Finasterida Impruve 5 mg Comprimidos Revestidos por película MG
Folheto informativo: Informação para o utilizador
Finasterida Impruve 5 mg Comprimidos revestidos por película finasterida
Leia com atenção todo este folheto antes de utilizar este medicamento pois contém informação importante para si. – Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o ler novamente. – Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. – Este medicamento foi receitado apenas para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sinais de doença. – Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Ver secção 4.
O que contém este folheto
1. O que é Finasterida Impruve e para que é utilizado
2. O que precisa de saber antes de utilizar Finasterida Impruve
3. Como utilizar Finasterida Impruve
4. Efeitos indesejáveis possíveis
5. Como conservar Finasterida Impruve
6. Conteúdo da embalagem e outras informações
1. O que é Finasterida Impruve e para que é utilizado
Finasterida Impruve é um medicamento sob a forma de comprimidos revestidos por película, que contêm, cada um, 5 mg de finasterida como substância ativa.
O seu médico receitou-lhe Finasterida Impruve, porque lhe diagnosticou uma doença chamada Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP). Chama-se Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP) ao aumento benigno do volume da próstata, comum nos homens com mais de 50 anos de idade.
A sua glândula prostática (que está situada perto da bexiga) tornou-se maior e está a dificultar a passagem da urina. Assim, poderá sentir necessidade de urinar com frequência, especialmente de noite, urgência em urinar, dificuldade em começar a urinar, interrupção ou redução da força do jato urinário, ou ainda uma sensação de que não consegue esvaziar completamente a bexiga.
Nalguns homens, a HBP poderá conduzir ao aparecimento de problemas graves, que incluem infeções no aparelho urinário, súbita incapacidade de urinar (retenção urinária aguda), bem como a necessidade de intervenção cirúrgica. Por este motivo, um homem que tenha sintomas de HBP, deve consultar o seu médico.
Finasterida Impruve pertence a um grupo de fármacos denominados de inibidores da 5-alfa- redutase. Estes atuam diminuindo o volume da glândula prostática. Finasterida Impruve pode reduzir o risco de súbita incapacidade de urinar (denominado de retenção urinária aguda) bem como a necessidade de intervenção cirúrgica.
A HBP desenvolve-se a longo termo. Alguns doentes demonstram uma melhoria significativa dos sintomas mas podem necessitar de tomar Finasterida Impruve pelo menos durante 6 meses para determinar se existe melhoria efetiva ou não.
2. O que precisa de saber antes de utilizar Finasterida Impruve
Não utilize Finasterida Impruve – Se tem alergia (hipersensibilidade) à substância ativa ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6). As mulheres que estejam ou possam estar grávidas ou com possibilidade de engravidar não devem tomar Finasterida Impruve. Não devem também manusear comprimidos esmagados ou partidos de Finasterida Impruve (ver Secção Gravidez e aleitamento).
Finasterida Impruve está indicado para uso exclusivo nos homens. Mulheres e crianças não devem tomar Finasterida Impruve.
Fale com o seu médico sobre quaisquer problemas de saúde que possa ter, ou já tenha tido, incluindo alergias.
Advertências e precauções
Fale com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro antes de tomar Finasterida Impruve. Finasterida Impruve está indicado apenas para o tratamento da HBP nos homens.
O Finasterida Impruve pode afetar um teste sanguíneo chamado PSA. Se fez algum teste ao PSA, informe o seu médico que está a tomar Finasterida Impruve.
Alterações de humor e depressão Foram notificadas alterações de humor tal como humor depressivo, depressão e, menos frequentemente, pensamentos suicidas em doentes tratados com Finasterida Impruve. Se tiver algum destes sintomas, contacte imediatamente o seu médico para aconselhamento adicional.
Os comprimidos de Finasterida Impruve contêm lactose. Se tem intolerância a algum açúcar, informe o seu médico antes de tomar este medicamento.
Outros medicamentos e Finasterida Impruve Geralmente, Finasterida Impruve não interfere com outros medicamentos.
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos.
Finasterida Impruve com alimentos e bebidas Finasterida Impruve pode ser tomado com ou sem alimentos.
Gravidez e amamentação Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar Finasterida Impruve.
As mulheres grávidas ou com possibilidade de engravidar não devem manusear comprimidos de Finasterida Impruve partidos ou esmagados, devido à possibilidade de absorção de finasterida e o potencial risco consequente para o feto masculino.
Desconhece-se se a finasterida é excretada no leite humano. Os comprimidos de Finasterida Impruve são revestidos por película o que previne o contacto com a substância ativa durante o manuseamento normal, desde que os comprimidos não tenham sido esmagados ou partidos.
No caso da substância ativa de Finasterida Impruve ser absorvida por via oral ou através da pele de uma mulher que está grávida de um bebé do sexo masculino, poderá causar deformações nos órgãos sexuais desse bebé. Se uma mulher grávida estiver em contacto com a substância ativa de Finasterida Impruve, deverá consultar um médico.
Se a sua parceira sexual estiver grávida ou puder vir a engravidar, deverá evitar a exposição da sua parceira ao seu sémen, o qual poderá conter vestígios de fármaco.
Condução de veículos e utilização de máquinas Não há dados disponíveis que sugiram que a finasterida afete a capacidade de conduzir veículos ou de utilizar máquinas.
Finasterida Impruve contém lactose Se foi informado pelo seu médico que tem intolerância a alguns açúcares, contacte-o antes de tomar este medicamento
Finasterida Impruve contém sódio Este medicamento contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por comprimido revestido por película ou seja, é praticamente “isento de sódio”
3. Como utilizar Finasterida Impruve
Tomar Finasterida Impruve sempre de acordo com as indicações do médico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas. A dose habitual é 1 comprimido por dia.
Se utilizar mais Finasterida Impruve do que deveria Se tomar comprimidos a mais, contacte o seu médico imediatamente.
Caso se tenha esquecido de tomar Finasterida Impruve Tente tomar Finasterida Impruve conforme lhe foi receitado. Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar. Volte a tomar o comprimido dentro do esquema previsto.
4. Efeitos indesejáveis possíveis
Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se manifestam em todas pessoas. Os seguintes efeitos indesejáveis estão entre os reportados para a finasterida:
– diminuição da quantidade de sémen ejaculado, impotência (dificuldade na ereção), distúrbios na ejaculação – menor desejo sexual – palpitações – erupções cutâneas, comichão, urticária, inchaço da face e lábios – aumento das enzimas hepáticas – inchaço do peito e sensibilidade mamária – dor testicular – depressão – diminuição da libido que se mantém após descontinuação do tratamento – disfunção eréctil que se mantém após descontinuação do tratamento – infertilidade masculina e/ou má qualidade do sémen. Melhoramento da qualidade do sémen foi notificado após descontinuação do tratamento. – ansiedade (frequência desconhecida). – pensamentos suicidas (frequência desconhecida).
Deve informar, imediatamente, o seu médico de quaisquer alterações no seu tecido mamário como nódulos, dor, inchaço ou corrimento no mamilo, uma vez que estes poderão ser sinais de doença grave como cancro da mama.
Comunicação de efeitos indesejáveis: Se algum dos efeitos indesejáveis se agravar ou se detetar quaisquer efeitos indesejáveis não mencionados neste folheto, informe o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente ao Infarmed, I.P.:
INFARMED, I.P. Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram E-mail: [email protected]
Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.
5. Como conservar Finasterida Impruve
Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.
O medicamento não necessita de quaisquer precauções especiais de conservação.
Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem exterior, após “EXP”. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.
Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.
6. Conteúdo da embalagem e outras informações
Qual a composição de Finasterida Impruve
– A substância ativa é a finasterida 5 mg. Cada comprimido contém 5 mg de finasterida. – Os outros componentes são:
Núcleo: Lactose mono-hidratada, celulose microcristalina (E460), carboximetilamido sódico (Tipo A), amido de milho pré-gelificado, docusato de sódio, óxido de ferro amarelo (E172) e estearato de magnésio.
Revestimento: Hipromelose, dióxido de titânio (E171), macrogol 400 e indigotina (E132) Qual o aspeto de Finasterida Impruve e conteúdo da embalagem
Comprimidos revestidos por película. Comprimidos azuis, redondos e biconvexos.
Finasterida Impruve encontra-se disponível em comprimidos de 5 mg em embalagens de 10, 14, 28, 30, 60, 90, 100 e 500 comprimidos.
É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.
Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante
Titular da Autorização de Introdução no Mercado
Pentafarma – Sociedade Técnico-Medicinal, S.A. Rua da Tapada Grande n.º 2, Abrunheira 2710-228 Sintra Portugal
Fabricante
Tecnimede – Sociedade Técnico Medicinal, S.A. Quinta da Cerca, caixaria 2565-187 Dois Portos Portugal
[One Pharma Industrial Pharmaceutical Company Societe Anonyme 60th Km N.N.R. Athens-Lamia Postal Code 32009 Grécia]
Este medicamento encontra-se autorizado nos Estados Membros do Espaço Económico Europeu (EEE) sob as seguintes denominações:
Portugal: Finasterida Impruve 5 mg comprimidos Espanha – Finasteride Tecnigen 5 mg comprimidos Grécia – Glopisine República Checa – Finard 5 mg Hungria – Finasteride Pharmacenter
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⚕Para profissionais — Resumo das Características do Medicamento (RCM)Ficha técnica completa: posologia, interações, contraindicações, advertências+
1. NOME DO MEDICAMENTO
Finasterida Impruve 5 mg Comprimidos revestidos por película
2. COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA
Cada comprimido contém 5 mg de finasterida. Excipiente com efeito conhecido: cada comprimido revestido por película contém 106,4 mg de lactose mono-hidratada.
Lista completa de excipientes, ver secção 6.1.
3. FORMA FARMACÊUTICA
Comprimido revestido por película. Comprimidos azuis e redondos e biconvexos.
4. INFORMAÇÕES CLÍNICAS
4.1. Indicações terapêuticas
Finasterida Impruve está indicado no tratamento da hiperplasia benigna da próstata (HBP) sintomática provocando:
- Melhoria dos sintomas. - Redução do risco de retenção urinária aguda. - Redução do risco de cirurgia, incluindo ressecção transuretral da próstata (RTUP) e prostatectomia.
Finasterida Impruve provoca a regressão da próstata hiperplásica, melhora o fluxo urinário e os sintomas associados com a HBP.
4.2. Posologia e modo de administração
Posologia
A posologia diária recomendada é de 1 comprimido de 5 mg, tomado ou não à refeição.
Aos 6 meses de tratamento com finasterida deve ser avaliada a resposta à terapêutica, embora possam ser observadas melhorias antes. De forma a avaliar se a resposta clínica foi alcançada devem ser realizadas avaliações periódicas da resposta do doente à terapêutica. Finasterida Impruve pode ser administrada em monoterapia ou em associação com o bloqueador-alfa doxazosina (ver secção 5.1).
Insuficiência Hepática Não existem dados disponíveis sobre o uso de finasterida em doentes com insuficiência hepática.
Insuficiência Renal Não é necessário qualquer ajustamento posológico em doentes com vários graus de insuficiência renal (depuração da creatinina até 9 ml/min.), dado que os estudos farmacocinéticos não indicaram qualquer alteração na disponibilidade da finasterida.
Idosos Não é necessário qualquer ajustamento posológico, embora os estudos farmacocinéticos indiquem que a eliminação da finasterida está algo diminuída nos doentes com mais de 70 anos de idade.
População pediátrica Este medicamento não deve ser administrado a crianças pois não existe informação disponível sobre a segurança e eficácia de finasterida nas crianças.
4.3. Contraindicações
Finasterida Impruve não está indicado em mulheres ou crianças.
Finasterida Impruve está contraindicado nas seguintes situações:
- Hipersensibilidade conhecida à finasterida ou a qualquer um dos excipientes mencionados na secção 6.1.
- Gravidez – utilização em mulheres que estejam ou possam estar grávidas (ver secção 4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento, Exposição à Finasterida – risco para o feto do sexo masculino).
4.4. Advertências e precauções especiais de utilização
Gerais Os doentes com um grande volume urinário residual e/ou com o fluxo urinário gravemente diminuído devem ser cuidadosamente monitorizados para a eventualidade de ocorrer uropatia obstrutiva. A possibilidade de cirurgia deve ser colocada como uma opção. Efeitos sobre o antigénio específico da próstata (Prostate Specific Antigen – PSA) e deteção do cancro da próstata Não foi ainda demonstrado qualquer benefício clínico em doentes com cancro da próstata tratados com finasterida. Os doentes com hiperplasia benigna da próstata (HBP) e PSA elevado foram monitorizados em estudos clínicos controlados por determinação de PSA's e biópsias sequenciais à próstata. Nestes estudos de HBP, a finasterida pareceu não alterar a taxa de deteção do cancro da próstata e a incidência global do cancro da próstata não foi significativamente diferente nos doentes tratados com finasterida ou com placebo.
Recomenda-se que, antes de se iniciar o tratamento com finasterida, e depois, periodicamente, os doentes sejam observados para rastreio de cancro da próstata, através de exame digital do reto e de outro tipo de exames. O PSA sérico é também utilizado como forma de deteção do cancro da próstata. Geralmente, um valor basal de PSA>10 ng/ml (Hybritech) requer uma melhor avaliação e a hipótese de uma biópsia; quando os valores de PSA se situarem entre 4 e 10 ng/ml, são aconselhados exames adicionais. Existe uma sobreposição considerável nos valores PSA entre os homens com e sem cancro da próstata. Assim, em homens com HBP, os valores de PSA situados dentro do limite normal de referência não excluem a hipótese de existência de cancro da próstata, apesar do tratamento com finasterida. Um valor basal de PSA <4 ng/ml não exclui a hipótese de cancro da próstata.
A finasterida provoca uma diminuição das concentrações séricas do PSA de aproximadamente 50%, em doentes com HBP, mesmo na presença de cancro da próstata. Esta diminuição nos níveis séricos do PSA em doentes com HBP tratados com finasterida deve ser analisada aquando da avaliação dos dados de PSA, e não exclui a hipótese de cancro da próstata concomitante. Esta diminuição é previsível em todo o intervalo de valores de PSA, apesar da larga variação interindividual. A análise dos valores de PSA em mais de 3000 doentes no estudo Finasterida Long-Term Efficacy and Safety Study– (PLESS), com duração de 4 anos, em dupla ocultação e controlado por placebo, confirmou que, em doentes típicos tratados com finasterida durante um período de 6 meses ou mais, os valores de PSA deveriam ser o dobro, por comparação com os valores normais de homens não tratados. Este ajustamento preserva a sensibilidade e especificidade do doseamento de PSA e mantém a sua capacidade para detetar o cancro da próstata.
Qualquer aumento constante nos níveis do PSA, em doentes tratados com finasterida, deverá ser cuidadosamente avaliado, devendo, inclusivamente, ser considerada a hipótese de não cumprimento do tratamento com finasterida.
A Finasterida não diminui significativamente o valor percentual de PSA livre (rácio PSA livre/PSA total). O rácio entre o PSA livre e o PSA total mantém-se constante mesmo sobre a influência de finasterida. Não é necessário fazer qualquer ajuste no valor da percentagem de PSA livre quando este é utilizado como ajuda na deteção do cancro da próstata. Interação entre o medicamento e testes laboratoriais
Efeitos nos níveis do PSA Os níveis de PSA correlacionam-se com a idade dos doentes e com o volume prostático e o volume prostático correlaciona-se com a idade dos doentes. Quando são avaliadas as determinações laboratoriais de PSA deve ter-se em conta que os níveis de PSA diminuem nos doentes tratados com finasterida. Na maioria dos doentes a rápida descida do PSA observada nos primeiros meses do tratamento estabiliza seguidamente. Os valores pós-tratamento são cerca de metade dos valores basais pré-tratamento. Assim, no doente típico tratado com finasterida por seis meses ou mais, os valores de PSA devem ser duplicados em comparação com os valores normais dos homens não tratados. Para a interpretação clínica ver secção 4.4 - Advertências e precauções especiais de utilização: Efeitos sobre o antigénio específico da próstata e deteção do cancro da próstata.
Cancro da mama no homem Têm sido notificados casos de cancro da mama, durante os ensaios clínicos e no período pós- comercialização, em homens medicados com finasterida 5 mg. Os clínicos devem instruir os seus doentes a notificar imediatamente, quaisquer alterações no tecido mamário, como nódulos, dor, ginecomastia ou corrimento mamário.
População pediátrica A finasterida não está indicada em crianças. A segurança e a efetividade em crianças não foram estabelecidas.
Excipientes - lactose Este medicamento contém lactose. Doentes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência de lactase ou malabsorção de glucose-galactose não devem tomar este medicamento.
Insuficiência hepática Não foi estudado o efeito da insuficiência hepática na farmacocinética da finasterida.
Alterações de humor e depressão Foram notificadas alterações de humor incluindo humor depressivo, depressão e, menos frequentemente, ideação suicida em doentes tratados com finasterida 5 mg. Os doentes devem ser monitorizados em caso de sintomas psiquiátricos e se estes ocorrerem, deve ser recomendado que o doente procure aconselhamento médico.
Finasterida Impruve contém lactose Doentes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência total de lactase ou malabsorção de glucose-galactose não devem tomar este medicamento.
Finasterida Impruve contém sódio Este medicamento contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por comprimido revestido por película ou seja, é praticamente “isento de sódio”.
4.5. Interações medicamentosas e outras formas de interação
Não foram identificadas interações medicamentosas com significado clínico. A finasterida é metabolizada primariamente, mas sem afetar de forma significativa, pela via do citocromo P450 3A4. Apesar do risco da finasterida afetar a farmacocinética de outros fármacos ser considerado baixo, é provável que os inibidores e indutores do citocromo P450 3A4 afetem a concentração plasmática da finasterida. No entanto, com base nas margens de segurança estabelecidas, é improvável que qualquer aumento provocado pelo uso concomitante destes inibidores tenha relevância clínica.
Os compostos que foram avaliados no homem incluíram o propranolol, digoxina, glibenclamida, varfarina, teofilina e fenazona e não foram encontradas interações clinicamente significativas.
4.6. Fertilidade, gravidez e aleitamento
Gravidez A finasterida está contraindicada em mulheres que estejam ou possam estar grávidas (ver secção 4.3 Contraindicações).
Devido à capacidade dos inibidores da 5 –redutase tipo II para inibir a conversão de testosterona em dihidrotestosterona, estes fármacos, incluindo a finasterida, podem causar alterações dos genitais externos do feto do sexo masculino, quando administrados à mulher grávida.
Exposição à Finasterida – risco para o feto do sexo masculino
As mulheres que estejam grávidas ou possam vir a engravidar não devem manusear comprimidos esmagados ou partidos de Finasterida Impruve, devido à possibilidade de absorção da finasterida e ao potencial risco subsequente para o feto masculino (ver secção 4.6 - Fertilidade, gravidez e aleitamento, Gravidez).
Os comprimidos de Finasterida Impruve possuem um revestimento por película que previne o contacto com a substância ativa durante o manuseamento normal, desde que os comprimidos não tenham sido partidos ou esmagados.
Foram detetadas pequenas quantidades de finasterida no sémen de indivíduos em tratamento com finasterida, 5 mg / dia. Não se sabe se um feto masculino pode ser adversamente afetado se a mãe for exposta ao sémen de um doente em tratamento com finasterida. Se a parceira sexual do doente estiver grávida ou puder vir a engravidar, recomenda-se que o doente minimize a exposição da sua parceira ao seu sémen.
Amamentação Finasterida Impruve não está indicado em mulheres. Desconhece–se se a finasterida é excretada no leite humano.
4.7. Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas
Não existem dados que sugiram que a finasterida afete a capacidade de conduzir veículos ou de utilizar máquinas.
4.8. Efeitos indesejáveis
As reações adversas mais frequentes são a impotência e diminuição da libido. Estas reações normalmente ocorrem no início do tratamento e na maioria dos doentes desaparecem com a continuação do tratamento.
As reações adversas observadas durante os ensaios clínicos e/ou período pós comercialização da Finasterida 5 mg estão descritas na tabela abaixo por sistemas de acordo com a sua frequência: Muito frequentes (≥1/10) Frequentes (≥1/100, <1/10) Pouco frequentes (≥1/1.000, <1/100) Raros (≥1/10.000, <1/1.000) Muito raros (<1/10.000) Desconhecido (não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis)
A frequência das reações adversas notificadas durante o uso pós-comercialização não pode ser determinada, uma vez que deriva de notificações espontâneas.
Sistema de órgãos Frequência: reação adversa Doenças do sistema imunitário: Desconhecido: Reações de hipersensibilidade, incluindo edema dos lábios e da face. Perturbações do foro psiquiátrico: Frequente: Diminuição da libido. Desconhecido: depressão, diminuição da libido que se mantém após descontinuação do tratamento, ansiedade, ideação suicida Cardiopatias Desconhecido: Palpitações Afeções hepatobiliares: Desconhecido: Aumento das enzimas hepáticas. Afeções dos tecidos cutâneos e Raro: rash subcutâneos Desconhecido: prurido, urticária Doenças dos órgãos genitais e da Frequentes: impotência mama: Pouco frequentes: Distúrbios na ejaculação, sensibilidade mamária e aumento da glândula mamária. Desconhecido: Dor testicular, disfunção eréctil que se mantém após a descontinuação do tratamento; infertilidade masculina e/ou má qualidade do sémen. Normalização ou melhoramento da qualidade do sémen foi notificado após descontinuação da finasterida Exames complementares de Frequente: diminuição do volume de ejaculado diagnóstico
Além disso, foi notificado em ensaios clínicos e no uso pós-comercialização cancro da mama no homem (ver secção 4.4 Advertências e precauções especiais de utilização). Estudo "Medical Therapy Of Prostat Symptoms" (MTOPS) O estudo MTOPS comparou a finasterida 5 mg/dia (n=768), a doxazosina 4 ou 8 mg/dia (n=756), a terapêutica de associação de finasterida 5 mg/dia e doxazosina 4 ou 8 mg/dia (n=786), e o placebo (n=737). Neste estudo, o perfil de segurança e de tolerabilidade da terapêutica de associação foi geralmente consistente com o perfil dos componentes individualmente. A incidência de distúrbios na ejaculação em doentes a receber terapêutica de associação foi comparável à soma das incidências desta experiência adversa para os dois fármacos em monoterapia.
Outros dados de utilização prolongada Num estudo com a duração de 7 anos, controlado com placebo, que envolveu 18 882 homens saudáveis, dos quais 9060 tinham dados disponíveis para análise de uma biópsia com agulha à próstata, foi detetado cancro da próstata em 803 (18,4%) homens a receber Finasterida 5 mg e 1147 (24,4%) homens a receber placebo. No grupo da Finasterida 5 mg, 280 (6,4%) tinham cancro da próstata com pontuações de Gleason de 7-10, detetado na biópsia com agulha vs. 237 (5,1%) homens do grupo do placebo. Análises subsequentes sugerem que o aumento da prevalência de cancro da próstata de grau elevado observado no grupo de finasterida 5 mg pode ser explicado por um viés de deteção, devido ao efeito da finasterida sobre o volume prostático. Do número total de casos de cancro da próstata diagnosticados neste estudo, cerca de 98% foram classificados como intracapsulares (estádio T1 ou T2). O significado clínico da pontuação de Gleason de 7-10 é desconhecido.
Resultados Laboratoriais Quando se avaliam as determinações laboratoriais de PSA, deve ter–se em consideração o facto de os níveis de PSA se encontrarem diminuídos em doentes tratados com finasterida (ver secção
4.4. Advertências e precauções especiais de utilização).
Notificação de suspeitas de reações adversas A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medi8camento é importante, uma vez que permite uma monitorização contínua da relação benefício-risco do medicamento. Pede-se aos profissionais de saúde que notifiquem quaisquer suspeitas de reações adversas diretamente ao Infarmed, I.P.: Direção de Gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa Tel: +351 21 798 73 73 Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram E-mail: [email protected]
4.9. Sobredosagem
A administração, em doentes, de doses únicas de finasterida até 400 mg e de doses múltiplas até 80 mg/dia, durante 3 meses, não originou reações adversas.
Não se recomenda qualquer tratamento específico na sobredosagem com Finasterida Impruve.
5. PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS
5.1. Propriedades farmacodinâmicas
Grupo farmacoterapêutico: Medicamentos usados na retenção urinária (7.4.2.1). Código ATC: G04C B01.
Finasterida é um composto 4-aza-esteroide sintético, é um inibidor específico da 5 -redutase tipo II, uma enzima intracelular que metaboliza a testosterona num androgénio mais potente, a dihidrotestosterona (DHT). Na HBP, o aumento de volume da próstata depende da conversão da testosterona em DHT no seu interior. A Finasterida Impruve é altamente eficaz na redução da DHT circulante e intraprostática. A finasterida não tem afinidade para o recetor androgénico.
Em doentes com HBP, a finasterida, administrada durante 4 anos numa dose de 5 mg/dia, mostrou reduzir as concentrações de DHT circulante em aproximadamente 70% e foi associada a uma redução mediana do volume da próstata de aproximadamente 20%. Além disso, houve uma redução de cerca de 50% no PSA, a partir dos valores basais, sugerindo uma redução do crescimento das células epiteliais da próstata. A supressão dos níveis de DHT e a regressão da próstata hiperplásica, com o decréscimo associado dos níveis de PSA, mantiveram-se em estudos de até 4 anos. Nestes estudos, os níveis circulantes da testosterona encontravam-se aumentados em cerca de 10%-20%, embora se situassem dentro dos limites fisiológicos.
ESTUDOS CLÍNICOS Os dados dos estudos clínicos abaixo descritos sugerem que Finasterida Impruve reverte a progressão da HBP em doentes com próstata hiperplásica pois demonstram um risco reduzido para retenção urinária aguda e para intervenção cirúrgica, melhoria dos sintomas relacionados com a HBP, aumento do fluxo urinário máximo e diminuição do volume da próstata.
A Finasterida 5 mg/dia foi inicialmente avaliada por exame digital retal em doentes com sintomas de HBP e próstata hiperplásica, em dois estudos de fase III, com duração de 1 ano, controlados por placebo, com distribuição aleatória, em dupla ocultação, e nas suas extensões abertas de 5 anos. Dos 536 doentes inicialmente distribuídos aleatoriamente para tomar Finasterida 5 mg/dia, 234 completaram 5 anos de terapêutica adicionais e estiveram disponíveis para avaliação. Os parâmetros de eficácia utilizados foram o débito urinário máximo, o volume da próstata e a pontuação sintomática. A Finasterida foi ainda avaliada no Estudo de Segurança e Eficácia a Longo Prazo (PLESS), um estudo em dupla ocultação, com distribuição aleatória, controlado com placebo e multicêntrico com a duração de 4 anos. Neste estudo, avaliou-se o efeito da terapêutica com 5 mg/dia de Finasterida nos sintomas da HBP e nos eventos urológicos relacionados com a HBP (intervenção cirúrgica [ex. ressecção transuretral da próstata e prostatectomia] ou retenção urinária aguda que requer cateterização). Foram distribuídos aleatoriamente no estudo 3040 doentes com idades compreendidas entre 45 e 78 anos (1524 para a finasterida, 1516 para o placebo), com sintomas de HBP moderados a graves e com próstata hiperplásica diagnosticada através de exame digital do reto, tendo sido avaliados 3016 em relação à eficácia.
Completaram o estudo com duração de 4 anos 1883 doentes (1000 do grupo da finasterida, 883 do grupo do placebo). Foram ainda avaliados o débito urinário máximo e o volume prostático.
EFEITO NA RETENÇÃO URINÁRIA AGUDA E NECESSIDADE DE INTERVENÇÃO CIRÚRGICA No estudo PLESS, ocorreu intervenção cirúrgica ou retenção urinária aguda, que requer cateterização, em 13,2 % dos doentes a tomar placebo, em comparação com 6,6 % dos doentes a tomar Finasterida. Isto representa uma redução de 51 % no risco de intervenção cirúrgica ou retenção urinária aguda durante 4 anos. A Finasterida reduziu o risco de intervenção cirúrgica em 55 % (10,1 % para o placebo vs. 4,6 % para a Finasterida) e reduziu o risco de retenção urinária aguda em 57 % (6,6 % para o placebo vs. 2,8 % para a Finasterida). A redução do risco foi evidente entre os grupos em tratamento na primeira avaliação (4 meses) e manteve-se ao longo do estudo de 4 anos.
EFEITO NA OCORRÊNCIA DE SINTOMAS Nos dois estudos de Fase III com duração de 1 ano, verificou-se uma redução total média de sintomas a partir do início logo na 2ª semana de tratamento. Nestes estudos, observou-se uma melhoria significativa dos sintomas nos meses 7 e 10, em comparação com o placebo. Apesar de se ter observado uma melhoria precoce dos sintomas urinários em alguns doentes, foi normalmente necessário um tratamento pelo menos de 6 meses para avaliar se foi obtida uma resposta benéfica no alívio dos sintomas. A melhoria dos sintomas da HBP manteve-se durante o primeiro ano e ao longo de mais 5 anos das extensões dos estudos.
Os doentes envolvidos no estudo PLESS com duração de 4 anos apresentavam sintomas moderados a graves no início (média de 15 pontos, aproximadamente, numa pontuação de 0- 34). Nos doentes que se mantiveram em tratamento durante os 4 anos de duração do estudo, a Finasterida melhorou a ocorrência de sintomas em 3,3 pontos em comparação com 1,3 pontos no grupo do placebo (p <0,001). Ao fim de 1 ano a melhoria na ocorrência de sintomas tornou- se evidente nos doentes tratados com Finasterida, tendo esta melhoria continuado até ao 4º ano.
A ocorrência de sintomas melhorou no primeiro ano em doentes tratados com placebo, mas piorou a partir daí. Os doentes com sintomas moderados a graves no início registaram tendência para apresentar a maior melhoria nos sintomas.
EFEITO NO FLUXO URINÁRIO MÁXIMO Nos dois estudos de Fase III com duração de 1 ano, na 2ª semana o fluxo urinário máximo encontrava-se significativamente aumentado em comparação com o valor inicial. Nestes estudos, observou-se um aumento significativo do fluxo urinário máximo nos meses 4 e 7 vs. o placebo. Este efeito manteve-se durante o primeiro ano e ao longo de mais 5 anos das extensões dos estudos.
No estudo PLESS com duração de 4 anos, verificou-se uma separação clara entre os grupos de tratamento relativamente ao fluxo urinário máximo no 4º mês, a favor da Finasterida, que se manteve ao longo do estudo. A média do fluxo urinário máximo inicial era de aproximadamente 11 ml/seg, em ambos os grupos de tratamento. Nos doentes que permaneceram em tratamento durante o estudo e que apresentavam dados de fluxo urinário avaliáveis, a Finasterida aumentou o fluxo urinário máximo em 1,9 ml/seg, em comparação com 0,2 ml/seg no grupo do placebo.
EFEITO NO VOLUME PROSTÁTICO Nos dois estudos de Fase III com duração de 1 ano, o volume prostático médio inicial variava entre 40-50 cc. Em ambos os estudos, o volume prostático diminuiu significativamente em comparação com o inicial e com o placebo na primeira avaliação (3 meses). Este efeito manteve-se durante o primeiro ano e ao longo de mais 5 anos das extensões dos estudos.
No estudo PLESS com duração de 4 anos, o volume prostático foi avaliado anualmente por imagem de ressonância magnética nuclear (MRI) num subgrupo de doentes (n=284). Nos doentes tratados com Finasterida, o volume prostático diminuiu em comparação com os valores iniciais e placebo ao longo do estudo de 4 anos. Dos doentes do subgrupo do MRI que permaneceram em terapêutica durante todo o estudo, a Finasterida diminuiu o volume prostático em 17,9 % (de 55,9 cc no início para 45,8 cc ao fim de 4 anos) em comparação com um aumento de 14,1 % (de 51,3 cc para 58,5 cc) no grupo do placebo (p<0,001).
VOLUME PROSTÁTICO COMO FATOR PREDICTIVO DA RESPOSTA TERAPÊUTICA Uma meta-análise que combinou dados de 1 ano de sete estudos em dupla ocultação, controlados com placebo de conceção semelhante, englobando 4491 doentes com HBP sintomática, demonstrou que, nos doentes tratados com Finasterida, a intensidade da resposta aos sintomas e o grau de melhoria no débito urinário máximo foram superiores em doentes que apresentavam próstata hiperplásica (40 cc, aproximadamente e superior) no início.
TERAPÊUTICA CLÍNICA DOS SINTOMAS PROSTÁTICOS O ensaio clínico Medical Treatment of Prostatic Symptoms (MTOPS) foi um estudo com uma duração de 4 a 6 anos, em 3047 homens com HBP sintomática, que foram distribuídos aleatoriamente para receber 5 mg/dia de finasterida, 4 ou 8 mg/dia de doxazosina, a associação de 5 mg/dia de finasterida e 4 ou 8 mg/dia de doxazosina, ou placebo. O parâmetro de avaliação final primário foi o tempo de progressão clínica da HBP, definido como um aumento confirmado = 4 pontos, a partir dos valores iniciais, de pontuação sintomática, retenção urinária aguda, insuficiência renal relacionada com a HBP, infeções do trato urinário recorrentes ou urosepsis, ou incontinência. O tratamento com a finasterida, a doxazosina, ou a terapêutica de associação resultou numa redução significativa do risco de progressão da HBP em cerca de 34, 39 e 67%, respetivamente, em comparação com o placebo. A maioria dos acontecimentos (274 em 351) que constituíram a progressão da HBP foram confirmados por um aumento =4 pontos na pontuação sintomática; o risco de progressão da pontuação sintomática foi reduzido em cerca de 30, 46 e 64%, para a finasterida, a doxazosina e os grupos da associação, respetivamente, em comparação com o placebo. A retenção urinária aguda contabilizou 41 dos 351 acontecimentos da progressão da HBP; o risco de desenvolver retenção urinária aguda foi diminuído em 67, 31 e 79%, para a finasterida, a doxazosina e os grupos da associação, respetivamente, em comparação com o placebo. Apenas a finasterida e os grupos de terapêutica de associação foram significativamente diferentes do placebo.
ESTUDOS CLÍNICOS ADICIONAIS Os efeitos urodinâmicos da finasterida no tratamento da obstrução do fluxo vesical resultante de HBP foram avaliados por técnicas invasivas num estudo de 24 semanas, em dupla ocultação, controlado com placebo de 36 doentes com sintomas moderados a graves de obstrução urinária e um débito urinário máximo inferior a 15 ml/seg. O alívio da obstrução, evidenciado por uma melhoria significativa na pressão do detrusor e um débito médio aumentado, foi demonstrado em doentes tratados com 5 mg de Finasterida em comparação com o placebo.
Avaliou-se o efeito da finasterida no volume das zonas periféricas e periuretrais da próstata em 20 homens com HBP por MRI num estudo de um ano, em dupla ocultação, controlado com placebo. Os doentes tratados com Finasterida, ao contrário dos que foram tratados com placebo, apresentaram uma diminuição significativa [11,5 ± 3,2 cc EP)] na dimensão total da glândula, para o que contribuiu bastante uma redução [6,2 ± 3 cc] na dimensão da zona periuretral. Uma vez que a zona periuretral é responsável pela obstrução do débito, esta redução pode contribuir para a resposta clínica benéfica observada nestes doentes.
A informação de um estudo recentemente completado, com a duração de 7 anos, controlado por placebo, que envolveu 18 882 homens, com idade ≥ 55, com um exame digital retal normal e um PSA de ≤ 3,0 ng/ml, pode ser relevante para homens atualmente a serem tratados com Finasterida para a HBP. No fim do estudo, 9060 homens tinham dados disponíveis para análise de uma biópsia com agulha à próstata. Neste estudo, foi detetado cancro da próstata em 803 (18,4%) homens a receber finasterida e 1147 (24,4%) homens a receber placebo (ver também secção 4.8 Efeitos indesejáveis, outros dados de utilização prolongada). A finasterida não está indicada para redução do risco de desenvolvimento de cancro da próstata.
5.2. Propriedades farmacocinéticas
Absorção Em relação a uma dose de referência intravenosa, a biodisponibilidade oral da finasterida é de aproximadamente 80%. A biodisponibilidade não é afetada pelos alimentos. As concentrações plasmáticas máximas de finasterida são atingidas aproximadamente duas horas após a administração e a absorção é completa após seis a oito horas.
Distribuição A ligação às proteínas é de aproximadamente 93%. A depuração plasmática e o volume de distribuição são de aproximadamente 165 ml/min. e 76 litros, respetivamente.
Biotransformação Foram identificados dois metabolitos da finasterida, que apresentam somente uma reduzida fração da atividade inibidora da 5 -redutase da finasterida.
Eliminação A finasterida apresenta uma semivida plasmática média de seis horas. Após uma dose oral de 14C-finasterida no homem, 39% da dose foi excretada na urina sob a forma de metabolitos (não foi excretado nenhum fármaco inalterado na urina) e 57% da dose total foi excretada nas fezes. Neste estudo, foram identificados dois metabolitos da finasterida, que apresentam somente uma reduzida fração da atividade inibidora da 5 -redutase da finasterida.
Um estudo de dose múltipla demonstrou uma acumulação lenta de pequenas quantidades de finasterida ao longo do tempo. Após a dose de 5 mg/dia, determinou-se que a concentração plasmática da finasterida no estado estacionário era cerca de 8-10 ng/ml e que esta permaneceu estável ao longo do tempo.
A velocidade de eliminação da finasterida é algo diminuída nos idosos. À medida que se envelhece, a semi–vida aumenta desde uma média de aproximadamente 6 horas nos homens de 18–60 anos de idade até 8 horas nos homens com mais de 70 anos de idade. Este facto não tem significado clínico e, portanto, não é exigível uma redução da posologia. Em doentes com insuficiência renal crónica, nos quais a depuração da creatinina variou entre 9 e 55 ml/min., a distribuição de uma dose única de 14C–finasterida não foi diferente da dos voluntários saudáveis. A ligação às proteínas também não diferiu nos doentes com insuficiência renal. A fração de metabolitos que habitualmente é excretada renalmente foi excretada pelas fezes. Portanto, parece que a excreção fecal aumenta proporcionalmente à diminuição da excreção urinária dos metabolitos. Não é necessário nenhum ajustamento posológico nos doentes não dializados com insuficiência renal.
A finasterida tem sido doseada no líquido cefalo-raquidiano de doentes tratados com finasterida no decurso de 7-10 dias, mas o fármaco parece não se concentrar preferencialmente neste fluído. A finasterida também tem sido doseada no fluído seminal de indivíduos que tomaram 5 mg/dia. A quantidade de finasterida existente no fluído seminal foi 50 a 100 vezes menor que a dose de finasterida (5 mg) que não provocou efeito nos valores de DHT circulante em adultos masculinos.
5.3. Dados de segurança pré-clínica
Os dados pré-clínicos não revelam riscos especiais para o ser humano, com base em estudos convencionais de toxicidade de dose repetida, genotoxicidade e potencial carcinogénico. Os estudos de toxicidade reprodutiva em ratos macho demonstraram redução no peso da próstata e vesículas seminais, redução da secreção das glândulas genitais acessórias e redução do índice de fertilidade (causadas pelo efeito farmacológico primário da finasterida). A relevância clínica destes achados não está esclarecida. Como para outros inibidores da 5-alfa-redutase, foi observada feminização dos fetos masculinos do rato quando a finasterida foi administrada durante o período de gestação. A administração intravenosa de até 800 ng/dia de finasterida a macacos rhesus durante todo o período de desenvolvimento embrionário e fetal não resultou em anomalias nos fetos macho. Esta dose é cerca de 60-120 vezes superior à quantidade estimada para o sémen de um homem que recebeu 5 mg de finasterida, e à qual uma mulher poderia estar exposta através do sémen. A confirmar a relevância do modelo Rhesus para o desenvolvimento fetal humano, a administração oral de 2 mg/kg/dia de finasterida (a exposição sistémica (AUC) no macaco foi ligeiramente superior (3x) à encontrada em homens que receberam 5 mg de finasterida ou aproximadamente 1-2 milhões de vezes a quantidade estimada de finasterida no sémen) a macacos durante a gravidez resultou em anomalias nos órgãos genitais externos dos fetos macho. Não foram observadas outras anomalias em fetos macho e nenhuma dose provocou anomalias atribuídas ao finasterida em fetos fêmea.
6. INFORMAÇÕES FARMACÊUTICAS
6.1. Lista dos excipientes
Núcleo: - Lactose mono-hidratada, - Celulose microcristalina (E460) - Carboximetilamido sódico (Tipo A) - Amido de milho pré-gelificado - Docusato de sódio - Óxido de ferro amarelo (E172) - Estearato de magnésio
Revestimento: - Hipromelose - Dióxido de titânio (E171) - Macrogol 400 - Indigotina (E132)
6.2. Incompatibilidades
Não aplicável.
6.3. Prazo de validade
3 anos.
6.4. Precauções especiais de conservação
O medicamento não necessita de precauções especiais de conservação.
6.5. Natureza e conteúdo do recipiente
Os comprimidos são acondicionados em blisteres de PVC/Alumínio, em embalagens de 10, 14, 28, 30, 60, 90, 100 e 500 comprimidos.
É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.
6.6. Precauções especiais de eliminação e manuseamento
As mulheres grávidas ou que possam engravidar não devem manusear comprimidos esmagados ou partidos de Finasterida Impruve (ver secção 4.3 Contraindicações e secção 4.6 Fertilidade, gravidez e aleitamento: Utilização na Gravidez e Exposição à finasterida - risco para o feto do sexo masculino).
Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.
7. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
Tecnimede - Sociedade Técnico-Medicinal, S.A. Rua da Tapada Grande n.º 2, Abrunheira 2710-228 Sintra Portugal
8. NÚMERO(S) DE AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
- Embalagem de 10 comprimidos – Registo nº. 2908390 - Embalagem de 14 comprimidos – Registo nº. 5700893 - Embalagem de 28 comprimidos – Registo nº. 5700794 - Embalagem de 30 comprimidos – Registo nº. 2908499 - Embalagem de 60 comprimidos – Registo nº. 2908598 - Embalagem de 90 comprimidos – Registo nº. 5129317 - Embalagem de 100 comprimidos – Registo nº. - Embalagem de 500 comprimidos – Registo nº. 5700695
9. DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO/ RENOVAÇÃO DA AUTORIZAÇÃO
DE INTRODUÇÃO NO MERCADO
Data da primeira autorização: 13 dezembro 1999 Data da última renovação: 4 junho 2009
