A administração de IECA não é recomendada durante o primeiro trimestre de gravidez (ver secção 4.4). A administração de IECA está contraindicada durante o segundo e terceiro trimestres de gravidez (ver secções 4.3 e 4.4). A evidência epidemiológica relativa ao risco de teratogenicidade após a exposição aos IECAs durante o primeiro trimestre de gravidez não é conclusiva; contudo, não é possível excluir um ligeiro aumento do risco. A não ser que a manutenção do tratamento com IECA seja considerada essencial, nas doentes que planeiem engravidar, a medicação deve ser substituída por terapêuticas anti-hipertensoras alternativas cujo perfil de segurança durante a gravidez esteja estabelecido. Quando é diagnosticada a gravidez, o tratamento com IECA deve ser interrompido imediatamente e, se apropriado, deverá ser iniciada terapêutica alternativa. A exposição ao IECA durante o segundo e terceiro trimestres de gravidez está reconhecidamente associada à indução de toxicidade fetal em humanos (diminuição da função renal, oligohidrâmnio, atraso na ossificação do crânio) e toxicidade neonatal (insuficiência renal, hipotensão, hipercaliemia) (ver secção 5.3). No caso da exposição ao IECA ter ocorrido a partir do segundo trimestre de gravidez, recomenda-se a monitorização ultrassonográfica da função renal e dos ossos do crânio. Recém-nascidos cujas mães estiveram expostas a IECA devem ser cuidadosamente observados no sentido de diagnosticar hipotensão (ver secções 4.3 e 4.4). Amamentação Uma vez que não se encontra disponível informação sobre a utilização de perindopril durante o aleitamento, a terapêutica com Perindopril Aurobindo não está recomendada e são preferíveis terapêuticas alternativas cujo perfil de segurança durante o aleitamento esteja estabelecido, particularmente em recém-nascidos e lactentes pré-termo. Fertilidade: Não houve efeito na atividade reprodutiva ou na fertilidade. 27-06-2024

4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas

Perindopril Aurobindo não tem influência direta na capacidade de conduzir ou utilizar máquinas, mas em alguns doentes podem aparecer reações individuais relacionadas com a diminuição da pressão arterial, especialmente no início do tratamento ou em associação com outro anti-hipertensor. Como resultado, a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas pode estar comprometida.

4.8. Efeitos indesejáveis

Resumo do perfil de segurança O perfil de segurança de perindopril é consistente com o perfil de segurança dos IECAs: Os acontecimentos adversos mais frequentes, notificados nos ensaios clínicos e observados com o perindopril são: tonturas, cefaleias, parestesias, vertigens, alterações visuais, acufenos, hipotensão, tosse, dispneia, dor abdominal, obstipação, diarreia, disgeusia, dispepsia, náusea, vómitos, prurido, erupção cutânea, cãibra muscular, e astenia. Tabela com a lista de reações adversas Os seguintes efeitos indesejáveis foram observados durante os ensaios clínicos e/ou após a comercialização de perindopril e classificados com a seguinte frequência: Muito frequentes (≥1/10); frequentes (≥1/100, <1/10); pouco frequentes (≥1/1.000, <1/100); raros (≥1/10.000, < 1/1.000); muito raros (<1/10.000), desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis). Classes de Efeitos indesejáveis Frequentes sistemas de órgãos Eosinofilia Pouco frequente* Agranulocitose ou pancitopenia Muito raro Doenças do Diminuição na hemoglobina e Muito raro sangue e do hematócrito sistema linfático Leucopenia/neutropenia Muito raro Anemia hemolítica em doentes Muito raro com deficiência congénita de G- 6PDH (ver secção 4.4) Trombocitopenia Muito raro Doenças Síndrome de Secreção Raro endócrinas inapropriada de hormona antidiurética (SIADH) Doenças do Hipoglicemia (ver secções 4.4 e Pouco frequente* metabolismo e 4.5) da nutrição Hipercaliemia, reversível após Pouco frequente* descontinuação (ver secção 4.4) Hiponatremia Pouco frequente* Perturbações do Alterações do humor Pouco frequente foro psiquiátrico Perturbações do sono Pouco frequente Depressão Pouco frequente Doenças do Tonturas Frequente sistema nervoso Cefaleias Frequente Parestesia Frequente

Vertigens Frequente 27-06-2024

Sonolência Pouco frequente* Síncope Pouco frequente* Confusão Muito rara Afeções oculares Distúrbios da visão Frequente Afeções do Acufenos Frequente ouvido e do labirinto Palpitações Pouco frequente* Taquicardia Pouco frequente* Angina de peito (ver secção 4.4) Muito rara Arritmia Muito rara Cardiopatias Enfarte do miocárdio, Muito rara possivelmente secundário à excessiva hipotensão em doentes de alto risco (ver secção 4.4) Vasculopatias Hipotensão (e efeitos Frequente relacionados com hipotensão) Vasculite Pouco frequente* Afrontamento Raro AVC possivelmente secundário à Muito rara excessiva hipotensão em doentes de alto risco (ver secção 4.4) Fenómeno de Raynaud Desconhecido Doenças Tosse Frequente respiratórias, Dispneia Frequente torácicas e do Broncospasmo Pouco frequente mediastino Pneumonia eosinofílica Muito rara Rinite Muito rara Doenças Dor abdominal Frequente gastrointestinais Obstipação Frequente Diarreia Frequente Disgeusia Frequente Dispepsia Frequente Náuseas Frequente Vómitos Frequente Xerostomia Pouco frequente Pancreatite Muito rara Afeções Hepatite citolítica ou colestática Muito rara hepatobiliares (ver secção 4.4) Afeções dos Prurido Frequente tecidos cutâneos Erupção cutânea Frequente e subcutâneas Urticária (ver secção 4.4) Pouco frequentes Angioedema da face, Pouco frequentes extremidades, lábios, mucosas, língua, glote e/ou laringe (ver secção 4.4) Reações de fotossensibilidade Pouco frequente* Penfigoide Pouco frequente* Hiper-hidrose Pouco frequente Agravamento da psoríase Raro Eritema multiforme Muito raro Afeções Cãibras musculares Frequente musculoesquelét Artralgia Pouco frequente* icas e dos Mialgia Pouco frequente* tecidos 27-06-2024

conjuntivos Doenças renais Insuficiência renal Pouco frequente e urinárias Anúria/Oligúria Raro Insuficiência renal aguda Raro Doenças dos Disfunção erétil Pouco frequente órgãos genitais e da mama Perturbações Astenia Frequente gerais e Dor torácica Pouco frequente* alterações no Mal-estar Pouco frequente* local de Edema periférico Pouco frequente* administração Pirexia Pouco frequente* Exames Aumento da uremia Pouco frequente* complementares Aumento da creatinemia Pouco frequente* de diagnóstico Aumento da bilirrubinemia Raro Aumento das enzimas hepáticas Raro Complicações de Quedas Pouco frequente* intervenções relacionadas com lesões e intoxicações * Frequência calculada a partir das notificações espontâneas dos acontecimentos adversos observados nos ensaios clínicos. Ensaios clínicos: Durante o período aleatório do estudo EUROPA só foram recolhidos os eventos adversos graves. Poucos doentes sofreram eventos adversos graves: 16 (0,3%) dos 6122 doentes tratados com perindopril e 12 (0,2%) dos 6107 doentes tratados com placebo. Nos doentes tratados com perindopril, foi observada hipotensão em 6 doentes, angioedema em 3 doentes e paragem cardíaca súbita num doente. Foram excluídos mais doentes devido a tosse, hipotensão ou outra intolerância tratados com perindopril (6,0% (n=366)) do que com placebo (2,1% (n=129)). Notificação de suspeitas de reações adversas A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas diretamente ao INFARMED, I.P.: Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: [email protected]

4.9. Sobredosagem

Os dados disponíveis sobre a sobredosagem no Homem são limitados. Os sintomas associados a uma sobredosagem com IECAs podem incluir hipotensão, choque circulatório, alterações eletrolíticas, falência renal, hiperventilação, taquicardia, palpitações, bradicardia, tonturas, ansiedade e tosse. O tratamento recomendado para a sobredosagem é a administração por perfusão intravenosa de uma solução de cloreto de sódio 9 mg/ml (0,9%). Se ocorrer hipotensão o doente deve ser colocado em posição de choque. Se disponível, pode também ser considerado o tratamento por perfusão com angiotensina II e/ou catecolaminas por via intravenosa. O perindopril pode ser removido 27-06-2024

da circulação geral por hemodiálise (ver secção 4.4). Recomenda-se terapêutica pacemaker em caso de bradicardia resistente à terapia. Os sinais vitais, eletrólitos no soro e concentrações de creatinina devem ser monitorizados permanentemente.

5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

5.1. Propriedades farmacodinâmicas

Grupo Farmacoterapêutico: 3.4.2.1 Aparelho Cardiovascular. Anti-hipertensores. Modificadores do eixo renina angiotensina. Inibidores da enzima de conversão da angiotensina. Código ATC: C09A A04 Mecanismo de ação O perindopril é um inibidor da enzima que converte a angiotensina I em angiotensina II (Enzima de Conversão da Angiotensina - ECA). A enzima de conversão ou cinase é uma exopeptidase, que permite a conversão da angiotensina I na substância vasoconstritora, angiotensina II, provocando simultaneamente a degradação da substância vasodilatadora bradicinina num heptapéptido inativo. A inibição da ECA resulta numa redução da angiotensina II no plasma, que conduz ao aumento da atividade da renina plasmática (por inibição do feedback negativo sobre a libertação de renina) e à redução da secreção de aldosterona. Uma vez que a ECA inativa a bradicinina, a inibição da ECA também resulta numa atividade aumentada dos sistemas calicreíno-cinina circulantes e locais (ativando também o sistema prostaglandina). É possível que este mecanismo contribua para a ação hipotensora dos IECAs e seja parcialmente responsável por alguns dos seus efeitos indesejáveis (por ex.: a tosse). O perindopril atua através do seu metabolito ativo, o perindoprilato. Os outros metabolitos não exercem um efeito inibitório da atividade da ECA in vitro. Eficácia e segurança clínicas Hipertensão O perindopril é eficaz em todos os graus de hipertensão: ligeira, moderada, grave e observa-se uma redução das pressões arteriais sistólica e diastólica em decúbito e em posição ortostática. O perindopril reduz a resistência vascular periférica, conduzindo à redução da pressão arterial. Consequentemente, o fluxo sanguíneo periférico aumenta, sem exercer efeito na frequência cardíaca. Em regra, o fluxo sanguíneo renal aumenta, enquanto a taxa de filtração glomerular (TFG) se mantém, normalmente, inalterada. A atividade anti-hipertensora é máxima entre 4 a 6 horas após uma dose única e mantém-se durante, pelo menos, 24 horas: os efeitos no vale são cerca de 87-100% dos efeitos máximos. A descida da pressão arterial ocorre rapidamente. Nos doentes que respondem à terapêutica, a normalização é atingida ao fim de um mês e mantém-se sem ocorrência de taquifilaxia. A interrupção do tratamento não provoca reagudização. O perindopril reduz a hipertrofia ventricular esquerda. 27-06-2024

No homem, foram confirmadas as propriedades vasodilatadoras do perindopril. Melhora a elasticidade dos grandes vasos arteriais e diminui o rácio média/lúmen das pequenas artérias. Uma terapêutica adjuvante com um diurético tiazídico origina sinergia de tipo aditivo. A associação de um IECA a uma tiazida também diminui o risco de hipocaliemia induzida pelo tratamento diurético. Insuficiência cardíaca: Perindopril reduz o trabalho cardíaco por uma diminuição na pré-carga e pós-carga. Os estudos realizados em doentes com insuficiência cardíaca demonstraram: - diminuição das pressões de enchimento ventricular esquerda e direita, - redução da resistência vascular periférica total, - aumento do débito cardíaco e melhoria do índice cardíaco. Foi demonstrado em estudos comparativos que a primeira administração de 2,5 mg de perindopril arginina em doentes com insuficiência cardíaca ligeira a moderada não esteve associada a qualquer redução significativa da pressão arterial em comparação com o placebo. Doentes com doença arterial coronária estável: O estudo EUROPA foi um estudo clínico multicêntrico, internacional, aleatório, com dupla ocultação e controlado por placebo que teve uma duração de 4 anos. Doze mil duzentos e dezoito (12.218) doentes com idades superiores a 18 anos foram aleatorizados: para perindopril 8 mg (n=6.110) ou placebo (n=6.108). A população em estudo apresentava doença arterial coronária sem evidência de sinais clínicos de insuficiência cardíaca (90% dos doentes tiveram um enfarte prévio do miocárdio e/ou uma revascularização coronária prévia). A maioria dos doentes recebeu a medicação em estudo além da terapêutica convencional incluindo inibidores plaquetários, agentes antidislipidémicos e beta bloqueantes. O principal critério de eficácia foi o composto de morte cardiovascular, enfarte do miocárdio não fatal e/ou paragem cardíaca com reanimação bem-sucedida. O tratamento com perindopril ter-butilamina 8 mg uma vez por dia resultou numa significativa redução absoluta no objetivo primário de 1,9%, (redução do risco relativo de 20%, 95% IC [9,4; 28,6] - p<0,001). Em doentes com história de enfarte do miocárdio e/ou revascularização, foi observada uma redução absoluta de 2,2% correspondente a uma RRR de 22,4% (95% IC [12,0;31,6]- p<0,001) no objetivo primário em comparação com o placebo. Dois grandes estudos aleatorizados e controlados (ONTARGET (“ONgoing Telmisartan Alone and in combination with Ramipril Global Endpoint Trial”) e VA NEPHRON-D (“The Veterans Affairs Nephropathy in Diabetes”)) têm examinado o uso da associação de um inibidor da ECA com um antagonista dos recetores da angiotensina II. O estudo ONTARGET foi realizado em doentes com história de doença cardiovascular ou cerebrovascular, ou diabetes mellitus tipo 2 acompanhada de evidência de lesão de órgão-alvo. O estudo VA NEPHRON-D foi conduzido em doentes com diabetes mellitus tipo 2 e nefropatia diabética. Estes estudos não mostraram nenhum efeito benéfico significativo nos resultados renais e/ou cardiovasculares e mortalidade, enquanto foi observado um risco aumentado de hipercaliemia, insuficiência renal aguda e/ou hipotensão, em comparação com monoterapia. Dadas as suas propriedades farmacodinâmicas semelhantes, estes resultados são também relevantes para outros inibidores da ECA e antagonistas dos recetores da angiotensina II. Os inibidores da ECA e os antagonistas dos recetores da angiotensina II não devem assim, ser utilizados concomitantemente em doentes com nefropatia diabética. O estudo ALTITUDE (“Aliskiren Trial in Type 2 Diabetes Using Cardiovascular and Renal Disease Endpoints”) foi concebido para testar o benefício da adição de aliscireno a uma 27-06-2024

terapêutica padrão com um inibidor da ECA ou um antagonista dos recetores da angiotensina II em doentes com diabetes mellitus tipo 2 e doença renal crónica, doença cardiovascular ou ambas. O estudo terminou precocemente devido a um risco aumentado de resultados adversos. A morte cardiovascular e o acidente vascular cerebral foram ambos numericamente mais frequentes no grupo tratado com aliscireno, do que no grupo tratado com placebo e os acontecimentos adversos e acontecimentos adversos graves de interesse (hipercaliemia, hipotensão e disfunção renal) foram mais frequentemente notificados no grupo tratado com aliscireno que no grupo tratado com placebo.

5.2. Propriedades farmacocinéticas

Absorção Após administração oral, a absorção do perindopril é rápida e o pico de concentração é atingido em 1 hora. A semivida plasmática do perindopril é de 1 hora. Perindopril é um pró-fármaco. 27% da dose de perindopril administrado atinge a circulação sanguínea como perindoprilato, metabolito ativo. Além do perindoprilato ativo, o perindopril produz 5 metabolitos, todos inativos. O pico de concentração plasmática do perindoprilato é atingido em 3 a 4 horas. Como a ingestão de alimentos diminui a transformação em perindoprilato, logo a sua biodisponibilidade, perindopril arginina deve ser administrado por via oral, numa toma diária única, antes da refeição. Foi demonstrada uma relação linear entre a dose de perindopril e a sua exposição plasmática. Distribuição O volume de distribuição é aproximadamente de 0,2 l/kg para a forma livre do perindoprilato. A ligação do perindoprilato às proteínas plasmáticas é de 20%, principalmente à enzima de conversão da angiotensina, mas é dependente da concentração. Eliminação O perindoprilato é eliminado na urina e a semivida terminal da fração livre é cerca de 17 horas, permitindo obter um estado de equilíbrio em 4 dias. População especial A eliminação do perindoprilato diminui nos doentes idosos, bem como nos doentes com insuficiência cardíaca e renal. No caso de insuficiência renal deve fazer-se uma adaptação da posologia, em função do grau de compromisso (depuração da creatinina). A depuração de diálise do perindoprilato é de 70 ml/min. As cinéticas do perindopril são modificadas nos doentes com cirrose: a depuração hepática da molécula-mãe é reduzida para metade. Contudo, a quantidade de perindoprilato formado não é reduzido, e por conseguinte, não é necessária nenhuma adaptação de posologia (ver secções 4.2 e 4.4).

5.3. Dados de segurança pré-clínica

Em estudos de toxicidade crónica oral (ratos e macacos), o órgão atingido é o rim, com alterações reversíveis. Em estudos in vitro e in vivo não foi observada mutagenicidade. Os estudos de toxicidade reprodutiva (ratinhos, ratos, coelhos e macacos) não demonstraram sinais de embriotoxicidade ou teratogenicidade. Contudo, os IECAs, enquanto classe, têm demonstrado provocar efeitos adversos no desenvolvimento fetal, 27-06-2024

provocando morte fetal e efeitos congénitos em roedores e coelhos: foram observadas lesões renais e um aumento na mortalidade peri e pós-natal. A fertilidade não foi comprometida, quer no rato macho, quer na fêmea. Não se observou carcinogenicidade em estudos a longo termo, em ratos e ratinhos.

6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS

6.1. Lista dos excipientes

Lactose Sílica coloidal hidrofóbica anidra Celulose microcristalina Estearato de magnésio

6.2. Incompatibilidades

Não aplicável.

6.3. Prazo de validade

2 anos. Após a primeira abertura da bolsa de alumínio: 60 dias.

6.4. Precauções especiais de conservação

Conservar a temperatura inferior a 25ºC. Conservar na embalagem de origem para proteger da humidade. Manter o blister de alumínio na bolsa e dentro da embalagem exterior para proteger da humidade.

6.5. Natureza e conteúdo do recipiente

Os comprimidos de Perindopril Aurobindo são acondicionados em blisters de PVC / PVDC / alumínio. Os blisters são acondicionados numa bolsa de alumínio tri-laminada juntamente com uma saqueta de gel de sílica (dessecante) não comestível. NÃO ENGOLIR. As bolsas são seladas e embaladas em caixas de cartão. Apresentações: 10, 14, 28, 30, 56, 60, 84, 90, 112 e 120 comprimidos É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

6.6. Precauções especiais de eliminação e manuseamento

Não existem requisitos especiais.

7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

Generis Farmacêutica, S.A. Rua João de Deus, 19 2700-487 Amadora Portugal

8. NÚMEROS DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO

27-06-2024

N.º de registo: 5374459 – 10 comprimidos, 4 mg, blister de PVC/PVDC-Alu N.º de registo: 5374467 – 14 comprimidos, 4 mg, blister de PVC/PVDC-Alu N.º de registo: 5374475 – 30 comprimidos, 4 mg, blister de PVC/PVDC-Alu N.º de registo: 5374509 – 60 comprimidos, 4 mg, blister de PVC/PVDC-Alu

9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO

NO MERCADO Data da primeira autorização: 28 de março de 2011 Data da última renovação: 5 de dezembro de 2016

10. DATA DA REVISÃO DO TEXTO

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Assistente Pharmuno
Respostas geradas automaticamente a partir do folheto informativo oficial deste medicamento. Não substituem, em caso algum, o parecer do seu farmacêutico ou do seu médico. Em caso de emergência, ligue 112.